quinta-feira, 1 de maio de 2008

Fitch está revisando notas de crédito do Brasil

por Nalu Fernandes da Agência Estado
30.04.2008 19h31

A Fitch Ratings confirmou, em Nova York, que a equipe de rating soberano da agência de classificação de risco está "conduzindo uma revisão dos ratings (notas de risco de crédito) do País". De acordo com comunicado divulgado pela Fitch, "o rating soberano do Brasil está em revisão ativa".
Pelos critérios da Fitch, a classificação soberana do País é "BB+" com perspectiva estável, um nível abaixo do grau de investimento. No dia 14 deste mês, em evento em Manhattan, a diretora-sênior da Fitch Ratings, Shelly Shetty, havia afirmado que não esperaria que o Brasil viesse a crescer a taxas de 5% a 6% para conceder elevação da nota soberana. "Queremos ver o Brasil conduzir um crescimento não inflacionário", disse na ocasião.
Ainda no evento, Shetty afirmou que a Fitch não está tão preocupada com o déficit de conta corrente do Brasil. "O BC tem o luxo de vender reserva ou deixar a moeda se apreciar", ponderou no dia.
Outra importante agência de classificação de risco, a Standard & Poor's, elevou hoje a nota do Brasil para grau de investimento.

quarta-feira, 30 de abril de 2008

Bolsa sobe 6,33%, maior alta desde 2002, e bate recorde

por Claudia Violante da Agência Estado
30.04.2008 17h55

A elevação do Brasil ao grau de investimento pela agência de classificação de risco Standard & Poor´s deu todos os argumentos de que o mercado acionário doméstico precisava para, finalmente, romper o recorde de 6 de dezembro passado e posicionar-se em outro patamar. E esse nível foi bem acima de qualquer projeção.
A Bovespa teve a maior alta porcentual desde 17 de outubro de 2002, de 6,33%. Fechou no recorde de pontos de 67.868,5 pontos, substituindo o recorde anterior, de dezembro, aos 66.790,8 pontos. Durante o pregão, também bateu recorde, ao renovar a pontuação máxima histórica, aos 68.038 pontos, quando subia 6,6% (a máxima anterior era de 7 de dezembro, 66.529 pontos). O volume disparou e totalizou R$ 9,708 bilhões.
O ganho acumulado no mês chegou a 11,32%, o mais elevado em 2007 e 2008, segundo os dados do site da Bovespa. Em 2008, a Bovespa acumula elevação de 6,23%.
A decisão da S&P acabou ofuscando a reunião do Federal Reserve (Fed, banco central dos EUA) para tomar sua decisão de política monetária. O Fed cumpriu o que esperava o mercado - cortou a taxa básica de juros americana em 0,25 ponto porcentual, para 2% ao ano, promoveu a mesma redução na taxa de redesconto (crédito emergencial, para 2,25% ao ano) e deu sinais de que o processo de afrouxamento monetário será interrompido. As bolsas reagiram imediatamente ao anúncio com relativa indiferença. Mas as bolsas americanas acabaram invertendo o rumo depois que os investidores fizeram a releitura do comunicado.
Assim, o Dow Jones encerrou a sessão em baixa de 0,09%, aos 12.820,1 pontos. O S&P recuou 0,38% e o Nasdaq encerrou com queda de 0,55%. Antes da releitura, os balanços e indicadores divulgados hoje deram fôlego para uma alta firme. O mercado gostou dos números da consultoria ADP (criação de 10 mil vagas de trabalho no setor privado americano em abril, ante estimativa de -70 mil postos de trabalho) e do PIB (alta de 0,6% no primeiro trimestre, em linha com as estimativas) e balanços como da GM e Procter & Gamble. Mas tudo acabou ficando relegado a segundo plano após o encontro do Fed.
No Brasil, com o grau de investimento, a queda do petróleo (-1,88%, aos US$ 113,46 o barril) e dos metais não se refletiram nas ações da Vale e da Petrobras, que foram alvos preferenciais após elevação do rating. Após o fechamento do mercado, a Petrobras anunciou reajuste dos combustíveis, de 10% para a gasolina e 15% para o diesel, aumento que só repercutirá nas ações na sexta-feira, quando o mercado doméstico volta a trabalhar após o feriado do Dia do Trabalho. Petrobras PN subiu hoje 3,18%, Petrobras ON ganhou 1,73%, Vale PNA avançou 5,06% e Vale ON subiu 5,36%.

Brasil recebe grau de investimento da S&P

por André Lahóz de EXAME
30.04.2008 17h57
Selo de investimento seguro gera euforia na Bovespa, que fecha em alta de 6,33%

O Brasil entrou – afinal – para o clube dos países tidos como seguros para investir. A agência de classificação de risco Standard & Poor's, a S&P, elevou hoje a nota de risco de crédito do Brasil de “BB+” para “BBB-”, o que significa que o país já é “grau de investimento”. O mercado foi pego de surpresa, pois a expectativa é que o país conseguisse a nova classificação apenas no último trimestre deste ano. A Bolsa de Valores de São Paulo fechou em alta de 6,33% e atingiu um novo recorde de pontos (67.868).
A nova avaliação é importante por seu impacto potencial nos investimentos estrangeiros no Brasil. A classificação de risco é uma ferramenta usada pelos investidores na hora de decidir onde irão aplicar o dinheiro. As notas concedidas pelas agências indicam qual é o risco de calote para o aplicador. Até a nota “BB+”, que o país detinha a tarde desta quarta-feira, os países são considerados “grau especulativo”. São, portanto, mais arriscados. A partir de agora, segundo a S&P, o risco de aplicar no Brasil é baixo.
Por isso mesmo, a tendência é de aumento no fluxo de dinheiro no Brasil, seguindo o padrão de quase todos os países que também subiram de patamar. A principal razão para isso é que muitos fundos de pensão estrangeiros têm uma limitação estatutária para investir em países sem o “grau de investimento”. O Brasil entra agora no radar desse importante grupo – estima-se que os fundos de pensão detenham cerca de 25 trilhões de dólares para aplicar. Ninguém sabe quanto desse bolo o Brasil poderá atrair.
A nova nota coroa quase 15 anos de avanço macroeconômico. No comunicado divulgado pela S&P, a agência reconheceu em particular os esforços do Banco Central no combate à inflação. “Em contraste com pressões inflacionárias incontroladas em outros países com ratings mais baixos, o Banco Central do Brasil iniciou um ciclo de aperto em 16 de abril de 2008, para garantir que os benefícios duramente conquistados associados com a baixa inflação serão mantidos”, afirmou Lisa Schineller, diretora da S&P. Até mesmo o Federal Reserve, o banco central americano, tem sido criticado por não ser suficientemente firme no controle de preços. O Fed reduziu nesta quarta-feira sua taxa básica de juros de 2,25% ao ano para 2%, confirmando a expectativa de grande parte dos analistas de mercado.
Ela destacou, porém, que a política fiscal segue como uma fragilidade brasileira. O principal entrave para a obtenção do “grau de investimento” vinha sendo o patamar da dívida pública, em 41,2% do PIB, muito acima do patamar de 20% do PIB para a média dos ratings BBB da agência. Apesar disso, o fato é que a dívida pública já foi de 57%em 2002.
Novas melhorias da nota estão condicionadas a um avanço mais sólido no front fiscal. “Passos de política para reduzir o nível do, e a rigidez no, atual gasto do governo, ou ambos, devem fortalecer a posição fiscal do Brasil e facilitar um declínio maior na taxa de juro, com implicações positivas para o investimento e crescimento e um declínio mais rápido nos encargos da dívida do país”, disse Schineller. “A passagem das reformas tributária ou da previdência – que a S&P não espera dentro do horizonte de rating – seria um choque positivo para a confiança e contribuiria para fortalecer a qualidade de crédito."

IBOV...após 29/04...forte realização antecipando FED...



Contrastando com o pregão anterior, e "descolado" de DJI, o IBOVESPA abriu na máxima do dia nos 65.677 pontos e como já sinalizavam, com muita força os índices futuros, iniciou um movimento continuado de queda, típico de uma realização de lucros, perdendo os suportes em 65.630, 65.320, 64.880 e 64.600 pontos, conquistados nos dois pregões anteriores, vindo buscar suporte provisório nos 64.150 pontos. Na segunda metade do pregão, tentou esboçar reação, tentando retomar os 65.600 pontos, porém sucumbiu à forte queda dos índices futuros e foi arrastado até a mínima de 63.705 pontos (- 3,0%). Conseguiu finalizar próximo disso nos 63.825 pontos (queda de 2,88%). Os principais indicadores nos gráficos diários sinalizam a continuidade da queda, porém o gráfico de "30 minutos" já sinaliza região de "sobre-venda" no estocástico com alguma possibilidade de reverter essa tendência. O oscilador de momentos, porém continua sinalizando queda. Suportes imediatos em 63.600 (na LTA) e 62.900 (fibo 38%)pontos. Resistências agora em 64.170, 64.600, 64.840 e 65.200 pontos.

terça-feira, 29 de abril de 2008

DOW JONES...após 29/04...tendência de queda ainda continua...


DJI abriu nos 12.870 pontos e nas duas primeiras horas de pregão, "sintonizado" com os mercados futuros, veio buscar a mínima nos 12804 pontos. A partir desse suporte, iniciou com dificuldade uma recuperação atingindo a máxima do dia em 12.889 pontos (+0,13%),insuficiente para conter a pequena realização que ocorreu a partir daí, finalizando nos 12.831 pontos (- 0,31%). No gráfico de maior frequência (30 minutos), o IFR está sinalizando continuidade na tendência de queda.O estocástico e o CCI/Ma cruzamento estão indefinidos. No gráfico diário, o estocástico se apresenta ainda "sobre-comprado" e os demais indicadores indefinidos. Resistências imediatas continuam em 12.890,12.940 e 13.047 pontos. Suportes imediatos em 12.800 (fibo de 78,6%), 12.750, 12.690 (fibo de 62%) e 12.530 (fibo de 38%)pontos.

Ibovespa cai 2,82%, maior perda desde 19 de março

por Claudia Violante da Agência Estado
29.04.2008 17h26

Depois de acumular mais de 7% de alta em abril até ontem, os investidores domésticos em ações aproveitaram a cautela nos Estados Unidos por causa da reunião do Federal Reserve (Fed, banco central dos EUA) amanhã e engataram uma forte realização de juros. A Bovespa perdeu o nível de 65 mil pontos e também o de 64 mil e, no pior momento do dia, chegou a cair 3% (aos 63.706 pontos). Recuperou-se ligeiramente e fechou em baixa de 2,82%, a maior perda porcentual desde 19 de março passado (-5,01%), aos 63.829,7 pontos. Na máxima do dia, ficou estável, em 65.678 pontos.
Com o desempenho de hoje, a Bovespa diminuiu os ganhos acumulados em abril a 4,69%, mas inverteu novamente o desempenho de 2008 e agora tem perda de 0,09%. O volume financeiro negociado hoje totalizou R$ 5,12 bilhões.
Nos Estados Unidos, o índice Dow Jones fechou em baixa de 0,31%, aos 12.831,9 pontos, e o S&P recuou 0,39%, mas o Nasdaq subiu 0,07%. Os investidores pisaram no freio por lá diante da expectativa com o resultado da reunião do Fed, amanhã. O mercado dá praticamente como certo mais um corte de 0,25 ponto porcentual na taxa básica do juro americana, mas teme que esse seja o último. Isso acenderá o sinal amarelo sobre os índices inflacionários.
Essa expectativa com o encontro do Fed serviu também de justificativa para a desvalorização dos metais básicos e para o petróleo, impactando as blue chips (ações de primeira linha) Vale e Petrobras na Bovespa. Petrobras PN despencou 3,97% e Vale PNA recuou 2,47%. Os indicadores divulgados nos EUA hoje também não vieram bons - mostraram queda na confiança do consumidor e declínio recorde nos preços de residências em cidades americanas -, o que favoreceu o sinal negativo predominante da sessão, lá e cá.
Amanhã, dessa forma, o mercado só deve ganhar vida depois das 15h15 (de Brasília), que é o horário previsto para o Fed anunciar sua decisão. Se o BC americano permitir, é possível que os patamares perdidos hoje pela Bovespa sejam recobrados, mas a cautela é o que deve mesmo predominar, visto que na quinta-feira o mercado aqui estará fechado por conta do feriado e a agenda lá fora será importante.

IGP-M sobe 0,69% em abril e alcança 9,81% em um ano

por Alessandra Saraiva da Agência Estado
29.04.2008 08h15

A inflação medida pelo Índice Geral de Preços - Mercado (IGP-M) em abril foi de 0,69%, após a alta de 0,74% apurada pelo índice em março, segundo a Fundação Getúlio Vargas (FGV). Com isso, a inflação de 2008 pelo IGP-M, até abril, é de 3,09% e no acumulado de 12 meses, 9,81%. O IGP-M é um dos principais índices de referência para corrigir os aluguéis.
O IGP-M é dividido em três índices. O Índice de Preços por Atacado (IPA) subiu 0,65% em abril, ante elevação de 0,96% em março. O Índice de Preços ao Consumidor (IPC) apresentou avanço de 0,76% em abril, em comparação com a alta de 0,19% em março. Já o Índice Nacional de Custos da Construção (INCC) registrou aumento de 0,82% em abril, ante elevação de 0,59% em março. O período de coleta de preços para cálculo do IGP-M de abril foi do dia 21 de março a 20 de abril.

IBOV...após 28/04..."divergência" em oscilador de momentos sinaliza tendência de queda...


O IBOVESPA abriu nos 65.191 pontos (mínima do dia) e como já sinalizavam os índices futuros, iniciou um movimento paulatino de alta, primeiramente em movimento lateral, oscilando entre os 65.500 e os 65.800 pontos.Na segunda metade do pregão, tentou um processo de consolidação da alta, primeiramente retomando a casa dos 65.900 pontos, e em seguida, rompendo a casa dos 66 mil, veio atingir a máxima do dia, nos 66.025 pontos. Com o enfraquecimento dos mercados futuros americanos, refluiu igualmente, finalizando em 65.677 pontos (alta de 0,75%). Os principais indicadores nos gráficos diários, como o IFR, o estocástico e o CCI/Ma cruzamento voltam a se apresentar indefinidos, porém o oscilador de momentos apresenta uma nova "divergência baixista", indicando a possibilidade de reversão da atual tendência. Analisando-se o desempenho do Ibovespa através de um gráfico de "30 minutos", todos esses indicadores sinalizam tendência de queda. Suportes imediatos em 65.630 (fibo de 78%), 65.320 (fibo de 62%), 64.880 (fibo de 38%)e 64.600 pontos. Resistências imediatas em 65.900, 65.940 e 66.025 pontos.

DJI...após 28/04...tendência de queda continua...


DJI abriu nos 12.890 pontos e nas duas primeiras horas de pregão oscilou entre os 12860 e 12910 pontos. No início da segunda metade do pregão, animado com a melhora dos mercados futuros, veio atingir a máxima do dia em 12.938 pontos.A partir daí porém, refluiu novamente e de forma continuada até atingir a mínima do dia em 12.857 pontos. Fechou próximo disso, nos 12.871 pontos (-0,16%).O fechamento praticamente no preço da abertura, produziu um "doji star" indicativo do equilíbrio entre as forças de mercado, No gráfico de maior frequência (30 minutos), o IFR, o estocástico, o oscilador de momento e o CCI/Ma cruzamento estão sinalizando tendência de queda. No gráfico diário, o estocástico se apresenta bastante "sobre-comprado" e o oscilador de momentos apresenta divergência negativa indicando possibilidades da continuação da queda. Resistências imediatas continuam em 12.910,12.940 e 13.047 pontos. Suportes imediatos em 12.800 (fibo de 78,6%), 12.750, 12.690 (fibo de 62%) e 12.530 (fibo de 38%)pontos.

segunda-feira, 28 de abril de 2008

Bolsas de NY fecham quase estáveis à espera do Fed

Por Suzi Katzumata da Agência Estado
28.04.2008 18h52

Os índices de ações Dow Jones e S&P-500, das Bolsas de Nova York, fecharam com pequena perda, enquanto o Nasdaq subiu levemente, depois de terem oscilado dentro de margens estreitas, com os investidores cautelosos enquanto aguardam a decisão de política monetária do Federal Reserve (Fed, banco central dos EUA) e a divulgação do PIB do primeiro trimestre dos EUA, ambos na quarta-feira. O volume de ações negociado hoje foi baixo e as notícias de fusão corporativa e o balanço da blue chip (ação de primeira linha) Verizon não foram suficientes para gerar muita atividade.
Analistas disseram que os participantes do mercado estão esperando para ver se os preços do petróleo e outras preocupações inflacionárias vão provocar uma mudança no viés do Fed na quarta-feira. "Todos os olhos estarão apontados para o comunicado de política do Fed na quarta-feira para ver quão fortemente ele sinaliza uma pausa no ciclo de afrouxamento, depois de um aguardado corte de 0,25 ponto porcentual na taxa básica de juros, para 2% ao ano", disse Sal Guatieri, economista da BMO Capital Markets.
Entre as notícias de fusão e aquisição, as ações da Wm Wrigley Co dispararam 23,15%, depois de a fabricante de suco de frutas ter concordado com um acordo de quase US$ 23 bilhões oferecido pela Mars - fabricante dos chocolates Snickers -, que conta com o apoio financeiro do Berkshire Hathaway, veículo de investimentos do bilionário Warren Buffett. Esse acordo alimentou esperanças de outras fusões no setor de alimentos e deram impulso de 4,63% às ações da Hershey Co.
No setor aéreo, as ações da US Airways Group subiram 20,39% depois de a Associated Press ter informado que a companhia estava em negociações "avançadas" com a UAL - controladora da United Airlines. As ações da UAL caíram 2,63%.
No setor de tecnologia, a CNBC informou que a gigante Microsoft provavelmente vai lançar uma tentativa hostil para assumir o controle do Yahoo!, que rejeitou sua abordagem inicial. As ações do Yahoo! Caíram 1,38% e as da Microsoft fecharam em baixa de 2,82%.
As ações da Verizon subiram 2,46% depois de a companhia ter informado um aumento de 9,8% no seu lucro líquido no primeiro trimestre, citando continuidade no crescimento do negócio de rede sem fio, que compensou a hesitação da economia dos EUA e as dificuldades em seu negócio de linha fixa.
O índice Dow Jones caiu 0,16% e fechou com 12.871,75 pontos. O Nasdaq subiu 0,06% e fechou com 2.424,40 pontos. O S&P-500 recuou 0,11% e terminou o dia com 1.396,37 pontos, enquanto o NYSE Composite subiu 0,06%, para 9.349,61 pontos. As informações são da Dow Jones.

Bradesco tem lucro de R$ 2,1 bi no 1º trimestre do ano

28.04.2008 07h20
por Cesar Bianconi e Ana Paula Ribeiro da Agência Estado

O Bradesco registrou lucro líquido consolidado de R$ R$ 2,102 bilhões no primeiro trimestre deste ano, crescimento de 23,3% sobre o mesmo período de 2007. De acordo com o banco, 65% do lucro foi gerado com as atividades financeiras e os 35% restantes pelas atividades de seguros, previdência e capitalização. A rentabilidade sobre o patrimônio líquido médio no primeiro trimestre de 2008 ficou em 32%, segundo comunicado ao mercado.A carteira de crédito total do Bradesco chegou a R$ 169,408 bilhões ao final de março, mostrando um avanço de 38,5% na comparação com o mesmo período do ano passado. O valor inclui avais, fianças e recebíveis de cartões de crédito. As operações de crédito com pessoas jurídicas foram as que mais cresceram, 41%, totalizando R$ 107,182 bilhões. Com pessoas físicas, o desempenho foi 34,3% superior ao do mesmo período do ano passado, chegando a R$ 62,226 bilhões.Já os ativos totais do banco chegaram a R$ 355,517 bilhões, o que representa crescimento de 26,1% em relação ao mesmo período de 2007.

domingo, 27 de abril de 2008

IBOV...após 25/04..."descolando" de DJI poderá se manter em alta...


O IBOVESPA abriu nos 64.576 pontos e influenciado pela queda de DJI, operou a primeira metade do pregão em queda, vindo buscar a mínima nos 64.172 pontos. Exatamente na segunda metade do pregão iniciou reação, "sintonizado" com DJI, retomando os suportes perdidos em 64.200 e 64.550 pontos, passando a operar positivamente e ao final do pregão veio buscar nova máxima nos 65.253 pontos. Finalizou em 65.187 pontos, ainda acima do fibo de 62% nos 65.130 pontos. A forte volatilidade ocorrida no pregão, queda na primeira metade, seguida de significativa alta na metade seguinte, fez com que os principais indicadores nos gráficos diários, iniciassem divergências. Assim, no pregão anterior, enquanto o IFR, o estocástico e o CCI/Ma cruzamento apresentavam tendência de queda, agora para o próximo pregão se apresentam indefinidos, e no oscilador de momentos começa a surgir uma "divergência", indicando a possibilidade da reversão da tendência. O "martelão" que se desenhou no "candle" diário pode também confirmar isso. Assim, caso o Ibovespa se mantenha "descolado" de DJI, mantendo fechamentos acima do fibo de 62% (65.130 pontos), a tendência de alta poderá estar confirmada . Suportes imediatos em 65.130, 64.550, 64.170 e 63.600 pontos. Resistências imediatas em 65.500, 65.690 e 66.000 pontos.

Dow Jones...forte recuperação na segunda metade do pregão, ainda não desanuviou tendência de baixa...


DJI abriu nos 12.848 pontos e na primeira meia hora de pregão veio atingir a máxima do dia em 12.908 pontos.A partir daí porém, refluiu até a mínima do dia em 12.743 pontos, ainda na primeira metade do pregão. Sustentando-se acima do forte suporte em 12.750 pontos, com a melhora dos indicadores futuros, na segunda metade do pregão, iniciou uma recuperação vigorosa, vindo a buscar novamente a casa dos 12.900 pontos. Na última meia-hora de pregão, com o aumento da pressão vendedora, veio fechar nos 12.891 pontos (alta de 0,33%).A vigorosa reação da segunda metade do pregão, fez com que, no gráfico de maior frequência (30 minutos), o estocástico e o oscilador de momento passassem a sinalizar tendência de alta. No gráfico diário, porém, o estocástico se mostra bastante "sobre-comprado" e o oscilador de momentos apresenta divergência negativa com probabilidades de reversão da tendência altista. O "candle" tipo "martelo" que se formou no gráfico diário poderá também ser um indicador dessa possibilidade. Resistências imediatas em 12.910,12.940 e 13.047 pontos. Suportes imediatos em 12.800 (fibo de 78,6%), 12.750, 12.710 e 12.630 pontos.

sábado, 26 de abril de 2008

Pairam incertezas em Wall Street sobre corte na taxa de juros

Vinte e cinco por cento dos analistas, já admitem que não haverá mais cortes. A maioria ainda aposta em mais um corte de 0,25% nas taxas de juros

do texto original em inglês

Rate uncertainty hangs over U.S. stocks
Fri Apr 25, 2008 9:04pm



By Jennifer Coogan - Reuters

NEW YORK (Reuters) - The stock market will likely start the week on a hesitant note with Wall Street facing the first Federal Reserve interest-rate decision in many months not knowing that a cut is virtually guaranteed.

Sparks could fly, however, if Yahoo Inc responds to Microsoft Corp's takeover offer this weekend. The world's largest software company set a Saturday deadline for the two sides to reach a deal and said it would consider its options of going hostile or withdrawing its offer.

A disappointing earnings report from Microsoft capped gains by all three major U.S. stock indexes this week.

For the week, the Dow Jones industrial average ended up 0.3 percent, the Standard & Poor's 500 Index gained 0.5 percent and the Nasdaq Composite Index rose 0.8 percent.
Despite Microsoft's miss, the past two weeks have seen a steady stream of encouraging earnings reports. This was especially true in the financial sector, which gave hope to Wall Street that the worst of the credit crisis is near and suggested that further rate cuts may not be needed.
Expectations for a half-point cut were erased on April 18, when stocks staged a sharp rally after strong earnings from Google and Caterpillar pointed to resilience in the face of a slowdown.
While the majority of bets are for a 25 basis-point cut, there's still a one-in-four chance of no rate cut, based on fed funds futures. Not since August has there been any question whether or not the Fed would cut rates.
The Fed will announce its rate decision on Wednesday at 1815 GMT.

Texto original na página

http://www.reuters.com/article/businessNews/idUSN2540791020080426?feedType=RSS&feedName=businessNews

GM mais perto de um corte em sua classificação de risco

Texto original em inglês no WSJ.com

GM Moves Closer to a Rating Cut

By Mike Barris - Wall Street Journal
26/04/08
Moody's Investors Service took the first step toward cutting its credit rating further on General Motors Corp., saying it is concerned about GMAC LLC's ability to support its former parent's auto operations because of GMAC's struggling mortgage unit.

"GMAC has always filled a critical role in supporting GM's retail sales, and anything that lessens its ability to provide that support is a negative for GM," said Moody's Senior Vice President Bruce Clark.

GM holds a 49% stake in GMAC, which has been roiled by problems at its Residential Capital LLC unit. The subprime lender recorded $4.3 billion in losses.

Texto completo na página:

http://online.wsj.com/article/SB120912995943944901.html?mod=rss_whats_news_us_business

Vale: diretor comemora resultado e explica queda de 55,8% no lucro

em 25/04/2008 às 19h56m
por Juliana Rangel de O Globo

RIO - O diretor financeiro e de relações com investidores da Vale, Roberto Castello Branco, disse nesta sexta-fiera que o resultado da companhia no primeiro trimestre do ano deve ser comemorado. A empresa lucrou US$ 2,253 bilhões no período, com queda de 55,8% na comparação com o ano anterior. Em dólares, no entanto, a diferença foi de 8,8% (para US$ 2,021 bilhões). O executivo explicou que a disparidade se deve a diferenças entre o padrão contábil de divulgação de balanço financeiro dos Estados Unidos (US GAP), onde a Vale tem papéis listados, e do Brasil (Brazilian GAP).
- Houve vários ajustes que distorceram a percepção do nossos resultados - comentou, ao explicar o balanço da empresa em entrevista coletiva à imprensa.
Segundo ele, as regras do Brasil exigem que se lance, no balanço, o valor dos ativos da empresa no exterior. Com o enfraquecimento do dólar frente ao real, houve um impacto negativo de US$ 481 milhões nesta conta. Além disso, quando uma empresa brasileira compra outra no exterior, como no caso da Inco, ela pode registrar, como despesa, a diferença entre o valor contábil da companhia adquirida e o total pago no negócio pelos cinco anos seguintes à operação.
Segundo Castello Branco, o balanço do primeiro trimestre de 2008, em dólar, teve um impacto contábil de US$ 737 milhões. Deste montante, US$ 318 milhões se devem a operações de hedge (proteção) feitas no mercado de derivativos. O restante se deve à desvalorização do dólar frente ao real e ao dólar canadense.
- Quando compramos a Inco, as agências classificadoras de risco sugeriram que fizéssemos hedge (proteção contra futuras oscilações de preço) de parte da produção de alumínio para o pagamento da dívida. Como os preços do alumínio subiram, tivemos uma perda para efeitos de contabilidade porque fazemos uma marcação a mercado - explicou.
De acordo com o executivo, a perda realizada, de fato, foi de apenas US$ 79 milhões.
- O restante poderá ser diluído ao longo dos próximos balanços - completou.
Castello Branco ressaltou que a Vale teve um recorde de produção de minério de ferro de 303 milhões de toneladas nos doze meses encerrados no primeiro trimestre, apesar de o período ser geralmente mais fraco em termos de atividade, em função de fortes chuvas no Brasil, na Austrália e na Indonésia, e de invernos rigorosos no Hemisfério Norte.
Ele ainda observou que os investimentos da companhia somaram US$ 1,695 bilhão no primeiro trimestre, com expansão de 24,6% na comparação com o mesmo período do ano anterior. E ressaltou que, neste ano, a empresa deverá concluir ao menos quatro grandes projetos (Paragominas II, Alunorte 6 e 7, Itabiritos e Goro), que acrescentarão 73,5 milhões de toneladas por ano à produção da empresa.

sexta-feira, 25 de abril de 2008

PETR4...após 24/04...forte volatilidade, com tendência de queda...


PETR4 abriu em 84,90 e na primeira meia hora de pregão atingiu a máxima em 85,28.Com a queda de DJI na abertura dos mercados americanos, realizou fortemente, vindo buscar a mínima em 82,60. Com a melhora paulatina de DJI, iniciou também recuperação, e com predomínio da força compradora, atingiu topo intraday em 85,00. Na última hora de pregão, com a realização nos mercados americanos, mostrou predomínio da força vendedora e refluiu para fechar em 83,20. Os indicadores de tendência sinalizam a continuidade da queda, que só será revertida na retomada da resistência em 85,00. Suportes imediatos em 82,50, 81,70 (sobre a LTA) e 81,00 (fibo 38%). Resistências imediatas em 84,50, 85,00, 86,30 e 87,00

VALE 5...após 24/04...indicadores apontam para queda!..


Vale5 abriu em 52,50 e rapidamente atingiu a máxima em 52,97. Com a queda de DJI no início do pregão americano, refluiu até a mínima nos 51,20. A partir dai, conseguiu alguma recuperação com a melhora do humor dos mercados extersos, atingindo a resistência dos 52,00. Na última hora de pregão em sintonia com a realização de DJI, veio novamente buscar a mínima no fechamento em 51,20. Após a divulgação dos resultados com lucro 55% menor em relação ao anterior, ao término do pregão normal, verificou-se nova realização no "After Market" fechando no suporte em 50,53. Todos os indicadores de tendência apontam para a continuidade da queda. Suportes em 50,50, 49,70 (fibo 62%), 49,00, 48,50 (fibo 50%) e 47,30 (fibo 38%)

Copom indica que ritmo de aperto monetário será forte, porém curto

por Alex Ribeiro de Valor Online
25/04/2008


A ata da reunião de abril do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central, divulgada ontem, consolidou entre os analistas econômicos do mercado financeiro a percepção de que o ritmo de aperto monetário iniciado na semana passada será forte, porém curto. O documento informa que a projeção oficial de inflação do BC para 2009 já ultrapassou a meta fixada para o ano, de 4,5%, e alerta que cresceu a probabilidade de um reajuste dos preços dos combustíveis neste ano, o que contribuiria ainda mais para a aceleração da inflação.
A ata também explica que dois objetivos nortearam sua decisão de subir na semana passada a taxa básica de juros em 0,5 ponto percentual (pp.), de 11,25% para 11,75% ao ano: 1) "contribuir para a convergência entre o ritmo de expansão da demanda e oferta"; 2) "evitar que pressões originalmente isoladas sobre índices de preços levem à deterioração persistente das expectativas e do cenário prospectivo de inflação".
Para reduzir os riscos de a inflação superar as metas, o Copom iniciou na semana passada um ciclo de aperto monetário, num ritmo mais intenso do que o 0,25 pp. esperado pelo mercado. Logo após a reunião, o BC divulgou um comunicado em que afirmava que, naquele momento, estava realizando "parte relevante" do movimento na taxa de juros que pretende levar a cabo nos próximos meses. O comunicado foi interpretado pelos analistas do mercado como um sinal de que a alta de juros seria intensa, mas breve. Mas não há consenso sobre o tamanho e duração exata do aperto monetário - as projeções variam entre 1 pp. e 2 pp.
Na ata divulgada ontem, o BC reproduz as mesmas palavras usadas no comunicado. "A rigor, a ata não diz nada além do que o mercado já sabia, e por isso mesmo ajuda a consolidar a percepção de que o aperto monetário será forte e curto", afirma Roberto Padovani, do WestLB.
A ata traz algumas indicações do porquê o BC, que vinha sinalizando subir os juros desde janeiro, resolveu agir justamente agora. Uma delas é o fato de a projeção oficial de inflação para 2009 superar o centro da meta. No relatório de inflação de março, divulgado há quatro semanas, o BC informou que projetava uma inflação de 4,6% para 2008, mas dizia que a inflação projetada para 2009 estava em 4,4%, portanto abaixo da meta, de 4,5%. Na ata divulgada ontem, o BC não diz exatamente o percentual projetado pera 2009, mas informa que já supera o centro da meta. Segundo o BC, a projeção oficial de inflação para 2008 "elevou-se significativamente".
Newton Rosa, da SulAmerica Investimentos, atribui a alta nas projeções do BC à deterioração nas expectativas inflacionárias. A inflação projetada pelo mercado para 2009 subiu de 4,3% para 4,4% desde a divulgação do relatório de inflação de março. "O recado é que o cenário não é tão favorável como meses atrás", afirma Rosa. "Mas não seria correto interpretar essa projeção acima da meta como um sinal de que as coisas saíram do controle. O BC está agindo preventivamente e conseguirá controlar a inflação com uma alta relativamente pequena na taxa de juros."
Padovani atribui a deterioração das projeções do BC à alta da inflação corrente. A contaminação, segundo ele, ocorre por dois canais. Um deles é a deterioração das expectativas de inflação. Outro é pela inércia inflacionária. "Se a alta da inflação corrente fosse simplesmente transitória, ela não deveria contaminar horizontes tão longos de projeção, como 2009", afirma Padovani. "A piora das projeções de inflação para 2009 é um sinal de que a alta recente de inflação tem também efeitos permanentes."
Chamou a atenção dos analistas econômicos também um trecho da ata em que o BC diz que cresceram as chances de um reajuste nos preços dos combustíveis. "No mercado financeiro, ganhava força a visão de que, com a alta recente do petróleo, será inevitável um reajuste dos combustíveis neste ano", afirma Padovani. "A ata, de certa forma, corrobora essa visão do mercado."

Vale: câmbio e queda do preço do níquel afetaram lucro

24.04.2008 19h21
por Mônica Ciarelli da Agência Estado

A queda nos preços do níquel e do alumínio e a desvalorização cambial foram os principais responsáveis pela retração de 55,8% no lucro líquido da Vale no primeiro trimestre do ano frente ao mesmo período de 2007. Em seu balanço financeiro, a companhia explica que a valorização do real frente ao dólar gerou uma perda de R$ 622 milhões no período. A variação cambial contribuiu para que o resultado financeiro ficasse negativo em R$ 2,056 bilhões, contra um resultado negativo de apenas R$ 208 milhões apurado no mesmo período do ano passado.
A empresa informou ainda que a forte volatilidade nos preços dos metais nos primeiros três meses de 2008 resultou em perdas nas operações com derivativos destinadas à proteção do fluxo de caixa, sendo R$ 223 milhões para o alumínio, R$ 202 milhões para o cobre, R$ 61 milhões para o níquel e R$ 27 milhões para a platina.
Já as participações minoritárias da companhia contribuíram no primeiro trimestre para diminuir o lucro em R$ 36 milhões, enquanto as contribuições recebidas pelas joint ventures (parcerias) para produção de carvão na China contribuíram com R$ 37 milhões.

Dólar

A Vale informou que a valorização do real frente ao dólar no primeiro trimestre contribuiu para reduzir em R$ 1,840 bilhão o faturamento da mineradora no primeiro trimestre. A receita bruta da companhia totalizou R$ 14,549 bilhões, uma queda de 12,5% em relação aos primeiros três meses do ano passado. Já a variação nos preços dos metais gerou um impacto negativo de R$ 793 milhões. O maior volume de produtos vendidos, no entanto, compensou em parte as perdas. O crescimento das vendas contribuiu para aumentar a receita em R$ 553 milhões no período.

Países

A China permaneceu como o principal destino das vendas da mineradora, com participação na receita de 16,7%, seguida do Brasil, com 16,2%, Japão, 10,5%, Estados Unidos, 10,5%, Alemanha, 6,5%, e Canadá, 5%.