por Renato Martins da Agência Estado
23.07.2008 18h28
O mercado norte-americano de ações voltou a fechar em alta, com os investidores vendendo ações dos setores de petróleo e matérias-primas (commodities) e comprando as dos setores financeiro e de produtos ao consumidor.
Entre as componentes do índice Dow Jones, o destaque foi AIG, com alta de 6,97%, em reação a informes de que um de seus principais acionistas, Maurice "Hank" Greenberg, estaria perto de fazer um acordo com o escritório da Promotoria Pública do Estado de Nova York em uma disputa judicial. Também no setor financeiro, as ações do Citigroup subiram 1,10%, as do JPMorgan Chase avançaram 2,69% e as do Bank of America fecharam em alta de 3,37%. As do Washington Mutual, que havia divulgado o resultado financeiro do segundo trimestre ontem depois do fechamento, caíram 20,10%.
As ações das agências semigovernamentais de crédito hipotecário voltaram a ter altas fortes, depois de a Casa Branca dizer que o presidente George W. Bush desistiu de vetar o projeto de lei de auxílio ao setor de moradia que previa ajuda a essas instituições (Fannie Mae disparou 11,86% e Freddie Mac avançou 11,34%). As ações de empresas de petróleo e outras commodities caíram (ExxonMobil cedeu 2,26%, Chevron perdeu 3,48% e Alcoa recuou 3,39%).
O índice Dow Jones fechou em alta de 0,26%, em 11.632,38 pontos. O Nasdaq encerrou com ganho de 0,95%, em 2.325,88 pontos. O S&P-500 subiu 0,41%, para 1.282,19 pontos. O NYSE Composite avançou 0,16%, para 8.580,57 pontos. As informações são da Dow Jones.
A intenção deste Blog é o de trazer informações sobre os mercados acionários e seus principais ativos. Esse espaço será utilizado para divulgar análises que fundamentem tendências de curto e médio prazos do Ibovespa, índices de mercados e comodities. Espero que o blog possa contribuir para a interpretação das tendências dos mercados,principalmente em momentos de maior volatilidade e incertezas.
quarta-feira, 23 de julho de 2008
Ibovespa fecha em baixa de 0,38%; Petrobras PN cai 3%
por Claudia Violante da Agência Estado
23.07.2008 17h25
A Bolsa de Valores de São Paulo trabalhou em alta na maior parte do dia, mas, perto do fechamento, não conseguiu resistir ao tombo do petróleo e às vendas de ações por investidores estrangeiros. Petrobras derreteu e Vale reduziu os ganhos, fazendo com que o Ibovespa, principal índice da Bolsa paulista, terminasse em baixa.
O Ibovespa fechou o dia em queda de 0,38%, aos 59.420,9 pontos. Oscilou entre a mínima de 0,56% e a máxima de 1%. No mês, acumula perdas de 8,61% e, no ano, de 6,99%. O volume financeiro totalizou R$ 6,165 bilhões.
Em Nova York, o índice Dow Jones subiu 0,26%, o S&P, 0,41% e o Nasdaq, 0,95%. Um dos eventos mais aguardados do dia, o Livro Bege, conhecido no meio da tarde, não trouxe nada de novo. Com isso, os investidores norte-americanos puderam ir às compras amparados pela queda do petróleo.
O Livro Bege, sumário das condições econômicas atuais que servirá de base para a decisão de política monetária do encontro do Federal Reserve (Fed, banco central dos EUA) de 5 de agosto, destacou que os gastos de consumo estão lentos ou desacelerando e o problemático mercado de moradia contribuiu para uma desaceleração da atividade econômica no leste dos EUA em junho. Contudo, os gastos de consumo nos Estados do meio-oeste mostraram alguns sinais de crescimento. Todos os distritos caracterizaram as pressões de preços no geral como elevadas ou subindo. Os preços dos insumos continuaram a subir, particularmente de combustíveis e outras matérias-primas baseadas em petróleo, metais, alimentos e químicos, segundo o relatório do Fed.
Na Bolsa Mercantil de Nova York, o petróleo terminou com variação negativa de 3,10%, aos US$ 124,44 por barril. A queda foi possível por causa do aumento acima do previsto dos estoques de gasolina nos EUA, que aumentaram 2,847 milhões de barris, ante expectativa de alta de 200 mil barris, na última semana.
No Brasil, o petróleo barato abalroou as ações da Petrobras, que despencaram mais de 3% e levaram o Ibovespa para baixo - também por causa das ordens de vendas de estrangeiros nas ações de empresas como Vale. Petrobras ON caiu 3,32% e PN, 3,55%. Vale ON recuou 0,09% e PNA subiu 0,30%.
23.07.2008 17h25
A Bolsa de Valores de São Paulo trabalhou em alta na maior parte do dia, mas, perto do fechamento, não conseguiu resistir ao tombo do petróleo e às vendas de ações por investidores estrangeiros. Petrobras derreteu e Vale reduziu os ganhos, fazendo com que o Ibovespa, principal índice da Bolsa paulista, terminasse em baixa.
O Ibovespa fechou o dia em queda de 0,38%, aos 59.420,9 pontos. Oscilou entre a mínima de 0,56% e a máxima de 1%. No mês, acumula perdas de 8,61% e, no ano, de 6,99%. O volume financeiro totalizou R$ 6,165 bilhões.
Em Nova York, o índice Dow Jones subiu 0,26%, o S&P, 0,41% e o Nasdaq, 0,95%. Um dos eventos mais aguardados do dia, o Livro Bege, conhecido no meio da tarde, não trouxe nada de novo. Com isso, os investidores norte-americanos puderam ir às compras amparados pela queda do petróleo.
O Livro Bege, sumário das condições econômicas atuais que servirá de base para a decisão de política monetária do encontro do Federal Reserve (Fed, banco central dos EUA) de 5 de agosto, destacou que os gastos de consumo estão lentos ou desacelerando e o problemático mercado de moradia contribuiu para uma desaceleração da atividade econômica no leste dos EUA em junho. Contudo, os gastos de consumo nos Estados do meio-oeste mostraram alguns sinais de crescimento. Todos os distritos caracterizaram as pressões de preços no geral como elevadas ou subindo. Os preços dos insumos continuaram a subir, particularmente de combustíveis e outras matérias-primas baseadas em petróleo, metais, alimentos e químicos, segundo o relatório do Fed.
Na Bolsa Mercantil de Nova York, o petróleo terminou com variação negativa de 3,10%, aos US$ 124,44 por barril. A queda foi possível por causa do aumento acima do previsto dos estoques de gasolina nos EUA, que aumentaram 2,847 milhões de barris, ante expectativa de alta de 200 mil barris, na última semana.
No Brasil, o petróleo barato abalroou as ações da Petrobras, que despencaram mais de 3% e levaram o Ibovespa para baixo - também por causa das ordens de vendas de estrangeiros nas ações de empresas como Vale. Petrobras ON caiu 3,32% e PN, 3,55%. Vale ON recuou 0,09% e PNA subiu 0,30%.
IBOV...após 22/07...reação no final do pregão, trouxe indefinição...

O Ibovespa abriu em 60.772 pontos, foi até a máxima em 60.780 pontos e a partir desse momento deu início a um processo de realização (descolado de DJI) até atingir a mínima em 59.230 (- 2,54%). Nas últimas horas de pregão com a forte alta de DJI, recuperou parte das perdas, retornando acima dos 59.500 pontos, finalizando em 59.647pontos (-1,85%).
Análise: Conforme previsto, o Ibovespa iniciou processo de realização, sem contudo atingir os principais objetivos sinalizados pelo "triângulo de baixa" anterior, em 58.790 pontos e 57.670 pontos. A boa recuperação na última hora de pregão fez com que os principais indicadores no gráfico de "30 minutos" voltassem a sinalizar tendência de alta, enquanto que no gráfico diário esses mesmos indicadores ainda sinalizam tendência de queda, trazendo incertezas para esse pregão. O índice futuro do Ibovespa pouco antes da abertura, poderá confirmar a principal tendência.
Suportes em 59.230, 58.790, 58.540, 58.100 e 57.670 pontos.
Resistências em 59920, 60.330, 60.610, 60.800 e 61.280 pontos.
DJI...após 22/07...apesar de "sobrecomprado", não tem forte resistência até 11.810...

DJI abriu em queda em 11.457, veio até a mínima em 11.387 pontos (-0,70%) dando sinais que iria de fato dar sequência à queda iniciada no pregão anterior. Porém, a partir daí, iniciou um processo de recuperação, primeiramente retomando os 11.500 pontos, depois rompendo 11.600 até a máxima em 11.616 pontos. Finalizou em 11.602 pontos (+ 1,18%).
Análise: Nas primeiras horas, DJI deu sequência ao processo de realização iniciado no pregão anterior, chegando até a uma queda de 0,70%, mas impulsionado novamente pela queda do petróleo e das principais "commodities" fechou em alta de 1,18%. Os principais indicadores do gráfico diário ainda continuam "sobrecomprados", mas a facilidade da retomada na segunda parte do pregão até os 11.616 pontos, mostrou que DJI não possui forte resistência até os 11.810 pontos, objetivo de curto prazo. Os mercados futuros antes da abertura poderão confirmar a atual tendência.
Suportes em 11.420, 11.385 e 11.154 pontos.
Resistências em 11.616, 11.735 e 11.810 pontos.
Futuros do Petróleo apontam para novo piso em US 118,00...

Análise do comportamento do Mercado Futuro do barril de petróleo em NY, contratos com vencimento em agosto/08.
a) Após romper a "congestão" com resistência em 139,00 foi buscar o objetivo do "triângulo de alta" nos 146,00.
b) Não conseguindo se manter nesse patamar formou novo "triângulo de baixa" com objetivo em 132,00.
c) Ao perder novamente 132,00 deu sequência ao "triângulo de baixa" anterior com objetivo em 125,00.
d) Acima de 132,00 poderá recuperar o patamar de alta anterior em torno dos 139,00;
e) Abaixo de 122,00, dará sequência ao "triângulo de baixa" com objetivo em US 118,00
terça-feira, 22 de julho de 2008
Bolsa fecha em baixa de 1,85% com metais e petróleo
por Claudia Violante da Agência Estado
22.07.2008 17h30
A Bolsa de Valores de São Paulo continua a se comportar como uma gangorra: ora em alta, ora em baixa, sem sair do lugar. Hoje foi o dia da queda, novamente na contramão de Wall Street. E a mesma razão que ajudou os índices norte-americanos a subir incentivou a Bovespa a cair: o petróleo voltou a fechar em baixa. Os metais acompanharam e, com isso, as ações brasileiras, muito ligadas a matérias-primas (commodities), foram atrás, ajudadas também pela venda por parte de investidores estrangeiros.
O Ibovespa, principal índice, terminou o dia em baixa de 1,85%, aos 59.647,3 pontos. Oscilou entre a mínima de 59.231 pontos (-2,54%) e a máxima de 60.780 pontos (+0,01%). No mês, tem perdas de 8,26% e, no ano, de 6,63%. O volume financeiro negociado hoje totalizou R$ 6,12 bilhões.
Em Nova York, o índice Dow Jones terminou o pregão em alta de 1,18%, o S&P avançou 1,35% e o Nasdaq, 1,07%. Além da queda do petróleo - o contrato para agosto terminou o dia em baixa de 2,36%, a US$ 127,95 por barril, na Bolsa Mercantil de Nova York -, os números da Caterpillar também ajudaram a neutralizar os balanços ruins conhecidos entre ontem e hoje, com destaque para o Wachovia.
Mas o mesmo banco que anunciou perdas muito superiores às previsões (prejuízo por ação de US$ 4,20, ante estimativa de US$ 0,78) também fará corte de US$ 2 bilhões em despesas e não tem nos planos uma elevação de capital por meio de vendas de ações. Os investidores gostaram destas últimas informações e levaram os papéis de volta ao terreno positivo. Assim como as bolsas.
Aqui, a queda do petróleo, no entanto, foi um incentivo para os estrangeiros se desfazerem de ações da Petrobras. Como a grande maioria das commodities metálicas também seguiu o petróleo e recuou, Vale também entrou nas ordens de vendas, assim como as ações das siderúrgicas. Estes papéis têm maior peso no Ibovespa, mas houve venda generalizada também na segunda linha. Petrobras ON caiu 3,21% e Petrobras PN, 3,43%. Vale ON recuou 3,75% e Vale PNA, 3,62%.
As ações do setor aéreo estiveram entre os poucos destaques de elevação do Ibovespa, justamente por causa da queda do petróleo. Gol PN liderou as altas com 6,48%, seguida por Embraer ON (+5,86%) e TAM PN (+2,55%).
22.07.2008 17h30
A Bolsa de Valores de São Paulo continua a se comportar como uma gangorra: ora em alta, ora em baixa, sem sair do lugar. Hoje foi o dia da queda, novamente na contramão de Wall Street. E a mesma razão que ajudou os índices norte-americanos a subir incentivou a Bovespa a cair: o petróleo voltou a fechar em baixa. Os metais acompanharam e, com isso, as ações brasileiras, muito ligadas a matérias-primas (commodities), foram atrás, ajudadas também pela venda por parte de investidores estrangeiros.
O Ibovespa, principal índice, terminou o dia em baixa de 1,85%, aos 59.647,3 pontos. Oscilou entre a mínima de 59.231 pontos (-2,54%) e a máxima de 60.780 pontos (+0,01%). No mês, tem perdas de 8,26% e, no ano, de 6,63%. O volume financeiro negociado hoje totalizou R$ 6,12 bilhões.
Em Nova York, o índice Dow Jones terminou o pregão em alta de 1,18%, o S&P avançou 1,35% e o Nasdaq, 1,07%. Além da queda do petróleo - o contrato para agosto terminou o dia em baixa de 2,36%, a US$ 127,95 por barril, na Bolsa Mercantil de Nova York -, os números da Caterpillar também ajudaram a neutralizar os balanços ruins conhecidos entre ontem e hoje, com destaque para o Wachovia.
Mas o mesmo banco que anunciou perdas muito superiores às previsões (prejuízo por ação de US$ 4,20, ante estimativa de US$ 0,78) também fará corte de US$ 2 bilhões em despesas e não tem nos planos uma elevação de capital por meio de vendas de ações. Os investidores gostaram destas últimas informações e levaram os papéis de volta ao terreno positivo. Assim como as bolsas.
Aqui, a queda do petróleo, no entanto, foi um incentivo para os estrangeiros se desfazerem de ações da Petrobras. Como a grande maioria das commodities metálicas também seguiu o petróleo e recuou, Vale também entrou nas ordens de vendas, assim como as ações das siderúrgicas. Estes papéis têm maior peso no Ibovespa, mas houve venda generalizada também na segunda linha. Petrobras ON caiu 3,21% e Petrobras PN, 3,43%. Vale ON recuou 3,75% e Vale PNA, 3,62%.
As ações do setor aéreo estiveram entre os poucos destaques de elevação do Ibovespa, justamente por causa da queda do petróleo. Gol PN liderou as altas com 6,48%, seguida por Embraer ON (+5,86%) e TAM PN (+2,55%).
Bolsas de NY fecham em alta com queda do petróleo
por Renato Martins da Agência Estado
22.07.2008 18h47
O mercado norte-americano de ações fechou em alta, em reação à nova queda dos preços do petróleo e a comentários positivos de analistas sobre a perspectiva das empresas do setor financeiro.
As ações do banco Wachovia subiram 27,39%, embora seu prejuízo no segundo trimestre tenha sido maior do que se previa; a alta foi atribuída a declarações do novo executivo-chefe (CEO) da instituição, o ex-subsecretário do Tesouro Robert Steel, de que o Wachovia não pretende vender ações para levantar capital, ao anúncio de um plano de corte de despesas de US$ 2 bilhões e a comentários do analista Mike Mayo, do Deutsche Bank, de que as perdas das instituições financeiras não foram tão generalizadas como se temia. Outras ações do setor financeiro também tiveram altas fortes, entre elas Bank of America (+13,27%), Citigroup (+6,09%) e JPMorgan Chase (+5,72%), As da American Express, porém, caíram 7,11%.
As ações das companhias aéreas tiveram altas fortes, em reação à nova queda dos preços do petróleo e a informes de resultados (US Airways avançou 58,74%, UAL disparou 68,54% e UPS ganhou 4,46%). Entre as empresas de petróleo, as ações da ExxonMobil caíram 0,14% e as da Chevron recuaram 1,47%. No setor de tecnologia, as ações das empresas que haviam divulgado resultados ontem depois do fechamento caíram (Apple cedeu 2,57%, Texas Instruments desabou 14,62% e Yahoo! recuou 1,25%). As ações da Merck, do setor farmacêutico, caíram 11,32%, em reação a seu informe de resultados.
O índice Dow Jones fechou em alta de 1,18%, em 11.602,50 pontos. O Nasdaq encerrou com ganho de 1,07%, em 2.303,96 pontos. O S&P-500 subiu 1,35%, para 1.277,00 pontos. O NYSE Composite avançou 0,79%, para 8.566,65 pontos. As informações são da Dow Jones.
22.07.2008 18h47
O mercado norte-americano de ações fechou em alta, em reação à nova queda dos preços do petróleo e a comentários positivos de analistas sobre a perspectiva das empresas do setor financeiro.
As ações do banco Wachovia subiram 27,39%, embora seu prejuízo no segundo trimestre tenha sido maior do que se previa; a alta foi atribuída a declarações do novo executivo-chefe (CEO) da instituição, o ex-subsecretário do Tesouro Robert Steel, de que o Wachovia não pretende vender ações para levantar capital, ao anúncio de um plano de corte de despesas de US$ 2 bilhões e a comentários do analista Mike Mayo, do Deutsche Bank, de que as perdas das instituições financeiras não foram tão generalizadas como se temia. Outras ações do setor financeiro também tiveram altas fortes, entre elas Bank of America (+13,27%), Citigroup (+6,09%) e JPMorgan Chase (+5,72%), As da American Express, porém, caíram 7,11%.
As ações das companhias aéreas tiveram altas fortes, em reação à nova queda dos preços do petróleo e a informes de resultados (US Airways avançou 58,74%, UAL disparou 68,54% e UPS ganhou 4,46%). Entre as empresas de petróleo, as ações da ExxonMobil caíram 0,14% e as da Chevron recuaram 1,47%. No setor de tecnologia, as ações das empresas que haviam divulgado resultados ontem depois do fechamento caíram (Apple cedeu 2,57%, Texas Instruments desabou 14,62% e Yahoo! recuou 1,25%). As ações da Merck, do setor farmacêutico, caíram 11,32%, em reação a seu informe de resultados.
O índice Dow Jones fechou em alta de 1,18%, em 11.602,50 pontos. O Nasdaq encerrou com ganho de 1,07%, em 2.303,96 pontos. O S&P-500 subiu 1,35%, para 1.277,00 pontos. O NYSE Composite avançou 0,79%, para 8.566,65 pontos. As informações são da Dow Jones.
IBOV...após 21/07...ainda em tendência de queda...

O Ibovespa abriu na mínima do dia em 60.002 pontos, foi até a máxima em 61.275 pontos e a partir desse momento retornou ao patamar dos 60.800 pontos, onde "ficou andando de lado" até o fechamento em 60.772 pontos (+1,31%).
Análise: O Ibovespa não está conseguindo se manter acima do fibo de 62% em 61.150 pontos e poderá perder novamente o fibo de 38% em 60.250 pontos. Vindo abaixo dos 60 mil retomará a conformação do "triângulo de baixa" com objetivos em 58.790 pontos e 57.670 pontos. Os principais indicadores no gráfico de "30 minutos" sinalizam tendência de queda, enquanto que no gráfico diário essa tendência está sendo sinalizada apenas no estocástico. O mercado futuro do índice do Ibovespa pouco antes da abertura dos pregões, poderá confirmar a principal tendência.
Suportes imediatos em 60.250, 60.000, 58.790 e 57.670 pontos.
Resistências em 61.300, 62.600 e 63.900 pontos.
segunda-feira, 21 de julho de 2008
DJI...após 21/07...continua "sobrecomprado" em tendência de queda...

DJI abriu em 11.495, foi até a máxima em 11.559 pontos e a partir daí iniciou um processo de retorno, primeiramente até os 11.450 pontos, depois foi buscar suporte em 11.424, na mínima do dia. Finalizou em 11.467 pontos (-0,25%).
Análise: Após três pregões de forte alta, DJI iniciou um processo de realização (ainda não muito significativo), levando em consideração resultados corporativos trimestrais divulgados, alguns até melhores do que o esperado. Os principais indicadores do gráfico diário ainda estão bastante "sobrecomprados" e o "oscilador de momentos" está apresentando "divergência baixista", revelando a possibilidade da continuidade da queda. Os mercados futuros antes da abertura poderão confirmar (ou não) essa tendência.
Suportes em 11.370, 11.310 e 11.260 pontos.
Resistências em 11.480, 11.530 e 11.610 pontos.
DI quer aperto maior e pressiona Copom
por Luiz Sérgio Guimarães repórter de Valor Econômico
21/07/2008
Para o capital estrangeiro especializado em lucrar com a diferença entre os juros brasileiros e os praticados nos EUA, tanto faz se o Copom elevar a Selic nesta quarta-feira em 0,50 ponto (como defende a maior parte dos analistas) ou em 0,75 ponto (como torcem os tesoureiros de bancos), pois a magnitude do aperto monetário total não será muito diferente numa hipótese ou noutra. Os que propugnam pela aceleração da velocidade de alta para 0,75 ponto dizem que, com isso, o Banco Central conseguirá trazer mais rapidamente o IPCA para o centro da meta de 4,5%. Para os que, ao contrário, permanecem recomendando o ritmo original de 0,50 ponto, se a inflação persistir deslocada do centro por força do choque dos alimentos, não será possível acertar na mosca dos 4,5% antes de 2010. Será portanto um desgaste inútil o aumento da dose do remédio. Tanto a turma dos analistas quanto a dos tesoureiros prevêem uma Selic entre 14,25% e 15,25% ao final do ciclo de alta. O pessoal dos bancos "comprados" em taxa no mercado futuro de juros pressiona o Copom a adotar a via rápida: pelo caminho do 0,75 ponto se chegará mais depressa ao alvo.
Diferencial de juros amplia ganho externo
Para o investidor externo, desde que chegue, e desde que o Federal Reserve (Fed) mantenha a taxa básica congelada em 2% o restante do ano, conforme parece, o momento parece propício ao carry-trade com reais. Mas agora não há mais como no período de 2003 a 2007 a onda da vigorosa apreciação do real para ajudar a melhorar os ganhos. A moeda brasileira já está muito cara e qualquer valorização adicional é muito custosa. Na sexta-feira, o dólar caiu 0,62%, cotado a R$ 1,5890. No acumulado de julho, a baixa é de apenas 0,50%. No ano, a desvalorização não é nada desprezível, de 10,58%. Essa variação supera a rentabilidade do CDI no período, de 6,02%. No total, o ganho alcança 17,24%. Para lucrar isso nos EUA seriam necessários 8,6 anos de overnight. Mas o real já está muito perto do seu limite de queda. Os corretores de câmbio acreditam que possa chegar a até R$ 1,55. O atrativo passa a ser mais o diferencial isolado entre os juros e menos a variação cambial.
Pelo segundo pregão em sequência, o DI futuro apresentou, na sexta-feira, comportamento assimétrico. Enquanto os mais curtos subiram, os longos declinaram. A taxa para a virada do mês subiu 0,04 ponto, para 12,46%. O CDI previsto para a virada do ano avançou de 13,43% para 13,46%. Já o contrato para janeiro de 2010 cedeu de 14,94% para 14,93%. E a taxa para janeiro de 2012 recuou de 14,76% para 14,63%. Ou seja, a curva tem inclinação positiva até janeiro de 2010, e inverte depois assumindo feição negativa. Na dessimetria, lesse a expectativa do pregão de que a ampliação do aperto monetário logo será bem-sucedida a ponto de exigir o recuo dos juros.
Os tesoureiros "comprados" em taxa têm tanta certeza de que o Copom irá aumentar a dosagem que os CDIs subiram apesar de ter sido divulgado mais um índice de inflação que comprova o arrefecimento das pressões. O IPC FIPE desacelerou de 0,77% na primeira prévia de julho para 0,59% na segunda, quando os analistas esperavam 0,66%. O IPCA-15 de julho, a ser divulgado um dia depois do Copom, deve cair de 0,90% para 0,65%. O economista Sergio Vale, da MB Associados, defende a manutenção da alta de 0,50 ponto, apesar de enxergar alguns riscos para o segundo semestre. Um deles é a gasolina. A defasagem já está de novo próxima de 30% e o governo será instado a elevar os combustíveis, sem poder lançar mão de uma proporcional redução da Cide. "Entre as eleições e o final do ano a Petrobras pode ter que elevar novamente a gasolina, lembrando que a aceleração da inflação em 2004 foi causada fortemente pelo aumento do combustível", diz Vale. As pressões de administrados deve empurrar o IPCA de 2008 para perto de 7%.
O caso brasileiro é complicado, segundo Vale, porque tem-se um choque de oferta concomitantemente a demanda ainda aquecida que sanciona aumentos. "E passar de um IPCA de 7% num ano para a meta de 4,5% no outro ano exigirá uma dose de sacrifício maior, ou seja, taxa de juros elevada por mais tempo", diz ele. Ao invés de acelerar agora, o BC deve optar pela política de alta gradual e sustentação de um patamar elevado pelo tempo necessário para estabilizar as expectativas. Se as commodities e a demanda ajudarem, o tempo de juros elevado será menor. Mas, por conta desse tempo maior de juros elevados, também será inevitável um crescimento proporcionalmente menor. "Estamos revisando a projeção de PIB. O número de 2009 passa agora para algo entre 3% e 3,5%", diz Vale.
21/07/2008
Para o capital estrangeiro especializado em lucrar com a diferença entre os juros brasileiros e os praticados nos EUA, tanto faz se o Copom elevar a Selic nesta quarta-feira em 0,50 ponto (como defende a maior parte dos analistas) ou em 0,75 ponto (como torcem os tesoureiros de bancos), pois a magnitude do aperto monetário total não será muito diferente numa hipótese ou noutra. Os que propugnam pela aceleração da velocidade de alta para 0,75 ponto dizem que, com isso, o Banco Central conseguirá trazer mais rapidamente o IPCA para o centro da meta de 4,5%. Para os que, ao contrário, permanecem recomendando o ritmo original de 0,50 ponto, se a inflação persistir deslocada do centro por força do choque dos alimentos, não será possível acertar na mosca dos 4,5% antes de 2010. Será portanto um desgaste inútil o aumento da dose do remédio. Tanto a turma dos analistas quanto a dos tesoureiros prevêem uma Selic entre 14,25% e 15,25% ao final do ciclo de alta. O pessoal dos bancos "comprados" em taxa no mercado futuro de juros pressiona o Copom a adotar a via rápida: pelo caminho do 0,75 ponto se chegará mais depressa ao alvo.
Diferencial de juros amplia ganho externo
Para o investidor externo, desde que chegue, e desde que o Federal Reserve (Fed) mantenha a taxa básica congelada em 2% o restante do ano, conforme parece, o momento parece propício ao carry-trade com reais. Mas agora não há mais como no período de 2003 a 2007 a onda da vigorosa apreciação do real para ajudar a melhorar os ganhos. A moeda brasileira já está muito cara e qualquer valorização adicional é muito custosa. Na sexta-feira, o dólar caiu 0,62%, cotado a R$ 1,5890. No acumulado de julho, a baixa é de apenas 0,50%. No ano, a desvalorização não é nada desprezível, de 10,58%. Essa variação supera a rentabilidade do CDI no período, de 6,02%. No total, o ganho alcança 17,24%. Para lucrar isso nos EUA seriam necessários 8,6 anos de overnight. Mas o real já está muito perto do seu limite de queda. Os corretores de câmbio acreditam que possa chegar a até R$ 1,55. O atrativo passa a ser mais o diferencial isolado entre os juros e menos a variação cambial.
Pelo segundo pregão em sequência, o DI futuro apresentou, na sexta-feira, comportamento assimétrico. Enquanto os mais curtos subiram, os longos declinaram. A taxa para a virada do mês subiu 0,04 ponto, para 12,46%. O CDI previsto para a virada do ano avançou de 13,43% para 13,46%. Já o contrato para janeiro de 2010 cedeu de 14,94% para 14,93%. E a taxa para janeiro de 2012 recuou de 14,76% para 14,63%. Ou seja, a curva tem inclinação positiva até janeiro de 2010, e inverte depois assumindo feição negativa. Na dessimetria, lesse a expectativa do pregão de que a ampliação do aperto monetário logo será bem-sucedida a ponto de exigir o recuo dos juros.
Os tesoureiros "comprados" em taxa têm tanta certeza de que o Copom irá aumentar a dosagem que os CDIs subiram apesar de ter sido divulgado mais um índice de inflação que comprova o arrefecimento das pressões. O IPC FIPE desacelerou de 0,77% na primeira prévia de julho para 0,59% na segunda, quando os analistas esperavam 0,66%. O IPCA-15 de julho, a ser divulgado um dia depois do Copom, deve cair de 0,90% para 0,65%. O economista Sergio Vale, da MB Associados, defende a manutenção da alta de 0,50 ponto, apesar de enxergar alguns riscos para o segundo semestre. Um deles é a gasolina. A defasagem já está de novo próxima de 30% e o governo será instado a elevar os combustíveis, sem poder lançar mão de uma proporcional redução da Cide. "Entre as eleições e o final do ano a Petrobras pode ter que elevar novamente a gasolina, lembrando que a aceleração da inflação em 2004 foi causada fortemente pelo aumento do combustível", diz Vale. As pressões de administrados deve empurrar o IPCA de 2008 para perto de 7%.
O caso brasileiro é complicado, segundo Vale, porque tem-se um choque de oferta concomitantemente a demanda ainda aquecida que sanciona aumentos. "E passar de um IPCA de 7% num ano para a meta de 4,5% no outro ano exigirá uma dose de sacrifício maior, ou seja, taxa de juros elevada por mais tempo", diz ele. Ao invés de acelerar agora, o BC deve optar pela política de alta gradual e sustentação de um patamar elevado pelo tempo necessário para estabilizar as expectativas. Se as commodities e a demanda ajudarem, o tempo de juros elevado será menor. Mas, por conta desse tempo maior de juros elevados, também será inevitável um crescimento proporcionalmente menor. "Estamos revisando a projeção de PIB. O número de 2009 passa agora para algo entre 3% e 3,5%", diz Vale.
sábado, 19 de julho de 2008
IBOV...para 21/07..."doji" com tendência de queda...

O Ibovespa abriu em 60.105 pontos, na primeira hora de pregão veio até a mínima do dia em 59.480 pontos, depois reagiu até atingir a máxima em 61.300 pontos (+1,98%). A partir da 2a hora de pregão não mais conseguiu sustentar a alta, refluindo primeiramente até o suporte em 60.250 pontos (fibo de 38%) onde reagiu até nova resistência nos 60.700 pontos, daí retrocedeu novamente perdendo o suporte nos 60.250pontos, para finalizar em 59.988 pontos (-0,20%).
Análise: O Ibovespa perdeu novamente os fibos em 61.150 (62%) e 60.250 (38%) e ainda finalizou abaixo dos 60 mil, indicando objetivos de negociação, abaixo desse nível. A indefinição que poderia ocorre com o "doji" formado no gráfico diário que poderia indicar indefinição é desfeito no gráfico de "30 minutos" podemos constatar a formação de um "triângulo de baixa", com objetivos imediatos em 58.670 pontos e 57.760 pontos. A perda desse patamar poderá levar o Ibovespa, no médio prazo, aos 53 mil pontos. Os principais indicadores no gráfico diário e no de "30 minutos" sinalizam a tendência de queda. O mercado futuro do índice do Ibovespa pouco antes da abertura dos pregões estará confirmando (ou não) essa tendência.
Suportes imediatos em 59.480, 58.790, 58.670 e 57.760 pontos.
Resistências em 60.250, 60.700, 61.300 e 62.600 pontos.
DJI...após 18/07...continua "sobrecomprado", podendo realizar...

DJI abriu em 11.436, veio até a mínima em 11.382 pontos e a partir daí conseguiu retomar os 11.500 pontos em boa recuperação até a máxima em 11.510. Daí, refluiu para finalizar em 11.496 pontos (+0,44%).
Análise: Pelo terceiro pregão consecutivo, DJI conseguiu manter-se em alta, reflexo da queda do petróleo nos mercados futuros (abaixo de US 130, o barril) e por alguns resultados melhores que o esperado, no setor financeiro. Foi o primeiro fechamento semanal positivo, após 4 semanas seguidas de quedas. Os principais indicadores do gráfico diário sinalizam ainda tendência de alta, mas estão bastante "sobrecomprados", podendo realizar. Os mercados futuros antes da abertura confirmarão (ou não) essa possível realização.
Suportes em 11.480, 11.360, 11.230 e 11.190 pontos.
Resistências em 11.510, 11.580 e 11.810 pontos.
IBOV...projeções para a semana de 21 a 25/07

O Ibovespa abriu a semana anterior (14 a 18/07) pouco acima de 60 mil pontos, veio até a mínima nos 58.790 pontos, retomou novamente os 60 mil, indo buscar a máxima em 62.600 pontos e depois refluiu fortemente para fechar a semana praticamente estável nos mesmos 60 mil pontos.
Análise: Uma semana de muita volatilidade, onde a diferença entre a mínima e a máxima superou 3.800 pontos. O "candle" formado no gráfico semanal é um "doji" que poderia significar indefinição de tendência. Porém, se observarmos o gráfico diário (acima) poderemos notar que o pregão de quinta feira (dia 17/07) praticamente anulou os ganhos dos 3 pregões anteriores, e o último pregão nesta sexta fechou também num "doji", mas agora em tendência de baixa. As fortes perdas nos últimos pregões da semana estão sinalizando para um início de semana, em continuidade de queda, se nenhum fato extraordinário reverter essa tendência. Dow Jones, pelas fortes altas acumuladas nos últimos 3 pregões deixou todos os indicadores de tendência bastante "esticados", podendo realizar também no início da semana. Nesta segunda ocorre o vencimento de opções de compra da série G, e tanto Petro quanto Vale além de apresentarem número recorde de contratos de aluguel (PETR4: 42,9 milhões e VALE5: 74,8 milhões de contratos), suas opções estão com muitos contratos de vendas a descoberto, e o último relatório da CBLC (fechamento de 17/07) mostra a série VALE G40 com 64% de vendas a descoberto e a série PETR G40 com 49% de vendas a descoberto, sugerindo que dificilmente essas séries serão exercidas. Finalmente na quarta-feira, a reunião do Copom e o novo patamar de juros (provável aumento de pelo menos 0,5%), o que irá influenciar negativamente o mercado, ainda que o resultado desse aumento se encontre de certa forma precificado.
Observando o gráfico diário, a perda do suporte nos 60 mil pontos deverá dar sequência à formação do "triângulo de baixa" que poderá no curto prazo, levar o Ibovespa abaixo dos 58 mil pontos, com objetivos de suporte, no curto prazo em 55 mil pontos e no médio prazo nos 53 mil pontos.
Suportes imediatos em 58.800, 58.500, 57.945, 55.700 e 55 mil pontos.
Resistências imediatas em 60.300, 61.300 e 62 mil pontos.
sexta-feira, 18 de julho de 2008
Furo na bolha cresce e puxa dólar e juro
por Luiz Sérgio Guimarães de Valor Econômico
18/7/2008
O furo na bolha de commodities foi ampliado ontem. O petróleo caiu 3,95% em Nova York , para US$ 129,29. Em apenas três dias tombou 10,95%. O índice CRB, cuja carteira é composta por 19 matérias-primas, recuou ontem 2,69%, ampliando a desvalorização no mês para 6,51%. O sintoma mais evidente de que os especuladores estão pulando fora das commodities é que já começou o jogo de esconde-esconde das verdadeiras razões. Os operadores são peritos em escamotear a realidade, inventam uma camuflagem vistosa destinada a iludir, enquanto revertem posições. Segundo eles, o petróleo está caindo porque o dólar está subindo e amainou a tensão geopolítica que cerca o Irã. Mentira. O fato é que não dá mais para ignorar as sombrias perspectivas para a economia americana e a mundial a partir do último quadrimestre do ano. Não haverá demanda para sustentar os preços atuais. Os reflexos sobre o Brasil dependerão do tamanho do furo ao cabo da desespeculação mais intensa. Não será nada bom que as commodities metálicas e agrícolas percam preço aceleradamente a ponto de anular o superávit da balança comercial. Como as transações correntes do balanço de pagamentos já estão negativas, um saldo comercial igualmente deficitário poderá provocar inquietantes valorizações do dólar. A preocupação antiinflacionária do Banco Central não será mais a exótica e abstrusa "inflação de demanda", mas a tradicional inflação de custos brasileira derivada de um não menos clássico constrangimento cambial. Haja choque de juros. Uma pequena amostra desse cenário tenebroso já foi dada ontem: o descolamento negativo da Bovespa. Enquanto o Dow Jones disparava 1,85%, o índice paulista tombava 3,14%. Por quê? Venda de ações das coqueluches Petrobras e Vale fortemente vinculadas a commodities. Os fundos externos mais paranóicos já estão vendendo Brasil por causa do estouro da bolha. Vendem e saem do pais. Tanto que o dólar negociado no mercado interno fechou ontem em alta de 0,18%, cotado a R$ 1,5990. Só não se valorizou mais porque os bancos estão queimando posições "compradas" à vista. Quando perceberem que isso pode ser um mal negócio, a moeda dispara. O economista Marcelo Ribeiro, da Pentágono Asset, observa que, no início da crise, era o "mundo financeiro" que afetava o "mundo real". Agora é o "mundo real" ou "economia real" que está afetando os bancos médios americanos. Um mundo irá contagiar negativamente o outro pelos próximos dois anos. A hesitação do Fed entre combater a inflação ou atacar o potencial recessivo pode ser decidida pelo mercado de treasuries.
18/7/2008
O furo na bolha de commodities foi ampliado ontem. O petróleo caiu 3,95% em Nova York , para US$ 129,29. Em apenas três dias tombou 10,95%. O índice CRB, cuja carteira é composta por 19 matérias-primas, recuou ontem 2,69%, ampliando a desvalorização no mês para 6,51%. O sintoma mais evidente de que os especuladores estão pulando fora das commodities é que já começou o jogo de esconde-esconde das verdadeiras razões. Os operadores são peritos em escamotear a realidade, inventam uma camuflagem vistosa destinada a iludir, enquanto revertem posições. Segundo eles, o petróleo está caindo porque o dólar está subindo e amainou a tensão geopolítica que cerca o Irã. Mentira. O fato é que não dá mais para ignorar as sombrias perspectivas para a economia americana e a mundial a partir do último quadrimestre do ano. Não haverá demanda para sustentar os preços atuais. Os reflexos sobre o Brasil dependerão do tamanho do furo ao cabo da desespeculação mais intensa. Não será nada bom que as commodities metálicas e agrícolas percam preço aceleradamente a ponto de anular o superávit da balança comercial. Como as transações correntes do balanço de pagamentos já estão negativas, um saldo comercial igualmente deficitário poderá provocar inquietantes valorizações do dólar. A preocupação antiinflacionária do Banco Central não será mais a exótica e abstrusa "inflação de demanda", mas a tradicional inflação de custos brasileira derivada de um não menos clássico constrangimento cambial. Haja choque de juros. Uma pequena amostra desse cenário tenebroso já foi dada ontem: o descolamento negativo da Bovespa. Enquanto o Dow Jones disparava 1,85%, o índice paulista tombava 3,14%. Por quê? Venda de ações das coqueluches Petrobras e Vale fortemente vinculadas a commodities. Os fundos externos mais paranóicos já estão vendendo Brasil por causa do estouro da bolha. Vendem e saem do pais. Tanto que o dólar negociado no mercado interno fechou ontem em alta de 0,18%, cotado a R$ 1,5990. Só não se valorizou mais porque os bancos estão queimando posições "compradas" à vista. Quando perceberem que isso pode ser um mal negócio, a moeda dispara. O economista Marcelo Ribeiro, da Pentágono Asset, observa que, no início da crise, era o "mundo financeiro" que afetava o "mundo real". Agora é o "mundo real" ou "economia real" que está afetando os bancos médios americanos. Um mundo irá contagiar negativamente o outro pelos próximos dois anos. A hesitação do Fed entre combater a inflação ou atacar o potencial recessivo pode ser decidida pelo mercado de treasuries.
IBOV...após 17/07...queda excessiva...pode realizar mais...

O Ibovespa abriu em 62.062 pontos, rápidamente atingiu a máxima do dia em 62.606 pontos, e na contramão de DJI perdeu seus principais suportes conquistados nos últimos pregões vindo até a mínima em 59.984 (-3,34%)para depois finalizar em 60.108 pontos (-3,14%).
Análise: A queda do Ibovespa em forte contramão aos mercados externos (aliviados com a melhoria do desempenho do setor financeiro) e até atribuida por alguns analistas como decorrente das quedas da Vale e Petro, deixou evidente que o mercado não está aceitando mais o patamar de negociações acima dos 60 mil pontos e pode reverter fortemente para buscar patamares inferiores, nos 58 mil e posteriormente nos 53 mil pontos. Perdeu os fibos em 61.150 (62%) e 60.250 (38%). O triângulo de baixa pode novamente estar sendo formado. O mercado futuro do ìndice do Ibovespa antes da abertura poderá confirmar (ou não) essa tendência.
Suportes imediatos em 59.750, 58.900 e 57.500 pontos.
Resistências em 60.800, 61.000 e 62.300 pontos.
DJI...após 17/07... indicadores "sobrecomprados"...pode realizar

DJI abriu em 11.238, veio até a mínima em 11.210 pontos e a partir daí continuou sua firme recuperação até o fechamento na máxima em 11.447 (+1,85%).
Análise: DJI manteve novamente expressiva alta, impulsionada pela queda do petróleo nos mercados futuros (abaixo de US140) e por resultados acima do esperado do setor financeiro. Mantendo-se acima desse nível ( o que ainda é prematuro afirmar) poderá buscar 11.750 pontos e novamente 12 mil pontos. Abaixo deste nível, retornará aos 11.210 e 11.140 pontos. Os principais indicadores do gráfico diário sinalizam tendência de alta mas já estão bastante sobrecomprados, podendo realizar. Os mercados futuros antes da abertura confirmarão (ou não) a tendência de alta.
Suportes em 11.210, 11.140 e 10.980 pontos.
Resistências em 11.480, 11.750 e 11.820 pontos.
quinta-feira, 17 de julho de 2008
Vale e Petrobras derrubam o Ibovespa, que perdeu 3,14%
por Claudia Violante da Agência Estado
17.07.2008 | 17h34
As ações da Vale e da Petrobras derrubaram o índice Bovespa hoje, interrompendo três pregões seguidos de elevação. A queda do preço do petróleo no mercado internacional, a resposta dos investidores à subscrição da Vale e a venda de ações por parte de investidores estrangeiros justificaram o desempenho doméstico do mercado acionários, que foi na contramão de Wall Street: o mesmo petróleo fraco que atrapalhou a Bolsa doméstica ajudou os índices a subir nos EUA, além de indicadores econômicos favoráveis e do balanço do banco JPMorgan.
A Bolsa brasileira terminou o dia com baixa de 3,14%, aos 60.108,7 pontos. Oscilou entre a mínima de 59.985 pontos (-3,34%) e a máxima de 62.606 pontos (+0,89%). Com o desempenho de hoje, o Ibovespa passou a acumular perdas de 7,55% no mês e de 5,91% no ano. O volume financeiro contabilizou R$ 8,295 bilhões (preliminar), sendo que Petrobras e Vale, considerando papéis ordinários e preferenciais, giraram quase 47% do total.
Os estrangeiros voltaram a agir com firmeza na ponta vendedora, principalmente das blue chips Vale e Petrobras, embora as ações de siderúrgicas também tenham sido prejudicadas e se situado entre as maiores perdas do dia. Mas o principal destaque negativo do pregão foi de Vale, em reação à operação de subscrição de papéis, encerrada ontem.
Vale PNA (ações preferenciais da classe A) liderou o volume financeiro individual negociado no Ibovespa hoje, com R$ 2,083 bilhões. Vale ON (ações ordinárias) perdeu 5,41% e Vale PNA, 5,40%. Petrobras, por sua vez, caiu com a venda de estrangeiros e, acima de tudo, com o tombo do petróleo no mercado norte-americano. Petrobras ON recuou 4,23% e PN, 4,95% (esta com giro de R$ 1,260 bilhão).
Na Bolsa Mercantil de Nova York (Nymex, na sigla em inglês), a cotação do petróleo fechou pela primeira vez abaixo de US$ 130 por barril desde 5 de junho deste ano, com a melhora das relações entre EUA e Irã e com o vencimento de opções dos contratos de agosto.
Se prejudicou Petrobras, o petróleo mais barato foi um estímulo a mais para os investidores comprarem ações em Wall Street. Os outros foram o balanço considerado positivo do JPMorgan e também os indicadores divulgados hoje, entre eles o dado de construções residenciais e o número de pedidos de auxílio-desemprego. O índice Dow Jones da Bolsa de Nova York terminou em elevação de 1,85%, na máxima do dia, aos 11.446,7 pontos; o S&P 500 subiu 1,20%, para 1.260,31 pontos, e o Nasdaq teve ganho de 1,20%, a 2.312,30 pontos. Na Europa, as bolsas também subiram. A Bolsa de Londres fechou o dia com valorização de 2,63%, a Bolsa de Paris ganhou 2,76% e Frankfurt encerrou em alta de 1,88%.
17.07.2008 | 17h34
As ações da Vale e da Petrobras derrubaram o índice Bovespa hoje, interrompendo três pregões seguidos de elevação. A queda do preço do petróleo no mercado internacional, a resposta dos investidores à subscrição da Vale e a venda de ações por parte de investidores estrangeiros justificaram o desempenho doméstico do mercado acionários, que foi na contramão de Wall Street: o mesmo petróleo fraco que atrapalhou a Bolsa doméstica ajudou os índices a subir nos EUA, além de indicadores econômicos favoráveis e do balanço do banco JPMorgan.
A Bolsa brasileira terminou o dia com baixa de 3,14%, aos 60.108,7 pontos. Oscilou entre a mínima de 59.985 pontos (-3,34%) e a máxima de 62.606 pontos (+0,89%). Com o desempenho de hoje, o Ibovespa passou a acumular perdas de 7,55% no mês e de 5,91% no ano. O volume financeiro contabilizou R$ 8,295 bilhões (preliminar), sendo que Petrobras e Vale, considerando papéis ordinários e preferenciais, giraram quase 47% do total.
Os estrangeiros voltaram a agir com firmeza na ponta vendedora, principalmente das blue chips Vale e Petrobras, embora as ações de siderúrgicas também tenham sido prejudicadas e se situado entre as maiores perdas do dia. Mas o principal destaque negativo do pregão foi de Vale, em reação à operação de subscrição de papéis, encerrada ontem.
Vale PNA (ações preferenciais da classe A) liderou o volume financeiro individual negociado no Ibovespa hoje, com R$ 2,083 bilhões. Vale ON (ações ordinárias) perdeu 5,41% e Vale PNA, 5,40%. Petrobras, por sua vez, caiu com a venda de estrangeiros e, acima de tudo, com o tombo do petróleo no mercado norte-americano. Petrobras ON recuou 4,23% e PN, 4,95% (esta com giro de R$ 1,260 bilhão).
Na Bolsa Mercantil de Nova York (Nymex, na sigla em inglês), a cotação do petróleo fechou pela primeira vez abaixo de US$ 130 por barril desde 5 de junho deste ano, com a melhora das relações entre EUA e Irã e com o vencimento de opções dos contratos de agosto.
Se prejudicou Petrobras, o petróleo mais barato foi um estímulo a mais para os investidores comprarem ações em Wall Street. Os outros foram o balanço considerado positivo do JPMorgan e também os indicadores divulgados hoje, entre eles o dado de construções residenciais e o número de pedidos de auxílio-desemprego. O índice Dow Jones da Bolsa de Nova York terminou em elevação de 1,85%, na máxima do dia, aos 11.446,7 pontos; o S&P 500 subiu 1,20%, para 1.260,31 pontos, e o Nasdaq teve ganho de 1,20%, a 2.312,30 pontos. Na Europa, as bolsas também subiram. A Bolsa de Londres fechou o dia com valorização de 2,63%, a Bolsa de Paris ganhou 2,76% e Frankfurt encerrou em alta de 1,88%.
Bolsas de NY fecham em alta com queda do petróleo
por Renato Martins da Agência Estado
17.07.2008 18h38
O mercado norte-americano de ações voltou a subir, com o índice Dow Jones acumulando uma alta de 485 pontos (ou 4,4%), em dois dias. Em termos porcentuais, é a maior alta do Dow Jones em dois dias consecutivos desde 15 de outubro de 2002. O mercado reagiu à nova queda dos preços do petróleo (que fechou 11% abaixo do recorde alcançado na segunda-feira passada) e ao informe de resultados do banco JPMorgan Chase, que impulsionou as ações do setor financeiro.
As ações do JPMorgan Chase subiram 13,52%, em reação a seu informe de resultados. Ainda no setor financeiro, também divulgaram balanços a BlackRock (alta de 16,38%) e a holding de bancos regionais Comerica (valorização de 17,47%). Outras ações do setor também tiveram altas expressivas, como Bank of America (16,90%), Citigroup (9,11%), Wachovia (27,51%) e Washington Mutual (10,15%). As ações do banco de investimentos Merrill Lynch, que divulgaria resultados depois do fechamento, subiram 9,75%. As do Goldman Sachs avançaram 4,85%, apesar da reportagem do Wall Street Journal segundo a qual o ex-executivo-chefe do Bear Stearns estaria questionando se operadores do Goldman Sachs em Londres teriam contribuído para o colapso da instituição ao manipular preços. As ações das agências de crédito hipotecário também voltaram a subir (Fannie Mae 18,16% e Freddie Mac 21,96%).
Em reação à queda dos preços do petróleo, as ações da General Motors subiram 11,93%; as da companhia aérea Continental Airlines avançaram 8,38%, depois de a empresa divulgar resultados. As ações dos setores de petróleo caíram (Chevron -0,83%, ExxonMobil -0,59%), assim como as de empresas ligadas a commodities (Alcoa -2,99%). Entre as ações de empresas que divulgaram resultados, as da Coca-Cola caíram 3,82% e as da United Technologies subiram 5,87%. Entre as ações de empresas que divulgariam balanços depois do fechamento, as da Microsoft subiram 0,95%, as da IBM avançaram 0,43% e as do banco regional Zions Bancorp ganharam 16,86%.
O índice Dow Jones fechou em alta de 207,38 pontos (1,85%), em 11.446,66 pontos. O Nasdaq fechou em alta de 27,45 pontos (1,20%), em 2.312,30 pontos. O S&P-500 subiu 14,96 pontos (1,20%), para 1.260,32 pontos. O NYSE Composite avançou 82,24 pontos (0,99%), para 8.415,06 pontos.
17.07.2008 18h38
O mercado norte-americano de ações voltou a subir, com o índice Dow Jones acumulando uma alta de 485 pontos (ou 4,4%), em dois dias. Em termos porcentuais, é a maior alta do Dow Jones em dois dias consecutivos desde 15 de outubro de 2002. O mercado reagiu à nova queda dos preços do petróleo (que fechou 11% abaixo do recorde alcançado na segunda-feira passada) e ao informe de resultados do banco JPMorgan Chase, que impulsionou as ações do setor financeiro.
As ações do JPMorgan Chase subiram 13,52%, em reação a seu informe de resultados. Ainda no setor financeiro, também divulgaram balanços a BlackRock (alta de 16,38%) e a holding de bancos regionais Comerica (valorização de 17,47%). Outras ações do setor também tiveram altas expressivas, como Bank of America (16,90%), Citigroup (9,11%), Wachovia (27,51%) e Washington Mutual (10,15%). As ações do banco de investimentos Merrill Lynch, que divulgaria resultados depois do fechamento, subiram 9,75%. As do Goldman Sachs avançaram 4,85%, apesar da reportagem do Wall Street Journal segundo a qual o ex-executivo-chefe do Bear Stearns estaria questionando se operadores do Goldman Sachs em Londres teriam contribuído para o colapso da instituição ao manipular preços. As ações das agências de crédito hipotecário também voltaram a subir (Fannie Mae 18,16% e Freddie Mac 21,96%).
Em reação à queda dos preços do petróleo, as ações da General Motors subiram 11,93%; as da companhia aérea Continental Airlines avançaram 8,38%, depois de a empresa divulgar resultados. As ações dos setores de petróleo caíram (Chevron -0,83%, ExxonMobil -0,59%), assim como as de empresas ligadas a commodities (Alcoa -2,99%). Entre as ações de empresas que divulgaram resultados, as da Coca-Cola caíram 3,82% e as da United Technologies subiram 5,87%. Entre as ações de empresas que divulgariam balanços depois do fechamento, as da Microsoft subiram 0,95%, as da IBM avançaram 0,43% e as do banco regional Zions Bancorp ganharam 16,86%.
O índice Dow Jones fechou em alta de 207,38 pontos (1,85%), em 11.446,66 pontos. O Nasdaq fechou em alta de 27,45 pontos (1,20%), em 2.312,30 pontos. O S&P-500 subiu 14,96 pontos (1,20%), para 1.260,32 pontos. O NYSE Composite avançou 82,24 pontos (0,99%), para 8.415,06 pontos.
IBOV...após 16/07...tendência de alta, apesar de relativamente "sobrecomprado"...

O Ibovespa abriu em 61.018 pontos, veio até a mínima do dia em 60.863, depois sintonizado com DJI subiu com relativa intensidade até a máxima em 62.183 (+1,91%)para depois finalizar em 62.056 pontos (+ 1,71%).
Análise: Os principais indicadores do gráfico diário e os de "30 minutos" sinalizam tendência de alta, mas já estão relativamente "sobrecomprados", podendo realizar um pouco. Os mercados futuros antes da abertura poderão identificar melhor a tendência do Ibovespa.
Suportes imediatos em 62.000, 60.850, 60.000 e 59.600 pontos.
Resistências em 62.640, 62.900 e 63.500 pontos.
DJI...após 16/07...expressiva alta, reverteu tendência...

DJI abriu em 10.961, veio até a mínima em 10.918 pontos (-0,39%), a partir daí promoveu recuperação firme e constante até a máxima em 11.243 (+2,56%) e depois fechou praticamente na máxima em 11.239 pontos (2,52%).
Análise: DJI reagiu com expressiva alta, revertendo a tendência baixista anterior. Fechou em 12.240 pontos, importante divisor de tendências. Mantendo-se acima desse nível irá buscar 11.330 pontos e 11.400 pontos, novamente. Abaixo deste, retornará aos 11.150 e 11.060 pontos. Agora, os principais indicadores do gráfico diário sinalizam tendência de alta, porém alguns dos indicadores de "30 minutos" estão bastante sobrecomprados, podendo realizar. Os mercados futuros antes da abertura confirmarão (ou não) a tendência de alta.
Suportes imediatos em 11.150, 11.060 e 10.980 pontos.
Resistências imediatas em 11.270, 11.330 e 11.400 pontos.
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