domingo, 9 de maio de 2010

PETR4...após 07/05...suportes e resistências


PETR4 abriu a semana em 32,55 foi encontrar resistência em 32,63, mas influenciada pelo mau humor nos mercados exteriores sofreu forte pressão vendedora até encontrar suporte na mínima em 28,30 na "quinta-feira negra" e fechou a semana em 29,84 com forte queda de -9,02% em relação ao fechamento da semana anterior.

A perda da "neck line" em 30,80 sugere objetivos de queda para o ativo em 24,15, no curto/médio prazos.

Acima dos 30,80, objetivos de alta em 33,30.

O "candle" do gráfico semanal é um "martelo cheio", resultante da reação compradora após o suporte no fundo nos 28,30, que resultou também em um "martelo" no gráfico diário, sugerindo abertura em alta, no início da semana.

Resistências imediatas no gráfico semanal em 30,80 e 32,63.

Suportes imediatos em 28,95; 28,40; 28,15 e 27,80.

sábado, 8 de maio de 2010

Commodities...perspectivas para a 2a semana de maio




Fonte: Bloomberg

Situação em 07/05

INDEX NAME VALUE CHANGE OPEN HIGH LOW
(Vermelho)UBS BLOOMBERG CMCI 1247.70 -3.35 1248.39 1253.02 1232.09
(Laranja)S&P GSCI 503.47 -5.18 508.88 514.17 498.72
(Verde)RJ/CRB Commodity 261.32 -1.44 262.79 263.64 259.08
(Azul)Rogers Intl 3076.78 -19.54 3092.69 3108.00 3045.51


Situação em 30/04


INDEX NAME VALUE CHANGE OPEN HIGH LOW
UBS BLOOMBERG CMCI 1320.86 13.15 1314.70 1320.87 1309.05
S&P GSCI 549.94 5.52 548.06 551.08 544.83
RJ/CRB Commodity 277.71 2.42 276.17 277.98 275.29
Rogers Intl 3288.80 27.49 3269.53 3294.44 3263.08


Variação semanal 30/04 a 07/05


INDICE Fechamento (30/04) x Fechamento(07/05) VARIAÇÃO SEMANAL (%)

UBS BLOOMBERG CMCI 1320.86 1247.70-5,54%
S&P GSCI 549.94 503.47 -8,45%
RJ/CRB Commodity 277.71 261.32 - 5,90%
Rogers Intl 3288.80 3076.78 -6,44%

Análise:

Na primeira semana de maio, os preços das commodities vinham se movimentando com uma forte volatilidade decorrente dos desdobramentos da crise econômica da Grécia e a possibilidade de contágio a outros países europeus, quando na quinta-feira em um movimento de pânico generalizado em todas as bolsas mundiais, as "commodities" também sofreram violenta pressão vendedora, que mesmo após a pequena recuperação ocorrida na sexta-feira resultaram na forte queda de -6,58%, na média desses quatro índices, em relação ao fechamento da semana anterior.

Agora os preços estão apenas cerca de +17% acima dos preços praticados há um ano atrás, considerando-se a média desses índices.

O "candle" do gráfico semanal do "UBS Commodity Index", que fechou a semana com forte queda de - 4,48% e similar aos demais índices, é um "martelo cheio", decorrente da pequena reação na última sexta, depois da fortes quedas ocorridas na "quinta-feira negra".

Os preços das principais commodities vieram ao fundo do "canal de alta" de longo prazo, sendo que os preços no gráfico semanal do "UBS Commodity Index" chegaram a perder a LTA de longo prazo, mas conseguiram reverter na sexta para fechar nos 128,66 pontos, acima desse suporte .

Esta próxima semana deverá ser decisiva para os desdobramentos da crise na "região do euro" mas graficamente, existe uma maior probabilidade de abertura em alta desses mercados, na segunda-feira, visto que os principais osciladores gráficos estão em "região fortemente sobrevendida" e o gráfico diário da última sexta apresentou um "martelo de alta".

Suportes imediatos nos 127,92 (LTA) e nos 126,96 pontos (fundo semanal).

Resistências imediatas nos 130,70 a 130,80 ("neck line") e nos 132,10 pontos.

Abaixo do fundo semanal nos 126,96 mantem-se os objetivos de queda nos 122,42 pontos.

A tempestade perfeita encontra a soma de todos os medos.

por Ricardo Gallo em IG Economia
08/05/2010

Os eventos das últimas semanas na Europa e nos mercados merecem uns minutos de reflexão.

Três fatos abalaram a confiança do mercado nas últimas semanas:

Senado americano aprovou uma lei nas últimas semanas que proíbe que o tesouro use dinheiro público para salvar bancos, acabando com o conceito de que uma instituição financeira, por ser grande demais não pode quebrar pois causaria uma crise sistêmica e levaria o país a uma depressão.

Apesar do pacote bilionário de ajuda a Grécia, o mercado continuou desconfortável com a sustentabilidade da divida daquele país e começou a questionar a solvência de ouros países que tem situação fiscal delicada, e que, como a Grécia, não tem condições de desvalorizar sua moeda para suavizar os efeitos recessivos de um forte aperto fiscal.

China continuou seu aperto monetário elevando o compulsório de forma decisiva, assim como Índia e Brasil começaram um processo de elevação das taxas de juros pois já há sinais de pressão inflacionária crescente nestas economias.

O mercado vinha trabalhando com 3 hipóteses que ajudavam o otimismo e a confiança no processo de recuperação econômica na Europa, nos países emergentes e nos Eua:

1. O risco de uma crise sistêmica no g3 seria muito baixo já que os governos centrais não deixariam nenhuma instituição de grande porte quebrar. Isto elevou a confiança dos agentes na crença que a oferta de crédito voltaria a crescer este ano ainda, pois o custo de captação daqueles bancos ( vistos como grandes demais para quebrar ) cairia e os estimularia a voltar a emprestar. Este crédito mais barato causaria a volta dos investimentos de capital das empresas, que caíram com a crise para o nível mais baixo dos últimos anos no G3; este aumento de investimentos geraria então uma retomada do emprego, e com isto, o consumo privado voltaria a crescer com mais vigor, apesar do ainda elevado endividamento das pessoas físicas e dos governos, sustentando o crescimento.

2. Os governos centrais teriam recursos fiscais para continuar incentivando a economia e que sua dívida pública, que crescera bastante durante a crise, seria rolada facilmente em virtude das baixíssimas taxas de juros praticadas no G3. A grande capacidade ociosa na economia daqueles países permitiria que os BCs do G3 mantivessem tal política monetária frouxa por muito tempo.

3. As economias emergentes, em particular os BRICs, teriam uma papel importante ao alimentar a demanda global, com taxas de crescimento elevadas e sustentáveis, o que faria com que a indústria do G3 se recuperasse.

Bem, as três hipóteses que sustentaram a alta das bolsas e dos ativos de risco em geral foram seriamente abaladas nas últimas semanas.

Com a lei aprovada nos EUA o custo de captação medido pelo spread de risco entre os papéis emitidos pelos bancos dobrou em poucos dias, uma vez que há o risco, se tal lei for aprovada como foi proposta, da de algum banco. Com isto teme-se que a oferta de crédito caia e que suba seu custo, abortando-se assim a então recuperação dos investimentos privados que se iniciava motivada pela aceleração da produção industrial global recente.

A crise na Grécia mostra que o mercado começou a questionar na capacidade de alguns governos financiarem suas dívidas que hoje passam de 100% do PIB no g3. Isto pode fazer com que o processo de ajuste fiscal necessário nas economias centrais seja acelerado através da rápida redução do gasto e do investimento público além de aumentos na carga tributária, o que pode fazer com que economia no g3 sofra uma nova retração.

Com o aperto monetário sincronizado em vários países emergentes fica claro que há limites estruturais para suas taxas de crescimento, com o risco de termos uma elevação da inflação nestes países se economia não for arrefecida. Isto pode afetar a demanda global por commodities e, portanto, vir a derrubar seus preços, trazendo uma queda de renda de algumas economias , como no caso do Brasil. Além disto, teme-se que o aperto monetário chinês possa criar uma crise no seu mercado imobiliário gerando perdas para seus bancos, principais agentes financiadores desta onda de crescimento na China dos últimos 18 meses.

Todos estes riscos já eram processados e entendidos pelos mercados. A probabilidade desses eventos acontecerem nunca foi perto de zero. Havia provavelmente uma chance de 40% de tal lei bancária americana ser aprovada porém com algumas mudanças; de 20% de se ter uma crise de financiamento na Grécia, que seria equacionada com ajuda externa efetiva; e de 10% de uma crise imobiliária na China. Porém a probabilidade destes 3 problemas ocorrerem ao mesmo tempo era , na cabeça dos agentes econômicos, menor que 5%, o que eliminava, pelo menos dentro do campo da probabilidade, a chance da economia global sofrer uma nova queda, o que seria dramático a esta altura, dada a ainda frágil situação nos EUA e Europa, que há menos de 1 ano estavam em recessão.

Quando estas três tempestades se juntam, elas se potencializam e cria-se um tufão . A probabilidade de termos uma segunda crise econômica global, que era de menos de 5% na cabeça de todos, passou, nas últimas semanas, para 20 ou 30%. Isto é suficiente para que as pessoas reduzam sua exposição a ativos de risco (bolsa, imóveis, países emergentes, empresas pequenas, crédito público em alguns casos e crédito privado nos setores mais alavancados da economia).

Este clima de incerteza e dúvida deve persistir enquanto não se equacionar de forma mais definitiva o problema de financiamento dos estados europeus em dificuldades, como a Grécia, Portugal, Irlanda e Espanha. Além disto, se isto não for feito com alguma rapidez podemos ter outros países centrais sofrendo de crise de solvência fiscal, como por exemplo, a Inglaterra que tem um déficit elevado e acaba passa por um processo político delicado ao eleger um parlamento provavelmente dividido, o que pode vir a trazer dúvidas quanto ao compromisso daquele país em reduzir seu déficit fiscal. Bélgica com sua dívida elevada também pode ser afetada. E até mesmo Eua e Japão, que tem dívida pública beirando os 200% do PIB. Sem falar do contágio desta crise fiscal no próprio sistema bancário daqueles países.

Alem disto, cabe aos congressistas americanos avaliarem o timing das tais reformas financeiras necessárias, pois leis como esta que foi recentemente aprovada, são necessárias, porém a delicadeza do momento atual não permite sua implementação imediata, e o mero debate de tais questões fragiliza a confiança dos investidores no sistema financeiro americano, ainda debilitado pelas enormes perdas com crédito no setor imobiliário .

Cabe a comunidade econômica européia, e em particular a Alemanha e França, entender a gravidade da situação atual, e equacionar a dívida dos países periféricos como um todo, e assumir que há sim enormes falhas no desenho do Euro e de suas instituições. È importante dar tempo e tranqüilidade para que os países endividados e com déficits elevados equacionem seus problemas fiscais e privados, preferencialmente através de um programa de cortes de gastos públicos correntes e de reformas trabalhistas, tributárias e no sistema de previdência que visem aumentar a competitividade daqueles países, evitando ao máximo aumento de impostos e corte em investimentos.

Os BC´s do g3 terão que adiar a eventual retirada dos estímulos monetários criado em 2008 e 2009, e na Europa é recomendável que se faça uma expansão do programa da afrouxamento quantitativo na oferta de crédito , com a eventual participação do ECB em compras de títulos públicos dos países endividados, da mesma forma que o BC americano fez com os papéis hipotecários, ao comprar mais de US$ 1 tri destes papéis no mercado. Esta medida, se for acompanhada de um programa crível de ajuste fiscal em vários países em dificuldade, pode trazer a normalidade ao sistema em poucos meses. E tudo isto trará um Euro mais fraco, o que é do interesse de todos estados europeus mais fracos.

Finalmente, os Brics e outros emergentes não podem permitir que inflação saia do controle ou que se crie bolhas em preços de ativos, como imóveis e bolsas. É preciso reduzir a oferta de crédito para níveis compatíveis com a taxa potencial de crescimento destas economias. Os países emergentes estão hoje importando as bolhas de crédito que foram criadas no G3 nos últimos anos e precisam ter políticas públicas que evitem que tais bolhas se espalhem aos preços de produtos, serviços ou mesmo de ativos. Com relação a China, é preciso que seja revista a política atual que privilegia aumentos de depósitos compulsórios para redução do crédito e da atividade econômica, e que não utiliza uma ferramenta importante que é a cambial. É chegada a hora da China reduzir o ritmo de aperto monetário e promover uma valorização gradual de sua moeda. O modelo de superávits cambiais gigantescos da China não é sustentável e é uma das causas das distorções e dos problemas de endividamento excessivo que temos no ocidente. O mercado imobiliário chinês pode e dever ser controlado através de medidas administrativas que impeçam a excessiva alavancagem e especulação muitas vezes fomentada pelos próprios governos das províncias chinesas. Um movimento da China neste momento seria bem recebido pelos mercados pois vai na direção da redução dos desequilíbrios externos americano e chinês.

Infelizmente o momento da verdade chegou mais cedo do que imaginávamos. E vai demandar dos governantes serenidade, coragem e bom senso, pois não temos espaço para erros. O pior que pode acontecer agora é abortarmos a retomada global do crescimento. Um segundo ato nesta crise épica dos últimos 2 ANOS pode ser o tufão que todos temíamos em nossos piores pesadelos.

sexta-feira, 7 de maio de 2010

Bolsa fecha em baixa de 0,86% e recua 6,9% na semana

Crise grega e um possível contágio nas demais economias preocupam investidores

por Claudia Violante de Agência ESTADO

07/05/2010 17:47

São Paulo - A Bolsa de Valores de São Paulo terminou hoje seu quarto pregão em baixa da semana, com breve intervalo apenas na última quarta-feira, quando teve leve alta de 0,07%. As contínuas preocupações com a situação fiscal na Europa ganhou hoje o adicional do resultado da eleição no Reino Unido, que não formou maioria pela primeira vez em mais de 30 anos. As perdas nas Bolsas norte-americanas e brasileira foram inferiores às registradas na Europa, que ontem havia fechado antes do tombo em Wall Street e hoje tiraram o atraso. O volume de negócios na Bovespa segue elevado, com os estrangeiros saindo de ativos mais arriscados.

O índice Bovespa fechou em baixa de 0,86%, aos 62.870,88 pontos, para o menor nível desde os 62.762,70 pontos de 5 de fevereiro passado. O pregão, no entanto, foi muito volátil e, inclusive, o Ibovespa chegou a subir, acompanhando a alta de Wall Street. Na mínima do dia, o índice recuou 2,76%, aos 61.663 pontos e, na máxima, avançou 0,84%, aos 63.945 pontos. O resultado do mês se confunde com o da semana e registra uma queda de 6,90%. No ano, a Bovespa recua 8,34%. O giro financeiro totalizou R$ 7,726 bilhões. Os dados são preliminares.

Além das incertezas sobre a situação grega e o temor de contágio nas demais economias da zona do euro, hoje os investidores tiveram que digerir o resultado das eleições do Reino Unido. Pela primeira vez desde 1974 o parlamento não tem maioria absoluta. O Partido Conservador conseguiu 306 assentos, o Partido Trabalhista, do primeiro-ministro Gordon Brown, ficou com 258 posições e o Partido Liberal Democrata, liderado por Nick Clegg, obteve 57 assentos. Agora, está aberta a porta para coalizões. Esta indefinição no Congresso fez a libra cair hoje e, no mercado, os investidores ainda estão preocupados com o elevado déficit fiscal do país, de 11,5% do PIB, que ameaça inclusive o rating AAA, como já alertaram as agências de rating.

As bolsas europeias, que ontem estavam fechadas quando houve o mergulho nos índices norte-americanos, hoje juntaram tudo e fecharam com perdas fortes, mesmo com os bons dados da produção industrial na Alemanha e do Produto Interno Bruto (PIB) da Espanha. Nos EUA, os números do relatório de nível de emprego superaram as previsões (criação de 290 mil vagas em abril, ante alta de 180 mil prevista pelos analistas).

O Dow Jones terminou o dia em baixa de 1,33%, aos 10.380,43 pontos. O S&P 500 perdeu 1,53%, aos 1.110,88 pontos, enquanto o Nasdaq recuou 2,33%, aos 2.265,64 pontos.

No Brasil, Vale segue como a mais negociada do pregão, hoje com giro individual de R$ 1,080 bilhão na ação PNA. O papel perdeu 0,05%, enquanto Vale ON recuou 0,34%. Os metais básicos caíram na sua maioria. Petrobras ON perdeu 1,03% e PN, 0,20%. Na Bolsa Mercantil de Nova York (Nymex, na sigla em inglês), o contrato do petróleo com vencimento em junho terminou em baixa de 2,59%, a US$ 75,11 o barril.

quinta-feira, 6 de maio de 2010

INDM10...após 06/05...suportes e resistências


Após a forte movimentação intraday movida pelo "colapso das operações" nos mercados americanos, o INDM10 chegou a "mergulhar" até os 61.000 pontos.

Reagiu com bastante força e volatilidade até retomar o patamar dos 64 mil pontos, para depois finalizar em 63.900 pontos.

IBOV...após 06/05...suportes e resistências


Após a "quinta negra" quando os mercados mundiais seguiram a "fantástica" queda de DJI em quase 10% entre as 14 e 15 horas, "mergulhando" até os 9.872 pontos praticamente coincidindo com o fundo de 22/02/10 para em seguida recuperar e finalizar em 10520 pontos (queda de 3,19%).

O Ibovespa de modo análogo chegou a cair 6% quando atingiu a mínima nos 60.774 pontos, para depois recuperar, finalizando em 63.414 pontos em queda de 2,31%.

O "candle" do gráfico diário é um "martelo" sinalizando a possibilidade de continuidade da alta, no próximo pregão com provável reversão de tendência, no curto prazo.

Resistências imediatas em 63.620; 64.650 e 65.530 pontos.

Suportes imediatos em 62.070; 61.340 e 60.770 pontos.

DJI e IBOV... Teoria de Elliot no gráfico semanal



Após a "quinta-feira negra" de 06/05/2010 um clássico exemplo da Teoria das Ondas de Elliot.

Observando o gráfico semanal, a forte correção desta semana estaria concluindo a onda a de retração após os 5 movimentos preconizados por Elliot.

Se o exemplo estiver correto é bem possível que iniciemos uma nova onda de expansão (b) que possivelmente poderá se extender até as resitências nas médias móveis de 13 períodos

O Ibovespa de modo análogo teria concluído a retração (a) e poderia iniciar no próximo pregão o próximo movimento de expansão (b), provavelmente até os 67.700/68 mil pontos.

Pânico em NY lembra mistério da "segunda-feira negra" de 1987



Na "black monday", índice Dow Jones caiu impressionantes 22,6%; bolsas investigam queda desta quinta-feira


por Gustavo Kahil de EXAME.com

06/05/2010 19:38


São Paulo - O pânico visto pelo mercado financeiro mundial nesta quinta-feira (6) fez com que alguns analistas lembrassem da queda desenfreada das bolsas vista na famosa "segunda-feira negra", ocorrida em 19 de outubro de 1987. Naquele dia, o índice Dow Jones, o principal da bolsa de Nova York, registrou a sua maior queda, impressionantes 22,6%.

No pregão de hoje em instantes, os índices de ações em todo o mundo passaram despencar. Nos Estados Unidos, o índice Dow Jones, o principal da bolsa de Nova York, chegou a cair quase 10%, maior baixa vista desde aquele ano. “Isso parece com 1987”, disse o famoso gestor e comentarista dos mercados financeiros, Jim Cramer, em um programa da rede americana CNBC (Assista o vídeo).

Cramer faz referência à queda de 25% das ações da Procter & Gamble. Em minutos, os papéis caíram mais de 23%. "Em 1987 houve uma derrocada e as ações pularam de 50 dólares para 12 dólares", afirmou. Assim como o visto naquele dia, a queda de hoje é um mistério. A própria CNBC levantou a possibilidade de um erro humano.

O comportamento bizarro das ações gerou especulações de que o sistema eletrônico de negociação da Bolsa de Nova York teria entrado numa espécie de colapso. De acordo com a rede de TV, o operador queria vender alguns "milhões" de ações no meio da tarde desta quinta-feira, mas apertou, por engano, a tecla que ordena a venda de "bilhões" de ações.

Até hoje 1987 ainda gera polêmica. Duas hipóteses são citadas para explicar o movimento. A primeira é o mercado futuro. Os contratos futuros no índice S&P 500 eram praticamente novos e, conforme as ações caíam naquele dia, alguns investidores vendiam os contratos, levando a um tombo ainda maior dos papéis. A outra explicação seria a de um erro em programas de computador. A queda, entretanto, também foi verificada em mercados que não tinham os programas.

Um porta-voz da NYSE disse hoje que a bolsa está investigando um "número de negócios errôneos". A Nasdaq informou que vai cancelar todas as operações executadas entre 14h40 e 15h00 (horário local) desta quinta-feira, com variação de alta ou de baixa superior a 60 por cento em relação aos preços das 14h40.

Após despencar 6%, Bolsa se recupera e cai 2,31%

Dólar chega a subir mais de 5%, mas fecha em alta de 2,95%, a R$ 1,85

por iG Economia
06/05/2010 17:36



A Bolsa brasileira fechou em baixa de 2,31% nesta quinta-feira, aos 63.414 pontos, menor níel desde 8 de fevereiro. Durante a tarde, a queda chegou a 6,38% no índice de referência da Bovespa, o Ibovespa, que foi a 60.774 pontos, menor valor desde a mínima de 3 de novembro do ano passado. Incertezas em relação a economias da Europa influenciaram os investidores, que agiram por precaução e reposicionaram seu capital para ativos considerados mais seguros. O dólar, que é um deles, fechou em alta de 2,95%, a R$ 1,85. A moeda norte-americana chegou a valer R$ 1,89, maior nível em dois meses, mas desacelerou no final dos negócios.

Nos Estados Unidos, as bolsas de valores tiveram uma queda livre por volta das 15h30, chegando a cair mais de 9% em poucos instantes nesta tarde de quarta-feira. O índice Dow Jones, principal índice da Bolda de Nova York (Nyse), chegou a atingir queda de 9,12%. A Nasdaq recuou 7,2%. Depois de atingir essas baixas, os índices voltaram a se recuperar, mas ainda assim mostrando queda superior a 4%. Às 16h30, a Nyse recuava 4,4%. A Nasdaq, 4,6%. Foi a maior queda num único dia desde a "crash" da Bolsa de Nova York em 1987, segundo a Bloomberg. Há rumores de que uma falha técnica possa ter derrubado Wall Street, mas as bolsas norte-americanas não confirmaram.

O economista Roberto Padovani, estrategista-chefe do banco WestLB, vê três eventos responsáveis pelo rápido mergulho do mercado nos pregões de hoje. Segundo ele, o mais importante é a Europa, onde há o temor de calote por parte da Grécia e, em menor grau, em Portugal, Itália e Espanha, torne-se uma crise sistêmica e se alastre pelo continente. Associado a esse temor, na hipótese de um calote, a expectativa de “falta” de crescimento na região. “Lembre-se que a Zona do Euro é o segundo país do mundo.”

O segundo evento, na opinião de Padovani, é que investidores reavaliaram os preços dos ativos e decidiram vender. “As Bolsas americanas vêm subindo desde março de 2009. Houve alguma realização de lucro em julho do ano passado, outra em fevereiro, mas o mercado está em trajetória de alta”, diz. De acordo com o estrategista-chefe do WestLB, essa alta do mercado acionário norte-america foi puxada pela constatação de que a crise financeira internacional não desembocou em uma recessão ou em uma depressão global. “Com isso, os ganhos foram expressivos nesse mais de um ano. É natural que os investidores reavaliem os preços dos ativos” e vendam suas posições.

O terceiro fator, afirma Padovani, é mais técnico. Quando há grandes movimentos no mercado, muitos investidores decidem vender seus papéis, num movimento conhecido como “stop loss” – ou limitar as perdas, numa tradução livre. “Isso ocorre de tempos em tempos e provoca quedas grandes”, acrescenta. “E por razões técnicas, os mercados exageram nos quesitos.” De qualquer maneira, a preocupação dos agentes do mercado com um crescimento mundial menor é que está por trás das quedas.

Moody's faz alerta a bancos de Portugal, Espanha, Itália, Irlanda e R.Unido

por EFE e Ig Economia
06/05/2010 08:46



Londres, 6 mai (EFE).- Moody's advertiu hoje do perigo de que o rebaixamento da classificação de risco dos bancos gregos pela fragilidade da dívida soberana daquele país contagie entidades financeiras de Portugal, Espanha, Itália, Irlanda e o Reino Unido. A advertência está no comentário especial do Moody's Investors Service divulgado hoje com o título "Risco de contágio soberano. Primeira Parte: Avaliando o impacto nos sistemas bancários do sul da Europa, Irlanda e o Reino Unido". Moody's assinalou que os sistemas bancários de cada um destes países enfrentam desafios diferentes, mas alertou que "o risco de contágio poderia diluir estas diferenças e colocar ameaças comuns e muito reais para todos eles". O comentário especial insiste sobre o risco para aqueles sistemas nos quais o contágio é gerado principalmente por meio das preocupações nos mercados sobre o perfil de sua dívida soberana, mas nos quais, previamente a esta pressão, o sistema não tinha sofrido tanto o golpe das hipotecas lixo. Este é o caso concreto dos bancos da Grécia, Portugal e, em certa medida, Itália, assinalou a agência. "Apesar de enfrentar uma situação fundamentalmente diferente em comparação com a Grécia, Portugal está agora sob apuração especial dos investidores, o que resultou na decisão de revisar a classificação, para um possível rebaixamento, de todos os bancos portugueses", se indicou no comentário. A chave para determinar se este risco de contágio se confirmará, argumentou Moody's, "será a visão que tenha o mercado sobre o êxito do pacote de ajuda para a Grécia recentemente estipulada pelo Fundo Monetário Internacional e a União Europeia". No caso da Itália, se destacou que "o sistema bancário tinha sido relativamente sólido até agora", mas que nas atuais circunstâncias "poderia ver-se diante de uma situação de contágio se aumenta a pressão do mercado sobre sua dívida soberana". O comentário especial explorou a situação daqueles sistemas financeiros que se debilitaram a partir de dentro, "pelo geral devido ao excessivo aumento da concessão de empréstimos, principalmente Espanha e Irlanda, e em menor medida o Reino Unido". "O contágio poderia estender-se potencialmente aos sistemas bancários onde o valor da dívida soberana sofreu o impacto dos eventos no sistema bancário", acrescentou. Este relatório de Moody's é o primeiro de uma série de dois documentos, baseados na pesquisa que seus analistas fizeram em abril passado entre investidores de várias capitais europeias

IBOV e INDM10...após 05/05...objetivos de curto prazo


INDM10...após 05/05...suportes e resistências

IBOV...após 05/05...suportes e resistências


Depois de "mergulhar" até alcançar suporte nos 63.533 pontos, o Ibovespa refluiu para "zerar novamente" e obter máxima intraday nos 65.611 pontos.

Desse teto, refluiu novamente, com forte volatilidade, finalizando em 65.914 pontos.

O "candle" do gráfico diário é um "doji" de indefinição.

Caso não perca o suporte dos 63.500 pontos poderemos ter um "doji morning star", de reversão de tendência.

Por outro lado a perda "intraday" dos 64 mil pontos, sugere objetivos de queda nos 63 mil e 61 mil pontos, no curto e médio prazos.

Retomada da alta, no curto prazo, somente com fechamento acima dos 67 mil pontos, novamente.

quarta-feira, 5 de maio de 2010

Lucro da Vale é prejudicado por greve e vendas menores na Ásia

Resultado do primeiro trimestre é 8,6% inferior ao do mesmo período de 2009

por EXAME.com
05/05/2010 20:46


Extração de minério da Vale: recuperação não foi suficiente para alcançar nível do início de 2009

São Paulo - A Vale sentiu nos números do primeiro trimestre os efeitos de ser uma das companhias brasileiras mais globalizadas. Da paralisação de seus funcionários canadenses à menor participação da Ásia nas vendas, uma série de fatores contribuiu para que o lucro líquido da companhia, 2,879 bilhões de reais, ficasse 8,6% abaixo do registrado no mesmo período do ano passado – embora seja 6,3% superior aos 2,708 bilhões do último trimestre de 2009.

As dores da globalização já se manifestam nas primeiras linhas do balanço divulgado na noite desta quarta-feira (5/5). A receita operacional bruta, 13,029 bilhões de reais, foi 1,1% inferior à dos primeiros meses do ano passado. O principal responsável pela queda foi o setor de minerais não-ferrosos, cuja receita recuou 16%, de 3,554 bilhões de reais para 2,983 bilhões na comparação. O níquel, que respondeu por 1,477 bilhão de reais no ano passado, recuou para 1,236 bilhão. No relatório que acompanha as demonstrações financeiras, a Vale afirma que “o desempenho do segmento de minerais não-ferrosos continuou a ser negativamente impactado pela greve em Sudbury e Voisey Bay”. Essas minas, localizadas no Canadá, estão paradas há mais de 260 dias.

Em contrapartida, a área de minerais ferrosos, na qual a Vale é líder mundial, viu sua receita subir de 8,373 bilhões para 8,794 bilhões de reais na mesma comparação. Embora as vendas de minério de ferro in natura tenham caído de 7,266 bilhões para 6,661 bilhões, a receita com as pelotas – um produto de maior valor agregado – subiu de 865 milhões para 1,767 bilhão. As vendas de manganês também subiram 206%, para 104 milhões de reais, e as de ferro ligas, 32%.

Queda na Ásia

Entre os mercados atendidos pela Vale, as vendas na América do Norte recuaram 30% entre o primeiro trimestre de 2009 e o mesmo período de 2010, passando de 1,197 bilhão para 838 milhões de reais. Embora a porcentagem seja expressiva, a região responde por apenas 6,4% da receita.

O mais importante é verificar o recuo de 19% das vendas na Ásia, que desceram de 8,098 bilhões para 6,553 bilhões de reais na comparação. O continente, que respondeu por 61,4% do faturamento da Vale no início de 2009, viu sua participação recuar para 50,3%. A retração foi liderada pela China, atualmente o maior parceiro comercial do Brasil e o principal comprador de commodities do mundo. Os chineses consumiram 3,959 bilhões de reais em insumos da Vale, ante 5,748 bilhões no início do ano passado. Com isso, seu peso na receita bruta recuou de 43,6% para 30,4%.

A Europa, apesar da crise que sacode vários de seus países neste início de ano, contribuiu com aumento de vendas. Entre janeiro e março, os europeus compraram 2,537 bilhões de reais da Vale, ante 1,903 bilhão da comparação. O carro-chefe foi a Alemanha, o país do Velho Mundo que conseguiu escapar de modo mais suave da turbulência local. A receita gerada pelos alemães saltou de 479 para 792 milhões de reais.

Confirmando o bom momento da economia brasileira, o mercado interno foi na contramão dos principais países e apresentou crescimento. As vendas somaram 2,335 bilhões de reais entre janeiro e março, um incremento de 48% sobre o mesmo período de 2009.

Reflexos no balanço


A queda da receita contribuiu para o lucro trimestral menor. Apesar de conter os custos de produção, que caíram 3,5%, para 6,635 bilhões de reais, o menor faturamento acarretou um lucro bruto de 5,948 bilhões, ante os 6,041 bilhões do período comparado. As despesas operacionais, 1,8% maiores somaram 1,924 bilhão de reais. Com isso, o lucro operacional recuou 29% sobre o primeiro trimestre de 2009, para 2,695 bilhões de reais.

Os investimentos realizados no período somaram 2,2 bilhões de dólares, dos quais 1,7 bilhão foram gastos em crescimento orgânico e manutenção. A Vale também foi às compras nos primeiros meses do ano. Adquiriu plantas de fertilizantes no Brasil e ativos de minério de ferro na África Ocidental. Reconhecida pelo mercado por sua capacidade de geração de caixa, a empresa encerrou março com 11,1 bilhões de dólares em caixa.

Ibovespa fecha em alta de 0,07%, puxada por Vale

por Claudia Violante de Agência ESTADO

05/05/2010 17:57

São Paulo - A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) conseguiu se descolar da queda registrada nas principais Bolsas mundiais, sustentada pelos ganhos das ações da Vale. O tombo de mais de 4,5% ontem nos papéis da mineradora chamou os investidores para a ponta compradora, estimulados ainda pela boa perspectiva com o balanço da empresa, a ser divulgado hoje. No exterior, a decisão da Moody?s de colocar o rating (classificação de risco) de Portugal em revisão ampliou a aversão ao risco. As Bolsas de Nova York, no entanto, caíram menos que as europeias, por causa dos indicadores que continuam a mostrar recuperação na principal economia do mundo.

O índice Bovespa (Ibovespa) encerrou a quarta-feira em alta de 0,07%, aos 64.914,17 pontos. Na pontuação mínima do dia, registrou 63.533 pontos (baixa de 2,06%)e, na máxima, 65.612 pontos (alta de 1,14%). No mês, o indicador acumula perda de 3,87% e, no ano, de 5,36%. O giro financeiro totalizou R$ 7,883 bilhões. Os dados são preliminares.

As ações da Vale superaram 2% de ganhos, mas fecharam distante das máximas do dia, de mais de 3%. Vale ON avançou 2,49% e Vale PNA subiu 2,43%. O papel ordinário da companhia liderou o giro individual do índice, com R$ 1,386 bilhão. A média das projeções dos analistas sobre o balanço da Vale aponta para um lucro 10,7% maior no primeiro trimestre do que o registrado no mesmo período do ano passado, chegando a US$ 1,509 bilhão, em US GAAP. "O tombo de ontem também abriu oportunidade de compra", comentou um profissional.

Os metais, no entanto, recuaram, assim como o petróleo. Na Bolsa Mercantil de Nova York (Nymex, na sigla em inglês), o contrato futuro de petróleo com vencimento em junho recuou 3,34%, para US$ 79,97 o barril, depois que os dados mostraram aumento acima do esperado para os estoques de petróleo nos EUA na última semana. Petrobras acompanhou o comportamento do petróleo e caiu 0,32% (ações ON) e 0,76% (ações PN). As ações ON da Telebrás subiram 22,70% e as PN avançaram 19,50%, puxadas pela notícia de que a estatal integrará o Plano Nacional de Banda Larga do governo federal.

No exterior, as Bolsas europeias recuaram, puxadas pela notícia de que a Moody?s colocou em revisão para possível rebaixamento o rating Aa2 aplicado aos bônus de Portugal. Nos EUA, o tombo foi um pouco menor, já que os indicadores conhecidos hoje, sobretudo os dados da ADP sobre o mercado de trabalho, agradaram. O Dow Jones perdeu 0,55%, o S&P recuou 0,66% e o Nasdaq cedeu 0,91%.

Ata do Copom concentra atenções na quinta-feira

O mercado irá buscar indicações dos próximos passos do comitê do Banco Central após o aumento de 0,75 ponto percentual na taxa Selic

por Gustavo Kahil de EXAME.com

05/05/2010 18:10

São Paulo - A publicação da ata da última reunião do Copom (Comitê de Política Monetária) realizada na semana passada será o principal evento da quinta-feira (6). O mercado irá buscar indicações dos próximos passos do comitê do Banco Central após o aumento de 0,75 ponto percentual na taxa Selic, levando-a ao patamar de 9,5% ao ano. O documento será publicado às 8h30.

Além disso, o mercado também acompanha os números do IGP-DI (Índice Geral de Preços - Disponibilidade Interna) do mês de abril (8h). Depois, às 10h, é a vez de o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) publicar o levantamento da produção agrícola brasileira de abril.

Nos Estados Unidos, o destaque do dia fica com o indicador que mede a produtividade da mão-de-obra americana (9h30, horário de Brasília) durante o primeiro trimestre do ano. O mercado estará também atento ao discurso do presidente do Banco Central americano (Fed, na sigla em inglês) Ben Bernanke, programada para acontecer às 10h30.

Na Europa, o foco do dia é a reunião do Banco Central Europeu (8h45). O mercado espera que o BCE mantenha a taxa de juro da região em 1% ao ano, mas que faça algum tipo de referência à crise da dívida de alguns países da Zona do Euro.

INDM10...após 04/05... objetivos de curto prazo


IBOV...após 04/05...objetivos de curto prazo


VALE5...após 04/05...suportes e resistências


PETR4...após 04/05...suportes e resistências