por Agência ESTADO
19 de Dezembro de 2008 20:10
O mercado norte-americano de ações fechou com os principais índices em direções divergentes, o Dow Jones em baixa modesta e o Nasdaq e o S&P-500 em alta. O mercado reagiu positivamente ao anúncio do pacote de socorro às montadoras General Motors e Chrysler, mas o temor de uma recessão prolongada pesou no sentimento do mercado. Parte da atividade no dia esteve relacionada ao "quadriple witching", o vencimento simultâneo de opções e futuros de ações e de índices.
O índice Dow Jones fechou em queda de 25,88 pontos, ou 0,30%, em 8.579 pontos. O Nasdaq fechou em alta de 11,95 pontos, ou 0,77%, em 1.564,32 pontos. O S&P-500 subiu 2,60 pontos, ou 0,29%, para 887,88 pontos. O NYSE Composite recuou 1,64 ponto, ou 0,03%, para 5.616,12 pontos. Na semana, o Dow Jones acumulou uma baixa de 0,57%, o Nasdaq, uma alta de 1,53% e o S&P-500, um ganho de 0,93%.
Em reação ao pacote de ajuda, as ações da GM subiram hoje 22,68% e as da Ford avançaram 3,87%. As ações das indústrias de autopeças também tiveram altas fortes, entre elas Tenneco (+7,87%) e Modine Manufacturing (+7,80%). Para o estrategista Phil Dow, da RBC Wealth Management, "no momento, trata-se de um band-aid financeiro para ajudar as montadoras a continuar funcionando até que alguma coisa mais definitiva seja decidida. Parece que o governo Bush quer passar o problema para o governo Obama".
As ações do setor de petróleo caíram, em dia marcado pela queda do preço do produto para menos de US$ 34 por barril (ExxonMobil recuou 2,57% e Chevron cedeu 2,99%). No setor financeiro, as ações do Citigroup caíram 5,52%, depois de a agência de classificação de risco de crédito Standard & Poor's rebaixar as notas de 12 instituições financeiras. No setor de tecnologia, as ações da Research in Motion, fabricante do BlackBerry, subiram 11,42% e as da Oracle avançaram 7,04%, depois de as duas empresas divulgarem resultados. As informações são da Dow Jones.
A intenção deste Blog é o de trazer informações sobre os mercados acionários e seus principais ativos. Esse espaço será utilizado para divulgar análises que fundamentem tendências de curto e médio prazos do Ibovespa, índices de mercados e comodities. Espero que o blog possa contribuir para a interpretação das tendências dos mercados,principalmente em momentos de maior volatilidade e incertezas.
sexta-feira, 19 de dezembro de 2008
Bovespa recua 1,02% hoje, mas ainda sobe 7% no mês
por Agência ESTADO
19 de Dezembro de 2008 18:31
Finalmente saiu hoje a ajuda do governo norte-americano às três problemáticas montadoras do país. A notícia influenciou as ações nas bolsas em Wall Street, mas a Bovespa não se deixou levar: os índices divulgados hoje, a queda do preço do petróleo e uma realização de lucros fizeram o Ibovespa, principal índice doméstico, terminar a semana em baixa.
O Ibovespa recuou 1,02%, aos 39.131,23 pontos, acumulando perda de 0,61% na semana. Em dezembro, a Bolsa ainda contabiliza ganhos, de 6,93%, mas, em 2008, tem queda de 38,75%. Na mínima do dia, atingiu 38.728 pontos (-2,04%) e, na máxima, 39.785 pontos (+0,63%). O giro financeiro totalizou R$ 3,061 bilhões.
O pacote divulgado hoje pela Casa Branca prevê US$ 17,4 bilhões para GM e Chrysler, em recursos liberados em empréstimos de emergência do Programa de Alívio de Ativos Problemáticos (Tarp, na sigla em inglês), do Tesouro, a serem disponibilizados em duas etapas, a primeira delas praticamente imediata (entre dezembro e janeiro). O presidente dos EUA, George W. Bush, justificou que seria irresponsabilidade deixar as empresas pedirem concordata com a economia norte-americana em recessão.
Com a ajuda, as ações das montadoras dispararam, influenciando as bolsas. No final da tarde, no entanto, o índice Dow Jones virou e recuava 0,54%, às 18h17 (de Brasília), enquanto o S&P caía 0,16%. O Nasdaq ainda subia, 0,56%. O tombo do petróleo, em mais uma sessão, repercutiu sobre as ações do setor, segurando o desempenho dos índices.
Em São Paulo, Petrobras continuou repercutindo os preços do óleo no mercado externo e teve mais uma sessão de baixa, embora, à tarde, tenha devolvido grande parte das perdas registradas mais cedo. Fechou em baixa de 0,75% a ação ON e com perda de 0,64% o papel PN. Na Bolsa Mercantil de Nova York, o petróleo recuou 6,49%, a US$ 33,87 por barril, com os temores de enfraquecimento acentuado na demanda.
Hoje, líderes da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) alertaram que a forte queda dos preços está prejudicando projetos de refino e de perfuração de longo prazo, já que os produtores temem pelo desempenho da demanda no futuro.
Vale, a outra empresa de grande peso no Ibovespa, também passou por correção de baixa hoje. Caiu 0,42% a ON e 0,43% a PNA. Siderúrgica e bancos acompanharam, além do setor de consumo, desempenho que pode ser explicado pelos indicadores divulgados hoje pelo IBGE: a taxa de desemprego teve ligeira elevação de outubro para novembro, de 7,5% para 7,6%, e o Índice de Preços ao Consumidor Amplo - 15 (IPCA-15) de dezembro ficou em 0,29%, ante 0,49% no mês anterior (o índice fechou o ano com alta de 6,10%). O dado de inflação seria bom se não reforçasse as análises de desaquecimento econômico.
Para as próximas duas semanas, a Bovespa deve seguir em ritmo lento, com muitos investidores já desfrutando das folgas de final de ano. Assim, o volume deve seguir decrescente.
19 de Dezembro de 2008 18:31
Finalmente saiu hoje a ajuda do governo norte-americano às três problemáticas montadoras do país. A notícia influenciou as ações nas bolsas em Wall Street, mas a Bovespa não se deixou levar: os índices divulgados hoje, a queda do preço do petróleo e uma realização de lucros fizeram o Ibovespa, principal índice doméstico, terminar a semana em baixa.
O Ibovespa recuou 1,02%, aos 39.131,23 pontos, acumulando perda de 0,61% na semana. Em dezembro, a Bolsa ainda contabiliza ganhos, de 6,93%, mas, em 2008, tem queda de 38,75%. Na mínima do dia, atingiu 38.728 pontos (-2,04%) e, na máxima, 39.785 pontos (+0,63%). O giro financeiro totalizou R$ 3,061 bilhões.
O pacote divulgado hoje pela Casa Branca prevê US$ 17,4 bilhões para GM e Chrysler, em recursos liberados em empréstimos de emergência do Programa de Alívio de Ativos Problemáticos (Tarp, na sigla em inglês), do Tesouro, a serem disponibilizados em duas etapas, a primeira delas praticamente imediata (entre dezembro e janeiro). O presidente dos EUA, George W. Bush, justificou que seria irresponsabilidade deixar as empresas pedirem concordata com a economia norte-americana em recessão.
Com a ajuda, as ações das montadoras dispararam, influenciando as bolsas. No final da tarde, no entanto, o índice Dow Jones virou e recuava 0,54%, às 18h17 (de Brasília), enquanto o S&P caía 0,16%. O Nasdaq ainda subia, 0,56%. O tombo do petróleo, em mais uma sessão, repercutiu sobre as ações do setor, segurando o desempenho dos índices.
Em São Paulo, Petrobras continuou repercutindo os preços do óleo no mercado externo e teve mais uma sessão de baixa, embora, à tarde, tenha devolvido grande parte das perdas registradas mais cedo. Fechou em baixa de 0,75% a ação ON e com perda de 0,64% o papel PN. Na Bolsa Mercantil de Nova York, o petróleo recuou 6,49%, a US$ 33,87 por barril, com os temores de enfraquecimento acentuado na demanda.
Hoje, líderes da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) alertaram que a forte queda dos preços está prejudicando projetos de refino e de perfuração de longo prazo, já que os produtores temem pelo desempenho da demanda no futuro.
Vale, a outra empresa de grande peso no Ibovespa, também passou por correção de baixa hoje. Caiu 0,42% a ON e 0,43% a PNA. Siderúrgica e bancos acompanharam, além do setor de consumo, desempenho que pode ser explicado pelos indicadores divulgados hoje pelo IBGE: a taxa de desemprego teve ligeira elevação de outubro para novembro, de 7,5% para 7,6%, e o Índice de Preços ao Consumidor Amplo - 15 (IPCA-15) de dezembro ficou em 0,29%, ante 0,49% no mês anterior (o índice fechou o ano com alta de 6,10%). O dado de inflação seria bom se não reforçasse as análises de desaquecimento econômico.
Para as próximas duas semanas, a Bovespa deve seguir em ritmo lento, com muitos investidores já desfrutando das folgas de final de ano. Assim, o volume deve seguir decrescente.
IBOV...após 18/12...suportes e resistências

O IBOVESPA está tentando construir um sub-canal de alta, consolidando o rompimento dos 40 mil pontos. Acima desse topo o IBOV deverá continuar buscar seus objetivos de alta em 40.770, 41.600 e 42.760 pontos. Abaixo dos 39 mil pontos o IBOV poderá buscar sustentação inicialmente nos 38.000/37 mil pontos.
Os suportes imediatos estão em 38.750, 38.100 e 37.000 pontos.
As resistências e os próximos objetivos de alta estão em 39.540, 40.500, 40.700, 41.000, 42.760, 43.750 e 45.960 pontos.
DJI...após 18/12...suportes e resistências

DJI continua em um canal de congestão entre os 8.500 e os 9 mil pontos. A ruptura da resistência do topo desse canal poderá levar DJI aos 9.200/9.400 pontos.
A perda do suporte inferior, nos 8.500 pontos poderá levar DJI a testar novamente os 8.300/8.100 pontos.
As resistências imediatas se encontram em 8.700, 8.800, 8.850 e 8.910 pontos.
Os suportes imediatos estão em 8.570, 8.540, 8.500 e 8.420 pontos.
quinta-feira, 18 de dezembro de 2008
Quedas de petróleo e bancos derrubam Bolsas dos EUA
por AGência ESTADO
18 de Dezembro de 2008 20:28
O mercado norte-americano de ações fechou em queda pelo segundo dia consecutivo. O movimento de vendas se acelerou na última hora do pregão, depois de o fundo de investimentos no setor imobiliário Liberty Property Trust fazer um alerta de queda na receita, o que afetou as ações do setor financeiro. As do setor de petróleo caíram em reação à nova baixa dos preços do produto, para menos de US$ 37 por barril.
O índice Dow Jones fechou em queda de 219,35 pontos (2,49%), em 8.604,99 pontos. A mínima foi em 8.527,41 pontos e a máxima em 8.883,36 pontos. O Nasdaq terminou o dia em baixa de 26,94 pontos (1,71%), em 1.552,37 pontos. O S&P-500 caiu 19,08 pontos (2,11%), para fechar em 885,34 pontos. O NYSE Composite caiu 152,04 pontos (2,64%), para 5.617,76 pontos.
Traders observaram que outro fator para a queda foi o fato de o índice S&P-500 ter se aproximado de um importante nível de resistência. "Tivemos uma boa alta de 21% em relação à mínima, e uma vez que alcançamos o nível de resistência de 910 pontos, o movimento de venda era inevitável", disse Dave Rovelli, diretor de operações com ações da Canaccord Adams.
Ele lembrou que parte da atividade esteve relacionada ao "quadriple witching", o vencimento simultâneo de opções e futuros de ações e de índices, hoje. "O vencimento confunde tudo. Hoje e amanhã não são base para avaliar o mercado, porque as estratégias com opções e operações com derivativos são o que deverá determinar o comportamento", disse Rovelli.
Destaques
As ações do Liberty Property Trust caíram 13,13%. Outros destaques no setor financeiro foram Citigroup (queda de 5,11%), Bank of America (baixa de 4,51%) e JPMorgan Chase (perda de 5,18%). As da American Express recuaram 4,59%, em dia de anúncio de nova regulamentação para as empresas de cartões de crédito. No setor de petróleo, as ações da ExxonMobil caíram 5,01% e as da Chevron recuaram 4,93%; a nova queda dos preços dos metais fez cair ações como Alcoa (baixa de 5,60%).
Outro destaque do pregão foi General Electric, com queda de 8,22%, depois de a Standard & Poor's rebaixar a perspectiva de seu rating para "negativa". As ações da General Motors caíram 16,25%, depois de a empresa negar um informe do Wall Street Journal de que a empresa teria retomado as conversações para uma fusão com a Chrysler. As ações da Ford recuaram 9,55%. As informações são da Dow Jones.
18 de Dezembro de 2008 20:28
O mercado norte-americano de ações fechou em queda pelo segundo dia consecutivo. O movimento de vendas se acelerou na última hora do pregão, depois de o fundo de investimentos no setor imobiliário Liberty Property Trust fazer um alerta de queda na receita, o que afetou as ações do setor financeiro. As do setor de petróleo caíram em reação à nova baixa dos preços do produto, para menos de US$ 37 por barril.
O índice Dow Jones fechou em queda de 219,35 pontos (2,49%), em 8.604,99 pontos. A mínima foi em 8.527,41 pontos e a máxima em 8.883,36 pontos. O Nasdaq terminou o dia em baixa de 26,94 pontos (1,71%), em 1.552,37 pontos. O S&P-500 caiu 19,08 pontos (2,11%), para fechar em 885,34 pontos. O NYSE Composite caiu 152,04 pontos (2,64%), para 5.617,76 pontos.
Traders observaram que outro fator para a queda foi o fato de o índice S&P-500 ter se aproximado de um importante nível de resistência. "Tivemos uma boa alta de 21% em relação à mínima, e uma vez que alcançamos o nível de resistência de 910 pontos, o movimento de venda era inevitável", disse Dave Rovelli, diretor de operações com ações da Canaccord Adams.
Ele lembrou que parte da atividade esteve relacionada ao "quadriple witching", o vencimento simultâneo de opções e futuros de ações e de índices, hoje. "O vencimento confunde tudo. Hoje e amanhã não são base para avaliar o mercado, porque as estratégias com opções e operações com derivativos são o que deverá determinar o comportamento", disse Rovelli.
Destaques
As ações do Liberty Property Trust caíram 13,13%. Outros destaques no setor financeiro foram Citigroup (queda de 5,11%), Bank of America (baixa de 4,51%) e JPMorgan Chase (perda de 5,18%). As da American Express recuaram 4,59%, em dia de anúncio de nova regulamentação para as empresas de cartões de crédito. No setor de petróleo, as ações da ExxonMobil caíram 5,01% e as da Chevron recuaram 4,93%; a nova queda dos preços dos metais fez cair ações como Alcoa (baixa de 5,60%).
Outro destaque do pregão foi General Electric, com queda de 8,22%, depois de a Standard & Poor's rebaixar a perspectiva de seu rating para "negativa". As ações da General Motors caíram 16,25%, depois de a empresa negar um informe do Wall Street Journal de que a empresa teria retomado as conversações para uma fusão com a Chrysler. As ações da Ford recuaram 9,55%. As informações são da Dow Jones.
Petrobras, Vale e NY fazem Ibovespa ceder 1,03%
por Agência ESTADO
18 de Dezembro de 2008 18:32
Depois de um pregão bastante volátil, a Bovespa novamente fechou em baixa, pressionada sobretudo pelas ações da Petrobras e Vale. O preço do petróleo, que ontem caiu 8%, hoje perdeu mais 9% e se abateu sobre as ações da estatal brasileira, que tiveram o maior giro do pregão. O mercado acionário de Nova York continuou como referência e, em queda hoje, contribuiu para o resultado negativo doméstico.
O Ibovespa, principal índice de ações brasileiro, terminou o dia em baixa de 1,03%, aos 39.536,27 pontos. Na mínima, o Ibovespa atingiu 38.995 pontos (-2,38%) e, na máxima, 40.498 pontos (+1,38%). No mês, acumula ganhos de 8,04%, e, no ano, perdas de 38,11%. O giro financeiro diminuiu à tarde e concluiu a sessão em R$ 3,724 bilhões.
A seis pregões de fechar 2008 (a partir de amanhã), poucos arriscam montar grandes posições nas carteiras. Assim, o que tem ocorrido é troca de papéis, hoje com venda de blue chips (ações de primeira linha). Passado o vencimento de opções sobre índice, ontem, aqueles que vinham segurando Petrobras e Vale para exercer suas opções (de compra ou venda) decidiram se desfazer das ações. Vale perdeu 4,92% na ação ON e 4,09% na PNA.
Petrobras, influenciada pelo petróleo, recuou 5,20% a ON e 3,49% a PN. Hoje, o petróleo caiu 9,59%, para US$ 36,22, na Bolsa Mercantil de Nova York. Esta foi a quinta sessão consecutiva de baixa, período no qual as perdas atingem 24,51%. Ontem, a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) anunciou um corte de 2,2 milhões de barris por dia na produção, a partir de janeiro, mas isso não impediu que as cotações continuassem a cair, em razão, principalmente, do enfraquecimento da demanda decorrente da crise mundial.
Sobre o assunto, o Banco Central explicitou na ata da última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), divulgada nesta manhã, que há uma possibilidade de redução nos preços da gasolina. E, se efetivada, afeta diretamente Petrobras, que passaria a vender por um preço mais baixo. O documento também reforçou a expectativa de corte na taxa básica de juro a partir de janeiro e foi considerado mais suave do que o inicialmente esperado.
O setor siderúrgico também teve destaque hoje, com algumas notícias movimentando o segmento: a CSN anunciou que a venda de 40% da Namisa está prestes a ser concluída; a Usiminas anunciou a compra da fabricante de tubos Zamprogna; e a Associação Mundial de Aço informou que a produção mundial de aço bruto caiu 19% em novembro na comparação com igual mês de 2007. CSN ON subiu 1,78% e Usiminas PNA ganhou 0,35%.
Nos Estados Unidos, as bolsas tiveram uma sessão volátil, acentuada pelo desempenho do petróleo e pelo comportamento dos papéis das montadoras. Enquanto aguardam um pacote de ajuda do governo, a General Motors e a Chrysler reabriram as negociações de fusão. Às 18h15, o Dow Jones caía 2,32%, o S&P, 1,94%, e o Nasdaq, 1,78%.
18 de Dezembro de 2008 18:32
Depois de um pregão bastante volátil, a Bovespa novamente fechou em baixa, pressionada sobretudo pelas ações da Petrobras e Vale. O preço do petróleo, que ontem caiu 8%, hoje perdeu mais 9% e se abateu sobre as ações da estatal brasileira, que tiveram o maior giro do pregão. O mercado acionário de Nova York continuou como referência e, em queda hoje, contribuiu para o resultado negativo doméstico.
O Ibovespa, principal índice de ações brasileiro, terminou o dia em baixa de 1,03%, aos 39.536,27 pontos. Na mínima, o Ibovespa atingiu 38.995 pontos (-2,38%) e, na máxima, 40.498 pontos (+1,38%). No mês, acumula ganhos de 8,04%, e, no ano, perdas de 38,11%. O giro financeiro diminuiu à tarde e concluiu a sessão em R$ 3,724 bilhões.
A seis pregões de fechar 2008 (a partir de amanhã), poucos arriscam montar grandes posições nas carteiras. Assim, o que tem ocorrido é troca de papéis, hoje com venda de blue chips (ações de primeira linha). Passado o vencimento de opções sobre índice, ontem, aqueles que vinham segurando Petrobras e Vale para exercer suas opções (de compra ou venda) decidiram se desfazer das ações. Vale perdeu 4,92% na ação ON e 4,09% na PNA.
Petrobras, influenciada pelo petróleo, recuou 5,20% a ON e 3,49% a PN. Hoje, o petróleo caiu 9,59%, para US$ 36,22, na Bolsa Mercantil de Nova York. Esta foi a quinta sessão consecutiva de baixa, período no qual as perdas atingem 24,51%. Ontem, a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) anunciou um corte de 2,2 milhões de barris por dia na produção, a partir de janeiro, mas isso não impediu que as cotações continuassem a cair, em razão, principalmente, do enfraquecimento da demanda decorrente da crise mundial.
Sobre o assunto, o Banco Central explicitou na ata da última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), divulgada nesta manhã, que há uma possibilidade de redução nos preços da gasolina. E, se efetivada, afeta diretamente Petrobras, que passaria a vender por um preço mais baixo. O documento também reforçou a expectativa de corte na taxa básica de juro a partir de janeiro e foi considerado mais suave do que o inicialmente esperado.
O setor siderúrgico também teve destaque hoje, com algumas notícias movimentando o segmento: a CSN anunciou que a venda de 40% da Namisa está prestes a ser concluída; a Usiminas anunciou a compra da fabricante de tubos Zamprogna; e a Associação Mundial de Aço informou que a produção mundial de aço bruto caiu 19% em novembro na comparação com igual mês de 2007. CSN ON subiu 1,78% e Usiminas PNA ganhou 0,35%.
Nos Estados Unidos, as bolsas tiveram uma sessão volátil, acentuada pelo desempenho do petróleo e pelo comportamento dos papéis das montadoras. Enquanto aguardam um pacote de ajuda do governo, a General Motors e a Chrysler reabriram as negociações de fusão. Às 18h15, o Dow Jones caía 2,32%, o S&P, 1,94%, e o Nasdaq, 1,78%.
INDG09...após 17/12...suportes e resistências

A nova série (G09)com vencimento em 18/02/09, marcou presença no dia do vencimento da série Z08, oscilando entre a máxima de 41.350 e a mínima nos 40.050 (quase ao final do pregão). A forte recuperação na última meia-hora fechando nos 40.650 formou um martelo intraday de alta, no gráfico de 30 minutos, mostrando que o rompimento dos 41 mil pontos novamente poderá levar o índice a testar objetivos de alta em 41.350, 41.950 e 42.100 pontos
Os suportes imediatos estão em 40.550, 40.200, 40.050 e 39.700 pontos.
As resistências imediatas estão em 41.000, 41.350, 41.700, 41.950, 42.100 e 42.500 pontos.
IBOV...após 17/12...suportes e resistências

O IBOVESPA está em um sub-canal de alta, tentando confirmar o rompimento em seu topo, nos 40 mil pontos. Acima desse topo o IBOV poderá buscar seus objetivos de alta em 40.770, 41.600 e 42.760 pontos. Abaixo dos 39 mil pontos poderá levar o IBOV a buscar sustentação nos 38.300/37 mil pontos.
Os suportes imediatos estão em 39.750, 39.120, 38.320 e 37.000 pontos.
As resistências e os próximos objetivos de alta estão em 40.360, 40.500, 40.770, 41.600, 42.760, 43.750 e 45.960 pontos.
DJI...após 17/12...suportes e resistências

DJI se mantém ainda em um canal de congestão entre os 8.500 e os 9 mil pontos. A ruptura da resistência do topo desse canal poderá levar DJI aos 9.200/9.400 pontos.
A perda do suporte inferior poderá levar DJI a testar novamente os 8.300/8.100 pontos.
As resistências imediatas se encontram em 8.940, 8.965, 9.020 e 9.070 pontos.
Os suportes imediatos estão em 8.780, 8.640, 8.570 e 8.500 pontos.
quarta-feira, 17 de dezembro de 2008
Euforia com o Fed se evapora e Bolsa de NY recua
por Agência ESTADO
17 de Dezembro de 2008 20:04
O mercado norte-americano de ações fechou em queda, com a evaporação da euforia que se seguiu à redução sem precedentes das taxas de juro pelo Federal Reserve (Fed, banco central dos EUA), nesta terça-feira. As ações do setor financeiro, que haviam subido fortemente ontem, em reação à decisão do Fed, caíram refletindo o sentimento de que a nova política da autoridade monetária é uma indicação de que a gravidade da situação da economia é maior do que se temia.
O índice Dow Jones fechou em queda de 99,80 pontos, ou 1,12%, em 8.824,34 pontos. A mínima foi em 8.778,07 pontos e a máxima em 8.961,07 pontos. O Nasdaq fechou em queda de 10,58 pontos, ou 0,67%, em 1.579,31 pontos. O S&P-500 caiu 8,76 pontos, ou 0,96%, para fechar em 904,42 pontos.
As ações do setor de energia caíram, em dia de baixa dos preços do petróleo, apesar de a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) ter anunciado um corte na produção. As do setor de tecnologia também caíram, depois de a Apple anunciar que seu presidente, Steve Jobs, não vai participar da exposição MacWorld de 2009, fazendo ressurgirem as especulações sobre seu estado de saúde. As ações da Apple caíram 6,57%.
As ações do Morgan Stanley subiram 2,29%, apesar de a instituição ter anunciado um prejuízo líquido de US$ 2,3 bilhões no terceiro trimestre; outras ações do setor financeiro caíram, entre elas Citigroup (-4,86%) e Bank of America (-3,18%). No setor de energia, as ações da ExxonMobil caíram 2,50% e as da Chevron recuaram 2,77%. As informações são da Dow Jones.
17 de Dezembro de 2008 20:04
O mercado norte-americano de ações fechou em queda, com a evaporação da euforia que se seguiu à redução sem precedentes das taxas de juro pelo Federal Reserve (Fed, banco central dos EUA), nesta terça-feira. As ações do setor financeiro, que haviam subido fortemente ontem, em reação à decisão do Fed, caíram refletindo o sentimento de que a nova política da autoridade monetária é uma indicação de que a gravidade da situação da economia é maior do que se temia.
O índice Dow Jones fechou em queda de 99,80 pontos, ou 1,12%, em 8.824,34 pontos. A mínima foi em 8.778,07 pontos e a máxima em 8.961,07 pontos. O Nasdaq fechou em queda de 10,58 pontos, ou 0,67%, em 1.579,31 pontos. O S&P-500 caiu 8,76 pontos, ou 0,96%, para fechar em 904,42 pontos.
As ações do setor de energia caíram, em dia de baixa dos preços do petróleo, apesar de a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) ter anunciado um corte na produção. As do setor de tecnologia também caíram, depois de a Apple anunciar que seu presidente, Steve Jobs, não vai participar da exposição MacWorld de 2009, fazendo ressurgirem as especulações sobre seu estado de saúde. As ações da Apple caíram 6,57%.
As ações do Morgan Stanley subiram 2,29%, apesar de a instituição ter anunciado um prejuízo líquido de US$ 2,3 bilhões no terceiro trimestre; outras ações do setor financeiro caíram, entre elas Citigroup (-4,86%) e Bank of America (-3,18%). No setor de energia, as ações da ExxonMobil caíram 2,50% e as da Chevron recuaram 2,77%. As informações são da Dow Jones.
Após sessão volátil, Bolsa fecha em baixa de 0,12%
por Agência ESTADO
17 de Dezembro de 2008 18:37
A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) teve uma sessão bastante volátil hoje, dia de vencimento de opções sobre o índice Bovespa. O comportamento negativo dos negócios em Wall Street pesou sobre o mercado local, que acabou fechando em baixa, apesar dos ganhos das ações da Petrobras e da Vale.
No fim do pregão, o Ibovespa recuou 0,12%, a 39.947,43 pontos, após oscilar entre a mínima de 2,18%, a 39.121 pontos, e a máxima acima dos 40 mil pontos, em alta de 0,92%, a 40.361 pontos. No mês, a Bolsa acumula ganhos de 9,16% e, no ano, perdas de 37,47%. O volume financeiro totalizou R$ 9,105 bilhões, engordado pelo exercício de opções, que movimentou cerca de R$ 2 bilhões.
Nos Estados Unidos, os índices de ações norte-americanos operam em baixa, também depois de muita oscilação entre os terrenos positivo e negativo. Lá fora, os investidores revisaram a euforia pós-corte de juro e mudança de política monetária anunciada ontem pelo Federal Reserve (Fed, o banco central dos EUA). Hoje, a interpretação corrente era a de que a autoridade monetária foi agressiva nas medidas justamente porque a situação é grave.
A releitura, entretanto, não resultou em perdas elevadas, apesar das notícias negativas desta quarta-feira - balanço ruim do banco norte-americano Morgan Stanley e demissões na fabricante de bens de consumo Newell Rubbermaid e na companhia de armazenagem de dados digitais Western Digital.
Na avaliação do gestor-gerente de renda variável da Infinity Asset, George Sanders, os investidores estão, agora, na expectativa de outras medidas nos Estados Unidos, por exemplo, para as montadoras e mutuários. "E, com isso, eles acabam segurando papéis", comentou.
Ações
Hoje, as ações ordinárias (ON) e preferenciais (PN) da Petrobras fecharam em alta de 2,74% e 2,31%, respectivamente, assim como os papéis PN classe A (PNA) da Vale, que subiram 1,77%, influenciadas pelo vencimento do índice futuro da Bovespa. A Vale informou hoje que vai conceder férias coletivas para 563 funcionários da empresa em dois portos.
Já a Petrobras ignorou a queda de mais de 8% do petróleo em Nova York, a US$ 40,06 o barril. Hoje, o Departamento de Energia dos Estados Unidos (DOE) anunciou aumento dos estoques no país. Nem mesmo o corte na produção anunciado pela Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep), de 2,2 milhões de barris por dia a partir de janeiro do ano que vem, conseguiu puxar as cotações da matéria-prima (commodity) no mercado internacional.
17 de Dezembro de 2008 18:37
A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) teve uma sessão bastante volátil hoje, dia de vencimento de opções sobre o índice Bovespa. O comportamento negativo dos negócios em Wall Street pesou sobre o mercado local, que acabou fechando em baixa, apesar dos ganhos das ações da Petrobras e da Vale.
No fim do pregão, o Ibovespa recuou 0,12%, a 39.947,43 pontos, após oscilar entre a mínima de 2,18%, a 39.121 pontos, e a máxima acima dos 40 mil pontos, em alta de 0,92%, a 40.361 pontos. No mês, a Bolsa acumula ganhos de 9,16% e, no ano, perdas de 37,47%. O volume financeiro totalizou R$ 9,105 bilhões, engordado pelo exercício de opções, que movimentou cerca de R$ 2 bilhões.
Nos Estados Unidos, os índices de ações norte-americanos operam em baixa, também depois de muita oscilação entre os terrenos positivo e negativo. Lá fora, os investidores revisaram a euforia pós-corte de juro e mudança de política monetária anunciada ontem pelo Federal Reserve (Fed, o banco central dos EUA). Hoje, a interpretação corrente era a de que a autoridade monetária foi agressiva nas medidas justamente porque a situação é grave.
A releitura, entretanto, não resultou em perdas elevadas, apesar das notícias negativas desta quarta-feira - balanço ruim do banco norte-americano Morgan Stanley e demissões na fabricante de bens de consumo Newell Rubbermaid e na companhia de armazenagem de dados digitais Western Digital.
Na avaliação do gestor-gerente de renda variável da Infinity Asset, George Sanders, os investidores estão, agora, na expectativa de outras medidas nos Estados Unidos, por exemplo, para as montadoras e mutuários. "E, com isso, eles acabam segurando papéis", comentou.
Ações
Hoje, as ações ordinárias (ON) e preferenciais (PN) da Petrobras fecharam em alta de 2,74% e 2,31%, respectivamente, assim como os papéis PN classe A (PNA) da Vale, que subiram 1,77%, influenciadas pelo vencimento do índice futuro da Bovespa. A Vale informou hoje que vai conceder férias coletivas para 563 funcionários da empresa em dois portos.
Já a Petrobras ignorou a queda de mais de 8% do petróleo em Nova York, a US$ 40,06 o barril. Hoje, o Departamento de Energia dos Estados Unidos (DOE) anunciou aumento dos estoques no país. Nem mesmo o corte na produção anunciado pela Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep), de 2,2 milhões de barris por dia a partir de janeiro do ano que vem, conseguiu puxar as cotações da matéria-prima (commodity) no mercado internacional.
INDZ08...após 16/12..suportes e resistências
IBOV...após 16/12;;;suportes e resistências
DJI...após 16/12...suportes e resistências
terça-feira, 16 de dezembro de 2008
Confiante nas decisões do Fed, NY fecha em alta
por Agência ESTADO
16 de Dezembro de 2008 20:37
O mercado norte-americano de ações fechou em alta forte, liderada pelas ações das grandes empresas do setor financeiro. O índice S&P-500 fechou no nível mais alto desde 10 de novembro. As ações ligadas ao setor de consumo também subiram, refletindo a esperança de que as decisões anunciadas pelo Federal Reserve (Fed, o banco central dos Estados Unidos) sejam eficazes para que o país saia rapidamente da recessão.
O índice Dow Jones fechou em alta de 359,61 pontos (4,20%), em 8.924,14 pontos. O Nasdaq registrou alta de 81,55 pontos (5,41%), em 1.589,89 pontos. O S&P-500 subiu 44,61 pontos (5,14%), para fechar em 913,18 pontos. O NYSE Composite avançou 307,07 pontos (5,59%), para 5.804,97 pontos.
A taxa dos Fed Funds, que orienta o crédito interbancário no overnight, foi reduzida de 1% para uma faixa entre 0% e 0,25%, nível mais baixo desde que o Fed começou a publicar a meta dos Fed Funds, em 1990 (na verdade, levando em conta os instrumentos anteriores de política monetária do Fed, a taxa básica foi reduzida ao nível mais baixo desde pelo menos 1954).
O Fed também anunciou que manterá os juros baixos por algum tempo e abriu um novo leque de ferramentas de sua política, destacando que vai focalizar o estímulo à recuperação econômica "por meio de operações no mercado aberto e outras medidas que sustentem o tamanho do balanço patrimonial do Federal Reserve num nível alto".
Além das compras de títulos da dívida das agências de crédito hipotecário e de títulos lastreados em hipotecas, o Fed sinalizou que poderá passar a comprar títulos do Tesouro e, curiosamente, também aproveitou o comunicado para dizer que a Linha de Empréstimos de Títulos Lastreados em Ativos a Termo (Talf, na sigla em inglês), que havia sido anunciado em 25 de novembro, começará a operar no início de 2009.
As ações do Goldman Sachs subiram 14,35%, apesar de a instituição ter publicado seu primeiro prejuízo trimestral desde que abriu o capital, em 1999. Outras ações do setor financeiro também tiveram altas fortes (Citigroup subiu 11,22%, Bank of America avançou 7,02% e JPMorgan Chase teve alta de 12,99%). A expectativa de que as decisões do Fed conduzam a uma recuperação econômica beneficiou ações de vários setores, como Boeing (alta de 8,16%), Intel (alta de 7,20%) e General Electric (alta de 5,72%). As informações são da Dow Jones.
16 de Dezembro de 2008 20:37
O mercado norte-americano de ações fechou em alta forte, liderada pelas ações das grandes empresas do setor financeiro. O índice S&P-500 fechou no nível mais alto desde 10 de novembro. As ações ligadas ao setor de consumo também subiram, refletindo a esperança de que as decisões anunciadas pelo Federal Reserve (Fed, o banco central dos Estados Unidos) sejam eficazes para que o país saia rapidamente da recessão.
O índice Dow Jones fechou em alta de 359,61 pontos (4,20%), em 8.924,14 pontos. O Nasdaq registrou alta de 81,55 pontos (5,41%), em 1.589,89 pontos. O S&P-500 subiu 44,61 pontos (5,14%), para fechar em 913,18 pontos. O NYSE Composite avançou 307,07 pontos (5,59%), para 5.804,97 pontos.
A taxa dos Fed Funds, que orienta o crédito interbancário no overnight, foi reduzida de 1% para uma faixa entre 0% e 0,25%, nível mais baixo desde que o Fed começou a publicar a meta dos Fed Funds, em 1990 (na verdade, levando em conta os instrumentos anteriores de política monetária do Fed, a taxa básica foi reduzida ao nível mais baixo desde pelo menos 1954).
O Fed também anunciou que manterá os juros baixos por algum tempo e abriu um novo leque de ferramentas de sua política, destacando que vai focalizar o estímulo à recuperação econômica "por meio de operações no mercado aberto e outras medidas que sustentem o tamanho do balanço patrimonial do Federal Reserve num nível alto".
Além das compras de títulos da dívida das agências de crédito hipotecário e de títulos lastreados em hipotecas, o Fed sinalizou que poderá passar a comprar títulos do Tesouro e, curiosamente, também aproveitou o comunicado para dizer que a Linha de Empréstimos de Títulos Lastreados em Ativos a Termo (Talf, na sigla em inglês), que havia sido anunciado em 25 de novembro, começará a operar no início de 2009.
As ações do Goldman Sachs subiram 14,35%, apesar de a instituição ter publicado seu primeiro prejuízo trimestral desde que abriu o capital, em 1999. Outras ações do setor financeiro também tiveram altas fortes (Citigroup subiu 11,22%, Bank of America avançou 7,02% e JPMorgan Chase teve alta de 12,99%). A expectativa de que as decisões do Fed conduzam a uma recuperação econômica beneficiou ações de vários setores, como Boeing (alta de 8,16%), Intel (alta de 7,20%) e General Electric (alta de 5,72%). As informações são da Dow Jones.
Fed faz Ibovespa fechar com elevação de 4,37%
por Agência ESTADO
16 de Dezembro de 2008 18:31
A inesperada decisão do Federal Reserve (Fed, banco central dos EUA) ao cortar a taxa básica de juros acima do previsto nas apostas majoritárias do mercado e também mudar a política monetária americana acabou estimulando o mercado financeiro. Logo após o anúncio, os índices acionários aumentaram os ganhos e a Bovespa ultrapassou os 4% de alta, sem, entretanto, romper a barreira dos 40 mil pontos - embora tenha chegado bem perto.
O Ibovespa, principal índice, terminou o dia em elevação de 4,37%, 39.993,46 pontos, na máxima do pregão. Na mínima, atingiu 38.324 pontos (+0,01%). No mês, acumula ganhos de 9,29%, mas, no ano, tem perdas de 37,40%. O giro financeiro foi mais fraco hoje ao totalizar R$ 3,423 bilhões.
Com um ligeiro atraso, pouco habitual em seus anúncios, o Federal Reserve superou as estimativas de um corte de 0,50 ponto porcentual na taxa básica de juros. Surpreendeu ao anunciar que o afrouxamento quantitativo (emissão de moeda) substitui, a partir de agora, a taxa básica de juros como instrumento primordial da política monetária do banco central.
Em números, o Fed anunciou uma redução de até um ponto porcentual, o que significa que a taxa básica de juros pode ser zero. A taxa, que até hoje estava em 1% ao ano, foi reduzida para uma banda entre zero e 0,25%, a mais baixa desde que o Fed começou a publicar a meta em 1990. A taxa de redesconto, pela qual empresta diretamente aos bancos, foi cortada de 1,25% para 0,5%.
O BC norte-americano também sinalizou que vai manter as taxas "excepcionalmente baixas" por algum tempo em meio ao rápido desaparecimento das pressões inflacionárias. "O Federal Reserve vai empregar todas as ferramentas disponíveis para promover a retomada do crescimento econômico sustentável e para preservar a estabilidade dos preços", diz o comunicado divulgado nesta tarde.
Pouco antes, o texto ainda justificava que as "condições do mercado de mão-de-obra se deterioraram e os dados disponíveis indicam que os gastos do consumidor, os investimentos das empresas e a produção industrial declinaram. (...) De uma maneira geral, a perspectiva para a atividade econômica enfraqueceu ainda mais". Com as mudanças, as bolsas passaram a ampliar os ganhos. Em Nova York, às 18h19 (de Brasília), o índice Dow Jones subia 4,01%, o S&P, 4,60%, e o Nasdaq, 4,70%.
A expectativa com o Fed já guiou os negócios nas bolsas ao redor do mundo durante toda a sessão, sendo que, na Bovespa, o vencimento de índice futuro amanhã também esteve presente, principalmente no comportamento de Vale e Petrobras.
O petróleo em alta pela manhã também ajudou Petrobras, mas, à tarde, a cotação virou para baixo e fechou no vermelho, a US$ 43,60 por barril (queda de 2,04% na Bolsa Mercantil de Nova York). Amanhã, a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) decide sobre um corte na produção. As ações da Petrobras resistiram ao petróleo e subiram 3,96% as ON e 3,93% as PN. Vale avançou mais: 5,32% a ON e 4,89% a PNA. Apenas cinco papéis da cesta do Ibovespa (composta por 66 diferentes ações) terminaram o pregão em baixa.
Em tempo: hoje a Bolsa divulgou a segunda prévia da carteira teórica do Ibovespa que vai vigorar no início de 2009. As ações da Petrobras aumentaram sua participação e, agora, a PN tem 16,710% e a ON, 3,055%. Vale PNA tem peso de 11,950% e a ON, de 3,245%.
16 de Dezembro de 2008 18:31
A inesperada decisão do Federal Reserve (Fed, banco central dos EUA) ao cortar a taxa básica de juros acima do previsto nas apostas majoritárias do mercado e também mudar a política monetária americana acabou estimulando o mercado financeiro. Logo após o anúncio, os índices acionários aumentaram os ganhos e a Bovespa ultrapassou os 4% de alta, sem, entretanto, romper a barreira dos 40 mil pontos - embora tenha chegado bem perto.
O Ibovespa, principal índice, terminou o dia em elevação de 4,37%, 39.993,46 pontos, na máxima do pregão. Na mínima, atingiu 38.324 pontos (+0,01%). No mês, acumula ganhos de 9,29%, mas, no ano, tem perdas de 37,40%. O giro financeiro foi mais fraco hoje ao totalizar R$ 3,423 bilhões.
Com um ligeiro atraso, pouco habitual em seus anúncios, o Federal Reserve superou as estimativas de um corte de 0,50 ponto porcentual na taxa básica de juros. Surpreendeu ao anunciar que o afrouxamento quantitativo (emissão de moeda) substitui, a partir de agora, a taxa básica de juros como instrumento primordial da política monetária do banco central.
Em números, o Fed anunciou uma redução de até um ponto porcentual, o que significa que a taxa básica de juros pode ser zero. A taxa, que até hoje estava em 1% ao ano, foi reduzida para uma banda entre zero e 0,25%, a mais baixa desde que o Fed começou a publicar a meta em 1990. A taxa de redesconto, pela qual empresta diretamente aos bancos, foi cortada de 1,25% para 0,5%.
O BC norte-americano também sinalizou que vai manter as taxas "excepcionalmente baixas" por algum tempo em meio ao rápido desaparecimento das pressões inflacionárias. "O Federal Reserve vai empregar todas as ferramentas disponíveis para promover a retomada do crescimento econômico sustentável e para preservar a estabilidade dos preços", diz o comunicado divulgado nesta tarde.
Pouco antes, o texto ainda justificava que as "condições do mercado de mão-de-obra se deterioraram e os dados disponíveis indicam que os gastos do consumidor, os investimentos das empresas e a produção industrial declinaram. (...) De uma maneira geral, a perspectiva para a atividade econômica enfraqueceu ainda mais". Com as mudanças, as bolsas passaram a ampliar os ganhos. Em Nova York, às 18h19 (de Brasília), o índice Dow Jones subia 4,01%, o S&P, 4,60%, e o Nasdaq, 4,70%.
A expectativa com o Fed já guiou os negócios nas bolsas ao redor do mundo durante toda a sessão, sendo que, na Bovespa, o vencimento de índice futuro amanhã também esteve presente, principalmente no comportamento de Vale e Petrobras.
O petróleo em alta pela manhã também ajudou Petrobras, mas, à tarde, a cotação virou para baixo e fechou no vermelho, a US$ 43,60 por barril (queda de 2,04% na Bolsa Mercantil de Nova York). Amanhã, a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) decide sobre um corte na produção. As ações da Petrobras resistiram ao petróleo e subiram 3,96% as ON e 3,93% as PN. Vale avançou mais: 5,32% a ON e 4,89% a PNA. Apenas cinco papéis da cesta do Ibovespa (composta por 66 diferentes ações) terminaram o pregão em baixa.
Em tempo: hoje a Bolsa divulgou a segunda prévia da carteira teórica do Ibovespa que vai vigorar no início de 2009. As ações da Petrobras aumentaram sua participação e, agora, a PN tem 16,710% e a ON, 3,055%. Vale PNA tem peso de 11,950% e a ON, de 3,245%.
segunda-feira, 15 de dezembro de 2008
WINZ08...após 15/12...suportes e resistências
IBOV...após 15/12...suportes e resistências
DJI...após 15/12...suportes e resistências
Bolsa de NY fecha em queda com incerteza sobre Fed
por Agência ESTADO
15 de Dezembro de 2008 20:25
O mercado norte-americano de ações fechou em queda, em dia de expectativa em relação à decisão de política monetária do Federal Reserve (Fed, o banco central dos Estados Unidos) e ao informe de resultados do Goldman Sachs, ambos amanhã. Rebaixamentos de recomendação para JPMorgan Chase e Apple também pesaram no sentimento do mercado, assim como a incerteza sobre o alcance das perdas provocadas pelas operações ilegais de "pirâmide" atribuídas a Bernard Madoff, ex-chairman da Nasdaq Stock Markets, preso na semana passada.
O índice Dow Jones fechou em queda de 65,15 pontos (0,75%), em 8.564,53 pontos. O Nasdaq fechou em baixa de 32,38 pontos (2,10%), em 1.508,34 pontos. O S&P-500 caiu 11,16 pontos (1,27%), para fechar em 868,57 pontos. O NYSE Composite caiu 46,06 pontos (0,83%), para 5.497,90 pontos.
"De uma maneira geral, precisamos assegurar que as ações financeiras se estabilizem, porque isso seria um dos indicadores de que a economia vai se recuperar. Ninguém quer surpresas neste momento", afirmou Quincy Crosby, estrategista-chefe da Hartford Financial.
No setor financeiro, as ações do JPMorgan Chase caíram 7,47%, após rebaixamento de recomendação pelos analistas do Merrill Lynch; as do Goldman Sachs, que divulga resultados amanhã, caíram 1,89% e as do Morgan Stanley, cujo balanço está previsto para quarta-feira, recuaram 1,52%. Outros destaques no setor foram Bank of America (queda de 5,49%) e Citigroup (baixa de 3,90%).
No setor de tecnologia, as ações da Apple caíram 3,58%, após rebaixamento de recomendação pelo Goldman Sachs; as da Hewlett-Packard recuaram 3,20%. No setor automotivo, as ações da general Motors subiram 3,55% e as da Ford avançaram 4,61%, depois de o presidente dos EUA, George W. Bush, dizer que o plano de ajuda às montadoras sairá logo. As informações são da Dow Jones.
15 de Dezembro de 2008 20:25
O mercado norte-americano de ações fechou em queda, em dia de expectativa em relação à decisão de política monetária do Federal Reserve (Fed, o banco central dos Estados Unidos) e ao informe de resultados do Goldman Sachs, ambos amanhã. Rebaixamentos de recomendação para JPMorgan Chase e Apple também pesaram no sentimento do mercado, assim como a incerteza sobre o alcance das perdas provocadas pelas operações ilegais de "pirâmide" atribuídas a Bernard Madoff, ex-chairman da Nasdaq Stock Markets, preso na semana passada.
O índice Dow Jones fechou em queda de 65,15 pontos (0,75%), em 8.564,53 pontos. O Nasdaq fechou em baixa de 32,38 pontos (2,10%), em 1.508,34 pontos. O S&P-500 caiu 11,16 pontos (1,27%), para fechar em 868,57 pontos. O NYSE Composite caiu 46,06 pontos (0,83%), para 5.497,90 pontos.
"De uma maneira geral, precisamos assegurar que as ações financeiras se estabilizem, porque isso seria um dos indicadores de que a economia vai se recuperar. Ninguém quer surpresas neste momento", afirmou Quincy Crosby, estrategista-chefe da Hartford Financial.
No setor financeiro, as ações do JPMorgan Chase caíram 7,47%, após rebaixamento de recomendação pelos analistas do Merrill Lynch; as do Goldman Sachs, que divulga resultados amanhã, caíram 1,89% e as do Morgan Stanley, cujo balanço está previsto para quarta-feira, recuaram 1,52%. Outros destaques no setor foram Bank of America (queda de 5,49%) e Citigroup (baixa de 3,90%).
No setor de tecnologia, as ações da Apple caíram 3,58%, após rebaixamento de recomendação pelo Goldman Sachs; as da Hewlett-Packard recuaram 3,20%. No setor automotivo, as ações da general Motors subiram 3,55% e as da Ford avançaram 4,61%, depois de o presidente dos EUA, George W. Bush, dizer que o plano de ajuda às montadoras sairá logo. As informações são da Dow Jones.
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