quinta-feira, 27 de maio de 2010

China dá moral a zona do euro e Ibovespa retoma 62 mil pontos


por Aluísio Alves de Agência ESTADO

27/05/2010 18:07

São Paulo - O voto de confiança da China na zona do euro aliviou a tensão dos mercados com a crise fiscal da região, levando investidores de novo à ponta de compra na Bovespa, que teve uma das maiores altas do ano.

Alavancado por ações ligadas a commodities, o Ibovespa deu um salto de 3,16 por cento nesta quinta-feira, a 62.091 pontos. O giro financeiro da sessão alcançou 6,66 bilhões de reais.

Desfazendo notícias veiculadas na véspera, o governo chinês negou planos de diminuir a exposição a títulos da zona do euro, em que tem aplicados cerca de 650 bilhões de euros.

"Essa declaração tirou uma nuvem preta do mercado e alguns investidores aproveitaram o momento para comprar ações que estavam baratas", disse Ricardo Tadeu Martins, gerente de pesquisa da corretora Planner.

Com isso, os principais índices acionários da Europa e de Wall Street subiram ao redor de 3 por cento, puxados sobretudo por ações de bancos e de empresas ligadas a commodities, as que vinham sendo mais penalizadas recentemente.

No embalo, na bolsa paulista o motor do repique foi Vale, cujo papel preferencial disparou 6,3 por cento, a 42,10 reais --reagindo à queda na véspera, em meio a ajustes à nova carteira MSCI, em que a mineradora perdeu peso.

Um relatório divulgado nesta manhã pelo Morgan Stanley deu combustível adicional, após o banco reiterar a visão positiva para o mercado de minério nos próximos meses, considerando que o medo de uma desaceleração mais forte da China é exagerado.

Na cola da gigante, as siderúrgicas também exibiram repique consistente. MMX subiu 7,25 por cento, a 10,94 reais. Gerdau avançou 5,4 por cento, a 24,25 reais.

A valorização do barril do petróleo serviu de pretexto para a recuperação das companhias domésticas ligadas ao produto.

A ação preferencial da Petrobras ganhou 2,8 por cento, a 27,81 reais. OGX, braço de petróleo do grupo EBX, avançou 1,9 por cento, a 16,19 reais, após informar que fez mais duas descobertas na bacia de Campos e que vai deslocar sondas para testes em outros blocos.

Mais atentos ao vaivém de notícias da crise europeia, os investidores deixaram em segundo plano importantes índices econômicos divulgados pela manhã, como o de que o crescimento dos Estados Unidos no primeiro trimestre foi revisado de 3,2 para 3,0 por cento. Analistas esperavam alta de 3,4 por cento.

BM&FBovespa foi a pior do índice, recuando 2,2 por cento, a 11,93 reais, depois de ter escalado 11 por cento na véspera, em meio a compras pontuais de fundos que seguem o MSCI, já que o papel ganhou peso na recente recomposição da carteira do índice.

De acordo com Martins, embora o fluxo de notícias tenha melhorado desde a véspera, o momento ainda é de instabilidade e qualquer notícia negativa pode trazer o pessimismo de volta.

quarta-feira, 26 de maio de 2010

INDM10 e IBOV...objetivos de curto prazo


INDM10...após 25/05...suportes e resistências


O INDM10, abriu com "gap de alta", nos 60.250 pontos, até atingir máxima nos 60.880 pontos, sem no entanto romper o "topo duplo" nos 61.160 pontos.

Depois de caracterizar no gráfico intraday um "OCO" com "neck line" nos 60.140 pontos, acabou realizando nas últimas horas de pregão até encontrar suporte no objetivo de queda nos 59.400 pontos. Reagiu, logo após, mas finalizou próximo desse suporte, nos 59.700 pontos.

O "candle" do gráfico diário é um "doji" de indefinição, semelhante a um "martelo invertido cheio".

A pressão vendedora no final do pregão (em divergência com o leilão de encerramento do Ibovespa), sinaliza uma maior possibilidade de abertura em queda, na próxima quinta.

Caso perca a mínima recente nos 59.400 pontos, seus próximos objetivos de queda estarão nos 58.000/58.350 pontos, novamente.

IBOV...após 25/05...suportes e resistências


Não conseguiu romper o "topo duplo" nos 60.850 pontos, mas fez máxima próximo deste topo, nos 60.701 pontos.

Fechou em alta de 1,70% , nos 60.190 pontos, na contra-mão de DJI, que fechou em queda.

O "candle" do gráfico diário é semelhante a um "martelo invertido vazio", decorrente da pressão vendedora nas últimas horas de pregão.

Tendências semanal e mensal ainda de queda, apesar da tendência de curtíssimo prazo sinalizar alta.

Caso perca o fundo deste pregão, nos 59.178 pontos, poderá refluir em direção ao fundo do canal, nos 57.800/58.100 pontos, novamente.

INDM10...após 25/05...suportes e resistências

VALE5 e VALEF40...após 25/05...objetivos de curto prazo


IBOV e INDM10...objetivos de curto prazo


DJI...após 25/05...suportes e resistências


DJI formou "topo duplo" na máxima nos 10.196 pontos, no início da semana, e a partir daí reflluiu com força até encontrar suporte em nova mínima, nesta terça, nos 9.776 pontos.
Reagiu com força, a partir desse suporte, até finalizar em 10.044 pontos.

O "candle" do gráfico diário é um "martelo cheio" sinalizando maior probabilidade de abertura em alta, nesta quarta.

Resistências imediatas, nos 10.090 pontos e no "topo duplo" nos 10.198 pontos.

Suportes imediatos nos 9.930 pontos, no "fundo" em 9.776 pontos e na região dos 9.700 pontos.

IBOV...após 25/05...suportes e resistências


O Ibovespa formou "topo duplo" na máxima no início da semana, em 60.850 pontos.
Daí, refluiu com força, até encontrar suporte na mínima em 57.876 pontos, no pregão desta terça, formando praticamente um "fundo duplo" nesse patamar.

Reagiu a partir desse suporte até finalizar em 59. 184 pontos.

O "candle" do grafico diário é um "martelo cheio" sinalizando a possibilidade de abertura em alta, nesta quarta.

Caso consiga "romper o topo duplo" nos 60.850 pontos, suas próximas resistências estarão nos 61.760 pontos e 62.170 pontos.

Abaixo dos suportes na região dos 57.900 pontos, seus próximos suportes estarão em 56.300/56.600 pontos.

A perda dos 56 mil pontos levará ao Ibovespa aos objetivos de queda, na região dos 55.000/55.500 pontos.

domingo, 23 de maio de 2010

DJI...perspectivas para a última semana de maio



Nesta 3a semana de maio, DJI abriu a semana em alta, até atingir sua máxima semanal nos 10.718 pontos, na terça-feira.

A partir daí, refluiu com força até encontrar suportes na mínima, nos 9.919 pontos, na última sexta, de onde reagiu com força para finalizar em 10.193 pontos, com alta de 1,25% no gráfico diário, mas no comparativo semanal, uma forte queda de -4,02% sobre o fechamento da semana anterior.

O "candle" do gráfico diário é um "martelo de alta" aumentando a possibilidade de abertura em alta na próxima segunda-feira.

O "candle" do gráfico semanal é um "martelo cheio" (decorrente da reação compradora da última sexta) mas sem conseguir formar um "pivô de alta", visto que apresentou nesta última semana, "topos e fundos" descendentes, em relação à semana anterior.

Portanto é maior ainda a probabilidade de continuidade da tendência de queda, nesta próxima semana.

Reversão da tendência baixista poderá ocorrer caso DJI venha a superar novamente o patamar dos 10.900 pontos .

Caso venha a perder o fundo nos 9.870 pontos, DJI poderá vir a buscar seus objetivos de queda nos curto/médio prazos nos 9.400 pontos/ 9.250 pontos.

Resistências imediatas em 10.250, 10.400, 10.530 e 10.630 pontos.

Suportes imediatos em 9.950, 9.870, 9.680 e 9.440 pontos.

IBOV...perspectivas para a última semana de maio




Na semana passada, o Ibovespa abriu em alta na segunda, fazendo logo após a abertura sua máxima semanal nos 63.593pontos, para depois refluir nos demais dias da semana até encontrar suporte na mínima, na quinta-feira, nos 57.634 pontos. Reagiu com força na sexta, finalizando a semana, em 60.259 pontos, com queda de -4,97% em relação ao fechamento anterior.

O "candle" do gráfico diário é um "martelo de alta" formado pela reação ocorrida no pregão da última sexta, sugerindo abertura em alta na próxima segunda.

O "candle" do gráfico semanal é um "martelo cheio" resultado da forte pressão compradora, no final da semana, porém sem reverter o "pivô de queda", visto que ainda se mantém a formação de "topos e fundos" descendentes.

A possibilidade de reversão da atual tendência baixista, necessitará de um fechamento acima do topo semanal anterior nos 63.600 pontos, desde que o Ibovespa também não perca o fundo desta última semana, nos 57.634 pontos.

Portanto, analisando o gráfico semanal temos uma maior probabilidade de continuidade da tendência de queda.

A perda do suporte nos 60.770 pontos, na última semana sugere que o Ibovespa poderá buscar, nos curto e médio prazos, seus objetivos de queda nos 55.500 pontos que caso perdido poderá trazer o Ibovespa para testar suportes novamente, na região dos 50.000 pontos.

Resistências imediatas nos 60.850, 61.340, 61.500 e 61.800 pontos.

Suportes imediatos em 59.600, 59.070, 58.370 e 57.700 pontos.

sábado, 22 de maio de 2010

Commodities...perspectivas para a última semana de maio



Fonte: Bloomberg

Situação em 21/05


INDEX NAME
VALUE CHANGE OPEN HIGH LOW
UBS BLOOMBERG CMCI 1202.46 12.07 1191.80 1210.13 1185.06
S&P GSCI 473.74 -.20 470.39 479.28 468.00
RJ/CRB Commodity 251.42 1.35 250.10 252.96 248.91
Rogers Intl 2904.09 11.62 2888.64 2928.45 2871.45



Situação em 14/05

INDEX NAMEVALUECHANGEOPENHIGHLOW
UBS BLOOMBERG CMCI1238.87-35.111255.581261.241235.56
S&P GSCI501.57-18.01516.78516.78499.88
RJ/CRB Commodity258.55-7.23263.80265.78258.28
Rogers Intl3023.34-90.133102.303105.763017.67
































































































Variação semanal 14/05 a 21/05

INDICE Fechamento (14/05) x Fechamento(21/05)
VARIAÇÃO SEMANAL (%)

UBS BLOOMBERG CMCI 1238.87 1202.46 -2,94%
S&P GSCI 501.57 473.74 -5,55%
RJ/CRB Commodity 258.55 251.42 -2,76%
Rogers Intl 3023.34 2904.09 -3,94%

Análise:

Nesta terceira semana de maio, os preços das commodities deram
sequência à queda iniciada na semana anterior, decorrente ainda
da crise na "região do euro" e dos prováveis desdobramentos no
mercado de commodities.

Ao final da semana o preço médio das commodities sofreram
baixa de -3,80%, na média desses quatro índices, em relação ao
fechamento da semana anterior.

Agora os preços estão apenas cerca de +10% acima dos preços
praticados há um ano atrás, considerando-se a média desses
índices.

O "candle" do gráfico diário do "UBS Commodity Index",
que fechou a semana ainda com queda de - 3,51% e similar
aos demais índices, é um "martelo de alta", decorrente da
reação compradora ocorrida a partir da última quinta-feira.

Os preços das principais commodities fecharam abaixo da LTA
de longo prazo
como pode ser vislumbrado no gráfico do
RJ/CRB Commoditiy
e similar aos demais indicadores,
sinalizando uma possibilidade de continuidade da queda,
durante a próxima semana .

Esta próxima semana deverá ainda trazer muita volatilidade
aos mercados à medida que forem melhor avaliadas as providências
adotadas para se conter a crise na "região do euro".

Existe uma maior probabilidade de abertura em alta
desses mercados, na segunda-feira, visto que os principais osciladores
gráficos estão ainda em "região sobrevendida".

Resistências imediatas nos 125,20/125.70 e 127,20
pontos
.

Suportes imediatos nos fundos recentes nos 122,57 e
121,58
pontos .