Crise é a pior desde a 2ª Guerra Mundial, afirma Alan Greenspan
17.03.2008 16h56
Para o ex-presidente do Banco Central americano, ainda não é possível prever em quanto tempo a economia vai se estabilizar
EXAME On line
A atual crise financeira dos Estados Unidos pode ser vista como a mais dura desde o fim da 2ª Guerra Mundial e só deve ser resolvida quando os preços das casas se estabilizarem e, com eles, o valor de mercado dos seguros ligados a hipotecas. A previsão é do ex-presidente do Fed (Federal Reserve, o banco central dos EUA), Alan Greenspan.
Em artigo publicado nesta segunda-feira (17/03) no jornal britânico Financial Times, Greenspan afirma que ainda é impossível saber quantos meses demorará para que a situação se estabilize, mas diz que desde já é possível extrair como conclusão o fato de que os modelos econômicos de que dispomos são insuficientes para determinar os rumos da economia, diante do volume e da complexidade das variáveis existentes.
“Nunca seremos capazes de prever as descontinuidades do mercado financeiro. Elas são necessariamente uma surpresa”, analisa.
Ele alerta ser possível definir a evolução do mercado como uma alternância de fases de euforia com momentos de retração, correspondentes a apenas um sétimo do tempo, na última metade do século XX, mas responsáveis por afetar profundamente os investimentos. Uma boa administração de riscos deve levar em conta essa alternância e buscar perceber rapidamente quando a mudança vai ocorrer.
No entanto, como os modelos matemáticos e analíticos freqüentemente dão errado, afirma Greenspan, a solução para que a crise não contamine todo o sistema é manter saudáveis os próprios fundamentos do mercado.
"É crucial que qualquer reforma no sistema e na sua regulação nunca inibam as garantias mais confiáveis e efetivas que temos contra o colapso do sistema econômico cumulativo: flexibilidade de mercado e competição aberta", aponta.
Ironicamente, Greenspan tem recebido críticas de uma parcela dos analistas por supostamente ser um dos principais responsáveis por alimentar a bolha imobiliária, ao reduzir continuamente as taxas de juros, como forma de manter a aceleração econômica mesmo em fases menos favoráveis. Para os críticos, Greenspan tentou evitar justamente um das leis de auto-regulação do mercado
A intenção deste Blog é o de trazer informações sobre os mercados acionários e seus principais ativos. Esse espaço será utilizado para divulgar análises que fundamentem tendências de curto e médio prazos do Ibovespa, índices de mercados e comodities. Espero que o blog possa contribuir para a interpretação das tendências dos mercados,principalmente em momentos de maior volatilidade e incertezas.
segunda-feira, 17 de março de 2008
Mantega: tudo indica que crise é de grandes proporções
Mantega: tudo indica que crise é de grandes proporções
17.03.2008 16h27
Por Adriana Fernandes e Renata Veríssimo da Agência Estado
Na visão do ministro da Fazenda, Guido Mantega, tudo indica que a crise externa é de grandes proporções. "A cada dia ela parece um pouco maior. Alguns já começam a falar numa crise parecida com a de 1929", disse, em nova entrevista, na portaria do Ministério da Fazenda. O ministro voltou a afirmar que o Brasil está sólido, é um porto seguro e pode passar pela crise com a menor conseqüência possível.
Mantega admitiu que poderá haver saída de capital externo por meio de instituições financeiras que precisam cobrir "buracos" lá fora, mas reforçou que não há repercussões no investimento, consumo e atividade econômica no Brasil em decorrência da crise. "As conseqüências são esses movimentos no mercado de renda variável", afirmou.
O ministro destacou que a economia brasileira tem rápida capacidade de recuperação. Ele avaliou ainda que o Brasil continua merecendo a confiança dos investidores e lembrou que o jornal inglês The Guardian publicou reportagem afirmando que o Brasil é um porto seguro. "Estamos no porto seguro. É claro que algumas conseqüências acontecem aqui no Brasil, mas nós poderemos passar por essa crise com as menores conseqüências possíveis", avaliou.
Mantega destacou ainda que a confirmação da expectativa de uma redução do juro básico norte-americano de 0,75 ponto porcentual a 1 ponto deverá provocar uma calmaria no mercado. O Fed decide amanhã o rumo do juro básico dos Estados Unidos, atualmente em 3% ao ano.
17.03.2008 16h27
Por Adriana Fernandes e Renata Veríssimo da Agência Estado
Na visão do ministro da Fazenda, Guido Mantega, tudo indica que a crise externa é de grandes proporções. "A cada dia ela parece um pouco maior. Alguns já começam a falar numa crise parecida com a de 1929", disse, em nova entrevista, na portaria do Ministério da Fazenda. O ministro voltou a afirmar que o Brasil está sólido, é um porto seguro e pode passar pela crise com a menor conseqüência possível.
Mantega admitiu que poderá haver saída de capital externo por meio de instituições financeiras que precisam cobrir "buracos" lá fora, mas reforçou que não há repercussões no investimento, consumo e atividade econômica no Brasil em decorrência da crise. "As conseqüências são esses movimentos no mercado de renda variável", afirmou.
O ministro destacou que a economia brasileira tem rápida capacidade de recuperação. Ele avaliou ainda que o Brasil continua merecendo a confiança dos investidores e lembrou que o jornal inglês The Guardian publicou reportagem afirmando que o Brasil é um porto seguro. "Estamos no porto seguro. É claro que algumas conseqüências acontecem aqui no Brasil, mas nós poderemos passar por essa crise com as menores conseqüências possíveis", avaliou.
Mantega destacou ainda que a confirmação da expectativa de uma redução do juro básico norte-americano de 0,75 ponto porcentual a 1 ponto deverá provocar uma calmaria no mercado. O Fed decide amanhã o rumo do juro básico dos Estados Unidos, atualmente em 3% ao ano.
Segundo analistas, Fed é culpado pela quebra do Carlyle
Segundo analistas, Fed é culpado pela quebra do Carlyle
por Peter Coy, BusinessWeek, em Valor Online
17/03/2008
Será que os esforços do Federal Reserve (Fed o banco central americano) para sustentar o sistema bancário não tiveram a conseqüência não intencional de tirar do negócio alguns fundos de hedge carregados de títulos de dívida? A dúvida surgiu na semana passada depois que a Carlyle Capital - um fundo que em seu pico já teve US$ 22 bilhões em ativos - anunciou que credores estavam exercendo as garantias porque ele não conseguiu atender chamadas de margem, ou de garantias adicionais.
O anúncio da Carlyle Capital foi feito apenas dois dias depois de o Fed permitir 20 grandes bancos comerciais e de investimento tomarem até US$ 200 bilhões em títulos do Tesouro dos Estados Unidos, em troca de garantias de melhor qualidade. Uma fonte ligada à Carlyle Capital endossou a idéia de que a medida do Fed pode ter contribuído indiretamente para sua queda, respondendo à pergunta da "BusinessWeek", que "é possível que a decisão do Fed tenha encorajado alguns credores".
Como poderia o Fed ter contribuído não intencionalmente para os problemas da Carlyle? A tese é de que a medida do Fed tornou os ativos da Carlyle Capital mais lucrativos para seus grandes credores. Desse modo, esses credores passaram a ter um incentivo para deixar a Carlyle Capital cair e confiscar seus ativos. Robert Peston, editor de negócios da BBC, adiantou a idéia em 13 de março em seu blog, e a idéia ganhou força e passou a circular por outros blogs.
A medida tomada pelo Fed em 11 de março permite aos 20 dealers primários do banco central americano tomar Treasuries emprestados, contra os tipos de ativos que a Carlyle Capital possui. Em outras palavras, qualquer dealer primário que puder colocar as mãos nos ativos da Carlyle, pode usá-los para obter os altamente desejados Treasuries do Fed. Como a Carlyle Capital não é m dealer primário, ela não pode fazer esse tipo de negócio.
Em resumo, por causa da decisão do Fed, os ativos da Carlyle Capital passaram a valer muito mais nas mãos de seus credores do que da própria Carlyle. Portanto, esses credores tinham um interesse financeiro em deixar o fundo "quebrar" e abocanhar seus ativos.Se for verdade, então, muitos outros fundos de hedge que detêm garantias atraentes - e vêm esperando tolerância de seus credores - poderão ter muito mais dificuldades para fechar um acordo.
Peston, da BBC, escreveu: "Os fundos de hedge que tomaram empréstimos dos bancos contra a segurança dos títulos de dívida lastreados em hipotecas, podem estar prestes a ver seus ativos sugados para o sistema bancário e seus negócios desaparecerem. Este é um processo conhecido como desalavancagem da economia financeira global, mais uma manifestação do estouro da bolha da dívida".
Procurado em 13 de março, o porta-voz do Fed David Skidmore disse que não tinha ouvido falar antes dessa tese. Os credores da Carlyle Capital procurados pela "BusinessWeek" entre quinta e sexta-feira - Merrill Lynch, Crédit Suisse, Citigroup e Deutsche Bank -, não fizeram comentários sobre o possível interesse nos títulos do fundo.
por Peter Coy, BusinessWeek, em Valor Online
17/03/2008
Será que os esforços do Federal Reserve (Fed o banco central americano) para sustentar o sistema bancário não tiveram a conseqüência não intencional de tirar do negócio alguns fundos de hedge carregados de títulos de dívida? A dúvida surgiu na semana passada depois que a Carlyle Capital - um fundo que em seu pico já teve US$ 22 bilhões em ativos - anunciou que credores estavam exercendo as garantias porque ele não conseguiu atender chamadas de margem, ou de garantias adicionais.
O anúncio da Carlyle Capital foi feito apenas dois dias depois de o Fed permitir 20 grandes bancos comerciais e de investimento tomarem até US$ 200 bilhões em títulos do Tesouro dos Estados Unidos, em troca de garantias de melhor qualidade. Uma fonte ligada à Carlyle Capital endossou a idéia de que a medida do Fed pode ter contribuído indiretamente para sua queda, respondendo à pergunta da "BusinessWeek", que "é possível que a decisão do Fed tenha encorajado alguns credores".
Como poderia o Fed ter contribuído não intencionalmente para os problemas da Carlyle? A tese é de que a medida do Fed tornou os ativos da Carlyle Capital mais lucrativos para seus grandes credores. Desse modo, esses credores passaram a ter um incentivo para deixar a Carlyle Capital cair e confiscar seus ativos. Robert Peston, editor de negócios da BBC, adiantou a idéia em 13 de março em seu blog, e a idéia ganhou força e passou a circular por outros blogs.
A medida tomada pelo Fed em 11 de março permite aos 20 dealers primários do banco central americano tomar Treasuries emprestados, contra os tipos de ativos que a Carlyle Capital possui. Em outras palavras, qualquer dealer primário que puder colocar as mãos nos ativos da Carlyle, pode usá-los para obter os altamente desejados Treasuries do Fed. Como a Carlyle Capital não é m dealer primário, ela não pode fazer esse tipo de negócio.
Em resumo, por causa da decisão do Fed, os ativos da Carlyle Capital passaram a valer muito mais nas mãos de seus credores do que da própria Carlyle. Portanto, esses credores tinham um interesse financeiro em deixar o fundo "quebrar" e abocanhar seus ativos.Se for verdade, então, muitos outros fundos de hedge que detêm garantias atraentes - e vêm esperando tolerância de seus credores - poderão ter muito mais dificuldades para fechar um acordo.
Peston, da BBC, escreveu: "Os fundos de hedge que tomaram empréstimos dos bancos contra a segurança dos títulos de dívida lastreados em hipotecas, podem estar prestes a ver seus ativos sugados para o sistema bancário e seus negócios desaparecerem. Este é um processo conhecido como desalavancagem da economia financeira global, mais uma manifestação do estouro da bolha da dívida".
Procurado em 13 de março, o porta-voz do Fed David Skidmore disse que não tinha ouvido falar antes dessa tese. Os credores da Carlyle Capital procurados pela "BusinessWeek" entre quinta e sexta-feira - Merrill Lynch, Crédit Suisse, Citigroup e Deutsche Bank -, não fizeram comentários sobre o possível interesse nos títulos do fundo.
Crise no mercado global está maior, diz diretor-gerente do FMI
Crise no mercado global está maior, diz diretor-gerente do FMI
17/03 às 09:26
Reuters
PARIS - O diretor-gerente do FMI, Dominique Strauss-Kahn, afirmou nesta segunda-feira que a crise no mercado financeiro global está piorando e que o risco de contágio está aumentando. Em entrevista coletiva em Paris, ele elogiou as medidas emergenciais tomadas pelo Federal Reserve no domingo.
Strauss-Kahn afirmou ainda que o Banco Central Europeu e o Fed estavam administrando bem as turbulências relativas à liquidez do mercado de crédito, e que a situação nos mercados monetários, mesmo que tensa, não exigia intervenção dos bancos centrais, em sua visão.
O iuan e o iene parecem fracos, o euro está super-valorizado que o dólar está em algum ponto entre eles, pontuou Strauss-Kahn, em conferência de imprensa com o presidente da OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico), Angel Gurria.
O Fundo Monetário Internacional deve reduzir suas previsões de crescimento econômico nas próximas semanas, incluindo para os Estados Unidos, acrescentou.
Gurria afirmou que mais dinheiro público pode ser necessário para solucionar o problema e que mais afrouxamentos na política monetária são necessários, principalmente nos Estados Unidos.
17/03 às 09:26
Reuters
PARIS - O diretor-gerente do FMI, Dominique Strauss-Kahn, afirmou nesta segunda-feira que a crise no mercado financeiro global está piorando e que o risco de contágio está aumentando. Em entrevista coletiva em Paris, ele elogiou as medidas emergenciais tomadas pelo Federal Reserve no domingo.
Strauss-Kahn afirmou ainda que o Banco Central Europeu e o Fed estavam administrando bem as turbulências relativas à liquidez do mercado de crédito, e que a situação nos mercados monetários, mesmo que tensa, não exigia intervenção dos bancos centrais, em sua visão.
O iuan e o iene parecem fracos, o euro está super-valorizado que o dólar está em algum ponto entre eles, pontuou Strauss-Kahn, em conferência de imprensa com o presidente da OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico), Angel Gurria.
O Fundo Monetário Internacional deve reduzir suas previsões de crescimento econômico nas próximas semanas, incluindo para os Estados Unidos, acrescentou.
Gurria afirmou que mais dinheiro público pode ser necessário para solucionar o problema e que mais afrouxamentos na política monetária são necessários, principalmente nos Estados Unidos.
Investidores migram para as commodities
Investidores migram para as commodities
17.03.2008 08h16
Por AEAgência Estado
Os problemas desencadeados pela crise do setor imobiliário americano têm provocado uma corrida em direção às matérias-primas (commodities) e turbinado os preços no mercado mundial. Nos últimos meses, diante dos crescentes indícios de recessão nos Estados Unidos, muitos investidores preferiram se desfazer de ações de empresas e de títulos de dívida para se refugiar em ativos mais seguros, que ofereçam boa rentabilidade, como é o caso de várias commodities.
Exemplo disso é que o número de contratos nas mãos de fundos de investimentos tem crescido diariamente. Até o dia 11 de março, dados da Commodity Future Trading Commission, dos Estados Unidos mostravam que esses investidores detinham 30 mil contratos de trigo, na Chicago Board of Trade (Bolsa de Chicago); 291 mil contratos de milho; e 104 mil, de soja. Os números são bastante altos comparados ao volume tradicional, afirmam especialistas. "De repente todas as commodities viraram ativos financeiros cobiçados pelos investidores", destaca a economista da MB Associados, Tereza Fernandez.
Desde janeiro, o preço do cacau subiu mais de 40%; o café, 38%; gás natural, 34%; trigo, 29%; e alumínio 28%. Só na semana passada, o petróleo teve alta de quase 5% e o ouro, de 3%. "Podemos perceber que esse comportamento esquizofrênico teve início com a posição mais firme do Fed (Federal Reserve, banco central americano) de cortar as taxas de juros para evitar uma recessão mais forte no País", observa o economista da RC Consultores, Fábio Silveira. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
17.03.2008 08h16
Por AEAgência Estado
Os problemas desencadeados pela crise do setor imobiliário americano têm provocado uma corrida em direção às matérias-primas (commodities) e turbinado os preços no mercado mundial. Nos últimos meses, diante dos crescentes indícios de recessão nos Estados Unidos, muitos investidores preferiram se desfazer de ações de empresas e de títulos de dívida para se refugiar em ativos mais seguros, que ofereçam boa rentabilidade, como é o caso de várias commodities.
Exemplo disso é que o número de contratos nas mãos de fundos de investimentos tem crescido diariamente. Até o dia 11 de março, dados da Commodity Future Trading Commission, dos Estados Unidos mostravam que esses investidores detinham 30 mil contratos de trigo, na Chicago Board of Trade (Bolsa de Chicago); 291 mil contratos de milho; e 104 mil, de soja. Os números são bastante altos comparados ao volume tradicional, afirmam especialistas. "De repente todas as commodities viraram ativos financeiros cobiçados pelos investidores", destaca a economista da MB Associados, Tereza Fernandez.
Desde janeiro, o preço do cacau subiu mais de 40%; o café, 38%; gás natural, 34%; trigo, 29%; e alumínio 28%. Só na semana passada, o petróleo teve alta de quase 5% e o ouro, de 3%. "Podemos perceber que esse comportamento esquizofrênico teve início com a posição mais firme do Fed (Federal Reserve, banco central americano) de cortar as taxas de juros para evitar uma recessão mais forte no País", observa o economista da RC Consultores, Fábio Silveira. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
sábado, 15 de março de 2008
VALE 5...próxima de realizar um O-C-O-I!..

VALE 5 contrariando mais uma vez a tendência baixista de DOW JONES e do IBOVESPA fechou com pequena alta, porém novamente acima dos 48,00. Se romper o recente topo nos 52,50 poderá dar início à reversão de tendência, através da clássica figura conhecida como Ombro-Cabeça-Ombro-Invertida (OCOI). Próximas resistências em 49,40 e 51,00. Suportes imediatos em 46,70 e 46,00.
IBOVESPA...Triângulo de baixa em formação...suporte nos 60 mil...

O IBOVESPA está formando um triângulo de baixa com suporte nos 60.000 que se perdido tenderá a buscar num primeiro momento os 58.200 pontos e caso se perca esse suporte poderá "pivotar" para um novo patamar de negociações entre os 44/45 mil pontos como fundo e o novo teto nos 58/60 mil pontos.Suporte intermediário nos 60.700 pontos e resistências em 63 mil e 64 mil pontos.
sexta-feira, 14 de março de 2008
Bear Stearns reforça temor com crédito e impõe perdas de 2% a Wall Street
Bear Stearns reforça temor com crédito e impõe perdas de 2% a Wall Street
Por Equipe InfoMoney
14/03/08 - 18h26
InfoMoney
SÃO PAULO - As principais bolsas norte-americanas fecharam com fortes perdas nesta sexta-feira (14). O pregão caótico do Bear Stearns, que enfrenta problemas de liquidez, intensificou a preocupação sobre os impactos da crise do mercado de crédito. Os papéis do banco caíram 47,37%.
Notícias envolvendo as dificuldades da instituição empurraram os índices para baixo durante a maior parte do pregão. O CEO Alan Schwartz declarou: "Nossa liquidez se deteriorou significativamente nas últimas 24 horas".
A Standard & Poor's reduziu em três níveis a nota do Bear Stearns, que recorreu ao JP Morgan e ao Federal Reserve de Nova York para viabilizar um financiamento emergencial e aliviar o problema de liquidez.
No Dow Jones, 29 das 30 principais blue chips terminaram no vermelho. Destaque para as perdas de Citigroup (-6,12%), Chevron (-1,95%) e Exxon Mobil (-1,31%). A exceção ficou com a alta de 2,76% da Boeing depois que o Morgan Stanley elevou a recomendação aos papéis da aérea para acima da média.
Inflação
Na abertura, os índices registraram ganhos, após o CPI, índice de preços ao consumidor, surpreender o mercado e ficar abaixo do esperado na medição de fevereiro.
Bolsas dos EUA em queda
O índice Nasdaq Composite, que concentra as ações de tecnologia, fechou em baixa de 2,26% a 2.212 pontos, acumulando no ano forte baixa de 16,58%.
O S&P 500, que engloba as 500 principais empresas dos EUA, encerrou o pregão em desvalorização de 2,08%, atingindo 1.288 pontos e caindo 12,27% no ano.
Por fim, o Dow Jones, que mede o desempenho das 30 principais blue chips norte-americanas, apresentou queda de 1,60%, chegando a 11.951 pontos e acumulando no ano forte baixa de 9,90%.
Por Equipe InfoMoney
14/03/08 - 18h26
InfoMoney
SÃO PAULO - As principais bolsas norte-americanas fecharam com fortes perdas nesta sexta-feira (14). O pregão caótico do Bear Stearns, que enfrenta problemas de liquidez, intensificou a preocupação sobre os impactos da crise do mercado de crédito. Os papéis do banco caíram 47,37%.
Notícias envolvendo as dificuldades da instituição empurraram os índices para baixo durante a maior parte do pregão. O CEO Alan Schwartz declarou: "Nossa liquidez se deteriorou significativamente nas últimas 24 horas".
A Standard & Poor's reduziu em três níveis a nota do Bear Stearns, que recorreu ao JP Morgan e ao Federal Reserve de Nova York para viabilizar um financiamento emergencial e aliviar o problema de liquidez.
No Dow Jones, 29 das 30 principais blue chips terminaram no vermelho. Destaque para as perdas de Citigroup (-6,12%), Chevron (-1,95%) e Exxon Mobil (-1,31%). A exceção ficou com a alta de 2,76% da Boeing depois que o Morgan Stanley elevou a recomendação aos papéis da aérea para acima da média.
Inflação
Na abertura, os índices registraram ganhos, após o CPI, índice de preços ao consumidor, surpreender o mercado e ficar abaixo do esperado na medição de fevereiro.
Bolsas dos EUA em queda
O índice Nasdaq Composite, que concentra as ações de tecnologia, fechou em baixa de 2,26% a 2.212 pontos, acumulando no ano forte baixa de 16,58%.
O S&P 500, que engloba as 500 principais empresas dos EUA, encerrou o pregão em desvalorização de 2,08%, atingindo 1.288 pontos e caindo 12,27% no ano.
Por fim, o Dow Jones, que mede o desempenho das 30 principais blue chips norte-americanas, apresentou queda de 1,60%, chegando a 11.951 pontos e acumulando no ano forte baixa de 9,90%.
PETR4...após 13/00...contrariando o IBOV fechou em queda...

PETR4 abriu com grande "gap" de queda nos 78,00, vindo a buscar a mínima no intraday, nos 76,60. Graduamente retomou primeiramente os 77,20 e praticamente no final do pregão após "estacionar" bom tempo nos 77,75, retomou a alta impulsionada por DJI, rompendo a casa dos 78, indo atingir a máxima nos 78,50.Suportes imediatos em 77,75 e 77,25. Resistências imediatas em 78,80 e 79,10.
VALE5...após 13/03...recuperou novamente os 48,00...

VALE 5 abriu com "gap" de queda nos 47,30, vindo a buscar a mínima do dia em 46,72, mas impulsionada pela recuperação de DJI, primeiramente recuperou o suporte nos 47,20 e após consolidar esse suporte, retomou os 48,00 vindo atingir a máxima intraday nos 48,80 e depois fechando nos 48,50. Suportes imediatos em 48,10, 47,80, 47,20 e 46,70. Resistências imediatas em 48,80 e 49,30.
IBOV...após 13/03...na esteira de DJI retomou os 62 mil...

IBOVESPA após perder na abertura os 62 mil pontos, atingiu a mínima nos 60.170 pontos, retomou ainda na metade do pregão a resistência nos 61.200 pontos e impulsionada pela recuperação de Dow Jones, retomou os 62 mil pontos, fechando nos 62.280, após atingir a máxima intraday nos 62.400. Próximas resistências nos 62.700 e 63.000 pontos. Suportes imediatos em 61.920, 61.200 e 60.300 pontos.
Dow Jones...após 13/03...supreendeu ao retormar os 12 mil pontos...

DOW JONES abriu em baixa, até buscar o suporte em 11.880. A partir daí iniciou um processo de recuperação retomando os 12.000 pontos. Recuperou o suporte nos 12.140 e fechou nos 12.150, após atingir a máxima intraday nos 12.215. No fechamento, os indicadores no intraday de 30 minutos, apontavam tendência de queda.Suportes imediatos em 12.130, 12.020 e 11.880. Resistências imediatas em 12.215,12.300 e 12.500 pontos.
quinta-feira, 13 de março de 2008
Saída para crise é vista com pessimismo em Wall Street
Saída para crise é vista com pessimismo em Wall Street
David Wessel, The Wall Street Journal, de Washington
Valor Online 13/03/2008
Myron Scholes: governo vai gastar um monte de dinheiro dos contribuintes para resolver a bagunça do mercado de crédito e evitar uma catástrofe econômica
No púlpito de uma sala cheia de investidores de capital de risco, executivos do Vale do Silício e professores do Instituto Stanford para Política Econômica, Larry Summers - o ex-secretário do Tesouro americano e hoje professor em Harvard e conselheiro de fundos de hedge - não podia ser mais pessimista.
Na audiência, Myron Scholes, um Prêmio Nobel em finanças e veterano do colapso do fundo de hedge Long-Term Capital Management, hoje presidente de seu próprio fundo de hedge, escutava e rabiscava num bloco amarelo.
Sua conclusão, que tem ganhado adeptos, foi que o governo americano vai acabar gastando um monte de dinheiro do contribuinte para resolver a bagunça do mercado de crédito e evitar uma catástrofe econômica.
"Acho que eles deveriam pelo menos estar pensando nisso", disse. "Se vai ser preciso fazer isso mesmo, melhor fazer logo."
Numa pesquisa do Wall Street Journal com 51 economistas do setor privado, a ser divulgada hoje, 32, ou 63% deles, acham provável ou certo que o dinheiro público vai ser usado.
Wall Street iria adorar o que o secretário do Tesouro, Henry Paulson, chama, pejorativamente, de "um socorro", uma maneira de transferir os erros para os contribuintes. Mas, a menos que a maré se inverta logo, a severidade do estouro da bolha imobiliária e a fragilidade do sistema financeiro podem forçar a mão do governo.
Há todo tipo de especulação sobre como o governo deveria comprar hipotecas, adquirindo, na prática, ativos do sistema financeiro. O banco central, conhecido como Fed, está trocando alguns papéis do Tesouro por títulos de dívida lastreados por hipotecas para represar a queda de valor que está elevando os juros do crédito imobiliário.
Vários caciques do Partido Democrata, de oposição, reivindicam uma nova entidade governamental, ou a ampliação da existente, para comprar hipotecas de bancos e investidores e oferecer termos favoráveis para mutuários em dificuldades.
Scholes tem uma postura diferente. Ele prefere deixar os ativos (hipotecas) nas mãos do setor privado, que segundo ele consegue administrá-las melhor, e fazer o capital fluir para o sistema bancário de modo que os bancos não despejem ativos na bacia das almas e piorem uma situação já ruim.
Hipotecas e outros ativos bancários não valem tanto quanto os bancos pensam. As perdas minam suas reservas de capital. A alavancagem bancária amplia os efeitos. Em resposta, os bancos ou (a) concedem menos empréstimos e vendem ativos, ou (b) levantam capital em condições que diluem o valor dos atuais acionistas. Isso desde que possam encontrar investidores dispostos a apostar que os ativos bancários acabarão valendo mais do que hoje. Acionistas tendem a preferir a opção (a), o banco mais enxuto. Mas a solução de mercado poderia destruir valor e produzir um aperto de crédito de aleijar. A sociedade prefere a opção (b), daí as exortações de Paulson e Summers para que os bancos aumentem o capital, assim como a Fannie Mae e a Freddie Mac, instituições privadas de origem estatal cuja principal atividade é dar liquidez ao mercado hipotecário.
Levantar capital de maneira privada seria o melhor, mas e se isso não acontecer? O que o governo pode fazer? Se um banco quebra, o governo tira os acionistas da parada, fica dono de tudo e injeta dinheiro. Foi o que o Reino Unido fez com o Northern Rock este ano.
Quem deveria injetar dinheiro nos bancos americanos: o governo dos Estados Unidos ou os fundos soberanos de outros governos? Diz Scholes: "Parece-me que a recapitalização dessas entidades nos daria uma oportunidade de preservar o patrimônio, em vez de dissipar seu valor via liquidação - e dar um meio para que mais capital seja injetado neles sem destruir valor."
Como John Lipsky, o número 2 do Fundo Monetário Internacional, argumentou num discurso ontem, "as autoridades (...) precisam pensar o impensável". Ele sugeriu que o governo faça "planos de contingência" para o caso de "os investidores não estarem dispostos - como tem acontecido - a injetar dinheiro" nos bancos.
Mas eis o busílis: se o governo garante ou compra dívida dos bancos, melhora a situação dos acionistas. Se compra ações e dilui a participação dos acionistas atuais, são os credores que saem ganhando. A solução de Scholes é deixar o governo investir em dívida que tenha preferência sobre a dívida atual e em ações que tenham preferência sobre as atuais. Ninguém leva vantagem.
O banco não desova ativos e aumenta a concessão de crédito. Se tudo correr bem, o governo sai com lucro. Um grande problema: isso só funciona se os ativos de fato valerem mais amanhã do que hoje.
Há vários entraves práticos. Scholes reconhece o risco de que alguns bancos peguem o dinheiro dos contribuintes e apostem em ativos arriscados numa tentativa de obter lucro. Ele sugere fazer um leilão do dinheiro público para todos os bancos, não apenas os mais doentes.
Há motivos para ser cético. Os bancos não precisam de capital novo, disse Hyun Song Shin, um professor de Finanças de Princeton. "Os japoneses levaram dez anos para aprender essa lição." Mas ele chama a idéia de Scholes "um serviço" para os atuais acionistas. Eles deveriam perder suas participações antes de o governo pôr seu dinheiro num banco, argumenta. (O que ele faria? Para começar, aconselharia Paulson a chamar os maiores banqueiros dos EUA a seu gabinete e então os aconselhar a conservar capital suspendendo dividendos.)
Mas, a menos que os mercados e a economia americana mudem logo de curso, o que é impensável hoje pode parecer amanhã a melhor das alternativas ruins.
David Wessel, The Wall Street Journal, de Washington
Valor Online 13/03/2008
Myron Scholes: governo vai gastar um monte de dinheiro dos contribuintes para resolver a bagunça do mercado de crédito e evitar uma catástrofe econômica
No púlpito de uma sala cheia de investidores de capital de risco, executivos do Vale do Silício e professores do Instituto Stanford para Política Econômica, Larry Summers - o ex-secretário do Tesouro americano e hoje professor em Harvard e conselheiro de fundos de hedge - não podia ser mais pessimista.
Na audiência, Myron Scholes, um Prêmio Nobel em finanças e veterano do colapso do fundo de hedge Long-Term Capital Management, hoje presidente de seu próprio fundo de hedge, escutava e rabiscava num bloco amarelo.
Sua conclusão, que tem ganhado adeptos, foi que o governo americano vai acabar gastando um monte de dinheiro do contribuinte para resolver a bagunça do mercado de crédito e evitar uma catástrofe econômica.
"Acho que eles deveriam pelo menos estar pensando nisso", disse. "Se vai ser preciso fazer isso mesmo, melhor fazer logo."
Numa pesquisa do Wall Street Journal com 51 economistas do setor privado, a ser divulgada hoje, 32, ou 63% deles, acham provável ou certo que o dinheiro público vai ser usado.
Wall Street iria adorar o que o secretário do Tesouro, Henry Paulson, chama, pejorativamente, de "um socorro", uma maneira de transferir os erros para os contribuintes. Mas, a menos que a maré se inverta logo, a severidade do estouro da bolha imobiliária e a fragilidade do sistema financeiro podem forçar a mão do governo.
Há todo tipo de especulação sobre como o governo deveria comprar hipotecas, adquirindo, na prática, ativos do sistema financeiro. O banco central, conhecido como Fed, está trocando alguns papéis do Tesouro por títulos de dívida lastreados por hipotecas para represar a queda de valor que está elevando os juros do crédito imobiliário.
Vários caciques do Partido Democrata, de oposição, reivindicam uma nova entidade governamental, ou a ampliação da existente, para comprar hipotecas de bancos e investidores e oferecer termos favoráveis para mutuários em dificuldades.
Scholes tem uma postura diferente. Ele prefere deixar os ativos (hipotecas) nas mãos do setor privado, que segundo ele consegue administrá-las melhor, e fazer o capital fluir para o sistema bancário de modo que os bancos não despejem ativos na bacia das almas e piorem uma situação já ruim.
Hipotecas e outros ativos bancários não valem tanto quanto os bancos pensam. As perdas minam suas reservas de capital. A alavancagem bancária amplia os efeitos. Em resposta, os bancos ou (a) concedem menos empréstimos e vendem ativos, ou (b) levantam capital em condições que diluem o valor dos atuais acionistas. Isso desde que possam encontrar investidores dispostos a apostar que os ativos bancários acabarão valendo mais do que hoje. Acionistas tendem a preferir a opção (a), o banco mais enxuto. Mas a solução de mercado poderia destruir valor e produzir um aperto de crédito de aleijar. A sociedade prefere a opção (b), daí as exortações de Paulson e Summers para que os bancos aumentem o capital, assim como a Fannie Mae e a Freddie Mac, instituições privadas de origem estatal cuja principal atividade é dar liquidez ao mercado hipotecário.
Levantar capital de maneira privada seria o melhor, mas e se isso não acontecer? O que o governo pode fazer? Se um banco quebra, o governo tira os acionistas da parada, fica dono de tudo e injeta dinheiro. Foi o que o Reino Unido fez com o Northern Rock este ano.
Quem deveria injetar dinheiro nos bancos americanos: o governo dos Estados Unidos ou os fundos soberanos de outros governos? Diz Scholes: "Parece-me que a recapitalização dessas entidades nos daria uma oportunidade de preservar o patrimônio, em vez de dissipar seu valor via liquidação - e dar um meio para que mais capital seja injetado neles sem destruir valor."
Como John Lipsky, o número 2 do Fundo Monetário Internacional, argumentou num discurso ontem, "as autoridades (...) precisam pensar o impensável". Ele sugeriu que o governo faça "planos de contingência" para o caso de "os investidores não estarem dispostos - como tem acontecido - a injetar dinheiro" nos bancos.
Mas eis o busílis: se o governo garante ou compra dívida dos bancos, melhora a situação dos acionistas. Se compra ações e dilui a participação dos acionistas atuais, são os credores que saem ganhando. A solução de Scholes é deixar o governo investir em dívida que tenha preferência sobre a dívida atual e em ações que tenham preferência sobre as atuais. Ninguém leva vantagem.
O banco não desova ativos e aumenta a concessão de crédito. Se tudo correr bem, o governo sai com lucro. Um grande problema: isso só funciona se os ativos de fato valerem mais amanhã do que hoje.
Há vários entraves práticos. Scholes reconhece o risco de que alguns bancos peguem o dinheiro dos contribuintes e apostem em ativos arriscados numa tentativa de obter lucro. Ele sugere fazer um leilão do dinheiro público para todos os bancos, não apenas os mais doentes.
Há motivos para ser cético. Os bancos não precisam de capital novo, disse Hyun Song Shin, um professor de Finanças de Princeton. "Os japoneses levaram dez anos para aprender essa lição." Mas ele chama a idéia de Scholes "um serviço" para os atuais acionistas. Eles deveriam perder suas participações antes de o governo pôr seu dinheiro num banco, argumenta. (O que ele faria? Para começar, aconselharia Paulson a chamar os maiores banqueiros dos EUA a seu gabinete e então os aconselhar a conservar capital suspendendo dividendos.)
Mas, a menos que os mercados e a economia americana mudem logo de curso, o que é impensável hoje pode parecer amanhã a melhor das alternativas ruins.
quarta-feira, 12 de março de 2008
Mantega: aplicação de estrangeiro terá IOF de 1,5%
Mantega: aplicação de estrangeiro terá IOF de 1,5%
12.03.2008 18h59
Por Renata Veríssimo da Agência ESTADO
Agência Estado O ministro da Fazenda, Guido Mantega, disse que as três medidas cambiais anunciadas hoje entrarão em vigor na segunda-feira. São elas: eliminação do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) sobre exportações brasileiras, o que representará uma perda de arrecadação de R$ 2,2 bilhões por ano; fim da cobertura cambial, o que significa que os exportadores poderão deixar todas as suas receitas no exterior (atualmente, há um limite de 30% das receitas); e aplicação de alíquota de 1,5% do IOF sobre aplicações financeiras de estrangeiros em renda fixa e nos títulos do Tesouro Nacional, as chamadas aplicações de portfólio.
Mantega explicou que o IOF será cobrado em cada operação. "O dinheiro entrou, ele (investidor estrangeiro) converte em reais e paga 1,5% de IOF sobre todo o capital", explicou o ministro.
Mantega destacou que continuarão isentas de IOF aplicações na Bolsa de Valores, em oferta pública inicial de ações (IPO), empréstimos estrangeiros, investimento estrangeiro direto, operações de derivativos de renda variável e operações de derivativo de índice de ações.
12.03.2008 18h59
Por Renata Veríssimo da Agência ESTADO
Agência Estado O ministro da Fazenda, Guido Mantega, disse que as três medidas cambiais anunciadas hoje entrarão em vigor na segunda-feira. São elas: eliminação do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) sobre exportações brasileiras, o que representará uma perda de arrecadação de R$ 2,2 bilhões por ano; fim da cobertura cambial, o que significa que os exportadores poderão deixar todas as suas receitas no exterior (atualmente, há um limite de 30% das receitas); e aplicação de alíquota de 1,5% do IOF sobre aplicações financeiras de estrangeiros em renda fixa e nos títulos do Tesouro Nacional, as chamadas aplicações de portfólio.
Mantega explicou que o IOF será cobrado em cada operação. "O dinheiro entrou, ele (investidor estrangeiro) converte em reais e paga 1,5% de IOF sobre todo o capital", explicou o ministro.
Mantega destacou que continuarão isentas de IOF aplicações na Bolsa de Valores, em oferta pública inicial de ações (IPO), empréstimos estrangeiros, investimento estrangeiro direto, operações de derivativos de renda variável e operações de derivativo de índice de ações.
PETR4...Após 12/03..perdeu 80,50 e oscilou entre 80,00 e 79,00...

PETR 4 abriu em alta e logo após a abertura, atingiu a máxima do dia nos 80,50. A partir daí recuou primeiramente até os 80,00, depois foi até a mínima do dia em 78,89 mas reagiu bem e ainda na hora seguinte, retomou os 80,00. Durante a maior parte do pregão oscilou entre o suporte de 79,10 e a resistência de 80,10, seguindo as oscilações de Dow Jones. No fechamento, os principais indicadores sinalizavam ainda a tendência de continuidade da queda, destacando-se que no intraday dos 30 minutos, formou-se um candle tipo "martelo", podendo sugerir alguma reversão.
VALE 5...após 12/03...não conseguiu se sustentar acima de 49,00 e fechou no suporte em 48,30...

VALE5 abriu em alta e rapidamente atingiu a máxima do dia em 49,30. Mesmo com o desempenho declinante de Dow Jones, manteve-se durante 2/3 do pregão, acima ou no entorno dos 49,00. Finalmente, sucumbindo à pressão vendedora, perdeu o suporte intraday nos 48,80 vindo a buscar a mínima em 48,18 e fechando praticamente em cima do último suporte intraday, em 48,30. Indicadores fecharam o pregão sinalizando tendência da continuidade da queda. Suportes imediatos em 48,30; 47,80 e 47,20. Resistências imediatas em 48,80, 49,30 e 49,80.
IBOV...Não conseguiu romper os 63 mil e retornou aos 62 mil...

O IBOVESPA abriu em alta, atingindo a máxima do dia nos 62.983 pontos, mas sintonizado com os mercados externos, acabou perdendo os suportes alcançados na véspera, veio na mínima nos 62.022 pontos e acabou fechando nos 62.176 pontos. Indicadores no intraday sinalizam tendência de continuidade da queda. Suportes imediatos em 62.000; 61.300 e 60.650 pontos.
Resistências imediatas em 62.700 e 63.000.
DOW JONES...perdeu os 12.140 conquistados.....

Dow Jones abriu em alta, e na primeira hora do pregão superou a resistência dos 12.240 pontos, atingindo a máxima do dia em 12.300. A partir daí, recuou até a resistência dos 12.240 e na segunda metade do pregão, perdeu também os 12.140 pontos conquistados no pregão anterior, vindo até a mínima intraday nos 12.090 e fechando nos 12.110 pontos. Os indicadores gerados no intraday sinalizam a continuidade da tendência de queda. Suportes imediatos agora nos 12090, 11990 e 11880. Resistências imediatas nos 12.140, 12.240 e 12.300.
Moody's: economia do Brasil vai resistir à crise
Moody's: economia do Brasil vai resistir à crise
12.03.2008 19h32
Por Suzi Katzumata da agência ESTADO
Agência Estado O economista sênior da agência americana Moody's Economy Alfredo Coutinho disse hoje que a "economia brasileira será capaz de resistir à tempestade da recessão" vinda dos EUA, "considerando o sólido avanço do mercado doméstico e a possibilidade de relaxamento monetário adicional".
Os comentários foram feitos após a divulgação do resultado do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro de 2007, quando a economia registrou uma expansão de 5,4%. No quarto trimestre de 2007, o PIB registrou expansão de 1,6% na comparação com o terceiro trimestre do mesmo ano, e, na comparação com o quarto trimestre de 2006, houve crescimento de 6,2%.
A Mooody's Economy projeta um crescimento do PIB brasileiro de "quase 5%" em 2008, apesar da desaceleração na demanda global por causa de uma economia em recessão nos EUA. Segundo a Moody's, a engenharia econômica do Brasil tem considerável poder de transporte do crescimento de 2007. As informações são da Dow Jones.
12.03.2008 19h32
Por Suzi Katzumata da agência ESTADO
Agência Estado O economista sênior da agência americana Moody's Economy Alfredo Coutinho disse hoje que a "economia brasileira será capaz de resistir à tempestade da recessão" vinda dos EUA, "considerando o sólido avanço do mercado doméstico e a possibilidade de relaxamento monetário adicional".
Os comentários foram feitos após a divulgação do resultado do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro de 2007, quando a economia registrou uma expansão de 5,4%. No quarto trimestre de 2007, o PIB registrou expansão de 1,6% na comparação com o terceiro trimestre do mesmo ano, e, na comparação com o quarto trimestre de 2006, houve crescimento de 6,2%.
A Mooody's Economy projeta um crescimento do PIB brasileiro de "quase 5%" em 2008, apesar da desaceleração na demanda global por causa de uma economia em recessão nos EUA. Segundo a Moody's, a engenharia econômica do Brasil tem considerável poder de transporte do crescimento de 2007. As informações são da Dow Jones.
A crise internacional pode ser favorável ao Brasil
A crise internacional pode ser favorável ao Brasil
por Alcides Leite Júnior em Valor Online
12/03/2008
Se nas últimas semanas a avalanche de notícias tem deixado perplexos os especialistas em economia internacional, imagine como estão os demais mortais. Qualquer novo indicador econômico que saia nos Estados Unidos faz tremer o mercado financeiro aqui no Brasil. Diante disso, todos se perguntam: os Estados Unidos entrarão em recessão? Se isto ocorrer, qual será o tamanho e a duração dessa recessão? Ela vai contaminar a economia mundial? Em que medida? E o Brasil, sofrerá muito? E, sobretudo: isto nos atingirá pessoalmente?
Parece que o único consenso entre os analistas é de que a raiz do problema se encontra nos Estados Unidos. O excesso de consumo e a baixa quantidade de poupança, impulsionados pela expansão do crédito, geraram um forte desequilíbrio nas contas externas da maior economia do planeta. Durante o qüinqüênio 2002-2006, o Produto Interno Bruto (PIB) americano cresceu 14%, enquanto na Europa e no Japão aumentaram 8%. Tamanha disparidade foi possível graças aos imensos volumes de importação que atenderam ao crescimento do consumo e permitiram manter a inflação em baixa.
Esta situação gerou déficits fiscais e em conta corrente que chegaram a uma média anual de 3,8 % e 5,4 % do PIB. Tais déficits foram financiados pelos países exportadores, que compravam títulos americanos, mantendo-os em reserva. Somente no período mencionado, o volume do déficit em conta corrente americano foi de US$ 3,2 trilhões, mais do que o dobro do tamanho do PIB do Brasil. As reservas da China, principal exportador para os Estados Unidos, passaram de US$ 292 bilhões no final de 2002 para US$ 1,6 trilhão no final de 2006.
Com o aumento dos juros americanos, que passaram de 1,25% no início de 2002 para 5,25% no final de 2006, os custos dos financiamentos subiram e a inadimplência cresceu. O aumento dos preços do petróleo e das principais commodities agrícolas e minerais colocou mais lenha na fogueira. Daí, até o estouro da bolha de crédito, foi só questão de tempo.
Agora, entramos no período de ajuste dos desequilíbrios. O dinamismo e segurança do ambiente de negócios e os altos investimentos em inovação e produtividade nos Estados Unidos nos dão garantias de que a correção chegará a bom termo. Mas dado o porte do problema, isso demanda tempo.
Parte da correção vem dos efeitos da desvalorização do dólar: o encarecimento das importações e o barateamento das exportações nos Estados Unidos, leva a uma redução do déficit comercial. Outra parte vem do aumento dos investimentos estrangeiros nos Estados Unidos: A queda do dólar torna muito atrativos os ativos americanos e parte das enormes reservas acumuladas pelos países emergentes tende a fluir para os Estados Unidos.
Durante o período que durar o processo de correção, os mercados devem ficar mais sensíveis, com medo de que a situação desande. Em 2008, a economia americana sofrerá forte desaquecimento podendo, inclusive, enfrentar um curto período de recessão. Economias como a da China e Índia, grandes exportadores para os Estados Unidos, deverão ter seu processo de crescimento reduzido em torno de dois pontos percentuais. A Europa e o Japão, devido à valorização das moedas locais em relação ao dólar, sofrerão pressão inflacionária e redução nos saldos em conta corrente, com impacto moderado sobre o crescimento do PIB. O Brasil, que exporta bastante para a Ásia, também sofrerá, com recuo do seu crescimento em torno de um ponto percentual.
Mas, para o Brasil, a crise internacional pode ser favorável. Se a economia mundial continuasse acelerada, os altos preços das commodities agrícolas e minerais e a escassez interna de energia poderiam pressionar a inflação a ponto de o Banco Central precisar elevar bastante as taxas de juros. Com menor crescimento econômico mundial, no entanto, esses preços não devem subir, ajudando a manter a inflação próxima da meta. Além disso, ganharemos tempo para que os investimentos feitos ao longo de 2007 possam maturar, ajudando a aumentar a capacidade de oferta no mercado interno.
Para os investimentos em bolsa de valores, a volatilidade deve continuar bastante alta ao longo de 2008. No entanto, o bom desempenho das principais empresas listadas na Bovespa ainda pode garantir rendimentos compensadores aos investidores.
O processo de internacionalização de grandes empresas brasileiras, o anúncio de aumento da produção de petróleo e gás natural pela Petrobras e os bons lucros dos principais bancos tornam o mercado acionário brasileiro bastante atrativo. O fortalecimento do ambiente de negócios, com inflação sob controle, dívida líquida do setor público em relação ao PIB em queda, câmbio estável e juros menores que em anos anteriores, tornam o Brasil menos vulnerável às crises internacionais.
Embora haja risco de turbulência neste período de ajuste da economia mundial, acredito que, para o Brasil, o processo será menos doloroso do que pressupõe a maioria dos analistas econômicos.
Alcides Domingues Leite Júnior, é professor de Mercado Financeiro da Trevisan Escola de Negócios
por Alcides Leite Júnior em Valor Online
12/03/2008
Se nas últimas semanas a avalanche de notícias tem deixado perplexos os especialistas em economia internacional, imagine como estão os demais mortais. Qualquer novo indicador econômico que saia nos Estados Unidos faz tremer o mercado financeiro aqui no Brasil. Diante disso, todos se perguntam: os Estados Unidos entrarão em recessão? Se isto ocorrer, qual será o tamanho e a duração dessa recessão? Ela vai contaminar a economia mundial? Em que medida? E o Brasil, sofrerá muito? E, sobretudo: isto nos atingirá pessoalmente?
Parece que o único consenso entre os analistas é de que a raiz do problema se encontra nos Estados Unidos. O excesso de consumo e a baixa quantidade de poupança, impulsionados pela expansão do crédito, geraram um forte desequilíbrio nas contas externas da maior economia do planeta. Durante o qüinqüênio 2002-2006, o Produto Interno Bruto (PIB) americano cresceu 14%, enquanto na Europa e no Japão aumentaram 8%. Tamanha disparidade foi possível graças aos imensos volumes de importação que atenderam ao crescimento do consumo e permitiram manter a inflação em baixa.
Esta situação gerou déficits fiscais e em conta corrente que chegaram a uma média anual de 3,8 % e 5,4 % do PIB. Tais déficits foram financiados pelos países exportadores, que compravam títulos americanos, mantendo-os em reserva. Somente no período mencionado, o volume do déficit em conta corrente americano foi de US$ 3,2 trilhões, mais do que o dobro do tamanho do PIB do Brasil. As reservas da China, principal exportador para os Estados Unidos, passaram de US$ 292 bilhões no final de 2002 para US$ 1,6 trilhão no final de 2006.
Com o aumento dos juros americanos, que passaram de 1,25% no início de 2002 para 5,25% no final de 2006, os custos dos financiamentos subiram e a inadimplência cresceu. O aumento dos preços do petróleo e das principais commodities agrícolas e minerais colocou mais lenha na fogueira. Daí, até o estouro da bolha de crédito, foi só questão de tempo.
Agora, entramos no período de ajuste dos desequilíbrios. O dinamismo e segurança do ambiente de negócios e os altos investimentos em inovação e produtividade nos Estados Unidos nos dão garantias de que a correção chegará a bom termo. Mas dado o porte do problema, isso demanda tempo.
Parte da correção vem dos efeitos da desvalorização do dólar: o encarecimento das importações e o barateamento das exportações nos Estados Unidos, leva a uma redução do déficit comercial. Outra parte vem do aumento dos investimentos estrangeiros nos Estados Unidos: A queda do dólar torna muito atrativos os ativos americanos e parte das enormes reservas acumuladas pelos países emergentes tende a fluir para os Estados Unidos.
Durante o período que durar o processo de correção, os mercados devem ficar mais sensíveis, com medo de que a situação desande. Em 2008, a economia americana sofrerá forte desaquecimento podendo, inclusive, enfrentar um curto período de recessão. Economias como a da China e Índia, grandes exportadores para os Estados Unidos, deverão ter seu processo de crescimento reduzido em torno de dois pontos percentuais. A Europa e o Japão, devido à valorização das moedas locais em relação ao dólar, sofrerão pressão inflacionária e redução nos saldos em conta corrente, com impacto moderado sobre o crescimento do PIB. O Brasil, que exporta bastante para a Ásia, também sofrerá, com recuo do seu crescimento em torno de um ponto percentual.
Mas, para o Brasil, a crise internacional pode ser favorável. Se a economia mundial continuasse acelerada, os altos preços das commodities agrícolas e minerais e a escassez interna de energia poderiam pressionar a inflação a ponto de o Banco Central precisar elevar bastante as taxas de juros. Com menor crescimento econômico mundial, no entanto, esses preços não devem subir, ajudando a manter a inflação próxima da meta. Além disso, ganharemos tempo para que os investimentos feitos ao longo de 2007 possam maturar, ajudando a aumentar a capacidade de oferta no mercado interno.
Para os investimentos em bolsa de valores, a volatilidade deve continuar bastante alta ao longo de 2008. No entanto, o bom desempenho das principais empresas listadas na Bovespa ainda pode garantir rendimentos compensadores aos investidores.
O processo de internacionalização de grandes empresas brasileiras, o anúncio de aumento da produção de petróleo e gás natural pela Petrobras e os bons lucros dos principais bancos tornam o mercado acionário brasileiro bastante atrativo. O fortalecimento do ambiente de negócios, com inflação sob controle, dívida líquida do setor público em relação ao PIB em queda, câmbio estável e juros menores que em anos anteriores, tornam o Brasil menos vulnerável às crises internacionais.
Embora haja risco de turbulência neste período de ajuste da economia mundial, acredito que, para o Brasil, o processo será menos doloroso do que pressupõe a maioria dos analistas econômicos.
Alcides Domingues Leite Júnior, é professor de Mercado Financeiro da Trevisan Escola de Negócios
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