quinta-feira, 22 de maio de 2008

Bolsas em Nova York fecham em alta

por Agência Estado
22.05.2008 20h42

As bolsas de Nova York fecharam em alta após os preços do petróleo terem recuado de um recorde de US$ 135 o barril. Na contramão do mercado, porém, a Ford apresentou novos sinais da ameaça que a alta das commodities representa para os lucros corporativos e os gastos dos consumidores.
O índice Dow Jones avançou 0,19%, ou 24,43 pontos, fechando aos 12.625,62 pontos. O Nasdaq Composto ganhou 0,67%, ou 16,31 pontos, para 2.464,58 pontos. O Standard & Poor's 500 registrou elevação de 0,26%, ou 3,64 pontos, em 1.394,35 pontos.
As ações da Ford despencaram 8,2%, ou US$ 0,64, para US$ 7,16, depois de a montadora anunciar novos cortes de produção e dizer que não atingirá a meta de voltar a exibir lucro anual em 2009. A companhia apontou o enfraquecimento da demanda e a elevação dos preços das commodities.
O comunicado da montadora chegou um dia depois de a AMR, controladora da American Airlines, anunciar que reduzirá a capacidade e cobrará pelo embarque de bagagens, em resposta aos custos dos combustíveis. Nesta quinta-feira, ante a queda da cotação do petróleo, as ações da AMR recuperaram parte das perdas de ontem e fecharam com alta de 5,5%, a US$ 6,56.

quarta-feira, 21 de maio de 2008

Bolsa de NY tem queda forte com ata do Fed e petróleo

por Renato Martins da Agência Estado
21.05.2008 18h37

O mercado americano de ações fechou em queda forte e o índice Dow Jones acumula sua maior queda em dois dias consecutivos desde o fim de fevereiro. O mercado reagiu à nova alta dos preços do petróleo, que fechou acima dos US$ 133 por barril, e à ata da última reunião do Federal Reserve (Fed, banco central dos EUA), que sugere que as taxas de juro não voltarão a ser reduzidas em breve por causa do temor quanto à inflação.
Todas as 30 componentes do Dow Jones fecharam em queda. Os destaques negativos foram as ações do setor financeiro: Citigroup desabou 4,75%, JPMorgan Chase perdeu 2,93%, AIG recuou 3,04%, Bank of America cedeu 2,15% e American Express caiu 3,87%.
Pela primeira vez desde o começo de 2002, as ações do setor de tecnologia superaram as do setor financeiro em termos de peso porcentual no índice S&P-500, refletindo as quedas fortes das ações dos bancos, das financeiras e das seguradoras nos últimos meses. Desde as máximas alcançadas pelo índice em outubro do ano passado, o componente do setor financeiro do S&P-500 caiu 29%, enquanto o de tecnologia recuou apenas 8,7%. As ações da agência de classificação de crédito Moody's caíram 15,92%, maior queda desde 1999, depois de a empresa anunciar que pediu uma investigação externa sobre os procedimentos que a levaram a cometer erros graves na concessão de ratings elevados para US$ 4 bilhões em instrumentos financeiros conhecidos como "obrigações de dívida de proporção constante".
As ações da Boeing caíram 4,64% e as da General Motors recuaram 3,73%, afetadas tanto pela alta dos preços do petróleo como pela perspectiva de que os consumidores passem a gastar menos. Entre as companhias aéreas, as ações da American Airlines caíram 24,15%, depois de a empresa anunciar que deverá reduzir sua capacidade em 12% até o quarto trimestre, para cortar custos. "Petróleo a US$ 130 era algo impensável há poucos meses. As empresas aéreas simplesmente não estão estruturadas para lidar com isso", comentou Christopher Altschul, da Highlander Fund Management.
O índice Dow Jones fechou em queda de 1,77%, em 12.601,19 pontos. O Nasdaq encerrou em baixa de 1,77%, em 2.448,27 pontos. O S&P-500 caiu 1,61%, para 1.390,71 pontos. O NYSE Composite perdeu 1,46% e fechou em 9.397,03 pontos. As informações são da Dow Jones.

Bolsa fecha em baixa de 1,7% após 4 recordes seguidos

por Claudia Violante da Agência Estado
21.05.2008 17h34

A Bovespa fechou hoje em queda, depois de quatro fechamentos recordes sucessivos. O recuo dos estoques de petróleo nos Estados Unidos ampliou a alta dos preços da commodity, que registraram novos níveis inéditos, acima de US$ 133 por barril. Isso pesou sobre as ações em Wall Street, cujas perdas foram amplificadas pelo teor negativo da ata da última reunião do Federal Reserve (Fed, banco central dos EUA). Do lado doméstico, as ações da Petrobras tiveram outro pregão exuberante e impediram um tombo maior da Bolsa.
O Ibovespa, principal índice, encerrou o pregão em baixa de 1,66%, aos 72.294,8 pontos. Oscilou entre os 72.150 pontos (-1,86%) e os 73.780 pontos (+0,36), nova máxima histórica. Com o resultado de hoje, os ganhos acumulados em maio diminuíram a 6,52%, e os do ano, a 13,16%. O volume financeiro totalizou R$ 7,56 bilhões, dos quais R$ 1,807 bilhão foi movimentado apenas pelas ações preferenciais (PN) da Petrobras.
Até a ata do Fed, às 15 horas, as bolsas registravam perdas, mas contidas. Depois que o BC americano sinalizou que o ciclo de cortes na taxa básica de juros do país parece ter chegado ao fim, a queda foi ampliada. Os analistas até esperavam que isso pudesse acontecer, mas o que azedou os humores foi que o ciclo de cortes deve parar não porque a economia se recuperou da crise, mas porque a inflação é motivo de preocupação. Junto com a ata, o Fed divulgou revisões em suas projeções para o crescimento econômico, a inflação e o desemprego. A previsão atual é de que o PIB cresça entre 0,3% e 1,2% neste ano (contra projeção entre 1,3% e 2%, feita em janeiro). A estimativa de desemprego no ano foi elevada, assim como a de preços ao consumidor.
Para a previsão de inflação, o petróleo é um dos principais vilões. A commodity trabalhou o dia todo pressionada por causa dos estoques fracos divulgados hoje nos EUA. No fechamento, o petróleo subiu 3,25% em Nova York, para o recorde de US$ 133,17 por barril. Nas bolsas de valores americanas, o índice Dow Jones fechou em baixa de 1,77%, o Nasdaq também caiu 1,77% e o S&P teve perda de 1,61%.
As ações da Petrobras, mais uma vez, foram beneficiadas da alta do petróleo e serviram para equilibrar as perdas do Ibovespa. Petrobras ON subiu 1,30% e Petrobras PN, 1,65%. Os papéis ainda avançaram na esteira do relatório do banco Credit Suisse elevando o preço-alvo das ações da estatal, divulgado ontem, e com a expectativa de um novo campo de petróleo no Espírito Santo, perfurado em parceria com a portuguesa Galp (as ações dessa empresa subiram 5% na Bolsa de Lisboa com a notícia).

Petrobras confirma descoberta no campo Bem-Te-Vi

por Kelly Lima da Agência Estado
21.05.2008 18h45

A Petrobras confirmou nesta noite que foram encontrados indícios de petróleo na área do pré-sal no bloco BM-S-8, cujo prospecto vem sendo chamado de Bem-Te-Vi. A área, localizada na Bacia de Santos, é operada pela Petrobras (66%) em parceria com a americana Shell (20%) e a portuguesa Galp Energia (14%). Segundo nota divulgada pela Petrobras, a confirmação foi feita a partir da perfuração do poço 1-BRSA-532A-SPS (1-SPS-52A). Análises preliminares indicam que a densidade do petróleo está entre 25º e 28º API, comparável a de outras descobertas do pré-sal da Bacia de Santos.
O poço pioneiro, segundo a nota da Petrobras, está localizado a cerca de 250 quilômetros da costa do Estado de São Paulo, em águas onde a profundidade é de 2.139 metros. A perfuração foi concluída no dia 18, na profundidade de 6.773 metros, e a descoberta comprovada pela análise de amostras de petróleo por meio de teste de formação em reservatórios situados a cerca de 6 mil metros de profundidade. No dia 6 de março, a estatal já havia comunicado à Agência Nacional do Petróleo (ANP) indícios de petróleo na mesma área, mas numa profundidade menor.
Segundo a Petrobras, o consórcio prepara Plano de Avaliação de Descoberta a ser encaminhado à ANP, conforme previsto no Contrato de Concessão, dando continuidade às atividades e investimentos no bloco BM-S-8.
A descoberta já vinha sendo aguardada pelo mercado. Em entrevista ontem em Portugal para comentar o balanço da empresa no primeiro trimestre do ano, o presidente da Galp, Ferreira de Oliveira, havia anunciado que resultados na área poderiam ser esperados para breve.

Fed: pressão inflacionária deixa pouco espaço para mais flexibilização monetária

por Nathália A. Terra Pereira
21/05/08 15h47
InfoMoney


SÃO PAULO - O Federal Reserve divulgou nesta quarta-feira (21) a minuta de sua última reunião, realizada em 30 de abril, quando cortou a Fed Funds Rate em 25 pontos-base. O documento veio permeado por temores acerca das pressões inflacionárias no país.
Segundo a autoridade monetária, a redução implementada no juro básico do país em abril, para o atual patamar de 2% ao ano, foi uma "decisão apertada" entre seus membros, uma vez que os riscos para um cenário inflacionário estável no país são cada vez maiores.
No entanto, acabou por prevalecer a visão no colegiado de que uma flexibilização monetária adicional era necessária à época, a fim de não somente estimular a atividade econômica do país, mas bem como sustentar uma recuperação dos mercados financeiros.

Flexibilização monetária perto do fim

Todavia, o temor da autoridade com a aceleração da inflação no país, lastreada principalmente pelo expressivo aumento no preço de itens como alimentação e energia, com a disparada da cotação do petróleo no mercado internacional, cresceu de forma expressiva entre as duas últimas reuniões, segundo a ata.
Desta forma, o Federal Reserve deixa implícito que há pouco espaço para maior flexibilização monetária no país, o que coincide com as projeções do mercado. Ainda mais porque, segundo o comitê, embora ainda penalizada, a economia norte-americana deve aos poucos mostrar recuperação, muito devido ao pacote de estímulos fiscais.
"Os riscos para o crescimento econômico agora se encontram menores quando comparados aos riscos ao cenário inflacionário", afirma o Fed em sua minuta. Ademais, as condições no mercado financeiro mostraram certa melhora nos últimos meses, diminuindo a necessidade de reduzir ainda mais a taxa básica de juro a fim de estimular a liquidez e a concessão de empréstimos.

Revisão de perspectivas

Apesar disso, o Fed revisou negativamente suas perspectivas para a expansão do PIB (Produto Interno Bruto) norte-americano em 2008 de um intervalo de 1,3% a 2% para um intervalo de 0,3% a 1,2%. Para 2009, o intervalo esperado pela autoridade é de 2% a 2,8%.
Em contrapartida, as expectativas para a inflação neste ano, excluídos itens mais voláteis, como os de alimentação e energia, foram acrescidas de um intervalo de 2% a 2,2% para um intervalo esperado de 2,2% a 2,4%.

Histórico dos cortes no juro

Desde que a crise do subprime irrompeu sobre a economia norte-americana na segunda metade do ano passado, o Federal Reserve vem optando por uma expressiva flexibilização monetária no país a fim de evitar a instalação de um quadro recessivo, tendo cortado 325 pontos-base do juro básico em um período de nove meses.
Entretanto, projeções crescentes entre analistas dão conta de que as reduções na Fed Funds Rate estejam próximas de seu fim, tendo em vista a preocupante deterioração do cenário inflacionário norte-americano, como demonstrou, por exemplo, o núcleo do índice de preços ao produtor na última terça-feira.

Carteiras de ações saem do vermelho e voltam a crescer

por Adriana Cotias e Danilo Fariello de Valor Online
21/05/2008

Pela primeira vez no ano, captação e rentabilidade acumuladas dos fundos de ações têm sinal positivo. Os investidores reagiram à melhora da classificação de crédito brasileiro e ao bom desempenho da Bovespa e voltaram a demonstrar apetite por risco. Em maio, até o dia 16, as carteiras de renda variável atraíram R$ 506 milhões, segundo dados do site financeiro Fortuna. A movimentação reverteu um saldo que tinha se tornado negativo no ano para um ingresso total de R$ 42 milhões. O dinheiro novo acompanhou a retomada de um rendimento de 10,39% em maio e de 9,87% em 2008.
Ao longo do primeiro trimestre, os investidores bem que resistiram aos maus tempos do mercado acionário e mantiveram seus aportes, na crença de que cedo ou tarde a recuperação viria. Em abril, justamente quando o índice inverteu a direção e apontou para cima, os resgates prevaleceram. Em maio, já sob os holofotes do grau de investimento e com o Ibovespa batendo recorde atrás de recorde, as captações começaram a responder.
Nos últimos nove meses, desde a crise das hipotecas americanas de alto risco, os investidores tiveram de aprender a lidar com um ambiente mais volátil. Aqueles com menos estômago acabaram migrando para carteiras mais conservadoras, como os fundos de renda fixa e atrelados ao CDI. Os que estão entrando agora são, portanto, aplicadores mais preparados para enfrentar todo esse sobe-e-desce e chegam com um viés de médio e longo prazo, diz o vice-presidente da SulAmérica Investimentos, Marcelo Pimentel Mello. "É um perfil que entende que a maior volatilidade pode trazer retornos superiores ao do CDI ao longo do tempo e sabe o que esperar dos momentos mais adversos."
O selo de investimento não-especulativo, conferido pela Standard & Poor's no fim de abril , se confirmado por outra agência de classificação de risco, fará com que Brasil entre no radar de aplicadores internacionais que até agora não investem aqui, como os fundos de pensão americanos. Junto com os bons fundamentos das companhias brasileiras, isso deve representar dinheiro novo para a bolsa e é essa combinação que os investidores locais estão tentando antecipar, acrescenta Mello. Para ele, setores ligados ao mercado interno, como logística, bancos, varejo e construção civil são os mais favorecidos, apesar do ciclo recente de aperto monetário.
Apesar da alta temporária da taxa básica, o investidor faz bem em optar por fundos de ações, porque a tendência é que a Selic volte a cair, diz Wagner Salaverry, da Geração Futuro. "Não dá para considerar que o Brasil continuará pagando juro tão alto sendo grau de investimento", afirma. Por isso, defende, os investidores devem continuar migrando da renda fixa para a variável. "Mas não é possível esperar e adivinhar o momento em que isso vai virar de novo (a trajetória do juro)."
Além da expectativa de que a Selic tornará a cair, o fato de as empresas brasileiras terem apresentado bons números recentemente - principalmente nos setores automobilístico, de mineração, petróleo e logística - e a expectativa de continuação de entrada e estrangeiros favorecem as apostas em bolsa.
No começo do ano, os aplicadores, principalmente os mais novos, ficaram temerosos e se retraíram. Tanto que o principal fundo da Geração, o Programado FIA, apresentou crescimento no número de cotistas em todos os meses, mas resgates líquidos em abril. O "investment grade" mudou essa rota. "Quem já investia colocou mais e quem não investia começou."

Buffett vai às compras e sugere: "Me telefonem"

por Assis Moreira de Valor Online
21/05/2008


Warren Buffett: "Eu certamente compraria uma companhia brasileira e me sentiria muito confortável com isso"
O homem mais rico do mundo, o investidor Warren Buffett, sinalizou ontem que está aberto para fazer aquisição no Brasil. E fez uma sugestão a quem estiver interessado em vender: "Telefonem-me".
"Eu certamente compraria uma companhia brasileira e me sentiria muito confortável com isso", disse ele ao Valor.
Mas ressalvou que há dois critérios para um negócio: primeiro, ele precisa entender o que a companhia faz. E segundo, a empresa precisa ter ganhos anuais de pelo menos US$ 75 milhões antes de impostos.
Durante entrevista em Lausanne, onde demonstrou interesse também por outras regiões, ele deu até o número do telefone para procurá-la: 402-346-1400. Mais tarde, o Valor telefonou para o número, nos EUA, e pediu para falar com Buffett. A telefonista indagou qual o assunto, e depois retrucou que os critérios para aquisições encontram-se na internet.
Para Buffett, quanto maior o país, mais provável encontrar um negócio com os critérios, e sugeriu que os interessados enviem também fax ou carta.
Procurando ilustrar seu interesse no Brasil, ele disse que o real é a única moeda estrangeira que mantém em seu portfólio este ano. "´Com o real a 1,65 (em relação ao dolar), estou muito contente que fizemos isso"´, afirmou. No ano passado, sua aposta no real lhe rendeu US$ 100 milhões.
Warren Buffett está em viagem pela Europa procurando companhias familiares para investir. Passou por Frankfurt, ontem esteve em Lausanne e vai agora para Espanha e Itália.
Na entrevista realizada no campus do IMD, a principal escola de executivos da Europa, ele disse que seu "tour" para eventual aquisição na Europa não significa desapontamento com os negócios nos EUA.
O que acontece, segundo ele, é que sua holding de investimentos Berkshire Hathaway, está "mais na mente de proprietários nos EUA do que na Europa" e espera que a viagem possa corrigir essa situação.
Reiterou que quando compra um negócio, pensa no longo prazo. E provocou risos da platéia quando respondeu a um jornalista da Noruega: "Se você achar uma empresa norueguesa com mais de US$ 75 milhões de ganho antes dos impostos e tem um negócio que eu entenda, eu pago a você uma comissão".
Certo mesmo é que não é esta semana que ele espera fechar qualquer compra na Europa. Tampouco citou alvos específicos na Europa. Mencionou exemplos de negócios que entende, com o da Nestlé, mas disse que ela não está na lista, ou da Rolex, a companhia relojoeira de luxo, "mas eles não me telefonaram".
No IMD, ele estava acompanhado de Eitan Wertheimer, presidente da Iscar Metalworking, uma empresa familiar israelense, da qual adquiriu 80% recentemente, e ilustrou como opera.
Contou que as vezes não precisa de mais de 15 minutos, as vezes menos, para fechar um negócio. "Quando vejo que não temos os mesmos valores, digo logo que é melhor parar por aqui, não vamos perder tempo". No caso da Iscar, ele recebeu uma carta de página e meia do proprietário e percebeu que tinha os princípios de negócio que ele respeita - a paixão pela empresa, crescimento de longo prazo e nenhuma obsessão por ganhos imediatos. Ao ler a carta, decidiu conhecer o proprietário e futuro sócio.
A passagem de Buffett pelo IMD, ontem, chegou a ser transmitida ao vivo em alguns momentos por um canal de TV de notícias econômicas.
O chamado "oráculo de Ohama", sua cidade em Nebraska, disse que a queda do dolar contra o euro e outras moedas não afetou seus investimentos, e que tanto faz aquisições em euro como também ganha nessa moeda. Acredita que o euro continuará relativamente forte no longo prazo, mas não entrou em detalhes.
Indagado qual é o sentimento de ser o homem mais rico do mundo, com fortuna superior a US$ 50 bilhões, Warren Buffett retrucou que isso não aumentou o uso de seu cheque, e continua morando na mesma casa avaliada em US$ 700 mil.
Ele contou que fez o primeiro negócio com 11 anos de idade, negociando ações; aos 25 anos já tinha o dinheiro de que precisava para as coisas que queria, mas que ser muito rico não é ruim.

IBOV...após 20/05... tendência de queda, mas PETR4 pode fazer a diferença!..


O IBOVESPA abriu nos 73.444 pontos e na esteira dos índices futuros em forte queda, iniciou processo de realização, perdendo o suporte dos 73 mil pontos, vindo a buscar no final da metade do pregão, a mínima em 72.146 pontos. A partir daí, capitaneada por PETR4, em forte alta pela cotação do petróleo nos mercados futuros e na contramão das demais "blue chips", rompeu novamente os 73 mil pontos, vindo buscar nova máxima do dia, no leilão de fechamento em 73.522 pontos, finalizando em seguida nos 73.517 pontos (alta de +0,11%).

Análise: Apesar de fechar praticamente estável, na contramão de DJI e inversamente a de várias "blue chips" do próprio Ibovespa, que finalizaram em queda, essa reação do Ibov se deu quase que exclusivamente por conta do carro-chefe PETR4 que ao final do pregão apresentava alta próxima de 4%. Os principais indicadores no gráfico diário como o IFR, o Estocástico estão em região muito "sobrecomprada" enquanto o CCI/Ma cruzamento e o oscilador de momentos sinalizam tendência de queda. Analisando o gráfico de "30 minutos", observamos que o IFR está indefinido, o Estocástico e o CCI/Ma cruzamento sinalizam alta, enquanto o oscilador de momentos, aponta leve "divergência baixista". O "candle" formado no gráfico diário é um martelo longo, tipo "guarda-chuva de papel", indicador de uma possível reversão de tendência.

Atenção: Petrobrás pode voltar a fazer a diferença!...

Suportes imediatos em 73.100, 72.800, 72.400, 72.160 e 72.040 pontos.
Resistências prováveis em 73.630, 73.800, 73.900 e 74.000 pontos.

terça-feira, 20 de maio de 2008

DJI...após 20/05...ainda com tendência de queda!...


DJI abriu em queda nos 13.026 pontos e na esteira dos mercados futuros, em forte queda provocada pelo índice de inflação acima do esperado, aliado à alta do petróleo, foi derrubando todos os suportes no patamar dos 12.900 e dos 12.800 pontos, vindo buscar suporte na mínima do dia em 12.782 pontos. A partir daí, nas últimas duas horas de pregão, esboçou pequena reação, retomando a casa dos 12.800 pontos e finalizando em 12.828 pontos (-1,53%).

Como previsto na AT, a queda de DJI já era esperada. Ao perder o suporte nos 12.890 pontos, detonou a LTA iniciada em 10 de março. DJI que antes operava no patamar entre os 12.900 e 13.100 pontos, poderá ficar agora em "congestão" entre os 12.700/12.800 e 13.000 pontos. A leitura da ata da reunião do FED programada para as 15:15 horas desta quarta poderá definir um novo patamar.

Análise gráfica: Indicadores do gráfico diário continuam sinalizando a continuidade da tendência de queda. No gráfico de "30 minutos", apesar do estocástico estar sinalizando alta, o oscilador de momentos sinaliza "divergência baixista".Suportes imediatos em 12.780, 12.715 e 12.600 pontos. Resistências em 12.845, 12.890, 13.026, 13.075, 13.137 e 13.280 pontos.

Bolsa de NY tem queda forte com inflação e petróleo

por Renato Martins da Agência Estado
20.05.2008 18h39

O mercado americano de ações fechou em queda forte, em reação a sinais de aceleração da inflação, nova alta dos preços do petróleo, informes de resultados de empresas e rebaixamentos de previsões sobre lucros. Pela manhã, o Departamento do Trabalho dos EUA informou que o núcleo do índice de preços ao produtor (PPI) subiu 0,4% em abril, o dobro do que os economistas previam.
"No fim das contas, a principal questão diante dos mercados neste momento já não é a crise de crédito, nem a economia. É o petróleo", comentou o estrategista James Paulsen, da Wells Capital Management. "A indústria está prevendo uma aceleração dos preços que poderia se alastrar por toda a economia", disse Elizabeth Miller, da Trevor Stewart Burton & Jacobs.
Das 30 componentes do Dow Jones, apenas duas ações fecharam em alta, ambas do setor de petróleo (ExxonMobil subiu 0,21% e Chevron avançou 0,87%), em reação à alta dos preços do produto. Rebaixamentos de previsão de lucros pela influente analista Meredith Whitney, da Oppenheimer, fizeram as ações dos bancos sofrerem quedas fortes: JPMorgan Chase despencou 4,98%, Citigroup perdeu 3,83%, Bank of America cedeu 1,97%, entre outros. Entre os bancos de investimento, as ações do Morgan Stanley caíram 3,03% e as do Goldman Sachs recuaram 1,07%, após rebaixamento de previsão se lucros pelos analistas do Lehman Brothers.
As ações do setor de comércio varejista caíram, em reação aos informes de resultados da Target (-1,15%) e da Home Depot (-5,20%). No setor de tecnologia, as ações da Microsoft caíram 2,38%, depois de o Wall Street Journal dizer que uma alternativa à aquisição do Yahoo! seria o desmembramento da empresa.
O índice Dow Jones fechou em queda de 1,53%, em 12.828,68 pontos. O Nasdaq encerrou com perda de 0,95%, em 2.492,26 pontos. O S&P-500 caiu 0,93%, para 1.413,40 pontos. O NYSE Composite recuou 0,70%, para 9.536,01 pontos. As informações são da Dow Jones.

Bolsa sobe apenas 0,11%, mas bate 10º recorde do ano

por Claudia Violante da Agência Estado
20.05.2008 17h41

A Petrobras, mais uma vez, carregou a Bovespa para mais um fechamento em alta. Embora tímida, a elevação garantiu outro recorde, o 10º do ano. O fechamento histórico do petróleo no mercado externo sustentou os papéis da Petrobras, de longe os mais negociados da sessão. Além disso, um relatório do banco Credit Suisse elevou a projeção para os ADRs (recibos de ações negociados nos EUA) da empresa para US$ 107 e das ações para R$ 86, além de ter elevado a previsão para o barril de petróleo no exterior para US$ 116 no período de 2010/2012, de US$ 90 na projeção anterior.
A recuperação do índice se deu na reta final da sessão. O Ibovespa havia batido em 72.146 pontos na mínima do dia, em baixa de 1,76%, mas foi recuperando-se até a máxima de 73.522 pontos (+0,11%), para então fechar em 73.516,9 pontos (+0,11%). Com o resultado de hoje, os ganhos acumulados em maio somam 8,32%, e, no ano, 15,07%. O volume financeiro somou R$ 7,024 bilhões. Petrobras PN fechou em alta de 3,32%, na máxima do dia, a R$ 51,66. Petrobras ON avançou 3,03%, para R$ 61,50.
A Bovespa tinha tudo para ter uma realização de lucros hoje. E ela até aconteceu praticamente em toda a sessão. A inspiração foi americana: por causa dos indicadores ruins, o índice Dow Jones caiu 1,53%, o S&P, 0,93%, e o Nasdaq, ,95%. Lá o índice de atividade da regional do Federal Reserve (Fed, banco central dos EUA) de Chicago reforçou a percepção de que o consumo não está forte o suficiente para impedir uma recessão nos EUA, ao mostrar queda para -1,17 em abril, de -0,98 em março. O índice do mês passado foi o menor desde os meses associados à recessão de 2001. Para ajudar, dois balanços foram ruins, dos quais os números da Home Depot se sobressaem. No trimestre encerrado em 4 de maio, a varejista teve lucro líquido de US$ 356 milhões, ou US$ 0,21 por ação, abaixo dos US$ 1,05 bilhão, ou US$ 0,53 por ação, um ano antes.
O dado mais pessimista, porém, foi outro, o índice de inflação ao produtor nos EUA. A inflação em abril foi de 0,2%, metade do previsto, mas o núcleo do índice - sem os dados voláteis de alimentos e energia -, o que é realmente levado em conta, subiu 0,4%, o dobro das projeções. Além disso, o novo recorde do petróleo ficou o dia todo pesando sobre os papéis americanos. Na Bolsa Mercantil de Nova York, o petróleo subiu 1,59%, para o nível histórico de US$ 129,07 por barril.

IBOV...após 19/05...mesmo após alta, divergência baixista permanece..


O IBOVESPA abriu nos 72.766 pontos (mínima do dia) e na primeira hora de pregão, veio buscar a mínima nos 72.457 pontos. A partir daí em sintonia com DJI, rompeu os 73 mil pontos, vindo a buscar a máxima do dia nos 73.794 pontos. Na segunda metade do pregão, com a realização de DJI, veio buscar suporte nos 72.900 pontos. Na última hora e meia de pregão, após ter retomado os 73 mil pontos, oscilou vindo buscar novamente suporte em 72.850 pontos, mas com a recuperação de DJI, no final do pregão finalizou em 73.439 pontos (alta de 0,99%).

Análise: Apesar da alta consolidada no fechamento do Ibovespa, por reação na última hora de pregão, o Ibovespa apresentou muita volatilidade, em função do desempenho de DJI. Os principais indicadores no gráfico diário como o IFR, o Estocástico e o CCI/Ma cruzamento estão apresentando tendência de alta, porém em região muito "sobrecomprada". Analisando o gráfico de "30 minutos", observamos que o IFR e o Estocástico também sinalizam alta, enquanto o CCI/Ma cruzamento sinaliza tendência baixista e o oscilador de momentos, aponta leve "divergência baixista".

Suportes imediatos em 73.100, 72.850, 72.500, 72,000 e 71.500 pontos.
Resistências prováveis em 73.750, 73.900 e 74.100 pontos.

DJI...após 19/05...continua com tendência de queda...


DJI abriu em 12.985 pontos e na primeira meia-hora de pregão veio buscar a mínima do dia em 12.963 pontos. A partir daí, nessa primeira metade do pregão, retomou o patamar dos 13 mil pontos, até encontrar resistência em 13.137 pontos (máxima do dia). Na segunda metade do pregão realizou parte dos ganhos até vir buscar suporte em 12.990 pontos. A partir daí, pequena reação para finalizar em 13.028 pontos (+0,32%).

DJI está tentando se manter no patamar dos 13 mil pontos. Ao atingir a resistência nos 13.137 pontos removeu com isso a LTB anterior (apoiada no topo de 13.132 pontos). Está esperando a divulgação dos indicadores econômicos desta semana, inclusive o conteúdo da ata do FED, nesta próxima quarta, dia 21/05. Até lá deverá ficar nessa "congestão" entre os 12.800/12.900 e 13.200 pontos. Suportes imediatos em 12.990, 12.970, 12.925 e 12.890 pontos. Resistências em 13.075, 13.095, 13.127 (na LTB), 13.137 e 13.280 pontos.

Análise gráfica: a queda ocorrida na segunda metade do pregão, fez com que no gráfico de "30 minutos" os principais indicadores sinalizassem tendência de queda. O gráfico diário formou um "candle" semelhante a um "martelo invertido", indicativo de reversão de tendência, o que pode novamente trazer DJI para o patamar dos 12.900 pontos.

segunda-feira, 19 de maio de 2008

Dow Jones avança, mas Nasdaq recua com tecnologia

por Renato Martins da Agência Estado
19.05.2008 18h27

O mercado americano de ações fechou com os principais índices em direções divergentes, o Dow Jones em alta e o Nasdaq em queda, pressionado pela baixa de algumas ações de tecnologia. O S&P-500 teve uma leve alta, mas isso foi suficiente para que ele se elevasse acima da média dos últimos 200 dias pela primeira vez neste ano.
Entre as componentes do Dow Jones, o destaque positivo foi Alcoa, com alta de 3,34%, em reação à alta dos preços dos metais. As ações do setor de petróleo também subiram, em reação à nova elevação dos preços do produto: ExxonMobil ganhou 1,82% e Chevron subiu 1,81%. No setor de comércio varejista, as ações da Lowe's caíram 2,57%, em reação a seu informe de resultados; as da Wal Mart recuaram 1,12%.
No setor de tecnologia, as ações da Amazon.com subiram 7,62%, em reação a uma recomendação dos analistas do Goldman Sachs. As da indústria de equipamentos de armazenagem de dados SanDisk caíram 7,46%, depois de a empresa fazer um alerta de queda nas vendas. As ações da Microsoft caíram 1,77%, em reação ao informe de que a empresa está retomando seu esforço para comprar o Yahoo! (cujas ações subiram 0,07%) para concorrer com o Google (-0,44%).
O índice Dow Jones fechou em alta de 0,32%, em 13.028,16 pontos. O Nasdaq fechou em queda de 0,50%, em 2.516,09 pontos. O S&P-500 subiu 0,09%, para 1.426,63 pontos. O NYSE Composite recuou 0,002%, para 9.602,78 pontos. As informações são da Dow Jones.

Ibovespa avança 0,92% e bate 3º recorde seguido

por Claudia Violante da Agência Estado
19.05.2008 17h28

A Bovespa não conseguiu sustentar os ganhos registrados até o início da tarde, quando rompeu os 73 mil pontos e se aproximou dos 74 mil. Mas a realização de lucros que se seguiu ao vencimento de opções sobre ações foi insuficiente para permitir um fechamento negativo. O que significa que a Bolsa doméstica registrou mais um recorde de fechamento, o nono de 2008 e o terceiro consecutivo.
O Ibovespa, principal índice, fechou no patamar inédito de 73 mil pontos: com a alta de 0,92%, para 73.438,8 pontos, substituiu o recorde de sexta-feira (72.766,9 pontos). A alta de hoje elevou o resultado acumulado em maio para 8,21%. No ano, a bolsa já subiu 14,95%. O índice também bateu nova pontuação máxima histórica (recorde intraday, registrado durante o pregão), aos 73.794 pontos (+1,41%). Na mínima do dia, caiu 0,43%, aos 72.458 pontos. O volume financeiro foi de R$ 11,702 bilhões. Do total, R$ 4,007 bilhões referem-se ao vencimento de opções sobre ações, sendo R$ 3,989 bilhões em opções de compra e R$ 17,586 milhões em opções de venda.
Vale ON pesou sobre o índice por causa dos ganhos acumulados na semana passada (ao redor de 8%) e também pela queda dos metais básicos no exterior. A ação recuou 0,82%. Vale PNA, no entanto, subiu 0,14%. Petrobras, além de ter registrado ganhos mais modestos na semana passada (ao redor de 5%), teve um empurrão do petróleo, que, assim como o Ibovespa, bateu mais um recorde. Petrobras ON subiu 3,09% e Petrobras PN, na terceira maior alta do Ibovespa, avançou 3,84%.
O petróleo negociado na Bolsa Mercantil de Nova York subiu 0,6%, para US$ 127,05 por barril. O presidente da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep), Chakib Khelil, disse hoje que o cartel não tomará nenhuma decisão sobre níveis de produção de petróleo antes de encontro marcado para setembro, em Viena. Os EUA têm pedido que a Opep eleve a produção para conter os altos preços dos combustíveis.
Passado o vencimento de opções sobre ações, a Bovespa deve trabalhar mais colada às bolsas americanas nos próximos dias, comportamento já visto hoje no período da tarde. O índice Dow Jones fechou em +0,32% e o S&P subiu 0,09%. O dado de indicadores antecedentes dos Estados Unidos de abril ajudou a dar suporte às bolsas nova-iorquinas ao subir 0,1%, ante previsão de queda de 0,1%. Por outro lado, o petróleo em elevação fez os ganhos diminuírem. O índice Nasdaq caiu 0,50%, influenciado pela queda de Microsoft e Yahoo!. No final de semana, a empresa fundada por Bill Gates anunciou que pretende negociar uma parceria com a Yahoo!, depois que sua tentativa de compra do site de buscas falhou.

Estudo sugere recuperação apenas parcial em Wall Street


E.S. Browning, The Wall Street Journal

VALOR ONLINE
19/05/2008

Será que ela chegou para ficar ou é apenas uma bonança efêmera? É isso que os investidores querem saber sobre a alta recente das bolsas americanas.
Depois de um início de ano pedregoso, a Média Industrial Dow Jones subiu quase 11% desde 10 de março. Ela só está em queda de 8,3% em relação ao recorde de outubro passado, muito mais forte do que muita gente esperava.
Pessoas como Eric Bjorgen, da Leuthold Group, uma firma de administração de recursos e de análise com sede em Minneapolis, se perguntam se a alta é algo em que podem investir no médio prazo ou apenas um espasmo do mercado pessimista que logo vai se dissipar.
Para descobrir isso, Bjorgen analisou o processo de recuperação de dez ações. Ele queria saber quais os tipos de papéis que geralmente se valorizam quando o mercado enfrenta problemas sérios, e se são essas as ações atualmente em alta. Ele descobriu algumas anomalias. Durante os últimos 60 anos, as ações que lideravam a recuperação dos mercados eram geralmente ligadas ao consumidor final: hotéis, resorts, navios de cruzeiro, grandes varejistas, bancos e construção de residências. Os investidores apostavam numa retomada do consumo.
Desta vez, apenas alguns poucos integrantes desse segmento estão no cerne da alta, como as empresas de crédito pessoal, lojas de móveis e decoração e varejistas online. Estão puxando a recuperação mais e mais empresas da indústria pesada, que geralmente demoram para se valorizar durante a ascensão do mercado, especialmente as ligadas a carvão, aço, fertilizantes, petróleo e gases industriais.
Bjorgen diz temer que os investidores estejam enxergando as coisas de modo invertido. Eles estão mostrando confiança em áreas que subiram no fim do último período de alta, por causa da força da economia mundial. Não estão mostrando confiança nas ações ligadas a consumo final que geralmente lideram os períodos de recuperação prolongada, já que o consumo representa a grande maioria da atividade econômica nos Estados Unidos.

"Esse tipo de coisa sugere que este não é um mercado em alta e sim um avanço de um mercado em queda", diz Bjorgen.

Ele alerta que ainda é cedo demais para tirar conclusões definitivas. O mercado se recuperou por apenas dois meses e estudos sobre episódios de alta ocorridos no passado analisaram os ganhos em períodos mais longos. Mas, enquanto espera por sinais mais definitivos, a Leuthold Group mantém seus investimentos em estado neutro, com cerca de 50% em ações e o resto em títulos e dinheiro vivo.
Um número crescente de investidores está ficando mais otimista, o que ajuda a explicar a força recente das bolsas. As pessoas que mantinham seu dinheiro fora do jogo começaram novamente a entrar em campo, apreensivos com a possibilidade de ficar para trás em meio a uma alta. Surgiu uma visão mais ampla de que embora muitas oscilações ainda vão ocorrer, os índices mais amplos não cairão muito mais do que o nível mais baixo alcançado em 10 de março.
A esperança de dias melhores também vem se espalhando entre os economistas, encorajados pelos dados que indicam que as vendas do varejo não foram tão ruins quanto o esperado, assim como o crescimento e o desemprego, que vêm sugerindo que a economia pode estar evitando a recessão.

Mas também há quem duvide e eles se focam na mesma área que Bjorgen: o consumo.

A visão mais disseminada, segundo o economista Zach Pandl, da Lehman Brothers, é que o pacote de estímulo econômico do governo americano (com seus cheques de no mínimo US$ 600 por pessoa) deve manter a economia fora da recessão durante tempo suficiente para que as medidas tomadas pelo Fed, o banco central do país, para aumentar a liquidez façam efeito e, por sua vez, permitam uma recuperação econômica no longo prazo. A Lehman, contudo, prevê que a economia voltará a retrair-se no fim do ano, quando o consumidor americano finalmente perder o fôlego.
Até agora, o consumo tem se mostrado mais resistente do que o esperado e Pandl aponta que nos últimos anos as previsões apocalípticas para o consumidor americano sempre se mostraram erradas. Mesmo assim, ele ressalta dados do Fed que sugerem que as pessoas estão sustentando os gastos com mais dívidas do cartão de crédito, já que novas hipotecas e créditos garantidos por imóveis se tornaram difíceis de conseguir. Ele acredita que haja um limite até quando as pessoas poderão evitar o dia de acertar as contas. "No fim das contas, você só pode se endividar (com o cartão de crédito) até um determinado ponto", diz ele.
E, mais preocupante ainda, há os dados das execuções judiciais de hipotecas que já estão em andamento e da inadimplência dos tomadores, que mostram que haverá 1,5 milhão de execuções judiciais nos EUA este ano, ante 200 mil num ano normal, diz. O desemprego ainda está em 5%, bem abaixo nível a que a Lehman calcula que chegará, 6,3%, à medida que as empresas concretizam planos de cortar custos. Isso é um presságio de nuvens negras para o consumidor americano no segundo semestre.
Pandl e seus colegas da Lehman também acreditam que as dificuldades enfrentadas pelos americanos levarão a economia a um segundo declínio, com uma recuperação regada aos cheques do pacote federal durante o meio do ano e um retorno do desaquecimento mais para o fim e até 2009.
O Goldman Sachs também teme um segundo declínio, por muitas das mesmas razões. Enquanto o Goldman acha que a economia pode escapar da recessão durante o retorno do desaquecimento, teme que as bolsas sofram. "Há vários riscos para o mercado acionário no fim do ano", como a economia em desaquecimento, otimismo demais quanto aos resultados das empresas e crescimento do desemprego, diz Andrew Tilton, o economista da Goldman.
Essa incerteza é um dos motivos pelos quais o mercado acionário tem estado vacilante nas últimas semanas, em alta num dia e em queda no outro. Alguns analistas também apontam que o período de maio a setembro é historicamente fraco para o desempenho das bolsas, especialmente durante anos em que há campanha presidencial nos EUA - mais uma razão para ficar apreensivo.

VALE 4...após 16/05...cautela e caldo de galinha não fazem mal a ninguém...


ANÁLISE GRÁFICA: Vale 5 em seu canal de alta, com os principais indicadores do gráfico diário sinalizando alta, estão operando "muito esticados", podendo reverter...em dia de vencimento de opções, cautela e canja de galinha, não fazem mal a ninguém!...

Resistências prováveis em 58,70, 58,90 e 61,00
Suportes em 68,00, 57,70, 57,40, 57,00 e 56,40 (fechando o "gap")

PETR4...após 16/05...indicadores muito esticados...pode realizar!...


ANÁLISE GRÁFICA: Em seu canal de alta, Petr4 está com seus principais indicadores do gráfico diário "muito esticados", inclusive negociando na Banda superior de Bollinger, como pode ser observado. Pode realizar!...

Resistências prováveis em: 48,20, 48,60 e 49,00
Suportes em 47,60, 47,30, 47,00 e 46,40

domingo, 18 de maio de 2008

IBOV...após 16/05...apesar de fechar em novo TH, possibilidade de realização...



O IBOVESPA conforme previsto na AT anterior, abriu em alta nos 71.496 pontos (mínima do dia) e na primeira meia-hora de pregão, rompeu os 72 mil pontos, vindo a negociar próximo dos 12.500 pontos, mantendo-se nesse patamar enquanto aguardava por uma definição de Dow Jones. Nessa primeira metade do pregão, estabeleceu suporte em 12.200 pontos. Nas duas últimas horas de pregão com a recuperação de DJI, retomou os 72.500 pontos e no leilão de fechamento alcançou novo TH em 72.766 pontos (alta de 1,78%).

Análise: Apesar da consistente alta com o leilão de fechamento do Ibovespa, alcançando novo topo histórico, o risco da não possibilidade de DJI fechar positivo, associado à ausência de fatos novos que consolidassem essa alta e associado ainda ao fato de que nessa próxima segunda, é dia de vencimento de opções, durante boa parte do pregão, o IBOV "andou de lado", só mostrando reação mais firme nos últimos minutos do pregão. Dessa forma, os principais indicadores no gráfico diário como o IFR, o Estocástico, o CCI/Ma cruzamento se mostraram "indefinidos", ou com tendência de alta, numa primeira leitura. Porém, analisando o gráfico de "30 minutos", observamos que o IFR e o Estocástico se encontram em região bem "sobrecomprada" e o oscilador de momentos, começa a apontar "divergência de baixa". Caso não existam fatores significativamente favoráveis, é muito provável que ocorra no próximo pregão, uma reversão da atual tendência.

Suportes imediatos em 72.400, 72.200, 71.800 (fibo de 68%) e 71.500 pontos. Resistências prováveis em 72.770, 72.930 e 73.890 pontos.

DJI...após 16/05..."divergência" em oscilador de momentos sinaliza tendência de baixa...


DJI abriu nos 12.992 pontos e influenciado pelo mau humor dos mercados futuros, com a divulgação do índice de sentimento da Univ de Michigan, bem abaixo do esperado, associado a novo recorde dos preços do petróleo, antes ainda do final da metade do pregão, veio buscar o fundo em 12.894 pontos (mínima do dia). A partir daí, relevou um pouco esses indicadores para considerar principalmente os bons resultados do número de construções iniciadas em abril, cuja alta veio acima das previsões, retomou o patamar dos 12.950 pontos e nas últimas duas horas de pregão conseguiu reduzir as perdas até finalizar em 12.986 pontos (-0,05%).

DJI demonstrou força ao não permitir a perda do patamar dos 12.900 pontos mas não conseguiu zerar totamente as perdas e retomar o patamar dos 13 mil pontos, ao final do pregão. Parece estar aguardando balizadores mais consistentes para isso, principalmente os indicadores econômicos previstos para esta semana, dentre estes o conteúdo da ata do FED, prevista para esta próxima quarta, dia 21/05. Até lá poderá ficar nessa "congestão" entre os 12.800 e 13 mil pontos. Suportes imediatos em 12.960, 12.940, 12.890 e 12.820 pontos. Resistências em 13.000, 13.046, 13.058 (na LTB), 13.137 e 13.280 pontos.

Análise gráfica: a recuperação ainda que um tanto tímida, ocorrida na segunda metade do pregão, com fechamento praticamente idêntico à abertura, fez com que o gráfico diário formasse um "candle" semelhante ao de um "guarda-chuva de papel" ou "paper umbrella", indicativo de possibilidade de reversão de tendência. Apesar do estocástico e CCI/Ma cruzamento estarem ainda sinalizando tendência de alta, o IFR se mantém indefinido e o oscilador de momento mostra "divergência negativa", confirmando a possibilidade de reversão da atual tendência, para uma tendência de baixa.