terça-feira, 26 de agosto de 2008

IBOV...após 25/08...muita volatilidade em tendência de queda...


O Ibovespa abriu em 55.854 pontos e rapidamente foi até a máxima em 55.906 pontos, mas a partir da abertura de DJI em forte queda, refluiu continuadamente até buscar suporte nos 54.600 pontos. Ficou oscilando em torno desse valor até quase ao final do pregão, quando DJI acelerou a queda e o Ibovespa foi buscar novo suporte na mínima em 54.468, finalizando em 54.477 pontos ( -1,92%).

Análise: Em dia de fraco volume (quase a metade da média diária) pelo feriado em Londres (influência nas commodities)o Ibovespa não teve outra alternativa senão acompanhar DJI. Com a forte realização de DJI, o mesmo sucedeu por aqui. O Ibovespa perdeu o importante suporte em 54.500 pontos, que caso não seja retomado, poderá levá-lo novamente a buscar os 54 mil e posteriormente os 53 mil pontos. O "sub-canal" de alta que estava sendo contruido com objetivos projetados para 57 mil e 58 mil pontos, foi desfeito. Essa possibilidade volta a ser retomada com o Ibovespa novamente acima dos 56 mil pontos.

Apesar do "candle" no gráfico diário ser um "marubozu" cheio, com predomínio da pressão vendedora, e indicador da continuidade da queda, o baixo volume de negócios, e o cenário externo deixa muito indefinida a tendência para a abertura do pregão de hoje. Os índices futuros do Ibovespa antes da abertura que poderão (ou não) confirmar essa tendência de queda.

Abaixo de 54.400 suportes imediatos em: 54.000, 53.640 e 52.345 pontos.
Acima de 54.800 pontos resistências em: 56.300, 56.150 e 56.430 pontos.

DJI...após 25/08...continua indefinido e com muita volatilidade...


DJI abriu em 11.626 pontos e com os índices futuros em queda, durante a maior parte do pregão, foi até a mínima em 11.363 pontos. Reagiu em seguida, para finalizar em 11.386 pontos (-2,08%).

Análise: DJI está fazendo jus à designação dada pelo presidente Bush "DJI está como um bêbado sem rumo...". Um dia sobe quase 2%, noutro devolve o que subiu. Sintoma de desconfiança dos mercados quanto às informações recebidas de autoridades econômicas (Bernanke fez subir DJI anteontem) e a realidade dos números divulgados sobre as empresas e a atividade econômica (quebra de banco derrubou DJI ontem). Nessa indefinição de tendências, espera-se muita volatilidade no pregão de hoje, até que seja divulgada (15 horas) o conteúdo da Ata da última reunião do FED que manteve a taxa de juros em 2%, no início do mês.

Analisando-se os candles do gráfico de "30 minutos" observa-se a formação de uma figura conhecida como "ombro-cabeça-ombro" com pivô em 11.320 pontos, que se perdido poderá levar DJI até os 11 mil pontos novamente.

Acima dos 11.493 pontos poderá reverter aos 11.600 pontos.

Abaixo de 11.320 pontos, seus objetivos de queda estarão em 11.233, 11.095 e 11.000 pontos.

Os índices futuros americanos poderão indicar a possível tendência para a abertura.

segunda-feira, 25 de agosto de 2008

Ibovespa cai 2,46% no pregão de menor liquidez do ano

por Claudia Violante da Agência Estado
25.08.2008 17h40

A falência de mais um banco nos Estados Unidos e a divulgação de indicadores fracos de atividade fez com que as bolsas norte-americanas fechassem em baixa e arrastassem consigo a Bovespa. O volume negociado na Bolsa doméstica, no entanto, foi muito fraco e acabou distorcendo o comportamento do mercado, já que qualquer negócio ganha peso para conduzir o Ibovespa, principal índice.
O Ibovespa terminou o pregão em baixa de 2,46%, aos 54.477,2 pontos. Oscilou entre a mínima de 54.468 pontos (-2,47%) e a máxima de 55.906 pontos (+0,10%). Com o desempenho de hoje, elevou as perdas de agosto a 8,45% e as de 2008 a 14,73%.
O giro financeiro foi o menor do ano,ao somar parcos R$ 2,582 bilhões. Indício de que o investidor está na retaguarda para este comportamento baixista do mercado financeiro. "Quem está dentro não faz nada e quem está fora não entra", bem resumiu Fausto Gouveia, analista da Alpes Corretora.
Nos EUA, o índice Dow Jones perdeu 2,08%, o S&P recuou 1,96% e o Nasdaq cedeu 2,03%. O que guiou as ordens de vendas lá foi, primeiro, o anúncio de falência do banco Columbian Bank and Trust, na sexta-feira. Em segundo lugar, os dados de imóveis residenciais usados divulgados hoje desagradaram. O número de vendas até superou as estimativas dos analistas, mas os preços caíram e os estoques aumentaram, sinal de que lá na frente os preços ainda vão ficar mais baratos.
É possível citar também os desempenhos da seguradora AIG e do banco de investimento Lehman Brothers, cujas ações caíram forte. As da AIG refletiram o corte em sua recomendação pelo Credit Suisse, e as do Lehman Brothers, que voltaram a ser vendidas hoje, as especulações sobre a eventual venda do banco.
O petróleo fechou em alta de 0,45% o contrato futuro com entrega outubro negociado em Nova York, para US$ 115,11 o barril, enquanto os metais tiveram liquidez muito baixa em função do feriado no Reino Unido. Isso fez com que as blue chips (ações de primeira linha) Vale e Petrobras operassem hoje ao sabor de Wall Street e não das commodities (matérias-primas). Petrobras PN perdeu 4,19%, Petrobras ON recuou 3,39%, Vale PNA cedeu 2,55% e Vale ON caiu 3,04%.

Bolsa de NY fecha em queda forte com setor financeiro

por Renato Martins da Agência Estado
25.08.2008 18h02

O mercado norte-americano de ações fechou em queda forte, em dia marcado pela intensificação do nervosismo dos investidores diante do aperto no crédito. O volume de transações foi o menor do ano. A falência de um banco regional do Kansas e os indicadores de vendas de imóveis residenciais usados contribuíram para o sentimento negativo do mercado (as vendas cresceram 3,1% em julho, segundo a Associação Nacional dos Corretores de Imóveis, mas os estoques de imóveis não vendidos também cresceram e os preços voltaram a cair).
Todas as 30 componentes do índice Dow Jones caíram. O destaque negativo foi AIG, com queda de 5,49%, depois de o Credit Suisse prever que a seguradora terá uma baixa contábil de US$ 2,4 bilhões no terceiro trimestre, por causa de perdas com títulos lastreados em hipotecas. Outras ações do setor financeiro também caíram, entre elas Bank of America (-4,14%), JPMorgan Chase (-4,09%) e Citigroup (-2,92%). As do Lehman Brothers perderam 6,66%, com a diminuição das especulações de que o Banco de Desenvolvimento da Coréia do Sul faria um grande investimento na instituição. Em reação à notícia do colapso do Columbian Bank & Trust, na sexta-feira, as ações do Huntington Bancshares caíram hoje 6,79%, as do Washington Mutual perderam 5,26% e as do Wells Fargo recuaram 2,35%. As ações dos setores de petróleo e metais também caíram (ExxonMobil perdeu 1,98%, Chevron recuou 2,94% e Alcoa cedeu 2,66%).
O índice Dow Jones fechou em queda de 2,08%, em 11.386,25 pontos. O Nasdaq encerrou em baixa de 2,03%, em 2.365,59 pontos. O S&P-500 caiu 1,96%, para 1.266,84 pontos. O NYSE Composite recuou 1,73%, para 8.229,03 pontos. As informações são da Dow Jones.

domingo, 24 de agosto de 2008

Índices de Futuros de Commodities em 22/08



Fonte: Bloomberg

Situação em 22/08

INDEX NAME VALUE CHANGE OPEN HIGH LOW
UBS BLOOMBERG CMCI 1471.21 -37.76 1499.13 1500.79 1468.97 (-2,56%)
S&P GSCI 711.40 -32.56 744.16 744.16 710.66 (-4,57%)
RJ/CRB Commodity 394.80 -11.12 405.92 405.92 394.80 (-2,82%)
Rogers Intl 4881.12 -165.06 5045.41 5051.07 4873.84 (-3,38%)
Brookshire Intl 531.78 -17.68 545.41 545.72 530.95 (-3,32%)


Situação em 15/08

INDEX NAME VALUE CHANGE OPEN HIGH LOW
UBS BLOOMBERG CMCI 1414.04 -22.84 1418.12 1424.23 1403.62 -1,62%
S&P GSCI 699.35 -9.63 700.12 703.56 689.24 -1,38%
RJ/CRB Commodity 382.30 -7.15 389.31 389.45 379.07 -1,87%
Rogers Intl 4724.37 -96.45 4820.66 4820.66 4675.36 -2,04%
Brookshire Intl 512.66 -9.75 513.72 516.24 508.22 -1,9%

Variação semanal 15/08 a 22/08

INDICE Fechamento (15/08) Fechamento(22/08) VARIAÇÃO SEMANAL (%)
UBS BLOOMBERG CMCI 1414.04 1471.21 (+4,04%)
S&P GSCI 699.35 711.40 (+1,72%)
RJ/CRB Commodity 382.30 394.80 (+3,27%)
Rogers Intl 4724.37 4881.12 (+3,32%)
Brookshire Intl 512.66 531.78 (+3,73%)

Análise:
Apesar da forte realização dos contratos com vencimento em out/08, na última sexta dia 22; quando comparados em base semanal (fechamento 22/08 x fechamento 15/08), podemos observar uma boa recuperação dos preços de commodities, chegando a mais de 4% por exemplo, no UBS Bloomberg Index.

Graficamente podemos observar a formação de um "candle" tipo "piercing" nessa variação semanal sinalizando a possibilidade de continuidade da alta, nessa última semana de agosto.

sábado, 23 de agosto de 2008

IBOV...após 22/08...tendência de alta retomada...


O Ibovespa abriu em 55.933 pontos e rapidamente veio buscar a mínima em 55.430 pontos, dando a impressão de que poderia realizar, a partir daí. Mas animado com a abertura de DJI em forte alta, contrariou essas expectativas de realização e retomou nova alta até encontrar resistência na máxima em 56.430 pontos. Daí, refluiu até 55.850 pontos e se manteve nesse patamar até a metade do pregão para se certificar da continuidade dessa tendência por DJI. A demora com a indefinição fez com que os indicadores de tendência "intraday" passassem a sinalizar venda, produzindo realização no Ibovespa até o suporte nos 55.200 pontos. Desse patamar reagiu com vigor com predomínio de forte pressão compradora, até quase zerar novamente o índice em 55.850 pontos (-0,15%).

Análise: Como previam os indicadores fortemente "sobrecomprados" no gráfico diário, o Ibovespa estava prestes a uma realização, face à sequência de altas ocorridas anteriormente. Após a realização, a pressão compradora (quase zerando as perdas do dia) sinalizou a construção de um "sub-canal" de alta, com objetivos inicialmente projetados para o Ibovespa entre 57 mil e 58 mil pontos.
Para tanto, o IBOV não pode perder o suporte em 55.700 pontos, projetado na LTB rompida nesse pregão.
A LTA recentemente formada tem suporte em 56 mil pontos e resistências em 56.800 e 57.360 pontos.
Apesar do "candle" no gráfico diário se assemelhar a um "doji" de indefinição, os principais indicadores do gráfico diário sugerem a retomada da tendência de alta, como também se observa no gráfico de "30 minutos", graças à forte recuperação, no final do pregão. De qualquer modo, observar os índices futuros do Ibovespa antes da abertura que poderão (ou não) confirmar essa tendência.

Abaixo de 55.700 suportes imediatos em: 54.870, 54.550 e 53.640 pontos.
Acima de 56.000 pontos resistências em: 56.430, 56.800 e 57.360 pontos.

PETR4...projeções de alta para a semana de 25 a 29/08...


PETR4 rompeu a resistência em 34,80 definindo a execução de um "triângulo de alta" com objetivos em 38,80.

Mantendo-se acima de 34,80 poderá romper a resistência intermediária em 36,90 e alcançar o patamar dos 37,40 antes do objetivo projetado em 38,80.

Os indicadores do gráfico semanal e do gráfico diário sinalizam tendência de alta para o início desta próxima semana.

VALE 5...projeções de alta para a semana de 25 a 29 /08...


VALE 5 vinha oscilando em movimento "zig e zag", até romper a resistência formada em 38,00, dando início à formação de um "triângulo de alta".

Mantendo-se acima de 38,00 deverá encontrar resistência na LTB recente em 39,40, que quando rompida poderá levar VALE 5 a seu primeiro objetivo de alta, em 40,60 antes do objetivo projetado em 42,30.

Os principais indicadores do gráfico semanal e do gráfico diário sinalizam a continuidade da tendência de alta, para o início dessa semana.

IBOV..."martelo" de alta nas projeções para a semana de 25 a 29/08...


O Ibovespa rompeu a resistência na LTB semanal construída a partir do topo da última semana de julho, com suporte projetado para a última semana de agosto em 55.300 pontos.

Abaixo desse suporte
poderá vir a testar o suporte em 53.350 pontos e mais remotamente, o suporte em 51 mil pontos.

Mantendo-se acima dos 55.300 pontos, deverá encontrar resistências em 55.950 e 56.970 pontos, antes de buscar seu primeiro objetivo em 57.500 pontos na LTB de médio prazo.

Caso consiga romper esse topo no "canal de baixa", poderá dar sequência à construção de um "sub canal" de alta, com objetivos projetados, nesta semana em 57.940 pontos. Vencida essa resistência, poderá tentar posteriormente o objetivo de alta em 60.500 pontos.

O "candle" semanal formado é semelhante a um "martelo", normalmente sinalizador de tendência de alta, para o início da semana. Os principais indicadores do gráfico semanal apontam também nessa mesma direção.

DJI...apesar da alta recente, está com tendência indefinida...


DJI abriu em 11.427 pontos e com os índices futuros em alta, foi até a máxima em 11.632 pontos. A partir daí, refluiu até atingir a mínima em 11.426 pontos. Reagiu em nova alta desse ponto até aao topo em 11.632, mas retornou para finalizar em 11.628 pontos (+ 1,73%).

Análise: DJI conseguiu (por enquanto) retornar ao "sub-canal" de alta anterior, ao atingir novamente o patamar dos 11.600 pontos, saindo da "congestão" em que se encontrava, entre os 11.300 e 11.500 pontos.
Somente acima dos 11.810 pontos poderá confirmar a reversão para esse cenário de alta. Portanto, ainda está em indefinição de tendência.

Assim, abaixo de 11.550 pontos, seus objetivos de queda estarão em 11.458, 11.360 e 11.320 pontos. Acima dos 11.550 pontos encontrará resistência nos 11.632, 11.714, 11.810 pontos. Existem contradições nos sinalizadores de tendências do gráfico diário e no de "30 minutos" . Os índices futuros americanos poderão confirmar qual a verdadeira tendência para a abertura.

sexta-feira, 22 de agosto de 2008

Bolsa de NY fecha o dia em alta, mas cai na semana

por Renato Martins da Agência Estado
22.08.2008 18h21

O mercado norte-americano de ações fechou em alta, em dia de nova queda forte dos preços do petróleo e de especulações sobre a possibilidade de parte do banco de investimentos Lehman Brothers ser adquirida. A alta foi limitada pelo rebaixamento das notas de crédito (ratings) das agências semigovernamentais hipotecárias Fannie Mae e Freddie Mac.
Das 30 componentes do índice Dow Jones, 28 ações fecharam em alta. As exceções foram as ações da ExxonMobil (-0,06%) e da Chevron (-0,47%), que reagiram à queda dos preços do petróleo. As do setor de mineração também caíram, em reação à baixa dos preços dos metais (Freeport McMoRan perdeu 3,27%). No setor financeiro, as ações do Lehman Brothers subiram 3,09%, reduzindo suas perdas na semana a 11%, em meio a especulações de que o Banco de Desenvolvimento da Coréia do Sul estaria prestes a adquirir uma unidade da empresa. Outros destaques foram American Express (+4,81%), Bank of America (+4,03%), Citigroup (+3,84%) e JPMorgan Chase (+3,89%).
Após o rebaixamento de seus ratings, as ações da Freddie Mac caíram 11,08%, fechando no nível mais baixo desde outubro de 1990 e acumulando queda de 92% em 2008; as da Fannie Mae subiram 3,09%, mas acumularam uma queda de 37% na semana. As ações da GAP, maior rede de lojas de vestuário dos EUA, subiram 4,58%, em reação a seu informe de resultados. No setor de tecnologia, as ações da Intel subiram 1,91% e as da Microsoft avançaram 1,78%.
O índice Dow Jones fechou em alta de 1,73%, em 11.628,06 pontos. O Nasdaq encerrou com ganho de 1,44%, em 2.414,71 pontos. O S&P-500 subiu 1,13%, para 1.292,19 pontos. O NYSE Composite avançou 0,71%, para 8.373,55 pontos. Na semana, o Dow Jones acumulou uma queda de 0,27%, o Nasdaq, uma perda de 1,54% e o S&P-500, um recuo de 0,46%. As informações são da Dow Jones.

Ibovespa cai 0,15% hoje, mas sobe 2,96% na semana

por Claudia Violante da Agência Estado
22.08.2008 17h28

As notícias que beneficiaram a recuperação das bolsas internacionais foram as mesmas que puxaram os preços das commodities (matérias-primas) para baixo e, por tabela, levaram a Bovespa a interromper três sessões seguidas de elevação. Guiado por Petrobras, Vale e siderúrgicas, o Ibovespa, principal índice da Bolsa paulista, terminou a sexta-feira com ligeira baixa, de 0,15%, mas conseguiu garantir alta de 2,96% na semana.
O Ibovespa fechou o dia em 55.850,1 pontos, depois de oscilar entre a mínima de 55.202 pontos (-1,31%) e a máxima de 56.430 pontos (+0,89%). No mês, ainda acumula perdas de 6,14% e, no ano, de 12,58%.
A Bolsa doméstica foi influenciada pela venda principalmente de papéis ligados às commodities, que terminaram em baixa após notícias que fortaleceram a moeda norte-americana. Os investidores gostaram da informação de que o Banco de Desenvolvimento da Coréia do Sul estuda a possibilidade de fazer uma oferta pelo Lehman Brothers, e também do discurso do presidente do Federal Reserve (Fed, banco central dos EUA), Ben Bernanke, no qual ele afirmou que a taxa básica de juros da economia norte-americana não deve subir.
Com isso, nas Bolsas de Nova York, o índice Dow Jones subiu 1,73%, o S&P avançou 1,13% e o Nasdaq teve alta de 1,44%. Com a queda do dólar, o petróleo também recuou e ajudou a garantir os ganhos das bolsas nos EUA. O petróleo negociado em Nova York encerrou cotado a US$ 114,59 por barril, em baixa de 5,44%, ou US$ 6,59, a maior queda dos preços em termos de dólar desde janeiro de 1991. A notícia do Lehman beneficiou a recuperação do setor financeiro, também favorecidas pelas declarações de Bernanke.
Os bancos brasileiros foram contagiados pela recuperação do setor no exterior e subiram. Bradesco PN fechou em alta de 0,60%, Itaú PN e Banco do Brasil ON ganharam 0,90% cada e Unibanco units avançaram 1,42%.
A agenda de hoje foi fraca e, embora as condições macroeconômicas não tenham se alterado, o dinheiro estrangeiro ainda não voltou. Isso significa que está sendo mais lento o processo de recuperação da Bovespa. O giro somou apenas R$ 3,376 bilhões - o menor valor do mês, cuja média diária já é baixa, de R$ 5,265 bilhões. "É preciso que o dinheiro volte para que a recuperação da Bolsa seja firme", comentou um operador.
Para a próxima semana, as mesmas variáveis que vêm permeando o cenário internacional continuam em cena, como commodities e crise norte-americana. Serão conhecidos indicadores relevantes nos Estados Unidos. Um diferencial a favor da alta dos papéis pode ser o pacote que o governo do Japão está finalizando para ajudar a economia do país e, por tabela, do mundo.

IBOV...após 21/08...suportes e resistências no gráfico de 30 minutos...

IBOV...após 21/08...Não rompendo a LTB deve retornar ao fundo do canal...


O Ibovespa abriu em 55.379 pontos, na mínima do dia e empurrado pelos índices futuros em alta, rapidamente rompeu o patamar dos 56 mil pontos até encontrar resistência em 56.044 pontos. Daí, refluiu até encontrar suporte em 55.400 pontos. Na segunda metade do pregão, retomou o processo de recuperação, de modo continuado até encontrar nova resistência, na máxima, em 56.144 pontos (+1,39%). Acabou cedendo, em seguida, para fechar em 55.934 pontos (+1,0%).

Análise: Como previsto no gráfico diário, o Ibovespa deu sequência à alta iniciada anteriormente impulsionado mais uma vez por Vale, Petro e Siderúrgicas, em sintonia com a alta dos mercados futuros de commodities. O Ibovespa tentou, sem sucesso, romper a LTB recente, próxima aos 56.200 pontos. Em sua última tentativa frustrada, quase ao final do pregão, refluiu para finalizar abaixo dos 55.940 pontos onde a LTB estará posicionada amanhã (22/08). Se o IBOV abrir abaixo desse topo do "canal de baixa", com certeza teremos mais uma vez a retomada do processo de queda com objetivos de suporte, no fundo do canal. Acima dessa resistência poderá buscar novo topo próximo aos 57 mil pontos. Os principais indicadores do gráfico diário e do gráfico de "30 minutos", já se encontram bastantes sobrecomprados, sinalizando a possibilidade de reversão da tendência anterior de alta. Os índices futuros do Ibovespa poderão confirmar a tendência na abertura.

Abaixo de 55.940 suportes imediatos em: 55.400, 54.550, 53.640 e 52.930 pontos.
Acima de 55.940 pontos resistências em: 56.044, 56.144, 56.550 e 56.700 pontos.

DJI...após 21/08...indefinição gráfica, com tendência de queda...


DJI abriu em 11.415 pontos e com os índices futuros em queda, veio até a mínima em 11.316 pontos. A partir daí, esboçou continuada reação até atingir a máxima em 11.476 pontos (+0,52%). Refluiu desse ponto até finalizar em 11.430 pontos (+ 0,11%).

Análise: Da mesma forma que nos recentes pregões anteriores, DJI navegou no canal de "congestão" entre 11.300 e 11.500 pontos. Acabou formando praticamente um "doji" de indefinição, com a variação de 0,11% entre abertura e fechamento.Assim, abaixo de 11.400 pontos, seus objetivos de queda estarão em 11.360, 11.320 e 11.290 pontos. Acima dos 11.430 pontos encontrará resistência nos 11.454, 11.476, 11.507 e 11.564 pontos. Apesar do "candle" de indefinição,no gráfico diário, os principais indicadores do gráfico de "30 minutos" sinalizam tendência de queda, na abertura . Os índices futuros americanos poderão confirmar (ou não) essa tendência para a abertura.

quinta-feira, 21 de agosto de 2008

Matérias-primas fazem Bovespa fechar em alta de 1%

por Rodolfo Barbosa
21 de Agosto de 2008 17:48

SÃO PAULO (Reuters) - O avanço dos preços de metais e do petróleo ajudou a Bolsa de Valores de São Paulo a sustentar alta pelo terceiro dia seguido e flertar com o patamar de 56 mil pontos, apesar da pouca força de Wall Street.
O Ibovespa, principal índice da bolsa paulista, encerrou a quinta-feira com ganhos de 1,01 por cento, a 55.934 pontos. O volume financeiro na bolsa foi de 4,6 bilhões de reais.
"Sem dúvida são as commodities que estão dando a tônica principal do dia", afirmou Newton Rosa, economista-chefe da SulAmerica Investimentos, ponderando que "a alta foi novamente pontual porque o cenário continua incerto".
"Temos a tensão geopolítica entre a Rússia e o Ocidente, dando rumos de alta para o petróleo, o enfraquecimento do dólar e riscos de novas consequências da crise financeira", listou.
O economista destacou que o patamar de 53 mil pontos, para o qual o Ibovespa chegou a cair esta semana, parece ser um piso do mercado.
"Creio que esse seja mesmo o piso que o mercado estabeleceu, um piso muito baixo", disse.
Os setores petrolífero e siderúrgico mantiveram o Ibovespa no terreno positivo durante toda a sessão, a despeito das bolsas norte-americanas --o Nasdaq caiu 0,4 por cento e o Dow Jones subiu apenas 0,1 por cento no fechamento.
O petróleo fechou em alta de mais de 5 dólares, acima de 121 dólares por barril, e fez com que as ações da Petrobras tivessem a maior contribuição positiva sobre o índice. Esses papéis subiram 3,45 por cento, para 35,39 reais.
As preferenciais da Vale subiram 2,37 por cento, para 38,80 reais, enquanto as da Gerdau avançaram 3,06 por cento, a 29,99 reais.
Entre os destaques negativos, estiveram as ações da TAM e da Gol --que sofrem com o aumento dos combustíveis.
A Vivo cedeu 2,86 por cento, para 7,80 reais, depois que a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) divulgou os números de novas adesões em julho.
Os dados mostraram que a companhia perdeu participação de mercado, apesar de o ranking de maiores do setor não ter se alterado.

quarta-feira, 20 de agosto de 2008

DJI...após 20/08...indefinido com indicadores pela continuidade da alta...


DJI abriu em 11.346 pontos e ainda com os índices futuros em queda, veio até a mínima em 11.291 pontos. A partir daí, esboçou forte reação até atingir a máxima em 11.454 pontos (+0,93%). Refluiu desse ponto até encontrar novo suporte em 11.326 pontos. Reagiu, subindo novamente até os 11.422 pontos e finalizando logo após em 11.417 pontos (+ 0,61%).

Análise: DJI estancou a sequência das duas quedas anteriores, recuperando o patamar dos 11.400 pontos. Abaixo de 11.400 pontos, seus objetivos de queda estarão em 11.360, 11.320 e 11.260 pontos. Acima dos 11.415 pontos encontrará resistência nos 11.454, 11.480, 11.520 e 11.600 pontos. Dos principais indicadores do gráfico diário, o IFR e o oscilador de momentos já apontam para a continuidade da alta, o mesmo sucedendo com os indicadores do gráfico de "30 minutos". Os índices futuros americanos poderão confirmar (ou não) a tendência de alta, antes da abertura.

Abaixo de 11.360 suportes em : 11.270, 11.200, 11.150 e 11.120 pontos.
Acima de 11.360 resistências em: 11.380, 11.450 e 11.620 pontos.

IBOV...após 20/08...forte alta sugere a continuidade dessa tendência...


O Ibovespa abriu em 53.640 pontos, na mínima do dia e empurrado pelos índices futuros em forte alta, rapidamente retomou o patamar dos 54 mil pontos até encontrar resistência em 54.923 pontos. Daí, refluiu até encontrar suporte em 54530 pontos. Na segunda metade do pregão, retomou o processo de recuperação, de modo firme e continuado até encontrar nova resistência, na máxima, em 55.545 pontos (+3,56%). FEchou, em seguida, em 55.377 pontos (+3,24%).

Análise: Como houvera sinalizado, o Ibovespa executou forte alta recuperando parte das perdas dos pregões anteriores, impulsionado principalmente por Vale, Petro e Siderúrgicas. O "candle" no gráfico diário é do tipo "marubozu" vazado, mostrando forte predomínio de força compradora, durante todo pregão. Para assegurar a continuidade da alta, o Ibovespa deverá romper as principais resistências nos topos da LTB's primária, secundária e terciária. Os principais indicadores do gráfico diário e do gráfico de "30 minutos", estão sinalizando tendência de alta. Os índices futuros do Ibovespa, antes da abertura, poderão confirmar (ou não) a tendência de alta.

Abaixo de 55.320 suportes imediatos em: 54.920, 54.780, 54.100 e 53.500 pontos.
Acima de 53.320 pontos resistências em: 56.185, 57.100, 57.600 e 58.330 pontos.

Bolsa de NY fecha em alta com HP e dados de petróleo

por Renato Martins da Agência Estado
20.08.2008 18h15

O mercado norte-americano de ações fechou em alta, apesar de os preços do petróleo terem subido por dois dias consecutivos, o que não acontecia há cinco semanas, e das preocupações quanto ao futuro das agências semigovernamentais de crédito hipotecário Fannie Mae e Freddie Mac. O crescimento forte dos estoques de petróleo dos EUA na semana passada e o informe de resultados da Hewlett-Packard foram os principais fatores para a alta das ações. O dia foi de forte volatilidade para as ações do setor financeiro; algumas ações do setor recuperaram terreno, enquanto as da Fannie Mae e as da Freddie Mac voltaram a sofrer quedas fortes.
O destaque positivo entre as componentes do índice Dow Jones foram as ações da Hewlett-Packard; elas subiram 5,65%, em reação ao informe de resultados da empresa no segundo trimestre. No setor financeiro, as ações da Fannie Mae caíram 26,79% e as da Freddie Mac perderam 22,06% (para fechar no nível mais baixo desde novembro de 1990). Outros destaques do setor foram Lehman Brothers (+5,05%), Merrill Lynch (+2,48%), Bank of America (+4,31%) e JPMorgan Chase (+3,99%). A alta dos preços do petróleo beneficiou ações como ExxonMobil (+1,10%), Chevron (+2,07%) e Devon Energy (+6,47%). No setor de mineração, as ações da Freeport McMoran subiram 7,54%, após elevação de recomendação pelos analistas do Morgan Stanley.
O índice Dow Jones fechou em alta de 0,61%, em 11.417,43 pontos. O Nasdaq encerrou com ganho de 0,20%, em 2.389,08 pontos. O S&P-500 subiu 0,62%, para 1.274,54 pontos. O NYSE Composite avançou 0,78%, para 8.276,91 pontos. As informações são da Dow Jones.

Ibovespa fecha em alta de 3,24%, a maior desde julho

20.08.2008 17h28
por Claudia Violante da Agência Estado

As notícias vindas da China permitiram à Bovespa um pregão de recuperação. O Ibovespa, principal índice da Bolsa doméstica, trabalhou o dia todo em alta, puxado principalmente por Vale, siderúrgicas e Petrobras, embora os ganhos tenham ocorrido de forma generalizada.
No final do dia, o Ibovespa registrava alta de 3,24%, a maior variação desde os 3,37% do dia 30 de julho. Em pontos, a Bovespa situou-se em 55.377,2 pontos. Com tal desempenho, as perdas de agosto foram reduzidas a -6,94% e, as de 2008, a -13,32%. O índice oscilou hoje entre a mínima de 53.641 pontos (estabilidade) e a máxima de 55.545 pontos (+3,55%). O giro totalizou R$ 4,724 bilhões.
As ordens de compras foram motivadas pela expectativa de que a China anunciará um pacote para estimular o consumo doméstico. O vice-primeiro-ministro do país, Li Keqiang, teria dito isso e também o economista do JPMorgan Frank Gong teria citado esta possibilidade em um relatório enviado a clientes. O pacote, segundo Gong, seria entre 200 bilhões de yuans (cerca de R$ 46 bilhões) a 400 bilhões de yuans, incluindo corte de impostos e medidas para estabilizar os mercados de capital e sustentar o mercado imobiliário.
Com os rumores, as bolsas da China dispararam - o índice Xangai Composto teve alta de 7,6%, no seu maior ganho porcentual diário desde 24 de abril, e o Shenzhen Composto ganhou 7,2% -, influenciando os demais mercados.
Se confirmado, o pacote vai estimular principalmente o segmento de commodities (matérias-primas), e isso puxou as ações das mineradoras e siderúrgicas pelo mundo. As ações desse segmento favoreceram a alta das bolsas de valores na Europa e conduziram os ganhos no Brasil. Vale ON disparou 5,50% e PNA, 6,97%. Gerdau PN teve elevação de 5,05%, Metalúrgica Gerdau PN, 6,49%, Usiminas PNA, 6,59%, e CSN ON, 5,37%.Ainda no setor, vale registro para a aquisição, pela siderúrgica ArcelorMittal, de 100% da London Mining América do Sul ou London Mining Brasil, pertencente à mineradora britânica London Mining, por aproximadamente US$ 764 milhões.
Petrobras também foi destaque de alta, ao avançar 4,90% as ações ON e 4,84% as PN. Além da alta do petróleo, os investidores teriam reagido com compras às notícias de que a empresa não faria oposição à criação de uma nova estatal do petróleo para gerir a área do pré-sal, desde que tenha garantido o direito de exploração dos nove campos já descobertos e que essas áreas sejam unificadas.
Nos Estados Unidos, a alta do petróleo não impediu as bolsas de subirem. O petróleo negociado em Nova York avançou 0,39%, para US$ 114,98 por barril. O índice acionário Dow Jones avançou 0,61%, o S&P teve variação positiva de 0,62% e o Nasdaq teve elevação de 0,20%.
Os índices, lá, oscilaram entre positivo e negativo, diante dos temores de que as agências de hipotecas Freddie Mac e Fannie Mae possam ter que receber um socorro financeiro do governo. Os papéis de cada uma derreteram mais de 25%. Para contrabalançar a notícia ruim, o resultado trimestral da Hewlett-Packard, maior do que o esperado, agradou. Apesar da recuperação de hoje, os analistas reforçam que a crise ainda não acabou e a volatilidade continua.