terça-feira, 21 de outubro de 2008

VALE5...após 20/10...tendência de alta continua...


VALE 5 está também construindo um canal de alta a partir da reação, ocorrida nos últimos dois pregões anteriores, quando assegurou o suporte dos 22 e dos 24 reais. A forte alta de 12,70 % em dia de exercício de opções, pode ser interpretada como uma tentativa de demonstrar que esses suportes deverão ser mantidos também para o próximo exercício da série K, em novembro deste ano. O "candle" formado é um "marubozu vazio" demonstrando o forte predomínio da força compradora durante todo pregão, alavancada por ordens de compras de ações pela Tesouraria da própria VALE, de conformidade com a deliberação aprovada pela diretoria, na semana passada. Indicadores dos gráficos diário e de "30 minutos" sinalizam a continuidade da tendência de alta.

Suportes imediatos em 25,50 e 23,20
Resistências imediatas em 27,80; 28,00; 28,50 e 29,10

PETR4 ...após 20/10...tendência de alta persiste...


Petr4 está tentando construir um canal de alta a partir da reação, nos pregões anteriores, no suporte dos 22 reais. A alta de 11% em dia de exercício de opções, procurou demonstrar ao mercado que aquele suporte será provavelmente mantido no exercício da série K, em novembro deste ano. O "candle" formado é um "marubozu vazio" demonstrando predomínio da força compradora durante todo pregão. Indicadores dos gráficos diário e de "30 minutos" sinalizam a continuidade da tendência de alta.

Suportes imediatos em 24,70; 23,50 e 22,40
Resistências imediatas em 25,50; 26,20; 26,70; 27,30 e 29,00

IBOV...após 20/10...tendência de alta com muita volatilidade...


O Ibovespa abriu na mínima em 36.401 pontos e impulsionado pelos índices futuros em forte alta, retomou os 37 e os 38 mil pontos, ainda na primeira metade do pregão, em dia de vencimento de opções. Em sintonia com o desempenho de DJI, ainda nessa primeira parte do pregão, refluiu até encontrar suporte nos 37.200 pontos, dando a impressão de que poderia realizar. Com a recuperação de DJI, retomou o impulso anterior de alta, retomando também o patamar dos 39 mil pontos, até atingir a máxima, próximo ao fechamento em 39.453 pontos (+ 8,39%). Fechou logo após em 39.441 pontos (+ 8,38%).

Análise: Em dia de vencimento de opções, com forte pressão compradora, o Ibovespa conseguiu retomar os 39 mil pontos, aproveitando a forte recuperação de DJI. O "candle" produzido no gráfico diário é um "marubozu vazio" mostrando a predominância da força compradora do início até o final do pregão, conduzidos principalmente por Petro e VALE, além do setor siderúrgico, com altas de até dois dígitos. Os principais indicadores dos gráficos diário e de "30 minutos" passaram a sinalizar a continuidade da alta. Essa tendência poderá ser ou não confirmada pelo comportamento dos índices futuros do Ibovespa, antes da abertura dos pregões.

Suportes imediatos em 38.650, 37.850, 37.100 e 36.300 pontos.

Resistências imediatas em 39.700, 40.600, 42.900 e 43.300 pontos.

DJI...após 20/10...tendência de alta com muita volatilidade...


DJI abriu na mínima em 8.852 pontos e com os índices futuros em alta, retomou o patamar dos 9.000 pontos, até encontrar resistência em 9.103 pontos. A partir daí refluiu até encontrar suporte nos 8.900 pontos. Na segunda metade do pregão retomou com força a alta, rompendo novamente os 9.103 pontos até encontrar nova resistência na máxima em 9.266 pontos (+4,67%) fechando logo após em 9.265 pontos (+4,66%).

Análise: Em dia em que prevaleceram notícias corporativas favoráveis e o anúncio pelo presidente Bernanke do FED de que um novo pacote de ajuda financeira, estaria sendo gestado, animou os mercados, fazendo com que DJI recuperasse os 9 mil pontos.
O "candle" formado no gráfico diário se assemelha a um "marubozu vazio", mostrando a forte predominância da pressão compradora, durante quase todo o pregão. Os principais indicadores no gráfico diário e no de "30 minutos" passaram a sinalizar a tendência de alta.
O desempenho dos índices futuros, antes da abertura, poderá confimar qual a tendência preponderante, na abertura dos pregões.

Resistências em 9.310, 9.380, 9.440 e 9.780 pontos.
Suportes em 9.120, 8.950 e 8.420 pontos.

segunda-feira, 20 de outubro de 2008

Bolsa de NY sobe com esperança de segundo pacote

por Agência ESTADO
20 de Outubro de 2008 19:25

O mercado norte-americano de ações fechou em alta, em dia marcado pela redução do estresse no mercado de crédito de curto prazo, pelo informe de resultados da Halliburton e pelo endosso do presidente do Federal Reserve (Fed, banco central dos EUA), Ben Bernanke, a um novo pacote de medidas de estímulo à economia.
O índice Dow Jones fechou em alta de 413,21 pontos, ou 4,67%, em 9.265,43 pontos. O Nasdaq fechou em alta de 58,74 pontos, ou 3,43%, em 1.770,03 pontos. O S&P-500 subiu 44,85 pontos, ou 4,77%, para 985,40 pontos. O NYSE Composite avançou 338,80 pontos, ou 5,70%, para 6.287,60 pontos.
Num sinal de que o medo está deixando de ser o sentimento predominante no mercado, o índice de volatilidade VIX caiu 25%. "Não sei dizer com certeza que já passamos pelo pico de volatilidade, mas a queda do VIX hoje é encorajadora, tendo em vista o que passamos nas últimas semanas. Boa parte da turbulência que vimos no mercado de ações foi causada pela turbulência nos mercados de crédito; o descongelamento deles deve trazer um pouco mais de confiança", comentou Randy Frederick, diretor de derivativos da Charles Schwab.

As ações da empresa de serviços de exploração de petróleo Halliburton subiram 13,91%, em reação a seu informe de resultados do terceiro trimestre. Os ADRs da sueca Ericsson avançaram 15,71%, também em reação a seu informe de resultados. No setor de tecnologia, as ações da Yahoo! recuaram 0,39%, depois de o Wall Street Journal dizer que a empresa deverá anunciar demissões e outras medidas de corte de gastos ao divulgar seu resultado do terceiro trimestre, nesta terça. No setor financeiro, as ações da seguradora AIG subiram 10%, depois de a empresa anunciar que deverá começar a vender subsidiárias até o fim do ano.

Todas as 30 componentes do Dow fecharam em alta, com destaque para Chevron (+11,64%), ExxonMobil (+10,22%), Merck (+8,77%), Disney (+7,27%) e DuPont (+7,11%). As ações da American Express, que divulgaria resultados depois do fechamento, subiram 4,37%.

Nesta terça-feira, deverá acontecer a liquidação de contratos de proteção contra o risco de calote (CDS, credit default swap) sobre centenas de bilhões de dólares em dívidas do Lehman Brothers. O pedido de concordata do Lehman Brothers, em 15 de setembro, desencadeou o default, seguindo as cláusulas dos contratos. Não se sabe exatamente quais são os devedores e se eles terão recursos para cumprir os pagamentos. Mas, segundo a Dow Jones, o vencimento não é uma boa notícia para a seguradora AIG (American Internacional Group) que subscreveu muitos destes contratos e já recebeu uma linha crédito de US$ 85 bilhões do governo federal dos EUA. As informações são da Dow Jones.

Ibovespa encerra em alta de 8,36% com melhora externa

por Agência ESTADO
20 de Outubro de 2008 18:39

A Bovespa começou a semana com o pé direito, influenciada pela melhora do ambiente externo. Na última hora de pregão - que a partir de hoje tem início às 11 horas e término às 18 horas em razão do horário de verão -, a alta ganhou força, amparada na aceleração dos ganhos em Nova York. No encerramento dos negócios, o Ibovespa, principal índice, registrou elevação de 8,36%, aos 39.441,08 pontos - depois de oscilar de 36.401 pontos na mínima (+0,01%) e 39.453 pontos na máxima (8,39%). O volume financeiro, inflado pelo vencimento de opções sobre ações, somou R$ 5,11 bilhões.
A valorização nesta sessão não dissipa a expectativa de volatilidade e a indefinição do cenário para o mercado acionário, tampouco traz alívio consistente. Hoje, porém, o viés positivo predominou.
Os contínuos esforços dos governos em várias partes do mundo para evitar o colapso do sistema financeiro e a resposta positiva do mercado de crédito proporcionaram a apreciação dos principais índices acionários ao redor do mundo, e a Bolsa brasileira acompanhou. Coréia do Sul, Suécia, Holanda, Reino Unido e França foram alguns dos países que ocuparam o noticiário com mais anúncios de intervenções governamentais contra a crise no mercado financeiro internacional.
Da pauta macroeconômica nos EUA, o Conference Board informou que o índice de indicadores antecedentes subiu em setembro, a primeira alta em cinco meses. Comentários do presidente do Federal Reserve (Fed, banco central dos EUA), Ben Bernanke, também ajudaram. No Congresso, ele afirmou que apóia uma segunda rodada de estímulo fiscal pelo governo dos EUA para limitar os riscos de uma desaceleração prolongada da economia. Em Nova York, o índice Dow Jones subiu 4,67%, o S&P-500, 4,77% e o Nasdaq, 3,43%.
Outro componente positivo para o mercado acionário norte-americano veio do impacto ascendente da alta do petróleo sobre as ações do setor de energia. Na Bolsa Mercantil de Nova York, o petróleo encerrou em alta de 3,34%, a US$ 74,25 o barril. A alta do petróleo também favoreceu as ações da Petrobras aqui: os papéis PN subiram 10,44% e os ON ganharam 11,48%. "O quadro internacional ainda prevalece sobre o noticiário local", observou Raffi Dokuzian, superintendente de renda variável da Banif Corretora.
No ambiente doméstico, a segunda-feira contou com vencimento dos contratos de opções sobre ações na Bovespa. O vencimento movimentou cerca de R$ 993,906 milhões na Bovespa. Assim como as ações da Petrobras, os papéis da Vale - que também tiveram influência do exercício - encerraram o dia com apreciação expressiva: Vale PNA ganhou 12,70% e Vale ON disparou 13,29% . Ainda vale destacar que a mineradora informa o balanço do terceiro trimestre na quinta-feira.
No setor siderúrgico, os ganhos também colaboraram com o avanço do Ibovespa: Gerdau PN subiu 11,61%, Usiminas PNA aumentou 9,09% e CSN valorizou-se 7,45%. Também ajudaram as elevações das ações de bancos: Bradesco PN registrou alta de 7,74%, Itaú PN, 7,16%, Banco do Brasil ON, 10,01% e Unibanco Unit, 8,14%.
No Ibovespa, as altas foram lideradas por Gafisa ON (+17,57%), Sabesp ON (+14,56%) e Cosan ON (+13,90%) No outro extremo, apenas três ações registraram baixas: Transmissão Paulista PN caiu 1,21%, Telesp PN cedeu 0,96% e Gol ON recuou 0,61%.

Após 17/10...forte volatilidade com tendência de queda...


O Ibovespa abriu em 36.440 pontos e já na primeira meia hora de pregão, veio buscar a mínima, em 35.834 pontos (-1,67%). A partir daí, reagiu fortemente retomando os 36 mil e os 37 mil pontos, até encontrar resistência, no início da segunda metade do pregão, na máxima em 38.342 pontos (+5,21%), em perfeita sintonia com DJI. A partir daí, ainda sintonizado com DJI, refluiu gradualmente devolvendo os suportes conquistados nos patamares dos 37 e 36 mil pontos até encontrar suporte no fechamento em 36.399 pontos ( -0,12%), praticamente em cima do valor do fechamento anterior.

Análise: Em dia de extrema volatilidade, o Ibovespa variou 2500 pontos entre a mínima e a máxima, para depois fechar praticamente estável. O "candle" produzido no gráfico diário é um "doji" que até poderia significar indefinição de tendência, porém como foi resultante de uma reversão da alta de mais de 5%, para praticamente zerar, nesta sexta é provável que seja um "doji" para a continuidade da tendência de baixa. Apesar do CCI/Ma cruzamento ainda sinalizar tendência positiva, os demais indicadores do gráfico diário e todos de "30 minutos", sinalizam tendência de queda, confirmando o "candle" formado. Em se tratando de dia de vencimento de opções será importante observar o comportamento dos índices futuros do Ibovespa para confirmar com melhor precisão, a tendência do pregão.

Suportes imediatos em 36.300, 35.700, 34.050, 33.320 e 32.550 pontos.

Resistências imediatas em 38.340, 39 mil e 41 mil pontos.

DJI...após 17/10...forte volatilidade, com tendência de queda...


DJI abriu em 8.975 pontos e com os índices futuros em queda, foi buscar suporte na mínima em 8.719 pontos ( -2,90%). A partir daí, iniciou uma forte retomada de alta, primeiramente no patamar dos 9000/9100 pontos, de onde arrancou para atingir a máxima em 9.281 pontos ( + 3,36%), ao final da primeira etapa do pregão. Na segunda metade, refluiu, em processo de realização até finalizar em 8.852 pontos (-1.41%).

Análise: Novamente a tônica deste pregão foi a forte volatilidade, com DJI variando mais de 6%, entre a mínima e a máxima, mostrando que o mercado ainda não tem referências de piso para DJI, ao mesmo tempo que mostra um mercado comprador indefeso, ante a forte pressão vendedora às vésperas do exercícios de opções, nesta segunda.

Os principais indicadores do gráfico diário como o estocástico e o oscilador de momentos apontam tendência de baixa, sinalizados também no gráfico de "60 minutos", apesar do fechamento semanal em alta, depois de quatro semanas seguidas de queda. O "candle" formado se assemelha a um "martelo invertido cheio", possivelmente sinalizando um topo e o início de uma reversão de tendência. Com a forte volatilidade verificada nos últimos pregões, pela queda de braços entre vendidos e comprados, é importante observar o desempenho dos índices futuros, antes da abertura, para se confirmar qual a tendência esperada, na abertura dos pregões.

Resistências em 9.130, 9.280 e 9.540 pontos.
Suportes em 8.800, 8.600, 8.370, 8.050 e 7.570 pontos.

domingo, 19 de outubro de 2008

Futuros de Commodities em 17/10 e projeções para a 4a semana de outubro


Fonte: Bloomberg

Situação em 17/10

INDEX NAME VALUE CHANGE OPEN HIGH LOW TIME
UBS BLOOMBERG CMCI 1054.62 22.00 1033.60 1066.21 1029.58
S&P GSCI 474.74 10.63 475.66 485.44 464.27
RJ/CRB Commodity 282.14 6.48 275.85 284.08 275.36
Rogers Intl 3296.71 71.05 3321.30 3352.90 3224.10
Brookshire Intl 359.30 7.28 353.76 364.70 352.66

Situação em 10/10

INDEX NAME VALUE CHANGE OPEN HIGH LOW TIME
UBS BLOOMBERG CMCI 1085.08 -71.95 1156.88 1156.88 1081.22
S&P GSCI 502.60 -41.52 522.18 526.59 497.63
RJ/CRB Commodity 289.89 -20.64 309.89 310.53 289.89
Rogers Intl 3444.83 -272.82 3717.65 3717.65 3422.82
Brookshire Intl 376.85 -29.98 393.92 394.28 373.69


Variação semanal 17/10 a 10/10


INDICE Fechamento (17/10) Fechamento(10/10) VARIAÇÃO SEMANAL (%)
UBS BLOOMBERG CMCI 1054.62 1085.08 - 2,81%
S&P GSCI 474.74 502.60 -5,54%
RJ/CRB Commodity 282.14 289.89 -2,67%
Rogers Intl 3296.71 3444.83 -4,30%
Brookshire Intl 359.30 376.85 -4,66%

Análise:

Comparando em base semanal (fechamento 17/10 x fechamento 10/10), podemos observar nova queda nos preços de commodities, ao redor de 4 % em média, acumulando nestas últimas três semanas cerca de 27% de queda nos principais índices, depois de uma primeira semana do mês em que ocorrera recuperação de +2%.

Os mercados de commodities continuaram a apresentar quedas (ainda que em menor escala nesta semana), acompanhando o desempenho negativo das principais bolsas do planeta através da percepção cada vez maior de que a crise americana cedo ou tarde se alastrará ao resto do planeta. Observando os principais gráficos podemos constatar redução de 1/3 nos preços médios das principais commodities, quando comparados em base anual, apesar de que a espectativa de cortes na produção de petróleo pela OPEP reunida, neste final de semana, reduziu a perda semanal dessa commoditie na sexta-feira. O gráfico semanal, acabou formando um "candle" semelhante a um "martelo" cheio, que pode significar alguma recuperação de preços, nesta próxima semana. O êxito da reunião da OPEP para fixar novos tetos de produção do petróleo poderá trazer (ou não) algum alento para os preços do barril de petróleo e eventualmente às demais commodities.

sábado, 18 de outubro de 2008

Bush e Sarkozy se reúnem, em meio a mais sinais de recessão

Por Claudia Parsons
18 de Outubro de 2008 09:47

NOVA YORK (Reuters) - O presidente norte-americano, George W. Bush, mantém conversas neste sábado com líderes europeus, na esperança de abrir caminho para uma revisão do sistema regulatório financeiro global, em meio a sinais mais fortes de que o mundo ruma para uma recessão.
A Casa Branca abrandou as expectativas sobre o encontro, em Camp David, entre Bush, o presidente francês, Nicolas Sarkozy, e o presidente da Comissão Européia, José Manuel Barroso.
A piora econômica foi sinalizada por dados ruins sobre a confiança do consumidor norte-americano e a construção de moradias nas últimas semanas.
As taxas de empréstimo interbancário recuaram nesta semana pela primeira vez desde julho, dando alguma esperança de que o pior da crise bancária mundial possa ter passado. Mas os mercados acionários em todo o mundo continuaram voláteis.
Na sexta-feira, Bush afirmou que as intervenções dos governos dos Estados Unidos e da Europa precisam de tempo para surtir efeito.
Barroso e Sarkozy encontraram o primeiro-ministro canadense, Stephen Harper, na sexta-feira e concordaram sobre a necessidade de uma cúpula internacional antes do fim do ano. Sarkozy disse que o encontro deveria incluir China, Índia e outros países fora do G8.

sexta-feira, 17 de outubro de 2008

Confira a agenda do investidor para a quarta semana de outubro

por Rafael de Souza Ribeiro de InfoMoney
17/10/08 20h11

SÃO PAULO - Dentro da agenda da quarta semana de outubro, os investidores estarão atentos nos EUA aos dados do setor imobiliário referentes ao mês de setembro.No cenário nacional, a ênfase fica para o IPCA-15 (Índice de Preço ao Consumidor Amplo - 15) e para a Pesquisa Mensal do Emprego, ambos elaborados pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).


Segunda-feira (20/10)

Brasil

8h00 - A FGV apresenta o IGP-M (Índice Geral de Preços - Mercado) do segundo decêndio de outubro, que é bastante utilizado pelo mercado, e retrata a evolução geral de preços na economia.
8h30 - O Banco Central publica o relatório semanal Focus, que compila a opinião de consultorias e instituições financeiras sobre os principais índices macroeconômicos.
11h00 - O Ministério de Comércio Exterior anuncia a Balança Comercial referente à última semana, que mede a diferença entre exportações e importações contabilizadas durante o período.
Haverá também Vencimento de Opções sobre ações negociadas na BM&F Bovespa.

EUA
11h00 - A Conference Board revela o Leading Indicators referente ao mês de setembro. O relatório compreende vários índices já divulgados, como pedidos de auxílio-desemprego, custo de mão-de-obra e permissões para construção.

Terça-feira (21/10)

Brasil
Não serão apresentados índices relevantes no País.

EUA
Não serão apresentados índices relevantes no país.

Quarta-feira (22/10)

Brasil

10h00 - O Banco Central publica a Nota de Mercado Aberto de setembro, um relatório sobre as operações financeiras realizadas no mercado aberto pela instituição monetária.

EUA
11h30 - Será apresentado o relatório de Estoques de Petróleo norte-americano, semanalmente organizado pela EIA (Energy Information Administration). O documento é considerado uma importante medida, já que os EUA são o maior consumidor do combustível.

Inglaterra
O Banco da Inglaterra revela a minuta da última reunião. O documento revelará os motivos para o corte extraordinário de 50 pontos-base na taxa básica de juro britânica no dia 8 de outubro.


Quinta-feira (23/10)

Brasil
8h00 - A FGV (Fundação Getulio Vargas) publica o IPC-S (Índice de Preços ao Consumidor - Semanal) referente à terceira quadrissemana de outubro. O índice calcula a taxa mensal da variação dos preços até meados da semana anterior àquela em que é divulgado.
8h00 - A instituição também anuncia a Sondagem do Consumidor de outubro. O índice é compilado com base em uma amostra de mais de 200 domicílios em sete das principais capitais brasileiras.
9h00 - O IBGE divulga a Pesquisa Mensal de Emprego referente ao mês de setembro, documento que descreve o mercado de trabalho no País.
9h00 - O Instituto ainda apresenta o IPCA-15 de outubro. Esse índice é calculado segundo a mesma metodologia do IPCA, mas a coleta dos dados é feita entre os dias 15 de cada mês.
10h00 - Para encerrar, o Banco Central revela a Nota do Setor Externo de setembro, contendo informações sobre o balanço de pagamentos e as reservas internacionais computadas no período.

EUA
9h30 - Confira o número de pedidos de auxílio-desemprego (Initial Claims), em base semanal.

Sexta-feira (24/10)

Brasil
Não serão apresentados índices relevantes no País.

EUA
11h00 - Será divulgado o Existing Home Sales referente ao mês de setembro. O índice é responsável por medir as vendas de casas usadas no país.

Segunda-feira (27/10)

Brasil
7h00 - A Fipe (Fundação Instituto de Pesquisa Econômica) anuncia o IPC referente à terceira quadrissemana de outubro. O índice é baseado em uma pesquisa de preços feita na cidade de São Paulo, entre pessoas que ganham de 1 a 20 salários mínimos.
8h30 - O Banco Central publica o relatório semanal Focus, que compila a opinião de consultorias e instituições financeiras sobre os principais índices macroeconômicos.
11h00 - O Ministério de Comércio Exterior apresenta a Balança Comercial referente à última semana, que mede a diferença entre exportações e importações contabilizadas durante o período.
EUA
11h00 - Sairá o New Home Sales, índice que mostra o número de casas novas com compromisso de venda realizado durante o mês de setembro.

Bolsa de NY cai hoje, mas registra alta na semana

por Agência ESTADO
17 de Outubro de 2008 18:31

O mercado norte-americano de ações fechou com os principais índices em queda, em mais um dia de volatilidade. A semana havia começado com o índice Dow Jones registrando sua maior alta em pontos de todos os tempos e também teve o S&P-500 sofrendo sua maior queda em pontos desde a Segunda-Feira Negra de 1987; no fim das contas, os índices do mercado acumularam altas expressivas na semana, enquanto a semana passada havia sido a pior de todos os tempos, no caso do Dow Jones.
O índice Dow Jones fechou o dia em queda de 127,04 pontos, ou 1,41%, em 8.852,22 pontos. O Nasdaq fechou em baixa de 6,42 pontos, ou 0,37%, em 1.711,29 pontos. O S&P-500 caiu 5,88 pontos, ou 0,62%, para fechar em 940,55 pontos. O NYSE Composite recuou 22,10 pontos, ou 0,37%, para 5.948,80 pontos. Na semana, o Dow Jones acumulou uma alta de 4,75%, o Nasdaq, um avanço de 3,75% e o S&P-500, um ganho de 4,60%.
Hoje, novos indicadores alimentaram o pessimismo dos investidores em relação à perspectiva da economia (o número de construções de residências iniciadas em setembro e o índice de sentimento do consumidor da Universidade de Michigan). Isso acabou contrabalançando as reações positivas do mercado ao informe de resultados do Google, divulgado ontem depois do fechamento, e um artigo otimista do megainvestidor Warren Buffett na página de Opinião do jornal The New York Times. Em dia de vencimento de opções de ações e de índices, houve grande volatilidade durante o pregão, com o Dow Jones chegando a cair 261 pontos e a subir 301 pontos; o índice de volatilidade VIX subiu 4,02%.
"A economia caiu de um despenhadeiro em setembro. Nem sabemos qual será o impacto do congelamento do crédito em outubro, mas ele não será bom", comentou o economista-chefe da MKM Partners, Michael Darda.
As ações do Google subiram 5,53%, em reação a seu informe de resultados do terceiro trimestre; ainda no setor de tecnologia, também divulgaram resultados a IBM (-0,81%) e a AMD (+2,18%). Em reação ao indicador de novas construções de imóveis residenciais, as ações da Caterpillar caíram 7,20%. As ações da seguradora AIG caíram 13,58%, depois de a empresa informar que sacou mais US$ 12 bilhões do programa de socorro do Departamento do Tesouro dos EUA, elevando o total já tomado pela empresa a US$ 82,9 bilhões. Entre os bancos, as ações do Citigroup caíram 6,42% e as do Bank of America recuaram 4,16%. No setor farmacêutico, as ações da Merck subiram 1,10%, depois de elevação de recomendação pelos analistas do UBS. As informações são da Dow Jones.

Bolsa fecha sessão em leve baixa, mas sobe na semana

por Agência ESTADO
17 de Outubro de 2008 18:10

A recuperação nos preços do setor de matérias-primas (commodities), em um dia com notícias corporativas favoráveis a algumas empresas brasileiras, proporcionou um rali das ações na Bovespa. O mercado brasileiro, porém, sucumbiu à deterioração em Wall Street à tarde. O Ibovespa, principal índice da Bolsa de Valores de São Paulo, fechou em baixa de 0,12%, aos 36.399,09 pontos - após ter atingido 38.342 pontos (alta de 5,21%) no melhor momento do pregão. Na mínima, mais cedo, registrou queda de 1,67%, aos 35.834 pontos. O volume financeiro somou R$ 4,55 bilhões. Na semana, contudo, o índice registrou valorização de 2,22% - a primeira alta depois de três semanas em que acumulou queda.
De acordo com participantes do mercado, a volatilidade permanece como o "nome do jogo" no curto prazo. "O mercado não tem direcional, está 'amassado' e as incertezas persistem", comentou um profissional da área de renda variável de uma corretora em São Paulo. Para ele, o Ibovespa pode ter batido o "fundo" na semana passada, e ao deixar de precificar o pior no que diz respeito a uma ruptura abre espaço para uma correção. "Mas não tem força pra subir porque está claro que a recessão será forte e longa", ponderou.
"Muitos investidores - fundos, bancos, empresas e pessoas físicas - estão machucados, e bem machucados. É normal, então, diante de um cenário pessimista como o atual, que cada notícia, dado econômico ou declaração de alguma autoridade leve a várias interpretações e conseqüentemente uma movimentação brutal dos preços dos ativos", explicou Fernando Barbará, gestor de renda variável na Ático Asset Management.

Nova York

Hoje, os participantes do mercado até tentaram mirar o noticiário corporativo favorável às companhias brasileiras, mas o comportamento das bolsas nos Estados Unidos não saiu do radar. E, por lá, o índice Dow Jones encerrou em queda de 1,41%, o S&P-500 terminou com desvalorização de 0,62% e o Nasdaq Composite perdeu 0,37%. Os pregões norte-americanos tiveram uma sessão volátil, marcada pelo vencimento de opções de ações e de índices. O noticiário macroeconômico não ajudou. As construções residenciais iniciadas caíram 6,3% em setembro, para 817 mil, o menor nível em 17 anos.

Commodities

Apesar da volatilidade em Nova York seguir como pano de fundo dos negócios no mercado acionário brasileiro, a valorização nos preços de commodities permitiu altas mais expressivas em boa parte da sessão local. O petróleo subiu 2,86%, a US$ 71,85 por barril. Nesse contexto, Petrobras PN subiu 3,56% e Petrobras ON avançou 2,50%. Os metais também avançaram, levando Vale PNA a ganhar 3,63% e Vale ON a subir 3,53%.

Balanços

Da safra de balanços, Aracruz e Votorantim Celulose e Papel (VCP) divulgaram logo cedo seus resultados trimestrais. A Aracruz teve prejuízo líquido de US$ 545,9 milhões no terceiro trimestre no padrão norte-americano de contabilidade. O balanço foi influenciado pelo resultado negativo de transações com derivativos. Pelos padrões contábeis brasileiros, o prejuízo foi de R$ 1,569 bilhão. As ações PNB da Aracruz caíram 9,76% - segunda maior baixa do índice.
A VCP também registrou prejuízo, de R$ 585,465 milhões, no trimestre passado. O impacto do câmbio na dívida foi de R$ 465 milhões no período. As ações preferenciais da VCP lideraram as perdas do Ibovespa, com recuo de 13,63%.

Telefonia

Outro destaque no front corporativo foi setor de telefonia. Brasil Telecom Participações ON, disparou 11,31%, na liderança das altas do Ibovespa, reagindo à aprovação ontem à noite da proposta de reformulação do Plano Geral de Outorgas (PGO), que permitirá a conclusão da compra da Brasil Telecom pela Oi. As ações preferenciais da BRT Participações, contudo, registraram queda de 7,42%, seguidas por Oi ON, que recuou 3,24%. Como ontem esses papéis subiram, na expectativa da aprovação do novo PGO, hoje os investidores teriam vendido as ações para embolsar os lucros.

Horário

Ainda vale lembrar que na segunda-feira ocorre vencimento de opções sobre ações na Bovespa, bem como o horário do pregão será alterado em razão do início do horário de verão no País. A sessão regular passa a operar das 11h às 18 horas.

IBOV...após 16/10...reação no final do pregão, pode significar retomada da alta...


O Ibovespa abriu em 36.835 pontos e já na primeira hora de pregão, foi buscar a máxima, em 37.393 pontos (+1,5%). A partir daí, refluiu fortemente até encontrar suporte na mínima em 33.752 pontos (-8,37%). A partir daí, com a melhora do desempenho de DJI, retomou gradualmente o patamar dos 35 mil pontos, em sintonia com a recuperação dos mercados americanos. Na última hora arrancou com mais disposição até quase retomar os 37 mil pontos, mas finalizou em queda, em 36.441 pontos (-1,06%).

Análise: Em dia de muita volatilidade, o Ibovespa acompanhou DJI na primeira etapa quando corrigiu fortemente até os 8,37% de queda. Depois com a reversão de DJI tentou sem sucesso zerar as perdas, mesmo com DJI fechando em alta de quase 5%.O "candle" produzido no gráfico diário se assemelha a um "martelo cheio" que pode estar sinalizando uma reversão para alta, nesta sexta. Exceto o estocástico, os demais indicadores do gráfico diário sinalizam tendência de alta, também predominantes nos indicadores do gráfico de "30 minutos". Os índices futuros do Ibovespa e dos mercados externos, antes da abertura, poderão confirmar com melhor precisão, a tendência do pregão.

Suportes imediatos em 34.600, 34.000, 32.200 e 31 mil pontos.

Resistências imediatas em 36.900, 38.000, 39.700 e 41 mil pontos.

DJI...após 16/10...pode dar sequência à forte alta...


DJI abriu em 8.577 pontos e com os índices futuros em queda, foi buscar suporte na mínima em 8.199 pontos ( -4,41%). A partir daí, iniciou uma forte retomada de alta, primeiramente no patamar dos 8.500/8600 pontos, de onde arrancou, na última hora de pregão para atingir a máxima em 9.012 pontos ( + 5,07%), refluindo levemente finalizar em 8.979 pontos (+4,68%).

Análise: Entre a mínima e a máxima de DJI, ocorreu uma variação de 813 pontos, mostrando a forte volatilidade do pregão. A mínima, por conta de fracos indicadores econômicos anunciados e de resultados trimestrais de muitas empresas, abaixo do esperado pelo mercado; e a máxima por conta de fortes ordens de compra de ativos muito desvalorizados, e o receio do exercício de opções, desses ativos na próxima segunda, também dia de vencimento, em Nova York.

Os principais indicadores do gráfico diário e os de "30 minutos" sinalizam tendência de alta. O "candle" formado é um "martelo vazio", possivelmente sinalizador dessa mesma tendência de alta. Como tem ocorrido forte volatilidade nos últimos pregões, além da queda de braços (se houver) entre vendidos e comprados, é importante considerar o desempenho dos índices futuros, antes da abertura, para se confirmar a principal tendência na abertura dos pregões.

Resistências em 9.240, 9.320 e 9.600 pontos.
Suportes em 8.750, 8.600, 8.800, 8.280 e 8.120 pontos.

quinta-feira, 16 de outubro de 2008

Briga por opções e queda de commodities pressionam Bovespa

por Aluísio Alves
16 de Outubro de 2008 18:23

SÃO PAULO (Reuters) - Uma nova rodada de queda nos preços de commodities, combinada com a proximidade do exercício dos contratos de opções, filtrou o efeito positivo de Wall Street sobre a Bolsa de Valores de São Paulo, que voltou a fechar no vermelho nesta quinta-feira.
Noutra sessão de volatilidade intensa, o Ibovespa encolheu 1,06 por cento no final do pregão, para 36.441 pontos. O volume financeiro do dia foi de 5,52 bilhões de reais.
Pela manhã, o noticiário indicava que seria outro dia de massacre nos mercados de ações. De um lado, gigantes financeiros revelaram novos estragos da crise ao divulgarem os resultados do terceiro trimestre.
O Merrill Lynch teve prejuízo de 5,1 bilhões de dólares. O lucro do Bank of New York Mellon caiu 53 por cento, e o Citi teve prejuízo de 2,8 bilhões de dólares, completando 12 meses de perdas.
De outro, dados dos Estados Unidos descortinavam os primeiros sinais incontestáveis de que a recessão já chegou. A produção industrial do país caiu 2,8 por cento em setembro, a maior queda desde dezembro de 1974. E o índice de atividade empresarial no Meio-Atlântico caiu para o nível mais baixo desde outubro de 1990.
A primeira reação foi a mais lógica. Os principais índices das bolsas nova-iorquinas chegaram a desabar mais de 4 por cento, movimento que arrastou o Ibovespa para uma queda de mais de 8 por cento.
Como as bolsas norte-americanas já haviam registrado quedas percentuais diárias desde 1987, os preços bastante baixos das ações atraíram uma onda gigantesca de ordens de compra dos caçadores de barganhas. Com uma recuperação fulminante, o Dow Jones decolou 4,68 por cento.
Por aqui, essa reviravolta foi suficiente apenas para amenizar as perdas do Ibovespa, que ainda refletia a influência da queda generalizada das commodities sobre os preços de algumas das principais ações da carteira.
Petrobras, a pior do índice, viu sua ação preferencial desabar 7,5 por cento, depois de o barril do petróleo ter caído abaixo dos 70 dólares. Vale caiu 2,1 por cento, a 23 reais.
"Mas isso pode ter tido alguma influência do vencimento de opções", disse André Querne, sócio da Rio Gestão de Recursos. As duas ações são as mais importantes desse mercado e também as mais importantes da carteira teórica.
Mas o índice também foi fortemente pressionado pelo setor bancário, já que investidores correram a realizar lucros com algumas das ações que mais subiram no início da semana, depois que o Banco Central ampliou medidas para dar mais liquidez ao sistema financeiro. Unibanco foi a pior do segmento, desabando 6,1 por cento, para 13,80 reais.
A queda só não foi maior por causa da escalada de algumas ações, por motivos pontuais. Gol refletiu bem a queda do petróleo e foi a melhor do índice, escalando 24,3 por cento, a 9,20 reais.
Companhia Siderúrgica Nacional decolou 17,3 por cento, para 29,65 reais, depois de notícias de que um consórcio japonês, incluindo a Nippon Steel e a Itochu, teria decidido comprar 40 por cento da Namisa, unidade de minério de ferro da CSN. A CSN, consultada, disse que não comenta rumores de mercado.

Bolsa de NY registra uma das maiores altas do ano

por Agência ESTADO
16 de Outubro de 2008 18:29

O mercado norte-americano de ações voltou a fechar em alta, revertendo a queda verificada pela manhã. As ações operaram em baixa durante boa parte do dia, em reação a uma nova fornada de indicadores fracos - a produção industrial, que sofreu em setembro a maior queda desde 1974, e o índice de atividade industrial do Fed de Filadélfia. O índice Dow Jones chegou a cair 380 pontos e o S&P-500, a perder 4,6%. A virada para cima aconteceu na última hora do pregão. O S&P-500 acabou tendo sua quarta maior alta deste ano em termos porcentuais e o Nasdaq, a segunda maior. O índice de volatilidade VIX subiu para o nível recorde de 81,17 no fim da manhã, mas recuou à tarde, fechando em 67,61, em queda de 2,37%.
Participantes do mercado disseram que uma das razões para a aceleração da alta no fim do pregão foi o fato de haver vencimento de opções de ações e de índices amanhã, o que motivou um movimento de cobertura de posições.
Entre os destaques do dia estavam as ações da Wal-Mart, com alta de 9,13%, em reação à nova queda dos preços do petróleo, que fecharam abaixo dos US$ 70 por barril. As ações das empresas de petróleo também subiram (ExxonMobil ganhou 11,39%). No setor financeiro, as ações do Citigroup caíram 2,03% e as do Merrill Lynch subiram 0,60%, depois de as duas instituições divulgarem resultados.
Entre as seguradoras de bônus, as ações da Ambac Financial subiram 47,78%, depois de seu executivo-chefe, Michael Callen, dizer que o setor está preparando um plano para apresentar ao Departamento do Tesouro, pelo qual as seguradoras venderiam ativos "problemáticos" ao governo; as da MBIA, maior companhia do setor, avançaram 32,16%.
O índice Dow Jones fechou em alta de 401,35 pontos, ou 4,68%, em 8.979,26 pontos. A mínima foi em 8.197,67 pontos e a máxima em 9.013,27 pontos. O Nasdaq fechou em alta de 89,38 pontos, ou 5,49%, em 1.717,71 pontos, com mínima em 1.565,72 pontos e máxima em 1.717,72 pontos. O S&P-500 subiu 38,59 pontos, ou 4,25%, para 946,43 pontos, com mínima em 865,83 pontos e máxima em 947,71 pontos. As informações são da Dow Jones.

quarta-feira, 15 de outubro de 2008

Bolsa fecha em queda de 11,39%, a maior em 10 anos

por equipe da Agência Estado
15 de Outubro de 2008 18:12


A Bovespa voltou a registrar perdas expressivas hoje, afetada pela desvalorização das matérias-primas e pela queda dos índices acionários norte-americanos, diante da piora da perspectiva para a economia mundial. A sessão também foi marcada pelos vencimentos de opções sobre Ibovespa e do índice futuro e por nova interrupção dos negócios pelo mecanismo de circuit breaker. Em razão da parada da Bolsa por 30 minutos em um dia de vencimentos relacionados ao índice, o pregão foi estendido para as 17h30.
A apenas 40 minutos de fechar o pregão, a Bovespa fez os investidores prenderem a respiração, diante da possibilidade de que o Ibovespa atingisse uma queda de 15% e assim a Bolsa acionasse novamente no dia o mecanismo de circuit breaker. O "fôlego" só foi retomado quando o relógio marcou 17 horas - por questão do regimento da bolsa, o mecanismo de circuit breaker não é acionado na última meia hora de negociação.
Ainda assim, o Ibovespa registrou a maior perda porcentual desde 10 de setembro de 1998, ao encerrar a jornada com declínio de 11,39%, aos 36.833,02 pontos. Naquela data, caiu 15,8%. Hoje, o índice oscilou de 35.411 pontos na mínima (-14,81%) a 41.567 pontos na máxima (estável). O volume financeiro somou R$ 9,73 bilhões.

"Não há boas notícias para a Bolsa no Brasil", alertou o estrategista-chefe para América Latina do Barclays em Nova York, Paulo Hermanny, em entrevista à Agência Estado. De acordo com o profissional, apesar da correção de baixa muito forte pela qual as ações brasileiras passaram deixar papéis de algumas empresas baratos, há um cenário de recessão nos Estados Unidos e mundial, de menor crescimento no Brasil, de commodities (matérias-primas) com preços mais baixos. E o comportamento do mercado acionário paulista hoje referenda tal percepção.
Após uma onda de euforia, em meio a medidas para capitalizar o sistema bancário na Europa e EUA, declarações sobre o cenário da economia norte-americana e indicadores sobre a mesma reavivaram as preocupações sobre o tamanho da recessão estimada para aquele país, bem como os reflexos sobre o mundo. "A economia norte-americana parece estar em recessão", já que as pressões inflacionárias "diminuíram substancialmente", disse a dirigente da regional do Federal Reserve (Fed, banco central dos EUA) de São Francisco, Janet Yellen.
O próprio presidente do Fed, Ben Bernanke, também colaborou para ampliar os temores dos investidores, ao alertar que os mercados de crédito levarão tempo para descongelar e que, mesmo se os mercados financeiros se estabilizarem, a economia não irá se recuperar logo em seguida. Da agenda macroeconômica, as vendas no varejo caíram em agosto acima do esperado, o núcleo do índice de preços ao produtor (PPI) que exclui alimentos e energia, superou a previsão dos analistas e o índice Empire State caiu para -24,62, patamar recorde de baixa.
Ainda, o Livro Bege, sumário das condições econômicos americanas preparado pelo Fed, também mostrou que a atividade econômica e o mercado de empregos sofreram um enfraquecimento em todos os 12 distritos do Federal Reserve em setembro.
Em Nova York, o índice acionário Dow Jones caiu 7,87% - a maior queda porcentual desde outubro de 1987; o S&P-500 recuou 9,03%; e o Nasdaq Composite cedeu 8,47%.
Balanços corporativos também ocuparam as atenções dos investidores em Nova York. O JPMorgan Chase reportou queda de 84,5% no seu lucro líquido no terceiro trimestre deste ano, para US$ 527 milhões. A receita caiu para US$ 14,74 bilhões, de US$ 18,4 bilhões. O executivo-chefe da instituição, Jamie Dimon, afirmou que espera lucros menores nos próximos trimestres.Ainda no setor bancário, o Wells Fargo & Co. registrou queda de 22% no lucro líquido do terceiro trimestre deste ano, para US$ 1,64 bilhão.

Ações

A deterioração nas expectativas para a atividade econômica global afetou também as commodities, o que elevou a pressão de baixa no Ibovespa, que tem como carros-chefe ações de empresas atreladas aos preços desses produtos. Na Bolsa Mercantil de Nova York, o petróleo cedeu 5,20%, a US$ 74,54 o barril. Metais e agrícolas também recuaram. As ações da Petrobras sentiram: as PN caíram 12,09% e as ON perderam 13,85%. O impacto sobre os papéis da Vale não foi diferente: queda de 15,16% nas PNA e declínio de 18,58% nas ON.
As siderúrgicas também sofreram hoje: Usiminas PNA perdeu 14,52%, CSN ON cedeu 17,11% e Gerdau PN teve baixa de 14,90%. O setor bancário igualmente apresentou baixas significativas: Bradesco PN caiu 8,03%, Banco do Brasil ON, 10,45%, Itaú PN, 10,99% e Unibanco units, 12,50%.
No Ibovespa, as quedas foram lideradas por: JBS ON (-22,45%), Gafisa ON (-21,21%) e B2W ON (-20,68%). Apenas três ações registraram valorização: Telemar PN subiu 5,30%, Brasil Telecom Participações PN avançou 2,42% e Telemar Norte Leste PNA apreciou-se 2,18%.

Circuit breaker

A forte baixa do índice levou a Bovespa a acionar o circuit breaker pela terceira sessão do mês de outubro e interromper às 14h25, por 30 minutos, as operações. Naquele momento, o Ibovespa alcançou queda de 10%, aos 37.412 pontos. Após quase dez anos sem acionar o circuit breaker, a Bolsa precisou lançar mão dele no dia 29 de setembro e, depois, em outubro, em dois pregões (dias 6 e 10), além do de hoje. No dia 6, o circuit breaker foi usado duas vezes, por 30 minutos (queda de 10%) e uma hora (baixa de 15%).
O circuit breaker é o mecanismo utilizado pela Bovespa que permite, na ocorrência de movimentos bruscos de mercado, o amortecimento e o rebalanceamento das ordens de compra e de venda. Esse instrumento constitui-se em uma "proteção" à volatilidade excessiva em momentos atípicos de mercado.

DJI..após 13/10...possível reversão de tendência...


DJI abriu em 9.389 pontos e com os índices futuros em alta, foi buscar na primeira hora de pregão, sua máxima em 9.786 pontos ( +4,23%). A partir daí, não conseguindo se manter nos 9.700 pontos, refluiu fortemente até encontrar suporte na mínima em 9.085 pontos (-3,24%). Reagiu na última hora para finalizar em 9.310 pontos (-0,82%).

Análise: DJI tentou re-editar o excelente desempenho do pregão anterior (+11%), mas não conseguiu romper definitivamente os 9.770 pontos que poderia levar DJI novamente aos patamares dos 10 mil e 11 mil pontos. Em uma dia morno de notícias, exceto as falas de Bush e Paulson, na abertura dos pregões dando detalhes da aplicação da primeira parcela dos US$ 700 bi e quais bancos selecionados para a compra de ativos, DJI não teve fôlego para sustentar a alta e deverá aguardar as divulgações de importantes índices da economia, além do conteúdo do "livro Bege", que serão informados aos mercados, nesta quarta.

Alguns dos principais indicadores do gráfico diário e os de "30 minutos" sinalizam tendência de queda. Porém, a forte volatilidade dos últimos pregões, tem desconsiderado muitas vezes esses sinalizadores, para a abertura dos pregões. Os índices futuros, antes da abertura, deverão mostrar a principal tendência para a abertura dos pregões e sua intensidade.

Resistências em 9.650, 9.800 e 10.200 pontos.
Suportes em 9.300, 9.100, 8.800, 8.450 e 8.200 pontos.

IBOV...após 14/10...possível reversão para tendência de queda...


O Ibovespa abriu em 40.833 pontos e impulsionado pelos índices futuros em forte alta, foi buscar a máxima, na primeira hora de pregão em 43.753 pontos (+7,15%). A partir daí, sintonizado com DJI, refluiu até o patamar dos 41 mil pontos, mantendo suporte temporariamente nos 40.960 pontos e encontrando resistência nos 42 mil pontos. Nas últimas duas horas de pregão refluiu mais fortemente (com a queda de DJI) até buscar suporte na mínima em 40.218 pontos (-1,51%). Daí, com a melhora de DJI, recuperou novamente os 41 mil pontos, finalizando em 41.569 pontos ( + 1,81%).

Análise: O "candle" produzido no gráfico diário se assemelha a um "martelo invertido" que pode estar sinalizando final de tendência, com forte possibilidade de reversão, após os 2 pregões seguidos com fortes altas. Os principais indicadores do gráfico diário sinalizam tendência de alta, enquanto os indicadores do gráfico de 60 minutos já sinalizam tendência de queda, sendo que o oscilador de momentos apresenta "divergência de baixa", sugerindo reversão para queda. Os índices futuros do Ibovespa e dos mercados externos, antes da abertura, poderão confirmar com melhor precisão, a tendência deste pregão.

Suportes imediatos em 41.500, 41.050, 40.300, 39.500, 38.400 e 36.700 pontos.

Resistências imediatas em 43.000, 44.500, 44.900 e 46.500 pontos.