por Aluísio Alves de Reuters
11/12 - 18:50
SÃO PAULO (Reuters) - Os investidores valeram-se de dados econômicos surpreendentemente positivos de Estados Unidos e China para seguir na ponta compradora de ações nesta sexta-feira, levando a Bovespa a renovar a máxima em 2009.
Após fechar o dia valorizado em 0,78 por cento, o Ibovespa, principal índice acionário doméstico, alcançou 69.267 pontos, novo pico desde junho de 2008. O giro financeiro da sessão totalizou 5,97 bilhões de reais.
O impressionante crescimento de 19,2 por cento da produção industrial chinesa em novembro, somado à melhora da confiança do consumidor nos EUA, onde as vendas no varejo cresceram quase o dobro do previsto, deram o tom do otimismo.
Comentários mais amenos da Moody's sobre Grã Bretanha e EUA, países que a agência havia ameaçado com redução de rating no começo da semana, também contribuíram para tranquilizar o mercado, após o recente corte na nota da Grécia e a perspectiva negativa para a classificação soberana da Espanha.
Diante desse pano de fundo, o investidores sentiram-se à vontade para girar carteiras na Bovespa, realizando lucro em papéis que dispararam recentemente e migrando para outros que ficaram para trás.
"Parece que o investidor está confortável porque entrou em ações de menor liquidez", disse Ricardo Tadeu Martins, gerente de pesquisa da Planner Corretora.
Notícias localizadas ajudaram a eleger as melhores do Ibovespa. Embraer decolou 9 por cento, a 9,70 reais, após ter firmado um acordo que permitirá financiar a venda de até 2,2 bilhões de dólares em jatos para a China.
Na mesma coluna, TAM seguiu a trajetória recente de recuperação e subiu 5,6 por cento, para 37,29 reais. O mesmo valeu para Redecard, que ganhou 4 por cento, a 26,00 reais, após a Bradesco Corretora ter mantido recomendação de compra para os papéis da companhia.
DESTAQUES DE BAIXA
A coluna de perdas teve como líder o papel preferencial da Eletrobrás, com baixa de 2,7 por cento, a 32,98 reais, depois da escalada de mais de 30 por cento no mês, em meio a expectativas de que a companhia terá ganhos excepcionais na geração de caixa em 2010.
Braskem, que vinha disparando em meio a expectativas de que a companhia estaria prestes a fazer aquisições nos EUA, caiu 2,3 por cento, para 14,20 reais, logo depois de a companhia ter admitido que prospecta oportunidades naquele país.
Para Martins, a proximidade do vencimento dos contratos de índice futuro, na próxima quarta-feira, e dos de opções sobre ações, no dia 21, deve deixar o mercado volátil na próxima semana.
Segundo ele, com o Ibovespa próximo dos 70 mil pontos, muitos investidores tendem a reduzir apostas firmes em novas altas do índice, o que pode ser observado no fluxo de recursos estrangeiros mais fraco este mês.
Segundo dados da Bovespa, a entrada líquida foi de apenas 100 milhões de reais nos primeiros nove dias de dezembro, depois de ter acumulado mais de 20 bilhões de reais ao longo de 2009.
A intenção deste Blog é o de trazer informações sobre os mercados acionários e seus principais ativos. Esse espaço será utilizado para divulgar análises que fundamentem tendências de curto e médio prazos do Ibovespa, índices de mercados e comodities. Espero que o blog possa contribuir para a interpretação das tendências dos mercados,principalmente em momentos de maior volatilidade e incertezas.
sexta-feira, 11 de dezembro de 2009
Ibovespa sobe 0,78% e atinge maior nível em 18 meses
por Agência Estado
11/12 - 18:39
A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) finalmente desencantou: depois de dias de flerte, conseguiu fechar no patamar de 69 mil pontos - o que não acontecia desde junho de 2008 -, graças aos indicadores chineses e norte-americanos. Mas estes últimos, apesar de bons, acabaram freando o ritmo de alta da Bolsa brasileira ao conterem as compras de commodities em razão da valorização do dólar ante as principais moedas globais.
O Ibovespa terminou a sexta-feira em alta de 0,78%, aos 69.267,47 pontos - novo pico do ano e maior nível em 18 meses, desde 9 de junho do ano passado (69.281,20 pontos). Na semana, acumulou ganhos de 2,46%, no mês, de 3,32%, e, no ano, de 84,47%. Na mínima de hoje, registrou 68.750 pontos (+0,03%) e, na máxima, aos 69.502 pontos (+1,13%). O giro financeiro totalizou R$ 5,97 bilhões. Os dados são preliminares.
Os indicadores mais aguardados pelos investidores em ações eram os da China, um dos principais parceiros comerciais do Brasil e responsável por dar impulso principalmente ao setor de matérias-primas doméstico. E os números não desapontaram. A produção industrial chinesa em novembro cresceu 19,2%, em base anualizada, acima da média projetada pelos analistas, de 18,3%, e também do resultado de outubro, 16,1%. As vendas do setor varejista ficaram abaixo do mês anterior, mas subiram consideráveis 15,8%.
Estes dados já serviam para dar estímulo às ações domésticas, mas os Estados Unidos contribuíram com outros índices igualmente favoráveis, que voltaram a colocar na mira dos investidores a percepção de que a economia americana está mostrando recuperação. O Departamento do Comércio anunciou que as vendas no varejo dos EUA aumentaram 1,3% em novembro, acima da previsão de 0,7%. Já o índice de sentimento do consumidor preliminar de dezembro, divulgado pela Universidade de Michigan e Reuters, subiu de 67,4 em novembro para 73,4, superando a previsão de alta para 68,8.
Com esses dados em mãos, os investidores deixaram as commodities um pouco de lado e voltaram a se fortalecer em dólar, daí a justificativa para a Bovespa, por exemplo, não ter avançado tanto na sessão de hoje. Os metais ainda conseguiram fechar majoritariamente em alta, mas o petróleo manteve sua trajetória de baixa dos últimos dias. Na Bolsa Mercantil de Nova York (Nymex), o contrato futuro de petróleo com vencimento em janeiro recuou 0,95%, a US$ 69,87 o barril.
Às 18h19, o Dow Jones subia 0,58%, o S&P-500 avançava 0,32%, e o Nasdaq caía 0,09%. A alta nos EUA estimulou o resultado das Bolsas europeias, que também terminaram a sexta-feira com ganhos. As ações das mineradoras foram destaque, em razão da esperança de aumento na demanda por metais após os dados da China. Em Londres, o FT-100 subiu 0,33%, e fechou com 5.261,57 pontos; em Paris, o índice CAC-40 avançou 0,14%, para 3.803,72 pontos; em Frankfurt, o índice Dax-30 ganhou 0,83%, aos 5.756,29 pontos.
No Brasil, as ações da Embraer lideraram os ganhos do Ibovespa, depois que a empresa assinou acordo com o chinês CDB Leasing Co. Ltd. no valor de até US$ 2,2 bilhões para o financiamento e leasing de aeronaves nos próximos três anos. A ação ON subiu 8,99%.
A segunda maior alta foi TAM PN (5,64%) e a terceira, All unit (+4,08%). Na outra ponta, Eletrobrás PNB caiu 2,71% e liderou as perdas do Ibovespa, seguida por Braskem PNA (-2,27%) e por Eletrobrás ON (-1,50%).
Petrobras ON caiu 0,71% e PN subiu 0,11%. Vale ON terminou em alta de 0,82% e PNA, de 0,97%.
11/12 - 18:39
A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) finalmente desencantou: depois de dias de flerte, conseguiu fechar no patamar de 69 mil pontos - o que não acontecia desde junho de 2008 -, graças aos indicadores chineses e norte-americanos. Mas estes últimos, apesar de bons, acabaram freando o ritmo de alta da Bolsa brasileira ao conterem as compras de commodities em razão da valorização do dólar ante as principais moedas globais.
O Ibovespa terminou a sexta-feira em alta de 0,78%, aos 69.267,47 pontos - novo pico do ano e maior nível em 18 meses, desde 9 de junho do ano passado (69.281,20 pontos). Na semana, acumulou ganhos de 2,46%, no mês, de 3,32%, e, no ano, de 84,47%. Na mínima de hoje, registrou 68.750 pontos (+0,03%) e, na máxima, aos 69.502 pontos (+1,13%). O giro financeiro totalizou R$ 5,97 bilhões. Os dados são preliminares.
Os indicadores mais aguardados pelos investidores em ações eram os da China, um dos principais parceiros comerciais do Brasil e responsável por dar impulso principalmente ao setor de matérias-primas doméstico. E os números não desapontaram. A produção industrial chinesa em novembro cresceu 19,2%, em base anualizada, acima da média projetada pelos analistas, de 18,3%, e também do resultado de outubro, 16,1%. As vendas do setor varejista ficaram abaixo do mês anterior, mas subiram consideráveis 15,8%.
Estes dados já serviam para dar estímulo às ações domésticas, mas os Estados Unidos contribuíram com outros índices igualmente favoráveis, que voltaram a colocar na mira dos investidores a percepção de que a economia americana está mostrando recuperação. O Departamento do Comércio anunciou que as vendas no varejo dos EUA aumentaram 1,3% em novembro, acima da previsão de 0,7%. Já o índice de sentimento do consumidor preliminar de dezembro, divulgado pela Universidade de Michigan e Reuters, subiu de 67,4 em novembro para 73,4, superando a previsão de alta para 68,8.
Com esses dados em mãos, os investidores deixaram as commodities um pouco de lado e voltaram a se fortalecer em dólar, daí a justificativa para a Bovespa, por exemplo, não ter avançado tanto na sessão de hoje. Os metais ainda conseguiram fechar majoritariamente em alta, mas o petróleo manteve sua trajetória de baixa dos últimos dias. Na Bolsa Mercantil de Nova York (Nymex), o contrato futuro de petróleo com vencimento em janeiro recuou 0,95%, a US$ 69,87 o barril.
Às 18h19, o Dow Jones subia 0,58%, o S&P-500 avançava 0,32%, e o Nasdaq caía 0,09%. A alta nos EUA estimulou o resultado das Bolsas europeias, que também terminaram a sexta-feira com ganhos. As ações das mineradoras foram destaque, em razão da esperança de aumento na demanda por metais após os dados da China. Em Londres, o FT-100 subiu 0,33%, e fechou com 5.261,57 pontos; em Paris, o índice CAC-40 avançou 0,14%, para 3.803,72 pontos; em Frankfurt, o índice Dax-30 ganhou 0,83%, aos 5.756,29 pontos.
No Brasil, as ações da Embraer lideraram os ganhos do Ibovespa, depois que a empresa assinou acordo com o chinês CDB Leasing Co. Ltd. no valor de até US$ 2,2 bilhões para o financiamento e leasing de aeronaves nos próximos três anos. A ação ON subiu 8,99%.
A segunda maior alta foi TAM PN (5,64%) e a terceira, All unit (+4,08%). Na outra ponta, Eletrobrás PNB caiu 2,71% e liderou as perdas do Ibovespa, seguida por Braskem PNA (-2,27%) e por Eletrobrás ON (-1,50%).
Petrobras ON caiu 0,71% e PN subiu 0,11%. Vale ON terminou em alta de 0,82% e PNA, de 0,97%.
quarta-feira, 9 de dezembro de 2009
Commodities...perda da LTA de longo prazo
O gráfico semanal do indexador de commodities S&P CSGI mostrou a perda da LTA de longo prazo, após um movimento lateralizado no interior de um triângulo simétrico.
O rompimento dessa LTA sugere que os preços desse índice deverão buscar no curto/médio prazos patamar cerca de 6% abaixo do fechamento de ontem.
domingo, 6 de dezembro de 2009
IBOV...suportes e resistências na 2a semana de dezembro

Não confirmou a possível reversão de tendência e manteve fundos e topos ascendentes no gráfico semanal, confirmando por enquanto, a tendência atual de alta.
Formou um candle semelhante a um "martelo invertido vazio" resultante da forte pressão vendedora que se seguiu após renovar nova máxima anual nos 69.631 pontos.
Essa realização intraday, de mais de 2 mil pontos, fazendo o Ibovespa testar suporte nos 67.328 pontos (mínima semanal, na sexta-feira), permitiu uma pequena recuperação no final do pregão, fazendo o Ibovespa fechar novamente acima dos 67.600 pontos.
Assim, por enquanto, fica mantido o próximo objetivo de alta (no médio prazo), nos 71 mil pontos, após ter atingido o objetivo (de curto prazo), nos 69 mil pontos.
Eventual perda dos 67 mil pontos, poderá trazer o Ibovespa a testar suporte nos 65 mil pontos com provável reversão de tendência, a partir daí.
Suportes no gráfico semanal em 67.150, 66.930, 66.520, 65.700, 65.300, 64.920 e 64.230 pontos.
Resistências no gráfico semanal em 68.015, 68.500, 68.900, 69.400, 69.700 e 70.000 pontos.
DJI...suportes e resistências na 2a semana de dezembro

Depois de retomar pela 3a vez o patamar dos 10.500 pontos, inclusive renovando nova máxima nos 10.516 pontos, realizou fortemente até encontrar suporte nos 10.313 pontos e formou um "martelo invertido vazio" provocado pela forte pressão vendedora, no final do pregão da sexta-feira.
Mesmo assim, não reverteu a tendência anterior de alta, pois ainda manteve fundos e topos ascendentes, no gráfico semanal.
Suportes no gráfico semanal em 10.324, 10.266, 10.180, 10.020 e 9.900 pontos.
Resistências no gráfico semanal em 10.403, 10.430, 10.516, 10.530 e 10.600 pontos
sábado, 5 de dezembro de 2009
Commodities...perspectivas para a 2a. semana de dezembro

Fonte: Bloomberg
Situação em 04/12
INDEX NAME VALUE CHANGE OPEN HIGH LOW
(Vermelho)UBS BLOOMBERG CMCI1284.18 -10.05 1291.21 1305.39 1279.41
(Laranja)S&P GSCI 503.33 -5.16 507.15 515.77 501.01
(Verde)RJ/CRB Commodity 273.87 -2.68 275.62 277.65 272.89
(Azul)Rogers Intl 3206.22 -37.73 3240.51 3270.43 3195.22
Situação em 27/11
INDEX NAME VALUE CHANGE OPEN HIGH LOW
UBS BLOOMBERG CMCI 1279.68 -12.27 1254.46 1282.18 1244.95
S&P GSCI 506.67 -8.07 494.67 508.51 490.23
RJ/CRB Commodity 273.09 -5.32 275.82 275.82 267.71
Rogers Intl 3210.61 -45.14 3131.66 3220.81 3107.18
Variação semanal 27/11 a 04/12
INDICE Fechamento (27/11) x Fechamento(04/12) VARIAÇÃO SEMANAL (%)
UBS BLOOMBERG CMCI 1279.68 1284.18+0,35%
S&P GSCI 506.67 503.33 -0,66%
RJ/CRB Commodity 273.09 273.87 +0,29%
Rogers Intl 3210.61 3206.22 -0,14%
Análise:
Na primeira semana de dezembro, os preços das commodities após iniciarem em alta, refluiram e fecharam praticamente estáveis, finalizando em queda de apenas-0,31% , na média desses quatro índices.
Mesmo assim, agora os preços estão em média +36% acima dos preços praticados há um ano atrás.
O gráfico semanal do "indexador de confiança de commodities""S&P GSCI (Indexed trust)", mostra que esse índice vem se mantendo ainda "lateralizado" em um triângulo simétrico e finalizou a semana em um "martelo invertido" porém cerca de +0,45% acima do fechamento anterior, mesmo após a realização ocorrida nos tres últimos dias da semana.
Podemos observar a continuidade da indefinição desse índice e um estreitamento maior do "triângulo", cuja ruptura para um dos lados poderá definir uma tendência maior para os preços das commodities, neste mes de dezembro.
terça-feira, 1 de dezembro de 2009
Bovespa fecha no maior patamar em 18 meses; dólar cai
por IG Economia
01/12 18:24
A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) teve um dia de fortes ganhos nesta terça-feira, com seu principal índice, o Ibovespa, encerrando em alta de 2,03%, aos 68.408 pontos, o maior patamar em cerca de 18 meses, desde 17 de junho de 2008. O giro financeiro foi de R$ 7,934 bilhões.
O otimismo internacional, impulsionado por dados positivos de atividade econômica na China e nos EUA, contribuiu para a alta da bolsa brasileira na sessão, com os investidores aproveitando as baixas recentes para comprar. Além disso, temores em relação à dívida do conglomerado Dubai World já começaram a esfriar nesta terça-feira.
"O otimismo foi despertado pelo ISM de atividade da indústria da China, que veio bastante forte, o que tem um efeito positivo sobre commodities, além de dados macroeconômicos bons da Zona do Euro", diz a gerente de análise da SLW, Kelly Trentin.
A alta das commodities em meio à procura por risco foi um prato cheio para os investidores avançarem sobre as blue chips e papéis de siderúrgicas, embora o dia tenha sido favorável para os setores generalizadamente.
Petrobras ON terminou em alta de 2,24% e Petrobras PN subiu 2,55%. Na Bolsa Mercantil de Nova York (Nymex), o contrato futuro do petróleo para janeiro subiu 1,41%, a US$ 78,37 o barril.
Vale ON avançou 1,80% e Vale PNA, 1,25%. Hoje, o banco UBS estimou que os preços de referência do minério de ferro para 2010 deverão aumentar 20% em relação aos deste ano, sustentados pelo vigor da produção siderúrgica chinesa. Gerdau PN teve ganho de 3,51%, Metalúrgica Gerdau PN, de 3,81%, Usiminas PNA, de 0,70%, e CSN ON, de 2,07%.
A BM&FBovespa divulgou hoje a primeira prévia da carteira do Ibovespa para o primeiro trimestre do ano que vem. As ações ordinárias (ON) da Brasil Telecom, as PNB da Celesc e as PNA da Comgás deixaram de integrar o índice, que passou a incorporar LLX Logística, com uma participação de 0,658%. Desta forma, o índice deixa de ser composto por 62 ações e, caso seja confirmado nas prévias seguintes, possuirá 60 papéis na carteira válida para janeiro a abril de 2010.
Dólar
O dólar fechou o pregão desta terça-feira cotado a R$ 1,723, em queda de 1,88%, a baixa diária mais acentuada desde 23 de junho deste ano, quando a moeda norte-americana desvalorizou 2,13% em relação ao real.
O euro subiu frente ao dólar no mercado de divisas de Frankfurt e por volta das 14h de Brasília fechou a US$ 1,5107, frente ao US$ 1,5013 da segunda-feira. O Banco Central Europeu (BCE) fixou nesta terça-feira o câmbio oficial do euro em US$ 1,5074.
Estados Unidos
A Bolsa de Nova York mostra tendência de alta nesta terça-feira, após diminuir a inquietação sobre a dívida da Dubai World e com a divulgação de dados macroeconômicos positivos nos Estados Unidos.
Bolsas europeias
O principal índice do mercado acionário europeu registrou a maior alta diária em quatro meses e meio nesta terça-feira, com as ações de bancos recuperando-se após preocupações com a dívida de Dubai. O índice FTSEurofirst 300, que reflete o comportamento das principais ações do continente, avançou 2,61 por cento, a 1.101 pontos. Foi o maior ganho percentual diário desde 15 de julho.
Bolsas asiáticas
As bolsas da Ásia continuaram em recuperação nesta terça-feira. A redução das preocupações sobre a crise de débito do Dubai World, dos Emirados Árabes Unidos, e os bons números da economia chinesa alavancaram os pregões.
A redução dos temores sobre a crise de débito do Dubai World fez com que as bolsas da Ásia se recuperassem e fechassem com resultados expressivos na última segunda-feira. Não houve negociações nas Filipinas por ser feriado.
Dubai
Já Bolsas dos Emirados Árabes Unidos fecharam pelo segundo dia consecutivo com baixas. Dubai recuou 5,61%, enquanto Abu Dhabi perdeu 3,57%.
01/12 18:24
A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) teve um dia de fortes ganhos nesta terça-feira, com seu principal índice, o Ibovespa, encerrando em alta de 2,03%, aos 68.408 pontos, o maior patamar em cerca de 18 meses, desde 17 de junho de 2008. O giro financeiro foi de R$ 7,934 bilhões.
O otimismo internacional, impulsionado por dados positivos de atividade econômica na China e nos EUA, contribuiu para a alta da bolsa brasileira na sessão, com os investidores aproveitando as baixas recentes para comprar. Além disso, temores em relação à dívida do conglomerado Dubai World já começaram a esfriar nesta terça-feira.
"O otimismo foi despertado pelo ISM de atividade da indústria da China, que veio bastante forte, o que tem um efeito positivo sobre commodities, além de dados macroeconômicos bons da Zona do Euro", diz a gerente de análise da SLW, Kelly Trentin.
A alta das commodities em meio à procura por risco foi um prato cheio para os investidores avançarem sobre as blue chips e papéis de siderúrgicas, embora o dia tenha sido favorável para os setores generalizadamente.
Petrobras ON terminou em alta de 2,24% e Petrobras PN subiu 2,55%. Na Bolsa Mercantil de Nova York (Nymex), o contrato futuro do petróleo para janeiro subiu 1,41%, a US$ 78,37 o barril.
Vale ON avançou 1,80% e Vale PNA, 1,25%. Hoje, o banco UBS estimou que os preços de referência do minério de ferro para 2010 deverão aumentar 20% em relação aos deste ano, sustentados pelo vigor da produção siderúrgica chinesa. Gerdau PN teve ganho de 3,51%, Metalúrgica Gerdau PN, de 3,81%, Usiminas PNA, de 0,70%, e CSN ON, de 2,07%.
A BM&FBovespa divulgou hoje a primeira prévia da carteira do Ibovespa para o primeiro trimestre do ano que vem. As ações ordinárias (ON) da Brasil Telecom, as PNB da Celesc e as PNA da Comgás deixaram de integrar o índice, que passou a incorporar LLX Logística, com uma participação de 0,658%. Desta forma, o índice deixa de ser composto por 62 ações e, caso seja confirmado nas prévias seguintes, possuirá 60 papéis na carteira válida para janeiro a abril de 2010.
Dólar
O dólar fechou o pregão desta terça-feira cotado a R$ 1,723, em queda de 1,88%, a baixa diária mais acentuada desde 23 de junho deste ano, quando a moeda norte-americana desvalorizou 2,13% em relação ao real.
O euro subiu frente ao dólar no mercado de divisas de Frankfurt e por volta das 14h de Brasília fechou a US$ 1,5107, frente ao US$ 1,5013 da segunda-feira. O Banco Central Europeu (BCE) fixou nesta terça-feira o câmbio oficial do euro em US$ 1,5074.
Estados Unidos
A Bolsa de Nova York mostra tendência de alta nesta terça-feira, após diminuir a inquietação sobre a dívida da Dubai World e com a divulgação de dados macroeconômicos positivos nos Estados Unidos.
Bolsas europeias
O principal índice do mercado acionário europeu registrou a maior alta diária em quatro meses e meio nesta terça-feira, com as ações de bancos recuperando-se após preocupações com a dívida de Dubai. O índice FTSEurofirst 300, que reflete o comportamento das principais ações do continente, avançou 2,61 por cento, a 1.101 pontos. Foi o maior ganho percentual diário desde 15 de julho.
Bolsas asiáticas
As bolsas da Ásia continuaram em recuperação nesta terça-feira. A redução das preocupações sobre a crise de débito do Dubai World, dos Emirados Árabes Unidos, e os bons números da economia chinesa alavancaram os pregões.
A redução dos temores sobre a crise de débito do Dubai World fez com que as bolsas da Ásia se recuperassem e fechassem com resultados expressivos na última segunda-feira. Não houve negociações nas Filipinas por ser feriado.
Dubai
Já Bolsas dos Emirados Árabes Unidos fecharam pelo segundo dia consecutivo com baixas. Dubai recuou 5,61%, enquanto Abu Dhabi perdeu 3,57%.
segunda-feira, 30 de novembro de 2009
IBOV...suportes e resist na 1a semana de dezembro

Formou um "piercing" de aparente indefinição, mas que pode estar antecipando uma reversão de tendência (para queda) que precisa de confirmação, caso perca o suporte dos 65.300 pontos.
Suportes imediatos no gráfico semanal em 66.700, 66.100, 65.300, 64.200 e 63.900 pontos.
Resistências imediatas no gráfico semanal em 67.350, 67.950, 68.060 e 68.400 pontos
DJI...suportes e resist na 1a semana de dezembro
sábado, 28 de novembro de 2009
IBOV...não conseguiu romper a LTB recente...
FTSE 100...bolsa inglesa não conseguiu romper a LTB de longo prazo...
DJI...não conseguiu romper a LTB de longo prazo...
Commodities...perspectivas para a 1a semana de dezembro

Fonte: Bloomberg
Situação em 20/11
INDEX NAME VALUE CHANGE OPEN HIGH LOW
(Vermelho)UBS BLOOMBERG CMCI1273.10 1.29 1264.08 1275.20 1262.99
(Laranja)S&P GSCI 508.66 -1.99 512.02 512.04 503.98
(Verde)RJ/CRB Commodity 274.58 .31 273.13 274.87 272.22
(Azul)Rogers Intl 3214.96 -4.76 3232.24 3233.27 3189.04
Situação em 27/11
INDEX NAME VALUE CHANGE OPEN HIGH LOW
UBS BLOOMBERG CMCI 1279.68 -12.27 1254.46 1282.18 1244.95
S&P GSCI 506.67 -8.07 494.67 508.51 490.23
RJ/CRB Commodity 273.09 -5.32 275.82 275.82 267.71
Rogers Intl 3210.61 -45.14 3131.66 3220.81 3107.18
Variação semanal 27/11 a 20/11
INDICE Fechamento (27/11) x Fechamento(20/11) VARIAÇÃO SEMANAL (%)
UBS BLOOMBERG CMCI 1279.68 1273.100,52%
S&P GSCI 506.67 508.66 -0,39%
RJ/CRB Commodity 273.09 274.58 -0,54%
Rogers Intl 3210.61 3214.96 -0,14%
Análise:
Na última semana de novembro, os preços das commodities tiveram comportamento de muita volatilidade: após iniciar a semana com uma boa alta, devolveram todo ganho e sofreram queda de mais de 2,5% na média desses índices, na quinta e sexta-feira após o anúncio do "calote de Dubai".
Conseguiram reverter parte destas perdas ao longo da última sexta, fechando praticamente estável em relação aos preços da semana anterior finalizando em queda de apenas-0,14% , na média desses quatro índices.
Os preços estão cerca de +20% acima dos preços praticados há um ano atrás, na média desses índices.
O gráfico semanal do "indexador de confiança de commodities""S&P GSCI (Indexed trust)", mostra que esse índice vinha se mantendo "lateralizado" em um triângulo simétrico, mas nesta última semana após uma abertura com "gap" de mais de 2% refluiu com força, no final de semana (mínima de -4,5%) e finalizou em um "martelo de queda" de cerca de -2% em relação ao fechamento anterior, após uma boa recuperação intraday, na última sexta-feira.
Com um calendário de indicadores econômicos relativamente ameno para esta semana, é muito provável que o desempenho dos preços das commodities estejam "sintonizados" com os desdobramentos da "crise financeira de DUBAI".
Talvez tenhamos um mercado de forte volatilidade, com uma maior probabilidade dos preços virem a testar os suportes do fundo do canal ascendente.
sexta-feira, 27 de novembro de 2009
Fazenda eleva projeção dos juros para o final de 2010
por Adriana Fernandes de EXAME
27.11.2009 20h34
Apesar de criticar abertamente as análises feitas pelos economistas do mercado financeiro de que o Banco Central vai elevar os juros em 2010, o Ministério da Fazenda resolveu subir de 8,75% para 10,35% a sua projeção para a taxa Selic (juro básico da economia brasileira) ao final do ano que vem. A nova projeção foi incluída na revisão dos parâmetros macroeconômicos utilizados no Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA) para 2010. A taxa Selic está hoje no patamar de 8,75% ao ano.
A estimativa para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) foi elevada de 4,5% para 5%, com perspectiva de expansão maior da atividade econômica como resultado das medidas de estímulo fiscal. Mesmo depois da retomada do crescimento, o governo resolveu prorrogar as desonerações para automóveis, material de construção civil e linha branca de eletrodomésticos, além de estender o incentivo ao setor moveleiro.
A estimativa de crescimento para este ano foi mantida em 1%. Os parâmetros econômicos são elaborados pela Secretaria de Política Econômica do Ministério da Fazenda. O secretário Nelson Barbosa chegou a chamar de "terroristas" aqueles que apostavam numa alta de juros por conta da política fiscal do governo. A atualização dos parâmetros foi encaminhada, no último dia 24, pelo ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, ao presidente da Comissão Mista de Orçamento do Congresso Nacional, senador Almeida Lima (PMDB-SE).
Pelos novos parâmetros, a taxa Selic média, acumulada em 2010, foi elevada de 8,71% ao ano para 9,18% ao ano. No texto original que acompanhava a Proposta de Lei do Orçamento, enviada no final de agosto, o governo esperava que a taxa Selic atingisse média anual de 9,98% para 2009 e de 8,71% para 2010 e ressaltava que o mercado projeta taxas de juros médias de 9,81% para 2009 e de 8,9% para 2010.
O governo também espera uma inflação maior combinada com taxa de câmbio menor. Na revisão, a estimativa de inflação para 2010 medida pelo IPCA, foi elevada de 4,33% para 4,42%. A taxa média de câmbio estimada passou de R$ 2,01 por dólar para R$ 1,72, patamar atual.
27.11.2009 20h34
Apesar de criticar abertamente as análises feitas pelos economistas do mercado financeiro de que o Banco Central vai elevar os juros em 2010, o Ministério da Fazenda resolveu subir de 8,75% para 10,35% a sua projeção para a taxa Selic (juro básico da economia brasileira) ao final do ano que vem. A nova projeção foi incluída na revisão dos parâmetros macroeconômicos utilizados no Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA) para 2010. A taxa Selic está hoje no patamar de 8,75% ao ano.
A estimativa para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) foi elevada de 4,5% para 5%, com perspectiva de expansão maior da atividade econômica como resultado das medidas de estímulo fiscal. Mesmo depois da retomada do crescimento, o governo resolveu prorrogar as desonerações para automóveis, material de construção civil e linha branca de eletrodomésticos, além de estender o incentivo ao setor moveleiro.
A estimativa de crescimento para este ano foi mantida em 1%. Os parâmetros econômicos são elaborados pela Secretaria de Política Econômica do Ministério da Fazenda. O secretário Nelson Barbosa chegou a chamar de "terroristas" aqueles que apostavam numa alta de juros por conta da política fiscal do governo. A atualização dos parâmetros foi encaminhada, no último dia 24, pelo ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, ao presidente da Comissão Mista de Orçamento do Congresso Nacional, senador Almeida Lima (PMDB-SE).
Pelos novos parâmetros, a taxa Selic média, acumulada em 2010, foi elevada de 8,71% ao ano para 9,18% ao ano. No texto original que acompanhava a Proposta de Lei do Orçamento, enviada no final de agosto, o governo esperava que a taxa Selic atingisse média anual de 9,98% para 2009 e de 8,71% para 2010 e ressaltava que o mercado projeta taxas de juros médias de 9,81% para 2009 e de 8,9% para 2010.
O governo também espera uma inflação maior combinada com taxa de câmbio menor. Na revisão, a estimativa de inflação para 2010 medida pelo IPCA, foi elevada de 4,33% para 4,42%. A taxa média de câmbio estimada passou de R$ 2,01 por dólar para R$ 1,72, patamar atual.
Tensão por Dubai arrefece e Bovespa retoma 67 mil pontos
por Aluísio Alves de Reuters
27/11 - 18:45
SÃO PAULO (Reuters) - O mercado acionário doméstico terminou a sexta-feira no azul, recuperando-se parcialmente das perdas da véspera, com investidores menos temerosos sobre os desdobramentos do possível calote de Dubai.
Com apoio de ações de bancos e de empresas de commodities, o Ibovespa fechou com alta de 1,04 por cento, aos 67.082 pontos. O movimento financeiro da sessão foi de 4,59 bilhões de reais.
O receio de investidores de que grandes instituições financeiras europeias fossem atingidas por atrasos nos pagamentos de empréstimos feitos a fundos de Dubai arrefeceu, após vários bancos terem informado que não tinham exposição àquele mercado.
"As bolsas derreteram na quinta-feira, mas hoje Wall Street corrigiu um pouco o excesso dos outros mercados", disse Pedro Galdi, analista da corretora SLW.
Em Nova York, onde as bolsas operaram em esquema de plantão após o feriado norte-americano do Dia de Ação de Graças, as perdas acabaram sendo menores do que as registradas nas demais praças globais na véspera. O índice Dow Jones recuou 1,48 por cento. As bolsas europeias fecharam no azul.
Blue chips domésticas, como Petrobras e Vale, fizeram valer sua condição de mais líquidas e subiram, a despeito de outro dia de perdas das commodities.
O papel preferencial da petroleira avançou 1,17 por cento, para 38,90 reais, enquanto o da Vale teve alta de 0,99 por cento, a 42,90 reais.
O destaque de valorização do Ibovespa foi Cemig, com um salto de 4,88 por cento, a 31,15 reais. Para a analista do setor elétrico da SLW Corretora, Rosângela Ribeiro, o movimento pode ter sido influenciado pelo resultado do leilão de linhas de transmissão feito pela Aneel. A companhia mineira não levou nenhum dos lotes ofertados.
"De certa forma, isso pode ter sido melhor", disse a analista. Segundo ela, a Eletrobrás, que arrematou seis dos oito lotes, tem melhores condições de se beneficiar das operações nas áreas vendidas. O papel preferencial da elétrica federal ganhou 1,65 por cento, a 25,82 reais.
Pão de Açúcar avançou 2,44 por cento, a 55,00 reais. Segundo a Ativa Corretora, o grupo deve ter as vendas reforçadas devido à redução de IPI sobre móveis.
Para a próxima semana, disse Galdi, os investidores devem seguir atentos a detalhes sobre as dificuldades financeiras de Dubai, já que a safra de dados econômicos dos EUA no início da semana é menos expressiva.
27/11 - 18:45
SÃO PAULO (Reuters) - O mercado acionário doméstico terminou a sexta-feira no azul, recuperando-se parcialmente das perdas da véspera, com investidores menos temerosos sobre os desdobramentos do possível calote de Dubai.
Com apoio de ações de bancos e de empresas de commodities, o Ibovespa fechou com alta de 1,04 por cento, aos 67.082 pontos. O movimento financeiro da sessão foi de 4,59 bilhões de reais.
O receio de investidores de que grandes instituições financeiras europeias fossem atingidas por atrasos nos pagamentos de empréstimos feitos a fundos de Dubai arrefeceu, após vários bancos terem informado que não tinham exposição àquele mercado.
"As bolsas derreteram na quinta-feira, mas hoje Wall Street corrigiu um pouco o excesso dos outros mercados", disse Pedro Galdi, analista da corretora SLW.
Em Nova York, onde as bolsas operaram em esquema de plantão após o feriado norte-americano do Dia de Ação de Graças, as perdas acabaram sendo menores do que as registradas nas demais praças globais na véspera. O índice Dow Jones recuou 1,48 por cento. As bolsas europeias fecharam no azul.
Blue chips domésticas, como Petrobras e Vale, fizeram valer sua condição de mais líquidas e subiram, a despeito de outro dia de perdas das commodities.
O papel preferencial da petroleira avançou 1,17 por cento, para 38,90 reais, enquanto o da Vale teve alta de 0,99 por cento, a 42,90 reais.
O destaque de valorização do Ibovespa foi Cemig, com um salto de 4,88 por cento, a 31,15 reais. Para a analista do setor elétrico da SLW Corretora, Rosângela Ribeiro, o movimento pode ter sido influenciado pelo resultado do leilão de linhas de transmissão feito pela Aneel. A companhia mineira não levou nenhum dos lotes ofertados.
"De certa forma, isso pode ter sido melhor", disse a analista. Segundo ela, a Eletrobrás, que arrematou seis dos oito lotes, tem melhores condições de se beneficiar das operações nas áreas vendidas. O papel preferencial da elétrica federal ganhou 1,65 por cento, a 25,82 reais.
Pão de Açúcar avançou 2,44 por cento, a 55,00 reais. Segundo a Ativa Corretora, o grupo deve ter as vendas reforçadas devido à redução de IPI sobre móveis.
Para a próxima semana, disse Galdi, os investidores devem seguir atentos a detalhes sobre as dificuldades financeiras de Dubai, já que a safra de dados econômicos dos EUA no início da semana é menos expressiva.
quarta-feira, 25 de novembro de 2009
Bovespa fecha no maior patamar em 17 meses; dólar cai
por IG Economia
25/11 - 18:18
A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) se aproximou da casa dos 68 mil pontos e encerrou o pregão desta quarta-feira no maior patamar dos últimos 17 meses. O índice Ibovespa – a principal referência da bolsa paulista – subiu 0,89%, aos 67.917 pontos. O giro financeiro foi de R$ 5,909 bilhões.
Foi o terceiro pregão consecutivo de alta. O resultado desta quarta-feira se aproxima do fechamento do último dia 17 de junho de 2008, quando o Ibovespa ficou em 68.437 pontos.
Com uma safra de dados econômicos animadores dos Estados Unidos a tiracolo, o investidor seguiu comprando ações na bolsa paulista.
"O mercado prestou mais atenção nos números positivos da economia americana", disse Nicholas Barbarisi, sócio e diretor de operações da Hera Investment. "Só não impulsionou mais por causa do baixo volume financeiro", adicionou.
A confiança do consumidor e as vendas de imóveis dos EUA subiram mais que o esperado em outubro, enquanto os novos pedidos de auxílio-desemprego recuaram fortemente na semana passada, sugerindo que a recuperação econômica está ganhando força. O otimismo só não foi maior devido à queda inesperada nas encomendas de bens de consumo duráveis no país.
O dia também foi marcado por alta das commodities, como petróleo e metais, o que deu sustentação às blue chips domésticas. A ação preferencial da Petrobras evoluiu 0,8%, para R$ 39,45, enquanto a preferencial da Vale ganhou 0,6%, a R$ 43,37.
IPI
Um fator interno que contribuiu para erguer o Ibovespa foi o anúncio de que o governo prorrogou o IPI reduzido para materiais de construção até o fim de junho de 2010 e alíquota zero para os principais móveis de madeira, plástico e aço, entre outros, até o fim de março.
Duratex, a maior fabricante de painéis de madeira do País, subiu 4,2%, a R$ 15,20. Itaúsa, sua controladora, avançou 2,9%, a R$ 11,47.
Outros mercados
De acordo com Barbarisi, o feriado do Dia de Ação de Graças nos EUA, na quinta-feira, que paralisa negócios em Wall Street, deixará o mercado acionário doméstico com volume fraco nas duas últimas sessões da semana. Na sexta-feira, as bolsas nova-iorquinas operam em esquema de plantão.
A Bolsa de Nova York também tem um dia de alta nesta quarta-feira. O índice Dow Jones subia 0,30% e o Nasdaq tinha ganhos de 0,40%.
As principais bolsas europeias fecharam em alta, com os investidores continuando a favorecer os ativos de maior risco, como ações e commodities, e desprezando os mais seguros, como o dólar. A consequente fraqueza do dólar e alta do ouro para novos níveis recordes do metal proporcionaram impulso em especial ao setor de matérias primas.
Em Londres, o índice FT-100 subiu 40,85 pontos (0,77%) e fechou com 5.364,81 pontos; em Paris, o índice CAC-40 avançou 24,54 pontos (0,65%) e fechou com 3.809,16 pontos; em Frankfurt, o índice Dax-30 subiu 33,71 pontos (0,58%) e fechou com 5.803,02 pontos.
A maioria dos mercados asiáticos apresentou bons resultados nesta quarta-feira, após a queda expressiva registrada no dia anterior. Motivada por fatores internos, a bolsa chinesa alavancou os demais pregões da região, que pouco refletiram a ligeira baixa de Wall Street.
Câmbio
No mercado cambial, o dólar operou em alta durante a maior parte do dia, mas encerrou em queda. . A moeda norte-americana fechou cotada a R$ 1,726 para venda, em desvalorização de 0,52% frente ao real.
A depreciação do dólar ante outras divisas intensifica o apetite pelo risco, o que impulsiona os preços das matérias-primas. O ouro bateu outro recorde histórico nesta quarta, sendo cotado na casa dos US$ 1.180 a onça-troy.
Entre os motivos que influenciam o metal está a notícia de que a Índia está aberta a comprar mais ouro do Fundo Monetário Internacional (FMI). O petróleo se mantém acima de US$ 76 o barril, em alta moderada na Bolsa Mercantil de Nova York (Nymex, na sigla em inglês).
O fluxo cambial registrou ingresso líquido de US$ 1,481 bilhão nos 20 primeiros dias de novembro. A informação foi divulgada nesta quarta-feira pelo Banco Central e mostra que mais da metade desse resultado foi obtido na terceira semana do mês, entre os dias 16 e 20, quando o saldo do fluxo de dólares ficou positivo em US$ 761 milhões.
25/11 - 18:18
A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) se aproximou da casa dos 68 mil pontos e encerrou o pregão desta quarta-feira no maior patamar dos últimos 17 meses. O índice Ibovespa – a principal referência da bolsa paulista – subiu 0,89%, aos 67.917 pontos. O giro financeiro foi de R$ 5,909 bilhões.
Foi o terceiro pregão consecutivo de alta. O resultado desta quarta-feira se aproxima do fechamento do último dia 17 de junho de 2008, quando o Ibovespa ficou em 68.437 pontos.
Com uma safra de dados econômicos animadores dos Estados Unidos a tiracolo, o investidor seguiu comprando ações na bolsa paulista.
"O mercado prestou mais atenção nos números positivos da economia americana", disse Nicholas Barbarisi, sócio e diretor de operações da Hera Investment. "Só não impulsionou mais por causa do baixo volume financeiro", adicionou.
A confiança do consumidor e as vendas de imóveis dos EUA subiram mais que o esperado em outubro, enquanto os novos pedidos de auxílio-desemprego recuaram fortemente na semana passada, sugerindo que a recuperação econômica está ganhando força. O otimismo só não foi maior devido à queda inesperada nas encomendas de bens de consumo duráveis no país.
O dia também foi marcado por alta das commodities, como petróleo e metais, o que deu sustentação às blue chips domésticas. A ação preferencial da Petrobras evoluiu 0,8%, para R$ 39,45, enquanto a preferencial da Vale ganhou 0,6%, a R$ 43,37.
IPI
Um fator interno que contribuiu para erguer o Ibovespa foi o anúncio de que o governo prorrogou o IPI reduzido para materiais de construção até o fim de junho de 2010 e alíquota zero para os principais móveis de madeira, plástico e aço, entre outros, até o fim de março.
Duratex, a maior fabricante de painéis de madeira do País, subiu 4,2%, a R$ 15,20. Itaúsa, sua controladora, avançou 2,9%, a R$ 11,47.
Outros mercados
De acordo com Barbarisi, o feriado do Dia de Ação de Graças nos EUA, na quinta-feira, que paralisa negócios em Wall Street, deixará o mercado acionário doméstico com volume fraco nas duas últimas sessões da semana. Na sexta-feira, as bolsas nova-iorquinas operam em esquema de plantão.
A Bolsa de Nova York também tem um dia de alta nesta quarta-feira. O índice Dow Jones subia 0,30% e o Nasdaq tinha ganhos de 0,40%.
As principais bolsas europeias fecharam em alta, com os investidores continuando a favorecer os ativos de maior risco, como ações e commodities, e desprezando os mais seguros, como o dólar. A consequente fraqueza do dólar e alta do ouro para novos níveis recordes do metal proporcionaram impulso em especial ao setor de matérias primas.
Em Londres, o índice FT-100 subiu 40,85 pontos (0,77%) e fechou com 5.364,81 pontos; em Paris, o índice CAC-40 avançou 24,54 pontos (0,65%) e fechou com 3.809,16 pontos; em Frankfurt, o índice Dax-30 subiu 33,71 pontos (0,58%) e fechou com 5.803,02 pontos.
A maioria dos mercados asiáticos apresentou bons resultados nesta quarta-feira, após a queda expressiva registrada no dia anterior. Motivada por fatores internos, a bolsa chinesa alavancou os demais pregões da região, que pouco refletiram a ligeira baixa de Wall Street.
Câmbio
No mercado cambial, o dólar operou em alta durante a maior parte do dia, mas encerrou em queda. . A moeda norte-americana fechou cotada a R$ 1,726 para venda, em desvalorização de 0,52% frente ao real.
A depreciação do dólar ante outras divisas intensifica o apetite pelo risco, o que impulsiona os preços das matérias-primas. O ouro bateu outro recorde histórico nesta quarta, sendo cotado na casa dos US$ 1.180 a onça-troy.
Entre os motivos que influenciam o metal está a notícia de que a Índia está aberta a comprar mais ouro do Fundo Monetário Internacional (FMI). O petróleo se mantém acima de US$ 76 o barril, em alta moderada na Bolsa Mercantil de Nova York (Nymex, na sigla em inglês).
O fluxo cambial registrou ingresso líquido de US$ 1,481 bilhão nos 20 primeiros dias de novembro. A informação foi divulgada nesta quarta-feira pelo Banco Central e mostra que mais da metade desse resultado foi obtido na terceira semana do mês, entre os dias 16 e 20, quando o saldo do fluxo de dólares ficou positivo em US$ 761 milhões.
terça-feira, 24 de novembro de 2009
Restante da agenda do investidor para a penúltima semana de novembro
por Equipe InfoMoney
20/11/09 19h20
SÃO PAULO - Dentro da agenda para a penúltima semana de novembro, os investidores estarão atentos, sobretudo, à segunda prévia do PIB (Produto Interno Bruto) norte-americano referente ao terceiro trimestre.
No cenário doméstico, o destaque fica para as notas do setor externo e de política fiscal reveladas pelo Banco Central.
Quarta-feira (25/11)
Brasil
7h00 - A Fipe (Fundação Instituto de Pesquisa Econômica) apresenta o IPC referente à quarta quadrissemana de novembro. O índice é baseado em uma pesquisa de preços feita na cidade de São Paulo, entre pessoas que ganham de 1 a 20 salários mínimos.
8h00 - A FGV publica a Sondagem do Consumidor de novembro. O indicador é compilado com base em uma amostra de mais de 200 domicílios em sete das principais capitais brasileiras.
10h00 - O Banco Central reporta a Nota de Política Monetária de outubro, que traz estimativas sobre a base monetária, os empréstimos de bancos privados e o total de empréstimos no mercado financeiro.
EUA
11h30 - Ênfase para os índices Personal Income e Personal Spending do mês de outubro, que avaliam a renda individual dos cidadãos norte-americanos e os gastos dos consumidores, assim como para o núcleo do PCE, medida de inflação mais acompanhada pelo Fed.
11h30 - O Departamento de Comércio do país revela o Durable Good Orders de outubro, que avalia o volume de pedidos e entregas de bens duráveis no período.
11h30 - Confira o número de pedidos de auxílio-desemprego (Initial Claims), em base semanal.
12h55 - A Universidade de Michigan publica a revisão do Michigan Sentiment de novembro, que mede a confiança dos consumidores na economia norte-americana.
13h00 - Sairá o New Home Sales, índice que mostra o número de casas novas com compromisso de venda realizado durante o mês de outubro.
13h30 - Confira o relatório de Estoques de Petróleo norte-americano, semanalmente organizado pela EIA (Energy Information Administration). O documento é considerado uma importante medida, já que os EUA são o maior consumidor do combustível.
Quinta-feira (26/11)
Brasil
9h30 - O IBGE reporta também a Pesquisa de Emprego Industrial de outubro, relatório que trata de mão-de-obra e rendimento do trabalho no Brasil.
10h30 - O BC anuncia a Nota de Política Fiscal do mês de outubro, que revelará os gastos públicos realizados durante o período.
EUA
Nos EUA será comemorado o feriado de Thanksgiving, e consequentemente, não haverá pregão em Wall Street.
Sexta-feira (27/11)
Brasil
8h00 - A FGV divulga o IGP-M (Índice Geral de Preços - Mercado) referente ao mês de novembro, que é bastante utilizado pelo mercado, e retrata a evolução geral de preços na economia.
EUA
Não serão publicados índices relevantes no país neste dia.
Segunda-feira (30/11)
Brasil
8h00 - A FGV divulga a Sondagem Industrial referente ao mês de novembro, que reúne informações sobre a evolução da atividade da indústria nacional.
8h30 - O Banco Central revela o relatório semanal Focus, que compila a opinião de consultorias e instituições financeiras sobre os principais índices macroeconômicos.
11h00 - O Ministério de Comércio Exterior reporta a Balança Comercial referente à última semana, que mede a diferença entre exportações e importações contabilizadas durante o período.
EUA
12h45 - Será apresentado o Chicago PMI referente ao mês de novembro, que mede o nível de atividade industrial na região.
20/11/09 19h20
SÃO PAULO - Dentro da agenda para a penúltima semana de novembro, os investidores estarão atentos, sobretudo, à segunda prévia do PIB (Produto Interno Bruto) norte-americano referente ao terceiro trimestre.
No cenário doméstico, o destaque fica para as notas do setor externo e de política fiscal reveladas pelo Banco Central.
Quarta-feira (25/11)
Brasil
7h00 - A Fipe (Fundação Instituto de Pesquisa Econômica) apresenta o IPC referente à quarta quadrissemana de novembro. O índice é baseado em uma pesquisa de preços feita na cidade de São Paulo, entre pessoas que ganham de 1 a 20 salários mínimos.
8h00 - A FGV publica a Sondagem do Consumidor de novembro. O indicador é compilado com base em uma amostra de mais de 200 domicílios em sete das principais capitais brasileiras.
10h00 - O Banco Central reporta a Nota de Política Monetária de outubro, que traz estimativas sobre a base monetária, os empréstimos de bancos privados e o total de empréstimos no mercado financeiro.
EUA
11h30 - Ênfase para os índices Personal Income e Personal Spending do mês de outubro, que avaliam a renda individual dos cidadãos norte-americanos e os gastos dos consumidores, assim como para o núcleo do PCE, medida de inflação mais acompanhada pelo Fed.
11h30 - O Departamento de Comércio do país revela o Durable Good Orders de outubro, que avalia o volume de pedidos e entregas de bens duráveis no período.
11h30 - Confira o número de pedidos de auxílio-desemprego (Initial Claims), em base semanal.
12h55 - A Universidade de Michigan publica a revisão do Michigan Sentiment de novembro, que mede a confiança dos consumidores na economia norte-americana.
13h00 - Sairá o New Home Sales, índice que mostra o número de casas novas com compromisso de venda realizado durante o mês de outubro.
13h30 - Confira o relatório de Estoques de Petróleo norte-americano, semanalmente organizado pela EIA (Energy Information Administration). O documento é considerado uma importante medida, já que os EUA são o maior consumidor do combustível.
Quinta-feira (26/11)
Brasil
9h30 - O IBGE reporta também a Pesquisa de Emprego Industrial de outubro, relatório que trata de mão-de-obra e rendimento do trabalho no Brasil.
10h30 - O BC anuncia a Nota de Política Fiscal do mês de outubro, que revelará os gastos públicos realizados durante o período.
EUA
Nos EUA será comemorado o feriado de Thanksgiving, e consequentemente, não haverá pregão em Wall Street.
Sexta-feira (27/11)
Brasil
8h00 - A FGV divulga o IGP-M (Índice Geral de Preços - Mercado) referente ao mês de novembro, que é bastante utilizado pelo mercado, e retrata a evolução geral de preços na economia.
EUA
Não serão publicados índices relevantes no país neste dia.
Segunda-feira (30/11)
Brasil
8h00 - A FGV divulga a Sondagem Industrial referente ao mês de novembro, que reúne informações sobre a evolução da atividade da indústria nacional.
8h30 - O Banco Central revela o relatório semanal Focus, que compila a opinião de consultorias e instituições financeiras sobre os principais índices macroeconômicos.
11h00 - O Ministério de Comércio Exterior reporta a Balança Comercial referente à última semana, que mede a diferença entre exportações e importações contabilizadas durante o período.
EUA
12h45 - Será apresentado o Chicago PMI referente ao mês de novembro, que mede o nível de atividade industrial na região.
Bovespa sobe no final e fecha acima dos 67 mil pontos; dólar tem alta
por IG Economia
24/11 - 18:23
A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) “virou” na última hora de pregão e fechou esta terça-feira em patamares positivos, descolando do pessimismo internacional provocado pelo crescimento menor da economia norte-americana no terceiro trimestre. O índice Ibovespa – a principal referência da bolsa paulista – encerrou em alta de 0,76%, aos 67.317 pontos. O giro financeiro foi de R$ 5,445 bilhões.
Durante a maior parte do dia, o Ibovespa operou em território negativo, por conta da divulgação do Departamento de Comércio norte-americano que apontou que o PIB dos Estados Unidos cresceu 2,8% no terceiro trimestre, abaixo da prévia anterior.
O crescimento menor da economia americana fez com que os mercados caíssem mundo afora. Entretanto, após a divulgação da ata da reunião de novembro do Federal Reserve (FED), o banco central dos Estados Unidos, o mercado reduziu as perdas.
O índice Dow Jones recuava 0,02% e o Nasdaq baixava 0,23%. Já as ações europeias fecharam em queda nesta terça-feira. O índice FTSEurofirst 300, que mede a oscilação dos principais papeis do continente, recuou 0,67%, 1.016 pontos.
Segundo o documento do Fed, as autoridades acreditam que a recuperação econômica continuará nos próximos meses e elevaram as projeções de crescimento do PIB dos EUA para 2010, mas ainda não chegaram a um consenso sobre se este é o momento para vender ativos como Treasuries e títulos lastreados a hipotecas adquiridos nos últimos meses.
Dólar
No mercado cambial, o dólar encerrou o pregão desta terça-feira em alta. A moeda norte-americana fechou cotada a R$ 1,735 para venda, em valorização de 0,34% frente ao real. A piora no ambiente internacional provocou a alta do dólar, em mais uma sessão de volume inferior à média e cautela de investidores com possíveis medidas do governo contra a tendência de valorização do real.
Segundo Mario Battistel, gerente de câmbio da Fair Corretora, o mercado ainda aguarda os efeitos no longo prazo das medidas tomadas pelo governo para tentar frear a valorização do real, como a extensão da cobrança de IOF sobre recibos de ações brasileiras negociadas no exterior.
Investidores também se precaveem quanto a outras medidas. Enquanto continuar a incerteza, "o dólar deve ficar andando 'de lado'", disse Battistel.
Embora o consenso seja de que as condições são favoráveis à queda do dólar, o mercado vê o patamar de R$ 1,70 como sensível ao governo.
Agenda
Hoje, o Departamento de Comércio norte-americano divulgou que o PIB dos Estados Unidos cresceu 2,8% no terceiro trimestre. O resultado veio abaixo dos 3,5% divulgados na primeira medição. O indicador ainda passará por uma nova prévia, a ser divulgada em dezembro.
No Brasil, o destaque ficou com a sabatina do economista Aldo Mendes, que foi aprovado pela Comissão de Assuntos Econômicos do Senado para substituir Mário Torós na diretoria de Política Monetária do Banco Central.
O Banco Central (BC) também divulgou que houve déficit de US$ 2,911 bilhões na conta corrente do balanço de pagamentos do País com o exterior, em outubro. O resultado foi diretamente influenciado pela conta de serviços e rendas, que registrou saída líquida de US$ 4,456 bilhões.
24/11 - 18:23
A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) “virou” na última hora de pregão e fechou esta terça-feira em patamares positivos, descolando do pessimismo internacional provocado pelo crescimento menor da economia norte-americana no terceiro trimestre. O índice Ibovespa – a principal referência da bolsa paulista – encerrou em alta de 0,76%, aos 67.317 pontos. O giro financeiro foi de R$ 5,445 bilhões.
Durante a maior parte do dia, o Ibovespa operou em território negativo, por conta da divulgação do Departamento de Comércio norte-americano que apontou que o PIB dos Estados Unidos cresceu 2,8% no terceiro trimestre, abaixo da prévia anterior.
O crescimento menor da economia americana fez com que os mercados caíssem mundo afora. Entretanto, após a divulgação da ata da reunião de novembro do Federal Reserve (FED), o banco central dos Estados Unidos, o mercado reduziu as perdas.
O índice Dow Jones recuava 0,02% e o Nasdaq baixava 0,23%. Já as ações europeias fecharam em queda nesta terça-feira. O índice FTSEurofirst 300, que mede a oscilação dos principais papeis do continente, recuou 0,67%, 1.016 pontos.
Segundo o documento do Fed, as autoridades acreditam que a recuperação econômica continuará nos próximos meses e elevaram as projeções de crescimento do PIB dos EUA para 2010, mas ainda não chegaram a um consenso sobre se este é o momento para vender ativos como Treasuries e títulos lastreados a hipotecas adquiridos nos últimos meses.
Dólar
No mercado cambial, o dólar encerrou o pregão desta terça-feira em alta. A moeda norte-americana fechou cotada a R$ 1,735 para venda, em valorização de 0,34% frente ao real. A piora no ambiente internacional provocou a alta do dólar, em mais uma sessão de volume inferior à média e cautela de investidores com possíveis medidas do governo contra a tendência de valorização do real.
Segundo Mario Battistel, gerente de câmbio da Fair Corretora, o mercado ainda aguarda os efeitos no longo prazo das medidas tomadas pelo governo para tentar frear a valorização do real, como a extensão da cobrança de IOF sobre recibos de ações brasileiras negociadas no exterior.
Investidores também se precaveem quanto a outras medidas. Enquanto continuar a incerteza, "o dólar deve ficar andando 'de lado'", disse Battistel.
Embora o consenso seja de que as condições são favoráveis à queda do dólar, o mercado vê o patamar de R$ 1,70 como sensível ao governo.
Agenda
Hoje, o Departamento de Comércio norte-americano divulgou que o PIB dos Estados Unidos cresceu 2,8% no terceiro trimestre. O resultado veio abaixo dos 3,5% divulgados na primeira medição. O indicador ainda passará por uma nova prévia, a ser divulgada em dezembro.
No Brasil, o destaque ficou com a sabatina do economista Aldo Mendes, que foi aprovado pela Comissão de Assuntos Econômicos do Senado para substituir Mário Torós na diretoria de Política Monetária do Banco Central.
O Banco Central (BC) também divulgou que houve déficit de US$ 2,911 bilhões na conta corrente do balanço de pagamentos do País com o exterior, em outubro. O resultado foi diretamente influenciado pela conta de serviços e rendas, que registrou saída líquida de US$ 4,456 bilhões.
segunda-feira, 23 de novembro de 2009
Vendas de moradias alimentam otimismo e NY sobe
por Edward Krudy de Reuters
23 de Novembro de 2009 20:02
NOVA YORK (Reuters) - Os principais índices acionários norte-americanos encerraram em alta nesta segunda-feira, quebrando uma sequência de três dias de perdas.
Dados mais fortes que o esperado sobre o setor imobiliário alimentaram o otimismo, ao mesmo tempo em que a queda do dólar impulsionou ações de empresas ligadas a commodities.
O Dow Jones, referência da bolsa de Nova York, avançou 1,29 por cento, para 10.450 pontos. O Nasdaq Composite subiu 1,40 por cento, para 2.176 pontos. O Standard & Poor's 500 ganhou 1,36 por cento, a 1.106 pontos.
O avanço neste pregão fez o Dow Jones renovar a máxima em 13 meses. O volume, contudo, foi fraco, algo visto por investidores como falta de convicção.
As vendas de casas usadas nos Estados Unidos subiram em seu maior ritmo em mais de 2 anos e meio em outubro. Isso ajudou a suavizar preocupações acerca do setor geradas na semana passada, quando outro relatório mostrou que o início de construção de imóveis teve forte queda no mês passado.
Os dados desta segunda-feira vieram para tranquilizar investidores que haviam travado posições, à medida que mostravam receio com a economia. As ações avançaram de maneira geral, com o índice S&P de 10 setores exibindo fortes ganhos.
"Tivemos um número sobre início (de construção) ruim, e as pessoas estavam dispostas a falar de uma recessão em 'W'", disse Jim Paulsen, vice-presidente de investimentos do Wells Capital Management.
"A maioria das evidências mostra que definitivamente há uma retomada em curso no setor imobiliário, e os números de hoje certamente se somaram a isso."
Entre as construtoras, D.R. Horton ganhou 2,8 por cento, enquanto MDC Holdings Inc avançou 1,05 por cento, após a Associação Nacional de Corretores de Imóveis informar que as vendas de casas usadas nos EUA saltaram 10,1 por cento em outubro.
O dólar caiu frente a uma cesta com seis importantes moedas, após o presidente do Federal Reserve de St. Louis, James Bullard, dizer no domingo que o Fed deverá estender seu programa de compra de ativos lastreados em hipotecas.
Os comentários alimentaram expectativas de que as taxas de juros permanecerão baixas por mais tempo.
A queda do dólar ajudou a levantar os preços de ações ligadas a commodities, ao mesmo tempo em que o ouro atingiu o novo recorde de 1.170,55 dólares a onça, enquanto os preços do cobre avançaram a seu maior nível em 14 meses.
Os papéis da Newmont Mining Corp cresceram 2,1 por cento. O índice Dow Jones para o segmento de metais e mineração subiu 0,8 por cento.
23 de Novembro de 2009 20:02
NOVA YORK (Reuters) - Os principais índices acionários norte-americanos encerraram em alta nesta segunda-feira, quebrando uma sequência de três dias de perdas.
Dados mais fortes que o esperado sobre o setor imobiliário alimentaram o otimismo, ao mesmo tempo em que a queda do dólar impulsionou ações de empresas ligadas a commodities.
O Dow Jones, referência da bolsa de Nova York, avançou 1,29 por cento, para 10.450 pontos. O Nasdaq Composite subiu 1,40 por cento, para 2.176 pontos. O Standard & Poor's 500 ganhou 1,36 por cento, a 1.106 pontos.
O avanço neste pregão fez o Dow Jones renovar a máxima em 13 meses. O volume, contudo, foi fraco, algo visto por investidores como falta de convicção.
As vendas de casas usadas nos Estados Unidos subiram em seu maior ritmo em mais de 2 anos e meio em outubro. Isso ajudou a suavizar preocupações acerca do setor geradas na semana passada, quando outro relatório mostrou que o início de construção de imóveis teve forte queda no mês passado.
Os dados desta segunda-feira vieram para tranquilizar investidores que haviam travado posições, à medida que mostravam receio com a economia. As ações avançaram de maneira geral, com o índice S&P de 10 setores exibindo fortes ganhos.
"Tivemos um número sobre início (de construção) ruim, e as pessoas estavam dispostas a falar de uma recessão em 'W'", disse Jim Paulsen, vice-presidente de investimentos do Wells Capital Management.
"A maioria das evidências mostra que definitivamente há uma retomada em curso no setor imobiliário, e os números de hoje certamente se somaram a isso."
Entre as construtoras, D.R. Horton ganhou 2,8 por cento, enquanto MDC Holdings Inc avançou 1,05 por cento, após a Associação Nacional de Corretores de Imóveis informar que as vendas de casas usadas nos EUA saltaram 10,1 por cento em outubro.
O dólar caiu frente a uma cesta com seis importantes moedas, após o presidente do Federal Reserve de St. Louis, James Bullard, dizer no domingo que o Fed deverá estender seu programa de compra de ativos lastreados em hipotecas.
Os comentários alimentaram expectativas de que as taxas de juros permanecerão baixas por mais tempo.
A queda do dólar ajudou a levantar os preços de ações ligadas a commodities, ao mesmo tempo em que o ouro atingiu o novo recorde de 1.170,55 dólares a onça, enquanto os preços do cobre avançaram a seu maior nível em 14 meses.
Os papéis da Newmont Mining Corp cresceram 2,1 por cento. O índice Dow Jones para o segmento de metais e mineração subiu 0,8 por cento.
domingo, 22 de novembro de 2009
IBOV...suportes e resistências na 4a semana de novembro

Nesta terceira semana de novembro, o Ibovespa abriu na mínima nos 65.326 pontos, deu continuidade à tendência altista até renovar nova máxima, nos 68.060 pontos, na quarta-feira, durante a primeira metade do pregão.
A partir daí, reverteu finalizando na mínima do dia; na quinta deu sequência à queda até encontrar suporte nos 65.547 pontos e a partir desse suporte recuperou parte das perdas até finalizar em 66.327 pontos com alta de + 0,47% sobre o fechamento da semana anterior.
O "candle" do gráfico semanal se assemelha novamente a um "martelo invertido vazio" formado pelos fortes ganhos do início da semana, seguido da pressão vendedora que se seguiu após atingir novo topo nos 68 mil pontos.
O "candle" do gráfico diário é um "martelo cheio" construido pela reversão intraday ocorrida, após encontrar suporte próximo aos 65.500 pontos.
Aspecto favorável para a manutenção da tendência de alta do Ibovespa foi a formação de topos e fundos ascendentes, no gráfico semanal.
Mantendo na semana, o fechamento verificado acima dos 65.500 pontos, o Ibovespa sinalizará objetivos de alta, nos 68.500/69 mil pontos, no curto prazo e nos 71 mil pontos, no médio prazo.
Realização mais forte que leve o Ibovespa a buscar suportes abaixo dos 62.400 pontos sinalizará reversão da atual tendência de alta.
Suportes imediatos em 66.000, 65.500, 65.440 (MME de 3 períodos), 64.200, 63.400 e 62.400 pontos.
Resistências imediatas em 66.370, 67.600, 68.060, 68.500, 69.000 e 69.500 pontos.
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