sexta-feira, 7 de maio de 2010

Bolsa fecha em baixa de 0,86% e recua 6,9% na semana

Crise grega e um possível contágio nas demais economias preocupam investidores

por Claudia Violante de Agência ESTADO

07/05/2010 17:47

São Paulo - A Bolsa de Valores de São Paulo terminou hoje seu quarto pregão em baixa da semana, com breve intervalo apenas na última quarta-feira, quando teve leve alta de 0,07%. As contínuas preocupações com a situação fiscal na Europa ganhou hoje o adicional do resultado da eleição no Reino Unido, que não formou maioria pela primeira vez em mais de 30 anos. As perdas nas Bolsas norte-americanas e brasileira foram inferiores às registradas na Europa, que ontem havia fechado antes do tombo em Wall Street e hoje tiraram o atraso. O volume de negócios na Bovespa segue elevado, com os estrangeiros saindo de ativos mais arriscados.

O índice Bovespa fechou em baixa de 0,86%, aos 62.870,88 pontos, para o menor nível desde os 62.762,70 pontos de 5 de fevereiro passado. O pregão, no entanto, foi muito volátil e, inclusive, o Ibovespa chegou a subir, acompanhando a alta de Wall Street. Na mínima do dia, o índice recuou 2,76%, aos 61.663 pontos e, na máxima, avançou 0,84%, aos 63.945 pontos. O resultado do mês se confunde com o da semana e registra uma queda de 6,90%. No ano, a Bovespa recua 8,34%. O giro financeiro totalizou R$ 7,726 bilhões. Os dados são preliminares.

Além das incertezas sobre a situação grega e o temor de contágio nas demais economias da zona do euro, hoje os investidores tiveram que digerir o resultado das eleições do Reino Unido. Pela primeira vez desde 1974 o parlamento não tem maioria absoluta. O Partido Conservador conseguiu 306 assentos, o Partido Trabalhista, do primeiro-ministro Gordon Brown, ficou com 258 posições e o Partido Liberal Democrata, liderado por Nick Clegg, obteve 57 assentos. Agora, está aberta a porta para coalizões. Esta indefinição no Congresso fez a libra cair hoje e, no mercado, os investidores ainda estão preocupados com o elevado déficit fiscal do país, de 11,5% do PIB, que ameaça inclusive o rating AAA, como já alertaram as agências de rating.

As bolsas europeias, que ontem estavam fechadas quando houve o mergulho nos índices norte-americanos, hoje juntaram tudo e fecharam com perdas fortes, mesmo com os bons dados da produção industrial na Alemanha e do Produto Interno Bruto (PIB) da Espanha. Nos EUA, os números do relatório de nível de emprego superaram as previsões (criação de 290 mil vagas em abril, ante alta de 180 mil prevista pelos analistas).

O Dow Jones terminou o dia em baixa de 1,33%, aos 10.380,43 pontos. O S&P 500 perdeu 1,53%, aos 1.110,88 pontos, enquanto o Nasdaq recuou 2,33%, aos 2.265,64 pontos.

No Brasil, Vale segue como a mais negociada do pregão, hoje com giro individual de R$ 1,080 bilhão na ação PNA. O papel perdeu 0,05%, enquanto Vale ON recuou 0,34%. Os metais básicos caíram na sua maioria. Petrobras ON perdeu 1,03% e PN, 0,20%. Na Bolsa Mercantil de Nova York (Nymex, na sigla em inglês), o contrato do petróleo com vencimento em junho terminou em baixa de 2,59%, a US$ 75,11 o barril.

quinta-feira, 6 de maio de 2010

INDM10...após 06/05...suportes e resistências


Após a forte movimentação intraday movida pelo "colapso das operações" nos mercados americanos, o INDM10 chegou a "mergulhar" até os 61.000 pontos.

Reagiu com bastante força e volatilidade até retomar o patamar dos 64 mil pontos, para depois finalizar em 63.900 pontos.

IBOV...após 06/05...suportes e resistências


Após a "quinta negra" quando os mercados mundiais seguiram a "fantástica" queda de DJI em quase 10% entre as 14 e 15 horas, "mergulhando" até os 9.872 pontos praticamente coincidindo com o fundo de 22/02/10 para em seguida recuperar e finalizar em 10520 pontos (queda de 3,19%).

O Ibovespa de modo análogo chegou a cair 6% quando atingiu a mínima nos 60.774 pontos, para depois recuperar, finalizando em 63.414 pontos em queda de 2,31%.

O "candle" do gráfico diário é um "martelo" sinalizando a possibilidade de continuidade da alta, no próximo pregão com provável reversão de tendência, no curto prazo.

Resistências imediatas em 63.620; 64.650 e 65.530 pontos.

Suportes imediatos em 62.070; 61.340 e 60.770 pontos.

DJI e IBOV... Teoria de Elliot no gráfico semanal



Após a "quinta-feira negra" de 06/05/2010 um clássico exemplo da Teoria das Ondas de Elliot.

Observando o gráfico semanal, a forte correção desta semana estaria concluindo a onda a de retração após os 5 movimentos preconizados por Elliot.

Se o exemplo estiver correto é bem possível que iniciemos uma nova onda de expansão (b) que possivelmente poderá se extender até as resitências nas médias móveis de 13 períodos

O Ibovespa de modo análogo teria concluído a retração (a) e poderia iniciar no próximo pregão o próximo movimento de expansão (b), provavelmente até os 67.700/68 mil pontos.

Pânico em NY lembra mistério da "segunda-feira negra" de 1987



Na "black monday", índice Dow Jones caiu impressionantes 22,6%; bolsas investigam queda desta quinta-feira


por Gustavo Kahil de EXAME.com

06/05/2010 19:38


São Paulo - O pânico visto pelo mercado financeiro mundial nesta quinta-feira (6) fez com que alguns analistas lembrassem da queda desenfreada das bolsas vista na famosa "segunda-feira negra", ocorrida em 19 de outubro de 1987. Naquele dia, o índice Dow Jones, o principal da bolsa de Nova York, registrou a sua maior queda, impressionantes 22,6%.

No pregão de hoje em instantes, os índices de ações em todo o mundo passaram despencar. Nos Estados Unidos, o índice Dow Jones, o principal da bolsa de Nova York, chegou a cair quase 10%, maior baixa vista desde aquele ano. “Isso parece com 1987”, disse o famoso gestor e comentarista dos mercados financeiros, Jim Cramer, em um programa da rede americana CNBC (Assista o vídeo).

Cramer faz referência à queda de 25% das ações da Procter & Gamble. Em minutos, os papéis caíram mais de 23%. "Em 1987 houve uma derrocada e as ações pularam de 50 dólares para 12 dólares", afirmou. Assim como o visto naquele dia, a queda de hoje é um mistério. A própria CNBC levantou a possibilidade de um erro humano.

O comportamento bizarro das ações gerou especulações de que o sistema eletrônico de negociação da Bolsa de Nova York teria entrado numa espécie de colapso. De acordo com a rede de TV, o operador queria vender alguns "milhões" de ações no meio da tarde desta quinta-feira, mas apertou, por engano, a tecla que ordena a venda de "bilhões" de ações.

Até hoje 1987 ainda gera polêmica. Duas hipóteses são citadas para explicar o movimento. A primeira é o mercado futuro. Os contratos futuros no índice S&P 500 eram praticamente novos e, conforme as ações caíam naquele dia, alguns investidores vendiam os contratos, levando a um tombo ainda maior dos papéis. A outra explicação seria a de um erro em programas de computador. A queda, entretanto, também foi verificada em mercados que não tinham os programas.

Um porta-voz da NYSE disse hoje que a bolsa está investigando um "número de negócios errôneos". A Nasdaq informou que vai cancelar todas as operações executadas entre 14h40 e 15h00 (horário local) desta quinta-feira, com variação de alta ou de baixa superior a 60 por cento em relação aos preços das 14h40.

Após despencar 6%, Bolsa se recupera e cai 2,31%

Dólar chega a subir mais de 5%, mas fecha em alta de 2,95%, a R$ 1,85

por iG Economia
06/05/2010 17:36



A Bolsa brasileira fechou em baixa de 2,31% nesta quinta-feira, aos 63.414 pontos, menor níel desde 8 de fevereiro. Durante a tarde, a queda chegou a 6,38% no índice de referência da Bovespa, o Ibovespa, que foi a 60.774 pontos, menor valor desde a mínima de 3 de novembro do ano passado. Incertezas em relação a economias da Europa influenciaram os investidores, que agiram por precaução e reposicionaram seu capital para ativos considerados mais seguros. O dólar, que é um deles, fechou em alta de 2,95%, a R$ 1,85. A moeda norte-americana chegou a valer R$ 1,89, maior nível em dois meses, mas desacelerou no final dos negócios.

Nos Estados Unidos, as bolsas de valores tiveram uma queda livre por volta das 15h30, chegando a cair mais de 9% em poucos instantes nesta tarde de quarta-feira. O índice Dow Jones, principal índice da Bolda de Nova York (Nyse), chegou a atingir queda de 9,12%. A Nasdaq recuou 7,2%. Depois de atingir essas baixas, os índices voltaram a se recuperar, mas ainda assim mostrando queda superior a 4%. Às 16h30, a Nyse recuava 4,4%. A Nasdaq, 4,6%. Foi a maior queda num único dia desde a "crash" da Bolsa de Nova York em 1987, segundo a Bloomberg. Há rumores de que uma falha técnica possa ter derrubado Wall Street, mas as bolsas norte-americanas não confirmaram.

O economista Roberto Padovani, estrategista-chefe do banco WestLB, vê três eventos responsáveis pelo rápido mergulho do mercado nos pregões de hoje. Segundo ele, o mais importante é a Europa, onde há o temor de calote por parte da Grécia e, em menor grau, em Portugal, Itália e Espanha, torne-se uma crise sistêmica e se alastre pelo continente. Associado a esse temor, na hipótese de um calote, a expectativa de “falta” de crescimento na região. “Lembre-se que a Zona do Euro é o segundo país do mundo.”

O segundo evento, na opinião de Padovani, é que investidores reavaliaram os preços dos ativos e decidiram vender. “As Bolsas americanas vêm subindo desde março de 2009. Houve alguma realização de lucro em julho do ano passado, outra em fevereiro, mas o mercado está em trajetória de alta”, diz. De acordo com o estrategista-chefe do WestLB, essa alta do mercado acionário norte-america foi puxada pela constatação de que a crise financeira internacional não desembocou em uma recessão ou em uma depressão global. “Com isso, os ganhos foram expressivos nesse mais de um ano. É natural que os investidores reavaliem os preços dos ativos” e vendam suas posições.

O terceiro fator, afirma Padovani, é mais técnico. Quando há grandes movimentos no mercado, muitos investidores decidem vender seus papéis, num movimento conhecido como “stop loss” – ou limitar as perdas, numa tradução livre. “Isso ocorre de tempos em tempos e provoca quedas grandes”, acrescenta. “E por razões técnicas, os mercados exageram nos quesitos.” De qualquer maneira, a preocupação dos agentes do mercado com um crescimento mundial menor é que está por trás das quedas.

Moody's faz alerta a bancos de Portugal, Espanha, Itália, Irlanda e R.Unido

por EFE e Ig Economia
06/05/2010 08:46



Londres, 6 mai (EFE).- Moody's advertiu hoje do perigo de que o rebaixamento da classificação de risco dos bancos gregos pela fragilidade da dívida soberana daquele país contagie entidades financeiras de Portugal, Espanha, Itália, Irlanda e o Reino Unido. A advertência está no comentário especial do Moody's Investors Service divulgado hoje com o título "Risco de contágio soberano. Primeira Parte: Avaliando o impacto nos sistemas bancários do sul da Europa, Irlanda e o Reino Unido". Moody's assinalou que os sistemas bancários de cada um destes países enfrentam desafios diferentes, mas alertou que "o risco de contágio poderia diluir estas diferenças e colocar ameaças comuns e muito reais para todos eles". O comentário especial insiste sobre o risco para aqueles sistemas nos quais o contágio é gerado principalmente por meio das preocupações nos mercados sobre o perfil de sua dívida soberana, mas nos quais, previamente a esta pressão, o sistema não tinha sofrido tanto o golpe das hipotecas lixo. Este é o caso concreto dos bancos da Grécia, Portugal e, em certa medida, Itália, assinalou a agência. "Apesar de enfrentar uma situação fundamentalmente diferente em comparação com a Grécia, Portugal está agora sob apuração especial dos investidores, o que resultou na decisão de revisar a classificação, para um possível rebaixamento, de todos os bancos portugueses", se indicou no comentário. A chave para determinar se este risco de contágio se confirmará, argumentou Moody's, "será a visão que tenha o mercado sobre o êxito do pacote de ajuda para a Grécia recentemente estipulada pelo Fundo Monetário Internacional e a União Europeia". No caso da Itália, se destacou que "o sistema bancário tinha sido relativamente sólido até agora", mas que nas atuais circunstâncias "poderia ver-se diante de uma situação de contágio se aumenta a pressão do mercado sobre sua dívida soberana". O comentário especial explorou a situação daqueles sistemas financeiros que se debilitaram a partir de dentro, "pelo geral devido ao excessivo aumento da concessão de empréstimos, principalmente Espanha e Irlanda, e em menor medida o Reino Unido". "O contágio poderia estender-se potencialmente aos sistemas bancários onde o valor da dívida soberana sofreu o impacto dos eventos no sistema bancário", acrescentou. Este relatório de Moody's é o primeiro de uma série de dois documentos, baseados na pesquisa que seus analistas fizeram em abril passado entre investidores de várias capitais europeias

IBOV e INDM10...após 05/05...objetivos de curto prazo


INDM10...após 05/05...suportes e resistências

IBOV...após 05/05...suportes e resistências


Depois de "mergulhar" até alcançar suporte nos 63.533 pontos, o Ibovespa refluiu para "zerar novamente" e obter máxima intraday nos 65.611 pontos.

Desse teto, refluiu novamente, com forte volatilidade, finalizando em 65.914 pontos.

O "candle" do gráfico diário é um "doji" de indefinição.

Caso não perca o suporte dos 63.500 pontos poderemos ter um "doji morning star", de reversão de tendência.

Por outro lado a perda "intraday" dos 64 mil pontos, sugere objetivos de queda nos 63 mil e 61 mil pontos, no curto e médio prazos.

Retomada da alta, no curto prazo, somente com fechamento acima dos 67 mil pontos, novamente.

quarta-feira, 5 de maio de 2010

Lucro da Vale é prejudicado por greve e vendas menores na Ásia

Resultado do primeiro trimestre é 8,6% inferior ao do mesmo período de 2009

por EXAME.com
05/05/2010 20:46


Extração de minério da Vale: recuperação não foi suficiente para alcançar nível do início de 2009

São Paulo - A Vale sentiu nos números do primeiro trimestre os efeitos de ser uma das companhias brasileiras mais globalizadas. Da paralisação de seus funcionários canadenses à menor participação da Ásia nas vendas, uma série de fatores contribuiu para que o lucro líquido da companhia, 2,879 bilhões de reais, ficasse 8,6% abaixo do registrado no mesmo período do ano passado – embora seja 6,3% superior aos 2,708 bilhões do último trimestre de 2009.

As dores da globalização já se manifestam nas primeiras linhas do balanço divulgado na noite desta quarta-feira (5/5). A receita operacional bruta, 13,029 bilhões de reais, foi 1,1% inferior à dos primeiros meses do ano passado. O principal responsável pela queda foi o setor de minerais não-ferrosos, cuja receita recuou 16%, de 3,554 bilhões de reais para 2,983 bilhões na comparação. O níquel, que respondeu por 1,477 bilhão de reais no ano passado, recuou para 1,236 bilhão. No relatório que acompanha as demonstrações financeiras, a Vale afirma que “o desempenho do segmento de minerais não-ferrosos continuou a ser negativamente impactado pela greve em Sudbury e Voisey Bay”. Essas minas, localizadas no Canadá, estão paradas há mais de 260 dias.

Em contrapartida, a área de minerais ferrosos, na qual a Vale é líder mundial, viu sua receita subir de 8,373 bilhões para 8,794 bilhões de reais na mesma comparação. Embora as vendas de minério de ferro in natura tenham caído de 7,266 bilhões para 6,661 bilhões, a receita com as pelotas – um produto de maior valor agregado – subiu de 865 milhões para 1,767 bilhão. As vendas de manganês também subiram 206%, para 104 milhões de reais, e as de ferro ligas, 32%.

Queda na Ásia

Entre os mercados atendidos pela Vale, as vendas na América do Norte recuaram 30% entre o primeiro trimestre de 2009 e o mesmo período de 2010, passando de 1,197 bilhão para 838 milhões de reais. Embora a porcentagem seja expressiva, a região responde por apenas 6,4% da receita.

O mais importante é verificar o recuo de 19% das vendas na Ásia, que desceram de 8,098 bilhões para 6,553 bilhões de reais na comparação. O continente, que respondeu por 61,4% do faturamento da Vale no início de 2009, viu sua participação recuar para 50,3%. A retração foi liderada pela China, atualmente o maior parceiro comercial do Brasil e o principal comprador de commodities do mundo. Os chineses consumiram 3,959 bilhões de reais em insumos da Vale, ante 5,748 bilhões no início do ano passado. Com isso, seu peso na receita bruta recuou de 43,6% para 30,4%.

A Europa, apesar da crise que sacode vários de seus países neste início de ano, contribuiu com aumento de vendas. Entre janeiro e março, os europeus compraram 2,537 bilhões de reais da Vale, ante 1,903 bilhão da comparação. O carro-chefe foi a Alemanha, o país do Velho Mundo que conseguiu escapar de modo mais suave da turbulência local. A receita gerada pelos alemães saltou de 479 para 792 milhões de reais.

Confirmando o bom momento da economia brasileira, o mercado interno foi na contramão dos principais países e apresentou crescimento. As vendas somaram 2,335 bilhões de reais entre janeiro e março, um incremento de 48% sobre o mesmo período de 2009.

Reflexos no balanço


A queda da receita contribuiu para o lucro trimestral menor. Apesar de conter os custos de produção, que caíram 3,5%, para 6,635 bilhões de reais, o menor faturamento acarretou um lucro bruto de 5,948 bilhões, ante os 6,041 bilhões do período comparado. As despesas operacionais, 1,8% maiores somaram 1,924 bilhão de reais. Com isso, o lucro operacional recuou 29% sobre o primeiro trimestre de 2009, para 2,695 bilhões de reais.

Os investimentos realizados no período somaram 2,2 bilhões de dólares, dos quais 1,7 bilhão foram gastos em crescimento orgânico e manutenção. A Vale também foi às compras nos primeiros meses do ano. Adquiriu plantas de fertilizantes no Brasil e ativos de minério de ferro na África Ocidental. Reconhecida pelo mercado por sua capacidade de geração de caixa, a empresa encerrou março com 11,1 bilhões de dólares em caixa.

Ibovespa fecha em alta de 0,07%, puxada por Vale

por Claudia Violante de Agência ESTADO

05/05/2010 17:57

São Paulo - A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) conseguiu se descolar da queda registrada nas principais Bolsas mundiais, sustentada pelos ganhos das ações da Vale. O tombo de mais de 4,5% ontem nos papéis da mineradora chamou os investidores para a ponta compradora, estimulados ainda pela boa perspectiva com o balanço da empresa, a ser divulgado hoje. No exterior, a decisão da Moody?s de colocar o rating (classificação de risco) de Portugal em revisão ampliou a aversão ao risco. As Bolsas de Nova York, no entanto, caíram menos que as europeias, por causa dos indicadores que continuam a mostrar recuperação na principal economia do mundo.

O índice Bovespa (Ibovespa) encerrou a quarta-feira em alta de 0,07%, aos 64.914,17 pontos. Na pontuação mínima do dia, registrou 63.533 pontos (baixa de 2,06%)e, na máxima, 65.612 pontos (alta de 1,14%). No mês, o indicador acumula perda de 3,87% e, no ano, de 5,36%. O giro financeiro totalizou R$ 7,883 bilhões. Os dados são preliminares.

As ações da Vale superaram 2% de ganhos, mas fecharam distante das máximas do dia, de mais de 3%. Vale ON avançou 2,49% e Vale PNA subiu 2,43%. O papel ordinário da companhia liderou o giro individual do índice, com R$ 1,386 bilhão. A média das projeções dos analistas sobre o balanço da Vale aponta para um lucro 10,7% maior no primeiro trimestre do que o registrado no mesmo período do ano passado, chegando a US$ 1,509 bilhão, em US GAAP. "O tombo de ontem também abriu oportunidade de compra", comentou um profissional.

Os metais, no entanto, recuaram, assim como o petróleo. Na Bolsa Mercantil de Nova York (Nymex, na sigla em inglês), o contrato futuro de petróleo com vencimento em junho recuou 3,34%, para US$ 79,97 o barril, depois que os dados mostraram aumento acima do esperado para os estoques de petróleo nos EUA na última semana. Petrobras acompanhou o comportamento do petróleo e caiu 0,32% (ações ON) e 0,76% (ações PN). As ações ON da Telebrás subiram 22,70% e as PN avançaram 19,50%, puxadas pela notícia de que a estatal integrará o Plano Nacional de Banda Larga do governo federal.

No exterior, as Bolsas europeias recuaram, puxadas pela notícia de que a Moody?s colocou em revisão para possível rebaixamento o rating Aa2 aplicado aos bônus de Portugal. Nos EUA, o tombo foi um pouco menor, já que os indicadores conhecidos hoje, sobretudo os dados da ADP sobre o mercado de trabalho, agradaram. O Dow Jones perdeu 0,55%, o S&P recuou 0,66% e o Nasdaq cedeu 0,91%.

Ata do Copom concentra atenções na quinta-feira

O mercado irá buscar indicações dos próximos passos do comitê do Banco Central após o aumento de 0,75 ponto percentual na taxa Selic

por Gustavo Kahil de EXAME.com

05/05/2010 18:10

São Paulo - A publicação da ata da última reunião do Copom (Comitê de Política Monetária) realizada na semana passada será o principal evento da quinta-feira (6). O mercado irá buscar indicações dos próximos passos do comitê do Banco Central após o aumento de 0,75 ponto percentual na taxa Selic, levando-a ao patamar de 9,5% ao ano. O documento será publicado às 8h30.

Além disso, o mercado também acompanha os números do IGP-DI (Índice Geral de Preços - Disponibilidade Interna) do mês de abril (8h). Depois, às 10h, é a vez de o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) publicar o levantamento da produção agrícola brasileira de abril.

Nos Estados Unidos, o destaque do dia fica com o indicador que mede a produtividade da mão-de-obra americana (9h30, horário de Brasília) durante o primeiro trimestre do ano. O mercado estará também atento ao discurso do presidente do Banco Central americano (Fed, na sigla em inglês) Ben Bernanke, programada para acontecer às 10h30.

Na Europa, o foco do dia é a reunião do Banco Central Europeu (8h45). O mercado espera que o BCE mantenha a taxa de juro da região em 1% ao ano, mas que faça algum tipo de referência à crise da dívida de alguns países da Zona do Euro.

INDM10...após 04/05... objetivos de curto prazo


IBOV...após 04/05...objetivos de curto prazo


VALE5...após 04/05...suportes e resistências


PETR4...após 04/05...suportes e resistências

terça-feira, 4 de maio de 2010

Bolsa cai 3,35% e vai ao pior nível desde 9 de fevereiro

Ibovespa caiu abaixo de 65 mil e apenas dois papéis do índice terminaram em alta. Muitas das quedas superaram 5%

por Claudia Violante de Agência ESTADO

04/05/2010 17:37

São Paulo - A Bolsa de Valores de São Paulo fechou hoje no seu pior nível em quase três meses, depois que a aversão a risco internacional levou os investidores a liquidarem as ações generalizadamente. Apenas dois papéis do índice Bovespa terminaram em alta e muitas das quedas superaram os 5%. O temor de que a crise fiscal europeia atinja outros países ganhou maiores proporções hoje diante dos rumores de que a Espanha seria a bola da vez. Além disso, para a Bolsa brasileira pesou a notícia de que a atividade econômica na China começa a arrefecer, o que puxou os preços das matérias-primas (commodities) para baixo - já pressionadas pela elevação do depósito compulsório na China anunciada no final de semana.

O Ibovespa terminou o dia em baixa de 3,35%, aos 64.869,32 pontos, menor nível desde 9 de fevereiro deste ano (64.718,17). Na mínima do dia, o índice registrou 64.588 pontos (-3,77%) e, na máxima, 67.116 pontos (estabilidade). No mês, o Ibovespa acumula perda de 3,94% e, no ano, de 5,42%. Por causa da grande aversão a risco, o giro financeiro foi bastante elevado e totalizou R$ 10,082 bilhões, basicamente com vendas pesadas de investidores estrangeiros. Este giro foi o maior do ano - não estão considerados os pregões em que houve vencimentos. Os dados são preliminares.

Pouca coisa mudou de ontem para hoje, menos o principal: o humor dos investidores. À percepção de que a crise fiscal na Europa não deve se limitar à Grécia se juntou ainda a notícia de que o índice dos gerentes de compra (PMI, na sigla em inglês) chinês começou a mostrar sinais de arrefecimento. Com isso, a locomotiva do crescimento mundial está mais lenta e tende a dificultar a recuperação de outros países, como o Brasil, que tem na China seu principal destino de exportações.

Os mercados europeus de ações recuaram, assim como os norte-americanos. O Dow Jones caiu 2,02%, aos 10.926,77 pontos, o S&P recuou 2,38%, aos 1.173,60 pontos, o Nasdaq terminou em baixa de 2,98%, aos 2.424,25 pontos. Saíram indicadores nos EUA, positivos, mas, ao contrário de ontem, eles não conseguiram conter a fúria vendedora.

Com todo esse noticiário, os preços dos metais rolaram ladeira abaixo nas bolsas de mercadorias e futuros e levaram consigo as ações da Vale, que perderam 4,67% na ON e caíram 4,85% na PNA, mais líquida.

Petrobras, que vem sendo abatida recentemente por causa das dúvidas em relação ao processo de capitalização, hoje teve adicionalmente a pressão do tombo do petróleo para justificar sua queda. Além disso, o UBS se juntou ao JPMorgan e hoje rebaixou a recomendação para as ações da Petrobras, de comprar para neutra. Na Bolsa Mercantil de Nova York (Nymex), o contrato futuro de petróleo com vencimento em junho perdeu 4%, a US$ 82,74 o barril. Na Bovespa, Petrobras ON recuou 3,36% e Petrobras PN, -3,37%.

Wall Street tem maior queda em três meses por causa de crise na Europa

por Agência ESTADO
04/05/2010 18:14

Nova York - A Bolsa de Nova York registrou nesta terça-feira sua maior queda em três meses, diante do medo dos investidores de que a crise orçamentária que afeta a Grécia propague-se a outros países da zona do euro. O Dow Jones perdeu 2,02% e o Nasdaq, 2,98%.

"É um dia difícil", afirmou Lindsey Piegza, da FTN Financial. "Isso se explica em grande parte pela gravidade dos problemas que afetam a Europa: não somente será necessário ajudar a Grécia, mas essas dificuldades afetarão também Portugal e Espanha", disse. "É muito inquietante, muito perturbador para o mercado."

Segundo dados definitivos de fechamento, o Dow Jones Industrial Average perdeu 225,06 pontos, para 10.926,77 pontos, e o Nasdaq, de alto componente tecnológico, caiu 74,49 pontos, para 2.424,25 pontos.

O índice ampliado Standard & Poor's 500 caiu 2,38% (28,66 pontos) para 1.173,60 pontos.

O principal índice de Wall Street não registrava uma queda tão forte desde o início de fevereiro. Volta agora a seu nível mais baixo em cerca de um mês.

Entre os 30 papéis que compõem o principal índice de Wall Street, 27 caíram, em particular os mais sensíveis às conjunturas econômicas: indústria, tecnologia e finanças.

"O que afeta o mercado é claramente os temores sobre a Europa", comentou Hugh Johnson, da Johnson Illington Advisors. "Os dados econômicos (nos EUA) são bons, os resultados das empresas são bons, mas esse não é o problema. O problema é a Grécia".

Milhares de pessoas participaram de protestos no centro de Atenas nesta terça-feira a pedido dos sindicatos, nas vésperas de uma greve geral que deverá paralisar o país.

"A situação está fugindo do controle", completou Johnson. "E os investidores temem que os problemas da Grécia afetem também Portugal, Espanha e Irlanda. Isso afetará a economia europeia e, como consequência, as empresas americanas que têm negócios na Europa".

O mercado obrigatório subiu. O rendimento dos títulos do Tesouro de 10 anos caiu para 3,613% contra 3,705% na noite de segunda-feira, e os títulos de 30 anos foram para 4,439% contra 4,546%. O rendimento dos títulos evolui no sentido oposto a seus preços.

INDM10...após 03/05...objetivos de curto prazo