quarta-feira, 23 de abril de 2008

DOW JONES...após 23/04...em leve alta, porém ainda com tendência de baixa...


Acompanhando a tendência dos mercados futuros, DJI abriu nos 12.721 pontos, rompeu inicialmente a resistência nos 12.750 pontos e ainda na primeira metade do pregão, rompeu a forte resistência nos 12.790 pontos, vindo atingir a máxima intraday em 12.837 pontos. Na segunda metade do pregão, com a piora dos mercados futuros, refluiu, perdendo os suportes anteriore e vindo a buscar suporte em 12.703. Com a melhora dos índices futuros, rompeu novamente a resistência dos 12.750 pontos, vindo a finalizar nos 12.623 pontos (alta de 0,34%). No gráfico diário, os principais indicadores se mantém indefinidos, exceto o oscilador de momento que ainda sinaliza tendência de queda. Resistências imediatas continuam em 12.770, 12.790, 12.837 e 12.890 pontos. Suportes imediatos continuam em 12.660, 12.630, 12.570 e 12.370 pontos.

Após cinco altas, Ibovespa fecha em queda de 0,71%

23.04.2008 17h29
por Claudia Violante da Agência Estado

O Ibovespa, principal índice da Bolsa de Valores de São Paulo, interrompeu uma seqüência de cinco altas, descolou-se de Nova York e fechou em queda hoje. No finalzinho do dia, perdeu o patamar de 65 mil pontos, recuperado ontem. O índice fechou em baixa de 0,71%, aos 64.947,5 pontos. Chegou a subir na abertura e, logo depois, atingiu a máxima de 65.689 pontos (+0,42%). Mas logo virou e, na mínima, bateu em 64.914 pontos (-0,76%). Com a perda de hoje, a Bolsa paulista reduziu os ganhos do mês a +6,53% e, no ano, a +1,66%. O volume financeiro negociado hoje totalizou R$ 5,127 bilhões.
A principal justificativa para a queda da Bolsa hoje, descolando-se da alta das bolsas americanas, é uma realização de lucros, uma vez que acumulou elevação de 5,24% últimos cinco pregões. Como a valorização dos produtos básicos (commodities) também deu uma trégua hoje, favoreceu a queda das ações da Vale e da Petrobras, as de maior peso no cálculo do índice.
Os metais, no entanto, não tiveram fechamento uniforme: alguns subiram, outros caíram, e o petróleo, que recuou em grande parte do pregão, inverteu a mão e subiu no final da sessão. Em Nova York, o barril do óleo avançou 0,19%, para US$ 118,30, depois que os investidores resolveram reavaliar o impacto da queda maior que a prevista dos estoques americanos de gasolina e derivados na semana passada - divulgados hoje.
Petrobras ON caiu 1,33% e Petrobras PN, 1,37%. Vale ON perdeu 0,70% e Vale PNA, 0,47%.
Nos EUA, as bolsas operaram em alta, favorecidas por bons balanços, com destaque para Boeing. Apple, que anuncia seus números ainda hoje, também teve alta e ajudou a sustentar o índice Nasdaq em terreno positivo. No fim do pregão, Dow Jones registrava alta de 0,34%, S&P subia 0,29% e Nasdaq, 1,19%.
A Boeing, cujo mercado de atuação é pulverizado, anunciou alta de 38% em seu lucro líquido do primeiro trimestre, para US$ 1,21 bilhão ou US$ 1,62 por ação (a previsão dos analistas era de US$ 1,35 por ação). Já a fabricante de chips Broadcom teve lucro de US$ 74,3 milhões (US$ 0,14 por ação) no primeiro trimestre, resultado 22% superior ao de igual período de 2007. Analistas classificaram o resultado como "sólido".
Yahoo!, apesar de divulgar um lucro 282% maior no primeiro trimestre, registrou queda nos papéis hoje. Para analistas, o ganho de US$ 542 milhões no primeiro trimestre não foi forte o bastante para forçar a Microsoft a elevar o valor da oferta pela empresa.
Pior foi o resultado da Ambac, cujas ações derreteram depois de a seguradora de bônus ter anunciado prejuízo de US$ 1,66 bilhão, ou US$ 11,69 por ação, no primeiro trimestre, bem mais que a perda de US$ 1,51 por ação prevista por analistas.
Na Europa, os balanços também levaram as principais praças acionárias a fechar em elevação. No velho continente, foram destaques os números da farmacêutica alemã Merck KGaA, da gigante de materiais de construção francesa Saint Gobain e da fabricante de chips alemã Infineon.

PETR4...após 22/04...após forte alta, pode realizar...


PETR4 abriu nos 86,50 e veio buscar suporte em 86,10. Influenciada pelo forte fechamento da ADR na véspera em Nova York (feriado no Brasil), veio inicialmente buscar novo topo intraday, nos 87,10. Com a retomada dos negócios após a paralização dos mercados por 2 horas, veio buscar a máxima em 87,44. A partir daí, influenciada pelo mau humor de Dow Jones, refluiu até a mínima intraday em 85,75, para depois finalizar em 86,45. Seus principais indicadores, no gráfico diário, como o IFR, o Estocástico e o CCI/Ma se mantém em leve tendência de alta ou indefinidos. Porém, quando considerado um gráfico de maior frequência (60 minutos) esses indicadores começam a apresentar tendência de baixa, inclusive o Oscilador de momento que sinaliza "tendência baixista" sugerindo a possibilidade de reverter a atual tendência de alta. Resistências em 87,10( primeiro topo intraday ), 87,44(máxima intraday) e 87,90. Suportes em 86,00, 85,50, 85,00 e 84,25.

VALE5...após 22/04...tendência de alta ameaçada por "divergência negativa"


VALE5 abriu nos 52,44 e veio buscar a mínima em 52,08. Influenciada pelo forte fechamento da ADR na véspera em Nova York (feriado no Brasil, veio paulatinamente buscar novo topo intraday, na máxima em 53,64. A partir daí influenciada pelo mau humor de Dow Jones, refluiu até o suporte em 52,40, para depois finalizar em 52,85.Os pricipais indicadores, no gráfico diário, como o IFR, o Estocástico e o CCI/Ma se mantém sinalizando a continuidade da alta. Porém, o Oscilador de momento sinaliza "divergência baixista" que poderá reverter a atual tendência. Resistências em 53,10 (topo anterior), 53,64(topo intraday)e 54,00. Suportes em 52,00, 51,00, 50,50(forte) e 49,00(muito forte.

BBDC4...após 22/04...dificuldade em romper fibo de 62%...pode realizar


BBDC4 abriu nos 36,30 e rapidamente atingiu a máxima em 36,40. Acompanhando o mau humor externo com o setor financeiro, refluiu até a mínima em 35,70. Finalizou em 35,90 (queda de -0,42%.Indicadores como o IFR e o Estocástico se mantém indefinidos, enquanto o CCI/Ma cruzamento sinaliza leve tendência de alta, e o Oscilador de momento sinaliza tendência de queda. Resistências em 36,55 (topo recente), 36,85(fibo de 62%)e 38,70. Suportes em 34,20, 33,50 (forte) e 32,75 (muito forte)

IBOV...após 22/04...alta "descolada" de DJI , com prenúncio de queda em "divergência baixista"


Em dia de exercício de opções, o IBOVESPA abriu em alta, nos 64.921 pontos (mínima do dia) e influenciado pela forte alta na véspera (feriado no Brasil) das ADR's da PETRO e da VALE nos mercados americanos, e na primeira meia-hora de pregão, foi buscar a máxima intraday nos 65.690 pontos, superando a resistência anterior nos 65.410 pontos. Mesmo com o acentuamento da queda dos mercados americanos o Ibovespa operou "descolado" de DJI, sustentado pela forte alta de suas principais "blue chips". Após a paralisação dos negócios, por problemas técnicos durante cerca de 2 horas, veio buscar novo topo intraday nos 65.670 pontos. Com o final do exercício das opções, esboçou uma breve realização, vindo buscar suporte nos 65.375 pontos. Com a pequena melhora de DJI, na última hora de pregão, esboçou igual reação, fechando em cima da resistência dos 65.412 pontos (alta de 0,82%).Indicadores como o IFR e o CCI/Ma cruzamento, calculados em gráfico diário, continuam sinalizando continuidade da alta. Porém, analisando o gráfico de maior frequência (30 minutos), como o ilustrado acima, essa realização ocorrida na segunda metade do pregão, provocou nos principais indicadores de tendência, uma indefinição no IFR, uma leve tendência de alta no Estocástico e uma tendência baixista no CCI/MA. O oscilador de momentos, porém está sinalizando divergência baixista, o que poderá REVERTER a atual tendência de alta. Suportes imediatos em 65.380, 65.280, 64.920, 64.700 e 64.200 pontos. Resistências imediatas em 65.670, 65.690 e 66.000 pontos.

terça-feira, 22 de abril de 2008

DOW JONES...após 22/04...tendência de baixa persiste...


Acompanhando a tendência em queda dos mercados futuros, DJI abriu nos 12.825 pontos (máxima intraday), perdeu inicialmente o suporte nos 12.790 pontos e ainda na primeira metade do pregão, veio buscar o forte suporte nos 12.750 pontos. Reagiu a partir daí, de forma gradual, primeiramente se firmando acima dos 12.770 e, com a melhora dos mercados futuros, retomou os 12.790, indo buscar novo topo intraday nos 12.840 pontos. Na segunda metade do pregão, com o acentuamento da queda dos mercados futuros, refluiu até a mínima intraday nos 12.656 pontos. Na última hora de pregão esboçou uma pequena reação, vindo a finalizar nos 12.720 pontos (- 0,82%). Indicadores: no gráfico diário, o IFR e o Estocástico sinalizam tendência de queda, enquanto o CCI/Ma cruzamento mantém certa indefinição. Por outro lado, a forte realização ocorrida no pregão, acentuou a "tendência negativa" no oscilador de momentos, sugerindo a continuidade dessa tendência baixista. Resistências imediatas continuam em 12.750, 12.770, 12.830 e 12.890 pontos. Suportes imediatos continuam em 12.690, 12.660, 12.630 e 12.570 pontos.

Estrangeiro patrocina reação do Ibovespa

por Valor Econômico
22/4/2008

A volta do capital externo à Bovespa tem patrocinado a recente recuperação do Ibovespa, que chegou a superar os 65 mil pontos na sexta-feira. Até o dia 15, o saldo líquido dos investidores estrangeiros no pregão totalizava R$ 3,159 bilhões, o terceiro melhor volume mensal em oito anos - e olha que abril ainda nem acabou. Antes disso, só setembro de 2007 (com R$ 3,811 bilhões) e fevereiro de 2005 (R$ 3,702 bilhões) tinham atraído tanto dinheiro do exterior, segundo as estatísticas da bolsa. Graças a esse fluxo de capital, o principal termômetro do mercado acionário brasileiro voltou para o azul na semana passada. Passou a acumular no ano valorização de 1,62%. No mês, os ganhos chegam a 6,49%. Na contramão dos estrangeiros estão os investidores individuais e os clubes de investimentos, com saldo negativo de R$ 1,903 bilhão em abril, e os institucionais locais, com saídas líquidas de R$ 3,380 bilhões. Os fundos de ações também tiveram mais resgates do que aplicações, de R$ 1,320 bilhão, segundo levantamento de Alexandre Espírito Santo, economista-chefe da Plenus Gestão e diretor do departamento de Relações Internacionais da ESPM-RJ.

IBOV...após 18/04...alta "sintonizada" com DJI, sinaliza também possibilidade de reversão...


O IBOVESPA abriu em alta, nos 64.553 pontos (mínima do dia) e influenciado pela forte alta nos mercados futuros americanos, ainda na primeira metade do pregão, foi buscar a máxima do dia nos 65.384 pontos, perfeitamente sintonizada com DJI (que nesse momento também atingia novo topo intraday). Ainda em "sintonia fina" com DJI, na segunda metade do pregão, iniciou uma pequena realização, vindo buscar novo suporte intraday em 64.820 pontos. Com a recuperação de DJI, finalizou nos 64.922 pontos (alta de 1,2%).Importantes indicadores como o IFR, o Estocástico e o CCI/Ma cruzamento calculados em gráfico diário, continuam sinalizando continuidade da alta. Porém, no gráfico de maior frequência (60 minutos), como o ilustrado abaixo, face à realização ocorrida na segunda metade do pregão, o IFR, o Estocástico e o CCI/MA passaram a se mostrar indefinidos, enquanto que o oscilador de momentos apresenta pequena divergência baixista decorrente dessas últimas horas de pregão. Suportes imediatos em 64.820, 64.700, 64.550 e 64.150 pontos. Resistências imediatas em 65.384, 65.410 e 66.000 pontos.

segunda-feira, 21 de abril de 2008

DJI...após 21/04...em dia de equilíbrio, formou novo "doji" de indefinição...



Em um dia, em que nenhum importante indicador da atividade econômica seria divulgado, e acompanhando a leve tendência em queda dos mercados futuros, DJI abriu nos 12.850 pontos (máxima intraday), perdeu inicialmente o suporte nos 12.790 pontos e ainda na primeira metade do pregão, perdeu também o forte suporte nos 12.756 pontos, atingindo a mínima intraday nos 12.751 pontos. Reagiu a partir daí, de forma gradual, primeiramente se firmando acima dos 12.751 pontos e, com a melhora do comportamento dos mercados futuros, retomou os 12.790 pontos, já na segunda metade do pregão, vindo a finalizar nos 12.825 pontos ( - 0,19%) próximo ao valor da abertura, produzindo no gráfico diário um "candle" tipo "martelo", demonstrando o equilíbrio de tendências nesse pregão. A próxima resistência continua sendo o topo anterior nos 12.890 pontos, que se rompida poderá levar à busca dos 13.047 pontos. Indicadores: no gráfico diário, o estocástico ainda sinaliza tendência de alta, porém relativamente "sobrecomprado"; o IFR e o CCI/Ma cruzamento estão indefinidos. Por outro lado, a realização ocorrida na primeira metade do pregão, seguida de recuperação parcial na outra metade, produziram uma "divergência levemente negativa" no oscilador de momentos, no gráfico de 60 minutos, sugerindo alguma possibilidade na reversão da principal tendência. Resistências imediatas continuam em 12.890 e 13.047 pontos. Suportes imediatos continuam em 12.790, 12.756, 12.630 e 12.570 pontos.

sábado, 19 de abril de 2008

DOW JONES...após 18/04...rompeu topo da LTB anterior...


Conforme antecipavam os mercados futuros, em forte alta depois da divulgação dos bons resultados trimestrais de Google e Caterpillar, DJI abriu em alta nos 12.626 pontos (mínima intraday) e de forma paulatina e crescente, ainda na primeira metade do pregão, rompeu o topo da LTB secundária nos 12.756 pontos e atingiu máxima intraday nos 12.893 pontos, alinhada exatamente com a LTB primária, delineada a partir do Topo Histórico nos 14.198 pontos de outubro/2007. Na segunda metade do pregão, cedeu parte dos ganhos, finalizando em 12.849 pontos (+1,81%). Seu próximo objetivo de ruptura deverá ser o rompimento dos 13.047 pontos, para galgar definitivamente o degrau dos 13 mil pontos. Apesar dessa firme tendência de alta, demonstrada pelos indicadores IFR, Estocástico e CCI/MA cruzamento, no gráfico diário, os dois primeiros indicadores já sinalizam "mercado sobre-comprado". Por outro lado, a realização de parte dos ganhos na segunda metade do pregão, sinalizaram declíneo na tendência de alta do estocástico, medido em gráfico de 60 minutos. Resistências imediatas em 12.890 e 13.050 pontos. Suportes imediatos em 12.790, 12.756, 12.630 e 12.570 pontos.

Brasil vira alvo de investidores, diz Scheinkman

em 18/04/2008 às 20h22m
por Ronaldo D'Ercole de O Globo

SÃO PAULO- A elevação dos juros pelo Banco Central esta semana deve reforçar a condição do Brasil de mercado alvo de operações de "carry trade", pelas quais grandes investidores internacionais emprestam dinheiro a taxas mais baratas lá fora para aplicar aqui, embolsando a diferença. A afirmação é do economista José Alexandre Scheinkman, da Universidade de Princeton. Segundo ele, essas operações já fazem parte das estratégias de investimentos de grandes fundos, principalmente dos hedge funds americanos, que combinam aplicações em diferentes ativos com operações nos mercados futuros (derivativos).
- É surpreendente, para os economistas, que essa estratégia funcione tão bem, mas funciona - disse Scheinkman, advertindo: - O carry trade vai acontecer, e as pessoas vão tentar especular com a moeda brasileira.
Segundo o economista, muitos bancos internacionais estão recomendando o Brasil como melhor opção de investimento também a seus clientes comuns. O que só aumenta as fontes de pressão sobre o câmbio.
- Muita dona-de-casa japonesa, pegava suas economias e punha na Nova Zelândia, onde os juros são muito maiores que os do Japão. Agora, alguns bancos já estão dizendo: olha, em vez de botar dinheiro na Nova Zelândia, põe no Brasil.
O economista recusou-se a prever possíveis efeitos desse maior movimento de capitais sobre o câmbio no Brasil. Mas afirmou não ver risco de desequilíbrios nas contas externas do país em razão desse aumento do fluxo de recursos ao país.
- Isso é um exagero, acho que o Brasil deveria voltar a ser um importador de poupança. A única razão por que o Brasil e países como o Brasil são hoje exportadores de poupança é a irresponsabilidade fiscal dos EUA - disse, para concluir, sem entrar em detalhes: - Ser importador de capital é situação que países relativamente pobres, como o Brasil, devem ter.
Em seminário realizado nesta sexta-feira, no Ibmec-SP, Scheinkman chegou a afirmar, irônico, que a retomada da alta nos juros não ajudava muito o país a alcançar o desajado grau de invesmento das agências de risco. Mas, questionado depois se, na sua avaliação, a decisão do BC foi acertada, ou não, foi diplomático.
- Não estou dizendo que a decisão do BC foi errada. O BC tem elementos que eu não tenho e faz projeção da inflação futura baseado em modelos que desconheço - afirmou, advertindo: - Mas é muito importante prestar a atenção à consequência fiscal da política monetária. O reflexo no câmbio também é importante.
Para o economista, ainda, o Brasil sentirá os efeitos da crise no mercado financeiro americano em diferentes áreas. Como as taxas de crescimento do país guardam estreita relação com as taxas de crescimento do resto do mundo, disse, a desaceleração da economia americana deverá afetar a expansão do PIB local. A paralisação das aberturas de capital por empresas brasileiras, acrescentou, revela outra consequência da crise para o país.
- Nós vamos ser afetados tanto do lado do investimento como pelo lado das exportações, da quantidade que vamos conseguir exportar. Tudo vai depender do tempo da continuidade da crise lá fora - disse.

sexta-feira, 18 de abril de 2008

Alta de juros não afeta atividade no curto prazo

18/04/2008
por Ana Paula Grabois de VALOR

Não há consenso entre os economistas ouvidos pelo Valor sobre os efeitos da mudança da atuação do Banco Central (BC) sobre o investimento e a atividade econômica, ao subir na quarta-feira a taxa de juros em 0,5 ponto percentual. Antônio Licha, coordenador do Grupo de Conjuntura da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) prevê desaceleração dos investimentos e do crescimento do PIB a partir do segundo semestre. "A indústria e os serviços vão desacelerar, o consumidor vai comprar menos e os investimentos das empresas vão diminuir", diz Licha, que aguarda mais três altas consecutivas de 0,5 ponto percentual na taxa de juros pelo BC.
Licha diz que a alta não era necessária porque a pressão de preços é exercida por fatores externos, relacionados à valorização das commodities. Ele sugere que o BC poderia ter feito um ajuste na meta de inflação como fez em 2005, quando também houve um choque externo sobre os preços. "O que proponho não é nada heterodoxo em contexto de altas. Existe um excesso de conservadorismo no regime de metas."
Ele prevê que o Produto Interno Bruto (PIB) fechará com um crescimento em torno de 6% no primeiro semestre e passará a uma alta de 4% no segundo semestre, com uma média de 5% no ano. Os investimentos em máquinas, equipamentos e construção civil devem arrefecer. A estimativa é do ritmo de crescimento do investimento passar dos 13% apurados em 2007 para algo em torno de 10% este ano, sem problemas no equilíbrio entre oferta e demanda. "A taxa de crescimento da formação bruta de capital fixo com certeza vai cair, mas ainda vai ser expressiva e será acima do PIB. Não se trata de uma reversão, o investimento não vai deixar de crescer, mas vai ter um freio", completou. Para 2009, o investimento deve arrefecer ainda mais e registrar taxas entre 6% e 7%, nas estimativas do grupo da UFRJ. Já o PIB deve ficar em torno de 4%, sob o efeito das quatro elevações esperadas na Selic em 2008.
Já para o presidente do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), Márcio Pochmann, deve haver efeito de retração dos investimento no segundo semestre deste ano e o Brasil pode perder a oportunidade de consolidar o crescimento sustentado com investimentos. Para ele, não está clara a coordenação do desenvolvimento sustentado no país. "De um lado temos um esforço significativo do governo Lula para que a economia cresça 5%. Vejo, inclusive na Fazenda um esforço na área fiscal para atuar nesse sentido. E do ponto de vista da política monetária, não percebo o sentido do governo. O ciclo de investimentos pode ser interrompido. Não sabemos se vamos entrar no modelo de 2004, quando foram feitas várias altas de juros", disse Pochmann. O presidente do Ipea ressalta ainda o efeito negativo sobre as contas externas com a elevação da Selic, ao valorizar a taxa de câmbio e estimular as importações.
Na avaliação do diretor de pesquisas e estudos econômicos do Bradesco, Octavio de Barros, a alta de juros não vai afetar os investimentos, mesmo com a previsão de que o BC vai repetir a dose de 0,5 ponto mais duas ou três vezes. O economista do Bradesco cita a pesquisa feita mensalmente pelo próprio banco com 1.600 empresas segundo a qual os empresários consideram cada vez menos importante um eventual aumento de juros nos seus planos de negócios.
Barros manteve a projeção de crescimento do PIB para 4,8% em 2008 com alta de 12% nos investimentos. Na sua avaliação, a alta de juros foi necessária e afetará as expectativas dos formadores de preços e salários, uma vez que há pressões nos custos das empresas, especialmente dos insumos.
Já o diretor de macroeconomia da consultoria LCA, Fernando Sampaio, prevê pouco efeito sobre os investimentos em 2008, uma vez que os projetos das empresas estão em curso ou programados. "A questão vai ser o investimento em 2009", diz. Para Sampaio, caso o aumento de juro seja breve e de baixa intensidade, o impacto pode ser pequeno sobre o investimento e o crescimento da economia.
Sampaio acredita que o BC subirá a taxa de juros em mais 1 ponto percentual, no máximo. Na sua avaliação, o efeito sobre a inflação será rápido, uma vez que a alta dos juros favorece ainda mais a valorização do real, o que ajuda a conter os preços. Ele diz ainda que a alta do juro neste momento pode ser mais eficaz para conter a demanda porque o volume de crédito hoje na economia é bem superior ao de três anos atrás, quando o BC também subiu a taxa Selic.

DJI...após 17/04..."DOJI STAR" mostra equilíbrio de forças no gráfico diário...


DOW JONES abriu nos 12.617 pontos e influenciado pela queda nos mercados futuros americanos, refluiu rapidamente até o suporte, na mínima intraday em 12.563 pontos.A partir daí, iniciou processo de recuperação, retomando os 12.600 pontos vindo atingir a máxima intraday nos 12.655 pontos, praticamente estáve. O "candle" formado no gráfico diário se assemelha a uma estrela ("DOJI STAR") e significa indefinição de tendência (equilíbrio entre compradores e vendedores). Essa indefinição pode ser observada nos principais indicadores de tendência do gráfico diário, como o IFR, Estocástico e o CCI/MA cruzamento. Resistências em 12.655, 12.730 e 12.756 pontos pontos. Suportes imediatos formados nos "degraus" anteriores, em 12.264, 12.580, 12.540 e 12.370 pontos.

IBOV...após 17/04...com muita volatilidade, finalizou com pequena alta...



O IBOVESPA abriu nos 64.150 pontos e influenciado pela queda dos mercados futuros americanos, refluiu até a mínima do dia nos 63.458 pontos. Com a abertura em queda de DJI seguida de sua reação intraday para retomar o campo positivo, o Ibovespa zerou rapidamente as perdas e veio atingir a máxima intraday nos 64.944 pontos. A partir daí, sintonizado com DJI, refluiu novamente, vindo buscar suporte em 64.130 pontos. Gradualmente, de degrau em degrau, indo e vindo, recuperou os 64.500 pontos, finalizando nos 64.552 pontos (alta de 0,47%).Importantes indicadores como o IFR, o Estocástico e o CCI/Ma cruzamento calculados em gráfico diário, continuam sinalizando continuidade da alta. No gráfico de maior frequência (30 minutos), como o ilustrado acima, é possível verificar a tendência do ativo nos minutos finais do pregão, onde o Estocástico continua sinalizando alta, e o IFR e o CCI/Ma cruzamento apresentam tendência não muito bem definidas.Observando-se o oscilador de momento podemos notar pequena divergência baixista surgida nas últimas duas horas de pregão, que será confirmada pela perda dos suportes imediatos em 64250, 64.130, 63.600 e 63.380 pontos. Resistências imediatas nos 64.950, 65.410 (resistência sobre a LTB) e 66.000 pontos.

quinta-feira, 17 de abril de 2008

Alta na Selic é apenas o começo de nova série, dizem analistas

Folha de S.Paulo - 17/4/2008

Efeito imediato a elevação de juros anunciada na noite de ontem não deve ter, explicam especialistas. O que conta mesmo é a mensagem passada para os empresários e o mercado: o BC não deixará a inflação fugir da meta. Espera-se que o Copom dê continuidade ao ciclo de aumento da Selic ao longo do ano -até que ela fique entre 12,75% e 13,25%- para de fato conseguir esfriar o consumo. O crescimento do país só seria afetado em 2009. "O Brasil tem mostrado que consegue crescer mesmo com juro mais alto. Existem outros fatores que limitam o seu avanço, como a infra-estrutura precária e um ambiente regulatório que gera incertezas", afirma Rafael Guedes, diretor-executivo da Fitch Ratings no país. "Não é função de uma agência de classificação de risco avaliar as medidas tomadas, mas lembro que o BC tem um histórico de acertos."

Brasil surpreende mercados com aumento de juros, diz "FT"

Brasil surpreende mercados com aumento de juros, diz "FT"
17/04/2008 - 07h41
da BBC Brasil

O Banco Central do Brasil surpreendeu os mercados ao decidir aumentar sua taxa básica de juros, a Selic, em 0,5 ponto percentual, afirma reportagem publicada nesta quinta-feira pelo diário britânico "Financial Times".
O jornal comenta que a elevação da taxa decidida na noite de quarta-feira, de 11,25% para 11,75%, foi o dobro do que a maioria dos economistas previam.
"O aumento pôs fim a mais de dois anos de cortes das taxas em meio a crescentes preocupações de que a inflação dos preços ao consumidor excederá a meta do governo neste ano", diz a reportagem.
Para o jornal, a decisão do BC "vai provocar reações irritadas de grupos empresariais e sindicatos, que vinham pedindo seguidamente ao banco a retomada dos cortes da taxa de juros."

Dólar em baixa

O "Financial Times" observa que a expectativa com o possível corte dos juros já havia levado a cotação do dólar a fechar em seu menor nível em nove anos, a R$ 1,66.
O jornal relata que o Copom (Comitê de Política Monetária do BC) "disse ter optado por um aumento de 0,5 ponto percentual para promover imediatamente uma parte significativa do aperto monetário que seria necessário para reduzir o risco do crescimento da inflação e reduzir o tamanho do aumento total da taxa Selic."
A preocupação com a inflação, segundo o jornal, é decorrente do fato de que nos últimos dois anos o consumo interno tomou o lugar das exportações como motor do crescimento brasileiro, com um boom de consumo estimulado por desemprego em queda, salários em alta e crédito barato.
A reportagem comenta que "nesta semana, um levantamento regular do BC com economistas do mercado indicou a previsão de que os preços ao consumidor devem subir 4,66% neste ano, ultrapassando a meta do governo, de 4,5%, pela primeira vez."

DJI...após 16/04...gráfico semanal sinaliza alta, porém dentro do "triângulo de baixa"..




DOW JONES abriu na mínima do dia nos 12.371 pontos e influenciada pela alta siginificativa dos mercados futuros americanos, subiu compassadamente, formando praticamente degraus de 20 em 20 pontos até atingir quase ao final do dia a máxima intraday nos 12.625 pontos. Fechou muito próximo nos 12.619 pontos (alta de + 2,08%) Os principais indicadores de tendência do gráfico diário, como o IFR, Estocástico e o CCI/MA cruzamento registram tendência de alta. Porém, se considerarmos um gráfico de menor frequência (semanal) , com "candles" semanais dos últimos seis meses, ilustrado abaixo, poderemos observar com maior amplitude a atual tendência de DJI. Podemos observar nesse gráfico, que DJI está se movimentando, há alguns meses, entre a LTA e a LTB secundárias (formadas por topos e fundos mais recentes). Enquanto DJI estiver "aprisionado" nesse triângulo de baixa, definido por essas LT's secundáias, prevalece a TENDÊNCIA DE BAIXA. Somente com a ruptura das resistências na LTB secundária em 12.730 pontos e na LTB primária nos 13.000 pontos, teremos alguma possibilidade de reversão da atual tendência baixista. Indicadores nesse gráfico semanal, sinalizam tendência de alta no Estocástico lento e indefinição nos outros indicadores. Resistências em 12.733, 12.770, 12.930 e 13.000 pontos. Suportes imediatos formados nos "degraus" intraday, em 12.580, 12.540 e 12.370 pontos.

IBOV...após 16/06...apesar da forte alta, indefinição no médio prazo persiste...




O IBOVESPA abriu nos 62.624 pontos e influenciado pelo bom humor de DJI veio paulatinamente retomar a casa dos 64 mil pontos e a partir daí, a máxima intraday nos 64.314 pontos. Finalizou nos 64.152 pontos (alta de 2,45%).Importantes indicadores como o IFR, o Estocástico e o CCI/Ma cruzamento calculados em gráfico diário, estão sinalizando continuidade da alta.Porém, utilizando um gráfico de menor frequência (semanal), como o ilustrado acima, podemos verificar por essa melhor amplitude que a tendência predominante de alta só é evidenciada no Estocástico, enquanto que o IFR e o CCI/MA cruzamento, continuam indefinidos. A reversão da tendência de queda somente será assegurada na retomada dos topos anteriores, nos 64.730 pontos e nos 65.410 pontos (resistência sobre a LTB). Por enquanto, suportes imediatos em 62.510, 62.150, 62.000 e 61.470 pontos.

Itaú: crédito pode ter prazo maior para compensar Selic

16.04.2008 20h16



por Ana Paula Ribeiro e Flavio Leonel da Agência Estado

A elevação da taxa de juros básica por parte do Banco Central (BC) - de 0,5 ponto porcentual para 11,75% ao ano - deverá fazer com que as instituições financeiras e o varejo alonguem os prazos de pagamento dos empréstimos, segundo afirmou hoje o superintendente de Produtos de Tesouraria do Itaú, Arthur Riedel.

"A saída deve ser compensar a elevação dos juros com o aumento do prazo, o que reduz o tamanho da parcela", disse ele. O executivo destacou que as pessoas físicas olham muito mais o valor das parcelas do que os juros embutidos nelas.