quarta-feira, 21 de maio de 2008

Fed: pressão inflacionária deixa pouco espaço para mais flexibilização monetária

por Nathália A. Terra Pereira
21/05/08 15h47
InfoMoney


SÃO PAULO - O Federal Reserve divulgou nesta quarta-feira (21) a minuta de sua última reunião, realizada em 30 de abril, quando cortou a Fed Funds Rate em 25 pontos-base. O documento veio permeado por temores acerca das pressões inflacionárias no país.
Segundo a autoridade monetária, a redução implementada no juro básico do país em abril, para o atual patamar de 2% ao ano, foi uma "decisão apertada" entre seus membros, uma vez que os riscos para um cenário inflacionário estável no país são cada vez maiores.
No entanto, acabou por prevalecer a visão no colegiado de que uma flexibilização monetária adicional era necessária à época, a fim de não somente estimular a atividade econômica do país, mas bem como sustentar uma recuperação dos mercados financeiros.

Flexibilização monetária perto do fim

Todavia, o temor da autoridade com a aceleração da inflação no país, lastreada principalmente pelo expressivo aumento no preço de itens como alimentação e energia, com a disparada da cotação do petróleo no mercado internacional, cresceu de forma expressiva entre as duas últimas reuniões, segundo a ata.
Desta forma, o Federal Reserve deixa implícito que há pouco espaço para maior flexibilização monetária no país, o que coincide com as projeções do mercado. Ainda mais porque, segundo o comitê, embora ainda penalizada, a economia norte-americana deve aos poucos mostrar recuperação, muito devido ao pacote de estímulos fiscais.
"Os riscos para o crescimento econômico agora se encontram menores quando comparados aos riscos ao cenário inflacionário", afirma o Fed em sua minuta. Ademais, as condições no mercado financeiro mostraram certa melhora nos últimos meses, diminuindo a necessidade de reduzir ainda mais a taxa básica de juro a fim de estimular a liquidez e a concessão de empréstimos.

Revisão de perspectivas

Apesar disso, o Fed revisou negativamente suas perspectivas para a expansão do PIB (Produto Interno Bruto) norte-americano em 2008 de um intervalo de 1,3% a 2% para um intervalo de 0,3% a 1,2%. Para 2009, o intervalo esperado pela autoridade é de 2% a 2,8%.
Em contrapartida, as expectativas para a inflação neste ano, excluídos itens mais voláteis, como os de alimentação e energia, foram acrescidas de um intervalo de 2% a 2,2% para um intervalo esperado de 2,2% a 2,4%.

Histórico dos cortes no juro

Desde que a crise do subprime irrompeu sobre a economia norte-americana na segunda metade do ano passado, o Federal Reserve vem optando por uma expressiva flexibilização monetária no país a fim de evitar a instalação de um quadro recessivo, tendo cortado 325 pontos-base do juro básico em um período de nove meses.
Entretanto, projeções crescentes entre analistas dão conta de que as reduções na Fed Funds Rate estejam próximas de seu fim, tendo em vista a preocupante deterioração do cenário inflacionário norte-americano, como demonstrou, por exemplo, o núcleo do índice de preços ao produtor na última terça-feira.

Carteiras de ações saem do vermelho e voltam a crescer

por Adriana Cotias e Danilo Fariello de Valor Online
21/05/2008

Pela primeira vez no ano, captação e rentabilidade acumuladas dos fundos de ações têm sinal positivo. Os investidores reagiram à melhora da classificação de crédito brasileiro e ao bom desempenho da Bovespa e voltaram a demonstrar apetite por risco. Em maio, até o dia 16, as carteiras de renda variável atraíram R$ 506 milhões, segundo dados do site financeiro Fortuna. A movimentação reverteu um saldo que tinha se tornado negativo no ano para um ingresso total de R$ 42 milhões. O dinheiro novo acompanhou a retomada de um rendimento de 10,39% em maio e de 9,87% em 2008.
Ao longo do primeiro trimestre, os investidores bem que resistiram aos maus tempos do mercado acionário e mantiveram seus aportes, na crença de que cedo ou tarde a recuperação viria. Em abril, justamente quando o índice inverteu a direção e apontou para cima, os resgates prevaleceram. Em maio, já sob os holofotes do grau de investimento e com o Ibovespa batendo recorde atrás de recorde, as captações começaram a responder.
Nos últimos nove meses, desde a crise das hipotecas americanas de alto risco, os investidores tiveram de aprender a lidar com um ambiente mais volátil. Aqueles com menos estômago acabaram migrando para carteiras mais conservadoras, como os fundos de renda fixa e atrelados ao CDI. Os que estão entrando agora são, portanto, aplicadores mais preparados para enfrentar todo esse sobe-e-desce e chegam com um viés de médio e longo prazo, diz o vice-presidente da SulAmérica Investimentos, Marcelo Pimentel Mello. "É um perfil que entende que a maior volatilidade pode trazer retornos superiores ao do CDI ao longo do tempo e sabe o que esperar dos momentos mais adversos."
O selo de investimento não-especulativo, conferido pela Standard & Poor's no fim de abril , se confirmado por outra agência de classificação de risco, fará com que Brasil entre no radar de aplicadores internacionais que até agora não investem aqui, como os fundos de pensão americanos. Junto com os bons fundamentos das companhias brasileiras, isso deve representar dinheiro novo para a bolsa e é essa combinação que os investidores locais estão tentando antecipar, acrescenta Mello. Para ele, setores ligados ao mercado interno, como logística, bancos, varejo e construção civil são os mais favorecidos, apesar do ciclo recente de aperto monetário.
Apesar da alta temporária da taxa básica, o investidor faz bem em optar por fundos de ações, porque a tendência é que a Selic volte a cair, diz Wagner Salaverry, da Geração Futuro. "Não dá para considerar que o Brasil continuará pagando juro tão alto sendo grau de investimento", afirma. Por isso, defende, os investidores devem continuar migrando da renda fixa para a variável. "Mas não é possível esperar e adivinhar o momento em que isso vai virar de novo (a trajetória do juro)."
Além da expectativa de que a Selic tornará a cair, o fato de as empresas brasileiras terem apresentado bons números recentemente - principalmente nos setores automobilístico, de mineração, petróleo e logística - e a expectativa de continuação de entrada e estrangeiros favorecem as apostas em bolsa.
No começo do ano, os aplicadores, principalmente os mais novos, ficaram temerosos e se retraíram. Tanto que o principal fundo da Geração, o Programado FIA, apresentou crescimento no número de cotistas em todos os meses, mas resgates líquidos em abril. O "investment grade" mudou essa rota. "Quem já investia colocou mais e quem não investia começou."

Buffett vai às compras e sugere: "Me telefonem"

por Assis Moreira de Valor Online
21/05/2008


Warren Buffett: "Eu certamente compraria uma companhia brasileira e me sentiria muito confortável com isso"
O homem mais rico do mundo, o investidor Warren Buffett, sinalizou ontem que está aberto para fazer aquisição no Brasil. E fez uma sugestão a quem estiver interessado em vender: "Telefonem-me".
"Eu certamente compraria uma companhia brasileira e me sentiria muito confortável com isso", disse ele ao Valor.
Mas ressalvou que há dois critérios para um negócio: primeiro, ele precisa entender o que a companhia faz. E segundo, a empresa precisa ter ganhos anuais de pelo menos US$ 75 milhões antes de impostos.
Durante entrevista em Lausanne, onde demonstrou interesse também por outras regiões, ele deu até o número do telefone para procurá-la: 402-346-1400. Mais tarde, o Valor telefonou para o número, nos EUA, e pediu para falar com Buffett. A telefonista indagou qual o assunto, e depois retrucou que os critérios para aquisições encontram-se na internet.
Para Buffett, quanto maior o país, mais provável encontrar um negócio com os critérios, e sugeriu que os interessados enviem também fax ou carta.
Procurando ilustrar seu interesse no Brasil, ele disse que o real é a única moeda estrangeira que mantém em seu portfólio este ano. "´Com o real a 1,65 (em relação ao dolar), estou muito contente que fizemos isso"´, afirmou. No ano passado, sua aposta no real lhe rendeu US$ 100 milhões.
Warren Buffett está em viagem pela Europa procurando companhias familiares para investir. Passou por Frankfurt, ontem esteve em Lausanne e vai agora para Espanha e Itália.
Na entrevista realizada no campus do IMD, a principal escola de executivos da Europa, ele disse que seu "tour" para eventual aquisição na Europa não significa desapontamento com os negócios nos EUA.
O que acontece, segundo ele, é que sua holding de investimentos Berkshire Hathaway, está "mais na mente de proprietários nos EUA do que na Europa" e espera que a viagem possa corrigir essa situação.
Reiterou que quando compra um negócio, pensa no longo prazo. E provocou risos da platéia quando respondeu a um jornalista da Noruega: "Se você achar uma empresa norueguesa com mais de US$ 75 milhões de ganho antes dos impostos e tem um negócio que eu entenda, eu pago a você uma comissão".
Certo mesmo é que não é esta semana que ele espera fechar qualquer compra na Europa. Tampouco citou alvos específicos na Europa. Mencionou exemplos de negócios que entende, com o da Nestlé, mas disse que ela não está na lista, ou da Rolex, a companhia relojoeira de luxo, "mas eles não me telefonaram".
No IMD, ele estava acompanhado de Eitan Wertheimer, presidente da Iscar Metalworking, uma empresa familiar israelense, da qual adquiriu 80% recentemente, e ilustrou como opera.
Contou que as vezes não precisa de mais de 15 minutos, as vezes menos, para fechar um negócio. "Quando vejo que não temos os mesmos valores, digo logo que é melhor parar por aqui, não vamos perder tempo". No caso da Iscar, ele recebeu uma carta de página e meia do proprietário e percebeu que tinha os princípios de negócio que ele respeita - a paixão pela empresa, crescimento de longo prazo e nenhuma obsessão por ganhos imediatos. Ao ler a carta, decidiu conhecer o proprietário e futuro sócio.
A passagem de Buffett pelo IMD, ontem, chegou a ser transmitida ao vivo em alguns momentos por um canal de TV de notícias econômicas.
O chamado "oráculo de Ohama", sua cidade em Nebraska, disse que a queda do dolar contra o euro e outras moedas não afetou seus investimentos, e que tanto faz aquisições em euro como também ganha nessa moeda. Acredita que o euro continuará relativamente forte no longo prazo, mas não entrou em detalhes.
Indagado qual é o sentimento de ser o homem mais rico do mundo, com fortuna superior a US$ 50 bilhões, Warren Buffett retrucou que isso não aumentou o uso de seu cheque, e continua morando na mesma casa avaliada em US$ 700 mil.
Ele contou que fez o primeiro negócio com 11 anos de idade, negociando ações; aos 25 anos já tinha o dinheiro de que precisava para as coisas que queria, mas que ser muito rico não é ruim.

IBOV...após 20/05... tendência de queda, mas PETR4 pode fazer a diferença!..


O IBOVESPA abriu nos 73.444 pontos e na esteira dos índices futuros em forte queda, iniciou processo de realização, perdendo o suporte dos 73 mil pontos, vindo a buscar no final da metade do pregão, a mínima em 72.146 pontos. A partir daí, capitaneada por PETR4, em forte alta pela cotação do petróleo nos mercados futuros e na contramão das demais "blue chips", rompeu novamente os 73 mil pontos, vindo buscar nova máxima do dia, no leilão de fechamento em 73.522 pontos, finalizando em seguida nos 73.517 pontos (alta de +0,11%).

Análise: Apesar de fechar praticamente estável, na contramão de DJI e inversamente a de várias "blue chips" do próprio Ibovespa, que finalizaram em queda, essa reação do Ibov se deu quase que exclusivamente por conta do carro-chefe PETR4 que ao final do pregão apresentava alta próxima de 4%. Os principais indicadores no gráfico diário como o IFR, o Estocástico estão em região muito "sobrecomprada" enquanto o CCI/Ma cruzamento e o oscilador de momentos sinalizam tendência de queda. Analisando o gráfico de "30 minutos", observamos que o IFR está indefinido, o Estocástico e o CCI/Ma cruzamento sinalizam alta, enquanto o oscilador de momentos, aponta leve "divergência baixista". O "candle" formado no gráfico diário é um martelo longo, tipo "guarda-chuva de papel", indicador de uma possível reversão de tendência.

Atenção: Petrobrás pode voltar a fazer a diferença!...

Suportes imediatos em 73.100, 72.800, 72.400, 72.160 e 72.040 pontos.
Resistências prováveis em 73.630, 73.800, 73.900 e 74.000 pontos.

terça-feira, 20 de maio de 2008

DJI...após 20/05...ainda com tendência de queda!...


DJI abriu em queda nos 13.026 pontos e na esteira dos mercados futuros, em forte queda provocada pelo índice de inflação acima do esperado, aliado à alta do petróleo, foi derrubando todos os suportes no patamar dos 12.900 e dos 12.800 pontos, vindo buscar suporte na mínima do dia em 12.782 pontos. A partir daí, nas últimas duas horas de pregão, esboçou pequena reação, retomando a casa dos 12.800 pontos e finalizando em 12.828 pontos (-1,53%).

Como previsto na AT, a queda de DJI já era esperada. Ao perder o suporte nos 12.890 pontos, detonou a LTA iniciada em 10 de março. DJI que antes operava no patamar entre os 12.900 e 13.100 pontos, poderá ficar agora em "congestão" entre os 12.700/12.800 e 13.000 pontos. A leitura da ata da reunião do FED programada para as 15:15 horas desta quarta poderá definir um novo patamar.

Análise gráfica: Indicadores do gráfico diário continuam sinalizando a continuidade da tendência de queda. No gráfico de "30 minutos", apesar do estocástico estar sinalizando alta, o oscilador de momentos sinaliza "divergência baixista".Suportes imediatos em 12.780, 12.715 e 12.600 pontos. Resistências em 12.845, 12.890, 13.026, 13.075, 13.137 e 13.280 pontos.

Bolsa de NY tem queda forte com inflação e petróleo

por Renato Martins da Agência Estado
20.05.2008 18h39

O mercado americano de ações fechou em queda forte, em reação a sinais de aceleração da inflação, nova alta dos preços do petróleo, informes de resultados de empresas e rebaixamentos de previsões sobre lucros. Pela manhã, o Departamento do Trabalho dos EUA informou que o núcleo do índice de preços ao produtor (PPI) subiu 0,4% em abril, o dobro do que os economistas previam.
"No fim das contas, a principal questão diante dos mercados neste momento já não é a crise de crédito, nem a economia. É o petróleo", comentou o estrategista James Paulsen, da Wells Capital Management. "A indústria está prevendo uma aceleração dos preços que poderia se alastrar por toda a economia", disse Elizabeth Miller, da Trevor Stewart Burton & Jacobs.
Das 30 componentes do Dow Jones, apenas duas ações fecharam em alta, ambas do setor de petróleo (ExxonMobil subiu 0,21% e Chevron avançou 0,87%), em reação à alta dos preços do produto. Rebaixamentos de previsão de lucros pela influente analista Meredith Whitney, da Oppenheimer, fizeram as ações dos bancos sofrerem quedas fortes: JPMorgan Chase despencou 4,98%, Citigroup perdeu 3,83%, Bank of America cedeu 1,97%, entre outros. Entre os bancos de investimento, as ações do Morgan Stanley caíram 3,03% e as do Goldman Sachs recuaram 1,07%, após rebaixamento de previsão se lucros pelos analistas do Lehman Brothers.
As ações do setor de comércio varejista caíram, em reação aos informes de resultados da Target (-1,15%) e da Home Depot (-5,20%). No setor de tecnologia, as ações da Microsoft caíram 2,38%, depois de o Wall Street Journal dizer que uma alternativa à aquisição do Yahoo! seria o desmembramento da empresa.
O índice Dow Jones fechou em queda de 1,53%, em 12.828,68 pontos. O Nasdaq encerrou com perda de 0,95%, em 2.492,26 pontos. O S&P-500 caiu 0,93%, para 1.413,40 pontos. O NYSE Composite recuou 0,70%, para 9.536,01 pontos. As informações são da Dow Jones.

Bolsa sobe apenas 0,11%, mas bate 10º recorde do ano

por Claudia Violante da Agência Estado
20.05.2008 17h41

A Petrobras, mais uma vez, carregou a Bovespa para mais um fechamento em alta. Embora tímida, a elevação garantiu outro recorde, o 10º do ano. O fechamento histórico do petróleo no mercado externo sustentou os papéis da Petrobras, de longe os mais negociados da sessão. Além disso, um relatório do banco Credit Suisse elevou a projeção para os ADRs (recibos de ações negociados nos EUA) da empresa para US$ 107 e das ações para R$ 86, além de ter elevado a previsão para o barril de petróleo no exterior para US$ 116 no período de 2010/2012, de US$ 90 na projeção anterior.
A recuperação do índice se deu na reta final da sessão. O Ibovespa havia batido em 72.146 pontos na mínima do dia, em baixa de 1,76%, mas foi recuperando-se até a máxima de 73.522 pontos (+0,11%), para então fechar em 73.516,9 pontos (+0,11%). Com o resultado de hoje, os ganhos acumulados em maio somam 8,32%, e, no ano, 15,07%. O volume financeiro somou R$ 7,024 bilhões. Petrobras PN fechou em alta de 3,32%, na máxima do dia, a R$ 51,66. Petrobras ON avançou 3,03%, para R$ 61,50.
A Bovespa tinha tudo para ter uma realização de lucros hoje. E ela até aconteceu praticamente em toda a sessão. A inspiração foi americana: por causa dos indicadores ruins, o índice Dow Jones caiu 1,53%, o S&P, 0,93%, e o Nasdaq, ,95%. Lá o índice de atividade da regional do Federal Reserve (Fed, banco central dos EUA) de Chicago reforçou a percepção de que o consumo não está forte o suficiente para impedir uma recessão nos EUA, ao mostrar queda para -1,17 em abril, de -0,98 em março. O índice do mês passado foi o menor desde os meses associados à recessão de 2001. Para ajudar, dois balanços foram ruins, dos quais os números da Home Depot se sobressaem. No trimestre encerrado em 4 de maio, a varejista teve lucro líquido de US$ 356 milhões, ou US$ 0,21 por ação, abaixo dos US$ 1,05 bilhão, ou US$ 0,53 por ação, um ano antes.
O dado mais pessimista, porém, foi outro, o índice de inflação ao produtor nos EUA. A inflação em abril foi de 0,2%, metade do previsto, mas o núcleo do índice - sem os dados voláteis de alimentos e energia -, o que é realmente levado em conta, subiu 0,4%, o dobro das projeções. Além disso, o novo recorde do petróleo ficou o dia todo pesando sobre os papéis americanos. Na Bolsa Mercantil de Nova York, o petróleo subiu 1,59%, para o nível histórico de US$ 129,07 por barril.

IBOV...após 19/05...mesmo após alta, divergência baixista permanece..


O IBOVESPA abriu nos 72.766 pontos (mínima do dia) e na primeira hora de pregão, veio buscar a mínima nos 72.457 pontos. A partir daí em sintonia com DJI, rompeu os 73 mil pontos, vindo a buscar a máxima do dia nos 73.794 pontos. Na segunda metade do pregão, com a realização de DJI, veio buscar suporte nos 72.900 pontos. Na última hora e meia de pregão, após ter retomado os 73 mil pontos, oscilou vindo buscar novamente suporte em 72.850 pontos, mas com a recuperação de DJI, no final do pregão finalizou em 73.439 pontos (alta de 0,99%).

Análise: Apesar da alta consolidada no fechamento do Ibovespa, por reação na última hora de pregão, o Ibovespa apresentou muita volatilidade, em função do desempenho de DJI. Os principais indicadores no gráfico diário como o IFR, o Estocástico e o CCI/Ma cruzamento estão apresentando tendência de alta, porém em região muito "sobrecomprada". Analisando o gráfico de "30 minutos", observamos que o IFR e o Estocástico também sinalizam alta, enquanto o CCI/Ma cruzamento sinaliza tendência baixista e o oscilador de momentos, aponta leve "divergência baixista".

Suportes imediatos em 73.100, 72.850, 72.500, 72,000 e 71.500 pontos.
Resistências prováveis em 73.750, 73.900 e 74.100 pontos.

DJI...após 19/05...continua com tendência de queda...


DJI abriu em 12.985 pontos e na primeira meia-hora de pregão veio buscar a mínima do dia em 12.963 pontos. A partir daí, nessa primeira metade do pregão, retomou o patamar dos 13 mil pontos, até encontrar resistência em 13.137 pontos (máxima do dia). Na segunda metade do pregão realizou parte dos ganhos até vir buscar suporte em 12.990 pontos. A partir daí, pequena reação para finalizar em 13.028 pontos (+0,32%).

DJI está tentando se manter no patamar dos 13 mil pontos. Ao atingir a resistência nos 13.137 pontos removeu com isso a LTB anterior (apoiada no topo de 13.132 pontos). Está esperando a divulgação dos indicadores econômicos desta semana, inclusive o conteúdo da ata do FED, nesta próxima quarta, dia 21/05. Até lá deverá ficar nessa "congestão" entre os 12.800/12.900 e 13.200 pontos. Suportes imediatos em 12.990, 12.970, 12.925 e 12.890 pontos. Resistências em 13.075, 13.095, 13.127 (na LTB), 13.137 e 13.280 pontos.

Análise gráfica: a queda ocorrida na segunda metade do pregão, fez com que no gráfico de "30 minutos" os principais indicadores sinalizassem tendência de queda. O gráfico diário formou um "candle" semelhante a um "martelo invertido", indicativo de reversão de tendência, o que pode novamente trazer DJI para o patamar dos 12.900 pontos.

segunda-feira, 19 de maio de 2008

Dow Jones avança, mas Nasdaq recua com tecnologia

por Renato Martins da Agência Estado
19.05.2008 18h27

O mercado americano de ações fechou com os principais índices em direções divergentes, o Dow Jones em alta e o Nasdaq em queda, pressionado pela baixa de algumas ações de tecnologia. O S&P-500 teve uma leve alta, mas isso foi suficiente para que ele se elevasse acima da média dos últimos 200 dias pela primeira vez neste ano.
Entre as componentes do Dow Jones, o destaque positivo foi Alcoa, com alta de 3,34%, em reação à alta dos preços dos metais. As ações do setor de petróleo também subiram, em reação à nova elevação dos preços do produto: ExxonMobil ganhou 1,82% e Chevron subiu 1,81%. No setor de comércio varejista, as ações da Lowe's caíram 2,57%, em reação a seu informe de resultados; as da Wal Mart recuaram 1,12%.
No setor de tecnologia, as ações da Amazon.com subiram 7,62%, em reação a uma recomendação dos analistas do Goldman Sachs. As da indústria de equipamentos de armazenagem de dados SanDisk caíram 7,46%, depois de a empresa fazer um alerta de queda nas vendas. As ações da Microsoft caíram 1,77%, em reação ao informe de que a empresa está retomando seu esforço para comprar o Yahoo! (cujas ações subiram 0,07%) para concorrer com o Google (-0,44%).
O índice Dow Jones fechou em alta de 0,32%, em 13.028,16 pontos. O Nasdaq fechou em queda de 0,50%, em 2.516,09 pontos. O S&P-500 subiu 0,09%, para 1.426,63 pontos. O NYSE Composite recuou 0,002%, para 9.602,78 pontos. As informações são da Dow Jones.

Ibovespa avança 0,92% e bate 3º recorde seguido

por Claudia Violante da Agência Estado
19.05.2008 17h28

A Bovespa não conseguiu sustentar os ganhos registrados até o início da tarde, quando rompeu os 73 mil pontos e se aproximou dos 74 mil. Mas a realização de lucros que se seguiu ao vencimento de opções sobre ações foi insuficiente para permitir um fechamento negativo. O que significa que a Bolsa doméstica registrou mais um recorde de fechamento, o nono de 2008 e o terceiro consecutivo.
O Ibovespa, principal índice, fechou no patamar inédito de 73 mil pontos: com a alta de 0,92%, para 73.438,8 pontos, substituiu o recorde de sexta-feira (72.766,9 pontos). A alta de hoje elevou o resultado acumulado em maio para 8,21%. No ano, a bolsa já subiu 14,95%. O índice também bateu nova pontuação máxima histórica (recorde intraday, registrado durante o pregão), aos 73.794 pontos (+1,41%). Na mínima do dia, caiu 0,43%, aos 72.458 pontos. O volume financeiro foi de R$ 11,702 bilhões. Do total, R$ 4,007 bilhões referem-se ao vencimento de opções sobre ações, sendo R$ 3,989 bilhões em opções de compra e R$ 17,586 milhões em opções de venda.
Vale ON pesou sobre o índice por causa dos ganhos acumulados na semana passada (ao redor de 8%) e também pela queda dos metais básicos no exterior. A ação recuou 0,82%. Vale PNA, no entanto, subiu 0,14%. Petrobras, além de ter registrado ganhos mais modestos na semana passada (ao redor de 5%), teve um empurrão do petróleo, que, assim como o Ibovespa, bateu mais um recorde. Petrobras ON subiu 3,09% e Petrobras PN, na terceira maior alta do Ibovespa, avançou 3,84%.
O petróleo negociado na Bolsa Mercantil de Nova York subiu 0,6%, para US$ 127,05 por barril. O presidente da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep), Chakib Khelil, disse hoje que o cartel não tomará nenhuma decisão sobre níveis de produção de petróleo antes de encontro marcado para setembro, em Viena. Os EUA têm pedido que a Opep eleve a produção para conter os altos preços dos combustíveis.
Passado o vencimento de opções sobre ações, a Bovespa deve trabalhar mais colada às bolsas americanas nos próximos dias, comportamento já visto hoje no período da tarde. O índice Dow Jones fechou em +0,32% e o S&P subiu 0,09%. O dado de indicadores antecedentes dos Estados Unidos de abril ajudou a dar suporte às bolsas nova-iorquinas ao subir 0,1%, ante previsão de queda de 0,1%. Por outro lado, o petróleo em elevação fez os ganhos diminuírem. O índice Nasdaq caiu 0,50%, influenciado pela queda de Microsoft e Yahoo!. No final de semana, a empresa fundada por Bill Gates anunciou que pretende negociar uma parceria com a Yahoo!, depois que sua tentativa de compra do site de buscas falhou.

Estudo sugere recuperação apenas parcial em Wall Street


E.S. Browning, The Wall Street Journal

VALOR ONLINE
19/05/2008

Será que ela chegou para ficar ou é apenas uma bonança efêmera? É isso que os investidores querem saber sobre a alta recente das bolsas americanas.
Depois de um início de ano pedregoso, a Média Industrial Dow Jones subiu quase 11% desde 10 de março. Ela só está em queda de 8,3% em relação ao recorde de outubro passado, muito mais forte do que muita gente esperava.
Pessoas como Eric Bjorgen, da Leuthold Group, uma firma de administração de recursos e de análise com sede em Minneapolis, se perguntam se a alta é algo em que podem investir no médio prazo ou apenas um espasmo do mercado pessimista que logo vai se dissipar.
Para descobrir isso, Bjorgen analisou o processo de recuperação de dez ações. Ele queria saber quais os tipos de papéis que geralmente se valorizam quando o mercado enfrenta problemas sérios, e se são essas as ações atualmente em alta. Ele descobriu algumas anomalias. Durante os últimos 60 anos, as ações que lideravam a recuperação dos mercados eram geralmente ligadas ao consumidor final: hotéis, resorts, navios de cruzeiro, grandes varejistas, bancos e construção de residências. Os investidores apostavam numa retomada do consumo.
Desta vez, apenas alguns poucos integrantes desse segmento estão no cerne da alta, como as empresas de crédito pessoal, lojas de móveis e decoração e varejistas online. Estão puxando a recuperação mais e mais empresas da indústria pesada, que geralmente demoram para se valorizar durante a ascensão do mercado, especialmente as ligadas a carvão, aço, fertilizantes, petróleo e gases industriais.
Bjorgen diz temer que os investidores estejam enxergando as coisas de modo invertido. Eles estão mostrando confiança em áreas que subiram no fim do último período de alta, por causa da força da economia mundial. Não estão mostrando confiança nas ações ligadas a consumo final que geralmente lideram os períodos de recuperação prolongada, já que o consumo representa a grande maioria da atividade econômica nos Estados Unidos.

"Esse tipo de coisa sugere que este não é um mercado em alta e sim um avanço de um mercado em queda", diz Bjorgen.

Ele alerta que ainda é cedo demais para tirar conclusões definitivas. O mercado se recuperou por apenas dois meses e estudos sobre episódios de alta ocorridos no passado analisaram os ganhos em períodos mais longos. Mas, enquanto espera por sinais mais definitivos, a Leuthold Group mantém seus investimentos em estado neutro, com cerca de 50% em ações e o resto em títulos e dinheiro vivo.
Um número crescente de investidores está ficando mais otimista, o que ajuda a explicar a força recente das bolsas. As pessoas que mantinham seu dinheiro fora do jogo começaram novamente a entrar em campo, apreensivos com a possibilidade de ficar para trás em meio a uma alta. Surgiu uma visão mais ampla de que embora muitas oscilações ainda vão ocorrer, os índices mais amplos não cairão muito mais do que o nível mais baixo alcançado em 10 de março.
A esperança de dias melhores também vem se espalhando entre os economistas, encorajados pelos dados que indicam que as vendas do varejo não foram tão ruins quanto o esperado, assim como o crescimento e o desemprego, que vêm sugerindo que a economia pode estar evitando a recessão.

Mas também há quem duvide e eles se focam na mesma área que Bjorgen: o consumo.

A visão mais disseminada, segundo o economista Zach Pandl, da Lehman Brothers, é que o pacote de estímulo econômico do governo americano (com seus cheques de no mínimo US$ 600 por pessoa) deve manter a economia fora da recessão durante tempo suficiente para que as medidas tomadas pelo Fed, o banco central do país, para aumentar a liquidez façam efeito e, por sua vez, permitam uma recuperação econômica no longo prazo. A Lehman, contudo, prevê que a economia voltará a retrair-se no fim do ano, quando o consumidor americano finalmente perder o fôlego.
Até agora, o consumo tem se mostrado mais resistente do que o esperado e Pandl aponta que nos últimos anos as previsões apocalípticas para o consumidor americano sempre se mostraram erradas. Mesmo assim, ele ressalta dados do Fed que sugerem que as pessoas estão sustentando os gastos com mais dívidas do cartão de crédito, já que novas hipotecas e créditos garantidos por imóveis se tornaram difíceis de conseguir. Ele acredita que haja um limite até quando as pessoas poderão evitar o dia de acertar as contas. "No fim das contas, você só pode se endividar (com o cartão de crédito) até um determinado ponto", diz ele.
E, mais preocupante ainda, há os dados das execuções judiciais de hipotecas que já estão em andamento e da inadimplência dos tomadores, que mostram que haverá 1,5 milhão de execuções judiciais nos EUA este ano, ante 200 mil num ano normal, diz. O desemprego ainda está em 5%, bem abaixo nível a que a Lehman calcula que chegará, 6,3%, à medida que as empresas concretizam planos de cortar custos. Isso é um presságio de nuvens negras para o consumidor americano no segundo semestre.
Pandl e seus colegas da Lehman também acreditam que as dificuldades enfrentadas pelos americanos levarão a economia a um segundo declínio, com uma recuperação regada aos cheques do pacote federal durante o meio do ano e um retorno do desaquecimento mais para o fim e até 2009.
O Goldman Sachs também teme um segundo declínio, por muitas das mesmas razões. Enquanto o Goldman acha que a economia pode escapar da recessão durante o retorno do desaquecimento, teme que as bolsas sofram. "Há vários riscos para o mercado acionário no fim do ano", como a economia em desaquecimento, otimismo demais quanto aos resultados das empresas e crescimento do desemprego, diz Andrew Tilton, o economista da Goldman.
Essa incerteza é um dos motivos pelos quais o mercado acionário tem estado vacilante nas últimas semanas, em alta num dia e em queda no outro. Alguns analistas também apontam que o período de maio a setembro é historicamente fraco para o desempenho das bolsas, especialmente durante anos em que há campanha presidencial nos EUA - mais uma razão para ficar apreensivo.

VALE 4...após 16/05...cautela e caldo de galinha não fazem mal a ninguém...


ANÁLISE GRÁFICA: Vale 5 em seu canal de alta, com os principais indicadores do gráfico diário sinalizando alta, estão operando "muito esticados", podendo reverter...em dia de vencimento de opções, cautela e canja de galinha, não fazem mal a ninguém!...

Resistências prováveis em 58,70, 58,90 e 61,00
Suportes em 68,00, 57,70, 57,40, 57,00 e 56,40 (fechando o "gap")

PETR4...após 16/05...indicadores muito esticados...pode realizar!...


ANÁLISE GRÁFICA: Em seu canal de alta, Petr4 está com seus principais indicadores do gráfico diário "muito esticados", inclusive negociando na Banda superior de Bollinger, como pode ser observado. Pode realizar!...

Resistências prováveis em: 48,20, 48,60 e 49,00
Suportes em 47,60, 47,30, 47,00 e 46,40

domingo, 18 de maio de 2008

IBOV...após 16/05...apesar de fechar em novo TH, possibilidade de realização...



O IBOVESPA conforme previsto na AT anterior, abriu em alta nos 71.496 pontos (mínima do dia) e na primeira meia-hora de pregão, rompeu os 72 mil pontos, vindo a negociar próximo dos 12.500 pontos, mantendo-se nesse patamar enquanto aguardava por uma definição de Dow Jones. Nessa primeira metade do pregão, estabeleceu suporte em 12.200 pontos. Nas duas últimas horas de pregão com a recuperação de DJI, retomou os 72.500 pontos e no leilão de fechamento alcançou novo TH em 72.766 pontos (alta de 1,78%).

Análise: Apesar da consistente alta com o leilão de fechamento do Ibovespa, alcançando novo topo histórico, o risco da não possibilidade de DJI fechar positivo, associado à ausência de fatos novos que consolidassem essa alta e associado ainda ao fato de que nessa próxima segunda, é dia de vencimento de opções, durante boa parte do pregão, o IBOV "andou de lado", só mostrando reação mais firme nos últimos minutos do pregão. Dessa forma, os principais indicadores no gráfico diário como o IFR, o Estocástico, o CCI/Ma cruzamento se mostraram "indefinidos", ou com tendência de alta, numa primeira leitura. Porém, analisando o gráfico de "30 minutos", observamos que o IFR e o Estocástico se encontram em região bem "sobrecomprada" e o oscilador de momentos, começa a apontar "divergência de baixa". Caso não existam fatores significativamente favoráveis, é muito provável que ocorra no próximo pregão, uma reversão da atual tendência.

Suportes imediatos em 72.400, 72.200, 71.800 (fibo de 68%) e 71.500 pontos. Resistências prováveis em 72.770, 72.930 e 73.890 pontos.

DJI...após 16/05..."divergência" em oscilador de momentos sinaliza tendência de baixa...


DJI abriu nos 12.992 pontos e influenciado pelo mau humor dos mercados futuros, com a divulgação do índice de sentimento da Univ de Michigan, bem abaixo do esperado, associado a novo recorde dos preços do petróleo, antes ainda do final da metade do pregão, veio buscar o fundo em 12.894 pontos (mínima do dia). A partir daí, relevou um pouco esses indicadores para considerar principalmente os bons resultados do número de construções iniciadas em abril, cuja alta veio acima das previsões, retomou o patamar dos 12.950 pontos e nas últimas duas horas de pregão conseguiu reduzir as perdas até finalizar em 12.986 pontos (-0,05%).

DJI demonstrou força ao não permitir a perda do patamar dos 12.900 pontos mas não conseguiu zerar totamente as perdas e retomar o patamar dos 13 mil pontos, ao final do pregão. Parece estar aguardando balizadores mais consistentes para isso, principalmente os indicadores econômicos previstos para esta semana, dentre estes o conteúdo da ata do FED, prevista para esta próxima quarta, dia 21/05. Até lá poderá ficar nessa "congestão" entre os 12.800 e 13 mil pontos. Suportes imediatos em 12.960, 12.940, 12.890 e 12.820 pontos. Resistências em 13.000, 13.046, 13.058 (na LTB), 13.137 e 13.280 pontos.

Análise gráfica: a recuperação ainda que um tanto tímida, ocorrida na segunda metade do pregão, com fechamento praticamente idêntico à abertura, fez com que o gráfico diário formasse um "candle" semelhante ao de um "guarda-chuva de papel" ou "paper umbrella", indicativo de possibilidade de reversão de tendência. Apesar do estocástico e CCI/Ma cruzamento estarem ainda sinalizando tendência de alta, o IFR se mantém indefinido e o oscilador de momento mostra "divergência negativa", confirmando a possibilidade de reversão da atual tendência, para uma tendência de baixa.

sexta-feira, 16 de maio de 2008

Ibram: produção de minério de ferro vai dobrar até 2012

por Nilson Brandão Junior da Agência Estado
16.05.2008 19h16


O setor de mineração vai investir US$ 47 bilhões no País de 2008 a 2012. Só a produção de minério de ferro vai quase duplicar, passando de 350 milhões para 650 milhões de toneladas no período, com investimentos de US$ 27 bilhões (R$ 44 bilhões). A informação é do presidente do Instituto Brasileiro de Mineração (Ibram), Paulo Camillo Penna, em entrevista à Agência Estado.
O volume previsto pelo Ibram é acima do anunciado ontem pelo Instituto Brasileiro de Siderurgia (IBS) que prevê aplicações de US$ 45,7 bilhões até 2015. Isso não significa que a soma dos investimentos dos dois setores atingirá US$ 92,7 bilhões no período, já que há empresas que atuam nos dois segmentos (mineração e siderurgia), como é o caso da Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) e do grupo Gerdau. Sinaliza, porém, que as entidades de classe que congregam os dois setores visualizam ambiente promissor para os próximos cinco anos no Brasil.
Penna refutou a declaração do vice-presidente executivo do IBS, Marco Polo Mello Lopes, de que os aumentos de preços das empresas de mineração não poderiam ser justificados apenas por acréscimos nos custos. "Refutamos essa leitura (do IBS) de que os aumentos de minério não têm motivo, que sejam um movimento especulativo", disse Paulo Camillo. "Os aumentos visam a suportar os investimentos e também o aumento da demanda", acentuou.

Ibovespa avança 1,78% e bate o 8º recorde do ano

por Claudia Violante da Agência Estado
16.05.2008 17h32

A sexta-feira foi mais um dia de recorde na Bovespa. Alta das commodities no exterior, vencimento de opções sobre ações na segunda-feira e a continuidade dos rumores de novo grau de investimento ao Brasil continuaram como justificativas para o desempenho de hoje.
Assim, o Ibovespa, principal índice, encerrou a sessão em alta de 1,78%, em 72.766,9 pontos, na máxima do dia. Foi o oitavo recorde de 2008 e o quarto só nesta semana, substituindo o de ontem - 71.492,4 pontos. Na mínima do dia, atingiu 71.496 pontos (+0,01%). Com o resultado de hoje, a Bolsa acumula ganhos de 4,48% na semana, 7,22% no mês e 13,90% no ano. O volume financeiro totalizou R$ 6,869 bilhões.
Os investidores mostravam disposição para as compras já na abertura, quando o índice saltou aos 72 mil pontos pela primeira vez em sua história, logo nos primeiros minutos de negociação. O movimento entre comprados (investidores que apostam na alta das ações) e vendidos (investidores que apostam na baixa) para o vencimento de opções da próxima segunda-feira foi a principal justificativa, mas a valorização dos papéis ganhou força com os rumores de que a agência Fitch deve conceder o grau de investimento ao Brasil em breve.
Os analistas explicam que muitos dos investidores que estão vendidos para esse vencimento resolveram se precaver para a possibilidade de a nota da Fitch sair até segunda-feira e, por isso, fizeram compras para minimizar eventuais perdas. Quando a agência Standard & Poor's elevou o Brasil para grau de investimento, no último dia 30, o Ibovespa disparou 6,33% e bateu o primeiro recorde do ano.
Wall Street também deu oxigênio ao mercado doméstico, mas apenas no início e no final dos negócios. As ações em Nova York subiram pela manhã na esteira do número de novas construções iniciadas em abril. O índice subiu 8,2%, na maior elevação desde janeiro de 2006. Como as projeções eram de queda do indicador, houve corrida às compras, interrompida pelo índice preliminar de sentimento do consumidor da Universidade de Michigan. Tal dado caiu de 62,6 em abril para 59,5 em maio, o menor nível desde junho de 1980, e derrubou os índices de ações. No final do dia, no entanto, as quedas foram sendo devolvidas e o S&P até conseguiu subir, 0,13%. O Dow Jones fechou em baixa de 0,05% e o Nasdaq, de 0,19%.
O petróleo também foi um dado a pressionar o recuo das bolsas americanas. Na Bolsa Mercantil de Nova York, o barril do óleo fechou com preço recorde de US$ 126,29, em alta de 1,75%, depois de ter batido o patamar inédito de US$ 127,82 durante o pregão. Uma das razões que explicam sua alta é a mesma válida para os metais: com o terremoto, a China deve consumir mais commodities para recuperar as zonas atingidas.
Commodities em elevação são um bom sinal para a Bovespa, já que podem garantir alta às blue chips (ações de primeira linha) Petrobras e Vale. E foi o que aconteceu hoje. Petrobras PN ganhou 2,21%, Petrobras ON subiu 2,66%, Vale PNA avançou 3,13% e Vale ON registrou alta de 3,58%. O setor siderúrgico também se manteve em destaque de ganhos, na esteira da demanda aquecida por aço e também pela perspectiva de aumento da produção e de repasse de preços. Gerdau PN disparou 5,07% e Usiminas PNA avançou 4,13%.

IBOV...após 15/05...tendência de alta continua...


O IBOVESPA abriu nos 70.031 pontos (mínima do dia) e nas primeiras 2 horas de pregão, negociou entre os 70.200 e 70.500 pontos, ainda em compasso de espera, enquanto aguardava por uma definição de Dow Jones. Quando DJI consolidou posição acima dos 12.900 pontos, o IBOV retomou o patamar dos 71 mil pontos, atingindo novo topo em 71.137, por volta das 13:30 horas. A partir daí, realizou novamente até vir buscar suporte em 70.745 pontos. Nas duas últimas horas de pregão com a recuperação de DJI, retomou os 71 mil pontos, rompeu o topo anterior e no fechamento alcançou novo TH em 71.492 pontos (alta de 2,1%).

Análise: A forte aceleração da alta nas duas últimas horas de pregão, com fechamento do Ibovespa em novo topo histórico, fez com que os principais indicadores no gráfico diário e no de "30 minutos", como o IFR, o Estocástico, o CCI/Ma cruzamento e o oscilador de momentos, sinalizassem pela continuidade da tendência de alta.

Suportes imediatos em 71.200 (fibo de 68%), 71.137, 70.745 e 70.535 pontos. Resistências em 71.790, 72.490, 72.670 e 72.930 pontos.

DJI...após 15/05...tendência de alta continua...


DJI abriu nos 12.891 pontos e influenciado pelo mau humor dos mercados futuros, com a divulgação do baixo nível de atividade industrial (- 0,7% abaixo do que o mercado esperava) já na primeira meia-hora de pregão veio buscar o fundo em 12.855 pontos (mínima do dia). A partir daí, aliviado com a divulgação de bons resultados corporativos e notícias sobre fusões e aquisições, além de sinais de que o preço do petróleo poderia vir a cair nos EUA, retomou o patamar dos 12.900 pontos e por volta das 14:30 horas, já negociava em patamar acima dos 12.950 pontos. Na última meia-hora de pregão deslanchou em alta contínua até atingir a máxima do dia em 12.999 pontos para em seguida finalizar próximo disso, em 12.992 pontos (+0,73%).

DJI demonstrou força ao romper o patamar dos 12.900 pontos e encostou no patamar dos 13 mil pontos, ao final do pregão. Parece estar próximo de uma retomada consistente, das resistências imediatas em 13.046 e 13.137 pontos. A possibilidade de retorno aos 12.500 pontos parece bastante remota, por enquanto.
Suportes imediatos em 12.970, 12.945, 12.925, 12.880 e 12.855 pontos. Resistências em 13.000,13.046,13.137 e 13.280 pontos.

Análise gráfica: a forte alta ocorrida no final do pregão, com fechamento praticamente na máxima do dia, fez com que tanto no gráfico diário como no gráfico de "30 minutos", os principais indicadores de tendência passassem a sinalizar alta.