sábado, 7 de junho de 2008

IBOV...após 06/06...inicia a semana em um "triângulo simétrico" que irá romper para um dos dois lados!...


Contrariando os índices futuros do Ibov que apontavam para abertura em leve alta, o Ibovespa abriu em queda nos 71.207 pontos, alcançou 71.210 (máxima do dia), mas influenciado principalmente pelos índices futuros dos mercados americanos, em forte queda pelo percentual de desemprego apontando para uma recessão, retomou o processo de realização vindo buscar suporte em torno dos 69.800 pontos, para em seguida retomar o patamar dos 70 mil pontos. Ficou boa parte do pregão oscilando nesse patamar, encontrando alguma resistência nos 70.200 pontos. Quando tentou esboçar a retomada de alta, nos 70.350 pontos, duas horas antes do fechamento do pregão, foi novamente surpreendido por repentina queda de DJI, quando então veio buscar suporte em 69.515 pontos (mínima do dia). Nos minutos finais esboçou pequena reação finalizando em 69.785 pontos (queda de 2,0%).

Análise: O Ibovespa está em um "movimento de gangorra" impulsionado pelos "humores" dos mercados americanos. A análise gráfica desse movimento, mostra a formação de uma figura conhecida como "triângulo simétrico" delimitado pelas Linhas de Tendência (LTA e LTB) que se mostra prestes a "romper para um dos dois lados". Se houver a ruptura (para baixo) com a perda de 69.250 pontos (na LTA primária) retomará o canal de baixa para tentar suporte na casa dos 67 mil pontos. Contrariamente, se romper a LTB nos 71.900 pontos poderá buscar o patamar dos 73 mil pontos. Os indicadores no gráfico diário como o Estocástico e o oscilador de momentos estão "esticados" sinalizando mercado sobrevendido o que poderia ser traduzido para uma tendência de abertura em alta, apesar da indefinição no Estocástico e da sinalização negativa no CCI/Ma cruzamento. O comportamento dos índices futuros do Ibovespa e o "humor" dos mercados futuros americanos, antes da abertura, deverão sinalizar a principal tendência do Ibovespa.

Suportes em 69.700, 69.500 (LTA sec), 69.250 (LTA prim), 68.700 e 67.800 pontos.
Resistências em 70.200, 70.750, 71.200, 71.900 (LTB), 72.600 e 73.000 pontos.

quinta-feira, 5 de junho de 2008

DJI...após 05/06...possibilidade de continuidade da tendência de alta...


DJI abriu nos 12.388 pontos (mínima do dia) e já na primeira hora de pregão retomou o patamar dos 12.500 pontos, formando topo em 12.580 pontos para retornar novamente aos 12.500 pontos. Na última hora e meia de pregão retomou a tendência de alta, rompendo o patamar dos 12.600 e atingindo 12.610 pontos na máxima do dia. Finalizou próximo disso, em 12.604 pontos (alta de 1,73%).

Análise: DJI reverteu, de certo modo, a tendência anterior de baixa ao recuperar o patamar dos 12.600 pontos, rompendo a LTB recente. Necessita romper os fibos em 38% (12.643) e 62% (12.832), fortes resistências antes de alcançar novamente o patamar dos 13 mil pontos. Os indicadores no gráfico diário como o Estocástico e o CCI/Ma cruzamento sinalizam ainda a continuidade da alta, mas o IFR e o oscilador de momento se mantêm indefinidos. No gráfico de "30 minutos" todos esses indicadores sinalizam a continuidade da alta, devido à forte recuperação no final do pregão. Os mercados futuros antes da abertura, deverão sinalizar o comportamento de DJI.

Suportes imediatos em 12.550, 12.500 e 12.390 pontos.
Resistências em 12.640(fibo 38%), 12.730 e 12.830 (fibo 62%) pontos.

IBOV...após 05/06...forte alta pode ter continuidade...


Impulsionado pelos mercados futuros em forte alta, o Ibovespa abriu em 68.673 pontos (mínima do dia) e antes da metade do pregão atingiu o patamar dos 70 mil pontos, encontrando resistência nos 70.200 pontos. Quando parecia perder os 70 mil pontos, na última hora e meia de pregão, foi novamente alavancado pelos índices futuros, rompeu a resistência nos 70.600 pontos e em seguida rompeu a recente LTB formada nos 70.900 pontos. Sintonizado com DJI, quanto este confirmou a ruptura da resistência em 12.600 pontos, o Ibovespa também retomou o patamar dos 71 mil pontos, finalizando na máxima do dia, em 71.234 pontos (alta de 3,73%).

Análise: O Ibovespa reverteu a realização em curso, ao romper a LTB secundária iniciada com o topo ocorrido no final de maio/08, nos 70.900 pontos. Para se manter nessa tendência de alta, o Ibovespa deverá romper os 72 mil pontos e a resistência em 72.200 pontos na LTB primária. Os indicadores no gráfico diário como o IFR e o oscilador de momentos estão sinalizando tendência de alta, enquanto o Estocástico, o CCI/Ma cruzamento mantêm indefinição. Esses mesmos indicadores no gráfico de "30 minutos" estão sinalizando alta, com a forte reação no final do pregão. O comportamento dos negócios dos índices futuros, com abertura às 9 horas, deverá sinalizar a tendência da abertura do Ibovespa.

Suportes em 70.820, 70.500, 70.000, 69.235 e 68.600 pontos.
Resistências em 72.000, 72.200 (LTB), 72.600 e 73.000 pontos.

DJI...após 04/06..."doji" de indefinição, mas tendência de queda continua..


DJI abriu em queda nos 12.391 pontos, porém reverteu longo em seguida rompendo os 12.400 pontos, alcançando o topo em 12.495 pontos (máxima do dia). A partir daí, retomou seu processo de realização, perdendo o suporte de 12,4 mil pontos, buscando fundo em 12.338 pontos (mínima do dia). Com a melhora dos índices futuros esboçou pequena reação fechando praticamente estável em 12.390 pontos (queda de 0,10%).

Análise: DJI se encontra ainda em seu canal de baixa, que somente será revertido com a recuperação dos 12.600 pontos. Todos os indicadores no gráfico diário como o IFR, o Estocástico, o CCI/Ma cruzamento e o oscilador de momentos sinalizam ainda a continuação da queda, ainda que alguns desses indicadores no gráfico de "30 minutos" como o IFR, possa estar sinalizando leve tendência de alta, com a recuperação no final do pregão.O fechamento coincidente com a abertura produziu um "Doji Star" no gráfico diário que pode significar alguma indefinição. Os mercados futuros poderão apontar a tendência de abertura do pregão desta quinta-feira.

Suportes imediatos em 12.340, 12.270 e 12.100 pontos.
Resistências em 12.450, 12.500 e 12.540 pontos.

IBOV...após 04/06...perdeu a LTA sec e pode buscar suporte nos 67 mil pontos...


Dando continuidade à realização prevista, o Ibovespa abriu em queda nos 70.011 pontos (máxima do dia) e a partir daí, deu sequência ao processo de realização, perdendo também o suporte dos 69 mil pontos, buscando novo fundo em 68.464 pontos (mínima do dia). Com a leve melhora de DJI e dos índices futuros esboçou reação fechando em 68.673 pontos (queda de 1,91%).

Análise: O Ibovespa está em processo de realização de lucros, tendo perdido a LTA secundária iniciada em abril/08, ao fechar abaixo dos 69 mil pontos. O Ibovespa se encontra ainda em um canal de baixa, que somente será revertido com a recuperação dos 71 mil pontos. Todos os indicadores no gráfico diário como o IFR, o Estocástico, o CCI/Ma cruzamento e o oscilador de momentos estão sinalizando continuação da queda, ainda que alguns desses indicadores no gráfico de "30 minutos" possam estar sinalizando leve tendência de alta com a recuperação no final do pregão. A perda da LTA secundária indica que o IBOV poderá buscar suporte na LTA primária (próximo aos 67 mil pontos) antes de tentar romper novamente os 71 mil pontos.

Suportes imediatos em 68.600, 67.865 e 67.000 pontos.
Resistências em 70.300, 70.660 e 70.900 (LTB) pontos.

Ciclo de alta do juro no País deve derrubar PIB

por Agência Estado
05.06.2008 07h55

O ciclo de alta das taxas de juros que o Banco Central (BC) está iniciando não será nada suave, e deve derrubar a taxa de crescimento em 2009 a um nível significativamente abaixo dos 5% estipulados pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva como uma espécie de meta informal do seu segundo mandato. Essa é a visão de vários economistas que acompanham o dia-a-dia do trabalho do BC, e acham que a instituição fará tudo o que estiver ao seu alcance para evitar que, como ocorreu em outros países, a inflação no Brasil 'desgarre-se' para muito além do centro da meta de 4,5%, definido pelo Conselho Monetário Nacional (CMN).
As previsões da maioria dos economistas são de que o BC aumentará a taxa básica de juros, Selic, em todas as quatro reuniões restantes do Comitê de Política Monetária (Copom) até o fim do ano, e na maioria delas, em não menos de 0,5 ponto porcentual. "O Brasil está crescendo na margem entre 6% e 7%, bem acima do seu potencial, e é preciso baixar a temperatura porque não dá para crescer nesse ritmo", diz Gino Olivares, economista-chefe do Opportunity Asset Management. Hoje os analistas consideram que o potencial de crescimento não-inflacionário no Brasil está em torno de 4,5%. Olivares prevê que a Selic suba até 14,25% ao ano e o crescimento caia de cerca de 5% neste ano para o intervalo entre 3% e 4% em 2009. Para ele, a inflação pode chegar perto de 6% em 2008.
Para Sérgio Vale, da MB Associados, a Selic deve subir até 14% este ano, e o crescimento deve cair de 4,7% em 2008 para 4,2% em 2009. Vale, que prevê um pouso suave da economia brasileira, está com uma posição relativamente otimista. Alexandre Pavan Póvoa, diretor do Modal Asset Management, prevê uma Selic de 14,5% no fim do ano.Para o crescimento do PIB, a projeção do Modal Asset é de um recuo de 4,8% em 2008 para 3,7% em 2009. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo..

quarta-feira, 4 de junho de 2008

Decisão de elevar Selic em meio ponto foi unânime

por Fernando Nakagawa da Agência Estado
04.06.2008 19h27

A decisão tomada hoje pelo Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central sobre a taxa básica de juros brasileira foi unânime. O Copom optou por uma elevação de 0,5 ponto porcentual na Selic, para 12,25% ao ano, sem viés.
"Dando prosseguimento ao processo de ajuste da taxa de juros básica, iniciado na reunião de abril, o Copom decidiu, por unanimidade, elevar a taxa Selic para 12,25% ao ano, sem viés", diz o texto do comunicado, que foi mais curto em relação ao da reunião passada. Esse é o segundo aumento seguido anunciado pelo Banco Central. A ata da reunião será divulgada em 12 de junho. A próxima reunião do Copom ocorre nos dias 22 e 23 de julho.

DJI...após 03/06...um canal de baixa rumo aos 12 mil...


DJI abriu em alta nos 12.503 pontos, alcançando o topo logo em seguida em 12.553 pontos(máxima do dia). A partir daí, iniciou um processo forte de realização, perdendo os suportes dos 12,5 mil e dos 12,4 mil pontos, buscando novo fundo em 12.342 pontos (mínima do dia). Com a melhora dos índices futuros esboçou pequena reação fechando em 12.402 pontos (queda de 0,81%).

Análise: DJI se encontra em um canal de baixa, que somente será revertido com a recuperação dos 12.600 pontos. Todos os indicadores no gráfico diário como o IFR, o Estocástico, o CCI/Ma cruzamento e o oscilador de momentos estão sinalizando continuação da queda, ainda que alguns desses indicadores no gráfico de "30 minutos" possam estar sinalizando leve tendência de alta, com a recuperação no final do pregão.

Suportes imediatos em 12.400, 12.342 e 12.270 pontos.
Resistências em 12.460, 12.500 e 12.600 pontos.

IBOV...após 03/06...realização de lucros continua...


O IBOVESPA abriu em alta nos 71.897 pontos, alcançando o topo logo em seguida em 72.018 pontos(máxima do dia. A partir daí, iniciou um processo forte de realização, perdendo os suportes dos 71 mil e dos 70 mil pontos, buscando novo fundo em 69.602 pontos (mínima do dia). Com a melhora de DJI e dos índices futuros esboçou pequena reação fechando em 70.011 pontos (queda de 2,62%).

Análise: O Ibovespa está em processo de realização de lucros, devendo buscar suporte primeiramente em 69 mil pontos. O Ibovespa se encontra em um canal de baixa, que somente será revertido com a recuperação dos 71 mil pontos. Todos os indicadores no gráfico diário como o IFR, o Estocástico, o CCI/Ma cruzamento e o oscilador de momentos estão sinalizando continuação da queda, ainda que alguns desses indicadores no gráfico de "30 minutos" possam estar sinalizando leve tendência de alta com a recuperação no final do pregão.

Suportes imediatos em 69.600, 69.000, 68.600 e 67.860 pontos.
Resistências em 70.300, 70.660, 71.120 e 71.450 pontos.

terça-feira, 3 de junho de 2008

IBOV...apesar da queda, é possível alguma recuperação...


O IBOVESPA abriu nos 72.592 pontos (máxima do dia) e logo depois da abertura, perdeu os 72 mil pontos vindo buscar suporte em 71.450 pontos. Partindo daí, recuperou parte dessas perdas até encontrar resistência nos 72.320 pontos, na metade do pregão. Acompanhando o mau humor de DJI, refluiu novamente vindo buscar suporte em 71.350 pontos (mínima do dia e queda de 1,7%). Na última hora de pregão, recuperou parte das perdas, vindo a finalizar em 71.897 pontos (queda de 0,96%).

Análise: Apesar dos principais indicadores no gráfico diário como o Estocástico, o CCI/Ma cruzamento e o oscilador de momentos estarem sinalizando queda, esses mesmos indicadores no gráfico de "30 minutos" (exceção do CCI/Ma cruzamento) estão sinalizando tendência de alta. Assim, para esta terça, a abertura do mercado nos índices futuros (9 horas) apontará a tendência predominante do Ibovespa.

Suportes imediatos em 71.700(fibo 38%), 71.350, 70.840 e 70.333pontos.
Resistências em 72.320, 72.600, 72.860, 73.150 e 73.480 pontos.

DJI...após 02/06...índices futuros definirão a tendência...


DJI abriu em 12.637 pontos (máxima do dia) e na segunda hora de pregão veio buscar o patamar dos 12.480/12.500 pontos, por onde ficou oscilando até a metade do pregão. Com a piora no humor dos mercados futuros (rebaixamento do "grau de investimento" de importantes bancos americanos pelo Standard & Poors), veio buscar suporte na mínima em 12.428 pontos(-1,67%). Nas últimas duas horas esboçou reação, retomando novamente os 12.500 pontos e finalizando em 12.503(queda de 1,07%)

Dow Jones perdeu novamente o importante suporte nos 12600 pontos e está tentando se manter na casa dos 12.500 pontos, enquanto aguarda nesta semana, a divulgação de outros importantes indicadores que poderão balizar sua principal tendência.

Análise gráfica: A queda de 1% fez com que no gráfico diário, os principais indicadores como estocástico, CCI/Ma cuzamento e oscilador de momentos sinalizassem tendência de queda. No gráfico de "30 minutos", porém, a reação ocorrida nas últimas duas horas antes do fechamento, passou a sinalizar leve tendência de alta nesses mesmos indicadores. Assim DJI se apresenta novamente sem uma tendência definida, podendo realizar ainda mais, mantendo-se abaixo do suporte nos 12.500 pontos. A sinalização dos índices futuros, antes da abertura do pregão de DJI, deverá balizar a tendência de abertura.

Suportes imediatos em 12.480, 12.430, 12.370 e 12.270 pontos.
Resistências em 12.520, 12.555, 12.587 (fibo 38%), 12.640 (fibo 62%), 12.730 e 12.860 pontos.

segunda-feira, 2 de junho de 2008

Bolsa de NY fecha em baixa com rebaixamento de banco

por Renato Martins da Agência Estado
02.06.2008 18h19

O mercado norte-americano de ações fechou em queda forte, em reação a novas indicações de que o aperto no crédito e as dificuldades das instituições financeiras não terminaram.
As ações dos bancos de investimento estavam entre as que mais caíram, depois de a agência de classificação de risco de crédito Standard & Poor's rebaixar as notas (ratings) de Lehman Brothers, Merrill Lynch e Morgan Stanley (cujas ações caíram 8,10%, 2,96% e 2,55%, respectivamente); as do Goldman Sachs, cujo rating foi mantido, mas com perspectiva negativa, recuaram 2,31%. As ações do banco Wachovia, cujo rating também foi colocado em revisão para possível rebaixamento, caíram 1,68%, depois de a instituição anunciar o afastamento de seu executivo-chefe. As da Washington Mutual, que também anunciou mudanças em seu comando, recuaram 0,22%.
As ações das companhias aéreas também sofreram quedas fortes, depois de a Associação Internacional de Transporte Aéreo (Iata) dizer que as empresas do setor poderão ter um prejuízo combinado de mais de US$ 6 bilhões neste ano, por causa da alta dos preços dos combustíveis e da desaceleração da economia americana, que está causando uma redução na demanda.
O índice Dow Jones fechou em queda de 1,06%, em 12.503,82 pontos. O Nasdaq encerrou com perda de 1,23%, em 2.491,53 pontos. O S&P-500 caiu 1,05%, para 1.385,67 pontos. O NYSE Composite recuou 0,90%, para 9.316,61 pontos. As informações são da Dow Jones.

Ibovespa fecha em baixa de 0,96%

por Claudia Violante da Agência Estado
02.06.2008 17h29

A Bovespa iniciou junho em terreno negativo, influenciada pela fraqueza das bolsas norte-americanas. A perda, no entanto, foi contida pelas ações da Petrobras, que, beneficiadas pela alta do petróleo, subiram.
O Ibovespa, principal índice, fechou a sessão em baixa de 0,96%, aos 71.897,3 pontos, depois de oscilar da estabilidade, aos 72.592 pontos, até a mínima de 71.352 pontos (-1,71%). No ano até hoje, os ganhos acabaram reduzidos a +12,54%. O volume financeiro deste primeiro pregão de junho foi mais fraco e totalizou R$ 6,028 bilhões.
Nos Estados Unidos, o índice Dow Jones recuou 1,06%, o S&P registrou perdas de 1,05% e o Nasdaq fechou em baixa de 1,23%. Uma das principais razões para as quedas de hoje foi o rebaixamento promovido pela agência de classificação de risco de crédito Standard & Poor's nas notas (ratings) dos bancos de investimento Lehman Brothers, Merrill Lynch e Morgan Stanley. A agência ainda colocou em perspectiva negativa os ratings do Bank of America, do JPMorgan e do Citigroup.
Antes disso, no entanto, os investidores já não haviam gostado dos indicadores divulgados nos EUA e tampouco da renúncia do presidente da Bradford & Bingley. A décima maior firma de hipotecas do Reino Unido também anunciou que passará por uma reestruturação, com entrada de novo sócio. O índice ISM industrial norte-americano passou de 48,6 em abril para 49,6 em maio. Embora o dado tenha sido melhor do que o do mês anterior e até mesmo do que as previsões, que eram de 48,5, os analistas preferiram olhar pelo viés negativo, que é o fato de o dado manter-se abaixo de 50, um sinal de retração no setor. Já os gastos com construção caíram 0,4% em abril, ante previsão de -0,5%.
A alta do petróleo também serviu de azedume às bolsas norte-americanas, já que significa pressão de custos às empresas. Em Nova York, o preço do barril avançou 0,32%, para US$ 127,76. Mas tal desempenho continuou favorecendo a Petrobras. As ações ON subiram 1,81% e as PN, 1,61%.
Os papéis da Vale, outra empresa de forte peso na carteira teórica do Ibovespa, repetiram o comportamento dos metais, ou seja, tiveram fechamentos distintos. As ações PNA subiram 0,02% e as ON caíram 0,34%.
Amanhã, a agenda tem poucos, mas relevantes eventos, dentre os quais se destaca o discurso do presidente do Federal Reserve (Fed, banco central dos EUA), Ben Bernanke, que pode aliviar um pouco o quadro pessimista que se formou hoje após as notas da S&P. A Bolsa paulista, repetem os analistas, tem espaço para subir e a queda de hoje é saudável depois dos ganhos das últimas semanas - em maio, o Ibovespa subiu quase 7%. Mas as commodities e o mercado externo vão continuar determinando os rumos.

FSB e Fitch atenuam aperto monetário

por Luiz Sérgio Guimarães de Valor Econômico
2/6/2008

A ala de mercado que aposta em alta de 0,50 ponto na taxa Selic na reunião do Copom de quarta-feira, já levemente majoritária em relação à que sustenta a necessidade de ampliação da dose para 0,75 ponto, cresceu depois que o governo anunciou a intenção de criar uma meta adicional de superávit fiscal equivalente a 0,5% do PIB para a constituição das reservas do FSB. Com a criação dessa poupança fiscal extra, o esforço total com o qual o governo Lula se compromete passa a corresponder a 4,3% do PIB. Este compromisso reduz os gastos públicos e, nesse sentido, ao diminuir a demanda agregada, ajuda o BC a combater as pressões inflacionárias. Com a diminuição das apostas de um aumento mais forte da Selic, os juros futuros caíram na sexta-feira. Foi o terceiro dia consecutivo de queda. A taxa para a virada do ano recuou na semana passada de 13,22% para 13,06%. O contrato para janeiro de 2010 cedeu de 14,52% para 14,16%. Na quinta-feira, a razão da baixa foi a concessão ao Brasil do grau de investimento pela agência Fitch. Estes dois fatores são novidades relevantes no front inflacionário no entender de Luis Otavio de Souza Leal, economista-chefe do banco ABC Brasil. Os dois fatos melhoram as perspectivas para a trajetória dos juros no médio e longo prazo. "A inflação corrente não é um problema do feijãozinho e deve ser combatida por uma política monetária mais apertada, mas o investment grade e o FSB poderão fazer com que esse ajuste seja mais breve e menos intenso", diz Souza Leal. A transformação do FSB num fundo fiscal tornou-o muito mais palatável ao mercado. Em uma semana, ele evoluiu de instrumento de pressão sobre o câmbio e incentivo às empresas brasileiras no exterior para uma carteira catalisadora de poupança fiscal contra-cíclica. "Melhor seria abater diretamente a dívida e esquecer a compra de dólares, mas não devemos deixar de considerar essa uma boa notícia para o BC na tentativa de arrefecer a demanda agregada", diz o economista.

sábado, 31 de maio de 2008

IBOV...após 30/05...apesar da alta, tendência indefinida...


O IBOVESPA abriu com força nos 71.797 pontos e motivado pelo bom humor dos índices futuros com a confirmação do "investment grade" da agência Fitch, na primeira meia-hora de pregão atingiu a máxima do dia em 72.862 pontos. A partir daí com a piora da cotação de algumas das principais comodities (petróleo e minérios) realizou até a mínima em 71766. Em seguida, deu sequência a uma recuperação, puxada principalmente por VALE e em parte por PETRO, recuperou novamente os 72 mil pontos, vindo encontrar resistência nos 72.750 pontos. Refluiu sintonizado com DJI, e com a realização de Petro(principalmente) e Vale, veio buscar suporte em 72.300 pontos. Na última hora de pregão, esboçou leve reação, vindo atingir 72.503 pontos no início do leilão, finalizando em 72.592 pontos (alta de 1,2%).

Análise: A volatilidade desse pregão (alta do Ibovespa seguida de realização intraday com fechamento bem abaixo da máxima) fez com que houvesse contradição de sinalização em alguns indicadores no gráfico diário como o Estocástico (alta) e o CCI/Ma cruzamento (queda) e sinalização contrária, porém invertida, com esses mesmos indicadores no gráfico de "30 minutos". Assim a análise gráfica não apresenta tendência definida para a abertura desta segunda. A abertura do mercado de índices futuros, antes da abertura do pregão do Ibovespa, poderá confirmar a tendência predominante.

Suportes imediatos em 72.540 (fibo 62%), 72.300, 72.160 e 71.700(fibo 38%)pontos.
Resistências em 72.750, 72.860, 73.150 e 73.480 pontos.

ÍNDICES FUTUROS do IBOV...indicadores sugerem abertura em queda nesta segunda...


Análise: A forte volatilidade do Índice Futuro (venc. Jun/08)do Ibovespa no pregão de 30/05 e o fechamento em 72.700 bem abaixo da máxima em 73.300, fez com que no gráfico de "30 minutos" o Estocástico e o Oscilador de Momento (principamente) sinalizassem pela tendência de queda na abertura dos pregões, nesta segunda.

Suportes: 72.560, 71.970, 71.630 e 71.100
Resistências:72.950, 73.300, 73.600 e 73.950.

DJI...após 30/05..."doji" de indefinição, podendo realizar!...


DJI abriu em 12.647 pontos e na primeira hora de pregão veio buscar a máxima em 12.690 pontos. Apesar de uma leve melhora nos indicadores econômicos do dia, veio buscar suporte nos 12.600 pontos, mantendo certa volatilidade entre os 12.600 e os 12.680 pontos, pela forte pressão vendedora. Na última meia-hora tentou esboçar reação indo encontrar resistência em 12.675 pontos, mas a partir daí realizou forte até a mínima em 12.617 pontos. Finalizou praticamente estável em 12.638 pontos (- 0,06%).

Dow Jones aproveitando a leve melhora nos indicadores divulgados tentou se descolar do suporte nos 12600 pontos. Porém, considerando uma próxima semana ainda "pesada" pelos indicadores que serão divulgados, o mercado praticamente "andou de lado" empurrando DJI para o suporte dos 12.600 pontos.

Análise gráfica: No gráfico diário alguns indicadores como estocástico e CCI/Ma cuzamento ainda sinalizam tendência de alta. No gráfico de "30 minutos", a mínima ocorrida próxima ao fechamento, produziu sinalização contrária nesses mesmos indicadores. Por outro lado, o fechamento praticamente coincidente com a abertura produziu um "Doji" de indefinição. Assim DJI se apresenta sem tendência definida, podendo realizar abaixo do suporte nos 12.600 pontos. A sinalização dos índices futuros deverá balizar a tendência na abertura de DJI.

Suportes imediatos em 12.617, 12.587 (fibo 38%), 12.555 e 12.500 pontos.
Resistências em 12.640 (fibo 62%), 12.675, 12.690, 12.726 e 12.862 pontos.

sexta-feira, 30 de maio de 2008

De patinho feio a cisne

por Adriana Cotias e Danilo Fariello de VALOR
30/05/2008

A confirmação do grau de investimento pela Fitch Ratings marca o início de um novo ciclo para o Brasil. Se no começo da década havia a expectativa de que o selo de economia não-especulativa representaria grandes saltos para os ativos locais, a percepção, agora, é de que muito disso já está nos preços. No longo prazo, a chancela de menor risco aos olhos do capital internacional significa maior fluxo para o país, menor volatilidade, mas potencial reduzido de retornos extraordinários também. O investidor terá de se habituar a tempos mais previsíveis. No curto prazo, as tendências para bolsa (de alta), câmbio (de queda) e juros (também de alta) não se alteram significativamente.
À medida que seguradoras e fundos de pensão estrangeiros aumentarem a parcela de investimento dedicada ao Brasil, as ações, os títulos públicos e o real tenderão a capitalizar o ingresso desse dinheiro novo. Mas as movimentações estarão mais do que nunca condicionadas a fundamentos e menos a especulações. A elevação da nota brasileira já se concretizou, diz a estrategista de investimentos do UBS Pactual Wealth Management, Juliana Centurion Braga. "Ninguém descobrirá o Brasil agora." Para ela, não haverá mais grandes eventos que manterão os ativos brasileiros em ascensão tão forte e tão distante do mercado mundial. Tudo agora passa a ser mais gradual, diz. "Se o risco do Brasil ficou menor, o potencial de retorno no curto prazo também."
Mesmo antes da conquista do grau de investimento, muitos investidores institucionais estrangeiros já podiam aplicar aqui, conforme as regras dos respectivos estatutos. O que muda agora, com as notas dadas por duas agências de classificação, é que aumenta o percentual que os aplicadores com perfil de longo prazo podem distribuir nos diversos mercados, diz o chefe de mesa da HSBC Corretora, Jorge Augusto Miranda. "Tendo em vista nossos clientes estrangeiros, o potencial de aplicações por causa do rating novo é muito maior do que o volume atual", afirma. "O grau de segurança passa a ser maior e isso se emenda com a fusão das bolsas, um fato muito positivo do ponto de vista institucional."
Para Miranda, a queda de 1,85% do Ibovespa ontem é um indício de que não só o "investment grade" já foi em boa medida antecipado, como também é uma demonstração de maturidade. "O hoje já está no preço, mas o que vamos ver no futuro é uma maior consistência nos movimentos." O incremento do fluxo estrangeiro não será relevante para mudar tendências de curto prazo, ratifica Alexandre Maia, gestor de fundos da GAP Asset Management. "O selo corrobora tendências que já existiam."
Nos próximos seis meses, a alta das commodities, o aumento dos preços dos alimentos e as pressões inflacionárias tendem a ditar a dinâmica de preços dos ativos locais, mais do que o grau de investimento, diz o diretor de Renda Variável da Unibanco Asset Management (UAM), Ronaldo Patah. "Os juros vão subir forte até o fim do ano e isso deve desacelerar a economia em 2009, resultando num menor crescimento para o lucro das empresas." É por isso que ele mantém, desde novembro passado, a sua projeção de Ibovespa na casa dos 80 mil pontos para dezembro.
Ao ampliar o leque de recursos que podem ser alocados no Brasil, o "investment grade" tende a levar a um juro real potencialmente mais baixo para o país no médio prazo. Bom para quem quer se antecipar a esse movimento nos títulos da dívida brasileira, seja nos prefixados, seja nos papéis atrelados a índices de preços, diz Patah.
Juliana, do UBS, também acha que as taxas de juros em papéis de longo prazo são gordas atualmente, mas ela alerta que, na marcação dos títulos dia-a-dia, o investidor poderá verificar uma oscilação muito forte e terá de ter estômago para agüentar esse vaivém. A especialista reitera, porém, que investir em renda fixa no Brasil ainda é um ótimo negócio, dada a própria alta taxa paga internamente e, mais ainda agora, pela ratificação de que o país tem pouco risco de crédito.
A visão de Maia sobre juros é bastante variada quando se trata do horizonte mirado pelo aplicador de renda fixa. Para o prazo de até um ano e meio, não há nada que indique que o movimento de alta da taxa básica da economia vá parar. "Não é claro se os prefixados já embutem toda a subida possível", comenta. "Já em prazos de cinco anos, porém, o juro certamente é muito alto para um país com grau de investimento".
O ciclo de aumento do juro brasileiro representa uma certa contradição para o Brasil, nesse momento em que o país recebe o aval de bom crédito por duas agências de classificação de risco, diz a chefe de análise da Ativa Corretora, Luciana Leocádio. Ela imagina que, no ano que vem, esse movimento já poderá ser revertido pelo Banco Central. Os setores mais beneficiados na bolsa tendem a ser bancos, varejo, construção civil e as ações das próprias bolsas, que vão se beneficiar do maior fluxo para o mercado local. Na renda variável, as companhias vão se beneficiar pelo acesso a capitais a custos mais favoráveis, diz Patah.
O primeiro impacto do novo grau de investimento será no câmbio, com o dólar podendo até romper a barreira de R$ 1,60, acredita Newton Rosa, economista-chefe da SulAmérica. "A tendência já existia, por conta do diferencial de juros, e ganha reforço agora." Maia, da GAP, não vê piso para o dólar no curto prazo e lembra que praticamente todas as apostas recentes feitas para um limite de subida do real fracassaram.
Rosa, da SulAmérica, também vê como outra conseqüência do maior fluxo de recursos para cá a maior freqüência de ofertas públicas iniciais (IPO, em inglês) no longo prazo. O investidor ganhará novas opções na bolsa, diz ele. Embora a promoção brasileira represente um incentivo para a retomada das ofertas de ações num ritmo mais consistente, a seletividade segue na ordem do dia, diz o gerente de Renda Variável da Paraty Investimentos, Luiz Henrique Carneiro. Ao mesmo tempo em que o Brasil fica credenciado para receber um fluxo novo, a aversão ao risco, trazida pela crise do "subprime" e o freio na economia dos EUA mantêm algumas dúvidas no ar.

DJI...após 29/05...recuperou o fibo de 62% com possibilidade de manter a alta...


DJI abriu em 12.594 pontos e na primeira hora de pregão veio buscar a mínima em 12.555 pontos. Com a melhora do humor dos mercados, pela forte queda nos contratos futuros do barril de petróleo, aliada ao anúncio do PIB trimestral de 0,9%, iniciou recuperação no patamar dos 12.600 pontos, rompeu os 12.700 pontos atingindo a máxima em 12.726. A partir daí, nas duas últimas horas de pregão, refluiu para finalizar em 12.646 pontos (+ 0,41%).

Como era esperado Dow Jones tentaria sair da "congestão" entre os 12400 e 12600 pontos. A motivação encontrada pelo anúncio do PIB e a queda do barril de petróleo impulsionou DJI para cima dos 12.600 pontos (fibo de 62%).

Análise gráfica: No gráfico diário os principais indicadores sinalizam a tendência de alta. No gráfico de "30 minutos" a perda do patamar dos 12700 pontos, nas últimas horas de pregão, produziu sinalização contrária nesses mesmos indicadores. Desta forma DJI se apresenta com tendência indefinida. A sinalização dos índices futuros deverá balizar a abertura de DJI.

Suportes imediatos em 12.640, 12.590, 12.555 e 12.500 pontos.
Resistências em 12.680, 12.726 e 12.862 pontos.

IBOV...após 29/05...depois da queda , possibilidade de reversão...


O IBOVESPA abriu nos 73.154 pontos e motivado pelo mau humor dos índices futuros com a queda generalizada do petróleo e das principais comodities metálicas, realizou fortemente durante toda a primeira metade do pregão vindo buscar primeiramente suporte nos 72 mil pontos. Por volta das 15:30 horas com a formalização do anúncio da obtenção do grau de investimento pela Fitch, subiu rapidamente com força descomunal, atingindo novo TH em 73.920 pontos, em menos de meia-hora. A partir daí, deu sequência à realização em curso, rompeu novamente o suporte nos 72 mil pontos, vindo buscar a mínima nos 71694 pontos. Na última meia-hora de pregão, esboçou leve reação, vindo a finalizar nos 71.797 pontos (queda de 1,85%).

Análise: A forte queda das comodities nos mercados internacionais, derrubou com força as ações das principais blue-chips do IBOV. O anúncio da Fitch, interrompeu por cerca de meia-hora a continuidade da realização em curso, sem contudo revertê-la. Com a forte queda os principais indicadores no gráfico diário como o IFR, o Estocástico e o CCI/Ma cruzamento sinalizam tendência de queda. Por outro lado, alguns dos indicadores no gráfico de "30 minutos" se encontram agora relativamente "sobrevendidos" sinalizando a possibilidade de retomada da alta. O mercado de índices futuros, antes da abertura do pregão, deverá confirmar ou não essa tendência.

Suportes imediatos em 71.700, 71.420, 70.840 e 70.335 pontos.
Resistências em 72.540, 73.150, 73.625, 73.780 e 73.920 pontos.