quinta-feira, 26 de junho de 2008

IBOV...após 25/06...forte alta reduziu "sobrevenda" dos indicadores...


O Ibovespa abriu em alta nos 64.173 pontos (mínima do dia) e aproveitou o "bom humor" dos mercados futuros para retomar os 65 mil pontos, enquanto aguardava pelos desdobramentos da reunião do FED. Na meia-hora que se seguiu ao anúncio da reunião, acelerou para retomar os 66 mil pontos, indo encontrar resistência nos 66.308 pontos (+ 3,33%) na máxima do dia. Depois, com a reversão de DJI, refluiu até finalizar em 65.853 pontos (+ 2,63%).

Análise: Depois de 5 pregões em queda, o Ibovespa reagiu com uma boa alta. Essa correção fez com que vários indicadores que estavam relativamente "esticados" (sobrevendidos) pudessem normalizar. Os principais indicadores do gráfico diário apontam para tendência de alta. Porém, como o IBOV está muito sintonizado com DJI é importante verificar os índices futuros do Ibovespa e dos mercados futuros americanos, para confirmar (ou não) essa tendência. No curto prazo porém, continua a tendência de queda.

Suportes em 65.750, 65.250, 64.650, 63.750, 62.700 e 62.000 pontos.
Resistências em 65.750, 66.800 e 67.580 pontos.

DJI...após 25/06...mesmo com juros em 2%, tendência de queda continua...


DJI abriu nos 11.805 pontos e enquanto aguardava o resultado da reunião do FED, retomou o patamar intermediário entre os 11.850 e os 11.880 pontos, e aí ficou oscilando até o anúncio da manutenção da taxa em 2%. Na primeira meia-hora após o anúncio mostrou muita volatilidade (11.835 até 11.900), depois rompeu 11.900 indo buscar sua máxima próximo da LTA de 2 anos, em 11.924 pontos. A partir daí na última hora de pregão refluiu até a mínima em 11.789 para depois finalizar praticamente estável em 11.811 pontos (alta de 0,04%).

Análise: DJI quase conseguiu recuperar o suporte na LTA de 2 anos, agora nos 11.925 pontos. Formou praticamente outro "doji" de indefinição, enquanto deve analisar melhor os detalhes do comunicado do FED. O retorno ao patamar dos 11.800 pontos no final do pregão, depois de ter atingido a máxima acima dos 12.900, piorou os indicadores do gráfico de 30 minutos. No gráfico diário os principais indicadores ainda mantêm tendência de queda. A força dos índices futuros poderá nortear melhor como será a abertura de DJI, nesta quinta.

Suportes em 11.770, 11.645 e 11.580 pontos.
Resistências imediatas em 11.850, 11.915 e 11.960 pontos.

Ibovespa fecha em alta de 2,63% após decisão do Fed

por Claudia Violante da Agência Estado
25.06.2008 17h30

A manutenção da taxa de juros nos EUA, a queda do petróleo, a capitalização do Barclays e indicadores americanos favoráveis fizeram com que a Bovespa trabalhasse o dia todo com alta firme e registrasse a segunda maior variação porcentual do mês de junho (é preciso fazer a ressalva, no entanto, que neste mês a Bolsa subiu em apenas seis sessões, considerando a de hoje).
O Ibovespa, principal índice, encerrou em alta de 2,63%, aos 65.853,3 pontos, na segunda maior elevação do mês, atrás da registrada no dia 5 (+3,69%). Oscilou entre a mínima de 64.173 pontos (+0,01%) e a máxima de 66.308 pontos (+3,34%). No mês, as perdas foram reduzidas a -9,35% e, no ano, os ganhos somam 3,01%. O volume financeiro negociado hoje totalizou R$ 6,575 bilhões.
O Federal Reserve (Fed, banco central dos EUA) decidiu hoje, pela primeira vez desde a metade do ano passado, não alterar sua taxa de juro de curto prazo, que está em 2% ao ano. Foram 9 votos contra 1, do dirigente da regional do Fed de Dallas, Richard Fisher, que preferia uma elevação do juro para combater a inflação. A taxa de redesconto, crédito emergencial do Fed para bancos, também foi mantida no nível atual, de 2,25% ao ano.
Como a decisão era a que o mercado esperava, a reação foi positiva. E os ganhos acabaram se amplificando após o anúncio porque também o comunicado do Fed foi considerado suave. “Os riscos de alta para a inflação e as expectativas de inflação aumentaram", mas, apesar disso, o Fed “espera que a inflação se modere mais tarde neste ano e no próximo ano”, diz o texto no trecho destacado como leve pelos analistas.
Com o alívio proporcionado pelo Fed, muitos investidores voltaram ao mercado doméstico e foram às compras, principalmente das pechinchas que se formaram com o tombo da Bovespa no mês. Um dos destaques foi Petrobras, que caía na sessão até antes do anúncio do Fed por causa do petróleo em baixa e então passou a subir. As ações encerraram em alta de 2,70% as PN e 2,80% as ON. Vale manteve a trajetória de elevação que registrou durante o dia e encerrou em +2,07% as ON e +2,66% as PNA. Os setores siderúrgico e bancário, destaques de baixa nos últimos dias, também avançaram.
Nos EUA, o índice Dow Jones, da Bolsa de Nova York, não sustentou os ganhos mais firmes exibidos mais cedo e terminou a sessão em +0,04%. O S&P subiu 0,58% e o Nasdaq avançou 1,39%. A queda do petróleo após a alta dos estoques da commodity nos EUA foi uma das justificativas para o sinal positivo dos índices acionários por lá. Na Bolsa Mercantil de Nova York, o petróleo encerrou em baixa de 1,79%, a US$ 134,55 por barril.
Além dos estoques, foram divulgados nos EUA o dado de encomendas de bens duráveis em maio, que ficou estável, ante previsão de queda de 0,5%, e a venda de imóveis novos, que recuou 2,5%, para 512 mil unidades (ante previsão de queda para 510 mil). Outra notícia favorável foi a do Barclays, que vai se capitalizar em US$ 8,9 bilhões por meio de emissão de ações.

quarta-feira, 25 de junho de 2008

Bolsas de Nova York fecham no azul apesar de alerta do Fed sobre inflação

Bolsas de Nova York fecham no azul apesar de alerta do Fed sobre inflação
por Valor Online
25/06/2008 17:57

SÃO PAULO - Os índices acionários em Wall Street, que passaram o começo do pregão em alta, sustentaram o movimento positivo após o Federal Reserve confirmar as expectativas e manter inalterada em 2% a taxa de juro nos Estados Unidos.
Ainda que a autoridade monetária tenha reforçado as preocupações com o movimento inflacionário no país, prevaleceu a atuação dos agentes na ponta da compra até o final da sessão. A valorização de ações do setor de tecnologia tiveram destaque na jornada.
O Dow Jones Industrial arrefeceu o ritmo de alta na fase final do pregão mas encerrou com alta de 0,04% aos 11.811 pontos. O Standard & Poor´s 500 terminou com valorização de 0,58%, aos 1.321 pontos. O eletrônico Nasdaq fechou aos 2.401 pontos, com alta de 1,39%.
Mais do que os riscos inflacionários, os investidores mantiveram o otimismo com o fato de o Fed avaliar que os riscos para o crescimento da economia americana estão menores. Além disso, mesmo com a inflação alta, os analistas não viram sinalização de que haja planos para elevar o juro básico do país.
Na ponta positiva destacaram-se as ações da Apple, que subiram 2,39%, para US$ 177,39 e as da GE, que fecharam com ganho de 1,45%, para US$ 27,99. As ações da varejista Wal-Mart subiram 1,40%, para US$ 58,12.

Fed: riscos de alta para a inflação dos EUA aumentaram

por Suzi Katzumata e Renato Martins da Agência Estado
25.06.2008 | 15h33

A decisão de manter a taxa básica de juros americana em 2% ao ano, tomada nesta tarde pelo Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc), do Federal Reserve (Fed, banco central dos EUA), obteve um placar de 9 votos a 1. Foi decidida também a manutenção da taxa de redesconto, uma linha de crédito emergencial do Fed para bancos, em 2,25% ao ano. Apenas o dirigente da regional do Fed de Dallas, Richard Fisher, votou contra a manutenção do juro. Ele preferia uma elevação da taxa para combater a inflação no país.
As autoridades monetárias não ofereceram indicações de um iminente aumento nas taxas, sugerindo que o cenário mais provável é um status quo desconfortável para muitos meses, enquanto o Fed enfrenta uma economia em dificuldade, combinada com uma pressão de preços em alta. "Os riscos de alta para a inflação e as expectativas de inflação aumentaram", afirmou o Fed em comunicado. O próximo encontro do BC americano está marcado para 5 de agosto.

Comunicado

"O Comitê Federal de Mercado Aberto decidiu hoje manter sua meta para a taxa dos Federal Funds em 2%.

"Informações recentes indicam que a atividade econômica em geral continua a se expandir, refletindo, em parte, o fato de os gastos do consumidor estarem se firmando. Contudo, os mercados de mão-de-obra se enfraqueceram mais e os mercados financeiros permanecem sob um estresse considerável. As condições apertadas do crédito, a contração em andamento no setor de moradia e a elevação dos preços da energia provavelmente pesarão no crescimento econômico nos próximos trimestres.
"O Comitê espera que a inflação se modere mais tarde neste ano e no próximo ano. Contudo, à luz das elevações contínuas nos preços da energia e de algumas outras commodities (matérias-primas) e o estado elevado de alguns indicadores de expectativas sobre a inflação, a incerteza quanto à perspectiva da inflação continua alta.
"O afrouxamento substancial da política monetária até agora, combinado com as medidas em andamento para fomentar a liquidez do mercado, deve ajudar a promover um crescimento moderado ao longo do tempo. Embora os riscos de redução do crescimento persistam, eles parecem ter diminuído bastante, e os riscos de alta da inflação e das expectativas quanto à inflação cresceram. O Comitê continuará a monitorar os acontecimentos econômicos e financeiros e vai agir à medida que seja necessário para promover o crescimento econômico sustentável e a estabilidade dos preços.
"Votaram a favor da decisão de política monetária do Fomc: Ben S. Bernanke, presidente; Timothy F. Geithner, vice-presidente; Donald L. Kohn; Randall S. Kroszner; Frederic S. Mishkin; Sandra Pianalto; Charles I. Plosser; Gary H. Stern; e Kevin M. Warsh. Votando contra esteve Richard W. Fisher, que preferia uma elevação da meta da taxa dos Federal Funds nesta reunião." As informações são da Dow Jones.

terça-feira, 24 de junho de 2008

IBOV...após 24/06...tendência de queda ainda continua...


O Ibovespa abriu em queda nos 64.635 pontos veio até a mínima em 63.713 pontos, depois com a recuperação de DJI, avançou até encontrar resistência em 65.083 pontos ( + 0,68%)(máxima do dia). Com a reversão de DJI, nas duas últimas horas de pregão retrocedeu também para finalizar negativo, em 64.167 pontos (- 0,88%).

Análise: O Ibovespa operou com muita volatilidade, alinhado com DJI. No final, devolveu a alta conseguida na primeira metade do pregão e fechou outro tanto negativo. O indicadores do gráfico de "30 minutos" e os principais indicadores do gráfico diário ainda sinalizam queda. Os índices futuros do Ibovespa e dos mercados futuros americanos, deverão confirmar (ou não) essa tendência. No curto prazo, continua a tendência de queda.

Suportes em 63.200, 62.900, 62.600 e 62.000 pontos.
Resistências em 64.300, 64.750 e 65.450 pontos.

DJI...após 24/06...outro "doji", mas tendência de queda continua!...


DJI abriu nos 11.842 pontos retrocedeu forte até os 11.725 pontos (mínima), estabeleceu suporte nesse patamar e a partir daí, esboçou continuada reação até encontrar resistência na máxima em 11.904 pontos (próximo da LTA de 2 anos em 11.920 pontos). Nas duas últimas horas de pregão refluiu com essa mesma intensidade para finalizar em 11.807 pontos (queda de 0,29%).

Análise: DJI quase conseguiu recuperar o suporte na LTA de 2 anos, agora nos 11.920 pontos. Novamente outro "doji" de indefinição enquanto aguarda o resultado da reunião do FED. A queda no final do pregão após a máxima atingida, piorou também os indicadores do gráfico de 30 minutos. O gráfico diário ainda apresenta tendência de queda em seus principais indicadores. No curto prazo, enquanto não retomar o patamar dos 12 mil pontos, continua em tendência de queda.

Suportes em 11.750, 11.720, 11.670 e 11.630 pontos.
Resistências imediatas em 11.830, 11.857, 11.887 e 11.910 pontos.

PETR 4...após 24/06...suportes e resistências


PETR4 abriu em 43,66 e veio até a mínima em 43,55; retomou sua tendência de alta indo buscar a máxima em 44,70; refluiu novamente para fechar estável em 43,75.

Análise: PETR4 com muita volatilidade, frente ao preço do mercado futuro do barril de petróleo. As linhas de tendência LTA's LTB's estão determinando os seguintes suportes e resistências:

Suportes: 43,50; 42,50 e 42,00
Resistências: 44,50; 44,90, 46,50 e 47,00

VALE 5...após 24/06...suportes e resistências


Vale5 abriu em leve queda em 47,35, veio até 47,05 (mínima), retomou sua tendência de alta, rompendo as resistências em 48,00 e 49,00 até atingir a máxima em 49,20, depois refluiu para finalizar em 48,40 (+1,83%).

Análise: Vale continua se movimentando, com muita volatilidade, em função das comodities metálicas (especialmente ferro e níquel). As linhas de tendência LTA's e LTB's estão determinando os seguintes suportes e resistências:

Suportes: 48,30; 47,70; 47,30 e 45,70.
Resistências: 48,90; 49,10; 49,35 e 49,90.

Bolsa de NY fecha em queda com indicadores fracos

por Renato Martins da Agência Estado
24.06.2008 18h24

O mercado norte-americano de ações fechou com os principais índices em queda, ao fim de um dia marcado pelas pressões conflitantes de debilidade econômica e preços em alta. O mercado reagiu a indicadores fracos, como o índice de confiança do consumidor de junho, à nova alta dos preços do petróleo e a notícias sobre empresas. Pela manhã, depois da divulgação do índice de confiança do consumidor e do alerta de queda nos lucros da empresa de transportes UPS, o índice Dow Jones chegou a operar abaixo do menor nível de fechamento do ano (11.740,15 pontos, em 10 de março).
Entre os destaques do pregão estavam as ações da provedora de serviços via internet Yahoo!; elas abriram em queda, tiveram alta forte no fim da manhã, em meio a rumores de que as negociações para a aquisição da empresa pela Microsoft teriam sido retomadas, devolveram os ganhos quando os rumores foram negados e acabaram fechando em alta de 2,75%.
Algumas ações que haviam caído muito recentemente recuperaram terreno, graças à "caça às pechinchas", entre elas General Motors (+2,17%) e várias do setor financeiro (American Express subiu 2,98%, Bank of America ganhou 2,86%, Citigroup avançou 1,62% e JPMorgan Chase teve elevação de 2,31%). As ações da UPS caíram 6,04%, depois de a empresa fazer um alerta de queda nos lucros; as da concorrente FedEx recuaram 0,19%.
O índice Dow Jones fechou em queda de 0,29%, em 11.807,43 pontos. A mínima foi em 11.725,52 pontos e a máxima em 11.904,32 pontos. O Nasdaq encerrou em baixa de 0,73%, em 2.368,28 pontos. O S&P-500 caiu 0,28%, para 1.314,29 pontos. O NYSE Composite recuou 0,44%, para 8.803,34 pontos. As informações são da Dow Jones.

segunda-feira, 23 de junho de 2008

DJI...após 23/06...produziu um "Doji", porém apresenta tendência de queda no curto prazo...


DJI abriu nos 11.843 pontos retrocedeu até os 11.814 pontos (mínima), estabeleceu suporte nesse patamar e a partir daí, esboçou reação até encontrar resistência na máxima em 11.886 pontos. Nas duas últimas horas de pregão refluiu para finalizar estável em 11.842 pontos.

Análise: DJI não conseguiu recuperar o suporte na LTA de 2 anos, próxima dos 11.900 pontos. A abertura e o fechamento no mesmo patamar produziu um DOJI de indefinição. A queda no final do pregão após a máxima atingida, piorou também os indicadores do gráfico de 30 minutos. O gráfico diário continua apresentando tendência de queda em seus principais indicadores. No curto prazo, enquanto não retomar o patamar dos 12 mil pontos, continua em tendência de queda.

Suportes em 11.815, 11.790, 11.740 e 11.650 pontos.
Resistências imediatas em 11.880, 11.930(LTA 2 anos) e 12.000 pontos.

Ibovespa perde 0,73% e quase anula ganhos do ano

por Claudia Violante da Agência Estado
24.06.2008 17h39

A expectativa com o resultado da reunião do Federal Reserve (Fed, banco central dos EUA) amanhã e o resultado ruim dos indicadores conhecidos hoje nos Estados Unidos fizeram com que as bolsas caíssem em Nova York, ainda empurradas pela alta do petróleo. A Bovespa acompanhou e se aproximou de zerar os ganhos acumulados em 2008. As ações da Vale até amorteceram a queda, mas os setores siderúrgico e bancário foram destaques negativos, assim como Petrobras, que não conseguiu sustentar a elevação até o final do dia e fechou em baixa.
O Ibovespa, principal índice da Bolsa paulista, encerrou o pregão em queda de 0,73%, aos 64.167,8 pontos. Oscilou entre a mínima de 63.713 pontos (-1,43%) e a máxima de 65.084 pontos (+0,69%). No mês, as perdas alcançam 11,60% e, no ano, os ganhos atingem apenas 0,44%. O volume financeiro segue fraco, mas hoje foi melhor do que o de ontem, somando R$ 5,27 bilhões.
Em Nova York, o índice Dow Jones recuou 0,30%, o S&P fechou em baixa de 0,28% e o Nasdaq encerrou em queda de 0,73%. A Conference Board apresentou hoje o pior resultado da confiança do consumidor em 16 anos: em junho, o dado ficou em 50,4 (ante 57 previstos), de 58,1 em maio. Outro índice ruim foi o de preços dos imóveis S&P/Case-Shiller para 10 cidades, que bateu recorde ao cair 16,3% em abril em comparação ao mesmo período do ano passado. Em relação a março, a queda foi de 1,6%. O índice de preços para 20 cidades cedeu 15,3% em abril (outro declínio recorde) ante abril de 2007 e caiu 1,4% ante março deste ano.
Pressionou ainda negativamente as bolsas nos EUA a alta do petróleo. Na Bolsa Mercantil de Nova York, o petróleo subiu 0,19%, para US$ 137 por barril. O dia foi calmo neste mercado, segundo operadores, mas os investidores apostaram na alta das cotações por causa da divulgação, amanhã, dos estoques semanais do produto nos Estados Unidos.
A quarta-feira vai ser um dia carregado de eventos, com destaque principal para a decisão do Federal Reserve sobre a taxa de juros americana. Os indicadores divulgados hoje empurraram para mais longe uma elevação da taxa de juros. E os analistas vão procurar no comunicado que acompanha a decisão do Fed justamente para quão longe vão estas projeções.
No mercado doméstico, as ações da Vale foram novamente destaque de elevação, após a notícia de que a australiana Rio Tinto conseguiu reajustar seu minério de ferro em 100% na negociação com as siderúrgicas japonesas. Ontem, as chinesas aceitaram um reajuste de 85%. Estes aumentos foram superiores aos conseguidos pela Vale este ano e significam que, apesar do temor de recessão mundial a partir dos Estados Unidos, a demanda segue muito aquecida, a ponto de as mineradoras conseguirem passar adiante um aumento desta magnitude.
Vale ON subiu 1,79% e Vale PNA, 1,47%. No mês, no entanto, as ações acumulam, respectivamente, perdas de 12,24% e 11,33%. Petrobras ON caiu 0,39% e Petrobras PN, 0,27%. O volume segue fraco e muitos investidores estrangeiros continuam se desfazendo de Petrobras.

IBOV...após 23/06..."doji" com tendência de queda...


O Ibovespa abriu em 64.621 pontos foi até a máxima em 64.440 pontos, depois influenciado com a indefinição de DJI, refluiu até buscar suporte em 64.440 pontos (mínima do dia). Com uma nova reação de DJI, tentou recuperação até os 65.100 pontos, mas retrocedeu novamente para finalizar estável em 64.640 pontos (alta de 0,04%).

Análise: O Ibovespa operou praticamente alinhado com DJI. No final, devolveu toda alta conseguida na primeira metade do pregão. O indicadores do gráfico de "30 minutos" e os principais indicadores do gráfico diário (que formou um "doji" de indefinição) também sinalizam queda. Os índices futuros do Ibovespa e dos mercados futuros americanos, deverão confirmar (ou não) essa tendência. No curto prazo, continua a tendência de queda.

Suportes em 64.440, 64.350 e 63.650 pontos.
Resistências em 64.850, 65.870 e 67.380 pontos.

PETR4...após 23/06...suportes e resistências


PETR4 abriu em 43,30 e veio até a mínima em 43,14; retomou sua tendência de alta indo buscar a máxima em 47,81; refluiu para fechar em 43,89.

Análise: PETR4 está com muita volatilidade, oscilando principalmente frente ao preço do mercado futuro do barril de petróleo. As linhas de tendência LTA's LTB's estão determinando os seguintes suportes e resistências:
Suportes: 43,55; 42,80; 42,40; 42,10 e 40,50
Resistências: 43,90; 44,10 e 45,00

VALE 5 ...após 23/06...suportes e resistências...



Vale5 abriu com gap de alta em 47,08, veio até 46,99 (mínima), retomou sua tendência de alta até atingir a máxima em 47,81 e finalizou em 47,50.

Análise: Vale ultimamente está se movimentando, com muita volatilidade, em função das cotações das comodities metálicas (especialmente ferro e níquel). As linhas de tendência LTA's e LTB's estão determinando os seguintes suportes e resistências:

Suportes: 47,15; 46,80; 46,40; 45,70 e 44,40.
Resistências: 47,60; 47,95; 48,44 e 49,00.

Ibovespa fecha quase estável, em alta de 0,04%

por Claudia Violante da Agência Estado
23.06.2008 17h28

A Bolsa de Valores de São Paulo abriu a semana no azul, ajudada pelas ações da Vale e da Petrobras. Contudo, como as preocupações com a inflação e a crise americana estão vívidas, o ímpeto por compras foi muito tímido - o que garantiu à sessão o menor volume financeiro do mês de junho - e a alta foi marginal.
O Ibovespa, principal índice, encerrou o dia com ganho de 0,04%, aos 64.640,4 pontos. Oscilou entre a mínima de 64.440 pontos (-0,27%) e a máxima de 65.401 pontos (+1,22%). No mês, a Bolsa tem perdas de 10,85% e, no ano, alta de 1,18%. O volume financeiro negociado totalizou R$ 4,05 bilhões - bem abaixo da média diária do mês, de R$ 6,63 bilhões, segundo a Bolsa.
O petróleo foi um dos destaques da sessão, após o encontro entre produtores que terminou ontem em Jeddah, na Arábia Saudita, frustrar as expectativas. Foi efetivado apenas o aumento da produção de 200 mil barris por dia da Arábia Saudita, anunciado na semana passada. O país, o maior exportador do mundo, também se propôs a ir além se assim for necessário. Mas foi só. Além do resultado pífio deste encontro, pressionaram as cotações para cima a greve dos trabalhadores da unidade da Chevron na Nigéria, mesmo país em que ocorreram vários ataques militares na infra-estrutura do setor energético, operada pela Royal Dutch Shell, pela Eni e pela Chevron.
Com tudo isso, o contrato futuro para agosto do petróleo negociado na Bolsa Mercantil de Nova York fechou em alta de 1,02%, a US$ 136,74 por barril. Isso acabou pesando sobre Wall Street, que trabalhou muito volátil hoje, mas conseguiu fechar estável. O índice Dow Jones ficou estável, enquanto o S&P avançou 0,01% e o Nasdaq caiu 0,85%.
Aqui, Petrobras conseguiu hoje acompanhar a alta do petróleo e subiu. Petrobras ON ganhou 1,93%, e Petrobras PN, 1,76%. Vale também acompanhou e avançou 1,88% as ações ON e 1,60% as PNA. Os investidores aproveitaram os preços baixos depois do tombo de junho e foram às compras das ações da mineradora com a notícia de que a siderúrgica chinesa Baosteel aceitou o reajuste de 85% no preço do minério de ferro pedido pela mineradora australiana Rio Tinto. O aumento foi superior aos reajustes de 65% e 71% anunciados pela Vale em fevereiro, sinalizando a enorme demanda global pelo minério, particularmente por parte da China.
Apesar das blue chips (ações de primeira linha) em alta, o volume foi fraco hoje porque a agenda da semana é carregada, com destaque para a quarta-feira, quando o banco central dos EUA anuncia a nova taxa de juros do país. A avaliação predominante é de que a taxa continuará em 2% ao ano, mas há preocupação com o que trará o comunicado que acompanha a decisão do BC.

Dow Jones fecha estável, mas Nasdaq cai 0,85%

por Renato Martins da Agência Estado
23.06.2008 18h12

O mercado norte-americano de ações fechou com o índice Nasdaq em queda, embora a alta das ações do setor de petróleo, que acompanharam a nova elevação dos preços do produto, tenham contribuído para dar sustentação ao índice Dow Jones. Operadores disseram que o sentimento do mercado tornou-se mais negativo depois das quedas fortes da semana passada. "É muito possível que voltemos às mínimas de janeiro e março. Nessa altura, vamos reavaliar onde estamos e, se as condições parecerem extremas, isso poderá sugerir que uma possível recuperação estará próxima", disse o vice-presidente de pesquisa da Schaeffer's Investment Research, Todd Salamone.
As ações do setor financeiro estavam entre as que mais caíram: as do Merrill Lynch caíram 3,92% e as do Morgan Stanley recuaram 3,15%, depois de o Bank of America rebaixar as previsões de lucro para os bancos de investimento e de o Goldman Sachs rebaixar sua recomendação para o setor da posição "neutra" para "underweight" (abaixo da média do mercado). Outros destaques negativos no setor foram Citigroup (-3,89%) e Bank of America (-4,50%). As ações das seguradoras de bônus, cujos ratings foram rebaixados na semana passada, também caíram (Ambac recuou 6,83% e MBIA despencou 13,78%).
As ações das montadoras também sofreram quedas fortes, após um alerta da Standard & Poor's de que poderá rebaixar seus ratings; as da GM, que anunciou financiamentos de 72 meses sem juros para alguns modelos de carros e de utilitários esportivos, perderam 6,38%; as da Ford recuaram 9,12%. A alta dos preços do petróleo beneficiou as ações do setor (ExxonMobil subiu 3,29% e Chevron ganhou 2,53%), mas afetou negativamente as do setor de consumo (Home Depot cedeu 4,53%).
O índice Dow Jones fechou em baixa de 0,003%, em 11.842,36 pontos. O Nasdaq fechou em queda de 0,85%, em 2.385,74 pontos. O S&P-500 subiu 0,01%, para 1.318,00 pontos. O NYSE Composite subiu 0,14%, para 8.841,89 pontos. As informações são da Dow Jones.

BC prevê que entrada de investimento direto cobrirá déficit em transações correntes

por Valor Online
23/06/2008 17:45

BRASÍLIA - A trajetória de aumento do déficit nas transações correntes externas em 2008, cuja projeção saiu de US$ 12 bilhões para US$ 21 bilhões, não preocupa o Banco Central (BC). "Não se espera que o crescimento seja explosivo", afirmou o chefe do Departamento Econômico, Altamir Lopes. Ele se mostrou "seguro" de que o déficit será "totalmente financiado" com investimento externo direto (IED), que também teve a estimativa elevada de US$ 32 bilhões para US$ 35 bilhões no ano.
"O que se espera é a continuidade do IED, que está fluindo bem", declarou o técnico. Em sua visão, as fortes pressões de remessas de lucros e dividendos, do saldo negativo com viagens internacionais e das aceleradas importações serão cobertas com recursos de médio e longo prazos (IED) e também pelo aporte de capital mais volátil, já que as estimativas para o investimento estrangeiro em papéis domésticos e ações subiu de US$ 12 bilhões para US$ 25 bilhões.
A se configurar a conta corrente deficitária em US$ 21 bilhões, será o pior patamar dos últimos sete anos, desde os US$ 23,2 bilhões negativos em 2001. Para junho, Lopes prevê resultado negativo de US$ 1,2 bilhão, o dobro do déficit de US$ 649 milhões registrado em maio.
O argumento da autoridade monetária é o de que apesar da conta corrente acumular déficit de US$ 14,717 bilhões de janeiro a maio e subir a US$ 15,9 bilhões em junho, o IED deve "cobrir" esse rombo já ao fim deste primeiro semestre.
Até maio isso não ocorreu, porque o IED acumulou US$ 13,984 bilhões no ano. Mas estão previstos US$ 3 bilhões para junho, dos quais US$ 2,2 bilhões já ingressaram no mês até hoje. Ou seja, o IED deve subir a US$ 16,98 bilhões ao fim deste mês.
O BC também aposta na alta das aplicações externas em renda fixa e ações, principalmente ações, por influência do selo de grau de investimento (investimento seguro) que o Brasil recebeu de duas agências de classificação de risco. "Nossa projeção é qualitativa, por já ter um volume significativo acumulado e a expectativa de atração de grandes fundos de pensão", disse Lopes.
Os registros apontam que esses chamados investimentos em portfólio acumulavam US$ 12,89 bilhões nos primeiros cinco meses do ano. No mês de junho até hoje já ingressaram US$ 1,268 bilhões para o mercado acionário e US$ 631 milhões em títulos de renda fixa, elevando o total no ano para US$ 14,7 bilhões.
Lopes sustenta ainda que a tendência é de melhora no segundo semestre, pela redução sazonal, por exemplo, das remessas de lucro e dividendos, que se concentram no início do ano e acumularam US$ 15,596 bilhões até maio. Para junho, a projeção é de que essas saídas caiam pela metade, saindo de US$ 3,238 bilhões em maio, para US$ 1,6 bilhão este mês. Do início de junho até hoje, já foram remetidos US$ 1,26 bilhão.
Outro fator favorável, segundo ele é a perspectiva de "acomodação" das importações, cujo aumento até maio foi de 46,3% sobre período igual de 2007, mas que tem projeção do BC para encerrar o ano com variação de 30,2% sobre o ano passado. As importações tiveram a estimativa elevada de US$ 155 bilhões para US$ 157 bilhões, mantendo-se as exportações em US$ 182 bilhões (+13,3%) e a consequente redução do saldo comercial para US$ 25 bilhões no ano.
Já o saldo negativo das viagens internacionais foi reestimado de US$ 4 bilhões para US$ 5 bilhões no ano, tendo registrado até maio o déficit recorde de US$ 2,014 bilhões. As despesas de brasileiros no exterior somaram US$ 4,487 bilhões e as receitas de estrangeiros no país, US$ 2,473 bilhões, ambos valores históricos para o período. Em junho até hoje o fluxo líquido está negativo em US$ 472 milhões, segundo o Banco Central.

IBOV...após 20/06...pode reagir, acompanhando DJI...mas continua em tendência de queda.


O Ibovespa abriu em 66.584 pontos foi até a máxima do dia em 66.610 pontos, mas com os índices futuros em queda, refluiu continuadamente, até buscar suporte em 64.602 pontos (mínima do dia). Depois, com a leve reação de DJI, tentou esboçar recuperação até os 64.800 pontos, mas acabou refluindo (pelos índices futuros) até finalizar em 64.613 pontos (forte queda de 2,97%).

Análise: O Ibovespa manteve-se em baixa, alinhado com DJI. Enquanto DJI não definir um forte suporte, o Ibovespa manterá essa mesma tendência (até encontrar suporte similar). A força dos índices futuros do Ibovespa e dos mercados futuros americanos, deverá sinalizar melhor a direção do pregão no início dessa semana. No curto prazo, ainda em tendência de queda.

Suportes em 64.600, 64.200, 64.000 e 63.400 pontos.
Resistências em 65.200, 66.000, 66.400 e 67.100 pontos.

DJI...após 20/06...perdeu a LTA de 2 anos e ainda apresenta tendência de queda ...


DJI abriu na máxima nos 12.062 pontos e acompanhando os índices futuros em queda, caiu até o suporte da LTA de 2 anos nos 11.890 pontos. A partir daí, esboçou reação até encontrar resistência nos 11.950 pontos. Com a piora dos índices futuros retornou ao suporte na LTA, mas não suportando a forte pressão vendedora perdeu esse suporte vindo buscar nova mínima em 11.818 pontos. A partir daí esboçou leve reação para finalizar em 11.842 pontos (queda de 1,83%).

Análise: DJI perdeu agora o suporte na LTA de 2 anos, estabelecida próxima dos 11.900 pontos. Se não retomar esse suporte, poderá vir buscar no médio prazo, o suporte na LTA de 3 anos, próxima dos 11 mil pontos. A retomada dos 11.900 pontos, poderá dar impulso para se manter novamente no patamar dos 12 mil pontos. No final do pregão apresentou pequena reação, melhorando os indicadores do gráfico de 30 minutos. O gráfico diário contudo, ainda apresenta tendência de queda em seus principais indicadores. A força manifestada pelos índices futuros na abertura, poderá confirmar melhor a tendência de DJI. No curto prazo, enquanto não retomar o patamar dos 12 mil pontos, continua em tendência de queda.

Suportes em 11.820, 11.760, 11.725 e 11.650 pontos.
Resistências imediatas em 11.910(LTA 2 anos), 11.970 e 12.060 pontos.