terça-feira, 12 de agosto de 2008

IBOV...após 12/08..."divergência positiva" nos osciladores de momento sugerem alta...


O Ibovespa abriu nos 54.721 pontos veio buscar suporte em 54.700 pontos e daí esboçou reação positiva para atingir a máxima em 55.355 pontos (+1,16%), onde aguardou pelo desdobramento do desempenho de DJI(em queda) oscilando entre esse limite e o suporte em 54.850 pontos. Nas últimas horas de pregão, percebendo a incapacidade de DJI reverter a queda, o Ibovespa realizou, mais uma vez, vindo buscar nova mínima em 54.325 pontos (- 0,72%), mas em seguida reagiu para finalizar em 54.502 pontos ( - 0,40%).

Análise: O IBOVESPA na primeira metade do pregão descolou de DJI (em queda) e tentou sustentar a alta (principalmente por Vale e Petro) até vislumbrar qual o desfecho de DJI. Com a confirmação da queda de DJI, refluiu de forma controlada até fechar em leve baixa, mantendo ainda mais "sobrevendidos" os indicadores do gráfico de "30 minutos". O "candle" formado no gráfico diário está com aspecto muito próximo de um "martelo invertido", normalmente sinalizador de reversão de tendência. Além disso, os osciladores de momentos do gráfico diário apresentam "divergência positiva" indicando também reversão, no curto prazo. A mínima em 54.325 pontos, parece ter "tocado" o fundo do canal de baixa, insinuando também o início da reversão. Os índices futuros do Ibovespa e dos mercados futuros americanos, antes da abertura, deverão confirmar (ou não) a reversão para a retomada da alta.

Abaixo de 54.500 suportes continuam em: 54.350, 54.200, 53.900 e 53.550 pontos.
Acima de 55.400 pontos resistências em: 56.170, 56.390 e 56.700 pontos.

DJI...após 12/03...queda aliviou indicadores, com possibilidades de alta novamente...


DJI abriu na máxima em 11.781 pontos e a partir daí, "empurrado" pelos mercados futuros refluiu até buscar o suporte em 11.675 pontos. Tentou esboçar reação, mas encontrou por diversas vezes resistência nos 11.730 pontos, sem conseguir rompê-la. Nas duas últimas horas de pregão cedeu novamente até vir buscar a mínima em 11.600 pontos (-1,54%%). Reagiu para finalizar logo após, em 11.642 pontos (- 1,19%).

Análise: DJI perdeu o fibo de 38% nos 11.710 pontos. Mas, apesar da boa realização no final do pregão (aliviandos os indicadores que se encontravam bastante "esticados") ainda conseguir se manter acima dos 11.600 pontos. Conseguindo romper novamente o patamar dos 11.730 pontos terá como próximos objetivos de alta, 11.800, 11.870, 11.920 e 12.130 pontos. Abaixo dos 11.600 pontos, DJI poderá retornar novamente aos 11.510, 11.470, 11.390 pontos e 11.180 pontos. Exceto o Estocástico, os principais indicadores do gráfico diário sinalizam tendência de queda, mas os osciladores de momentos, no gráfico de "30 minutos" já apresentam "divergência positiva" sinalizando possibilidade de alta, no curto prazo. Os índices futuros dos mercados americanos, antes da abertura, poderão confirmar qual destas, será a principal tendência.

Abaixo de 11.600 suportes em : 11.510, 11.470, 11.390 e 11.180 pontos.
Acima de 11.730 resistências em: 11.800, 11.870, 11.920 e 12.130 pontos.

Mineração e bancos levam Bovespa a 4a queda consecutiva

por Aluísio Alves
12 de Agosto de 2008 18:07

SÃO PAULO (Reuters) - O mau desempenho de ações dos setores financeiro e de siderurgia se sobrepôs ao efeito positivo da Petrobras na Bolsa de Valores de São Paulo, que emendou a quarta queda seguida.
O Ibovespa caiu 0,4 por cento nesta terça-feira, para 54.502 pontos, atingindo nova mínima desde janeiro.
Numa sessão de volatilidade, intensificada pela proximidade dos vencimentos de contratos futuros, o giro financeiro na bolsa somou 5,19 bilhões de reais.
Segundo profissionais do mercado, mesmo com a recuperação dos preços de commodities metálicas no mercado internacional, os investidores passaram a temer que a queda recente desses produtos leve as empresas do setor a ter que renegociar preços com seus clientes, atingindo negativamente as receitas.
Diante disso, o setor teve outro dia no vermelho. As ações preferenciais da Gerdau Metalúrgica puxaram a fila de perdas, caindo 3,6 por cento, a 37,60 reais. As preferenciais da Usiminas cederam 3,04 por cento, para 55,90 reais. Em outra frente, o setor financeiro doméstico foi contaminado pelo pessimismo de Wall Street com grandes bancos dos Estados Unidos, diante da notícia de que o JP Morgan registrou mais 1,5 bilhão de dólares em perdas, devido à crise de crédito no país.
O mais penalizado do segmento na Bovespa foi o Banco do Brasil, que recuou 3,4 por cento, para 21,80 reais.
O contraponto veio da Petrobras, que recebeu unânime aprovação de analistas aos seus resultados do segundo trimestre, acima das previsões.

SETOR ELÉTRICO
Bancos e corretoras reforçaram a recomendação de compra para as ações preferenciais da companhia, que subiram 1,1 por cento, a 33,07 reais.
Desta vez, até o mercado de petróleo, que costuma referenciar os negócios com essas ações, ficou em segundo plano. O barril da commodity caiu para 113 dólares em Nova York, encontrando novas mínimas desde maio.
"O balanço foi o fiel da balança para as ações", disse Luiz Roberto Monteiro, assessor de investimentos da corretora Souza Barbos.
O setor elétrico teve um dia de recuperação. As ações preferenciais da Cesp deram um salto de 6,4 por cento, a 27,65 reais, seguidas pelas preferenciais da Eletropaulo, com alta de 3,0 por cento, a 34,00 reais.
Em relatório, o Unibanco considerou que o setor foi excessivamente atingido por realização de lucros e recomendou compra.
"Na nossa opinião, essas ações estão prontas para uma reação rápida", escreveu o analista Marcos Severine.

Bolsas de NY encerram em baixa com setor bancário

por Renato Martins da Agência Estado
12.08.2008 18h37

O mercado norte-americano de ações fechou em queda, depois de dois pregões consecutivos de altas. O comportamento do mercado foi determinado pelo desempenho das ações do setor financeiro, que caíram depois de o banco JPMorgan Chase anunciar uma baixa contábil de US$ 1,5 bilhão no trimestre, relacionada a perdas com títulos lastreados em hipotecas e créditos. O banco também disse que as condições para negócios "se deterioraram substancialmente".
Além disso, vários analistas disseram que as quedas nos mercados de ações de todo o mundo deverão afetar o resultado do Goldman Sachs, já que ele tem uma das maiores exposições aos mercados de ações. "O fato de os índices dos mercados globais de ações estarem todos em queda de dois dígitos terá um efeito significativo nos lucros da companhia", disse a influente analista Meredith Whitney, da Oppenheimer. "Meredith Whitney pôs um freio no mercado hoje, ao rebaixar suas estimativas sobre o Goldman Sachs. Os operadores vinham correndo para as ações das companhias financeiras que vinham sendo capazes de evitar essa crise, e isso joga uma trava naquele processo", comentou Dave Rovelli, da Canaccord Adams.
As ações do Goldman Sachs caíram 6,01% e as do JPMorgan Chase perderam 9,48%. As do Wachovia caíram 12,14%, depois de o banco revisar para cima seu prejuízo do segundo trimestre; as do Morgan Stanley, cuja nota (rating) de risco de crédito havia sido rebaixada ontem pela agência de classificação de risco Moody's, recuaram 6,37%. As do Zions Bancorp, que adiou seu programa de recompra de ações, perderam 14,33%. Outras instituições que sofreram quedas fortes foram Lehman Brothers (-12,09%), UBS (-6,41%, após divulgação de resultados), Citigroup (-6,46%) e Bank of America (-6,74%). As ações da agência de crédito hipotecário Freddie Mac caíram 4,11%, depois de ela anunciar que não vai mais comprar hipotecas lastreadas em propriedades imobiliárias localizadas no Estado de Nova York.
Em reação à nova queda dos preços do petróleo, as ações da ExxonMobil caíram 1,64% e as da General Motors subiram 3,16%. No setor de consumo, as ações da McDonald's caíram 3,05%, após rebaixamento de recomendação pelo UBS.
O índice Dow Jones fechou em queda de 1,19%, em 11.642,47 pontos. O Nasdaq encerrou em baixa de 0,38%, em 2.430,61 pontos. O S&P-500 caiu 1,21%, para 1.289,59 pontos. O NYSE Composite recuou 1,11%, para 8.398,71 pontos. As informações são da Dow Jones.

segunda-feira, 11 de agosto de 2008

IBOV...após 11/08...ainda em tendência de baixa...mas pode reverter...


O Ibovespa abriu nos 56.589 pontos foi até a máxima em 56.973 pontos e daí refluiu com bastante intensidade até encontrar suporte em 55.500 pontos. Tentou esboçar reação, mas encontrou resistência novamente em 55.720 pontos. A partir daí, refluiu com força, até a mínima em 54.569 pontos ( -3,56%). Finalizou em 54.720 pontos ( -3,29%).

Análise: O IBOVESPA (descolado de DJI), em seu canal de baixa, deu sequência à realização iniciada nos pregões anteriores. Desta vez, a forte baixa fez com que os principais indicadores no gráfico diário e no de "30 minutos" passassem a sinalizar queda. A sequência de baixas, deixou os principais indicadores do Ibovespa bastante sobrevendidos. Se forem atingidos os objetivos de queda neste pregão, poderá ocorrer a reversão de tendência. Conseguindo retomar os 55.500 pontos e rompendo novamente 55.720 pontos, os objetivos de alta serão 56.430 pontos e depois 56.700 pontos. Abaixo dos 54.500 pontos, os objetivos de queda serão 54.350, 54.200, 53.900 e 53.650 pontos. Os índices futuros do Ibovespa e dos mercados futuros americanos, antes da abertura, deverão confirmar (ou não) essa tendência.

Abaixo de 54.500 suportes em: 54.350, 54.200, 53.900 e 53.650 pontos.
Acima de 55.500 pontos resistências em: 55.720, 56.430 e 56.700 pontos.

DJI...após 11/08..."divergência negativa" no oscilador de momentos sinaliza queda no curto prazo...


DJI abriu em 11.729 pontos e na primeira meia-hora de pregão, refluiu até buscar suporte em 11.676 pontos (mínima do dia). A partir daí, retomou a tendência de alta, até alcançar o patamar dos 11.800 pontos, atingindo nova máxima em 11.866 pontos (+1,12%). Nas últimas 2 horas de pregão, realizou até buscar novo suporte nos 11.720 pontos. Reagiu para finalizar logo após em 11.782 pontos ( + 0,41%).

Análise: Apesar da rápida realização no final do pregão, DJI ainda se manteve acima dos 11.710 pontos (fibo de 38,2%), mantendo ainda como próximos objetivos, em seu "sub-canal" de alta, 11.920 e 12.030 pontos. Abaixo dos 11.690 pontos, DJI deverá retornar novamente aos 11.600 pontos e na perda deste suporte seus objetivos retornarão para 11.510, 11.390 pontos e novamente 11.360 pontos. Os principais indicadores do gráfico diário se encontram "sobrecomprados" e o oscilador de momentos já apresenta "divergência negativa" sinalizando tendência de queda, no curto prazo. Dos principais indicadores do gráfico de "30 minutos", o IFR e o oscilador de momentos ainda sinalizam alta, enquanto o Estocástico e o CCI/Ma cruzamento sinalizam queda. Os índices futuros dos mercados americanos, antes da abertura, poderão confirmar (ou não) a principal tendência.

Abaixo de 11.690 suportes em : 11.600, 11.510, 11.450, 11.390 e 11.360 pontos.
Acima de 11.800 resistências em: 11.830, 11.866, 11.920 e 12.030 pontos.

Preços e vendas maiores dão lucro recorde à Petrobras

por Denise Luna
11 de Agosto de 2008 20:13

RIO DE JANEIRO (Reuters) - Maiores preços e vendas garantiram à Petrobras um lucro recorde de 8,78 bilhões de reais no segundo trimestre, uma alta de 29 por cento em relação ao resultado registrado há um ano (6,8 bilhões de reais).
"O lucro recorde é fruto de preços maiores, de uma produção maior e redução nos custo operacionais", explicou a jornalistas o diretor financeiro da Petrobras, Almir Barbassa.
O resultado ficou acima da previsão média de seis analistas ouvidos pela Reuters, que apontava lucro de 7,982 bilhões de reais, alta de 18 por cento contra 2007.
Além do elevado preço do petróleo no mercado internacional, a estatal reajustou o preço da gasolina e do diesel em maio de 2008, o que ajudou nos ganhos.
Segundo Barbassa, se o petróleo atingir o patamar de 110 dólares o barril, os preços praticados pela empresa se equiparam aos do mercado internacional.
"O nosso preço médio de realização cresceu, mas o Brent cresceu também, agora o preço médio do petróleo parece que está se acomodando", avaliou.
A diferença de preço entre o pesado petróleo nacional e o Brent também foi reduzida, segundo Barbassa, de um desconto de 18 por cento desfavorável ao petróleo brasileiro no segundo trimestre de 2007 para um desconto de 12 por cento no mesmo período deste ano.
A empresa teve também que aumentar as importações de diesel, devido ao crescimento da demanda interna, o que elevou as importações no segundo trimestre em 7 por cento em relação há um ano. As exportações subiram 13 por cento, decorrendo em um saldo líquido de 25 mil barris diários de petróleo e derivados.

PRODUÇÃO ASCENDENTE
A produção da companhia subiu 4 por cento no segundo trimestre e deve continuar em uma rampa ascendente, segundo Barbassa, com a entrada em operação de plataformas de produção no segundo semestre e a chegada ao pico de plataformas instaladas este ano e no ano passado.
"Ainda temos espaços nas plataformas instaladas e mais três vão entrar no segundo semestre", disse o executivo, prevendo mais 460 mil b\d com a entrada das unidades.
Estão previstas para entrar no final do ano as plataformas P-51, no módulo 2 de Marlim Sul, com capacidade para 180 mil barris diários; a P-53, em Marlim Leste, também com 180 mil b\d; e a Cidade Niterói, também Marlim Leste, com 100 mil b\d. As plataformas P-52 e P-54, instaladas entre 2007 e 2008, vão atingir o pico no final deste ano e produziram no primeiro semestre 80 e 52 mil b\d, respectivamente, informou Barbassa.
"Mas alguns campos maduros tiveram redução de 162 mil b\d, o que deu um adicional de 40 mil b\d no segundo semestre", ressaltou.
As despesas financeiras líquidas subiram 59 por cento, para 1,802 bilhão de reais no segundo trimestre, impulsionadas, segundo Barbassa, pela valorização do real da ordem de 9 por cento no período, enquanto as despesas operacionais subiram 1 por cento, para 5,7 bilhões de reais.
No semestre, entretanto, as despesas operacionais tiveram redução de 6 por cento.
"A empresa se dedicou a combater custos, mas também foi beneficiada na linha operacional pela não ocorrência do acordo com a Petros que ocorreu no primeiro semestre de 2007", disse Barbasa sobre o acerto de 1,1 bilhão de reais com o fundo de pensão da companhia.
A Petrobras terminou o semestre dom 11 bilhões de reais em caixa e não tem no curto prazo planos de alavancar seu endividamento, que era de 19 por cento sobre o capital líquido em junho.
"Era uma meta nossa (aumentar a alavancagem), mas o mercado não se apresentou adequado, e como estamos com caixa, não precisa buscar o mercado no momento", afirmou.
Segundo Barbassa, a meta da companhia é ter um endividamento da ordem de 35 por cento.
O lucro antes de juros, impostos e amortizações (Ebitda) ficou em 18,13 bilhões de reais, contra os 14,2 bilhões de reais registrados no mesmo período do ano passado.
Na comparação semestral, o crescimento do lucro líquido foi de 44 por cento, para o recorde de 15,7 bilhões de reais. O Ebitda no semestre foi de 32 bilhões de reais, aumento de 27 por cento ante os 25,2 bilhões de reais registrados no mesmo período de 2007.

Busca por liquidez se espalha e Bovespa desaba 3,3%

por Aluísio Alves
11 de Agosto de 2008 18:07

SÃO PAULO (Reuters) - A crescente busca por liquidez patrocinou mais uma saraivada de ordens de venda de ações na Bolsa de Valores de São Paulo, que fechou a segunda-feira no pior patamar em quase sete meses.
O Ibovespa, que chegou a esboçar alta na abertura, tombou 3,29 por cento, para 54.720 pontos, emendando a terceira queda seguida e ampliando para 8,0 por cento a perda em agosto.O giro financeiro na bolsa foi de 4,89 bilhões de reais.
De acordo com profissionais do mercado, o temor de menor crescimento do Brasil e de desempenho mais fraco do real frente ao dólar, que já vinha ditando um desmonte de posições por parte dos estrangeiros, começou a se espalhar para outras classes de investidores. O dólar subiu pela sexta sessão seguida frente ao real.
"Muitos estão dando ordens de venda para limitar perdas, e migrando para a renda fixa", disse o superintendente da Banif Corretora, Raffi Dokuzian.
Como são as de maior liquidez, as ações ligadas a commodities foram as mais alvejadas pelas vendas. O movimento foi facilitado por novas quedas nos preços de metais e do petróleo.
As preferenciais da Vale perderam 4,4 por cento, valendo 34,61 reais. As preferenciais da Gerdau Metalúrgica foram ainda mais longe, caindo 5,3 por cento, a 39,0 reais.
As preferenciais da Petrobras cederam 2,5 por cento, a 32,70 reais, antes de a companhia divulgar lucro recorde de 8,78 bilhões de reais no segundo trimestre.
Apesar do péssimo desempenho, as ações de commodities explicaram apenas parcialmente o comportamento do índice. Das 66 ações que compõem o Ibovespa, 62 fecharam no vermelho, mesmo com a influência externa positiva.
Em Wall Street, o índice Dow Jones subiu 0,41 por cento diante da expectativa de menor pressão inflacionária com os altos preços do petróleo.
Os investidores da Bovespa também fizeram pouco caso do relatório divulgado pela Moody's, no qual colocou os ratings de dez companhias domésticas do setor elétrico em avaliação para possível melhora, citando avanços no ambiente regulatório.
As ações de elétricas, inclusive, apareceram entre os destaques negativos. As preferenciais da Cesp tiveram o pior desempenho do índice, desabando 9,6 por cento, para 25,98 reais.
De acordo com Dokuzian, o movimento foi potencializado pela proximidade do exercício dos contratos de opções, que costumam ampliar a volatilidade dos negócios.
Na quarta-feira, vence o prazo para exercício dos contratos de opções sobre Ibovespa na Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F). Na próxima segunda-feira será a vez das opções sobre ações.

Dow Jones fecha no nível mais alto desde 25 de junho

por Renato Martins da Agência Estado
11.08.2008 18h26

O mercado norte-americano de ações fechou em alta pelo segundo dia consecutivo, com os índices Dow Jones e S&P-500 chegando ao fim do dia nos maiores níveis desde 25 de junho. Assim como na sexta-feira, o mercado reagiu à alta do dólar e à queda dos preços do petróleo e de outras matérias-primas (commodities). As ações do setor de tecnologia e as ligadas ao consumo estavam entre as que mais subiram, enquanto as de petróleo e commodities caíram.
"A tese em que a alta do dólar se baseia é a de que os Estados Unidos, mais do que qualquer outro país, do ponto de vista de um banco central, reagiram muito mais agressivamente à crise. O sentimento é o de que nós estamos adiante da curva e que quando houver uma recuperação, os EUA vão liderá-la", comentou Steve Sachs, chefe de operações da Rydex Investments.
Ainda assim, alguns participantes do mercado manifestaram dúvidas sobre como as bolsas de valores vão se comportar sem o impulso de uma queda dos preços do petróleo. "Quando o preço do petróleo começou a cair, eu disse que ele chegaria a US$ 200, via US$ 80. E eu mantenho essa posição", disse o estrategista Phil Roth, da Miller Tabak.
Entre as ações de tecnologia, as da Amazon.com subiram 9,41%, depois de analistas do Citigroup preverem um crescimento forte nas vendas do livro eletrônico Kindle, comercializado pela empresa; as da Apple avançaram 2,37%, depois de a empresa anunciar a marca de 3 milhões de aparelhos iPhone vendidos. No setor de telecomunicações, as ações da Verizon subiram 2,05%, em reação ao anúncio de um acordo salarial entre a empresa e os sindicatos que representam 65 mil de seus funcionários.
No setor de consumo, as ações da Home Depot subiram 4,32% e as da Wal-Mart avançaram 1,21%. As da general Motors subiram 7,28%, depois de seu executivo-chefe, Rick Wagoner, dizer que a crise, em grande parte, "ficou para trás". Entre as ações de petróleo e commodities, as da Alcoa caíram 1,67% e as da ExxonMobil recuaram 0,71%. No setor financeiro, as ações do Morgan Stanley subiram 0,78%; depois do fechamento do mercado, a agência de classificação de risco Moody's rebaixou a nota (rating) de longo prazo do Morgan Stanley. As ações da AIG caíram 1,61%, após rebaixamento de recomendação pelo Goldman Sachs.
O índice Dow Jones fechou em alta de 0,41%, em 11.782,35 pontos. O Nasdaq avançou 1,07%, para 2.439,95 pontos. O S&P-500 subiu 0,69% e encerrou com 1.305,32 pontos. O NYSE Composite ganhou 0,39%, para 8.492,94 pontos. As informações são da Dow Jones.

IBOV...após 08/08...indefinição por divergências de tendências ...


O Ibovespa abriu nos 57.017 pontos e na primeira meia-hora de pregão veio buscar suporte no patamar dos 56.400 pontos. Na hora e meia seguinte, esboçou recuperação até encontrar resistência na máxima em 57.146 pontos (+ 0,22%). A partir daí, mesmo com a forte recuperação de DJI, foi refluindo até atingir a mínima em 56.151 pontos. Na última meia hora de pregão, reagiu novamente, sintonizado com a reação de DJI, para finalizar em 56.584 pontos ( -0,76%).

Análise: O IBOVESPA está tentando construir um "sub-canal" de alta, com objetivos imediatos em 58 mil pontos e a partir daí ao próximo objetivo, em 59 mil pontos. O baixo volume verificado no último pregão da semana (contraditoriamente à forte alta de DJI) pode ser um indicador de desapontamento do mercado em relação à queda das principais commodities afetando VALE e Petro (que divulgará pós-pregão seus resultados), com reflexos de perdas no setor siderúrgico capitaneado por CSN, Usiminas e Gerdau. A recuperação de mais de 400 pontos, na última meia-hora de pregão, fez com que os principais indicadores do gráfico de "30 minutos" passassem a sinalizar tendência de alta. Porém, no gráfico diário, enquanto o estocástico sinaliza alta, o IFR e o CCI/Ma cruzamento mantém-se em tendência de queda, confirmada também, nos "osciladores de momentos". Os índices futuros do Ibovespa e dos mercados futuros americanos, antes da abertura, deverão confirmar a principal tendência.

Abaixo de 56.150 suportes em: 56.000, 55.500, 55.150 e 54.460 pontos.
Acima de 57.150 pontos resistências em: 57.845, 57.940, 58.140 e 58.740 pontos.

DJI...após 08/08...divergências de tendências após a forte alta...


DJI abriu em 11.432 pontos e na primeira meia-hora de pregão, refluiu com força até buscar suporte em 11.389 pontos (mínima do dia). A partir daí, iniciou forte recuperação, até alcançar novamente o patamar dos 11.600 pontos, ainda na primeira metade do pregão. Nas últimas horas de pregão, reconquistou o patamar dos 11.700 pontos vindo buscar a máxima do dia em 11.759 (+ 2,87%). Finalizou logo após em 11.734 pontos ( + 2,65%).

Análise: Contrariando a tendência demonstrada no pregão anterior, quando chegou a cair 2%, desta vez DJI não só recuperou o território perdido, como avançou até o patamar dos 11.700 pontos. Mantendo-se acima dos 11.710 pontos (fibo de 38,2%) tenderá a superar a resistência em 11.810 pontos, tendo como próximos objetivos, 11.920 e 12.030 pontos. Abaixo do suporte dos 11.600 pontos DJI poderá retornar novamente com objetivos primeiramente, em 11.450 pontos e depois no suporte em 11.360 pontos. Os principais indicadores do gráfico diário voltaram a apontar tendência de alta, mas os indicadores do gráfico de "30 minutos" já bem sobrecomprados, passaram a sinalizar tendência de queda, no curto prazo. Os índices futuros dos mercados americanos, antes da abertura, poderão definir a principal tendência.

Abaixo de 11.600 suportes em : 11.490, 11.450, 11.390 e 11.360 pontos.
Acima de 11.710 resistências em: 11.760, 11.810, 11.920 e 12.030 pontos.

domingo, 10 de agosto de 2008

IBOV...perspectivas para a semana de 11 a 15/08.


Como já sugeriam os indicadores gráficos na semana anterior, o Ibovespa deu sequência à realização iniciada anteriormente. A mínima semanal ocorreu na sexta em 56.150 pontos e o fechamento da semana em 56.584 pontos.

Os indicadores do gráfico semanal apesar de apontarem para a continuidade da queda, se encontram bem sobrevendidos e com baixo volume, sugerindo possibilidades de alguma recuperação nessa semana.

O "candle" do gráfico semanal se assemelha a um "martelo" que pode estar indicando alguma possibilidade de reversão.

Destaques da agenda econômica da semana:divulgação dos resultados trimestrais da Petrobrás, pós pregão na segunda; pesquisa mensal de empregos e salários, na manhã da segunda e a divulgação do IPC da FIPE, na manhã da terça.

DJI...perspectivas para a semana de 11 a 15/08.


Contrariando os prognósticos da semana anterior, o tom mais ameno, na divulgação da manutenção das taxas de juros em 2% pelo FOMC, a persistência na queda dos preços do petróleo e de outras commodities deram novo ânimo a DJI, que agora está tentando construir um canal de alta que o leve novamente aos 12 mil pontos.

DJI rompeu na última sexta o fibo de 38,2% em 11.710 pontos e deve tentar manter esse suporte no curto prazo se tiver disposição para romper novamente o fibo de 61,8%em 12.250 pontos.

Essa segunda semana de agosto promete muita volatilidade ao mercado, por conta de importantes indicadores que serão divulgados, como índices de desempenho industrial, índices de inflação e de sentimento de mercado, além do nível de estoques de petróleo e alguns resultados corporativos, a serem divulgados.

Os indicadores do gráfico semanal se mostram em tendência de alta, enquanto o gráfico diário (já sobrecomprado) mostra possibilidade de eventual realização no curto prazo.

sexta-feira, 8 de agosto de 2008

Com menor giro em 5 semanas, Bovespa destoa de NY e recua

por Aluísio Alves
08 de Agosto de 2008 18:03

SÃO PAULO (Reuters) - Numa sessão volátil e de baixo giro financeiro, a pressão das perdas das ações ligadas a commodities se sobrepôs à influência positiva de Wall Street, levando a Bolsa de Valores de São Paulo a fechar no vermelho.
O Ibovespa passou boa parte do dia oscilando em torno da estabilidade, antes de fechar em queda de 0,76 por cento, aos 56.584 pontos, sob o peso da queda das ações das blue chips Petrobras e Vale. O giro financeiro, de 3,99 bilhões, foi o menor em 5 semanas.
Segundo Álvaro Bandeira, diretor da corretora Ágora, a queda nas cotações de commodities internacionais, que empurrou os índices de Wall Street para altas superiores a 2 por cento, ao mesmo tempo em que castigou os papéis mais líquidos do mercado acionário doméstico, mascarou o efeito de notícias corporativas positivas de empresas brasileiras.
"Neste momento, os investidores estão sendo guiados mais pela necessidade de ter liquidez", disse.
O recuo do petróleo para a faixa dos 115 dólares o barril foi a bússola para os negócios com as ações preferenciais da Petrobras, as mais importantes do índice, que caíram 0,9 por cento, a 33,55 reais.
Assim, os anúncios de que a companhia comprou a participação da ExxonMobil na Esso Chile por 400 milhões de dólares e que descobriu uma nova reserva de óleo leve na Bacia de Santos ficaram em segundo plano.
Também seguindo o mau momento internacional das mineradoras, as ações preferenciais da Vale caíram 1,5 por cento, valendo 36,20 reais. No mesmo rumo foram as siderúrgicas lideradas pelos papéis preferenciais da Gerdau Metalúrgica, que perderam 4,2 por cento, para 41,20 reais.
A coluna de perdas, no entanto, teve a liderança das ações preferenciais da Transmissão Paulista, com uma derrapada de 5,4 por cento, a 52,20 reais. A companhia reportou números abaixo das expectativas do segundo trimestre e teve a recomendação para suas ações reduzido de compra para manter pelo Unibanco.
Outra que desagradou o mercado com o balanço trimestral foi a Lojas Americanas, cujas ações preferenciais despencaram 4,7 por cento, para 11,15 reais.
Na parte de baixo da gangorra das cotações, o petróleo ajudou empresas cujos custos são afetados pelos preços dos combustíveis, sobretudo as aéreas. À frente, as preferenciais da Gol se recuperaram parcialmente de um tombo de 15 por cento na quinta-feira, subindo 5,1 por cento, para 16,77 reais.

Bolsa de NY tem na semana maior alta desde abril

por Renato Martins da Agência Estado
08.08.2008 18h10

O mercado norte-americano de ações fechou em alta forte, em reação à alta do dólar e à nova queda dos preços do petróleo e de outras matérias-primas (commodities). "Os preços da energia foram duramente atingidos pela alta do dólar e isso permitiu que as ações que estavam deprimidas encontrassem compradores", comentou Richard Parker, do Stanford Group. Com isso, os índices Dow Jones, Nasdaq e S&P-400 tiveram nesta semana suas maiores altas acumuladas desde o período entre 14 e 18 de abril.
Das 30 componentes do Dow Jones, 28 ações fecharam em alta (as exceções foram Alcoa, que caiu 0,13%, e IBM, que recuou 0,19%). Os destaques positivos foram ações de empresas da área de consumo, como Home Depot (+7,72%) e McDonald's (+6,16%). Ações do setor industrial também tiveram altas fortes, entre elas Boeing (+4,90%), DuPont (+4,50%) e 3M (+3,23%). Entre as ações que caíram, o destaque foi a agência de crédito hipotecário Fannie Mae (-9,05%), que divulgou o resultado do segundo trimestre pela manhã. Entre as empresas de serviços de exploração de petróleo, as da Schlumberger caíram 3,64% e as da Halliburton recuaram 2,99%.
O índice Dow Jones fechou em alta de 2,65%, em 11.734,32 pontos. O Nasdaq encerrou o dia com ganho de 2,48%, em 2.414,10 pontos. O S&P-500 subiu 2,39%, para 1.296,32 pontos. O NYSE Composite avançou 1,46%, para 8,460,32 pontos. Na semana, o Dow Jones acumulou uma alta de 3,60%, o Nasdaq, um ganho de 4,46% e o S&P-500, um avanço de 2,86%. As informações são da Dow Jones.

quinta-feira, 7 de agosto de 2008

IBOV...após 07/08...tendência de queda novamente...


O Ibovespa abriu nos 57.546 pontos e na primeira meia-hora de pregão foi buscar a máxima em 57.941 pontos (+ 0,69%), empurrado pelas boas aberturas de Vale e Petro. Sintonizado com a forte queda na abertura por DJI, refluiu rapidamente até encontrar suporte na mínima do dia em 56.960 pontos. A partir daí foi em busca do suporte perdido nos 57.500 pontos, até retomá-lo nas últimas horas de pregão, chegando até os 57.800 pontos. Na última hora de pregão, novamente sintonizado com DJI, refluiu também com força, para finalizar muito próximo da mínima anterior, em 57.017 pontos ( -0,91%).

Análise: A retomada do suporte em 57.500 poderia levar o IBOV novamente aos 58 mil pontos e a partir daí ao próximo objetivo, em 59 mil pontos. Porém, a confirmação da perda dos 57 mil pontos, levará o IBOV a testar novamente os 56 mil pontos e abrir caminho para o objetivo dos 53 mil pontos. A forte queda de quase 800 pontos, na última hora de pregão, fez com que todos indicadores do gráfico de "30 minutos" mantivessem a tendência de queda. No gráfico diário, alguns dos principais indicadores como o Estocástico e o CCI/Ma cruzamento ainda sinalizam alta, mas o "oscilador de momentos" já apresenta "divergência baixista" de curto prazo. Os índices futuros do Ibovespa e dos mercados futuros americanos, antes da abertura, deverão confirmar (ou não) a continuidade dessa tendência.

Abaixo de 56.900 suportes em: 55.900, 55.366 e 52.800 pontos.
Acima de 57.500 pontos resistências em: 57.800, 58.100, 58.580 e 59.000 pontos.

DJI...após 07/08...acentuou a tendência de queda...


DJI abriu em 11655 pontos (máxima do dia) e já na primeira hora de pregão, refluiu com força até buscar suporte em 11.490 pontos (-1,42%). A partir daí tentou esboçar recuperação, até alcançar o patamar dos 11.585 pontos, sem conseguir romper essa resistência, ficando oscilando nesse intervalo, até o final da primeira metade do pregão. Na segunda metade, não mais coneguindo suportar a pressão vendedora, retomou o processo de queda até encontrar suporte na mínima em 11.417 pontos. Melhorou levemente até fechar em 11.431 pontos (-1,93%).

Análise: Como previsto pela "divergência de baixa" apontada nos osciladores de momento, DJI não conseguiu sustentar as fortes altas recentes e refluiu com força chegando a cair 2% na mínima do dia. A não recuperação do patamar dos 11.585 pontos e a eventual perda do patamar dos 11.400 pontos, levará DJI ao objetivo dos 11.360 pontos ("Bearish zone")trazendo fortes temores novamente, ao retorno de DJI abaixo dos 11 mil pontos. Os principais indicadores do gráfico diário e do gráfico de "30 minutos" passaram a sinalizar tendência de queda. Os índices futuros dos mercados americanos, antes da abertura, poderão confirmar (ou não) essa tendência.

Abaixo de 11.417 suportes em : 11.360, 11.300, 11.270, 11.222 e 11.150 pontos.
Acima de 11.490 resistências em: 11.583, 11.683, 11.810 e 11.950 pontos.

NY e notícias corporativas ruins fazem Bovespa cair 0,9%

por Aluísio Alves
07 de Agosto de 2008 18:10

SÃO PAULO (Reuters) - Em sessão volátil, a Bolsa de Valores de São Paulo sucumbiu à combinação do panorama externo negativo com notícias ruins de empresas domésticas e fechou no vermelho, após duas altas seguidas.
O Ibovespa, principal índice da bolsa paulista, caiu 0,91 por cento, aos 57.017 pontos. O volume negociado somou 4,46 bilhões de reais.
Praticamente sozinhas, as blue chips Petrobras e Vale protegeram o Ibovespa de quedas mais pronunciadas. Empurradas pela recuperação no petróleo, cujo barril retomou a marca dos 120 dólares, as ações preferenciais da Petrobras subiram 1,7 por cento, a 33,86 reais.
A Vale agradou com os resultados do segundo trimestre, com aumento do lucro em dólar, garantindo uma boa valorização das ações durante a maior parte do dia. No final, os papéis perderam fôlego, mas ainda assim as preferenciais fecharam com alta de 0,1 por cento, para 36,75 reais.
"Mas, conforme o dia foi passando, o conjunto do mercado pesou mais", disse Pedro Galdi, analista da SLW corretora.
Em Wall Street, dados mostrando aumento do desemprego nos Estados Unidos, vendas mais fracas do Wall Mart em julho e um prejuízo de 5 bilhões de dólares da seguradora AIG empurraram o índice Dow Jones para uma queda de 1,93 por cento.
Além disso, o dia foi pródigo em notícias ruins no ambiente corporativo doméstico. Entre elas esteve a Gol, que anunciou uma redução no seu plano de frota para os próximos dois anos, para fazer frente à forte alta dos preços dos combustíveis.
As ações preferenciais da companhia aérea desabaram 13,9 por cento, a 15,96 reais. Para completar o mau dia, a empresa ainda teve o rating cortado pela Moody's, que ainda anunciou a possibilidade de novos reduções na nota de crédito.
Outro destaque negativo foi a TIM Participações, cujas ações preferenciais mergulharam 6 por cento, para 3,76 reais. Não era para menos. A operadora de telefonia celular reportou prejuízo no segundo trimestre, reduziu as estimativas de expansão da receita líquida e da margem de lucro para 2008.
Outro que desagradou o mercado com os resultados trimestrais foi o Unibanco. A instituição teve lucro 10 por cento menor do que no segundo trimestre de 2007, expandiu menos que seus concorrentes a carteira de crédito, estagnou a receita com prestação de serviços e piorou a margem financeira.
Resultado: as units do banco perderam 3,46 por cento, a 20,36 reais.

Bolsa de NY fecha em forte queda após prejuízo da AIG

por Suzi Katzumata da Agência Estado
07.08.2008 18h35

O prejuízo da gigante do setor de seguros American International Group (AIG), divulgado ontem à noite, colocou um abrupto fim à recuperação das ações do setor bancário nas Bolsas de Nova York e levou a uma queda de mais de quase 2% no índice Dow Jones, que, assim, praticamente apagou quase todos os ganhos da semana.
A AIG e a gigante do setor de varejo Wal-Mart Stores - também componente do índice Dow Jones - lembraram os investidores da forte dependência das companhias americanas dos consumidores e como o consumo está reprimido pela debilidade dos mercados de moradia e mão-de-obra. O número de americanos que entrou com pedido de auxílio-desemprego na semana passada cresceu para o maior nível em seis anos, de acordo com relatório do Departamento de Trabalho.
As ações da AIG despencaram 18,05%, a maior queda em termos porcentuais desde maio de 1981, após anunciar um prejuízo de US$ 5,36 bilhões no segundo trimestre deste ano, resultante principalmente de baixas contábeis relacionadas a hipotecas. O desempenho veio bem pior do que o mercado esperava e representa o terceiro trimestre consecutivo de prejuízos bilionários para o grupo, um sinal de que os problemas continuam para as companhias que detêm títulos atrelados à crise do mercado imobiliário.
O resultado da AIG pressionou as ações das agências hipotecárias Freddie Mac (-9,24%) e Fannie Mae (-14,22%). Entre outras notícias, as ações do Lehman Brothers Holdings caíram 12,91% depois que o New York Post informou que o banco estava tentando levantar capital.
Também pesou sobre o mercado a queda de 6,25% das ações do Wal-Mart, depois de a maior rede de varejo do mundo ter desapontado Wall Street com seu relatório de vendas de julho. O Wal-Mart também chamou a atenção para a cautela dos consumidores após o impulso inicial das restituições de imposto de renda. "Com o fim do estímulo dos cheques, sabemos que os consumidores estão gastando de forma mais cautelosa", disse Eduardo Castro-Wright, chefe de operações do Wal-Mart nos EUA.
O índice Dow Jones caiu 1,93% e fechou com 11.431,43 pontos. O Nasdaq recuou 0,95% e encerrou com 2.355,73 pontos. O S&P-500 caiu 1,79%, para 1.266,07 pontos, enquanto o NYSE Composite fechou em baixa de 1,92%, aos 8.338,40 pontos. As informações são da Dow Jones.

Lucros no Brasil vão para os EUA cobrir prejuízos

por Agência Estado
07.08.2008 07h32

Boa parte do dinheiro estrangeiro que deixou o Brasil nos últimos meses tem sido usada para cobrir os rombos provocados pelo mercado americano de subprime (hipotecas de alto risco). Até agora, a Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) foi a mais prejudicada pela fuga de recursos. Só nos meses de junho e julho a saída de capital externo somou R$ 15 bilhões.
Tudo isso exatamente porque a bolsa paulista teve desempenho excepcional nos últimos anos, o que proporcionou ganhos expressivos a fundos de investimentos e instituições financeiras que administram fortunas de milionários estrangeiros. Mas, com a dificuldade enfrentada especialmente nos Estados Unidos, esses investidores passaram a priorizar a venda de ativos aqui, onde há liquidez, para cobrir perdas lá fora.
Do lado corporativo, os exemplos não são diferentes. No primeiro semestre de 2008, empresas instaladas no Brasil fizeram remessas recordes de lucros e dividendos para as matrizes no exterior. Segundo o Banco Central (BC), o volume de recursos somou US$ 18,99 bilhões no período, quase o dobro do valor de igual período do ano passado. Entre os setores que mais remeteram lucros estão os que enfrentam dificuldades em seus países de origem. É o caso do automotivo e de serviços financeiros, com US$ 2,76 bilhões e US$ 2,40 bilhões, respectivamente