domingo, 17 de agosto de 2008

DJI, semana de 18 a 22/08...rompimentos na LTA ou na LTB serão decisivos...


DJI se manteve nesta última semana no sub-canal de alta secundário, formado pelos topos semanais de agosto.

Deu sequência ao movimento ascendente iniciado no final da semana anterior indo atingir a máxima em 11867 pontos, exatamente em cima da LTB de médio prazo, sem contudo conseguir rompê-la.

Ao refluir desse novo topo, DJI perdeu novamente o fibo de 38,2% em 11.710 pontos e se não conseguir recuperar esse importante suporte pode retornar ao fibo de 23,6% em 11.360 pontos ou até ao fundo em 10.828 pontos.

Ainda que o "Estocástico" e o "CCI/Ma crossover" do gráfico semanal sinalizem tendência de alta, produzido principalmente pelo desempenho do início da semana passada, a reversão desse movimento ascendente intrasemanal produziu no oscilador de momentos, "divergência negativa", sinalizando possibilidade de queda no curto prazo, ainda nesta próxima semana.

Por outro lado, o fechamento do "triângulo simétrico" entre a LTB de médio prazo e a LTA de curto prazo, em intervalo de rompimento muito próximo, 11.750 pontos na LTB e 11.450 pontos na LTA, indica que o desempenho de DJI no início desta próxima semana poderá ser decisivo para a definição da tendência majoritária.

Se DJI romper a LTB nos 11.750 pontos, recupera a tendência do sub-canal de alta, com objetivos em 11.920, 12.000 e 12.160 pontos.

Se DJI perder a LTA nos 11.450 pontos, retomará a tendência principal de queda, com objetivos iniciais em 11.360 , 11.220 e 11.125 pontos.

Essa última alternativa está nos parecendo, por enquanto a mais provável, visto DJI ter procurado mais o fundo desse canal do que seu topo.

sábado, 16 de agosto de 2008

Semana deve ser mais do mesmo, difícil para bolsas e para commodities

por Nathália A. Terra Pereira de InfoMoney
15/08/08 20h30


SÃO PAULO - Há muito que, semana após semana, o ambiente acerca da renda variável internacional permanece dominado pela volatilidade. E não será dessa vez que tal tendência deve ser superada. "Não espero grandes novidades, mas sim um pouco mais do mesmo", prevê José Francisco Gonçalves, economista-chefe do Banco Fator.
Por "um pouco mais do mesmo", entenda aversão ao risco elevada lá fora, muito em função do cenário macroeconômico turbulento, tanto no continente europeu quanto nos EUA. Nesse sentido, o menor fluxo de indicadores previstos para a próxima semana não implica uma menor atenção ao noticiário.
Na visão de Gonçalves, o olhar dos investidores deve estar focado principalmente nos Semana deve ser mais do mesmo, difícil para bolsas e para commodities (Producer Price Index), agendado para a próxima terça-feira. E para o economista, ainda que uma desaceleração da inflação seja constatada, as taxas ainda são historicamente elevadas e podem impactar o andamento dos negócios nas bolsas.
O efeito das commodities
Embora os indicadores sejam seu maior espelho, o enfraquecimento da economia norte-americana - de contágio global - não se manifesta apenas na agenda do dia-a-dia. Afinal, se o maior consumidor de commodities do mundo passa por maus momentos, o mercado de commodities segue no encalço. Desta forma, a disparada habitual dos preços de produtos como petróleo e metais teve forte refluxo nas últimas semanas.
"Mais do mesmo".
Com tal premissa em mente, Gonçalves estende sua visão de que a tendência declinante na cotação do barril de petróleo deve encontrar sequência nos próximos pregões, bem como a onça de ouro e outras commodities metálicas e agrícolas. A leitura é adotada também por Constantin Jancsó, estrategista do Banco Santander.
Se lá fora commodities menos caras são boa notícia, visto que para a maioria das empresas significa menores custos, efeito inverso se configura por aqui, dada a grande exposição do Ibovespa a Petrobras, Vale e siderúrgicas. "O efeito do recuo no preço das commodities é de difícil compreensão no Brasil: ao mesmo tempo que implica menores riscos inflacionários, impacta negativamente o mercado de ações", pondera Gonçalves.
Olho na inflação
Inflação. Esta é outra esfera que os investidores devem avaliar atentamente na próxima semana. Além do já citado PPI no plano externo, por aqui, são muitas as referências em torno do ambiente inflacionário agendadas para as próximas sessões, como novas prévias do IPC-Fipe, IGP-M e IPC-S, bem como os números do IGP-10 e do IPCA-15, ambos referentes ao mês de agosto.
Para Jancsó, a expectativa é de que os índices sigam apontando uma desaceleração da disparada dos preços no País. Entretanto, contrariando uma dedução aparentemente lógica, o estrategista do Santander não vê razão para um otimismo em demasiado. "Os preços dos alimentos podem estar recuando, mas isso não significa muito se não for acompanhado por outros setores e categorias", afirma.
Como exemplo, Jancsó explicita suas projeções para o IPCA-15, que deve registrar no oitavo mês desse ano uma variação de 0,38%. "Comparado com o mês anterior, o resultado é bom por indicar recuo. Mas na base anual ainda é muito alto, principalmente por se dar em agosto, que em tese, é um mês tranqüilo para a inflação", alerta.
Câmbio
Outro mercado que também vem preocupando investidores é o cambial. Acompanhando um movimento de valorização da moeda norte-americana que se dá em pano de fundo global, o dólar comercial acumula em agosto forte acréscimo, que segundo Jancsó, deve ser estendido nos próximos dias. "A alta do real já atingiu seu ponto de inflexão", afirma o estrategista do Santander.
Petrobras
Por fim, outra vez, a premissa do "mais do mesmo" de Gonçalves se aplica ao comportamento a curto prazo dos papéis preferenciais da Petrobras (PETR4). "Embora excessivamente penalizada, a ação da estatal deve seguir em queda, tendo em vista o recuo das commodities e as incertezas em torno da exploração das novas áreas de pré-sal descobertas recentemente", prevê o economista.

Índices de Futuros de Commodities em 15/08


Fonte: Bloomberg

INDEX NAME VALUE CHANGE OPEN HIGH LOW
UBS BLOOMBERG CMCI 1414.04 -22.84 1418.12 1424.23 1403.62 -1,62%
S&P GSCI 699.35 -9.63 700.12 703.56 689.24 -1,38%
RJ/CRB Commodity 382.30 -7.15 389.31 389.45 379.07 -1,87%
Rogers Intl 4724.37 -96.45 4820.66 4820.66 4675.36 -2,04%
Brookshire Intl 512.66 -9.75 513.72 516.24 508.22 -1,9%

sexta-feira, 15 de agosto de 2008

Dow Jones fecha em alta com dólar e baixa do petróleo

por Renato Martins da Agência Estado
15.08.2008 18h13

O mercado norte-americano de ações fechou com os principais índices em direções divergentes, o Dow Jones e o S&P-500 em alta e o Nasdaq em leve baixa. O dia foi marcado por indicadores econômicos mais fortes do que se previa, por nova alta do dólar e por novas quedas dos preços do petróleo e de outras matérias-primas (commodities). Segundo o estrategista Steven Goldman, da Weeden & Co., o movimento recente dos preços das commodities "sugere que um pico foi alcançado; haverá repiques no futuro, mas o enorme movimento de alta que havíamos visto anteriormente está concluído".
As ações do setor de consumo estavam entre as que mais subiram, em especial as das redes do comércio varejista, depois da divulgação dos informes de resultados de três delas no segundo trimestre (Kohl's ganhou 7,29%, Nordstrom avançou 4,37% e Abercrombie & Fitch disparou 8,44%). As da Wal-Mart subiram 2,19% e as da Procter & Gamble avançaram 2,71%.
No setor financeiro, as ações da Ambac Financial subiram 24,56% e as da MBIA avançaram 8,72%, depois de a agência de classificação de risco Standard & Poor's concluir a revisão de suas notas de crédito (ratings) sem rebaixá-las. As do Wachovia recuaram 1,52%, depois de o banco concordar em recomprar US$ 8,5 bilhões em títulos de leilão de taxas (auction-rate securities) para evitar um processo judicial por parte do procurador-geral do Estado de Nova York. As ações do setor de petróleo caíram, em reação à nova baixa dos preços do produto (ExxonMobil recuou 0,49% e Chevron perdeu 2,69%).
O índice Dow Jones fechou em alta de 0,38%, em 11.659,90 pontos. O Nasdaq fechou em baixa de 0,05%, em 2.452,52 pontos. O S&P-500 subiu 0,41%, para 1.298,20 pontos. O NYSE Composite recuou 0,03%, para 8.383,67 pontos. Na semana, o Dow Jones acumulou uma queda de 0,63%, o Nasdaq, uma alta de 1,59% e o S&P-500, um ganho de 0,15%. As informações são da Dow Jones.

Nova queda faz Bovespa ampliar perda no ano para 15%

por Aluísio Alves
15 de Agosto de 2008 18:11

SÃO PAULO (Reuters) - A disseminação da análise de que o mundo está num processo de desaceleração patrocinou mais uma enxurrada de ordens de venda contra ações de empresas domésticas ligadas a matérias-primas, levando a Bolsa de Valores de São Paulo a nova queda.
O Ibovespa, que chegou a testar o menor nível do ano, recuperou-se parcialmente no fim, mas não o suficiente para evitar uma queda de 1,62 por cento, que o conduziu aos 54.244 pontos.
O giro financeiro somou 4,58 bilhões de reais, turbinado pelos 903 milhões de reais da oferta pública de recompra das ações da Telemig Celular pela Vivo .
Individualmente, as blue chips Petrobras e Vale foram as que mais pesaram no índice. A preferencial da petroleira caiu 2,3 por cento, a 32,67 reais, na cola do barril de petróleo, que caiu mais de 1 por cento, para a casa dos 113 dólares.
A preferencial da Vale, por sua vez, também não conseguiu resistir ao péssimo desempenho internacional das mineradoras e perdeu 2,2 por cento, a 35,70 reais.
"Dados de economias desenvolvidas reforçaram a análise de que o mundo está desacelerando, o que provocou nova forte queda das commodities", disse Pedro Galdi, analista da corretora SLW.
O mesmo cenário pesou sobre os papéis das fabricantes de aço. Assim, nem mesmo os convincentes resultados trimestrais da Companhia Siderúrgica Nacional livraram-na de ter um dos piores desempenhos do índice, caindo 3,76 por cento, a 52,15 reais.
Destoando da tendência negativa, Banco do Brasil estrelou avançando 2,25 por cento, para 22,29 reais, um dia depois de a maior instituição financeira do país ter reportado lucro líquido 54 por cento maior no segundo trimestre.
Ultrapar, a melhor do índice, subiu 4,1 por cento, para 59,40 reais, no segundo dia de fortes ganhos após o anúncio da compra dos negócios de distribuição da Texaco no Brasil por 1,16 bilhão de reais.

Ibovespa recua 1,62% hoje e perde 4,13% na semana

por Claudia Violante da Agência Estado
15.08.2008 17h36

Depois da breve recuperação nos dois pregões anteriores, a Bovespa voltou hoje ao comportamento predominante dos últimos tempos: queda. Por causa do recuo do petróleo e de metais, o Ibovespa, principal índice da Bolsa doméstica, passou por um declínio generalizado e voltou a fechar em níveis registrados no início do ano.
O Ibovespa terminou o dia em queda de 1,62%, aos 54.244,0 pontos, menor nível desde 23 de janeiro, quando havia fechado em 54.234,8 pontos. O índice oscilou hoje entre a mínima de 53.831 pontos (-2,37%) e a máxima de 55.307 pontos (+0,30%). Na semana, perdeu 4,13%, no mês, 8,84% e, no ano, acumula queda de 15,09%. O volume totalizou R$ 4,574 bilhões.
O preço do petróleo, que amanheceu em baixa, teve um incentivo da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) para manter-se com o mesmo sinal. Relatório da Opep destacou que a desaceleração econômica vai reduzir a demanda por petróleo, com conseqüente aumento dos estoques. O que significa preços mais baixos.
Os fundos não resolveram esperar para ver se as previsões vão se confirmar e já começaram a se desfazer de commodities (matérias-primas) agrícolas, em especial aquelas ligadas à produção de combustíveis, como milho, soja e açúcar, já que, se os estoques de petróleo subirem, haverá menor demanda, por exemplo, pelo etanol.
Em Nova York, o petróleo caiu 1,08% e fechou em US$ 113,77 por barril. Com os temores de enfraquecimento econômico que cresceram nesta semana ao redor do mundo, o dólar continuou a se valorizar contra o euro, e isso também ajudou a puxar para baixo os preços das outras commodities.
Diante do preço em baixa das matérias-primas, a Bovespa passou por uma queda generalizada nos papéis, liderada por Vale, Petrobras e siderúrgicas. Os bancos também fecharam com sinal negativo. Petrobras ON caiu 2,08%, PN, 2,30%, acumulando perdas de 2,31% e 2,62% na semana, respectivamente. O presidente da Petrobras, José Sérgio Gabrielli, avaliou hoje que a queda do preço do petróleo pode ser passageira e tende a ser revertida. Vale perdeu 1,90% na ON (-0,7% na semana) e 2,22% na PNA (-1,38% na semana).
No mercado acionário americano, o índice Dow Jones terminou o dia em alta de 0,38%, o S&P-500 avançou 0,41% e o Nasdaq recuou 0,05%. Os destaques em Nova York foram as ações de varejistas, que divulgaram balanços favoráveis. Os indicadores conhecidos hoje também não decepcionaram. Por exemplo o índice Empire State, que mede a atividade no setor de manufatura na região de Nova York, que subiu para 2,77 em agosto, de -4,92 em julho.
Na segunda-feira, a agenda norte-americana de indicadores é fraca e, no Brasil, haverá o vencimento de opções sobre ações. Mas o volume deve ser fraco, dado o comportamento recente da Bovespa. As commodities seguem no horizonte.

O Ibovespa (nos 50 mil pontos) na visão de quem é adepto de Fibonacci...


A perda definitiva do suporte em 55 mil pontos (fibo de 61,8%), levará ao próximo objetivo de queda em 53 mil pontos (fibo de 78,6%)....e posteriormente, ao objetivo de queda projetado no suporte em 50.400 pontos (fibo de 100%).

Estaria aí o "fundo do poço"?
-Ainda não dá pra saber, só depois que estiver lá!...e DJI ajudar!...

DOW JONES EM EXEMPLO CLÁSSICO DE MASTRO E BANDEIRA...


Bandeira formada em antagonismo à tendência principal (MASTRO).
Bandeira perde o suporte (11.450 pontos)
Mercado retorna à tendência principal (MASTRO)
O topo da bandeira estabelece o objetivo de fundo do Mastro.
A perda de 10828 pontos poderá levar DJI a 9.789 pontos!...

IBOV...após 14/08...tendência de alta com resistência na LTB...


O Ibovespa abriu na mínima em 54.573 pontos e daí desencadeou forte reação positiva até atingir a máxima em 55.725 pontos (+2,11%), ainda na primeira metade do pregão. A partir daí, aguardando pelo desfecho de DJI também refluiu gradualmente até encontrar novo suporte em 54.760 pontos. Na última hora de pregão, reagiu até os 55.185 pontos, finalizando em 55.138 pontos ( +1,03%).

Análise: O IBOVESPA operou a primeira metade do pregão em forte alta. Na segunda metade, com DJI perdendo sustentação, também refluiu, sinalizando a possibilidade de formar novo "doji" de indefinição. A boa reação no final, produziu um candle no gráfico diário tipo "martelo invertido" sinalizando possibilidade de continuidade da alta. O Ibovespa fechou praticamente em cima da recente LTB secundária, cujo rompimento ocorrerá com abertura acima dos 55.400 pontos. A perda do suporte em 54.855 pontos, poderá levar o Ibovespa a testar novamente o suporte em 54.760 pontos. Apesar dos principais indicadores do gráfico diário sinalizarem alta, o oscilador de momentos do gráfico de "30 minutos" apresenta "divergência negativa" sugerindo possibilidade de reversão para queda. Os índices futuros do Ibovespa e dos mercados futuros americanos, antes da abertura, deverão confirmar (ou não) a tendência da abertura.

Abaixo de 54.855 suportes imediatos em: 54760, 54.430 e 54.330 pontos.
Acima de 55.420 pontos resistências em: 55.725, 56.690 e 56.950 pontos.

DJI...após 14/08...tendências divergentes, geram indefinição...


DJI abriu em 11.532 pontos e novamente "empurrado" pelos mercados futuros refluiu até buscar a mínima em 11.451 pontos. A partir daí, iniciou firme recuperação, retomando os 11.600 pontos, depois os 11.700 pontos até encontrar resistência na máxima em 11.718 pontos (1,59%). Na segunda metade do pregão, não resistindo a pressão vendedora, retornou à casa dos 11.600 pontos, perdeu esse suporte até buscar novo suporte em 11.585, mas na última meia-hora, reagiu para finalizar em 11.615 pontos (+0,71%).

Análise: Na abertura, DJI deu sequência à realização iniciada no pregão anterior, vindo novamente buscar suporte nos 11.450 pontos. A forte reação até os 11.700 , depois a perda dos 11.600 e no final a reação com fechamento acima dos 11.600 pontos produziu um "candle" no gráfico diário, semelhante a um "piercing", que pode sinalizar a possibilidade de continuidade da alta, no curto prazo. Apesar de manter ainda sinalização de alta nos principais indicadores do gráfico diário, a forte volatilidade no momentos finais do pregão fez com que a maioria dos indicadores do gráfico de "30 minutos" passassem a sinalizar queda. Os índices futuros americanos poderão definir qual a principal tendência, antes da abertura.

Abaixo de 11.600 suportes em : 11.585, 11.550, 11.450, 11.380 e 11.180 pontos.
Acima de 11.623 resistências em: 11.667, 11.718, 11.810 e 11.870 pontos.

quinta-feira, 14 de agosto de 2008

Bolsa de NY fecha em alta com ações financeiras e GM

por Renato Martins da Agência Estado
14.08.2008 18h07

O mercado norte-americano de ações fechou em alta, depois de dois dias consecutivos de quedas. A alta foi atribuída à influência da apreciação do dólar, à nova baixa dos preços do petróleo, à recuperação das ações financeiras e ao bom desempenho das ações da General Motors. Os investidores ignoraram os indicadores divulgados pela manhã nos EUA e em outros países, que sugeriram um cenário de estagflação. "Inevitavelmente, estamos vendo desaceleração em todos os lugares. Sem dúvida, não estamos mais ouvindo as teses de descolamento das economias asiáticas que ouvíamos há seis meses", comentou Jeffrey Pavlik, do fundo de hedge Pavlik Capital Management.
Entre as ações do setor financeiro, as das agências de crédito hipotecário Fannie Mae e Freddie Mac subiram 7,72% e 7,03%, respectivamente, depois de a Associação da Indústria de Ativos e Mercados Financeiros (Sifma, na sigla em inglês) anunciar que permitirá que empréstimos garantidos por essas entidades passem a ser negociados no mercado principal de títulos hipotecários. As do PMI Group (segunda maior seguradora de títulos hipotecários) subiram 49,46%, depois de a empresa anunciar que vai vender subsidiárias na Ásia e na Austrália para levantar capital. As ações do Morgan Stanley subiram 1,22% e as do JPMorgan Chase avançaram 2,44%; as duas instituições aceitaram pagar multas e concordaram em recomprar mais de US$ 7 bilhões em títulos de leilões de taxas (auction-rate securities), como forma de resolver fora dos tribunais um processo iniciado pelo procurador-geral do Estado de Nova York e por outros órgãos reguladores.
Das 30 componentes do índice Dow Jones, as ações da General Motors subiram 10,62%, depois de a empresa dizer que seu programa de corte de custos está adiantado em relação ao cronograma inicial e apresentar as linhas gerais do projeto de seu futuro carro elétrico, o "Chevrolet Volt". As ações do grupo de mídia Gannett subiram 10,64%, depois do anúncio de que seus jornais vão demitir mil jornalistas para reduzir custos.
O índice Dow Jones fechou em alta de 0,72%, em 11.615,93 pontos. O Nasdaq encerrou com ganho de 1,03%), em 2.453,67 pontos. O S&P-500 subiu 0,55%, para 1.292,93 pontos. O NYSE Composite avançou 0,13%, para 8.385,97 pontos. As informações são da Dow Jones.

Bovespa sobe 1,04%, apesar de queda de commodities

por Claudia Violante da Agência Estado
14.08.2008 17h27

Num pregão pouco volátil e de volume fraco, a Bovespa conseguiu engatar sua segunda alta seguida, apesar da queda das commodities (matérias-primas) metálicas e do petróleo no mercado externo. Vale, siderúrgicas e bancos guiaram os ganhos do índice, que ainda teve a contribuição das ações da Ultrapar, depois do anúncio da compra da Texaco no Brasil. Apesar dos indicadores sinalizando desaceleração econômica na Europa e Estados Unidos e também inflação em alta na maior economia do planeta, as bolsas em ambas as regiões subiram, ajudando a Bovespa.
O Ibovespa, principal índice, terminou o dia com variação positiva de 1,04%, aos 55.138,4 pontos. Oscilou entre a mínima de 54.573 pontos (estável) e a máxima de 55.725 pontos (+2,11%). No mês, acumula perdas de 7,34% e, no ano, de 13,69%. O volume totalizou R$ 4,116 bilhões.
Em Nova York, o índice Dow Jones terminou em alta de 0,72%, o S&P subiu 0,55% e o Nasdaq, 1,03%, abaixo das máximas do dia, com a interpretação dos investidores de que os dados divulgados hoje sinalizam estagflação. "Isto é reflexo de um mercado confuso. Em alguns dias, as pessoas querem celebrar o declínio nos preços do petróleo e, em outros dias, existe a preocupação de que o petróleo está caindo por causa da desaceleração do crescimento global", disse Peter Boockvar, estrategista de ações da Miller Tabak. "Mesmo se você tiver um alívio com os preços do petróleo, a economia pode permanecer deprimida", disse Doug Roberts, estrategista-chefe de investimentos da Channel Capital Research, à agência Dow Jones.
A inflação no varejo norte-americano medida pelo índice de preços ao consumidor (CPI, na sigla em inglês) subiu 0,8% (o dobro do previsto), enquanto os pedidos de auxílio-desemprego caíram 10 mil na última semana, ante previsão de queda de 8 mil. Na Europa, os principais PIBs trimestrais divulgados hoje mostraram retração (zona do euro, Alemanha e França).
A queda do petróleo (-0,85%, a US$ 115,01 por barril, em Nova York) e o suporte das ações de financeiras ajudaram a sustentar as bolsas nos Estados Unidos. Os papéis de bancos foram beneficiados no Brasil e subiram.
Vale e siderúrgicas também operaram em alta. A mineradora brasileira anunciou hoje investimentos de US$ 5 bilhões no Pará e voltou a ser alvo de rumores de que estaria de olho em outra companhia, desta vez, na mineradora de carvão australiana Felix Resources. Os preços baratos das ações também chamaram compras, apesar da queda dos metais. Vale ON subiu 1,08% e Vale PNA, 2,67%. As siderúrgicas, por sua vez, seguiram a trajetória dos papéis na Europa, com um empurrãozinho da alemã ThyssenKrupp, que elevou sua projeção para o ano fiscal 2008 e anunciou lucro no trimestre encerrado em 30 de junho de 573 milhões de euros (cerca de R$ 1,382 bilhão), ante expectativa de analistas de 571 milhões de euros. Gerdau PN avançou 2,28%, Metalúrgica Gerdau, 2,35%, CSN ON, 1,48%.
Usiminas PNA, no entanto, caiu 0,55%, depois de anunciar lucro abaixo das previsões, de R$ 860,775 milhões no segundo trimestre deste ano. Já Petrobras acabou virando para baixo com a queda do petróleo. As ações ON caíram 0,85% e as PN, 0,92%. Ultrapar, que comprou 100%, por R$ 1,161 bilhão, do negócio de distribuição de combustíveis Texaco no Brasil, liderou os ganhos do Ibovespa e subiu 7,15%.

IBOV...após 13/08..."oscilador de momentos" sugere a manutenção de alta...


O Ibovespa abriu nos 54.509 pontos veio buscar suporte em 54.035 pontos (mínima do dia) e daí esboçou forte reação positiva (por Vale, Petro e Siderúrgicas) até atingir a máxima em 55.491 pontos (+1,81%), ainda na primeira metade do pregão. A partir daí, aguardando pelo desfecho da recuperação de DJI(em queda) refluiu gradualmente até encontrar suporte em 54.500 pontos. Na última hora de pregão, reagiu até os 55 mil pontos, mas com a incapacidade de DJI reverter a queda, o Ibovespa refluiu nos minutos finais para finalizar em 54.573 pontos ( +0,13%).

Análise: O IBOVESPA reagiu à sequência de quedas, conforme previam seus principais osciladores gráficos. No início do pregão chegou a sinalizar a possibilidade de atingir os 56 mil pontos, mas foi desestimulado pelo "péssimo humor" de DJI. Fechou praticamente estável, formando um "doji" de indefinição. Apesar do estocástico e CCI/Ma cruzamento do gráfico diário sinalizarem tendência de queda, os osciladores de momento apontam ainda para a manutenção da alta. Os indicadores dos gráficos de "30 minutos" mantêm discrepância pela indefinição. Os índices futuros do Ibovespa e dos mercados futuros americanos, antes da abertura, deverão confirmar (ou não) essa tendência.

Abaixo de 54.500 suportes em: 53950, 53.500 e 53 mil pontos.
Acima de 55.000 pontos resistências em: 55.490, 56.100 e 56.500 pontos.

DJI...após 13/08..."divergência positiva" no oscilador de momentos sugere reversão no curto prazo..


DJI abriu em 11.633 pontos (máxima do dia) e "empurrado" pelos mercados futuros refluiu até buscar a mínima em 11.453 pontos (-1,62%). A partir daí, inicou recuperação, retomando o patamar dos 11.600 (por um breve período), até encontrar resistência em 11.605 (-0,32%). No final do pregão a pressão vendedora, trouxe DJI novamente à casa dos 11.500 pontos, mas nos minutos finais conseguiu finalizar em 11.533 pontos ( -0,94%).

Análise: DJI deu sequência à realização iniciada no pregão anterior, vindo buscar suporte nos 11.450 pontos. A reação até os 11.600 , com fechameno nos 11.530 pontos produziu um "candle" no gráfico diário, semelhante a um "martelo", indicando a possibilidade de reversão, no curto prazo. Apesar de manter ainda tendência de queda nos principais indicadores do gráfico diário, o oscilador de momentos aponta "divergência positiva" indicando possibilidade de abertura em alta. Resultados de Wall Mart, divulgação dos dados de novos empregos e do comportamento da inflação (antes da abertura dos mercados) poderão delinear a principal tendência.

Abaixo de 11.500 suportes em : 11.450, 11.390, 11.290 e 11.175 pontos.
Acima de 11.550 resistências em: 11.600, 11.650, 11.720 e 11.810 pontos.

quarta-feira, 13 de agosto de 2008

Wall St recua com temores sobre crédito e petróleo

por Kristina Cooke
13 de Agosto de 2008 18:30

NOVA YORK (Reuters) - As bolsas de valores norte-americanas caíram nesta quarta-feira, com a preocupação persistente sobre a crise de crédito afetando as ações de bancos. Além disso, a alta do petróleo e a perspectiva fraca de alguns varejistas levantaram temores sobre o ritmo de consumo no país.
O índice Dow Jones, referência da bolsa de Nova York, recuou 0,94 por cento, para 11.532 pontos. O termômetro de tecnologia Nasdaq registrou variação negativa de 0,08 por cento, a 2.428 pontos. O índice Standard & Poor's 500 teve desvalorização de 0,29 por cento, a 1.285 pontos.
A Caterpillar, considerada um termômetro da economia norte-americana, foi uma das empresas que mais afetaram o Dow após a manufatureira Deere & Co divulgar resultados desapontantes. Os resultados da Deere aumentaram a evidência de que o mal-estar causado pela crise imobiliária está se espalhando por outras áreas da economia.
As ações financeiras caíram pelo segundo dia consecutivo com temores de mais perdas ligadas ao crédito. Uma autoridade do Texas afirmou que os reguladores estão próximos de chegar a uma decisão que irá forçar que alguns bancos recomprem bilhões de dólares em papéis que perderam liquidez pelo valor de face. Acrescentando mais tensão ao setor financeiro, quatro dos maiores bancos de investimento de Wall Street foram rebaixados por um analista do Merrill Lynch, que afirmou que a crise global de crédito piorou e pode levar investidores a tentar evitar mais perdas.
"O cenário é bastante sombrio. Agora que os cheques da restituição fiscal foram gastos, a questão é de onde virá a próxima injeção de dinheiro na economia", disse Peter Kenny, diretor-gerente da Knight Equity Markets.

Blue chips sustentam Bovespa e giro é o maior do ano

por Aluísio Alves
13 de Agosto de 2008 17:58

SÃO PAULO (Reuters) - A recuperação dos preços das matérias-primas e a disputa pelo vencimento de contratos de índice futuro patrocinaram alta das ações mais importantes da Bolsa de Valores de São Paulo, que conseguiu quebrar uma sequência de quatro quedas seguidas.
Após intenso vai e volta, o Ibovespa terminou a quarta-feira com alta de 0,13 por cento, aos 54.573 pontos. O giro financeiro na bolsa, de 13 bilhões de reais, foi o maior de 2008.
"A grande volatilidade nas cotações das commodities acabou concentrando ainda mais os negócios nas ações de maior liquidez, como as de Petrobras e Vale", disse o diretor de renda variável da Finabank, Edison Marcellino.
De carona no repique do preço do petróleo, para cima dos 116 dólares, as preferenciais da Petrobras avançaram 2,1 por cento, para 33,75 reais.
As preferenciais da Vale foram ainda mais longe, com ganho de 2,8 por cento, a 35,56 reais, também a reboque da recuperação externa dos preços de metais.
O mesmo fator deu fôlego para as fabricantes de aço, sob liderança da Companhia Siderúrgica Nacional, com disparada de 3,5 por cento, para 53,40 reais.
Embora isso não tenha refletido o conjunto do mercado, já que muitos setores acompanharam o temor de recessão global que derrubou as principais praças da Europa e dos Estados Unidos, foi o suficiente para sustentar o índice no azul.
Dentre os perdedores do dia, destacaram-se o setor financeiro, sob a batuta do Banco do Brasil, com baixa de 2,75 por cento, a 21,20 reais.
O maior banco brasileiro em ativos divulga resultados trimestrais na quinta-feira depois do fechamento do mercado.
A Cesp, que divulgou na terça-feira os resultados trimestrais, agradou analistas, mas não os investidores. As ações preferenciais cederam 3,7 por cento, para 26,49 reais.
Mas o posto de pior do dia ficou com as preferenciais da Gol, desabando 5,6 por cento, para 15,25 reais, sob efeito do aumento do petróleo.

terça-feira, 12 de agosto de 2008

IBOV...após 12/08..."divergência positiva" nos osciladores de momento sugerem alta...


O Ibovespa abriu nos 54.721 pontos veio buscar suporte em 54.700 pontos e daí esboçou reação positiva para atingir a máxima em 55.355 pontos (+1,16%), onde aguardou pelo desdobramento do desempenho de DJI(em queda) oscilando entre esse limite e o suporte em 54.850 pontos. Nas últimas horas de pregão, percebendo a incapacidade de DJI reverter a queda, o Ibovespa realizou, mais uma vez, vindo buscar nova mínima em 54.325 pontos (- 0,72%), mas em seguida reagiu para finalizar em 54.502 pontos ( - 0,40%).

Análise: O IBOVESPA na primeira metade do pregão descolou de DJI (em queda) e tentou sustentar a alta (principalmente por Vale e Petro) até vislumbrar qual o desfecho de DJI. Com a confirmação da queda de DJI, refluiu de forma controlada até fechar em leve baixa, mantendo ainda mais "sobrevendidos" os indicadores do gráfico de "30 minutos". O "candle" formado no gráfico diário está com aspecto muito próximo de um "martelo invertido", normalmente sinalizador de reversão de tendência. Além disso, os osciladores de momentos do gráfico diário apresentam "divergência positiva" indicando também reversão, no curto prazo. A mínima em 54.325 pontos, parece ter "tocado" o fundo do canal de baixa, insinuando também o início da reversão. Os índices futuros do Ibovespa e dos mercados futuros americanos, antes da abertura, deverão confirmar (ou não) a reversão para a retomada da alta.

Abaixo de 54.500 suportes continuam em: 54.350, 54.200, 53.900 e 53.550 pontos.
Acima de 55.400 pontos resistências em: 56.170, 56.390 e 56.700 pontos.

DJI...após 12/03...queda aliviou indicadores, com possibilidades de alta novamente...


DJI abriu na máxima em 11.781 pontos e a partir daí, "empurrado" pelos mercados futuros refluiu até buscar o suporte em 11.675 pontos. Tentou esboçar reação, mas encontrou por diversas vezes resistência nos 11.730 pontos, sem conseguir rompê-la. Nas duas últimas horas de pregão cedeu novamente até vir buscar a mínima em 11.600 pontos (-1,54%%). Reagiu para finalizar logo após, em 11.642 pontos (- 1,19%).

Análise: DJI perdeu o fibo de 38% nos 11.710 pontos. Mas, apesar da boa realização no final do pregão (aliviandos os indicadores que se encontravam bastante "esticados") ainda conseguir se manter acima dos 11.600 pontos. Conseguindo romper novamente o patamar dos 11.730 pontos terá como próximos objetivos de alta, 11.800, 11.870, 11.920 e 12.130 pontos. Abaixo dos 11.600 pontos, DJI poderá retornar novamente aos 11.510, 11.470, 11.390 pontos e 11.180 pontos. Exceto o Estocástico, os principais indicadores do gráfico diário sinalizam tendência de queda, mas os osciladores de momentos, no gráfico de "30 minutos" já apresentam "divergência positiva" sinalizando possibilidade de alta, no curto prazo. Os índices futuros dos mercados americanos, antes da abertura, poderão confirmar qual destas, será a principal tendência.

Abaixo de 11.600 suportes em : 11.510, 11.470, 11.390 e 11.180 pontos.
Acima de 11.730 resistências em: 11.800, 11.870, 11.920 e 12.130 pontos.

Mineração e bancos levam Bovespa a 4a queda consecutiva

por Aluísio Alves
12 de Agosto de 2008 18:07

SÃO PAULO (Reuters) - O mau desempenho de ações dos setores financeiro e de siderurgia se sobrepôs ao efeito positivo da Petrobras na Bolsa de Valores de São Paulo, que emendou a quarta queda seguida.
O Ibovespa caiu 0,4 por cento nesta terça-feira, para 54.502 pontos, atingindo nova mínima desde janeiro.
Numa sessão de volatilidade, intensificada pela proximidade dos vencimentos de contratos futuros, o giro financeiro na bolsa somou 5,19 bilhões de reais.
Segundo profissionais do mercado, mesmo com a recuperação dos preços de commodities metálicas no mercado internacional, os investidores passaram a temer que a queda recente desses produtos leve as empresas do setor a ter que renegociar preços com seus clientes, atingindo negativamente as receitas.
Diante disso, o setor teve outro dia no vermelho. As ações preferenciais da Gerdau Metalúrgica puxaram a fila de perdas, caindo 3,6 por cento, a 37,60 reais. As preferenciais da Usiminas cederam 3,04 por cento, para 55,90 reais. Em outra frente, o setor financeiro doméstico foi contaminado pelo pessimismo de Wall Street com grandes bancos dos Estados Unidos, diante da notícia de que o JP Morgan registrou mais 1,5 bilhão de dólares em perdas, devido à crise de crédito no país.
O mais penalizado do segmento na Bovespa foi o Banco do Brasil, que recuou 3,4 por cento, para 21,80 reais.
O contraponto veio da Petrobras, que recebeu unânime aprovação de analistas aos seus resultados do segundo trimestre, acima das previsões.

SETOR ELÉTRICO
Bancos e corretoras reforçaram a recomendação de compra para as ações preferenciais da companhia, que subiram 1,1 por cento, a 33,07 reais.
Desta vez, até o mercado de petróleo, que costuma referenciar os negócios com essas ações, ficou em segundo plano. O barril da commodity caiu para 113 dólares em Nova York, encontrando novas mínimas desde maio.
"O balanço foi o fiel da balança para as ações", disse Luiz Roberto Monteiro, assessor de investimentos da corretora Souza Barbos.
O setor elétrico teve um dia de recuperação. As ações preferenciais da Cesp deram um salto de 6,4 por cento, a 27,65 reais, seguidas pelas preferenciais da Eletropaulo, com alta de 3,0 por cento, a 34,00 reais.
Em relatório, o Unibanco considerou que o setor foi excessivamente atingido por realização de lucros e recomendou compra.
"Na nossa opinião, essas ações estão prontas para uma reação rápida", escreveu o analista Marcos Severine.

Bolsas de NY encerram em baixa com setor bancário

por Renato Martins da Agência Estado
12.08.2008 18h37

O mercado norte-americano de ações fechou em queda, depois de dois pregões consecutivos de altas. O comportamento do mercado foi determinado pelo desempenho das ações do setor financeiro, que caíram depois de o banco JPMorgan Chase anunciar uma baixa contábil de US$ 1,5 bilhão no trimestre, relacionada a perdas com títulos lastreados em hipotecas e créditos. O banco também disse que as condições para negócios "se deterioraram substancialmente".
Além disso, vários analistas disseram que as quedas nos mercados de ações de todo o mundo deverão afetar o resultado do Goldman Sachs, já que ele tem uma das maiores exposições aos mercados de ações. "O fato de os índices dos mercados globais de ações estarem todos em queda de dois dígitos terá um efeito significativo nos lucros da companhia", disse a influente analista Meredith Whitney, da Oppenheimer. "Meredith Whitney pôs um freio no mercado hoje, ao rebaixar suas estimativas sobre o Goldman Sachs. Os operadores vinham correndo para as ações das companhias financeiras que vinham sendo capazes de evitar essa crise, e isso joga uma trava naquele processo", comentou Dave Rovelli, da Canaccord Adams.
As ações do Goldman Sachs caíram 6,01% e as do JPMorgan Chase perderam 9,48%. As do Wachovia caíram 12,14%, depois de o banco revisar para cima seu prejuízo do segundo trimestre; as do Morgan Stanley, cuja nota (rating) de risco de crédito havia sido rebaixada ontem pela agência de classificação de risco Moody's, recuaram 6,37%. As do Zions Bancorp, que adiou seu programa de recompra de ações, perderam 14,33%. Outras instituições que sofreram quedas fortes foram Lehman Brothers (-12,09%), UBS (-6,41%, após divulgação de resultados), Citigroup (-6,46%) e Bank of America (-6,74%). As ações da agência de crédito hipotecário Freddie Mac caíram 4,11%, depois de ela anunciar que não vai mais comprar hipotecas lastreadas em propriedades imobiliárias localizadas no Estado de Nova York.
Em reação à nova queda dos preços do petróleo, as ações da ExxonMobil caíram 1,64% e as da General Motors subiram 3,16%. No setor de consumo, as ações da McDonald's caíram 3,05%, após rebaixamento de recomendação pelo UBS.
O índice Dow Jones fechou em queda de 1,19%, em 11.642,47 pontos. O Nasdaq encerrou em baixa de 0,38%, em 2.430,61 pontos. O S&P-500 caiu 1,21%, para 1.289,59 pontos. O NYSE Composite recuou 1,11%, para 8.398,71 pontos. As informações são da Dow Jones.