quarta-feira, 21 de outubro de 2009

Bolsas norte-americanas invertem tendência e encerram pregão em baixa

por Equipe InfoMoney
21/10/09 18h49

SÃO PAULO - As principais bolsas norte-americanas encerraram em queda nesta quarta-feira (21), após operar em alta na maior parte do pregão. O CBOE Volatility Índex, considerado um dos melhores indicadores para medir o temor do mercado, caiu abaixo de 20, nível ao qual não chegava desde agosto de 2008.

Destaques de queda

As ações da Merck encerraram em queda após sua vacina para proteger contra o HPV, Gardasil, ser desaconselhada para homens pelos reguladores norte-americanos.

A Boeing também viu seus papéis caírem (-2,43%) no pregão, após a divulgação de resultados abaixo do esperado terem feito a empresa diminuir suas expectativas de ganho para o ano de 2009 e diminuir seu guidance. Foi a segunda maior queda dentro do índice Dow Jones.

O resultado negativo da Boeing puxou a baixa da Allegheny Technologies, que fornece titânio para a companhia. As ações da empresa encerraram em queda de 8,37%, a maior baixa dentro do índice S&P 500.

A Sun Microsystems também viu suas ações caírem após anunciar o corte de três mil empregos, devido a aquisição planejada pela Oracle.

Setor financeiro

Wells Fargo e Morgan Stanley divulgaram seus resultados, batendo as expectativas dos analistas. Com isso, as ações do Morgan Stanley encerraram em forte alta; os papéis do Wells Fargo, entretanto, caíram 5,02% após o analista Dick Bove diminuir sua recomendação das ações do banco de neutro para venda.

As ações do Bank of America, Goldman Sachs e JP Morgan encerraram em baixa.

Destaques de alta

A SLM Corporation apresentou a maior alta no S&P 500, com forte valorização de 20,67%, após reportar lucros por ação cinco vezes maior do que a projeção dos analistas.

O Yahoo!, que reportou resultados positivos e a Alcoa, também encerraram com as ações em alta.

Cotações de fechamento


O índice Dow Jones, que mede o desempenho das 30 principais blue chips norte-americanas, fechou em baixa de 0,92%, a 9.949 pontos, acumulando no ano forte alta de 13,37%.

O S&P 500, que engloba as 500 principais empresas dos EUA, encerrou o pregão com desvalorização de 0,89% atingindo 1.081 pontos e subindo 19,72% no ano, enquanto o Nasdaq Composite, que concentra as ações de tecnologia, apresentou queda de 0,59% chegando a 2.151 pontos e acumulando no ano forte alta de 36,38%.

Ibovespa volta a subir, apesar do IOF para estrangeiros

Para analistas, taxação obre capital estrangeiro terá efeito limitado na bolsa
por Portal EXAME
21.10.2009 17h36

No dia seguinte à entrada em vigor da medida que determina a cobrança de 2% de Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) sobre o capital estrangeiro, o Ibovespa volta a apresentar forte alta. Na máxima do dia até o momento, o Ibovespa chegou os 67.157 pontos e, às 17h30, o indicador subia 1,68%, aos 66.399 pontos.

Segundo analistas, a valorização é um ajuste à queda de ontem, quando o índice caiu 2,88%. "A queda de ontem foi exagerada. O mercado percebeu que há formas de contornar a cobrança do IOF por meio de outras operações", explica Jayme Alves, analista da corretora Spinelli.

A decisão do governo de taxar os investimentos estrangeiros deixou o mercado ressabiado. "Foi o pretexto que faltava para a realização de lucros", diz José Góes, economista da corretora Alpes. Mas, analisando um pouco mais a situação, o mercado encontrou meios de driblar o imposto. "No mundo globalizado em que vivemos, não há a necessidade de se aplicar o dinheiro fisicamente no país", lembra Góes.

O movimento desta quarta-feira, na visão de Clodoir Vieira, analista da corretora Souza Barros, mostra que a medida terá efeito limitado. O que realmente importa para os investidores, segundo os analistas, são as perspectivas para a economia do país - que continuam bastante positivas. "A bolsa não perdeu a tendência de alta. Agora, ela volta a oscilar de acordo com os indicadores do mercado", afirma Alves.

terça-feira, 20 de outubro de 2009

IOF para estrangeiro seca fluxo externo e pesa no Ibovespa

por Aluísio Alves de Reuters

20 de Outubro de 2009 18:56

SÃO PAULO (Reuters) - O início da taxação do investimento estrangeiro no mercado acionário doméstico entupiu o fluxo de recursos novos para a bolsa paulista, que teve nesta terça-feira seu pior dia em quatro meses.

Depois de ter chegado a cair quase 5 por cento no pior momento da sessão, o Ibovespa ainda se recuperou parcialmente, mas ainda fechando com baixa de 2,88 por cento, aos 65.303 pontos, a baixa mais severa desde 22 de junho.

Embora o estado de espírito do investidor tenha destoado do otimismo das últimas semanas, o giro financeiro da sessão manteve a tendência recente, somando 8,93 bilhões de reais.

De acordo com profissionais do mercado, a medida anunciada na véspera pelo ministro da Fazenda, Guido Mantega, que implica na alíquota de 2 por cento de IOF na entrada do capital externo para renda fixa e ações, produziu um movimento instantâneo de realização de lucros, depois de o Ibovespa ter atingido sucessivas máximas em 2009.

"Paralisou a entrada de fluxo externo", disse um operador de uma corretora paulista, sob condição de anonimato.

Companhias tidas como as maiores prejudicadas pela medida, como as que estão fazendo oferta pública de ações, e a BM&FBovespa, sob temor de ter parte da liquidez desviada para os mercados de Wall Street, protagonizaram as maiores baixas.

A ação da BM&FBovespa teve o pior desempenho do índice, tombando 8,4 por cento, para 12,41 reais, em meio a temores de que parte da liquidez doméstica será desviada para os mercados de Wall Street.

Logo atrás, Cyrela Brazil Realty caiu 6,2 por cento, a 25,32 reais, seguida por CCR, com baixa de 5,6 por cento, a 33,60 reais. Ambas estão captando recursos por meio de ofertas de ações. O temor é que a incidência de IOF esfrie o interesse pelos papéis por parte dos estrangeiros, que têm comprado cerca de 70 por cento dos papéis vendidos em operações como essas.

Se por um lado a medida parece ter conseguido reunir uma avaliação praticamente unânime de analistas quanto ao potencial efeito nocivo sobre o mercado, o mesmo pode ser dito quanto à eficácia delas no médio e longo prazos.

A avaliação dominante é que os fatores-chave para guiar o fluxo de recursos --o efeito da alta das commodities sobre blue chips domésticas, expectativa de forte crescimento do PIB brasileiro em 2010, liquidez internacional e bons fundamentos da economia do país-- prevalecerão no médio prazo.

"Pode reduzir o ritmo de valorização dos ativos brasileiros, mas não a tendência", disse o analista José Raymundo Faria Júnior, da Wagner Investimentos.

Até o dia 15 deste mês, a entrada líquida de investimento estrangeiro no mercado à vista da Bovespa em 2009 atingiu 22,15 bilhões de reais, sendo um dos principais componentes para a valorização de 79 por cento do Ibovespa no ano até 19 de outubro.

Em relatório, o Citi manteve a previsão de que o Ibovespa alcançará 70 mil pontos em dezembro. O JP Morgan sustentou a recomendação de desempenho acima da média para as ações brasileiras.

No plano internacional, o desempenho fraco das bolsas nova-iorquinas e das commodities, num dia de índices econômicos surpreedentemente negativos nos Estados Unidos, reforçaram o movimento de realização de lucros. Em Wall Street, o índice Dow Jones caiu 0,5 por cento.

Dados fracos e embolso de lucros derrubam Wall Street

por Rodrigo Campos de Reuters
20 de Outubro de 2009 19:10

NOVA YORK (Reuters) - As bolsas de valores dos Estados Unidos se afastaram das máximas em 12 meses nesta terça-feira, com números decepcionantes sobre inflação e o setor imobiliário estimulando investidores a realizar lucros.

Os dados ruins ofuscaram resultados de importantes companhias como Apple e Caterpillar.

O índice Dow Jones, referência da bolsa de Nova York, recuou 0,50 por cento, para 10.041 pontos. O termômetro de tecnologia Nasdaq caiu 0,59 por cento, a 2.163 pontos.

O Standard & Poor's 500 perdeu 0,62 por cento, para 1.091 pontos.

A construção de novas casas nos Estados Unidos subiu menos que o esperado em setembro, enquanto os preços de produtores norte-americanos mostraram uma inesperada queda. Ambos os números apontaram uma recuperação anêmica.

As ações da DuPont recuaram 2,2 por cento, maior peso negativo no setor de matérias-primas do S&P e do Dow Jones, depois que a fabricante de produtos químicos divulgou um lucro relativo ao terceiro trimestre maior que as expectativas, mas uma receita levemente abaixo das estimativas de Wall Street.

Os papéis da Coca-Cola cederam 1,3 por cento, após a empresa informar vendas que também não corresponderam aos prognósticos.

Companhias do setor de matérias-primas declinaram junto à queda dos preços das commodities. O índice Reuters/Jefferies CRB recuou pela primeira vez em sete sessões, enquanto os preços futuros do petróleo tiveram a primeira desvalorização em nove dias.

Ações de construtoras de casas também se depreciaram, com o índice Dow Jones que mede o comportamento desse setor cedendo 2,1 por cento.

"O mercado está tentando absorver todas as notícias sobre os balanços e ver onde a economia está. O mercado teve recentemente um rali muito bom e agora está devolvendo parte dos ganhos", disse o chefe de operações Giri Cherukuri, da OakBrook Investments LLC, em Lisle, Illinois.

"Tomando como base os números sobre o segmento imobiliário, as pessoas estão prevendo uma economia um pouco mais fraca e isso está abatendo as commodities, uma vez que a economia não deve se mostrar tão forte quanto o anteriormente esperado."

Já os papéis da Caterpillar ganharam 3 por cento, perfazendo o melhor desempenho do Dow Jones e tocando a máxima em 12 meses. Os resultados relativos ao terceiro trimestre da fabricante de maquinário superaram as expectativas.

domingo, 18 de outubro de 2009

IBOV...suportes e resistências para 19/10


Nesta segunda semana de outubro, o Ibovespa abriu a semana nos 64.071 pontos, refluiu rapidamente até os 63.950 pontos e, a partir daí, deu continuidade ao movimento altista iniciado na semana anterior, rompendo os patamares dos 65 mil e 66 mil pontos, até encontrar resistência na máxima nos 66.703 pontos, ocorrida no fechamento da quinta-feira. Na sexta, abriu nessa máxima, refluiu até encontrar suporte nos 65.500 pontos e fechou nos 66.200 pontos."Alta de +3,32% sobre o fechamento da semana anterior. O "candle" do gráfico semanal se assemelha quase a um "marubozu vazio" decorrente da predominância da pressão compradora durante toda a semana. Observando o gráfico diário, o fechamento na sexta, com um "martelo de queda" simétrico ao "martelo de alta" ocorrido no topo do pregão anterior, sugere a formação de uma reversão de tendência conhecida por "homem enforcado". A confirmação dessa tendência se dará com fechamento abaixo dos 65.500 pontos. Após ter antecipado atingir seus principais objetivos de alta, inclusive os 66.600 pontos, os principais osciladores dos gráficos diário e semanal ficaram extremamente "esticados", com o IFR operando acima dos 80 pontos. É muito provável, portanto que ocorra no início desta terceira semana de outubro, uma realização mais forte, que possa testar os suportes na casa dos 64.000/64.400 pontos. A perda destes suportes confirmará a tendência baixista e poderá levar o Ibovespa a testar novamente os suportes nos 62.600/62.000 pontos, antes de eventual continuidade do movimento altista rumo aos 68 mil/69 mil pontos.

Suportes imediatos em 66.000, 65.700, 65.500, 65.200, 64.850, 64.350 e 64.000 pontos.

Resistências imediatas em 66.600, 66.700, 67.200, 67.400, 68.200 e 68.500 pontos.

DJI...suportes e resistências para 19/10


Na segunda semana de outubro, DJI abriu a semana nos 9.865 pontos, refluiu até a mínima nos 9.815 pontos e a partir daí retomou os patamares dos 9.900 pontos, rompendo novamente os 10 mil pontos, até a máxima nos 10.061 pontos, na quinta-feira; na sexta refluiu novamente até finalizar nos 9.996 pontos, após encontrar suporte na região nos 9.940 pontos. Alta de + 1,33% sobre o fechamento da semana anterior. O "candle" do gráfico semanal se assemelha a um "piercing" de indefinição. No gráfico diário entretanto, podemos observar a possibilidade de formação de uma reversão de tendência através do "martelo de queda" formado nesta última sexta, com a formação conhecida por "homem enforcado" que poderá confirmar a tendência baixista, caso ocorra fechamento abaixo dos 9.940 pontos. Assim é bastante provável que DJI promova alguma realização mais forte, antes da continuidade do movimento altista rumo ao topo nos 10.317 pontos. Por outro lado, caso essa realização possa levar também a perda do fundo nos 9.815 pontos, poderemos ter a confirmação da tendência de queda com objetivos nos 9.600/9.700 pontos, novamente.

Suportes imediatos em 9.985, 9.970, 9.960, 9.940, 9.900, 9.870 e 9.815 pontos.
Resistências imediatas em 10.040, 10.060, 10.090, 10.160 e 10.225 pontos.

sábado, 17 de outubro de 2009

Commodities...perspectivas para a 3a semana de outubro


Fonte: Bloomberg

Situação em 09/10

INDEX NAME VALUE CHANGE OPEN HIGH LOW
(Vermelho)UBS BLOOMBERG CMCI 1186.83 -6.46 1188.01 1196.12 1181.00
(Laranja)S&P GSCI 472.22 -.30 471.89 476.31 468.90
(Verde)RJ/CRB Commodity 262.55 -1.36 263.89 264.51 262.36
(Azul)Rogers Intl 2997.21 -9.24 2988.33 3017.02 2975.96

Situação em 16/10

INDEX NAME VALUE CHANGE OPEN HIGH LOW
UBS BLOOMBERG CMCI 1236.45 5.27 1233.44 1238.14 1224.58
S&P GSCI 508.20 5.01 505.58 508.76 500.52
RJ/CRB Commodity 276.10 2.38 273.65 382.44 272.21
Rogers Intl 3161.32 18.82 3146.81 3162.66 3124.30

Variação semanal 16/10 a 09/10

INDICE Fechamento (16/10) x Fechamento(09/10) VARIAÇÃO SEMANAL (%)

UBS BLOOMBERG CMCI 1236.45 1186.83+4,18%
S&P GSCI 508.20 472.22 +7,62%
RJ/CRB Commodity 276.10 262.55 +5,16%
Rogers Intl 3161.32 2997.21 +5,48%

Análise:
Na segunda semana de outubro, os preços das commodities deram continuidade à recuperação dos preços iniciada nas semanas anteriores e finalizaram em forte ALTA de +5,61% , na média dos quatro índices, em relação ao fechamento anterior. O aumento acumulado, superior a 10% nessa primeira quinzena de outubro fez com que a defasagem desaparecesse e agora os preços estão acima em aproximadamente +1% em relação aos preços praticados há um ano atrás, na média desses índices. O gráfico diário do índice "UBS Bloomberg", traçado em vermelho e semelhante aos demais índices, mostra que os preços romperaram a LTB recente e estão se movimentando em um canal ascendente. O "candle" do gráfico semanal se assemelha a um "marubozu de alta" decorrente da forte predominância da pressão compradora. Apesar da tendência altista, a maioria dos osciladores se encontram bastante "esticados" sugerindo a possibilidade de uma realização maior nos preços, antes da retomada de novas altas rumo ao topo desse canal.

sexta-feira, 16 de outubro de 2009

BofA e GE decepcionam e fazem Wall Street recuar

Por Leah Schnurr de Reuters
16 de Outubro de 2009 18:14

NOVA YORK (Reuters) - As bolsas de valores norte-americanas caíram nesta sexta-feira, após resultados decepcionantes de GE e Bank of America mostrarem que o caminho para a recuperação da economia será tortuoso.

O índice Dow Jones, referência da bolsa de Nova York, recuou 0,67 por cento, para 9.995 pontos. O termômetro de tecnologia Nasdaq caiu 0,76 por cento, para 2.156 pontos. O Standard & Poor's 500 perdeu 0,81 por cento, para 1.087 pontos.

Contudo, os índices avançaram pela segunda semana consecutiva. O S&P 500 apreciou-se 1,5 por cento, enquanto o Nasdaq ganhou 0,8 por cento. O Dow subiu 1,3 por cento, mas terminou abaixo dos 10 mil pontos, após quebrar no início da semana essa barreira psicológica pela primeira vez em um ano.

A General Eletric, que produz desde peças de aeronaves a refrigeradores, divulgou uma queda de 20 por cento na receita, enquanto o Bank of America informou um prejuízo de 1 bilhão de dólares, provocado tanto pelos negócios quanto pelos gastos dos consumidores ainda fracos.

"Conforme entramos no terceiro trimestre, houve uma hipersensibilidade à qualidade do crescimento de alto padrão", disse o presidente da Zecco Trading, Michael Feser, em Nova York.

"Investidores estão relacionando isso à economia, tentando determinar se esses resultados que estão sendo divulgados são de qualidade e se isso se traduz numa recuperação econômica sólida"

Os balanços contrastaram fortemente com os de JP Morgan e Intel, anunciados no início desta semana, que superaram as previsões de Wall Street e tinham ajudado o Dow Jones a avançar acima dos 10 mil pontos por duas sessões consecutivas.

Analistas afirmaram que investidores podem ter se mostrado otimistas demais acerca da temporada de balanços, contrariamente ao segundo trimestre, quando as expectativas eram baixas. A busca por crescimento nas receitas tem sido o elemento-chave depois que os dois últimos trimestres foram caracterizados por cortes de custos.

As ações do Bank of America caíram 4,6 por cento, ao passo que as da GE cederam 4,2 por cento.

Dados mostrando fraqueza na confiança do consumidor pressionaram mais ainda o mercado nesta sexta-feira e ofuscaram um relatório informando que a produção industrial cresceu em setembro.

Bank of America e GE esfriam otimismo e Bovespa cai 0,75%

Por Aluísio Alves de Reuters
16 de Outubro de 2009 18:01

SÃO PAULO (Reuters) - Resultados trimestrais decepcionantes de grandes companhias norte-americanas esfriaram o otimismo dos investidores, levando a bolsa paulista à primeira baixa em seis sessões nesta sexta-feira.

O Ibovespa perdeu 0,75 por cento, para 66.200 pontos, pressionado sobretudo pelas perdas das ações de siderúrgicas e de bancos. O volume financeiro da sessão foi de 6,68 bilhões de reais.

A combinação dos relatórios do Bank of America e da General Eletric no terceiro trimestre --o primeiro reportando um prejuízo de 1 bilhão de dólares e o outro apurando receitas menores do que as projeções-- azedaram o ânimo do mercado.

"Os números vieram abaixo das expectativas, contrariando a tendência de outras empresas nesta semana, que surpreenderam positivamente", disse Álvaro Bandeira, diretor de renda variável da Ágora Corretora.

Por alguns instantes, os mercados chegaram a exibir alguma reação, logo depois do anúncio de que a produção industrial norte-americana cresceu 0,7 por cento em setembro, ante previsão de analista de avanço de 0,2 por cento.

Mas esse movimento foi logo dispersado com a informação de que o índice de confiança do consumidor, medido por Reuters e Universidade de Michigan, recuou para 69,4 na leitura preliminar de outubro, ante 73,5 no mês passado.

Na Bolsa de Nova York, o índice Dow Jones recuou 0,67 por cento, fechando abaixo do patamar de 10 mil pontos.

Por aqui, papéis de bancos, refletindo a má performance global do setor, e de siderúrgicas, alvos de realização de lucros, foram os que mais pressionaram o índice. No segmento financeiro, Banco do Brasil liderou a tendência, recuando 2,5 por cento, 31,24 reais.

Gerdau, a pior do Ibovespa, tombou 3,55 por cento, para 28,81 reais. Companhia Siderúrgica Nacional teve baixa de 1,7 por cento, cotada a 60,75 reais.

A alta das commodities e a disputa pelos contratos de opções permitiu que as blue chips tivessem perdas mais brandas. O papel preferencial da Vale recuou 0,1 por cento, saindo a 40,15 reais, enquanto a preferencial da Petrobras cedeu 0,55 por cento, para 36,40 reais.

O exercício de opções acontece na segunda-feira, dia em que o pregão passa a funcionar entre 11h e 18h, por ajuste ao horário de verão, que começa no Brasil neste final de semana.

Mesmo com a baixa nesta sexta-feira, o Ibovespa terminou a semana com alta acumulada de 3,3 por cento. No ano, o índice já subiu 76,3 por cento.

quinta-feira, 15 de outubro de 2009

Bolsas de NY sobem, puxadas pelo setor de energia

por Agência ESTADO
15 de Outubro de 2009 18:43

Os principais índices do mercado de ações dos Estados Unidos fecharam em alta, puxados pelo forte desempenho dos papéis do setor de energia, embora as quedas das ações de bancos e instituições financeiras tenham limitado os avanços. Os índices também foram beneficiados por um declínio mais acentuado que o previsto nos pedidos de auxílio-desemprego nos EUA e pela melhora no índice de atividade industrial do Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano) de Nova York.

Após fechar acima dos 10 mil pontos pela primeira vez em um ano ontem, o Dow Jones subiu hoje 0,47% e encerrou o dia a 10.062,94 pontos. O indicador foi puxado por componentes como Microsoft (alta de 2,89%), Chevron (avanço de 1,63%) e Exxon (aumento de 1,53%).

O índice Nasdaq subiu 0,05%, para 2.173,29 pontos, enquanto o S&P 500 avançou 0,42%, para 1.096,56 pontos. Entre os integrantes do índice, a refinaria Sunoco subiu 10%, reagindo a um relatório de analistas do Morgan Stanley recomendando a compra de suas ações.

Em termos mais amplos, as ações do setor de energia foram beneficiadas por um aumento nos preços do petróleo, após dados do governo dos EUA mostrarem um declínio nos estoques de combustíveis na semana passada. O contrato da commodity com entrega para novembro subiu 3,19% e fechou a US$ 77,58 por barril.

Os papéis do setor financeiro, porém, devolveram parte dos ganhos acumulados ontem, pressionados pela realização de lucro e pelos balanços trimestrais do Goldman Sachs (queda de 1,90% no pregão) e do Citigroup (baixa de 5,00%). Os resultados dos bancos, embora mais promissores do que as previsões iniciais, não superaram a expectativa formada ontem, após o JPMorgan Chase divulgar um lucro excepcionalmente alto no terceiro trimestre.

Entre os indicadores, o número de trabalhadores norte-americanos que entraram pela primeira vez com pedido de auxílio-desemprego caiu 10 mil na semana até 10 de outubro, atingindo o menor nível em nove meses, segundo o Departamento de Trabalho. Além disso, o Fed de Nova York informou que o índice de atividade industrial Empire State saltou de 18,88 em setembro para 34,57 em outubro, atingindo seu maior nível em cinco anos. Já o índice de atividade industrial do Fed da Filadélfia encolheu para 11,5 pontos em outubro, ante 14,1 pontos em setembro.

Na Nyse, o volume negociado somou 1,357 bilhão de ações, de 1,350 bilhão de ações ontem. Na Nasdaq, o volume alcançou 2,084 bilhões de ações, de 2,290 bilhões de ações ontem; 1.190 ações subiram e 1.521 caíram. As informações são da Dow Jones.

Petrobras e Vale mantêm Bovespa em alta

por Agência ESTADO
15 de Outubro de 2009 18:15

As altas nos papéis de Petrobras e Vale, diante da proximidade do vencimento de opções sobre ações na próxima segunda-feira, impediram que a Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) abrisse espaço para o investidor embolsar ganhos. As altas nos contratos futuros de petróleo e na demanda por commodities (matérias-primas) também contribuíram para a Bolsa fechar em alta de 0,76%, aos 66.703,32 pontos, na pontuação máxima do dia.

Esta é a maior pontuação registrada desde 18 de junho do ano passado. Na mínima do dia, o índice chegou a 65.836,77. O giro financeiro, que ontem foi de R$ 10,4 bilhões em parte pelo vencimento dos contratos do índice Bovespa (Ibovespa) futuro, caiu para R$ 6,35 bilhões hoje. Os dados são preliminares.

O principal índice da bolsa brasileira até ameaçou cair pela manhã, mas inverteu o sinal à tarde e marcou a quinta sessão consecutiva de altas, acima dos 66 mil pontos. No caso da Petrobras, o que pesou hoje foi a divulgação dos estoques de combustíveis menores que o esperado nos Estados Unidos. O departamento de energia do país informou que os estoques subiram 334 mil barris na semana encerrada em 9 de outubro, para 337,760 milhões de barris, enquanto analistas esperavam aumento de 600 mil barris.

A maior discrepância foi vista nos estoques de gasolina, que encolheram 5,23 milhões de barris, ante a expectativa de alta de 700 mil barris. Os estoques de destilados caíram 1,084 milhão de barris, para 170,672 milhões de barris, ante estimativa de declínio de 100 mil barris. A taxa de utilização da capacidade das refinarias despencou para 80,9%, ante 85% na semana anterior, ao passo que a previsão era queda de 0,4 ponto porcentual. Com isso, as ações com direito a voto da Petrobras. subiram 1,41%, para R$ 43,05, enquanto as preferenciais tiveram alta de 1,24%, a R$ 36,60.

No caso da Vale, os papéis ainda refletiram o crescimento na demanda chinesa por minérios, divulgada ontem, e a alta generalizada nas commodities. Esses fatores, segundo um operador, "compensaram" as incertezas que pesam sobre os rumores de possíveis mudanças na diretoria da companhia.

O investimento de R$ 9,5 bilhões anunciado pela Vale ontem em Minas Gerais já estava, de acordo com um operador, nos preços das ações, porque fazia parte do plano global de investimentos da empresa já previamente anunciado. Já a disputa política pela presidência da companhia ainda não se reflete no papel.

Diante da força dos rumores, o empresário Eike Batista negou "peremptoriamente" hoje, em nota, estar negociando a compra de uma fatia acionária na mineradora. Segundo ele, seu único movimento nessa direção foi uma sondagem informal ao Bradesco - instituição que faz parte do bloco de controle da mineradora. "Sou empresário. Meu interesse na Vale. não deve ser politizado. Se deveu, exclusivamente, ao fato de identificar certos diamantes por lapidar e por acreditar que poderia contribuir para a criação de riqueza para a empresa e seus acionistas. Nunca como instrumento de política partidária", afirmou Batista.

Com isso, as ações da Vale tiveram novo pregão de alta, enquanto os papéis da MMX, mineradora controlada por Batista, estiveram entre as maiores quedas. Vale ON subiu 1,08%, para R$ 45,79, enquanto as preferenciais da companhia tiveram elevação de 0,69%, a R$ 40,69. Enquanto isso, as ações da MMX caíram 2,81%, a R$ 12,82.

No mercado externo, os dados divulgados, ainda que positivos, "não foram suficientes para encorajar a realização de lucros", ponderou Felipe Casotti , diretor de renda variável da Máxima Asset Management. Um dos destaques do noticiário foi o índice de atividade industrial Empire State, que saltou de 18,88 em setembro para 34,57 em outubro, seu maior nível em cinco anos.

As bolsas de Nova York, que ensaiaram uma realização de lucros pela manhã, fecharam em alta moderada. O S&P 500 teve elevação de 0,42%, aos 1.096 pontos, enquanto o índice Dow Jones subiu 0,47%, mantendo-se acima dos 10 mil pontos reconquistados ontem (10.062), e o Nasdaq teve ganho de 0,05%, aos 2.173 pontos.

As bolsas europeias, por sua vez, fecharam em sua maioria em baixa, com os balanços das empresas limitando a alta. O índice DAX, o principal da Bolsa de Frankfurt, perdeu 0,40%. O índice CAC-40, da Bolsa de Paris, fechou com ganho 0,03%, enquanto o índice FTSE 100, da Bolsa de Londres, perdeu 0,63% . O Ibex35, o principal índice da Bolsa de Madri, caiu 0,18%.

terça-feira, 13 de outubro de 2009

Bolsas de NY fecham quase estáveis antes de balanços

por Agência ESTADO
13 de Outubro de 2009 19:16

Os principais índices do mercado de ações dos Estados Unidos fecharam hoje perto da estabilidade, com um desempenho particularmente fraco dos papéis dos setores financeiro e de saúde, em meio à cautela dos investidores antes da divulgação de uma série de balanços importantes. O índice Dow Jones caiu 0,15%, para 9.871,06 pontos, registrando a primeira queda em quatro sessões. O S&P 500 fechou em baixa de 0,28%, a 1.073,19 pontos, rompendo uma sequência de seis sessões em alta. Já o Nasdaq subiu 0,04%, para 2.139,89 pontos.

Segundo Keith Springer, presidente da Capital Financial Advisory Services, "todos estavam esperando a Intel", que apresentou um lucro acima do previsto para o terceiro trimestre após o fechamento do mercado. Springer destacou que, independentemente dos resultados trazidos pelos balanços corporativos, o avanço dos índices acionários não deve se dissipar. "Não há lugar para o dinheiro agora, e as pessoas estão disputando para comprar coisas que deem qualquer tipo de retorno", disse Springer, acrescentando que tanto as ações quanto as commodities são possíveis destinos para as aplicações.

Entre os componentes do Dow Jones, recuaram Pfizer (queda de 1,9%) e Merck (baixa de 1,3%), reagindo à aprovação do projeto de lei do Comitê de Finanças do Senado dos EUA para a reforma do sistema de saúde norte-americano. Fora do índice, recuaram pelo mesmo motivo UnitedHealth Group (queda de 3,7%), Cigna (baixa de 3,1%) e Aetna (queda de 3,3%).

A Johnson & Johnson, que faz parte do Dow Jones, registrou declínio de 2,4%, após divulgar que, no terceiro trimestre, suas vendas encolheram 5,3% em relação a igual trimestre do ano passado. O lucro líquido da Johnson & Johnson, no entanto, cresceu 1,1% durante o período e superou as previsões dos analistas.

As ações de instituições financeiras foram particularmente prejudicadas pelo fato de a analista Meredith Whitney ter reduzido a recomendação dos papéis do Goldman Sachs de "comprar" para "neutro". Whitney ganhou reconhecimento por sua avaliação precisa do setor bancário durante a crise financeira mundial. O Goldman Sachs - que divulga balanço na quinta-feira - fechou em baixa de 1,5%, enquanto o JPMorgan Chase - que apresenta os resultados trimestrais amanhã - recuou 0,9%.

No segmento de mineração e metais, a Newmont Mining subiu 2,6% e a United States Steel avançou 3,3%. Os papéis do setor ganharam força devido ao avanço de hoje dos preços do ouro para um novo recorde. Na Bolsa Mercantil de Nova York (Nyse, na sigla em inglês), o volume negociado somou 1,143 bilhão de ações, ante os 946 milhões de ações de ontem. No Nasdaq, o volume alcançou 1,973 bilhão de ações negociadas. As informações são da Dow Jones

Bovespa adia realização de lucros e sobe 0,90%

por Agência ESTADO
13 de Outubro de 2009 18:10

Os investidores decidiram adiar um pouco mais a realização de lucros e uma possível correção no preço dos ativos, seja para compensar o feriado de ontem no mercado doméstico, seja para balizar o vencimento dos contratos do índice Bovespa (Ibovespa) futuro amanhã. O fato é que a Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) encontrou fôlego para se manter no patamar mais alto desde junho do ano passado. O principal índice da Bolsa fechou em alta de 0,90%, aos 64.645,59 pontos, na máxima do dia, apesar de ter tocado a mínima de 63.967 pontos mais cedo. O giro financeiro foi de R$ 5,47 bilhões, enquanto na sexta-feira havia sido de R$ 4,788 bilhões. As informações são preliminares.

"Entre os que querem realizar lucros e os que esperam uma oportunidade para entrar, resta saber quem terá mais força", pondera Frederico Mesnik, sócio fundador da Humaitá Investimentos. Por isso, acredita ele, "o rali continua" internamente, enquanto lá fora prevalece a cautela, à espera dos balanços corporativos que serão conhecidos esta semana.

Ainda que o giro tenha sido considerado fraco pelos operadores, a Bovespa registrou forte atuação de estrangeiros na ponta compradora. "Dos dez maiores compradores, oito foram estrangeiros" nas negociações de hoje, disse um profissional. Na avaliação de Raffi Dokuzian, superintendente da Banif Corretora, sobram motivos para adiar a realização de lucros: o Brasil ainda tem uma taxa de juros atrativa perto de mercados como o americano e o europeu, há uma avalanche de recursos de estrangeiros prevista para os próximos meses - perto de US$ 20 bilhões até o final do ano - e as previsões pessimistas para o Produto Interno Bruto (PIB) do País parecem ter ficado para trás.

Na pesquisa Focus divulgada hoje pelo BC, por exemplo, o mercado financeiro elevou a previsão de crescimento da economia brasileira em 2010. A mediana das previsões para a expansão do PIB no próximo ano aumentou de 4,50% para 4,80%, em patamar superior ao observado há um mês, quando a previsão era de 4%. Para 2009, a estimativa também foi ajustada para cima e o mercado elevou a previsão de um leve crescimento de 0,01% para expansão de 0,10%. Um mês atrás, a expectativa era de contração de 0,15%.

A alta nas cotações dos contratos futuros de petróleo, impulsionada pela elevação da estimativa de demanda por parte da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep), também contribuiu para elevar os papéis da Petrobras, uma das blue chips da Bovespa. A Opep revisou sua previsão para a demanda mundial de petróleo para este ano e o próximo, por causa dos sinais de recuperação da economia global. Para este ano, a previsão da Opep é de contração de 1,4 milhão de barris por dia em relação ao ano passado, para 84,2 milhões de barris por dia. A estimativa anterior era de queda de 1,6 milhão de barris. Para 2010, a previsão de crescimento da demanda é de 700 mil barris por dia em relação a 2009, para 84,9 milhões de barris por dia, enquanto a estimativa anterior era de aumento de 500 mil barris por dia.

Com isso, o contrato de novembro para o petróleo WTI fechou em alta de 1,20% na Bolsa Mercantil de Nova York (Nymex, na sigla em inglês), para US$ 74,15. Ontem, ele já havia fechado acima de US$ 73 pela primeira vez desde 24 de agosto. Com isso, as ações ON da Petrobras tiveram alta de 0,55% na Bovespa, para R$ 41,83, enquanto as preferenciais subiram 0,51%, cotadas a R$ 35,82.

Já as ações da Vale, outra bluechip da bolsa brasileira, tiveram queda, no rastro do recuo das cotações dos metais em Londres. Há muita expectativa também sobre o anúncio de investimentos que a companhia fará amanhã em Minas Gerais. O papel com direito a voto da Vale caiu 0,96%, a R$ 43,30, enquanto a ação preferencial perdeu 0,34%, a R$ 38,63.

Além dos papéis da Petrobras, foram destaque na Bolsa hoje as ações das construtoras, diante de rumores de que o governo anunciará novas medidas de incentivo para o programa "Minha Casa, Minha Vida". A Cyrela informou pela manhã que sua oferta pública primária de ações poderá movimentar R$ 1,33 bilhão. A empresa vai colocar em oferta 43 milhões de ações ordinárias, de acordo com informações do prospecto preliminar. A negociação prevê lote suplementar de até 15%, ou 6,45 milhões de ações, e lote adicional de até 20% da quantidade total inicialmente ofertada, ou 8,6 milhões de papéis ON. A incorporadora espera iniciar o procedimento de coleta de intenções de investimento (bookbuilding) no próximo dia 15, processo que se encerrará em 27 de outubro, quando será fixado o preço por ação.

O período de reserva para a oferta de varejo será entre 22 e 26 de outubro de 2009, para pedidos de investimentos de R$ 3 mil a R$ 300 mil. A quantidade de ações para investidores não institucionais será de, no mínimo, 10% e, no máximo, 20% do montante inicial, sem considerar lote suplementar e adicional. No prospecto preliminar consta que a oferta, sem considerar os lotes suplementar e adicional, pode alcançar R$ 991,15 milhões, com base na cotação de fechamento na BM&FBovespa em 30 de setembro (R$ 23,05 por ação).

Já as bolsas internacionais tiveram um dia de realização de lucros, depois das altas recordes de ontem. O índice Dow Jones caiu 0,15%, a 9.871 pontos, enquanto o S&P 500 perdeu 0,28%, para 1.073 pontos. Só a bolsa eletrônica Nasdaq subiu (0,04%), a 2.139 pontos, depois do anúncio da compra da Starent Networks pela Cisco, em uma transação de US$ 2,9 bilhões.

Na Europa, também pesou negativamente o índice econômico do sentimento alemão ZEW, que veio pior que o esperado. O índice pan-europeu Dow Jones Stoxx 600 perdeu 1% e fechou em 241,94 pontos, embora ainda mantenha uma alta de 22% nos últimos 12 meses. O índice FTSE 100 da Bolsa de Londres perdeu 1,08% e fechou a 5.154,15 pontos. O índice DAX, o principal da Bolsa de Frankfurt, perdeu 1,19% e fechou a 5.714,31 pontos, e o índice CAC-40, o principal da Bolsa de Paris, caiu 1,15% para 3.801,39 pontos. Na Bolsa de Madri, o principal índice, o IBEX35, perdeu 1,20% e fechou a 11.608,30 pontos.

segunda-feira, 12 de outubro de 2009

VALE 5...suportes e resistências na 2a. semana de outubro


VALE5 após o "martelo de alta" da semana anterior, deu continuidade a esse movimento, formando no gráfico semanal um "candle" semelhante a um "marubozu vazio" retratando a predominância da forte pressão compradora. Seu próximo objetivo de alta ao conseguir romper os 39,00 se encontra na resistência do próximo topo horizontal, na casa dos 39,50. Como os principais osciladores do gráfico semanal já se encontram em região "sobrecomprada", com o IFR operando acima dos 70 pontos, é provável que atingido esse patamar, ocorra uma realização mais forte, antes da retomada do objetivo de alta rumo aos 42,00 reais.

Suportes semanais imediatos em 38,40; 37,90; 37,30; 36,60 e 35,80.
Resistências imediatas em 38,77; 39,00; 39,20; 39,50; 39,70 e 40,20.

PETR4...suportes e resistências na 2a semana de outubro


Após 2 semanas seguidas de "dojis de indefinição", nesta primeira semana de outubro, PETR4 fez um "martelo de alta" no gráfico semanal. Ao romper o topo recente nos 35,40 seu próximo objetivo de alta se encontra na região do próximo topo horizontal existente nos 36,38/36,50 reais. Como alguns dos principais indicadores estão próximos da região "sobrecomprada" é possível a ocorrência de uma realização mais forte, nessa região dos 36,15/36,80 reais. Uma eventual perda dos 34 reais, poderá levar PETR4 a testar suportes no fundo do canal de alta, junto aos 33 reais.

Suportes semanais imediatos em 35,10; 34,80; 34,25; 34,00 e 33,60.
Resistências imediatas em 35,80; 36,15; 36,38, 36,50 e 36,80.

domingo, 11 de outubro de 2009

IBOV...suportes e resistências na 2a. semana de outubro


Nesta primeira semana de outubro, o Ibovespa abriu a semana na mínima nos 61.178 pontos, encontrou resistência após romper os 63 mil pontos, na terça-feira; porém, encontrou suporte nos 62 mil pontos, fazendo desse suporte um fundo duplo; a partir daí, retomou com força sua tendência de alta até renovar nova máxima nos 64.177 pontos, na última sexta-feira, finalizando nos 64.071 pontos, com forte alta de +4,74% sobre o fechamento da semana anterior. O "candle" do gráfico semanal se assemelha a um "marubozu vazio" decorrente da predominância da pressão compradora confirmado pelo "martelo de alta" formado no gráfico diário da última sexta, sugerindo novamente abertura em alta, no reinício dos negócios, na próxima terça. Após atingir o objetivo de alta nos 63.500 pontos, seus objetivos de curto prazo estão nos 64.400/65 mil pontos. Caso consiga obter nesta semana, fechamento acima dos 65 mil pontos, poderá no curto prazo buscar os objetivos de alta nos 66 mil pontos. Porém, como os principais osciladores dos gráficos diário e semanal se encontram muito "esticados", inclusive com o IFR operando na casa dos 75 pontos, é muito provável que após atingido o próximo objetivo de alta nos 64.400/65 mil pontos, ocorra uma realização mais forte, antes da retomada dos 66 mil pontos. Neste caso, é possível ocorrer um retorno do Ibovespa para testar os suportes nos 62.600/62.000 pontos, antes de eventual continuidade do movimento altista. A perda do suporte nos 62 mil pontos, poderá ensejar uma realização mais forte, com objetivos de queda nos 59.600/60 mil pontos.

Suportes semanais imediatos em 63.450, 62.700, 62.000, 61.600, 61.180 e 59.600 pontos.

Resistências e objetivos imediatos em 64.210, 64.400, 64.900, 65.000, 65.400 e 66.000 pontos.

DJI...suportes e resistências na 2a. semana de outubro


Na primeira semana de outubro, DJI abriu a semana nos 9.489 pontos, veio até a mínima nos 9.481 pontos e a partir daí retomou os patamares dos 9.500 e 9.600 pontos, encontrando dificuldade para se manter acima dos 9.700 pontos, na quarta´feira; reagiu fortemente na quinta e na sexta atingiu a máxima nos 9.865 pontos, no fechamento. Forte alta de + 3,97% sobre o fechamento da semana anterior. O "candle" do gráfico semanal é um "marubozu vazio" sinalizando a predominância da pressão compradora durante a semana. Na sexta, o fechamento na máxima, produziu um "martelo de alta" sinalizando uma possibilidade de abertura positiva na próxima semana. No gráfico diário, ficou evidenciada a formação de um pivô de alta, na confirmação do "doji morning star" ocorrido na sexta-feira anterior. Assim é bastante provável que DJI atinja, ainda nesta semana seu objetivo de alta, nos 10 mil pontos. Caso também ocorra a ruptura dos 10.200 pontos, DJI poderá tentar seu próximo objetivo de alta na forte resistência horizontal, do topo de outubro/2008, nos 10.317 pontos. Por outro lado, alguns dos principais osciladores do gráfico diário começam a se aproximar novamente da região sobrecomprada, sugerindo uma possibilidade de realização mais forte, após atingido os objetivos de alta na região dos 10.000/10.300 pontos.

Suportes semanais imediatos em 9.835, 9.720, 9.540 e 9.480 pontos.
Resistências imediatas em 9.930, 9.970, 10.020, 10.120, 10.190 e 10.310 pontos.

sábado, 10 de outubro de 2009

Comodities...perspecivas para a 2a. semana de outubro



Fonte: Bloomberg

Situação em 09/10

INDEX NAME VALUE CHANGE OPEN HIGH LOW
(Vermelho)UBS BLOOMBERG CMCI 1186.83 -6.46 1188.01 1196.12 1181.00
(Laranja)S&P GSCI 472.22 -.30 471.89 476.31 468.90
(Verde)RJ/CRB Commodity 262.55 -1.36 263.89 264.51 262.36
(Azul)Rogers Intl 2997.21 -9.24 2988.33 3017.02 2975.96

Situação em 02/10

INDEX NAME VALUE CHANGE OPEN HIGH LOW
UBS BLOOMBERG CMCI 1139.42 -16.19 1147.82 1149.91 1131.16
S&P GSCI 454.28 -5.38 454.98 457.26 447.71
RJ/CRB Commodity 252.87 -2.68 255.34 255.55 252.87
Rogers Intl 2879.04 -39.88 2903.51 2903.51 2855.81

Variação semanal 02/10 a 09/10

INDICE Fechamento (02/10) x Fechamento(09/10) VARIAÇÃO SEMANAL (%)

UBS BLOOMBERG CMCI 1139.42 1186.83+4,16%
S&P GSCI 454.28 472.22 +3,95%
RJ/CRB Commodity 252.87 262.55 +3,83%
Rogers Intl 2879.04 2997.21 +3,46%

Análise:
Na primeira semana de outubro, os preços das commodities deram sequência à recuperação iniciada na semana anterior e finalizaram em ALTA de +3,85% , na média dos quatro índices, em relação ao fechamento anterior. A defasagem agora é de apenas -15% em relação aos preços praticados há um ano atrás, na média desses índices. O gráfico diário do índice "UBS Bloomberg", traçado em vermelho e semelhante aos demais índices, mostra que os preços se movimentam dentro de um triângulo simétrico, romperaram a LTB recente, e parecem tentar subir em direção ao topo do triângulo. O "candle" do gráfico semanal se assemelha a um "martelo de alta" decorrente da forte recuperação de preços ocorrida, em sintonia com os mercados acionários americanos. É provável que nesse início da 2a. semana de outubro o mercado das "commodities" continue seu movimento de alta em direção ao topo da nova LTB, pelo menos até a metade da semana, quando a divulgação de novos indicadores da economia americana poderá balizar a continuidade ou não, do movimento altista.

sexta-feira, 9 de outubro de 2009

Dow Jones avança com expectativa de balanços bons

por Agência ESTADO
09 de Outubro de 2009 19:28

Os sólidos ganhos da IBM e da Intel conduziram o índice Dow Jones da Bolsa de Nova York para o maior nível de fechamento do ano, enquanto o S&P-500 ficou a menos de 1 ponto da máxima do ano. Os ganhos foram alimentados pelo inesperado lucro anunciado pela Alcoa na quarta-feira, que gerou otimismo de que a temporada de balanços do terceiro trimestre será melhor do que muitos esperavam.

A nova máxima do ano ocorre justamente no segundo aniversário do fechamento histórico do Dow Jones nos 14.164,53 pontos - registrado em outubro de 2007.

A gigante do setor de informática IBM liderou os ganhos, com uma alta de 2,98%, desencadeada pelos comentários positivos de um analista do Barclays. Outra blue chip, a Intel subiu 1,46%, enquanto a Advanced Micro Devices (AMD) fechou em alta de 5,88%. Todas as três vão divulgar seus balanços na próxima semana e os investidores estão apostando que as companhias de tecnologia estarão entre as que vão apresentar os melhores lucros trimestrais, uma vez que se beneficiaram da demanda externa.

A primeira blue chip a divulgar balanço, a Alcoa surpreendeu Wall Street ao contrariar as previsões de prejuízo no terceiro trimestre. Na semana, a Alcoa subiu 11%, embora tenha recuado 0,77% nesta sexta-feira.

O sentimento geral ao redor da temporada de balanços tem sido até agora de otimismo. Mesmo com o S&P-500 acumulando um ganho de quase 60% nos últimos sete meses, compras amplas continuam sendo uma marca do mercado, segundo participantes.

"Os investidores vêm se movendo de uma fuga para a qualidade para um voo ao risco", disse Rick Lake, gerente de carteira do Aston/Lake Partners LASSO Alternatives Fund. Com a taxa de retorno dos fundos de mercado monetário perto de zero, os investidores estão se movendo para investimentos que são vistos como levemente mais arriscadas: como ações e bônus corporativos. Além disso, alguns participantes, preocupados em perder o bonde de um movimento de alta, estão colocando dinheiro nas ações.

O índice Dow Jones subiu 78,07 pontos (0,80%) e fechou com 9.864,94 pontos, melhor nível desde 6 de outubro de 2008. O S&P-500 avançou 6,01 pontos (0,56%) e fechou com 1.071,49 pontos, pouco abaixo da máxima do ano registrada em 22 de setembro, de 1.071,66 pontos. Apesar da recente alta, o S&P-500 continua 32% abaixo de sua máxima histórica registrada há exatos dois anos. O Nasdaq subiu 15,35 pontos (0,72%) e fechou com 2.139,28 pontos. As informações são da Dow Jones.

Bolsa sobe 0,49% no dia e acumula ganho de 70% no ano

por Agência ESTADO
09 de Outubro de 2009 17:55

A agenda tranquila desta sexta-feira e o feriado na próxima segunda-feira - atrativos para uma realização de lucros depois de uma semana forte de ganhos - não foram impeditivos para mais uma sessão de alta para a Bolsa de Valores de São Paulo. E o que parecia pouco provável há algumas semanas hoje virou fato: depois de galgar os 63 mil pontos, ontem, hoje o índice Bovespa cravou os 64 mil, maior nível do ano.

O Ibovespa fechou a sexta-feira em alta de 0,49%, aos 64.071,01, maior patamar desde 30 de junho do ano passado (65.017,60 pontos). Na mínima do dia, atingiu 63.493 pontos (-0,42%) e, na máxima, os 64.177 pontos (+0,65%). Na semana, os ganhos chegaram a 4,74%, no mês, a 4,15%, e, no ano, a 70,63%. O giro financeiro hoje perdeu um pouco do fôlego dos últimos dias ao somar R$ 4,788 bilhões. Os dados são preliminares.

A sexta-feira tinha bons argumentos para ser um dia de realização de lucros. O feriado em homenagem à Padroeira do País, na segunda-feira, com as Bolsas norte-americanas em funcionamento era um deles, ao lado dos ganhos consideráveis acumulados nas últimas sessões, em meio a um dia relativamente calmo.

Mas os investidores preferiram ir além. Aproveitaram que o déficit comercial norte-americano surpreendeu positivamente ao recuar - ao invés de subir, como era esperado - e foram às compras, ainda reagindo a recomendações favoráveis do setor de tecnologia e os comentários do presidente do Federal Reserve (Fed, banco central americano), Ben Bernanke, sobre política monetária.

Ontem à noite, Bernanke disse durante um discurso que o Fed reverterá o curso de sua política e promoverá um aperto monetário quando a perspectiva econômica tiver melhorado o suficiente, mas afirmou que a atual política acomodatícia ainda será necessária por um período prolongado. Já o déficit norte-americano caiu para US$ 30,71 bilhões em agosto, de US$ 31,85 bilhões em julho. Os economistas esperavam elevação para US$ 33,6 bilhões.

O índice Dow Jones da Bolsa de Nova York fechou em alta de 0,80%, aos 9.864,94 pontos, o S&P 500 avançou 0,56%, aos 1.071,49 pontos, e o Nasdaq terminou com elevação de 0,72%, aos 2.139,28 pontos.

A queda das commodities metálicas não impediu a alta das ações da Vale, que tiveram um empurrãozinho de dois relatórios de bancos estrangeiros. O JPMorgan elevou suas estimativas para os papéis da brasileira para incorporar melhores perspectivas de preço para os metais básicos. E o Merrill Lynch estimou que a produção da Vale em 2010 deve ficar entre 330 milhões e 340 milhões de toneladas, acima das estimativas iniciais do banco, de 300 milhões de toneladas.

Vale ON terminou em alta de 0,51% e Vale. PNA, em +0,41%. No setor siderúrgico, Gerdau PN, +0,04%, Metalúrgica Gerdau, PN, +1,02%, Usiminas PNA, +1,62%, e CSN ON, -0,18%.

Petrobras já contou com a ajuda do petróleo, que subiu 0,11%, para US$ 71,77 o contrato para novembro negociado na Bolsa Mercantil de Nova York (Nymex). A ação ON registrou valorização de 0,12% e a PN, de 0,54%.

Gol PN foi a maior alta do Ibovespa na sessão, com +3,69%. Os papéis reagiram ao resultado da oferta de ações, divulgado ontem à noite. A Gol levantou R$ 1,026 bilhão com a oferta, ao conseguir R$ 16,50 por ação. TAM PN acompanhou e foi a segunda maior alta do índice, de 3,45%.