sábado, 21 de junho de 2008

Ibovespa cai 2,97% hoje e perde 3,85% na semana

por Claudia Violante da Agência Estado
20.06.2008 17h33

Pela terceira sessão consecutiva, o Ibovespa, principal índice da Bolsa de Valores de São Paulo, encerrou em queda, hoje abaixo de um importante suporte gráfico, os 65 mil pontos. A alta do petróleo no mercado externo e as notícias ruins no setor financeiro norte-americano arrastaram as bolsas européias, norte-americanas e, por tabela, a brasileira. Os investidores estrangeiros continuam vendendo papéis, prejudicando principalmente o desempenho das ações da Vale e da Petrobras, as mais líquidas.
O Ibovespa encerrou a sessão em queda de 2,97%, aos 64.613,8 pontos. Oscilou entre a mínima de 64.602 pontos (-2,99%) e a máxima de 66.611 pontos (+0,03%). Na semana, as perdas foram de 3,85%. No mês, a Bovespa já recuou 10,99%, embora, no ano, ainda tenha ganhos, de 1,14%. O volume financeiro totalizou R$ 5,924 bilhões.
O petróleo, que ontem derrubou as ações da Petrobras com os temores de arrefecimento da demanda depois que a China anunciou reajuste dos combustíveis a partir de hoje, voltou a subir nesta sessão. Uma onda de problemas na produção nigeriana e a notícia de um exercício militar israelense para defender-se de eventual ataque iraniano pressionaram os preços, que ainda subiram por causa do oportunismo de alguns investidores após a queda de ontem. Além disso, os investidores estiveram atentos às notícias sobre o encontro de domingo em Jeddah, na Arábia Saudita, onde autoridades discutirão a alta na produção de petróleo. Na Bolsa Mercantil de Nova York, o petróleo encerrou em alta de 2,04%, a US$ 134,62 por barril.
Com o petróleo em elevação, o índice Dow Jones, da Bolsa de Nova York, fechou em baixa de 1,83%, aos 11.842,1 pontos, o menor nível desde 10 de março. O S&P recuou 1,85% e o Nasdaq, 2,27%. Além do petróleo, o setor financeiro e as montadoras também foram destaque de baixa no mercado acionário americano. As seguradoras de bônus MBIA e a Ambac tiveram suas notas de crédito (ratings) reduzidas pela agência de classificação de risco Moody's e a financiadora de hipotecas Washington Mutual anunciou corte de mais 1.200 empregos. No caso das montadoras, a agência Standard and Poor's e a Moody's colocaram os ratings da Ford em observação negativa. A S&P também pôs em observação com implicações negativas os ratings de GM e Chrysler. Hoje, a Ford anunciou corte de produção e disse que pode ter prejuízo antes de impostos em 2008.
Estes rebaixamentos das montadoras podem afetar as subsidiárias brasileiras e, com isso, afetar as siderúrgicas, que já derreteram hoje. Vale trocou hoje com Petrobras o papel da véspera. Enquanto a petrolífera teve perdas menores, contidas pela alta do petróleo, as ações da mineradora despencaram mais de 4%. Ontem, o presidente da Vale, Roger Agnelli, admitiu que a pressão nos custos já encareceu o plano de investimentos da mineradora programado até 2012. As ações das duas empresas estão sendo penalizadas também pela fuga dos investidores estrangeiros. Vale ON perdeu 4,50%, Vale PNA recuou 4%, Petrobras ON cedeu 1,85% e Petrobras PNA caiu 1,75%.

Dow Jones fecha no pior nível desde 10 de março

por Renato Martins da Agência Estado
20.06.2008 18h15

O mercado norte-americano de ações fechou em queda forte, com o índice Dow Jones chegando ao fim do dia no nível mais baixo desde 10 de março; é a primeira vez desde 17 de março que o Dow Jones fecha abaixo dos 12 mil pontos. A queda de hoje foi atribuída à influência da nova alta dos preços do petróleo. Nas próximas semanas, as grandes empresas norte-americanas começarão a apresentar suas projeções de lucro para o trimestre e muitos investidores estão se posicionando para um esperado salto nos custos relacionados aos preços do petróleo.
"Estamos chegando perto da temporada de pré-anúncios e os preços das commodities (matérias-primas, como o petróleo) estão mantendo as pessoas nervosas", comentou o diretor de operações com ações da Jefferies, Craig Peckhamn. As ações do setor financeiro estavam entre as que mais caíram, devido a temores quanto à saúde financeira das instituições e alguns rebaixamentos de notas de crédito (ratings). Também pesou no sentimento do mercado o anúncio da agência de classificação de risco Standard & Poor's de que poderá rebaixar os ratings das montadoras Ford e General Motors.
Das 30 componentes do Dow Jones, somente as ações da Coca-Cola fecharam em alta (+0,56%); o destaque negativo foi General Motors (-6,76%); as ações da Ford caíram 8,07%. No setor financeiro, as ações do Merrill Lynch caíram 4,62%; as do Citigroup, que advertiu o mercado para a possibilidade de mais baixas contábeis "substanciais", recuaram 4,31% (analistas do UBS disseram que o Citigroup poderá ter prejuízo no segundo trimestre). Entre as seguradoras de bônus, as ações da MBIA caíram 13,33% e as da Ambac subiram 0,99%; ambas tiveram seus ratings rebaixados pela Moody's. Outros destaques negativos do pregão foram Alcoa (-4,55%), Home Depot (-3,42%) e American Express (-3,40%).
O índice Dow Jones fechou em queda de 1,83%, em 11.842,69 pontos. O Nasdaq encerrou em baixa de 2,27%, em 2.406,09 pontos. O S&P-500 caiu 1,85%, para 1.317,93 pontos. O NYSE Composite recuou 1,78%, para 8.829,25 pontos. Na semana, o Dow Jones acumulou uma queda de 3,77%, o Nasdaq, uma baixa de 1,97%, e o S&P-500, uma perda de 3,10%. As informações são da Dow Jones.

quinta-feira, 19 de junho de 2008

IBOV...após 19/06...ainda em tendência de queda, acompanhando DJI...



O Ibovespa abriu em 67.090 pontos foi até a máxima do dia em 67.338 pontos, mas com os índices futuros em queda, refluiu continuadamente, até buscar suporte em 66.182 pontos (mínima do dia). Depois, com a leve reação de DJI, paulatinamente recuperou o suporte nos 66.380 pontos e avançou até 67.000 pontos, onde encontrou forte resistência, refluindo até finalizar em 66.590 pontos (queda de 0,75%).

Análise: O Ibovespa continua ainda em um canal de baixa, "aprisionado" por LTB's, onde deve encontrar fortes resistências até romper os 69 mil pontos novamente. Em seu comportamento recente, ainda se mostra alinhado com DJI. Enquanto DJI não definir sua principal tendência, o Ibovespa ficará "andando de lado". A força dos índices futuros do Ibovespa e dos mercados futuros americanos, deverá sinalizar melhor a direção do pregão. No curto prazo, ainda em tendência de queda.

Suportes em 66.000, 65.600, 65.300, 64.700 e 64.400 pontos.
Resistências em 66.850, 67.700, 68.550 e 68.900 pontos.

DJI...após 19/06...manteve-se acima dos 12 mil, mas ainda com tendência de queda.



DJI abriu em queda nos 12.022 pontos e acompanhando os índices futuros em queda, refluiu até a mínima do dia em 11.978 pontos. DJI manteve-se em um "sub-canal" delimitado por 2 LTB's produzidas intraday, oscilando entre essa mínima e a máxima, até então, de 12.060 pontos.Nas últimas duas horas de pregão, com a queda do barril de petróleo e a melhora nos índices futuros reagiu rompendo a LTB nos 12.063 pontos, e rapidamente alcançou a resistência nos 12.090 pontos, rompendo-a até atingir nova resistência em 12.144 pontos (máxima do dia). A partir daí refluiu até finalizar nos 12.063 pontos (alta de 0,28%).

Análise: DJI continua se sustentando nos 12 mil pontos, mas ainda não conseguiu impulso para se manter acima dos 12.100 pontos. No pregão dessa sexta, ocorre o "vencimento quádruplo" de índices e opções de ações e de índices. Portanto teremos uma "guerra" entre comprados e vendidos. Sem uma clara tendência definida, somente a força dos índices futuros na abertura, poderá dar demonstração da tendência de DJI. No curto prazo, enquanto não retomar o patamar dos 12.300 pontos, continua em tendência de queda.

Suportes em 12.000, 11.960(LTA), 11.880 (LTA 2 anos) e 11.800 pontos.
Resistências imediatas em 12.085, 12.120, 12.200 e 12.370 pontos.

Bolsas de NY fecham em alta com queda do petróleo

por Renato Martins da Agência Estado
19.06.2008 18h08

O mercado norte-americano de ações fechou em alta, em dia marcado pela volatilidade. Assim como ontem, o índice Dow Jones chegou a operar abaixo do nível psicológico dos 12 mil pontos, mas recuperou terreno à tarde, depois de os preços do petróleo acelerarem sua queda em reação ao anúncio do aumento dos preços dos combustíveis na China. O petróleo negociado em Nova York cedeu 3,48% hoje, para US$ 131,93 por barril.
A maioria das ações do setor financeiro subiu, apesar de o executivo-financeiro-chefe do Citigroup advertir que haverá uma nova rodada de baixas contábeis por parte das grandes instituições financeiras. As ações do Citigroup caíram 1,13%. As da seguradora AIG, porém, subiram 4,92%, depois de analistas do banco elevarem sua previsão de lucro.
A queda dos preços do petróleo beneficiou as ações do setor de transportes, entre elas as das companhias aéreas (United Airlines disparou 23,82%) e as de logística e transporte rodoviário (Ryder Systems ganhou 5,11%); as das empresas de petróleo, porém, caíram (ExxonMobil perdeu 2,32%). No setor de tecnologia, as ações da fabricante de semicondutores Broadcom subiram 7,59%, depois de o Lehman Brothers elevar sua previsão de lucros; isso beneficiou outras ações do setor, como Intel (+2,56%).
O índice Dow Jones fechou em alta de 0,28%, em 12.063,09 pontos. O Nasdaq encerrou o dia com ganho de 1,33%, em 2.462,07 pontos. O S&P-500 subiu 0,38%, para 1.342,83 pontos. O NYSE Composite recuou 0,12%, para 8.988,84 pontos. As informações são da Dow Jones.

Petrobras prejudica Ibovespa, que recua 0,75%

por Claudia Violante da Agência Estado
19.06.2008 17h37

O reajuste dos preços dos combustíveis na China fez com que o petróleo tombasse hoje, arrastando consigo as ações da Petrobras. As ações da estatal recuaram mais de 3%, também por causa da saída de investidores estrangeiros da Bolsa de Valores de São Paulo, e fizeram com que o Ibovespa, principal índice, fechasse o pregão com variação negativa de 0,75%, aos 66.590,4 pontos. O nível é o menor desde o dia 29 de abril, véspera da elevação do País a grau de investimento pela agência de classificação de risco Standard & Poor's.
O Ibovespa abriu em alta e subiu até a máxima de 67.339 pontos (+0,37%). Mas inverteu e recuou até a mínima de 66.182 pontos (-1,35%). Com o desempenho de hoje, a perda acumulada em junho aumentou para -8,27%. No ano, os ganhos estão em 4,23%. O volume totalizou R$ 5,638 bilhões.
A Bolsa ensaiou uma recuperação na abertura, mas ela caiu por terra quando um indicador econômico nos EUA fez as bolsas americanas mudarem para o sinal negativo. A atividade industrial na região coberta pela distrital do Federal Reserve (Fed, banco central dos EUA) da Filadélfia piorou mais que o esperado em junho e, embora outros indicadores tenham sido divulgados por lá, foi esse que teve mais força nos negócios com ações.
Contudo, os investidores não estavam dispostos a deixar o índice Dow Jones, o mais tradicional da Bolsa de Nova York, cair abaixo de 12 mil pontos, e o reajuste dos combustíveis pela China, a partir de amanhã, deu a justificativa para fazer as ordens de compras voltarem. A avaliação dos investidores é de que, com o preço caro, a demanda por petróleo vai cair. Assim, o petróleo negociado em Nova York fechou em baixa de 3,48%, aos US$ 131,93 por barril. A queda da commodity fez com que as Bolsas de Nova York subissem: o Dow Jones ganhou 0,28%, o S&P avançou 0,38% e o Nasdaq obteve elevação de 1,33%.
No caso da Petrobras, as ações sofrem também com a saída dos investidores estrangeiros do mercado doméstico, num movimento que vem se repetindo em todo o mês de junho. As ações ON recuaram 3,45% e as PNA, 3,30%.
Vale foi o contraponto do dia na maior parte do pregão. As ações PNA (com maior peso do que as ON no Ibovespa) trabalharam em terreno positivo quase o dia todo, mas acabaram recuando 0,41% no fechamento. As ON perderam 0,21%.
A mineradora negou hoje as notícias de que estaria negociando com bancos a obtenção de um pacote de financiamento para aquisições. Em comunicado enviado à Comissão de Valores Mobiliários, a companhia disse também que no momento não se encontra em negociação para compra de empresas.

IBOV..após 18/06...retornou aos 67 mil e está novamente no "canal de baixa"...


O Ibovespa abriu em 68.430 pontos (máxima do dia) e acompanhando os índices futuros, em queda, refluiu continuadamente, devolvendo todo ganho do pregão anterior, perdendo o suporte dos 68 mil e dos 67 mil pontos vindo buscar suporte em 66.917pontos (mínima do dia, - 2,2%). Depois, aguardando uma possível reação de DJI, recuperou os 67 mil pontos e acabou finalizando em 67.090 pontos (queda de 1,97%).

Análise: A forte queda, retornando ao patamar dos 67 mil pontos, fez com que surgissem novas Linhas de Tendência de Baixa (LTB's), e portanto maiores dificuldades para atingir novamente os 69 mil e os 70 mil pontos. Retornou ao "canal de baixa" anterior, com primeiro suporte forte, abaixo dos 66 mil pontos. A força dos índices futuros do Ibovespa e dos mercados futuros americanos, deverá sinalizar melhor a direção do pregão. Continua ainda em tendência de queda, no curto prazo.

Suportes imediatos em 67.040, 66.380 e 65.700 pontos.
Resistências em 67.940, 68.170 e 68.700 pontos.

DJI...após 18/06...continua em seu "canal de queda", envolto na "teia de LTB's".


DJI abriu na máxima em 12.158 pontos e acompanhando os índices futuros em queda, refluiu até a mínima do dia em 11.993 pontos. Nas últimas duas horas de pregão, tentou esboçar reação até atingir nova resistência em 12.084 pontos, quando novamente sofreu forte pressão vendedora, retornando aos 12.024 pontos para finalizar em seguida em 12.029 pontos (queda de 1,08%).

Análise: DJI está a duras penas tentando se manter acima da barreira psicológica dos 12.000 pontos. Para isso tem feito uma manobra de "vai-e-volta" tentando ganhar tempo, por alguma notícia salvadora, enquanto suas LTBs perdem sustentação. O problema é que essa estratégia está produzindo uma grande "teia" de um emaranhado de "LTB's" em torno de si, tornando quase impossível ultrapassá-las, a não ser com um grande "gap de alta". Pior, essa demora pode empurrá-la de vez, abaixo dos 12 mil pontos e nesse impulso poderá perder a LTA de 2 anos (nos 11.860 pontos). Novamente a força dos índices futuros na abertura, poderá dar precisão ao comportamento inicial de DJI. Porém, continua em seu "canal de queda", envolto na "teia de LTB's".

Suportes em 12.024, 11.930(LTA), 11.860 (LTA 2 anos), 11.780 e 11.700 pontos.
Resistências imediatas em 12.036, 12.073 e 12.084 pontos.

Ibovespa segue NY e encerra em baixa de 1,97%

por Claudia Violante da Agência Estado
18.06.2008 17h30


A Bovespa operou o dia todo com o sinal negativo, empurrada pela deterioração das condições da economia norte-americana. Balanços fracos, anúncio de corte nos dividendos e também o alerta de que o mercado de ações pode passar em breve por um "crash" fizeram Wall Street ceder. No final do dia, o petróleo, que vinha caindo, acabou virando e fechou com alta firme, reforçando as preocupações com a inflação pelo mundo e com a estagflação nos EUA.
O Ibovespa, principal índice da Bolsa paulista, encerrou o pregão com queda de 1,97%, aos 67.090,4 pontos, o menor patamar desde o dia 11 (66.794,8 pontos). Oscilou entre a mínima de 66.917,4 pontos (-2,22%) e a máxima de 68.431 pontos (-0,01%). O resultado de hoje ampliou as perdas de junho a -7,58%. No ano, a Bolsa ainda tem ganho, de 5,02%. O volume financeiro de hoje totalizou R$ 12,183 bilhões, inflado pelo vencimento de opções sobre Ibovespa e pelas operações dos investidores para o exercício do Ibovespa futuro.
As notícias ruins provenientes dos Estados Unidos foram as responsáveis pelo desempenho do dia. O índice Dow Jones, da Bolsa de Nova York, fechou em baixa de 1,08%. O resultado decepcionante da companhia de entregas FedEx e novas notícias ruins no setor bancário pressionaram as bolsas. Além disso, o petróleo encerrou o dia com alta de 1,99%, em US$ 136,68 por barril na Bolsa Mercantil de Nova York, devido às ameaças de greve no setor petrolífero na Nigéria. O índice acionário S&P recuou 0,97% e o Nasdaq perdeu 1,14%.
A FedEx, empresa considerada um termômetro da economia, anunciou prejuízo no quarto trimestre fiscal, além de reduzir mais a projeção de resultados para o ano fiscal, para um número novamente menor do que o estimado pelos analistas, sinal de que continua a sofrer os efeitos do enfraquecimento da economia e da alta dos combustíveis.
No segmento financeiro, entre outros destaques, o banco Fifth Third anunciou corte de dividendos, mas foi o alerta feito pelo estrategista do Royal Bank of Scotland Bob Janjuah que colocou mais lenha no fogo dos temores. Este analista, o mesmo que previu a crise de crédito no ano passado, chamou a atenção dos clientes para um "crash" nos mercados globais de ações e de crédito nos próximos três meses.
Para a Bovespa, a alta do petróleo não mudou a tendência de queda da Petrobras. As ações ON recuaram 1,29% e as PN cederam 1,84%, por conta da venda por estrangeiros e da oscilação em torno do vencimento. Vale PNA conseguiu fechar no azul, em alta de 0,82%, enquanto Vale ON recuou 0,53%.
Apesar de hoje ser um dia atípico, por causa do vencimento, a queda das ações se perpetuar nos próximos dias, com alguns intervalos para recuperação a preços atrativos. Isso porque o JPMorgan rebaixou o Brasil a "underweight" (abaixo da média dos mercados mundiais) e o Merrill Lynch divulgou uma pesquisa revelando que o entusiasmo dos gerentes de fundos globais por ações dos mercados emergentes diminuiu em junho. Para eles, estes títulos estão sobrevalorizados.

Bolsa de NY fecha em baixa com temor sobre economia

por Renato Martins da Agência Estado
18.06.2008 18h42

O mercado norte-americano de ações fechou novamente em queda, após as perdas de ontem, com o índice Dow Jones chegando a operar abaixo dos 12 mil pontos pela primeira vez desde o colapso do banco Bear Stearns, em meados de março. O mercado reagiu a informes de resultados de companhias, a análises pessimistas sobre o setor financeiro, à nova alta dos preços do petróleo e a projeções de queda nas vendas de empresas como General Motors e Ford.
"Estamos começando a ver que o petróleo a mais de US$ 130 por barril está tendo impacto nos informes de resultados do segundo trimestre. Quando vemos negatividade nos setores de petróleo e finanças, isso nos dá uma prévia do que poderemos ver nas próximas semanas", comentou o gerente de carteira Daniel Morgan, da Synovis Securities. Ele observou que embora 12 mil pontos seja um nível meramente psicológico, ele está muito próximo da mínima do Dow Jones em um ano, de 11.635 pontos. "Se o mercado não se recuperar a partir desse ponto de inflexão, será muito difícil argumentar que estamos apenas em uma leve correção. Se o Dow Jones romper os 12 mil e ficar abaixo da mínima de um ano, obviamente o mercado estará navegando para águas turbulentas", acrescentou Morgan.
Os temores quanto ao setor financeiro foram alimentados pelas declarações feitas pela manhã por John Paulson, do fundo de hedge Paulson & Co., de que as baixas contábeis do setor poderão chegar a US$ 1,3 trilhão, o triplo do que foi anunciado até agora. As ações da corretora de futuros MF Global caíram 40,95%, depois de a empresa anunciar que venderá ações para levantar US$ 300 milhões, com o objetivo de pagar dívidas. As do Fifth Third Bancorp, importante banco regional de Ohio, caíram 27,26%, depois de a instituição anunciar um corte de 2/3 nos dividendos.
As ações da empresa de transportes aéreos FedEx caíram 2,05%, em reação a seu informe de resultados. As da General Motors caíram 5,88% e as da Ford recuaram 5,76%, depois de analistas do Citigroup e do Deutsche Bank dizerem que as montadoras norte-americanas deverão reduzir sua produção ainda mais no segundo semestre, porque seus pátios estão lotados de veículos não vendidos, especialmente os utilitários-esportivos (SUVs), que o consumidor está começando a rejeitar porque consomem muito combustível.
O índice Dow Jones fechou em queda de 1,08%, em 12.029,06 pontos. A mínima foi em 11.993,64 pontos e a máxima em 12.158,68 pontos. O Nasdaq fechou em queda de 1,14%, em 2.429,71 pontos. O S&P-500 caiu 0,97%, para 1.337,81 pontos. O NYSE Composite recuou 0,82%, para 8.999,56 pontos. As informações são da Dow Jones.

quarta-feira, 18 de junho de 2008

Banco escocês prevê 'crash' no mercado global de ações

por Cynthia Decloedt da Agência Estado
18.06.2008 09h12

O banco escocês Royal Bank of Scotland (RBS) advertiu seus clientes para se prepararem para um iminente "crash" no mercado de ações global e no mercado de crédito nos próximos três meses, uma vez que a inflação paralisa os maiores bancos centrais do mundo, reportou em sua edição desta quarta-feira o jornal britânico Daily Telegraph. "Um período muito horrível estará em breve entre nós - estejam preparados", disse o estrategista de crédito do banco Bob Janjuah.
Segundo o Daily Telegraph, um relatório distribuído pela equipe de pesquisa do banco alertou que o índice de ações S&P 500 de Wall Street deverá recuar mais de 300 pontos para cerca de 1.050 pontos até setembro, uma vez que "todas as galinhas voltarão para casa para pernoitar" dos excessos do boom global, provocando contágio em mercados na Europa e em países emergentes. Esta queda entre as bolsas mundiais será uma das piores já registradas no último século, diz o RBS. Ontem, o índice S&P 500 fechou em 1.350,93 pontos.
O RBS prevê ganhos em Wall Street até o início de julho, antes de o impacto do pacote de estímulo fiscal dado pelo governo americano começar a se evaporar e dos efeitos retardados da disparada do petróleo começarem a ser sentidos. "A globalização sempre ameaçou colocar os bancos centrais do G-7 em uma sinuca em algum momento. Chegamos a este ponto", disse o analista. O G-7 é o grupo que reúne os sete países mais desenvolvidos do mundo - Estados Unidos, Japão, Alemanha, Reino Unido, França, Itália e o Canadá.
O Federal Reserve (Fed, banco central americano) e o Banco Central Europeu (BCE) enfrentam um dilema, já que os trabalhadores começam a perder seus empregos e as companhias cedentes de empréstimo estão cortando a disponibilidade de crédito, diz o Daily Telegraph. As autoridades não podem responder com dinheiro fácil porque os custos do petróleo e dos alimentos continuam a pressionar a inflação para níveis que estão incomodando os mercados.

terça-feira, 17 de junho de 2008

Ibov...após 17/06...em busca novamente dos 70 mil pontos...


O Ibovespa abriu em alta em 67.284 pontos e impulsionado pelos mercados futuros, em forte alta, na primeira meia hora de pregão, rompeu os 68 mil pontos vindo testar a resistência nos 68.500 pontos. Depois, refluiu até o patamar dos 68 mil pontos, aguardando a abertura de DJI. Apesar de DJI não conseguir manter-se em território positivo, a abertura acima dos 68 mil pontos, removeu as resistências das LTB's, não restando outra alternativa para o IBOV subir continuadamente até encontrar resistência nos 69.028 pontos (máxima do dia). A partir daí, com a piora de DJI (queda de 0,80%) refluiu até encontrar suporte em 68.430 pontos e em seguida finalizar em 68.437 pontos( alta de 1,71%).

Análise: Ao romper a resistência nos 68 mil pontos, o IBOV ficou sem obstáculos até os 69 mil pontos. Como fechou pouco abaixo dos 68.500 pontos, deverá tentar romper novamente as resistências nas LTB's remanescentes em 68.500 e 68.800 pontos para retomar os 69 mil pontos e testar sua próxima resistência nos 70 mil pontos. Em situação oposta, caso perca novamente os 68 mil pontos, poderá vir buscar novamente os suportes em 67.500 e 67.280 pontos. Na ruptura dos 68 mil pontos, o IBOV desmanchou o "triângulo de baixa" que se formava na LTB anterior. Os indicadores do gráfico de "30 minutos" se apresentam com tendência de queda, enquanto o gráfico diário de modo divergente, se apresenta com tendência de alta em seus principais indicadores. A força dos índices futuros do Ibovespa e dos mercados futuros americanos, deverá sinalizar melhor a direção do próximo pregão.

Suportes em 68.430, 68.000 e 67.280 pontos.
Resistências em 68.500, 68.800 e 70.000 pontos.

DJI...após 17/06...perdeu suporte nos 12200, mas pode recuperar!...


DJI abriu nos 12.269 pontos e influenciado pelos índices futuros ainda em alta alcançou a máxima do dia em 12.322 pontos. Com a piora dos mercados futuros, refluiu de forma continuada, perdendo o patamar dos 12.300 pontos, vindo tentar suporte nos 12.200 pontos. Nas últimas duas horas de pregão, perdeu os 12.200, refluiu novamente até a mínima do dia em 12.150 pontos, para finalizar em seguida em 12.160 pontos (queda de 0,89%).

Análise: DJI não conseguiu se manter acima dos 12.300 pontos e ainda perdeu os 12.200 pontos.Inflação de 1,3%, acima das expectativas, anúncios de prejuízos além do esperado do setor financeiro, mostrando que a crise ainda está longe de acabar, "azedaram o humor" do mercado. Porém, essa manobra de "vai-e-vem" está fazendo com que DJI ganhe tempo, enquanto suas LTBs perdem sustentação. Agora poderá testar novamente essas LTBs, primeiramente nos 12.270 pontos e depois nos 12.300 pontos. Caso consiga superá-las poderá testar a resistência nos 12.430 pontos que se rompida poderá levar DJI novamente ao patamar dos 12.600 pontos. Na situação inversa, se perder os suportes em 12.150 e 12.080, poderá refluir para testar o suporte em 11.930 pontos na LTA. A queda maior nas últimas horas de pregão deixou os indicadores gráficos, no gráfico de "30 minutos", "sobrevendidos" e no gráfico diário, indicadores como o Estocástico e o CCI/Ma cruzamento ainda sinalizam tendência de alta . Novamente será necessário observar a força dos índices futuros antes da abertura, para verificar com melhor precisão, a tendência para DJI.

Suportes imediatos em 12.150, 12.080 e 11.930(LTA)pontos.
Resistências em 12.270, 12.300 e 12.430 pontos.

Vale ajuda Ibovespa a fechar em alta de 1,71%

por Claudia Violante da Agência Estado
17.06.2008 17h26

Vale e o setor siderúrgico roubaram a cena hoje na Bolsa de Valores de São Paulo. Embalada pelo anúncio de um novo reajuste do aço e pela perspectiva de elevação da nota de crédito (rating) da Vale, a Bovespa trabalhou o dia todo em alta, também por causa da pressão dos investidores "comprados" (que apostam na valorização das ações) para o vencimento do índice futuro, amanhã. O Ibovespa, principal índice, descolou-se das bolsas americanas, que caíram o dia todo. No final, contudo, as quedas nos pregões em Nova York reduziram os ganhos da Bovespa.
O Ibovespa oscilou entre a mínima de 67.284 pontos (estabilidade) e a máxima de 69.029 pontos (+2,59%) e acabou fechando em +1,71%, aos 68.437,5 pontos. Com a recuperação de hoje, as perdas acumuladas em junho foram reduzidas a -5,72%. No ano, a Bolsa sobe 7,12%. O volume financeiro totalizou R$ 6,035 bilhões.
O setor siderúrgico subiu com a notícia de que os preços de aço sofrerão um novo aumento no mês que vem, de cerca de 15%. Será o terceiro do ano - os anteriores foram de 12% em março e 15% em maio. Com o novo aumento, os preços do produto ficarão quase 50% acima dos valores cobrados no fim do ano passado. Com a notícia, o setor disparou na Bovespa, também se recuperando das quedas registradas nas últimas sessões. Metalúrgica Gerdau PN teve a maior alta da sessão, de 6,98%. Gerdau PN avançou 4,92%, CSN ON subiu 2,82% e Usiminas PNA ganhou 5,08%.
A notícia também favoreceu os papéis da Vale, que ainda subiram com a decisão da agência de classificação de risco Standard & Poor's de colocar o rating de crédito de longo prazo da mineradora em observação com perspectiva positiva. Os preços dos metais também avançaram no mercado externo e serviram de pano de fundo à recuperação de hoje. No mês, os papéis da Vale ainda acumulam perdas superiores a 10%. Vale ON subiu hoje 2,96% e Vale PNA avançou 3,21%.
Petrobras também conseguiu sustentar elevação até o final e avançou 0,98% as ações ON e 0,41% as PN, embora o petróleo tenha recuado no mercado internacional. Na Bolsa Mercantil de Nova York, o contrato futuro com entrega do petróleo em julho recuou 0,45%, para US$ 134,01 por barril. Este declínio da commodity, entretanto, não impediu que as bolsas norte-americanas fechassem no vermelho.
O índice de ações Dow Jones caiu 0,89%, o S&P cedeu 0,68% e o Nasdaq recuou 0,69%. Os índices foram influenciados pela salgada inflação no atacado divulgada pela manhã. O índice de preços ao produtor subiu 1,4% em maio, mais que o 1% esperado por analistas. As ações do setor bancário ajudaram a justificar as perdas nas Bolsas de Nova York, já que fecharam em baixa por conta do Goldman Sachs. O banco anunciou lucro maior do que as previsões no trimestre, mas admitiu que as instituições financeiras precisarão levantar US$ 65 bilhões em capital extra para recomposição de perdas com crédito.
Para os próximos dias, os dados de inflação seguem no horizonte, aqui e lá fora, já que os pontos de pressão se mantêm, entre eles a alta dos preços das matérias-primas (commodities) em geral.

Bolsa de NY fecha em queda após alerta sobre bancos

por Renato Martins da Agência Estado
17.06.2008 18h39

O mercado norte-americano de ações fechou em queda, depois de os analistas do banco Goldman Sachs advertirem que as instituições financeiras precisarão levantar até US$ 65 bilhões em capital para cobrir perdas; o fato de a produção industrial dos EUA em maio ter ficado abaixo das previsões também contribuiu para a queda, assim como o índice de preços ao produtor (PPI), que superou as previsões.
O mercado abriu em alta, em reação ao informe de resultados do próprio Goldman Sachs, cujo lucro superou as previsões. Mais tarde, "o Goldman Sachs fez chover sobre a festa de todo mundo, ao lembrar o mercado de que as instituições financeiras estão enfrentando problemas sérios e ainda não apresentaram ao mercado planos sérios que convençam os investidores de que passarão a gerar lucros. É difícil para o mercado subir quando 20% das empresas listadas no S&P-500 estão debaixo d'água", comentou um operador.
Além do alerta dos analistas do Goldman Sachs, a Friedman Billings Ramsey advertiu que a inadimplência do consumidor provavelmente vai se alastrar para a área dos empréstimos a empresas, o que prejudicaria os bancos regionais; recentemente, a agência de classificação de risco Fitch Ratings relatou que as taxas de default sobre hipotecas de imóveis comerciais cresceram em maio.
As ações do Goldman Sachs caíram 1,46% e as do Morgan Stanley, que divulga resultados nesta quarta-feira, perderam 4,02%. Outro destaque negativo no setor foi Zions Bancorp, com queda de 10,20%, depois de a instituição dizer que as dificuldades relacionadas ao aperto no crédito deverão se estender até 2009. Das 30 componentes do Dow Jones, 27 ações fecharam em queda. As ações do AIG caíram 5,09%, as da American Express recuaram 4,30%, as do Bank of America perderam 3,56%, as do Citigroup caíram 1,78% e as do JPMorgan Chase fecharam em queda de 2,25%. As ações da indústria de cerveja Anheuser-Busch subiram 1,11%, em reação ao informe de que executivos da belga-brasileira InBev se reuniram com congressistas norte-americanos na tentativa de convencê-los de que a planejada aquisição da empresa norte-americana não vai levar a uma perda de empregos no Estado do Missouri (onde a Anheuser-Busch está sediada).
O índice Dow Jones fechou em queda de 0,89%, em 12.160,30 pontos. O Nasdaq encerrou em baixa de 0,69%, em 2.457,73 pontos. O S&P-500 caiu 0,68%, para 1.350,93 pontos. O NYSE Composite recuou 0,15%, para 9.074,41 pontos. As informações são da Dow Jones.

DJI...após 16/06...andando de lado, mas próximo de uma definição....


DJI abriu nos 12.306 pontos, mas influenciado pelos índices futuros em queda refluiu até a mínima do dia em 12.212 pontos. A partir daí, mas de forma lenta e continuada, retomou o patamar dos 12.300 pontos, encontrando resistência em 12.319 pontos (máxima do dia). Nas últimas duas horas de pregão refluiu novamente até os 12.260 pontos, para finalizar em 12.269 pontos (queda de 0,31%).

Análise: DJI apresenta relativa volatilidade não conseguindo romper a LTB recente, porém se sustentando ainda, acima dos 12.200 pontos. Ainda deverá testar novamente a LTB, agora nos 12.370 pontos. Caso consiga rompê-la, poderá buscar novamente o patamar dos 12.600 pontos. Em caso contrário, deverá refluir e buscar novo patamar de negociações, abaixo dos 12 mil pontos, provavelmente testando o suporte em 11.930 pontos na LTA. O fechamento em valor muito próximo da abertura deixou os indicadores gráficos, sem uma tendência bem definida. A força dos índices futuros antes da abertura irá sinalizar com melhor precisão, a tendência para DJI.

Suportes imediatos em 12.140, 11.970 e 11.930(LTA)pontos.
Resistências em 12.370, 12.500 e 12.600 pontos.

IBOV...após 16/06..."andando de lado", para definir nova tendência...


O Ibovespa abriu em 67.205 pontos e na primeira meia hora de pregão veio testar suporte em 66.430 pontos (mínima do dia). Depois, impulsionado pelos mercados futuros, recuperou o patamar dos 67 mil pontos, indo buscar sua máxima em 67.617 pontos, onde esperou um desempenho mais favorável de DJI para tentar recuperar os 68 mil pontos. Com DJI não conseguindo romper o topo alcançado, o IBOV retrocedeu até buscar suporte nos 67.100 pontos. A partir daí, esboçou pequena reação para finalizar praticamente estável, em 67.284 pontos ( alta de 0,12%).

Análise: O IBOV está praticamente "andando de lado" sem ímpeto para romper a resistência nos 68 mil pontos, mas ao mesmo tempo se mantendo no patamar dos 67 mil pontos. Se não encontrar forças para romper os 68 mil pontos, provavelmente irá buscar um patamar de negociações abaixo dos 67 mil pontos. Nessa hipótese, poderá testar o suporte em 65.500 pontos, na LTA. Desde que perdeu o topo próximo aos 74 mil pontos, o IBOV vem descrevendo uma sequência de "triângulos de baixa", o que novamente poderá ocorrer. A análise gráfica apresenta divergências de tendência em alguns de seus principais indicadores. A força dos índices futuros do Ibovespa e dos mercados americanos, antes da abertura do pregão, poderá sinalizar a direção do pregão.

Suportes em 66.450, 65.950, 65.500 (LTA) e 63.900 pontos (fibo38%).
Resistências em 68.000, 69.300 e 70.000 pontos.

segunda-feira, 16 de junho de 2008

Ibovespa termina o dia com leve ganho, de 0,12%

por Claudia Violante da Agência Estado
16.06.2008 17h31

A Bolsa de Valores de São Paulo abriu a semana com muita volatilidade, num pregão marcado pela posição defensiva dos investidores diante das incertezas que rondam o mercado internacional. O petróleo, pela manhã, bateu novo recorde e contaminou negativamente os índices acionários norte-americanos, também afetados por um índice do setor de manufaturas ruim. Mas a commodity acabou recuando e levando as bolsas norte-americanas a devolverem boa parte das perdas.
Para a Bovespa, o pregão terminou praticamente no zero a zero. Depois de oscilar entre a mínima de 66.430 pontos (-1,15%) e a máxima de 67.618 pontos (+0,62%), o Ibovespa, principal índice, acabou fechando com alta de 0,12%, aos 67.284,6 pontos. No mês, acumula perdas de 7,31% e, no ano, alta de 5,32%. O volume financeiro totalizou R$ 7,054 bilhões, mas o exercício de opções sobre ações respondeu por R$ 1,456 bilhão desse total. O giro financeiro do exercício de opções também foi fraco: em maio, havia totalizado R$ 4 bilhões.
Em Nova York, o índice Dow Jones recuou 0,31%, o S&P subiu 0,01% e o Nasdaq avançou 0,83%. A queda do Dow Jones ocorreu apesar de o preço do petróleo ter recuado 0,19%, a US$ 134,61 por barril (embora antes tenha batido nova máxima histórica, a US$ 139,89). O que fez os preços recuarem foi uma notícia que já era conhecida no mercado logo cedo: a Arábia Saudita, maior exportador de petróleo do mundo, pode aumentar sua produção.
Segundo analistas em Wall Street, as notícias negativas de companhias que estão sobrecarregadas com apostas de crédito ruins ainda seguem no horizonte e prejudicam o mercado acionário. Um exemplo é o banco Lehman Brothers, que hoje anunciou prejuízo de US$ 2,8 bilhões no trimestre encerrado em 31 de maio. “Tivemos poucas pessoas sinalizando que já passamos pelo pior. Mas ninguém nunca disse 'estamos todos melhores agora'”, afirmou o estrategista Marc Pado, da Cantor Fitzgerald.
Além do Lehman Brothers, o índice Empire State ajudou a azedar os humores por lá. O dado da atividade do setor de manufatura em Nova York caiu para -8,68 em junho, ante previsão de -1,5.
Ações
As ações da Petrobras oscilaram muito, pela manhã e perto do fechamento. As ordinárias (ON, com direito a voto) conseguiram manter o sinal de alta até encerrar a sessão, mas as preferenciais (PN, sem direito a voto) caíram. Petrobras ON subiu 0,32% e Petrobras PN cedeu 0,22%. Vale também oscilou, mas os papéis ON e PNA encerraram com o mesmo sinal, de alta: +0,07% e +0,19%, respectivamente. Ontem, o jornal britânico The Observer informou que a empresa pode fazer uma proposta de compra para a mineradora Anglo American, cujo valor de mercado atinge US$ 85 bilhões.

Projeções para o PIB de 2009 já caem e variam de 3% a 4,1%

por Sergio Lamucci de VALOR ECONOMICO
16/06/2008

O crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) neste ano deve beirar os 5%, mas o panorama para 2009, visto de hoje, é bem menos promissor. O aumento dos juros iniciado em abril só deverá bater com força sobre a economia no ano que vem, devido aos efeitos defasados da política monetária. Segundo o relatório Focus, os economistas ouvidos pelo Banco Central (BC) apostam numa expansão de 4% em 2009, mas já há quem acredite numa taxa bem mais baixa, na casa de 3%.
Além do menor ritmo, a composição do crescimento do produto interno no próximo ano será diferente, com perda mais expressiva do investimento - para este indicador, após três anos de crescimento acima de dois dígitos, os economistas projetam alta entre 3,9% e 6,5%, apenas.
O aperto monetário em curso pode produzir algum efeito ainda em 2008, mas um crescimento próximo a 5% parece bastante factível, avalia a economista Marcela Prada, da Tendências Consultoria Integrada, que prevê alta de 4,9%. Ela observa, porém, que o PIB vai começar uma trajetória de desaceleração ainda neste ano. Além de algum impacto dos juros, a inflação vai "comer" parte da renda, afetando o consumo, e a demanda externa será mais fraca, diz ela.
Para 2009, o quadro será mais complicado em termos de atividade econômica, principalmente por causa do efeito do ciclo de alta dos juros. Marcela acredita que a taxa Selic, hoje em 12,25% ao ano, terminará 2008 em 14,25%, só voltando a cair no fim do ano que vem, para 13,5%. Nesse cenário, a Selic média de 2008 ficaria em 12,3% e a de 2009, em 14,1%.
"As nossas projeções indicam um crescimento ainda elevado da demanda interna neste ano e desaceleração em 2009. Isso deve ocorrer no consumo das famílias, no do governo e principalmente no investimento", afirma Marcela. Ela estima que a expansão do investimento caia de 11,4% neste ano para 6,5% no ano que vem, em parte devido à política monetária mais apertada. Além disso, depois de três anos de crescimento forte, o que tem levado a um aumento da capacidade produtiva das empresas, é natural que haja um arrefecimento do ritmo de inversões na economia.
O economista Fernando Rocha, da JGP Gestão de Recursos, traça um cenário parecido ao de Marcela. Ele prevê um crescimento do PIB de 5% neste ano e de 4% no ano que vem, com a demanda doméstica (consumo das famílias, consumo do governo e investimento) perdendo bastante fôlego. Dos 5% previstos para a evolução do PIB este ano, 7,5 pontos percentuais devem vir do mercado interno, diz ele, enquanto o setor externo deve contribuir negativamente com 2,5 pontos, devido à expansão das importações bem superior à das exportações.
Para 2009, Rocha estima que a alta de 4% será formada por 5,3 pontos da demanda doméstica, enquanto o setor externo deverá tirar 1,3 ponto do PIB. A exemplo de Marcela, ele avalia que o investimento será o componente da demanda mais afetado pela política monetária em 2009.
O consumo das famílias também não vai ser ileso desse processo. Marcela estima um crescimento de 5,8% no ano que vem, uma desaceleração em relação aos 7% previstos para 2008. Segundo ela, o crédito deverá avançar a um ritmo modesto, depois de anos de expansão forte. O mesmo vai ocorrer com a massa salarial. Marcela prevê uma alta de 5% neste ano e de 4,7% em 2009 para este indicador.
Há analistas com um cenário bem mais pessimista para o comportamento do PIB em 2009, como o economista-chefe do Morgan Stanley, Marcelo Carvalho. Ele aposta em alta de apenas 3%, com forte desaceleração do investimento e do consumo das famílias. Para Carvalho, o investimento é o componente mais volátil da demanda. O seu ritmo de expansão deve cair de 11,1% neste ano para apenas 3,9% em 2009, estima ele. "O investimento sobe mais em momentos de queda dos juros, e sofre mais quando eles estão em alta", pondera o economista do Morgan Stanley.
Em seu cenário básico, Carvalho considera que o BC vai elevar a Selic para 14,25% no fim do ano. Ele não descarta, porém, uma alta mais forte dos juros, dependendo do comportamento das expectativas de inflação. Os modelos de Carvalho indicam que, se a inflação prevista para os próximos 12 meses, hoje em 4,81%, se estabilizar na casa de 5% até o fim do ano, os juros não precisam subir além de 14%. No entanto, se as expectativas ficarem próximas de 6% será necessário elevar a Selic para 16%. A meta de inflação para este ano e para o próximo, vale lembrar, é de 4,5%, com um intervalo de tolerância de 2 pontos percentuais, para cima ou para baixo.
O diretor de Economia e Renda Fixa da Unibanco Asset Management (UAM), Alexandre Mathias, também tem uma projeção pessimista para o PIB em 2009: 3,25%, com a Selic batendo em 14,5% no fim de 2008. Mathias considera que os juros podem ter que subir ainda mais, o que faria o PIB crescer menos. "A questão é que o cenário para a inflação está muito indefinido", diz ele.
Segundo ele, há uma extrema dificuldade em se prever o comportamento dos preços de alimentos, onde o descompasso entre oferta e demanda continua. Para piorar, as expectativas de inflação começaram a subir com força, o que pode requerer uma ação mais enérgica do BC para fazer o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) voltar para a trajetória das metas. A sua previsão oficial é de um IPCA de 6% neste ano, mas ele não descarta um indicador entre 6,2% e 6,6%.
A herança estatística é outro fator a conspirar contra o PIB de 2009. O crescimento de 5,4% de 2007 deixou para este ano um "carry over" de 2,5 pontos percentuais, o que significa que, se a economia não crescer nada em relação ao nível atingido no fim do ano passado, o PIB registrará uma expansão de 2,5%. Para 2009, o número será mais baixo. Se a expansão do PIB de 2008 ficar em 5%, como prevê Rocha, a "herança estatística" deve ficar na casa de 1,7 ponto.
O número tende a ser bem mais baixo porque a variação do PIB de um ano é obtida pela comparação da média do crescimento de um ano com a média do ano anterior. Em 2007, a economia foi ganhando força ao longo do tempo, terminando num nível muito mais elevado do que o registrado no começo do ano - ou seja, a média ficou bem abaixo do patamar atingido no fim do ano. Neste ano, porém, a expectativa é de uma alta mais moderada, com o PIB avançando mais lentamente no segundo semestre. Como o patamar do fim de 2008 não ficará tão acima da média do ano, o resultado será uma herança estatística menor para 2009.

IBOV...após 13/06...não conseguindo romper 68 mil deverá vir abaixo dos 67 mil pontos...


O Ibovespa abriu em alta nos 67.325 pontos e impulsionado pelos mercados futuros, tentou recuperar o patamar dos 68 mil pontos, indo buscar sua máxima em 67.884 pontos, onde novamente ficou aguardando um desempenho mais favorável de DJI para recuperar os 68 mil pontos. Como DJI não conseguiu romper sua LTB após a máxima na abertura, refluindo em seguida, o IBOV também retrocedeu até buscar suporte na mínima nos 66.906 pontos.A partir daí, em nova reação atingiu 67.714 pontos, onde novamente estabeleceu resistência. Não conseguindo romper sua LTB recente, refluiu até pouco abaixo dos 67 mil pontos, encontrando suporte em 66.930 pontos. Esboçou pequena reação nos últimos momentos para fechar em 67.203 pontos (queda de 0,17%).

Análise: O IBOV novamente não conseguiu romper a resistência dos 68 mil pontos. Não conseguindo romper sua LTB recente nos 67.900 pontos, muito provavelmente irá buscar um patamar de negociações abaixo dos 67 mil pontos. Nessa hipótese, deverá testar o suporte em 65.300 pontos, na LTA iniciada na mínima do pregão de 16/08/07. Na hipótese de ocorrer a perda definitiva desse suporte o Ibovespa irá retornar à casa do 60/62 mil pontos. A análise gráfica apresenta divergências de tendência em alguns de seus principais indicadores. Os índices futuros do Ibovespa e dos mercados americanos, antes da abertura do pregão, poderão sinalizar a direção do pregão.

Suportes em 65.900, 65.300 (LTA) e 63.900 pontos (fibo38%).
Resistências em 67.900, 68.500, e 69.300 pontos.