sábado, 30 de agosto de 2008

DJI...após 29/08 e projeções para a primeira semana de setembro.


DJI fechou pela terceira semana seguida em queda, ainda que o fundo semanal conseguisse se manter acima da mínima semanal anterior e a máxima semanal acima da máxima da semana anterior, também.

Observando-se o gráfico semanal, nesse último mês, podemos notar que DJI se encontra "congestionado" entre os 11.300 pontos e os 11.700 pontos, com as linhas de tendência de alta (LTA) e baixa (LTB), convergindo para concluir um "triângulo simétrico" cujo rompimento para cima ou para baixo, parece estar próximo de ocorrer.

Rompendo acima dos 11.740 pontos, poderá buscar resistência nos 11.880 pontos, 11.960 e 12.050 pontos.

Rompendo abaixo dos 11.300 pontos, poderá retornar aos suportes em 11.220 pontos, 11.125, 11.060, 10.920 e 10.830 pontos.

Analisando-se o gráfico semanal, apesar do Estocástico e do CCI/Ma cruzamento ainda estarem sinalizando tendência de alta, surfiu uma "divergência negativa" no oscilador de momentos que pode estar indicando uma reversão dessa tendência para queda.

A indefinição de tendências poderá se manter até o encontro das LT's, forçando o rompimento para um dos lados, o que poderá acontecer até o final dessa semana.

sexta-feira, 29 de agosto de 2008

Ibovespa cai 1,24% hoje e perde 6,43% em agosto

por Claudia Violante da Agência Estado
29.08.2008 17h34

A Bovespa terminou agosto da mesma forma que começou: em baixa. No último pregão do mês, o Ibovespa, principal indicador, acompanhou as perdas das bolsas norte-americanas e também das commodities (matérias-primas) e recuou 1,24%, aos 55.680,4 pontos. Com isso, pelo terceiro mês seguido acumulou perdas, de 6,43% em agosto, o que ampliou o recuo de 2008 para 12,84%. Na semana, o índice recuou 0,30%.
Hoje, o Ibovespa oscilou entre a mínima de 55.678 pontos (-1,25%) e a máxima de 56.856 pontos (+0,84%). O giro financeiro do pregão somou R$ 4,771 bilhões, sendo que mais de R$ 1 bilhão foi registrado na última meia hora do pregão. No registro até ontem, contudo, agosto teve a menor média diária do ano, de R$ 4,811 bilhões, segundo o site da Bovespa.
Nas Bolsas de Nova York, o índice Dow Jones perdeu 1,46%, o S&P teve baixa de 1,37% e o Nasdaq caiu 1,83%. Os resultados ruins da Dell e o indicador fraco de renda pessoal prejudicaram as ações, embora a inversão do preço do petróleo para baixo tenha diminuído um pouco a pressão de venda sobre os papéis.
A fabricante de computadores norte-americana Dell anunciou ontem à noite queda de 17% no lucro líquido do segundo trimestre deste ano, para US$ 0,31 por ação, enquanto os analistas esperavam US$ 0,36. Já o índice de preços dos gastos com consumo pessoal (PCE) cresceu 0,6% em julho em relação a junho, depois de subir 0,7% em junho. O aumento do índice ficou levemente acima da alta de 0,5% prevista pelos economistas, mas o núcleo do indicador, sem os preços voláteis de energia e alimentos, acertou as apostas de elevação de 0,3%. O que desagradou, no entanto, foi o dado de renda pessoal, que caiu 0,7%, ante -0,4% previsto, e foi a maior queda desde agosto de 2005.
No final do pregão, o contrato futuro de petróleo com entrega em outubro recuou 0,11% na Bolsa Mercantil de Nova York, para US$ 115,46 por barril, favorecendo as bolsas americanas, mas ajudando a ampliar as perdas da Bovespa ao pesar sobre os papéis da Petrobras. Petrobras PN perdeu 1,27% e ON, 1,48%; ambas as ações fecharam na mínima cotação do dia, de respectivamente R$ 34,90 e R$ 42,66. Vale, outro papel de primeira linha, caiu hoje na esteira dos metais. A ação ON cedeu 0,75% e a PNA, 1,81%.
Na segunda-feira, com o feriado nos EUA do Dia do Trabalho, o pregão deve ser de marasmo na Bovespa, piorando ainda mais a média de volume financeiro diário. Com isso, qualquer operação tem peso para puxar o índice, mas os analistas apostam que há esaço para setembro começar em alta.

Bolsa de NY fecha em queda com indicadores e furacão

por Renato Martins da Agência Estado
29.08.2008 18h14

O mercado norte-americano de ações fechou em queda, depois de três dias consecutivos de altas. A queda do indicador de renda pessoal em julho (-0,7%) e a elevação do núcleo do índice de preços dos gastos com consumo (+2,4% em relação a julho do ano passado), um dia depois da revisão para cima do crescimento do Produto Interno Bruto no segundo trimestre, foram um lembrete ao mercado sobre as condições da economia. O mercado também esteve atento à tempestade tropical Gustav, que ganhou força durante o dia e tornou-se um furacão categoria 1 (ventos de 119 km/h a 153 km/h) e avançou na direção da região produtora de petróleo do Golfo do México. "A tempestade traz uma ameaça séria a vidas e à propriedade ao longo da costa do Golfo, com previsão de que chegue à terra na noite de segunda-feira ou na manhã de terça", disse a empresa de meteorologia Accuweather.com.
Todas as 30 componentes do índice Dow Jones fecharam em queda. O destaque negativo foi General Motors, com baixa de 3,29%, depois de a empresa anunciar um recall de 944 mil veículos, por causa do risco de incêndio. As ações do setor de tecnologia também caíram, depois de a Dell divulgar o resultado do segundo trimestre (Dell despencou 13,80%, Intel cedeu 3,05% e Microsoft recuou 2,33%). No setor financeiro, as ações das agências de crédito hipotecário, que haviam subido nos seis pregões anteriores, devolveram parte dos ganhos (Fannie Mae caiu 13,96% e Freddie Mac perdeu 14,58%).
O índice Dow Jones fechou em queda de 1,46%, em 11.543,96 pontos. O Nasdaq encerrou em baixa de 1,83%, em 2.367,52 pontos. O S&P-500 caiu 1,37%, para 1.282,83 pontos. O NYSE Composite recuou 0,99%, para 8.382,11 pontos. Na semana, o Dow Jones acumulou uma queda de 0,72%, o Nasdaq, uma perda de 1,95% e o S&P-500, uma baixa de 0,73%. No mês de agosto, o Dow Jones acumulou uma alta de 1,46%, o Nasdaq, um avanço de 1,80% e o S&P-500, um ganho de 1,22%. No ano de 2008, o Dow Jones acumula uma queda de 12,97%, o Nasdaq, uma perda de 10,74% e o S&P-500, uma baixa de 12,64%. O mercado estará fechado na próxima segunda-feira, por causa do feriado do Dia do Trabalho nos EUA. As informações são da Dow Jones.

INDV08...após 28/08...continua em tendência de alta, com muita volatilidade...


O INDV 08 (índice futuro do Ibovespa com venc em out/08) abriu com "gap de alta" em 56.700 pontos, foi até a primeira máxima em 57.320 pontos, ainda na primeira hora de pregão. Daí, refluiu até encontrar suporte em 56.600 pontos. Com a recuperação dos 11.700 pontos por DJI, o INDV08, retomou novamente a alta, rompendo o topo anterior nos 57.320 até atingir nova máxima em 57.500 pontos. Finalizou em 57.400 pontos.

Análise: O "candle" formado no gráfico diário é do tipo "marubozu" vazio, indicando predomínio da força compradora, ainda que com certa volatilidade. Os principais sinalizadores do gráfico diário e do gráfico de "30 minutos" também apontam para a tendência de alta.

Considerando a possível interferência dos índices futuros americanos antes da abertura, poderemos ter várias alternativas de suporte na primeira hora de pregão, se abrir em baixa: 56.870 e 56.600 na LTA intraday recente.
Abrindo em alta, resistências na primeira hora de pregão: 57.850 e 58.400 pontos.

IBOV...após 28/08...mantém ainda tendência de alta...


O Ibovespa abriu na mínima em 55.515 e seguiu em alta até encontrar resistência em 56.300 pontos. A partir daí, refluiu até encontrar novo suporte nos 55.800 pontos. Com a confirmação de DJI se mantendo em alta acima dos 11.700 pontos, o IBOV retomou com vigor os 56 mil pontos vindo encontrar resistência na máxima em 56.523 pontos. Finalizou logo após em 56.382 pontos (+1,55%).

Análise: O "candle" formado no gráfico diário é outro "marubozu" vazio, indicando a continuidade de predomínio da força compradora. Mantendo-se acima dos 56.400 pontos o Ibovespa buscará seus objetivos de alta nos 57 mil e nos 58 mil pontos. Os principais indicadores do gráfico diário sinalizam a tendência de alta, como também no gráfico de "30 minutos". Apesar da indefinição provocada pelo cenário externo, a principal tendência ainda é a de alta. Os índices futuros do Ibovespa antes da abertura poderão confirmar (ou não) essa tendência.

Abaixo de 56.400 suportes em: 55.515, 55.160, e 54.890 pontos.
Acima de 56.400 pontos resistências em: 56.800, 57.550 e 57.930 pontos.

DJI...após 28/08...forte alta deixou indicadores "sobrecomprados"...


DJI abriu na mínima em 11.500 pontos e com os índices futuros em alta, subiu até romper primeiramente a resistência nos 11.600 pontos, e na segunda metade do pregão oscilou em torno da forte resistência em 11.700 pontos. Na última meia hora de pregão, reagiu com vigor para finalizar na máxima em 11.715 pontos (+1,85%).

Análise: Números favoráveis e inesperados da revisão do PIB americano para cerca de 3,3% no trimestre, ao invés dos 2,7% previstos pelo mercado, deram o humor mecessáro para DJI romper novamente o patamar dos 11.700 pontos. Para esta sexta estão reservados os números dos gastos dos consumidores (9:30h), o nível de atividade industrial (10:45h) e o sentimento do mercado levantado pela Universidade de Michigan (11:00h), além de alguns resultados corporativos. Espera-se novamente boa volatilidade, em função da "digestibilidade" desses resultados pelo mercado.

No gráfico de "30 minutos" os principais indicadores se encontram bastante sobrevendidos, sinalizando possibilidade de realização. Os principais indicadores do gráfico diário se mostram em tendência de alta. Essa indefinição será dissipada pelos índices futuros americanos antes da abertura, que poderão sinalizar qual a efetiva tendência para DJI.

Acima dos 11.590 pontos, objetivos de alta em 11.743 e 11.840 pontos.
Abaixo de 11.590 pontos, seus objetivos de queda estarão em 11.466, 11.424 e 11.343 pontos.

quinta-feira, 28 de agosto de 2008

EUA contribuem e Ibovespa fecha com ganho de 1,55%

por Claudia Violante da Agência Estado
A revisão do Produto Interno Bruto (PIB) norte-americano do segundo trimestre serviu de combustível para a alta das bolsas, na Europa, EUA e Brasil. Pela segunda sessão seguida, o Ibovespa, principal índice da Bolsa de Valores de São Paulo, terminou com elevação, e nem a queda das matérias-primas impediu Vale e Petrobras de avançar. Os ganhos de hoje foram generalizados, com o setor financeiro, varejo e siderúrgicas à frente. Os gestores aproveitaram a trégua externa para melhorar o desempenho de suas carteiras, num movimento típico de final de mês.
O Ibovespa voltou aos 56 mil pontos, onde pisou pela última vez no dia 8 de agosto (56.584,4 pontos) ao avançar para 56.382,2 pontos. Subiu 1,55%, reduzindo as perdas acumuladas em agosto para 5,25% e as de 2008 para 11,75%. Na mínima do dia, atingiu 55.516 pontos (-0,01%) e, na máxima, 56.524 pontos (+1,81%). O giro financeiro aumentou um pouco mais, mas ainda continua abaixo da média diária do mês, de R$ 4,836 bilhões até ontem, segundo o site da Bovespa. Hoje, somou R$ 4,299 bilhões.
A alta das bolsas européias e norte-americanas decorreu hoje da revisão melhor do que a prevista do PIB dos EUA do segundo trimestre. O número passou de uma alta calculada anteriormente de 1,9% para 3,3%, ante estimativa de que ficaria em 2,7%. O setor financeiro também deu sustentação ao ganho das bolsas lá, assim como a queda do petróleo.
O índice Dow Jones, da Bolsa de Nova York, encerrou na máxima pontuação do dia, em alta de 1,85%. O S&P avançou 1,48%, também a maior alta do pregão, e o Nasdaq teve elevação de 1,22%.
Apesar de a tempestade Gustav estar ainda no horizonte, o petróleo negociado em Nova York recuou 2,17%, para US$ 115,59 o barril. O fortalecimento do dólar em relação a outras moedas levou os investidores a se desfazerem das commodities (matérias-primas), e isso também vale para os metais. Mas, no caso do petróleo, também pesou para a queda nos preços o aumento inesperado dos estoques de gás natural nos EUA.
Apesar do saldo positivo do dia, os investidores têm se pautado no dia-a-dia para operar, e amanhã é a vez de reagir aos indicadores econômicos, como o índice de preços de gastos com consumo norte-americano. A agenda ainda prevê nos EUA o índice de atividade industrial (gerentes de compras de Chicago) de agosto e o sentimento do consumidor da Universidade de Michigan. Vale sublinhar que, amanhã, alguns mercados lá fecham mais cedo por causa do feriado do Dia do Trabalho na segunda-feira.
No Brasil, a queda das commodities não impediu Vale e Petrobras de fecharem em alta: Vale ON subiu 0,50%, Vale PNA ganhou 0,52%, Petrobras ON avançou 0,23% e Petrobras PN registrou elevação de 0,43%. No setor financeiro, Itaú PN ganhou 3,67%; Bradesco PN, 2,42%; Banco do Brasil ON, 3,42%; e Unibanco units, 2,79%.

Bolsa de NY fecha em alta forte após revisão do PIB

por Renato Martins da Agência Estado
28.08.2008 18h34

O mercado norte-americano de ações fechou em alta pelo terceiro dia consecutivo. Os operadores deixaram de lado as preocupações com o aperto no crédito, com as tensões geopolíticas e com a tempestade tropical que se aproxima da região produtora de petróleo do Golfo do México e concentraram suas atenções na revisão para cima do Produto Interno Bruto (PIB) dos Estados Unidos no segundo trimestre - de 1,9%, no cálculo anterior, para 3,3%. Também foi dada pouca atenção ao informe de que o número de novos pedidos de auxílio-desemprego teve uma queda menor do que se previa na semana passada.

"O número de pessoas demitidas pedindo auxílio-desemprego é alto demais para a saúde da economia. Acho que isso é uma indicação importante de que a economia está mais fraca do que um crescimento do PIB de 3,3% poderia sugerir", comentou o economista-chefe da Nomura Securities International, David Resler. A alta das ações se acelerou quando os preços do petróleo passaram a cair, em reação ao informe de que as reservas de vários países serão liberadas caso a tempestade tropical Gustav afete a produção do Golfo do México.

Das 30 componentes do índice Dow Jones, 29 fecharam em alta; a exceção foi Coca-Cola, com queda de 1,25%, após rebaixamento de recomendação pelos analistas do Crédit Suisse. As ações que mais subiram foram as do setor financeiro (AIG disparou 7,55%, Bank of America avançou 6,00%, Citigroup ganhou 5,30% e JPMorgan Chase subiu 4,68%). As do Lehman Brothers avançaram 7,38%, em reação a informes de que a instituição vai demitir mais de mil funcionários para cortar custos. As da seguradora de bônus MBIA subiram 34,81%, em reação ao anúncio de que ela vai assumir o resseguro de US$ 184 bilhões em bônus municipais assegurados pela FGIC - possivelmente afastando a ameaça de falência da FGIC, que é controlada pelo Blackstone Group (cujas ações subiram 3,16%); as da Ambac Financial, do mesmo setor, avançaram 42,60%. As ações da agência de crédito hipotecário Fannie Mae avançaram 22,69%, depois de ela anunciar mudanças em seu comando; as da Freddie Mac subiram 11,16%.

Várias ações do setor industrial subiram em reação aos dados do PIB (3M ganhou 2,52% e Caterpillar subiu 3,05%). As ações das companhias aéreas tiveram altas expressivas, em reação à queda dos preços do petróleo (Delta disparou 11,13%). Entre as ações de empresas que divulgaram resultados do segundo trimestre, os destaques foram Tiffany's (+10,70%) e Sears (+4,19%). As da fabricante de computadores Dell, que divulgaria resultados depois do fechamento, caíram 1,64%.

O índice Dow Jones fechou em alta de 1,85%, em 11.715,18 pontos. O Nasdaq encerrou com ganho de 1,22%, em 2.411,64 pontos. O S&P-500 subiu 1,48%, em 1.300,68 pontos. O NYSE Composite avançou 1,39%, para 8.466,12 pontos. As informações são da Dow Jones.

INDV08...após 27/08...tendência de alta com volatilidade...


Possibilidades de suportes na primeira meia hora de pregão: 56.100; 55.900 e 55.750 (forte), na LTA intraday recente.

Resistências na primeira meia-hora de pregão: 56.750 e 56.900 pontos.

Acima de 56 mil pontos, objetivos de alta em 56.750, 56.900, 57.350 e 57.560 pontos.

Abaixo de 55.500 pontos, objetivos de queda em 55.250, 55.000 e 54.600 pontos.

IBOV...após 27/08...tendência de alta, com volatilidade...


O Ibovespa abriu na mínima em 54.366 e seguiu em alta até encontrar resistência em 55.044 pontos. A partir daí, realizou até encontrar suporte em 54.645 pontos. Com a recuperação de DJI se mantendo em alta, na segunda metade do pregão o Ibovespa retomou nova alta, rompeu novamente os 55 mil pontos, indo até a máxima em 55.591 pontos. Daí refluiu novamente até os 55.226 pontos, finalizando em 54.477 pontos ( +1,91%).

Análise: O "candle" formado no gráfico diário é um "marubozu" vazio, indicando predomínio da força compradora. Mantendo-se acima dos 55 mil pontos, o Ibovespa terá por objetivos o rompimento dos 56 mil e dos 57 mil pontos. Os principais indicadores do gráfico diário sinalizam a tendência de alta, enquanto no gráfico de "30 minutos". aparecem algumas sinalizações contrárias, sugerindo a possibilidade da abertura ocorrer em queda. Porém, a principal tendência parece ser ainda a de alta. Os índices futuros do Ibovespa antes da abertura poderão mostrar a principal tendência.

Abaixo de 55.430 suportes imediatos em: 54.670, 54.500, 54.000, 53.840, 53.270 e 52.345 pontos.
Acima de 55.430 pontos resistências em: 55.590, 55.900 e 56.540 pontos.

quarta-feira, 27 de agosto de 2008

DJI...após 27/08...volatilidade e indefinição de tendência...


DJI abriu em 11.412 pontos e com os índices futuros em queda, veio até a mínima em 11.382 pontos. Reagiu a partir daí até a máxima em 11554 pontos. Na segunda metade do pregão refluiu até nova mínima em 11.470 pontos. Daí, na última meia hora de pregão, reagiu para finalizar em 11.502 pontos (+0,79%).

Análise: Números favoráveis de "Durable Orders", mostrando alguma recuperação na atividade econômica americana, melhorou o humor do mercado, principalmente na primeira metade do pregão. O retorno na segunda metade, pode ser creditado ao grau de incerteza que paira na economia face às espectativas dos números de "initial claims" que serão revelados amanhã, antes da abertura dos pregões.

No gráfico de "30 minutos" o Estocástico e o CCI/Ma cruzamento sinalizam tendência de queda, em oposição ao IFR e ao oscilador de momentos que sinalizam a continuidade da alta. No gráfico diário ainda se mantém a tendência de alta. Os índices futuros americanos antes da abertura, poderão sinalizar qual a melhor tendência para DJI.

Acima dos 11.554 pontos objetivos de alta em 11.630 e 11.660 pontos.
Abaixo de 11.445 pontos, seus objetivos de queda estarão em 11.345, 11.130 e 11.000 pontos.

Petrobras e Vale garantem alta de 2,13% ao Ibovespa

por Claudia Violante da Agência Estado
27.08.2008 17h30

A recuperação de preço das matérias-primas (commodities) permitiu à Bovespa interromper uma seqüência de três quedas seguidas e fechar com alta firme, superior a 2%. As ações da Petrobras e da Vale guiaram as ordens de compras, que ainda foram firmes em siderúrgicas e bancos. As bolsas norte-americanas, embaladas por um indicador econômico favorável divulgado mais cedo, também subiram, garantindo tranqüilidade aos negócios domésticos.
O Ibovespa, principal índice da Bolsa paulista, terminou o pregão em alta de 2,13%, aos 55.519,2 pontos. Oscilou entre a mínima de 54.366 pontos (+0,01%) e a máxima de 55.591 pontos (+2,27%). No mês, ainda acumula perdas, de 6,70% e, no ano, de 13,10%. O giro financeiro totalizou R$ 3,583 bilhões, abaixo da média diária de agosto (que também já está mais baixa do que nos últimos meses e soma R$ 4,904 bilhões até ontem, segundo o site da Bovespa).
As ações da Petrobras subiram na esteira do avanço do preço do petróleo. Na Bolsa Mercantil de Nova York, o petróleo subiu 1,62%, para US$ 118,15 o barril, com as preocupações sobre o avanço da tempestade Gustav para o Golfo do México, onde há várias instalações de petróleo e gás. Petrobras ON subiu 2,83% e PN, 2,95%.
As commodities metálicas também avançaram no mercado internacional e levaram as ações da Vale a fechar na máxima do dia, com variação de 3,27% as ON e de 4,03% as PNA. Os setores siderúrgico e bancário acompanharam a recuperação em bloco e com altas bastante firmes. Foram destaque Banco do Brasil ON, com +5,41%, e Metalúrgica Gerdau PN, com +3,84%. Hoje, o Citigroup elevou a recomendação de neutra para "overweight" (acima da média) do setor bancário, ajudando a influenciar a alta dos papéis.
Nos EUA, o índice de ações Dow Jones terminou em alta de 0,79%, o S&P avançou 0,80% e o Nasdaq terminou com variação positiva de 0,87%. Os ganhos foram sustentados pelo indicador positivo de encomendas de bens duráveis, vigor das ações do setor financeiro e percepção de que a alta do petróleo é temporária, à luz das condições de tempestade tropical no Golfo do México.
O Departamento do Comércio informou pela manhã que as encomendas de bens duráveis nos EUA inesperadamente subiram 1,3% em julho, ante expectativa dos economistas de queda de 0,4%. Também agradou a declaração do dirigente da regional do Federal Reserve (Fed, banco central dos EUA) de Atlanta, Dennis Lockhart, que previu hoje que a inflação norte-americana deverá ceder a partir do próximos meses.
Para amanhã, a apenas dois pregões do término de agosto, os investidores podem intensificar as compras para garantir melhor desempenho a suas carteiras. Mas isso apenas se os indicadores que serão conhecidos, principalmente nos Estados Unidos, e as commodities deixarem.

Indicador de bens duráveis traz alívio e Bolsa de NY sobe

por Renato Martins da Agência Estado
27.08.2008 18h08

O mercado norte-americano de ações fechou em alta, embora com os principais índices bastante abaixo das máximas do dia. Os volumes foram muito reduzidos, como é comum no auge da temporada de férias de verão nos EUA. O mercado reagiu ao indicador de encomendas de bens duráveis em julho, que mostrou alta de 1,3%, acima das previsões (-0,4%). "Os dados de bens duráveis, mais fortes do que se previa, sinalizam que a economia continua a resistir. Tendo em vista as más notícias constantes que vínhamos recebendo ultimamente do setor financeiro e do mercado de crédito, foi bom ver algo positivo, para variar", comentou o estrategista Ryan Detrick, da Schaeffer's Investment Research.
As ações das agências de crédito hipotecário subiram pelo terceiro dia consecutivo (Fannie Mae avançou 15,30% e Freddie Mac disparou 19,65%), depois de um analista do banco de investimentos Merrill Lynch dizer que elevar o capital dessas agências agora seria prematuro, porque seus níveis de capitalização ainda não caíram para níveis "críticos"; durante o dia circularam rumores de que o Departamento do Tesouro faria ainda hoje um anúncio relativo às agências, mas esses rumores foram negados; depois do fechamento, a Fannie Mae anunciou mudanças em seu comando. Também no setor financeiro, as ações do Merrill Lynch subiram 4,86%, depois de a Tomasek Holdings (fundo soberano de Cingapura) receber permissão para aumentar sua participação no banco de investimentos para algo entre 13% e 14%.
As ações das refinarias de petróleo estavam entre as que mais subiram, em reação a informes de que a tempestade tropical Gustav deverá ganhar força nos próximos dias, tornando-se um furacão, e deverá atingir a região produtora do Golfo do México (Valero Energy subiu 4,23% e Tesoro avançou 11,10%). As ações das companhias aéreas, porém, sofreram quedas fortes (UAL despencou 11,39%, Delta perdeu 7,81% e Northwest recuou 8,27%).
O índice Dow Jones fechou em alta de 0,79%, em 11.502,51 pontos. O Nasdaq encerrou com ganho de 0,87%, em 2.382,46 pontos. O S&P-500 subiu 0,80%, para 1.281,66 pontos. O NYSE Composite avançou 1,04%, para 8.349,84 pontos. As informações são da Dow Jones.

Restante da agenda do investidor para a última semana de agosto

por Rafael de Souza Ribeiro de InfoMoney
22/08/08 - 20h06

SÃO PAULO - Dentro da agenda da última semana de agosto, os investidores estarão atentos, sobretudo, ao PIB (Produto Interno Bruto) norte-americano e à minuta da última reunião do Fed.
No cenário nacional, a ênfase fica para o IGP-M (Índice Geral de Preços - Mercado) de agosto. Destaque também para as Notas do Banco Central, que trarão informações relevantes sobre o desempenho econômico do País no último mês.


Quinta-feira (28/8)

Brasil
8h00 - A FGV divulga a Sondagem Industrial referente ao mês de agosto, que reúne informações sobre a evolução da atividade da indústria nacional.

EUA
9h30 - Confira o número de pedidos de auxílio-desemprego (Initial Claims), em base semanal.
9h30 - O Departamento de Comércio anuncia os dados preliminares do PIB e de seu deflator, ambos baseados no segundo trimestre.


Sexta-feira (29/8)

Brasil
Não serão apresentados índices relevantes no País.

EUA
9h30 - Ênfase para os índices Personal Income e Personal Spending do mês de julho, que avaliam a renda individual dos cidadãos norte-americanos e os gastos dos consumidores, respectivamente.
10h45 - Será publicado o Chicago PMI referente ao mês de agosto, que mede o nível de atividade industrial na região.
11h00 - Para encerrar, a Universidade de Michigan divulga a versão revisada do Michigan Sentiment de agosto, que mede a confiança dos consumidores na economia norte-americana.

Segunda-feira (1/9)

Brasil

8h00 - A FGV publica o IPC-S (Índice de Preços ao Consumidor - Semanal) referente à quarta quadrissemana de agosto. O índice calcula a taxa mensal da variação dos preços até meados da semana anterior àquela em que é divulgado.
8h30 - O Banco Central organiza o relatório semanal Focus, que compila a opinião de consultorias e instituições financeiras sobre os principais índices macroeconômicos.
O Ministério de Comércio Exterior anuncia a Balança Comercial do acumulado de agosto, que mede a diferença entre exportações e importações contabilizadas durante o período.
Para encerrar, o Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos) revela a Pesquisa Nacional da Cesta Básica, feita mensalmente em 16 capitais brasileiras, na qual se avalia o salário mínimo necessário para a manutenção de uma família, através do valor dos produtos elementares.

EUA
Nesta data será comemorado o Dia do Trabalho no país, e conseqüentemente, não haverá pregão em Wall Street.

terça-feira, 26 de agosto de 2008

INDV 08..."doji" de indefinição, mas com tendência de alta!...


Análise:

O INDV08 abriu com "gap de queda" na mínima, em 54.600 pontos e conseguiu retomar o suporte dos 55.500 pontos, recuperando forças até a máxima em 56.080. Na segunda metade do pregão , como DJI não reagiu conforme se esperava com a leitura da Ata do FED, refluiu até encontrar suporte em 54.970 pontos. Reagiu novamente para finalizar em 54.400 pontos (estável).

No gráfico diário do índice o "candle" formado é um "doji" de aparente indefinição. Porém, analisando o gráfico de "30 minutos", observamos que a reação positiva na última hora de pregão fez com que os principais indicadores desse gráfico passassem a sinalizar tendência de alta.

A LTA traçada pelas mínimas em 54.600 e 54.970 indica possibilidade de abertura acima de 55 mil pontos. Assim a abertura e manutenção dos 55 mil pontos nas primeiras horas de pregão poderão sinalizar a possibilidade de alta, que provavelmente estará assegurada se esses suportes estiverem acima dos 55.500 pontos. Por outro lado, o baixo volume que se tem observado nos pregões anteriores ainda não assegura a certeza do rompimento das resistências em 56 mil e 56.650 pontos, prevendo-se portanto uma possiblidade de fechamento (ainda que em alta) abaixo desses valores, se não houver forte estímulo dos mercados externos e o de commodities.

Abertura na primeira meia-hora de pregão abaixo dos 54.600 pontos (provocada por cenário externo), indicará tendência de queda, com objetivos em 53.650 pontos.

Abertura e/ou manutenção do suporte em 53.650 pontos, poderá ensejar forte recuperação de tendência e em caso de nova ruptura dos 55.500 pontos, poderá levar o índice novamente aos 56/57 mil pontos.

A perda do suporte em 53.650 pontos sinaliza reversão de tendência e poderá levar o índice a buscar suportes em 51.650 e 50.700 pontos.

Havendo a ruptura com alta, dos 56.100 pontos, os próximos objetivos deverão ser 56.650, 56.900, 57.190, 57.350, 57.560 e 58.600 pontos.

IBOV...após 27/08..."doji" de indefinição, mas com tendência de alta...


O Ibovespa abriu 54.477 e seguiu rapidamente em queda até o suporte na mínima em 54.153 pontos, e daí, em boa recuperação foi até a máxima em 55.088 pontos. Com a abertura de DJI em queda, refluiu continuadamente até buscar suporte nos 54.600 pontos, enquanto aguardava pela Ata do FED. Com a manutenção das expectatias, refluiu até a mínima em 54.181, finalizando praticamente estável em 54.477 pontos ( -0,22%).

Análise: O "candle" formado pelo gráfico diário é um "doji" de indefinição. Apesar da perda do importante suporte em 54.500 pontos, a reação ocorrida a partir do suporte em 54.181 pontos, indica que o Ibovespa deverá retomar esse suporte caso se assegure a tendência de alta e quando retomado, poderá levá-lo novamente a buscar os 55 mil e posteriormente os 56 mil pontos. Apesar dos principais indicadores do gráfico diário se manterem indefinidos (ou em queda), os indicadores do gráfico de "30 minutos" sinalizam tendência de alta. Os índices futuros do Ibovespa antes da abertura poderão (ou não) confirmar essa tendência de queda.

Abaixo de 54.150 suportes imediatos em: 54.000, 53.840, 53.270 e 52.345 pontos.
Acima de 54.770 pontos resistências em: 54.900, 55.150, 55.670 e 56.000 pontos.

Ibovespa perde 0,22% e fecha em queda pelo 3º dia

por Claudia Violante da Agência Estado
26.08.2008 17h31

A recuperação das ações da Petrobras não impediu a Bovespa de fechar, pelo terceiro pregão consecutivo, em baixa e na contramão de Wall Street. A ausência de estrangeiros no mercado tem contribuindo para a apatia dos negócios e para a manutenção do giro estreito que tem sido visto nos últimos pregões.
O Ibovespa, principal índice, terminou o dia em queda de 0,22%, aos 54.358,7 pontos, depois de oscilar entre a mínima de 54.153 pontos (-0,60%) e a máxima de 55.088 pontos (+1,12%). No mês, a Bolsa acumula perdas de 8,65% e, no ano, de 14,91%.
Melhor do que ontem - mas não muito animador - o giro financeiro somou R$ 3,272 bilhões (o segundo menor do mês. "O estrangeiro está fora do mercado doméstico", comentou um experiente gestor de renda variável ao ponderar que os preços estão bastante atrativos para compras. "Com a proximidade do final do mês, algumas ações podem ter correções, com os gestores tentando recuperar um pouco do mês nestes últimos pregões de agosto."
Apesar de negativo, o Ibovespa foi ajudado pelas ações da Petrobras, que subiram na esteira do petróleo. A matéria-prima acabou em alta de 1,01% no contrato futuro com entrega em outubro negociado na Bolsa Mercantil de Nova York, para US$ 116,27 o barril. A elevação foi puxada pela previsão de que o furacão Gustav poderá atingir uma das regiões mais ricas em petróleo do Golfo do México no final de semana.
Petrobras ON subiu 0,86% e PNA, 1,12%. Vale, outra blue chip (ação de primeira linha), depois de passar a sessão num longo sobe-e-desce, acabou fechando sem uniformidade. Os papéis ON subiram 0,09% e os PNA recuaram 0,32%. Os metais fecharam em baixa no exterior, assim como as commodities (matérias-primas) agrícolas, em função da recuperação do dólar em relação a outras moedas.
O avanço da moeda norte-americana se deu depois que indicadores revelaram fraqueza na Alemanha. A maior economia da zona do euro deu sinais de recessão e seus efeitos sobre as bolsas só não foi pior porque os indicadores divulgados hoje nos Estados Unidos agradaram e levaram as ações para cima.
No mercado acionário de Nova York, o índice Dow Jones subiu 0,23% e o S&P avançou 0,37%, mas o Nasdaq perdeu 0,15%. O dado mais animador conhecido hoje foi o de confiança do consumidor, que subiu de 51,9 em julho para 56,9 este mês. Mas as vendas de imóveis novos também não desapontaram ao subir 2,4% em julho nos EUA.
A ata da reunião do início do mês do Federal Reserve (Fed, banco central dos EUA), divulgada no meio da tarde, acabou tendo impacto apenas momentâneo nos negócios com ações. O documento apontou que a autoridade monetária "não vê a atual posição da política como particularmente acomodatícia", sugerindo que as taxas de juro permanecerão estáveis nos próximos meses.

Dow Jones sobe com ações de energia e financeiras

por Renato Martins da Agência Estado
26.08.2008 18h15

O mercado norte-americano de ações fechou com os principais índices em direções divergentes, o Dow Jones e o S&P-500 em alta modesta e o Nasdaq em leve queda. Apesar de novos indicadores fracos sobre o setor de imóveis residenciais e de um informe negativo da Corporação Federal de Seguro de Depósitos (FDIC, na sigla em inglês) sobre o desempenho do setor bancário, as ações do setor financeiro continuaram a recuperar terreno, depois das fortes quedas recentes (AIG avançou 4,58% e Lehman Brothers ganhou 4,31%).
As ações das agências de crédito hipotecário também subiram (Fannie Mae registrou alta de 8,29% e Freddie Mac disparou 20,67%); depois do fechamento do mercado, a agência de classificação de risco Standard & Poor's rebaixou as notas de crédito (ratings) da dívida subordinada e das ações preferenciais das duas agências de A- para BBB+.
As ações do setor de energia estavam entre as que mais subiram, em dia de alta dos preços do petróleo e de intensificação das tensões entre a Rússia de um lado e os EUA e seus aliados europeus do outro. Entre as do setor de petróleo, as da Anadarko Petroleum subiram 6,40%, depois de a empresa anunciar um programa de recompra de ações de até US$ 5 bilhões; as da ExxonMobil avançaram 1,58% e as da Chevron tiveram uma alta de 0,33%. Entre as empresas de gás, as ações da Range Resources subiram 6,11% e as da XTO Energy avançaram 5,15%. As ações das companhias aéreas, por sua vez, sofreram quedas fortes (Alaska Air perdeu 6,85% e UAL caiu 8,38%). No setor de tecnologia, as ações da fabricante de chips para aparelhos de televisão de tela plana Broadcom caíram 4,78%, depois de os analistas da Oppenheimer rebaixarem sua recomendação.
O índice Dow Jones fechou em alta de 0,23%, em 11.412,87 pontos. O Nasdaq encerrou em baixa de 0,15%, em 2.361,97 pontos. O S&P-500 subiu 0,37%, para 1.271,51 pontos. O NYSE Composite avançou 0,42%, para 8.263,72 pontos. As informações são da Dow Jones.

INDV 08...após 25/08...perda do suporte em 55.500, pode levar a 53.650 pontos...


Análise:

A forte queda de DJI não permitiu uma recuperação do INDV08, fazendo com que perdesse o suporte nos 55.500 pontos que estava defendendo deste o início da segunda metade do pregão. Fechou em 55.400 pontos, depois da mínima em 55.300 pontos.Por outro lado, o baixo volume não assegura o rompimento novamente dessa resistência, prevendo-se portanto uma abertura em baixa do índice.

As possibilidades de abertura, considerando-se um cenário de possível recuperação, deverá apresentar suporte nos 55 mil pontos, na primeira meia-hora de pregão.

Abertura com suporte em 54.500 pontos, confirmará indefinição de tendência, com possibilidades de retornar aos 55.500 pontos.

Abertura com suporte em 53.650 pontos, ensejará forte recuperação de tendência e em caso de ruptura dos 55.500 pontos, levará o índice novamente aos 57 mil pontos.

Abertura com suporte intermediário entre os 54.500 e 55.500 pontos sem provocar rompimento da resistência em 55.500 pontos, poderá significar retorno aos suportes projetados em 53.650, 53.350 e 51.650 pontos.

A ruptura dos 55.500 pontos poderá levar o INDV08 a testar a resistência nos 56.200 pontos novamente. Caso esta seja rompida, os próximos objetivos de alta deverão ser 56.900, 57.350, 57.700 e 58.600 pontos.

O que olhar: o valor da empresa ou o preço na bolsa?

por Rodnei Riscali é diretor-executivo da Hera Investment
26/08/2008

Nos últimos dois meses, o mercado assistiu a uma enxurrada de ordens de venda de ações. As cotações derreteram sem que os compradores pudessem absorvê-las. A baixa registrada fez com que muitos analistas indagassem se o Brasil, que acabara de receber o tão esperado grau de investimento, ainda era a bola da vez para os investidores globais.
O país vive um momento de prosperidade econômica ímpar. O PIB cresceu 5,4% em 2007 e tem perspectivas de avançar neste ano e em 2009, 4,8% e 3,73%, respectivamente. A inflação medida pelo IPCA, apesar dos sustos recentes, voltou a ser projetada abaixo de 6,5%, o que corresponde ao teto da meta aceitável para o fim de 2008.
Já o índice Preço/Lucro (P/L) é o que mede em quantos anos um capital retorna na forma de dividendos ao investidor. Quanto menor, melhor. O P/L médio das ações brasileiras já esteve em 17 e agora está em torno de 13. Ou seja, os papéis nacionais estão sendo negociados, hoje, a preços bastante atrativos.
Os balanços trimestrais das grandes empresas, divulgados recentemente, mostram sinais de robustez. Isso se fundamenta em dados que não decepcionaram os investidores a ponto de reverem projeções para o médio e longo prazo.
No âmbito internacional, em meio a tantas perspectivas pessimistas e algumas até catastróficas, acompanha-se uma economia americana num ritmo de crescimento claramente menor, mas longe de um colapso. Já a tão falada bolha das commodities dá indícios de estar se dissipando, com os preços das principais matérias-primas próximos dos valores considerados justos. Seguindo a tendência de estabilização, o dólar também dá sinais de reversão de queda diante do euro.
Por aqui, diante de fatos e notícias tão positivos do lado da economia real, vemos, na face oposta, as ações sofrerem uma expressiva força de venda a ponto de muitas vezes não suportarem um pregão inteiro no campo positivo. A grande ironia é que, devido ao momento favorável que a economia brasileira passa em comparação aos demais países, o mercado interno fica como única opção aos "hedge funds" estrangeiros, que precisam cobrir prejuízos, saques e financiar compras de ações no mercado americano, universo este claramente em grande deságio. Tais movimentações, somadas, chegaram a retiradas no valor de US$ 15 bilhões.
Esses fundos de investimento representam uma modalidade de aplicação que reúne recursos de pessoas físicas e/ou jurídicas, por meio da aquisição de cotas. Os recursos desse grupo, administrado por uma instituição financeira, são destinados à aplicação em carteiras diversificadas de títulos e valores mobiliários, em cotas de outros fundos ou ainda em outros ativos disponíveis no mercado financeiro, dependendo do objetivo previsto.
Para melhor compreender seu funcionamento, é importante conhecer o objetivo de seu surgimento. Os "hedge funds" foram criados para propiciar uma redução do risco inerente às aplicações no mercado financeiro, visto que é raro se ter um investimento livre de risco. Considera-se que o risco de uma carteira é diferente do risco do ativo individual pelo benefício da diversificação no mercado. Quando se forma uma carteira de investimento, aplicando-se em diferentes classes de ativos, pode-se minimizar o risco de perda.
Essa modalidade, além de representar mais uma opção no mercado, favorece os pequenos e médios investidores, pois possibilita que invistam em ativos aos quais não teriam acesso, como títulos públicos, que até há pouco não eram vendidos diretamente ao pequeno investidor.
A partir daí, conclui-se que, atualmente, os "hedge funds" precisam liquidar prejuízos nos demais mercados e/ou levantar fundos para ir às compras - tanto no mercado americano como europeu, que, no final das contas, estão "baratos" e cujas perspectivas já não são tão desanimadoras. A atual abertura de oportunidade de compra, poucas vezes vista desde o início do movimento altista de meados de 2002, projeta-se em meio às notícias positivas que estão sobrando no mercado de ações brasileiro e que estarão no preço dos nossos ativos. Porém, ainda dependemos da inversão do fluxo dos investidores estrangeiros para que o cenário seja pleno. Nessa linha, os preços das ações no mercado para as empresas brasileiras não estão refletindo o valor real delas, o que está representado pelo bom momento que a economia está vivendo, além das perspectivas positivas a que foram projetadas.