segunda-feira, 19 de janeiro de 2009

Em pregão morno, Bovespa recua 1,30%

por Agência ESTADO
19 de Janeiro de 2009 18:32

A Bovespa teve uma segunda-feira morna, com volume baixo, apesar do exercício de opções sobre ações. O feriado dos EUA do Dia de Martin Luther King Jr. e a posse de Barack Obama amanhã no país deixaram os poucos investidores em "stand by". O pacote de socorro ao sistema financeiro do Reino Unido, que levou as bolsas europeias e brasileiras momentaneamente para cima, foi ofuscado pelo alerta de prejuízo do Royal Bank of Scotland (RBS).
O principal índice da Bolsa doméstica recuou 1,30%, aos 38.828,32 pontos. Na mínima, atingiu 38.700 pontos (-1,63%) e, na máxima, 39.570 pontos (+0,58%). No mês, acumula ganhos de 3,40%. O giro financeiro totalizou R$ 2,824 bilhões. Desse total, o vencimento movimentou R$ 1,184 bilhão, sendo R$ 893,305 milhões em opções de compra e R$ 290,276 milhões em opções de venda.
Sem o referencial norte-americano, a Bolsa doméstica trabalhou de olho na Europa. Apesar de o Reino Unido ter anunciado um pacote de ajuda ao setor bancário (o segundo) de até US$ 149 bilhões, o alerta de prejuízo emitido pelo RBS assustou. O banco avisou que anunciará uma perda de até 8 bilhões de libras (US$ 11,769 bilhões) referente ao ano passado, devido às condições difíceis do mercado e alertou que "persistem incertezas significativas" em seus negócios. A instituição informou ainda que o governo britânico vai substituir os 5 bilhões de libras em ações preferenciais do RBS por novas ações ordinárias.
Com isso, as bolsas na Europa fecharam em baixa, puxadas pelos papéis de bancos. O índice FT-100 da bolsa de Londres caiu 0,93%. As ações do Royal Bank of Scotland (RBS) caíram 64,27% em Londres. Em Paris, o índice CAC-40 perdeu 0,90%; em Frankfurt, o índice DAX-30 teve declínio de 1,15%.
No Brasil, ao contrário, o segmento financeiro serviu para conter as perdas, já que subiu em bloco. A maior alta do setor foi de Itaú PN, com +1,46%. Bradesco PN avançou 0,14%; Unibanco Unit, 0,81%; e Banco do Brasil ON, 0,28%.
Os investidores domésticos estão sem apetite - vide o giro financeiro do dia - e aguardam a posse de Obama na presidência dos Estados Unidos, amanhã, para ver se um rumo clareia no horizonte. Ninguém, entretanto, espera uma melhora milagrosa, da noite para o dia. Ainda mais porque a temporada de balanços é carregada e os dados que vêm pela frente não devem ser muito animadores. Assim como também não têm sido os indicadores brasileiros.
Hoje, o Ministério do Trabalho divulgou o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), que apurou em dezembro o fechamento de quase 655 mil postos de trabalho formais, o pior resultado mensal da série histórica. Embora a Bolsa não tenha reagido aos números, os analistas acreditam que eles reforçam um corte mais ousado da taxa Selic pelo Banco Central. O mercado aposta majoritariamente numa redução de 0,75 ponto, mas há quem estime um corte de 1 ponto. O Comitê de Política Monetária do Banco Central anuncia a nova taxa na quarta-feira.
No exterior, os metais básicos fecharam a maior parte em alta. No Brasil, Vale e siderúrgicas recuaram - exceção para CSN ON (+1,01%). Vale ON perdeu 1,10% e Vale PNA caiu 0,79%. Petrobras também caiu, 1,83% a ON e 1,85% a PN. No pregão eletrônico da Bolsa Mercantil de Nova York, às 18h14 (de Brasília), o petróleo operava em baixa de 5,12%, a US$ 34,64 por barril.

domingo, 18 de janeiro de 2009

IBOV...após 16/01...suportes e resistências


O candle formado no gráfico diário após o "martelo de alta" do pregão de quinta-feira, se assemelha a um "doji", com a ocorrência de fechamento praticamente igual à abertura (alta de +0,49%), nos 39.342 pontos. Como o movimento que deu formação a esse "doji" foi ascendente, ou seja, após a mínima nos 38.578 (-1,46%), o Ibovespa recuperou-se para fechar em leve alta, é muito provável que ocorra a continuidade desse movimento, na abertura dos pregões. A tendência de alta, estará mantida se o Ibovespa conseguir fechar acima dos 40.300 pontos, novamente. A retomada da tendência anterior de queda ocorrerá se o Ibovespa fechar abaixo dos 37.500 pontos.

Os suportes imediatos estão em 39.000, 38.500, 37.500 e 36.550 pontos.

As resistências imediatas estão em 39.370, 40.000, 40.320 e 40.900 pontos.

DJI...após 16/01...projeções para a 3a semana de janeiro


A perda dos 8.500 pontos da LTA de curto prazo iniciada em 05/12/2008, levou DJI a testar novamente o fundo do canal em 8 mil pontos. Respeitado esse fundo, é provável que DJI retome novamente, movimento ascendente rumo aos 8.500 pontos e posteriormente aos 8.900 pontos. A perda dos 8 mil pontos, no entanto, poderá indicar novo objetivo de queda, nos 7.800 e posteriormente, nos 7.500 pontos.

As resistências do gráfico semanal se encontram em 8.330, 8.550, 8.650, 8.750 e 8.900 pontos.

Os suportes do gráfico semanal estão em 8.090, 7.870 e 7.520 pontos.

Commodities...espectativas para a 3a. semana de janeiro


Fonte: Bloomberg

Situação em 16/01

INDEX NAME VALUE CHANGE OPEN HIGH LOW TIME
UBS BLOOMBERG CMCI 906.39 7.35 907.73 918.92 901.39
S&P GSCI 343.10 -.93 346.84 351.27 340.32
RJ/CRB Commodity 221.09 2.18 219.34 221.43 218.91
Rogers Intl 2505.27 8.20 2508.32 2552.35 2487.04


Situação em 09/01


INDEX NAME VALUE CHANGE OPEN HIGH LOW TIME
UBS BLOOMBERG CMCI 932.22 13.26 921.70 932.63 912.68
S&P GSCI 349.61 2.29 354.24 368.29 342.36
RJ/CRB Commodity 229.91 1.16 229.30 230.18 227.98
Rogers Intl 2612.61 21.69 2625.89 2625.90 2564.48

Variação semanal 09/01 a 16/01

INDICE Fechamento (09/01) Fechamento(16/01) VARIAÇÃO SEMANAL (%)
UBS BLOOMBERG CMCI 932.22 906.39 -2,77%
S&P GSCI 349.61 343.10 -1,86%
RJ/CRB Commodity 229.91 221.09-3,84%
Rogers Intl2612.61 2505.27 -4,10%

Análise:

O mercado de commodities na segunda semana útil do ano, deu sequência à queda iniciada na segunda metade da semana anterior, fazendo com que os principais índices, retrocedessem em média - 3,14% nessa segunda semana de 2009.Os preços das commodities continuam defasados em mais de 1/3 se comparados aos de um ano atrás e estão valendo metade dos preços praticados quando da máxima ocorrida em julho do ano passado. Apesar da constatação da recessão econômica espera-se alguma recuperação de preços com o anúncio do detalhamento do plano econômico de Barack Obama, em 20 de janeiro, podendo reverter a atual tendência de queda nesses preços.

sexta-feira, 16 de janeiro de 2009

Bolsas de NY terminam o dia em alta, mas bancos caem

por Agência ESTADO
16 de Janeiro de 2009 19:53

O mercado norte-americano de ações fechou em alta, em dia marcado pelo noticiário em torno de dois grandes bancos, o Bank of America e o Citigroup. As ações do setor financeiro, porém, voltaram a cair.
O índice Dow Jones fechou em alta de 68,73 pontos, ou 0,84%, em 8.281,22 pontos. A mínima foi em 8.109,34 pontos e a máxima em 8.341,20 pontos. O Nasdaq fechou em alta de 17,49 pontos, ou 1,16%, em 1.529,33 pontos. O S&P-500 subiu 6,38 pontos, ou 0,76%, para 850,12 pontos. O NYSE Composite subiu 39,75 pontos, ou 0,74%, para 5.387,50 pontos.
As ações do Bank of America caíram 13,70%, depois de o banco anunciar um prejuízo líquido de US$ 1,79 bilhão no quarto trimestre e de o governo dos EUA anunciar um pacote de ajuda financeira de US$ 20 bilhões, mais US$ 118 bilhões em garantias para ativos relacionados à aquisição do Merrill Lynch. As do Citigroup, que anunciou prejuízo líquido de US$ 8,3 bilhões no quarto trimestre e um programa de reestruturação, caíram 8,62%
Os ADRs (recibos de ações negociados nos EUA) do banco britânico Barclays fecharam em queda de 13,69%, depois de terem chegado a cair 32%. O banco disse não ver motivo específico para a queda, mas o operador James Hughes, da CMC Markets, observou que o Barclays é o banco britânico com maior exposição a títulos lastreados em ativos. No setor de tecnologia, as ações da Intel, que havia divulgado o resultado do quarto trimestre ontem, subiram 3,09%.
Na semana, o Dow Jones acumulou uma queda de 3,70%, o Nasdaq, uma baixa de 2,69% e o S&P-500, uma perda de 4,52%. As informações são da Dow Jones.

Bolsa fecha em alta de 0,49%, mas cai 5,4% na semana

por Agência ESTADO
16 de Janeiro de 2009 18:32

A ajuda dos EUA ao Bank of America (BofA), Citigroup e a aprovação, pelo Senado do país, da segunda tranche de recursos do Programa de Alívio de Ativos Problemáticos (Tarp), de US$ 350 bilhões, trouxe alívio ao mercado acionário, mas inconsistente. Os índices, aqui e nos Estados Unidos, sustentaram ganhos firmes na primeira parte da sessão, mas depois voltaram a trabalhar com muita volatilidade, retomando a alta com mais firmeza perto do fechamento. A avaliação dos especialistas é de que, apesar de a ajuda ter sido bastante positiva, o outro lado é que o mercado ainda precisa de ajuda e os balanços seguem trazendo números ruins.
O Ibovespa, principal índice da Bolsa brasileira, fechou em alta de 0,49%, aos 39.341,54 pontos. Na mínima, atingiu 38.578 pontos (-1,46%) e, na máxima, 39.904 pontos (+1,92%). Na semana, teve perdas de 5,39%, mas, em 2009, acumula alta de 4,77%. O giro financeiro totalizou R$ 3,594 bilhões.
A melhora no humor nas bolsas começou a ser desenhada ontem, com a expectativa, depois confirmada, de aprovação, pelo Senado dos EUA, da liberação da segunda parte dos recursos do Tarp do Departamento do Tesouro.
Hoje cedo, foi anunciada a ajuda extra de US$ 20 bilhões ao BofA pelo governo, que também dará garantia de até US$ 118 bilhões em proteção contra perdas em seus ativos. O Citigroup igualmente foi beneficiado com ajuda, do Federal Reserve (Fed, banco central dos EUA), que, em parceria com o Tesouro e a Corporação Federal de Seguro de Depósitos (FDIC, na sigla em inglês), finalizou um acordo pelo qual terá garantidos pelo governo US$ 301 bilhões em ativos.
Apesar dos anúncios de mais dinheiro para ajudar o sistema bancário norte-americano, os investidores foram às compras com um pé atrás. Afinal, os balanços das instituições trouxeram prejuízos consideráveis. O BofA, que adiantou a divulgação para hoje, informou perda líquida de US$ 1,79 bilhão no quarto trimestre de 2008, saindo do lucro líquido de US$ 268 milhões de igual período do ano anterior. O Citigroup, que também divulgou os números antes do previsto, teve perdas bem maiores, de US$ 8,29 bilhões no quarto trimestre, ou US$ 1,72 por ação.
Às 18h15, o índice Dow Jones subia 0,95%; o S&P, 0,79%; e o Nasdaq, 0,88%. As ações ainda repercutiram - lateralmente - a leva de indicadores divulgados hoje. O principal foi o dado de inflação ao consumidor, que registrou em 2008 a menor taxa desde 1954, de +0,1%, por causa do tombo de mais de 20% nos preços de energia. Também saiu a produção industrial dos EUA (queda de 2% em dezembro) e o índice preliminar de sentimento do consumidor da Universidade de Michigan (subiu para 61,9 em janeiro, de 60,1 em dezembro).
Segundo o economista da Um Investimentos, Hersz Ferman, a volatilidade não deve diminuir na próxima semana, mas a posse de Barack Obama, na terça-feira, e a decisão do Comitê de Política Monetária (Copom), na quarta-feira, podem deixar os investidores mais otimistas. Mas os dois eventos têm que justificar as expectativas. Para Obama, de pulso firme para conter a crise nos EUA. Para o Copom, ousadia no corte dos juros.
Na próxima segunda-feira, os Estados Unidos terão o feriado do dia de Martin Luther King Jr., mas a Bovespa enfrentará um vencimento de opções sobre ações. Hoje, as ações mais concorridas em vencimentos, Petrobras e Vale, fecharam em alta. Petrobras ON subiu 1,43%, Petrobras PN ganhou 0,75%, Vale ON avançou 1,87% e Vale PNA, 0,76%. O petróleo também subiu no exterior, 3,14% para US$ 36,51 por barril. Os metais tiveram fechamentos distintos.

IBOV...após 15/01...retomando a tendência de alta


A tendência de baixa do Ibovespa foi aparentemente revertida ao se atingir o objetivo de queda nos 37 mil pontos. O candle formado no gráfico diário após uma sequência de 4 pregões em queda, sinaliza reversão da tendência, o que se concretizará com fechamento do Ibovespa acima dos 40.300 pontos, novamente.

Os suportes imediatos estão em 39.000, 38.750, 38.200, 36.900 e 36 mil pontos.

As resistências imediatas estão em 39.500, 40.300 e 40.900 pontos.

DJI...após 15/01...reversão de tendência para alta..


Candle do gráfico diário formou "doji" indicativo de reversão de tendência após 6 pregões seguidos em queda.

Suportes imediatos em 8.170 e 8.000 pontos.
Resistências imediatas em 8.300, 8.400 e 8.520 pontos.

quinta-feira, 15 de janeiro de 2009

Bolsa de NY sobe com alívio dos temores sobre o Citi

por Agência ESTADO
15 de Janeiro de 2009 20:20

O mercado norte-americano de ações fechou em alta, em dia de grande volatilidade. O índice Dow Jones chegou a cair 205 pontos e a operar abaixo dos 8 mil pontos, o que não acontecia desde 21 de novembro. Investidores disseram que estavam esperando que o Dow Jones e o S&P-500 caíssem para níveis técnicos de suporte para voltar a comprar. O operador Roger Volz, da Hampton Securities, afirmou que estava na hora de se esgotar o movimento de vendas dos seis pregões anteriores, e que o noticiário da tarde sobre Bank of America e Citigroup deu impulso à recuperação. O informe de que a bancada do Partido Democrata na Câmara está apresentando um plano de estímulo à economia de US$ 825 bilhões, sendo US$ 550 bilhões em gastos públicos e US$ 275 bilhões em cortes de impostos, foi bem recebido pelo mercado.
O índice Dow Jones fechou em alta de 12,35 pontos, ou 0,15%, em 8.212,49 pontos. A mínima foi em 7.995,13 pontos e a máxima em 8.286,16 pontos. O Nasdaq fechou em alta de 22,20 pontos, ou 1,49%, em 1.511,84 pontos. O S&P-500 subiu 1,12 ponto, ou 0,13%, em 843,74 pontos. O NYSE Composite subiu 19,07 pontos, ou 0,36%, para 5.347,75 pontos.
As ações do Bank of America chegaram a cair 28% pela manhã, mas recuperaram terreno e fecharam em queda de 28,43%, em reação a informes de que o banco estaria para receber mais US$ 15 bilhões em ajuda financeira do governo, além dos US$ 25 bilhões já repassados pelo Departamento do Tesouro, e poderia receber também garantias de pelo menos US$ 100 bilhões para facilitar a absorção do Merrill Lynch e da Countrywide Financial. As do Citigroup chegaram a cair 26% pela manhã, em meio a especulações de que ele estaria negociando sua própria estatização, mas reduziram as perdas e fecharam em queda de 15,45%, depois de o grupo negar os rumores. As ações do JPMorgan Chase caíram 6,06%, em reação a seu informe de resultados do quarto trimestre.
No setor de tecnologia, as ações da Apple caíram 2,29%, depois de seu presidente, Steve Jobs, anunciar que vai tirar licença médica. As da Intel, que divulgaria resultados depois do fechamento, subiram 1,61%. As ações da Motorola subiram 7,52%, depois de a empresa anunciar que fará mais 4 mil demissões (além das 3 mil anunciadas no mês passado). Algumas das ações que mais haviam caído recentemente subiram, entre elas Alcoa (+3,77%), Home Depot (+4,11%) e DuPont (+3,22%). As informações são da Dow Jones.

Bovespa melhora com NY e encerra em alta de 3,08%

por Agência ESTADO
15 de Janeiro de 2009 19:15

O mercado acionário foi do inferno ao céu nesta quinta-feira, com uma volatilidade tão elevada que o índice variou 6 pontos porcentuais entre mínima e máxima. Nos piores momentos do dia, os temores com a desaceleração global, a economia norte-americana e a fragilidade do segmento financeiro levaram os investidores a venderem papéis. Ásia e Europa fecharam em baixa por conta disso.
Mas, no meio da tarde, as bolsas melhoraram com a expectativa de que o Senado norte-americano aprovasse, depois do fechamento das bolsas, autorização para o uso da segunda tranche da Programa de Alívio de Ativos Problemáticos (Tarp, na sigla em inglês), de US$ 350 bilhões para uma nova rodada de ajuda aos bancos . Também favoreceu a notícia, da Fox Business, de fontes, de que o Bank of America (BofA) vai receber US$ 15 bilhões em recursos da segunda tranche do mesmo Tarp, dinheiro que vai usar para acabar de pagar a compra do Merrill Lynch.
No finalzinho da tarde, a CNBC, sobre o mesmo assunto, informou que o governo dos EUA está discutindo uma garantia para ajudar o BofA absorver o Merrill Lynch, que incluiria dinheiro adicional do Tarp, num total entre US$ 100 bilhões e US$ 200 bilhões e seria similar a uma ajuda concedida pelo governo para o Citigroup.
Com isso, a Bovespa fechou em alta de 3,08%, aos 39.151,08 pontos. Na mínima, atingiu 36.806 pontos (-3,10%) e, na máxima, 39.197 pontos (+3,20%). No mês, acumula ganhos de 4,26%. O giro financeiro totalizou R$ 4,055 bilhões. Houve um atraso no leilão de fechamento e o after market, período noturno de negócios, teve pré-abertura às 19h05.
As notícias sobre os recursos do Tarp, verdadeiras ou não, motivaram os investidores, que já tinham se desfeito dos papéis ao longo da sessão, a irem às compras. As bolsas norte-americanas subiram. O índice Dow Jones fechou em alta de 0,15%; o S&P, de 0,13%; e o Nasdaq, de 1,49%.
Na Bolsa Mercantil de Nova York, o petróleo fechou em baixa de 5,04%, a US$ 35,40 por barril, mas longe das mínimas da sessão puxadas pelas notícias que reforçam o enfraquecimento da demanda global.
Na Bovespa, Petrobras PN teve o maior giro individual do pregão, com R$ 780 milhões. Fechou em alta de 3,29%, enquanto a ON avançou 3,43%. Vale ON teve ganhos de 2,61% e PNA, de 2,72%. Gerdau PN subiu 5%; Metalúrgica Gerdau PN, 4,59%; Usiminas PNA, 3,60%; CSN ON, 4,34%; Bradesco PN, 3,05%; Itaú PN, 1,81%; Unibanco Unit, 2,21%; BB ON, 6,31%.
As ações do BicBanco merecem registro, depois das notícias, desmentidas pela instituição, de que o Bradesco estaria negociando sua aquisição. Em comunicado enviado à Comissão de Valores Mobiliários, o BicBanco informou que "não existem negociações, propostas ou fatos quaisquer que configurem possíveis desdobramentos envolvendo a alienação da totalidade ou de parcela do capital do Banco por parte dos seus Controladores". Mesmo assim, as ações ON fecharam em forte alta, de 22,65%.

IBOV...após 14/01...suportes e resistências


A atual tendência, ainda de baixa, poderá levar o Ibovespa aos objetivos de queda em 37.000 e 36.525 pontos. Reversão desta tendência, somente com fechamento acima dos 40.300 pontos, novamente.

Os suportes imediatos estão em 37.800, 37.650, 37.500, 37.180, 37.000, 36.500 e 36 mil pontos.

As resistências imediatas estão em 38.500, 38.900, 39.000, 39.500 e 40.000 pontos.

DJI...após 14/01...suportes e resistências


Suportes imediatos em 8.150, 8.140 e 8.000 pontos.
Resistências imediatas em 8.350, 8.364 e 8.400 pontos.

quarta-feira, 14 de janeiro de 2009

Bovespa fecha em baixa de 3,95% com bancos e Vale

por Agência ESTADO
14 de Janeiro de 2009 18:32

Notícias fracas no setor corporativo, sobretudo sobre bancos, e indicadores frágeis sobre as economias norte-americana e europeia arrastaram as bolsas no velho continente, Wall Street e também a Bovespa para baixo. Os dados conhecidos hoje ampliaram os temores de desaceleração da demanda, com impacto direto sobre as matérias-primas, e com a saúde das instituições financeiras. Assim, papéis de bancos, Petrobras, Vale e siderúrgicas levaram a Bovespa ao menor fechamento em pontos desde o início de 2009.
O Ibovespa recuou 3,95%, aos 37.981,77 pontos - menor pontuação desde 30 de dezembro. Na mínima, atingiu 37.658 pontos (-4,77%) e, na máxima, 39.570 pontos (+0,06%). Por pouco os ganhos de janeiro não foram completamente apagados: +1,15%. Com saída de estrangeiros, o giro financeiro somou R$ 4,413 bilhões.
O investidor pôde, hoje, escolher qual notícia do setor financeiro repercutir nos negócios. O Deutsche Bank alertou para prejuízo no quarto trimestre, o Morgan Stanley previu que o HSBC precisará levantar capital, enquanto o Citigroup acertou a venda da unidade de corretagem para o Morgan Stanley. Dentre os indicadores, houve pressão da leitura fraca sobre a produção industrial na zona do euro e de um declínio mais acentuado do que a expectativa do mercado nas vendas do varejo norte-americano em dezembro.
A Bolsa de Londres caiu 4,97%, a de Paris perdeu 4,56% e a de Frankfurt teve declínio de 4,63%. A produção industrial da zona do euro caiu 1,6% em novembro ante outubro, e 7,7% ante o mesmo período em 2007. E o Produto Interno Bruto (PIB) da Alemanha cresceu 1,3% no ano passado, bem abaixo da expansão de 2,5% obtida em 2007.
Nos Estados Unidos, o catalisador da nova onda de mau humor foi o dado de vendas no varejo em dezembro, que mostrou queda de 2,7%, o sexto declínio consecutivo. Os recuos registrados em novembro e outubro também foram revisados para pior.
No final da tarde, o Federal Reserve (Fed, banco central dos EUA) divulgou o Livro Bege, que reúne as condições da economia norte-americana e que serve de base para a decisão sobre a taxa de juros do país. O documento destacou que a economia continuou a enfraquecer no começo de 2009 e que as vendas do varejo e a atividade de crédito recuaram, sendo que a qualidade dos empréstimos continua a preocupar. Ainda segundo o documento, as dispensas continuam na maioria dos distritos e o relatório do mercado de trabalho ainda não está mostrando muitos cortes nos bancos.
Nas Bolsas de Nova York, às 18h14 (de Brasília), o índice Dow Jones perdia 3,28%, o S&P caía 3,70% e o Nasdaq recuava 3,68%. As ações do Citigroup derreteram depois que o banco confirmou acordo para a venda para o Morgan Stanley de sua unidade de corretagem Smith Barney e das unidades no Reino Unido e Austrália.
Os dados semanais de estoque de petróleo também pressionaram as bolsas dos EUA ao subirem 1,144 milhão de barris na semana encerrada em 9 de janeiro. Os estoques de gasolina cresceram 2,068 milhões de barris e os de destilados aumentaram 6,346 milhões de barris.
O preço do petróleo passou a cair fortemente após os números de estoques, e isso afetou as ações do setor energético, lá e cá. Na Bolsa Mercantil de Nova York, o petróleo terminou o dia em queda de 1,32%, a US$ 37,28 por barril. No Brasil, as ações da Petrobras fecharam em baixa de 3,69% as ON e 2,71% as PN.
Tombos mais fortes foram registrados por bancos, acompanhando seus pares lá fora, Vale e siderúrgicas, com a queda dos metais básicos. Bradesco PN fechou em queda de 6,04%; Itaú PN, de 7,52%; Unibanco unit, 7,74%; BB ON, 6,74%; Vale ON, 4,65%; Vale PNA, 3,93%; Gerdau PN, 4,48%; Metalúrgica Gerdau PN, 4,38%; Usiminas PNA, 4,40%; e CSN ON, 2,06%.

IBOV...apos 13/01...suportes e resistências


A realização até os 38.620 pontos seguida de forte recuperação até a máxima nos 40.320 pontos no pregão de ontem, para depois refluir até os 39.200 pontos, não foi suficiente para garantir a possibilidade de reversão de tendência, fazendo com que o Ibovespa finalizasse nos 39.540 pontos, com ligeira recuperação no final do pregão. A atual tendência, ainda de baixa, poderá levar o Ibovespa aos objetivos de queda em 38.000, 37.000 e 36.525 pontos. Reversão desta tendência, somente com fechamento acima dos 41 mil pontos, novamente.

Os suportes imediatos estão em 39.000, 38.750, 38.000, 37.500 e 37.150 pontos.

As resistências imediatas estão em 39.700, 39.800, 40.000 e 41.200 pontos.

DJI...após 13/01...suportes e resistências


DJI ainda reluta para tentar recuperar os 8.500 pontos. A perda definitiva desse suporte levará DJI a testar novo intervalo de negociações, provavelmente entre os 8.500 e os 8 mil pontos. Os objetivos de queda, estão nos 8.250 e nos 7.800 pontos.

As resistências imediatas se encontram em 8.460, 8.500, 8.550, 8.600 e 8.700 pontos.

Os suportes imediatos estão em 8.400, 8.300, 8.250, 8.200 e 8.100 pontos.

terça-feira, 13 de janeiro de 2009

Restante da agenda do investidor para a segunda semana de janeiro

por Rafael de Souza Ribeiro de InfoMoney
09/01/09 19h58



SÃO PAULO - Dentro da agenda para a segunda semana de janeiro, os investidores estarão atentos, sobretudo, aos dados de inflação e às vendas do varejo de dezembro. Destaque também para o Livro Bege do Fed, que traz as percepções do colegiado quanto ao desempenho atual da economia norte-americana.

Assim como no front internacional, no cenário doméstico o foco fica com os índices de preços a serem publicados, além da Pesquisa Mensal do Comércio, elaborada pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

Quarta-feira (14/1)

Brasil

Não serão apresentados índices relevantes no País.

EUA

11h30 - O indicador Retail Sales, referente a dezembro, mede as vendas totais do mercado varejista, desconsiderando o setor de serviços. Já o Retail Sales ex-auto ignora também as vendas de automóveis.

11h30 - Serão apresentados o Export Prices e o Import Prices, ambos do mês de dezembro. Os índices excluem de suas bases a produção agrícola e as cotações do petróleo, respectivamente.

13h00 - O Business Inventories compreende o nível de vendas e de estoques das indústrias, além dos setores de atacado e varejo durante o mês novembro.

13h30 - Será anunciado o relatório de Estoques de Petróleo norte-americano, semanalmente organizado pela EIA (Energy Information Administration). O documento é considerado uma importante medida, já que os EUA são o maior consumidor do combustível.

17h00 - Investidores estarão atentos ao Livro Bege do Fed, relatório importante sobre o desempenho atual da economia do país.


Quinta-feira (15/1)

Brasil

8h00 - A FGV publica o IGP-10 (Índice Geral de Preços - 10) do mês de janeiro. O índice, que é formado por um conjunto de parâmetros de inflação, registra os preços desde matérias-primas agrícolas e industriais até bens e serviços finais.

EUA

11h30 - Confira o número de pedidos de auxílio-desemprego (Initial Claims), em base semanal.

11h30 - O Departamento de Trabalho publica os números do PPI (Producer Price Index) e de seu núcleo, que descrevem os preços praticados por produtores durante o mês de dezembro.

11h00 - O Fed da Filadélfia revela o Philadelphia Fed Index de janeiro, indicador responsável por mensurar a atividade industrial no estado.

13h00 - Para finalizar, a Universidade de Michigan anuncia a preliminar do Michigan Sentiment de janeiro, que mede a confiança dos consumidores na economia norte-americana.

Europa

O dia também será marcado pela reunião de política monetária do Banco Central Europeu, na qual o colegiado vai decidir sobre eventuais mudanças nos parâmetros do juro básico.


Sexta-feira (16/1)


Brasil

8h00 - A FGV publica o IPC-S (Índice de Preços ao Consumidor - Semanal) referente à segunda quadrissemana de janeiro. O índice calcula a taxa mensal da variação dos preços até meados da semana anterior àquela em que é divulgado.

9h30 - O IBGE revela a Pesquisa do Comércio de novembro, que acompanha a evolução da atividade comercial no Brasil, com indicadores calculados para cada região do País.

EUA

11h30 - Destaque para a divulgação do CPI (Consumer Price Index) e de seu núcleo, que mensuram os preços ao consumidor referentes ao mês de dezembro.

12h15 - Atenção especial para os números do setor industrial do mês de dezembro, descritos pelo Industrial Production e pelo Capacity Utilization.


Segunda-feira (19/1)


Brasil

7h00 - A Fipe (Fundação Instituto de Pesquisa Econômica) apresenta o IPC referente à segunda quadrissemana de janeiro. O índice é baseado em uma pesquisa de preços feita na cidade de São Paulo, entre pessoas que ganham de 1 a 20 salários mínimos.

8h30 - O Banco Central revela o relatório semanal Focus, que compila a opinião de consultorias e instituições financeiras sobre os principais índices macroeconômicos.

11h00 - O Ministério de Comércio Exterior reporta a Balança Comercial referente à semana anterior, que mede a diferença entre exportações e importações contabilizadas durante o período.

Haverá também o Vencimento de Opções sobre ações negociadas na BM&F Bovespa.

EUA

Será comemorado o Dia de Martin Luther King.

Dow Jones recua com temor sobre balanço de empresas

por Agência ESTADO
13 de Janeiro de 2009 19:54

O mercado norte-americano de ações fechou com os principais índices em direções divergentes, o Dow Jones em queda e o Nasdaq e o S&P-500 em alta. Operadores disseram que o Dow Jones foi pressionado pela preocupação quanto aos lucros das grandes empresas no quarto trimestre de 2008, especialmente a General Electric, objeto de relatório pessimista dos analistas do Barclays.
O índice Dow Jones fechou em queda de 25,41 pontos, ou 0,30%, em 8.448,56 pontos. O Nasdaq fechou em alta de 7,67 pontos, ou 0,50%, em 1.546,46 pontos. O S&P-500 subiu 1,53 ponto, ou 0,18%, para 871,79 pontos. O NYSE Composite recuou 12,19 pontos, ou 0,22%, para 5.538,84 pontos.
As ações da GE caíram 5,62%, depois de o Barclays rebaixar sua previsão de lucro. As da Alcoa, que havia divulgado resultados do quarto trimestre ontem depois do fechamento, recuaram 5,07%. As do Citigroup chegaram a cair 10% durante o pregão, mas se recuperaram e fecharam em alta de 5,36%, depois de o grupo confirmar os informes de que está negociando a venda de uma participação majoritária na corretora Smith Barney para o Morgan Stanley (cujas ações subiram 0,37%). Já as ações do Bank of America caíram 6,82%, em meio a discussões sobre o mérito da aquisição do Merrill Lynch. No setor de energia, as ações da ExxonMobil subiram 1,80% e as da Chevron avançaram 1,41%, em reação à alta dos preços do petróleo, a primeira em seis dias. As informações são da Dow Jones.

Bovespa encerra em alta de 0,36% com Vale e Petrobras

por Agência ESTADO
13 de Janeiro de 2009 18:35

A Bovespa teve uma sessão bastante volátil: abriu em queda, mantendo a realização de lucros de ontem, mas não prosseguiu no movimento. No início da tarde, passou a subir, mas também não teve constância: engatou um vaivém que durou até o fechamento - em alta, sustentada por Vale e Petrobras.
O balanço ruim da Alcoa, ontem, as declarações do presidente do Federal Reserve (Fed, banco central dos EUA), Ben Bernanke, a negociação do Citigroup com o Morgan Stanley e os temores sobre o que ainda está por vir pesaram a favor da venda de ações. Mas o movimento foi equilibrado por um resultado melhor do que o esperado da balança comercial dos EUA em novembro (déficit de US$ 40,44 bilhões) e pela recuperação de preço do petróleo e dos metais.
O Ibovespa, principal índice, terminou o dia em alta de 0,36%, aos 39.544,23 pontos. Na mínima, atingiu 38.623 pontos (-1,98%) e, na máxima, 40.323 pontos (+2,33%). No mês, acumula ganhos de 5,31%. O giro financeiro totalizou R$ 3,685 bilhões.
O petróleo passou a subir ainda pela manhã, influenciando as ações de energia. A alta foi puxada pelos rumores de que a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) poderá promover um novo corte na produção. Em Nova York, o petróleo subiu 0,51%, para US$ 37,78 por barril.
As ações da Petrobras acompanharam a recuperação do óleo e subiram, 0,35% as ON e 0,84% as PN. Esta tarde, a estatal informou que exportou uma média de 620 mil barris de petróleo por dia em dezembro, o que representa um recorde na história da companhia.
A melhora do preço do petróleo acabou desanuviando a pressão baixista sobre os metais básicos, que fecharam em alta, também em função do avanço do dólar ante o euro. Isso favoreceu os papéis da Vale: os ON subiram 2,70% e os PNA, 2,18%.
O ganho de Vale não foi acompanhado pelas siderúrgicas, que sofreram influência negativa do balanço da Alcoa e também da previsão de queda do preço do aço feita por um banco estrangeiro em relatório. Depois de a ArcelorMittal ter cotado seus preços dos aços planos em até 10% neste mês, o movimento deve ser seguido por outras siderúrgicas domésticas, acreditam os analistas.
Gerdau PN terminou em baixa de 1,99%, Metalúrgica Gerdau PN caiu 1,59%, Usiminas PNA perdeu 0,41% e CSN ON recuou 1,65%.
O setor bancário também fechou em bloco em queda, refletindo a fraqueza do segmento nos Estados Unidos e após relatório do Morgan Stanley baixando a recomendação de bancos brasileiros. Bradesco PN cedeu 3,87%; Unibanco Unit, 3,16%; Itaú PN, 3,66%; Banco do Brasil ON, 3,94%.
Logo cedo, as bolsas caíram em reação aos números ruins do balanço da Alcoa, que divulgou ontem à noite líquido de US$ 1,2 bilhão no quarto trimestre. O mercado também reagiu às declarações de Bernanke de que o momento da recuperação econômica é incerto e o governo do presidente eleito Barack Obama e o Congresso terão de adotar mais medidas para reativar a economia dos EUA, com foco no fortalecimento do sistema financeiro.

Crise requer mais medidas para sanear sistema financeiro, diz Bernanke

por Valor Online
13/01/2009 12:58


SÃO PAULO - Os incentivos fiscais podem dar estímulo à atividade, mas a recuperação econômica também exige um plano mais complexo, que estabilize o sistema financeiro e restabeleça os fluxos normais de crédito, afirmou hoje o presidente do Federal Reserve (Fed, banco central dos Estados Unidos), Ben Bernanke. Ele assegurou que o Fed continuará a usar " agressivamente " os instrumentos de que dispõe para enfrentar o maior desafio no curto prazo, que é promover uma recuperação econômica global, mas ponderou que outras medidas serão necessárias.
" O novo governo (de Barack Obama) e o Congresso estão discutindo agora um vigoroso pacote fiscal que, se aprovado, pode prover um impulso significativo para a atividade econômica " , mencionou Bernanke. " Em minha opinião, porém, ações fiscais não promovem uma recuperação duradoura, a menos que sejam acompanhadas de medidas fortes para estabilizar e fortalecer o sistema financeiro. A História demonstra que uma economia moderna não pode crescer se o seu sistema financeiro não está operando efetivamente. "
O presidente do Fed reconheceu medidas já tomadas pelo governo americano para tentar domar a crise, como as injeções de cerca de US$ 250 bilhões feitas pelo Tesouro em instituições financeiras e o aumento das garantias a empréstimos e títulos bancários, que se aliaram a iniciativas de outros países e impediram um agravamento ainda maior da situação. " No entanto, com a piora das perspectivas de crescimento econômico, a continuidade das perdas de crédito e da depreciação de ativos pode manter a pressão no capital e no balanço das instituições financeiras por algum tempo " , disse Bernanke em discurso na London School of Economics, na Inglaterra. " Consequentemente, mais injeções de capital e garantias podem ser necessárias paa assegurar a estabilidade e a normalização dos mercados de crédito. "

Para Bernanke, o Tesouro americano pode ajudar os bancos a retirar de seus balanços os ativos com problemas - seja pela compra desses ativos, seja dando garantias a eles. Com esse saneamento, acredita ele, as instituições conseguirão atrair investimentos privados.

Bernanke considera inevitável auxiliar a indústria bancária, porque a economia como um todo depende dos fluxos de crédito que passam por essas instituições. " Os efeitos destrutivos da instabilidade financeira no nível de emprego e de crescimento já são evidentes em todo o mundo. " No entanto, ele criticou a pressão existente para ajudar bancos " grandes demais para falir " . Para ele, " é inaceitável que grandes bancos que o governo agora é compelido a auxiliar estivessem entre os maiores tomadores de risco durante o período de crescimento " . No futuro, defendeu, instituições cuja quebra possa gerar um risco sistêmico devem aceitar um escrutínio mais rigoroso de sua política de assunção de risco.
Se a recuperação global é o desafio de curto prazo, existem outros para o longo prazo cujo enfrentamento, segundo Bernanke, " não se pode dar ao luxo de adiar " . Entre esses desafios, ele citou o fortalecimento do sistema regulatório e a melhora nos instrumentos de administração de risco. Ao concluir seu discurso, o presidente do Fed lembrou que o mundo, hoje, é interconectado e as ações para aprimorar o sistema regulatório devem ser compartilhadas com outros mercados. " A cooperação internacional é essencial se quisermos ter sucesso ao lidar com esta crise e lançar as bases para uma recuperação saudável e sustentada. "

IBOV...após 12/01...sinalizando objetivos de queda nos 37 mil pontos...


A forte realização ocorrida no pregão de ontem ocasionando a perda de importante suporte nos 40 mil pontos, está sinalizando reversão da tendência de alta, apontada no gráfico semanal. A atual tendência apresenta objetivos de queda em 39.200, 37.000 e 36.525 pontos.

Os suportes imediatos estão em 39.200, 38.000, 37.000 e 36.625 pontos.

As resistências imediatas estão em 39.500, 39.800, 40.000 e 41.200 pontos.