quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009

Dow Jones encerra em leve baixa, mas Nasdaq sobe

por Agência ESTADO
12 de Fevereiro de 2009 20:00

O mercado norte-americano de ações fechou com os principais índices em direções divergentes, o Dow Jones em leve queda e o Nasdaq e o S&P-500 em alta. Todos os índices operaram a maior parte do pregão em queda, refletindo a ansiedade dos investidores diante das incertezas de um plano de ajuda ao setor financeiro que permanece vago e de um projeto de estímulo à economia que ainda está sendo discutido no Congresso. O índice Dow Jones chegou a cair 246 pontos, batendo na mínima de 21 de novembro, e o S&P-500 chegou a cair 3,1%.
A recuperação aconteceu na última hora do pregão, depois de a agência Reuters dizer que o governo do presidente Barack Obama está preparando um plano para subsidiar compradores de imóveis residenciais em dificuldades.
O índice Dow Jones fechou em baixa de 6,77 pontos, ou 0,09%, em 7.932,76 pontos. A mínima foi em 7.693,98 pontos e a máxima, em 7.938,82 pontos. O Nasdaq fechou em alta de 11,21 pontos, ou 0,73%, em 1.541,71 pontos. O S&P-500 subiu 1,45 ponto, ou 0,17%, para 835,19 pontos. O NYSE Composite subiu 3,77 pontos, ou 0,07%, para 5.256,45 pontos.
Entre as ações que compõem o Dow Jones, o destaque positivo foi Coca-Cola, com alta de 7,49%, em reação a seu informe de resultados do quarto trimestre. As da concorrente PepsiCo, que divulga resultados nesta sexta-feira, avançaram 2,75%. As ações do setor financeiro recuperaram boa parte das perdas do dia, mas ainda assim fecharam em queda (Bank of America cedeu 2,97%, Citigroup recuou 1,36% e JPMorgan Chase caiu 0,66%). As da General Electric caíram 2,60%; elas têm acompanhado as ações dos bancos, devido à preocupação dos investidores com o destino de sua unidade financeira, a GE Capital. As informações são da Dow Jones.

Bovespa fecha com perda de 0,84%, prejudicada por NY

por Agência ESTADO
12 de Fevereiro de 2009 18:30

As dúvidas quanto ao alcance dos planos de estímulo econômico nos Estados Unidos - bem como em relação às medidas em si, no caso do pacote do Tesouro - criaram um ambiente de aversão a risco reforçado pela continuidade de indicadores frágeis e balanços ruins. Isso levou a uma queda generalizada nas bolsas de valores mundiais, embora a Bovespa tenha encontrado um ponto de suporte importante que acabou por limitar as perdas.
O Ibovespa terminou a sessão em queda de 0,84%, aos 40.500,79 pontos. Tocou a mínima de 39.992 pontos (-2,09%) e a máxima de 41.082 pontos (+0,58%). No mês, acumula elevação de 3,06% e, no ano, de 7,86%. O giro somou R$ 3,667 bilhões.
A onda de pessimismo que abateu o mercado hoje foi tão forte que nem mesmo o fato de o principal indicador aguardado nos Estados Unidos, o de vendas no varejo, ter sido positivo desanuviou o ambiente. Pela primeira vez em sete meses, as vendas cresceram 1% em janeiro, ante previsão de queda de 0,8%. Os especialistas interpretaram o dado como sendo um ajuste.
A diminuição de oito mil no número de pedidos de auxílio-desemprego na última semana nos EUA também não agradou, mas por causa do dado que mostra a média móvel em quatro semanas. Neste caso, o resultado cresceu 24 mil, para 607,5 mil, o maior nível desde novembro de 1982. Já os estoques das empresas caíram 1,3% em dezembro, a maior queda desde o declínio recorde de 1,5% de outubro de 2001.
Com a demanda menor por produtos finais, as commodities (matérias-primas) também despencaram hoje. No caso do petróleo, o produto afundou pela quinta sessão seguida e fechou a US$ 33,98 por barril, em baixa de 5,45%.
Os investidores não estão conseguindo ver a luz no final do túnel, principalmente depois que o governo Obama não sanou as dúvidas sobre como funcionará o plano para adquirir ativos tóxicos do sistema. Também o pacote que deve ser aprovado até amanhã pelo Congresso será menos ousado do que queria o novo presidente norte-americano - e pode ter efeitos menos eficazes.
Nas Bolsas de Nova York, às 18h20 (de Brasília), o índice Dow Jones caía 2,22%, o S&P recuava 2,12% e o Nasdaq cedia 1,27%, com os bancos entre as maiores quedas. Na Europa, os temores norte-americanos também pesaram, assim como a queda na produção na zona do euro e balanços ruins. Hoje, a Espanha engrossou a lista dos países que estão em recessão técnica, ao anunciar um recuo de 1% no Produto Interno Bruto (PIB) do país no quarto trimestre. A Bolsa de Londres caiu 0,76%.
No Brasil, o Ibovespa chegou a operar no azul no meio da tarde, depois que alguns pontos de suporte, do índice e de algumas ações, foram atingidos ao longo da sessão. "Havia um suporte nos preços das blue chips (ações de primeira linha), mas a bolsa começou a diminuir as perdas depois de cair, momentaneamente, abaixo dos 40 mil pontos", comentou um experiente profissional.
A recuperação momentânea da Bovespa para o azul - e a diminuição das perdas até o final da sessão - foi patrocinada principalmente pela inversão para cima das ações da Petrobras. No final, entretanto, as ações recuaram, 0,76% a ON e 0,41% a PN.
Vale também melhorou na parte da tarde, mas também não teve gás para sustentar-se em alta. A ON terminou em baixa de 1,89% e a PNA, de 1,62%. O noticiário no setor minerador foi bastante rico hoje, com o principal destaque reservado à Chinalco, que vai formar uma parceria estratégica com a Rio Tinto, no valor de US$ 19,5 bilhões.

DJI...após 11/02...suportes e resistências


DJI abriu em 7.887 evoluiu até a máxima em 7.983, depois não resistiu à pressão vendedora vindo buscar fundo na mínima em 7.852 pontos. No final, com a melhora do humor pela finalização dos entendimentos sobre o pacote econômico, DJI finalizou em alta modesta de +0,64%. O "candle" do gráfico diário se assemelha a um "piercing" mas que associado à forte realização do dia anterior pode estar sugerindo a possibilidade da construção de um "harami" de alta. Enquanto não forem esclarecidos determinados pontos do pacote econômico é possível que DJI oscile abaixo dos 8 mil pontos, com tendência indefinida.

Suportes em 7.856, 7.840, 7.800 e 7.700 pontos
Resistências em 7.950, 8.000 e 8.070 pontos

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009

Restante da agenda do investidor para a segunda semana de fevereiro

por Rafael de Souza Ribeiro de InfoMoney

06/02/09 19h52

SÃO PAULO - Dentro da agenda para a segunda semana de fevereiro, os investidores estarão atentos, sobretudo, aos dados sobre o mercado de varejo norte-americano.

No cenário nacional, o destaque fica para os indicadores de inflação a serem divulgados durante a semana, como o IGP - 10 referente ao mês de fevereiro.

Quinta-feira (12/2)

Brasil

Não serão divulgados índices relevantes no País.

EUA

11h30 - Confira o número de pedidos de auxílio-desemprego (Initial Claims), em base semanal.

11h30 - Principal destaque para o indicador Retail Sales referente ao mês de janeiro, que mede as vendas totais do mercado varejista, desconsiderando o setor de serviços. Já o Retail Sales ex-auto ignora as vendas de automóveis.

13h00 - O Business Inventories compreende o nível de vendas e de estoques das indústrias, além dos setores de atacado e varejo durante o mês dezembro.


Sexta-feira (13/2)

Brasil

8h00 - A FGV apresenta o IGP-10 (Índice Geral de Preços - 10) do mês de fevereiro. O índice, que é formado por um conjunto de parâmetros de inflação, registra os preços desde matérias-primas agrícolas e industriais até bens e serviços finais.

EUA

13h00 - A Universidade de Michigan publica a preliminar do Michigan Sentiment de fevereiro, que mede a confiança dos consumidores na economia norte-americana.


Segunda-feira (16/2)

Brasil

8h30 - O Banco Central revela o relatório semanal Focus, que compila a opinião de consultorias e instituições financeiras sobre os principais índices macroeconômicos.

11h00 - O Ministério de Comércio Exterior reporta a Balança Comercial referente à semana anterior, que mede a diferença entre exportações e importações contabilizadas durante o período.

Haverá também Vencimento de Opções sobre ações negociadas na BM&F Bovespa.

EUA

Será comemorado o Presidents Day neste dia.

Bolsa de NY termina em alta com acordo no Congresso

por Agência ESTADO
11 de Fevereiro de 2009 20:14

O mercado norte-americano de ações fechou em alta, em reação ao anúncio de que as lideranças das duas Casas do Congresso dos EUA chegaram a um acordo em torno do pacote de medidas de estímulo à economia. Entre gastos públicos e incentivos fiscais, a versão final do pacote, que deverá ser votado nos próximos dias, será de US$ 789 bilhões, menos do que os projetos aprovados na Câmara e no Senado previam.
O índice Dow Jones fechou em alta de 50,65 pontos, ou 0,64%, em 7.939,53 pontos. O Nasdaq fechou em alta de 5,77 pontos, ou 0,38%, em 1.530,50 pontos. O S&P-500 subiu 6,58 pontos, ou 0,80%, para 833,74 pontos. O NYSE Composite subiu 37,97 pontos, ou 0,73%, para 5.252,68 pontos.
Dois indicadores divulgados nesta quarta-feira contribuíram para que os participantes do mercado se mantivessem cautelosos: os dados do comércio exterior da China em janeiro (queda de 43% nas importações, em comparação com janeiro de 2008) e os estoques norte-americanos de petróleo na semana passada (crescimento muito maior do que se previa).
No setor de petróleo, as ações da ExxonMobil caíram 2,05%, em reação à queda nos preços que se seguiu à divulgação dos dados de estoques. Entre os bancos, os destaques foram algumas das ações que mais haviam caído ontem, como Citigroup (+10,15%), Bank of America (+9,17%) e JPMorgan Chase (+5,97%). No setor de tecnologia, as ações da Research in Motion, fabricante do BlackBerry, caíram 14,51%, pressionando o Nasdaq, depois de a empresa fazer um alerta de queda nos lucros. As informações são da Dow Jones.

Bolsa encerra em baixa de 0,88%, pressionada por Vale

por Agência ESTADO
11 de Fevereiro de 2009 18:38


Em uma sessão bastante volátil, a Bovespa descolou-se de Nova York e fechou novamente em queda, por causa, principalmente, do comportamento das ações da Vale e também de siderúrgicas. A fraqueza de Petrobras à tarde reforçou as ordens de venda, e o Ibovespa, principal índice, fechou abaixo dos 41 mil pontos.
O Ibovespa terminou a quarta-feira com recuo de 0,88%, aos 40.845,62 pontos. Na mínima, atingiu 40.286 pontos (-2,24%) e, na máxima, 42.032 pontos (+2%). No mês, ainda acumula ganhos, de 3,93%, e, no ano, de 8,78%. O giro financeiro, como tem acontecido nos dias de queda da bolsa, foi menor e totalizou R$ 3,726 bilhões.
Depois do tombo de ontem, os investidores acordaram mais dispostos hoje a reações menos irracionais, o que favoreceu a alta das bolsas em boa parte do dia. Na Europa, os índices avançaram diante da notícia de que o Congresso dos EUA e a Casa Branca estariam perto de firmar um acordo sobre o pacote de recuperação econômica. A expectativa é de que até o final da semana ocorra a votação do texto. A Bolsa de Londres subiu 0,50% e a de Paris, 0,23%.
Hoje, as atenções se voltaram novamente para a fala do secretário do Tesouro norte-americano, Timothy Geithner, em audiência do Comitê de Orçamento do Senado. A expectativa era de que ele desse mais detalhes do pacote vago que anunciou ontem, mas também hoje ele se esquivou. Disse apenas que o Departamento do Tesouro quis evitar a apresentação de um programa que corresse o risco de ser abandonado mais adiante. Mas afirmou que o Tesouro manterá consultas com o Congresso para definir os detalhes da reforma do Programa de Alívio de Ativos Problemáticos (Tarp, na sigla em inglês).
Nos EUA, o pregão também foi volátil e os índices chegaram a operar no negativo. Este comportamento, entretanto, foi momentâneo e, às 18h19 (de Brasília), o índice Dow Jones subia 0,85%, o S&P ganhava 0,94% e o Nasdaq, 0,61%. Os papéis de bancos foram hoje destaque de alta por lá, assim como no Brasil, onde subiram em bloco.

Vale

Vale, no entanto, recuou pela terceira sessão seguida. Nos últimos dias, os analistas vinham justificando tal comportamento como uma realização de lucros em razão das altas acumuladas em 2009 (de mais de 35% até a última sexta-feira). A movimentação em torno dos vencimentos na próxima semana também serviu de explicação. "Os investidores vinham desovando Vale para comprar Petrobras. Tudo para puxar o índice para os vencimentos da semana que vem", justificou um experiente operador de uma corretora em São Paulo.
Hoje, no entanto, o noticiário do setor minerador e siderúrgico esteve carregado e também serviu de suporte ao desempenho dos papéis. As ações aprofundaram as perdas à tarde com as declarações do executivo-chefe da ArcelorMittal, Lakshmi Mittal, de que os preços do minério devem cair de forma acentuada ao longo de 2009, em razão de a crise ter diminuído a demanda por aço. Também jogou contra a suspensão das negociações com ADRs (recibos de ações negociados nos EUA) da Rio Tinto na Bolsa de Valores de Nova York, após a confirmação de que a empresa está em negociação com a Chinalco para a venda de ativos. Por fim, a China, um dos principais compradores de matérias-primas do globo, informou que em janeiro as importações de minério de ferro caíram 5,4% em relação a dezembro. A queda das importações foi ainda maior, de 11,3%, se comparada com janeiro de 2008.
Vale ON caiu 2,79%, Vale PNA perdeu 1,94%, Gerdau PN ganhou 0,13%, Metalúrgica Gerdau PN cedeu 2,59%, Usiminas PNA recuou 2,81% e CSN ON caiu 2,70%.

Petrobras
Petrobras, que sustentou-se no azul em grande parte da sessão, não resistiu e também recuou, assim como já havia se comportado na véspera, acompanhando o tombo do preço do petróleo. Petrobras ON caiu 1,14% e Petrobras PN cedeu 0,55%. Na Bolsa Mercantil de Nova York, o contrato para março do petróleo despencou 4,29%, a US$ 35,94 o barril, por causa dos elevados estoques do produto anunciados nos EUA.

terça-feira, 10 de fevereiro de 2009

IBOV...após 10/02...suportes e resistências


O Ibovespa realizou fortemente após alcançar a máxima, nos 42.819 pontos (+1,71%), sintonizado com DJI. Refluiu até atingir a mínima nos 40.960 pontos, reagindo a partir desse suporte para finalizar em 41.207 pontos (-2,12%). A recuperação do topo anterior nos 42.525 pontos poderá levar o Ibovespa novamente à busca dos 43/44 mil pontos. A perda do suporte nos 40.900 pontos poderá trazer o Ibovespa novamente no suporte dos 40 mil pontos. O "candle" do gráfico diário se assemelha a um "piercing cheio" que associado ao "martelo invertido" do pregão anterior pode estar sinalizando, a possibilidade de uma reversão nessa tendência de queda, no curto prazo. O gráfico semanal ainda apresenta tendência altista, com objetivos nos 44.700 pontos.

Suportes imediatos em 41.050, 40.800, 40.450 e 40.000 pontos

Resistências imediatas em 41.400, 42.000, 42.100, 42.600, 42.820 e 43.350 pontos

DJI...após 10/02...suportes e resistências


DJI abriu na máxima em 8.269 pontos e enquanto aguardava o anúncio dos detalhes do pacote econômico, operou com indefinição de tendência, realizando levemente, enquanto "lateralizava". Na segunda metade do pregão quando o Secretário do Tesouro anunciou que seriam necessários a injeção de 1,5 a 2 trilhões de dólares para sanear o setor financeiro, sem no entanto detalhar de onde viriam esses recursos, quando e como seriam aplicados, as ações dos conglomerados financeiros, começaram a desabar, impondo fortes perdas a DJI, que chegou a perder mais de 5% atingindo a mínima em 7.849 pontos e fechando em seguida, nos 7.889 pontos ( -4,52%). O "candle" do gráfico diário se assemelha a uma figura intermediária entre um "marubozu" e um "grande martelo" cheios, mostrando a predominância da pressão vendedora, porém com alguma possibilidade de reversão na tendência baixista, provocada pela reação ocorrida pouco antes do fechamento. A forte realização intraday fez ainda com que os principais osciladores sinalizem ainda a tendência de queda.

Suportes imediatos em 7.880, 7.850, 7.800 e 7.750 pontos.
Resistências imediatas em 8.010, 8.040, 8.090, 8.200 e 8.240 pontos.

Dow Jones fecha próximo ao nível mais baixo em 5 anos

por Agência ESTADO
10 de Fevereiro de 2009 20:42

O mercado norte-americano de ações fechou o dia de hoje com os principais índices em forte queda. O Dow Jones teve sua maior perda desde 1º de dezembro e fechou no nível mais baixo desde 20 de novembro, ficando apenas 4,5% acima do índice mais baixo dos últimos cinco anos e meio (7.552 pontos, em 20 de janeiro). O S&P-500 fechou no nível mais baixo desde 2 de fevereiro e o Nasdaq sofreu sua maior queda desde 20 de janeiro, passando a acumular perda no ano de 2009.
O índice Dow Jones fechou em queda de 381,99 pontos (4,62%), em 7.888,88 pontos. A mínima ficou em 7.848,74 pontos e a máxima, em 8.269,44 pontos. O Nasdaq fechou em queda de 66,83 pontos (4,20%), em 1.524,73 pontos. O S&P-500 caiu 42,73 pontos (4,91%), para fechar em 827,16 pontos. O NYSE Composite caiu 265,17 pontos (4,84%), para 5.214,71 pontos.
O mercado operou "de lado" pela manhã até o secretário do Tesouro, Timothy Geithner, anunciar o tão esperado plano de auxílio ao setor financeiro. Mas o que foi anunciado foram apenas as linhas gerais do pacote, que incluem a criação de um fundo público-privado para comprar ativos "podres" dos bancos, "testes de estresse" para a solvência das instituições financeiras e mais recursos para o crédito para pessoas físicas e empresas.
"Mais detalhes precisam sair. Em teoria, o que foi anunciado é positivo. Mas como o plano vai funcionar? Quais são os detalhes na ponta privada? Eu pessoalmente não vejo maneiras específicas pelas quais isso possa ser financiado. A falta de detalhes foi um pequeno abalo na confiança", disse o chefe de renda fixa da SEI Investments, Sean Simko.
À tarde, as ações aceleraram sua queda em relação à declaração do presidente do Federal Reserve (Fed, o banco central dos Estados Unidos), Ben Bernanke, de que a maior oferta de liquidez por parte da instituição "não será uma panaceia" para os bancos.
Todas as 30 componentes do Dow Jones fecharam em queda, com destaque para as ações do setor financeiro (Bank of America teve queda de 19,30%, Citigroup caiu 15,19%, American Express fechou em baixa de 10,03% e JPMorgan Chase teve queda de 9,75%). As ações da General Motors caíram 4,59%, depois de a empresa anunciar mais 10 mil demissões. As da Alcoa recuaram 10,00%. Entre as ações de empresas que divulgaram resultados, os ADRs do banco suíço UBS subiram 1,36% e as da seguradora Lincoln National caíram 18,85%.


Ativos 'podres'

Participantes do mercado observaram que o secretário do Tesouro norte-americano não só não deu detalhes do plano de ajuda ao setor financeiro como também não deu nenhuma solução para o problema crucial dos ativos "podres" dos bancos. "Não importa quão bem construídas são as ideias, um monociclo não tem como fazer o trabalho de uma carreta de duas toneladas. As ideias expostas por Geithner parecem bastante vagas e levantam mais perguntas do que respondem", afirmou o estrategista Eric Lascelles, da TD Securities.
Entre as medidas anunciadas por Geithner está o plano do Departamento do Tesouro de injetar US$ 100 bilhões no Programa de Crédito a Termo para Títulos Lastreados em Ativos (Talf), do Fed, que poderá ser alavancado para até US$ 1 trilhão. Para Kevin Giddis, da Morgan Keegan, o que o público investidor precisa saber é onde esses ativos vão ficar, quem vai determinar seu valor e quem vai comprá-los. "Essa confusão precisa de atenção e os mercados estão dizendo que estão perdendo a paciência", disse Giddis. As informações são da Dow Jones.

Bovespa fecha em baixa de 2,12% após pacote dos EUA

por Agência ESTADO
10 de Fevereiro de 2009 18:33



Vago. Esta foi a classificação unânime dos analistas do mercado financeiro para o anúncio mais aguardado desta terça-feira, feito pelo secretário do Tesouro dos EUA, Timothy Geithner. Os pontos do pacote apresentados por ele no início da tarde foram: a transferência de US$ 1 trilhão de capital do Tesouro para um programa de empréstimo do Federal Reserve (Fed, banco central dos EUA); um programa de habitação; e um outro de avaliação dos ativos, que ainda está tendo suas possibilidades exploradas. Ou seja, sem nada de concreto.
Diante da falta de detalhes, os investidores reagiram mal e descontaram nas ações. No Brasil, os papéis da Petrobras, que subiram em boa parte do dia até virarem na hora final, e do setor elétrico contiveram um pouco a queda do Ibovespa, que fechou melhor do que se encaminham os índices em Wall Street.
Pela segunda sessão seguida, o Ibovespa recuou. A perda hoje foi de 2,12%, para 41.207,43 pontos. Tocou a mínima de 40.960 pontos (-2,71%) e a máxima de 42.819 pontos (+1,71%). No mês, tem alta de 4,85% e, no ano, de 9,74%. O giro financeiro totalizou R$ 5,491 bilhões.
O secretário do Tesouro dos EUA, Timothy Geithner, reafirmou a necessidade de ações rápidas do governo para conter a crise financeira, mas não deu um cronograma de ação para o programa de estabilização que ele mesmo anunciou hoje. Também o programa em si carece de explicações para sua implementação. O mercado, assim, não gostou.
Nem mesmo a aprovação, finalmente, pelo Senado, do pacote de US$ 838 bilhões em cortes de impostos, investimentos em infraestrutura e repasse a governos regionais em dificuldades deu uma trégua. Um acordo permitiu que o pacote, enfim, fosse votado: três republicanos moderados também foram a favor, totalizando 61 votos pelo pacote, contra 37 contrários. Agora, Senado e Câmara têm que juntar os dois projetos aprovados separadamente num só para encaminhar para a sanção presidencial.
No último evento relevante do dia, Ben Bernanke também não conseguiu amenizar as perdas no mercado de ações. Em seu depoimento na Câmara, o presidente do Federal Reserve (Fed, banco central dos EUA) disse que os esforços da instituição para desobstruir os mercados de crédito têm tido algum sucesso até aqui na redução dos custos de financiamento do setor privado. Especificamente, Bernanke disse que a Linha de Financiamento de Commercial Papers tem sido bem-sucedida em estabilizar aquele mercado e ajudou a conter os saques dos fundos mútuos do mercado monetário (empréstimos de curto prazo).
Às 18h19 (de Brasília), o Dow Jones recuava 4,78%, o S&P perdia 5,10% e o Nasdaq caía 4,21%. Nenhuma ação subia; os papéis do Bank of America registravam o maior recuo, de 19,16%.
No Brasil, as ações encerraram majoritariamente em queda. Os papéis do setor elétrico, considerados defensivos, subiram. Petrobras, que trabalhou no azul na maior parte da sessão, acabou virando no final e fechou no mesmo sentido do petróleo. As ações ON recuaram 0,68% e as PN, 1,24%, enquanto o óleo negociado em Nova York perdeu 5,08%, a US$ 37,55 o barril. A outra empresa de grande peso no Ibovespa perdeu bem mais: Vale ON caiu 2,93% a Vale PNA recuou 2% a PNA. As siderúrgicas registraram baixas ainda mais acentuadas, entre 3% e 6%.

IBOV...após 09/02...suportes e resistências


O Ibovespa realizou após alcançar novo topo recente, nos 43.441 pontos. Refluiu até atingir a mínima nos 41.977 pontos, finalizando em 42.100 pontos, abaixo do suporte nos 42.525 pontos. Ocorrendo a recuperação do patamar dos 43 mil pontos, o Ibovespa poderá tentar objetivos nos 44/45 mil pontos. A consolidação da perda do suporte nos 42.500 pontos poderá trazer o Ibovespa novamente aos 40/41 mil pontos. O "candle" do gráfico diário é um "martelo invertido cheio" que pode estar sinalizando, reversão de tendência de curto prazo. O gráfico semanal ainda delinea tendência de alta, com objetivos nos 44.700 pontos.

Os suportes imediatos estão em 41.980, 41.100 e 39.800 pontos.

As resistências imediatas estão em 42.300, 42.600, 43.440 e 44.000 pontos.

DJI...após 09/02...suportes e resistências


DJI operou com indefinição de tendência enquanto aguardava os desdobramentos de aprovação do pacote econômico pelo senado, oscilando no entorno do patamar dos 8.200 pontos, após alcançar a máxima nos 8.315 pontos. Finalizou praticamente estável nos 8.270 pontos. A indefinição de tendência deve continuar no pregão desta terça, ainda com bastante volatilidade, enquanto o mercado aguarda pela aprovação do plano, que pode ocorrer a qualquer momento.

Suportes imediatos em 8.240, 8.150, 8.000 e 7.880 pontos.
Resistências imediatas em 8.300, 8.460, 8.500 e 8.750 pontos.

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009

Bolsa de NY fecha estável antes do pacote de Geithner

09 de Fevereiro de 2009 20:01


O mercado norte-americano de ações fechou com os principais índices muito próximos dos níveis da sexta-feira. O adiamento do anúncio do plano de ajuda ao setor financeiro para esta terça-feira fez o mercado operar sem direção. "Tem havido literalmente um vazamento de informações a cada dia, já faz um mês, sobre como o plano do Departamento do Tesouro vai ficar, e o plano que aparece a cada dia é totalmente diferente do plano do dia anterior. O fato de o plano ficar mudando nos diz que os caras encarregados não têm respostas fáceis", comentou Stephen Stanley, do banco RBS (Royal Bank of Scotland).
O índice Dow Jones fechou em baixa de 9,72 pontos, ou 0,12%, em 8.270,87 pontos. O Nasdaq fechou em baixa de 0,15 ponto, ou 0,01%, em 1.591,56 pontos. O S&P-500 subiu 1,29 ponto, ou 0,15%, para 869,89 pontos. O NYSE Composite subiu 4,60 pontos, ou 0,08%, para 5.479,88 pontos.
As ações do setor financeiro subiram, em reação ao informe de resultados do britânico Barclays - cujos ADRs (recibos de ações negociados nos EUA) avançaram 11,13%. As do Bank of America avançaram 12,40%, ainda recuperando terreno depois das quedas fortes das últimas semanas. As da operadora de Bolsas NYSE Euronext caíram 5,20%, depois da divulgação de seu informe de resultados. As ações da General Electric subiram 13,87%; analistas disseram que a unidade financeira do grupo deverá ser beneficiada pelo plano de socorro ao setor financeiro, enquanto as unidades industriais do conglomerado deverão obter alguns contratos do programa de estímulo à economia. As da Coca-Cola caíram 2,85%, depois de o grupo australiano Lion Nathan retirar sua oferta de US$ 4,9 bilhões pela Coca-Cola Amatil, maior engarrafadora da Austrália.

Títulos

Os preços dos títulos do Tesouro dos EUA (Treasuries) caíram, com correspondente alta nos juros, que subiram aos níveis mais altos desde o fim de novembro do ano passado. Assim como havia acontecido na semana passada, os preços dos Treasuries caíram devido ao posicionamento dos investidores para a grande oferta de títulos novos prevista para os próximos dias. O Tesouro leiloa US$ 32 bilhões em T-notes de 3 anos nesta terça-feira, US$ 21 bilhões em T-notes de 10 anos na quarta e US$ 14 bilhões em T-bonds de 30 anos na quinta. Alemanha, Áustria e Holanda também vão emitir dívida nesta semana.
"Temos uma competição global e é por isso que temos juros em níveis tão altos, apesar dos números fracos do nível de emprego e do fato de estarmos em recessão", comentou Gary Pollack, da unidade de private wealth do Deutsche Bank. Para Piet Lammens, do KBC Group, "a grande questão no momento é a oferta. Uma vez que isso esteja fora do caminho, espero que os preços subam, por causa da perspectiva fraca da economia".
No fechamento em Nova York, o juro projetado pelos T-bonds de 30 anos estava em 3,676% ao ano, de 3,690% ao ano na sexta-feira; o juro das T-notes de 10 anos estava em 3,009%, de 2,986% na sexta-feira; o juro das T-notes de 2 anos estava em 1,019%, de 0,995% na sexta-feira. As informações são da Dow Jones.

Bolsa fecha em baixa de 1,53%

por Agência ESTADO
09 de Fevereiro de 2009 18:34


A Bovespa interrompeu hoje uma sequência de quatro sessões em alta, aproveitando o dia de agenda vazia e à espera da votação do pacote de ajuda ao sistema financeiro pelo Senado dos EUA, para amanhã. As vendas foram mais fortes nas ações da Vale, justamente as que mais subiram nas últimas semanas, enquanto Petrobras segurou um pouco a queda do Ibovespa, principal índice.
O Ibovespa terminou o dia com variação negativa de 1,53%, aos 42.100,12 pontos. Atingiu a mínima de 41.977 pontos (-1,82%) e a máxima de 43.441 pontos (+1,60%). No mês, acumula ganho de 6,21% e, no ano, de 12,12%. O giro financeiro totalizou R$ 4,254 bilhões.

No final de semana, o Senado dos Estados Unidos, enfim, parece ter chegado a um acordo para votar o pacote de ajuda ao sistema financeiro, o que levou o secretário do Tesouro dos EUA, Timothy Geithner, a adiar para amanhã a exposição do plano de recuperação financeira para o país que deve trazer, entre outros rumores do mercado, a criação do "banco ruim".
O foco desta segunda-feira, assim, passou da seara econômica para a política, com o presidente dos EUA, Barack Obama, mais uma vez reforçando a necessidade de se aprovar a ajuda, de modo a não "aprofundar o desastre" para a economia americana. "Não podemos mais nos dar ao luxo de esperar", disse Obama.
O Senado acertou um valor de US$ 827 bilhões, incluindo US$ 47 bilhões de incentivos fiscais já aprovados para vendas de automóveis e imóveis. Uma vez aprovado o plano, as diferenças entre aquele que já passou na Câmara dos Representantes no final do mês passado e o do Senado serão resolvidas em uma conferência de líderes das duas Casas, e uma decisão final pode sair até o final desta semana.
À espera dos pacotes, as bolsas norte-americanas operaram sem rumo, ora em alta, ora em queda. Às 18h18 (de Brasília), o índice Dow Jones caía 0,33%, o S&P recuava 0,09% e o Nasdaq cedia 0,26%.
No Brasil, os momentos de alta da sessão foram garantidos pela sustentação de Vale no azul. À tarde, no entanto, as ações viraram para baixo e levaram junto o Ibovespa, que só não aprofundou mais a realização de lucros por causa da procura por papéis da Petrobras.
As ações da estatal do petróleo avançaram impulsionadas por compras de estrangeiros, pela alta do petróleo em grande parte do dia no mercado externo e também em razão de um movimento com vistas aos vencimentos de opções sobre ações (dia 16) e de opções sobre índice (18). Segundo um operador, diante da 'puxada' da Vale nas últimas sessões, muitos investidores abandonaram os papéis à tarde e partiram para Petrobras, mais defasada.
No final da sessão, o petróleo acabou perdendo o fôlego e recuou 1,52%, a US$ 39,56 o barril, na Bolsa Mercantil de Nova York. Com isso, a alta das ações da Petrobras perdeu o fôlego: a ON subiu 1,23% e a PN, 1,07%.
Com a realização de lucros, Vale fechou na contramão dos metais básicos. As ações ON recuaram 2,97% e as PNA, 2,96%.

IBOV...após 06/02...suportes e resistências


O Ibovespa deu sequência à trajetoria de alta, finalizando em 42.756 pontos (+4,07%). A confirmação da ruptura dos 42.530 pontos poderá levar o Ibovespa aos objetivos de alta nos 45 mil pontos. A eventual perda desse suporte nos 42.500 pontos poderá levar o Ibovespa novamente aos 40/41 mil pontos. O "candle" do gráfico semanal se assemelha a um "martelo" de alta, antecipando a tendência altista com a expectativa da aprovação do pacote econômico americano. O gráfico diário delinea um canal de alta, com objetivos nos 44.900 pontos. Os principais osciladores do gráfico diário confirmam a tendência altista, mas a sequência dos vários pregões em alta deixou alguns indicadores esticados, sinalizando a possibilidade de alguma realização intraday.

Os suportes imediatos estão em 42.500, 42.400 e 41.900 pontos.

As resistências imediatas estão em 43.300, 43.750 e 44.900 pontos.

DJI...após 06/02...suportes e resistências


DJI recuperou com disposição o patamar dos 8.200 pontos, até alcançar a máxima nos 8.312 pontos, mas sem conseguir manter-se nesse patamar. Refluiu para finalizar nos 8.280 pontos (+2,70%) apostando na aprovação do pacote financeiro de Obama pelo Senado Americano. A retomada dos 8.300/8.370 pontos poferá levar DJI novamente aos 8.400/8.500 pontos. Tudo dependerá da velocidade com que os congressistas americanos aprovem esse pacote. A perda dos 8 mil pontos, sinalizará a reversão desta atual tendência primária de alta.

Suportes imediatos em 8.260, 8.160, 8.050 e 7.950 pontos.
Resistências imediatas em 8.300, 8.370, 8.400 e 8.520 pontos.

domingo, 8 de fevereiro de 2009

Commodities...expectativas para a 2a semana de fevereiro


Fonte: Bloomberg

Situação em 06/02

INDEX NAME VALUE CHANGE OPEN HIGH LOW
UBS BLOOMBERG CMCI 913.39 14.83 904.48 918.94 895.84
S&P GSCI 337.92 2.80 336.66 345.15 329.02
RJ/CRB Commodity 224.36 3.02 221.32 224.57 221.28
Rogers Intl 2498.88 25.98 2480.77 2526.43 2438.02

Situação em 30/01

INDEX NAME VALUE CHANGE OPEN HIGH LOW
UBS BLOOMBERG CMCI 886.61 -4.10 888.08 900.24 886.62
S&P GSCI 336.20 .67 337.54 344.74 333.64
RJ/CRB Commodity 220.37 .32 219.98 223.05 219.80
Rogers Intl 2461.30 .85 2460.88 2509.71 2448.42


Variação semanal 06/02 a 30/01

INDICE Fechamento (06/02) Fechamento(30/01) VARIAÇÃO SEMANAL (%)
UBS BLOOMBERG CMCI 913.39 886.61 +3,02%
S&P GSCI 337.92 336.20 +0,51%
RJ/CRB Commodity 224.36 220.37+1,81%
Rogers Intl 2498.88 2461.30 +1,53%

Análise:

O mercado de commodities na primeira semana de fevereiro, reverteu a leve queda da semana anterior, fazendo com que os principais índices, subissem em média +1,72% . Os preços das commodities continuam defasados em mais de 1/3 se comparados aos de um ano atrás, porém as expectativas da aprovação do pacote de Obama para destravar a economia americana fez com que as principais commodities recuperassem preço nesta última semana. Dependendo de como o Senado americano vote o pacote econômico, mantendo o texto o mais original possível é bem possível que tenhamos forte reação positiva aos preços das commodities, como o mercado acionário já está antecipando. É esperar para confirmar, ou não.

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009

Bolsa de NY fecha em alta com 'rali da esperança'

por Agência ESTADO
06 de Fevereiro de 2009 20:10

O mercado norte-americano de ações fechou com os principais índices em alta forte, no que operadores chamaram de "rali da esperança". A alta aconteceu apesar de o Departamento do Trabalho ter anunciado a maior contração no nível de emprego desde 1974. Ou por causa dela: para muitos participantes do mercado, o fato de os dados do relatório de emprego de janeiro terem saído tão ruins deverá aumentar a urgência do governo Obama e do Congresso para aprovarem os planos de recuperação da economia e de socorro ao setor financeiro.
O índice Dow Jones fechou em alta de 217,52 pontos, ou 2,70%, em 8.280,59 pontos. O Nasdaq fechou em alta de 45,47 pontos, ou 2,94%, em 1.591,71 pontos. O S&P-500 subiu 22,75 pontos, ou 2,69%, para fechar em 868,60 pontos. O NYSE Composite. Na semana, o Dow Jones acumulou uma alta de 3,50%, o Nasdaq, um avanço de 7,81%, e o S&P-500, um ganho de 5,17%. Com a alta de hoje, o Nasdaq passou a acumular alta desde o começo do ano (+0,93%); o Dow Jones acumula uma queda de 5,65% e o S&P-500, uma baixa de 3,84%.
Das 30 componentes do índice Dow Jones, 29 fecharam o dia em alta (a exceção foi General Motors, com queda de 0,70%). O destaque do pregão foi Bank of America, com alta de 26,65%, depois de o executivo-chefe Ken Lewis dizer que não há nem mesmo uma possibilidade remota de estatização do banco, sobre a qual se especulou muito nos últimos dias, e que a instituição não vai precisar de mais injeções de capital do governo. Também no setor financeiro, as ações do JPMorgan Chase subiram 12,59% e as do Citigroup avançaram 10,76%. As informações são da Dow Jones.

Bolsa sobe e fecha no maior nível desde outubro de 2008

por Agência ESTADO
06 de Fevereiro de 2009 18:45

O relatório do mercado de trabalho norte-americano referente a janeiro foi 'devastador' - segundo palavras do presidente dos Estados Unidos, Barack Obama - mas os investidores não se deixaram abater: confiantes de que a ajuda financeira para a crise deve ser aprovada rápido pelo Congresso dos EUA, foram às compras e garantiram mais um dia de ganhos às bolsas. Os bancos foram destaques em Wall Street e no Brasil, a Bovespa continuou tendo a Vale em trajetória de alta, seguida hoje bem de perto por Petrobras e siderúrgicas.
O Ibovespa terminou o dia com alta de 4,01%, aos 42.755,50 pontos, o maior nível desde 3 de outubro de 2008 (44.517,32 pontos). Nestas quatro sessões, o indicador avançou 10,57%, na semana. No mês a alta acumulada é de 8,79%, e, no ano, +13,86%. Hoje, o Ibovespa oscilou da mínima de 41.110 pontos (estabilidade) à máxima de 42.873 pontos (+4,29%). O volume financeiro continuou mais forte, por causa da presença dos estrangeiros, e totalizou R$ 5,36 bilhões.
"A situação não poderia ser mais séria. É indesculpável e irresponsável ficar atolado em distrações e perder tempo, enquanto milhões de americanos estão sendo postos para fora de seus empregos. É tempo de o Congresso agir", declarou o presidente Obama, depois da divulgação dos números do mercado de trabalho do país. O relatório foi ainda pior do que as já péssimas previsões: em janeiro, 598 mil vagas de emprego foram fechadas (525 mil previstas) elevando para 3,6 milhões o total de empregos eliminados desde dezembro de 2007, quando os EUA entraram em recessão. A taxa de desemprego nos EUA subiu para 7,6% em janeiro, atingindo o maior nível desde setembro de 1992 (7,5% previsto).
Diante deste cenário tão fraco, os investidores reforçaram a crença de que alguma ajuda deve estar muito perto de sair, e jogaram suas fichas na aprovação rápida pelo Senado dos EUA do pacote bilionário do governo Obama. A notícia do Wall Street Journal (WSJ) de que o secretário do Tesouro dos EUA, Timothy Geithner, deve anunciar na próxima segunda-feira (dia 9) um novo plano de resgate ao setor financeiro também animou os mercados.
De acordo com o WSJ, o plano pode incluir o "banco ruim", ou alguma coisa semelhante, que assumiria os ativos tóxicos do sistema financeiro. Isso se daria por meio da expansão de uma linha de crédito do Federal Reserve (Fed, o banco central dos EUA), a Linha de Empréstimos de Títulos Lastreados em Ativos a Termo (Talf, na sigla em inglês), que poderá potencialmente comprar os tais ativos tóxicos. Geithner também, segundo o jornal, também pode anunciar que as injeções de capital seriam feitas com termos mais rígidos que na primeira rodada.

Ações

As ações de bancos dispararam nos Estados Unidos e impulsionaram o setor na Bovespa. O destaque foram as ações do Bank of America (BofA), que disparavam quase 27,69% no fim dos negócios no mercado doméstico, aliviados com a informação de que a estatização do banco não mais será necessária. As ações também se beneficiaram com o fato de os principais executivos do BofA estarem comprando ações da instituição.
No Brasil, o destaque do setor bancário ficou com Banestes, cujas ações preferenciais (PN) subiram 30,15% e as ordinárias (ON), +17,50%. O Banco do Brasil iniciou as negociações com o governo do Estado do Espírito Santo para a aquisição do controle acionário do Banestes para posterior incorporação da instituição. As ações ON do BB ON avançaram 1,25%; Bradesco PN ganhou 4,77% e Itaú PN teve alta de 7,13%.
Mas foi a blue chip Vale a estrela da semana. Hoje, as ações ON avançaram 4,87% e as PNA, 3,6%, acumulando ganhos de 19,23% e 15,96% em fevereiro e 39,94% e 35,96% no ano, respectivamente. Hoje, os papéis se valeram da notícia de que a China estaria fazendo compras de cobre, o que levou os contratos das matérias-primas (commodities) metálicas a subir no mercado externo. As siderúrgicas acompanharam, registrando ganhos entre 3% e 4%.
Petrobras ON subiu 5,40% e PN, 4,23%, na contramão do petróleo, que fechou em baixa no mercado internacional, mas ainda cotado na casa dos US$ 40 o barril em Nova York. As compras de investidores estrangeiros foram fundamentais para tal comportamento das ações da estatal petrolífera.

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009

Bolsa de NY fecha em alta liderada por bancos e varejo

por Agência ESTADO
05 de Fevereiro de 2009 20:41


O mercado norte-americano de ações fechou hoje em alta, em um dia marcado pela volatilidade. As ações do setor de comércio varejista estão entre as que mais subiram em reação aos informes de vendas das grandes redes em janeiro. As ações dos bancos, que sofreram quedas fortes pela manhã, se recuperaram ao longo do dia e fecharam em alta.

O índice Dow Jones fechou em alta de 106,41 pontos (1,34%), em 8.063,07 pontos. O Nasdaq fechou em positivo em 31,19 pontos (2,06%), em 1.546,24 pontos. O S&P-500 subiu 13,62 pontos (1,64%), para fechar em 845,85 pontos. O NYSE Composite subiu 83,26 pontos (1,59%), para 5.326,01 pontos.

Para o estrategista Joe Battipaglia, da Stifel Nicolaus, os investidores "tatearam em busca de alguma coisa e se agarraram à ideia de que o Departamento do Tesouro vai ter uma resposta mágica para tudo na segunda-feira", data prevista para o anúncio de como o governo do presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, vai aplicar a segunda parcela do Tarp (Programa de Alívio para Ativos Problemáticos).

As ações do Bank of America fecharam em alta de 2,98%, depois de terem chegado a cair 29%, para o nível mais baixo desde 1984, devido às preocupações de que o governo dos EUA poderá ter que estatizar a instituição. A recuperação aconteceu depois de o senador democrata do Estado de Massachusetts, Chris Dodd, dizer que a estatização do Bank of America não será necessária. Outro fator positivo foi o informe de que os principais executivos do Bank of America estão comprando ações da instituição.

Também no setor financeiro, as ações do Goldman Sachs subiram 5,55% e as do Morgan Stanley avançaram 5,36%, depois de analistas dizerem que as duas instituições terão como pagar pela ajuda financeira que receberam do governo. No setor de serviços financeiros, as ações da MasterCard subiram 14,05% e as da Visa avançaram 9,38%, depois de as duas empresas divulgarem resultados financeiros. As ações da American Express subiram 4,10%.

As ações do setor de comércio varejista reagiram aos informes de vendas de janeiro (Wal-Mart subiu 4,61%, Target teve alta 3,03%, Abercrombie & Fitch fechou com resultado positivo de 10,02%, Nordstrom teve alta de 4,65% e GAP subiu 5,92%). No setor de tecnologia, as ações da Cisco Systems, que havia divulgado resultados na noite de ontem, subiram 3,22%. As informações são da Dow Jones.