terça-feira, 4 de agosto de 2009

Bolsa de NY fecha em alta puxada por ações de bancos

por Agência ESTADO
04 de Agosto de 2009 19:21

Os principais índices do mercado de ações dos EUA fecharam em leve alta, impulsionados pelos avanços dos papéis de bancos e do setor industrial, que decidiram o tom de uma sessão na qual os investidores foram confrontados com indicadores mistos sobre a economia norte-americana. O Dow Jones subiu 33,63 pontos, ou 0,36%, para 9.320,19 pontos, marcando quatro fechamentos consecutivos em alta. Entre os componentes que puxaram o avanço do índice estavam Travelers (+2,8%) e Bank of America (+2,1%). A Caterpillar (+6,14%) também contribuiu para a alta após o executivo-chefe da companhia afirmar que a empresa pode se beneficiar de uma eventual recuperação da economia.

O S&P 500 avançou 3,02 pontos, ou 0,3%, para 1.005,65 pontos, enquanto o Nasdaq ganhou 2,70 pontos, ou 0,13%, para 2.011,31 pontos - maior nível de fechamento desde 1º de outubro.

As ações abriram o dia em baixa devido à fraqueza nos mercados europeus e aos dados fracos sobre a renda pessoal e os gastos com consumo dos norte-americanos. Apesar disso, o relatório da Associação Nacional dos Corretores dos EUA apontando um aumento nas vendas pendentes de imóveis residenciais ajudou a restaurar o otimismo dos investidores.

"Nesta manhã estávamos esperando que o S&P 500 caísse razoavelmente, mas temos um mercado que aproveita cada vez mais os momentos de queda para comprar, e hoje tivemos outro exemplo disso", disse Craig Peckham, estrategista de mercado de ações da Jefferies.

Entre as empresas que divulgaram balanço nesta terça-feira, a prestadora de serviços público PPL registrou prejuízo no segundo trimestre e reduziu sua previsão de lucro para 2010. As ações caíram 13%.

Os papéis da gigante do setor agrícola Archer Daniels Midland perderam 5,2% após a companhia divulgar que seu lucro no quarto trimestre fiscal encolheu 83%.

A PepsiCo subiu 5,1% após anunciar um acordo de US$ 7,8 bilhões para comprar suas duas principais engarrafadoras, a Pepsi Bottling Group, cujas ações avançaram 8,5%, e a PepsiAmericas, que fechou em alta de 9%.

A Herbalife registrou um lucro maior que o esperado por Wall Street no segundo trimestre, mas previu um resultado mais fraco para o terceiro trimestre. As ações da companhia caíram 13%. As informações são da Dow Jones.

Ibovespa garante leve alta de 0,07% no final do pregão

por Claudia Violante de Agência ESTADO
04 de Agosto de 2009 17:50


São Paulo - Depois de subir 2,25% ontem e finalmente fechar no patamar de 55 mil pontos, era de se esperar uma realização de lucros na Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) nesta terça-feira. E ela até veio, mas foi absorvida durante o pregão, já que mais um indicador bom divulgado nos Estados Unidos manteve os investidores animados para continuarem comprando ações. A sessão, assim, foi marcada pela volatilidade, com o índice Bovespa (Ibovespa) acompanhando bem de perto o desempenho das bolsas em Wall Street. A alta foi garantida no final do pregão, e o Ibovespa já pulou mais um patamar: fechou nos 56 mil pontos.

O Ibovespa terminou o dia em alta de 0,07%, aos 56.038,07 pontos - a última vez que a Bolsa fechou nos 56 mil pontos foi em 28 de agosto do ano passado. Hoje, na mínima do dia, registrou os 55.727 pontos (-0,48%) e, na máxima, os 56.656 pontos (+1,18%). Em dois pregões de agosto, registra alta de 2,32%, enquanto em 2009 os ganhos somam 49,24%. O giro financeiro totalizou R$ 5,371 bilhões. Os dados são preliminares.

Segundo um operador, a Bovespa reunia hoje todas as condições para realizar lucros, já que os "ganhos estão esticados". Ele explicou que a tendência é o índice agora oscilar nesse novo patamar, procurando justificativas para ir além e romper o próximo ponto gráfico, ao redor de 57 mil pontos. "Mas os indicadores têm ajudado no sentido de motivar novas compras e, se passar mais esse nível, o Ibovespa pode subir até 60 mil antes de realizar de fato", comentou.

Hoje, o dado de vendas pendentes de imóveis nos EUA foi o combustível dos investidores quando já lhes faltava vontade de voltar às compras. Os índices acionários abriram em baixa, mas viraram para cima após o dado, que mostrou aumento de 3,6% em junho - pelo quinto mês seguido - na comparação com maio, bem mais do que a elevação de 0,5% estimada pelos economistas. Antes dele, os números sobre consumo pessoal não chegaram a entusiasmar, embora os gastos com consumo também tenham superado as previsões (+0,4% ante +0,3% previsto em junho).

Depois de muito vaivém, as Bolsas norte-americanas acabaram fechando em alta. O Dow Jones subiu 0,36%, aos 9.320,19 pontos, o S&P 500 teve alta de 0,30%, aos 1.005,65 pontos, e o Nasdaq avançou 0,13%, para 2.011,31 pontos.

No Brasil, a realização de lucros foi puxada pelos papéis da Petrobras que recuaram muito mais do que o preço do petróleo no mercado internacional. Segundo um profissional do mercado de renda variável, o papel pode ter sentido a crise política, uma vez que a possibilidade de o presidente do Senado, José Sarney, deixar o cargo abre espaço para uma CPI da Petrobras bem mais forte do que se imaginava inicialmente. "Se o Sarney cair, não terá quem segure a CPI que vai investigar a estatal", acredita ele. A primeira reunião da comissão está prevista para quinta-feira (dia 6).

Petrobras ON terminou em baixa de 1,66% e Petrobras PN cedeu 1,32%. Na Bolsa Mercantil de Nova York (Nymex, na sigla em inglês), o contrato do petróleo com vencimento em setembro recuou 0,22%, a US$ 71,42 o barril. O diretor de Abastecimento da Petrobras, Paulo Roberto Costa, disse hoje que os números previstos para investimentos do Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj), de US$ 8,5 bilhões, deverão ser elevados porque ficaram defasados com os reajustes de equipamentos e serviços no período. Ele disse ainda que a Refinaria Abreu e Lima, em Pernambuco, investimento conjunto entre Petrobras e a estatal venezuelana PDVSA, deve começar a operar no primeiro trimestre de 2011.

As ações da mineradora Vale, que tiveram desempenho bem melhor do que Petrobras, fechou com variação negativa de 0,16% na ação ON e de 0,03% na PNA. Hoje, além de os preços dos metais terem fechado majoritariamente em alta nas bolsas de commodities, a China anunciou que suas importações de minério de ferro subiram 35% em julho, em comparação com o mesmo período de 2008, para 56,5 milhões de toneladas. A Vale é uma das principais vendedoras de minério de ferro para a China.

No setor siderúrgico, o fechamento das ações na Bovespa não foi uniforme: Gerdau PN subiu 0,84%, Metalúrgica Gerdau PN avançou 0,68%, Usiminas PNA caiu 0,99% e CSN ON recuou 1,44%.

Os setores de varejo e de construção civil foram destaque positivo hoje, em razão da análise de que a economia doméstica ajudará o País a sair mais rápido da crise financeira global e puxados pela melhora do crédito e queda da taxa de juros.

segunda-feira, 3 de agosto de 2009

Bolsas de NY fecham em alta com bons indicadores

por Agência ESTADO
03 de Agosto de 2009 19:29

Os índices do mercado de ações norte-americanos fecharam a primeira sessão de agosto nos maiores níveis desde o final do ano passado, impulsionados pelos resultados positivos dos bancos britânicos Barclays e HSBC e por leituras promissoras de indicadores de atividade industrial de diversos países, entre eles a China e os Estados Unidos. O Dow Jones subiu 1,25%, para 9.286,56 pontos, marcando o terceiro fechamento consecutivo em território positivo. O S&P 500 avançou 1,53%, para 1.002,63 pontos. Os dois índices encerraram a sessão no maior nível desde 4 de novembro do ano passado. O Nasdaq avançou 1,52%, para 2.008,61 pontos, registrando o primeiro fechamento acima de 2 mil pontos desde 1º de outubro.

Na China, o índice de atividade industrial dos gerentes de compra PMI CLSA China subiu de 51,8 em junho para 52,8 em julho, o nível mais alto dos últimos 12 meses. Julho foi o quarto mês consecutivo em que o índice ficou acima dos 50 pontos, o que significa expansão da atividade. Nos EUA, o índice de atividade industrial do Instituto para Gestão de Oferta (ISM, em inglês) subiu para 48,9 em julho, de 44,8 em junho e 42,8 em maio. O índice superou a previsão média dos economistas de 46,5, embora a leitura inferior a 50 indique que o setor de manufatura ainda passa por um período de contração.


Os preços das matérias-primas (commodities) subiram hoje, dando impulso às ações de empresas ligadas ao segmento de matérias-primas. A Alcoa, componente do índice Dow Jones, subiu 7,14%. Peabody Energy avançou 7,4%. Os papéis do segmento financeiro também fecharam predominantemente em território positivo após o Barclays e o HSBC divulgarem que obtiveram lucro no primeiro semestre do ano. No caso do Barclays, grande parte dos lucros foi gerada pelas operações norte-americanas. As ações do Bank of America subiram 3,58%, as do Wells Fargo ganharam 5,48% e as do Morgan Stanley avançaram 2,84%.


Os resultados do Barclays e do HSBC são os mais recentes de uma série de balanços positivos divulgados por grandes instituições financeiras nas últimas duas semanas. "No momento, não há divergências quanto aos bancos de alta qualidade e os de baixa qualidade", disse Frank Ingarra Jr., gerente de carteiras de investimento do Hennessy Funds. "Os investidores estão dizendo que o fim (da recessão) está próximo, que devemos comprar os papéis de financeiras."


Ainda assim, Ingarra alerta que um movimento generalizado como este gera problemas caso, por exemplo, as ações recuem após o movimento de alta acentuado observado em julho. "Quando você sobe muito rapidamente, há preocupações que, durante um declínio, o investidor médio seja prejudicado e simplesmente não volte para o mercado", avaliou.


As ações da Ford subiram 4,13% após a companhia anunciar que as vendas de veículos da marca nos EUA cresceram 2,4% em julho na comparação com igual período do ano passado. As demais grandes montadoras que atuam no mercado norte-americano, com exceção da Hyundai, divulgaram queda nas vendas durante o mês de julho. As informações são da Dow Jones.

Bovespa fecha com maior nível desde agosto de 2008

por Agência ESTADO
03 de Agosto de 2009 17:49

A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) ultrapassou o nível de 55 mil pontos no fechamento, graças a uma sequência de indicadores industriais favoráveis pelo mundo. Isso fez com que o índice Bovespa (Ibovespa) fechasse no maior nível desde 28 de agosto do ano passado, antes do agravamento da crise financeira. Apesar do volume não tão forte, os investidores estrangeiros estiveram na ponta compradora e levaram principalmente siderúrgicas, Vale e Petrobras. O Ibovespa fechou o primeiro pregão de agosto com ganho de 2,25%, aos 55.997,81 pontos, maior nível desde os 56.382,20 pontos registrados em 28 de agosto de 2008. No ano, a Bovespa acumula ganhos de 49,13%. Na mínima do dia, o índice registrou 54.766 pontos (estabilidade) e, na máxima, 56.200 pontos (+2,62%). O giro totalizou R$ 4,428 bilhões. Os dados são preliminares.

Na avaliação do gerente de renda variável da TOV Corretora, Pedro Alceu Cardoso, no curto prazo, a Bovespa está cara e, por isso, tende a realizar lucros. Mas continua a ser uma ótima opção para longo prazo, já que a trajetória é favorável. "Mas, antes de realizar, é perfeitamente possível que ela suba até 58 mil, 59 mil e até 60 mil pontos", avaliou, ao sinalizar que há espaço para ela bater um novo recorde até o final do ano ou início de 2010, atingindo 74 mil pontos. O recorde da Bovespa foi registrado em 20 de maio do ano passado, quando registrou 73.516,80 pontos. Para tanto, justificou, é preciso que os indicadores divulgados no exterior, sobretudo nos Estados Unidos, continuem a apresentar melhora e que, no caso brasileiro, a economia continue a mostrar a resistência que exibiu durante a crise.


Hoje, os indicadores sinalizaram recuperação das economias. O primeiro bom sinal veio da China, que anunciou que seu índice de atividade industrial dos gerentes de compra PMI CLSA subiu de 51,8 em junho para 52,8 em julho, o nível mais alto em 12 meses. Foi o quarto mês seguido de índice acima de 50 pontos, o que indica expansão da indústria.


O Reino Unido também divulgou um bom PMI, que superou os 50 pontos pela primeira vez desde março do ano passado ao registrar 50,8 pontos em julho. Já o dado da zona do euro não conseguiu entrar na zona de expansão - acima de 50 pontos -, mas nem por isso desagradou, já que melhorou para 46,3 em julho, o maior nível em 11 meses. No Brasil, a produção industrial subiu 0,2% em junho ante maio, na série com ajuste sazonal, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).


Nos Estados Unidos, o índice de atividade industrial do Instituto para Gestão de Oferta melhorou de 44,8 em junho para 48,9 em julho, superando as previsões de 46,5. Outro dado animador foi o aumento nos gastos com construção nos EUA em junho, que subiram 0,3% ante maio, ante expectativa de queda de 0,5%.


Além dos indicadores, nos EUA também fizeram preços nos ativos as declarações do secretário do Tesouro, Timothy Geithner, e do ex-presidente do Federal Reserve (Fed, banco central norte-americano) Alan Greenspan sobre a recuperação da economia do país. Geithner disse ontem que estão aparecendo sinais de recuperação econômica no país, enquanto Greenspan, afirmou que a crise financeira está "chegando muito perto" do final.


No Brasil, na esteira da alta dos metais e com a compra de estrangeiros, as ações ordinárias (ON) da Vale subiram 2,78% e as preferenciais de Classe A (PNA) ganharam 2,01%. Os papéis ON da Petrobras subiram 3,11% e os PN avançaram 3,43%. No setor siderúrgico, Usiminas PNA avançou 2,87%, Metalúrgica Gerdau PN subiu 3,01%, Gerdau PN ganhou 2,60% e CSN ON avançou 2,60%.


As ações PN do Bradesco subiram 2,03%. O banco anunciou hoje lucro líquido de R$ 2,297 bilhões, alta de 14,7% ante o mesmo intervalo do ano anterior, número que inclui R$ 460 milhões líquidos de impostos por conta dos eventos extraordinários. Sem considerar a venda das ações na abertura de capital da VisaNet e a provisão contra calote, o lucro do Bradesco seria de R$ 1,837 bilhão.

domingo, 2 de agosto de 2009

IBOV...suportes e resistências na primeira semana de agosto


Na última semana de julho, o Ibovespa abriu nos 54.457 pontos corrigiu até encontrar suporte nos 53.779 pontos e a partir daí, deu sequência ao movimento de alta iniciada nas duas semanas anteriores vindo encontrar sua máxima semanal, em novo topo nos 55.083 pontos. Na última sexta finalizou em 54.766 pontos, pequena alta de +0,56% sobre o fechamento da semana anterior. O "candle" do gráfico semanal é um "doji" de indefinição, após 2 semanas seguidas de alta. A formação dos 3 últimos candles no gráfico semanal, sugere uma perda de força da pressão compradora, na última semana de julho, apontando para a possibilidade de uma reversão de tendência conhecida como "bearish deliberation" (deliberação de baixa). A confirmação desta possibilidade poderá ser evidenciada caso ocorra fechamento abaixo da mínima recente, nos 53.780 pontos. Alguns dos principais indicadores do gráfico semanal ainda apresentam "divergência baixista".

Suportes semanais imediatos em 54.350, 53.780, 53.260, 52.350 e 51.900 pontos.
Resistências imediatas em 55.100, 55.500, 56.150 e 56.540 pontos.

DJI...suportes e resistências na primeira semana de agosto


Na última semana de julho, DJI abriu nos 9.095 pontos corrigiu até encontrar suporte nos 9.007 pontos e a partir daí, deu sequência à alta iniciada nas duas semanas anteriores vindo encontrar sua máxima semanal, nos 9.246 pontos. Na última sexta finalizou em 9.172 pontos, alta de +0,86% sobre o fechamento da semana anterior. O "candle" do gráfico semanal é um "piercing" de indefinição, após 2 semanas seguidas de alta. A conjunção dos 3 últimos candles formados no gráfico semanal apresenta uma perda de força da pressão compradora, nesta última semana de julho, apontando para a possibilidade de uma reversão de tendência conhecida como "bearish deliberation". As fortes altas ocorridas nestas últimas semanas deixaram os principais indicadores em região de "sobrecompra" e alguns dos principais indicadores apresentam "divergência baixista".

Suportes semanais imediatos em 9.100, 9.007, 8.930, 8.875 e 8.750 pontos.
Resistências imediatas em 9.220, 9.246 e 9.300 pontos.

Bolsa de NY fecha em alta com ajuda do setor financeiro

por Agência ESTADO
20 de Agosto de 2009 19:46

O mercado de ações norte-americano fechou em alta, com as ações financeiras e de tecnologia liderando os ganhos, animados por uma melhora acima do esperado na atividade industrial da região da Filadélfia e ganhos de outras bolsas no exterior. O índice Dow Jones subiu 70,89 pontos (0,76%) e fechou com 9.350,05 pontos, marcado o terceiro dia seguido de fechamento positivo. As ações da Boeing subiram 2,80% em reação à melhora no índice de atividade industrial do Fed da Filadélfia para 4,2 em agosto - nível mais alto desde novembro de 2007, de uma leitura de -7,5 registrada em julho.

Por outro lado, o Departamento do Trabalho informou que o número de novos pedidos de auxílio-desemprego cresceu em 15 mil na semana passada, contrariando a expectativa de queda de 8 mil pedidos. A continuada fraqueza do mercado de mão de obra mantém o mercado inseguro com relação a uma recuperação da economia, em virtude do impacto sobre os gastos de consumo - principal engrenagem da economia dos EUA.

Mas hoje os investidores resolveram ignorar alguns desses temores, em parte, ajudados pelos comentários otimistas do novo executivo-chefe do American Petroleum Institute (AIG), Robert Benmosche. Ele disse que vai vender partes da companhia "no momento certo, ao preço certo", acrescentando que acredita que a AIG será capaz de devolver ao governo federal os bilhões de dólares tomados emprestados no auge da crise. As ações da AIG fecharam em alta de 21,25%.

O setor de seguros também contribuiu com o movimento de alta depois que o Citigroup elevou sua recomendação para o Lincoln National de "vender" para "manter", citando "estabilização no curto prazo da liquidez e do balanço patrimonial da seguradora". As ações da Lincoln subiram 2,99%, enquanto as da Hartford Financial Services Group fecharam em alta de 3,77%.

No setor de tecnologia, as ações da Cisco Systems fecharam em alta de 3,06%, enquanto as da HP avançaram 0,34% e as da Microsoft subiram 0,13%.

O índice Nasdaq subiu 19,98 pontos (1,01%) e fechou com 1.989,22 pontos. O S&P-500 avançou 10,91 pontos (1,09%) e fechou com 1.007,37 pontos. As informações são da Dow Jones.

Commodities...perspectivas para a 1a semana de agosto


Fonte: Bloomberg

Situação em 31/07

INDEX NAME VALUE CHANGE OPEN HIGH LOW
(Vermelho)UBS BLOOMBERG CMCI 1136.37 17.52 1120.34 1139.22 1110.01
(Laranja)S&P GSCI 457.41 10.85 448.87 458.28 438.00
(Verde)RJ/CRB Commodity 257.45 4.31 253.03 257.45 251.92
(Azul)Rogers Intl 2976.04 57.71 2941.19 2980.59 2882.20

Situação em 24/07

INDEX NAME VALUE CHANGE OPEN HIGH LOW
UBS BLOOMBERG CMCI 1103.90 1.39 1107.08 1109.05 1102.85
S&P GSCI 448.01 2.91 445.88 448.80 443.56
RJ/CRB Commodity 251.91 .64 251.12 251.91 250.21
Rogers Intl 2905.12 2.69 2898.06 2918.85 2892.43

Variação semanal 24/07 a 31/07

INDICE Fechamento (24/07) x Fechamento(31/07) VARIAÇÃO SEMANAL (%)

UBS BLOOMBERG CMCI 1103.90 1136.37 + 2,94%
S&P GSCI 448.01 457.41 +2,10%
RJ/CRB Commodity 251.91 257.45 +2,20%
Rogers Intl 2905.12 2976.04 +2,44%

Análise:
Na última semana de julho, as commodities deram continuidade à recuperação iniciada nas semana anteriores e finalizaram a semana, em alta de +2,42% , na média dos quatro índices, em base semanal. Essa correção reduziu a defasagem para cerca de -36%, quando comparados aos preços praticados há um ano atrás, na média desses índices. O gráfico diário do índice "UBS Bloomberg", traçado em vermelho e semelhante aos demais índices, mostram que os preços se mantém novamente acima da LTA recente e estão se movimentando em um "triângulo ascendente" em direção à reta de resistência formada pelo topo alcançado no último mês de junho. O "candle" do gráfico semanal se assemelha a um "martelo de alta", consequência da predominância da pressão compradora ocorrida no final da semana. As altas recentes acumuladas deixaram muito "esticados" os principais osciladores gráficos, sugerindo possibilidade de realização, neste início de agosto.

sexta-feira, 31 de julho de 2009

Bolsa de NY tem o melhor mês de julho em 20 anos

por Agência ESTADO
31 de Julho de 2009 19:20

As Bolsas de Nova York perderam força no final da sessão, mas isso não impediu que Wall Street registrasse seu melhor mês de julho em duas décadas, com os investidores interpretando o relatório do Produto Interno Bruto (PIB) como uma indicação de que a recessão nos EUA está diminuindo. Os índices Dow Jones e S&P-500 resistiram à perda de força do mercado no final da sessão e renovaram as máximas do ano, enquanto o Nasdaq fechou em baixa.

No mês, o Dow Jones acumulou um ganho de 8,58%, seu melhor resultado para julho desde 1989, quando subiu 9%. O S&P-500 fechou o mês com um ganho de 7,42%, seu melhor desempenho para julho desde 1988, quando subiu 8,8%. O Nasdaq registrou um ganho de 7,82% no mês, o maior para julho desde 1997, quanto subiu 10,5%.

A temporada de balanços corporativos ajudou a dar impulso de alta ao mercado de ações ao longo do mês, assim como recentes indicadores econômicos. Nesta sexta-feira, o Departamento do Comércio informou que o PIB dos EUA encolheu 1% no segundo trimestre, de uma expectativa de declínio de 1,5% dos analistas. Esse dado ajudou a melhorar o humor do mercado, com os investidores agora aparentemente acreditando que existe um recuo no ritmo de desaceleração da economia.

As ações do setor industrial foram particularmente beneficiadas pelo PIB, incluindo General Electric (alta de 2,21%) e Caterpillar (1,50%). O setor de matérias-primas também registrou um bom desempenho (Alcoa ganhou 2,62%). A companhia de exploração de petróleo Chevron, que divulgou balanço nesta sexta-feira, subiu 2,61%, enquanto a ExxonMobil caiu 0,47%. Entre os bancos, que estavam no coração dos ganhos do S&P-500, o Bank of America se destacou com uma alta de 5,87%, enquanto o JPMorgan avançou 0,47%.

Contudo, com a virada do mês, alguns investidores estão pregando a cautela. Os ganhos de julho foram muito vastos para serem sustentáveis e certos setores que lideraram o movimento de alta podem ser os primeiros a cair.

O índice Dow Jones subiu 17,15 pontos (0,19%) hoje e fechou com 9.171,61 pontos, com um ganho de 0,86% na semana. O Nasdaq avançou 5,80 pontos (0,29%) e fechou com 1.978,50 pontos; na semana, o índice registrou uma alta de 0,64%. O S&P-500 avançou 0,73 ponto (0,07%) e fechou com 987,48 pontos e, na semana, teve uma valorização de 0,84%. As informações são da Dow Jones.

Bolsa acumula alta de 45,8% no ano, maior desde 1999

por Agência ESTADO
31 de Julho de 2009 17:54

A Bolsa de Valores de São Paulo terminou mais um mês em alta, o quinto em 2009, com a ajuda do investidor estrangeiro, que voltou a colocar recursos no mercado doméstico. Com o resultado de julho, o ganho acumulado do índice Bovespa (Ibovespa) em sete meses (45,85%) já é o maior para o período desde 1999.

O Ibovespa fechou o pregão desta sexta-feira em alta de 0,53%, aos 54.765,72 pontos. Na semana, subiu 0,56%, encerrando o mês de julho com elevação de 6,41%. No ano, a Bolsa acumula alta de 45,85%, a maior para o intervalo desde os 53,90% registrados em 1999, de acordo com dados da consultoria Economática. Na mínima pontuação do dia, o índice registrou 54.206 pontos (-0,50%) e, na máxima, os 54.980 pontos (+0,92%). O giro financeiro hoje somou R$ 4,251 bilhões. Os dados são preliminares.

"Acho que os investidores decidiram esperar acabar o mês para decidir o que fazer. Eles estão sem interesse em puxar a alta, mas também não querem vender", avaliou o gestor gerente da Infinity Asset, George Sanders, ao comentar o comportamento do mercado hoje. Segundo ele, embora a Bovespa precise passar por uma realização de lucros para atrair novos compradores, a tendência continua sendo a de ganhos. "Os investidores estão voltando das férias no Hemisfério Norte e isso pode significar mais recursos para a Bovespa. Assim, embora ela possa voltar aos 52 mil pontos num processo de realização, ela está mais com cara de 58 mil pontos", projetou.

Segundo Sanders, a trajetória da Bovespa continuará atrelada à da Bolsa norte-americana, que também é favorável, apesar de os indicadores ainda mostrarem fragilidade da economia dos EUA. A primeira prévia do Produto Interno Bruto (PIB) norte-americano do segundo trimestre divulgada hoje, no dado cheio, foi melhor do que as projeções, mas ainda negativa, o que mostra que a maior economia do planeta está na mais longa recessão desde 1947. A parcial do PIB dos EUA mostrou retração de 1% de abril a junho, menos do que a queda de 1,5% estimada pelos investidores. Mas os gastos dos consumidores americanos caíram 1,2% de abril a junho, após aumentarem 0,6% no primeiro trimestre e recuarem 3,1% no quarto trimestre de 2008. Já os gastos das empresas diminuíram 8,9% no segundo trimestre, após despencarem 39,2% no primeiro trimestre; enquanto as exportações caíram 7%, depois de declínio de 29,9% nos primeiros três meses do ano.

Os investidores em Wall Street ficaram indecisos com os dados e deixaram o pregão volátil. No final, o Dow Jones terminou em alta de 0,19%, aos 9.171,61 pontos, e, acumulando elevação de 8,58% no mês, no melhor julho desde 1989. O S&P avançou 0,07%, aos 987,47 pontos, e subiu 7,41% em julho, enquanto o Nasdaq teve variação negativa de 0,29%, aos 1.978,50 pontos, com ganho de 7,82% no mês.

A Bolsa brasileira, além de seguir o comportamento de Wall Street, ainda subiu com as ações ligadas a matérias-primas (commodities), já que metais e petróleo subiram. Na Bolsa Mercantil de Nova York (Nymex, na sigla em inglês), o contrato do petróleo com vencimento em setembro avançou 3,75%, para US$ 69,45 o barril.

Petrobras terminou o pregão na Bovespa com elevação de 0,86% na ação ordinária (ON) e de 0,80% na ações preferencial (PN), acumulando queda de 3,11% e 2,11%, respectivamente, em julho. O presidente da empresa, José Sérgio Gabrielli, disse hoje à Agência Estado que, se a estatal vier a ser a operadora única do pré-sal, tem condições técnicas e financeiras para assumir essa função. O Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão publicou hoje no Diário Oficial da União que a Petrobras investiu R$ 18,56 bilhões no primeiro semestre, um volume equivalente a 42,2% do que estava previsto para ocorrer em todo o ano de 2009.

Vale ON subiu 1,23% hoje e 7,39% em julho e Vale PNA, 1,22% hoje e 8,54% no mês. Hoje, o vice-presidente da Associação do Ferro e do Aço da China, Luo Bingsheng, descartou os rumores de que as negociações de preço do minério de ferro entre a China e as mineradoras globais estejam próximas de uma solução, ou que sigilosamente tenha sido fechado um acordo. As conversas ainda estão em andamento, afirmou.

No setor siderúrgico, Gerdau PN subiu 1,72%, Metalúrgica Gerdau, 1,72%, Usiminas PNA, 0,80%, e CSN ON, 0,73%. O setor bancário, por sua vez, recuou: Bradesco PN, 0,74%, Itaú Unibanco PN, 0,47%, e BB ON, 0,55%.

Santander ON, por outro lado, terminou em alta de 4,55%. A instituição deu entrada com o pedido de registro de oferta primária de units nesta manhã, na Comissão de Valores Mobiliários (CVM). O banco espanhol afirma que pretende listar as units no Nível 2 de governança corporativa da Bovespa. Segundo o Santander, estudos preliminares indicam que a oferta poderá ser de 15% do capital social.

IBOV...após 30/07...suportes e resistências


O Ibovespa abriu na mínima nos 53.735 pontos, e movido por DJI em forte alta, reverteu a tendência baixista anterior, rompendo o topo de junho dos 54.955 pontos até buscar nova máxima nos 55.083 pontos. Na última meia-hora de pregão, sintonizado com DJI, refluiu com força até finalizar nos 54.478 pontos (+1,38%). O "candle" do gráfico diário se assemelha a um "martelo invertido" mostrando fraqueza dos compradores, no final do pregão. Associado ao "candle" do pregão anterior, essa "reversão simétrica" deixou indefinida a tendência para o pregão desta sexta. A divulgação de nova estimativa do PIB americano, antes da abertura dos mercados poderá definir melhor a tendência do último pregão do mês.

Suportes imediatos em 53.930, 53.700, 53.500 e 53.050 pontos.
Resistências imediatas em 54.650, 54.890, 55.140 e 55.550 pontos.

DJI...após 30/07...suportes e resistências.


DJI abriu na mínima nos 9.073 pontos, e movido por forte pressão compradora rompeu o topo anterior nos 9.123 pontos até buscar nova máxima nos 9.246 pontos. Na última meia-hora de pregão refluiu com força até finalizar nos 9.154 pontos (+0,92%). O "candle" do gráfico diário se assemelha a um "martelo invertido" mostrando fraqueza dos compradores, no final do pregão. O mercado aguarda hoje, antes da abertura dos pregões, a divulgação de nova estimativa do PIB americano, para uma definição da tendência, no último pregão do mês.

Suportes imediatos em 9.123, 9.070, 9.007, 8.950 e 8.870 pontos.
Resistências imediatas em 9.246 e 9.278 pontos.

quinta-feira, 30 de julho de 2009

Dow Jones, Nasdaq e S&P fecham nas máximas do ano

por Suzi Katzumata de Agência ESTADO
30 de Julho de 2009 19:45

Nova York - Um indicador do mercado de trabalho e alguns lucros corporativos melhores que o esperado deram impulso às ações norte-americanas, com os três principais índices das Bolsas de Nova York renovando hoje as máximas do ano. O índice Dow Jones subiu 83,74 pontos (0,92%) e fechou com 9.154,46 pontos, seu melhor nível desde 4 de novembro. Faltando um dia para encerrar julho, o Dow Jones acumula um ganho de 8,4% e ruma para registrar a maior alta mensal em termos porcentuais desde outubro de 2002.

O Nasdaq subiu 16,54 pontos (0,84%) e fechou com 1.984,30 pontos, nível mais alto desde 1º de outubro de 2008. O S&P-500 avançou 11,60 pontos (1,19%) e fechou com 986,75 pontos, também melhor fechamento em pontos desde 4 de novembro do ano passado. Durante a sessão, o S&P-500 chegou a oscilar acima dos 990 pontos pela primeira vez desde novembro, mas não conseguiu subir até os 1 mil pontos, o que não acontece desde 5 de novembro. A incapacidade do S&P-500 de atingir os 1 mil pontos gerou alguma trepidação no final da sessão.

Os ganhos nos três índices foram gerados pela continuada sequência de balanços com resultados acima do esperado pelos analistas nos EUA. Isso, combinado com uma série de indicadores apontando uma melhora da economia, faz com que qualquer recuo, tais como os dos dois dias anteriores, seja usado como uma oportunidade de compra, segundo participantes. "Os investidores institucionais e de varejo estão tão ansiosos em compensar os retornos perdidos do ano passado que estão usando qualquer indício para comprar agressivamente", disse Kevin Mahn, diretor-gerente e executivo-chefe de investimentos da Hennion & Walsh.

Entre as empresas que divulgaram balanços entre a noite de quarta-feira e hoje estão: Dow Chemical (alta de 6,22% das ações hoje), Motorola (9,44%), Travelers (-1,62%), ExxonMobil (-0,99%) e Mastercard (2,95%). A MetLife (4%) e a Walt Disney (1,27%) divulgaram seus resultados depois do fechamento do mercado hoje.

As ações da General Electric dispararam 6,93% depois que os analistas do Goldman Sachs elevaram sua recomendação para o conglomerado industrial de "neutra" para "comprar", citando que é menos provável que a companhia seja forçada a se desfazer de sua unidade GE Capital. As informações são da Dow Jones.

Bovespa reduz ganho no final do pregão e sobe 1,38%

por Agência ESTADO
30 de Julho de 2009 18:00

O desmentido de autoridades da China de que não vão colocar amarras no crédito e indicadores e balanços corporativos favoráveis na Ásia, na Europa e nos Estados Unidos transformaram a aversão ao risco da véspera em fumaça e garantiram um dia de ganhos às ações ao redor do globo. Na Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa), o bom humor apagou as perdas da véspera. Mas o principal índice à vista, o Ibovespa, fechou longe das máximas, reduzindo os ganhos no final do pregão, comportamento também visto em Wall Street.

O Ibovespa subiu 1,38%, para fechar em 54.478,43 pontos. O índice operou em alta durante toda a sessão nesta quinta-feira, com mínima de 53.735 pontos (estabilidade) e máxima de 55.083 pontos (+2,51%). No mês, o Ibovespa acumula ganho de 5,86% e, no ano, de 45,08%. O giro financeiro somou R$ 4,696 bilhões. Os dados são preliminares.

Na avaliação de Nicholas Barbarisi, sócio e diretor de operações da Hera Investment, embora a Bolsa brasileira não tenha conseguido hoje superar a resistência dos 55 mil pontos há espaço para tal até mesmo amanhã, se os dados ajudarem, entre eles, a primeira prévia do PIB do segundo trimestre nos Estados Unidos. "A trajetória é de alta para a Bolsa, mas ela virá com muita volatilidade, como já foi vista nesta semana", comentou.

Os investidores hoje puderam escolher as informações que queriam repercutir nos negócios. A China, que ontem trouxe de volta a aversão a risco, hoje aliviou as preocupações, ao desmentir que vá impor controles à concessão de crédito, após um primeiro semestre recorde. Dentre os indicadores, o Japão anunciou alta de 8,3% na produção industrial do segundo trimestre, a maior desde o segundo trimestre de 1953; na Europa, a confiança do consumidor ficou acima do esperado em julho ao atingir 76 pontos, o maior nível desde novembro passado; na Alemanha, o número de trabalhadores que perderam o emprego em julho caiu inesperadamente,em 6 mil, ante previsão de aumento de 44 mil, em julho. Nos EUA, os pedidos de auxílio-desemprego no país subiram menos que as previsões: +25 mil ante +34 mil estimados para a semana até 25 de julho.

Todos esses indicadores tiveram como pano de fundo uma leva de números positivos divulgados pelas empresas em seus balanços trimestrais. Na Ásia, destaque para os balanços de Honda e Nissan e, na Europa, agradaram Alcatel-Lucent, EDF e BT Group, só para citar alguns. Já nos EUA, os investidores fizeram boa leitura dos resultados de Motorola e MasterCard. Além disso, o Goldman Sachs elevou sua recomendação para os papéis da General Electric.

O Dow Jones fechou em alta de 0,92%, aos 9.154,46 pontos, o S&P 500 subiu 1,19%, aos 986,75 pontos, o Nasdaq avançou 0,84%, aos 1.984,30 pontos.

Em meio à expectativa de recuperação da economia global, os preços de commodities (matérias-primas) também inverteram o comportamento da véspera e subiram. Petrobras, Vale e siderúrgicas se sobressaíam, embora poucas ações do Ibovespa tenham fechado em baixa (apenas sete).

Vale, que ontem teve forte queda no after market após divulgar um balanço pior do que as projeções, hoje recuperou-se, depois de declarações de seus executivos de que a demanda por minério de ferro e níquel indica recuperação no segundo semestre. A mineradora anunciou queda de 84,2% do lucro líquido no segundo trimestre em comparação com o mesmo período do ano passado, para US$ 790 milhões (pelo padrão contábil norte-americano). Pelo padrão contábil brasileiro, o lucro líquido caiu 81,5% para R$ 1,46 bilhão.

Vale ON terminou em alta de 1,24% e Vale PNA avançou 0,50%. Gerdau PN avançou 2,37%, Metalúrgica Gerdau PN, 1,98%, Usiminas PNA, 3,61%, e CSN ON, 2,71%. Petrobras ON subiu 0,98% e PN, 1,04%. Na Bolsa Mercantil de Nova York (Nymex), o contrato do petróleo com vencimento em setembro avançou 5,67%, para US$ 66,94 o barril.

TAM PN subiu 2,18% e Gol PN, 2,38%. O Sindicato Nacional das Empresas Aeroviárias (Snea) informou hoje que o preço do querosene de aviação (QAV) vai recuar 4,26% a partir do dia 1º de agosto, acumulando no ano queda de 20,27%. Por outro lado, a Anac informou hoje que a Gol/Varig e a Pantanal perderão espaço para pousos e decolagens (slots) no Aeroporto de Congonhas (SP) por descumprirem a exigência de manter um nível mínimo de regularidade dos voos.

IBOV...após 29/07...suportes e resistências


O Ibovespa abriu na máxima nos 54.470 pontos, iniciou um processo de forte realização até encontrar suporte na mínima nos 53.255 pontos, mas com a recuperação intraday de DJI, na segunda metade do pregão, evoluiu gradualmente até finalizar nos 53.735 pontos ( - 1,35%). O "candle" do gráfico diário é um "martelo cheio" confirmando a reversão de tendência, mostrada anteriormente. Vários osciladores do gráfico diário sinalizam a tendência baixista.

Suportes imediatos em 53.430, 53.350, 53.000, 52.500 e 52.100 pontos.
Resistências imediatas em 53.860, 54.270 e 54.650 pontos.

DJI...após 29/07...suportes e resistências


DJI abriu nos 9.092 pontos, foi até a máxima nos 9.094 pontos e daí, recuou até a mínima nos 9.014 pontos. Recuperou gradualmente até finalizar nos 9.070 pontos ( - 0,29%). O "candle" do gráfico diário é outro "doji". O mercado parece estar aguardando a divulgação do PIB americano, programado para amanhã (sexta), para uma definição de tendência. Os principais osciladores sinalizam ainda, tendência baixista.

Suportes imediatos em 9.030, 9.007, 8.960 e 8.890 pontos.
Resistências imediatas em 9.075, 9.125 e 9.165 pontos.

quarta-feira, 29 de julho de 2009

Bolsas de NY caem com dado e balanços mais fracos

por Agência ESTADO
29 de Julho de 2009 19:13

Os principais índices do mercado de ações dos EUA fecharam em queda, cedendo ao declínio nas encomendas de bens duráveis do país durante o mês de junho e à divulgação de balanços mais fracos que o previsto por empresas como a ConocoPhillips. O Nasdaq recuou 7,75 pontos, ou 0,39%, para 1.967,76 pontos, pressionado pelo declínio das ações do Yahoo (-12%), que fechou uma parceria com a Microsoft (+1,41%) para vendas de anúncios e para promover o serviço de busca Bing.

O Dow Jones caiu 26 pontos, ou 0,29%, para 9.070,72 pontos. Esta foi a primeira vez que o índice fechou em território negativo por duas sessões consecutivas em um mês. O S&P 500 recuou 4,47, ou 0,46%, para 975,15 pontos.

Mais cedo, o Departamento do Comércio dos EUA divulgou que as encomendas de bens duráveis caíram 2,5% em junho para o nível sazonalmente ajustado de US$ 158,57 bilhões. Foi a maior queda desde janeiro, quando as encomendas tiveram uma retração de 7,8%.

O indicador pesou principalmente sobre os papéis do setor industrial, com Caterpillar caindo 2,5% e General Electric recuando 2,1%. As perdas, no entanto, foram amenizadas após a publicação dos dados do Livro Bege do Federal Reserve (Fed, banco central americano), que mostraram um quadro menos severo de recessão para a economia dos EUA.

As ações do setor de energia sofreram pressão da queda nos preços do petróleo para perto de US$ 63 o barril e de um declínio de 76% no lucro da ConocoPhillips durante o segundo trimestre. A companhia, terceira maior petrolífera dos EUA em valor de mercado, caiu 3,5%.

No segmento de telefonia móvel, a Sprint Nextel divulgou um prejuízo surpreendentemente maior no segundo trimestre devido à queda no número de assinantes. As ações da companhia recuaram 12%.

O estúdio de animação DreamWorks subiu 8,5% após divulgar que o lucro líquido do segundo trimestre caiu 7% devido ao encolhimento da receita e das margens. O resultado, porém, superou a expectativa do mercado.

A Royal Caribbean Cruises, que registrou prejuízo pelo segundo trimestre consecutivo no último trimestre, caiu 15%. As informações são da Dow Jones.

Ibovespa cai 1,35% com China e matérias-primas

por Agência ESTADO
29 de Julho de 2009 17:37

Notícias da China e o aumento inesperado dos estoques de petróleo nos Estados Unidos puxaram os preços de matérias-primas (commodities) para baixo e impactaram diretamente as blue chips domésticas, Vale e Petrobras. Um indicador ruim divulgado nos Estados Unidos também não aliviou o rumo dos mercados e acabou levando o índice Bovespa (Ibovespa) a perder o nível de 54 mil pontos. Hoje, numa realização de lucros mais vigorosa que a da véspera, o Ibovespa caiu 1,35%, para os 53.734,53 pontos, diminuindo o ganho acumulado no mês a 4,41%. Em 2009, o Ibovespa acumula alta de 43,1%. O giro financeiro somou R$ 4,648 bilhões. os dados são preliminares.

A partida para o recuo do Ibovespa veio da China, onde a Bolsa de Xangai perdeu 5%, a maior queda em termos porcentuais desde 18 de novembro de 2008. Os investidores estão preocupados com a possibilidade de o governo chinês começar a arrochar o crédito depois que os bancos teriam emprestado volume recorde no primeiro semestre, na casa de US$ 1 trilhão. O governo chinês esclareceu, no entanto, que não utilizará controles administrativos para o crédito e sim sistemas com base no mercado. Há também quem fale numa possível bolha especulativa no mercado chinês.

O problema é que, se houver essa restrição ao crédito na China, haverá impacto direto sobre as empresas que importam insumos, afetando, por tabela, as exportadoras brasileiras, entre elas Vale e siderúrgicas. Isso também impacta as commodities, que fecharam em queda hoje no mercado externo.

Vale encerrou a sessão em baixa de 2,14% na ação ON e 1,70% na PNA. Hoje, depois do fechamento do mercado, a empresa divulgará seu balanço financeiro referente ao segundo trimestre do ano. Nas siderúrgicas, Gerdau PN recuou 2,45%, Metalúrgica Gerdau PN, 3,07%, Usiminas PNA, 1,40%, e CSN ON 2,21%.

A queda de preço das commodities não se restringiu às matérias primas metálicas, mas o petróleo ainda sentiu o peso dos dados semanais de estoques nos Estados Unidos. Na última semana, os números mostraram aumento inesperado: os estoques de gasolina subiram 5,1 milhões, ante previsão de queda de 1 milhão de barris.

Na Bolsa Mercantil de Nova York (Nymex), o contrato futuro de petróleo com vencimento em setembro caiu 5,77%, para US$ 63,35 o barril. Em dólares (US$ 3,88), foi a maior queda desde abril. No Brasil, Petrobras ON perdeu 3,67% e Petrobras PN, -2,68%. O ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, confirmou hoje que o governo anunciará amanhã uma liberação de recursos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) para a Petrobras.

Além da China, a Bolsa brasileira também repercutiu hoje os dados ruins divulgados nos EUA e que pesaram sobre as bolsas - embora no final do dia as perdas tenham sido bem menores do que as registradas nos piores momentos da sessão. O Dow Jones cedeu 0,29%, aos 9.070,72 pontos, o S&P 500 recuou 0,46%, aos 975,15 pontos, e o Nasdaq terminou em baixa de 0,39%, aos 1.967,76 pontos.

IBOV...após 28/07...suportes e resistências


O Ibovespa abriu na máxima nos 54.547 pontos, foi buscar a mínima nos 53.779 pontos, quando sinalizou que daria continuidade à realização, mas com a recuperação de DJI, evoluiu gradualmente até finalizar nos 54.472 pontos ( - 0,14%). O "candle" do gráfico diário é outro "doji" confirmando a possível reversão de tendência com o "doji evening star" que se formou. Vários osciladores do gráfico diário sinalizam a "divergência baixista", confirmando a possibilidade dessa reversão.

Suportes imediatos em 54.160, 53.780, 53.700, 53.400 e 52.550 pontos.
Resistências imediatas em 54.550, 54.670 e 54.930 pontos.

DJI...após 28/07...suportes e resistências


DJI abriu nos 9.107 pontos, foi buscar a máxima nos 9.125 pontos e sinalizou que daria continuidade à realização, quando recuou até a mínima nos 9.007 pontos. A partir daí recuperou gradualmente até finalizar nos 9.096 pontos ( - 0,13%). O "candle" do gráfico diário é outro "doji" de indefinição que agora parece confirmar a reversão de tendência com o "doji evening star" que possivelmente se formou. Vários osciladores do gráfico diário sinalizam a "divergência baixista", confirmando a possibilidade dessa reversão.

Suportes imediatos em 9.082, 9.007, 8.950 e 8.860 pontos.
Resistências imediatas em 9.125, 9.140 e 9.190 pontos.