por Claudia Violante da Agência Estado
10.06.2008 17h35
A Bovespa teve hoje seu sexto pregão de queda de junho - subiu apenas na quinta-feira passada -, perdendo quase todo o desempenho positivo obtido após a conquista de seu primeiro grau de investimento por uma importante agência de classificação de risco (em 30 de abril, pela Standard & Poors). A queda do petróleo, a confirmação de uma captação bilionária pela Vale e as declarações do presidente do banco central dos EUA justificam o tombo de hoje da Bolsa.
O Ibovespa, principal índice, recuou 2,17%, para 67.774,9 pontos, o menor patamar desde o dia da nota da S&P (quando subiu 6,33%, para 67.868,5 pontos). Daquele dia para cá, a Bolsa acumula perda de 0,14%. Hoje, o índice oscilou entre a mínima de 67.067 pontos (-3,20%) e a máxima de 69.275 pontos (-0,01%). Com o resultado de hoje, as perdas de junho alcançam 6,64%, mas, no ano, a Bolsa ainda tem alta, de 6,09%. O volume financeiro desta terça-feira contabilizou R$ 6,224 bilhões.
A Vale confirmou pela manhã que levantará no máximo US$ 15 bilhões em recursos, numa oferta pública primária de ações ON e PNA, para fins corporativos gerais, o que inclui o financiamento do agressivo programa de crescimento orgânico baseado no plano de investimento de US$ 59 bilhões, aquisições estratégicas e a ampliação da flexibilidade financeira, diz nota divulgada pela manhã. A proposta ainda terá que ser aprovada pelo conselho de administração da empresa e pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM).
A resposta dada pelos investidores aos rumores, ontem, foi a mesma dada ao fato hoje. Os investidores não gostaram da notícia da captação, porque pode ser um sinal de que a empresa pode se endividar para comprar uma outra companhia. Vale ON caiu 2,18% e Vale PNA, 4,10%. Os rumores citam três possíveis alvos: Alcoa, segunda maior fabricante de alumínio do planeta, Anglo American, quarta maior mineradora do mundo, e a americana Freeport-McMoRan, gigante da produção de cobre. A Freeport seria a escolha mais provável, segundo estes analistas.
As ações da Petrobras recuaram 3,12% as PN e 2,97% as ON, acompanhando as perdas do petróleo no mercado externo e também motivadas pela venda de investidores estrangeiros. Em entrevista hoje, o presidente da Petrobras, José Sérgio Gabrielli, avaliou que os preços do petróleo devem permanecer elevados e voláteis no mercado internacional nos próximos anos.
O petróleo negociado em Nova York fechou em queda pela segunda sessão consecutiva, pressionado pela alta do dólar e por novos sinais de declínio na demanda. O barril recuou 2,26%, para US$ 131,31. Isso ajudou o índice Dow Jones, da Bolsa de Nova York, a encerrar com ligeira elevação, de 0,08%. Já o S&P recuou 0,24% e o Nasdaq cedeu 0,43%. O dólar subiu nos mercados internacionais de moedas por causa das declarações dadas ontem pelo presidente do Federal Reserve (Fed, banco central dos EUA), Ben Bernanke, de que a autoridade monetária dos EUA irá resistir fortemente a qualquer erosão das expectativas de longo prazo para os preços. Isso é um sinal de que o Fed poderá elevar os juros, o que deu suporte ao dólar.
A intenção deste Blog é o de trazer informações sobre os mercados acionários e seus principais ativos. Esse espaço será utilizado para divulgar análises que fundamentem tendências de curto e médio prazos do Ibovespa, índices de mercados e comodities. Espero que o blog possa contribuir para a interpretação das tendências dos mercados,principalmente em momentos de maior volatilidade e incertezas.
terça-feira, 10 de junho de 2008
Nova projeção para Ibovespa vai a 92 mil pontos
por Valor Econômico
10/6/2008
A projeção do mercado financeiro para o Ibovespa nos próximos 12 meses foi corrigida já em mais de 10 mil pontos ao longo deste ano, segundo relatório da consultoria CMA, que consolida indicações de corretoras. No levantamento desta semana, o mercado aponta que o Índice Bovespa poderá chegar a 91.990 pontos daqui um ano, o que significa alta de 32,78% em relação ao fechamento de ontem. O IBrX-100 poderá subir 33,31%, para até 30.640 pontos. No início do ano, a projeção para o Ibovespa rondava os 82 mil pontos. As projeções dispararam mais depois da conquista dos selos de grau de investimento pelo Brasil. Em 30 de abril, data do primeiro "investment grade", concedido pela Standard & Poor's, a expectativa era de 88.490 para o Ibovespa.
10/6/2008
A projeção do mercado financeiro para o Ibovespa nos próximos 12 meses foi corrigida já em mais de 10 mil pontos ao longo deste ano, segundo relatório da consultoria CMA, que consolida indicações de corretoras. No levantamento desta semana, o mercado aponta que o Índice Bovespa poderá chegar a 91.990 pontos daqui um ano, o que significa alta de 32,78% em relação ao fechamento de ontem. O IBrX-100 poderá subir 33,31%, para até 30.640 pontos. No início do ano, a projeção para o Ibovespa rondava os 82 mil pontos. As projeções dispararam mais depois da conquista dos selos de grau de investimento pelo Brasil. Em 30 de abril, data do primeiro "investment grade", concedido pela Standard & Poor's, a expectativa era de 88.490 para o Ibovespa.
segunda-feira, 9 de junho de 2008
IBOV...após 09/06...reação positiva no final pode ter continuidade na abertura...

O Ibovespa abriu em 69.785 pontos, logo após alcançou 69.990 (máxima do dia), mas influenciado principalmente por VALE (em forte queda por rumores de que estaria fazendo empréstimos de U$ 30 bi para adquirir outra mineradora), retomou o processo de realização vindo buscar suporte em torno dos 69.500 pontos, onde ficou até a metade do pregão oscilando em torno desse patamar. A partir daí, quando também DJI iniciou realização, o Ibovespa tentou firmar suporte nos 69 mil pontos, mas não conseguindo, refluiu até 68.534 pontos (mínima do dia). Na última hora de pregão, sintonizado com DJI em boa recuperação, retomou os 69 mil pontos vindo a finalizar em 69.281 pontos (queda de 0,72%).
Análise: Da agenda desta semana, dois fatores domésticos poderão afetar o comportamento do Ibovespa: a divulgação do "PIB" trimestral (nesta terça) e a do conteúdo da Ata da última reunião do COPOM (na quinta), além dos "humores" dos mercados americanos. A análise gráfica mostra que o Ibovespa se encontra em um canal de baixa, delimitado pelas Linhas de Tendência (LTA e LTB) Secundárias com resistências em 70.500/70.950 pontos e suportes em 68.500/67.500 pontos. O rompimento desses limites para um dos dois lados, apontará a principal tendência do Ibovespa. Os indicadores no gráfico diário como o Estocástico e o oscilador de momentos estão sinalizando tendência de alta, apesar da indefinição no IFR e da sinalização negativa no CCI/Ma cruzamento. No gráfico de "30 minutos" todos esses indicadores se apresentam com tendência de alta. No gráfico diário formou-se um "candle" tipo "martelo" que pode estar apontando para uma reversão para a tendência de alta. Essa tendência (de alta) poderá ser confirmada ou não, pelos indicadores dos índices futuros do Ibovespa e dos mercados americanos, antes da abertura do pregão.
Suportes em 68.940, 68.500(fundo recente), 67.800 e 67.500 (LTA prim) pontos.
Resistências em 69.800, 70.250, 70.600(LTB), 70.950 e 72.000 pontos.
DJI...após 09/06...oscilando dentro do "canal de baixa"...

DJI abriu em nos 12.210 pontos e na primeira hora de pregão veio atingir a máxima em 12.331 pontos. A partir daí, oscilou entre os 12.280 e 13.200 pontos até a metade do pregão, quando realizou novamente, vindo buscar a mínima nos 12.195 pontos. Na última hora de pregão, DJI reagiu bem, atingindo 12.300 pontos e finalizando logo após em 12.280 pontos (alta de 0,58%).
Análise: DJI se mantém em seu "canal de baixa", tendo novamente encontrado suporte em 12.190 pontos. Deve continuar oscilando nesse "canal" tendo por forte suporte 11.950 pontos na LTA primária e resistência em 12.600 pontos na LTB secundária. Após essa recuperação, os indicadores no gráfico diário como o IFR, o Estocástico e o oscilador de momentos sinalizam tendência de alta, enquanto o CCI/Ma cruzamento sinaliza queda. Considerando o gráfico de "30 minutos" todos esses indicadores se apresentam com sinalização de alta. Os mercados futuros (incluindo-se o das commodities) antes da abertura, irão sinalizar a tendência de abertura de DJI.
Suportes imediatos em 12.190, 12.110, 11.950 (na LTA) e 11.770 pontos.
Resistências em 12.330, 12.500 e 12.600 pontos (na LTB).
Alcoa e McDonald's fazem Dow Jones fechar em alta
por Renato Martins da Agência Estado
09.06.2008 18h18
O mercado norte-americano de ações fechou com os principais índices em direções divergentes, o Dow Jones em alta e o Nasdaq em queda. As ações do setor financeiro voltaram a cair, em reação ao informe de resultados do banco de investimentos Lehman Brothers; a instituição informou que teve um prejuízo de US$ 2,8 bilhões em seu segundo trimestre fiscal, quatro vezes maior do que os analistas previam, e anunciou o plano de levantar US$ 6 bilhões em capital.
"Acho que eles estão adotando as medidas que precisam adotar para evitar uma situação do tipo do Bear Stearns. Eles estão fazendo o que Wall Street pediu que eles fizessem: levantar capital e desalavancar (diminuir a dívida). Mas será suficiente?", comentou o operador Peter McCorry, da Keefe Bruyette & Woods.
As ações do Lehman Brothers caíram 8,70%, influenciando outras ações do setor financeiro (JPMorgan Chase desabou 6,44%, Bank of America perdeu 2,92% e Citigroup recuou 2,29%). As da provedora de crédito hipotecário Washington Mutual despencaram 16,99%, depois de um analista do banco suíço UBS dizer que as perdas da instituição com hipotecas de alto risco (subprime) serão maiores do que se previa. As do CIT Group, porém, subiram 3,16%, depois de a empresa obter uma linha de crédito de longo prazo junto ao banco Goldman Sachs.
No setor de tecnologia, as ações da Apple caíram 2,17%, em dia marcado pelo lançamento do novo iPhone, de terceira geração. Ao lançar o produto numa feira de tecnologia em São Francisco, o presidente da Apple, Steve Jobs, anunciou que a empresa não mais receberá uma parcela das tarifas cobradas pelas operadoras de telefonia celular; no caso dos EUA, a AT&T, operadora exclusiva de serviços para iPhone, vai subsidiar o próprio aparelho para seus clientes (as ações da AT&T recuaram 1,70%). Mesmo diante da nova concorrência, as ações da Research in Motion, que produz o Blackberry, subiram 2,06%.
Entre os destaques do pregão também estavam as ações de empresas ligadas a matérias-primas (commodities), como a gigante do alumínio Alcoa (+7,52%) e a petrolífera ExxonMobil (+2,63%). No setor de consumo, as ações da McDonald's subiram 4,14%, em reação a seu informe de vendas de maio.
O índice Dow Jones fechou em alta de 0,58%, em 12.280,32 pontos. O Nasdaq encerrou em queda de 0,61%, em 2.459,46 pontos. O S&P-500 subiu 0,08%, para 1.361,76 pontos. O NYSE Composite recuou 0,04%, para 9.149,09 pontos. As informações são da Dow Jones.
09.06.2008 18h18
O mercado norte-americano de ações fechou com os principais índices em direções divergentes, o Dow Jones em alta e o Nasdaq em queda. As ações do setor financeiro voltaram a cair, em reação ao informe de resultados do banco de investimentos Lehman Brothers; a instituição informou que teve um prejuízo de US$ 2,8 bilhões em seu segundo trimestre fiscal, quatro vezes maior do que os analistas previam, e anunciou o plano de levantar US$ 6 bilhões em capital.
"Acho que eles estão adotando as medidas que precisam adotar para evitar uma situação do tipo do Bear Stearns. Eles estão fazendo o que Wall Street pediu que eles fizessem: levantar capital e desalavancar (diminuir a dívida). Mas será suficiente?", comentou o operador Peter McCorry, da Keefe Bruyette & Woods.
As ações do Lehman Brothers caíram 8,70%, influenciando outras ações do setor financeiro (JPMorgan Chase desabou 6,44%, Bank of America perdeu 2,92% e Citigroup recuou 2,29%). As da provedora de crédito hipotecário Washington Mutual despencaram 16,99%, depois de um analista do banco suíço UBS dizer que as perdas da instituição com hipotecas de alto risco (subprime) serão maiores do que se previa. As do CIT Group, porém, subiram 3,16%, depois de a empresa obter uma linha de crédito de longo prazo junto ao banco Goldman Sachs.
No setor de tecnologia, as ações da Apple caíram 2,17%, em dia marcado pelo lançamento do novo iPhone, de terceira geração. Ao lançar o produto numa feira de tecnologia em São Francisco, o presidente da Apple, Steve Jobs, anunciou que a empresa não mais receberá uma parcela das tarifas cobradas pelas operadoras de telefonia celular; no caso dos EUA, a AT&T, operadora exclusiva de serviços para iPhone, vai subsidiar o próprio aparelho para seus clientes (as ações da AT&T recuaram 1,70%). Mesmo diante da nova concorrência, as ações da Research in Motion, que produz o Blackberry, subiram 2,06%.
Entre os destaques do pregão também estavam as ações de empresas ligadas a matérias-primas (commodities), como a gigante do alumínio Alcoa (+7,52%) e a petrolífera ExxonMobil (+2,63%). No setor de consumo, as ações da McDonald's subiram 4,14%, em reação a seu informe de vendas de maio.
O índice Dow Jones fechou em alta de 0,58%, em 12.280,32 pontos. O Nasdaq encerrou em queda de 0,61%, em 2.459,46 pontos. O S&P-500 subiu 0,08%, para 1.361,76 pontos. O NYSE Composite recuou 0,04%, para 9.149,09 pontos. As informações são da Dow Jones.
sábado, 7 de junho de 2008
DJI...após 06/06...está em "movimento de caranguejo: 1 pra frente e 2 pra trás"...

"Surpreendentemente" após a alta anterior de 1,73%, DJI abriu em queda nos 12.602 pontos (máxima do dia) e nas primeiras horas de pregão veio tentar suporte no patamar dos 12.300 pontos, mantendo-se no intervalo 12.300/12.340 pontos, por cerca de 2 horas , enquanto "digeria" o índice de desemprego de 5,5% (abaixo das expectativas de mercado)apontando para uma possibilidade de recessão, quando foi "surpreendido" pelo brusco aumento dos contratos futuros de petróleo que rompeu a barreira de U$138 o barril (alta superior a 8%) e a partir daí "derreteu" novamente, vindo buscar a mínima nos 12.192 pontos (queda de 3,3%). Nos minutos finais do pregão, DJI esboçou pequena reação retomando os 12 mil pontos e finalizando em 12.209 pontos (queda de 3,13%).
Análise: DJI retomou seu canal de baixa ao perder o patamar dos 12.600 pontos. Enquanto os sintomas de recessão não forem dissipados (ou confirmados), DJI se mantém em um típico "movimento de caranguejo: 1 pra frente e 2 pra trás". A busca por "hegde" nos contratos futuros de petróleo (temor à desvalorização crescente do dólar) e as perpectivas do barril ultrapassar a barreira dos US$150 (até julho) estão apontando para perspectivas de uma "estagflação": aumento da inflação com estagnação econômica. Após essa forte queda de mais de 3%, os indicadores no gráfico diário como o IFR, o Estocástico e o CCI/Ma cruzamento sinalizam queda, mas no gráfico de "30 minutos" todos esses indicadores se mostram bastante "sobrevendidos" o que pode sinalizar uma possibilidade de reversão. Essa grande volatilidade verificada nos mercados americanos com reflexos no Ibovespa, demonstra que os mercados ainda não definiram um "piso" para DJI e assim navegam ao sabor dos "grandes players". Os mercados futuros antes da abertura, poderão sinalizar a tendência de abertura de DJI.
Suportes imediatos em 12.190, 12.110 e 11.770 pontos.
Resistências em 12.270, 12.340 e 12.500 pontos (na LTB).
IBOV...após 06/06...inicia a semana em um "triângulo simétrico" que irá romper para um dos dois lados!...

Contrariando os índices futuros do Ibov que apontavam para abertura em leve alta, o Ibovespa abriu em queda nos 71.207 pontos, alcançou 71.210 (máxima do dia), mas influenciado principalmente pelos índices futuros dos mercados americanos, em forte queda pelo percentual de desemprego apontando para uma recessão, retomou o processo de realização vindo buscar suporte em torno dos 69.800 pontos, para em seguida retomar o patamar dos 70 mil pontos. Ficou boa parte do pregão oscilando nesse patamar, encontrando alguma resistência nos 70.200 pontos. Quando tentou esboçar a retomada de alta, nos 70.350 pontos, duas horas antes do fechamento do pregão, foi novamente surpreendido por repentina queda de DJI, quando então veio buscar suporte em 69.515 pontos (mínima do dia). Nos minutos finais esboçou pequena reação finalizando em 69.785 pontos (queda de 2,0%).
Análise: O Ibovespa está em um "movimento de gangorra" impulsionado pelos "humores" dos mercados americanos. A análise gráfica desse movimento, mostra a formação de uma figura conhecida como "triângulo simétrico" delimitado pelas Linhas de Tendência (LTA e LTB) que se mostra prestes a "romper para um dos dois lados". Se houver a ruptura (para baixo) com a perda de 69.250 pontos (na LTA primária) retomará o canal de baixa para tentar suporte na casa dos 67 mil pontos. Contrariamente, se romper a LTB nos 71.900 pontos poderá buscar o patamar dos 73 mil pontos. Os indicadores no gráfico diário como o Estocástico e o oscilador de momentos estão "esticados" sinalizando mercado sobrevendido o que poderia ser traduzido para uma tendência de abertura em alta, apesar da indefinição no Estocástico e da sinalização negativa no CCI/Ma cruzamento. O comportamento dos índices futuros do Ibovespa e o "humor" dos mercados futuros americanos, antes da abertura, deverão sinalizar a principal tendência do Ibovespa.
Suportes em 69.700, 69.500 (LTA sec), 69.250 (LTA prim), 68.700 e 67.800 pontos.
Resistências em 70.200, 70.750, 71.200, 71.900 (LTB), 72.600 e 73.000 pontos.
quinta-feira, 5 de junho de 2008
DJI...após 05/06...possibilidade de continuidade da tendência de alta...

DJI abriu nos 12.388 pontos (mínima do dia) e já na primeira hora de pregão retomou o patamar dos 12.500 pontos, formando topo em 12.580 pontos para retornar novamente aos 12.500 pontos. Na última hora e meia de pregão retomou a tendência de alta, rompendo o patamar dos 12.600 e atingindo 12.610 pontos na máxima do dia. Finalizou próximo disso, em 12.604 pontos (alta de 1,73%).
Análise: DJI reverteu, de certo modo, a tendência anterior de baixa ao recuperar o patamar dos 12.600 pontos, rompendo a LTB recente. Necessita romper os fibos em 38% (12.643) e 62% (12.832), fortes resistências antes de alcançar novamente o patamar dos 13 mil pontos. Os indicadores no gráfico diário como o Estocástico e o CCI/Ma cruzamento sinalizam ainda a continuidade da alta, mas o IFR e o oscilador de momento se mantêm indefinidos. No gráfico de "30 minutos" todos esses indicadores sinalizam a continuidade da alta, devido à forte recuperação no final do pregão. Os mercados futuros antes da abertura, deverão sinalizar o comportamento de DJI.
Suportes imediatos em 12.550, 12.500 e 12.390 pontos.
Resistências em 12.640(fibo 38%), 12.730 e 12.830 (fibo 62%) pontos.
IBOV...após 05/06...forte alta pode ter continuidade...

Impulsionado pelos mercados futuros em forte alta, o Ibovespa abriu em 68.673 pontos (mínima do dia) e antes da metade do pregão atingiu o patamar dos 70 mil pontos, encontrando resistência nos 70.200 pontos. Quando parecia perder os 70 mil pontos, na última hora e meia de pregão, foi novamente alavancado pelos índices futuros, rompeu a resistência nos 70.600 pontos e em seguida rompeu a recente LTB formada nos 70.900 pontos. Sintonizado com DJI, quanto este confirmou a ruptura da resistência em 12.600 pontos, o Ibovespa também retomou o patamar dos 71 mil pontos, finalizando na máxima do dia, em 71.234 pontos (alta de 3,73%).
Análise: O Ibovespa reverteu a realização em curso, ao romper a LTB secundária iniciada com o topo ocorrido no final de maio/08, nos 70.900 pontos. Para se manter nessa tendência de alta, o Ibovespa deverá romper os 72 mil pontos e a resistência em 72.200 pontos na LTB primária. Os indicadores no gráfico diário como o IFR e o oscilador de momentos estão sinalizando tendência de alta, enquanto o Estocástico, o CCI/Ma cruzamento mantêm indefinição. Esses mesmos indicadores no gráfico de "30 minutos" estão sinalizando alta, com a forte reação no final do pregão. O comportamento dos negócios dos índices futuros, com abertura às 9 horas, deverá sinalizar a tendência da abertura do Ibovespa.
Suportes em 70.820, 70.500, 70.000, 69.235 e 68.600 pontos.
Resistências em 72.000, 72.200 (LTB), 72.600 e 73.000 pontos.
DJI...após 04/06..."doji" de indefinição, mas tendência de queda continua..

DJI abriu em queda nos 12.391 pontos, porém reverteu longo em seguida rompendo os 12.400 pontos, alcançando o topo em 12.495 pontos (máxima do dia). A partir daí, retomou seu processo de realização, perdendo o suporte de 12,4 mil pontos, buscando fundo em 12.338 pontos (mínima do dia). Com a melhora dos índices futuros esboçou pequena reação fechando praticamente estável em 12.390 pontos (queda de 0,10%).
Análise: DJI se encontra ainda em seu canal de baixa, que somente será revertido com a recuperação dos 12.600 pontos. Todos os indicadores no gráfico diário como o IFR, o Estocástico, o CCI/Ma cruzamento e o oscilador de momentos sinalizam ainda a continuação da queda, ainda que alguns desses indicadores no gráfico de "30 minutos" como o IFR, possa estar sinalizando leve tendência de alta, com a recuperação no final do pregão.O fechamento coincidente com a abertura produziu um "Doji Star" no gráfico diário que pode significar alguma indefinição. Os mercados futuros poderão apontar a tendência de abertura do pregão desta quinta-feira.
Suportes imediatos em 12.340, 12.270 e 12.100 pontos.
Resistências em 12.450, 12.500 e 12.540 pontos.
IBOV...após 04/06...perdeu a LTA sec e pode buscar suporte nos 67 mil pontos...

Dando continuidade à realização prevista, o Ibovespa abriu em queda nos 70.011 pontos (máxima do dia) e a partir daí, deu sequência ao processo de realização, perdendo também o suporte dos 69 mil pontos, buscando novo fundo em 68.464 pontos (mínima do dia). Com a leve melhora de DJI e dos índices futuros esboçou reação fechando em 68.673 pontos (queda de 1,91%).
Análise: O Ibovespa está em processo de realização de lucros, tendo perdido a LTA secundária iniciada em abril/08, ao fechar abaixo dos 69 mil pontos. O Ibovespa se encontra ainda em um canal de baixa, que somente será revertido com a recuperação dos 71 mil pontos. Todos os indicadores no gráfico diário como o IFR, o Estocástico, o CCI/Ma cruzamento e o oscilador de momentos estão sinalizando continuação da queda, ainda que alguns desses indicadores no gráfico de "30 minutos" possam estar sinalizando leve tendência de alta com a recuperação no final do pregão. A perda da LTA secundária indica que o IBOV poderá buscar suporte na LTA primária (próximo aos 67 mil pontos) antes de tentar romper novamente os 71 mil pontos.
Suportes imediatos em 68.600, 67.865 e 67.000 pontos.
Resistências em 70.300, 70.660 e 70.900 (LTB) pontos.
Ciclo de alta do juro no País deve derrubar PIB
por Agência Estado
05.06.2008 07h55
O ciclo de alta das taxas de juros que o Banco Central (BC) está iniciando não será nada suave, e deve derrubar a taxa de crescimento em 2009 a um nível significativamente abaixo dos 5% estipulados pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva como uma espécie de meta informal do seu segundo mandato. Essa é a visão de vários economistas que acompanham o dia-a-dia do trabalho do BC, e acham que a instituição fará tudo o que estiver ao seu alcance para evitar que, como ocorreu em outros países, a inflação no Brasil 'desgarre-se' para muito além do centro da meta de 4,5%, definido pelo Conselho Monetário Nacional (CMN).
As previsões da maioria dos economistas são de que o BC aumentará a taxa básica de juros, Selic, em todas as quatro reuniões restantes do Comitê de Política Monetária (Copom) até o fim do ano, e na maioria delas, em não menos de 0,5 ponto porcentual. "O Brasil está crescendo na margem entre 6% e 7%, bem acima do seu potencial, e é preciso baixar a temperatura porque não dá para crescer nesse ritmo", diz Gino Olivares, economista-chefe do Opportunity Asset Management. Hoje os analistas consideram que o potencial de crescimento não-inflacionário no Brasil está em torno de 4,5%. Olivares prevê que a Selic suba até 14,25% ao ano e o crescimento caia de cerca de 5% neste ano para o intervalo entre 3% e 4% em 2009. Para ele, a inflação pode chegar perto de 6% em 2008.
Para Sérgio Vale, da MB Associados, a Selic deve subir até 14% este ano, e o crescimento deve cair de 4,7% em 2008 para 4,2% em 2009. Vale, que prevê um pouso suave da economia brasileira, está com uma posição relativamente otimista. Alexandre Pavan Póvoa, diretor do Modal Asset Management, prevê uma Selic de 14,5% no fim do ano.Para o crescimento do PIB, a projeção do Modal Asset é de um recuo de 4,8% em 2008 para 3,7% em 2009. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo..
05.06.2008 07h55
O ciclo de alta das taxas de juros que o Banco Central (BC) está iniciando não será nada suave, e deve derrubar a taxa de crescimento em 2009 a um nível significativamente abaixo dos 5% estipulados pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva como uma espécie de meta informal do seu segundo mandato. Essa é a visão de vários economistas que acompanham o dia-a-dia do trabalho do BC, e acham que a instituição fará tudo o que estiver ao seu alcance para evitar que, como ocorreu em outros países, a inflação no Brasil 'desgarre-se' para muito além do centro da meta de 4,5%, definido pelo Conselho Monetário Nacional (CMN).
As previsões da maioria dos economistas são de que o BC aumentará a taxa básica de juros, Selic, em todas as quatro reuniões restantes do Comitê de Política Monetária (Copom) até o fim do ano, e na maioria delas, em não menos de 0,5 ponto porcentual. "O Brasil está crescendo na margem entre 6% e 7%, bem acima do seu potencial, e é preciso baixar a temperatura porque não dá para crescer nesse ritmo", diz Gino Olivares, economista-chefe do Opportunity Asset Management. Hoje os analistas consideram que o potencial de crescimento não-inflacionário no Brasil está em torno de 4,5%. Olivares prevê que a Selic suba até 14,25% ao ano e o crescimento caia de cerca de 5% neste ano para o intervalo entre 3% e 4% em 2009. Para ele, a inflação pode chegar perto de 6% em 2008.
Para Sérgio Vale, da MB Associados, a Selic deve subir até 14% este ano, e o crescimento deve cair de 4,7% em 2008 para 4,2% em 2009. Vale, que prevê um pouso suave da economia brasileira, está com uma posição relativamente otimista. Alexandre Pavan Póvoa, diretor do Modal Asset Management, prevê uma Selic de 14,5% no fim do ano.Para o crescimento do PIB, a projeção do Modal Asset é de um recuo de 4,8% em 2008 para 3,7% em 2009. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo..
quarta-feira, 4 de junho de 2008
Decisão de elevar Selic em meio ponto foi unânime
por Fernando Nakagawa da Agência Estado
04.06.2008 19h27
A decisão tomada hoje pelo Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central sobre a taxa básica de juros brasileira foi unânime. O Copom optou por uma elevação de 0,5 ponto porcentual na Selic, para 12,25% ao ano, sem viés.
"Dando prosseguimento ao processo de ajuste da taxa de juros básica, iniciado na reunião de abril, o Copom decidiu, por unanimidade, elevar a taxa Selic para 12,25% ao ano, sem viés", diz o texto do comunicado, que foi mais curto em relação ao da reunião passada. Esse é o segundo aumento seguido anunciado pelo Banco Central. A ata da reunião será divulgada em 12 de junho. A próxima reunião do Copom ocorre nos dias 22 e 23 de julho.
04.06.2008 19h27
A decisão tomada hoje pelo Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central sobre a taxa básica de juros brasileira foi unânime. O Copom optou por uma elevação de 0,5 ponto porcentual na Selic, para 12,25% ao ano, sem viés.
"Dando prosseguimento ao processo de ajuste da taxa de juros básica, iniciado na reunião de abril, o Copom decidiu, por unanimidade, elevar a taxa Selic para 12,25% ao ano, sem viés", diz o texto do comunicado, que foi mais curto em relação ao da reunião passada. Esse é o segundo aumento seguido anunciado pelo Banco Central. A ata da reunião será divulgada em 12 de junho. A próxima reunião do Copom ocorre nos dias 22 e 23 de julho.
DJI...após 03/06...um canal de baixa rumo aos 12 mil...

DJI abriu em alta nos 12.503 pontos, alcançando o topo logo em seguida em 12.553 pontos(máxima do dia). A partir daí, iniciou um processo forte de realização, perdendo os suportes dos 12,5 mil e dos 12,4 mil pontos, buscando novo fundo em 12.342 pontos (mínima do dia). Com a melhora dos índices futuros esboçou pequena reação fechando em 12.402 pontos (queda de 0,81%).
Análise: DJI se encontra em um canal de baixa, que somente será revertido com a recuperação dos 12.600 pontos. Todos os indicadores no gráfico diário como o IFR, o Estocástico, o CCI/Ma cruzamento e o oscilador de momentos estão sinalizando continuação da queda, ainda que alguns desses indicadores no gráfico de "30 minutos" possam estar sinalizando leve tendência de alta, com a recuperação no final do pregão.
Suportes imediatos em 12.400, 12.342 e 12.270 pontos.
Resistências em 12.460, 12.500 e 12.600 pontos.
IBOV...após 03/06...realização de lucros continua...

O IBOVESPA abriu em alta nos 71.897 pontos, alcançando o topo logo em seguida em 72.018 pontos(máxima do dia. A partir daí, iniciou um processo forte de realização, perdendo os suportes dos 71 mil e dos 70 mil pontos, buscando novo fundo em 69.602 pontos (mínima do dia). Com a melhora de DJI e dos índices futuros esboçou pequena reação fechando em 70.011 pontos (queda de 2,62%).
Análise: O Ibovespa está em processo de realização de lucros, devendo buscar suporte primeiramente em 69 mil pontos. O Ibovespa se encontra em um canal de baixa, que somente será revertido com a recuperação dos 71 mil pontos. Todos os indicadores no gráfico diário como o IFR, o Estocástico, o CCI/Ma cruzamento e o oscilador de momentos estão sinalizando continuação da queda, ainda que alguns desses indicadores no gráfico de "30 minutos" possam estar sinalizando leve tendência de alta com a recuperação no final do pregão.
Suportes imediatos em 69.600, 69.000, 68.600 e 67.860 pontos.
Resistências em 70.300, 70.660, 71.120 e 71.450 pontos.
terça-feira, 3 de junho de 2008
IBOV...apesar da queda, é possível alguma recuperação...

O IBOVESPA abriu nos 72.592 pontos (máxima do dia) e logo depois da abertura, perdeu os 72 mil pontos vindo buscar suporte em 71.450 pontos. Partindo daí, recuperou parte dessas perdas até encontrar resistência nos 72.320 pontos, na metade do pregão. Acompanhando o mau humor de DJI, refluiu novamente vindo buscar suporte em 71.350 pontos (mínima do dia e queda de 1,7%). Na última hora de pregão, recuperou parte das perdas, vindo a finalizar em 71.897 pontos (queda de 0,96%).
Análise: Apesar dos principais indicadores no gráfico diário como o Estocástico, o CCI/Ma cruzamento e o oscilador de momentos estarem sinalizando queda, esses mesmos indicadores no gráfico de "30 minutos" (exceção do CCI/Ma cruzamento) estão sinalizando tendência de alta. Assim, para esta terça, a abertura do mercado nos índices futuros (9 horas) apontará a tendência predominante do Ibovespa.
Suportes imediatos em 71.700(fibo 38%), 71.350, 70.840 e 70.333pontos.
Resistências em 72.320, 72.600, 72.860, 73.150 e 73.480 pontos.
DJI...após 02/06...índices futuros definirão a tendência...

DJI abriu em 12.637 pontos (máxima do dia) e na segunda hora de pregão veio buscar o patamar dos 12.480/12.500 pontos, por onde ficou oscilando até a metade do pregão. Com a piora no humor dos mercados futuros (rebaixamento do "grau de investimento" de importantes bancos americanos pelo Standard & Poors), veio buscar suporte na mínima em 12.428 pontos(-1,67%). Nas últimas duas horas esboçou reação, retomando novamente os 12.500 pontos e finalizando em 12.503(queda de 1,07%)
Dow Jones perdeu novamente o importante suporte nos 12600 pontos e está tentando se manter na casa dos 12.500 pontos, enquanto aguarda nesta semana, a divulgação de outros importantes indicadores que poderão balizar sua principal tendência.
Análise gráfica: A queda de 1% fez com que no gráfico diário, os principais indicadores como estocástico, CCI/Ma cuzamento e oscilador de momentos sinalizassem tendência de queda. No gráfico de "30 minutos", porém, a reação ocorrida nas últimas duas horas antes do fechamento, passou a sinalizar leve tendência de alta nesses mesmos indicadores. Assim DJI se apresenta novamente sem uma tendência definida, podendo realizar ainda mais, mantendo-se abaixo do suporte nos 12.500 pontos. A sinalização dos índices futuros, antes da abertura do pregão de DJI, deverá balizar a tendência de abertura.
Suportes imediatos em 12.480, 12.430, 12.370 e 12.270 pontos.
Resistências em 12.520, 12.555, 12.587 (fibo 38%), 12.640 (fibo 62%), 12.730 e 12.860 pontos.
segunda-feira, 2 de junho de 2008
Bolsa de NY fecha em baixa com rebaixamento de banco
por Renato Martins da Agência Estado
02.06.2008 18h19
O mercado norte-americano de ações fechou em queda forte, em reação a novas indicações de que o aperto no crédito e as dificuldades das instituições financeiras não terminaram.
As ações dos bancos de investimento estavam entre as que mais caíram, depois de a agência de classificação de risco de crédito Standard & Poor's rebaixar as notas (ratings) de Lehman Brothers, Merrill Lynch e Morgan Stanley (cujas ações caíram 8,10%, 2,96% e 2,55%, respectivamente); as do Goldman Sachs, cujo rating foi mantido, mas com perspectiva negativa, recuaram 2,31%. As ações do banco Wachovia, cujo rating também foi colocado em revisão para possível rebaixamento, caíram 1,68%, depois de a instituição anunciar o afastamento de seu executivo-chefe. As da Washington Mutual, que também anunciou mudanças em seu comando, recuaram 0,22%.
As ações das companhias aéreas também sofreram quedas fortes, depois de a Associação Internacional de Transporte Aéreo (Iata) dizer que as empresas do setor poderão ter um prejuízo combinado de mais de US$ 6 bilhões neste ano, por causa da alta dos preços dos combustíveis e da desaceleração da economia americana, que está causando uma redução na demanda.
O índice Dow Jones fechou em queda de 1,06%, em 12.503,82 pontos. O Nasdaq encerrou com perda de 1,23%, em 2.491,53 pontos. O S&P-500 caiu 1,05%, para 1.385,67 pontos. O NYSE Composite recuou 0,90%, para 9.316,61 pontos. As informações são da Dow Jones.
02.06.2008 18h19
O mercado norte-americano de ações fechou em queda forte, em reação a novas indicações de que o aperto no crédito e as dificuldades das instituições financeiras não terminaram.
As ações dos bancos de investimento estavam entre as que mais caíram, depois de a agência de classificação de risco de crédito Standard & Poor's rebaixar as notas (ratings) de Lehman Brothers, Merrill Lynch e Morgan Stanley (cujas ações caíram 8,10%, 2,96% e 2,55%, respectivamente); as do Goldman Sachs, cujo rating foi mantido, mas com perspectiva negativa, recuaram 2,31%. As ações do banco Wachovia, cujo rating também foi colocado em revisão para possível rebaixamento, caíram 1,68%, depois de a instituição anunciar o afastamento de seu executivo-chefe. As da Washington Mutual, que também anunciou mudanças em seu comando, recuaram 0,22%.
As ações das companhias aéreas também sofreram quedas fortes, depois de a Associação Internacional de Transporte Aéreo (Iata) dizer que as empresas do setor poderão ter um prejuízo combinado de mais de US$ 6 bilhões neste ano, por causa da alta dos preços dos combustíveis e da desaceleração da economia americana, que está causando uma redução na demanda.
O índice Dow Jones fechou em queda de 1,06%, em 12.503,82 pontos. O Nasdaq encerrou com perda de 1,23%, em 2.491,53 pontos. O S&P-500 caiu 1,05%, para 1.385,67 pontos. O NYSE Composite recuou 0,90%, para 9.316,61 pontos. As informações são da Dow Jones.
Ibovespa fecha em baixa de 0,96%
por Claudia Violante da Agência Estado
02.06.2008 17h29
A Bovespa iniciou junho em terreno negativo, influenciada pela fraqueza das bolsas norte-americanas. A perda, no entanto, foi contida pelas ações da Petrobras, que, beneficiadas pela alta do petróleo, subiram.
O Ibovespa, principal índice, fechou a sessão em baixa de 0,96%, aos 71.897,3 pontos, depois de oscilar da estabilidade, aos 72.592 pontos, até a mínima de 71.352 pontos (-1,71%). No ano até hoje, os ganhos acabaram reduzidos a +12,54%. O volume financeiro deste primeiro pregão de junho foi mais fraco e totalizou R$ 6,028 bilhões.
Nos Estados Unidos, o índice Dow Jones recuou 1,06%, o S&P registrou perdas de 1,05% e o Nasdaq fechou em baixa de 1,23%. Uma das principais razões para as quedas de hoje foi o rebaixamento promovido pela agência de classificação de risco de crédito Standard & Poor's nas notas (ratings) dos bancos de investimento Lehman Brothers, Merrill Lynch e Morgan Stanley. A agência ainda colocou em perspectiva negativa os ratings do Bank of America, do JPMorgan e do Citigroup.
Antes disso, no entanto, os investidores já não haviam gostado dos indicadores divulgados nos EUA e tampouco da renúncia do presidente da Bradford & Bingley. A décima maior firma de hipotecas do Reino Unido também anunciou que passará por uma reestruturação, com entrada de novo sócio. O índice ISM industrial norte-americano passou de 48,6 em abril para 49,6 em maio. Embora o dado tenha sido melhor do que o do mês anterior e até mesmo do que as previsões, que eram de 48,5, os analistas preferiram olhar pelo viés negativo, que é o fato de o dado manter-se abaixo de 50, um sinal de retração no setor. Já os gastos com construção caíram 0,4% em abril, ante previsão de -0,5%.
A alta do petróleo também serviu de azedume às bolsas norte-americanas, já que significa pressão de custos às empresas. Em Nova York, o preço do barril avançou 0,32%, para US$ 127,76. Mas tal desempenho continuou favorecendo a Petrobras. As ações ON subiram 1,81% e as PN, 1,61%.
Os papéis da Vale, outra empresa de forte peso na carteira teórica do Ibovespa, repetiram o comportamento dos metais, ou seja, tiveram fechamentos distintos. As ações PNA subiram 0,02% e as ON caíram 0,34%.
Amanhã, a agenda tem poucos, mas relevantes eventos, dentre os quais se destaca o discurso do presidente do Federal Reserve (Fed, banco central dos EUA), Ben Bernanke, que pode aliviar um pouco o quadro pessimista que se formou hoje após as notas da S&P. A Bolsa paulista, repetem os analistas, tem espaço para subir e a queda de hoje é saudável depois dos ganhos das últimas semanas - em maio, o Ibovespa subiu quase 7%. Mas as commodities e o mercado externo vão continuar determinando os rumos.
02.06.2008 17h29
A Bovespa iniciou junho em terreno negativo, influenciada pela fraqueza das bolsas norte-americanas. A perda, no entanto, foi contida pelas ações da Petrobras, que, beneficiadas pela alta do petróleo, subiram.
O Ibovespa, principal índice, fechou a sessão em baixa de 0,96%, aos 71.897,3 pontos, depois de oscilar da estabilidade, aos 72.592 pontos, até a mínima de 71.352 pontos (-1,71%). No ano até hoje, os ganhos acabaram reduzidos a +12,54%. O volume financeiro deste primeiro pregão de junho foi mais fraco e totalizou R$ 6,028 bilhões.
Nos Estados Unidos, o índice Dow Jones recuou 1,06%, o S&P registrou perdas de 1,05% e o Nasdaq fechou em baixa de 1,23%. Uma das principais razões para as quedas de hoje foi o rebaixamento promovido pela agência de classificação de risco de crédito Standard & Poor's nas notas (ratings) dos bancos de investimento Lehman Brothers, Merrill Lynch e Morgan Stanley. A agência ainda colocou em perspectiva negativa os ratings do Bank of America, do JPMorgan e do Citigroup.
Antes disso, no entanto, os investidores já não haviam gostado dos indicadores divulgados nos EUA e tampouco da renúncia do presidente da Bradford & Bingley. A décima maior firma de hipotecas do Reino Unido também anunciou que passará por uma reestruturação, com entrada de novo sócio. O índice ISM industrial norte-americano passou de 48,6 em abril para 49,6 em maio. Embora o dado tenha sido melhor do que o do mês anterior e até mesmo do que as previsões, que eram de 48,5, os analistas preferiram olhar pelo viés negativo, que é o fato de o dado manter-se abaixo de 50, um sinal de retração no setor. Já os gastos com construção caíram 0,4% em abril, ante previsão de -0,5%.
A alta do petróleo também serviu de azedume às bolsas norte-americanas, já que significa pressão de custos às empresas. Em Nova York, o preço do barril avançou 0,32%, para US$ 127,76. Mas tal desempenho continuou favorecendo a Petrobras. As ações ON subiram 1,81% e as PN, 1,61%.
Os papéis da Vale, outra empresa de forte peso na carteira teórica do Ibovespa, repetiram o comportamento dos metais, ou seja, tiveram fechamentos distintos. As ações PNA subiram 0,02% e as ON caíram 0,34%.
Amanhã, a agenda tem poucos, mas relevantes eventos, dentre os quais se destaca o discurso do presidente do Federal Reserve (Fed, banco central dos EUA), Ben Bernanke, que pode aliviar um pouco o quadro pessimista que se formou hoje após as notas da S&P. A Bolsa paulista, repetem os analistas, tem espaço para subir e a queda de hoje é saudável depois dos ganhos das últimas semanas - em maio, o Ibovespa subiu quase 7%. Mas as commodities e o mercado externo vão continuar determinando os rumos.
FSB e Fitch atenuam aperto monetário
por Luiz Sérgio Guimarães de Valor Econômico
2/6/2008
A ala de mercado que aposta em alta de 0,50 ponto na taxa Selic na reunião do Copom de quarta-feira, já levemente majoritária em relação à que sustenta a necessidade de ampliação da dose para 0,75 ponto, cresceu depois que o governo anunciou a intenção de criar uma meta adicional de superávit fiscal equivalente a 0,5% do PIB para a constituição das reservas do FSB. Com a criação dessa poupança fiscal extra, o esforço total com o qual o governo Lula se compromete passa a corresponder a 4,3% do PIB. Este compromisso reduz os gastos públicos e, nesse sentido, ao diminuir a demanda agregada, ajuda o BC a combater as pressões inflacionárias. Com a diminuição das apostas de um aumento mais forte da Selic, os juros futuros caíram na sexta-feira. Foi o terceiro dia consecutivo de queda. A taxa para a virada do ano recuou na semana passada de 13,22% para 13,06%. O contrato para janeiro de 2010 cedeu de 14,52% para 14,16%. Na quinta-feira, a razão da baixa foi a concessão ao Brasil do grau de investimento pela agência Fitch. Estes dois fatores são novidades relevantes no front inflacionário no entender de Luis Otavio de Souza Leal, economista-chefe do banco ABC Brasil. Os dois fatos melhoram as perspectivas para a trajetória dos juros no médio e longo prazo. "A inflação corrente não é um problema do feijãozinho e deve ser combatida por uma política monetária mais apertada, mas o investment grade e o FSB poderão fazer com que esse ajuste seja mais breve e menos intenso", diz Souza Leal. A transformação do FSB num fundo fiscal tornou-o muito mais palatável ao mercado. Em uma semana, ele evoluiu de instrumento de pressão sobre o câmbio e incentivo às empresas brasileiras no exterior para uma carteira catalisadora de poupança fiscal contra-cíclica. "Melhor seria abater diretamente a dívida e esquecer a compra de dólares, mas não devemos deixar de considerar essa uma boa notícia para o BC na tentativa de arrefecer a demanda agregada", diz o economista.
2/6/2008
A ala de mercado que aposta em alta de 0,50 ponto na taxa Selic na reunião do Copom de quarta-feira, já levemente majoritária em relação à que sustenta a necessidade de ampliação da dose para 0,75 ponto, cresceu depois que o governo anunciou a intenção de criar uma meta adicional de superávit fiscal equivalente a 0,5% do PIB para a constituição das reservas do FSB. Com a criação dessa poupança fiscal extra, o esforço total com o qual o governo Lula se compromete passa a corresponder a 4,3% do PIB. Este compromisso reduz os gastos públicos e, nesse sentido, ao diminuir a demanda agregada, ajuda o BC a combater as pressões inflacionárias. Com a diminuição das apostas de um aumento mais forte da Selic, os juros futuros caíram na sexta-feira. Foi o terceiro dia consecutivo de queda. A taxa para a virada do ano recuou na semana passada de 13,22% para 13,06%. O contrato para janeiro de 2010 cedeu de 14,52% para 14,16%. Na quinta-feira, a razão da baixa foi a concessão ao Brasil do grau de investimento pela agência Fitch. Estes dois fatores são novidades relevantes no front inflacionário no entender de Luis Otavio de Souza Leal, economista-chefe do banco ABC Brasil. Os dois fatos melhoram as perspectivas para a trajetória dos juros no médio e longo prazo. "A inflação corrente não é um problema do feijãozinho e deve ser combatida por uma política monetária mais apertada, mas o investment grade e o FSB poderão fazer com que esse ajuste seja mais breve e menos intenso", diz Souza Leal. A transformação do FSB num fundo fiscal tornou-o muito mais palatável ao mercado. Em uma semana, ele evoluiu de instrumento de pressão sobre o câmbio e incentivo às empresas brasileiras no exterior para uma carteira catalisadora de poupança fiscal contra-cíclica. "Melhor seria abater diretamente a dívida e esquecer a compra de dólares, mas não devemos deixar de considerar essa uma boa notícia para o BC na tentativa de arrefecer a demanda agregada", diz o economista.
Assinar:
Postagens (Atom)