por Claudia Violante da Agência Estado
24.06.2008 17h39
A expectativa com o resultado da reunião do Federal Reserve (Fed, banco central dos EUA) amanhã e o resultado ruim dos indicadores conhecidos hoje nos Estados Unidos fizeram com que as bolsas caíssem em Nova York, ainda empurradas pela alta do petróleo. A Bovespa acompanhou e se aproximou de zerar os ganhos acumulados em 2008. As ações da Vale até amorteceram a queda, mas os setores siderúrgico e bancário foram destaques negativos, assim como Petrobras, que não conseguiu sustentar a elevação até o final do dia e fechou em baixa.
O Ibovespa, principal índice da Bolsa paulista, encerrou o pregão em queda de 0,73%, aos 64.167,8 pontos. Oscilou entre a mínima de 63.713 pontos (-1,43%) e a máxima de 65.084 pontos (+0,69%). No mês, as perdas alcançam 11,60% e, no ano, os ganhos atingem apenas 0,44%. O volume financeiro segue fraco, mas hoje foi melhor do que o de ontem, somando R$ 5,27 bilhões.
Em Nova York, o índice Dow Jones recuou 0,30%, o S&P fechou em baixa de 0,28% e o Nasdaq encerrou em queda de 0,73%. A Conference Board apresentou hoje o pior resultado da confiança do consumidor em 16 anos: em junho, o dado ficou em 50,4 (ante 57 previstos), de 58,1 em maio. Outro índice ruim foi o de preços dos imóveis S&P/Case-Shiller para 10 cidades, que bateu recorde ao cair 16,3% em abril em comparação ao mesmo período do ano passado. Em relação a março, a queda foi de 1,6%. O índice de preços para 20 cidades cedeu 15,3% em abril (outro declínio recorde) ante abril de 2007 e caiu 1,4% ante março deste ano.
Pressionou ainda negativamente as bolsas nos EUA a alta do petróleo. Na Bolsa Mercantil de Nova York, o petróleo subiu 0,19%, para US$ 137 por barril. O dia foi calmo neste mercado, segundo operadores, mas os investidores apostaram na alta das cotações por causa da divulgação, amanhã, dos estoques semanais do produto nos Estados Unidos.
A quarta-feira vai ser um dia carregado de eventos, com destaque principal para a decisão do Federal Reserve sobre a taxa de juros americana. Os indicadores divulgados hoje empurraram para mais longe uma elevação da taxa de juros. E os analistas vão procurar no comunicado que acompanha a decisão do Fed justamente para quão longe vão estas projeções.
No mercado doméstico, as ações da Vale foram novamente destaque de elevação, após a notícia de que a australiana Rio Tinto conseguiu reajustar seu minério de ferro em 100% na negociação com as siderúrgicas japonesas. Ontem, as chinesas aceitaram um reajuste de 85%. Estes aumentos foram superiores aos conseguidos pela Vale este ano e significam que, apesar do temor de recessão mundial a partir dos Estados Unidos, a demanda segue muito aquecida, a ponto de as mineradoras conseguirem passar adiante um aumento desta magnitude.
Vale ON subiu 1,79% e Vale PNA, 1,47%. No mês, no entanto, as ações acumulam, respectivamente, perdas de 12,24% e 11,33%. Petrobras ON caiu 0,39% e Petrobras PN, 0,27%. O volume segue fraco e muitos investidores estrangeiros continuam se desfazendo de Petrobras.
A intenção deste Blog é o de trazer informações sobre os mercados acionários e seus principais ativos. Esse espaço será utilizado para divulgar análises que fundamentem tendências de curto e médio prazos do Ibovespa, índices de mercados e comodities. Espero que o blog possa contribuir para a interpretação das tendências dos mercados,principalmente em momentos de maior volatilidade e incertezas.
segunda-feira, 23 de junho de 2008
IBOV...após 23/06..."doji" com tendência de queda...

O Ibovespa abriu em 64.621 pontos foi até a máxima em 64.440 pontos, depois influenciado com a indefinição de DJI, refluiu até buscar suporte em 64.440 pontos (mínima do dia). Com uma nova reação de DJI, tentou recuperação até os 65.100 pontos, mas retrocedeu novamente para finalizar estável em 64.640 pontos (alta de 0,04%).
Análise: O Ibovespa operou praticamente alinhado com DJI. No final, devolveu toda alta conseguida na primeira metade do pregão. O indicadores do gráfico de "30 minutos" e os principais indicadores do gráfico diário (que formou um "doji" de indefinição) também sinalizam queda. Os índices futuros do Ibovespa e dos mercados futuros americanos, deverão confirmar (ou não) essa tendência. No curto prazo, continua a tendência de queda.
Suportes em 64.440, 64.350 e 63.650 pontos.
Resistências em 64.850, 65.870 e 67.380 pontos.
PETR4...após 23/06...suportes e resistências

PETR4 abriu em 43,30 e veio até a mínima em 43,14; retomou sua tendência de alta indo buscar a máxima em 47,81; refluiu para fechar em 43,89.
Análise: PETR4 está com muita volatilidade, oscilando principalmente frente ao preço do mercado futuro do barril de petróleo. As linhas de tendência LTA's LTB's estão determinando os seguintes suportes e resistências:
Suportes: 43,55; 42,80; 42,40; 42,10 e 40,50
Resistências: 43,90; 44,10 e 45,00
VALE 5 ...após 23/06...suportes e resistências...

Vale5 abriu com gap de alta em 47,08, veio até 46,99 (mínima), retomou sua tendência de alta até atingir a máxima em 47,81 e finalizou em 47,50.
Análise: Vale ultimamente está se movimentando, com muita volatilidade, em função das cotações das comodities metálicas (especialmente ferro e níquel). As linhas de tendência LTA's e LTB's estão determinando os seguintes suportes e resistências:
Suportes: 47,15; 46,80; 46,40; 45,70 e 44,40.
Resistências: 47,60; 47,95; 48,44 e 49,00.
Ibovespa fecha quase estável, em alta de 0,04%
por Claudia Violante da Agência Estado
23.06.2008 17h28
A Bolsa de Valores de São Paulo abriu a semana no azul, ajudada pelas ações da Vale e da Petrobras. Contudo, como as preocupações com a inflação e a crise americana estão vívidas, o ímpeto por compras foi muito tímido - o que garantiu à sessão o menor volume financeiro do mês de junho - e a alta foi marginal.
O Ibovespa, principal índice, encerrou o dia com ganho de 0,04%, aos 64.640,4 pontos. Oscilou entre a mínima de 64.440 pontos (-0,27%) e a máxima de 65.401 pontos (+1,22%). No mês, a Bolsa tem perdas de 10,85% e, no ano, alta de 1,18%. O volume financeiro negociado totalizou R$ 4,05 bilhões - bem abaixo da média diária do mês, de R$ 6,63 bilhões, segundo a Bolsa.
O petróleo foi um dos destaques da sessão, após o encontro entre produtores que terminou ontem em Jeddah, na Arábia Saudita, frustrar as expectativas. Foi efetivado apenas o aumento da produção de 200 mil barris por dia da Arábia Saudita, anunciado na semana passada. O país, o maior exportador do mundo, também se propôs a ir além se assim for necessário. Mas foi só. Além do resultado pífio deste encontro, pressionaram as cotações para cima a greve dos trabalhadores da unidade da Chevron na Nigéria, mesmo país em que ocorreram vários ataques militares na infra-estrutura do setor energético, operada pela Royal Dutch Shell, pela Eni e pela Chevron.
Com tudo isso, o contrato futuro para agosto do petróleo negociado na Bolsa Mercantil de Nova York fechou em alta de 1,02%, a US$ 136,74 por barril. Isso acabou pesando sobre Wall Street, que trabalhou muito volátil hoje, mas conseguiu fechar estável. O índice Dow Jones ficou estável, enquanto o S&P avançou 0,01% e o Nasdaq caiu 0,85%.
Aqui, Petrobras conseguiu hoje acompanhar a alta do petróleo e subiu. Petrobras ON ganhou 1,93%, e Petrobras PN, 1,76%. Vale também acompanhou e avançou 1,88% as ações ON e 1,60% as PNA. Os investidores aproveitaram os preços baixos depois do tombo de junho e foram às compras das ações da mineradora com a notícia de que a siderúrgica chinesa Baosteel aceitou o reajuste de 85% no preço do minério de ferro pedido pela mineradora australiana Rio Tinto. O aumento foi superior aos reajustes de 65% e 71% anunciados pela Vale em fevereiro, sinalizando a enorme demanda global pelo minério, particularmente por parte da China.
Apesar das blue chips (ações de primeira linha) em alta, o volume foi fraco hoje porque a agenda da semana é carregada, com destaque para a quarta-feira, quando o banco central dos EUA anuncia a nova taxa de juros do país. A avaliação predominante é de que a taxa continuará em 2% ao ano, mas há preocupação com o que trará o comunicado que acompanha a decisão do BC.
23.06.2008 17h28
A Bolsa de Valores de São Paulo abriu a semana no azul, ajudada pelas ações da Vale e da Petrobras. Contudo, como as preocupações com a inflação e a crise americana estão vívidas, o ímpeto por compras foi muito tímido - o que garantiu à sessão o menor volume financeiro do mês de junho - e a alta foi marginal.
O Ibovespa, principal índice, encerrou o dia com ganho de 0,04%, aos 64.640,4 pontos. Oscilou entre a mínima de 64.440 pontos (-0,27%) e a máxima de 65.401 pontos (+1,22%). No mês, a Bolsa tem perdas de 10,85% e, no ano, alta de 1,18%. O volume financeiro negociado totalizou R$ 4,05 bilhões - bem abaixo da média diária do mês, de R$ 6,63 bilhões, segundo a Bolsa.
O petróleo foi um dos destaques da sessão, após o encontro entre produtores que terminou ontem em Jeddah, na Arábia Saudita, frustrar as expectativas. Foi efetivado apenas o aumento da produção de 200 mil barris por dia da Arábia Saudita, anunciado na semana passada. O país, o maior exportador do mundo, também se propôs a ir além se assim for necessário. Mas foi só. Além do resultado pífio deste encontro, pressionaram as cotações para cima a greve dos trabalhadores da unidade da Chevron na Nigéria, mesmo país em que ocorreram vários ataques militares na infra-estrutura do setor energético, operada pela Royal Dutch Shell, pela Eni e pela Chevron.
Com tudo isso, o contrato futuro para agosto do petróleo negociado na Bolsa Mercantil de Nova York fechou em alta de 1,02%, a US$ 136,74 por barril. Isso acabou pesando sobre Wall Street, que trabalhou muito volátil hoje, mas conseguiu fechar estável. O índice Dow Jones ficou estável, enquanto o S&P avançou 0,01% e o Nasdaq caiu 0,85%.
Aqui, Petrobras conseguiu hoje acompanhar a alta do petróleo e subiu. Petrobras ON ganhou 1,93%, e Petrobras PN, 1,76%. Vale também acompanhou e avançou 1,88% as ações ON e 1,60% as PNA. Os investidores aproveitaram os preços baixos depois do tombo de junho e foram às compras das ações da mineradora com a notícia de que a siderúrgica chinesa Baosteel aceitou o reajuste de 85% no preço do minério de ferro pedido pela mineradora australiana Rio Tinto. O aumento foi superior aos reajustes de 65% e 71% anunciados pela Vale em fevereiro, sinalizando a enorme demanda global pelo minério, particularmente por parte da China.
Apesar das blue chips (ações de primeira linha) em alta, o volume foi fraco hoje porque a agenda da semana é carregada, com destaque para a quarta-feira, quando o banco central dos EUA anuncia a nova taxa de juros do país. A avaliação predominante é de que a taxa continuará em 2% ao ano, mas há preocupação com o que trará o comunicado que acompanha a decisão do BC.
Dow Jones fecha estável, mas Nasdaq cai 0,85%
por Renato Martins da Agência Estado
23.06.2008 18h12
O mercado norte-americano de ações fechou com o índice Nasdaq em queda, embora a alta das ações do setor de petróleo, que acompanharam a nova elevação dos preços do produto, tenham contribuído para dar sustentação ao índice Dow Jones. Operadores disseram que o sentimento do mercado tornou-se mais negativo depois das quedas fortes da semana passada. "É muito possível que voltemos às mínimas de janeiro e março. Nessa altura, vamos reavaliar onde estamos e, se as condições parecerem extremas, isso poderá sugerir que uma possível recuperação estará próxima", disse o vice-presidente de pesquisa da Schaeffer's Investment Research, Todd Salamone.
As ações do setor financeiro estavam entre as que mais caíram: as do Merrill Lynch caíram 3,92% e as do Morgan Stanley recuaram 3,15%, depois de o Bank of America rebaixar as previsões de lucro para os bancos de investimento e de o Goldman Sachs rebaixar sua recomendação para o setor da posição "neutra" para "underweight" (abaixo da média do mercado). Outros destaques negativos no setor foram Citigroup (-3,89%) e Bank of America (-4,50%). As ações das seguradoras de bônus, cujos ratings foram rebaixados na semana passada, também caíram (Ambac recuou 6,83% e MBIA despencou 13,78%).
As ações das montadoras também sofreram quedas fortes, após um alerta da Standard & Poor's de que poderá rebaixar seus ratings; as da GM, que anunciou financiamentos de 72 meses sem juros para alguns modelos de carros e de utilitários esportivos, perderam 6,38%; as da Ford recuaram 9,12%. A alta dos preços do petróleo beneficiou as ações do setor (ExxonMobil subiu 3,29% e Chevron ganhou 2,53%), mas afetou negativamente as do setor de consumo (Home Depot cedeu 4,53%).
O índice Dow Jones fechou em baixa de 0,003%, em 11.842,36 pontos. O Nasdaq fechou em queda de 0,85%, em 2.385,74 pontos. O S&P-500 subiu 0,01%, para 1.318,00 pontos. O NYSE Composite subiu 0,14%, para 8.841,89 pontos. As informações são da Dow Jones.
23.06.2008 18h12
O mercado norte-americano de ações fechou com o índice Nasdaq em queda, embora a alta das ações do setor de petróleo, que acompanharam a nova elevação dos preços do produto, tenham contribuído para dar sustentação ao índice Dow Jones. Operadores disseram que o sentimento do mercado tornou-se mais negativo depois das quedas fortes da semana passada. "É muito possível que voltemos às mínimas de janeiro e março. Nessa altura, vamos reavaliar onde estamos e, se as condições parecerem extremas, isso poderá sugerir que uma possível recuperação estará próxima", disse o vice-presidente de pesquisa da Schaeffer's Investment Research, Todd Salamone.
As ações do setor financeiro estavam entre as que mais caíram: as do Merrill Lynch caíram 3,92% e as do Morgan Stanley recuaram 3,15%, depois de o Bank of America rebaixar as previsões de lucro para os bancos de investimento e de o Goldman Sachs rebaixar sua recomendação para o setor da posição "neutra" para "underweight" (abaixo da média do mercado). Outros destaques negativos no setor foram Citigroup (-3,89%) e Bank of America (-4,50%). As ações das seguradoras de bônus, cujos ratings foram rebaixados na semana passada, também caíram (Ambac recuou 6,83% e MBIA despencou 13,78%).
As ações das montadoras também sofreram quedas fortes, após um alerta da Standard & Poor's de que poderá rebaixar seus ratings; as da GM, que anunciou financiamentos de 72 meses sem juros para alguns modelos de carros e de utilitários esportivos, perderam 6,38%; as da Ford recuaram 9,12%. A alta dos preços do petróleo beneficiou as ações do setor (ExxonMobil subiu 3,29% e Chevron ganhou 2,53%), mas afetou negativamente as do setor de consumo (Home Depot cedeu 4,53%).
O índice Dow Jones fechou em baixa de 0,003%, em 11.842,36 pontos. O Nasdaq fechou em queda de 0,85%, em 2.385,74 pontos. O S&P-500 subiu 0,01%, para 1.318,00 pontos. O NYSE Composite subiu 0,14%, para 8.841,89 pontos. As informações são da Dow Jones.
BC prevê que entrada de investimento direto cobrirá déficit em transações correntes
por Valor Online
23/06/2008 17:45
BRASÍLIA - A trajetória de aumento do déficit nas transações correntes externas em 2008, cuja projeção saiu de US$ 12 bilhões para US$ 21 bilhões, não preocupa o Banco Central (BC). "Não se espera que o crescimento seja explosivo", afirmou o chefe do Departamento Econômico, Altamir Lopes. Ele se mostrou "seguro" de que o déficit será "totalmente financiado" com investimento externo direto (IED), que também teve a estimativa elevada de US$ 32 bilhões para US$ 35 bilhões no ano.
"O que se espera é a continuidade do IED, que está fluindo bem", declarou o técnico. Em sua visão, as fortes pressões de remessas de lucros e dividendos, do saldo negativo com viagens internacionais e das aceleradas importações serão cobertas com recursos de médio e longo prazos (IED) e também pelo aporte de capital mais volátil, já que as estimativas para o investimento estrangeiro em papéis domésticos e ações subiu de US$ 12 bilhões para US$ 25 bilhões.
A se configurar a conta corrente deficitária em US$ 21 bilhões, será o pior patamar dos últimos sete anos, desde os US$ 23,2 bilhões negativos em 2001. Para junho, Lopes prevê resultado negativo de US$ 1,2 bilhão, o dobro do déficit de US$ 649 milhões registrado em maio.
O argumento da autoridade monetária é o de que apesar da conta corrente acumular déficit de US$ 14,717 bilhões de janeiro a maio e subir a US$ 15,9 bilhões em junho, o IED deve "cobrir" esse rombo já ao fim deste primeiro semestre.
Até maio isso não ocorreu, porque o IED acumulou US$ 13,984 bilhões no ano. Mas estão previstos US$ 3 bilhões para junho, dos quais US$ 2,2 bilhões já ingressaram no mês até hoje. Ou seja, o IED deve subir a US$ 16,98 bilhões ao fim deste mês.
O BC também aposta na alta das aplicações externas em renda fixa e ações, principalmente ações, por influência do selo de grau de investimento (investimento seguro) que o Brasil recebeu de duas agências de classificação de risco. "Nossa projeção é qualitativa, por já ter um volume significativo acumulado e a expectativa de atração de grandes fundos de pensão", disse Lopes.
Os registros apontam que esses chamados investimentos em portfólio acumulavam US$ 12,89 bilhões nos primeiros cinco meses do ano. No mês de junho até hoje já ingressaram US$ 1,268 bilhões para o mercado acionário e US$ 631 milhões em títulos de renda fixa, elevando o total no ano para US$ 14,7 bilhões.
Lopes sustenta ainda que a tendência é de melhora no segundo semestre, pela redução sazonal, por exemplo, das remessas de lucro e dividendos, que se concentram no início do ano e acumularam US$ 15,596 bilhões até maio. Para junho, a projeção é de que essas saídas caiam pela metade, saindo de US$ 3,238 bilhões em maio, para US$ 1,6 bilhão este mês. Do início de junho até hoje, já foram remetidos US$ 1,26 bilhão.
Outro fator favorável, segundo ele é a perspectiva de "acomodação" das importações, cujo aumento até maio foi de 46,3% sobre período igual de 2007, mas que tem projeção do BC para encerrar o ano com variação de 30,2% sobre o ano passado. As importações tiveram a estimativa elevada de US$ 155 bilhões para US$ 157 bilhões, mantendo-se as exportações em US$ 182 bilhões (+13,3%) e a consequente redução do saldo comercial para US$ 25 bilhões no ano.
Já o saldo negativo das viagens internacionais foi reestimado de US$ 4 bilhões para US$ 5 bilhões no ano, tendo registrado até maio o déficit recorde de US$ 2,014 bilhões. As despesas de brasileiros no exterior somaram US$ 4,487 bilhões e as receitas de estrangeiros no país, US$ 2,473 bilhões, ambos valores históricos para o período. Em junho até hoje o fluxo líquido está negativo em US$ 472 milhões, segundo o Banco Central.
23/06/2008 17:45
BRASÍLIA - A trajetória de aumento do déficit nas transações correntes externas em 2008, cuja projeção saiu de US$ 12 bilhões para US$ 21 bilhões, não preocupa o Banco Central (BC). "Não se espera que o crescimento seja explosivo", afirmou o chefe do Departamento Econômico, Altamir Lopes. Ele se mostrou "seguro" de que o déficit será "totalmente financiado" com investimento externo direto (IED), que também teve a estimativa elevada de US$ 32 bilhões para US$ 35 bilhões no ano.
"O que se espera é a continuidade do IED, que está fluindo bem", declarou o técnico. Em sua visão, as fortes pressões de remessas de lucros e dividendos, do saldo negativo com viagens internacionais e das aceleradas importações serão cobertas com recursos de médio e longo prazos (IED) e também pelo aporte de capital mais volátil, já que as estimativas para o investimento estrangeiro em papéis domésticos e ações subiu de US$ 12 bilhões para US$ 25 bilhões.
A se configurar a conta corrente deficitária em US$ 21 bilhões, será o pior patamar dos últimos sete anos, desde os US$ 23,2 bilhões negativos em 2001. Para junho, Lopes prevê resultado negativo de US$ 1,2 bilhão, o dobro do déficit de US$ 649 milhões registrado em maio.
O argumento da autoridade monetária é o de que apesar da conta corrente acumular déficit de US$ 14,717 bilhões de janeiro a maio e subir a US$ 15,9 bilhões em junho, o IED deve "cobrir" esse rombo já ao fim deste primeiro semestre.
Até maio isso não ocorreu, porque o IED acumulou US$ 13,984 bilhões no ano. Mas estão previstos US$ 3 bilhões para junho, dos quais US$ 2,2 bilhões já ingressaram no mês até hoje. Ou seja, o IED deve subir a US$ 16,98 bilhões ao fim deste mês.
O BC também aposta na alta das aplicações externas em renda fixa e ações, principalmente ações, por influência do selo de grau de investimento (investimento seguro) que o Brasil recebeu de duas agências de classificação de risco. "Nossa projeção é qualitativa, por já ter um volume significativo acumulado e a expectativa de atração de grandes fundos de pensão", disse Lopes.
Os registros apontam que esses chamados investimentos em portfólio acumulavam US$ 12,89 bilhões nos primeiros cinco meses do ano. No mês de junho até hoje já ingressaram US$ 1,268 bilhões para o mercado acionário e US$ 631 milhões em títulos de renda fixa, elevando o total no ano para US$ 14,7 bilhões.
Lopes sustenta ainda que a tendência é de melhora no segundo semestre, pela redução sazonal, por exemplo, das remessas de lucro e dividendos, que se concentram no início do ano e acumularam US$ 15,596 bilhões até maio. Para junho, a projeção é de que essas saídas caiam pela metade, saindo de US$ 3,238 bilhões em maio, para US$ 1,6 bilhão este mês. Do início de junho até hoje, já foram remetidos US$ 1,26 bilhão.
Outro fator favorável, segundo ele é a perspectiva de "acomodação" das importações, cujo aumento até maio foi de 46,3% sobre período igual de 2007, mas que tem projeção do BC para encerrar o ano com variação de 30,2% sobre o ano passado. As importações tiveram a estimativa elevada de US$ 155 bilhões para US$ 157 bilhões, mantendo-se as exportações em US$ 182 bilhões (+13,3%) e a consequente redução do saldo comercial para US$ 25 bilhões no ano.
Já o saldo negativo das viagens internacionais foi reestimado de US$ 4 bilhões para US$ 5 bilhões no ano, tendo registrado até maio o déficit recorde de US$ 2,014 bilhões. As despesas de brasileiros no exterior somaram US$ 4,487 bilhões e as receitas de estrangeiros no país, US$ 2,473 bilhões, ambos valores históricos para o período. Em junho até hoje o fluxo líquido está negativo em US$ 472 milhões, segundo o Banco Central.
IBOV...após 20/06...pode reagir, acompanhando DJI...mas continua em tendência de queda.

O Ibovespa abriu em 66.584 pontos foi até a máxima do dia em 66.610 pontos, mas com os índices futuros em queda, refluiu continuadamente, até buscar suporte em 64.602 pontos (mínima do dia). Depois, com a leve reação de DJI, tentou esboçar recuperação até os 64.800 pontos, mas acabou refluindo (pelos índices futuros) até finalizar em 64.613 pontos (forte queda de 2,97%).
Análise: O Ibovespa manteve-se em baixa, alinhado com DJI. Enquanto DJI não definir um forte suporte, o Ibovespa manterá essa mesma tendência (até encontrar suporte similar). A força dos índices futuros do Ibovespa e dos mercados futuros americanos, deverá sinalizar melhor a direção do pregão no início dessa semana. No curto prazo, ainda em tendência de queda.
Suportes em 64.600, 64.200, 64.000 e 63.400 pontos.
Resistências em 65.200, 66.000, 66.400 e 67.100 pontos.
DJI...após 20/06...perdeu a LTA de 2 anos e ainda apresenta tendência de queda ...

DJI abriu na máxima nos 12.062 pontos e acompanhando os índices futuros em queda, caiu até o suporte da LTA de 2 anos nos 11.890 pontos. A partir daí, esboçou reação até encontrar resistência nos 11.950 pontos. Com a piora dos índices futuros retornou ao suporte na LTA, mas não suportando a forte pressão vendedora perdeu esse suporte vindo buscar nova mínima em 11.818 pontos. A partir daí esboçou leve reação para finalizar em 11.842 pontos (queda de 1,83%).
Análise: DJI perdeu agora o suporte na LTA de 2 anos, estabelecida próxima dos 11.900 pontos. Se não retomar esse suporte, poderá vir buscar no médio prazo, o suporte na LTA de 3 anos, próxima dos 11 mil pontos. A retomada dos 11.900 pontos, poderá dar impulso para se manter novamente no patamar dos 12 mil pontos. No final do pregão apresentou pequena reação, melhorando os indicadores do gráfico de 30 minutos. O gráfico diário contudo, ainda apresenta tendência de queda em seus principais indicadores. A força manifestada pelos índices futuros na abertura, poderá confirmar melhor a tendência de DJI. No curto prazo, enquanto não retomar o patamar dos 12 mil pontos, continua em tendência de queda.
Suportes em 11.820, 11.760, 11.725 e 11.650 pontos.
Resistências imediatas em 11.910(LTA 2 anos), 11.970 e 12.060 pontos.
sábado, 21 de junho de 2008
Ibovespa cai 2,97% hoje e perde 3,85% na semana
por Claudia Violante da Agência Estado
20.06.2008 17h33
Pela terceira sessão consecutiva, o Ibovespa, principal índice da Bolsa de Valores de São Paulo, encerrou em queda, hoje abaixo de um importante suporte gráfico, os 65 mil pontos. A alta do petróleo no mercado externo e as notícias ruins no setor financeiro norte-americano arrastaram as bolsas européias, norte-americanas e, por tabela, a brasileira. Os investidores estrangeiros continuam vendendo papéis, prejudicando principalmente o desempenho das ações da Vale e da Petrobras, as mais líquidas.
O Ibovespa encerrou a sessão em queda de 2,97%, aos 64.613,8 pontos. Oscilou entre a mínima de 64.602 pontos (-2,99%) e a máxima de 66.611 pontos (+0,03%). Na semana, as perdas foram de 3,85%. No mês, a Bovespa já recuou 10,99%, embora, no ano, ainda tenha ganhos, de 1,14%. O volume financeiro totalizou R$ 5,924 bilhões.
O petróleo, que ontem derrubou as ações da Petrobras com os temores de arrefecimento da demanda depois que a China anunciou reajuste dos combustíveis a partir de hoje, voltou a subir nesta sessão. Uma onda de problemas na produção nigeriana e a notícia de um exercício militar israelense para defender-se de eventual ataque iraniano pressionaram os preços, que ainda subiram por causa do oportunismo de alguns investidores após a queda de ontem. Além disso, os investidores estiveram atentos às notícias sobre o encontro de domingo em Jeddah, na Arábia Saudita, onde autoridades discutirão a alta na produção de petróleo. Na Bolsa Mercantil de Nova York, o petróleo encerrou em alta de 2,04%, a US$ 134,62 por barril.
Com o petróleo em elevação, o índice Dow Jones, da Bolsa de Nova York, fechou em baixa de 1,83%, aos 11.842,1 pontos, o menor nível desde 10 de março. O S&P recuou 1,85% e o Nasdaq, 2,27%. Além do petróleo, o setor financeiro e as montadoras também foram destaque de baixa no mercado acionário americano. As seguradoras de bônus MBIA e a Ambac tiveram suas notas de crédito (ratings) reduzidas pela agência de classificação de risco Moody's e a financiadora de hipotecas Washington Mutual anunciou corte de mais 1.200 empregos. No caso das montadoras, a agência Standard and Poor's e a Moody's colocaram os ratings da Ford em observação negativa. A S&P também pôs em observação com implicações negativas os ratings de GM e Chrysler. Hoje, a Ford anunciou corte de produção e disse que pode ter prejuízo antes de impostos em 2008.
Estes rebaixamentos das montadoras podem afetar as subsidiárias brasileiras e, com isso, afetar as siderúrgicas, que já derreteram hoje. Vale trocou hoje com Petrobras o papel da véspera. Enquanto a petrolífera teve perdas menores, contidas pela alta do petróleo, as ações da mineradora despencaram mais de 4%. Ontem, o presidente da Vale, Roger Agnelli, admitiu que a pressão nos custos já encareceu o plano de investimentos da mineradora programado até 2012. As ações das duas empresas estão sendo penalizadas também pela fuga dos investidores estrangeiros. Vale ON perdeu 4,50%, Vale PNA recuou 4%, Petrobras ON cedeu 1,85% e Petrobras PNA caiu 1,75%.
20.06.2008 17h33
Pela terceira sessão consecutiva, o Ibovespa, principal índice da Bolsa de Valores de São Paulo, encerrou em queda, hoje abaixo de um importante suporte gráfico, os 65 mil pontos. A alta do petróleo no mercado externo e as notícias ruins no setor financeiro norte-americano arrastaram as bolsas européias, norte-americanas e, por tabela, a brasileira. Os investidores estrangeiros continuam vendendo papéis, prejudicando principalmente o desempenho das ações da Vale e da Petrobras, as mais líquidas.
O Ibovespa encerrou a sessão em queda de 2,97%, aos 64.613,8 pontos. Oscilou entre a mínima de 64.602 pontos (-2,99%) e a máxima de 66.611 pontos (+0,03%). Na semana, as perdas foram de 3,85%. No mês, a Bovespa já recuou 10,99%, embora, no ano, ainda tenha ganhos, de 1,14%. O volume financeiro totalizou R$ 5,924 bilhões.
O petróleo, que ontem derrubou as ações da Petrobras com os temores de arrefecimento da demanda depois que a China anunciou reajuste dos combustíveis a partir de hoje, voltou a subir nesta sessão. Uma onda de problemas na produção nigeriana e a notícia de um exercício militar israelense para defender-se de eventual ataque iraniano pressionaram os preços, que ainda subiram por causa do oportunismo de alguns investidores após a queda de ontem. Além disso, os investidores estiveram atentos às notícias sobre o encontro de domingo em Jeddah, na Arábia Saudita, onde autoridades discutirão a alta na produção de petróleo. Na Bolsa Mercantil de Nova York, o petróleo encerrou em alta de 2,04%, a US$ 134,62 por barril.
Com o petróleo em elevação, o índice Dow Jones, da Bolsa de Nova York, fechou em baixa de 1,83%, aos 11.842,1 pontos, o menor nível desde 10 de março. O S&P recuou 1,85% e o Nasdaq, 2,27%. Além do petróleo, o setor financeiro e as montadoras também foram destaque de baixa no mercado acionário americano. As seguradoras de bônus MBIA e a Ambac tiveram suas notas de crédito (ratings) reduzidas pela agência de classificação de risco Moody's e a financiadora de hipotecas Washington Mutual anunciou corte de mais 1.200 empregos. No caso das montadoras, a agência Standard and Poor's e a Moody's colocaram os ratings da Ford em observação negativa. A S&P também pôs em observação com implicações negativas os ratings de GM e Chrysler. Hoje, a Ford anunciou corte de produção e disse que pode ter prejuízo antes de impostos em 2008.
Estes rebaixamentos das montadoras podem afetar as subsidiárias brasileiras e, com isso, afetar as siderúrgicas, que já derreteram hoje. Vale trocou hoje com Petrobras o papel da véspera. Enquanto a petrolífera teve perdas menores, contidas pela alta do petróleo, as ações da mineradora despencaram mais de 4%. Ontem, o presidente da Vale, Roger Agnelli, admitiu que a pressão nos custos já encareceu o plano de investimentos da mineradora programado até 2012. As ações das duas empresas estão sendo penalizadas também pela fuga dos investidores estrangeiros. Vale ON perdeu 4,50%, Vale PNA recuou 4%, Petrobras ON cedeu 1,85% e Petrobras PNA caiu 1,75%.
Dow Jones fecha no pior nível desde 10 de março
por Renato Martins da Agência Estado
20.06.2008 18h15
O mercado norte-americano de ações fechou em queda forte, com o índice Dow Jones chegando ao fim do dia no nível mais baixo desde 10 de março; é a primeira vez desde 17 de março que o Dow Jones fecha abaixo dos 12 mil pontos. A queda de hoje foi atribuída à influência da nova alta dos preços do petróleo. Nas próximas semanas, as grandes empresas norte-americanas começarão a apresentar suas projeções de lucro para o trimestre e muitos investidores estão se posicionando para um esperado salto nos custos relacionados aos preços do petróleo.
"Estamos chegando perto da temporada de pré-anúncios e os preços das commodities (matérias-primas, como o petróleo) estão mantendo as pessoas nervosas", comentou o diretor de operações com ações da Jefferies, Craig Peckhamn. As ações do setor financeiro estavam entre as que mais caíram, devido a temores quanto à saúde financeira das instituições e alguns rebaixamentos de notas de crédito (ratings). Também pesou no sentimento do mercado o anúncio da agência de classificação de risco Standard & Poor's de que poderá rebaixar os ratings das montadoras Ford e General Motors.
Das 30 componentes do Dow Jones, somente as ações da Coca-Cola fecharam em alta (+0,56%); o destaque negativo foi General Motors (-6,76%); as ações da Ford caíram 8,07%. No setor financeiro, as ações do Merrill Lynch caíram 4,62%; as do Citigroup, que advertiu o mercado para a possibilidade de mais baixas contábeis "substanciais", recuaram 4,31% (analistas do UBS disseram que o Citigroup poderá ter prejuízo no segundo trimestre). Entre as seguradoras de bônus, as ações da MBIA caíram 13,33% e as da Ambac subiram 0,99%; ambas tiveram seus ratings rebaixados pela Moody's. Outros destaques negativos do pregão foram Alcoa (-4,55%), Home Depot (-3,42%) e American Express (-3,40%).
O índice Dow Jones fechou em queda de 1,83%, em 11.842,69 pontos. O Nasdaq encerrou em baixa de 2,27%, em 2.406,09 pontos. O S&P-500 caiu 1,85%, para 1.317,93 pontos. O NYSE Composite recuou 1,78%, para 8.829,25 pontos. Na semana, o Dow Jones acumulou uma queda de 3,77%, o Nasdaq, uma baixa de 1,97%, e o S&P-500, uma perda de 3,10%. As informações são da Dow Jones.
20.06.2008 18h15
O mercado norte-americano de ações fechou em queda forte, com o índice Dow Jones chegando ao fim do dia no nível mais baixo desde 10 de março; é a primeira vez desde 17 de março que o Dow Jones fecha abaixo dos 12 mil pontos. A queda de hoje foi atribuída à influência da nova alta dos preços do petróleo. Nas próximas semanas, as grandes empresas norte-americanas começarão a apresentar suas projeções de lucro para o trimestre e muitos investidores estão se posicionando para um esperado salto nos custos relacionados aos preços do petróleo.
"Estamos chegando perto da temporada de pré-anúncios e os preços das commodities (matérias-primas, como o petróleo) estão mantendo as pessoas nervosas", comentou o diretor de operações com ações da Jefferies, Craig Peckhamn. As ações do setor financeiro estavam entre as que mais caíram, devido a temores quanto à saúde financeira das instituições e alguns rebaixamentos de notas de crédito (ratings). Também pesou no sentimento do mercado o anúncio da agência de classificação de risco Standard & Poor's de que poderá rebaixar os ratings das montadoras Ford e General Motors.
Das 30 componentes do Dow Jones, somente as ações da Coca-Cola fecharam em alta (+0,56%); o destaque negativo foi General Motors (-6,76%); as ações da Ford caíram 8,07%. No setor financeiro, as ações do Merrill Lynch caíram 4,62%; as do Citigroup, que advertiu o mercado para a possibilidade de mais baixas contábeis "substanciais", recuaram 4,31% (analistas do UBS disseram que o Citigroup poderá ter prejuízo no segundo trimestre). Entre as seguradoras de bônus, as ações da MBIA caíram 13,33% e as da Ambac subiram 0,99%; ambas tiveram seus ratings rebaixados pela Moody's. Outros destaques negativos do pregão foram Alcoa (-4,55%), Home Depot (-3,42%) e American Express (-3,40%).
O índice Dow Jones fechou em queda de 1,83%, em 11.842,69 pontos. O Nasdaq encerrou em baixa de 2,27%, em 2.406,09 pontos. O S&P-500 caiu 1,85%, para 1.317,93 pontos. O NYSE Composite recuou 1,78%, para 8.829,25 pontos. Na semana, o Dow Jones acumulou uma queda de 3,77%, o Nasdaq, uma baixa de 1,97%, e o S&P-500, uma perda de 3,10%. As informações são da Dow Jones.
quinta-feira, 19 de junho de 2008
IBOV...após 19/06...ainda em tendência de queda, acompanhando DJI...

O Ibovespa abriu em 67.090 pontos foi até a máxima do dia em 67.338 pontos, mas com os índices futuros em queda, refluiu continuadamente, até buscar suporte em 66.182 pontos (mínima do dia). Depois, com a leve reação de DJI, paulatinamente recuperou o suporte nos 66.380 pontos e avançou até 67.000 pontos, onde encontrou forte resistência, refluindo até finalizar em 66.590 pontos (queda de 0,75%).
Análise: O Ibovespa continua ainda em um canal de baixa, "aprisionado" por LTB's, onde deve encontrar fortes resistências até romper os 69 mil pontos novamente. Em seu comportamento recente, ainda se mostra alinhado com DJI. Enquanto DJI não definir sua principal tendência, o Ibovespa ficará "andando de lado". A força dos índices futuros do Ibovespa e dos mercados futuros americanos, deverá sinalizar melhor a direção do pregão. No curto prazo, ainda em tendência de queda.
Suportes em 66.000, 65.600, 65.300, 64.700 e 64.400 pontos.
Resistências em 66.850, 67.700, 68.550 e 68.900 pontos.
DJI...após 19/06...manteve-se acima dos 12 mil, mas ainda com tendência de queda.

DJI abriu em queda nos 12.022 pontos e acompanhando os índices futuros em queda, refluiu até a mínima do dia em 11.978 pontos. DJI manteve-se em um "sub-canal" delimitado por 2 LTB's produzidas intraday, oscilando entre essa mínima e a máxima, até então, de 12.060 pontos.Nas últimas duas horas de pregão, com a queda do barril de petróleo e a melhora nos índices futuros reagiu rompendo a LTB nos 12.063 pontos, e rapidamente alcançou a resistência nos 12.090 pontos, rompendo-a até atingir nova resistência em 12.144 pontos (máxima do dia). A partir daí refluiu até finalizar nos 12.063 pontos (alta de 0,28%).
Análise: DJI continua se sustentando nos 12 mil pontos, mas ainda não conseguiu impulso para se manter acima dos 12.100 pontos. No pregão dessa sexta, ocorre o "vencimento quádruplo" de índices e opções de ações e de índices. Portanto teremos uma "guerra" entre comprados e vendidos. Sem uma clara tendência definida, somente a força dos índices futuros na abertura, poderá dar demonstração da tendência de DJI. No curto prazo, enquanto não retomar o patamar dos 12.300 pontos, continua em tendência de queda.
Suportes em 12.000, 11.960(LTA), 11.880 (LTA 2 anos) e 11.800 pontos.
Resistências imediatas em 12.085, 12.120, 12.200 e 12.370 pontos.
Bolsas de NY fecham em alta com queda do petróleo
por Renato Martins da Agência Estado
19.06.2008 18h08
O mercado norte-americano de ações fechou em alta, em dia marcado pela volatilidade. Assim como ontem, o índice Dow Jones chegou a operar abaixo do nível psicológico dos 12 mil pontos, mas recuperou terreno à tarde, depois de os preços do petróleo acelerarem sua queda em reação ao anúncio do aumento dos preços dos combustíveis na China. O petróleo negociado em Nova York cedeu 3,48% hoje, para US$ 131,93 por barril.
A maioria das ações do setor financeiro subiu, apesar de o executivo-financeiro-chefe do Citigroup advertir que haverá uma nova rodada de baixas contábeis por parte das grandes instituições financeiras. As ações do Citigroup caíram 1,13%. As da seguradora AIG, porém, subiram 4,92%, depois de analistas do banco elevarem sua previsão de lucro.
A queda dos preços do petróleo beneficiou as ações do setor de transportes, entre elas as das companhias aéreas (United Airlines disparou 23,82%) e as de logística e transporte rodoviário (Ryder Systems ganhou 5,11%); as das empresas de petróleo, porém, caíram (ExxonMobil perdeu 2,32%). No setor de tecnologia, as ações da fabricante de semicondutores Broadcom subiram 7,59%, depois de o Lehman Brothers elevar sua previsão de lucros; isso beneficiou outras ações do setor, como Intel (+2,56%).
O índice Dow Jones fechou em alta de 0,28%, em 12.063,09 pontos. O Nasdaq encerrou o dia com ganho de 1,33%, em 2.462,07 pontos. O S&P-500 subiu 0,38%, para 1.342,83 pontos. O NYSE Composite recuou 0,12%, para 8.988,84 pontos. As informações são da Dow Jones.
19.06.2008 18h08
O mercado norte-americano de ações fechou em alta, em dia marcado pela volatilidade. Assim como ontem, o índice Dow Jones chegou a operar abaixo do nível psicológico dos 12 mil pontos, mas recuperou terreno à tarde, depois de os preços do petróleo acelerarem sua queda em reação ao anúncio do aumento dos preços dos combustíveis na China. O petróleo negociado em Nova York cedeu 3,48% hoje, para US$ 131,93 por barril.
A maioria das ações do setor financeiro subiu, apesar de o executivo-financeiro-chefe do Citigroup advertir que haverá uma nova rodada de baixas contábeis por parte das grandes instituições financeiras. As ações do Citigroup caíram 1,13%. As da seguradora AIG, porém, subiram 4,92%, depois de analistas do banco elevarem sua previsão de lucro.
A queda dos preços do petróleo beneficiou as ações do setor de transportes, entre elas as das companhias aéreas (United Airlines disparou 23,82%) e as de logística e transporte rodoviário (Ryder Systems ganhou 5,11%); as das empresas de petróleo, porém, caíram (ExxonMobil perdeu 2,32%). No setor de tecnologia, as ações da fabricante de semicondutores Broadcom subiram 7,59%, depois de o Lehman Brothers elevar sua previsão de lucros; isso beneficiou outras ações do setor, como Intel (+2,56%).
O índice Dow Jones fechou em alta de 0,28%, em 12.063,09 pontos. O Nasdaq encerrou o dia com ganho de 1,33%, em 2.462,07 pontos. O S&P-500 subiu 0,38%, para 1.342,83 pontos. O NYSE Composite recuou 0,12%, para 8.988,84 pontos. As informações são da Dow Jones.
Petrobras prejudica Ibovespa, que recua 0,75%
por Claudia Violante da Agência Estado
19.06.2008 17h37
O reajuste dos preços dos combustíveis na China fez com que o petróleo tombasse hoje, arrastando consigo as ações da Petrobras. As ações da estatal recuaram mais de 3%, também por causa da saída de investidores estrangeiros da Bolsa de Valores de São Paulo, e fizeram com que o Ibovespa, principal índice, fechasse o pregão com variação negativa de 0,75%, aos 66.590,4 pontos. O nível é o menor desde o dia 29 de abril, véspera da elevação do País a grau de investimento pela agência de classificação de risco Standard & Poor's.
O Ibovespa abriu em alta e subiu até a máxima de 67.339 pontos (+0,37%). Mas inverteu e recuou até a mínima de 66.182 pontos (-1,35%). Com o desempenho de hoje, a perda acumulada em junho aumentou para -8,27%. No ano, os ganhos estão em 4,23%. O volume totalizou R$ 5,638 bilhões.
A Bolsa ensaiou uma recuperação na abertura, mas ela caiu por terra quando um indicador econômico nos EUA fez as bolsas americanas mudarem para o sinal negativo. A atividade industrial na região coberta pela distrital do Federal Reserve (Fed, banco central dos EUA) da Filadélfia piorou mais que o esperado em junho e, embora outros indicadores tenham sido divulgados por lá, foi esse que teve mais força nos negócios com ações.
Contudo, os investidores não estavam dispostos a deixar o índice Dow Jones, o mais tradicional da Bolsa de Nova York, cair abaixo de 12 mil pontos, e o reajuste dos combustíveis pela China, a partir de amanhã, deu a justificativa para fazer as ordens de compras voltarem. A avaliação dos investidores é de que, com o preço caro, a demanda por petróleo vai cair. Assim, o petróleo negociado em Nova York fechou em baixa de 3,48%, aos US$ 131,93 por barril. A queda da commodity fez com que as Bolsas de Nova York subissem: o Dow Jones ganhou 0,28%, o S&P avançou 0,38% e o Nasdaq obteve elevação de 1,33%.
No caso da Petrobras, as ações sofrem também com a saída dos investidores estrangeiros do mercado doméstico, num movimento que vem se repetindo em todo o mês de junho. As ações ON recuaram 3,45% e as PNA, 3,30%.
Vale foi o contraponto do dia na maior parte do pregão. As ações PNA (com maior peso do que as ON no Ibovespa) trabalharam em terreno positivo quase o dia todo, mas acabaram recuando 0,41% no fechamento. As ON perderam 0,21%.
A mineradora negou hoje as notícias de que estaria negociando com bancos a obtenção de um pacote de financiamento para aquisições. Em comunicado enviado à Comissão de Valores Mobiliários, a companhia disse também que no momento não se encontra em negociação para compra de empresas.
19.06.2008 17h37
O reajuste dos preços dos combustíveis na China fez com que o petróleo tombasse hoje, arrastando consigo as ações da Petrobras. As ações da estatal recuaram mais de 3%, também por causa da saída de investidores estrangeiros da Bolsa de Valores de São Paulo, e fizeram com que o Ibovespa, principal índice, fechasse o pregão com variação negativa de 0,75%, aos 66.590,4 pontos. O nível é o menor desde o dia 29 de abril, véspera da elevação do País a grau de investimento pela agência de classificação de risco Standard & Poor's.
O Ibovespa abriu em alta e subiu até a máxima de 67.339 pontos (+0,37%). Mas inverteu e recuou até a mínima de 66.182 pontos (-1,35%). Com o desempenho de hoje, a perda acumulada em junho aumentou para -8,27%. No ano, os ganhos estão em 4,23%. O volume totalizou R$ 5,638 bilhões.
A Bolsa ensaiou uma recuperação na abertura, mas ela caiu por terra quando um indicador econômico nos EUA fez as bolsas americanas mudarem para o sinal negativo. A atividade industrial na região coberta pela distrital do Federal Reserve (Fed, banco central dos EUA) da Filadélfia piorou mais que o esperado em junho e, embora outros indicadores tenham sido divulgados por lá, foi esse que teve mais força nos negócios com ações.
Contudo, os investidores não estavam dispostos a deixar o índice Dow Jones, o mais tradicional da Bolsa de Nova York, cair abaixo de 12 mil pontos, e o reajuste dos combustíveis pela China, a partir de amanhã, deu a justificativa para fazer as ordens de compras voltarem. A avaliação dos investidores é de que, com o preço caro, a demanda por petróleo vai cair. Assim, o petróleo negociado em Nova York fechou em baixa de 3,48%, aos US$ 131,93 por barril. A queda da commodity fez com que as Bolsas de Nova York subissem: o Dow Jones ganhou 0,28%, o S&P avançou 0,38% e o Nasdaq obteve elevação de 1,33%.
No caso da Petrobras, as ações sofrem também com a saída dos investidores estrangeiros do mercado doméstico, num movimento que vem se repetindo em todo o mês de junho. As ações ON recuaram 3,45% e as PNA, 3,30%.
Vale foi o contraponto do dia na maior parte do pregão. As ações PNA (com maior peso do que as ON no Ibovespa) trabalharam em terreno positivo quase o dia todo, mas acabaram recuando 0,41% no fechamento. As ON perderam 0,21%.
A mineradora negou hoje as notícias de que estaria negociando com bancos a obtenção de um pacote de financiamento para aquisições. Em comunicado enviado à Comissão de Valores Mobiliários, a companhia disse também que no momento não se encontra em negociação para compra de empresas.
IBOV..após 18/06...retornou aos 67 mil e está novamente no "canal de baixa"...

O Ibovespa abriu em 68.430 pontos (máxima do dia) e acompanhando os índices futuros, em queda, refluiu continuadamente, devolvendo todo ganho do pregão anterior, perdendo o suporte dos 68 mil e dos 67 mil pontos vindo buscar suporte em 66.917pontos (mínima do dia, - 2,2%). Depois, aguardando uma possível reação de DJI, recuperou os 67 mil pontos e acabou finalizando em 67.090 pontos (queda de 1,97%).
Análise: A forte queda, retornando ao patamar dos 67 mil pontos, fez com que surgissem novas Linhas de Tendência de Baixa (LTB's), e portanto maiores dificuldades para atingir novamente os 69 mil e os 70 mil pontos. Retornou ao "canal de baixa" anterior, com primeiro suporte forte, abaixo dos 66 mil pontos. A força dos índices futuros do Ibovespa e dos mercados futuros americanos, deverá sinalizar melhor a direção do pregão. Continua ainda em tendência de queda, no curto prazo.
Suportes imediatos em 67.040, 66.380 e 65.700 pontos.
Resistências em 67.940, 68.170 e 68.700 pontos.
DJI...após 18/06...continua em seu "canal de queda", envolto na "teia de LTB's".

DJI abriu na máxima em 12.158 pontos e acompanhando os índices futuros em queda, refluiu até a mínima do dia em 11.993 pontos. Nas últimas duas horas de pregão, tentou esboçar reação até atingir nova resistência em 12.084 pontos, quando novamente sofreu forte pressão vendedora, retornando aos 12.024 pontos para finalizar em seguida em 12.029 pontos (queda de 1,08%).
Análise: DJI está a duras penas tentando se manter acima da barreira psicológica dos 12.000 pontos. Para isso tem feito uma manobra de "vai-e-volta" tentando ganhar tempo, por alguma notícia salvadora, enquanto suas LTBs perdem sustentação. O problema é que essa estratégia está produzindo uma grande "teia" de um emaranhado de "LTB's" em torno de si, tornando quase impossível ultrapassá-las, a não ser com um grande "gap de alta". Pior, essa demora pode empurrá-la de vez, abaixo dos 12 mil pontos e nesse impulso poderá perder a LTA de 2 anos (nos 11.860 pontos). Novamente a força dos índices futuros na abertura, poderá dar precisão ao comportamento inicial de DJI. Porém, continua em seu "canal de queda", envolto na "teia de LTB's".
Suportes em 12.024, 11.930(LTA), 11.860 (LTA 2 anos), 11.780 e 11.700 pontos.
Resistências imediatas em 12.036, 12.073 e 12.084 pontos.
Ibovespa segue NY e encerra em baixa de 1,97%
por Claudia Violante da Agência Estado
18.06.2008 17h30
A Bovespa operou o dia todo com o sinal negativo, empurrada pela deterioração das condições da economia norte-americana. Balanços fracos, anúncio de corte nos dividendos e também o alerta de que o mercado de ações pode passar em breve por um "crash" fizeram Wall Street ceder. No final do dia, o petróleo, que vinha caindo, acabou virando e fechou com alta firme, reforçando as preocupações com a inflação pelo mundo e com a estagflação nos EUA.
O Ibovespa, principal índice da Bolsa paulista, encerrou o pregão com queda de 1,97%, aos 67.090,4 pontos, o menor patamar desde o dia 11 (66.794,8 pontos). Oscilou entre a mínima de 66.917,4 pontos (-2,22%) e a máxima de 68.431 pontos (-0,01%). O resultado de hoje ampliou as perdas de junho a -7,58%. No ano, a Bolsa ainda tem ganho, de 5,02%. O volume financeiro de hoje totalizou R$ 12,183 bilhões, inflado pelo vencimento de opções sobre Ibovespa e pelas operações dos investidores para o exercício do Ibovespa futuro.
As notícias ruins provenientes dos Estados Unidos foram as responsáveis pelo desempenho do dia. O índice Dow Jones, da Bolsa de Nova York, fechou em baixa de 1,08%. O resultado decepcionante da companhia de entregas FedEx e novas notícias ruins no setor bancário pressionaram as bolsas. Além disso, o petróleo encerrou o dia com alta de 1,99%, em US$ 136,68 por barril na Bolsa Mercantil de Nova York, devido às ameaças de greve no setor petrolífero na Nigéria. O índice acionário S&P recuou 0,97% e o Nasdaq perdeu 1,14%.
A FedEx, empresa considerada um termômetro da economia, anunciou prejuízo no quarto trimestre fiscal, além de reduzir mais a projeção de resultados para o ano fiscal, para um número novamente menor do que o estimado pelos analistas, sinal de que continua a sofrer os efeitos do enfraquecimento da economia e da alta dos combustíveis.
No segmento financeiro, entre outros destaques, o banco Fifth Third anunciou corte de dividendos, mas foi o alerta feito pelo estrategista do Royal Bank of Scotland Bob Janjuah que colocou mais lenha no fogo dos temores. Este analista, o mesmo que previu a crise de crédito no ano passado, chamou a atenção dos clientes para um "crash" nos mercados globais de ações e de crédito nos próximos três meses.
Para a Bovespa, a alta do petróleo não mudou a tendência de queda da Petrobras. As ações ON recuaram 1,29% e as PN cederam 1,84%, por conta da venda por estrangeiros e da oscilação em torno do vencimento. Vale PNA conseguiu fechar no azul, em alta de 0,82%, enquanto Vale ON recuou 0,53%.
Apesar de hoje ser um dia atípico, por causa do vencimento, a queda das ações se perpetuar nos próximos dias, com alguns intervalos para recuperação a preços atrativos. Isso porque o JPMorgan rebaixou o Brasil a "underweight" (abaixo da média dos mercados mundiais) e o Merrill Lynch divulgou uma pesquisa revelando que o entusiasmo dos gerentes de fundos globais por ações dos mercados emergentes diminuiu em junho. Para eles, estes títulos estão sobrevalorizados.
18.06.2008 17h30
A Bovespa operou o dia todo com o sinal negativo, empurrada pela deterioração das condições da economia norte-americana. Balanços fracos, anúncio de corte nos dividendos e também o alerta de que o mercado de ações pode passar em breve por um "crash" fizeram Wall Street ceder. No final do dia, o petróleo, que vinha caindo, acabou virando e fechou com alta firme, reforçando as preocupações com a inflação pelo mundo e com a estagflação nos EUA.
O Ibovespa, principal índice da Bolsa paulista, encerrou o pregão com queda de 1,97%, aos 67.090,4 pontos, o menor patamar desde o dia 11 (66.794,8 pontos). Oscilou entre a mínima de 66.917,4 pontos (-2,22%) e a máxima de 68.431 pontos (-0,01%). O resultado de hoje ampliou as perdas de junho a -7,58%. No ano, a Bolsa ainda tem ganho, de 5,02%. O volume financeiro de hoje totalizou R$ 12,183 bilhões, inflado pelo vencimento de opções sobre Ibovespa e pelas operações dos investidores para o exercício do Ibovespa futuro.
As notícias ruins provenientes dos Estados Unidos foram as responsáveis pelo desempenho do dia. O índice Dow Jones, da Bolsa de Nova York, fechou em baixa de 1,08%. O resultado decepcionante da companhia de entregas FedEx e novas notícias ruins no setor bancário pressionaram as bolsas. Além disso, o petróleo encerrou o dia com alta de 1,99%, em US$ 136,68 por barril na Bolsa Mercantil de Nova York, devido às ameaças de greve no setor petrolífero na Nigéria. O índice acionário S&P recuou 0,97% e o Nasdaq perdeu 1,14%.
A FedEx, empresa considerada um termômetro da economia, anunciou prejuízo no quarto trimestre fiscal, além de reduzir mais a projeção de resultados para o ano fiscal, para um número novamente menor do que o estimado pelos analistas, sinal de que continua a sofrer os efeitos do enfraquecimento da economia e da alta dos combustíveis.
No segmento financeiro, entre outros destaques, o banco Fifth Third anunciou corte de dividendos, mas foi o alerta feito pelo estrategista do Royal Bank of Scotland Bob Janjuah que colocou mais lenha no fogo dos temores. Este analista, o mesmo que previu a crise de crédito no ano passado, chamou a atenção dos clientes para um "crash" nos mercados globais de ações e de crédito nos próximos três meses.
Para a Bovespa, a alta do petróleo não mudou a tendência de queda da Petrobras. As ações ON recuaram 1,29% e as PN cederam 1,84%, por conta da venda por estrangeiros e da oscilação em torno do vencimento. Vale PNA conseguiu fechar no azul, em alta de 0,82%, enquanto Vale ON recuou 0,53%.
Apesar de hoje ser um dia atípico, por causa do vencimento, a queda das ações se perpetuar nos próximos dias, com alguns intervalos para recuperação a preços atrativos. Isso porque o JPMorgan rebaixou o Brasil a "underweight" (abaixo da média dos mercados mundiais) e o Merrill Lynch divulgou uma pesquisa revelando que o entusiasmo dos gerentes de fundos globais por ações dos mercados emergentes diminuiu em junho. Para eles, estes títulos estão sobrevalorizados.
Bolsa de NY fecha em baixa com temor sobre economia
por Renato Martins da Agência Estado
18.06.2008 18h42
O mercado norte-americano de ações fechou novamente em queda, após as perdas de ontem, com o índice Dow Jones chegando a operar abaixo dos 12 mil pontos pela primeira vez desde o colapso do banco Bear Stearns, em meados de março. O mercado reagiu a informes de resultados de companhias, a análises pessimistas sobre o setor financeiro, à nova alta dos preços do petróleo e a projeções de queda nas vendas de empresas como General Motors e Ford.
"Estamos começando a ver que o petróleo a mais de US$ 130 por barril está tendo impacto nos informes de resultados do segundo trimestre. Quando vemos negatividade nos setores de petróleo e finanças, isso nos dá uma prévia do que poderemos ver nas próximas semanas", comentou o gerente de carteira Daniel Morgan, da Synovis Securities. Ele observou que embora 12 mil pontos seja um nível meramente psicológico, ele está muito próximo da mínima do Dow Jones em um ano, de 11.635 pontos. "Se o mercado não se recuperar a partir desse ponto de inflexão, será muito difícil argumentar que estamos apenas em uma leve correção. Se o Dow Jones romper os 12 mil e ficar abaixo da mínima de um ano, obviamente o mercado estará navegando para águas turbulentas", acrescentou Morgan.
Os temores quanto ao setor financeiro foram alimentados pelas declarações feitas pela manhã por John Paulson, do fundo de hedge Paulson & Co., de que as baixas contábeis do setor poderão chegar a US$ 1,3 trilhão, o triplo do que foi anunciado até agora. As ações da corretora de futuros MF Global caíram 40,95%, depois de a empresa anunciar que venderá ações para levantar US$ 300 milhões, com o objetivo de pagar dívidas. As do Fifth Third Bancorp, importante banco regional de Ohio, caíram 27,26%, depois de a instituição anunciar um corte de 2/3 nos dividendos.
As ações da empresa de transportes aéreos FedEx caíram 2,05%, em reação a seu informe de resultados. As da General Motors caíram 5,88% e as da Ford recuaram 5,76%, depois de analistas do Citigroup e do Deutsche Bank dizerem que as montadoras norte-americanas deverão reduzir sua produção ainda mais no segundo semestre, porque seus pátios estão lotados de veículos não vendidos, especialmente os utilitários-esportivos (SUVs), que o consumidor está começando a rejeitar porque consomem muito combustível.
O índice Dow Jones fechou em queda de 1,08%, em 12.029,06 pontos. A mínima foi em 11.993,64 pontos e a máxima em 12.158,68 pontos. O Nasdaq fechou em queda de 1,14%, em 2.429,71 pontos. O S&P-500 caiu 0,97%, para 1.337,81 pontos. O NYSE Composite recuou 0,82%, para 8.999,56 pontos. As informações são da Dow Jones.
18.06.2008 18h42
O mercado norte-americano de ações fechou novamente em queda, após as perdas de ontem, com o índice Dow Jones chegando a operar abaixo dos 12 mil pontos pela primeira vez desde o colapso do banco Bear Stearns, em meados de março. O mercado reagiu a informes de resultados de companhias, a análises pessimistas sobre o setor financeiro, à nova alta dos preços do petróleo e a projeções de queda nas vendas de empresas como General Motors e Ford.
"Estamos começando a ver que o petróleo a mais de US$ 130 por barril está tendo impacto nos informes de resultados do segundo trimestre. Quando vemos negatividade nos setores de petróleo e finanças, isso nos dá uma prévia do que poderemos ver nas próximas semanas", comentou o gerente de carteira Daniel Morgan, da Synovis Securities. Ele observou que embora 12 mil pontos seja um nível meramente psicológico, ele está muito próximo da mínima do Dow Jones em um ano, de 11.635 pontos. "Se o mercado não se recuperar a partir desse ponto de inflexão, será muito difícil argumentar que estamos apenas em uma leve correção. Se o Dow Jones romper os 12 mil e ficar abaixo da mínima de um ano, obviamente o mercado estará navegando para águas turbulentas", acrescentou Morgan.
Os temores quanto ao setor financeiro foram alimentados pelas declarações feitas pela manhã por John Paulson, do fundo de hedge Paulson & Co., de que as baixas contábeis do setor poderão chegar a US$ 1,3 trilhão, o triplo do que foi anunciado até agora. As ações da corretora de futuros MF Global caíram 40,95%, depois de a empresa anunciar que venderá ações para levantar US$ 300 milhões, com o objetivo de pagar dívidas. As do Fifth Third Bancorp, importante banco regional de Ohio, caíram 27,26%, depois de a instituição anunciar um corte de 2/3 nos dividendos.
As ações da empresa de transportes aéreos FedEx caíram 2,05%, em reação a seu informe de resultados. As da General Motors caíram 5,88% e as da Ford recuaram 5,76%, depois de analistas do Citigroup e do Deutsche Bank dizerem que as montadoras norte-americanas deverão reduzir sua produção ainda mais no segundo semestre, porque seus pátios estão lotados de veículos não vendidos, especialmente os utilitários-esportivos (SUVs), que o consumidor está começando a rejeitar porque consomem muito combustível.
O índice Dow Jones fechou em queda de 1,08%, em 12.029,06 pontos. A mínima foi em 11.993,64 pontos e a máxima em 12.158,68 pontos. O Nasdaq fechou em queda de 1,14%, em 2.429,71 pontos. O S&P-500 caiu 0,97%, para 1.337,81 pontos. O NYSE Composite recuou 0,82%, para 8.999,56 pontos. As informações são da Dow Jones.
quarta-feira, 18 de junho de 2008
Banco escocês prevê 'crash' no mercado global de ações
por Cynthia Decloedt da Agência Estado
18.06.2008 09h12
O banco escocês Royal Bank of Scotland (RBS) advertiu seus clientes para se prepararem para um iminente "crash" no mercado de ações global e no mercado de crédito nos próximos três meses, uma vez que a inflação paralisa os maiores bancos centrais do mundo, reportou em sua edição desta quarta-feira o jornal britânico Daily Telegraph. "Um período muito horrível estará em breve entre nós - estejam preparados", disse o estrategista de crédito do banco Bob Janjuah.
Segundo o Daily Telegraph, um relatório distribuído pela equipe de pesquisa do banco alertou que o índice de ações S&P 500 de Wall Street deverá recuar mais de 300 pontos para cerca de 1.050 pontos até setembro, uma vez que "todas as galinhas voltarão para casa para pernoitar" dos excessos do boom global, provocando contágio em mercados na Europa e em países emergentes. Esta queda entre as bolsas mundiais será uma das piores já registradas no último século, diz o RBS. Ontem, o índice S&P 500 fechou em 1.350,93 pontos.
O RBS prevê ganhos em Wall Street até o início de julho, antes de o impacto do pacote de estímulo fiscal dado pelo governo americano começar a se evaporar e dos efeitos retardados da disparada do petróleo começarem a ser sentidos. "A globalização sempre ameaçou colocar os bancos centrais do G-7 em uma sinuca em algum momento. Chegamos a este ponto", disse o analista. O G-7 é o grupo que reúne os sete países mais desenvolvidos do mundo - Estados Unidos, Japão, Alemanha, Reino Unido, França, Itália e o Canadá.
O Federal Reserve (Fed, banco central americano) e o Banco Central Europeu (BCE) enfrentam um dilema, já que os trabalhadores começam a perder seus empregos e as companhias cedentes de empréstimo estão cortando a disponibilidade de crédito, diz o Daily Telegraph. As autoridades não podem responder com dinheiro fácil porque os custos do petróleo e dos alimentos continuam a pressionar a inflação para níveis que estão incomodando os mercados.
18.06.2008 09h12
O banco escocês Royal Bank of Scotland (RBS) advertiu seus clientes para se prepararem para um iminente "crash" no mercado de ações global e no mercado de crédito nos próximos três meses, uma vez que a inflação paralisa os maiores bancos centrais do mundo, reportou em sua edição desta quarta-feira o jornal britânico Daily Telegraph. "Um período muito horrível estará em breve entre nós - estejam preparados", disse o estrategista de crédito do banco Bob Janjuah.
Segundo o Daily Telegraph, um relatório distribuído pela equipe de pesquisa do banco alertou que o índice de ações S&P 500 de Wall Street deverá recuar mais de 300 pontos para cerca de 1.050 pontos até setembro, uma vez que "todas as galinhas voltarão para casa para pernoitar" dos excessos do boom global, provocando contágio em mercados na Europa e em países emergentes. Esta queda entre as bolsas mundiais será uma das piores já registradas no último século, diz o RBS. Ontem, o índice S&P 500 fechou em 1.350,93 pontos.
O RBS prevê ganhos em Wall Street até o início de julho, antes de o impacto do pacote de estímulo fiscal dado pelo governo americano começar a se evaporar e dos efeitos retardados da disparada do petróleo começarem a ser sentidos. "A globalização sempre ameaçou colocar os bancos centrais do G-7 em uma sinuca em algum momento. Chegamos a este ponto", disse o analista. O G-7 é o grupo que reúne os sete países mais desenvolvidos do mundo - Estados Unidos, Japão, Alemanha, Reino Unido, França, Itália e o Canadá.
O Federal Reserve (Fed, banco central americano) e o Banco Central Europeu (BCE) enfrentam um dilema, já que os trabalhadores começam a perder seus empregos e as companhias cedentes de empréstimo estão cortando a disponibilidade de crédito, diz o Daily Telegraph. As autoridades não podem responder com dinheiro fácil porque os custos do petróleo e dos alimentos continuam a pressionar a inflação para níveis que estão incomodando os mercados.
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