terça-feira, 29 de julho de 2008

IBOV...após 29/07...após forte alta, indecisão gera indefinição de tendência


O Ibovespa abriu em alta nos 56.869 pontos (mínima do dia) e sintonizado com DJI, foi até a máxima em 57.945 pontos (fundo anterior do IBOV, no início do mês), por volta das 14:30 horas, momento em que DJI retomava o suporte perdido na máxima do dia anterior.A partir desse instante, temendo o recuo de DJI, retrocedeu aos 57.500 pontos. Com a continuidade do forte desempenho de DJI, retomando nova máxima nos minutos finais do pregão, da mesma forma o Ibovespa atingiu nova máxima "intraday" em 58.042 (+ 2,06%),no leilão de fechamento do pregão.

Análise: Apesar da forte alta, o Ibovespa não recuperou a máxima alcançada no dia anterior nos 58.175 pontos. Mesmo quando DJI já exibia alta superior a 2%, o Ibovespa não mostrou disposição para romper essa recente resistência. Os principais indicadores do gráfico de "30 minutos" e agora os do gráfico diário também sinalizam tendência de alta, mas somente a força positiva dos índices futuros do Ibovespa e dos mercados americanos, poderão confirmar a principal tendência.

Suportes em 57.945, 57.250, 56.420, 56.150 e 55.500 pontos.
Resistências em 58.240, 58.400 e 59.050 pontos.

Depois de cinco quedas, Ibovespa fecha em alta de 2%

por Claudia Violante da Agência Estado
29.07.2008 17h28

A desvalorização do petróleo e o dado de confiança do consumidor melhor do que o esperado nos Estados Unidos fizeram com que a Bovespa interrompesse uma seqüência de cinco quedas. Como as bolsas norte-americanas subiram e anularam as perdas de ontem, os investidores domésticos aproveitaram para ir às compras e se valer de muitas das pechinchas abertas com o tombo deste mês. Vale, siderúrgicas, aéreas e bancos foram os destaques a sustentar os ganhos de hoje da Bolsa paulista.
O Ibovespa, principal índice, encerrou o pregão na máxima pontuação do dia, aos 58.042,9 pontos, em alta de 2,06%. Na mínima, atingiu 56.869 pontos (estabilidade). Em julho, entretanto, ainda acumula perdas de 10,73% e, no ano, de 9,15%. O volume financeiro totalizou R$ 4,682 bilhões.
Em Nova York, o índice Dow Jones subiu 2,39%, o S&P avançou 2,33% e o Nasdaq ganhou 2,45%. O impulso inicial para as ordens de vendas veio dos dados melhores do que as previsões divulgados pela Conference Board. O índice de confiança do consumidor dos Estados Unidos subiu a 51,9 em julho, ante previsão de que se manteria estável em 51, enquanto o índice de expectativas passou de 41,4 em junho para 43 em julho. Os números conseguiram anular qualquer impacto que os índices de preços de imóveis Case-Shiller pudessem ter sobre os negócios - os números tiveram quedas recorde em maio na comparação anual - e deram ânimo aos investidores.
Mas o vigor das compras foi mesmo sustentado pelo petróleo, que fechou o dia com o menor preço desde 6 de maio. Na Bolsa Mercantil de Nova York, o petróleo terminou em US$ 122,19, em baixa de 2,04%. O temor de desaceleração econômica global - e de conseqüente redução da demanda - deu sustentação para o recuo. Além disso, o presidente da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep), Chakib Khelil, afirmou hoje que os preços da commodity podem cair substancialmente. "Se o dólar continuar se fortalecendo e a situação política (envolvendo o Irã) melhorar, então o preço no longo prazo será de cerca de US$ 78".
No Brasil, o petróleo mais barato teve efeitos distintos sobre as ações: Petrobras PN caiu, enquanto as aéreas registraram alta, já que combustível mais barato significa menos custos. Petrobras PN cedeu 0,14%, Gol PN subiu 4,66%, TAM PN avançou 2,95%. Petrobras ON, muito menos líquida que a PN, seguiu a tendência de recuperação generalizada vista na Bolsa e subiu, 1,09%.
A queda dos metais também não foi empecilho para Vale e siderúrgicas serem opções firmes de compras hoje e avançarem. Vale PNA ganhou 2,23%, Vale ON subiu 2,41%, Usiminas PNA teve elevação de 3,73%, CSN ON registrou alta de 4,51%, Gerdau PN subiu 4,02% e Metalúrgica Gerdau PN, 4,85%.

Bolsa de NY fecha em alta com indicadores e petróleo

por Suzi Katzumata da Agência Estado
29.07.2008 19h00

As ações norte-americanas registraram hoje uma sólida alta e recuperaram as perdas de ontem, embaladas pela melhora na confiança do consumidor e declínio dos preços do petróleo para os menores níveis em mais de dois meses, que ofereceram algum alívio sobre as persistentes preocupações relacionadas à economia dos EUA. Além disso, os investidores ficaram esperançosos de que a liquidação de ativos lastreados em hipotecas promovida pelo banco de investimentos Merrill Lynch vai finalmente colocar um preço definitivo sobre os ativos de risco. "Estas foram coisas boas e quando você combina isso com taxas relativamente baixas, talvez, possamos ficar felizes pelo menos um dia esta semana", disse Kevin Giddis, diretor-gerente do Morgan Keegan & Co.
As ações do Merrill Lynch subiram 7,89% depois que seu executivo-chefe, John Thain, prometeu limpar o balanço do banco e anunciou duas medidas neste sentido na noite passada: a venda de US$ 8,55 bilhões em ações ordinárias, por US$ 22,50 cada ação, a investidores e a venda de obrigações de dívida colatelarizada (CDO, na sigla em inglês), com um valor nominal de US$ 30,6 bilhões, com um grande deságio. No mercado de ativos hipotecários, operadores sentiram durante o último ano como se não houvesse compradores em qualquer preço. "Foi uma resposta muito positiva; deu às pessoas a sensação de que o pior já passou", disse um operador de ativos de um fundo hedge. O acordo vai deixar o Merrill com uma exposição remanescente de US$ 8,8 bilhões nos CDO restantes.
As ações do American International Group (AIG), que foi uma freqüente contraparte do Merrill na dívida colatelarizada, tiveram um ganho similar, de 7,89%. Isso deu impulso de alta para as ações do setor financeiro, com destaque para a disparada de 14,83% das ações do Bank of America - integrante da cesta de ações do índice Dow Jones.
O índice Dow Jones subiu 2,39% e fechou com 11.397,56 pontos. O Nasdaq avançou 2,45% e fechou com 2.319,62 pontos. O S&P-500 subiu 2,34% e terminou o dia com 1.263,20 pontos, enquanto o NYSE Composite ganhou 1,93%, para 8.419,20 pontos. As informações são da Dow Jones.

Oportunidades além das commodities

por Valor Econômico
29/07/2008
A estratégia da Votorantim Corretora é concentrar a análise de empresas nos setores com maior potencial de ganho, explica Ricardo Cavalheiro, responsável pela área. Nessa lista estão os segmentos de infra-estrutura, consumo, bancos, construção civil e agronegócio - com destaque para alimentos. A idéia é refletir a economia brasileira, e não reproduzir o Índice Bovespa, que hoje tem grande concentração em commodities.
Hoje, no Ibovespa, cerca de 45% do índice são papéis de empresas de commodities, especialmente Vale e Petrobras. "Isso não reflete a economia brasileira, onde a maior parte do PIB vem de serviços e onde a indústria também tem um peso grande", diz Abraham Weintraub, diretor da corretora. Por isso, a idéia é criar um "pacote Brasil" para os investidores, com setores que se beneficiem do crescimento da economia brasileira e mundial. "Queremos ter um diferencial, não vamos cobrir as grandes blue chips, pois sabemos que nossa vantagem será em empresas de menor porte", diz o executivo. A Votorantim Corretora também não deverá cobrir empresas do grupo, como a CPFL, Aracruz, VCP e Usiminas.
Sobre o momento atual do mercado e as fortes perdas da bolsa, Weintraub, que foi por anos economista da Votorantim Finanças, mantém uma visão otimista de longo prazo. Para ele, os países emergentes, o que ele chama de "periferia do capitalismo", vão continuar crescendo. E como a renda per capta desses países é baixa, seu consumo deve ser mais de produtos básicos, ou seja, alimentos, artigos para construção civil e matérias-primas em geral. "Esse aumento de consumo de commodities vai durar dez anos e o Brasil é um dos poucos com potencial para atender essa demanda", diz.
Para ele, o pior da crise observada no sistema financeiro americano já passou, mas isso não significa o fim do purgatório para as bolsas. "Teremos ainda os efeitos colaterais no crédito, no consumo, no mercado imobiliário dos Estados Unidos, e isso ainda vai aparecer por vários meses nos resultados de bancos e da economia americana, talvez até o primeiro semestre do ano que vem", diz. Assim, até lá, as bolsas mundiais devem sofrer com a perspectiva de um crescimento mundial menor.
Já no Brasil, a expectativa é de que os juros sigam altos, ao menos até o segundo semestre de 2009. E a bolsa deve seguir em baixa até que o BC pare de subir os juros. Depois, ao primeiro sinal de que a inflação está controlada, o mercado deve antecipar a recuperação da economia. E, no momento em que os juros voltarem a cair, deve-se observar novamente uma migração da renda fixa para a renda variável, como ocorreu no ano passado. "Hoje, com juro real (acima da inflação) na casa dos 8% ao ano, é difícil para as ações competirem com a renda fixa", diz, lembrando que em geral o investidor pede um prêmio em torno de 5% acima do juro básico para ficar com ações - o que daria um retorno real de 13% ao ano ou 19%, 20% nominais se acrescida a inflação, na casa dos 6%. Diante desse custo de oportunidade, Weintraub acha que não é hora de o investidor se arriscar comprando ações desenfreadamente. "Em momentos de estresse, o ideal é não inventar".
Para quem quer ter parte do patrimônio em ações, com visão de longo prazo, porém, ele vê oportunidades. "Não dá para dizer que uma Petrobras ou uma Vale são aplicações especulativas em um prazo de dez anos de aplicação", diz ele.

Juros altos voltam a atrair volumes elevados de capitais estrangeiros

por Alex Ribeiro de Valor Online
29/07/2008

Os altos juros vigentes dentro do país voltaram a atrair volumes maciços de capitais estrangeiros, mostram estatísticas divulgadas ontem pelo Banco Central. Em julho, faltando três dias para terminar o mês, já entraram US$ 3,227 bilhões dirigidos a aplicações de renda fixa, sobretudo a compra de títulos públicos. É mais do que três vezes os valores ingressados em junho. O BC diz que, em grande parte, as entradas de recursos em renda fixa reflete a realocação de carteiras. Investidores resgataram recursos aplicados em ações dentro do país (US$ 3,495 bilhões) para aplicá-los em renda fixa.
De qualquer forma, o retorno ao país dos capitais considerados especulativos representa o fracasso da taxação imposta em março pelo Ministério da Fazenda para tentar estancá-lo. Na ocasião, foi criada uma alíquota de Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) de 1,5% sobre a entrada de recursos de estrangeiros dirigidos a renda fixa.
Em fevereiro, essas aplicações haviam chegado a US$ 3,036 bilhões, o que, na visão da Fazenda, contribuía para acentuar a tendência de apreciação do câmbio. Em março, os ingressos aumentaram ainda mais, para US$ 4,276 bilhões, apenas porque o governo resolveu anunciar a medida antes de entrar em vigor, o que estimulou parte dos investidores estrangeiros a antecipar o ingresso de dólares no país. A medida, porém, foi eficaz para reduzir os ingressos de investimentos estrangeiros em renda fixa nos dois meses seguintes. Em março, entraram apenas US$ 230 milhões e, em abril, US$ 36 milhões.
A partir de março, porém, o BC iniciou um ciclo de contenção monetária, o que aumentou a remuneração dos títulos públicos. De março para cá, a taxa básica subiu de 11,25% ao ano para 13% ao ano, e os papéis prefixados do Tesouro Nacional vêm pagando taxas tão altas quanto 15% ao ano. A remuneração mais atrativa trouxe de volta os investidores estrangeiros. Em junho, os ingressos líquidos somaram US$ 902 milhões. E, em julho, nas estatísticas parciais, que cobrem até o dia 28, voltaram aos patamares observados antes da taxação com IOF, com US$ 3,227 bilhões.
A alta na taxa de juros acabou desfazendo o trabalho de desestimular os ingressos feito pelo IOF. Os investidores pagam uma alíquota de 1,5% sobre os ingressos de capital. Antes da taxação, eles tinham um remuneração líquida de 11,25% ao ano. Depois da taxação, passaram a ficar com 11,25% ao ano menos o 1,5% do IOF, o que grosso modo representa 9,75% ao ano. Depois que o BC subiu os juros, os investidores estrangeiros recebem 13% ao ano menos 1,5%, o que equivale, grosso modo, a 11,5% ao ano.
Ao contrário do que aconteceu no inicio do ano, porém, o fluxo de investimentos estrangeiros em renda fixa ajudou a financiar o balanço de pagamentos. Em julho, até o dia 24, está sendo observado um déficit de US$ 2,411 bilhões no mercado de câmbio contratado. Sem os capitais dirigidos a renda fixa, o déficit seria bem maior. No início do ano, os investimentos estrangeiros aumentavam a abundância de dólares no mercado.
Os investimentos em renda fixa ajudaram também a contrabalançar a forte saída de estrangeiros que aplicavam no mercado doméstico de ações. No mês, até o dia 28, as remessas líquidas ao exterior de investimentos em ações somam US$ 3,475 bilhões. As captações por meio do lançamentos de ADRs (American Depositary Receipts) , sobretudo a captação feita pela Vale do Rio Doce, somaram US$ 3,908 bilhões. Mas o dinheiro não ficou no país. Ele ingressou apenas de forma simbólica, com duas operações simultâneas de câmbio, uma de entrada e outra de saída .

INDQ08...após 28/07...pode reverter novamente em alta....


O INDQ08 (Índice Futuro do Ibovespa) série Q (vencimento em agosto/08) abriu em alta nos 57.900, indo nas primeiras horas de pregão até a máxima em 58.500 pontos. Daí, sintonizado com os mercados futuros americanos, refluiu (de forma gradual) até encontrar suporte nos 57.800 pontos. Porém a "derrocada" dos mercados americanos na última meia hora de pregão,fez com que o INDQ08 viesse buscar suporte na mínima do dia em 57.100 pontos. Fechou em seguida, às 17 horas em 57.200 pontos (-0,44%).

Análise: Os indicadores do gráfico diário se encontram bem "sobrevendidos" e sinalizam possibilidade de reversão para alta. Já o gráfico de "30 minutos" sinaliza a continuidade da queda, pela pressão vendedora no final do pregão. O triângulo de baixa anteriormente formado, projeta objetivos de suportes em 56.650 e 56.250 (curto prazo), 55.900 e 55.200 pontos (médio prazo). A retomada dos 58 mil pontos poderá levar o índice à maxima anterior em 58.500, depois 58.900 e 60.000 pontos. A força dos índices futuros de DJI e S&P antes do pregão poderão sinalizar a principal tendência.

IBOV...após 28/07...indicadores sobrevendidos e "martelo invertido" podem sinalizar reversão...


O Ibovespa abriu em alta nos 57.206 pontos e já na primeira hora de pregão, atingiu sua máxima em 58.175 pontos ( + 1,70%), mas como DJI manteve-se em queda constante, desde sua abertura, o IBOV acabou retrocendendo, ainda que mais vagarosamente, conseguindo manter-se em leve alta, até meia hora antes do fechamento. O fraco volume de negócios, permitiu uma forte pressão vendedora no final do pregão, fazendo com que viesse buscar suporte na mínima em 56.839 pontos para finalizar em seguida, em 56.869 pontos ( - 0,57%).

Análise: A continuidade da queda fez com que o IFR e o Estocástico do gráfico diário, ficassem bem sobrevendidos, sugerindo possibilidade de reversão para alta, no curto prazo. A pressão vendedora no final de pregão fez com que os principais indicadores do gráfico de "30 minutos" ainda sinalizem a continuidade da queda, porém o "candle" formado no gráfico diário é um "martelo invertido", que pode indicar a possibilidade dessa reversão. O índice futuro do Ibovespa, antes da abertura, poderá confirmar a principal tendência.

Suportes em 56.830, 56.420, 56.240, 56.150 e 55.500 pontos.
Resistências em 57.250, 57.540, 58.000, 58.400 e 58.600 pontos.

DJI...após 28/07...indicadores "sobrevendidos" sinalizam reversão no curto prazo...


DJI abriu em 11.369 pontos (máxima do dia) e daí iniciou um processo de realização gradual e constante até o patamar dos 11.200 pontos, em torno do qual, por duas horas ainda se manteve, até buscar novo suporte na mínima do dia em 11.125 pontos e finalizar próximo disso em 11.131 pontos ( -2,11%).

Análise: DJI cumpriu seus objetivos de baixa, conforme sinalizavam seus indicadores gráficos anteriores. Agora, a forte queda fez com que os indicadores do gráfico de "30 minutos" ficassem bastante "sobrevendidos" o que sugere a possibilidade de reversão de tendência, no curto prazo. Os mercados futuros antes da abertura, poderão confirmar qual a principal tendência de abertura para o pregão.

Suportes em 11.085, 11.065 e 11.000 pontos.
Resistências em 11.166, 11.205, 11.255 e 11.385 pontos.

segunda-feira, 28 de julho de 2008

Com volume fraco, Ibovespa fecha em baixa de 0,58%

por Claudia Violante da Agência Estado
28.07.2008 17h29

A Bovespa conseguiu passar quase incólume ao tombo das bolsas norte-americanas. Quase. Nos 30 minutos finais do pregão, devolveu toda a alta e passou a cair. E assim fechou. O Ibovespa, principal índice, terminou em queda de 0,58%, aos 56.869,0 pontos.
A alta exibida pelas ações mais líquidas (blue chips), de Vale e Petrobras, e pelo setor siderúrgico foi insuficiente para garantir o mesmo sinal para o índice, uma vez que o volume foi muito fraco e isso faz com que qualquer movimento ganhe relevância. O giro de hoje totalizou apenas R$ 3,99 bilhões. A Bovespa oscilou entre a mínima de 56.839 pontos (-0,63%) e a máxima de 58.176 pontos (+1,71%). No mês, acumula perdas de 12,53% e, no ano, de 10,98%.
"A operação de hoje foi predominantemente de tesouraria", comentou um profissional ao ressaltar que as ordens de compras ocorridas concentraram-se nos papéis ligados a matérias-primas (commodities). Daí o desempenho de Vale, Petrobras e siderurgia para cima.
Mas este comportamento foi insuficiente para manter a Bolsa na mesma trajetória o pregão todo. Isso porque o índice Dow Jones, de Nova York, recuou 2,11%, o S&P encerrou em baixa de 1,86% e o Nasdaq, de 2%. Parte da queda de lá foi culpa da alta dos metais e do petróleo - o barril negociado na Bolsa Mercantil de Nova York avançou 1,19%, para US$ 124,73, por causa da confirmação, pela Royal Dutch Shell, de que parte de sua produção está suspensa na Nigéria, devido a ataques de grupos militantes.
Mas a principal causa para o tombo em Wall Street foi o comportamento em baixa das ações do setor financeiro. Os investidores estão céticos com a capacidade de grupos financeiros, que tradicionalmente atuam como motores tanto do mercado de ações quanto da economia dos EUA como um todo, sustentarem um rali enquanto continuam as pressões sobre os preços dos imóveis e sobre o valor de ativos de crédito.
Uma das notícias que ajudaram a incentivar as vendas foi publicada no Wall Street Journal e informava que reguladores federais fecharam mais dois bancos nos EUA, o First National Bank of Nevada e o First Heritage Bank of Newport Beach. Ainda segundo o "Journal", o órgão regulador do mercado de capitais americano está investigando rumores que circularam sobre o Lehman Brothers Holdings nas últimas semanas e derrubaram fortemente as ações.
Para amanhã, a agenda segue carregada, inclusive de balanços - saem números da GM, Santander e British Petroleum, entre outros - e os nervos vão continuar tensos. O que significa dizer que pode ser mais um dia de queda à Bolsa doméstica.
Em tempo: hoje foi a estréia das ações ON da Iron X e da LLX, oriundas da cisão parcial da MMX Mineração e Metálicos. Ambas subiram, 27,26% e 23,12%, respectivamente.

Bolsa de NY fecha em baixa, liderada por financeiras

por Suzi Katzumata da Agência Estado
28.07.2008 18h22

Os principais índices do mercado norte-americano fecharam nos níveis mais baixos desde 15 de julho, com as preocupações sobre a economia e o problemático sistema financeiro tirando o brilho do plano de resgate para as gigantes hipotecárias Fannie Mae e Freddie Mac - que foi aprovado pelo Senado dos EUA e agora vai para sanção presidencial. Ações financeiras como as do Merrill Lynch testaram suas mínimas, indicando que a confiança dos investidores nas tentativas do governo para a estabilizar o setor está vacilando.
As ações financeiras despencaram em reação às notícias sobre o fechamento de dois bancos regionais na noite de sexta-feira - First National Bank of Nevada e First Heritage Bank of Newport Beach - e ao alerta do Fundo Monetário Internacional de que o estresse no mercado de crédito está pesando sobre o crescimento mais amplo.
O FMI disse que vê crescente risco de contágio econômico da atual crise financeira. Falando na apresentação do Relatório de Estabilidade Financeira Global do FMI, Jaime Caruana, diretor da divisão de mercados de capital e monetário do Fundo, disse que os bancos tiveram sucesso em levantar capital para cobrir cerca de três quartos dos US$ 400 bilhões em baixas contáveis de dívidas ruins. Contudo, ele acrescentou que os problemas de crédito dos EUA estavam se movendo para fora do mercado de hipotecas de maior risco (subprime), que é o epicentro da atual crise financeira.
As ações da Fannie Mae caíram 10,74% e as da Freddie Mac fecharam em baixa de 6,65%, enquanto os investidores aguardam um anúncio das duas agências hipotecárias sobre a manutenção ou não dos dividendos trimestrais. Ambas fecharam em seus níveis mais baixos desde 16 de julho.
Entre as componentes do índice Dow Jones, as ações da American International Group (AIG) lideraram as perdas com uma queda de 12,06%, enquanto as do Citigroup fecharam em baixa de 7,53%. As ações do Merrill Lynch despencaram 11,59%, para US$ 24,33, seu nível mais baixo em quase 10 anos. As ações do Lehman Brothers caíram 10,44%.
A maioria dos operadores acredita que o setor financeiro não vai encontrar um piso até que o mercado de moradia se estabilize. "O sentimento não mudou nadinha", disse um operador. "Os investidores que acham que este é um trem destruído em movimento estão vendendo as ações financeiras, querem vender as financeiras e vão continuar a vender as financeiras", disse.
O índice Dow Jones caiu 2,11% e fechou com 11.131,08 pontos. O Nasdaq recuou 2,00% e encerrou com 2.264,22 pontos. O S&P-500 caiu 1,86%, para 1.234,37 pontos, enquanto o NYSE Composite recuou 1,61% e fechou com 8.260,19 pontos. As informações são da Dow Jones.

sábado, 26 de julho de 2008

IBOV...após 25/07...apesar da tendência de queda, martelo pode indicar reversão...


O Ibovespa abriu em queda nos 57.419 pontos, na primeira hora de pregão, refluiu 1.000 pontos, até encontrar suporte em 56.418 pontos, cumprindo objetivo previsto anteriormente no "triângulo de baixa formado" e esboçou reação (em sintonia com DJI) até atingir 57.710 pontos (+0,48%), mas como DJI não conseguiu sustentar a alta inicial, ainda que por várias vezes o Ibovespa tentasse se manter novamente em patamar acima de 57.650 pontos, no final do pregão, refluiu também em território negativo para fechar, em 57.199 pontos (- 0,41%).

Análise: O Ibov se mantém ainda no sub-canal de baixa bem delineado, apontando ainda para objetivos em 56.100 pontos (curto prazo) e 55.500 pontos. Os principais indicadores dos gráfico diário e de "30 minutos" ainda sugerem a continuidade da queda, porém o "candle" formado no gráfico diário se parece com um martelo, que pode indicar alguma possibilidade de reversão. O índice futuro do Ibovespa, antes da abertura, poderá confirmar (ou não) essa tendência.

Suportes em 57.100, 56.300 e 56.100 pontos.
Resistências em 57.700, 57.900 e 58.450 pontos.

DJI...após 25/07..."doji" em tendência de queda ...



DJI abriu em 11.341 pontos, e numa rápida recuperação, ainda na primeira hora de pregão, foi até a máxima em 11.443 pontos. A partir daí iniciou um processo de retorno gradual e constante até a mínima na abertura, quando encontrou novo suporte pouco abaixo, em 11.325 pontos (nova mínima do dia). Reagiu em seguida, até encontrar resistência em 11.390 pontos, para depois retornar e finalizar praticamente estável em 11.370 pontos ( + 0,19%).

Análise: Animado com indicadores melhores que o esperado de desempenho e de sentimento da economia americana, DJI alcançou rapidamente sua máxima (+ 0,85%), porém a desconfiança com o real estado da economia, fez com que lentamente refluisse até fechar próximo da abertura, criando um "doji" de aparente indefinição. Os principais indicadores do gráfico diário ainda sinalizam tendência de queda, enquanto alguns dos indicadores de 30 minutos mostram sinalização inversa, pela reação na última meia hora de pregão. Os mercados futuros antes da abertura, poderão confirmar a tendência para o pregão.

Suportes em 11.330, 11.300 e 11.210 pontos.
Resistências em 11.385, 11.440 e 11.520 pontos.

sexta-feira, 25 de julho de 2008

INDQ08...após 25/07.."doji" de indefinição em tendência de queda...


O INDQ08 (Índice Futuro do Ibovespa) série Q (vencimento em agosto/08) abriu nos 57.500, indo na primeira hora de pregão até os 58.100 pontos. Daí, refluiu até encontrar suporte na mínima do dia em 56.650 pontos. Iniciou paulatina recuperação até encontrar resistência novamente em 58.070 pontos. Com DJI em tendência de queda recuou até 57.220 pontos, de onde recuperou novamente até 58.020. Em sintonia com DJI veio buscar suporte novamente nos 57.300 pontos. Fechou em seguida, às 17 horas em 57.490 pontos (-0,28%).

Análise: O fechamento praticamente no mesmo valor da abertura, produziu um "doji" de indefinição. Todos indicadores dos gráficos diário e de "30 minutos" sinalizam ainda a continuidade da queda. O triângulo de baixa formado projeta objetivos de suportes em 56.500 e 56.250 (curto prazo) e de 55.200 pontos.O Estocástico e o IFR já se encontram "sobrevendidos" podendo iniciar reversão. A força dos índices futuros de DJI e S&P antes do pregão poderão sinalizar a principal tendência.

Abaixo de 57.300, suportes em 57.150, 56.650, 56.500, 56.250 e 55.300 pontos.
Acima de 57.500, resistências em 57.900, 58.100, 58.820, 59.300 e 59.550 pontos.

Bolsa de NY sobe hoje, mas Dow Jones cai na semana

por Renato Martins da Agência Estado
25.07.2008 18h13

O mercado norte-americano de ações fechou em alta, depois da divulgação de indicadores econômicos positivos. O índice Dow Jones acumulou queda na semana e registra quedas em cinco das últimas seis semanas; o Nasdaq subiu pela segunda semana consecutiva, depois de seis semanas seguidas de quedas, e o S&P-500 acumula quedas em sete das últimas semanas.
As ações do setor financeiro voltaram a cair, depois de a agência de classificação de risco Standard & Poor's colocar as notas (ratings) das agências de crédito hipotecário em observação para possível rebaixamento (Fannie Mae cedeu 3,91% e Freddie Mac perdeu 6,13%). As do banco Washington Mutual chegaram a cair 13%, mas recuperaram terreno depois de a instituição anunciar uma elevação de suas reservas de liquidez, fechando em baixa de 4,71%. As do Lehman Brothers caíram 7,94%, depois de a rede de televisão CNBC dizer que ele deverá vender sua unidade de gestão de ativos, a Neuberger Berman.
Entre as ações do setor de tecnologia, as ações da Juniper Networks avançaram 17,72%, em reação a seu informe de resultados. No setor automotivo, as ações da General Motors caíram 8,46%, depois de a empresa anunciar uma promoção pela qual os consumidores poderão comprar veículos ao preço oferecido a seus funcionários.
O índice Dow Jones fechou em alta de 0,19%, em 11.370,69 pontos. O Nasdaq encerrou o dia com ganho de 1,33%, em 2.310,53 pontos. O S&P-500 subiu 0,42%, para 1.257,76 pontos. O NYSE Composite avançou 0,31%, para 8.395,58 pontos. Na semana, o Dow Jones acumulou uma queda de 1,10%, o Nasdaq, uma alta de 1,22% e o S&P-500, um recuo de 0,23%. As informações são da Dow Jones.

Ibovespa cai 0,41% hoje e perde 4,65% na semana

por Claudia Violante da Agência Estado
25.07.2008 17h32
Pela quarta sessão seguida, e na contramão do mercado acionário de Nova York, a Bolsa de Valores de São Paulo terminou a sessão em baixa, com a disposição dos investidores estrangeiros em continuar a se desfazer dos principais papéis domésticos. Petrobras PN, a ação mais líquida, entretanto, fechou estável, visto que os preços já tinham atingido importante ponto técnico de compras. Vale, siderúrgicas e bancos, assim, foram os alvos preferidos de vendas.
O Ibovespa, principal índice da Bolsa paulista, terminou a sexta-feira com variação negativa de 0,41%, aos 57.199,1 pontos. Perdeu 4,65% na semana, 12,02% no mês e 10,47% no ano. Hoje, oscilou entre a mínima de 56.418 pontos (-1,77%) e a máxima de 57.711 pontos (+0,48%). O volume somou R$ 4,983 bilhões.
Em Nova York, o Dow Jones subiu 0,19%, o S&P avançou 0,42% e o Nasdaq ganhou 1,33%. Os indicadores econômicos conhecidos hoje, juntamente com a queda do petróleo, deram suporte às ações.
Os índices mostraram o fortalecimento das encomendas no setor de manufatura, melhora no sentimento dos consumidores e vendas de novas residências praticamente estáveis. Segundo a Universidade de Michigan, o sentimento do consumidor final subiu a 61,2 em julho, ante previsão de que o dado cairia a 53,6. As vendas de imóveis novos recuaram 0,6% em junho (contra expectativa de queda de 1,4%), e as encomendas de bens duráveis nos Estados Unidos aumentaram 0,8% em junho, após alta revisada de 0,1% em maio. Economistas esperavam queda de 0,5%. O petróleo recuou 1,78%, para US$ 123,26 por barril, na Bolsa Mercantil de Nova York.
A trégua que esses dados deram a Wall Street, no entanto, não serviu para a Bovespa - embora tenha limitado um pouco a queda doméstica. Embora os analistas considerem que o tombo do Ibovespa já está um pouco além da conta, os investidores estrangeiros continuam vendendo e ampliando ainda mais as perdas acumuladas.
Petrobras PN, uma das ações mais líquidas do índice e que costuma ter o maior giro individual, só safou-se de fechar em baixa no finalzinho da sessão - e justamente porque a queda já havia atingido o ponto técnico de R$ 33,60, chamando compras. Terminou estável, a R$ 34,50. As ON recuaram 0,38%.
Vale perdeu 0,53% na ação ON e 0,05% a PNA. O setor siderúrgico acompanhou, com Gerdau PN (-2,27%), Usiminas PNA (-3,84%) e CSN ON (-1,5%), e também o bancário, com Bradesco PN (-1,52%), Itaú PN (-2,43%), e Unibanco units (-0,25%). Os estrangeiros têm se desfeito de posições no Brasil por causa de aversão a risco ou para cobrir perdas em outros mercados.
A avaliação de que os balanços domésticos virão bons, no entanto, são um alento para aqueles que apostam na recuperação da Bolsa. Fausto Gouveia, da Alpes Corretora, considera que os números devem agradar e, com isso, atrair de volta os investidores estrangeiros e institucionais. Pessoas físicas e fundos ainda têm mantido suas posições neste mercado.

IBOV...após 24/07...tendência de queda continua...


O Ibovespa abriu em 59.425 pontos, esboçou reação positiva até a máxima em 59.640 pontos mas não resistiu à forte tendência de realização, prevista anteriormente e refluiu primeiramente até o suporte em 58.800 pontos. A partir daí ainda tentou esboçar reação, tentando se manter acima do patamar dos 59 mil pontos, mas não suportando a forte pressão vendedora, refluiu fortemente até os 58 mil pontos. Na última hora de pregão, acompanhou o "derretimento" de DJI e veio até a mínima em 57.333 pontos, para finalizar em seguida em 57.434 pontos (- 3,21%).

Análise: A realização iniciada no pregão anterior teve forte continuidade nesse pregão, atingindo os objetivos sinalizados pelo "triângulo de baixa". O sub-canal de baixa delineado, aponta agora para objetivos em 56.600 pontos (curto prazo) e 54.980 pontos. Os principais indicadores dos gráfico diário e de "30 minutos" ainda sinalizam a continuidade da queda. O índice futuro do Ibovespa, antes da abertura, poderá confirmar (ou não) essa tendência.

Suportes em 57.000, 56.600 e 56.000 pontos.
Resistências em 57.945, 58.800 e 59.640 pontos.

DJI...após 24/07...tendência de queda continua...


DJI abriu em 11.630, veio até 11.633 pontos e a partir daí, iniciou a realização já sinalizada há vários pregões. Perdeu os 11.500 pontos, vindo até o suporte em 11.380 pontos. Tentou ainda se manter acima do suporte dos 11.430 pontos, mas na última hora de pregão praticamente "derreteu", vindo até a mínima em 11.346 e finalizando em 11.349 pontos (- 2,43%).

Análise: Como previsto DJI corrigiu fortemente, pois já estava com os indicadores gráficos extremamente esticados. Devolveu parte da forte alta acumulada nos quatro pregões anteriores. Os principais indicadores do gráfico diário sinalizam a continuidade da correção iniciada. O "candle" tipo "marubozu de baixa", mostrou forte predomínio da pressão vendedora. Os mercados futuros antes da abertura poderão confirmar (ou não) a tendência para a continuidade da queda.

Suportes em 11.300, 11.210 e 11.060 pontos.
Resistências em 11.380, 11.430 e 11.510 pontos.

quinta-feira, 24 de julho de 2008

INDQ08...após 24/07...tendência de queda continua...


O INDQ08 (Índice Futuro do Ibovespa) série Q (vencimento em agosto/08) abriu em queda nos 59.500, indo rapidamente até os 59.000 pontos. A partir daí iniciou breve recuperação até a máxima em 59.970 pontos. Com DJI em queda recuou até 59.150 pontos, recuperando até 59.700. Logo depois das 12 horas, refluiu fortemente, em sintonia com DJI e em menos de meia hora veio buscar 58.350 pontos. Ainda esboçou alguma reação até nova resistência em 58.820 pontos. Não conseguindo romper essa resistência foi empurrado com violência (em mais de mil pontos, em cerca de meia hora) para a mínima do dia em 57.650 pontos. Fechou em seguida, às 17 horas (pregão normal) em 57.700 pontos (queda de 3,56%). No after ainda realizou mais, indo buscar 57.150 pontos, na nova mínima e fechando em 57.250 pontos, prenunciando a continuidade da queda no próximo pregão.

Análise: A forte queda e o fechamento praticamente na mínima do dia, fez com que todos indicadores dos gráficos diário e de "30 minutos" sinalizassem a continuidade da queda. O triângulo de baixa formado projeta objetivos de suportes em 56.650 (curto prazo) e de 55.300 pontos.

Abaixo de 57.000, suportes em 56.650, 56.400, 56.050 e 55.300 pontos.
Acima de 57.650, resistências em 58.150, 58.550, 58.820 e 59.300 pontos.

Bolsa de NY fecha em queda forte com indicador e Ford

por Renato Martins da Agência Estado
24.07.2008 18h40

O mercado norte-americano de ações fechou em queda forte, com as ações dos setores financeiro, automotivo e de consumo devolvendo os ganhos dos últimos dias. O mercado reagiu a indicadores fracos de emprego e de vendas de imóveis e ao informe de resultados da montadora Ford.
As ações do setor financeiro sofreram quedas fortes, depois de o executivo-chefe da Pacific Investment Management Co. (Pimco), Bill Gross, dizer que a queda dos preços dos imóveis residenciais nos EUA levará as baixas contábeis das instituições financeiras a cerca de US$ 1 trilhão; ele também disse que um total de US$ 5 trilhões em créditos hipotecários estão agora "nas categorias de ativos de risco". As ações do banco Washington Mutual caíram 13,33%; outros destaques no setor foram Wachovia (-11,10%), Lehman Brothers (-12,23%), Citigroup (-9,75%), JPMorgan Chase (-6,72%), AIG (-8,87%), American Express (-7,45%) e Bank of America (-8,37%).
As ações das agências de crédito hipotecário também caíram, apesar de a Câmara ter aprovado o projeto de lei que amplia a ajuda governamental para essas instituições: Fannie Mae desabou 19,87% e Freddie Mac perdeu 18,43%.
As ações das construtoras de casas sofreram quedas fortes, em reação ao indicador de vendas de imóveis residenciais usados, da Associação Nacional dos Corretores de Imóveis (NAR), que ficou abaixo das previsões (Lennar -18,24%, Centex -16,39%), KB Homes -15,40%, DR Horton -13,81%, Hovnanian -8,71%, Ryland -19,13%).
As ações da Ford caíram 15,26%, depois de a montadora anunciar o maior prejuízo trimestral de sua história; as da GM perderam 11,08%. "Eu tive quatro caminhonetes F-150 na última década. Quando o preço do combustível aqui no Texas subiu ao céu, acho que eu estava pagando US$ 100 para encher o tanque. Olhei em volta, para toda aquela gente dirigindo carros subcompactos com grandes sorrisos em suas caras. E foi um dia muito feliz quando vendi minha caminhonete com uma perda significativa", disse o empreiteiro de construção Eric Smith, que recentemente comprou uma perua Subaru.
O índice Dow Jones fechou em queda de 2,43%, em 11.349,28 pontos. O Nasdaq encerrou com perda de 1,97%, em 2.280,11 pontos. O S&P-500 caiu 2,31%, para 1.252,54 pontos. O NYSE Composite perdeu 2,46%, para fechar em 8.369,91 pontos. As informações são da Dow Jones.

Bovespa cai 3,34% para menor nível desde 23 de janeiro

por Claudia Violante da Agência Estado
24.07.2008 17h47

A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) despencou mais de 3% hoje, empurrada pelas ordens de vendas de estrangeiros, concentradas em ações da Vale, da Petrobras e de siderurgia. A queda foi tão firme que, no final do pregão, os níveis de preços atingiram pontos em que foram disparadas ordens de "stop loss" (prevenção de prejuízo) e as perdas se agravaram. Com isso, a Bolsa brasileira - que operou o dia todo colada em Nova York - terminou no menor nível desde 23 de janeiro deste ano (54.234,8 pontos).
O índice Bovespa registrou baixa de 3,34%, aos 57.434,4 pontos. Oscilou entre a mínima de 57.334 pontos (-3,51%) e a máxima de 59.641 pontos (+0,37%). No mês, as perdas acumuladas atingem 11,66% e, no ano, são de 10,10%. O volume financeiro negociado hoje na Bovespa totalizou R$ 6,997 bilhões (preliminar).
O pregão doméstico acompanhou o declínio das principais bolsas internacionais, com os sinais de desaceleração econômica ficando mais evidentes na Europa e nos Estados Unidos. As ações da Vale e da Petrobras já vinham sofrendo com a fuga de estrangeiros, que continuam a se desfazer de papéis brasileiros para honrar perdas em outros mercados de ações ou apenas para se proteger da volatilidade dos negócios nas últimas semanas.
O ímpeto de vendas destes investidores hoje sequer deu chance para a alta do petróleo repercutir sobre Petrobras. As ações ordinárias (ON) da estatal derreteram 4,86% e as preferenciais (PN), - 4,43%. Vale ON despencou 4,67% e PNA, -5,05%. Usiminas PNA liderou as perdas do Ibovespa ao cair 6,71%. Gerdau PN tombou 6,12% e CSN ON, -5,11%.
Na Europa, as bolsas caíram depois que o Reino Unido anunciou que as vendas no varejo registraram em junho a maior queda mensal desde o início do acompanhamento do indicador em 1986, e também depois que, na Alemanha, o Instituto Ifo informou que o índice de sentimento empresarial caiu pelo quarto mês consecutivo para o menor patamar desde setembro de 2005. Na Bolsa de Londres, o índice FT-100 caiu 1,61%; em Paris, o índice CAC-40 recuou 1,38%; em Frankfurt, o índice Xetra-Dax caiu 1,46%.
Nos Estados Unidos, as vendas de imóveis residenciais usados nos EUA caíram muito mais do que o dobro do previsto - 2,6% ante 0,8% estimado, e os pedidos de auxílio-desemprego aumentaram em 34 mil, ante previsão de elevação de 14 mil. Os balanços de empresas também não agradaram, com destaque para a Ford, que registrou baixa contábil de US$ 7,4 bilhões no segundo trimestre e anunciou prejuízo líquido de US$ 8,67 bilhões.
O índice Dow Jones da Bolsa de Nova York terminou em baixa de 2,43%, aos 11.349,3 pontos, o S&P recuou 2,31% e o Nasdaq, -1,97%. O preço do petróleo, que nos últimos dias também vinha ajudando os índices de ações a subirem, hoje subiu 0,84% no contrato com vencimento em setembro, para terminar o dia a US$ 125,49 o barril na Bolsa Mercantil de Nova York (Nymex, na sigla em inglês).