terça-feira, 9 de setembro de 2008

Bovespa despenca 4,50%, a terceira maior queda do ano

por Claudia Violante da Agência Estado
09.09.2008 17h44

A terça-feira foi mais um dia de pesadelo à Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa), principalmente à pessoa física que se entusiasmou com as ações de empresas brasileiras após o País ter conquistado o chamado "grau de investimento" pelas agências de classificação de risco (no final de abril) e, desde então, só vê o preço de seus ativos caírem. Na esteira da queda dos preços das matérias-primas (commodities) e da fuga dos investidores estrangeiros, reforçada pelo mau humor nas Bolsas norte-americanas com a crise, o índice Bovespa derreteu mais de 4% hoje, retornando à pontuação nos níveis de agosto do ano passado.
O Ibovespa terminou em baixa de 4,50%, aos 48.435,3 pontos, na terceira maior queda do ano e no menor nível de pontos desde 16 de agosto de 2007 (48.015,6 pontos). No mês, as perdas atingem 13,01% e no acumulado do ano, -24,18%. O índice oscilou entre a mínima de 48.419 pontos (-4,53%) e a máxima de 50.711 pontos (-0,01%). O giro de negócios somou R$ 5 bilhões.
A Bolsa brasileira passou a tarde renovando as mínimas do dia, o que levou o ministro da Fazenda, Guido Mantega, a dar declarações sobre o mercado. Segundo ele, a volatilidade atual trata-se de um movimento passageiro e tem explicação clara, no caso o preço das commodities, e o mercado maximiza o movimento tanto na alta quanto na baixa.
Fato é que os investidores estrangeiros aprofundaram a fuga dos ativos de risco em meio aos sinais intermitentes da crise norte-americana. A ajuda bilionária às agências hipotecárias Freddie Mac e Fannie Mae nos EUA, anunciada no último domingo, não conseguiu estancar os temores de que ainda há muita água a passar por baixo da ponte. Tanto que hoje o setor financeiro, onde tudo começou, foi um dos destaques de baixa nas Bolsas dos Estados Unidos com o banco de investimentos Lehman Brothers à frente. A instituição teria cogitado inclusive antecipar os números do balanço, que saem no dia 18, para tentar conter os temores de que não vai conseguir se capitalizar.
Os índices acionários em Wall Street terminaram todos na mínima pontuação do dia: Dow Jones em queda de 2,43%, aos 11.230,7 pontos, S&P em baixa de 3,41%, aos 1.224,51 pontos, Nasdaq em queda de 2,64%, aos 2.209,81 pontos. As ações de petrolíferas também foram destaques de baixa.
Na Bolsa Mercantil de Nova York (Nymex, na sigla em inglês), o contrato futuro de petróleo com vencimento em outubro recuou 2,90%, aos US$ 103,26, e, em Londres, o petróleo tipo Brent caiu abaixo de US$ 100, o que não acontecia desde abril. A recessão global naturalmente reduzirá a demanda pelas commodities, daí a liquidação nos preços - os metais e as agrícolas também recuaram. A fuga do risco também leva os investidores a se desfazerem desses ativos em procura de outros mais seguros, como os títulos do Tesouro americano (Treasuries).
Esse movimento gerou um saldão na Bovespa. Petrobras ON caiu 6,99%, PN, 6,31%, Vale ON, -4,96%, Vale PNA, -4,33%, Gerdau PN, -7,85%, Metalúrgica Gerdau PN, -8,06%, CSN ON, -8,29%, Usiminas PNA, -8,67%, BM&FBovespa, -9,54%. Nos bancos, as perdas foram menores: Bradesco PN, -3,72%, Itaú PN, -2,90%, Unibanco units, -2,90%, Banco do Brasil ON, -2,10%.

DJI...após 08/09...pode reiniciar seu retorno ao fundo do canal de baixa...



DJI abriu na mínima nos 11.225 pontos e com os índices futuros em forte alta, deu sequência à recuperação iniciada no pregão anterior, retomando rapidamente os suportes nos patamares de 11.300 pontos e 11.400 pontos. Depois de romper os 11.500 pontos foi até a máxima em 11.568 ( + 3,08%). A partir daí reflui novamente até o patamar dos 11.300 pontos, mas paulatinamente retomou o processo de alta e finalizou em 11.510 pontos (+ 2,58%).

Análise: DJI foi até a máxima prevista no topo do canal de baixa, do gráfico semanal, em 11.568 pontos. Se não retomar o patamar dos 11.600 pontos e refluir novamente, tenderá a buscar os fundos desse canal em 11 mil e possivelmente em 10.900 pontos. Assim, é muito provável que recomece a partir desta terça, seu retorno ao leito do canal nos 11 mil pontos. Essa tendência de queda, poderá ser ou não confirmada pelos índices dos mercados futuros, antes da abertura do pregão.

Acima de 11.510 pontos, objetivos de alta em: 11.590 e 11.770 pontos (na LTB)
Abaixo de 11.510 pontos, objetivos de queda nos suportes em 11.360, 11.170 e 10.980 pontos.

IBOV...após 08/09...pode retomar o canal de baixa...rumo aos 47 e 45 mil pontos..


O Ibovespa abriu em 51.940 pontos e impulsionado pelos índices futuros, em forte alta, rapidamente foi até a máxima em 53.706 pontos ( + 3,4%), em cima da LTB de curto prazo. A partir daí, na contra-mão de DJI, deu início a um processo de realização, indo buscar suporte na mínima em 50.645 pontos (- 2,49%) para finalizar depois em 50.718 pontos (-2,35%).

Análise:O Ibovespa ao atingir a resistência semanal nos 53.706 pontos, refluiu em um processo típico de realização, com variação intraday de mais de 3 mil pontos ou aproximadamente 6% entre a máxima nos 53.706 e a mínima nos 50.645 pontos.

Essa forte queda fez com que os principais indicadores do gráfico diário e os indicadores do gráfico de "30 minutos" passassem a sinalizar tendência de queda, apesar de alguns indicadores já se encontrarem relativamente sobrevendidos. O "candle" formado no gráfico diário lembra um "martelo invertido", que se seguiu ao "martelo de alta" formado no pregão anterior (justificando a forte alta no início do pregão). Essa sequência de "martelos" pode estar indicando o final do breve ciclo de alta semanal e a retomada da queda até o suporte no fundo do canal de baixa. Os mercados futuros, antes da abertura do pregão, poderão confirmar (ou não) essa reversão.

Resistências imediatas em 51.000, 53.150 e 53.700 pontos.
Suportes imediatos em 50.300, 49.800, 49.000, 48.200, 47.600 e 47 mil pontos.

Acima de 52.000 pontos objetivos de alta em: 52.300, 53 mil, 53.450, 53.750, 54.100 e 54.500 pontos.

segunda-feira, 8 de setembro de 2008

Nova York reage bem a pacote e Bolsas fecham em alta

por Renato Martins da Agência Estado
08.09.2008 18h48

O mercado norte-americano de ações fechou em alta forte, com os índices Dow Jones e S&P-500 registrando suas maiores altas em mais de um mês. Os investidores reagiram positivamente ao pacote de ajuda às agências de crédito hipotecário Fannie Mae e Freddie Mac, anunciado ontem pelo Departamento do Tesouro dos EUA. Pela manhã, o índice Dow chegou a subir 350 pontos; à tarde, porém, dúvidas sobre se o pacote realmente levará a uma recuperação do setor de imóveis residenciais levaram os principais índices a recuar das máximas.
"Isso é uma cura para os problemas que afetam o crescimento global? Não. Mas é um bom passo para fazer o mercado de hipotecas residenciais voltar a funcionar", comentou o estrategista de investimentos Jim Smigiel, da SEI.
Das 30 componentes do Dow Jones, 29 ações fecharam em alta (a exceção foi Alcoa, com queda de 2,69%). As ações do setor financeiro estavam entre as que mais subiram, em reação ao anúncio do pacote (Bank of America +7,76%, Citigroup +6,55%), JPMorgan Chase +4,92%). As das agências beneficiadas pelo pacote, porém, sofreram queda forte, por causa das dúvidas sobre o que a intervenção do governo dos EUA vai representar para os acionistas (Fannie Mae -89,63%, Freddie Mac -82,75%). As ações do banco de investimentos Lehman Brothers caíram 12,65%, refletindo o temor persistente dos investidores quanto à saúde financeira da instituição. As do banco regional de crédito imobiliário Washington Mutual recuaram 3,51%, em reação ao anúncio do afastamento de seu executivo-chefe. As ações das construtoras de casas tiveram altas fortes (KB Homes +14,22%, DR Horton +12,16%).
O índice Nasdaq, concentrado em ações de tecnologia, teve um desempenho inferior ao dos demais por causa das quedas de ações como NVidia (-4,11%, após rebaixamento de recomendação pelos analistas do UBS) e RF Micro Devices (-10,78%, após rebaixamento de recomendação pelo Citigroup). Entre as empresas aéreas, o destaque foi UAL Corp., controladora da United Airlines. A publicação errônea de uma notícia antiga, datada de 2002, sobre a possibilidade de a companhia pedir concordata, fez suas ações caírem 27%. O erro foi corrigido à tarde, o que permitiu que as ações da UAL recuperassem algum terreno; mesmo assim, elas fecharam em queda de 11,22%.
O índice Dow Jones fechou em alta de 290,43 pontos (2,59%), em 11.510,74 pontos. O Nasdaq fechou em alta de 13,88 pontos (0,62%), em 2.269,76 pontos. O S&P-500 subiu 25,48 pontos (2,05%), para 1.267,79 pontos. As informações são da Dow Jones.

Bovespa ignora euforia nos EUA e cai 2,35%

por Claudia Violante da Agência Estado
08.09.2008 17h43

A Bolsa de Valores de São Paulo ficou de fora da festa que a ajuda do governo norte-americano às agências de hipotecas Freddie Mac e Fannie Mae proporcionou às bolsas mundiais nesta segunda-feira. Depois de engatar uma alta superior a 3% na abertura, o índice Bovespa mudou de rumo perto da hora do almoço com o enfraquecimento principalmente das ações de Petrobras, Vale e siderúrgicas, e fechou com queda próxima a 2%, novamente no menor patamar de pontuação em mais de um ano.
Os investidores titubearam ao enumerar as justificativas para a queda: realização de lucros, venda de estrangeiros, enfraquecimento das commodities. Também repetiram a explicação ouvida nas mesas no exterior: o anúncio ontem nos EUA não encerra a crise norte-americana.
O Ibovespa terminou o pregão em baixa de 2,35%, na segunda maior queda do mês (a maior foi na quinta-feira, de -3,96%), aos 50.718,0 pontos, menor nível desde os 49.815,1 pontos de 21 de agosto do ano passado. O Ibovespa oscilou hoje entre a mínima de 50.646 pontos (-2,49%) e a máxima de 53.706 pontos (+3,40%). No mês, acumula perdas de 8,91% e, no ano, de 20,61%. O volume financeiro somou R$ 5,14 bilhões.
"O mercado avalia que as medidas que o governo dos EUA anunciou ontem não são suficientes para enfrentar a desaceleração econômica, ainda que evitem uma crise financeira mais grave", comentou, em e-mail, a sócia-gestora da Global Equity, Patrícia Branco. Segundo ela, como a recessão americana continua na mira, o cenário é de aversão a risco, "o que conduz à queda da bolsa brasileira".
A notícia da ajuda de até US$ 200 bilhões às agências hipotecárias norte-americanas fez o dólar se fortalecer ante outras moedas e, em boa parte do dia, levou o petróleo para baixo. O contrato futuro de petróleo com vencimento em outubro negociado na Bolsa Mercantil de Nova York (Nymex, na sigla em inglês) recuperou-se no final e subiu 0,10%, aos US$ 106,34, mas as ações da Petrobras derreteram 4,65% (ON) e 5,02% (PN). A Vale, a outra blue chip do pregão, também não ficou atrás e caiu 3,63% (ON) e 3,46% (PNA).
O setor financeiro doméstico foi um dos destaques de elevação, seguindo as ações das financeiras nos Estados Unidos. Bradesco PN subiu 2,15%, Itaú PN, 1,01% e Unibanco units, +1,18%. BB ON caiu 2,44%.
Não foi apenas o segmento financeiro a subir nos EUA: o índice Dow Jones terminou em alta de 2,58%, aos 11.510,7 pontos, o S&P 500 avançou 2,05%, para 1.267,79 pontos, e o Nasdaq teve elevação de 0,62%, aos 2.269,76 pontos. Na Europa, o desempenho também foi parecido: a Bolsa de Paris subiu 3,42%, Frankfurt, 2,22%, e Londres, 3,92%.
"O mercado doméstico está muito machucado. O pacote (nos EUA), claro, foi positivo, mas a sensação que fica é a de que a ajuda esconde os problemas embaixo do tapete", comentou Rafael Moysés, gestor da corretora Umuarama.
Por esta razão, os efeitos da ajuda pode se dissipar rapidamente e, para os próximos dias, os investidores voltem a olhar os velhos problemas. A agenda segue no foco - amanhã o presidente do Fed discursa sobre educação e saem os estoques no atacado e vendas de imóveis pendentes. As atenções nesta terça-feira também estarão voltadas para a reunião da Opep, que discutirá as metas de produção de petróleo dos países-membros.

IBOV...após 05/09..."martelo de alta" revertendo tendência anterior...


O Ibovespa abriu em 51.404 pontos e não suportando a pressão vendedora, sinalizada pelos mercados futuros, deu continuidade ao processo de realização, e por volta das 12 horas, veio buscar seu objetivo em 100% do fibo de queda, ao atingir a mínima em 50.091 pontos ( -2,56%). A partir daí, reagiu com firmeza, primeiramente retomando os 51 mil pontos, até finalizar na máxima em 51.940 pontos (+ 1,03%).

Análise:O Ibovespa operou em sintonia, com a forte realização de DJI, quando ambos vieram buscar a mínima nos suportes em 50 mil pontos e 11 mil pontos, respectivamente. E nessa "sintonia fina" com DJI, o IBOV fechou na máxima quando DJI, veio em sua máxima ao recuperar o terreno positivo no final do pregão.
Essa forte recuperação fez com que os principais indicadores do gráfico diário e todos indicadores do gráfico de "30 minutos" sinalizassem pela tendência de alta. O "candle" formado no gráfico diário é um "martelo de alta", formado após o fundo de uma tendência de baixa, sinalizando a possibilidade da reversão dessa tendência. Os mercados futuros, antes da abertura do pregão, deverão confirmar (ou não) essa reversão para alta.

Abaixo do suporte em 50 mil pontos, objetivos de queda em: 49.800, 49.000, 48.400, 47.900 pontos e 47.050 pontos.

Acima de 52.000 pontos objetivos de alta em: 52.300, 53 mil, 53.450, 53.750, 54.100 e 54.500 pontos.

domingo, 7 de setembro de 2008

IBOVESPA...projeções para a 2a semana de setembro...


O Ibovespa iniciou a primeira semana de setembro dando continuidade à realização iniciada na sexta anterior e assim prosseguiu em queda nos quatro pregões da semana, sintonizado principalmente com a queda nos mercados futuros de commodities e em especial aos preços do barril de petróleo, só reagindo nesta última sexta-feira, após concluir o objetivo de queda no suporte dos 50.090 pontos. Daí, "virou a mão", subindo praticamente 2 mil pontos, para finalizar a sexta (e a semana) em 51.949 pontos.

A queda ocorrida praticamente durante toda a primeira semana, construiu novo "sub canal" de baixa, com objetivos de queda projetados, nos 49 mil e 47.900 pontos.

Se o Ibovespa conseguir se firmar acima dos 52 mil pontos poderá ensejar recuperação suficiente para romper os 53 mil pontos e eventualmente até buscar a resistência nos 54.600 pontos.

Fechamento abaixo de 50 mil pontos poderá ensejar a continuidade da realização, cujo primeiro objetivo deverá ser o teste do suporte, em 49 mil pontos. A perda desse importante suporte, poderá levar o Ibovespa ao objetivo projetado em 47.900 pontos, e eventualmente, até testar o suporte em 46.000 pontos.

O fechamento semanal, produziu um "candle" semelhante a um "longo corpo preenchido" sinalizando o predomínio da força vendedora durante a semana que teve quatro dias seguidos de queda. Observando-se o fechamento diário da última sexta-feira (alta de 1,03%), notamos a formação de um "candle" semelhante a um "martelo" vazio, com uma sombra inferior bastante longa, sinalizando o final dessa tendência semanal de queda, cuja continuidade em alta pode acontecer ainda no início dessa semana, pelo menos até o resultado da reunião do Copom na quarta-feira, quando será anunciada a nova taxa de juros da SELIC. Por outro lado,exceto o fato do estocástico do gráfico semanal ainda estar sinalizando alta, os demais indicadores como o IFR, o CCI/Ma cruzamento e o osciladores de momento ainda sinalizam tendência de baixa para essa 2a semana de setembro.

Futuros de Commodities em 05/09 e projeções para a segunda semana de setembro





Fonte: Bloomberg


Situação em 05/09

INDEX NAME VALUE CHANGE OPEN HIGH LOW TIME
UBS BLOOMBERG CMCI 1367.39 -27.99 1383.08 1383.31 1361.84
S&P GSCI 657.65 -11.29 663.00 667.25 653.25
RJ/CRB Commodity 367.70 -6.85 374.51 374.90 367.12
Rogers Intl 4506.17 -100.39 4579.02 4579.04 4487.23
Brookshire Intl 491.49 -11.17 496.86 500.14 489.85



Situação em 29/08


INDEX NAME VALUE CHANGE OPEN HIGH LOW
UBS BLOOMBERG CMCI 1451.18 -5.08 1462.24 1464.90 1450.41
S&P GSCI 708.16 -2.20 715.92 723.45 706.64
RJ/CRB Commodity 391.71 -1.64 393.58 398.12 391.71
Rogers Intl 4828.25 -15.69 4867.73 4898.78 4821.56
Brookshire Intl 525.82 -2.48 529.37 533.66 525.02

Variação semanal 01/09 a 05/09

INDICE Fechamento (29/08) Fechamento(05/09) VARIAÇÃO SEMANAL (%)
UBS BLOOMBERG CMCI 1451.18 1367.39 (- 5,77%)
S&P GSCI 708.16 657.65 (-7,13%)
RJ/CRB Commodity 391.71 367.70 (-6,13%)
Rogers Intl 4828.35 4506.17(-6,67%)
Brookshire Intl 525.82 491.49 (-6,53%)

Análise:

A forte realização dos contratos com vencimento em out/08, nessa última semana removeu a possibilidade de continuidade de fechamento em alta no gráfico semanal. Comparando em base semanal (fechamento 05/09 x fechamento 29/08), podemos observar forte queda nos preços de commodities, cerca de 7%, nos principais índices.

Graficamente ocorreu a formação de um "candle" tipo "marubozu" nessa variação semanal mostrando a predominância da força vendedora, o que poderia em princípio sinalizar pela continuidade da queda. Porém, os demais indicadores se encontram bem "sobrevendidos" o que pode indicar a possibilidade de reversão para alta, que pode acontecer antes do final dessa segunda semana de setembro.

DJI...perspectivas para a segunda semana de setembro


DJI fechou pela quarta semana seguida em queda, com forte volatilidade em relação às máximas e mínimas das semanas anteriores, pois o fundo semanal dessa última semana também foi a mínima semanal das últimas seis semanas, e a máxima semanal se mostrou a máxima das últimas três semanas anteriores.

Observando-se o gráfico diário, nesse início de mês, podemos observar que DJI se encontra ainda em "alternância de tendências", pois toda vez que toca o fundo ou o topo do canal de baixa, reage com força na direção oposta. Para esta semana está projetando um novo intervalo de variação, provavelmente entre um suporte nos 10.900 pontos e uma resistência nos 11.550 pontos.

Rompimento acima dos 11.600 pontos, poderá levar DJI a buscar resistência no patamar dos 11.700 e posteriomente nos 11.800 pontos.

Rompimento abaixo dos 10.900 pontos, poderá levar DJI a buscar suportes em 10.830 e 10740 pontos.

Analisando-se o gráfico semanal, apesar do CCI/Ma cruzamento ainda estar sinalizando tendência de alta, o IFR e o Estocástico já sinalizam tendência baixista, também confirmado pelo oscilador de momentos.Seguindo-se a lógica de "fundos" e "suportes", a tendência para este início de semana poderá ser de alta, caso consideremos como "fundo" semanal desse gráfico, a mínima ocorrida nessa última sexta-feira, em 11.030 pontos.

Nesta semana o mercado estará atento às vendas ao varejo e ao índice de preços ao produtor, ambos referentes ao mês de agosto. Resultados que venham discrepantes ao esperado, poderão fazer DJI oscilar com força, podendo romper os limites do intervalo de "congestão" considerado.

Petróleo...projeções para a segunda semana de setembro


Nessa primeira semana de setembro, os contratos futuros de óleo cru leve, vencimento em outubro/2008 (CL\V08) abriram negócios em forte queda, nos 108,00 USD/barril, foram até a máxima próximo dos 113, mas com perspectivas de recessão maior que o esperado, sofreram novo ajuste vindo buscar a mínima nos 105 e finalizando em 106,23 USD/barril.

Análise:
Os contratos futuros do barril de petróleo parecem estar em um "triângulo simétrico" de congestão, com a mínima em 103 e a máxima em 122 USD/barril, ocorridos há duas semanas atrás.
Esses pontos de máxima e mínima produziram 2 linhas de tendência, que apresentam resistência nessa semana em 116 USD/barril e suportes em 106,50 e 103,50 USD/barril.
Caso não ocorra a perda desses suportes é bem possível que ocorra reação positiva para os preços do petróleo até as resistências em 116 e 123 USD/barril, visto que os principais indicadores do gráfico diário já se mostram bastante "sobrevendidos", o mesmo ocorrendo com esses indicadores no gráfico semanal. O "candle" formado no gráfico semanal se assemelha a um "martelo invertido" que pode sugerir a reversão de tendência para alta que pode ocorrer antes do final dessa próxima semana.

sexta-feira, 5 de setembro de 2008

Dow Jones acumulou baixa de 2,79% na semana

por Renato Martins da Agência Estado
05.09.2008 18h22

O mercado norte-americano de ações fechou com os principais índices em direções divergentes, o Dow Jones e o S&P-500 em alta e o Nasdaq em queda. No caso do Dow Jones, esta foi a quarta semana consecutiva de quedas; o Nasdaq teve a maior queda semanal desde a primeira semana do ano.Das 30 componentes do Dow, 18 ações fecharam em alta. Os destaques positivos foram as ações do setor financeiro (Bank of America +5,33%, AIG +5,28%, JPMorgan Chase +4,46%, Citigroup +4,21%). No mesmo setor, as ações do Lehman Brothers subiram 6,79%, em reação a informes de que a Kohlberg, Kravis & Roberts e o Blackstone Group estariam estudando a aquisição de ativos da instituição. As ações do Merrill Lynch avançaram 1,98%, apesar de rebaixamento de recomendação pelos analistas do Goldman Sachs.
As ações ligadas a petróleo e outras commodities voltaram a cair (ExxonMobil -0,68%, Chevron -1,23%, Alcoa -0,91%). No setor de tecnologia, as ações da Microsoft caíram 2,66%, pressionando o Nasdaq; as da Dell subiram 0,25%, depois de o Wall Street Journal dizer que a empresa estuda vender várias fábricas de microcomputadores, na tentativa de reduzir custos. Os ADRs da finlandesa Nokia, que fez um alerta de queda nos lucros, caíram 7,58%.
O índice Dow Jones fechou em alta de 32,73 pontos (0,29%), em 11.220,96 pontos. O Nasdaq fechou em baixa de 3,16 pontos (0,14%), em 2.255,88 pontos. O S&P-500 subiu 5,48 pontos (0,44%), para 1.242,31 pontos. Na semana, o Dow Jones acumulou uma queda de 2,79%, o Nasdaq, uma baixa de 4,72% e o S&P-500, uma perda de 3,16%. As informações são da Dow Jones.

Ibovespa tem a primeira alta em setembro, de 1,03%

por Claudia Violante da Agência Estado
05.09.2008 17h39

Apesar do péssimo relatório do mercado de trabalho norte-americano, a Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) conseguiu se esquivar de uma semana inteira de perdas: após quatro quedas, o principal índice (Ibovespa) finalmente inaugurou o sinal positivo em setembro ao fechar com alta de 1,03%, aos 51.939,6 pontos, na pontuação máxima do dia. A recuperação das Bolsas norte-americanas (índices Dow Jones e S&P 500) na reta final da sessão foi preponderante para levar os investidores a também se animarem a ir às compras na Bolsa brasileira.
A primeira alta do mês, no entanto, ainda é pequena diante das perdas acumuladas em setembro, que totalizam 6,72% (mesmo porcentual da semana, já que o período é coincidente). No ano, o Ibovespa já caiu 18,7%. Na mínima de hoje, o índice atingiu 50.092 pontos (-2,56%). O giro de negócios somou R$ 4,896 bilhões (preliminar).
O quadro do fechamento nem de longe mostra o que foi o dia: a sessão teve volatilidade intensa, principalmente no período da tarde. A recuperação dos papéis do setor financeiro norte-americano permitiu conter a sangria nas ordens de vendas, garantindo uma pequena recuperação aos índices. O Dow Jones subiu 0,29%, aos 11.221,0 pontos, o S&P teve ganho de 0,44%, aos 1.242,31 pontos, mas o Nasdaq teve baixa, de 0,14%, aos 2.255,88 pontos. As commodities recuaram: o contrato do petróleo com vencimento em outubro teve baixa de 1,54%, para US$ 106,23 o barril.
A recuperação em Nova York foi possível porque as perdas acumuladas estavam bastante elevadas e os investidores, ontem, já haviam se preparado para o pior no que se refere ao relatório do mercado de trabalho norte-americano. O payroll, como é chamado, confirmou os cenários mais pessimistas ao registrar a eliminação de 84 mil vagas no mês passado, ante a previsão de corte de 75 mil, e a maior taxa de desemprego nos EUA em cinco anos. E os índices acionários repercutiram isso na maior parte da sessão. As principais bolsas da Europa fecharam antes da recuperação em Nova York e ilustraram o mau momento do dia: o índice FTSE-100 da Bolsa de Londres terminou em -2,26%; o índice Dax 30 da Bolsa de Frankfurt, em -2,42%, e em Paris, o índice CAC 40, -2,49%.
A recuperação de hoje na Bovespa não esgota, entretanto, o cenário ruim que os dados econômicos negativos norte-americanos e também europeus vêm mostrando. Os analistas se repetiram em afirmar hoje que as condições se deterioraram e a preocupação do Federal Reserve (Fed, banco central americano), agora, não seria alterar a taxa de juros, mas melhorar as condições do crédito e fazer a economia americana andar. Assim, para a próxima semana, a volatilidade segue, até que novos indícios sinalizem qual será o passo seguinte.

IBOV...após 04/09...em busca do objetivo de suporte nos 50 mil pontos...


O Ibovespa abriu em 53.527 pontos, foi até a máxima em 53.749 e não suportando a pressão vendedora, sinalizada pelos mercados americanos, deu continuidade ao forte processo de realização e até a metade do pregão, por volta das 14 horas, veio buscar a mínima em 51.156 pontos (queda brutal de -4,43%). A partir daí, reagiu até encontrar resistência em 52.310 pontos, refluindo novamente até finalizar em 51.408 pontos (- 3,96%).

Análise:O Ibovespa em sintonia com a forte realização de DJI, deu sequência ao processo de queda, em busca de seu próximo objetivo de suporte nos 50 mil pontos.
A forte queda fez com que todos indicadores do gráfico diário e o de "30 minutos" sinalizassem pela continuidade da queda. Apesar dos indicadores se encontrarem "sobrevendidos", acreditamos que no curto prazo venha a testar suporte nos 50 mil pontos, antes de esboçar nova reação mais forte. A tendência dominante na abertura do pregão, poderá ser verificada com a sinalização dos mercados futuros antes de iniciar o pregão.

Abaixo do suporte em 51.150, objetivos de queda em : 50.400 (100% fibo de queda), 50.000, 48.550 e 47.050 pontos.

Acima de 52.300 pontos objetivos de alta em: 53.100, 53.470, 53.750 e 54.100 pontos.

quinta-feira, 4 de setembro de 2008

DJI...após 04/09...O-C-O formado poderá levar abaixo dos 11 mil...


DJI abriu na máxima nos 11.532 pontos e com os índices futuros em forte queda, deu sequência à realização iniciada no pregão anterior, perdendo todos os suportes do patamar de 11.400 pontos, depois os suportes dos 11.300 pontos e finalmente os suportes dos 11.200 pontos até atingir a mínima em 11.177 pontos (- 3,09%). A partir desse último suporte esboçou uma pequena recuperação para finalizar em 11.188 pontos ( -2,99%).

Análise: DJI parece ter concluído a configuração clássica de um O-C-O ("ombro-cabeça-ombro"), ao cruzar de cima para baixo, a "linha do pescoço" na mínima do fundo anterior em 11.291 pontos. Vindo abaixo dos 11.000 pontos, DJI poderá buscar os objetivos projetados em 10.715 pontos e 10.490 pontos. Se reagir a essa forte queda e recuperar os suportes perdidos nos patamares de 11.200 e 11.300 pontos, poderá retornar ao canal de congestão anterior, com maior amplitude para oscilar entre as extremidades dessas Linhas de Tendência.

Os principais indicadores dos gráficos diário e de "30 minutos" sinalizam queda, apesar de se mostrarem sobrevendidos, sugerindo possibilidade de reversão. O "candle" formado no gráfico diário é um "marubozu" cheio, mostrando a predominância da força vendedora, durante todo pregão. Pelos recentes comportamentos de DJI, mostrando força para não perder os suportes conquistados, é bem possível que o desempenho esperado seja de indefinição. A provável tendência de abertura estará sendo apontada pelos mercados futuros, antes da abertura do pregão.

Acima de 11.290 poderá recuperar o patamar dos 11.400 e 11.500 pontos, com resistência nos 11.550 pontos.

Abaixo de 11.290 poderá buscar novamente suportes nos 11.100, 10.910 e 11.830 pontos.

NY tem forte queda com temor sobre economia global

por Renato Martins da Agência Estado
04.09.2008 18h35

O mercado norte-americano de ações fechou em queda forte, refletindo o crescimento das preocupações quando à perspectiva das economias dos EUA e global. Foi o quarto dia consecutivo de queda. O índice Dow Jones teve sua quarta maior queda em pontos deste ano (e a terceira maior em termos porcentuais). Este foi o 51º pregão de 2008 no qual o Dow fechou com quedas de três dígitos, no pior desempenho desde 2002, quando o índice teve quedas de pelo menos 100 pontos em 67 ocasiões. O S&P-500 teve a maior queda desde 6 de junho.
"É iminente um derretimento econômico e do mercado de ações", escreveu o analista Albert Edwards, do banco francês Société Générale, ao revisar os lucros das empresas no segundo trimestre. Durante boa parte do ano, os preços das commodities se comportaram como se a China e outros mercados emergentes fossem capazes de contrabalançar a crise nos EUA; o sentimento, agora, é de que a desaceleração econômica está se espalhando para todo o mundo. A queda dos preços do petróleo, antes vista com alívio, por causa dos temores de inflação, agora é vista com apreensão, pois pode indicar uma redução na demanda global. Já a alta do dólar passou a ser vista como um fator negativo para as empresas industriais, cuja receita depende em grande parte das exportações.
Das 30 componentes do Dow, 29 fecharam em queda (a exceção foi Coca-Cola, com alta de 0,10%). As ações do setor financeiro estavam entre as que mais caíram, em reação a informes de que Merrill Lynch e Lehman Brothers estão enfrentando dificuldades para vender ativos para instituições estrangeiras (Lehman brothers -10,45%, Merrill Lynch - 7,48%, Bank of America -7,16%, Citigroup -6,68%, AIG -6,02%).
O índice Dow Jones fechou em queda de 344,65 pontos (-2,99%), em 11.188,23 pontos. O Nasdaq fechou em queda de 74,69 pontos (-3,20%), em 2.259,04 pontos. O S&P-500 caiu 38,15 pontos (-2,99%), para fechar em 1.236,83 pontos. As informações são da Dow Jones.

Ibovespa fecha no menor nível em mais de 1 ano

por Claudia Violante da Agência Estado
04.09.2008 17h44

Uma safra de indicadores econômicos ruins na Europa e nos Estados Unidos promoveu uma onda de aversão a risco que conduziu o índice Bovespa, da Bolsa de Valores de São Paulo, ao menor nível de pontuação em mais de um ano e a encerrar esta quinta-feira na terceira maior queda porcentual de 2008.
O Ibovespa terminou o dia em baixa de 3,96% - perdendo apenas para a queda de 6,6% de 21 de janeiro e de 5,01% de 19 de março - aos 51.408,5 pontos, menor pontuação desde os 49.815,1 pontos de 21 de agosto do ano passado. Com o desempenho de hoje, nas quatro sessões de setembro, o Ibovespa acumulou perdas de 7,67% e, no ano, o resultado negativo está em 19,53%. O índice oscilou hoje entre a mínima de 51.157 pontos (-4,43%) e a máxima de 53.749 pontos (+0,42%). O volume financeiro totalizou R$ 5,217 bilhões (preliminar).
E nada indica que amanhã o dia será melhor na Bolsa brasileira. Grande parte do mau humor de hoje decorreu de dados que mostraram enfraquecimento do mercado de trabalho norte-americano e, na sexta-feira, sai o principal indicador deste segmento, o payroll, com expectativas nada favoráveis. Segundo analistas, não é impossível o Ibovespa romper os 50 mil pontos. Mas isso ainda não serve de justificativa para revisões nas previsões de 2008: eles ainda prevêem fechamento de 65 mil a 75 mil pontos.
Nesta quinta-feira, as notícias ruins vieram da Europa, com a revisão em baixa do PIB da zona do euro e dados de enfraquecimento da demanda doméstica na Alemanha. Nos Estados Unidos, o número de pedidos de auxílio-desemprego subiu 15 mil na última semana, ante expectativa de que cairia 5 mil.
Em Wall Street, o índice Dow Jones recuou 2,99%, aos 11.188,2 pontos, o S&P terminou em queda de 2,99%, aos 1.236,82 pontos, e o Nasdaq recuou 3,20%, para 2.259,04 pontos.
O sinal de enfraquecimento da atividade econômica levou os investidores a se desfazerem de ativos de risco, o que responde pela fuga de estrangeiros vista hoje na Bovespa. As ações relacionadas a commodities (matérias-primas) caíram e reforçaram as vendas em Vale e Petrobras, que caíram mais de 3%.
Na Bolsa Mercantil de Nova York (Nymex), o contrato com vencimento em outubro do petróleo terminou em US$ 107,89 (queda de 1,34%). Petrobras ON perdeu 3,67%, PN, -3,53%, Vale ON, -3,03%, e PNA, -3,11%. Apenas seis ações do Ibovespa não caíram e as maiores altas foram Comgás PNA, +1,59%, e CCR ON (+0,71%).

quarta-feira, 3 de setembro de 2008

DJI..após 03/09...forte volatilidade e "divergência positiva" de alta nos osciladores de momento ...


DJI abriu em em leve queda nos 11.506 pontos e com os índices futuros em alta, provocado ainda pela queda de commodities, subiu até atingir a máxima em 11.554 pontos, ainda na primeira metade do pregão. Daí, enquanto aguardava pelo "Livro Bege" do FED, refluiu até a mínima em 11.416 pontos. A partir desse suporte iniciou recuperação, até finalizar próximo da máxima em 11.533 pontos ( + 0,14%).

Análise: DJI continua com muita volatilidade, em função dos mercados de commodities, incluindo-se o petróleo, além da cotação do dólar perante o euro, o iene e outras moedas, ora em baixa, ora em alta.DJI está ainda em movimento lateral, formando um "triângulo simétrico" pela lenta convergência entre as LT's. Enquanto estiver nessa congestão deverá oscilar entre as extremidades dessas Linhas de Tendência. Esse movimento lateral poderá se definir e romper para um dos extremos, por algum fato novo extraordinário ou por ocasião da reunião do FED, daqui duas semanas, para estabelecer a nova taxa de juros e mostrar sua visão do cenário econômico americano.

Os principais indicadores do gráfico de "30 minutos" sinalizam alta, enquanto o Estocástico do gráfico diário ainda sinaliza tendência de queda. Os osciladores de momento já apresentam "divergência positiva", sintoma de possível reversão para alta. O "candle" formado no gráfico diário se assemelha a um "martelo" que pode também reforçar a possibilidade de continuidade da alta.

Acima de 11.540 poderá recuperar o patamar dos 11.600 pontos, nos 11.630 e 11.690 pontos. Rompendo os 11.700 pontos tem resistência na LTB em 11.790 pontos.

Abaixo de 11.500 poderá buscar novamente suportes nos 11.410, 11.360 e 11.290 pontos.

IBOV...após 03/09...cenário de volatilidade e indefinições, mas com tendência de alta...


O Ibovespa abriu em 54.413 pontos e em pouco mais de hora e meia de pregão, veio atingir a máxima em 55.241 pontos ( +1,53%). A partir daí, refluiu até se estabelecer no patamar dos 54.000 pontos, aguardando pela leitura do "Livro Bege" do FED. Como não trouxe novidade que justificasse a manutenção da alta, o Ibovespa realizou novamente, até buscar suporte na mínima em 52.891 pontos (-2,78%). Na última meia hora de pregão esboçou forte reação, até finalizar em 53.527 pontos ( -1,61%).

Análise:A alta na primeira etapa do pregão se deveu à informação de reajuste proposto pela VALE, em 20% sobre os contratos de venda de mínério de ferro. A queda, na segunda etapa do pregão se deveu ao desmentido da notícia e pelo cenário ainda de queda do petróleo e das principais commodities metálicas. O Ibovespa testou novamente o forte suporte nos 53 mil pontos e recuperou mais de 1% das perdas, após buscar a mínima nesse suporte.

Alguns dos indicadores do gráfico diário sinalizam tendência de queda, mas a forte reação verificada na última meia-hora de pregão fez com que os principais indicadores do gráfico de "30 minutos" passassem a sinalizar alta. A tendência dominante poderá ser verificada com a sinalização dos mercados futuros, antes da abertura do pregão.

Abaixo do suporte em 52.890, objetivos de queda em : 52.150, 51.700 e 50.500 pontos.

Acima de 54.000 pontos objetivos de alta em: 54.100, 54.370, 55.100 e 55.250 pontos.

Dow Jones sobe com GM; ações de commodities caem

por Renato Martins da Agência Estado
03.09.2008 18h22

O mercado norte-americano de ações fechou com os principais índices em direções divergentes, o Dow Jones em leve alta e o Nasdaq e o S&P-500 em baixa. As ações do setor de tecnologia e as ligadas a commodities (matérias-primas) caíram, enquanto as dos setores automotivo e financeiro subiram. O dia foi marcado por nova queda dos preços do petróleo e de alguns metais e por sinais de que a Europa pode estar entrando em recessão, o que teve impacto nas ações de mineradoras e outras empresas ligadas a commodities.
David Goerz, da HighMark Capital Management, disse que comparou o gráfico de evolução do índice de commodities CRB neste ano com o do índice de ações Nasdaq no ano 2000, quando a bolha especulativa das ações de tecnologia "furou". "Colocamos os gráficos um sobre o outro e eles combinaram perfeitamente. Não tivemos nem mesmo que mexer na escala. A única coisa que isso nos diz é que estávamos no meio de algum tipo de bolha especulativa, não que ela vá seguir o mesmo padrão de comportamento. É uma indicação de condições semelhantes às de uma bolha: temos o esvaziamento e todo mundo sai comprando no final. Mas esses são investidores de curto prazo. Então, quando temos um movimento de venda, os níveis técnicos são rompidos e as pessoas que seguem isso... bem, elas estão no 'modo venda'. Acho que poderemos cair mais, por mais tempo", disse Goerz.
Ele lembrou que, no "crash" das ações de tecnologia, os investidores aprenderam a não investir em empresas que não tivessem um histórico comprovado de lucros. Desta vez, disse Goerz, os investidores poderão questionar as commodities como uma classe de ativos que dá bons retornos no longo prazo. "Vimos muita gente dizer que taxas de retorno maiores do que as dos bônus podem ser ainda maiores do que as das ações no longo prazo, mas, no longo prazo, as commodities não têm como superar a taxa de inflação; preços de insumos não têm como ser maiores do que os preços de produtos acabados", acrescentou.
Entre os destaques do dia entre as ações das commodities estavam as mineradoras Newmont Mining (-3,36%) e Freeport McMoRan (-3,24%), as da empresa de serviços para o setor de petróleo Schlumberger (-2,00%) e as da indústria de alumínio Alcoa (-2,17%).
No setor automotivo, as ações da General Motors subiram 5,82%, contribuindo para que o Dow Jones fechasse em alta; a empresa anunciou uma queda em suas vendas em agosto que ficou abaixo das previsões do mercado. As ações da Ford, cujas vendas caíram mais do que se previa, subiram 1,33%.
No setor financeiro, as ações da seguradora de bônus Ambac Financial subiram 22,35%, depois de as autoridades reguladoras do Estado de Wisconsin aprovarem a transferência de US$ 850 milhões em bônus municipais da Ambac Assurance para uma nova subsidiária, chamada Connie Lee, o que facilitaria o saneamento da controladora. As ações do Lehman Brothers avançaram 5,02%, em reação a informes de que o Banco de Desenvolvimento da Coréia do Sul teria oferecido US$ 5,3 bilhões por uma participação de 25% no banco de investimentos.
O índice Dow Jones fechou em alta de 0,14%, em 11.532,88 pontos. O Nasdaq fechou em queda de 0,66%, em 2.333,73 pontos. O S&P-500 recuou 0,20%, para 1.274,98 pontos. O NYSE Composite caiu 0,33%, para 8.269,25 pontos. As informações são da Dow Jones.

Bolsa cai ao menor nível desde 18 de agosto

por Claudia Violante da Agência Estado
03.09.2008 17h54

Pela quarta sessão consecutiva, a Bovespa terminou em queda, terminando na menor pontuação desde o dia 18 de agosto passado. A fuga de investidores estrangeiros diante do agravamento dos temores de recessão global patrocinou uma venda generalizada de papéis, com poucas exceções no Ibovespa, principal índice.
O Ibovespa terminou em 53.527,0 pontos, o menor nível desde os 53.326,5 pontos de 18 de agosto de 2008. Recuou 1,61% e ampliou as perdas de agosto pra 3,87%. No ano, a queda é de 16,21%. O índice oscilou entre a mínima de 52.891 pontos (-2,78%) e a máxima de 55.241 pontos (+1,54%). O volume financeiro totalizou R$ 5,09 bilhões.
As ações da Vale foram destaque do pregão doméstico, liderando o giro individual. Uma notícia veiculada pela publicação especializada Steel Business Briefing informou que a mineradora brasileira teria conseguido promover um reajuste extra de 20% no preço do minério de ferro que vende para a China, fazendo as ações disparar. O Ibovespa conseguiu sustentar-se em alta numa parte do dia por conta destes ganhos, que ultrapassaram os 4%. À tarde, entretanto, a empresa desmentiu o aumento e as ações devolveram instantaneamente a alta, fechando em queda, de 0,48% as ON e 0,65% as PNA.
Tirando o efeito Vale, a Bovespa acompanhou o mercado internacional, com o agravamento dos temores de recessão global depois que a Europa divulgou indicadores fracos. O PIB da zona do euro registrou, pela primeira vez, retração. A queda no segundo trimestre ante o primeiro foi de 0,2%. Também desagradaram as vendas no varejo, que caíram o dobro do previsto em julho. Isso fortaleceu o dólar ante o euro e levou os investidores a se desfazerem de algumas matérias-primas (commodities). No caso do petróleo, o receio de enfraquecimento da demanda também ajudou a empurrar os preços para baixo. Na Bolsa Mercantil de Nova York, o petróleo cedeu 0,33%, para US$ 109,36 o barril.
Outra notícia ruim foi a de que o fundo de hedge Ospraie, um dos maiores do setor de commodities, entrou em colapso, alastrando as preocupações de que outras carteiras também sejam prejudicadas. O fundo perdeu 27% apenas em agosto.
No final da sessão, o índice norte-americano Dow Jones, no entanto, conseguiu reconquistar o terreno positivo e fechou em elevação de 0,14%. Também nas Bolsas de Nova York, o S&P recuou 0,20% e o Nasdaq perdeu 0,66%. O Livro Bege, sumário das condições econômicas norte-americanas, divulgado à tarde, não fez preço nos ativos, mas o dado de encomendas à indústria dos EUA, divulgado pela manhã, foi um contraponto positivo hoje. O indicador mostrou alta de 1,3% em julho, depois de elevação revisada de 2,1% em junho. Economistas previam aumento de 0,9%.