quarta-feira, 19 de novembro de 2008

Bolsa cai 2% hoje e perde 7% em quatro dias

por Agência ESTADO
19 de Novembro de 2008 18:53

A Bovespa acompanhou o sinal negativo das bolsas norte-americanas e fechou mais um dia em baixa, pela quarta sessão consecutiva. No período, acumulou perdas de 7,19%. Um índice de inflação e um dado do setor de moradias afetaram as ações em Wall Street, além das preocupações com as problemáticas montadoras. Aqui, os setores siderúrgico e bancário lideraram as ordens de vendas, ainda fortes nas ações de Vale e Petrobras.
O Ibovespa fechou em baixa de 2,02%, aos 33.404,55 pontos. Oscilou entre a mínima de 33.275 pontos (-2,4%) e a máxima de 34.786 pontos (+2,03%). No mês, acumula perdas de 10,34% e, no ano, de 47,71%. Por causa do feriado do Dia da Consciência Negra amanhã em algumas cidades brasileiras, entre elas São Paulo, o volume financeiro foi ainda mais fraco do que nos últimos dias e somou R$ 2,9 bilhões.
Às 18h19 (de Brasília), em Nova York, o índice acionário Dow Jones caía 3,05%, o S&P tinha baixa de 3,95% e o Nasdaq perdia 4,04%.
O temor com o futuro das montadoras norte-americanas permeou os negócios nos mercados acionários dos Estados Unidos hoje, depois que os dirigentes de GM, Ford e Chrysler pediram ontem, no Congresso, uma ajuda financeira extra às empresas. Os parlamentares resistem a dar mais dinheiro às empresas e os analistas e economistas estão preocupados em saber onde isso vai parar.
Com esse quadro no pano de fundo, os índices divulgados hoje desagradaram. Em outubro, houve queda de 4,5% no número de construções de residências iniciadas nos EUA ante setembro, para o recorde de baixa de 791 mil. Na comparação anual, as construções iniciadas ficaram 38,0% abaixo do nível de outubro de 2007. As licenças para construção também caíram fortemente, em 12,0%, o quádruplo do recuo de 3,1% esperado por analistas.
Nos preços, também houve queda. Mas o que seria bom em tempos de aquecimento econômico é ruim em crises, já que mostra a fragilidade da atividade econômica. O CPI, o índice de inflação no varejo, registrou deflação em outubro, tanto no dado cheio quanto no núcleo, que é mais observado pelos analistas. A queda ante outubro foi de 1%, a maior desde fevereiro de 1947. No núcleo, que exclui os preços de alimentos e energia, o declínio atingiu 0,1%, o maior desde dezembro de 1982.
No Brasil, as condições estão muito melhores do que as vistas nos Estados Unidos e Europa, basta ver os índices divulgados aqui hoje. A Receita comunicou que a arrecadação de impostos e contribuições federais atingiu o volume recorde R$ 65,4 bilhões no mês passado, com avanço real (já descontada a inflação) de 17,1% em relação a setembro e de 12,3% ante o mesmo mês de 2007. E o IBGE anunciou que a taxa de desemprego recuou para 7,5% em outubro, ligeiramente abaixo dos 7,6% em setembro e inferior à taxa registrada em outubro do ano passado, de 8,7%.
Apesar dos índices melhores, teremos contágio da crise, com a menor demanda de commodities (matérias-primas). Isso é uma das principais razões a deprimir o Ibovespa, formado majoritariamente por ações de empresas ligadas a este setor. Hoje, o setor siderúrgico foi um dos principais a operar no negativo, depois que a Votorantim Metais anunciou corte na produção de zinco e demissões. Vale ON caiu 2,15% e Vale PNA, 2,77%.
O setor bancário também pressionou o Ibovespa para baixo, sendo que as ações da Nossa Caixa foram exceção em grande parte do dia. O governador de São Paulo, José Serra, reuniu-se hoje com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e cogitava-se que a venda do banco paulista para o BB seria um dos assuntos da pauta. Os papéis do BB fecharam com ligeira queda, de 0,6%, mas os demais tiveram retração forte. Nossa Caixa ON virou no final e caiu 0,37%.
As ações de Petrobras, que também chegaram a subir durante a manhã, retomaram o sinal negativo à tarde, influenciadas pelos preços deprimidos do petróleo. Petrobras PN recuou 4,29% e PN, 3,9%. Em Nova York, o barril fechou a US$ 53,62, baixa de 1,42%. Ontem, o gerente-geral de novos negócios da área de Exploração e Produção, José Jorge de Moraes Júnior, falou sobre a revisão do plano de negócios. Hoje, em esclarecimento à Comissão de Valores Mobiliários (CVM), a estatal informou que o plano de negócios ainda está em elaboração e, por isso, não possui no momento informações suficientes para afirmar sobre o adiamento e a antecipação de seus projetos e, conseqüentemente, sobre os seus possíveis impactos na curva de produção estimada para os próximos anos.

INDZ08...19/11...após 14 horas...confirmando a queda...


O Indice do Ibovespa está confirmando sua manutenção no sub-canal de baixa. Acima de 35.200 poderá romper esse sub-canal e buscar 35.700 e depois 36.200 no topo do canal superior. Abaixo de 34.500 poderá testar o fundo do canal em 33.700/33.500 pontos.
Abaixo desse suporte poderá buscar novo "sub-canal de queda" com objetivos em 32.600 pontos.

DJI...19/11...às 14 horas confirmando a tendência


DJI testou o topo do canal de queda nos 8500 pontos e não rompendo, refluiu aos 8.300 pontos. Acima dos 8520 poderá testar os 8.570 pontos e o topo do canal em 8.800 pontos.
Abaixo dos 8.300 pontos poderá vir novamente ao fundo do canal em 8.070 pontos.

IBOV...após 18/11...em tendência de queda...


O Ibovespa após refluir até os 34.800 pontos, na primeira hora de pregão, iniciou um processo de recuperação até sua máxima em 35.698 pontos (- 0,05%) dando a impressão que recuperaria a alta. A partir daí, refluiu continuadamente até atingir a mínima em 33.882 pontos ( -5,1%) para depois finalizar em 34.094 pontos (-4,54%). O "candle" no gráfico diário, é um "marubozu cheio", demonstrando o predominio da pressão vendedora. O triângulo de simetria existente no gráfico diário, rompeu para baixo, sinalizando a possibilidade da continuidade da queda. Os índices futuros antes da abertura poderão confirmar essa tendência para a abertura do pregão.

Suportes imediatos: 33.980, 33.400, 33.000 e 31.600pontos.
Resistências imediatas: 34.230, 35.100, 35.300 e 35.700 pontos.

DJI...após 18/11...tendência de queda...


Após avançar até a máxima nos 8.478 pontos na primeira metade de pregão, DJI iniciou uma realização até atingir a mínima em 8.107 pontos (-2,02%) dando a impressão de que fecharia em queda. A partir daí, na última hora de pregão recuperou sua tendência de alta até finalizar próximo da máxima em 8.425 pontos (+1,83%).Muita volatilidade, indo do fundo até o topo do canal de baixa, em uma hora de pregão. Essa volatilidade deverá ser a tônica dos próximos pregões, em tendência de queda.

Suportes imediatos: 8.390, 8.350, 8.260, 8.150 e 8.070 pontos.
Resistências imediatas: 8.480, 8.570, 8.730 e 8.800 pontos.

terça-feira, 18 de novembro de 2008

Wall Street consegue recuperação final liderada por HP

18 de Novembro de 2008 20:16

NOVA YORK (Reuters) - As bolsas de valores norte-americanas protagonizaram uma forte virada no final da sessão desta terça-feira após resultados melhores que o esperado da fabricante de computadores Hewlett-Packard (HP) ofuscarem as preocupações de mais perdas do Citigroup e outros bancos.

O índice Dow Jones teve alta de 1,83 por cento, a 8.424 pontos. O Standard & Poor's 500 subiu 0,98 por cento, a 859 pontos. O Nasdaq teve leve avanço de 0,08 por cento, a 1.483 pontos.

As ações oscilaram entre o território positivo e negativo durante toda a sessão.

A HP ajudou o Dow a se erguer após o resultado da fabricante de computadores ressaltar a sua resistência frente à crise econômica. A HP saltou quase 15 por cento.

"Existe otimismo de que essas baixas estão se mantendo e então nós temos algumas oportunidades de altas aqui", afirmou Richard Sparks, analista sênior da Schaeffer's Investment Research. "Não temos boas notícias além da Hewlett Packard."

As ações do Citigroup caíram 6 por cento para 8,36 dólares, atingindo o menor patamar em 13 anos, com preocupações de que o plano de cortar 52 mil empregos pode não ser o suficiente para que o segundo maior banco dos Estados Unidos retome a saúde financeira.

Dia volátil termina com Bolsas de Nova York em alta

por Agência ESTADO
18 de Novembro de 2008 20:10

O mercado norte-americano de ações fechou em alta, em dia marcado pela volatilidade. O índice Dow Jones fechou em alta de 151,17 pontos, ou 1,83%, em 8.424,75 pontos. A mínima foi em 8.105,44 pontos e a máxima, em 8.477,95 pontos. O Nasdaq fechou em alta de 1,22 ponto, ou 0,08%, em 1.483,27 pontos, com mínima em 1.429,92 pontos e máxima em 1.498,42 pontos. O S&P-500 subiu 8,37 pontos, ou 0,98%, para fechar em 859,12 pontos. O NYSE Composite subiu 42,30 pontos, ou 0,79%, para 5.365,66 pontos.

As bolsas operaram sem tendência muito clara na abertura, depois da divulgação do índice de preços ao produtor de outubro, e passaram a subir depois de o presidente do Federal Reserve (Fed, banco central dos EUA), Ben Bernanke, e o secretário do Tesouro, Henry Paulson, dizerem em depoimentos a um comitê da Câmara que o programa de socorro às instituições financeiras está dando resultados positivos. À tarde, os principais índices passaram a cair, em reação ao índice de atividade das construtoras de casas (NAHB, na sigla em inglês), que caiu ao nível mais baixo de todos os tempos em outubro (9, de 14 em setembro). Na última hora do pregão, o mercado reverteu a direção e passou a subir, com compras de ações dos setores de energia e tecnologia.

O índice de preços ao produtor (PPI, na sigla em inglês) caiu 2,8% em outubro, o que alimentou o temor de que a economia entre em deflação, situação na qual os preços em queda desencorajam os investimentos e a atividade comercial. "Embora o número seja bom em termos de inflação, ele também é preocupante, porque sem dúvida indica uma tendência na direção da deflação, e é isso o que o mercado realmente teme", comentou Peter Cardillo, economista-chefe da Avalon Partners.

Entre as componentes do índice Dow Jones, o destaque positivo foi Hewlett-Packard, do setor de tecnologia, com alta de 14,48%, depois de a empresa divulgar o resultado do trimestre agosto/outubro. "É um lembrete encorajador o fato de que, mesmo numa recessão, nem tudo cai", comentou o economista David Resler, da Nomura Securities. Também no setor de tecnologia, as ações da Intel subiram 0,85% e as da Cisco Systems caíram 2,47%, depois de as duas empresas fazerem alertas de queda nas vendas. No setor financeiro, as ações do Citigroup caíram 5,96%, após o banco alertar que suas perdas com cartões de crédito deverão crescer no primeiro semestre de 2009. No setor de comércio varejista, as ações da Home Depot subiram 3,55%, em reação a seu informe de resultados.

As ações das montadoras fecharam em queda, em dia de audiência no Senado dos EUA sobre a idéia de aumentar a ajuda federal ao setor automotivo: GM perdeu 2,83% e Ford recuou 2,33%. As ações do setor de energia fecharam em alta, devido a um movimento de compras no fim do pregão: ExxonMobil subiu 4,02% e Chevron ganhou 3,70%. As informações são da Dow Jones.

Bolsa fecha em baixa de 4,5% com Petrobras e Vale

por Agência ESTADO
18 de Novembro de 2008 18:43

A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) operou durante toda a sessão de hoje no terreno negativo e fechou em baixa acentuada, de 4,5%, sem uma única - e boa - razão que explicasse a queda. As ações da Petrobras, Vale, siderúrgicas e bancos guiaram as vendas, sendo uma parcela importante conduzida por investidores estrangeiros. O volume financeiro seguiu fraco, como tem acontecido recentemente. Os mercados em Wall Street trabalharam em alta em boa parte do dia e ajudou a minimizar - muito ligeiramente - as perdas aqui. Porém, quando as Bolsas de Nova York inverteram o sinal para baixo, faltando cerca de uma hora para o fim dos negócios no mercado doméstico, o índice Bovespa renovou as mínimas do dia e chegou a ser negociada abaixo dos 34 mil pontos.

No fim, o Ibovespa fechou em baixa de 4,54%, a 34.094,66 pontos, depois de oscilar entre a mínima de 33.882 pontos (-5,14%) e a máxima de 35.698 pontos (-0,05%). No mês, a queda acumulada atinge 8,49% e, no ano, 46,63%. O giro financeiro segue fraco e totalizou R$ 3,207 bilhões.

Nos Estados Unidos, as bolsas operavam em alta, influenciadas pelo noticiário corporativo de empresas como HP, Home Depot e Yahoo!. Porém, o que levou à inversão do rumo em Nova York foi o indicador divulgado pela Associação Nacional das Construtoras (NAHB, na sigla em inglês). O índice de vendas de novas casas nos EUA caiu para 9 em novembro, um novo recorde. Em outubro, o nível recorde anterior, o indicador era de 14.

No Brasil, os investidores continuam pouco estimulados a irem às compras. E, para ajudar, os estrangeiros parecem estar animados a sair, afirmou o analista da Alpes Corretora Fausto Gouveia. Já para Raffi Dokuzian, superintendente na corretora Banif, Petrobras foi uma das principais motivadoras da queda de hoje, principalmente diante de um pregão de volume fraco.

Hoje, as ações da estatal vinham operando em queda, influenciadas pela baixa do petróleo no mercado externo. E as perdas foram ampliadas à tarde, depois que um gerente da empresa dizer que os planos de investimentos da estatal petrolífera podem ser adiados por causa da crise. As ações ordinárias (ON) da empresa recuaram 7,02% e as preferenciais (PN), 5,87%. Na Bolsa Mercantil de Nova York (Nymex), o contrato futuro do petróleo tipo WTI com vencimento em dezembro terminou em baixa de 1,02%, a US$ 54,39 o barril.

Outra ação de primeira linha (blue chip), da Vale, também fechou em baixa: ON cedeu 4,31% e PN classe A (PNA), -4,77%. As siderúrgicas acompanharam. Usiminas PNA recuou 1,34%, Gerdau PN, -5,8%, e CSN ON, -6,82%.

No setor financeiro, o noticiário de corte de pessoal - ontem, o Citigroup, no anúncio mais expressivo, disse que a redução seria de mais de 50 mil vagas - pesa sobre as ações, assim como as dificuldades financeiras das instituições. As ações PN do Bradesco fecharam em baixa de 7,37%; Itaú PN caiu 7,64%; Banco do Brasil ON recuou 4,96% e Nossa Caixa ON perdeu 2,39%.

INDZ08...após 17/11...suportes e resistências


Suportes imediatos: 35.900, 34.800, 34.000 e 33.500
Resistências imediatas: 37.100, 38.000, 38.500, 40.100 e 41.000.

IBOV...após 17/11...indefinição de tendência...


O Ibovespa após refluir até a mínima em 34.426 pontos, iniciou um processo de recuperação até sua máxima em 36.372 pontos (+ 1,62%) dando a impressão que fecharia em alta. A partir daí, refluiu até fechar praticamente estável em 35.717 pontos (-0,20%). O "candle" no gráfico diário, é um "doji", que demonstra a indefinição de mercado, principalmente quanto ao cenário externo americano. A formação de um triângulo de simetria no gráfico diário, que poderá romper para qualquer um dos lados, reforça essa tendência. Os índices futuros antes da abertura poderão confirmar melhor uma tendência para a abertura do pregão.

Suportes imediatos: 34.800, 34.200, 33.800 e 32.000 pontos.
Resistências imediatas: 36.000, 36.400, 37.200, 37.500 e 37.700 pontos.

DJI...após 17/11...suportes e resistências


Após recuar até a mínima nos 8.247 pontos na primeira hora de pregão, DJI iniciou uma recuperação até a sua máxima em 8.571 pontos (+0,87%) dando até a impressão de que poderia fechar em alta. A partir daí, retomou sua tendência de queda até finalizar próximo da mínima em 8.274 pontos (-2,63%). O triângulo de queda formado intraday aponta para um objetivo imediato nos 8.190 pontos (fibo de queda de 76%), que ainda poderá ser um ponto de recuperação de DJI.

Suportes imediatos: 8.230, 8.190 e 8.040 pontos.
Resistências imediatas: 8.390, 8.430, 8.550, 8.700 e 8.800 pontos.

segunda-feira, 17 de novembro de 2008

Wall Street cai com preocupações com economia e Citi

por Leah Schnurr
17 de Novembro de 2008 19:59

NOVA YORK (Reuters) - As bolsas de valores norte-americanas fecharam em queda nesta segunda-feira, com preocupações sobre a desaceleração global após o Japão entrar em recessão.
Além disso, o Citigroup, segundo maior banco dos Estados Unidos, afirmou que irá cortar 52 mil empregos, muito mais que o esperado.
O índice Dow Jones caiu 2,63 por cento, a 8.273 pontos. O Standard & Poor's 500 perdeu 2,58 por cento, a 850 pontos. O Nasdaq recuou 2,29 por cento, a 1.482 pontos.
Os mercados encontraram poucos motivos para melhorar a confiança no final de semana com o encontro dos líderes das principais economias do mundo em Washington, que encerrou sem nenhum plano concreto para combater a debilitada economia global.
O desapontamento foi amplificado por dados mostrando que o Japão, segunda maior economia do mundo e um parceiro chave para os Estados Unidos, caiu inesperadamente em uma recessão no terceiro trimestre.
Financeiras lideram o caminho de queda depois que o Citigroup afirmou que irá cortar 15 por cento de sua força de trabalho até o início do próximo ano. As ações do Citigroup caíram mais de 6 por cento.
"A mentalidade prevalecente é que isto é o mínimo necessário para começar a estabilizar o navio após um caro ponto de parada", afirmou Matt Kaulfer, gerente de carteira e analista de ações da Clover Capital Management.
"A indústria terá que afundar para se estabilizar antes de nós se quer termos esperanças de crescer novamente."

Ibovespa encerra em queda de 0,2% com construção civil

por Agência ESTADO
17 de Novembro de 2008 18:30

A Bovespa terminou o dia bem melhor do que começou, embora tenha fechado no terreno negativo. A melhora das bolsas norte-americanas à tarde permitiu ao Ibovespa, principal índice, devolver as perdas fortes exibidas desde cedo e subir. Mas a pressão baixista dos papéis do setor siderúrgico e de construção civil levou o índice de volta para baixo, ajudada pelo sinal negativo das ações de Petrobras e Vale.
O Ibovespa perdeu 0,20%, aos 35.717,21 pontos, depois de oscilar entre a mínima de 34.427 pontos (-3,81%) e a máxima de 36.373 pontos (+1,63%). Com o desempenho de hoje, a Bolsa acumula perdas de 4,13%, e, no ano, de 44,09%. O giro financeiro totalizou R$ 3,886 bilhões hoje, dos quais R$ 1,023 bilhão referentes ao exercício de contratos de opções sobre ações.
A segunda-feira reuniu todas as variáveis para as ações caírem. Recessão no Japão, desvalorização das matérias-primas (commodities), indicadores débeis nos Estados Unidos, notícias de cortes de empregos e um encontro pouco produtivo do G-20 (grupo que reúne grandes economias desenvolvidas e emergentes). Nesta madrugada pelo horário do Brasília, chegou a notícia de que a economia japonesa tinha também entrado em recessão - seguindo Reino Unido e zona do euro. No terceiro trimestre, depois de amargar uma queda de 0,9% de abril a junho -, o PIB japonês se contraiu 0,1%.
Nos EUA, a produção industrial dos EUA em outubro até que veio forte (+1,3%), mas o problema foi no dado de setembro, que foi revisado de um número ruim para um ainda pior. Passou de uma queda de 2,8% para uma baixa de 3,7%, a maior desde fevereiro de 1946. O outro dado divulgado lá hoje também foi fraco: o índice Empire State de atividade industrial caiu para -25,43 em novembro, nível recorde de baixa.
Na economia real, o mercado de trabalho mostrou sinais de fraqueza, pelo menos nos fragilizados bancos. O Citigroup vai diminuir seu quadro de funcionários em 50 mil e o HSBC já cortou 450 empregos em suas operações em Hong Kong. E a mineradora australiana BHP Billiton informou que houve um adiamento de pedidos de compra de minério de 5% de sua produção, o que parece ter sido patrocinado pelas siderúrgicas chinesas, segundo analistas.
Diante disso tudo, até que o resultado final desta segunda-feira não é de todo ruim. Às 18h15, o índice Dow Jones caía 0,47%, o S&P, 0,23%, e o Nasdaq, 0,38%.
Na Bovespa, com a queda das commodities, Vale e Petrobras recuaram - Vale ON perdeu 1,29% e PNA recuou 0,82%, enquanto Petrobras ON caiu 0,16% e PN, 1,49%. O preço do petróleo negociado em Nova York caiu 3,66%, para US$ 54,95 por barril. As siderúrgicas tiveram recuo um pouco mais firme e ajudaram a sustentar o Ibovespa em baixa. Gerdau PN perdeu 3,29%, Metalúrgica Gerdau PN, 2,99%, Usiminas PNA, 0,73%. CSN ON foi exceção ao subir 1,72%.
As maiores baixas do Ibovespa, no entanto, foram do setor de construção civil. Gafisa ON liderou as perdas ao cair 8,23%, seguida por Rossi Residencial ON (-7,88%) e Cyrela ON (-6,76%). Resultados fracos no terceiro trimestre, revisão das metas de lançamentos e vendas para 2008 e 2009 e a renovação dos temores de que a recessão das economias desenvolvidas vai contaminar o mercado doméstico explicam o forte desconto do setor, segundo operadores.

IBOV...após 14/11...suportes e resistências...


O Ibovespa após refluir até a mínima em 35.015 pontos, recuperou parte das perdas ao finalizar em 35.790 pontos (- 0,80%), sintonizado com DJI até a penúltima hora do fechamento. O Ibov respeitou o fibo de 38,2% da alta anterior e retomou o fibo de 61,2% em 35.500 pontos. O "candle" no gráfico diário, é um "piercing cheio", que associado ao "martelo" do candle anterior pode estar formando pivô de alta, que necessita ser confirmado com a preservação da mínima nos 35 mil pontos. Os índices futuros antes da abertura poderão confirmar melhor a tendência.

Suportes imediatos: 35.500, 35.300, 34.800 e 33.800 pontos.
Resistências imediatas: 36.250, 36.400, 37.200 e 37.500 pontos.

DJI...após 14/11...suportes e resistências


Após recuar até os 8.472 pontos na primeira metade do pregão, DJI iniciou uma recuperação até a última hora de pregão quando atingiu sua máxima em 8.922 pontos (+0,98%) dando a impressão de que fecharia em alta. Na última meia-hora, porém devolveu todo ganho dessa recuperação, refluiu novamente até a mínina nos 8.470 pontos (-4,13%), mas finalizou logo após em 8.497 pontos ( -3,82%). Apesar dessa realização, o fibo de 50% da alta anterior foi respeitado e o "candle" formado no gráfico diário associado ao candle anterior pode estar sinalizando a formação de um pivô de alta, desde que a mínima de 8.470 pontos seja respeitada. Os mercados futuros sinalizarão melhor a tendência na abertura do pregão.

Suportes imediatos: 8.470, 8.450 e 8.250 pontos.
Resistências imediatas: 8.600, 8.670, 8.800, 8.950 e 9.150 pontos.

sexta-feira, 14 de novembro de 2008

NY fecha em queda com pessimismo sobre economia

por Agência ESTADO
14 de Novembro de 2008 20:42


O mercado norte-americano de ações fechou em queda forte, com os principais índices próximos das mínimas do dia. As bolsas ensaiaram uma recuperação no meio da tarde, mas o movimento de vendas foi retomado na última hora do pregão. Pesaram no sentimento do consumidor os informes de que a Europa e Hong Kong já estão em recessão, o indicador de vendas no varejo nos EUA em outubro e alertas de quedas nos lucros ou nas vendas de empresas de vários setores.
O índice Dow Jones fechou em queda de 337,94 pontos (3,82%), em 8.497,31 pontos. A mínima foi em 8.469,99 pontos e a máxima, em 8.923,18 pontos. O Nasdaq fechou em queda de 79,85 pontos (5,00%), em 1.516,85 pontos, com mínima em 1.513,09 pontos e máxima em 1.587,76 pontos. O S&P-500 caiu 38,00 pontos (4,17%), para fechar em 873,29 pontos, com mínima em 869,88 pontos e máxima em 916,88 pontos. O NYSE Composite caiu 263,16 pontos (4,60%), para 5.452,63 pontos. Na semana, o Dow Jones acumulou queda de 4,99%, o Nasdaq, perda de 7,92% e o S&P-500, recuo de 6,20%.
"Os investidores e as empresas não sabem o que acontecerá no próximo ano, mas não vimos tanta decomposição no mercado de ações em muitos anos. Clientes que pensavam que tinham tolerância a risco em toda a carteira de ações repensaram tudo", afirmou Elizabeth Miller, da Summit Place Financial Advisors.
Das 30 componentes do índice Dow Jones, 28 ações fecharam em queda. As exceções foram General Motors, com alta de 2,03%, e Citigroup, com ganho de 0,74% (depois de o Wal Street Journal publicar que o banco deverá demitir mais 10 mil funcionários, além das 23 mil demissões já anunciadas). Ações de indústrias que sofreriam um impacto forte com uma recessão profunda ou prolongada estavam entre as que mais caíram, como Boeing (queda de 4,91%), DuPont (baixa de 6,35%) e Caterpillar (recuo de 6,22%)
As ações do setor de comércio varejista também sofreram quedas fortes, em reação ao indicador de vendas no varejo (Wal-Mart registrou baixa de 4,04%, Home Depot teve queda de 7,60%). No mesmo setor, as ações da JC Penney caíram 10,43% e as da Abercrombie & Fitch recuaram 20,72%, depois de as duas empresas divulgarem resultados. No setor de tecnologia, as ações da Sun Microsystems subiram 0,98%, depois de a empresa anunciar a demissão de 6 mil funcionários (18% do total); as da Microsoft caíram 5,60% e as da Intel perderam 7,69%. As informações são da Dow Jones.

Ibovespa cai 0,57% hoje e recua 2,38% na semana

por Agência ESTADO
14 de Novembro de 2008 18:45

A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) não conseguiu manter a alta exibida na abertura dos negócios hoje e sucumbiu às perdas exibidas em Nova York, puxadas por uma nova leva de indicadores e números ruins da economia internacional e das empresas estrangeiras. Hoje, não houve um segmento específico a puxar a Bolsa para baixo: caíram as ações da Vale e da Petrobras, de siderúrgicas, bancos, elétricas, construtoras, com a ressalva de que o volume movimentado foi muito fraco. A melhora das Bolsas norte-americanas no fim da sessão da Bovespa permitiu que as perdas fossem diminuídas.
Ao fim dos negócios, o índice Bovespa terminou o dia em baixa de 0,57%, a 35.789,10 pontos, acumulando perdas de 2,38% na semana. No mês, o desempenho é negativo em 3,94% e, no ano, em 43,98%. O índice oscilou entre a mínima de 35.016 pontos (-2,72%) e a máxima de 36.697 pontos (+1,95%). O giro financeiro, fraco, totalizou R$ 3,09 bilhões.
No noticiário do dia, os Estados Unidos registraram queda recorde nas vendas do varejo em outubro, de 2,8%, a quarta desaceleração seguida e a maior em registro, desde que os números começaram a ser recolhidos, em 1992. Antes, já havia sido anunciado que a zona do euro (15 países europeus que compartilham a moeda) entrou em recessão pela primeira vez - embora a França tenha conseguido manter o nariz fora da água. O Produto Interno Bruto (PIB) da zona do euro no terceiro trimestre encolheu 0,2% ante o segundo, depois de ter contraído também 0,2% no segundo trimestre ante o primeiro. A França escapou da recessão, mas viu o PIB do terceiro trimestre minguar para 0,1%. Na Espanha, houve contração da economia de 0,2% no mesmo período.
Ainda no âmbito internacional, no lado corporativo, as varejistas mostraram números ruins, a agência hipotecária Freddie Mac teve prejuízo e ocorreram anúncios de cortes de emprego de empresas, como Sun Microsystems e Citigroup. No Reino Unido, o RBS pretende eliminar 3 mil postos de trabalho.
Mesmo a boa preliminar de novembro do índice de sentimento do consumidor nos EUA, medido pela Universidade de Michigan, não impediu o clima negativo. O indicador subiu para 57,9 em meados deste mês, de 57,6 em outubro, ante previsão dos economistas de que o índice cairia para 55.

Ações
No Brasil, as maiores baixas ficaram com as ações preferenciais classe B (PNB) da Eletropaulo, que caiu 9,22%. Ontem, após o fechamento do mercado doméstico a empresa de energia anunciou que teve lucro líquido de R$ 148,3 milhões no terceiro trimestre de 2008, uma queda de 24,9% na comparação com os R$ 197,5 milhões apurados em igual intervalo do ano passado.
Ainda entre as maiores baixas, TAM PN cedeu 8,45% e as ações ordinárias (ON) das Lojas Renner recuaram 6,01%. Já as maiores altas ficaram com Vivo PN (+8,8%), TIM Participações PN (+8,08%) e Cosan ON (+5,58%).
Entre as ações de primeira linha (blue chips), CSN ON avançou 0,83%. A empresa divulga ainda hoje resultado financeiro do período entre julho e setembro de 2008. Vale ON caiu 0,88% e PN classe A (PNA) teve alta de 1,07%. Petrobras PN recuou 1,61% e ON cedeu 2,07%.

INDZ08...suportes e resistências..


Suportes imediatos: 36.500, 35.300 e 33.000
Resistências imediatas: 38.300, 39.200, 39.500 e 41.000.

IBOV...após 13/11...tendência de alta retomada...


O Ibovespa após iniciar o pregão e rapidamente buscar os 35.700 pontos, com alta de cerca de 4%, refluiu em sintonia com DJI para dar sequência ao triângulo de queda formado, perdendo inicialmente os suportes nos 35 mil pontos, vindo a buscar o forte suporte nos 34 mil pontos. Conseguiu retomá-lo após a mínima em 33.645 e em seguida, retomou com firmeza uma forte alta, ainda em sintonia com DJI, retomando os 35 mil pontos e rompendo os 36 mil pontos até a máxima em 35.244 pontos. Daí refluiu para finalizar em 35.993 ( +4,71%). O "candle" no gráfico diário, é um "martelo vazio", de mostrando a força de reversão iniciada a partir dos 34 mil pontos e sinalizando a retomada da tendência de alta. Todos indicadores gráficos sinalizam a continuidade dessa alta, podendo haver alguma pequena realização intraday face a forte alta verificada. Os índices futuros antes da abertura poderão confirmar melhor a tendência.

Suportes imediatos: 35.100, 33.400 e 33.100 pontos.
Resistências imediatas: 36.400, 37.700, 38.700, 39.600 e 40.500 pontos.

DJI...após 13/11...tendência de alta continua...


Após atingir 8.410 pontos logo após sua abertura, DJI deu sequência à configuração do triângulo de baixa formado, atingindo primeiramente seu objetivo em 8.190 pontos, depois o objetivo em 8050 pontos, intraday e finalmente foi testar o suporte nos 8.000 pontos, onde encontrou forte resistência na mínima em 7.966 pontos. A partir daí, na segunda metade do pregão, iniciou uma exuberante recuperação, atingindo novamente o patamar dos 8.400 pontos, posteriormente os 8.600 pontos e na última hora de pregão retomou o patamar dos 8.800 pontos, vindo buscar a máxima em 8.870 pontos, vindo a finalizar em 8.835 pontos ( +6.67%). O gráfico diário sinaliza a continuidade da alta, mas pode haver alguma realização por haver forte sobrecompra nos indicadores gráficos, por conta dessa forte alta. Os mercados futuros sinalizarão melhor a tendência na abertura do pregão.

Suportes imediatos: 8.770, 8.700 e 8.550 pontos.
Resistências imediatas: 9.040, 9.180 e 9.200 pontos.