quarta-feira, 4 de março de 2009

DJI...após 03/03...suportes e resistências



Suportes imediatos em 6.690, 6.650, 6.600 e 6.550 pontos.
Resistências imediatas em 6.740, 6.830, 6.900 e 7.030 pontos.

IBOV...após 03/03...suportes e resistências


Suportes imediatos em 36.460, 35.600, 35.200, 35.500 e 34.400 pontos.
Resistências imediatas em 36.900, 37.060, 37.230, 37.770, 38.150 e 38.570 pontos.

terça-feira, 3 de março de 2009

Dow Jones termina o dia em nova mínima em 12 anos

por Agência ESTADO
03 de Março de 2009 19:53

O mercado de ações norte-americano fechou em baixa pela quinta sessão consecutiva, com os dados de vendas de automóveis e imóveis residenciais ajudando a perpetuar o pior "mercado do urso" (com tendência de baixa) no pós-Segunda Guerra Mundial. O índice Dow Jones renovou a mínima em mais de 12 anos, enquanto o S&P-500 fechou abaixo dos 700 pontos pela primeira vez desde outubro de 1996.
O índice Dow Jones caiu 37,27 pontos, ou 0,55%, e fechou em 6.726,02 pontos, seu nível mais baixo desde 21 de abril de 1997. O Dow Jones fechou em baixa em 11 das últimas 13 sessões. O S&P-500 recuou 4,49 pontos, ou 0,64%, e fechou em 696,33 pontos - menor nível desde 10 de outubro de 1996 - e acumula um declínio de 56% em relação ao seu recorde registrado em outubro de 2007. O Nasdaq caiu 1,84 ponto, ou 0,14%, e fechou em 1.321,01 pontos, acumulando uma desvalorização de 14% em 12 sessões. O NYSE Composite caiu 26,28 pontos, ou 0,60%, e fechou em 4.334,70 pontos.
As ações da General Electric lideraram as perdas entre as componentes do índice Dow Jones, com uma queda de 7,76%, refletindo as crescentes preocupações dos investidores de que o conglomerado industrial pode perder sua crucial nota de crédito (rating) AAA. As ações da Home Depot caem 5,17%, pressionados pela queda do indicador de vendas pendentes de imóveis para nova mínima em janeiro.
Os dados de vendas de automóveis de fevereiro da Ford e da General Motors, divulgados nesta tarde, confirmaram os sinais do indicador de atividade industrial de ontem. Juntos, os relatórios sugerem que a paralisia econômica, que se estabeleceu a partir da falência do banco Lehman Brothers em setembro, persiste apesar dos mais de US$ 1 trilhão prometidos pelo governo dos EUA para salvar os bancos e estimular a economia.
A GM informou que as vendas totais de veículos nos EUA caíram 52,9% em fevereiro em comparação com o mesmo mês do ano passado, para 127.296 unidades, representando o pior mês de fevereiro desde 1967. Refletindo o estado de desespero do mercado, as ações da GM chegaram a subir mais de 4% depois do anúncio do relatório, mas fecharam em baixa de 1%. As ações da Ford recuaram 3,72%, depois de a companhia ter anunciado uma queda de 48% ao ano nas vendas em fevereiro.
"Considerando a magnitude desta crise, podemos ver, eventualmente, níveis de preços muito baixos antes de alcançarmos o fundo do poço", disseram analistas do Deutsche Bank em nota para clientes. O súbito declínio do mercado para níveis considerados "baratos" "não é um motivo para sugerir uma iminente recuperação sustentável". As informações são da Dow Jones.

Na contramão de NY, Bovespa fecha em alta com Vale

por Agência ESTADO
03 de Março de 2009 18:34

Em uma sessão bastante volátil, a Bovespa conseguiu recuperar uma pequena parte das perdas de ontem, impulsionada pelas ações de Vale e siderúrgicas. Mas o sinal azul não foi constante o dia todo. Embora a análise no início do pregão fosse de recuperação técnica diante das perdas de ontem, a fala do presidente do Federal Reserve (Fed, banco central dos EUA), Ben Bernanke, e mais indicadores ruins nos Estados Unidos causaram estresse no início da tarde. Mas declarações do secretário do Tesouro dos EUA, Timothy Geithner, e do presidente Barack Obama trouxeram alívio.
A Bovespa fechou em alta de 0,64%, aos 36.467,56 pontos. Na mínima do dia, tocou os 35.722 pontos (-1,42%) e, na máxima, os 37.085 pontos (+2,35%). No mês, acumula perdas de 4,49% e, no ano, de 2,88%. O giro totalizou R$ 3,891 bilhões.
A elevação registrada na abertura dos negócios era instável, diante do quadro débil formado pelo noticiário e indicadores ruins da véspera. E ela mostrou essa faceta com as duras declarações de Bernanke, que afirmou a um comitê do Senado que a situação bancária não foi estabilizada, que os indicadores de curto prazo mostram pouco sinal de melhora e que é preciso agir com agressividade para resolver os problemas econômicos. Além disso, o presidente do Fed se disse irritado e desconfortável com a situação da AIG, a seguradora que ontem anunciou prejuízo corporativo recorde na história norte-americana e consumiu mais US$ 30 bilhões do governo para não quebrar - razão do tombo dos mercados ontem.
O índice de vendas pendentes de imóveis residenciais nos EUA ainda amplificou os efeitos das declarações de Bernanke. O dado caiu 7,7%, para 80,4 - menor nível desde que os dados começaram a ser compilados, em 2001. Analistas projetavam queda de 3,5%.
Mas nem tudo foi ruim no discurso de Bernanke. Ele apoiou os esforços da Casa Branca para estimular a economia, ao afirmar que é preciso uma ação agressiva para evitar uma calamidade econômica, mesmo que isso adicione trilhões de dólares à dívida do governo.
E mais tarde, as declarações de Obama, Geithner e também do primeiro-ministro do Reino Unido, Gordon Brown, deram alívio às bolsas norte-americanas, garantindo uma ampliação dos ganhos à Bovespa. O presidente dos EUA disse estar "absolutamente confiante" que seus planos para reavivar a economia e restaurar a estabilidade no sistema financeiro irão funcionar. Gordon Brown, que estava na Casa Branca, emendou que "haverá uma grande mudança regulatória", com a possível criação de um "new deal" (novo acordo) global nos próximos meses. E Timothy Geithner, em audiência em comitê da Câmara, defendeu a ajuda financeira do governo Obama à seguradora AIG e outras instituições financeiras. Em Wall Street, a melhora vista à tarde não durou até o final e o Dow Jones terminou a sessão em baixa de 0,55%.
No Brasil, os papéis da Vale foram a locomotiva do pregão, puxando ainda as ações do setor siderúrgico. Em relatório de ontem, o Citigroup nomeou os ADRs (recibos de ações negociados nos EUA) da Vale e as ações da rival Rio Tinto como melhores escolhas entre as 5 grandes mineradoras globais, e recomendou a compra dos papéis da brasileira. Esta tarde, o Goldman Sachs, também em relatório, reduziu o preço-alvo dos ADRs da Vale, mas manteve a recomendação de compra. Vale ON terminou em alta de 1,92% e Vale PNA, de 2,18%. Os metais fecharam em alta no exterior. As siderúrgicas acompanharam a recuperação da mineradora e subiram.
Petrobras, que nos momentos de melhora das bolsas norte-americanas foi a escolha dos investidores para compra, não sustentou a alta. A ação ON caiu 0,59% e a PN, 0,88%. O preço do petróleo negociado na Bolsa Mercantil de Nova York subiu 3,74%, para US$ 41,65 o barril

IBOV,,,após 02/03...suportes e resistências


Após fechar em forte queda de 5,10 %, próxima da mínima nos 36.196 pontos, o "candle" do gráfico diário é um "marubozu cheio" mostrando a predominância da pressão vendedora. Essa queda deixou alguns indicadores em região de "sobrevenda", o que pode sinalizar possível reação. Porém a maioria dos indicadores sinalizam ainda a tendência de queda.

Suportes imediatos em 36.100, 35.920, 35.700, 35.500 e 34.215pontos.
Resistências imediatas em 36.500, 36.800, 37.300 e 38.000 pontos.

DJI...após 02/03...suportes e resistências


Após a queda de 4,24%, com fechamento praticamente na mínima, o "candle" do gráfico diário se assemelha a um "marubozu cheio" mostrando a predominância da pressão vendedora. Apesar de se encontrar em região "sobrevendida", os principais indicadores ainda apontam a predominância da tendência de queda.

Suportes imediatos em 6.750, 6.650, 6.800, 6.600 e 6.450 pontos.
Resistências imediatas em 6.800, 6.900 e 6.970 pontos.

segunda-feira, 2 de março de 2009

Dow Jones fecha no nível mais baixo desde abril de 1997

por Agência ESTADO
02 de Março de 2009 19:33

O mercado norte-americano de ações fechou com os principais índices em queda forte. O Dow Jones fechou abaixo dos 7 mil pontos pela primeira vez desde 1º de maio de 1997 e no nível mais baixo desde 25 de abril de 1997; o S&P-500 fechou no nível mais baixo desde 25 de outubro de 1996. O Nasdaq fechou apenas 6 pontos acima de sua mínima de fechamento de 20 de novembro do ano passado, de 1.316,12 pontos.

O índice Dow Jones fechou em queda de 299,64 pontos, ou 4,24%, em 6.763,29 pontos. A mínima foi em 6.755,17 pontos e a máxima em 7.058,95 pontos. O Nasdaq fechou em queda de 54,99 pontos, ou 3,99%, em 1.322,85 pontos, com mínima em 1,322,13 pontos e máxima em 1.372,00 pontos. O S&P-500 caiu 34,27 pontos, ou 4,66%, para fechar em 700,82 pontos, com mínima em 699,70 pontos e máxima em 729,57 pontos. O NYSE Composite caiu 256,05 pontos, ou 5,55%, para 4.360,98 pontos.

"Estamos no processo de encontrar o fundo do poço e isso vai demorar algum tempo. Duas coisas precisam acontecer para que o mercado encontre o fundo do poço: o setor financeiro precisa tornar-se saudável e o mercado de moradias precisa se estabilizar", comentou o operador Anthony Conroy, da BNY ConvergEx. Ele disse esperar um processo de "estatização suave" de grandes instituições financeiras, na qual o governo evitaria ter o controle total dos bancos.

Todas as 30 componentes do Dow Jones fecharam em queda. O destaque negativo foi Citigroup, com queda de 20%, devido ao temor de que a mais recente injeção de capital do governo no grupo não será a última, o que diluiria ainda mais a participação dos acionistas minoritários; as ações fecharam a US$ 1,20, nível mais baixo de todos os tempos. Também no setor financeiro, as ações do Bank of America caíram 8,10%, as da American Express recuaram 8,29% e as do JPMorgan Chase perderam 7,40%. As da seguradora AIG subiram 78,75% e fecharam a US$ 0,42, depois do anúncio simultâneo de seu informe de resultados (o maior prejuízo trimestral de uma empresa norte-americana em todos os tempos) e de um terceiro pacote de ajuda do governo.

Os dados da atividade industrial divulgados pela manhã tiveram impacto em ações como General Motors (-10,67%), Caterpillar (-9,91%) e Alcoa (-11,88%). As ações da General Electric, que na sexta-feira havia anunciado um corte de 68% nos dividendos, perderam 10,69%. As ações da Berkshire Hathaway, de Warren Buffett, caíram 4,68%, depois de o investidor admitir que fez "algumas burrices em investimentos" em 2008 e dizer que a economia dos EUA "está em farrapos". As informações são da Dow Jones.

Bovespa cai 5,10% e volta ao nível do início de dezembro

por Agência ESTADO
02 de Março de 2009 18:37

Arrastada pelas bolsas internacionais, a Bovespa iniciou o mês de março com perda superior a 5% e voltou ao nível do início de dezembro, em razão das quedas principalmente em Vale, Petrobras, siderúrgicas e bancos. O clima de aversão a risco se acentuou com o prejuízo recorde da seguradora AIG, com consequente socorro do governo norte-americano, e o reforço no caixa do HSBC, que a instituição fará por meio de emissão de ações. As matérias-primas (commodities) recuaram diante da constatação de que a retração da demanda será elevada.

O Ibovespa caiu 5,10% neste primeiro pregão de março, maior queda porcentual desde 12 de janeiro (-5,24%). Terminou aos 36.234,69 pontos, menor nível desde 5 de dezembro de 2008 (35.347,39 pontos). Tal desempenho anulou os ganhos acumulados no ano até a última sexta-feira e a bolsa passou a recuar 3,50% em 2009. Hoje, tocou a mínima de 36.196 pontos (-5,21%) e a máxima de 38.180 pontos (-0,01%). O giro financeiro totalizou R$ 3,911 bilhões.

As bolsas asiáticas fecharam em baixa, mas foi uma notícia da Europa que puxou o gatilho para ordens de vendas mais firmes. O HSBC confirmou que fará uma emissão de ações de US$ 17,7 bilhões para reforçar seu capital. Os papéis da instituição reagiram em queda, espalhando o sinal por todo o setor. O banco ainda anunciou lucro líquido de US$ 5,73 bilhões em 2008 - ante US$ 19,13 bilhões em 2007 -, corte de dividendos e o fechamento de suas operações de financiamento ao consumidor nos Estados Unidos, resultando na demissão de cerca de 6,1 mil funcionários.

Ainda no velho continente, a União Europeia não aceitou a proposta da Hungria de criar um plano de socorro financeiro aos países da Europa Central e do Leste, analisando caso a caso a ajuda. A Bolsa de Londres caiu 5,33% e a de Paris cedeu 4,48%.

Nos Estados Unidos, o governo anunciou mais uma ajuda à seguradora AIG, já socorrida no ano passado. O anúncio foi feito depois que a empresa revelou prejuízo recorde de US$ 61,66 bilhões, o maior registrado por uma companhia na história dos Estados Unidos. O governo vai injetar US$ 30 bilhões em capital na AIG em troca de ações preferenciais.

Com o sistema financeiro em xeque, as bolsas norte-americanas derreteram. O índice Dow Jones caiu 4,24% e fechou no menor nível desde abril de 1997. O S&P perdeu 4,66% e o Nasdaq recuou 3,99%. Alguns indicadores divulgados hoje até vieram ligeiramente melhores do que as previsões, mas ainda são fracos e não aliviaram o quadro negativo deste início de semana.

As notícias externas ampliaram a aversão a risco nos mercados e derrubaram as commodities, diante da certeza de retração da demanda global. E arrastaram junto as ações de Vale, Petrobras e siderúrgicas no Brasil. Os bancos, que acompanharam seus pares no exterior, também estiveram entre as maiores perdas do dia - embora, no Ibovespa, apenas uma ação tenha destoado e fechado no azul: Natura ON, que subiu 0,14%.

Vale ON recuou 5,67% e PNA, 5,89%. Petrobras ON fechou em baixa de 6,18% e PN, de 5,23%, acompanhando o tombo do petróleo no exterior - na Bolsa Mercantil de Nova York, o barril perdeu 10,30%, cotado a US$ 40,15. As preocupações com o potencial impacto de um desaquecimento na economia mundial sobre a demanda pela commodity e a queda no mercado de ações puxaram os preços para baixo.

domingo, 1 de março de 2009

IBOV...suportes e resistências para a 1a. semana de março.


Desde o final de outubro do ano passado, o Ibovespa vem se movimentando no interior de um "canal de alta", quando saiu de um fundo próximo aos 29 mil pontos, vindo alcançar novo topo há tres semanas, nos 43.440 pontos. Na última "meia-semana" de fevereiro, depois do carnaval, veio buscar o fundo desse canal, nos 37.324 pontos, vindo a fechar posteriormente nos 38.183 pontos, depois de uma abertura na semana nos 38.712 pontos. A figura do "candle" semanal, com a abertura relativamente próxima do fechamento se assemelha a um "doji" que poderia estar indicando indefinição de tendência. A sequência das tres semanas seguidas de queda, deixou vários indicadores "sobrevendidos", o que poderia indicar possibilidade de reversão, na "contramão" dos mercados americanos, em forte tendência de queda. Porém, nessas últimas tres semanas, o Ibovespa parece ter desenhado um novo "sub-canal de baixa", no interior do canal de alta anterior, com objetivos de queda nos 34.000 pontos, caso sejam perdidos os suportes nos 36.600/36.300 pontos, nesta próxima semana. Os principais indicadores do gráfico semanal, sinalizam pela continuidade da queda. Possibilidades de reversão da tendência baixista, somente com fechamento acima dos 40 mil pontos, novamente.

Suportes imediatos em 37.700, 36.600, 36.300, 35.000 e 34.000 pontos.
Resistências imediatas em 38.600, 40.700, 42.300 e 43.500 pontos.

DJI...suportes e resistências para a 1a. semana de março


O gráfico semanal de DJI mostra que desde outubro do ano passado, esse índice vem se movimentando no interior de um "canal de baixa", com fundo recente nos 7.150 pontos que foi perdido com o fechamento desta última semana de fevereiro, nos 7.063 pontos, muito próximo da mínima semanal, nos 7.034 pontos. Confirmada a perda definitiva desse fundo, poderemos ver DJI buscando novo sub-canal de baixa, com objetivos nos 6.400/6.600 pontos. O "candle" do gráfico semanal se assemelha a um "marubozu cheio" demonstrando a forte predominância da pressão vendedora. Alguns indicadores se encontram relativamente sobrevendidos, provocados pelas três semanas seguidas de queda, podendo sugerir possibilidade de reversão. Porém, observando-se os principais osciladores deste gráfico, a tendência predominante ainda é de baixa. A possibilidade de reverter o movimento de baixa, poderá surgir se DJI conseguir finalizar novamente acima dos 7.500 pontos.

Suportes imediatos em 6.980, 6.900, 6.800, 6.650 e 6.400 pontos.
Resistências imediatas em 7.150, 7.200, 7.330, 7.500 e 7.700 pontos.

sábado, 28 de fevereiro de 2009

Commodities...perspectivas para a 1a. semana de março



Fonte: Bloomberg

Situação em 27/02

INDEX NAME VALUE CHANGE OPEN HIGH LOW
UBS BLOOMBERG CMCI 867.35 -7.30 862.20 868.67 852.42
S&P GSCI 336.24 -2.80 332.71 336.64 326.33
RJ/CRB Commodity 211.57 -1.77 213.21 213.34 209.22
Rogers Intl 2365.84 -17.94 2368.91 2369.07 2313.38

Situação em 20/02

INDEX NAME VALUE CHANGE OPEN HIGH LOW
UBS BLOOMBERG CMCI 832.09 -13.39 827.98 834.08 821.02
S&P GSCI 315.00 -2.92 315.32 315.57 305.74
RJ/CRB Commodity 202.47 -2.67 205.14 205.14 201.74
Rogers Intl 2257.28 -21.90 2259.51 2270.41 2206.54

Variação semanal 20/02 a 27/02

INDICE Fechamento (20/02) Fechamento(27/02) VARIAÇÃO SEMANAL (%)
UBS BLOOMBERG CMCI 832.09 867.35 +4,24%
S&P GSCI 315.00 336.24 +6,74%
RJ/CRB Commodity 202.47 211.57 +4,50%
Rogers Intl 2257.28 2365.84 +4,80%

Análise:
Nesta última semana de fevereiro, as commodities praticamente recuperaram a queda de 5,32% da semana anterior. Os principais índices subiram em média +5,07% . Os preços das commodities continuam defasados em média 45% se comparados aos de um ano atrás. O gráfico diário do índice "UBS Bloomberg", traçado em vermelho e semelhante aos demais índices, mostra a formação de um "canal de baixa" nos preços das principais commodities. Nesta primeira semana de março poderemos ter alguma continuidade na recuperação desses preços por haver ainda boa margem para se alcançar o topo desse canal.

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009

Dow Jones cai 12% no mês, o pior fevereiro desde 1933

por Agência ESTADO
27 de Fevereiro de 2009 19:34

Os principais índices de ações do mercado norte-americano fecharam em queda, com o sentimento deprimido pelo novo esforço federal para salvar o Citigroup e o anúncio de corte no pagamento de dividendos da General Electric.
O índice Dow Jones caiu 119,15 pontos, ou 1,66%, e fechou com 7.062,93 pontos, seu nível mais baixo desde abril de 1997. Na semana, o Dow Jones acumulou uma queda de 4,11%, enquanto no mês o índice despencou 12%, marcando o pior mês de fevereiro desde 1933. O S&P-500 recuou 17,74 pontos, ou 2,36%, e fechou com 735,09 pontos, nível mais baixo desde 18 de dezembro de 1996. Na semana, o S&P-500 acumulou uma desvalorização de 4,54% e, no mês, de 10,99%. O Nasdaq caiu 13,63 pontos, ou 0,98%, e fechou com 1.377,84 pontos. Na semana, o Nasdaq acumulou uma queda de 4,40% e, no mês, de 6,68%.
Na última sessão de fevereiro, os operadores continuaram fazendo o que fizeram durante grande parte do mês, vendendo as ações de grandes bancos. "Eu não planejo comprar qualquer ação de banco em nenhum momento no curto prazo. Aquela indústria está indo para zero, alguns vencem, alguns perdem", disse Keith Walter, gerente de carteira da Artio Global Investors.
Na comissão de frente das perdas, as ações do Citigroup fecharam em baixa de 39% para US$ 1,50, depois que o Departamento do Tesouro anunciou o plano para converter até US$ 25 bilhões de ações preferenciais do Tesouro em ordinárias, o que causará diluição no valor das ações ordinárias existentes de quase 75%. Com a operação, o governo americano ficará com 36% do Citi. A incerteza que assola o setor bancário também derrubou as ações do Bank of America, que caíram 25,75%. As ações do JPMorgan fecharam em baixa de 0,87%, enquanto as da American Express recuaram 4,06%.
Os índices aceleraram as perdas no meio da tarde depois que a General Electric disse que sua diretoria deverá reduzir os dividendos em dois terços. As ações da GE fecharam em baixa de 6,48%. As informações são da Dow Jones.

Bolsa perde 2,84% no mês, mas ainda ganha 1,69% no ano

por Agência ESTADO
27 de Fevereiro de 2009 18:52

Em uma sessão bastante volátil, a Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) conseguiu descolar-se de Wall Street na maior parte da tarde, mas fechou praticamente estável, após três pregões seguidos de queda. Os especialistas apontaram que o final de mês, a boa vontade dos investidores com o Brasil, a previsão de corte de pelo menos um ponto porcentual na taxa Selic (juro básico da economia brasileira) em março e o ingresso de recursos estrangeiros garantiram a recuperação do índice Bovespa à tarde.
O Ibovespa terminou o pregão com elevação de apenas 0,01%, aos 38.183,31 pontos. Na semana, recuou 1,37%, fechando o mês de fevereiro com perda de 2,84%. Mas esta queda não conseguiu apagar os ganhos de janeiro, e o acumulado do ano é positivo em 1,69%. Na mínima do dia, a Bolsa tocou os 37.324 pontos (-2,24%) e, na máxima, atingiu os 38.801 pontos (+1,63%). O giro financeiro totalizou R$ 3,817 bilhões. Os dados são preliminares.
A ligeira recuperação das Bolsas em Wall Street na segunda metade do pregão abriu espaço para que os investidores fossem às compras no mercado doméstico. Como hoje é o último dia útil do mês, sempre há uma corrida para garantir um desempenho melhor às carteiras. Além disso, "há boa vontade com o Brasil, com a perspectiva de queda dos juros", destacou o gestor gerente da Infinity Asset, George Sanders.
Essa boa vontade já vem sendo registrada pelas ações da Petrobras há três sessões, contando com hoje, embora os papéis preferenciais (PN), nos minutos finais, tenham virado para baixo e recuado 0,45%. No mês, entretanto, subiram 5,47%. Petrobras ON avançou 0,62% hoje e 7,67% em fevereiro, também com compras dos investidores estrangeiros. Na Bolsa Mercantil de Nova York (Nymex), o contrato futuro do petróleo com vencimento em abril fechou em baixa, de 1,02%, aos US$ 44,76 por barril. Na próxima sexta-feira, a Petrobras divulgará seu balanço do quarto trimestre de 2008.
O analista de investimentos da Spinelli Max Bueno lembrou que a Petrobras está em vantagem em relação a suas equivalentes internacionais, visto que seu custo de produção é mais baixo e o preço dos derivados não foi reduzido apesar da queda do petróleo no mercado externo. "De maneira geral, as empresas brasileiras estão entregando resultados mais fracos do que em 2008, mas com lucros saudáveis", destacou.
As ações PNA da Vale subiram 0,90% hoje, mas acumularam perda de 4,32% em fevereiro. No ano, as ações PNA da Vale têm valorização acumulada de 12,18%. Vale ON subiu 1,21% hoje, acumulou queda de 5,02% em fevereiro, mas no ano a valorização alcança 11,48%.
Mesmo com as condições domésticas mais firmes do que no cenário externo, aqui também há muitas razões com o que se preocupar. Hoje, por exemplo, a Fundação Getúlio Vargas (FGV) anunciou que a confiança do consumidor caiu em fevereiro, de 95,9 pontos em janeiro para 94,6 pontos, o menor patamar da série histórica, iniciada em setembro de 2005. Segundo a entidade, os consumidores estão preocupados com as condições econômicas para os próximos meses e cautelosos no que se refere à compra de bens duráveis.
Mas muito mais do que os dados domésticos, é o quadro internacional que diariamente renova as preocupações com o futuro da economia. Hoje, os dados revistos do Produto Interno Bruto (PIB) dos Estados Unidos mostraram uma queda muito maior do que o previsto no último trimestre de 2008 e arrastaram as bolsas para baixo. O componente adicional de pressão foi o acordo entre o Tesouro dos EUA e o Citigroup para tentar, mais uma vez, salvar a instituição que já foi um dos maiores conglomerados do mundo.
Pelo acordo fechado entre o governo americano e o banco, ficou acertada a troca de até US$ 25 bilhões de ações preferenciais do Citi por ações ordinárias. O Tesouro dos EUA vai assumir 36% do Citigroup em uma operação que não implicará qualquer injeção adicional de recursos do governo dos EUA na instituição.
O índice Dow Jones da Bolsa de Nova York terminou o dia em baixa de 1,66%, aos 7.062,93 pontos. O S&P 500 recuou 2,36%, aos 735,09 pontos, e índice Nasdaq, teve perda de 0,98%, aos 1.377,84 pontos. O setor bancário foi destaque de baixa e os papéis do BofA, por exemplo, caíram 25,75%. Citigroup recuou 39,02%.
Não bastasse o acordo, o PIB dos EUA também não foi nada bom. Na segunda revisão do quarto trimestre, a queda passou de 3,8% para 6,2% na taxa anualizada, ante previsão de -5,4%. Foi o pior resultado trimestral desde os três primeiros meses de 1982. Outro indicador ruim foi o da confiança do consumidor, que recuou para 56,3 em fevereiro, de 61,2 em janeiro.
Para a próxima semana, não se vislumbra um quadro melhor. A volatilidade segue em alta e os indicadores e noticiário sobre o setor bancário dos EUA continuarão na mira. Os destaques da agenda são o relatório do mercado de trabalho norte-americano, na sexta-feira, mesmo dia da produção industrial doméstica.

IBOV...após 26/02...suportes e resistências


Apesar de esboçar forte recuperação na primeira metade do pregão quando atingiu 39.219 pontos ( +2,58%), puxado principalmente por Petro e VALE, o Ibovespa não conseguiu se descolar do "mau humor" de DJI, revertendo toda alta conseguida e fechando em queda, na mínima do dia, nos 38.180 pontos (-0,13%).A figura do "candle" diário se assemelha a um "martelo invertido cheio" sinalizando tendência de queda. Abaixo da mínima anterior, nos 37.700 pontos, poderá levar o Ibovespa a testar suportes em 37.200 e 36.700 pontos, novamente. Possibilidades de reversão dessa tendência de queda no curto prazo, somente com fechamento acima do topo de sexta-feira da semana anterior, nos 39.700 pontos.

Suportes imediatos em 37.900, 37.700, 37.200, 37.100 e 36.700 pontos.
Resistências imediatas em 38.200, 38.650, 38.900 e 39.070 pontos.

DJI...após 26/02...suportes e resistências


DJI tentou romper o patamar dos 7.400 pontos até encontrar resistência na máxima em 7.402 pontos, inferior aos topos de segunda e terça, em 7.440 pontos e 7.405 pontos, respectivamente. A partir daí, refluiu, perdendo importante suporte nos 7.331 pontos até finalizar em 7.182 pontos (-1,22%), próximo da mínima nos 7.174 pontos. Indicadores se encontram sobrevendidos com possibilidade de alguma recuperação, porém "candle" do gráfico diário é um "martelo invertido cheio" sinalizando continuidade da queda. Reversão de tendência, se DJI conseguir finalizar acima dos 7.450 pontos. A perda de 7.100 pontos sinaliza objetivos de queda para DJI nos 6.600/6.800 pontos.

Suportes imediatos em 7.240, 7.120, 7.070 e 6.950 pontos.
Resistências imediatas em 7.300, 7.360, 7.440 e 7.530 pontos.

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009

Bolsa de NY encerra o dia em baixa com setor de saúde

por Agência ESTADO
26 de Fevereiro de 2009 19:11


O mercado de ações norte-americano devolveu os ganhos iniciais e fechou em baixa, com os investidores digerindo a proposta de orçamento do presidente Barack Obama, que pesou sobre o sentimento com relação às companhias que fornecem crédito estudantil, como a SLM, e as companhias de saúde, como a Humana. Essas perdas anularam os ganhos das ações do setor financeiro.
O índice Dow Jones caiu 88,81 pontos, ou 1,22%, e fechou com 7.182,08 pontos. O Nasdaq recuou 33,96 pontos, ou 2,38%, e fechou com 1.391,47 pontos. O S&P-500 caiu 12,07 pontos, ou 1,58%, e fechou com 752,83 pontos, enquanto o NYSE Composite recuou 40,15 pontos, ou 0,84%, e fechou com 4.713,02 pontos.
Na proposta orçamentária de Obama, sua administração tenta lidar com a crescente recessão. Contudo, alguns setores ficaram sob pressão de baixa na reação inicial ao plano. Notadamente, os investidores estão preocupados em como as companhias de crédito estudantil vão sobreviver se a administração Obama acabar com as tarifas pagas aos bancos que proporcionam crédito aos estudantes, como foi proposto no projeto do orçamento. As ações das companhias desse setor despencaram, como as da SLM, que fecharam em baixa de 31%.
As ações das companhias do setor de saúde também caíram em reação ao projeto de orçamento, que detalhou planos de financiar uma boa parte da reforma do setor de saúde com um corte de US$ 175 bilhões em pagamentos às empresas de seguro-saúde do setor privado que atendem ao programa governamental Medicare. O projeto prevê um mix de aumento de impostos e cortes nos pagamentos a seguradoras, hospitais e farmacêuticas para ajudar a formar um fundo de reserva de US$ 634 bilhões em dez anos para ampliar a cobertura de saúde pelo governo norte-americano.
As ações da Humana lideraram as perdas, com uma queda de 19,5%. Além disso, Aetna caiu 11,3% e Cigna fechou em baixa de 8,5%. Entre as componentes do índice Dow Jones, Merck fechou em baixa de 6,70%, Johnson & Johnson recuou 2,82% e Pfizer fechou em baixa de 2,91%.
Por outro lado, o setor financeiro teve um dia positivo, com a Casa Branca buscando mais fundos para dar assistência às instituições problemáticas. As ações do JPMorgan Chase lideraram os ganhos, com uma alta de 6,07%, depois que o banco informou que vai eliminar cerca de 12 mil empregos à medida que integra as operações do Washington Mutual. As ações do Bank of America subiram 3,10%, impulsionados pelos informes de que está buscando vender o First Republic Bank, um banco privado herdado no acordo para aquisição do Merrill Lynch. As informações são da Dow Jones.

Bovespa vira no final e tem 3ª queda seguida

por Agência ESTADO
26 de Fevereiro de 2009 18:39

Pelo terceiro pregão seguido, a Bovespa fechou em baixa, numa inversão de rumo nos últimos minutos de negociação. Vale, Petrobras e bancos, no entanto, deram resistência ao principal índice à vista, que recuou bem menos do que as bolsas norte-americanas.
O Ibovespa caiu 0,13%, para fechar aos 38.180,18 pontos, mínima pontuação do dia. Na máxima, registrou 39.219 pontos (+2,58%). Nestas três sessões seguidas de perdas, recuou 3,9%. No mês, acumula queda de 2,85%, mas, no ano, sobe 1,68%. O giro totalizou R$ 3,38 bilhões.
As blue chips (ações de primeira linha) domésticas subiram em decorrência do comportamento das matérias-primas (commodities) no mercado externo, que fecharam, majoritariamente, no azul. Na Bolsa Mercantil de Nova York, o petróleo terminou o dia a US$ 45,22 o barril, o maior nível em um mês, com elevação de 6,40%. Vale e Petrobras também registraram compras de investidores estrangeiros. Vale PNA avançou 0,19%, mas Vale ON fechou estável, zerando os ganhos no final. Petrobras ON registrou aumento de 0,78% e PN, de 1,03%.
No caso dos bancos, os papéis acompanharam o comportamento do setor no mercado externo. Bradesco PN subiu 0,71%, Itaú PN ganhou 0,22% e BB ON avançou 0,79%. Unibanco Unit, exceção, recuou 0,08%. Nossa Caixa ON avançou 0,97%. A instituição anunciou hoje lucro líquido de R$ 646,537 milhões em 2008, um aumento de 113,29% em relação ao ano anterior.
Na Europa, o Reino Unido anunciou o Programa de Proteção de Ativos, que beneficiará os bancos que quiserem aderir até 31 de março. As instituições também poderão utilizar o programa para garantir ativos tóxicos de seus balanços. Esse programa ajudará o Royal Bank of Scotland (RBS), que deve levantar US$ 35,7 bilhões. A ajuda veio em boa hora, já que o banco teve o maior prejuízo da história corporativa do Reino Unido.
Também a União Europeia anunciou que os governos do bloco concordaram em elevar o nível de cobertura dos depósitos bancários para 50 mil euros a partir de junho e para 100 mil euros a partir do final de 2010. O objetivo é ajudar a restabelecer a confiança no setor bancário.
Com tais notícias, o setor liderou os ganhos nas bolsas da Europa, que subiram. A de Londres teve valorização de 1,73%, a de Paris avançou 1,78% e a de Frankfurt subiu 2,51%.
Nos Estados Unidos, o setor financeiro também registrou ganhos, mas as bolsas viraram no final puxadas pelos papéis das companhias de saúde. Os investidores se desfizeram dessas ações diante das preocupações com as implicações dos planos da administração do presidente Barack Obama para o setor. O projeto de Orçamento enviado por Obama ao Congresso detalhou planos de financiar uma boa parte da reforma do setor de saúde com um corte de US$ 175 bilhões em pagamentos às empresas de seguro-saúde do setor privado que atendem ao programa governamental Medicare. O Dow Jones recuou 1,22%, o S&P perdeu 1,58% e o Nasdaq, 2,38%.
Saíram hoje os pedidos de auxílio-desemprego, as vendas de imóveis residenciais novos e as encomendas de bens duráveis, todos bem piores do que as previsões. O balanço da General Motors também surpreendeu, pelo tamanho do prejuízo: US$ 9,6 bilhões no quarto trimestre do ano passado, ou US$ 30,9 bilhões no ano. As ações caíram 6,67%.

IBOV...após 25/02...suportes e resistências


O Ibovespa em sintonia com DJI, não conseguiu recuperar os 40 mil pontos e fechou em queda, nos 38.232 pontos (-1,25%), após a máxima nos 38.930 e mínima nos 37.694 pontos. A figura do "candle" diário se assemelha a um "piercing cheio" demonstrando que o Ibovespa não teve forças para garantir a reversão da tendência de queda. A máxima abaixo dos 39 mil pontos e a mínima praticamente em cima da LTA de médio prazo, sinalizam que a perda dessa mínima poderá manter o Ibovespa em tendência de queda, com objetivos em 36.700 e 35 mil pontos.

Suportes imediatos em 38.100, 37.830, 37.700, 37.300 e 37.100 pontos.
Resistências imediatas em 38.400, 39.000, 39.600 e 40.000 pontos.

DJI...após 25/02...suportes e resistências


Apesar de encontra suporte na mínima em 7.156 pontos, acima do fundo de segunda, nos 7.100 pontos, DJI não conseguiu reverter a tendência baixista, ao encontrar resistência na máxima em 7.404 pontos, inferior ao topo de segunda, em 7.440 pontos. Indicadores se encontram ainda sobrevendidos sinalizando possibilidade de recuperação. Candle diário semelhante a um "piercing cheio" sinaliza fraqueza para possível retomada de alta. Reversão de tendência, se DJI finalizar acima dos 7.500 pontos. A perda de 7.100 pontos sinaliza objetivos de queda para DJI nos 6.600/6.700 pontos.

Suportes imediatos em 7.240, 7.120, 7.070 e 6.950 pontos.
Resistências imediatas em 7.300, 7.360, 7.440 e 7.530 pontos.

Juro real cai a 6% e marca novo recorde

por Luiz Sérgio Guimarães de Valor Econômico

26/2/2009

O juro real para 12 meses bateu ontem recorde histórico de baixa. As duas pontas que formam a taxa real caíram. Resultado da diferença entre o juro nominal para os próximos 360 dias, que cedeu ontem de 10,94% para 10,88%, e da projeção de IPCA para o mesmo período feita pelo Boletim Focus do BC - que recuou de 4,63% para 4,60% -, o juro real reduziu-se a 6%, menor patamar da série histórica. É este o piso do custo do dinheiro básico usado para o cálculo dos empréstimos bancários. Num dia de incertezas no mercado americano, os juros cederam em bloco no mercado futuro da BM&F e o dólar fechou em baixa de 0,71% no mercado cambial à vista, cotado a R$ 2,3750. A percepção dos analistas é de que o governo brasileiro não pode depender dos desdobramentos da crise nos EUA. Precisa estimular a economia doméstica sem esperar por um desfecho iminente das turbulências. Os fatos desta semana mostraram que tão cedo os grandes bancos americanos não irão recuperar a sua credibilidade internacional e a sua capacidade de emprestar. A via mais rápida para a restauração da confiabilidade seria a nacionalização do sistema. Não virá. A administração Obama seguirá o plano lento e minudente de retomada da confiança. O primeiro passo, chamado de "teste de estresse", foi dado ontem. O segundo, a busca de dinheiro privado, durará seis meses. Só depois poderá haver, se necessária, uma "estatização branca e branda". Enquanto isso, a economia global patinará. Wall Street nem teve fôlego e ânimo para comemorar as novas declarações do presidente do Fed, Ben Bernanke. Em depoimento prestado ontem ao Comitê de Serviços Bancários da Câmara dos EUA, Bernanke deixou bem clara a posição do governo sobre o debate em torno da necessidade ou não de estatizar grandes bancos, já que, segundo ele, os pequenos e médios que emergiram dos escombros da crise estão sólidos e confiáveis. Os grandes ainda não. Nem por isso se fará a estatização. Bernanke não quer e não irá fazer a nacionalização, pelo menos nos moldes definidos por ele. Em sua opinião, um banco só se transforma em estatal se o governo detiver controle absoluto, equivalente a 100% do capital.