sábado, 9 de maio de 2009

Commodities...perspectivas para a 2a. semana de maio


Fonte: Bloomberg
Situação em 08/05

INDEX NAME VALUE CHANGE OPEN HIGH LOW
(Vermelho)UBS BLOOMBERG CMCI 1037.06 9.85 1036.20 1041.22 1026.87
(Laranja)S&P GSCI 411.44 10.38 406.70 411.61 404.34
(Verde)RJ/CRB Commodity 243.23 3.70 239.65 243.23 239.53
(Azul)Rogers Intl 2788.99 49.50 2762.93 2791.83 2746.63

Situação em 01/05

INDEX NAME VALUE CHANGE OPEN HIGH LOW
UBS BLOOMBERG CMCI 988.44 31.37 964.72 990.47 964.29
S&P GSCI 379.01 13.16 364.56 380.00 363.57
RJ/CRB Commodity 225.85 .77 225.08 225.95 224.77
Rogers Intl 2611.86 84.75 2527.58 2620.61 2519.94

Variação semanal 01/05 a 08/05

INDICE Fechamento (01/05) Fechamento(08/05) VARIAÇÃO SEMANAL (%)

UBS BLOOMBERG CMCI 988.44 1037.06 +4,92%
S&P GSCI 379.01 411.44 +8,56%
RJ/CRB Commodity 225.85 243.23 +7,70%
Rogers Intl 2611.86 2788.99 +6,78%

Análise:
Nesta primeira semana de maio, as commodities finalizaram em forte alta em relação à semana anterior, fechando em +7,00% , na média dos quatro índices. Essa forte alta, repercutiu nas ações de petrolíferas, mineradoras, siderúrgicas e demais empresas atreladas às commodities, fazendo com que o Ibovespa retomasse o patamar dos 50 mil pontos. Essa alta nos preços reduziram a defasagem em que se encontravam para cerca de (na média desses 4 índices) -38%, quando comparados aos preços praticados há um ano atrás. O gráfico diário do índice "UBS Bloomberg", traçado em vermelho e semelhante aos demais índices, mostrava os preços se movimentando recentememte em uma "cunha ascendente". Nesta semana, essa cunha foi rompida para cima (quando já indicava uma possibilidade de retração nos preços) de forma surpreendente e agora parece já ter consolidado um provável "canal ascendente" nesses índices. As duas semanas seguidas de forte alta, deixaram muitos indicadores "esticados", sugerindo eventual correção. No entanto, a forte defasagem nos preços praticados há um ano atrás, permite ainda boas possibilidades de continuidade da alta.

sexta-feira, 8 de maio de 2009

Bolsa de NY fecha em alta com otimismo sobre economia

por Agência ESTADO
08 de Maio de 2009 18:31

O mercado norte-americano de ações fechou em alta, com os índices Dow Jones e S&P-500 passando a acumular ganhos em oito das últimas nove semanas; o Nasdaq agora acumula nove semanas consecutivas de altas. Operadores atribuíram a alta ao sentimento de que a recessão nos EUA está perto de terminar, apesar da redução de mais de meio milhão no número de postos de trabalho nos EUA em abril. A revelação, no fim da tarde de quinta-feira, de que dez bancos norte-americanos precisarão elevar seu capital em US$ 74,6 bilhões num prazo de seis meses não abalou o otimismo dos investidores. A alta de hoje foi liderada pelas ações dos bancos.
"O fator mais relevante, aqui, é que há uma recuperação em andamento, o que basicamente supera quaisquer outros problemas. Se estivéssemos para ter mais dois trimestres com contrações de 6% no PIB, não haveria maneira de os bancos lidarem com isso. Como não teremos isso, eles estão bem. O sistema está alavancado dos dois lados. Por isso, parece que teremos qualquer coisa, menos estabilidade", comentou Lorenzo DiMattia, gerente do fundo de hedge Sibilla Global Fund.
As ações dos bancos estavam entre as que mais subiram, tanto as daqueles que não precisarão levantar capital, como JPMorgan Chase (+10,50%), American Express (+9,36%), Goldman Sachs (+4,38%), Fifth Third Bancorp +58,81%), como aqueles que terão de fazer isso (Citigroup +5,51%, Bank of America +4,89%, Wells Fargo +12,80%); os ADRs de bancos estrangeiros também subiram, entre eles Deutsche Bank (+9,87%) e Mitsubishi UFJ (+10,86%).
O sentimento otimista quanto à economia beneficiou ações como General Electric (+4,08%), Boeing (+5,28%) e Caterpillar (+4,54%). No setor de tecnologia, as ações da Intel caíram 3,04% e as da IBM recuaram 1,07%. As ações da agência semigovernamental de crédito hipotecário caíram 2,27%, depois de ela anunciar que teve um prejuízo líquido de US$ 23,2 bilhões no primeiro trimestre e que precisará de mais US$ 19 bilhões em recursos do governo. As da seguradora AIG, que havia divulgar resultados ontem depois do fechamento, subiram 3,08%.
O índice Dow Jones fechou em alta de 164,80 pontos (1,96%), em 8.574,65 pontos. O Nasdaq fechou em alta de 22,76 pontos (1,33%), em 1.739,00 pontos. O S&P-500 subiu 21,84 pontos (2,41%), para fechar em 929,23 pontos. Na semana, o Dow acumulou uma alta de 4,41%, o Nasdaq, um ganho de 1,15% e o S&P-500, um avanço de 5,89%. As informações são da Dow Jones.

Ibovespa acumula ganho de 38,51% em nove semanas

por Agência ESTADO
08 de Maio de 2009 18:04

O relatório do mercado de trabalho norte-americano não comprometeu e a Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) registrou hoje sua nona semana de elevação, período no qual os ganhos superam o desempenho acumulado de 2009. As ações de Petrobras e de BM&FBovespa conduziram o avanço, mas a garantia para a valorização veio de Wall Street, onde as Bolsas também fecharam no azul.
O índice Bovespa (Ibovespa) encerrou a sexta-feira na máxima pontuação do dia, em alta de 2,67%, aos 51.395,99 pontos. Nesta semana (e no mês), acumulou ganho de 8,68%, e nas nove semanas em que subiu até agora a valorização atinge 38,51%. Em 2009, o índice acumula elevação de 36,87%. Na pontuação mínima do dia, o Ibovespa atingiu 50.051 pontos (-0,01%). O giro financeiro totalizou R$ 4,984 bilhões (dado preliminar).
A volta ao terreno positivo depois de uma breve realização de lucros ontem foi garantida pelo dado 'menos pior' do que as previsões do relatório de abril sobre vagas de trabalho nos Estados Unidos, o que deu continuidade ao fluxo de entrada de investidores estrangeiros no Brasil.
Um relatório do Citigroup também pode entrar na conta da Bolsa hoje. Os estrategistas de ações para América Latina da instituição elevaram a recomendação para o mercado de ações brasileiro de "neutra" para "overweight" (acima da média) em sua carteira regional, colocando-o como "top pick" entre os mercados latino-americanos. O Citigroup elevou também a meta para o índice Bovespa de 55.000 pontos para 60.000 pontos no final do ano.
Nos EUA, em abril, foram fechadas 539 mil vagas de trabalho, número inferior aos 610 mil cortes esperados e o menor desde o corte de 380 mil empregos registrado em outubro do ano passado. A taxa de desemprego, por sua vez, subiu para 8,9% no mês passado, mas ficou em linha com a estimativa.
E se os dados de emprego agradaram, o resultado dos testes de estresse dos bancos americanos conhecido ontem após o fechamento do mercado também não atrapalhou, uma vez que a leitura também foi de que os números foram melhores do que as previsões.
Mesmo que os testes mostraram a necessidade de 10 de 19 bancos levantar US$ 75 bilhões em capital, foram as instituições financeiras que garantiram a alta das Bolsas americanas hoje. O Dow Jones terminou em +1,96%, aos 8.574,65 pontos, o S&P com +2,41%, aos 929,23 pontos, e o Nasdaq com +1,33%, a 1.739,00 pontos. Bank of America avançou 4,89%, Citigroup, 5,51%, JPMorgan, 10,50%, e American Express, 9,36%.
No Brasil, os bancos avançaram, mas os ganhos foram modestos em relação a seus pares. Bradesco PN teve a maior variação do segmento (+2,76%), seguido por BB ON (+1,65%) e Itaú Unibanco PN (+1,17%).
Os destaques ficaram com BM&FBovespa e Petrobras, embora, à tarde, Vale e siderúrgicas tenham ampliado os ganhos vistos mais cedo. Com a volta dos estrangeiros e, consequentemente, maior volume negociado na Bolsa, é natural que as ações da instituição também avancem. Hoje, BM&FBovespa ON foi a segunda maior alta do Ibovespa, ao subir 7,79%, a R$ 10,10. Em maio, já acumula 14,26% de alta. A empresa divulga seu balanço trimestral na próxima terça-feira.
Petrobras acompanhou a alta firme do petróleo no exterior. O contrato da commodity para junho terminou em elevação de 3,39%, a US$ 58,63. Uma das justificativas para a alta é a expectativa dos investidores de que a retomada da economia já tenha começado e que isso significará maior demanda pelo produto. Petrobras ON subiu 3,48% e PN, 3,19%.
Em dia de queda dos metais básicos, Vale conseguiu subir, embora operadores tenham citado que o balanço do primeiro trimestre ainda pesa um pouco sobre as ações. A ON avançou 1,43% e a PNA, 2,09%.
No setor siderúrgico, CSN ON avançou 3,49%, Usiminas PNA, 3,12%, Gerdau PN, 2,85%, e Metalúrgica Gerdau PN, 3,18%. O UBS Pactual rebaixou de "compra" para "neutra" a recomendação para os papéis da Gerdau, na esteira da divulgação dos resultados da companhia no primeiro trimestre de 2009, mas elevou de R$ 18,50 para R$ 21,00 por ação o preço-alvo, com o objetivo de refletir o valor atribuído à companhia no longo prazo.

quinta-feira, 7 de maio de 2009

IBOV...após 07/05...suportes e resistências


O Ibovespa abriu nos 51.499 pontos e na primeira hora de pregão veio atingir a máxima em 52.078 pontos. Daí em sintonia com DJI, refluiu rapidamente até encontrar suporte na mínima nos 49.743 pontos (-3,40%). Retomou, no final do pregão, os 50 mil pontos para finalizar em 50.058 pontos (-2,80%).O "candle" formado no gráfico diário do Ibovespa é um "piercing cheio" indicativo de indefinição de tendência, após a forte realização ocorrida. Os principais osciladores do gráfico diário sinalizam pela continuidade da queda, mas os indicadores do gráfico de "30 minutos" sugerem a retomada da alta.

Suportes imediatos em 49.740, 49.650, 49.000 e 48.000 pontos.
Resistências imediatas em 50.400, 50.700, 51.000 e 51.900 pontos.

DJI...após 07/05...suportes e resistências


DJI abriu nos 8.513 pontos e no início do pregão veio encontrar resistência na máxima em 8.575 pontos. A partir daí iniciou um processo de realização, primeiramente perdendo o patamar dos 8.500 pontos, depois os 8.400 pontos, quando encontrou suporte na mínima em 8.358 pontos. A partir daí, iniciou um movimento de recuperação até finalizar em 8.410 pontos (-1,17%). O "candle" do gráfico diário de DJI é um "piercing" de indefinição, decorrente do resultado do "teste de estresse" do sistema financeiro americano, a ser divulgado pós-pregão. Os principais osciladores do gráfico diário sinalizam a continuidade da realização, mas o gráfico de "30 minutos" mostra tendência de alta decorrente da reação verificada na última hora de pregão.

Suportes imediatos em 8.407, 8.310, 8.270 e 8.130 pontos.
Resistências imediatas em 8.460, 8.530 e 8.630 pontos.

Cautela leva Bolsa de Nova York a fechar em baixa

por Renato Martins de Agência ESTADO
07 de Maio de 2009 17:53

Nova York - O mercado norte-americano de ações fechou em queda, com os investidores mostrando cautela antes da divulgação oficial do resultado dos "testes de estresse" feito pelas autoridades reguladoras em 19 grandes bancos dos EUA, ainda hoje, e dos dados do nível de emprego em abril, amanhã de manhã. Resultados de empresas como Cisco Systems e General Motors também contribuíram para a queda.
As ações do banco Wells Fargo caíram 7,75%, depois de a instituição anunciar uma oferta de ações no valor de US$ 6 bilhões; informações "vazadas" sobre o "teste de estresse" indicavam que o governo quer que o Wells Fargo levante mais capital. Outros destaques no setor bancário foram Bank of America (+6,46%), Citigroup (-1,30%), American Express (-4,31%), JPMorgan Chase (-5,32%), Goldman Sachs (-3,94%) e Bank of New York Mellon (-3,12%). As ações da seguradora AIG, que divulgaria resultados depois do fechamento, subiram 5,98%.
No setor de tecnologia, as ações da Cisco Systems caíram 3,37%, depois de a empresa divulgar resultados; entre os destaques negativos do setor estavam as ações das fabricantes de semicondutores, como Intel (-2,17%) e AMD (-6,96%).
As ações da General Motors caíram 3,61%, em reação a seu informe de resultados; as da Wal-Mart subiram 0,77%, em reação a seu informe de vendas de abril. No setor de telecomunicações, as ações da AT&T caíram 4,46% e as da Verizon recuaram 2,93%, depois de rebaixamento de recomendação pelos analistas do JPMorgan Chase.
O índice Dow Jones fechou em queda de 102,43 pontos (-1,20%), em 8.409,85 pontos. O Nasdaq fechou em queda de 42,86 pontos (-2,44%) em 1.716,24 pontos. O S&P-500 caiu 12,14 pontos (-1,32%), para fechar em 907,39 pontos. As informações são da Dow Jones.

Bovespa segue NY e tem a primeira queda em maio

por Agência ESTADO
07 de Maio de 2009 17:40

Balanços ruins e a inversão para baixo das Bolsas norte-americanas levaram a Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) a interromper um ciclo de cinco altas seguidas. Como os ganhos superaram 12% nesses últimos pregões, a correção hoje também não foi modesta. Com o peso sobretudo de Vale, Gerdau e bancos, o índice Bovespa (Ibovespa) chegou a cair abaixo de 50 mil pontos, mas conseguiu garantir esse patamar no fechamento.
O Ibovespa terminou a quinta-feira com recuo de 2,80%, aos 50.058,06 pontos. Na mínima do dia, tocou os 49.743 pontos (-3,41%) e, na máxima, os 52.079 pontos (+1,12%). No mês, acumula alta de 5,86% e, no ano, alta de 33,31%. O giro financeiro totalizou R$ 5,769 bilhões (dado preliminar).
Na Bovespa, assim como em Nova York, os índices acionários abriram o dia em alta, mas mudaram de rumo ainda pela manhã. No exterior, embora os indicadores econômicos tenham vindo melhores do que as previsões, as Bolsas viraram para baixo influenciadas pela queda do setor de tecnologia, já que o balanço da Cisco Systems desagradou. O setor financeiro também pesou, com os investidores à espera do resultado dos testes de estresse dos bancos ao final do expediente no mercado.
O Dow Jones terminou o dia em queda de 1,20%, aos 8.409,85 pontos, S&P caiu 1,32%, aos 907,39 pontos, e Nasdaq, de 2,44%, a 1.716,24 pontos. Bank of America (BofA) avançou 6,46%, mas Citigroup perdeu 1,30%, JPMorgan terminou com recuo de 5,32% e American Express, de 4,31%. As ações da GM perderam 3,61%. A montadora anunciou prejuízo líquido de US$ 6 bilhões no primeiro trimestre.
No Brasil, Vale, siderúrgicas - destaque para Gerdau - e bancos estiveram à frente das ordens de vendas, que contaram com a atuação dos estrangeiros. Petrobras também acabou virando para baixo, depois de uma abertura positiva, mas seu recuo foi limitado pela alta do petróleo. Na Bolsa Mercantil de Nova York (Nymex), o contrato de petróleo com vencimento em junho terminou em US$ 56,71 por barril, com variação positiva de 0,66%.
A ação ordinária (ON) da Petrobras perdeu hoje 1,92%, e a preferencial (PN), -1,75%. Em entrevista à Agência Estado, o diretor financeiro da Petrobras, Almir Barbassa, disse apostar na capitalização da empresa por meio de reservas atualmente nas mãos do governo como uma forma de viabilizar a exploração de petróleo do pré-sal, sem promover uma alavancagem da estatal superior à meta de 35%.
Vale ON caiu 3,75% e PNA, -3,23%. Ontem à noite, a mineradora anunciou seu balanço do primeiro trimestre, no qual revelou queda de 32,5% no lucro líquido, para US$ 1,363 bilhão, pelo padrão contábil dos EUA.
Gerdau PN recuou 4,99%. A empresa teve queda de 96,7% no lucro líquido do primeiro trimestre, para R$ 34,999 milhões, em relação a igual período do ano passado. Metalúrgica Gerdau PN terminou em -5,07%, CSN ON, em -2,83%, e Usiminas PNA, -1,94%.
Nos bancos, o destaque de baixa ficou com o Itaú Unibanco, que recuou 7,57% na ação PN e 4,55% na ON. A queda foi bancada pela volta dos rumores de que o Bank of America poderia se desfazer das ações que detêm no banco brasileiro. Bradesco PN perdeu 4,37% e BB ON, 5,03%.

IBOV...após 06/05...suportes e resistências


Movido pelos mercados futuros em alta, o Ibovespa abriu nos 50.675 pontos refluiu rapidamente até a mínima nos 50.671 pontos, e gradativamente retomou o patamar dos 51 mil pontos, até encontrar resistência nos 51.660 pontos; refluiu até os 51.300 pontos, depois rompeu essa resistência, até alcançar nova máxima nos 52.095 pontos. A partir daí, realizou novamente até os 51.300 pontos para finalizar em 51.499 pontos (+1,64%).O "candle" formado no gráfico diário do Ibovespa é um "martelo invertido" indicativo de tendência de queda. Como a formação desse "candle" ocorreu no topo do "canal de alta" do Ibovespa, é muito provável estarmos diante de uma reversão de tendência. A confirmação dessa reversão poderá ocorrer por um fechamento em queda, nesta quinta. Os principais osciladores do gráfico diário continuam fortemente "sobrecomprados" sugerindo uma correção, antes que o Ibovespa possa dar continuidade ao movimento de alta, com objetivos nos 52.700/53 mil pontos.

Suportes imediatos em 50.910, 50.470, 50.013, 49.800 e 49.300 pontos.
Resistências imediatas em 51.870, 52.100, 52.390 e 52.700 pontos.

DJI...após 06/05...suportes e resistências


DJI abriu na mínima nos 8.403 pontos e gradativamente coseguiu retomar o patamar dos 8.500 pontos, onde foi encontrar resistência na máxima em 8.518 pontos. Finalizou praticamente na máxima, em 8.512 pontos (+1,21%). O "candle" do gráfico diário de DJI é um "marubozu", mostrando a predominância da pressão compradora. Os principais osciladores do gráfico diário continuam fortemente "sobrecomprados", sugerindo uma possível realização, antes de alcançar novos objetivos de alta.

Suportes imediatos em 8.500, 8.420, 8.360 e 8.310 pontos.
Resistências imediatas em 8.530, 8.590 e 8.620 pontos.

quarta-feira, 6 de maio de 2009

Bolsa de NY fecha em alta com bancos e dados de emprego

por Agência ESTADO
06 de Maio de 2009 18:25

O mercado norte-americano de ações fechou em alta, com os principais índices se aproximando dos níveis mais altos do ano. Participantes do mercado apostaram em ações de bancos como Bank of America, Citigroup e Wells Fargo, na véspera da divulgação oficial do resultado dos "testes de estresse" a que as grandes instituições financeiras foram submetidas como condição para receberem recursos do governo; informes sobre os resultados estão "vazando" para a imprensa desde a segunda-feira.
Outro fator para a alta foi a diminuição do pessimismo quanto à economia, depois da divulgação de dois indicadores de emprego: a estimativa do número de postos de trabalho criados no setor privado em abril, da Automatic Data Processing/Macroeconomic Advisors (eliminação de 491 mil empregos, quando os economistas previam uma queda de 650 mil) e o número de demissões anunciadas por grandes empresas, da Challenger, Gray & Christmas (132.590, número mais baixo desde outubro).
"Também tivemos alinhados vários indicadores antecedentes baseados no mercado. Há uma curva de juros muito inclinada, uma redução dos spreads no mercado de crédito, inclusive uma queda na taxa Libor, e altas nos preços das commodities. Basicamente, temos todas essas coisas se juntando e também uma expansão monetária de três dígitos, realmente sem precedentes. Com tudo isso, seria incomum não ver algum tipo de crescimento econômico até o fim do ano", comentou o economista Michael Darda, da MKM Partners.
Sobre a alta forte das ações dos bancos, o operador Joseph Saluzzi, da Themis Trading, observou que ela foi determinada por participantes de curto prazo. Segundo ele, transações com ações de Bank of America, Citigroup, Wells Fargo, JP Morgan Chase e outras três companhias do setor financeiro representaram 39% de todos os negócios com ações listadas no NYSE Composite.
Em reação a informações "vazadas" sobre os "testes de estresse", as ações do Bank of America subiram 17,07% e as do Citigroup avançaram 16,62%. Outros destaques no setor foram Wells Fargo (+15,59%), Bank of New York Mellon (+11,13%), JPMorgan Chase (+6,89%), Morgan Stanley (+4,78%), Goldman Sachs (+2,97%) e American Express (+2,15%).
As ações da Disney, que havia divulgado resultados ontem depois do fechamento, subiram 11,75%; as da General Motors, que divulga resultados nesta quinta-feira, caíram 10,27%. As ações do setor de energia subiram, em reação à alta dos preços do petróleo (ExxonMobil +1,37%, Chevron +3,59%). Entre as ações de empresas que divulgariam resultados depois do fechamento, os destaques foram Cisco Systems (-0,10%) e News Corp. (+4,65%).
As ações da Dow Chemical caíram 6,98%, depois de a empresa revelar que terá de vender ações para levantar o US$ 1,625 bilhão necessário para pagar empréstimos usados na aquisição da Rohm & Haas. No setor de tecnologia, as ações da Adobe Systems recuaram 2,01%, depois de rebaixamento de recomendação pelos analistas da Atlantic Equities.
O índice Dow Jones fechou em alta de 101,63 pontos (1,21%), em 8.512,28 pontos. O Nasdaq fechou em alta de 4,98 pontos (0,28%), em 1.759,10 pontos. O S&P-500 subiu 15,73 pontos (1,74%), para fechar em 919,53 pontos. As informações são da Dow Jones.

Bolsa brasileira já se aproxima de nível pré-crise

por Agência ESTADO
06 de Maio de 2009 17:51

Os investidores tomaram gosto pela alta no mercado acionário doméstico. Pela quinta sessão seguida - e contrariando as previsões de que os ganhos acumulados já estavam em tempo de serem embolsados -, a Bolsa de Valores de São Paulo permaneceu o dia todo no azul, recuperando durante o pregão a marca dos 52 mil pontos. No fechamento da sessão regular, o desempenho ficou abaixo disso, mas foi o maior nível desde 25 de setembro do ano passado. Aos poucos, o Ibovespa vai recuperando a pontuação pré-crise, de meados de setembro de 2008, quando do pedido de concordata do banco americano Lehman Brothers, em 15 de setembro, que marcou o agravamento da crise internacional.
Os dados sobre mercado de trabalho da ADP nos Estados Unidos, uma prévia agradável dos testes de estresse dos bancos que serão divulgados amanhã, e, no Brasil, a continuidade do ingresso de recursos estrangeiros garantiram a manutenção da trajetória ascendente hoje.
O índice Bovespa (Ibovespa) fechou esta quarta-feira com valorização de 1,64%, aos 51.499,48 pontos. Na mínima do dia, ficou em 50.672 pontos (estabilidade) e, na máxima, os 52.096 pontos (+2,81%). Nos três pregões de maio, o Ibovespa acumula ganho de 8,90% e, em 2009, de 37,15%. Nas últimas cinco sessões seguidas de alta, o índice subiu 12,39%. O giro financeiro totalizou R$ 7,468 bilhões hoje (dado preliminar). Em 12 de setembro de 2008, uma sexta-feira, último pregão antes do anúncio da quebra do Lehman Brothers, o Ibovespa havia fechado em 52.392 pontos.
As previsões no início do dia eram de que, enfim, hoje, os investidores embolsariam parte do dinheiro que fizeram nos últimos pregões no mercado acionário. Mas a divulgação dos dados do mercado privado de trabalho norte-americano pela ADP fez os investidores mudarem de ideia. Ao invés do fechamento de 650 mil vagas em abril nos EUA, como era esperado pelos analistas, foram eliminados 491 mil postos de trabalho, o que foi lido como um sinal de que o "payroll" - relatório oficial que o Departamento de Trabalho dos EUA divulgará na sexta-feira - também deve vir melhor. O vazamento de parte dos resultados dos testes de estresse dos bancos americanos, que serão conhecidos amanhã, também patrocinou uma corrida às ações à tarde.
O Dow Jones terminou a sessão em alta de 1,21%, aos 8.512,28 pontos, o S&P, de 1,74%, aos 919,53 pontos, e o Nasdaq, de 0,28%, a 1.759,10 pontos. Os papéis do BofA subiram 17,07%, do Citigroup, 16,62%, e o JPMorgan, 6,89%.
O humor melhor no exterior puxou para cima as cotações de matérias-primas (commodities), que também favoreceram os papéis domésticos, assim como o fluxo estrangeiro. Na Bolsa Mercantil de Nova York (Nymex), o contrato do petróleo para junho terminou com avanço de 4,64%, a US$ 56,34, o maior preço do ano, influenciado pelo crescimento inferior ao esperado nos estoques de petróleo bruto nos Estados Unidos. Na Bovespa, Petrobras ON subiu 1,36% e Petrobras PN avançou 1,47%.
Vale, que divulga balanço trimestral logo mais, terminou com alta de 0,76% na ação ON e de 0,79% na PNA. As previsões dos analistas ouvidos pela Agência Estado para o resultado de janeiro a abril é de um lucro líquido 25,5% menor, segundo o padrão contábil norte-americano (US GAAP), para US$ 1,5 bilhão.
As siderúrgicas tiveram desempenho mais robusto e, com exceção de Usiminas PNA (+1,47%), subiram mais de 4%: Gerdau PN avançou 4,72%, Metalúrgica Gerdau PN, 5,43%, e CSN ON, 4,58%.
No setor bancário doméstico, não houve fechamento uniforme. Bradesco PN terminou com aceleração de 1,41%, Itaú Unibanco PN caiu 1,13%, e BB ON terminou com ganhos de 7,72%.

IBOV... após 05/05...suportes e resistências


Impulsionado pelos mercados futuros em alta, o Ibovespa abriu nos 50.404 pontos, e subiu até encontrar resistência na máxima nos 50.909 pontos (+1,0%). A partir daí, sintonizado com DJI, refluiu até encontrar suporte na mínima nos 50.013 pontos. Na última hora de pregão, esboçou nova reação para finalizar praticamente estável em 50.670 pontos (+0,53%).O "candle" formado no gráfico diário do Ibovespa é também um "doji" indicativo de indefinição de tendência. Como a formação desse "candle" ocorreu no topo do "canal principal de alta" do Ibovespa, iniciado em novembro/2008, é muito provável ser este um "doji evening star", sinalizador de reversão de tendência. A confirmação da reversão se dará com um fechamento negativo, nesta quarta. Os principais osciladores do gráfico diário estão fortemente "sobrecomprados" sugerindo uma correção mais forte, antes que o Ibovespa dê continuidade ao movimento de alta, com objetivos nos 51.600/52 mil pontos.

Suportes imediatos em 50.300, 50.000, 49.500, 48.900 e 48.120 pontos.
Resistências imediatas em 50.910, 50.960 e 51.600 pontos.

terça-feira, 5 de maio de 2009

DJI...após 05/05...suportes e resistências


DJI abriu nos 8.425 pontos e foi encontrar resistência na máxima em 8.457 pontos. A partir daí, refluiu até encontrar suporte em 8.363 pontos. Recuperou novamente o patamar dos 8.400 pontos, para depois finalizar praticamente estável, em 8.410 pontos (-0,19%). O gráfico diário de DJI formou um "doji", aparentemente no topo do canal de alta recente, sinalizando uma possibilidade de que este seja um "doji evening star", isto é, um "doji" indicador de uma provável reversão de tendência para queda. A confirmação se dará com o fechamento negativo no pregão desta quarta. Os principais osciladores do gráfico diário estão bastante "sobrecomprados", sugerindo uma possível realização antes de DJI retomar a continuidade da alta.

Suportes imediatos em 8.380, 8.270, 8.150 e 8.060 pontos.
Resistências imediatas em 8.460, 8.480 e 8.600 pontos.

Restante da agenda do investidor para a primeira semana de maio

por Rafael de Souza Ribeiro de Infomoney
01/05/09 17h00


SÃO PAULO - Dentro da agenda para a primeira semana de maio, os investidores estarão atentos, sobretudo, aos dados do mercado de trabalho norte-americano.

No cenário nacional, o destaque fica para a ata da última reunião do Copom (Comitê de Política Monetária). O documento descreve os motivos por trás do corte de 100 pontos-base promovido na taxa básica de juro brasileira.

Quarta-feira (6/5)

Brasil

O Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos) publica a Pesquisa Nacional da Cesta Básica de abril, feita mensalmente em 16 capitais brasileiras, na qual se avalia o salário mínimo necessário para a manutenção de uma família, através do valor dos produtos elementares.

EUA

9h15 - Sai o ADP Employment, documento que descreve os dados referentes a novos postos de empregos criados no setor privado do país em abril.
11h30 - Será apresentado o relatório de Estoques de Petróleo norte-americano, semanalmente organizado pela EIA (Energy Information Administration). O documento é considerado uma importante medida, já que os EUA são o maior consumidor do combustível.


Quinta-feira (7/5)

Brasil

8h00 - A FGV publica o IGP-DI (Índice Geral de Preços - Disponibilidade Interna) de abril, importante medida de inflação nacional.
8h30 - Será divulgada a ata do Copom.
9h00 - O IBGE reporta a Pesquisa Industrial Regional de março, que acompanha a evolução do nível de produto na indústria.
10h00 - O IBGE apresenta o Levantamento da Produção Agrícola referente ao mês de abril.
11h00 - O Dieese anuncia o Índice de Custo de Vida referente ao mês de abril. O relatório contém informações a respeito do custo de vida dos moradores do município de São Paulo.

EUA

9h30 - Confira o número de pedidos de auxílio-desemprego (Initial Claims), em base semanal.

9h30 - Será apresentada a preliminar do índice Productivity & Costs referente ao primeiro trimestre, que mede a produtividade da mão-de-obra da economia norte-americana, excluída a agropecuária.

16h00 - O Federal Reserve divulga o Consumer Credit referente ao mês de março, com objetivo de medir o total de crédito ao consumidor.

Europa

O dia será marcado pela reunião de política monetária do Banco Central Europeu e do Banco da Inglaterra. Os membros dos comitês vão decidir sobre eventuais mudanças nos parâmetros do juro básico da região.


Sexta-feira (8/5)

Brasil

8h00 - A FGV revela o IPC-S (Índice de Preços ao Consumidor - Semanal) referente à primeira quadrissemana de maio. O índice calcula a taxa mensal da variação dos preços até meados da semana anterior àquela em que é divulgado.

9h00 - Destaque para a divulgação por parte do IBGE do IPCA e o INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor), ambos referentes ao mês de abril. O IPCA é um dos principais índices utilizados pelo Banco Central para o acompanhamento dos objetivos estabelecidos no sistema de metas de inflação.

9h30 - O órgão também anuncia a Pesquisa de Custos e Índices da Construção Civil de abril, levantamento dos preços e dos custos dos materiais utilizados no setor.

EUA

9h30 - Principal destaque para o Relatório de Emprego do mês de abril, composto por: taxa de desemprego, número de postos de trabalho, ganho por hora trabalhada e média de horas trabalhadas.
11h00 - Sai o Wholesale Inventories de março, relatório que contém informações sobre as vendas e os estoques do setor atacadista.

Segunda-feira (11/5)

Brasil

7h00 - A Fipe apresenta o IPC referente à primeira quadrissemana de maio. O índice é baseado em uma pesquisa de preços feita na cidade de São Paulo, entre pessoas que ganham de 1 a 20 salários mínimos.
8h00 - A FGV anuncia o IGP-M (Índice Geral de Preços - Mercado) do primeiro decêndio de maio, que é bastante utilizado pelo mercado, e retrata a evolução geral de preços na economia.
8h30 - O Banco Central revela o relatório semanal Focus, que compila a opinião de
consultorias e instituições financeiras sobre os principais índices macroeconômicos.
11h00 - O Ministério de Comércio Exterior reporta a Balança Comercial referente à semana anterior, que mede a diferença entre exportações e importações contabilizadas durante o período.

EUA

Não serão apresentados índices relevantes no país.

Bolsa de NY fecha em queda com realização de lucros

por Agência ESTADO
05 de Maio de 2009 18:18

O mercado norte-americano de ações fechou em baixa. Investidores venderam ações de bancos e de empresas de bens de consumo de primeira necessidade, que haviam subido muito recentemente, para realizar lucros. O índice S&P-500, que ontem havia passado a acumular ganho desde o começo do ano, manteve-se no território positivo. Os investidores estão na expectativa do resultado do "teste de estresse" dos grandes bancos e dos informes de vendas das grandes redes varejistas, esperados para quinta-feira.
O índice Dow Jones fechou em queda de 16,09 pontos, ou 0,19%, em 8.410,65 pontos. O Nasdaq fechou em baixa de 9,44 pontos, ou 0,54%, em 1.754,12 pontos. O S&P-500 recuou 3,44 pontos, ou 0,38%, para 903,80 pontos. O NYSE Composite perdeu 29,46 pontos, ou 0,51%, para 5.770,76 pontos.
"Passamos da mentalidade de que poderíamos ter uma Grande Depressão para 'estamos em uma recessão realmente ruim'. Algumas das injeções de liquidez do Federal Reserve (Fed, banco central dos EUA) foram realmente sem precedentes e estamos começando a ver os efeitos de parte disso. Estamos começando a ver alguma luz no fim do túnel, um sentimento de que poderá, de fato, acontecer uma recuperação", comentou David D'Amico, presidente da Braver Wealth Management.
No setor financeiro, as ações do JPMorgan Chase caíram 2,71%, as do Wells Fargo recuaram 4,04% e as da Legg Mason perderam 17,31%; as do Citigroup, porém, subiram 3,44% e as do Bank of America avançaram 4,43%. No setor de consumo, as ações da Procter & Gamble caíram 2,35% e as do Wal-Mart recuaram 0,75%. Em reação a informes de resultados, as ações da processadora de grãos Archer-Daniels-Midland caíram 8,90%, as da Kraft Foods subiram 3,96% e as da produtora de gás natural Chesapeake Energy caíram 10,62%. As ações da Disney, que divulgaria resultados depois do fechamento, subiram 1,27%. As informações são da Dow Jones.

Ibovespa resiste à realização de lucro e avança 0,53%

por Agência ESTADO
05 de Maio de 2009 17:31

A volatilidade marcou as operações de hoje nas bolsas na Europa e Estados Unidos, influenciando também a Bovespa. A corrente vendedora, contudo, não teve fôlego suficiente para impor uma correção significativa às ações brasileiras - mesmo após um ganho superior a 6% na véspera. A presença de estrangeiros e uma realização de lucros relativamente fraca nos índices acionários nova-iorquinos permitiu que o Ibovespa encerrasse a terça-feira em alta de 0,53%, aos 50.669,78 pontos. Durante a sessão, o índice oscilou da máxima de 50.909 pontos (+1,00%) à mínima de 50.013 pontos (-0,78%). O volume financeiro continuou forte e somou R$ 5,634 bilhões. No mês, o Ibovespa aprecia-se 7,15% e, no ano avança 34,94%.
Em relatório, analistas da Itaú Securities avaliam que o Índice Bovespa segue em tendência de alta no curto/médio prazo com objetivos em 51.600 pontos e 53.000 pontos. Eles ponderam que caso o Ibovespa perca os 49.400 pontos, em um movimento de realização de lucros, isso motivará um processo de correção no curtíssimo prazo com espaço para descer mais. A "luz amarela", contudo, "somente acenderá se o Ibovespa fechar abaixo de 45.500 pontos", observam. Caso contrário, dizem os analistas, a direção é "avante".
Raffi Dokuzian, superintendente da Banif Corretora, nota que hoje a realização de lucros verificada em Nova York foi pequena e o noticiário não trouxe nada de muito negativo, o que ajudou a dar sustentabilidade à alta do Ibovespa. "Não dá para negar que o mercado está mais otimista depois de tanto tempo de vacas magras. Mas é um otimismo cauteloso, afinal, apesar de os fundamentos da economia brasileira serem bons para enfrentar a crise, ainda não há nenhum dado factível para dizer que as Bolsas sustentarão uma tendência de alta ad eternum", ponderou. Para ele, a economia norte-americana precisa ainda mostrar uma recuperação mais consistente.
A mesma avaliação é compartilhada pelos profissionais do UBS Pactual, que consideram necessários mais sinais de melhora no crescimento global para uma continuação do recente rali nas bolsas. "Acreditamos que as ações devem estabilizar-se antes de ampliarem as altas. E o resultado do teste de estresse aplicado a bancos nos Estados Unidos é um risco de curto prazo decisivo", escrevem em relatório. Tal resultado será conhecido na quinta-feira e a expectativa para essa divulgação foi inclusive apontada por analistas como um dos fatores que ampararam a realização de lucros em Wall Street.
O Wall Street Journal publicou hoje reportagem afirmando que dez dos 19 bancos que passaram pelos testes de estresse possivelmente precisarão levantar capital.
O noticiário, porém, foi de novo relativamente positivo no cenário norte-americano. O índice ISM sobre o setor de serviços subiu em abril para 43,7, de 40,8 em março. A leitura, embora demonstre contração na atividade (por estar abaixo de 50 pontos), aponta para uma redução no ritmo de declínio. Ainda, o presidente do banco central dos EUA, Ben Bernanke, apresentou um prognóstico cuidadosamente otimista em relação à economia antes de um depoimento preparado para o Comitê Econômico Conjunto do Congresso, em que afirmou que as autoridades ainda preveem uma recuperação da atividade econômica no final do ano.
Na cena doméstica, o IBGE informou que a produção industrial cresceu 0,7% em março ante fevereiro, na série com ajuste sazonal. Na comparação com março do ano passado, a produção caiu 10%. No primeiro trimestre de 2009, a produção acumulou queda de 14,7% ante o primeiro trimestre do ano passado - maior declínio trimestral apurado desde o primeiro trimestre de 1991 - e recuo de 7,9% ante o quarto trimestre de 2008.
As altas do Ibovespa foram lideradas por Aracruz PNB (+12,14%), VCP PN (+12,03%) e Klabin PN (+7,69%). Entre as maiores baixas, ALL Unit caiu 4,46%, B2W ON cedeu 4,45% e Net PN recuou 4,11%.
Petrobras e Vale apresentaram rumos divergentes. As ações PN e ON da estatal encerraram com valorização de 1,42% e 1,25%, respectivamente, apesar da queda nos preços do petróleo nos mercados internacionais. Já os papéis da mineradora terminaram a sessão no vermelho: Vale PNA caiu 0,78% e Vale ON recuou 0,75%.
O setor bancário também chamou a atenção com o resultado do Itaú Unibanco, que anunciou lucro líquido contábil de R$ 2,015 bilhões nos três primeiros meses do ano, uma queda de 27,66% ante o apurado em igual intervalo de 2008. O lucro líquido recorrente da instituição totalizou R$ 2,562 bilhões, com queda de 5,77% na mesma base de comparação. As ações ON do Itaú Unibanco subiram 1,02% e as PN avançaram 2,46%. Os papéis de outros bancos listados no Ibovespa também valorizaram-se: Bradesco PN ganhou 2,54%; Banco do Brasil ON, 1,09%; e Nossa Caixa ON, 0,22%.

IBOV...após 04/05...suportes e resistências


Impulsionado pelos mercados futuros em forte alta, o Ibovespa abriu na mínima nos 47.290 pontos, subiu continuadamente até atingir a máxima no fechamento, nos 50.404 pontos (+6,6%). O "candle" formado no gráfico diário do Ibovespa é um "marubozu vazio" retratando o predomínio da pressão compradora. O fechamento nesse patamar, desfez a "cunha ascendente" de baixa, fazendo com que o Ibovespa buscasse novamente o topo do "canal de alta" retomado. Os principais osciladores do gráfico diário estão fortemente "sobrecomprados" sugerindo uma correção no intraday, antes de se dar continuidade ao movimento de alta com objetivos em 51.600/52 mil pontos.

Suportes imediatos em 49.450, 49.030, 48.650 e 48.000 pontos.
Resistências imediatas em 50.404, 50.590 e 50.740 pontos.

DJI...após 04/05...suportes e resistências


DJI abriu na mínima nos 8.213 pontos e com os mercados futuros em alta, reconquistou inicialmente o patamar dos 8.300 pontos, depois os 8.400 pontos, até atingir a máxima, praticamente no final do pregão, nos 8.434 pontos.Em seguida finalizou nos 8.427 pontos (+2,61%). O gráfico diário de DJI formou um "marubozu vazio" retratando o predomínio da pressão compradora. Os principais osciladores do gráfico diário como o Estocástico lento e o CCI/Ma cruzamento estão bastante "sobrecomprados", o que sugere alguma realização para depois DJI retomar nova alta. A retomada dos 8.300 pontos fez com que fosse desmontada a "cunha ascendente" (de baixa), com a ruptura "acima" da cunha, em busca novamente do topo do canal de alta.

Suportes imediatos em 8.410, 8.300, 8.210, 8.150 e 8.050 pontos.
Resistências imediatas em 8.480 e 8.600 pontos.

segunda-feira, 4 de maio de 2009

Bolsa de Nova York fecha em alta após dados positivos

por Renato Martins de Agência ESTADO
04 de Maio de 2009 17:55





Nova York - O mercado norte-americano de ações fechou com os principais índices em alta forte. O Dow Jones chegou ao fim do dia no nível mais elevado desde 13 de janeiro; o S&P-500 fechou no nível mais alto desde 8 de janeiro e passou a acumular alta desde o começo de 2009; já o nível de fechamento do Nasdaq é o mais alto do ano. O mercado reagiu ao indicador de investimentos no setor de construção nos EUA, que em março subiu pela primeira vez em seis meses. Outro fator de otimismo foi o índice de atividade industrial dos gerentes de compras da China. As ações cíclicas, cujo comportamento tende a acompanhar os ciclos econômicos, estavam entre as que mais subiram.
"Muita gente foi apanhada a descoberto. Acho difícil acreditar que o S&P-500 tenha rompido os 900 pontos na primeira tentativa", comentou Joe Kinahan, estrategista-chefe para derivativos da Thinkorswim. Para ele, alguns gerentes de carteira podem estar tentando recuperar terreno depois de terem perdido os movimentos iniciais de um rali que fez o S&P-500 subir 35% desde as mínimas de março.
Entre as componentes do Dow, os destaques foram as ações do setor financeiro (Bank of America +19,31%, American Express +12,31%, Citigroup +7,74%, JPMorgan Chase +10,61%) e as de indústrias como DuPont (+5,49%) e Caterpillar (+3,27%). No setor de comunicações, as ações da Sprint Nextel subiram 6,85%, em reação a seu informe de resultados. As ações do banco Wells Fargo avançaram 23,66%, depois de declarações otimistas do investidor Warren Buffett.
O índice Dow Jones fechou em alta de 214,33 pontos (2,61%), em 8.426,74 pontos. O Nasdaq fechou em alta de 44,36 pontos (2,58%), em 1.763,56 pontos. O S&P-500 fechou em alta de 29,72 pontos (3,39%), em 907,24 pontos. As informações são da Dow Jones.

Bovespa sobe 6,59% no dia, a segunda maior alta do ano

por Agência ESTADO
04 de Maio de 2009 17:30

Depois de um abril exuberante, a Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) adentrou maio com o pé direito. Teve nesta segunda-feira sua maior alta porcentual desde janeiro e o índice Bovespa voltou aos 50 mil pontos, onde pisou pela última vez em setembro do ano passado. Dados bons sobre a economia chinesa - e também norte-americana - e recomendação sobre os países emergentes trouxeram fluxo de investidores estrangeiros, mas hoje também sobraram ordens de compras dos corretores domésticos.
O Ibovespa subiu 6,59%, maior alta porcentual desde os 7,17% de 2 de janeiro de 2009. Acabou na máxima pontuação do dia, aos 50.404,53 pontos, maior nível desde os 50.782,99 pontos de 26 de setembro de 2008. Na mínima do dia, atingiu os 47.290 pontos (estabilidade). Com o desempenho deste primeiro dia útil de maio, os ganhos acumulados em 2009 atingem 34,23%. O giro financeiro hoje é mais do que prova da atração dos estrangeiros: em recordação aos tempos áureos, somou R$ 7,221 bilhões. Os dados são preliminares.
O dado chinês que agradou foi o PMI CLSA China, compilado pelo grupo de pesquisa britânico Markit Group e que mostrou expansão em abril na atividade industrial pela primeira vez desde julho do ano passado. O Brasil também atraiu recursos depois que o megainvestidor Mark Mobius, da Templeton Asset Management, declarou que os mercados emergentes estão indo em direção ao "bull market" (que sinaliza tendência de alta nas bolsas). E, por fim, a Bovespa foi beneficiada pelas Bolsas norte-americanas, que repercutiram dois índices favoráveis - e deixaram de lado a reação ao adiamento para quinta-feira do resultado dos testes de estresse.
O indicador de vendas pendentes de imóveis residenciais nos EUA subiu 3,2% em março - bem mais do que o 1% estimado. Já os gastos totais com construção nos Estados Unidos subiram 0,3% em março, ante previsão de queda de 1,3%, no primeiro aumento nos gastos desde setembro ou em seis meses. O Dow Jones terminou a sessão em alta de 2,61%, aos 8.426,74 pontos, o S&P avançou 3,39%, aos 907,24 pontos, e o Nasdaq, 2,58%, aos 1.763,56 pontos.
No Brasil, os setores voltados para o mercado doméstico tiveram grande impulso, com a ajuda dos estrangeiros, entre eles construção civil e varejo. Mas a alta das commodities (matérias-primas) fez com que as blue chips disparassem e o avanço de Vale se espalhou sobre as siderúrgicas. O setor bancário, que acompanhou seus pares no exterior, teve um desempenho um pouco mais contido, mas nem por isso pobre.
Vale ON saltou 10,86% e Vale PNA, +8,76%. Gerdau PN subiu 8,92%, Metalúrgica Gerdau PN, +10,38%, Usiminas PNA valorizou 6,18% e CSN ON, +7,24%. Cabe aqui registrar que, em relatório, o Goldman Sachs melhorou suas projeções para o minério de ferro devido às perspectivas mais positivas para as importações chinesas do insumo. "Agora acreditamos que o trimestre atual vai marcar o ponto mais baixo do ciclo do minério de ferro no mercado à vista", informou no documento. O banco manteve a previsão de queda de 40% para os contratos de minério neste ano, mas a expectativa para o preço à vista cresceu 9% para 2009 e 8% para 2010.
Petrobras ON subiu 8,58% e Petrobras PN ganhou 7,08%. Na Bolsa Mercantil de Nova York (Nymex), o contrato do petróleo com vencimento em junho encerrou cotado a 2,39%, a US$ 54,47 o barril, o maior valor do ano.
Bradesco PN subiu 4,84%. Hoje, o banco anunciou lucro líquido de R$ 1,723 bilhão, queda de 9,6% em relação ao lucro líquido ajustado de R$ 1,907 bilhão do mesmo período de 2008. Itaú PN ganhou 5,53% e BB ON, 3,54%.
Apenas três ações do Ibovespa caíram e uma fechou estável (Light ON).