terça-feira, 3 de junho de 2008

IBOV...apesar da queda, é possível alguma recuperação...


O IBOVESPA abriu nos 72.592 pontos (máxima do dia) e logo depois da abertura, perdeu os 72 mil pontos vindo buscar suporte em 71.450 pontos. Partindo daí, recuperou parte dessas perdas até encontrar resistência nos 72.320 pontos, na metade do pregão. Acompanhando o mau humor de DJI, refluiu novamente vindo buscar suporte em 71.350 pontos (mínima do dia e queda de 1,7%). Na última hora de pregão, recuperou parte das perdas, vindo a finalizar em 71.897 pontos (queda de 0,96%).

Análise: Apesar dos principais indicadores no gráfico diário como o Estocástico, o CCI/Ma cruzamento e o oscilador de momentos estarem sinalizando queda, esses mesmos indicadores no gráfico de "30 minutos" (exceção do CCI/Ma cruzamento) estão sinalizando tendência de alta. Assim, para esta terça, a abertura do mercado nos índices futuros (9 horas) apontará a tendência predominante do Ibovespa.

Suportes imediatos em 71.700(fibo 38%), 71.350, 70.840 e 70.333pontos.
Resistências em 72.320, 72.600, 72.860, 73.150 e 73.480 pontos.

DJI...após 02/06...índices futuros definirão a tendência...


DJI abriu em 12.637 pontos (máxima do dia) e na segunda hora de pregão veio buscar o patamar dos 12.480/12.500 pontos, por onde ficou oscilando até a metade do pregão. Com a piora no humor dos mercados futuros (rebaixamento do "grau de investimento" de importantes bancos americanos pelo Standard & Poors), veio buscar suporte na mínima em 12.428 pontos(-1,67%). Nas últimas duas horas esboçou reação, retomando novamente os 12.500 pontos e finalizando em 12.503(queda de 1,07%)

Dow Jones perdeu novamente o importante suporte nos 12600 pontos e está tentando se manter na casa dos 12.500 pontos, enquanto aguarda nesta semana, a divulgação de outros importantes indicadores que poderão balizar sua principal tendência.

Análise gráfica: A queda de 1% fez com que no gráfico diário, os principais indicadores como estocástico, CCI/Ma cuzamento e oscilador de momentos sinalizassem tendência de queda. No gráfico de "30 minutos", porém, a reação ocorrida nas últimas duas horas antes do fechamento, passou a sinalizar leve tendência de alta nesses mesmos indicadores. Assim DJI se apresenta novamente sem uma tendência definida, podendo realizar ainda mais, mantendo-se abaixo do suporte nos 12.500 pontos. A sinalização dos índices futuros, antes da abertura do pregão de DJI, deverá balizar a tendência de abertura.

Suportes imediatos em 12.480, 12.430, 12.370 e 12.270 pontos.
Resistências em 12.520, 12.555, 12.587 (fibo 38%), 12.640 (fibo 62%), 12.730 e 12.860 pontos.

segunda-feira, 2 de junho de 2008

Bolsa de NY fecha em baixa com rebaixamento de banco

por Renato Martins da Agência Estado
02.06.2008 18h19

O mercado norte-americano de ações fechou em queda forte, em reação a novas indicações de que o aperto no crédito e as dificuldades das instituições financeiras não terminaram.
As ações dos bancos de investimento estavam entre as que mais caíram, depois de a agência de classificação de risco de crédito Standard & Poor's rebaixar as notas (ratings) de Lehman Brothers, Merrill Lynch e Morgan Stanley (cujas ações caíram 8,10%, 2,96% e 2,55%, respectivamente); as do Goldman Sachs, cujo rating foi mantido, mas com perspectiva negativa, recuaram 2,31%. As ações do banco Wachovia, cujo rating também foi colocado em revisão para possível rebaixamento, caíram 1,68%, depois de a instituição anunciar o afastamento de seu executivo-chefe. As da Washington Mutual, que também anunciou mudanças em seu comando, recuaram 0,22%.
As ações das companhias aéreas também sofreram quedas fortes, depois de a Associação Internacional de Transporte Aéreo (Iata) dizer que as empresas do setor poderão ter um prejuízo combinado de mais de US$ 6 bilhões neste ano, por causa da alta dos preços dos combustíveis e da desaceleração da economia americana, que está causando uma redução na demanda.
O índice Dow Jones fechou em queda de 1,06%, em 12.503,82 pontos. O Nasdaq encerrou com perda de 1,23%, em 2.491,53 pontos. O S&P-500 caiu 1,05%, para 1.385,67 pontos. O NYSE Composite recuou 0,90%, para 9.316,61 pontos. As informações são da Dow Jones.

Ibovespa fecha em baixa de 0,96%

por Claudia Violante da Agência Estado
02.06.2008 17h29

A Bovespa iniciou junho em terreno negativo, influenciada pela fraqueza das bolsas norte-americanas. A perda, no entanto, foi contida pelas ações da Petrobras, que, beneficiadas pela alta do petróleo, subiram.
O Ibovespa, principal índice, fechou a sessão em baixa de 0,96%, aos 71.897,3 pontos, depois de oscilar da estabilidade, aos 72.592 pontos, até a mínima de 71.352 pontos (-1,71%). No ano até hoje, os ganhos acabaram reduzidos a +12,54%. O volume financeiro deste primeiro pregão de junho foi mais fraco e totalizou R$ 6,028 bilhões.
Nos Estados Unidos, o índice Dow Jones recuou 1,06%, o S&P registrou perdas de 1,05% e o Nasdaq fechou em baixa de 1,23%. Uma das principais razões para as quedas de hoje foi o rebaixamento promovido pela agência de classificação de risco de crédito Standard & Poor's nas notas (ratings) dos bancos de investimento Lehman Brothers, Merrill Lynch e Morgan Stanley. A agência ainda colocou em perspectiva negativa os ratings do Bank of America, do JPMorgan e do Citigroup.
Antes disso, no entanto, os investidores já não haviam gostado dos indicadores divulgados nos EUA e tampouco da renúncia do presidente da Bradford & Bingley. A décima maior firma de hipotecas do Reino Unido também anunciou que passará por uma reestruturação, com entrada de novo sócio. O índice ISM industrial norte-americano passou de 48,6 em abril para 49,6 em maio. Embora o dado tenha sido melhor do que o do mês anterior e até mesmo do que as previsões, que eram de 48,5, os analistas preferiram olhar pelo viés negativo, que é o fato de o dado manter-se abaixo de 50, um sinal de retração no setor. Já os gastos com construção caíram 0,4% em abril, ante previsão de -0,5%.
A alta do petróleo também serviu de azedume às bolsas norte-americanas, já que significa pressão de custos às empresas. Em Nova York, o preço do barril avançou 0,32%, para US$ 127,76. Mas tal desempenho continuou favorecendo a Petrobras. As ações ON subiram 1,81% e as PN, 1,61%.
Os papéis da Vale, outra empresa de forte peso na carteira teórica do Ibovespa, repetiram o comportamento dos metais, ou seja, tiveram fechamentos distintos. As ações PNA subiram 0,02% e as ON caíram 0,34%.
Amanhã, a agenda tem poucos, mas relevantes eventos, dentre os quais se destaca o discurso do presidente do Federal Reserve (Fed, banco central dos EUA), Ben Bernanke, que pode aliviar um pouco o quadro pessimista que se formou hoje após as notas da S&P. A Bolsa paulista, repetem os analistas, tem espaço para subir e a queda de hoje é saudável depois dos ganhos das últimas semanas - em maio, o Ibovespa subiu quase 7%. Mas as commodities e o mercado externo vão continuar determinando os rumos.

FSB e Fitch atenuam aperto monetário

por Luiz Sérgio Guimarães de Valor Econômico
2/6/2008

A ala de mercado que aposta em alta de 0,50 ponto na taxa Selic na reunião do Copom de quarta-feira, já levemente majoritária em relação à que sustenta a necessidade de ampliação da dose para 0,75 ponto, cresceu depois que o governo anunciou a intenção de criar uma meta adicional de superávit fiscal equivalente a 0,5% do PIB para a constituição das reservas do FSB. Com a criação dessa poupança fiscal extra, o esforço total com o qual o governo Lula se compromete passa a corresponder a 4,3% do PIB. Este compromisso reduz os gastos públicos e, nesse sentido, ao diminuir a demanda agregada, ajuda o BC a combater as pressões inflacionárias. Com a diminuição das apostas de um aumento mais forte da Selic, os juros futuros caíram na sexta-feira. Foi o terceiro dia consecutivo de queda. A taxa para a virada do ano recuou na semana passada de 13,22% para 13,06%. O contrato para janeiro de 2010 cedeu de 14,52% para 14,16%. Na quinta-feira, a razão da baixa foi a concessão ao Brasil do grau de investimento pela agência Fitch. Estes dois fatores são novidades relevantes no front inflacionário no entender de Luis Otavio de Souza Leal, economista-chefe do banco ABC Brasil. Os dois fatos melhoram as perspectivas para a trajetória dos juros no médio e longo prazo. "A inflação corrente não é um problema do feijãozinho e deve ser combatida por uma política monetária mais apertada, mas o investment grade e o FSB poderão fazer com que esse ajuste seja mais breve e menos intenso", diz Souza Leal. A transformação do FSB num fundo fiscal tornou-o muito mais palatável ao mercado. Em uma semana, ele evoluiu de instrumento de pressão sobre o câmbio e incentivo às empresas brasileiras no exterior para uma carteira catalisadora de poupança fiscal contra-cíclica. "Melhor seria abater diretamente a dívida e esquecer a compra de dólares, mas não devemos deixar de considerar essa uma boa notícia para o BC na tentativa de arrefecer a demanda agregada", diz o economista.

sábado, 31 de maio de 2008

IBOV...após 30/05...apesar da alta, tendência indefinida...


O IBOVESPA abriu com força nos 71.797 pontos e motivado pelo bom humor dos índices futuros com a confirmação do "investment grade" da agência Fitch, na primeira meia-hora de pregão atingiu a máxima do dia em 72.862 pontos. A partir daí com a piora da cotação de algumas das principais comodities (petróleo e minérios) realizou até a mínima em 71766. Em seguida, deu sequência a uma recuperação, puxada principalmente por VALE e em parte por PETRO, recuperou novamente os 72 mil pontos, vindo encontrar resistência nos 72.750 pontos. Refluiu sintonizado com DJI, e com a realização de Petro(principalmente) e Vale, veio buscar suporte em 72.300 pontos. Na última hora de pregão, esboçou leve reação, vindo atingir 72.503 pontos no início do leilão, finalizando em 72.592 pontos (alta de 1,2%).

Análise: A volatilidade desse pregão (alta do Ibovespa seguida de realização intraday com fechamento bem abaixo da máxima) fez com que houvesse contradição de sinalização em alguns indicadores no gráfico diário como o Estocástico (alta) e o CCI/Ma cruzamento (queda) e sinalização contrária, porém invertida, com esses mesmos indicadores no gráfico de "30 minutos". Assim a análise gráfica não apresenta tendência definida para a abertura desta segunda. A abertura do mercado de índices futuros, antes da abertura do pregão do Ibovespa, poderá confirmar a tendência predominante.

Suportes imediatos em 72.540 (fibo 62%), 72.300, 72.160 e 71.700(fibo 38%)pontos.
Resistências em 72.750, 72.860, 73.150 e 73.480 pontos.

ÍNDICES FUTUROS do IBOV...indicadores sugerem abertura em queda nesta segunda...


Análise: A forte volatilidade do Índice Futuro (venc. Jun/08)do Ibovespa no pregão de 30/05 e o fechamento em 72.700 bem abaixo da máxima em 73.300, fez com que no gráfico de "30 minutos" o Estocástico e o Oscilador de Momento (principamente) sinalizassem pela tendência de queda na abertura dos pregões, nesta segunda.

Suportes: 72.560, 71.970, 71.630 e 71.100
Resistências:72.950, 73.300, 73.600 e 73.950.

DJI...após 30/05..."doji" de indefinição, podendo realizar!...


DJI abriu em 12.647 pontos e na primeira hora de pregão veio buscar a máxima em 12.690 pontos. Apesar de uma leve melhora nos indicadores econômicos do dia, veio buscar suporte nos 12.600 pontos, mantendo certa volatilidade entre os 12.600 e os 12.680 pontos, pela forte pressão vendedora. Na última meia-hora tentou esboçar reação indo encontrar resistência em 12.675 pontos, mas a partir daí realizou forte até a mínima em 12.617 pontos. Finalizou praticamente estável em 12.638 pontos (- 0,06%).

Dow Jones aproveitando a leve melhora nos indicadores divulgados tentou se descolar do suporte nos 12600 pontos. Porém, considerando uma próxima semana ainda "pesada" pelos indicadores que serão divulgados, o mercado praticamente "andou de lado" empurrando DJI para o suporte dos 12.600 pontos.

Análise gráfica: No gráfico diário alguns indicadores como estocástico e CCI/Ma cuzamento ainda sinalizam tendência de alta. No gráfico de "30 minutos", a mínima ocorrida próxima ao fechamento, produziu sinalização contrária nesses mesmos indicadores. Por outro lado, o fechamento praticamente coincidente com a abertura produziu um "Doji" de indefinição. Assim DJI se apresenta sem tendência definida, podendo realizar abaixo do suporte nos 12.600 pontos. A sinalização dos índices futuros deverá balizar a tendência na abertura de DJI.

Suportes imediatos em 12.617, 12.587 (fibo 38%), 12.555 e 12.500 pontos.
Resistências em 12.640 (fibo 62%), 12.675, 12.690, 12.726 e 12.862 pontos.

sexta-feira, 30 de maio de 2008

De patinho feio a cisne

por Adriana Cotias e Danilo Fariello de VALOR
30/05/2008

A confirmação do grau de investimento pela Fitch Ratings marca o início de um novo ciclo para o Brasil. Se no começo da década havia a expectativa de que o selo de economia não-especulativa representaria grandes saltos para os ativos locais, a percepção, agora, é de que muito disso já está nos preços. No longo prazo, a chancela de menor risco aos olhos do capital internacional significa maior fluxo para o país, menor volatilidade, mas potencial reduzido de retornos extraordinários também. O investidor terá de se habituar a tempos mais previsíveis. No curto prazo, as tendências para bolsa (de alta), câmbio (de queda) e juros (também de alta) não se alteram significativamente.
À medida que seguradoras e fundos de pensão estrangeiros aumentarem a parcela de investimento dedicada ao Brasil, as ações, os títulos públicos e o real tenderão a capitalizar o ingresso desse dinheiro novo. Mas as movimentações estarão mais do que nunca condicionadas a fundamentos e menos a especulações. A elevação da nota brasileira já se concretizou, diz a estrategista de investimentos do UBS Pactual Wealth Management, Juliana Centurion Braga. "Ninguém descobrirá o Brasil agora." Para ela, não haverá mais grandes eventos que manterão os ativos brasileiros em ascensão tão forte e tão distante do mercado mundial. Tudo agora passa a ser mais gradual, diz. "Se o risco do Brasil ficou menor, o potencial de retorno no curto prazo também."
Mesmo antes da conquista do grau de investimento, muitos investidores institucionais estrangeiros já podiam aplicar aqui, conforme as regras dos respectivos estatutos. O que muda agora, com as notas dadas por duas agências de classificação, é que aumenta o percentual que os aplicadores com perfil de longo prazo podem distribuir nos diversos mercados, diz o chefe de mesa da HSBC Corretora, Jorge Augusto Miranda. "Tendo em vista nossos clientes estrangeiros, o potencial de aplicações por causa do rating novo é muito maior do que o volume atual", afirma. "O grau de segurança passa a ser maior e isso se emenda com a fusão das bolsas, um fato muito positivo do ponto de vista institucional."
Para Miranda, a queda de 1,85% do Ibovespa ontem é um indício de que não só o "investment grade" já foi em boa medida antecipado, como também é uma demonstração de maturidade. "O hoje já está no preço, mas o que vamos ver no futuro é uma maior consistência nos movimentos." O incremento do fluxo estrangeiro não será relevante para mudar tendências de curto prazo, ratifica Alexandre Maia, gestor de fundos da GAP Asset Management. "O selo corrobora tendências que já existiam."
Nos próximos seis meses, a alta das commodities, o aumento dos preços dos alimentos e as pressões inflacionárias tendem a ditar a dinâmica de preços dos ativos locais, mais do que o grau de investimento, diz o diretor de Renda Variável da Unibanco Asset Management (UAM), Ronaldo Patah. "Os juros vão subir forte até o fim do ano e isso deve desacelerar a economia em 2009, resultando num menor crescimento para o lucro das empresas." É por isso que ele mantém, desde novembro passado, a sua projeção de Ibovespa na casa dos 80 mil pontos para dezembro.
Ao ampliar o leque de recursos que podem ser alocados no Brasil, o "investment grade" tende a levar a um juro real potencialmente mais baixo para o país no médio prazo. Bom para quem quer se antecipar a esse movimento nos títulos da dívida brasileira, seja nos prefixados, seja nos papéis atrelados a índices de preços, diz Patah.
Juliana, do UBS, também acha que as taxas de juros em papéis de longo prazo são gordas atualmente, mas ela alerta que, na marcação dos títulos dia-a-dia, o investidor poderá verificar uma oscilação muito forte e terá de ter estômago para agüentar esse vaivém. A especialista reitera, porém, que investir em renda fixa no Brasil ainda é um ótimo negócio, dada a própria alta taxa paga internamente e, mais ainda agora, pela ratificação de que o país tem pouco risco de crédito.
A visão de Maia sobre juros é bastante variada quando se trata do horizonte mirado pelo aplicador de renda fixa. Para o prazo de até um ano e meio, não há nada que indique que o movimento de alta da taxa básica da economia vá parar. "Não é claro se os prefixados já embutem toda a subida possível", comenta. "Já em prazos de cinco anos, porém, o juro certamente é muito alto para um país com grau de investimento".
O ciclo de aumento do juro brasileiro representa uma certa contradição para o Brasil, nesse momento em que o país recebe o aval de bom crédito por duas agências de classificação de risco, diz a chefe de análise da Ativa Corretora, Luciana Leocádio. Ela imagina que, no ano que vem, esse movimento já poderá ser revertido pelo Banco Central. Os setores mais beneficiados na bolsa tendem a ser bancos, varejo, construção civil e as ações das próprias bolsas, que vão se beneficiar do maior fluxo para o mercado local. Na renda variável, as companhias vão se beneficiar pelo acesso a capitais a custos mais favoráveis, diz Patah.
O primeiro impacto do novo grau de investimento será no câmbio, com o dólar podendo até romper a barreira de R$ 1,60, acredita Newton Rosa, economista-chefe da SulAmérica. "A tendência já existia, por conta do diferencial de juros, e ganha reforço agora." Maia, da GAP, não vê piso para o dólar no curto prazo e lembra que praticamente todas as apostas recentes feitas para um limite de subida do real fracassaram.
Rosa, da SulAmérica, também vê como outra conseqüência do maior fluxo de recursos para cá a maior freqüência de ofertas públicas iniciais (IPO, em inglês) no longo prazo. O investidor ganhará novas opções na bolsa, diz ele. Embora a promoção brasileira represente um incentivo para a retomada das ofertas de ações num ritmo mais consistente, a seletividade segue na ordem do dia, diz o gerente de Renda Variável da Paraty Investimentos, Luiz Henrique Carneiro. Ao mesmo tempo em que o Brasil fica credenciado para receber um fluxo novo, a aversão ao risco, trazida pela crise do "subprime" e o freio na economia dos EUA mantêm algumas dúvidas no ar.

DJI...após 29/05...recuperou o fibo de 62% com possibilidade de manter a alta...


DJI abriu em 12.594 pontos e na primeira hora de pregão veio buscar a mínima em 12.555 pontos. Com a melhora do humor dos mercados, pela forte queda nos contratos futuros do barril de petróleo, aliada ao anúncio do PIB trimestral de 0,9%, iniciou recuperação no patamar dos 12.600 pontos, rompeu os 12.700 pontos atingindo a máxima em 12.726. A partir daí, nas duas últimas horas de pregão, refluiu para finalizar em 12.646 pontos (+ 0,41%).

Como era esperado Dow Jones tentaria sair da "congestão" entre os 12400 e 12600 pontos. A motivação encontrada pelo anúncio do PIB e a queda do barril de petróleo impulsionou DJI para cima dos 12.600 pontos (fibo de 62%).

Análise gráfica: No gráfico diário os principais indicadores sinalizam a tendência de alta. No gráfico de "30 minutos" a perda do patamar dos 12700 pontos, nas últimas horas de pregão, produziu sinalização contrária nesses mesmos indicadores. Desta forma DJI se apresenta com tendência indefinida. A sinalização dos índices futuros deverá balizar a abertura de DJI.

Suportes imediatos em 12.640, 12.590, 12.555 e 12.500 pontos.
Resistências em 12.680, 12.726 e 12.862 pontos.

IBOV...após 29/05...depois da queda , possibilidade de reversão...


O IBOVESPA abriu nos 73.154 pontos e motivado pelo mau humor dos índices futuros com a queda generalizada do petróleo e das principais comodities metálicas, realizou fortemente durante toda a primeira metade do pregão vindo buscar primeiramente suporte nos 72 mil pontos. Por volta das 15:30 horas com a formalização do anúncio da obtenção do grau de investimento pela Fitch, subiu rapidamente com força descomunal, atingindo novo TH em 73.920 pontos, em menos de meia-hora. A partir daí, deu sequência à realização em curso, rompeu novamente o suporte nos 72 mil pontos, vindo buscar a mínima nos 71694 pontos. Na última meia-hora de pregão, esboçou leve reação, vindo a finalizar nos 71.797 pontos (queda de 1,85%).

Análise: A forte queda das comodities nos mercados internacionais, derrubou com força as ações das principais blue-chips do IBOV. O anúncio da Fitch, interrompeu por cerca de meia-hora a continuidade da realização em curso, sem contudo revertê-la. Com a forte queda os principais indicadores no gráfico diário como o IFR, o Estocástico e o CCI/Ma cruzamento sinalizam tendência de queda. Por outro lado, alguns dos indicadores no gráfico de "30 minutos" se encontram agora relativamente "sobrevendidos" sinalizando a possibilidade de retomada da alta. O mercado de índices futuros, antes da abertura do pregão, deverá confirmar ou não essa tendência.

Suportes imediatos em 71.700, 71.420, 70.840 e 70.335 pontos.
Resistências em 72.540, 73.150, 73.625, 73.780 e 73.920 pontos.

quinta-feira, 29 de maio de 2008

Queda do petróleo e revisão de PIB amparam terceira alta seguida para Wall Street

Valor Online
29/05/2008 18:50

SÃO PAULO - Os mercados acionários de Nova York encerraram o terceiro pregão consecutivo em alta. O cenário da economia, com uma revisão para cima do Produto Interno Bruto (PIB) dos EUA, favoreceu a compra de ações.
O índice Dow Jones teve alta de 0,4%, aos 12.646,22 pontos. O Standard & Poor`s 500 avançou 0,5%, aos 1.398,26 pontos e o Nasdaq Composite subiu 0,9%, para 2.508,32 pontos.
Hoje o governo americano anunciou que a economia teve expansão a uma taxa anual de 0,9% entre janeiro e março deste ano. Na prévia anterior, o governo havia informado um crescimento de 0,6% para o primeiro trimestre de 2008.
Os investidores também ficaram mais confiantes com a valorização do dólar perante o iene observada hoje e com a forte queda do petróleo. Pressionadas por dados que mostram o menor consumo de gasolina nos EUA, as cotações da commodity recuaram mais de US$ 4 hoje. O barril negociado para o mês de julho em Nova York, por exemplo, caiu US$ 4,41, para US$ 126,62.
Nesse cenário, foram beneficiadas as ações de empresas ligadas ao consumo, como American Express (+1,3%) e Wal-Mart (+1,5%). Tiveram desvalorização os papéis ligados a commodities, como os da produtora de alumínio Alcoa (-2,9%) e da petroleira Exxon Mobil (-1,2%).

Grau de investimento não garante alta na Bovespa, que fecha com perda de 1,85%

Valor Online
29/05/2008 17:19

SÃO PAULO - O grau de investimento concedido pela Fitch Ratings não garantiu fechamento em alta na Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa). Depois de um repique logo após o anúncio, os investidores seguiram na ponta vendedora e, com isso, o Ibovespa encerra a quinta-feira com baixa de 1,85% aos 71.797 pontos. O giro financeiro foi de R$ 8,3 bilhões.
Entre os ativos de maior peso na carteira, Petrobras PN caiu 3,23%, para R$ 49,34; Vale PNA recuou 4,30%, para a R$ 53,40; Bradesco PN fechou em baixa de 2,0%, a R$ 38,61; Usiminas PNA desvalorizou 2,24%, para R$ 87,49; e Vale ON perdeu 4,74%, para R$ 64,45.

IGP-M avança 1,61% em maio, puxado por preços no atacado, informa FGV

Valor Online
29/05/2008 08:16


SÃO PAULO - O Índice Geral de Preços - Mercado (IGP-M) aumentou 1,61% em maio, excedendo o 0,69% de um mês antes, de acordo com dados da Fundação Getulio Vargas (FGV) divulgados há pouco. Esse comportamento refletiu uma aceleração no ritmo de crescimento dos preços do atacado.

A última pesquisa Focus, elaborada pelo Banco Central (BC) junto a cem instituições financeiras, mostrou que os analistas esperavam elevação exatamente de 1,61% IGP-M de maio.

O indicador, usado na correção de tarifas de energia, contratos de prestação de serviços e de boa parte dos aluguéis, apresentou alta de 4,74% no acumulado do ano e teve acréscimo de 11,53% nos últimos 12 meses.

Em maio, o Índice de Preços por Atacado (IPA), que representa 60% do índice geral, expandiu-se 2,01%, bem acima da taxa de abril, de 0,65%. Os produtos agrícolas, que tinham caído 1,19% no mês passado, avançaram agora 2,29%. Os produtos industriais subiram mais, indo de 1,37% para 1,91%.

Dos três estágios de produção compreendidos pelo IPA, as Matérias-Primas Brutas registraram a elevação mais marcada, de 3,38%, invertendo a direção tomada em abril, de baixa de 0,13%. Bens Intermediários mantiveram-se na casa de 1% de aumento, partindo de 1,72% para 1,79% entre o mês passado e o atual. Os Bens Finais abandonaram o recuo de 0,01% anterior e marcaram neste levantamento alta de 1,11%.

O Índice de Preços ao Consumidor (IPC), que responde por 30% do IGP-M, verificou suavização na trajetória de crescimento, saindo de 0,76% em abril para 0,68% este mês. Influenciou neste resultado o comportamento do grupo Habitação, que foi de 0,38% para 0,02%, com destaque para o item tarifa de eletricidade residencial (0,41% para -2,02%). Em sentido inverso, Alimentação teve leve expansão, de 1,77%, após apurar 1,76% de alta em abril.

O Índice Nacional do Custo da Construção (INCC), representativo de 10% do indicador total, subiu para 1,10% em maio, passando o 0,82% do mês antecedente. A taxa de Materiais e Serviços foi de 0,82% para 1,23%. O indicador referente à Mão-de-Obra cresceu 0,96% contra 0,82% de abril. Este avanço foi conseqüência de reajustes salariais ocorridos nas cidades de Brasília, Fortaleza, Goiânia e São Paulo, explicou a FGV em nota.

O IGP-M é calculado com base nos preços coletados entre os dias 21 do mês anterior e 20 do mês de referência.

Mercados: IGP-M, PIB dos EUA e discurso de Bernanke atraem investidores

Valor Online
29/05/2008 08:08


SÃO PAULO - A quinta-feira tem carregada agenda de indicadores, com novos dados de inflação no mercado doméstico e números sobre a economia norte-americana. O discurso do presidente do Federal Reserve (Fed), banco central norte-americano, Ben Bernanke, também merece atenção.

O dia começa com a Fundação Getúlio Vargas (FGV) apresentando o Índice Geral de Preços do Mercado (IGP-M) referente ao mês de maio. A previsão aponta para inflação de 1,77% no mês, contra leitura anterior de 0,69%.

Ainda no front interno, saem os indicadores da indústria paulista e está agendada reunião do Conselho Monetário Nacional (CMN).

Nos EUA, além das declarações de Bernanke, os investidores acompanham a segunda preliminar do Produto Interno Bruto (PIB) para o primeiro trimestre do ano. A estimativa é de crescimento de 0,9%.

Do território americano, serão conhecidos ainda os pedidos por seguro-desemprego e a variação semanal nos estoques de petróleo e derivados.

Na sexta-feira, a agenda será exclusivamente externa, com os gastos pessoais e o índice de preços relacionados ao gasto do consumidor (PCE, na sigla em inglês).

(Eduardo Campos | Valor Online)

IBOV...após 28/05...índices futuros indicarão a tendência...


O IBOVESPA abriu nos 70.995 pontos e apoiado nos índices futuros em alta, motivados pela expectativa da obtenção do grau de investimento pela Fitch, iniciou forte recuperação das quedas do dia anterior, retomando os 72 mil pontos, ainda na primeira metade do pregão. Na última hora de pregão, sintonizado com a reação de DJI retomou os 73 mil pontos, fazendo a máxima em 73.180 pontos, vindo a finalizar logo após nos 73.153 pontos (alta de 3,46%).

Análise: Essa forte recuperação do Ibovespa, de uma certa forma já precificou nos ativos a obtenção desse grau da Fitch, com a significativa alta de 3,5%. No cenário externo a divulgação nesta quinta de importantes indicadores econômicos americanos, antes da abertura dos pregões, deverá influenciar os futuros de DJI e S&P sinalizando ao Ibovespa sua principal tendência. Com a forte alta os principais indicadores no gráfico diário como o IFR, o Estocástico e o CCI/Ma cruzamento revereram a sinalização e agora apontam tendência de alta. Por outro lado os indicadores no gráfico de "30 minutos" se encontram relativamente "sobre-comprados" sinalizando a possibilidade de exaustão dessa alta. Os mercados futuros, antes da abertura do pregão, estarão indicando qual deverá ser a tendência do Ibovespa.

Suportes imediatos em 72.900, 72.390, 72000, 71250 e 70.730 pontos.
Resistências em 73.180, 73.480 e 73.780 pontos.

DJI...após 28/05...indefinição aguardando PIB, auxílio desemprego e petróleo...


DJI abriu em 12.542 pontos e com a manutenção do barril de petróleo controlado na casa dos U$ 130 esboçou uma rápida reação na primeira meia-hora de pregão fazendo topo em 12.600 pontos. A partir daí, em compasso de espera para avaliar os próximos indicadores econômicos que serão divulgados nessa quinta como número de pedidos de auxílio desemprego, PIB trimestral e estoques de petróleo, dentre outros, realizou lentamente até a mínima em 12.495 pontos. Nas últimas horas de pregão, esboçou nova reação atingindo novamente o topo dos 12.600 pontos e finalizando logo após em 12.594 pontos (+0,36%)

Dow Jones ultimamente, vem oscilando entre os 12450 e os 12.600 pontos. Os indicadores econômicos que serão divulgados antes da abertura do pregão e o estoque de petróleo, por volta da 11 horas serão fundamentais para determinar o rompimento dessa "congestão" para um dos dois extremos.

Análise gráfica: No gráfico diário os principais indicadores mantêm indefinição. No gráfico de "30 minutos", a reação esboçada nas últimas horas de pregão, produziu sinalização positiva no IFR, estocástico e CCI/Ma cruzamento, porém o oscilador de momentos sinaliza "divergência baixista".

Suportes imediatos em 12.500, 12.440, 12.370 e 12.270 pontos.
Resistências em 12.600, 12.620 e 12.670 pontos.

quarta-feira, 28 de maio de 2008

Bolsa de NY fecha em alta com ações de tecnologia

por Renato Martins da Agência Estado
28.05.2008 18h16

O mercado norte-americano de ações fechou em alta. O avanço das ações dos setores de tecnologia e de commodities contrabalançou a debilidade das que caíram em reação à nova alta dos preços do petróleo. "Se os preços do petróleo subirem o suficiente para provocar uma paralisação da economia, isso vai afetar tudo. Se o consumo realmente cair muito, as empresas serão afetadas. Não é que as empresas de tecnologia sejam imunes ao petróleo, mas a sensibilidade delas está num nível mais elevado de preço", comentou o estrategista Russ Koesterich, da Barclay's Global Investors.
Entre as ações do setor de tecnologia, os destaques foram nomes como Hewlett-Packard (+1,79%) e IBM (+1,74%). Entre as ações ligadas a commodities, as da Dow Chemical subiram 1,49%, depois de a empresa anunciar aumentos de preços para todas as suas linhas de produtos a partir de 1º de junho; isso beneficiou ações como Alcoa (+2,95%) e DuPont (+1,34%). Outras ações de indústrias também subiram, entre elas Caterpillar (+1,51%), em reação ao indicador de encomendas de bens duráveis dos Estados Unidos em abril, que ficou acima das previsões.
As ações do setor de petróleo subiram, em reação à nova alta dos preços do produto (Chevron ganhou 0,84% e ExxonMobil, 0,70%). As das companhias aéreas, que são afetadas pelos preços do petróleo, caíram (US Airways despencou 8,1%). No setor financeiro, as ações da seguradora AIG caíram 4,67%, depois de os analistas da Citigroup Capital Markets rebaixarem seu preço-alvo; as do banco KeyCorp perderam 10,43%, depois de a instituição elevar sua previsão de baixas contábeis de empréstimos não pagos em 2008.
O índice Dow Jones fechou em alta de 0,36%, em 12.594,03 pontos. O Nasdaq encerrou com ganho de 0,22%, em 2.486,70 pontos. O S&P-500 subiu 0,40%, para 1.390,84 pontos. O NYSE Composite avançou 0,54%, para 9.364,34 pontos. As informações são da Dow Jones.

Ibovespa dispara 3,04% e fecha perto de nível recorde

por Claudia Violante da Agência Estado
28.05.2008 17h35


A alta do petróleo e os rumores de que a agência de classificação de risco Fitch Ratings deve elevar a nota brasileira em breve - além do grau de investimento concedido pela agência canadense DBRS - fizeram com que a Bovespa tivesse a maior alta porcentual desde 30 de abril e voltasse a se aproximar de seu nível recorde. Naquele dia, o Brasil conquistou seu primeiro grau de investimento por uma das três mais importantes agências do mundo, a Standard & Poor's (a Fitch e a Moody's são as outras duas).
O Ibovespa, principal índice, subiu hoje quase 2,2 mil pontos, motivado por uma compra generalizada de papéis, predominantemente por investidores domésticos. Apenas três ações do índice caíram. A alta foi de 3,04%, para 73.153,2 pontos. Com mais 0,5% de elevação, o índice registrará novo recorde, superando os 73.516,8 pontos do último dia 20. O Ibovespa oscilou hoje entre a mínima de 70.734 pontos (-0,36%) e a máxima de 73.180 pontos (+3,08%). O resultado deste pregão elevou os ganhos acumulados em maio para 7,79% e os do ano, a 14,51%. O volume financeiro totalizou R$ 7,459 bilhões.
Nos Estados Unidos, as bolsas conseguiram devolver no final as perdas (causadas pelo petróleo) registradas em boa parte do dia e subiram. O Dow Jones avançou 0,36%, o S&P teve ganho de 0,40% e o Nasdaq valorizou-se em 0,22%. O dado de encomendas de bens duráveis de abril melhor do que o previsto ajudou as altas. As encomendas recuaram 0,5% em abril, ante previsão de baixa de 2%.
O petróleo abriu em queda, mas o ajuste durou pouco e ainda durante a manhã os preços inverteram. Os temores com a redução na oferta pressionaram as cotações. Em Nova York, o petróleo avançou 1,69%, para US$ 131,03 por barril.
As ações da Petrobras acompanharam o movimento do petróleo e também passaram a subir, mostrando um repique no final da sessão, depois que S&P elevou a nota da estatal. A agência de classificação de risco removeu de observação os ratings de crédito corporativo de longo prazo da Petrobras e elevou a classificação de "BBB-" para "BBB". A perspectiva é estável. Petrobras ON e PN tiveram a mesma variação no fechamento, de +2,18%.
Além da Petrobras, as compras hoje foram generalizadas pelo mercado acionário por causa dos boatos de que a Fitch daria o grau de investimento ao Brasil. Os rumores voltaram hoje, segundo uma fonte, por causa do resultado do setor público: o superávit primário em abril foi de R$ 18,712 bilhões. No acumulado do ano, o resultado atingiu R$ 61,743 bilhões, o equivalente a 6,82% do PIB, desempenho bem acima da meta de 3,8% fixada para todo o ano. No meio da tarde, a Fitch afirmou que ainda está avaliando a situação do Brasil.
Neste quadro benigno, as ações da Vale conseguiram driblar a queda das commodities metálicas e subir. Vale PNA ganhou 2,03% e Vale ON avançou 2,22%. O destaque de alta do dia, no entanto, foi da Cesp. Os papéis dispararam 9,60% com a notícia de que a companhia entrou nas negociações para a venda do banco paulista Nossa Caixa ao Banco do Brasil.

Produção de químicos industriais cai 15% em abril

por André Magnabosco da Agência Estado
28.05.2008 17h12

O índice de produção de itens químicos de uso industrial apresentou retração de 14,85% em abril, na comparação com igual período de 2007. O resultado impactou os dados do setor no acumulado do ano, que apresentou retração de 4,38% no primeiro quadrimestre. Na comparação entre março e abril, o índice registrou queda de 12,43%, de acordo com dados da Associação Brasileira da Indústria Química (Abiquim) divulgados hoje.
A retração, de acordo com a entidade, foi ocasionada pela "realização de diversas paradas programadas para manutenção", entre elas a de uma linha da Copesul, central que fornece insumos para a Ipiranga Petroquímica, a Petroquímica Triunfo e a Petroflex, que também tiveram suas operações afetadas.
O índice de utilização da capacidade instalada da indústria química brasileira caiu de 85% em março para 80% em abril. Na comparação com abril do ano passado, a retração é ainda maior, de oito pontos porcentuais.