terça-feira, 5 de agosto de 2008

INDQ08...após 05/08...revertendo para tendência de alta...


O INDQ08 (Índice Futuro do Ibovespa) série Q (vencimento em agosto/08) abriu nos 55.700 (mínima), e nas primeiras duas horas de pregão veio atingir a máxima em 57.130 pontos. Daí, aguardando o resultado da reunião do FOMC, refluiu até encontrar suporte nos 56.600 pontos. Ficou oscilando entre esse suporte e os 57 mil pontos. Com a divulgação do resultado da reunião, mantendo inalterada a taxa de juros, o INDQ08 refluiu novamente até encontrar suporte em 56.000 pontos. Reagiu no final do pregão, quando DJI batia mais um recorde de alta, fechando às 17 horas em 56.500 pontos (+1,16%).

Análise: Exceto o CCI/Ma cruzamnto, os demais indicadores do gráfico de "30 minutos" sinalizam a continuidade da alta, decorrente da reversão ocorrida no final do pregão. O rompimento dos 57 mil pontos poderá levar o índice a 57.450, depois 57.880, 58.260 e 58.720 pontos. A perda dos 56 mil pontos, levará o índice a buscar suportes nas mínimas anteriores em 55.650, 55.540 e 54.580 pontos. Os índices futuros de DJI e S&P, antes do pregão, poderão confirmar a principal tendência.

IBOV...após 05/08...sintonizado com DJI, em tendência de alta...


O Ibovespa abriu nos 55.609 pontos (mínima do dia) e sintonizado com DJI, nas primeiras horas de pregão, atingiu a máxima do dia em 56.974 pontos (+2,45%). A partir daí, enquanto aguardava pelo resultado da reunião do FOMC sobre a manutenção dos juros, iniciou um lento mas contínuo processo de realização. Até porque, Petro e Vale já vinham cedendo com a forte queda do petróleo e commodities minerais. Anunciada a manutenção da taxa de juros, enquanto DJI acelerava para mais um recorde de alta, o Ibovespa refluiu até novo suporte em 55.892 pontos. Com o rompimento definitivo da resistência dos 11.580 pontos por DJI, o IBOV esboçou nova reação, praticamente no final do pregão, vindo a finalizar em 56.470 pontos (alta de + 1,54%).

Análise: Contrariando os principais indicadores gráficos, o Ibovespa reverteu a tendência de queda dos pregões anteriores. A forte e histórica alta de Dow Jones, fez o Ibovespa retomar o suporte perdido, em 56.418 pontos. Acima de 56.790 pontos, poderá buscar 56.974, 57.800, 58 mil e 58.580 pontos. Abaixo desse novo suporte em 55.892 pontos, o Ibovespa irá buscar suportes em 55,366, 54.810, 54.200 e 53.760 pontos. Agora, todos indicadores do gráfico de "30 minutos" sinalizam a continuidade da alta, confirmada pelos principais indicadores do gráfico diário. O "candle" formado no gráfico diário é quase um "martelo invertido", possivelmente confirmando a reversão de tendência. Os índices futuros do Ibovespa e dos mercados americanos, antes da abertura, poderão confirmar (ou não) a tendência de alta.

Suportes imediatos: 56.250, 55.890, 55.366, 55.000 e 54.200 pontos.
Resistências imediatas: 56.790, 56.974, 57.800, 58.100 e 58.580 pontos.

DJI...após 05/08...alta inesperada, reverteu tendência...


DJI abriu em 11.286 pontos (na mínima do dia) e impulsionado pelos mercados futuros em forte alta, petróleo e commodities em forte queda, rompeu o patamar dos 11.400 pontos com relativa facilidade e praticamente no final do pregão retomou com vigor o patamar dos 11.500 pontos, rompendo as resistências em 11.540 e a forte resistência em 11.580 pontos, para em seguida, retomar o patamar dos 11.600 pontos. Fechou na máxima do dia em 11.615 pontos ( + 2,94%).

Análise: DJI celebrou com muita intensidade a manutenção das taxas de juros pelo FOMC, em 2% e a sensível queda nos contratos futuros do barril de petróleo (acomodando-se na casa dos US$ 118,00) acompanhado da queda das principais commodities agricolas e minerais. Uma forte alta, como há muito tempo não se via em Wall Street. Se por um lado, a queda dessas commodities pode estar confirmando um quadro recessivo, por outro lado permite ao FED não utilizar aumento de juros para controlar a inflação de demanda. Resta saber, se essa alta não foi apenas "fogo de palha". O rompimento da resistência no topo recente em 11.700 pontos, remeterá DJI aos 11.810 pontos, e a partir daí seus próximos objetivos em 11.950 e 12.160 pontos Nos gráficos diário e no de "30 minutos" todos indicadores passaram a sinalizar tendência de alta. Os índices futuros dos mercados americanos, antes da abertura, poderão confirmar (ou não) a continuidade da alta.

Suportes: 11.580, 11.420, 11.222 e 11.125 pontos.
Resistências: 11.700, 11.810 e 11.950 pontos.

Ibovespa segue NY e fecha em alta pela 1ª vez no mês

por Claudia Violante da Agência Estado
05.08.2008 17h28

Depois de três pregões seguidos de quedas, a Bovespa finalmente voltou ao terreno positivo hoje, favorecida pela recuperação das bolsas internacionais e pela decisão dentro do previsto do banco central dos Estados Unidos. O petróleo pesou sobre as ações da Petrobras e acabou diminuindo os ganhos do principal índice doméstico - mas as aéreas dispararam pela mesma razão. Vale também oscilou muito ao longo do dia e chegou a registrar perdas fortes, assim como siderúrgicas, mas, no final, os papéis conseguiram voltar ao azul e favorecer um fechamento mais robusto para a bolsa.
O Ibovespa terminou a sessão em alta de 1,55%, aos 56.470,6 pontos. Oscilou entre a mínima de 55.609 pontos (estabilidade) e a máxima de 56.974 pontos (+2,45%). No mês, tem perdas de 5,10% e, no ano, de 11,61%. O volume financeiro totalizou R$ 5,419 bilhões.
O evento mais aguardado do pregão era o término da reunião do Federal Reserve (Fed, BC americano), com conseqüente anúncio da taxa básica de juros dos EUA. E o resultado veio dentro do previsto: a taxa se manteve em 2% ao ano, com 10 votos a favor e um por uma elevação. O comunicado, que muitos previam que ia ser alterado neste encontro, trouxe mais do mesmo. O que não significa pouco: as preocupações da autoridade monetária continuam voltadas para a perspectiva altamente incerta para a inflação e a manutenção dos riscos para o crescimento econômico dos EUA.
Como o petróleo caiu, metais preciosos, como ouro e prata, subiram e o índice ISM do setor de serviços veio melhor do que as previsões, as bolsas norte-americanas tiveram alta. O índice de ações Dow Jones terminou o pregão com avanço de 2,94%, o S&P fechou em elevação de 2,87% e o Nasdaq ganhou 2,81% - apenas o Dow Jones não fechou na máxima pontuação do dia.
O petróleo negociado na Bolsa Mercantil de Nova York terminou o dia em US$ 119,17 por barril, menor valor desde 5 de maio, com queda de 1,84%. O recuo foi motivado pela previsão de queda na demanda. Já o ISM subiu de 48,2 em junho para 49,50 em julho, ante previsão de que ficaria em 48,7. Apesar da alta acima das previsões, o número segue abaixo de 50, o que indica contração da atividade e ameniza qualquer euforia por parte dos investidores.
No Brasil, a despeito do avanço das bolsas norte-americanas e também das européias, as principais ações - Vale e Petrobras - trabalharam o dia todo pressionadas, oscilando grandes momentos de queda e de altas, em função do recuo do preço das matérias-primas (commodities) e da venda de papéis por parte de investidores estrangeiros. Vale, no entanto, conseguiu recuperar-se no final e fechar em alta, em boa parte diante da expectativa positiva para o balanço que divulga amanhã após o fechamento do mercado. Vale ON subiu 1,07% e Vale PNA, 0,95%.
Petrobras, no entanto, não teve a mesma sorte e pendeu com a queda do petróleo. As ações ON recuaram 1,15% e as PN, 2,10%. Por outro lado, a queda do petróleo levou as companhias aéreas ao topo do ranking de maiores valorizações do Ibovespa no dia. Gol PN subiu 16,18% e TAM PN avançou 7,21%.
A recuperação de hoje não significa uma tendência, já que a perspectiva de continuidade do enfraquecimento nos preços das commodities permanece no foco. A Bovespa, contudo, tem a seu favor a safra de balanços domésticos, para a qual as perspectivas são amplamente favoráveis.

Bolsa de NY fecha em forte alta com Fed e petróleo

por Renato Martins da Agência Estado
05.08.2008 18h15

O mercado norte-americano de ações fechou em alta forte, depois de três pregões consecutivos de quedas. A alta do índice Dow Jones foi a quarta maior do ano e a maior desde 1º de abril. O S&P-500, por sua vez, fechou no nível mais alto desde 1º de julho. O dia foi marcado por nova queda dos preços do petróleo, que fechou no nível mais baixo dos últimos três meses, e pela decisão do Federal Reserve (Fed, banco central dos EUA) de não alterar a taxa básica de juros.
Das 30 componentes do Dow Jones, 29 ações fecharam em alta (a exceção foi Chevron, do setor de petróleo, com baixa de 0,37%). Os destaques positivos foram ações do setor financeiro, como AIG (que divulga resultados do segundo trimestre amanhã), com alta de 11,99%, e Citigroup, com ganho de 5,79%, devido à expectativa de que as taxas de juro permaneçam estáveis até o fim do ano. As ações da Procter & Gamble subiram 3,27%, em reação a seu informe de resultados; as da General Motors avançaram 5,84% e as da Boeing ganharam 6,26%. No setor de tecnologia, as ações da Apple subiram 4,84%, depois de o UBS emitir uma recomendação de compra.
O índice Dow Jones fechou em alta de 2,94%, em 11.615,77 pontos. O Nasdaq encerrou com ganho de 2,81%, em 2.349,83 pontos. O S&P-500 subiu 2,87%, para 1.284,88 pontos. O NYSE Composite avançou 2,46%, para 8.471,85 pontos. As informações são da Dow Jones.

Crise deixa exercício de previsões mais difícil

por Catherine Vieira de VALOR
05/08/2008

O que esperar do mercado nos próximos meses ou até no próximo ano? Volatilidade. O professor da Universidade da Califórnia em San Diego Alan Timmermann diz que não é possível arriscar uma resposta que vá muito além disso. Especialista em finanças, particularmente no estudo do mercado de ações e dos retornos dos ativos, Timmermann esteve no Rio na semana passada para participar do 8º Encontro Brasileiro de Finanças, realizado no Ibmec.
Ele diz que os acontecimentos recentes na economia americana - derivados da crise das hipotecas de alto risco, os "subprimes" -, estão apresentando um cenário completamente novo, no qual fica mais difícil fazer previsões, inclusive das reações do mercado.
Na visão do professor, depois que as grandes perdas relativas aos subprimes começaram a vir à tona, os investidores passaram a se dar conta de que muitas das estratégias tradicionais que eram usadas talvez não são mais aplicáveis nesse momento. "Por exemplo, será que é hora de comprar ações de bancos porque elas já caíram tanto que se tornam uma oportunidade?", observa Timmermann. Ele lembra que, em muitos casos, os próprios bancos não sabem qual o tamanho exato dos prejuízos que sofrerão por conta da exposição a hipotecas, derivativos e outros tipos de ativo. "Acho que estamos todos aprendendo a lidar com essas incertezas em tempo real e isso vai levar um tempo", diz o especialista da Universidade da Califórnia.
Por isso, afirma Timmermann, não será surpresa se o mercado continuar por um bom período sem tendência definida, entre altas e baixas, ou seja, mais volátil. Ele também não acredita que já tenham ficado para trás as últimas perdas causadas pelas hipotecas de alto risco. "Por um tempo considerável ainda vamos ter de lidar com incertezas que vão tornar mais difícil dizer se o mercado vai se mover para cima ou para baixo", analisa Timmermann. "Os efeitos sobre a economia devem se prolongar por 2009 ou até mesmo 2010", prevê o professor.
O mercado de ações dos Estados Unidos vai continuar sofrendo e contagiando os outros do mundo todo, acrescenta Timmermann. Porém, ele acredita que as perspectivas para a economia e para as empresas brasileiras são positivas e que, no fim das contas, apesar do contágio inevitável dos mercados, os fundamentos vão prevalecer. "Mas se deve esperar volatilidade também no Brasil, especialmente nas indústrias que são altamente dependentes dos mercados desenvolvidos", prevê. Por outro lado, o fato de ser um exportador de commodities coloca o Brasil numa posição mais confortável.
Timmermann está ficando cada vez mais familiarizado com a economia e as empresas locais e não é apenas porque se casou com uma brasileira. "As companhias brasileiras estão mostrando que sua relevância na economia global está mudando; para os americanos, foi um choque ver a InBev comprar a empresa que faz a Budweiser, a Anheuser Busch", contou ele, rindo. "A empresa conseguiu obter recursos num momento difícil da economia global para essa aquisição."
Mas não é só. O professor diz que a Vale e a Embraer estão cada vez mais nas manchetes das publicações mais importantes de economia dos Estados Unidos e lembrou que a Petrobras também esteve em evidência por conta das descobertas da camada do pré-sal. "Outras empresas que começam a despertar atenção são as agrícolas ligadas ao etanol; há um interesse muito grande pelo assunto", diz.
No evento, ele apresentou um trabalho que discute se é possível prever a distribuição de retornos no mercado de ações. "O que eu verifiquei é que é muito difícil prever os retornos médios dos mercados, mas há chances melhores de prever alguns detalhes que estão ligados a esses retornos", diz ele, acrescentando que esse resultado pode ser interessante para estratégias envolvendo opções de compra e de venda. O estudo mostrou ainda que é mais fácil prever altas do que baixas de mercados.

Nervos de aço

por Adriana Cotias, Alessandra Bellotto, Angelo Pavini e Luciana Monteiro de VALOR ECONOMICO
05/08/2008

A forte queda das commodities - 3,38% somente ontem, além dos 10% em julho, segundo o índice CRB Reuters - colocou o país no centro dos holofotes dos investidores externos, que vêem no Ibovespa um sinônimo de matérias-primas. Vale, Petrobras e as siderúrgicas puxam a queda, alimentada por vendas de fundos internacionais agressivos, os fundos hedge, que especulam com os preços das commodities diretamente nas bolsas e indiretamente via as ações de empresas. Depois da queda de ontem do Índice Bovespa, de 3,51%, a perda no ano já chega a 12,96% - isso apesar de as commodities ainda apresentarem alta de 12,06%.
Diversas corretoras internacionais também reviram para pior sua visão sobre o Brasil, temendo o impacto da queda das commodities nos resultados das empresas e até nas contas do país. Essa forte pressão de venda de estrangeiros, que já tiraram R$ 14 bilhões da Bovespa apenas em junho e julho, ofusca qualquer dado positivo das empresas brasileiras e faz o mercado seguir mais os humores com relação à economia global do que fatores locais. Nesse momento, o investidor tem pouco a fazer senão esperar para ver até onde vai a onda pessimista.
No Brasil, a reversão do humor do mercado divide os analistas entre os que acham que se trata de um movimento pontual e os que já começam a rever suas projeções, vislumbrando uma mudança de fundamentos. A Fator Corretora, que já vinha com uma projeção conservadora, de 75 mil pontos para o Ibovespa no fim do ano, baixou o número para 67 mil pontos ontem. Já Tomas Awad, estrategista da Itaú Corretora, não vê motivo para alterar a projeção de 83.200 pontos para o Ibovespa. "O lucro das empresas brasileiras está indo bem e, se fosse para mudar o número, seria para cima", diz. Para ele, o mercado está antecipando um cenário muito pior do que o real. "Falamos com empresas diariamente e não notamos uma mudança que justifique esse pessimismo", diz ele.
A grande definição para a bolsa brasileira está nas mãos do governo chinês, diz Roseli Machado, da Fator Asset Management. Até setembro, o governo chinês deve decidir se dará prioridade ao combate à inflação ou manterá o crescimento. "Se a China resolver manter o crescimento, o Brasil volta a subir", diz ela, que está revendo a estimativa do Ibovespa em 82 mil pontos para o fim deste ano.
Não era sustentável que os preços das matérias-primas continuassem subindo, enquanto a recessão batia às portas do mundo desenvolvido, diz o estrategista da Unibanco Corretora, Vladimir Pinto, que, por enquanto, mantém a meta do Ibovespa em 78 mil pontos para dezembro, mas já pensa em revisá-la. Sob a sombra da crise de crédito americana e persistência da inflação - lá fora e também no Brasil -, investidores dos quatro cantos do planeta têm revisado as suas perspectivas para o crescimento da economia global praticamente em bases diárias. Somente a safra de balanços aqui é que pode dar fôlego para a bolsa brasileira experimentar alguma recuperação, tornando-se menos suscetível aos chacoalhões globais, pondera Pinto.
Nesse cenário, alguns setores podem ser favorecidos. Apesar do freio mundial, o petróleo não deve ceder abaixo de US$ 100, o que torna Petrobras PN, depois de uma queda de 22,5% em julho e 8,38% em agosto, uma opção atrativa na visão da Unibanco. Os metais, que têm refletido as preocupações sobre o ritmo global, também não devem experimentar cotações muito mais baixas, mesmo com alguma desaceleração nas economias emergentes. As siderúrgicas encontrarão ambiente para reajustar os preços do aço em até 15% em 2009, segundo previsão da corretora. Já o segmento de consumo continuará sofrendo o impacto do aumento dos custos de crédito, inflação de alimentos, enquanto os bancos sentirão ainda os reflexos do engessamento do crédito global, apesar de não terem exposição alguma em títulos lastreados em hipotecas de alto risco.
Mas o ambiente externo seguirá comandando o humor da bolsa brasileira, pelas notícias e indicadores que os EUA e os bancos americanos vão divulgar, reitera o chefe de análise da Bradesco Corretora, Carlos Firetti, que está revisando seus cenários para o Ibovespa. "Os fundamentos para a bolsa brasileira são positivos, não dá para falar em cenário pessimista mesmo com aumento de juros no Brasil e o prognóstico de desaceleração da economia no ano que vem", afirma. "Mas, no curto prazo, vai ser assim, muita oscilação." A receita agora é ficar mais fora de commodities, sem, contudo, ignorar Petrobras PN, que caiu demais.
No caso da estatal, um dos fatores positivos é a expectativa de manutenção dos preços do barril do petróleo, perto dos US$ 120, segundo a Merrill Lynch. Para o banco americano, apesar da esperada queda de atividade nos países desenvolvidos, o consumo dos emergentes seguirá em alta este ano, lembrando que foram países como Brasil, Índia e China que contribuíram com 85% do aumento de consumo do petróleo de 2000 para cá. A Merrill Lynch aposta que a rápida expansão do consumo em mercados emergentes deve continuar no segundo semestre, mantendo o barril em torno de US$ 124 neste trimestre e em US$ 119 no último trimestre do ano.
Mas embora a economia local ainda mantenha um bom ritmo de crescimento e as empresas abertas venham apresentando resultados sólidos, algumas já começam a transparecer nas receitas o aumento de custos por conta da elevação dos preços das commodities agrícolas, petróleo e aço, assinala a chefe de análise da Ativa Corretora, Luciana Leocádio. Por enquanto, ainda há espaço para repasse de preços no mercado interno. "Os fundamentos continuam favoráveis, mesmo que no curto prazo o vaivém continue." A corretora tem um alvo de 81.200 pontos para o Ibovespa até junho de 2009.
Para o economista-chefe da corretora Ágora, Álvaro Bandeira, além do peso das commodities, a liquidez das ações de empresas como Petrobras e Vale, siderúrgicas e até mesmo bancos e as bolsas Bovespa e BM&F acaba fazendo com que a bolsa brasileira seja mais afetada do que seus pares em momentos de aversão ao risco. A corretora, que vinha trabalhando com um Ibovespa a 82 mil pontos no final do ano, já está revisando sua projeção. No curto prazo, Bandeira acredita que o Ibovespa possa testar os 53 mil pontos, mas tende a ser recuperar no fim do ano e beirar o nível de 78 mil pontos. "Essas mesmas empresas, cujas perspectivas para o médio e longo prazo são positivas, estão ficando baratas e tendem a liderar a recuperação do mercado", afirma.
Na corretora Spinelli, as projeções são sempre feita em faixas - no início do ano, ficava entre 80 e 85 mil e, diante da piora do mercado, caiu para algo entre 75 a 80 mil. "As commodities oscilaram de uma completa euforia compradora para uma fuga, mas a demanda por matérias-primas é real diante de uma economia aquecida", diz Daniel Gorayeb, analista de investimentos da corretora Spinelli.

Crescem os programas de recompra de ações

por Graziella Valenti de Valor Econômico
05/08/2008

A Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) engordou ontem a lista de companhias que anunciaram programas de recompras de ações. Só no mês de julho, um total de cinco programas foram abertos - bancos ABC Brasil, Pine, Paraná e Patagônia, além de Bradespar.
O aumento do uso desse mecanismo é resposta tradicional das empresas ao desempenho negativo da bolsa, que se acentuou fortemente nas últimas semanas. Agosto mal começou e o Índice Bovespa já acumula perda de 6,55%. No ano, a perda registrada pelo indicador é de 12,96%.
Metade dos programas lançados no mês passado, porém, pertence a bancos médios nacionais, que abriram capital recentemente e acumulam perda substancial desde a listagem na bolsa. Nenhuma das instituições têm perda inferior a 20% em 2008.
Sozinho, o programa da CSN significa a retirada de R$ 608 milhões de circulação. A companhia pode adquirir 2,3% dos papéis que estão em bolsa, até 27 de agosto. No total, os cinco programas anunciados em julho somavam pouco menos de R$ 200 milhões.
Mas não é de hoje que esse mecanismo começou a ser usado. Há nada menos do que 25 recompras abertas desde janeiro, segundo a Comissão de Valores Mobiliários (CVM). O total de programas lançados neste ano, porém, pode ser ainda maior. O dado não contempla empresas que tenham começado e já encerrado seus programas neste ano. Considera apenas aqueles ainda abertos. Tomando como base o fechamento do mercado ontem, as recompras abertas somam um volume de R$ 1,6 bilhão.
Essa ferramenta é usada pelas companhias com duas finalidades principais: ajudar na sustentação dos preços na bolsa, com aumento da demanda compradora, e ainda sinalizar que os investidores estão atribuindo um desconto exagerado aos papéis, tornando-os uma boa opção de investimento. A CSN, por exemplo, justifica assim seu programa: "maximizar a geração de valor para o acionista por meio de uma administração eficiente de sua estrutura de capital".
Depois de recomprar os papéis, as empresas podem decidir por cancela-los ou vendê-los no mercado - quando julgarem o preço apropriado. Entretanto, as ações não podem ficar na tesouraria da companhia por mais de 90 dias, segundo as regras da CVM.
Dos programas abertos, 13 são de companhias que captaram recentemente na Bovespa. No caso das novatas, a opção pela recompra enfrenta alguma resistência. Nem todos julgam que a aplicação dos recursos na compra de suas próprias ações é a melhor destinação para o dinheiro. Isso porque as empresas que se capitalizaram recentemente tinham planos - pagar dívida ou investir para crescer.
De acordo com as regras da CVM, as empresas podem comprar até 10% das ações livres para circulação. Para lançar um programa de recompra, a companhia não pode comprometer recursos superiores ao saldo de lucros ou reservas disponíveis no último balanço. Na prática, isso significa que a empresa não deve comprometer sua liquidez financeira para comprar papéis em queda na bolsa.

Risco e oportunidades na bolsa

por Tatiana Bautzer e Angelo Pavini de Valor Economico
05/08/2008

Com a queda de 13% na bolsa desde janeiro - só ontem o índice Bovespa caiu 3,5% - muitos investidores podem entrar em pânico e vender tudo. Mas, para os que têm sangue-frio, essa é a hora de escolher pechinchas do mercado, mostra a revista "ValorInveste", que circula hoje.
O investidor Manuel Moreira Giesteira, que após a eleição de Lula comprou Itaúsa a R$ 1,60 (R$ 9,94 ontem), está adquirindo papéis de energia elétrica, pelos dividendos e alternativas de lucro. Pedro Bastos, do HSBC, sugere a venda de companhias realmente afetadas pela crise, mesmo com realização de prejuízos. Luiz Galvão, da Corretora Bradesco, propõe aos defensivos a compra de blue chips. Para os ousados, a opção são papéis de segunda linha "em liquidação" nos setores de varejo, construção, consumo e logística. André Lion, da BRZ, lembra uma máxima: comprar sempre "ao som de canhões" e vender "ao som de violinos".

segunda-feira, 4 de agosto de 2008

DJI...após 02/08... tendência de queda pode ser revertida com decisão sobre juros.....


DJI abriu em 11.326 pontos, refluiu até a mínima em 11.222 e a partir desse suporte iniciou uma sequência de alta, até atingir nova resistência em 11.382 pontos (máxima do dia). Daí, realizou até fechar nos 11.284 pontos (-0,37%).

Análise: DJI até tentou esboçar nova alta, a partir da mínima nos 11.222 pontos, porém não conseguiu se manter acima do suporte nos 11.360 pontos. Gradualmente, vem cedendo terreno, tendo por objetivo agora, testar o suporte nos 11.125 pontos. A retomada dos 11.360 pontos e o rompimento do patamar dos 11.580 pontos poderia levar DJI novamente a tentar superar a resistência em 11.700 pontos e depois o patamar dos 12 mil pontos. Mas, parece ser mais provável que reflua aos 11.125 pontos, com riscos de retornar rapidamente aos 11 mil pontos, caso perca esse suporte. As 15:15 horas, o FOMC definirá as novas taxas, acompanhada do tradicional comunicado. O tom do comunicado poderá interferir no "humor do mercado", revertendo ou não a tendência de baixa. Os índices futuros dos mercados americanos, antes da abertura, poderão sinalizar a tendência para hoje.

Suportes: 11.222, 11.125, 11.030 e 10.870 pontos.
Resistências: 11.382, 11.580 e 11.700 pontos.

IBOV...após 02/08... tendência de queda, mas pode tentar reverter...


O Ibovespa abriu nos 57.619 pontos foi até a máxima do dia em 57.641 pontos e a partir daí, deu continuidade ao processo de realização. De forma sistemática e continuada, retrocedeu até encontrar suporte na mínima em 55.366 pontos (-3,93%). A partir daí esboçou reação até 56.245 pontos. Refluiu a partir desse topo até fechar em 55.609 pontos(-3,51%).

Análise: Como já antecipavam os indicadores gráficos, o Ibovespa deu continuidade à realização iniciada no pregão anterior. A perda do importante suporte em 56.418 pontos, trouxe como previsto, o Ibovespa aos 55 mil pontos. Acima de 56.700 pontos, poderá buscar 56.930, 58 mil e 58.450 pontos. Abaixo desse novo fundo em 55.366 pontos, o Ibovespa poderá buscar suportes em 55 mil, 54.200, 53.500 e 52.800 pontos. Os principais indicadores do gráfico diário ainda sinalizam a continuidade da tendência de queda, porém a mínima em 55.366 pode ter sido (no curto prazo) o fundo desse canal de baixa. As 15:15 horas, o FOMC definirá as novas taxas, acompanhada do tradicional comunicado. O tom do comunicado poderá interferir no "humor do mercado". Os índices futuros do Ibovespa e dos mercados americanos, antes da abertura, poderão sinalizar a tendência para hoje.

Suportes imediatos: 55.300, 55.000, 54.200, 53.500 e 52.800 pontos.
Resistências imediatas: 55.850, 56.700, 57.000 e 57.930 pontos.

Bolsa despenca 3,51% e volta ao nível de 23 de janeiro

por Claudia Violante da Agência Estado
04.08.2008 17h32

Agosto mal começou, mas a Bovespa já conseguiu praticamente dobrar as perdas acumuladas em 2008. Até o fechamento de julho, a queda do Ibovespa, principal índice, havia atingido 6,86%, mas depois de cair mais de 3% nos dois primeiros pregões de agosto as perdas foram ampliadas para 12,96% em 2008 - 6,55% apenas este mês.
Hoje, o índice recuou 3,51%, a maior queda porcentual desde os 3,61% de 2 de julho. Esta segunda-feira terminou com o Ibovespa aos 55.609,1 pontos, menor nível desde 23 de janeiro (quando encerrou com 54.234,8 pontos). Na mínima do dia, o índice registrou 55.367 pontos (-3,93%) e, na máxima, 57.647 pontos (+0,02%). O volume financeiro totalizou R$ 4,691 bilhões.
A queda dos metais e do petróleo e a fuga de estrangeiros derrubaram as principais ações domésticas, com os papéis mais líquidos e os de primeira linha conduzindo o tombo. Nova York também contribuiu para isso, mas a queda lá foi bem mais tímida, justamente porque o componente petróleo serviu de freio às ordens de vendas. O índice nova-iorquino Dow Jones recuou 0,37%, o S&P caiu 0,90% e o Nasdaq fechou com perdas de 1,10%.
O principal indicador esperado para hoje nos Estados Unidos era o índice de preços dos gastos com consumo pessoal (PCE, na sigla em inglês). E ele não foi muito agradável. O núcleo do PCE (porção do índice que exclui alimentos e energia, que têm preços voláteis), em base anual, subiu 2,3% em junho, acima da meta do banco central dos EUA, de variação de alta entre 1% a 2%. O índice cheio (ou seja, com alimentos e energia) avançou 4,1%, na comparação anual. Além disso, os gastos com consumo - responsáveis por dois terços da atividade econômica dos EUA - caíram 0,2% em junho em comparação a maio, em termos ajustados à inflação, a primeira retração desde fevereiro. A renda pessoal, por sua vez, subiu 0,1% em junho, menor aumento desde abril de 2007.
Além desses números ruins, o setor financeiro voltou a pesar hoje sobre os índices, depois da falência do First Priority Bank, da Flórida, fechado na sexta-feira, e da queda do lucro do HSBC.
O petróleo ajudou Wall Street ao cair 2,95%, para US$ 121,41 por barril, mas prejudicou as ações da Petrobras, ainda afetadas com as vendas dos investidores estrangeiros. As ações ON da empresa terminaram em baixa de 5,13% e as PN, em queda de 4,69%.
Mas foi a Vale quem roubou a cena do pregão ao derreter mais de 7% (-7,21% as ON e -7,15% as PNA). Além do fechamento em baixa dos metais e da fuga de estrangeiros, os investidores têm penalizado os papéis após a subscrição, no mês passado, e também em meio às notícias de taxação do setor pelo governo. A análise corrente dos especialistas, entretanto, é de que há exagero na queda. Os setores siderúrgico e bancário também despencaram hoje, respectivamente por causa dos metais e dos correspondentes norte-americanos.
Amanhã, o principal destaque da agenda é a reunião do Banco Central dos Estados Unidos, que deve manter a taxa de juro em 2% ao ano. A avaliação é de que os investidores já se protegeram do evento no pregão de hoje e, a menos que uma notícia muito ruim esteja no comunicado que traz a taxa de juros, pode haver espaço para compras.

Bolsas de NY recuam com queda das matérias-primas

por Renato Martins da Agência Estado
04.08.2008 18h11

O mercado norte-americano de ações fechou em queda, em reação às baixas dos preços do petróleo e de outras matérias-primas (commodities), em meio a temores quanto à perspectiva da economia dos EUA. "Os preços das commodities caem durante recessões. O refrão mais comum, diante do recente vigor dos preços das commodities industriais, era que 'a China e a Índia vão continuar a crescer, independentemente de outros acontecimentos econômicos globais', mesmo diante da desaceleração da produção industrial da Índia e de uma China que está debatendo como conter a inflação", escreveu o estrategista Tobias Levkovich, do Citigroup.
Para ele, o otimismo irrefreável que se via recentemente em relação às commodities lembra os momentos anteriores de euforia com as ações do setor de tecnologia e com os preços dos imóveis residenciais. Levkovich lembra que recentemente foi "fortemente criticado por um consultor por ter manifestado dúvidas quanto ao superciclo das commodities, como se ter uma opinião diferente fosse um ato de traição".
Entre as 30 componentes do índice Dow Jones, o destaque negativo foi ExxonMobil, do setor de petróleo, com queda de 3,91%; as ações da Chevron recuaram 1,79%. As da Range Resources, da área de exploração de petróleo e gás, perderam 13,08%; as da mineradora de carvão Consol Energy recuaram 6,50% e as da mineradora de ouro e cobre Freeport McMoRan perderam 12,00%. As ações da Alcoa, do setor de alumínio, caíram 3,42%. No setor financeiro, as ações do banco britânico HSBC caíram 1,86%, em reação a seu informe de resultados. No setor de tecnologia de comunicações, as ações da Motorola subiram 11,46%, depois de a empresa anunciar a contratação de um executivo da Qualcomm.
O índice Dow Jones fechou em queda de 0,37%, em 11.284,15 pontos. O Nasdaq encerrou em baixa de 1,10%, em 2.285,56 pontos. O S&P-500 caiu 0,90%, para 1.249,01 pontos. O NYSE Composite recuou 1,32%, para 8.268,65 pontos. As informações são da Dow Jones.

Bancos dos países ricos ainda têm muito prejuízo pela frente

por Cristiane Perini Lucchesi de Valor Online
04/08/2008

As perdas de US$ 480 bilhões contabilizadas nos bancos em todo o mundo como conseqüência do estouro da bolha imobiliária nos Estados Unidos não são nem a metade do total a ser realizado com essa crise. Essa é a expectativa unânime dos analistas consultados pelo Valor. As formas usadas para contabilizar as perdas, no entanto, não são unânimes. Há quem acredite que os bancos estão maquiando balanços, escondendo prejuízos atrás de fórmulas matemáticas de avaliação de ativos mais complexos e sem liquidez a preços de mercado. Alguns negam a prática, enquanto outros defendem que os bancos não deveriam mesmo marcar a mercado todas as perdas, pois não teriam como absorvê-las com o capital disponível.
A firma de investimentos Bridgewater Associates tem números explosivos. Em relatório aos clientes que "vazou" na internet, a empresa calcula que os bancos terão de assumir perdas totais de US$ 1,6 trilhão por causa da crise das hipotecas americanas. Os bancos ainda teriam de contabilizar US$ 1,1 trilhão como prejuízo, considerando-se os números da agência Bloomberg, do total já declarado de US$ 480 bilhões. O Fundo Monetário Internacional (FMI) fala em perdas totais de US$ 945 bilhões no sistema financeiro, dos quais US$ 700 bilhões com a marcação a mercado, mas estima os prejuízos já declarados em US$ 400 bilhões.
Após ter contabilizado tantos prejuízos, "o sistema financeiro americano já está realmente muito fraco hoje", disse a a analista da Standard & Poor's Victoria Wagner. "E terá de continuar a registrar perdas, inclusive durante 2009", avalia. Combalido por uma crise aguda de liquidez que dura mais de um ano, aliviada por injeções diárias de recursos extraordinários dos bancos centrais dos Estados Unidos e Europa, o sistema financeiro dos países ricos está em risco de insolvência crescente. Neste ano, sete bancos já faliram nos EUA, um recorde desde 2002.
A lista de instituições "problemáticas" passou de 76 para 90 no primeiro trimestre, segundo o Federal Deposit Insurance Corporation (FDIC), instituição do governo americano que garante os depósitos e monitora riscos. A falência do banco IndyMac, de Pasadena, Califórnia, no dia 11 de julho, com ativos de US$ 32 bilhões, foi a segunda maior de toda a história dos Estados Unidos.
Outras falências de dimensões bem maiores só não aconteceram por causa do socorro governamental. Em 25 de julho, por exemplo, o Washington Mutual, um dos bancos mais expostos a hipotecas para pessoas físicas nos Estados Unidos, obteve US$ 10 bilhões na linha de redesconto do Fed, mais empréstimos do Federal Home Loan Bank e operações no "open market" que totalizaram US$ 50 bilhões em meio a rumores de fuga de recursos. Também em julho, as financeiras Freddie Mac e Fannie Mae, que usam garantias do governo, receberam socorro de US$ 25 bilhões.
Isso sem falar nos casos mais antigos: a Countrywide recebeu empréstimo de US$ 51,1 bilhões do governo americano em novembro, enquanto o JPMorgan recebeu crédito de US$ 30 bilhões do Fed, banco central americano, para comprar o Bear Stearns em março. Na Alemanha, desde o início da crise, foram socorridos o IKB (US$ 13 bilhões) e o Sachsen (17,3 bilhões de euros). Na Inglaterra, a Northern Rock foi nacionalizada após receber 55 bilhões de libras esterlinas.
Outros bancos - como UBS, Morgan Stanley, Merrill Lynch e Citigroup - até conseguiram levantar capital privado para fazer frente às perdas. Os fundos soberanos de países asiáticos e do Oriente Médio, além de sheiks do petróleo e bancos chineses, compraram ações e títulos de dívida subordinada dos bancos. O total de capital levantado é de US$ 300 bilhões, segundo o FMI, e de US$ 350 bilhões em 12 meses, de acordo com Mohamed El-Erian, diretor do fundo de investimento Pimco. Mas, mesmo depois de obter tudo isso, "o sistema financeiro continua precisando de capital", diz El-Erian, em artigo no site do fundo.
"As instituições financeiras esperam que, em algum futuro próximo, serão capazes de obter uma nova infusão de capital e poderão contabilizar mais perdas", diz o professor Paul Davidson, o principal economista americano pós-keynesiano vivo. Ele afirma que os bancos podem até saber hoje que no futuro seus ativos vão certamente valer muito menos do que o preço atual registrado no balanço. "No entanto, enquanto esses ativos tiverem algum valor, mesmo que arbitrário, os bancos não estarão insolventes", afirma. Ele lembra que o mercado para títulos lastreados em hipotecas, as carteiras desses títulos, carteiras com derivativos desses títulos ao quadrado e ao cubo e outros derivativos exóticos "falhou", ou seja, não existe. Por isso, os critérios para definir o preço de mercado desses ativos são discutíveis.
A venda de uma carteira de títulos lastreados em hipotecas da Merrill Lynch na semana passada foi ilustrativa. No dia 29, o banco vendeu US$ 30,6 bilhões de valor de face por US$ 6,7 bilhões. Mas a própria Merrill havia contabilizado esses títulos no balanço do segundo semestre a US$ 11,1 bilhões. "Eles tiveram de pagar um prêmio para vender toda a carteira", argumenta Victoria Wagner, da Standard & Poor's.
Outros analistas consideram que a carteira valia ainda menos do que isso e só saiu ao preço de US$ 0,22 por dólar porque a compra foi feita em sua maior parte com crédito da própria Merrill Lynch, que financiou 75% da aquisição feita pelo fundo Lone Star. O Goldman Sachs lembrou que, se o Citigroup fosse marcar como a Merrill Lynch seus ativos semelhantes, hoje contabilizados a US$ 0,53 por dólar, teria de registrar baixas contábeis de mais de US$ 16,2 bilhões.
A Merrill Lynch pôde fazer a venda e absorver a perda, pois conseguiu na semana passada levantar capital do fundo soberano de Cingapura Temasek, no total de US$ 8,5 bilhões, mas teve de compensar o fundo com US$ 2,5 bilhões por perdas passadas. Depois dos prejuízos dos investidores que compraram as ações dos bancos desde o início da crise, que chegaram a 50% em alguns casos, a disposição para aumentar suas posições nesses ativos é cada vez menor. Segundo El-Erian, um número crescente de bancos está essencialmente sem condições de levantar dinheiro neste momento sem ajuda do governo.
"Se o Fed tivesse obrigado os bancos a marcar a mercado seus portfólios nos anos 80, quando os países da América Latina começaram a entrar em moratória, teria sido um desastre de proporções bíblicas", argumenta John Mauldin, presidente da firma de consultoria Millennium Wave. "Não sobraria nenhum banco americano em pé e a economia entraria em uma profunda recessão", diz ele.
Na época, segundo ele, os maiores bancos americanos estavam tecnicamente quebrados e as autoridades econômicas permitiram que eles mantivessem os ativos em sua carteira a preços de 100% do valor de face. Só depois de seis anos ou mais, quando os bancos conseguiram capital, é que as marcações foram feitas. Hoje, na sua visão, a situação só é diferente nos detalhes. "É tudo uma questão de ganhar tempo", comenta, em relatório. "Os bancos centrais em todo o mundo estão dando aos bancos tempo para eles lidarem com seus problemas", ou seja, vender ativos e levantar mais capital. "Não há outra opção", considera ele.

IBOV...após 01/08...tendência de queda continua...


O Ibovespa abriu nos 59.505 pontos (máxima do dia) e impulsionado pelos índices futuros em queda, deu continuidade ao processo de realização. De forma sistemática e constante retrocedeu até encontrar suporte na mínima em 57.492 pontos. Recuperou um pouco, ao fechar em 57.630 pontos(-3,15%).

Análise: Como já antecipavam os indicadores dos gráficos diário e de "30 minutos" o Ibovespa deu continuidade à realização iniciada no pregão anterior. A perda do suporte em 57 mil pontos, poderá levar o IBOV a testar o forte suporte de 56.418 pontos (fundo recente do último rali de queda). A perda deste suporte trará o Ibovespa aos 55 mil pontos e, possivelmente aos 53 mil pontos. Acima de 57.700 pontos, poderá buscar 58.800 e 59 mil pontos. Os principais indicadores do gráfico diário estão sinalizando a continuidade da tendência de queda. Os índices futuros do Ibovespa e dos mercados americanos, antes da abertura, poderão confirmar (ou não) essa tendência.

Suportes imediatos: 57.000, 56.870, 56.420, 56.100 e 55.600 pontos.
Resistências imediatas: 57.700, 58.800, 59.000 e 59.505 pontos.

DJI...após 01/08...tendência de queda continua...


DJI abriu em 11.380 pontos e esboçou um processo inicial de alta, meio que empurrado pelos mercados futuros, vindo atingir resistência em 11.419 pontos. Daí, iniciou nova realização até a mínima nos 11.267 pontos. Reagiu retomando o patamar dos 11.300 pontos, para finalizar em 11.326 pontos (- 0,46%).

Análise: A abertura e a leve alta nas primeiras horas de pregão não foram suficientes para reverter o processo de realização de DJI, iniciado no pregão anterior. Taxas crescentes de desemprego e prejuízos acima das expectativas do mercado da poderosa GM (15,5 bi no balanço trimestral) reacenderam a luz amarela da recessão. A confirmação da perda do suporte dos 11.360 pontos, terá por objetivo o suporte nos 11.125 pontos e na perda deste suporte, o próximo objetivo será novamente o fundo do canal de baixa, nos 11 mil pontos. Os principais indicadores do gráfico diário, sinalizam tendência de queda. Os mercados futuros antes da abertura, poderão confirmar (ou não), a continuidade dessa tendência.

Suportes: 11.267, 11.125, 11.030 e 10.980 pontos.
Resistências: 11.418, 11.490, 11.525, 11.580 e 11.700 pontos.

domingo, 3 de agosto de 2008

IBOV...projeções para a semana de 04 a 08 de agosto...


Apesar do bom desempenho positivo da última semana, para esta semana o desempenho do Ibovespa deverá ser influenciado diretamente pelos acontecimentos agendados na economia americana (reunião do FOMC, divulgação de índices de desempenho econômico e resultados corporativos trimestrais).

No cenário doméstico, a divulgação de balanços trimestrais do Bradesco e o Itaú, no início da semana, poderão trazer algum alento ao mercado, por expectativas melhores que as do trimestre anterior, mas sem dúvida os mais aguardados serão os de Vale, no meio de semana e os de Petro previstos para o dia 11, no início da próxima semana.

O volume diário de negócios, com média ainda bem inferior à média do primeiro semestre, traduz a incerteza do mercado quanto ao "fundo do poço" do Ibovespa.
Nesse quadro de muitas incertezas, os principais indicadores do gráfico semanal ainda apontam para a continuidade da tendência de queda.

A perda do suporte em 57.300 pontos poderá levar o Ibovespa a testar o fundo recente em 56.420 pontos, com fortes possibilidades de retorno aos 55 mil pontos, em caso da perda deste suporte. Reversão de tendência será caracterizada, nesta semana, com a retomada dos 59 mil pontos.

DJI...projeções para a semana de 04 a 08 de agosto...


Depois da forte recuperação ocorrida três semanas atrás, motivada pela queda do preço (recorde) do barril de petróleo e pela percepção de que houvera exagero na depreciação das ações do setor financeiro americano, DJI devolveu boa parte dessa recuperação, nessas 2 últimas semanas, fechando negativo em relação ao fechamento semanal anterior.

A reversão da tendência anterior está sendo justificada agora, pelo fato de que as perspectivas de recessão estão sendo mais evidentes, conforme o novo recorde na taxa de desemprego (5,7%) e a sensível redução na oferta de novos empregos.

Por outro lado, o "contágio" da crise financeira ao "mundo real" dos negócios parece estar se confirmando, com o resultado negativo apontado por uma das maiores componentes de DJI, a poderosa montadora GM, que anunciou prejuízo trimestral recorde de 15,5 bilhões de dólares e reacendeu as especulações sobre sua possível falência.

Para esta semana, a continuidade da divulgação de balanços corporativos, provavelmente negativos se comparados ao trimestre anterior, confirmarão a tendência recessiva da economia americana e sua forte influência na economia globalizada.

A reunião da próxima terça, dia 5 do FOMC, comitê do Banco Central americano que discutirá (e provavelmente manterá) o novo patamar da taxa de juros, terá muita importância no desempenho de DJI, principalmente pela análise do quadro econômico e pelo tom do comunicado.

Para o início da semana os indicadores do gráfico diário sinalizam a continuidade da queda. A perda dos 11.300 pontos poderá levar DJI novamente a buscar suporte nos 11 mil pontos. A possibilidade de retomada da alta nesta semana, se dará com o rompimento do topo da semana anterior nos 11.600 pontos.

sexta-feira, 1 de agosto de 2008

Analistas afastam possível repique e vêem início de mês com pé esquerdo à Bolsa

por Nathália A. Terra Pereira de InfoMoney
01/08/08 20h30

SÃO PAULO - "A bolsa brasileira deve começar o mês de agosto com o pé esquerdo". Assim Celso Yoshida, analista técnico da Solidez Corretora, resume categoricamente suas projeções à renda variável nesta semana que se aproxima. De fato, o Ibovespa já abriu suas negociações do oitavo mês do ano no vermelho, amargando nova derrocada na sexta-feira (1).
Tendência declinante que tem tudo para encontrar fôlego nos próximos pregões. "Os indicadores gráficos seguem apontando para a continuidade da trajetória de queda", prevê Yoshida, para quem as próximas baixas que esperam os investidores podem levar o benchmark brasileiro rumo aos 56.400 pontos. Alarmante? Yoshida vai além: "se tal patamar for rompido, veremos um forte rali de venda, com o Ibovespa podendo atingir a faixa dos 52.700 pontos". E para os que torcem por um repique, o analista não vê muitos indícios de tal possibilidade em seus gráficos: "a próxima resistência está nos 60.000 pontos, mas não deve ser buscada, principalmente porque os poucos arroubos de alta não vêm acompanhados de volumes expressivos".

Agenda também sustenta cautela

Se os gráficos não vêm dando motivos para um fim do pessimismo, a agenda econômica prevista para os próximos pregões não fica para trás. Menos pelo fluxo de referências, que deve se manter ameno na próxima semana, mas sim pela relevância dos eventos agendados, cujo destaque fica indubitavelmente para a reunião do Federal Reserve.
Na próxima terça-feira, a autoridade monetária tem mais um encontro para decidir sobre o rumo do juro básico norte-americano, fato que sempre vem rodeado de muita apreensão nos mercados. Mas para Sílvio Campos Neto, a decisão em si não deve surpreender. "Todos os indícios dados pelo Fed até agora apontam para a manutenção da Fed Funds Rate", opina o economista-chefe do Banco Schahin.
Entretanto, o que pode impactar o andamento dos negócios é o comunicado que sempre acompanha as deliberações do colegiado presidido por Ben Bernanke. "Fora o Fed, não há previsão de dados muito relevantes, talvez com exceção para o ISM Services", afirma Campos Neto. Todavia, a cena corporativa deve manter-se atribulada pela divulgação de resultados, mais um foco de tensão às bolsas.
"Os indicadores, tanto aqui como lá fora, têm vindo controversos, sustentando a promessa de uma semana cuja única certeza é a indefinição e volatilidade. Isto para não falar no mercado de commodities, que quando caem, impactam positivamente os mercados externos e negativamente o doméstico. E quando as cotações sobem, muitas vezes o Ibovespa não tem força e acaba sendo penalizado de qualquer jeito pelas tensões em Wall Street", opina Campos Neto.

Fugindo das duas maiores Commodities.

Há muito que traçar qualquer previsão ao Ibovespa sem passar por tal mercado acaba dando origem a resultados infundados, uma vez que cerca de um terço do índice é controlado por apenas dois papéis, atrelados aos setores de mineração e petróleo: Vale (VALE5) e Petrobras (PETR4).
Quando se pensa que a trajetória negativa das ações das duas maiores blue chips brasileiras finalmente encontrará um término, os ativos surpreendem com maiores baixas, no encalço do recuo no preço do barril de petróleo e das commodities metálicas lá fora. Com a economia norte-americana posta à prova, o consumo dos produtos também é questionado e, com isso, as cotações devem mostrar novas quedas.
A análise técnica compartilha de visões similares. Segundo Celso Yoshida, ambos os papéis continuam imersos em tendência declinante. "Para aqueles que têm objetivos de curto prazo, não recomendo ficar comprado em Petrobras e Vale", alerta o analista, que prevê maiores rompimentos de suportes às ações na próxima semana.

Bolsa de Nova York recua com emprego, petróleo e GM

por Renato Martins da Agência Estado
01.08.2008 18h15

O mercado norte-americano de ações fechou em queda, em dia marcado pela divulgação dos dados do nível de emprego em julho, pelo informe de resultados da General Motors e por nova alta dos preços do petróleo. Segundo o Departamento do Trabalho dos EUA, houve uma redução de 51 mil no número de postos de trabalho (menos do que se previa), no sétimo mês consecutivo de contração, e a taxa de desemprego subiu para 5,7%, de 5,6% em junho.
As ações da General Motors caíram 7,59%, em reação a seu informe de resultados do segundo trimestre; em dia de divulgação dos informes de vendas das montadoras em julho, as da Ford recuaram 3,12% e as da Nissan caíram 5,94%. No setor de petróleo, as ações da Chevron, que também divulgou resultados, caíram 0,30%; as da ExxonMobil recuaram 0,88%. No setor de tecnologia, as ações da Sun Microsystems caíram 12,32%, depois de a empresa rebaixar sua previsão de lucros.
"Acredito que o foco, agora, vai se voltar para os dados macroeconômicos e, com a aproximação das convenções partidárias, para o que as eleições deverão trazer. E tudo isso está sendo atropelado pelo petróleo. Ainda acho ele é o catalisador que tem potencial para mover os mercados de ações", comentou Stephen Sachs, diretor de operações da Rydex Investments.
O índice Dow Jones fechou em queda de 0,45%, em 11.326,32 pontos. O Nasdaq encerrou e baixa de 0,63%, em 2.310,96 pontos. O S&P-500 caiu 0,56%, para 1.260,31 pontos. O NYSE Composite recuou 0,70%, para 8.379,15 pontos. As informações são da Dow Jones.