sexta-feira, 12 de setembro de 2008

Dow Jones tem leve queda, mas acumula alta na semana

por Renato Martins da Agência Estado
12.09.2008 18h37

As Bolsas de Nova York fecharam com os principais índices de ações em direções divergentes, o Dow Jones em leve queda e o Nasdaq e o S&P-500 em alta modesta. As ações do setor financeiro voltaram a cair, enquanto as dos setores de energia e matérias-primas (commodities) subiram, em reação à recuperação dos preços.
As ações do banco de investimentos Lehman Brothers caíram 13,5%, em meio a expectativas e rumores sobre sua aquisição; as do banco de crédito hipotecário e poupança Washington Mutual recuaram 3,51%. As da seguradora AIG caíram 30,83%, pressionando o Dow Jones, em reação a informes de que a empresa poderá antecipar o anúncio de vendas de ativos e de um programa de reestruturação, antes previsto para o dia 25. As do banco de investimentos Merrill Lynch caíram 12,25%. As do Bank of America, citado como um dos possíveis compradores do Lehman Brothers, subiram 2,06%. As da agência de crédito hipotecário rural Farmer Mac (Federal Agricultural Mortgage Corp.) caíram 32,87%, depois de ela anunciar perdas com sua exposição a títulos hipotecários da Fannie Mae.
As ações do setor de petróleo subiram, em meio à expectativa da chegada do furacão Ike à região produtora do Texas (ExxonMobil +2,57%, Chevron +1,74%); as das refinarias tiveram desempenho ainda melhor, devido à alta dos preços da gasolina (Valero +8,60%, Tesoro +6,01%). As ações ligadas a metais também subiram, em reação à recuperação dos preços (Alcoa +3,80%, Freeport McMoRan Copper & Gold +8,23%). As ações da Macy's caíram 4,76% e as da Nordstrom recuaram 4,11%, em reação ao indicador de vendas no varejo em agosto. As da General Motors subiram 2,04% e as da Ford avançaram 4,91%, em meio à expectativa da aprovação, pelo Congresso, de uma ampliação do programa de crédito subsidiado para as montadoras.
O índice Dow Jones fechou em queda de 11,72 pontos (-0,10%), em 11.421,99 pontos. O Nasdaq fechou em alta de 3,05 pontos (0,14%), em 2.261,27 pontos. O S&P-500 subiu 2,65 pontos (0,21%), para 1.251,70 pontos. Na semana, o Dow Jones acumulou uma alta de 1,79%, o Nasdaq, uma alta de 0,24% e o S&P-500, uma alta de 0,76%. As informações são da Dow Jones.

Ibovespa sobe 2,19% e consegue ter ganho na semana

por Claudia Violante da Agência Estado
12.09.2008 17h41

Pelo terceiro pregão seguido, a Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) fechou em alta, e consistente. De volta aos 52 mil pontos, o índice Bovespa (Ibovespa) avançou novamente conduzido pelas ações da Petrobras, embora Vale, siderúrgicas e BM&FBovespa também tenham hoje crédito pela alta.
O Ibovespa terminou com variação de +2,19%, aos 52.392,9 pontos, depois de oscilar entre a mínima 50.789 pontos (-0,94%) e a máxima de 52.591 pontos (+2,58%). Na semana, acumulou elevação de 0,87%, mas em setembro, as perdas somam 5,90% e, no ano, -17,99%. O volume financeiro de hoje somou R$ 5,263 bilhões (preliminar).
A recuperação de preço das matérias-primas (commodities) combinada com os efeitos, ainda, das estimativas para as reservas de petróleo do campo de Iara (na camada pré-sal da Bacia de Santos), o aumento do peso do Brasil na carteira de ações emergentes do banco americano Morgan Stanley e o vencimento de opções sobre ações na Bovespa, na segunda-feira, explicam a alta de hoje do principal índice acionário doméstico.
As ações ordinárias (ON) da Petrobras subiram 4,44%, para R$ 40,42, e as ações preferenciais (PN) da estatal valorizaram 5,10%, a R$ 33, esta última, de novo, com o maior giro de negócios do dia na Bolsa, de R$ 991,532 milhões. A notícia de que é possível haver 4 bilhões de barris em reservas na camada pré-sal do campo de Iara adicionou interesse aos investidores por causa do vencimento de opções sobre ações na próxima segunda-feira. O comportamento do preço do petróleo no exterior também ajudou. Na Bolsa Mercantil de Nova York (Nymex, na sigla em inglês), o contrato futuro com vencimento em outubro subiu 0,31%, a US$ 101,18 o barril.
A procura por papéis brasileiros na Bolsa também decorreu da notícia de que o banco de investimentos Morgan Stanley elevou o peso recomendado para Brasil em sua carteira de ações emergentes para um "major overweight". E os fundos globais trataram de comprar papéis para se adequar à nova composição.
Vale, a outra blue chip do Ibovespa, repetiu o comportamento vigoroso da véspera e fechou com alta considerável, também repercutindo os ganhos dos metais no mercado internacional e acompanhando seus pares na Europa. As ON avançaram 2,55%, a R$ 42,66, e as PNA, 1,63%, a R$ 37,30. As siderúrgicas acompanharam e o destaque foi CSN ON, com alta de 6,38%.
As ações ordinárias BM&FBovespa lideraram os ganhos do Ibovespa ao subir 11,54%, para R$ 9,76. Na semana, no entanto, ainda acumula perdas, de 9,63%. O papel tem exibido volatilidade muito acentuada - ontem, caiu 5,71% e, no mês, já perdeu 21,54%. A alta de hoje, assim, foi uma correção.
Nos EUA, as bolsas fecharam em direções opostas. Dow Jones caiu 0,10%, aos 11.421,99 pontos, S&P subiu 0,21%, para 1.251,69 pontos, e o Nasdaq teve elevação de 0,14%, para 2.261,27 pontos. Sobre o Dow Jones, pesou a acentuada queda das ações da gigante de seguros AIG, embora as ações de matérias-primas e energia tenham subido, assim como o setor automotivo.
As preocupações com o banco de investimentos americano Lehman Brothers também continuaram, em meio aos rumores de que uma solução para a instituição está prestes a ser anunciada. O mais provável é que o banco seja vendido e um dos principais candidatos seria o Bank of America.

IBOV...após 11/09...tendência de alta, com forte volatilidade, podendo realizar...



O Ibovespa abriu em 49.628 pontos e com os índices futuros em queda refluiu rapidamente até encontrar suporte em 48.216 pontos. A partir daí, esboçou uma forte reação, primeiramente retomando o patamar dos 49 mil pontos, depois os 50 mil até encontrar resistência nos 50.640 pontos. Com o recuo de DJI, o Ibovespa refluiu até novo suporte em 49.780 pontos. A partir daí reiniciou sua recuperação de forma mais moderada, mas nos minutos finais do pregão em "sintonia" com DJI fechou na máxima em 51.270 pontos (+3,30%).

Análise: Ao retomar o patamar dos 50 mil pontos e finalizar praticamente em cima da LTB, nos 51.270 pontos, Ibovespa mostrou disposição para tentar galgar os 52 mil pontos novamente. Vai depender do desempenho de Vale e Petro (principalmente) que deram novamente a tônica do pregão, e que com certeza continuarão a influenciar o índice, principalmente com a aproximação do vencimentos de opções, na próxima segunda. A divulgação da inflação americana através do PPI e seu núcleo e o Michigan Sentiment e consequentemente DJI, poderão influenciar o desempenho do Ibovespa. Por outro lado desde os 47.606 pontos (mínima recente) até o fechamento de ontem em 51.270 pontos temos alta acumulada em 7,7%, o que pode estar próximo de eventual realização de lucros. Todos os indicadores dos gráficos diário e de "30 minutos" sugerem tendência de alta. Os índices futuros poderão definir a principal tendência para a abertura do pregão.

Suportes imediatos em 50.450, 49.780, 48.800 e 48.200 pontos.
Resistências imediatas em 51.600 (na LTB), 52.760 e 53 mil pontos.

DJI...após 11/09...reverteu triângulo de queda, mas tem forte resistência nos 11.600..


DJI abriu nos 11.264 pontos e com a forte queda dos mercados futuros, refluiu até a mínima em 11.098 pontos. A partir daí, retomou com força sua recuperação, primeiramente no patamar dos 11.200 pontos, após superar a resistência nos 11.180 pontos, até encontrar nova resistência nos 11.290 pontos. Quase ao final do pregão quando se esperava um retorno de DJI novamente aos 11.200, a boa notícia de existência de negociações para uma possível compra do Lehman Brothers, fez como que nos minutos finais do pregão, DJI, rompesse a resistência dos 11.380 pontos e finalizasse na máxima em 11.444 pontos (+1,46%).

Análise: Ao romper os 11.400 pontos, DJI desfez, por hora, o "triângulo de baixa" que se formara com os patamares entre 11.180 e 11.280 pontos. Mantendo-se acima dos 11.380 pontos DJI poderá retomar os demais patamares de alta nos 11.500 e 11.600 pontos, novamente. Não conseguindo se manter acima desse patamar, poderá refazer novamente o "triângulo de queda" na perda dos 11.280 pontos, com objetivos imediatos em 11.180 e 11 mil pontos.

O Estocástico e o CCI/Ma cruzamento do gráfico diário ainda mantêm sinalização de tendência de queda, enquanto o IFR e o oscilador de momentos, sugere tendência de alta. Com a forte recuperação nos minutos finais do pregão, os indicadores do gráfico de "30 minutos" sugerem tendência de alta. A divulgação do PPI e do Michigan Sentiment no início dos pregões, poderá apresentar indefinição de tendência, gerando volatilidade. Os índices futuros poderão sinalizar melhor a tendência para a abertura do pregão.

Acima de 11.400 pontos, objetivos de alta em: 11.450 (LTB secundária), 11.520 e 11.600 pontos.

Abaixo de 11.380 pontos, objetivos de queda nos suportes em 11.290, 11.180, 11.100 e 10.970 pontos.

Commodities fechamento em 11/09


Fechamento das commodities em 11/09/08
Fonte: Bloomberg

INDEX NAME VALUE CHANGE OPEN HIGH LOW TIME
UBS BLOOMBERG CMCI 1330.70 -4.85 1328.49 1340.32 1322.33 09/11
S&P GSCI 634.64 -5.24 640.12 646.13 630.94 09/11
RJ/CRB Commodity 354.98 -3.29 358.22 358.56 354.86 09/11
Rogers Intl 4329.02 -29.96 4373.91 4376.23 4297.85 09/11
Brookshire Intl 474.12 -2.57 474.27 478.46 470.29 09/11

quinta-feira, 11 de setembro de 2008

Petrobras dispara e faz Bovespa subir 3,30%

por Claudia Violante da Agência Estado
11.09.2008 17h48

A arrancada das ações da Petrobras com o anúncio do potencial das reservas no campo de Iara na camada pré-sal da Bacia de Santos e da qualidade do óleo na região conduziu a Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) ao segundo pregão consecutivo de ganhos - e de volta aos 51 mil pontos. O índice Bovespa terminou a quinta-feira na máxima pontuação do dia, aos 51.270 pontos, em alta de 3,30%. Na mínima, tocou em 48.217 pontos (-2,85%). Com a alta de hoje, as perdas acumuladas em setembro caíram para -7,92% e, no ano, para -19,75%. O volume financeiro totalizou R$ 5,638 bilhões (preliminar).
Após o fechamento do mercado ontem, a Petrobras anunciou que as reservas no campo de Iara são estimadas em cerca de 4 bilhões de barris, e o óleo é leve, o de melhor qualidade. Com a notícia, as ações ordinárias (ON) da Petrobras dispararam 10,23%, para R$ 38,70, e as preferenciais (PN) avançaram 9,48%, para R$ 31,40. Os papéis movimentaram cerca de 25% do volume de negócios hoje na Bovespa e deram gás para as compras de outras ações, como Vale e siderúrgicas. As ações da mineradora subiram 5,18% as ON e 4,11% as PNA, enquanto CSN ON avançou 7,42%, Gerdau PN, 4,58%, Metalúrgica Gerdau PN, +3,96%, e Usiminas PNA, 1,16%.
O anúncio das reservas conseguiu abafar outra notícia que envolve a Petrobras, mas negativa: a de que a Bolívia reduziu parcialmente a entrega de gás natural ao Brasil depois de um incidente no gasoduto Gasoduto Yacuíba-Rio Grande (Gasyrg), no sul do país, que abastece o gasoduto Brasil-Bolívia.. Em entrevista no final da tarde, o ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, afirmou que a oferta de gás está praticamente restabelecida, depois que o governo boliviano mandou tropas ao local do incidente. Embora ele tenha dito que a situação ainda não é de total segurança, Lobão adotou um tom tranqüilizador ao afirmar que está sendo estocado "algum gás" para eventuais problemas futuros.
Também pesou a favor da Petrobras a notícia de que a estatal, juntamente com as portuguesas Galp Energia e Partex, está perto de encontrar petróleo na costa de Lisboa, segundo um jornal português. As ações da Petrobras conseguiram inclusive ignorar a queda do petróleo, que cedeu 1,67% hoje na Bolsa Mercantil de Nova York, com o contrato futuro de vencimento em outubro terminando em US$ 100,87 por barril.
Em Wall Street, depois de um dia de volatilidade com os índices operando em baixa em boa parte do pregão, o Dow Jones terminou com avanço de 1,46%, aos 11.433,71 pontos, o S&P subiu 1,38%, aos 1.249,05 pontos, e o Nasdaq de 1,32%, aos 2.258,22 pontos.

Bolsa de NY fecha em alta; Lehman Brothers cai 41,79%

por Renato Martins da Agência Estado
11.09.2008 18h33
O mercado norte-americano de ações fechou em alta, em dia de forte oscilação, motivada pelos temores quanto ao futuro do banco de investimentos Lehman Brothers. O índice Dow Jones chegou a cair 170 pontos pela manhã, mas inverteu a direção no meio do dia, acelerou sua alta na última meia hora do pregão e fechou em alta de quase 170 pontos; minutos antes do fechamento, o The Wall Street Journal disse que o Bank of America é uma das instituições financeiras em conversações para a possível compra do Lehman Brothers.
As ações do Lehman Brothers fecharam em queda de 41,79%, com os investidores mostrando ceticismo quanto ao programa de reestruturação divulgado ontem pela instituição. As do banco especializado em crédito hipotecário Washington Mutual operaram boa parte do pregão em queda, devido às dúvidas quanto à capacidade da empresa de se recuperar, mesmo com o novo executivo-chefe, mas inverteram a direção e fecharam em alta de 21,98%. A mesma inversão aconteceu com as ações da seguradora AIG, que fecharam em alta de 0,29%, depois de a empresa dizer que pode vender suas unidades de resseguros e de crédito ao consumidor.
Das 30 componentes do Dow Jones, 28 ações fecharam em alta (as exceções foram Citigroup -0,37% e Johnson & Johnson -0,10%). O destaque positivo foi General Motors, com alta de 11,65%, em dia de nova queda dos preços do petróleo.
O índice Dow Jones fechou em alta de 164,79 pontos (1,46%), em 11.433,71 pontos. O Nasdaq fechou em alta de 29,52 pontos (1,32%), em 2.258,22 pontos. O S&P-500 subiu 17,01 pontos (1,38%), para 1.249,05 pontos.
Títulos
Os preços da maioria dos títulos do Tesouro dos EUA chegaram ao fim do dia em alta moderada, com correspondente baixa nos juros. O dia foi marcado pela volatilidade, em meio à incerteza sobre a capacidade do Lehman Brothers para levantar capital. No começo da tarde, o Tesouro dos EUA leiloou US$ 12 bilhões em T-Notes de 10 anos; a demanda foi considerada forte, embora se tratasse de uma reabertura da emissão feita na primeira semana de agosto (com o mesmo cupom e a mesma data de vencimento).
"O leilão foi bom e não houve solução para o caso do Lehman", disse o operador Sean Murphy, da RBC Capital Markets. Para o estrategista T.J. Marta, da mesma instituição, "os mercados estão extraordinariamente preocupados com o sistema bancário".
No fechamento em Nova York, o juro projetado pelos T-Bonds de 30 anos estava em 4,207%, de 4,213% ontem; o juro das T-Notes de 10 anos estava em 3,628%, de 3,623% ontem; o juro das T-Notes de 2 anos estava em 2,203%, de 2,187% ontem. As informações são da Dow Jones.

IBOV...após 10/09...Volatilidade e Divergência de tendências...


O Ibovespa abriu em 48.439 pontos e esboçou uma alta inicial, recuperando o patamar dos 49 mil pontos, até encontrar resistência nos 49.600 pontos. Daí, refluiu novamente em forte queda, retomando o processo de queda iniciado anteriormente até encontrar suporte na mínima em 47.606 pontos (-1,7%). A partir desse ponto reverteu com vigor, até atingir a máxima em 49.956 pontos (+ 3,14%). Nas última meia-hora de pregão, com o recuo de DJI, finalizou em 49.633 pontos (+2,47%).

Análise:O Ibovespa após buscar novo fundo no patamar dos 47.600 pontos, reverteu para alta, como previam os indicadores gráficos "muito sobrevendidos", retomando o patamar dos 49 mil e quase rompendo os 50 mil novamente. Refluiu no final por conta do recuo de DJI. Continua ainda com muita volatilidade, principalmente por Vale e Petro que deram a tônica do pregão, e que com certeza continuarão a influenciar o índice por fatos e boatos, principalmente com a aproximação do vencimentos das opções, na próxima segunda. O aumento (já precificado) de 0,75% na SELIC e a confirmação do tamanho do poço de Iara deverão dar a tônica ao pregão de hoje.

A recuperação após as fortes quedas anteriores, "afrouxou" os indicadores que estavam sobrevendidos e mostra divergências de sinalização entre o gráfico de "30 minutos" e o gráfico diário. Enquanto o IFR e o Estocástico do gráfico de "30 minutos" parecem mostrar reversão de tendência, esses mesmos indicadores no gráfico diário se mostram ainda em tendência de alta. O gráfico de momentos para as duas situações continua a apontar para a tendência de queda, que é ainda a tendência predominante. Os mercados futuros, antes da abertura do pregão, poderão confirmar (ou não) a principal tendência.

Resistências imediatas em 50.000, 50.690, 51.200, 51.700 e 52.300 pontos.
Suportes imediatos em 49.400, 48.900, 47.600, 46.800 (fundo projetado) e 46 mil pontos

DJI...após 10/09...formando triângulo de queda...


DJI abriu nos 11.233 pontos e com a indefinição dos mercados futuros, refluiu até a mínima em 11.216 pontos. A partir daí, retomou a alta, rompendo novamente o patamar dos 11.300 pontos até encontrar resistência novamente nos 11.360 pontos. Rompido esse patamar, o Ibovespa tentou retomar os 11.400 pontos, mas foi até a máxima do dia nos 11.380 pontos (+ 1,34%). Nas últimas horas, não conseguindo se manter nesse patamar retomou o processo de queda e finalizou em 11.269 pontos (-0,35%),

Análise: DJI tentou romper a resistência nos 11.380 que poderia guindá-lo aos demais patamares de alta nos 11.500 e 11.600 pontos, novamente. Não conseguindo se manter nesse patamar, retornou para finalizar a constsrução do triângulo de queda cujo vértice está apontando para objetivos imediatos em 11.180 e 11 mil pontos.

O oscilador de momentos e o CCI/Ma cruzamento do gráfico diário manatêm a sinalização de tendência de queda, enquanto o IFR e o estocástico, se apresentam em tendência de alta. Essa indefinição, poderá ser removida, pelos índices dos mercados futuros, antes da abertura do pregão.

Acima de 11.300 pontos, objetivos de alta em: 11.390, 11.550 e 11.650 pontos (na LTB)
Abaixo de 11.230 pontos, objetivos de queda nos suportes em 11.200, 11.180, 11.100 e 10.970 pontos.

quarta-feira, 10 de setembro de 2008

Copom eleva juro básico para 13,75% ao ano

por Agência Estado
10.09.2008 20h20

O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) voltou a elevar hoje a taxa básica (Selic) de juros da economia brasileira em 0,75 ponto porcentual, para 13,75% ao ano. Na última reunião, realizada em 23 de julho, a Selic já havia sido aumentada em 0,75 ponto porcentual, revelando uma ação mais agressiva do BC de política monetária no intuito de combater a inflação. Nas reuniões anteriores do Copom, realizadas em abril e junho deste ano, a Selic foi elevada em 0,50 ponto, cada.
A alta dos juros básicos promovida pelo BC desde abril reflete a preocupação da autoridade monetária com a evolução dos preços e do equilíbrio na relação entre oferta e consumo no País. Hoje, antes da reunião do Copom, os bons números do Produto Interno Bruto (PIB) no segundo trimestre do ano foram usados pelo presidente da instituição, Henrique Meirelles, para defender a política monetária, constantemente criticada pelo rigor com a inflação. Conforme informações transmitidas à imprensa pela sua assessoria, Meirelles afirma que o atual ciclo de crescimento é "alicerçado na opção pela estabilidade de preços".
Para o mercado financeiro, no entanto, a inflação oficial, medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) do IBGE, deve superar o centro da meta definida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN) para este ano, de 4,5%. Segundo a pesquisa Focus, um resumo das principais projeções macroeconômicas de instituições financeiras, divulgada pelo BC na última segunda-feira, o IPCA deve encerrar 2008 em 6,27%. A meta de inflação tem uma margem de tolerância de dois pontos porcentuais, para mais ou para menos.
A reunião de hoje do Copom foi a sexta deste ano, de oito programadas. O próximo encontro está agendado para os dias 28 e 29 de outubro. A última reunião do ano está marcada para 9 e 10 de dezembro.

Bolsas de NY fecham em alta; Dow Jones subiu 0,34%

por Renato Martins da Agência Estado
10.09.2008 18h17

As Bolsas norte-americanas fecharam em alta, embora com os principais índices de ações abaixo das máximas alcançadas durante o pregão. Operadores disseram que o movimento de alta perdeu impulso à tarde, devido às persistentes preocupações quanto à situação de instituições financeiras como Lehman Brothers e Washington Mutual. As ações do setor de energia estavam entre as que mais subiram, apesar de os preços do petróleo terem caído novamente.
Entre os destaques do pregão estavam as ações do Lehman Brothers; elas chegaram a subir 10% depois de o banco divulgar os resultados preliminares do trimestre de junho a agosto, mas inverteram a direção mais tarde e fecharam em queda de 6,93%. As ações de outras instituições financeiras voltaram a cair (Washington Mutual -29,70%, Wachovia -7,14%, Fannie Mae -25,25%, Freddie Mac -25,00%, AIG -4,74%). No setor de petróleo, as ações da ExxonMobil subiram 2,72% e as da Chevron avançaram 3,01%. Algumas ações do setor industrial também tiveram altas fortes, como General Motores (+6,13%) e Caterpillar (+2,35%).
As ações da Boeing caíram 3,61% e as da Northrop Grumman recuaram 1,13%, depois de o Departamento de Defesa dos EUA adiar para depois da posse do novo presidente dos EUA, em 2009, a decisão sobre uma licitação para o fornecimento de aviões-tanque (para reabastecimento de aeronaves militares em pleno ar), avaliada em US$ 40 bilhões. Um consórcio integrado pela Northrop Grumman havia sido anunciado como vencedor, mas a decisão foi contestada pela Boeing. As ações da FedEx subiram 3,67%, em reação a seu informe de resultados; as da Texas Instruments subiram 0,65%, depois de a empresa fazer uma previsão de lucros em linha com as projeções dos analistas.
O índice Dow Jones fechou em alta de 38,19 pontos (+0,34%), em 11.268,92 pontos. O Nasdaq fechou em alta de 18,89 pontos (+0,85%), em 2.228,70 pontos. O S&P-500 subiu 7,53 pontos (+0,61%), para fechar em 1.232,04 pontos. As informações são da Dow Jones.

Vale e Petrobras guiam compras e Ibovespa sobe 2,47%

por Claudia Violante da Agência Estado
10.09.2008 17h37

Guiada pelas ações da Vale, da Petrobras e de siderúrgicas, a Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) teve hoje um pregão de recuperação, que, entretanto, nem de longe apagou as perdas da véspera, quiçá de setembro. Mas a alta do índice Bovespa nesta quarta-feira foi firme e chegou a 2,47%, a maior desde os 3,24% do dia 20 de agosto e a segunda registrada no mês (o Ibovespa havia subido apenas no dia 5).
A sessão, entretanto, foi muito volátil e o índice oscilou mais de 2.300 pontos entre a máxima e a mínima pontuações. Ficou em 47.606 pontos (-1,71%) no piso e em 49.957 pontos (+3,14%) no teto, para fechar em 49.633,2 pontos. No acumulado de setembro, as perdas do Ibovespa diminuíram a 10,86% e, no ano, a 22,31%.
A trégua dos preços das matérias-primas (commodities), a recuperação de Wall Street e, principalmente, os preços baratos dos papéis domésticos trouxeram muitos investidores de volta às compras. Houve inclusive registro de estrangeiros, os mesmos que vêm empurrando o principal índice à vista para níveis vistos há um ano.
As compras aconteceram principalmente nas castigadas blue chips Vale e Petrobras e o setor siderúrgico. Petrobras PN teve giro de mais de R$ 1,5 bilhão, e alta nada desprezível, de 2,30%. Mas foi mesmo Vale PNA que brilhou, ao subir 5,86%, com o segundo maior volume, de R$ 813 milhões. Vale ON também disparou, 5,73%, e Petrobras ON avançou 1,16%. Gerdau PN subiu 4,93%, Metalúrgica Gerdau PN, 4,06%, CSN ON, 4,22%, Usiminas PNA, 2,08%.
Além da procura pelas bagatelas, a Vale foi favorecida pela recuperação dos preços do cobre e a confirmação de que está mesmo negociando um reajuste adicional para o minério de ferro vendido na Ásia. A notícia não é de hoje, mas não teve espaço para repercutir no mau humor do pregão de ontem.
Já o preço do petróleo nos contratos futuros negociados em Nova York e em Londres deixou de lado o anúncio de corte na produção pela Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) para reagir aos dados de estoques divulgados pelo Departamento de Energia (DOE) norte-americano. O órgão sinalizou enfraquecimento da demanda nos Estados Unidos. Na Bolsa Mercantil de Nova York (Nymex, na sigla em inglês), o contrato de petróleo com vencimento em outubro recuou 0,66%, para US$ 102,58 o barril.
Apesar da trégua de hoje, a volatilidade ainda é moeda corrente no mercado e não se ouve dos analistas a afirmação de que a queda na Bovespa se esgotou. Para o sócio-diretor da corretora Ágora, Álvaro Bandeira, o Ibovespa pode cair para um piso de 45 mil pontos, mas ele ressalvou que a tendência é de melhora até o final do ano. Em entrevista à Agência Estado, ele considerou que a Bolsa doméstica pode subir a 70 mil pontos ainda em 2008. "Mas é preciso que o mercado internacional corresponda e que haja consenso de que o pior já passou."
Para isso, no entanto, os preços das commodities devem ajudar. O ministro da Fazenda, Guido Mantega, disse hoje, entretanto, que a tendência para os preços desses produtos é de baixa. E isso ajuda o Brasil, segundo ele, ao tirar a pressão sobre a inflação doméstica. À Bovespa, no entanto, que tem muitas de suas ações de primeira linha em empresas ligadas a matérias-primas, o melhor é preços em elevação.

IBOV..após 09/09...forte queda deixou indicadores "sobrevendidos"...



O Ibovespa abriu na máxima em 50.711 pontos e impulsionado pelos índices futuros, em forte queda, retomou o processo de queda iniciado no pregão anterior e realizou até encontrar suporte no entorno dos 49.500 pontos. Nas duas últimas horas de pregão, com a derrocada de DJI, refluiu novamente até buscar suporte na mínima em 48.418 pontos (- 4,53%) para finalizar depois em 48.435 pontos (-4,50%).

Análise:O Ibovespa deu sequência ao forte processo de realização iniciado no pregão anterior, cedendo quase 2.300 pontos entre a abertura e o fechamento. Parece estar tentando se firmar em novo patamar de negociações, ao redor dos 47 mil pontos, inicialmente.

A continuação e a intensidade dessa queda, fez com que os principais indicadores do gráfico diário e os do gráfico de "30 minutos" mantivessem a sinalização de tendência de baixa. A maioria desses indicadores porém, já se encontram bem "sobrevendidos", com possibilidades de ocorrer uma reversão de tendência. O "candle" formado no gráfico diário é um "marubozu", cheio, indicando o predomínio total da pressão vendedora. Essa queda parece próxima de uma reversão, à medida que o Ibovespa se aproxima dos 47 mil pontos. Os mercados futuros, antes da abertura do pregão, poderão confirmar (ou não) a reversão.

Resistências imediatas em 49.600, 50.070, 50.700, 51.700 e 53 mil pontos.
Suportes imediatos em 48.400, 47.900, 47.500 e 46.700 pontos.

DJI...após 09/09...forte volatilidade fez devolver todo ganho do pregão anterior...


DJI abriu nos 11.515 pontos e com os índices dos mercados futuros ainda em alta, foi até a máxima em 11.577 pontos. A partir daí, refluiu novamente até o suporte nos 11.380 pontos, oscilando em torno desse suporte até o final da primeira metade do pregão. Nas duas últimas horas, retomou o processo de queda e finalizou na mínima em 11.230 pontos (-2,43%), praticamente devolvendo todo ganho do pregão anterior.

Análise: Depois de atingir novamente seu objetivo de alta, nos 11.577 pontos, DJI refluiu até o suporte nos 11.380 e não conseguindo se manter nesse patamar, retornou com força para buscar seu objetivo de queda nos 11.230 pontos. A continuidade da queda, deverá levar DJI novamente aos 11.180 pontos e na perda desse suporte, poderá buscar os 11 mil pontos ou até suporte, abaixo disso. O oscilador de momentos e o CCI/Ma cruzamento do gráfico diário passaram a sinalizar tendência de queda, enquanto o IFR e o estocástico, se apresentam indefinidos. Essa tendência, poderá ser ou não confirmada pelos índices dos mercados futuros, antes da abertura do pregão.

Acima de 11.230 pontos, objetivos de alta em: 11.540, 11.600 e 11.750 pontos (na LTB)
Abaixo de 11.230 pontos, objetivos de queda nos suportes em 11.180, 11.100 e 10.970 pontos.

terça-feira, 9 de setembro de 2008

Bolsa de NY tem forte queda com temor sobre bancos

por Renato Martins da Agência Estado
09.09.2008 18h32

A Bolsa de Nova York fechou em queda forte, com o índice S&P-500 registrando sua maior queda porcentual desde 27 de fevereiro de 2007. Operadores disseram que a preocupação quanto à saúde de instituições financeiras passou das agências de crédito hipotecário Fannie Mae e Freddie Mac para empresas como o banco de investimentos Lehman Brothers e o banco de crédito imobiliário Washington Mutual.
As novas quedas dos preços do petróleo e de outras matérias-primas (commodities), por sua vez, influenciaram negativamente as ações do setor. Um operador disse que a alta dos mercados ocorrida ontem, em reação à intervenção federal na Fannie Mae e na Freddie Mac, foi "uma grande armadilha para touros" (referência a investidores que teriam sido atraídos para o mercado por uma alta das ações que se mostrou momentânea).
As ações do Lehman Brothers caíram 44,95%, na maior queda de todos os tempos em termos porcentuais, e fecharam a US$ 7,79, nível mais baixo desde 14 de outubro de 1998, em reação a informes de que o Korea Development Bank desistiu de comprar uma participação no banco; outro fator foi o anúncio de que a Standard & Poor's colocou os ratings do Lehman Brothers em observação para possível rebaixamento.
As ações da seguradora AIG caíram 19,29% e fecharam no nível mais baixo desde 24 de agosto de 1995, por causa do temor dos investidores quanto à sua qualidade de crédito. As do Washington Mutual, objeto de preocupações quanto à sua capacidade de levantar capital, caíram 19,90% Outros destaques no setor foram Wachovia (-14,48%), Merrill Lynch (-10,26%), Citigroup (-7,09%), Wells Fargo (-7,12%) e Bank of America (-6,36%).
As ações das companhias de petróleo e das mineradoras também caíram, em reação à nova baixa dos preços do petróleo e de outras commodities (ExxonMobil -4,57%, Chevron -2,79%, Valero Energy -11,82%, Freeport McMoRan -9,58%). No setor de tecnologia, as ações da Apple caíram 3,95%, depois de a empresa lançar novos modelos do iPod; as da Dell caíram 4,31%, um dia depois de anunciado que seu fundador, Michael Dell, recomprou US$ 100 milhões em ações da empresa.
O índice Dow Jones fechou em queda de 280,01 pontos (-2,43%), em 11.230,73 pontos. O Nasdaq fechou em queda de 59,95 pontos (-2,64%), em 2.209,81 pontos. O S&P-500 caiu 43,28 pontos (-3,41%), para fechar em 1.224,51 pontos. As informações são da Dow Jones.

Bovespa despenca 4,50%, a terceira maior queda do ano

por Claudia Violante da Agência Estado
09.09.2008 17h44

A terça-feira foi mais um dia de pesadelo à Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa), principalmente à pessoa física que se entusiasmou com as ações de empresas brasileiras após o País ter conquistado o chamado "grau de investimento" pelas agências de classificação de risco (no final de abril) e, desde então, só vê o preço de seus ativos caírem. Na esteira da queda dos preços das matérias-primas (commodities) e da fuga dos investidores estrangeiros, reforçada pelo mau humor nas Bolsas norte-americanas com a crise, o índice Bovespa derreteu mais de 4% hoje, retornando à pontuação nos níveis de agosto do ano passado.
O Ibovespa terminou em baixa de 4,50%, aos 48.435,3 pontos, na terceira maior queda do ano e no menor nível de pontos desde 16 de agosto de 2007 (48.015,6 pontos). No mês, as perdas atingem 13,01% e no acumulado do ano, -24,18%. O índice oscilou entre a mínima de 48.419 pontos (-4,53%) e a máxima de 50.711 pontos (-0,01%). O giro de negócios somou R$ 5 bilhões.
A Bolsa brasileira passou a tarde renovando as mínimas do dia, o que levou o ministro da Fazenda, Guido Mantega, a dar declarações sobre o mercado. Segundo ele, a volatilidade atual trata-se de um movimento passageiro e tem explicação clara, no caso o preço das commodities, e o mercado maximiza o movimento tanto na alta quanto na baixa.
Fato é que os investidores estrangeiros aprofundaram a fuga dos ativos de risco em meio aos sinais intermitentes da crise norte-americana. A ajuda bilionária às agências hipotecárias Freddie Mac e Fannie Mae nos EUA, anunciada no último domingo, não conseguiu estancar os temores de que ainda há muita água a passar por baixo da ponte. Tanto que hoje o setor financeiro, onde tudo começou, foi um dos destaques de baixa nas Bolsas dos Estados Unidos com o banco de investimentos Lehman Brothers à frente. A instituição teria cogitado inclusive antecipar os números do balanço, que saem no dia 18, para tentar conter os temores de que não vai conseguir se capitalizar.
Os índices acionários em Wall Street terminaram todos na mínima pontuação do dia: Dow Jones em queda de 2,43%, aos 11.230,7 pontos, S&P em baixa de 3,41%, aos 1.224,51 pontos, Nasdaq em queda de 2,64%, aos 2.209,81 pontos. As ações de petrolíferas também foram destaques de baixa.
Na Bolsa Mercantil de Nova York (Nymex, na sigla em inglês), o contrato futuro de petróleo com vencimento em outubro recuou 2,90%, aos US$ 103,26, e, em Londres, o petróleo tipo Brent caiu abaixo de US$ 100, o que não acontecia desde abril. A recessão global naturalmente reduzirá a demanda pelas commodities, daí a liquidação nos preços - os metais e as agrícolas também recuaram. A fuga do risco também leva os investidores a se desfazerem desses ativos em procura de outros mais seguros, como os títulos do Tesouro americano (Treasuries).
Esse movimento gerou um saldão na Bovespa. Petrobras ON caiu 6,99%, PN, 6,31%, Vale ON, -4,96%, Vale PNA, -4,33%, Gerdau PN, -7,85%, Metalúrgica Gerdau PN, -8,06%, CSN ON, -8,29%, Usiminas PNA, -8,67%, BM&FBovespa, -9,54%. Nos bancos, as perdas foram menores: Bradesco PN, -3,72%, Itaú PN, -2,90%, Unibanco units, -2,90%, Banco do Brasil ON, -2,10%.

DJI...após 08/09...pode reiniciar seu retorno ao fundo do canal de baixa...



DJI abriu na mínima nos 11.225 pontos e com os índices futuros em forte alta, deu sequência à recuperação iniciada no pregão anterior, retomando rapidamente os suportes nos patamares de 11.300 pontos e 11.400 pontos. Depois de romper os 11.500 pontos foi até a máxima em 11.568 ( + 3,08%). A partir daí reflui novamente até o patamar dos 11.300 pontos, mas paulatinamente retomou o processo de alta e finalizou em 11.510 pontos (+ 2,58%).

Análise: DJI foi até a máxima prevista no topo do canal de baixa, do gráfico semanal, em 11.568 pontos. Se não retomar o patamar dos 11.600 pontos e refluir novamente, tenderá a buscar os fundos desse canal em 11 mil e possivelmente em 10.900 pontos. Assim, é muito provável que recomece a partir desta terça, seu retorno ao leito do canal nos 11 mil pontos. Essa tendência de queda, poderá ser ou não confirmada pelos índices dos mercados futuros, antes da abertura do pregão.

Acima de 11.510 pontos, objetivos de alta em: 11.590 e 11.770 pontos (na LTB)
Abaixo de 11.510 pontos, objetivos de queda nos suportes em 11.360, 11.170 e 10.980 pontos.

IBOV...após 08/09...pode retomar o canal de baixa...rumo aos 47 e 45 mil pontos..


O Ibovespa abriu em 51.940 pontos e impulsionado pelos índices futuros, em forte alta, rapidamente foi até a máxima em 53.706 pontos ( + 3,4%), em cima da LTB de curto prazo. A partir daí, na contra-mão de DJI, deu início a um processo de realização, indo buscar suporte na mínima em 50.645 pontos (- 2,49%) para finalizar depois em 50.718 pontos (-2,35%).

Análise:O Ibovespa ao atingir a resistência semanal nos 53.706 pontos, refluiu em um processo típico de realização, com variação intraday de mais de 3 mil pontos ou aproximadamente 6% entre a máxima nos 53.706 e a mínima nos 50.645 pontos.

Essa forte queda fez com que os principais indicadores do gráfico diário e os indicadores do gráfico de "30 minutos" passassem a sinalizar tendência de queda, apesar de alguns indicadores já se encontrarem relativamente sobrevendidos. O "candle" formado no gráfico diário lembra um "martelo invertido", que se seguiu ao "martelo de alta" formado no pregão anterior (justificando a forte alta no início do pregão). Essa sequência de "martelos" pode estar indicando o final do breve ciclo de alta semanal e a retomada da queda até o suporte no fundo do canal de baixa. Os mercados futuros, antes da abertura do pregão, poderão confirmar (ou não) essa reversão.

Resistências imediatas em 51.000, 53.150 e 53.700 pontos.
Suportes imediatos em 50.300, 49.800, 49.000, 48.200, 47.600 e 47 mil pontos.

Acima de 52.000 pontos objetivos de alta em: 52.300, 53 mil, 53.450, 53.750, 54.100 e 54.500 pontos.

segunda-feira, 8 de setembro de 2008

Nova York reage bem a pacote e Bolsas fecham em alta

por Renato Martins da Agência Estado
08.09.2008 18h48

O mercado norte-americano de ações fechou em alta forte, com os índices Dow Jones e S&P-500 registrando suas maiores altas em mais de um mês. Os investidores reagiram positivamente ao pacote de ajuda às agências de crédito hipotecário Fannie Mae e Freddie Mac, anunciado ontem pelo Departamento do Tesouro dos EUA. Pela manhã, o índice Dow chegou a subir 350 pontos; à tarde, porém, dúvidas sobre se o pacote realmente levará a uma recuperação do setor de imóveis residenciais levaram os principais índices a recuar das máximas.
"Isso é uma cura para os problemas que afetam o crescimento global? Não. Mas é um bom passo para fazer o mercado de hipotecas residenciais voltar a funcionar", comentou o estrategista de investimentos Jim Smigiel, da SEI.
Das 30 componentes do Dow Jones, 29 ações fecharam em alta (a exceção foi Alcoa, com queda de 2,69%). As ações do setor financeiro estavam entre as que mais subiram, em reação ao anúncio do pacote (Bank of America +7,76%, Citigroup +6,55%), JPMorgan Chase +4,92%). As das agências beneficiadas pelo pacote, porém, sofreram queda forte, por causa das dúvidas sobre o que a intervenção do governo dos EUA vai representar para os acionistas (Fannie Mae -89,63%, Freddie Mac -82,75%). As ações do banco de investimentos Lehman Brothers caíram 12,65%, refletindo o temor persistente dos investidores quanto à saúde financeira da instituição. As do banco regional de crédito imobiliário Washington Mutual recuaram 3,51%, em reação ao anúncio do afastamento de seu executivo-chefe. As ações das construtoras de casas tiveram altas fortes (KB Homes +14,22%, DR Horton +12,16%).
O índice Nasdaq, concentrado em ações de tecnologia, teve um desempenho inferior ao dos demais por causa das quedas de ações como NVidia (-4,11%, após rebaixamento de recomendação pelos analistas do UBS) e RF Micro Devices (-10,78%, após rebaixamento de recomendação pelo Citigroup). Entre as empresas aéreas, o destaque foi UAL Corp., controladora da United Airlines. A publicação errônea de uma notícia antiga, datada de 2002, sobre a possibilidade de a companhia pedir concordata, fez suas ações caírem 27%. O erro foi corrigido à tarde, o que permitiu que as ações da UAL recuperassem algum terreno; mesmo assim, elas fecharam em queda de 11,22%.
O índice Dow Jones fechou em alta de 290,43 pontos (2,59%), em 11.510,74 pontos. O Nasdaq fechou em alta de 13,88 pontos (0,62%), em 2.269,76 pontos. O S&P-500 subiu 25,48 pontos (2,05%), para 1.267,79 pontos. As informações são da Dow Jones.

Bovespa ignora euforia nos EUA e cai 2,35%

por Claudia Violante da Agência Estado
08.09.2008 17h43

A Bolsa de Valores de São Paulo ficou de fora da festa que a ajuda do governo norte-americano às agências de hipotecas Freddie Mac e Fannie Mae proporcionou às bolsas mundiais nesta segunda-feira. Depois de engatar uma alta superior a 3% na abertura, o índice Bovespa mudou de rumo perto da hora do almoço com o enfraquecimento principalmente das ações de Petrobras, Vale e siderúrgicas, e fechou com queda próxima a 2%, novamente no menor patamar de pontuação em mais de um ano.
Os investidores titubearam ao enumerar as justificativas para a queda: realização de lucros, venda de estrangeiros, enfraquecimento das commodities. Também repetiram a explicação ouvida nas mesas no exterior: o anúncio ontem nos EUA não encerra a crise norte-americana.
O Ibovespa terminou o pregão em baixa de 2,35%, na segunda maior queda do mês (a maior foi na quinta-feira, de -3,96%), aos 50.718,0 pontos, menor nível desde os 49.815,1 pontos de 21 de agosto do ano passado. O Ibovespa oscilou hoje entre a mínima de 50.646 pontos (-2,49%) e a máxima de 53.706 pontos (+3,40%). No mês, acumula perdas de 8,91% e, no ano, de 20,61%. O volume financeiro somou R$ 5,14 bilhões.
"O mercado avalia que as medidas que o governo dos EUA anunciou ontem não são suficientes para enfrentar a desaceleração econômica, ainda que evitem uma crise financeira mais grave", comentou, em e-mail, a sócia-gestora da Global Equity, Patrícia Branco. Segundo ela, como a recessão americana continua na mira, o cenário é de aversão a risco, "o que conduz à queda da bolsa brasileira".
A notícia da ajuda de até US$ 200 bilhões às agências hipotecárias norte-americanas fez o dólar se fortalecer ante outras moedas e, em boa parte do dia, levou o petróleo para baixo. O contrato futuro de petróleo com vencimento em outubro negociado na Bolsa Mercantil de Nova York (Nymex, na sigla em inglês) recuperou-se no final e subiu 0,10%, aos US$ 106,34, mas as ações da Petrobras derreteram 4,65% (ON) e 5,02% (PN). A Vale, a outra blue chip do pregão, também não ficou atrás e caiu 3,63% (ON) e 3,46% (PNA).
O setor financeiro doméstico foi um dos destaques de elevação, seguindo as ações das financeiras nos Estados Unidos. Bradesco PN subiu 2,15%, Itaú PN, 1,01% e Unibanco units, +1,18%. BB ON caiu 2,44%.
Não foi apenas o segmento financeiro a subir nos EUA: o índice Dow Jones terminou em alta de 2,58%, aos 11.510,7 pontos, o S&P 500 avançou 2,05%, para 1.267,79 pontos, e o Nasdaq teve elevação de 0,62%, aos 2.269,76 pontos. Na Europa, o desempenho também foi parecido: a Bolsa de Paris subiu 3,42%, Frankfurt, 2,22%, e Londres, 3,92%.
"O mercado doméstico está muito machucado. O pacote (nos EUA), claro, foi positivo, mas a sensação que fica é a de que a ajuda esconde os problemas embaixo do tapete", comentou Rafael Moysés, gestor da corretora Umuarama.
Por esta razão, os efeitos da ajuda pode se dissipar rapidamente e, para os próximos dias, os investidores voltem a olhar os velhos problemas. A agenda segue no foco - amanhã o presidente do Fed discursa sobre educação e saem os estoques no atacado e vendas de imóveis pendentes. As atenções nesta terça-feira também estarão voltadas para a reunião da Opep, que discutirá as metas de produção de petróleo dos países-membros.