quinta-feira, 25 de setembro de 2008

Bolsa de NY fecha em alta com esperança sobre pacote

por Renato Martins da Agência Estado
25.09.2008 18h21

As Bolsas americanas fecharam em alta, com a expectativa de um acordo no Congresso dos EUA em torno do pacote de socorro aos bancos puxando para cima as ações do setor financeiro. Os primeiros informes sobre o acordo levaram o índice Dow Jones a subir até 304 pontos, mas ele recuou da máxima à tarde, em reação a notícias de que o acordo é apenas preliminar.
As ações do setor financeiro estavam entre as que mais subiram (JPMorgan Chase +7,31%, Bank of America +3,93%, Citigroup +2,37%), refletindo a expectativa de aprovação rápida do pacote de socorro. Entre as exceções estavam Washington Mutual, com queda de 25,22%, devido à falta de novidades sobre possíveis compradores da instituição, e Capital One Financial, com baixa de 5,13%, depois de a empresa ter levantado US$ 686 milhões em capital com uma oferta de ações, colocadas a preço 6,6% abaixo do nível de fechamento de ontem.
Entre os destaques do pregão também estava General Electric; suas ações chegaram a cair 4,4%, depois de a empresa suspender seu programa de recompra de ações e anunciar que não aumentará seus dividendos em 2009 (pela primeira vez desde 1976); à tarde, porém, elas se recuperaram e fecharam em alta de 4,43%. "A GE é uma companhia diversificada e de base ampla. Ela tem a mão em muitas coisas diferentes. Se a GE está suspendendo a recompra de ações e coisas assim, ela deve estar vendo algo de fundamental sobre a economia", comentou Jeffrey Pavlik, presidente da gestora de fundos de hedge Pavlik Capital Management.
As ações do setor de petróleo subiram, em reação à alta dos preços do produto (ExxonMobil +3,38%, Chevron +2,63%). Os indicadores fracos divulgados pela manhã fez caírem ações como General Motors (-3,09%), Alcoa (-2,73%) e DuPont (-2,58%). As ações da Nike subiram 9,68%, em reação a seu informe de resultados.
O índice Dow Jones fechou em alta de 196,89 pontos (1,82%), em 11.022,06 pontos. O Nasdaq fechou em alta de 30,89 pontos (1,43%), em 2.186,57 pontos. O S&P-500 subiu 23,31 pontos (1,97%), para 1.209,18 pontos. As informações são da Dow Jones

Bovespa sobe 3,98% com iminência de acordo nos EUA

por Claudia Violante da Agência Estado
25.09.2008 17h42

A iminência de um acordo no Congresso dos Estados Unidos para a aprovação do pacote de ajuda do governo ao sistema financeiro animou os investidores, que, por tabela, levaram as ações para cima. A Bolsa de Valores de São Paulo acompanhou o movimento, também influenciada por notícias locais que favoreceram as três empresas com maior participação no seu principal índice, o Ibovespa: Petrobras, Vale e BM&FBovespa.
Na maior alta da semana, o Ibovespa fechou em alta de 3,98% hoje e voltou aos 51 mil pontos, para 51.828,46 pontos. Durante toda a sessão, o índice ficou no terreno positivo, entre a mínima de 49.848 pontos (+0,01%) e a máxima de 51.867 pontos (+4,06%). Apesar da alta, no mês ainda acumula perdas de 6,92% e, no ano, de -18,87%. O giro financeiro totalizou R$ 5,235 bilhões. Os dados são preliminares.
Em Wall Street, os principais índices acionários também operaram em alta o dia todo, reagindo às indicações de que os líderes parlamentares no Congresso alcançaram um acordo preliminar sobre o socorro de US$ 700 bilhões. O Dow Jones subiu 1,82%, aos 11.022,06 pontos, o S&P teve ganho de 1,97%, para 1.209,18 pontos, e o Nasdaq avançou 1,43%, para 2.186,57 pontos.
Durante à tarde, foi divulgado que os democratas e republicanos no Congresso americano chegaram a um acordo, embora não o que queria o governo dos EUA. Pela proposta, divulgada pelo Wall Street Journal, US$ 250 bilhões seriam liberados imediatamente e US$ 100 milhões poderiam ser agregados à esta quantia. Mas a última parcela poderia ser bloqueada caso o pacote não esteja a contento.
Os líderes, depois, desmentiram que um acordo já tenha sido efetivamente costurado, mas deixaram em aberto que isso pode ocorrer nas próximas horas. E isso agradou os investidores. Segundo um analista do mercado de renda variável em São Paulo, o discurso alarmista do presidente George W. Bush, ontem à noite, quando instou o cidadão a defender o pacote sob a ameaça de sentir na pele os efeitos de uma não-aprovação, deve ter sido o catalisador a apressar as conversas que duraram toda a quinta-feira em torno do socorro. Bush foi bastante pessimista e avisou: sem o pacote, a economia dos Estados Unidos deve entrar numa grande recessão, o que significa perda de empregos e redução no valor das aposentadorias por meio do impacto no mercado acionário.
A predisposição em prever que finalmente o acordo sairá, mesmo que ele possa não ser a solução dos problemas, fez com que as commodities subissem, garantindo o desempenho da Bovespa.
Três outras notícias ainda favoreceram os negócios: a Petrobras confirmou a descoberta de óleo leve e gás na área do pré-sal de Júpiter; a Vale confirmou a negociação para um novo reajuste de 11% com as siderúrgicas chinesas ainda este ano, e a BM&FBovespa com a recompra de até 3,5% das ações em circulação. Todas subiram forte. Petrobras PN avançou 4,52%, Petrobras ON subiu 4,58%, Vale PNA ganhou 4,89% e BM&FBovespa valorizou 5,76%.

quarta-feira, 24 de setembro de 2008

Dow Jones volta a cair com temor sobre setor financeiro

por Renato Martins da Agência Estado
24.09.2008 18h08

O mercado norte-americano de ações fechou com os principais índices em direções divergentes, o Dow Jones e o S&P-500 em queda modesta e o Nasdaq em leve alta. "O medo está mais forte do que há muito, muito tempo", comentou Craig Johnson, do JMP Group, referindo-se à crise do setor financeiro. O presidente do Federal Reserve (Fed, banco central americano), Ben Bernanke, pode ter alimentado o temor dos investidores ao dizer que a demora do Congresso dos EUA em aprovar o pacote de socorro anunciado pelo governo no fim de semana poderá trazer "ameaças graves" ao sistema financeiro.
As ações do Goldman Sachs subiram 6,36%, depois de o grupo Berkshire Hathaway, do investidor Warren Buffett, anunciar que vai comprar US$ 5 bilhões em ações preferenciais do banco, com opção para comprar mais US$ 5 bilhões em ações ordinárias. Outras ações do setor financeiro caíram (Morgan Stanley -11,46%, Wachovia -6,44%, Washington Mutual -29,38%, Citigroup -5,15%). As da seguradora AIG caíram 33,8%, depois de a empresa dizer que deverá pagar juros de 8,5% ao ano pelo empréstimo emergencial de US$ 85 bilhões oferecido pelo governo. As ações ligadas a petróleo e commodities recuperaram parte do terreno perdido recentemente (Alcoa +0,12%, ExxonMobil +0,44%); o mesmo movimento entre as ações de tecnologia levou o Nasdaq a fechar em alta (Microsoft +1,10%, Intel +0,38%).
O índice Dow Jones fechou em queda de 29 pontos (-0,27%), em 10.825,17 pontos. O Nasdaq fechou em alta de 2,35 pontos (0,11%), em 2.155,68 pontos. O S&P-500 caiu 2,35 pontos (-0,20%), para 1.185,87 pontos.

Títulos
Os preços dos títulos do Tesouro dos EUA (Treasuries) subiram, com correspondente queda nos juros. Em meio à incerteza quanto ao pacote de socorro ao setor financeiro, os investidores buscaram "refúgio seguro" nos Treasuries. A demanda maior foi por títulos de prazos mais curtos.
Para Thomas Roth, chefe de operações com Treasuries da Dresdner Kleinwort Securities, "ainda há muitas incertezas sobre a aprovação rápida do pacote de socorro pelo Congresso. O medo está voltando ao sistema e as pessoas não querem nada senão Treasuries". O fato de os preços dos títulos de prazos mais longos terem subido menos foi atribuído às injeções de liquidez feitas ao longo do dia por vários bancos centrais. Ainda assim, as taxas de juro interbancárias subiram, tanto em Londres (Libor) como em Nova York (NYFR).
Depondo pelo segundo dia consecutivo em audiências no Congresso dos EUA, Bernanke exortou o Legislativo a agir rapidamente para combater as "ameaças graves" ao sistema financeiro norte-americano e advertiu que qualquer demora poderá levar a economia a ter um desempenho ainda mais fraco. As informações são da Dow Jones.

Petrobras garante alta de 0,50% da Bovespa

por Claudia Violante da Agência Estado
24.09.2008 17h42
Pouca coisa mudou de ontem para hoje, mas os investidores amanheceram com a disposição de não deixar a Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) ter mais um dia de baixa. Isso não significa que eles voltaram com vigor às compras - o volume financeiro reduzido mostra que a manutenção das posições é a regra que está predominando neste momento de incertezas. Mas as apostas, principalmente em Petrobras, levaram o índice Bovespa a interromper dois pregões de quedas.
O Ibovespa terminou o dia em alta de 0,50%, aos 49.842,99 pontos, depois de oscilar entre a mínima de 49.598 pontos (+0,01%) e a máxima de 50.747 pontos (+2,33%). No mês, a Bolsa acumula perdas de 10,48% e, no ano, de -21,98%. O giro totalizou R$ 4,026 bilhões. Os dados são preliminares.
Em Wall Street, depois de muito sobe e desce, o índice Dow Jones recuou 0,27%, aos 10.825,17 pontos, o S&P recuou 0,20%, aos 1.185,87 pontos, e o Nasdaq subiu 0,11%, aos 2.155,68 pontos. Na Bolsa de Nova York, em meio ao debate para aprovação do pacote de socorro do governo norte-americano ao sistema financeiro, no Congresso dos EUA, os investidores se animaram pela manhã com a notícia de que o investidor Warren Buffett decidiu injetar US$ 5 bilhões no banco Goldman Sachs, com opção de um outro aporte de igual valor. Além disso, o banco anunciou que, separadamente, levantou mais US$ 5 bilhões em uma oferta pública de ações. As ações do Goldman subiram, mas o efeito não se espalhou pelo sistema financeiro, onde outras informações, negativas, pesaram sobre os negócios.
Uma delas foi a de que a seguradora AIG vai mesmo ter que acessar os US$ 85 bilhões que o governo dos EUA colocou à disposição da empresa, uma vez que não encontrou interessados em investir nela. Também a Washington Mutual, a maior instituição de poupança no país, fechou em baixa, depois que seu rating de contraparte foi rebaixado pela agência de classificação de risco Standard & Poor's, o que pode aproximar a instituição financeira de dificuldade semelhante à da AIG. Na semana passada, foi justamente à revisão em baixa do rating que degringolou as condições da empresa, forçando a seguradora a disponibilizar US$ 14,5 bilhões em garantias. Com o mercado de crédito fechado e seu caixa comprometido, o governo americano foi obrigado a socorrer a seguradora. Também não agradou o indicador de vendas de vendas de imóveis usados nos EUA em agosto, que caiu 2,2%, para 4,91 milhões de unidades.
Em meio às notícias ruins, não ajudou muito o depoimento do presidente do Federal Reserve (Fed, banco central americano), Ben Bernanke, no Congresso, que repetiu a fala de ontem no Senado. Os congressistas continuam reticentes em aprovar o pacote do jeito que está.
Segundo o Wall Street Journal, os líderes democratas do Congresso dos EUA estão considerando aprovar o pacote com restrições. Uma delas pode ser a exigência que os US$ 700 bilhões pedidos pela Casa Branca sejam liberados em partes e não de uma vez. Outra, seria aprovar rapidamente a liberação de um terço dos fundos e, o restante, a conta-gotas, futuramente. Além disso, os parlamentares podem colocar medidas de desempenho que teriam que ser atingidas para que o dinheiro fosse liberado.
Diante de tanto diz que me diz, hoje à noite (às 22 horas, de Brasília) o presidente dos EUA, George W. Bush, fará um pronunciamento em rede de televisão para reforçar a defesa da aprovação do pacote. Amanhã, assim, pode ser um dia melhor - ou não - para as ações.
Petrobras comandou as compras na Bolsa brasileira ao subir com força, a despeito da queda do petróleo na Bolsa Mercantil de Nova York (Nymex). Petrobras ON (ordinárias) subiu 2,76% e PN (preferenciais), 3,73%. Vale também fechou em alta, mas mais tímida: 1,73% as ON e 1,88% as PNA (preferenciais da classe A). No setor bancário doméstico, as ações até reagiram positivamente mais cedo às medidas do Banco Central, mas esse comportamento não se manteve uniforme até o final do pregão. Bradesco PN subiu 0,65%, Itaú PN, -0,67%, Unibanco units, -2,18%, e BB ON, +0,32%.
O BC anunciou pela manhã o adiamento do cronograma de implementação de compulsórios sobre depósitos de leasing, e também triplicou de R$ 100 milhões para R$ 300 milhões o valor a ser deduzido pelas instituições financeiras do cálculo da exigibilidade adicional sobre os depósitos a prazo, à vista e da poupança.

IBOV...após 23/09...tendência de queda ainda persiste...


O Ibovespa abriu nos 51.536 pontos e rapidamente atingiu a máxima em 51.586 pontos. A partir daí, deu sequência movimento de realização iniciado no pregão anterior, até encontrar suporte na mínima em 49.288 pontos ( -4,37%). Com a recuperação de DJI reagiu até a resistência em 50.840 e depois refluiu para finalizar em 49.593 pontos ( -3,77%).

Análise: Como já vinham sinalizando os principais indicadores, o Ibovespa deu continuidade à realização iniciada no pregão anterior, perdendo o suporte dos 50 mil pontos, ao finalizar no patamar dos 49.500 pontos. Os principais indicadores dos gráficos diário e de "30 minutos" sinalizam a continuidade da queda. Enquanto persistir a desconfiança do mercado sobre o êxito do pacote de salvamento das intituições financeiras, é bastante provável que o Ibovespa se movimente lateralmente, porém em tendência de queda. O "candle" formado no gráfico diário é um "marubozu" cheio, indicando a predominância da pressão vendedora que ocorreu durante o pregão. Os índices futuros, antes da abertura do pregão, poderão confirmar essa tendência predominante (ou não).

Suportes imediatos em 49.280, 47.740, 47.150, 47.100 e 46.720 pontos.

Resistências imediatas em 50.840, 51.500 e 52.160 pontos.

DJI...após 23/09...em cima do fibo de 38%, mas tendência de queda continua...


DJI abriu em 11.016 pontos e com os índices futuros ainda em alta, foi até a máxima em 11.173 pontos. A partir daí, deu continuidade ao movimento de realização iniciado anteriormente, vindo buscar suporte na mínima em 10.834 pontos, junto ao fibo de 38% da alta do final de semana (10.850 pontos). Reagiu até ficar em leve alta, em 11.062 pontos, para meia-hora depois, refluir e finalizar em 11.854 pontos ( -1,47%).

Análise: Como sinalizavam os indicadores, DJI continuou realizando, devolvendo parte das fortes altas acumuladas no final de semana anterior. Enquanto o mercado continuar desconfiando do pacote governamental americano, e os Democratas do Senado, contrários a conceder carta-branca para o FED comprar o que quizer e ao preço que convier, os mercados americanos irão se movimentar com muita volatilidade.

Os principais indicadores do gráfico diário e os de "30 minutos" sinalizam continuidade da queda. O "candle" formado no gráfico diário é um "marubozu" cheio, indicando o predomínio da pressão vendedora. Apesar dos dois pregões seguidos em queda, DJI conseguiu, por enquanto, fechamento acima do fibo de 38%, nos 10.850 pontos, da recente alta. Os índices futuros, antes da abertura do pregão, poderão confirmar (ou não) a tendência predominante, para este pregão.

Suportes imediatos em 10.650, 10.550, 10.480 e 10.280 pontos.

Resistências imediatas em 11.062, 11.200, 11.280 e 11.400 pontos.

terça-feira, 23 de setembro de 2008

Dúvidas persistem e Wall Street volta a fechar em queda

por Renato Martins da Agência Estado
23.09.2008 18h31

As Bolsas americanas voltaram a fechar em queda, com o índice Dow Jones acumulando uma perda de mais de 460 pontos nos dois últimos dias, na maior queda em dois pregões consecutivos desde 2002; o Dow Jones fechou apenas 245 pontos acima da mínima de fechamento do ano, alcançada na quarta-feira passada; o S&P-500 ficou a apenas 32 pontos de sua mínima de fechamento do ano.
Assim como ontem, a queda hoje foi atribuída às incertezas que cercam o pacote de US$ 700 bilhões em socorro às instituições financeiras anunciado no fim de semana nos Estados Unidos. Embora o presidente do Federal Reserve (Fed, banco central americano), Ben Bernanke, e o secretário do Tesouro dos EUA, Henry Paulson, tenham defendido a proposta em depoimento a um comitê do Senado, os integrantes do Congresso mostraram resistências, ao mesmo tempo que prosseguem as dúvidas sobre se o pacote contribuirá para a recuperação da economia. "As pessoas querem ouvir novidades concretas sobre o plano, parece que eles ainda têm algum trabalho pela frente. Isso nos traz mais incerteza, e uma coisa que Wall Street odeia é incerteza", comentou Joe Saluzzi, da Themis Trading.
Das 30 componentes do Dow Jones, 27 ações fecharam em queda (as exceções foram American Express +2,65%, Intel +0,70% e Microsoft +0,16%). Em meio às incertezas sobre a economia, as ações da General Motors caíram 7,43% e as da General Electric perderam 4,59%. As ações dos setores de metais, petróleo e outras commodities estavam entre as que mais caíram, em reação à retomada do movimento de queda dos preços das commodities (Alcoa -4,51%, ExxonMobil -1,51%, Chevron -2,14%).
O índice Dow Jones fechou em queda de 161,52 pontos (-1,47%), em 10.854,17 pontos. O Nasdaq fechou em queda de 25,64 pontos (-1,18%), em 2.153,34 pontos. O S&P-500 caiu 18,87 pontos (-1,56%), para 1.188,22 pontos.

Títulos

Os preços dos títulos de curto prazo do Tesouro dos EUA subiram, com correspondente baixa nos juros. Os preços dos Treasuries de 10 e de 30 anos caminharam na direção oposta. A alta dos preços das T-Notes de 2 e de 5 anos foi atribuída ao crescimento da preocupação dos investidores quanto ao pacote de socorro ao setor financeiro de US$ 700 bilhões anunciado no fim de semana. Embora Bernanke e Paulson tenham passado horas defendendo o pacote durante uma audiência no Senado, deputados e senadores do Partido Democrata, de oposição ao governo do presidente George W. Bush, disseram que o plano só será aprovado pelo Congresso com mudanças substanciais em relação ao que foi anunciado.
"Claramente, até agora o plano Paulson não fez muito para aliviar os temores quanto ao setor financeiro e aos mercados em geral. A aversão a risco que vimos na semana passada está voltando a nos assombrar novamente, e isso provavelmente vai continuar até o fim do trimestre", disse o estrategista Ira Jersey, do Credit Suisse. Para Glenn Holland, vice-presidente sênior da divisão de estratégia para renda fixa da Newedge USA, os participantes do mercado estão preocupados com "a total falta de clareza sobre como o pacote de socorro vai ficar".
Em Chicago, no fim da tarde, os contratos futuros de Fed Funds para novembro projetavam uma probabilidade de 58% de que o Fed reduza a taxa dos Fed Funds de 2% para 1,75% ao ano na reunião de 28 e 29 de outubro; ontem, essa projeção estava em 34%.
No fechamento em Nova York, o juro projetado pelos T-Bonds de 30 anos estava em 4,406% ao ano, de 4,395% ontem; o juro das T-Notes de 10 anos estava em 3,822%, de 3,808% ontem; o juro das T-Notes de 2 anos estava em 2,072%, de 2,097% ontem. As informações são da Dow Jones.

Bovespa recua 3,78% com commodities em queda

por Claudia Violante da Agência Estado
23.09.2008 17h50

Pelo segundo pregão consecutivo, a Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) terminou com perdas substanciais, ainda em decorrência das incertezas que cercam a aprovação do socorro bilionário anunciado pelo governo norte-americano ao sistema financeiro. A defesa do pacote feita hoje no Congresso dos EUA pelo presidente do Federal Reserve (Fed, banco central americano), Ben Bernanke, e pelo secretário do Tesouro americano, Henry Paulson, não dizimou as dúvidas, embora tenha contribuído para uma recuperação do dólar no mercado global de moedas. Com isso, os preços das matérias-primas (commodities) acabaram caindo e serviram de peso extra de baixa à Bolsa brasileira, na qual têm grande influência.
O Ibovespa fechou em queda de 3,78% a 49.593 pontos, depois de oscilar entre a mínima de 49.289 pontos (-4,37%) e a máxima de 51.856 pontos (+0,61%). No mês, o Ibovespa acumula perda de 10,93% e, no ano, de -22,37%. O volume de negócios totalizou R$ 5,35 bilhões.
Em Wall Street, o índice Dow Jones terminou em baixa de 1,47% a 10.854 pontos; o S&P recuou 1,56% a 1.188 pontos e o Nasdaq caiu 1,18% a 2.153 pontos. Os dados são preliminares. Na Europa, o índice CAC-40, da Bolsa de Paris, recuou 1,98% e em Frankfurt o índice DAX terminou em queda de 0,64%. A Bolsa de Londres cedeu 1,91%.
As atenções de hoje estavam totalmente voltadas para os depoimentos de Bernanke e Paulson, no Congresso americano, onde eles se revezaram em pedir que os parlamentares aprovem rapidamente a ajuda de US$ 700 bilhões proposta no final de semana. Segundo Paulson, é preciso passar rapidamente o texto, sem atrasos com cláusulas que "não estão relacionadas ou que não tenham amplo apoio". Ele ainda pediu uma 'forte supervisão' para o plano do governo dos EUA, que é justamente um dos pontos defendidos pelos congressistas.
Apesar dos apelos, o efeito não foi exatamente o previsto, já que os analistas consideraram as declarações um pouco pessimistas, principalmente quando Bernanke instou os congressistas a aprovarem logo o pacote alegando que a economia dos EUA e seus mercados financeiros enfrentarão sérios riscos caso isso não ocorra. Para Bernanke, a ação é necessária para estabilizar os mercados, de modo a minimizar os efeitos sobre a economia.
Uma das críticas foi a analista Meredith Whitney, da gestora Oppenheimer & Co, para quem a turbulência está tão severa que seus efeitos negativos sobre a economia podem não ser enfraquecidos pelo plano de resgate. Ou seja, mesmo se passar no Congresso, o plano pode ter seus efeitos minimizados sobre a economia real.
Os indicadores econômicos já mostram que a situação é complicada fora de Wall Street. Hoje, foi divulgado que os preços das moradias nos EUA caíram 0,6% de junho a julho, 5,3% nos 12 meses encerrados em julho e também 5,3% desde que atingiram o pico, em abril de 2007. Em julho, o índice mensal atingiu o menor nível desde outubro de 2005.
Diante de tanta incerteza, o investidor fica de um lado para outro, à procura do ativo que lhe permitirá perder menos. Ontem, a tábua de salvação ficou com as commodities; hoje, com o dólar - principalmente com a leitura de alguns de que, no final das contas, bom ou ruim, o pacote deve mesmo ser aprovado nesta semana. A alta da moeda norte-americana levou os produtos básicos, que ontem subiram, a engatar o caminho de volta: metais, produtos agrícolas e petróleo fecharam em baixa.
Na Bolsa Mercantil de Nova York (Nymex, na sigla em inglês), o contrato futuro de petróleo com vencimento em novembro terminou cotado a US$ 106,61 por barril, com recuo de 2,52%. Isso atingiu os papéis da Petrobras na Bovespa, que hoje perderam mais de 4%. As ações da mineradora Vale sofreram mais, ao seguir o comportamento das mineradoras na Europa e também o desconto que os investidores vêm fazendo na ação, diante da pressão da brasileira por um novo reajuste do minério que vende à China. Isso apesar dos sinais de retração mundial. As ações ordinárias (ON) da Vale caíram mais de 8% no pior momento da sessão, e fecharam não muito longe disso, a -7,33%. As ações preferenciais da classe A (PNA) da Vale cederam 5,81% na mínima e -5,44% no fechamento. Petrobras PN fechou em baixa de 4,73% a R$ 33,25 e Petrobras ON caiu 4,63% a R$ 40,99.

segunda-feira, 22 de setembro de 2008

DJI...após 22/09...volatilidade e possibilidade de continuidade da queda...


DJI abriu na máxima em 11.395 pontos e com os índices futuros em forte queda, deu sequência ao movimento de realização iniciado no final do pregão anterior. Conseguiu por um bom tempo se manter no patamar dos 11.200 pontos, aguardando por esclarecimentos ou manifestações de apoio ao pacote econômico, que não vieram. Nas últimas horas de pregão, deu continuidade ao movimento de queda, movimentando-se em um "sub-canal" de baixa, até encontrar suporte na mínima em 10.993 pontos ( - 3,6%),para finalizar em 11.015 pontos ( - 3,27%).

Análise: Como já previam os indicadores fortemente "esticados", DJI realizou, após 2 pregões de forte alta, vindo encontrar suporte nos 11 mil pontos. Enquanto o mercado não "desembrulhar adequadamente" o pacote governamental americano, DJI deverá caminhar lateralmente, com volatilidade e provavelmente, em tendência de queda.
O Estocástico e o CCI/Ma cruzamento do gráfico diário ainda sinalizam tendência de alta, o que não ocorre no gráfico de 30 minutos. Por outro lado, o IFR e o oscilador de momentos sinalizam tendência baixista, nos dois gráficos.O "candle" formado no gráfico diário é um "marubozu" cheio, indicando a predominância da pressão vendedora. Os índices futuros, antes da abertura do pregão, poderão confirmar a tendência predominante, para este pregão.

Suportes imediatos em 10.950, 10.840 e 10.700 pontos.

Resistências imediatas em 11.040, 11.200, 11.410 e 11.483 pontos.

IBOV...após 22/09...volatilidade e possibilidade de continuidade da queda...



O Ibovespa abriu nos 53.055 pontos e com os índices futuros em alta, deu sequência ao movimento altista do pregão anterior, até encontrar resistência na máxima em 53.455 pontos ( +0,77%), ainda na primeira hora de pregão. Com a confirmação da abertura em queda de DJI, o Ibovespa ficou boa parte do pregão, oscilando ao redor dos 53 mil pontos, aguardando por uma possível recuperação de DJI, que não veio. Com a confirmação da deterioração dos mercados americanos, na última hora de pregão, o Ibovespa também realizou fortemente, refluindo até atingir a mínima em 51.530 pontos (- 2,87%) e finalizando em seguida, nos 51.540 pontos ( -2,85%).

Análise: Como já previam os indicadores fortemente "esticados", com a alta acumulada nos pregões anteriores, o Ibovespa realizou, sintonizado como DJI, vindo encontrar suporte nos 51.500 pontos. O Estocástico e o CCI/Ma cruzamento do gráfico diário ainda sinalizam tendência de alta, o que não ocorre no gráfico de 30 minutos. Por outro lado, o IFR e o oscilador de momentos sinalizam tendência baixista, nos dois gráficos. Enquanto o mercado não tiver maior segurança e melhor entendimento do pacote governamental americano, deverá caminhar lateralmente, com muita volatilidade e possivelmente, em tendência de queda. O "candle" formado no gráfico diário é um "marubozu" cheio, indicando a predominância da pressão vendedora que ocorreu no final do pregão. Os índices futuros, antes da abertura do pregão, poderão confirmar a tendência predominante, para este pregão.

Suportes imediatos em 50.800, 50.340 (fibo de 62%), 49.800, 48.400 (fibo de 38%) e 47.400 pontos.

Resistências imediatas em 52.000, 52.600, 53.300 e 53.700 pontos.

Dúvida sobre pacote de socorro a bancos derruba NY

por Renato Martins da Agência Estado
22.09.2008 18h35

O mercado norte-americano de ações fechou em queda forte, com o índice Dow Jones devolvendo os ganhos da sexta-feira. Entre as ações que mais caíram estavam as que mais haviam subido na quinta-feira e na sexta da semana passada, em especial as do setor financeiro, devido às incertezas que cercam o pacote de socorro aos bancos anunciado durante o fim de semana.
Alguns operadores disseram que o movimento de queda pode ter sido exacerbado pela decisão da Securities and Exchange Comission (SEC, a comissão de valores mobiliários americana) de proibir as vendas a descoberto de centenas de ações. "Isso está acabando com muitos dos modelos dos fundos de hedge. Ao proibir as vendas a descoberto, você também os impede de comprar; por isso, o resultado não é necessariamente positivo. Para cada 100 ações que seriam vendidas a descoberto, há 100 que teriam sido compradas, e elas simplesmente não estão lá. Não é surpresa que o mercado esteja devolvendo", comentou um participante do mercado.
Das 30 componentes do Dow Jones, 28 ações fecharam em queda (as exceções foram Alcoa, com alta de 0,04%, e Microsoft, com ganho de 0,95%, depois de a empresa anunciar um programa de recompra de ações). Em seu dia de estréia como componentes do Dow (no lugar da seguradora AIG, agora sob intervenção federal), as ações da Kraft Foods caíram 5,38%. As do setor financeiro estavam entre as que mais caíram (JPMorgan Chase -13,28%, Bank of America -8,88%, American Express -7,70%, Citigroup -3,10%).
Uma das medidas anunciadas ontem foi a decisão do Federal Reserve (Fed, banco central americano) de permitir que os bancos de investimento Goldman Sachs e Morgan Stanley se tornem companhias controladoras do setor bancário, passando a ter suas atividades supervisionadas mais de perto e a usufruir de algumas garantias; as ações do Goldman Sachs caíram 6,95% e as do Morgan Stanley, que deverá vender uma participação de até 20% para o Mitsubishi UFJ Financial Group, recuaram 0,44%. Embora Morgan Stanley e Goldman Sachs agora possam adquirir outros bancos, as ações de instituições que vêm sendo objeto de especulações sobre sua possível aquisição sofreram quedas fortes (Sovereign Bancorp -22,78%, Marshall & Isley -22,64%, Washington Mutual -21,65%).
No setor de tecnologia, as ações da Apple caíram 7% e as da Cisco Systems recuaram 4,86%, devido à percepção de que o pacote de socorro ao setor financeiro não terá impacto positivo no crescimento da economia; a mesma preocupação afetou ações industriais como DuPont (-5,52%), de produtos de consumo como Home Depot (-6,39%) e as das montadoras de veículos (GM -11,47%).
O índice Dow Jones fechou em queda de 372,75 pontos (-3,27%), em 11.015,69 pontos. O Nasdaq fechou em queda de 94,92 pontos (-4,17%), em 2.178,98 pontos. O S&P-500 caiu 47,99 pontos (-3,82%), para 1.207,09 pontos. As informações são da Dow Jones.

Bovespa cai 2,86% com incerteza sobre plano dos EUA

por Claudia Violante da Agência Estado
22.09.2008 17h37

Depois da euforia da sexta-feira passada, o mercado brasileiro de ações voltou ao seu ramerrame, hoje focado sobre os desdobramentos do socorro que o governo norte-americano dará ao sistema financeiro. À espera dos detalhes do pacote de US$ 700 bilhões, encaminhado ao Congresso dos Estados Unidos no final de semana, os investidores adotaram a cautela. O temor de que os parlamentares possam dificultar a aprovação ou colocar medidas que encareçam a ajuda, por exemplo, levou muitos investidores a vender ativos e se refugiar em outros menos arriscados. As commodities, hoje, voltaram a desempenhar tal papel.
A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) até ensaiou uma elevação na abertura e em vários momentos do pregão ficou no azul. Mas não conseguiu manter o desempenho, já que Wall Street jogava contra. O índice Bovespa (Ibovespa) fechou em baixa de 2,86%, aos 51.540 pontos, depois de oscilar entre a mínima de 51.530 pontos (-2,87%) e a máxima de 53.455 pontos (+0,75%). No mês, as perdas somam 7,43% e, no ano, -19,32%. O giro financeiro totalizou R$ 5,352 bilhões. Os dados são preliminares.
As ações da Petrobras fizeram contrapeso ao sinal negativo na maior parte do pregão, já que subiam puxadas pela disparada do petróleo. Na Bolsa Mercantil de Nova York (Nymex, na sigla em inglês), o vencimento do contrato de outubro da commodity terminou em US$ 120,92, alta de 15,66%. A forte queda no dólar também ajudou os preços da energia a subir.
Mas a alta do petróleo somou-se às preocupações com o pacote do governo norte-americano e levou as ações a fecharem com quedas superiores a 3% nos EUA. O plano de compra de créditos podres das instituições financeiras norte-americanas pode mexer com muitas carteiras, e, em meio às incertezas, os investidores tentam se reposicionar no mercado. Nas bolsas, as ações de instituições financeiras estiveram no centro das vendas hoje, enquanto as empresas de energia seguiram como o único setor a registrar ganhos.
Em linhas gerais, o governo dos EUA encaminhou ao Congresso um plano em que pede autorização para que o Tesouro americano possa recomprar hipotecas e dívidas podres até US$ 700 bilhões ao longo dos próximos dois anos. O documento ainda prevê o aumento do limite de endividamento do setor público de US$ 10,6 trilhões para US$ 11,3 trilhões. Mas o pacote pode ter dificuldades de passar no Congresso, onde os democratas querem acrescentar algumas cláusulas, como limites às compensações para os executivos e a permissão para que o governo tome ações de qualquer instituição financeira que aderir ao programa.
No Brasil, as ações preferenciais (PN) da Petrobras acabaram devolvendo no fechamento a alta registrada durante todo o pregão. Recuaram 0,23%, embora as ordinárias (ON) tenham subido 0,23%. Hoje, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, negou, por meio de sua assessoria, que governo vai permitir o uso do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) para capitalizar a Petrobras, como havia informado a Folha de S.Paulo no final de semana e depois confirmado o ministro do Trabalho, Carlos Lupi. Segundo Mantega, em nenhum momento se cogitou a utilização do FGTS para capitalizar a Petrobras.
Apesar da alta do preço de metais nas bolsas de commodities internacionais, as ações da Vale e das siderúrgicas também fecharam em baixa na Bovespa, assim como o setor bancário.

IBOV...após 19/09...indicadores sobrecomprados sinalizam realização...


O Ibovespa abriu nos 48.423 pontos (na mínima do dia) e com os mercados futuros em alta, deu sequência ao movimento altista até encontrar resistência na máxima em 53.168 pontos ( + 9,80%). Daí, sintonizado ainda com DJI, refluiu para finalizar em 53.055 ( + 9,57%).

Análise: Dando sequência à alta iniciada no pregão anterior, o Ibovespa rompeu novamente os 50 mil pontos, até encontrar resistência no patamar dos 53 mil pontos, onde finalizou exatamente em cima da LTB secundária. Acima dessa máxima deverá encontrar forte resistência na LTB primária, próximo aos 54 mil pontos. Os indicadores do gráfico diário sinalizam tendência de alta, apesar de aparentemente sobrecomprados. O gráfico de 30 minutos, porém confirma a sobrecompra e uma reversão de tendência pode se iniciar ainda neste pregão. O "candle" formado no gráfico diário é um "marubozu" vazio, indicativo da forte predominância da pressão compradora. Os índices futuros, antes da abertura do pregão, poderão confirmar a tendência predominante.

Suportes imediatos em 52.950, 51.270, 51.000 e 48.050 pontos.

Resistências imediatas em 53.500, 53.990 e 56 mil pontos.

sábado, 20 de setembro de 2008

IBOV...após 19/09, promete uma quarta semana ainda de muita volatilidade...


O Ibovespa fechou essa última semana em alta, formando no gráfico semanal um "candle" semelhante a um "martelo" que sinaliza possibilidade de continuidade dessa alta na próxima semana. Como previsto, foi mais uma semana de intensa volatilidade, oscilando entre a máxima dessa última sexta, nos 53.170 pontos e a mínima, na quinta, em 45.300 pontos e o fechamento, próximo da máxima nos 53 mil pontos. A máxima semanal ocorreu exatamente em cima da LTB secundária recente. As próximas resistências do gráfico semanal se encontram nas LTB's iniciadas 4 semanas atrás, no mês de agosto, nos 53.600, 55.200 e 56.700 pontos. Os suportes do gráfico semanal se encontram em 52.300, 50.000 e 43.200 pontos.

Análise: Essa 4a. semana ainda será de muita volatilidade, em função dos desdobramentos da interpretação do mercado americano sobre o "pacote de salvamento" do setor financeiro. O Ibovespa deverá estar bastante atrelado a esses desdobramentos. É possível que ocorra alguma realização no início da semana, por conta de muitos indicadores que já se encontram bastante sobrecomprados, pela fortíssima alta entre a mínima de quinta e a máxima nesta sexta, superior a 17,3%.
A manutenção do suporte próximo aos 50 mil pontos (fibo de 62%) poderá dar impulso ao Ibovespa, para tentar romper as resistências nos 55 mil e 56 mil pontos. A perda desse suporte, porém, poderá levar o Ibovespa aos 48.300 pontos (fibo de 38%)novamente, e a perda desse suporte, até os 43 mil pontos.

DJI...após 19/09...quarta semana de setembro com muita volatilidade, ainda...


DJI fechou a semana em leve queda, oscilando entre a máxima nos 11.483 e a mínima nos 10.460 pontos. DJI conseguiu oscilar 9,8% nesse intervalo semanal, o equivalente a uma variação de 1020 pontos, em um intervalo de apenas 2 dias. O fechamento semanal em forte recuperação fez com que os principais indicadores sinalizassem a continuidade da alta, apesar de que alguns indicadores se encontrem "sobrecomprados".
O gráfico semanal se assemelha a um "doji" formado aparentemente, em um final de tendência de queda, sugerindo a possibilidade de reversão para alta, até o final da próxima semana. De qualquer modo, é possível que DJI ainda continue em movimento "zigzagueante" nesse canal construido agora, com intervalo de variação mais alongado (10.500 e 11.500 pontos). As resistências semanais nas LTB's semanais recentes em 11.410, 11.500 e 11.600 pontos. Os uportes semanais imediatos em 11.340, 11.170 e 11.040 pontos.

Como previsto na última análise semanal, a 3a. semana de setembro, foi uma semana de fortíssima volatidade. Grande queda na 1a. metade da semana e recuperação dessa queda nos dois últimos pregões da semana. Enquanto o mercado não digerir completamente o "pacote de salvamento" do sistema financeiro americano é bem possível que ocorra ainda muita volatilidade, em que pese a "proibição" de venda à descoberto de ações das empresas desse setor. Para o início da semana o destaque deverá ser o detalhamento do "pacote financeiro" de 700 bi de dólares e como o mercado avaliará a "socialização desse prejuízo", em uma segunda e terça sem grandes outros destaques da agenda financeira. Porém, a partir de quarta, tem o nível dos estoques de petróleo, as taxas de desemprego e o sentimento de mercado da Universidade de Michigan.

Futuros de Commodities em 19/09 e projeções para a quarta semana de setembro


Commodity Futures

Fonte: Bloomberg

Situação em 19/09

INDEX NAME VALUE CHANGE OPEN HIGH LOW TIME
UBS BLOOMBERG CMCI 1337.34 31.71 1314.48 1340.62 1313.99
S&P GSCI 640.45 22.86 622.43 643.25 618.80
RJ/CRB Commodity 359.58 8.56 351.05 360.02 350.50
Rogers Intl 4354.96 128.88 4263.75 4362.35 4258.60
Brookshire Intl 476.74 13.04 466.21 477.63 465.88


Situação em 12/09

INDEX NAME VALUE CHANGE OPEN HIGH LOW TIME
UBS BLOOMBERG CMCI 1352.69 21.99 1346.19 1361.76 1345.20
S&P GSCI 640.32 5.68 641.02 648.50 634.93
RJ/CRB Commodity 360.01 5.03 354.98 360.99 354.34
Rogers Intl 4384.10 55.08 4350.84 4428.99 4350.84
Brookshire Intl 481.62 7.49 478.90 483.37 477.50

Variação semanal 12/09 a 19/09

INDICE Fechamento (19/09) Fechamento(12/09) VARIAÇÃO SEMANAL (%)
UBS BLOOMBERG CMCI 1337.34 1352.69 -1,13%
S&P GSCI 640.45 640.32 estável
RJ/CRB Commodity 359.58 360.01 -0,12%
Rogers Intl 4354.96 4384.10 -0,66%
Brookshire Intl 476.74 481.62 -1,00%

Análise:

Comparando em base semanal (fechamento 19/09 x fechamento 12/09), podemos observar leve queda nos preços de commodities, abaixo de 1%, nos principais índices. Porém, em relação às últimas duas semanas, houve sensível redução na queda semanal de 7%, para 2% e agora queda inferior a 1%, em média. Podemos perceber uma sensível redução na velocidade de queda dos índices, o que pode estar querendo sinalizar que o mercado já realizou muito e que a reversão está muito perto de ocorrer.

Com a mínima sendo registrada na última quarta-feira, graficamente ocorreu a formação de um "candle" tipo "doji" nessa variação semanal média, ainda que "levemente cheio", mostrando ainda a tendência maior da força vendedora, mas a reação do final de semana pode estar indicando uma possibilidade de reversão. Os principais indicadores se encontram bem "sobrevendidos" o que também pode estar indicando a possibilidade de alguma reversão positiva, para essa quarta semana de setembro.

Tesouro dos EUA propõe pacote de US$700 bi para Wall Street

Portal EXAME - Reuters
20 de Setembro de 2008 11:49

WASHINGTON (Reuters) - O governo dos Estados Unidos propôs neste sábado um pacote de socorro ao setor financeiro de 700 bilhões de dólares financiado por contribuintes e direcionado à compra de títulos podres vinculados a hipotecas. A proposta é um esforço urgente para acalmar os mercados financeiros e atacar a crise imobiliária do país.
Sob o programa, o Departamento do Tesouro dos EUA comprará, ou se comprometerá a comprar, "ativos vinculados a hipotecas de qualquer instituição financeira que tenha sua sede nos Estados Unidos", afirma a proposta legislativa encaminhada pelo governo, segundo cópia obtida pela Reuters.
O departamento poderá contratar gestores de ativos para lidar com os títulos, que poderão incluir hipotecas residenciais ou comerciais e instrumentos relacionados que foram originados ou emitidos em ou antes de 17 de setembro de 2008, afirma a proposta.
Membros do Congresso devem ser informados neste sábado sobre a proposta legislativa, que poder ser considerada pela Câmara dos Representantes e pelo Senado do país já na próxima semana.
O plano também pede por um aumento da capacidade de dívida do governo norte-americano para 11,315 trilhões de dólares. O limite atual de dívida é de 10,615 trilhões de dólares.
O governo está agindo agressivamente para absorver bilhões de dólares de títulos difíceis de vender vinculados a hipotecas e ativos relacionados que têm sufocado os mercados de capitais desde o estouro da histórica bolha do setor imobiliário norte-americano.

sexta-feira, 19 de setembro de 2008

Bovespa sobe 9,57%, maior alta desde janeiro de 1999

por Claudia Violante da Agência Estado
19.09.2008 17h56

Uma série de medidas anunciadas nos Estados Unidos trouxe euforia aos mercados acionários mundiais, com os índices disputando ganhos nas mais diferentes praças. Não foi diferente no Brasil, onde a Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) registrou a maior elevação porcentual desde 15 de janeiro de 1999, quando houve uma forte desvalorização do real e o regime de câmbio passou a ser flutuante no País.
O índice Bovespa (Ibovespa) subiu 9,57% hoje e fechou a 53.055 pontos. Em 15 de janeiro de 1999, tinha avançado 33,40%, segundo informações da Bolsa. Durante o pregão desta sexta-feira, o Ibovespa oscilou entre a mínima de 48.424 pontos (estabilidade) e a máxima de 53.168 pontos (+9,80%). Com os ganhos de hoje, a Bolsa brasileira acumulou elevação de 1,26% na semana e reduziu as perdas de setembro para -4,71%. No acumulado de 2008, o Ibovespa registra queda de 16,95%. O giro financeiro somou R$ 7,67 bilhões (dado preliminar).
Em linhas gerais, as medidas anunciadas hoje foram: o governo dos EUA planeja criar um fundo para comprar dívidas podres dos bancos de investimentos e outras instituições financeiras; a decisão da SEC (a comissão de valores mobiliários norte-americana) de proibir temporariamente as vendas a descoberto de posições de 799 companhias financeiras por um período de 10 dias - o Reino Unido e Austrália também proibiram a venda de ações a descoberto; o plano do Federal Reserve (Fed, banco central americano) para recomprar obrigações de dívida relacionadas às agências hipotecárias Fannie Mae e a Freddie Mac de certas instituições financeiras. Há ainda outras medidas adicionais com objetivo de estancar a crise; e o programa do Departamento do Tesouro dos EUA para garantir ativos dos fundos mútuos do mercado monetário.
As medidas levaram os investidores a se aventurarem pelo mercado acionário, muitos dos quais para zerar perdas recentes enquanto outros se animaram a tomar um pouco de risco. Assim, as bolsas subiram bastante não só nos países desenvolvidos como também nos emergentes, e ativos como as commodities (matérias-primas) fecharam em alta. Na Bolsa Mercantil de Nova York (Nymex, na sigla em inglês), o contrato de petróleo com vencimento em outubro avançou 6,81%, a US$ 104,55 o barril.
Em Wall Street, o Dow Jones terminou em alta de 3,35%, aos 11.388,44 pontos, o S&P em alta de 4,02%, a 1.255,07 pontos, e o Nasdaq, em alta de 3,40%, aos 2.273,90 pontos. Mas os ganhos em Wall Street foram tímidos em comparação à irracionalidade que se viu na maioria das bolsas mundiais.
A Bolsa de Hong Kong, por exemplo, atingiu seu maior ganho em oito meses, com o índice Hang Seng disparando 9,6%, para 19.327,72 pontos. Na Rússia, as ordens de compras levaram as operações a serem interrompidas por uma hora na Russian Trading System (RTS), principal mercado acionário do país, depois que o índice havia subido 20%.
Na Europa, a Bolsa de Londres fechou com valorização de 8,84% - com alta de 431,3 pontos, a maior em 20 anos -, a Bolsa de Paris subiu 9,27% e a Bolsa de Frankfurt ganhou 5,56%. Como era de se esperar, as ações do setor financeiro assumiram a dianteira nas bolsas, porque foram as que mais apanharam nos últimos dias após as notícias de falência de instituições financeiras nos EUA.
Apesar da euforia de hoje, passado o final de semana e os ânimos mais calmos, há quem preveja uma realização de lucros nos ativos, principalmente porque ninguém ainda acredita que o fim da crise financeira global está à porta - talvez mais perto apenas.
Hoje, nenhuma ação do Ibovespa fechou em baixa. As ações preferenciais (PN) da Petrobras, as mais negociadas, fecharam em alta de 8,07% a R$ 34,80. As ações ordinárias da estatal ganharam 9,16% e fecharam a R$ 42,90. Vale PNA (ação preferencial da classe A), o segundo papel mais negociado na Bolsa, subiu 6,21% a R$ 36,75. A terceira ação mais negociada foi BM&FBovespa ON, que disparou 15,41% a R$ 9,06.

Pacote traz alívio e Bolsa de NY fecha em alta forte

por Renato Martins da Agência Estado
19.09.2008 18h45

O mercado norte-americano de ações fechou em alta forte pelo segundo dia consecutivo, eliminando boa parte das perdas dos dias anteriores. Em dia de vencimento simultâneo de contratos futuros de ações e futuros e opções de índices, o volume negociado na Bolsa de Nova York foi o maior desde março. A semana começou com os colapsos do banco de investimentos Lehman Brothers e da seguradora AIG e com a aquisição do banco de investimentos Merrill Lynch pelo Bank of America e terminou com uma série de medidas coordenadas do Departamento do Tesouro dos EUA e do Federal Reserve (Fed, banco central americano) para reduzir o estresse nos mercados.
"Deveríamos ter tirado a semana de folga e economizado muito ranger de dentes e muita aspirina, se pudéssemos encontrar um lugar sem telefone celular, sem computador, sem telefone, sem televisão e sem rádio", escreveu o analista Howard Silverblatt, da Standard & Poor's. Já o estrategista-chefe da The Hartford, Quincy Krosby, disse que "havia uma crise de confiança e o pânico estava se alastrando. Vamos ver como o plano será implementado. O diabo está nos detalhes, e se eles conseguirem criar alguma coisa, isso custará dinheiro".
A alta de hoje foi liderada pelas ações do setor financeiro, com destaque para AIG (+43,12%), Wachovia (+29,31%), Citigroup (+24,02%), Bank of America (+22,56%), Morgan Stanley (+20,67%) e Goldman Sachs (+20,19%). As ações da General Motors, que haviam sofrido quedas fortes nos últimos dias, subiram 14,74%. As do setor de petróleo tiveram altas expressivas, em reação à elevação dos preços do produto (ExxonMobil +2,39%, Chevron +5,94%). No setor de tecnologia, as ações da Oracle, que havia divulgado resultados ontem depois do fechamento, subiram 7,04%. Na próxima semana, o mercado estará atento aos informes de resultados das construtoras de casas Lennar e HB Fuller.
O índice Dow Jones fechou em alta de 368,75 pontos (3,35%), em 11.388,44 pontos. O Nasdaq fechou em alta de 74,80 pontos (3,40%), em 2.273,90 pontos. O S&P-500 subiu 48,45 pontos (4,02%), para fechar em 1.254,96 pontos. Na semana, o Dow Jones acumulou uma queda de 0,29%, o Nasdaq, uma alta de 0,56% e o S&P-500, um ganho de 0,27%.

Títulos do Tesouro

Os preços dos títulos do Tesouro dos EUA caíram, com correspondente alta nos juros. O mercado reagiu ao plano de socorro ao setor financeiro anunciado pelo governo americano. As medidas anunciadas melhoraram a confiança do investidor, reduziram o estresse no mercado de crédito para curto prazo e encorajaram os investidores a voltarem a ativos de maior risco, de ações a títulos de mercados emergentes, de bônus corporativos a títulos lastreados em hipotecas.
No fechamento em Nova York, o juro projetado pelos T-Bonds de 30 anos estava em 4,386% ao ano, de 4,160% ontem; o juro das T-Notes de 10 anos estava em 3,796% ao ano, de 3,537% ontem; o juro das T-Notes de 2 anos estava em 2,167%, de 1,780% ontem. As informações são da Dow Jones.

EUA banem temporariamente venda à descoberto de ações

EUA banem temporariamente venda à descoberto de ações
19 de Setembro de 2008 08:05

NOVA YORK (Reuters) - A venda à descoberto de 799 ações do setor financeiro deve ser suspensa nos Estados Unidos a partir desta sexta-feira, em cumprimento a uma determinação de urgência emitida pela Securities and Exchange Comission, a comissão de valores mobiliários norte-americana. A ação visa proteger investidores e o próprio mercado.

A medida, anunciada no início desta sexta-feira, será interrompida em 2 de outubro, mas pode ser estendida em 10 dias caso necessário.

O anúncio de medida semelhante na Grã-Bretanha no final da quinta-feira garantiu um avanço de 40 por cento nas ações de bancos no mercado londrino.

A Irlanda também anunciou a proibição da venda a descoberto, enquanto a Austrália informou que proibirá essas operações a partir de segunda-feira.