sexta-feira, 21 de novembro de 2008

Bolsas de NY fecham em alta com salto no final do dia

por Agência ESTADO
21 de Novembro de 2008 20:46

O mercado norte-americano de ações fechou em forte alta, com o índice Dow Jones dando um salto de quase 500 pontos na última hora do pregão. Os participantes do mercado reagiram a informes de que o presidente eleito dos Estados Unidos, Barack Obama, escolheu Timothy Geithner, presidente do Federal Reserve Bank (Fed, banco central dos EUA) de Nova York e vice-presidente do Comitê de Mercado Aberto do Fed, para ser o próximo secretário do Tesouro.
O índice Dow Jones fechou em alta de 494,13 pontos (6,54%), em 8.046,42 pontos. A mínima foi em 7.449,38 pontos e a máxima, em 8.071,75 pontos. O Nasdaq fechou em alta de 68,23 pontos (5,18%), em 1.384,35 pontos (máxima do dia), com mínima em 1.295,48 pontos. O S&P-500 subiu 47,59 pontos (6,32%), para fechar em 800,03 pontos, com mínima em 741,02 pontos e máxima em 801,20 pontos. O NYSE Composite subiu 308,58 pontos (6,63%), para 4.959,79 pontos. Na semana, o Dow Jones acumulou queda de 5,31%, o Nasdaq, perda de 8,74%, e o S&P-500, baixa de 8,39%.
Também circularam informes de que Lawrence Summers, que foi secretário do Tesouro no governo de Bill Clinton, será um conselheiro de alto nível na Casa Branca de Obama e que o governador do Novo México, Bill Richardson, será o secretário do Comércio. O nome de Geithner para o Tesouro, porém, foi o que fez o mercado reagir.

As Bolsas abriram em alta, em meio a rumores de que o Citigroup estaria estudando uma fusão ou mesmo a busca de um comprador, mas perderam impulso ainda pela manhã, depois de o CEO do Citigroup, Vikram Pandit, dizer que não há planos para vender a corretora Smith Barney. O mercado acelerou sua alta no fim do dia, em reação aos informes sobre as supostas nomeações de Obama, que poderão ser anunciadas oficialmente na segunda-feira, segundo algumas fontes.
Das 30 componentes do índice Dow Jones, 28 ações fecharam em alta. As exceções foram Citigroup (em queda de 19,86%) e JPMorgan Chase (baixa de 2,82%). As ações do Citigroup acumulam uma queda de 60% na semana e uma perda de 72% desde o começo de novembro. Entre as ações que mais subiram estavam as do setor de petróleo (ExxonMobil subiu 10,66% e Chevron teve alta de 9,46%) e algumas das que mais haviam caído recentemente, como Alcoa (alta de 23,21%), Microsoft (valorização de 12,26%) e Disney (alta de 12,76%).
Em reação a informes de resultados, as ações da fabricante de microcomputadores Dell caíram 5,20% e as da rede de lojas de roupas GAP subiram 27,23%. As informações são da Dow Jones.

Bovespa "tira atraso" de Wall St e fecha em queda de 6,5%

Por Daniela Machado
21 de Novembro de 2008 18:45

SÃO PAULO (Reuters) - O tombo de Wall Street nos últimos dois pregões, apesar da tentativa de recuperação nesta sexta-feira, levou a Bolsa de Valores de São Paulo a cair mais de 6 por cento.
O Ibovespa fechou em queda de 6,45 por cento, a 31.250 pontos. O giro financeiro na bolsa foi de 3,71 bilhões de reais.
"É um ajuste ao que aconteceu lá fora (nos Estados Unidos) ontem e quarta-feira", resumiu Américo Reisner, operador da Corretora Fator.
A Bovespa fechou antes do pior momento de Wall Street na quarta-feira e não operou na quinta-feira devido ao feriado do Dia da Consciência Negra. Somente nesses dois pregões, o índice Dow Jones acumulou queda de mais de 10 por cento e o Standard & Poor's 500 chegou a fechar no menor nível desde 1997.
Nesta sessão, as bolsas de valores norte-americanas mostraram volatilidade, ganhando força assim que a Bovespa fechou --por notícias de que o presidente eleito dos Estados Unidos, Barack Obama, teria indicado o presidente do Federal Reserve de Nova York, Timothy Geithner, como secretário do Tesouro.
A menos de meia hora do fechamento, o Dow avançava 5,3 por cento.
As ações de maior peso no Ibovespa foram também destaque de queda. Petrobras encerrou em baixa de 8,7 por cento, a 16,89 reais, enquanto Vale caiu 7,8 por cento, para 20,75 reais.
"Petrobras e Vale vão continuar sofrendo enquanto não tiver uma luz indicando que a economia mundial está entrando em estabilidade", afirmou Ricardo Tadeu Martins, gerente de pesquisa da Planner Corretora, lembrando que essas ações sofrem com a menor demanda por commodities em um mundo em desaceleração.
Ações de bancos também caíram neste pregão. Bradesco perdeu 9,65 por cento, a 19,39 reais, e Itaú cedeu 8 por cento, para 20,76 reais.

BB E NOSSA CAIXA

Os papéis do Banco do Brasil sofreram como o mercado em geral e, em particular, por conta da oferta pela Nossa Caixa. Na véspera, o BB anunciou a aquisição do banco paulista por 5,39 bilhões de reais em dinheiro, divididos em 18 prestações. A oferta é de 70,63 reais por ação.
Segundo o gerente da Planner, o mercado vê como penalização o fato de o negócio ter sido fechado em dinheiro, e não em troca de ações. "E há também aqueles que acham 70,63 reais um preço caro", disse mais cedo.
As ações do BB caíram 14,3 por cento, para 11,41 reais.
Na ponta contrária, Nossa Caixa foi um dos destaques de alta, ao subir 22,8 por cento, para 63,00 reais. Com isso, a cotação se aproximou mais dos 70,63 reais oferecidos aos minoritários do banco paulista.
A expectativa é de que a oferta a esses acionistas ocorra no primeiro semestre de 2009, se não houver atrasos na aprovação da operação pela Assembléia Legislativa de São Paulo.

INDZ08...após 19/11...suportes e resistências


Suportes imediatos: 34.000, 33.700, 32.900, 31.900 e 30.900
Resistências imediatas: 34.450, 35.200 e 36.300.

IBOV...após 19/11...objetivos novamente nos 30/31 mil pontos...


O Ibovespa foi buscar sua máxima nos 34.785 pontos ( +2,02%), na primeira metade do pregão, em sintonia com DJI, e daí retomou seu processo de realização para dar prosseguimento ao triângulo de queda formado no pregão anterior. Após atingir a mínima em 33.275 pontos (- 2,4%) esboçou reação sinalizando a possibilidade de recuperação dos 34 mil pontos. Na última meia-hora de pregão, com a incapacidade de reação de DJI, refluiu novamente para finalizar em 33.404 pontos (-2,02%). A formação do triângulo de queda observada no gráfico diário, projeta objetivos imediatos em 31.100 e 30.600 pontos. Os principais indicadores do gráfico diário sinalizam a continuidade da queda.

Suportes imediatos: 32.600, 31.100 e 30.500 pontos.
Resistências imediatas: 33.500, 33.800 e 34.750 pontos.

DJI...após 20/11...suportes e resistências


Após esboçar reação positiva na primeira metade do pregão, até atingir a máxima nos 8.187 pontos (+2,38%), refluiu novamente face à forte pressão vendedora, vindo buscar sua mínima na última meia-hora de pregão, em 7.507 pontos ( -5,96%) e a finalizar em 7.552 pontos (-5,56%). DJI está reconstruindo seu canal de baixa, provavelmente em um intervalo abaixo dos 8.000/8.200 pontos e possível suporte nos 7.000/7.200 pontos. Apesar dos indicadores estarem relativamente sobrevendidos, sinalizando possivel reversão, a principal tendência ainda é de queda, sinalizada pelos principais indicadores dos gráficos diário e de "30 minutos".

Suportes imediatos: 7.430 e 7.200 pontos.
Resistências imediatas: 7.900 e 8.200 pontos.

quinta-feira, 20 de novembro de 2008

Bolsa de NY cai forte à espera de ajuda a montadoras

por Agência ESTADO
20 de Novembro de 2008 20:22

O mercado norte-americano de ações fechou em queda forte, com informes contraditórios sobre um possível plano de ajuda à indústria automotiva. O índice S&P-500 chegou ao fim do dia no nível mais baixo desde 14 de abril de 1997. O Dow Jones fechou no nível mais baixo desde 12 de março de 2003. O Nasdaq já acumula agora queda de 50% neste ano. "Do ponto de vista técnico, estamos agora numa terra de ninguém", observou um operador. O dia foi marcado por grande volatilidade, com o índice VIX chegando ao fim da sessão no nível recorde de 80,9, com alta de 8,9%. Antes de hoje, a única vez que o VIX fechou acima de 80 havia sido em 27 de outubro.

O índice Dow Jones fechou em queda de 444,99 pontos, ou 5,56%, em 7.552,29 pontos. A mínima foi em 7.506,97 pontos e a máxima em 8.187,40 pontos. O Nasdaq fechou em queda de 70,30 pontos, ou 5,07%, em 1.316,12 pontos, com mínima em 1.314,90 pontos e máxima em 1.414,43 pontos. O S&P-500 caiu 54,14 pontos, ou 6,71%, para fechar em 752,44 pontos, com mínima em 747,78 pontos e máxima em 820,52 pontos. O NYSE Composite caiu 360,77 pontos, ou 7,20%, para 4.651,22 pontos.

"O pessoal ficou espantado com a força do impulso de queda, e está imaginando o que poderá servir de catalisador para uma reversão. Como todo mundo nos EUA, os operadores estão perplexos", comentou Gordon Charlop, chefe de operações da Rosenblatt Securities no pregão da Bolsa de Nova York.

Montadoras

Referindo-se à expectativa de que o Congresso aprove um pacote de socorro para a indústria automotiva, Charlop disse que "as oscilações do mercado durante o dia indicaram claramente que os investidores estavam na esperança de que o governo faça alguma coisa, porque milhões de empregos estão em jogo, não só nas montadoras propriamente ditas, mas em empresas ligadas ao setor".

Ao longo do dia, circularam informes contraditórios sobre se o Congresso votaria um projeto de lei de ajuda às montadoras antes do recesso, que começa amanhã e vai até o começo de dezembro. Essa incerteza, somada aos sinais de recessão profunda e prolongada e aos temores sobre a saúde do setor financeiro, alimentaram o movimento de vendas.

Ações

Das 30 componentes do Dow, as únicas ações a subir foram as da General Motors (+3,23%), mas bem menos do que seu pico de alta no dia (+43%); também no setor automotivo, as ações da Ford avançaram 10,32%, apesar de a agência de classificação de risco Standard & Poor's ter rebaixado sua nota de crédito (rating) para CCC+, grau altamente especulativo. As ações do setor financeiro estavam entre as que mais caíram: Citigroup perdeu 26,41%, apesar de um príncipe saudita ter anunciado que vai aumentar sua participação para 5%, com um investimento de US$ 300 milhões; JPMorgan Chase caiu 17,88%; e Bank of America cedeu 13,86%.

Também sofreram quedas fortes as ações de indústrias cujo desempenho depende do comportamento da economia, como Alcoa (-16,05%) e DuPont (-9,52%). As ações do setor de petróleo caíram em reação à nova queda dos preços do produto (ExxonMobil cedeu 6,69% e Chevron recuou 8,79%). As informações são da Dow Jones.

Petróleo...perspectivas abaixo de US 50,00/barril...


Após atingir sua máxima na primeira semana do mês, em 71,77 USD/barril , os contratos futuros de óleo cru leve, vencimento em dezembro/2008 (CL\Z08) refluiram até o patamar dos 60,20 USD/barril. Após nova reação até os 66 USD/barril, retomaram a queda até novo suporte em 54,80 USD/barril. A perda desse suporte deu continuidade ao triângulo de queda formado com objetivos em 48,60 USD/barril.

DJI...após 19/11...objetivos de queda em 7.700 pontos.


Após atingir a máxima nos 8.504 pontos na primeira hora de pregão, alcançando o topo do sub-canal de baixa intraday, DJI refluiu em realização até conseguir suporte em 8.190 pontos, de onde se esperava alguma reação positiva. Na última hora de pregão perdeu esta sustentação vindo atingir nova mínima em 7.988 pontos (-5,19%)para finalizar em seguida em 7.997 pontos (-5,07%). O fechamento abaixo dos 8 mil pontos está sinalizando a mudança dos patamares de negociação, possívelmente em um intervalo entre os 7.500 e 8.000 pontos. A forte queda está confirmando a execução de um triângulo de baixa, com objetivos preliminares em 7.880 pontos e posteriormente em 7.700 pontos (também confirmado no gráfico diário). Tendência ainda de queda, sinalizada pelos principais indicadores do gráfico de "30 minutos".

Suportes imediatos: 7.880 e 7.700 pontos.
Resistências imediatas: 8.190, 8.280 e 8.400 pontos.

US DOLLAR...após 19/11...perspectivas de alta continuam..


Análise: Após atingir o topo em 0,4488 (R$ 2,23) o real retomou sua tendência de queda perante o dollar americano, rompendo a casa dos 0,4211 (R$ 2,37) novamente dando formação a novo triângulo de queda com objetivos em 0,3934 (R$ 2,54).

As perspectivas para o dólar parecem ser o de se manter acima dos R$ 2,37 com objetivos em R$ 2,50 (aonde se espera intervenção novamente do BC para poder segurá-lo). Os indicadores gráficos sinalizam para a continuidade da queda do real (valorização do dólar).

quarta-feira, 19 de novembro de 2008

Bolsa de NY recua ao menor nível desde março de 2003

19 de Novembro de 2008 20:23

O mercado norte-americano de ações fechou em queda forte, em reação a sinais de que a indústria automotiva dos EUA não receberá mais ajuda do governo, expectativa crescente de uma recessão prolongada, temor de deflação e falta de confiança contínua no setor financeiro. O índice Dow Jones teve sua maior queda desde 22 de outubro e fechou abaixo dos 8.000 pontos pela primeira vez desde 31 de março de 2003. O Nasdaq fechou no nível mais baixo desde 14 de abril de 2003. O S&P-500 também fechou no nível mais baixo desde março de 2003.
O Dow Jones fechou em queda de 427,47 pontos, ou 5,07%, em 7.997,28 pontos. A mínima foi em 7.987,08 pontos e a máxima em 8.504,64 pontos. O Nasdaq fechou em queda de 96,85 pontos, ou 6,53%, em 1.386,42 pontos (mínima do dia), com máxima em 1.493,05 pontos. O S&P-500 caiu 52,54 pontos, ou 6,12%, para fechar em 806,58 pontos, com mínima em 806,18 pontos e máxima em 864,57 pontos. O NYSE Composite caiu 353,67 pontos, ou 6,59%, e fechou em 5.011,99 pontos.
O dia foi marcado pela volatilidade. O índice de volatilidade VIX, que acompanha os preços aos quais os investidores estão dispostos a comprar e vender opções do índice S&P-500, subiu 9,8% e fechou em 74,3, nível mais alto desde 27 de outubro; hoje foi apenas a quarta vez na história que o VIX fechou acima de 70.
Os temores de uma recessão prolongada foram alimentados pela revisão para baixo das projeções de desempenho da economia do Federal Reserve (Fed, banco central dos EUA), divulgadas junto com a ata da última reunião de política monetária, e pelo índice de preços ao consumidor de outubro, que registrou a maior queda em 61 anos.
"Uma vez que rompemos níveis técnicos, não havia motivo para compradores aparecerem. Poderemos cair mais 10% ou 15%, dependendo dos informes de resultados das empresas", comentou Joseph Saluzzi, fundador da corretora Themis Trading.
As ações do setor financeiro estavam entre as que mais caíram: Citigroup perdeu 23,44%, Bank of America recuou 14,02% e JPMorgan Chase cedeu 11,42%. O Citigroup anunciou que comprará os últimos US$ 17,4 bilhões em veículos estruturados de investimento sobre os quais aconselhou investidores, como parte do esforço para se desvencilhar de perdas relacionadas a títulos hipotecários.
As ações das montadoras também caíram, no segundo dia de depoimentos dos executivos-chefes de General Motors, Ford e Chrysler no Congresso. Os sinais emitidos por senadores e pelo próprio governo são de que o setor automotivo não receberá mais ajuda oficial, além dos US$ 25 bilhões já aprovados pelo Congresso. As ações da Ford caíram 25% e as da GM recuaram 9,71%. As informações são da Dow Jones

Bolsa cai 2% hoje e perde 7% em quatro dias

por Agência ESTADO
19 de Novembro de 2008 18:53

A Bovespa acompanhou o sinal negativo das bolsas norte-americanas e fechou mais um dia em baixa, pela quarta sessão consecutiva. No período, acumulou perdas de 7,19%. Um índice de inflação e um dado do setor de moradias afetaram as ações em Wall Street, além das preocupações com as problemáticas montadoras. Aqui, os setores siderúrgico e bancário lideraram as ordens de vendas, ainda fortes nas ações de Vale e Petrobras.
O Ibovespa fechou em baixa de 2,02%, aos 33.404,55 pontos. Oscilou entre a mínima de 33.275 pontos (-2,4%) e a máxima de 34.786 pontos (+2,03%). No mês, acumula perdas de 10,34% e, no ano, de 47,71%. Por causa do feriado do Dia da Consciência Negra amanhã em algumas cidades brasileiras, entre elas São Paulo, o volume financeiro foi ainda mais fraco do que nos últimos dias e somou R$ 2,9 bilhões.
Às 18h19 (de Brasília), em Nova York, o índice acionário Dow Jones caía 3,05%, o S&P tinha baixa de 3,95% e o Nasdaq perdia 4,04%.
O temor com o futuro das montadoras norte-americanas permeou os negócios nos mercados acionários dos Estados Unidos hoje, depois que os dirigentes de GM, Ford e Chrysler pediram ontem, no Congresso, uma ajuda financeira extra às empresas. Os parlamentares resistem a dar mais dinheiro às empresas e os analistas e economistas estão preocupados em saber onde isso vai parar.
Com esse quadro no pano de fundo, os índices divulgados hoje desagradaram. Em outubro, houve queda de 4,5% no número de construções de residências iniciadas nos EUA ante setembro, para o recorde de baixa de 791 mil. Na comparação anual, as construções iniciadas ficaram 38,0% abaixo do nível de outubro de 2007. As licenças para construção também caíram fortemente, em 12,0%, o quádruplo do recuo de 3,1% esperado por analistas.
Nos preços, também houve queda. Mas o que seria bom em tempos de aquecimento econômico é ruim em crises, já que mostra a fragilidade da atividade econômica. O CPI, o índice de inflação no varejo, registrou deflação em outubro, tanto no dado cheio quanto no núcleo, que é mais observado pelos analistas. A queda ante outubro foi de 1%, a maior desde fevereiro de 1947. No núcleo, que exclui os preços de alimentos e energia, o declínio atingiu 0,1%, o maior desde dezembro de 1982.
No Brasil, as condições estão muito melhores do que as vistas nos Estados Unidos e Europa, basta ver os índices divulgados aqui hoje. A Receita comunicou que a arrecadação de impostos e contribuições federais atingiu o volume recorde R$ 65,4 bilhões no mês passado, com avanço real (já descontada a inflação) de 17,1% em relação a setembro e de 12,3% ante o mesmo mês de 2007. E o IBGE anunciou que a taxa de desemprego recuou para 7,5% em outubro, ligeiramente abaixo dos 7,6% em setembro e inferior à taxa registrada em outubro do ano passado, de 8,7%.
Apesar dos índices melhores, teremos contágio da crise, com a menor demanda de commodities (matérias-primas). Isso é uma das principais razões a deprimir o Ibovespa, formado majoritariamente por ações de empresas ligadas a este setor. Hoje, o setor siderúrgico foi um dos principais a operar no negativo, depois que a Votorantim Metais anunciou corte na produção de zinco e demissões. Vale ON caiu 2,15% e Vale PNA, 2,77%.
O setor bancário também pressionou o Ibovespa para baixo, sendo que as ações da Nossa Caixa foram exceção em grande parte do dia. O governador de São Paulo, José Serra, reuniu-se hoje com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e cogitava-se que a venda do banco paulista para o BB seria um dos assuntos da pauta. Os papéis do BB fecharam com ligeira queda, de 0,6%, mas os demais tiveram retração forte. Nossa Caixa ON virou no final e caiu 0,37%.
As ações de Petrobras, que também chegaram a subir durante a manhã, retomaram o sinal negativo à tarde, influenciadas pelos preços deprimidos do petróleo. Petrobras PN recuou 4,29% e PN, 3,9%. Em Nova York, o barril fechou a US$ 53,62, baixa de 1,42%. Ontem, o gerente-geral de novos negócios da área de Exploração e Produção, José Jorge de Moraes Júnior, falou sobre a revisão do plano de negócios. Hoje, em esclarecimento à Comissão de Valores Mobiliários (CVM), a estatal informou que o plano de negócios ainda está em elaboração e, por isso, não possui no momento informações suficientes para afirmar sobre o adiamento e a antecipação de seus projetos e, conseqüentemente, sobre os seus possíveis impactos na curva de produção estimada para os próximos anos.

INDZ08...19/11...após 14 horas...confirmando a queda...


O Indice do Ibovespa está confirmando sua manutenção no sub-canal de baixa. Acima de 35.200 poderá romper esse sub-canal e buscar 35.700 e depois 36.200 no topo do canal superior. Abaixo de 34.500 poderá testar o fundo do canal em 33.700/33.500 pontos.
Abaixo desse suporte poderá buscar novo "sub-canal de queda" com objetivos em 32.600 pontos.

DJI...19/11...às 14 horas confirmando a tendência


DJI testou o topo do canal de queda nos 8500 pontos e não rompendo, refluiu aos 8.300 pontos. Acima dos 8520 poderá testar os 8.570 pontos e o topo do canal em 8.800 pontos.
Abaixo dos 8.300 pontos poderá vir novamente ao fundo do canal em 8.070 pontos.

IBOV...após 18/11...em tendência de queda...


O Ibovespa após refluir até os 34.800 pontos, na primeira hora de pregão, iniciou um processo de recuperação até sua máxima em 35.698 pontos (- 0,05%) dando a impressão que recuperaria a alta. A partir daí, refluiu continuadamente até atingir a mínima em 33.882 pontos ( -5,1%) para depois finalizar em 34.094 pontos (-4,54%). O "candle" no gráfico diário, é um "marubozu cheio", demonstrando o predominio da pressão vendedora. O triângulo de simetria existente no gráfico diário, rompeu para baixo, sinalizando a possibilidade da continuidade da queda. Os índices futuros antes da abertura poderão confirmar essa tendência para a abertura do pregão.

Suportes imediatos: 33.980, 33.400, 33.000 e 31.600pontos.
Resistências imediatas: 34.230, 35.100, 35.300 e 35.700 pontos.

DJI...após 18/11...tendência de queda...


Após avançar até a máxima nos 8.478 pontos na primeira metade de pregão, DJI iniciou uma realização até atingir a mínima em 8.107 pontos (-2,02%) dando a impressão de que fecharia em queda. A partir daí, na última hora de pregão recuperou sua tendência de alta até finalizar próximo da máxima em 8.425 pontos (+1,83%).Muita volatilidade, indo do fundo até o topo do canal de baixa, em uma hora de pregão. Essa volatilidade deverá ser a tônica dos próximos pregões, em tendência de queda.

Suportes imediatos: 8.390, 8.350, 8.260, 8.150 e 8.070 pontos.
Resistências imediatas: 8.480, 8.570, 8.730 e 8.800 pontos.

terça-feira, 18 de novembro de 2008

Wall Street consegue recuperação final liderada por HP

18 de Novembro de 2008 20:16

NOVA YORK (Reuters) - As bolsas de valores norte-americanas protagonizaram uma forte virada no final da sessão desta terça-feira após resultados melhores que o esperado da fabricante de computadores Hewlett-Packard (HP) ofuscarem as preocupações de mais perdas do Citigroup e outros bancos.

O índice Dow Jones teve alta de 1,83 por cento, a 8.424 pontos. O Standard & Poor's 500 subiu 0,98 por cento, a 859 pontos. O Nasdaq teve leve avanço de 0,08 por cento, a 1.483 pontos.

As ações oscilaram entre o território positivo e negativo durante toda a sessão.

A HP ajudou o Dow a se erguer após o resultado da fabricante de computadores ressaltar a sua resistência frente à crise econômica. A HP saltou quase 15 por cento.

"Existe otimismo de que essas baixas estão se mantendo e então nós temos algumas oportunidades de altas aqui", afirmou Richard Sparks, analista sênior da Schaeffer's Investment Research. "Não temos boas notícias além da Hewlett Packard."

As ações do Citigroup caíram 6 por cento para 8,36 dólares, atingindo o menor patamar em 13 anos, com preocupações de que o plano de cortar 52 mil empregos pode não ser o suficiente para que o segundo maior banco dos Estados Unidos retome a saúde financeira.

Dia volátil termina com Bolsas de Nova York em alta

por Agência ESTADO
18 de Novembro de 2008 20:10

O mercado norte-americano de ações fechou em alta, em dia marcado pela volatilidade. O índice Dow Jones fechou em alta de 151,17 pontos, ou 1,83%, em 8.424,75 pontos. A mínima foi em 8.105,44 pontos e a máxima, em 8.477,95 pontos. O Nasdaq fechou em alta de 1,22 ponto, ou 0,08%, em 1.483,27 pontos, com mínima em 1.429,92 pontos e máxima em 1.498,42 pontos. O S&P-500 subiu 8,37 pontos, ou 0,98%, para fechar em 859,12 pontos. O NYSE Composite subiu 42,30 pontos, ou 0,79%, para 5.365,66 pontos.

As bolsas operaram sem tendência muito clara na abertura, depois da divulgação do índice de preços ao produtor de outubro, e passaram a subir depois de o presidente do Federal Reserve (Fed, banco central dos EUA), Ben Bernanke, e o secretário do Tesouro, Henry Paulson, dizerem em depoimentos a um comitê da Câmara que o programa de socorro às instituições financeiras está dando resultados positivos. À tarde, os principais índices passaram a cair, em reação ao índice de atividade das construtoras de casas (NAHB, na sigla em inglês), que caiu ao nível mais baixo de todos os tempos em outubro (9, de 14 em setembro). Na última hora do pregão, o mercado reverteu a direção e passou a subir, com compras de ações dos setores de energia e tecnologia.

O índice de preços ao produtor (PPI, na sigla em inglês) caiu 2,8% em outubro, o que alimentou o temor de que a economia entre em deflação, situação na qual os preços em queda desencorajam os investimentos e a atividade comercial. "Embora o número seja bom em termos de inflação, ele também é preocupante, porque sem dúvida indica uma tendência na direção da deflação, e é isso o que o mercado realmente teme", comentou Peter Cardillo, economista-chefe da Avalon Partners.

Entre as componentes do índice Dow Jones, o destaque positivo foi Hewlett-Packard, do setor de tecnologia, com alta de 14,48%, depois de a empresa divulgar o resultado do trimestre agosto/outubro. "É um lembrete encorajador o fato de que, mesmo numa recessão, nem tudo cai", comentou o economista David Resler, da Nomura Securities. Também no setor de tecnologia, as ações da Intel subiram 0,85% e as da Cisco Systems caíram 2,47%, depois de as duas empresas fazerem alertas de queda nas vendas. No setor financeiro, as ações do Citigroup caíram 5,96%, após o banco alertar que suas perdas com cartões de crédito deverão crescer no primeiro semestre de 2009. No setor de comércio varejista, as ações da Home Depot subiram 3,55%, em reação a seu informe de resultados.

As ações das montadoras fecharam em queda, em dia de audiência no Senado dos EUA sobre a idéia de aumentar a ajuda federal ao setor automotivo: GM perdeu 2,83% e Ford recuou 2,33%. As ações do setor de energia fecharam em alta, devido a um movimento de compras no fim do pregão: ExxonMobil subiu 4,02% e Chevron ganhou 3,70%. As informações são da Dow Jones.

Bolsa fecha em baixa de 4,5% com Petrobras e Vale

por Agência ESTADO
18 de Novembro de 2008 18:43

A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) operou durante toda a sessão de hoje no terreno negativo e fechou em baixa acentuada, de 4,5%, sem uma única - e boa - razão que explicasse a queda. As ações da Petrobras, Vale, siderúrgicas e bancos guiaram as vendas, sendo uma parcela importante conduzida por investidores estrangeiros. O volume financeiro seguiu fraco, como tem acontecido recentemente. Os mercados em Wall Street trabalharam em alta em boa parte do dia e ajudou a minimizar - muito ligeiramente - as perdas aqui. Porém, quando as Bolsas de Nova York inverteram o sinal para baixo, faltando cerca de uma hora para o fim dos negócios no mercado doméstico, o índice Bovespa renovou as mínimas do dia e chegou a ser negociada abaixo dos 34 mil pontos.

No fim, o Ibovespa fechou em baixa de 4,54%, a 34.094,66 pontos, depois de oscilar entre a mínima de 33.882 pontos (-5,14%) e a máxima de 35.698 pontos (-0,05%). No mês, a queda acumulada atinge 8,49% e, no ano, 46,63%. O giro financeiro segue fraco e totalizou R$ 3,207 bilhões.

Nos Estados Unidos, as bolsas operavam em alta, influenciadas pelo noticiário corporativo de empresas como HP, Home Depot e Yahoo!. Porém, o que levou à inversão do rumo em Nova York foi o indicador divulgado pela Associação Nacional das Construtoras (NAHB, na sigla em inglês). O índice de vendas de novas casas nos EUA caiu para 9 em novembro, um novo recorde. Em outubro, o nível recorde anterior, o indicador era de 14.

No Brasil, os investidores continuam pouco estimulados a irem às compras. E, para ajudar, os estrangeiros parecem estar animados a sair, afirmou o analista da Alpes Corretora Fausto Gouveia. Já para Raffi Dokuzian, superintendente na corretora Banif, Petrobras foi uma das principais motivadoras da queda de hoje, principalmente diante de um pregão de volume fraco.

Hoje, as ações da estatal vinham operando em queda, influenciadas pela baixa do petróleo no mercado externo. E as perdas foram ampliadas à tarde, depois que um gerente da empresa dizer que os planos de investimentos da estatal petrolífera podem ser adiados por causa da crise. As ações ordinárias (ON) da empresa recuaram 7,02% e as preferenciais (PN), 5,87%. Na Bolsa Mercantil de Nova York (Nymex), o contrato futuro do petróleo tipo WTI com vencimento em dezembro terminou em baixa de 1,02%, a US$ 54,39 o barril.

Outra ação de primeira linha (blue chip), da Vale, também fechou em baixa: ON cedeu 4,31% e PN classe A (PNA), -4,77%. As siderúrgicas acompanharam. Usiminas PNA recuou 1,34%, Gerdau PN, -5,8%, e CSN ON, -6,82%.

No setor financeiro, o noticiário de corte de pessoal - ontem, o Citigroup, no anúncio mais expressivo, disse que a redução seria de mais de 50 mil vagas - pesa sobre as ações, assim como as dificuldades financeiras das instituições. As ações PN do Bradesco fecharam em baixa de 7,37%; Itaú PN caiu 7,64%; Banco do Brasil ON recuou 4,96% e Nossa Caixa ON perdeu 2,39%.

INDZ08...após 17/11...suportes e resistências


Suportes imediatos: 35.900, 34.800, 34.000 e 33.500
Resistências imediatas: 37.100, 38.000, 38.500, 40.100 e 41.000.

IBOV...após 17/11...indefinição de tendência...


O Ibovespa após refluir até a mínima em 34.426 pontos, iniciou um processo de recuperação até sua máxima em 36.372 pontos (+ 1,62%) dando a impressão que fecharia em alta. A partir daí, refluiu até fechar praticamente estável em 35.717 pontos (-0,20%). O "candle" no gráfico diário, é um "doji", que demonstra a indefinição de mercado, principalmente quanto ao cenário externo americano. A formação de um triângulo de simetria no gráfico diário, que poderá romper para qualquer um dos lados, reforça essa tendência. Os índices futuros antes da abertura poderão confirmar melhor uma tendência para a abertura do pregão.

Suportes imediatos: 34.800, 34.200, 33.800 e 32.000 pontos.
Resistências imediatas: 36.000, 36.400, 37.200, 37.500 e 37.700 pontos.