Economia norte-americana perde 80 mil vagas de trabalho em março
por Rafael de Souza Ribeiro
04/04/08 - 09h41
InfoMoney
SÃO PAULO - A economia norte-americana perdeu 80 mil postos de trabalho em março, terceiro recuo consecutivo, segundo o Relatório de Emprego divulgado pelo Departamento de Trabalho dos EUA nesta sexta-feira (4).
O resultado ficou bem abaixo do esperado pelo mercado, que estimavam perdas de 50 mil oportunidades de emprego. Paralelamente, a criação de postos de trabalho do mês de fevereiro foi revisada de um recuo de 63 mil para outro de 76 mil postos, agravando os números.
Taxa de desemprego sobe
A taxa de desemprego foi de 5,1%, acima dos 4,8% da última mensuração do indicador, em fevereiro. Já os ganhos por hora trabalhada ficaram em 0,3%, em linha com as expectativas.
Por fim, a média de horas trabalhadas por semana (Average Workweek) se apresentou em 33,8 horas, acima das 33,7 horas que os analistas esperavam.
A intenção deste Blog é o de trazer informações sobre os mercados acionários e seus principais ativos. Esse espaço será utilizado para divulgar análises que fundamentem tendências de curto e médio prazos do Ibovespa, índices de mercados e comodities. Espero que o blog possa contribuir para a interpretação das tendências dos mercados,principalmente em momentos de maior volatilidade e incertezas.
sexta-feira, 4 de abril de 2008
O céu da Bovespa volta a clarear e de forma consistente
O céu da Bovespa volta a clarear e de forma consistente
04/04/2008
por Daniele Camba repórter de Investimentos de Valor Economico
Para quem acompanhou de perto o desempenho ruim e volátil da bolsa no primeiro trimestre deste ano, sem dúvida vem se surpreendendo ao ver como o mercado se recuperou de maneira pujante nos últimos dias. O Índice Bovespa ontem, por exemplo, durante o pregão, ultrapassou a marca dos 64.500 pontos e fechou aos 64.175 pontos, em alta de 1,28%. Os números são positivos quando analisados sob vários ângulos diferentes. O fechamento de ontem é a maior pontuação do Ibovespa desde 5 de março, quando o indicador encerrou os negócios aos 64.629 pontos. Desde então, até o fim do mês passado, o mercado entrou numa fase bastante pessimista e o índice atingiu a mínima de 58.827 pontos no dia 19 de março.
Outra forma interessante de perceber o recente movimento de recuperação é ver que ontem foi o quarto pregão consecutivo de alta do Ibovespa, que neste período acumula valorização de 6,16%. Só em abril, a alta já é de 5,26%. Depois de várias semanas no limbo completo e absoluto, vale lembrar que o indicador está novamente muito próximo de sua máxima histórica, dos 65.790 pontos, atingida em dezembro.
Bom, depois dessa batelada de números, não há dúvida de que o mercado encontra-se num momento benigno. A questão agora é saber se essa mudança de humor tão intensa é consistente o suficiente para sustentar tal tendência por mais tempo. Para a felicidade dos investidores, os analistas dizem que sim.
Já é fato consumado que o crescimento mundial não será afetado pela desaceleração da economia americana e os investidores, aos poucos, estão se dando conta disso, afirma o chefe de pesquisa para América Latina do UBS Pactual Wealth Management, Paulo Tenani. Outro fator importante que pode estar alimentando a valorização dos ativos é que essa crise, diferentemente das últimas, não é tão maléfica para os países emergentes, já que ela vem acompanhada de um processo de queda das taxas de juros dos países desenvolvidos. "Esse fenômeno anula a aversão ao risco que acontece em toda crise e o capital estrangeiro está entrando nos mercados emergentes, em busca dessas taxas de retornos maiores", diz Tenani.
Por esses motivos, o UBS Pactual Wealth Management mantém a projeção que já tinha no fim do ano passado para o Ibovespa para os próximos 12 meses, de alta de 30% em dólar. Para o investidor estrangeiro, a única diferença é deixar 20% da aplicação vendido (apostando na queda) em dólar no mercado futuro para se proteger da desvalorização da moeda americana ante ao real, que deve continuar ocorrendo, lembra o executivo.
Boas sinalizações
Para o economista da Mauá Investimentos, Caio Megale, as várias sinalizações vindas dos EUA contribuíram para a reversão da tendência de queda dos mercados. Entre elas, a compra do banco Bear Stearns pelo JP Morgan, com o empurrão, inclusive, do Federal Reserve (Fed, o banco central americano). Outro fator foi a permissão da Securities and Exchange Commission (SEC, a Comissão de Valores Mobiliários dos EUA) para que os bancos não precisem marcar seus títulos problemáticos aos valores de mercado. Por fim, os números da economia americana, que estão vindo melhor do que se imaginavam. Se os EUA deram uma trégua, o Brasil agora é que começa a preocupar, lembra Megale. "A Bovespa ainda não está refletindo toda a expectativa de alta da taxa de juros Selic, que o mercado espera que seja de até três pontos percentuais no ano", diz Megale. "Quando esse reflexo acontecer, provavelmente as ações passarão por um baque importante, é bom o investidor estar preparado", completa.
04/04/2008
por Daniele Camba repórter de Investimentos de Valor Economico
Para quem acompanhou de perto o desempenho ruim e volátil da bolsa no primeiro trimestre deste ano, sem dúvida vem se surpreendendo ao ver como o mercado se recuperou de maneira pujante nos últimos dias. O Índice Bovespa ontem, por exemplo, durante o pregão, ultrapassou a marca dos 64.500 pontos e fechou aos 64.175 pontos, em alta de 1,28%. Os números são positivos quando analisados sob vários ângulos diferentes. O fechamento de ontem é a maior pontuação do Ibovespa desde 5 de março, quando o indicador encerrou os negócios aos 64.629 pontos. Desde então, até o fim do mês passado, o mercado entrou numa fase bastante pessimista e o índice atingiu a mínima de 58.827 pontos no dia 19 de março.
Outra forma interessante de perceber o recente movimento de recuperação é ver que ontem foi o quarto pregão consecutivo de alta do Ibovespa, que neste período acumula valorização de 6,16%. Só em abril, a alta já é de 5,26%. Depois de várias semanas no limbo completo e absoluto, vale lembrar que o indicador está novamente muito próximo de sua máxima histórica, dos 65.790 pontos, atingida em dezembro.
Bom, depois dessa batelada de números, não há dúvida de que o mercado encontra-se num momento benigno. A questão agora é saber se essa mudança de humor tão intensa é consistente o suficiente para sustentar tal tendência por mais tempo. Para a felicidade dos investidores, os analistas dizem que sim.
Já é fato consumado que o crescimento mundial não será afetado pela desaceleração da economia americana e os investidores, aos poucos, estão se dando conta disso, afirma o chefe de pesquisa para América Latina do UBS Pactual Wealth Management, Paulo Tenani. Outro fator importante que pode estar alimentando a valorização dos ativos é que essa crise, diferentemente das últimas, não é tão maléfica para os países emergentes, já que ela vem acompanhada de um processo de queda das taxas de juros dos países desenvolvidos. "Esse fenômeno anula a aversão ao risco que acontece em toda crise e o capital estrangeiro está entrando nos mercados emergentes, em busca dessas taxas de retornos maiores", diz Tenani.
Por esses motivos, o UBS Pactual Wealth Management mantém a projeção que já tinha no fim do ano passado para o Ibovespa para os próximos 12 meses, de alta de 30% em dólar. Para o investidor estrangeiro, a única diferença é deixar 20% da aplicação vendido (apostando na queda) em dólar no mercado futuro para se proteger da desvalorização da moeda americana ante ao real, que deve continuar ocorrendo, lembra o executivo.
Boas sinalizações
Para o economista da Mauá Investimentos, Caio Megale, as várias sinalizações vindas dos EUA contribuíram para a reversão da tendência de queda dos mercados. Entre elas, a compra do banco Bear Stearns pelo JP Morgan, com o empurrão, inclusive, do Federal Reserve (Fed, o banco central americano). Outro fator foi a permissão da Securities and Exchange Commission (SEC, a Comissão de Valores Mobiliários dos EUA) para que os bancos não precisem marcar seus títulos problemáticos aos valores de mercado. Por fim, os números da economia americana, que estão vindo melhor do que se imaginavam. Se os EUA deram uma trégua, o Brasil agora é que começa a preocupar, lembra Megale. "A Bovespa ainda não está refletindo toda a expectativa de alta da taxa de juros Selic, que o mercado espera que seja de até três pontos percentuais no ano", diz Megale. "Quando esse reflexo acontecer, provavelmente as ações passarão por um baque importante, é bom o investidor estar preparado", completa.
Bovespa começa mês com forte ingresso de estrangeiros
Bovespa começa mês com forte ingresso de estrangeiros
04.04.2008 07h13
Por Fabiana Holtz da Agência Estado
A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) começou abril com uma entrada expressiva de capital externo, de R$ 493,423 milhões, no pregão do dia 1º.
Em março, apesar do aumento de ingresso de recursos estrangeiros na última semana, a bolsa acumulou um saldo negativo de R$ 1,915 bilhão no mês. No acumulado do ano de 2008, o fluxo de capital estrangeiro na Bolsa brasileira está negativo em R$ 5,287 bilhões, incluindo o resultado do dia 1º de abril.
No pregão da última terça-feira (dia 1º), o índice Bovespa fechou em alta de 2,96% a 62.775 pontos. O volume total de negócios foi de R$ 6,013 bilhões.
04.04.2008 07h13
Por Fabiana Holtz da Agência Estado
A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) começou abril com uma entrada expressiva de capital externo, de R$ 493,423 milhões, no pregão do dia 1º.
Em março, apesar do aumento de ingresso de recursos estrangeiros na última semana, a bolsa acumulou um saldo negativo de R$ 1,915 bilhão no mês. No acumulado do ano de 2008, o fluxo de capital estrangeiro na Bolsa brasileira está negativo em R$ 5,287 bilhões, incluindo o resultado do dia 1º de abril.
No pregão da última terça-feira (dia 1º), o índice Bovespa fechou em alta de 2,96% a 62.775 pontos. O volume total de negócios foi de R$ 6,013 bilhões.
Boom atual de commodities é o mais benéfico, diz o FMI
Boom atual de commodities é o mais benéfico, diz o FMI
por Ricardo Balthazar de Valor Economico
04/04/2008
Países emergentes como o Brasil, que tiraram enorme proveito da valorização de suas matérias-primas nos últimos anos, estão bem preparados para enfrentar as consequências que o fim da exuberância nos mercados de commodities terá para suas economias, sugere um estudo divulgado ontem pelo Fundo Monetário Internacional (FMI).
A explosão dos preços do petróleo, dos metais e de produtos agrícolas contribuiu muito para elevar as exportações dos países em desenvolvimento nos últimos anos. Mas o FMI acredita que a integração das economias emergentes no comércio mundial continuará crescendo mesmo depois que a festa das commodities terminar.
Os economistas do Fundo analisaram o comportamento de dezenas de países num período de quatro décadas e compararam seu desempenho nos últimos anos com o que ocorreu em outros ciclos de valorização das matérias-primas no passado. A conclusão é que o ciclo atual tem se revelado muito mais benéfico do que os anteriores para os países emergentes.
Segundo o estudo, economias que sempre foram muito dependentes da exportação de matérias-primas estão aproveitando o ciclo atual para se diversificar, ampliando as vendas de produtos manufaturados e explorando novos mercados, o que ajuda a torná-las mais resistentes a choques externos e aos efeitos de uma redução da demanda nos países avançados.
Segundo os economistas do FMI, a integração dos países emergentes no comércio e nos fluxos internacionais de capital tende a continuar crescendo porque outros fatores, como a adoção de políticas macroeconômicas prudentes e a eliminação de barreiras comerciais, têm contribuído mais para o crescimento das exportações desses países do que as commodities.
No Brasil, as exportações de produtos básicos cresceram mais do que as de produtos industrializados nos últimos anos. De 1999 para cá, as vendas de matérias-primas quadruplicaram e as exportações de produtos manufaturados triplicaram, de acordo com as estatísticas do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior.
A valorização das matérias-primas no mercado internacional desde a virada do século foi espantosa. O preço do petróleo subiu 210% nos últimos seis anos. A alta do cobre foi de 212%. Os preços da soja subiram 84% nos últimos três anos. Segundo o FMI, o ciclo atual tem sido mais duradouro que os anteriores e mais abrangente, beneficiando um número maior de produtos e países exportadores.
Sinais de que o vento pode estar mudando de direção surgiram nas últimas semanas, quando os preços de alguns produtos caíram com a turbulência nos mercados financeiros e a preocupação dos investidores com a desaceleração da economia mundial. Mas muitos analistas acreditam que essas oscilações não representam muita coisa e observam que a demanda por matérias-primas continua aquecida em lugares como a China.
"Não consigo lembrar de uma época em que tenha visto uma dicotomia tão espantosa entre as commodities e os mercados de crédito", disse ontem o economista-chefe do FMI, Simon Johnson. Em outubro, o Fundo previu que o petróleo continuaria em alta neste ano mas os preços das demais commodities sofreriam uma queda de 6,7%. O FMI divulgará projeções mais atualizadas na próxima semana.
Além da forte demanda dos países asiáticos, há outras explicações para o comportamento das commodities. Os investimentos que poderiam aumentar a oferta de matérias-primas têm ocorrido lentamente, lembra o FMI. Muitos investidores têm especulado nos mercados de commodities em busca de proteção contra a desvalorização do dólar e os problemas nos mercados de crédito, contribuindo para manter as matérias-primas em alta.
A explosão dos preços das commodities tem gerado pressões inflacionárias no mundo inteiro, provocando aumentos especialmente nos preços dos alimentos. Mas sua continuidade pode ajudar os países emergentes a continuar crescendo apesar dos problemas nos Estados Unidos e em outros lugares. "Mesmo que os preços caiam um pouco agora, não será um grande problema", afirmou Johnson.
por Ricardo Balthazar de Valor Economico
04/04/2008
Países emergentes como o Brasil, que tiraram enorme proveito da valorização de suas matérias-primas nos últimos anos, estão bem preparados para enfrentar as consequências que o fim da exuberância nos mercados de commodities terá para suas economias, sugere um estudo divulgado ontem pelo Fundo Monetário Internacional (FMI).
A explosão dos preços do petróleo, dos metais e de produtos agrícolas contribuiu muito para elevar as exportações dos países em desenvolvimento nos últimos anos. Mas o FMI acredita que a integração das economias emergentes no comércio mundial continuará crescendo mesmo depois que a festa das commodities terminar.
Os economistas do Fundo analisaram o comportamento de dezenas de países num período de quatro décadas e compararam seu desempenho nos últimos anos com o que ocorreu em outros ciclos de valorização das matérias-primas no passado. A conclusão é que o ciclo atual tem se revelado muito mais benéfico do que os anteriores para os países emergentes.
Segundo o estudo, economias que sempre foram muito dependentes da exportação de matérias-primas estão aproveitando o ciclo atual para se diversificar, ampliando as vendas de produtos manufaturados e explorando novos mercados, o que ajuda a torná-las mais resistentes a choques externos e aos efeitos de uma redução da demanda nos países avançados.
Segundo os economistas do FMI, a integração dos países emergentes no comércio e nos fluxos internacionais de capital tende a continuar crescendo porque outros fatores, como a adoção de políticas macroeconômicas prudentes e a eliminação de barreiras comerciais, têm contribuído mais para o crescimento das exportações desses países do que as commodities.
No Brasil, as exportações de produtos básicos cresceram mais do que as de produtos industrializados nos últimos anos. De 1999 para cá, as vendas de matérias-primas quadruplicaram e as exportações de produtos manufaturados triplicaram, de acordo com as estatísticas do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior.
A valorização das matérias-primas no mercado internacional desde a virada do século foi espantosa. O preço do petróleo subiu 210% nos últimos seis anos. A alta do cobre foi de 212%. Os preços da soja subiram 84% nos últimos três anos. Segundo o FMI, o ciclo atual tem sido mais duradouro que os anteriores e mais abrangente, beneficiando um número maior de produtos e países exportadores.
Sinais de que o vento pode estar mudando de direção surgiram nas últimas semanas, quando os preços de alguns produtos caíram com a turbulência nos mercados financeiros e a preocupação dos investidores com a desaceleração da economia mundial. Mas muitos analistas acreditam que essas oscilações não representam muita coisa e observam que a demanda por matérias-primas continua aquecida em lugares como a China.
"Não consigo lembrar de uma época em que tenha visto uma dicotomia tão espantosa entre as commodities e os mercados de crédito", disse ontem o economista-chefe do FMI, Simon Johnson. Em outubro, o Fundo previu que o petróleo continuaria em alta neste ano mas os preços das demais commodities sofreriam uma queda de 6,7%. O FMI divulgará projeções mais atualizadas na próxima semana.
Além da forte demanda dos países asiáticos, há outras explicações para o comportamento das commodities. Os investimentos que poderiam aumentar a oferta de matérias-primas têm ocorrido lentamente, lembra o FMI. Muitos investidores têm especulado nos mercados de commodities em busca de proteção contra a desvalorização do dólar e os problemas nos mercados de crédito, contribuindo para manter as matérias-primas em alta.
A explosão dos preços das commodities tem gerado pressões inflacionárias no mundo inteiro, provocando aumentos especialmente nos preços dos alimentos. Mas sua continuidade pode ajudar os países emergentes a continuar crescendo apesar dos problemas nos Estados Unidos e em outros lugares. "Mesmo que os preços caiam um pouco agora, não será um grande problema", afirmou Johnson.
Eike Batista se prepara para a sua maior aposta empresarial
Eike Batista se prepara para a sua maior aposta empresarial
por Vera Saavedra Durão e Cláudia Schüffner de Valor Econômico
04/04/2008
Eike Batista: idéias e projetos de investimentos que vão de mineração e energia até a construção de um megaestaleiro
A primeira grande mudança na gestão do grupo EBX de Eike Batista após a venda da maior parte da MMX Mineração e Metálicos S/A para a Anglo American é a nomeação de Rodolfo Landim para a presidência da OGX, o braço de petróleo e gás e nova "menina dos olhos" do bilionário. O cargo era ocupado por Francisco Gros, ex-presidente da Fosfértil. Com a mudança, ocorrida esta semana, Gros vai para a vice-presidência do conselho-executivo da petrolífera.
A OGX já nasceu grande. Comprou 21 blocos exploratórios na 9ª Rodada da Agência Nacional do Petróleo e Gás (ANP), no ano passado, alguns em parceria com a Maersk e com a francesa Perenco, pelos quais pagou US$ 900 milhões. E de imediato ficou na oitava posição entre as maiores detentores de áreas exploratórias do país. Segundo Landim, a OGX tem áreas promissoras que somam um potencial de reservas de 4,8 bilhões de barris contabilizados pela certificadora internacional DeGolyer and MacNaughton.
Agora, serão necessários mais US$ 1,37 bilhão para iniciar os investimentos previstos no contrato com a ANP. Para cumprir o cronograma, que prevê estudos de sísmica e perfuração de poços, a OGX pretende captar US$ 3,36 bilhões. A empresa pretende abrir o capital em junho fazendo uma oferta pública de ações no Novo Mercado da Bovespa. A exemplo da MMX, a operação será coordenada pelo Credit Suisse, UBS Pactual, Itaú e Merrill Lynch.
A idéia de Batista é pôr no "free float" 40% do capital da empresa.
Será o terceira abertura de capital de empresas da holding EBX, que começou com a empresa de mineração (MMX) e foi seguida pela de energia (MPX). A LLX, de logística, não vai necessitar de uma oferta inicial (IPO em inglês), porque se tornará pública automaticamente quando suas ações forem oferecidas aos acionistas da MMX quando esta for submetida a um processo de cisão para liberar os ativos comprados pela Anglo American.
A crise do "subprime" não preocupa Batista. "Existe espaço para fazer IPO de coisas grandes e bonitas, com enorme potencial. Os investidores querem escala e liquidez", afirma ele.
O "road show" para atrair investidores começa na próxima semana. Segundo Batista, vários interessados já estiveram em seu escritório no bairro do Flamengo, Zona Sul do Rio. Entre eles o presidente do Centro Financeiro Internacional de Dubai, Omar Bin Sulayman. Agora, os executivos da OGX vão começar um giro pela Europa, Estados Unidos, Oriente Médio e Ásia.
Em dezembro do ano passado, a empresa fez uma emissão privada com captação de US$ 1 bilhão. Entre os investidores institucionais que entraram na OGX estão o canadense Ontario Teacher's Pension Plan (OTPP), maior investidora na operação, além do Gávea Investimentos, pilotado por Armínio Fraga; e dos banqueiros André Esteves e Gilberto Sayão, ex-Pactual. O próprio Batista diz que investiu, como pessoa física, outros US$ 370 milhões. Ele estima o valor de mercado da OGX, ainda antes do IPO, em US$ 16,3 bilhões. O futuro dirá.
Para pilotar a MMX no lugar de Landim foi indicado Joaquim Martino, ex-diretor de operações do Sistema Carajás da Vale e ex- diretor de operações dos três sistemas da MMX - Amapá, Minas Rio e Corumbá. Um "super-administrador" que, segundo Batista, colocou o projeto de mineração da MMX Amapá em pé em tempo recorde, um ano e oito meses. Nelson Guitti, ex-diretor financeiro da BR Distribuidora, permanece na diretoria financeira da MMX.
Batista discorda da avaliação de que a MMX tenha emagrecido depois da venda do controle do Sistema Minas-Rio e 70% do Sistema Amapá à Anglo American. "Eu vendi parte da MMX para a Anglo para capitalizar o grupo. O investidor quer que você invista o dinheiro que ele lhe dá, que você crie riqueza, mas não se apaixone pelo ativo. O negócio é criar riqueza", comenta. O plano original da MMX previa produzir quase 40 milhões de toneladas. Agora ficará com 6 milhões, com previsão de chegar a 15 milhões nos próximos anos.
Batista diz que foi convidado pela Anglo a ocupar a presidência do conselho da nova empresa que será criada pelo grupo sul-africano. Dalton Nosé, ex-Vale, deixa a MMX para ser o diretor-geral do projeto de construção da Iron X. A conclusão da venda de ativos para a Anglo vai exigir uma reestruturação da MMX, que será cindida em três ativos. A Iron X vai concentrar os ativos vendidos para a Anglo, incluindo 49% da LLX, empresa de logística. Restarão em poder da MMX de Eike Batista, 51% da LLX, o sistema Corumbá, e as duas minas de minério de ferro da AVX, em Serra Azul, Minas Gerais. Este ano essas minas - AVG e Minerminas - vão produzir 6 milhões de toneladas de minério de ferro. A meta é dobrar a produção até 2010.
Eike Batista enumera esses ativos para mostrar que a MMX não emagreceu. "Posso dizer que o que sobrou tem o mesmo valor do que foi vendido". Segundo ele, só o controle da LLX vale mais de US$ 5,5 bilhões (que é o valor pago pela Anglo pelas minas de Serra do Sapo e por 49% da empresa de logística). Além disso, ele está partindo para comprar novas minas para sua mineradora. "O Brasil está cheio de projetos de mineração, é só descobri-los".
O Sistema Corumbá, único que restou dos três sistemas iniciais, não será posto à venda. Seu potencial de produção é de 4,9 milhões de toneladas anuais de minério de ferro, 400 mil toneladas por ano de ferro-gusa e 500 mil toneladas anuais de tarugo da Corumbá Metálicos. A idéia de Batista é buscar sócios para esses negócios.
Uma parceria já está em fase final de acerto entre a MMX e a Rio Tinto. Batista pretende se associar com a Rio Tinto na Mineração Corumbaense Reunida (MCR), em Corumbá (MS), na divisa com a Bolívia. Há interesse das duas partes no negócio porque a presença da MMX garantiria à Rio Tinto manter a exploração da MCR em faixa de fronteira, considerando que estrangeiros, por lei, não podem ser controladores de mineradoras em áreas fonteiriças do país.
Não por acaso, a Bolívia ainda é tema de interesse do empresário, que na terça-feira recebeu a visita de um deputado boliviano que lhe deu de presente uma cópia de "Cocalero", documentário do cineasta Alejandro Landes, que mostra a campanha eleitoral de Evo Morales à presidência. Batista vai se encontrar com Morales no dia 22. Depois da nacionalização promovida por Morales, a qual também atingiu a mineração, o empresário brasileiro paralisou os investimentos da EBX na siderúrgica de Puerto Quijarro e vendeu sua participação na mina de prata Apex Silver.
Agora, Batista está mais focado no projeto da MCR no Brasil e não descarta a possibilidade de passar adiante suas plantas de ferro-gusa na Bolívia. Se selar uma sociedade com a Rio Tinto, Batista poderá escoar as 15 milhões de toneladas de minério de ferro da MCR que hoje são transportadas por barcaças pelo rio Paraguai. Elas passariam a ser embarcadas pela Brasil Ferrovias, da ALL, que vai de Baurú (SP) a Corumbá (MT). Neste caso, o minério de ferro poderá ser exportado pelo porto Brasil, em Peruíbe, no litoral paulista, outro megaprojeto da LLX em gestação.
Outro ativo do sistema Corumbá, a Corumbá Metálicos também terá sócios. Entre os potenciais parceiros estão a siderúrgica americana Nucor e mais três usinas nacionais cujos nomes Batista não quis citar. A Corumbá Metálicos produz tarugos e poderá fabricar também vergalhões para atender a construção civil e placas de aço. O empresário trabalha com a possibilidade de instalar na região de Corumbá um pólo siderúrgico, antigo sonho da Rio Tinto.
Na conversa com o Valor, o empresário destilou uma "usina" de idéias de investimentos. Menciona os projetos de mineração e energia, ao mesmo tempo em que se empolga com a utilização de microalgas para captar dióxido de carbono de suas térmicas a carvão, e delas fazer biodiesel, de modo a obter selo de carbono neutro. "Sou movido a desafios e o Brasil está nos dando uma plataforma para construir um país."
E antecipou que seu próximo grande negócio será na área naval. "Quero construir um megaestaleiro no Brasil. O ideal é que seja no Rio para estar perto da produção de placas de aço. Estou aguardando sugestões do governador quanto ao melhor local. Vamos usar know-how chinês, coreano ou japonês".
No momento, o megaprojeto da LLX, que prevê a construção de um mineroduto para transportar minério de ferro de Minas Gerais até o Porto do Açu, que fica em São João da Barra (Norte do Rio), começa a sair do papel. Nas palavras de Batista, o porto "está bombando". O empreendimento vai custar US$ 3 bilhões e a partir do dia 18 poderá ter lançada sua pedra fundamental. "Avisei ao governador Sérgio Cabral para marcar data para o presidente Lula e a ministra Dilma (Rousseff, da Casa Civil) virem inaugurar o porto".
O empresário conta que já foram assinados 30 memorando de entendimento (MOUs) no valor de R$ 30 bilhões com empresas como Iveco, Bunge, Votorantim, Louis Dreyfus, entre outras, que terão no local acesso a áreas de armazenagem, energia elétrica e telefonia, sem contar é óbvio, com o embarque e desembarque de produtos. A âncora da retroárea do porto, que terá 20 mil metros quadrados, será uma siderúrgica.
No momento, a LLX negocia com a argentina Techint e com a coreana Posco. Quem der melhor oferta leva o terreno. Mas outro desenho pode abrir espaço para as duas conviverem. O projeto da Techint prevê a produção de 1,3 milhão de toneladas de tubos sem costura e mais 3,7 milhões de toneladas de placas de aço. A Posco também tem plano de fabricar no local 5 milhões de toneladas de placas de aço para exportação. O grupo de Batista não pretende se associar a nenhum desses empreendimentos. "Nossa atuação no porto será apenas de embarque de mercadorias e oferta de serviços."
A meta da LLX é oferecer até 5.100 megawatts (MW) de energia aos usuários do porto fluminense. Serão construídas três termelétricas movidas a carvão com capacidade de produzir 700 MW cada uma. O empresa responsável pela obra será a japonesa Sumitomo.
Batista reage à menção de que essas térmicas possam poluir o ambiente. "De jeito nenhum. Vamos usar tecnologia de carvão limpo. O carvão terá baixo enxofre e alto teor calorífero. Vamos alimentar essas plantas com caviar. Tudo isso pagando frete de US$ 15", afirma. O carvão será importado de duas minas na Colômbia que Batista acabou de comprar por US$ 18 milhões.
Quando outras térmicas forem construídas, vão usar gás como combustível. Uma pequena parte da energia, cerca de 50 MW, será gerada por células fotoelétricas mas até 2013 a idéia é gerar 1.000 MW de energia solar. A tecnologia deve ser da chinesa Yingli Solar. A MPX também pretende construir uma térmica de 360 MW no Maranhão e três usinas de 360 MW, cada, no porto de Pecém, no Ceará.
O empresário não informou o faturamento de seu grupo de empresas. O balanço da MMX apontou receita bruta operacional R$ 206 milhões em 2007. Segundo sua assessoria, a MMX teve também receita não-operacional de US$ 874 milhões.
por Vera Saavedra Durão e Cláudia Schüffner de Valor Econômico
04/04/2008
Eike Batista: idéias e projetos de investimentos que vão de mineração e energia até a construção de um megaestaleiro
A primeira grande mudança na gestão do grupo EBX de Eike Batista após a venda da maior parte da MMX Mineração e Metálicos S/A para a Anglo American é a nomeação de Rodolfo Landim para a presidência da OGX, o braço de petróleo e gás e nova "menina dos olhos" do bilionário. O cargo era ocupado por Francisco Gros, ex-presidente da Fosfértil. Com a mudança, ocorrida esta semana, Gros vai para a vice-presidência do conselho-executivo da petrolífera.
A OGX já nasceu grande. Comprou 21 blocos exploratórios na 9ª Rodada da Agência Nacional do Petróleo e Gás (ANP), no ano passado, alguns em parceria com a Maersk e com a francesa Perenco, pelos quais pagou US$ 900 milhões. E de imediato ficou na oitava posição entre as maiores detentores de áreas exploratórias do país. Segundo Landim, a OGX tem áreas promissoras que somam um potencial de reservas de 4,8 bilhões de barris contabilizados pela certificadora internacional DeGolyer and MacNaughton.
Agora, serão necessários mais US$ 1,37 bilhão para iniciar os investimentos previstos no contrato com a ANP. Para cumprir o cronograma, que prevê estudos de sísmica e perfuração de poços, a OGX pretende captar US$ 3,36 bilhões. A empresa pretende abrir o capital em junho fazendo uma oferta pública de ações no Novo Mercado da Bovespa. A exemplo da MMX, a operação será coordenada pelo Credit Suisse, UBS Pactual, Itaú e Merrill Lynch.
A idéia de Batista é pôr no "free float" 40% do capital da empresa.
Será o terceira abertura de capital de empresas da holding EBX, que começou com a empresa de mineração (MMX) e foi seguida pela de energia (MPX). A LLX, de logística, não vai necessitar de uma oferta inicial (IPO em inglês), porque se tornará pública automaticamente quando suas ações forem oferecidas aos acionistas da MMX quando esta for submetida a um processo de cisão para liberar os ativos comprados pela Anglo American.
A crise do "subprime" não preocupa Batista. "Existe espaço para fazer IPO de coisas grandes e bonitas, com enorme potencial. Os investidores querem escala e liquidez", afirma ele.
O "road show" para atrair investidores começa na próxima semana. Segundo Batista, vários interessados já estiveram em seu escritório no bairro do Flamengo, Zona Sul do Rio. Entre eles o presidente do Centro Financeiro Internacional de Dubai, Omar Bin Sulayman. Agora, os executivos da OGX vão começar um giro pela Europa, Estados Unidos, Oriente Médio e Ásia.
Em dezembro do ano passado, a empresa fez uma emissão privada com captação de US$ 1 bilhão. Entre os investidores institucionais que entraram na OGX estão o canadense Ontario Teacher's Pension Plan (OTPP), maior investidora na operação, além do Gávea Investimentos, pilotado por Armínio Fraga; e dos banqueiros André Esteves e Gilberto Sayão, ex-Pactual. O próprio Batista diz que investiu, como pessoa física, outros US$ 370 milhões. Ele estima o valor de mercado da OGX, ainda antes do IPO, em US$ 16,3 bilhões. O futuro dirá.
Para pilotar a MMX no lugar de Landim foi indicado Joaquim Martino, ex-diretor de operações do Sistema Carajás da Vale e ex- diretor de operações dos três sistemas da MMX - Amapá, Minas Rio e Corumbá. Um "super-administrador" que, segundo Batista, colocou o projeto de mineração da MMX Amapá em pé em tempo recorde, um ano e oito meses. Nelson Guitti, ex-diretor financeiro da BR Distribuidora, permanece na diretoria financeira da MMX.
Batista discorda da avaliação de que a MMX tenha emagrecido depois da venda do controle do Sistema Minas-Rio e 70% do Sistema Amapá à Anglo American. "Eu vendi parte da MMX para a Anglo para capitalizar o grupo. O investidor quer que você invista o dinheiro que ele lhe dá, que você crie riqueza, mas não se apaixone pelo ativo. O negócio é criar riqueza", comenta. O plano original da MMX previa produzir quase 40 milhões de toneladas. Agora ficará com 6 milhões, com previsão de chegar a 15 milhões nos próximos anos.
Batista diz que foi convidado pela Anglo a ocupar a presidência do conselho da nova empresa que será criada pelo grupo sul-africano. Dalton Nosé, ex-Vale, deixa a MMX para ser o diretor-geral do projeto de construção da Iron X. A conclusão da venda de ativos para a Anglo vai exigir uma reestruturação da MMX, que será cindida em três ativos. A Iron X vai concentrar os ativos vendidos para a Anglo, incluindo 49% da LLX, empresa de logística. Restarão em poder da MMX de Eike Batista, 51% da LLX, o sistema Corumbá, e as duas minas de minério de ferro da AVX, em Serra Azul, Minas Gerais. Este ano essas minas - AVG e Minerminas - vão produzir 6 milhões de toneladas de minério de ferro. A meta é dobrar a produção até 2010.
Eike Batista enumera esses ativos para mostrar que a MMX não emagreceu. "Posso dizer que o que sobrou tem o mesmo valor do que foi vendido". Segundo ele, só o controle da LLX vale mais de US$ 5,5 bilhões (que é o valor pago pela Anglo pelas minas de Serra do Sapo e por 49% da empresa de logística). Além disso, ele está partindo para comprar novas minas para sua mineradora. "O Brasil está cheio de projetos de mineração, é só descobri-los".
O Sistema Corumbá, único que restou dos três sistemas iniciais, não será posto à venda. Seu potencial de produção é de 4,9 milhões de toneladas anuais de minério de ferro, 400 mil toneladas por ano de ferro-gusa e 500 mil toneladas anuais de tarugo da Corumbá Metálicos. A idéia de Batista é buscar sócios para esses negócios.
Uma parceria já está em fase final de acerto entre a MMX e a Rio Tinto. Batista pretende se associar com a Rio Tinto na Mineração Corumbaense Reunida (MCR), em Corumbá (MS), na divisa com a Bolívia. Há interesse das duas partes no negócio porque a presença da MMX garantiria à Rio Tinto manter a exploração da MCR em faixa de fronteira, considerando que estrangeiros, por lei, não podem ser controladores de mineradoras em áreas fonteiriças do país.
Não por acaso, a Bolívia ainda é tema de interesse do empresário, que na terça-feira recebeu a visita de um deputado boliviano que lhe deu de presente uma cópia de "Cocalero", documentário do cineasta Alejandro Landes, que mostra a campanha eleitoral de Evo Morales à presidência. Batista vai se encontrar com Morales no dia 22. Depois da nacionalização promovida por Morales, a qual também atingiu a mineração, o empresário brasileiro paralisou os investimentos da EBX na siderúrgica de Puerto Quijarro e vendeu sua participação na mina de prata Apex Silver.
Agora, Batista está mais focado no projeto da MCR no Brasil e não descarta a possibilidade de passar adiante suas plantas de ferro-gusa na Bolívia. Se selar uma sociedade com a Rio Tinto, Batista poderá escoar as 15 milhões de toneladas de minério de ferro da MCR que hoje são transportadas por barcaças pelo rio Paraguai. Elas passariam a ser embarcadas pela Brasil Ferrovias, da ALL, que vai de Baurú (SP) a Corumbá (MT). Neste caso, o minério de ferro poderá ser exportado pelo porto Brasil, em Peruíbe, no litoral paulista, outro megaprojeto da LLX em gestação.
Outro ativo do sistema Corumbá, a Corumbá Metálicos também terá sócios. Entre os potenciais parceiros estão a siderúrgica americana Nucor e mais três usinas nacionais cujos nomes Batista não quis citar. A Corumbá Metálicos produz tarugos e poderá fabricar também vergalhões para atender a construção civil e placas de aço. O empresário trabalha com a possibilidade de instalar na região de Corumbá um pólo siderúrgico, antigo sonho da Rio Tinto.
Na conversa com o Valor, o empresário destilou uma "usina" de idéias de investimentos. Menciona os projetos de mineração e energia, ao mesmo tempo em que se empolga com a utilização de microalgas para captar dióxido de carbono de suas térmicas a carvão, e delas fazer biodiesel, de modo a obter selo de carbono neutro. "Sou movido a desafios e o Brasil está nos dando uma plataforma para construir um país."
E antecipou que seu próximo grande negócio será na área naval. "Quero construir um megaestaleiro no Brasil. O ideal é que seja no Rio para estar perto da produção de placas de aço. Estou aguardando sugestões do governador quanto ao melhor local. Vamos usar know-how chinês, coreano ou japonês".
No momento, o megaprojeto da LLX, que prevê a construção de um mineroduto para transportar minério de ferro de Minas Gerais até o Porto do Açu, que fica em São João da Barra (Norte do Rio), começa a sair do papel. Nas palavras de Batista, o porto "está bombando". O empreendimento vai custar US$ 3 bilhões e a partir do dia 18 poderá ter lançada sua pedra fundamental. "Avisei ao governador Sérgio Cabral para marcar data para o presidente Lula e a ministra Dilma (Rousseff, da Casa Civil) virem inaugurar o porto".
O empresário conta que já foram assinados 30 memorando de entendimento (MOUs) no valor de R$ 30 bilhões com empresas como Iveco, Bunge, Votorantim, Louis Dreyfus, entre outras, que terão no local acesso a áreas de armazenagem, energia elétrica e telefonia, sem contar é óbvio, com o embarque e desembarque de produtos. A âncora da retroárea do porto, que terá 20 mil metros quadrados, será uma siderúrgica.
No momento, a LLX negocia com a argentina Techint e com a coreana Posco. Quem der melhor oferta leva o terreno. Mas outro desenho pode abrir espaço para as duas conviverem. O projeto da Techint prevê a produção de 1,3 milhão de toneladas de tubos sem costura e mais 3,7 milhões de toneladas de placas de aço. A Posco também tem plano de fabricar no local 5 milhões de toneladas de placas de aço para exportação. O grupo de Batista não pretende se associar a nenhum desses empreendimentos. "Nossa atuação no porto será apenas de embarque de mercadorias e oferta de serviços."
A meta da LLX é oferecer até 5.100 megawatts (MW) de energia aos usuários do porto fluminense. Serão construídas três termelétricas movidas a carvão com capacidade de produzir 700 MW cada uma. O empresa responsável pela obra será a japonesa Sumitomo.
Batista reage à menção de que essas térmicas possam poluir o ambiente. "De jeito nenhum. Vamos usar tecnologia de carvão limpo. O carvão terá baixo enxofre e alto teor calorífero. Vamos alimentar essas plantas com caviar. Tudo isso pagando frete de US$ 15", afirma. O carvão será importado de duas minas na Colômbia que Batista acabou de comprar por US$ 18 milhões.
Quando outras térmicas forem construídas, vão usar gás como combustível. Uma pequena parte da energia, cerca de 50 MW, será gerada por células fotoelétricas mas até 2013 a idéia é gerar 1.000 MW de energia solar. A tecnologia deve ser da chinesa Yingli Solar. A MPX também pretende construir uma térmica de 360 MW no Maranhão e três usinas de 360 MW, cada, no porto de Pecém, no Ceará.
O empresário não informou o faturamento de seu grupo de empresas. O balanço da MMX apontou receita bruta operacional R$ 206 milhões em 2007. Segundo sua assessoria, a MMX teve também receita não-operacional de US$ 874 milhões.
PETR4...após 03/04...foi aos 80...mas fechou nos 78,60...

PETR4 abriu nos 77,45 foi até a mínima intraday nos 77,00, mas rapidamente retomou os 77,00 e os 78,00 .Ainda na primeira metade do pregão retomou a casa dos 79 e 80,00,atingindo a máxima intraday nos 80,10. A partir daí, seguindo os mercados americanos refluiu novamente à casa dos 78,00, vindo a formar novo suporte em 78,30.Finalizou na casa dos 78,60. Suportes imediatos em 78,30; 77,00; 76,00. Resistências em 78,80; 79,60; 80,10 e 80,50. Promete ainda muita volatilidade, para esta sexta.
VALE5 ...após 03/04...manteve-se na casa dos 51,00...

VALE 5 abriu em 51,00 e rapidamente refluiu quase em queda livre atingindo a mínima intraday nos 50,10. A partir daí, uma forte pressão compradora levou-a novamente à casa dos 51,00, em seguida à casa dos 52,00 quando atingiu a máxima do dia nos 52,10.A partir da segunda metade do pregão e influenciada pela instabilidade de DJI recuou até o 51,24, quando praticamente ao final do pregão, reagiu para fechar nos 51,60. Resistências imediatas em 52,00 e 52,50 (forte resistência). Suportes imediatos em 51,50; 51,25; 50,70 e 50,10(forte suporte)
IBOV...após 03/04...fechou em alta..nos 64 mil...

O IBOVESPA abriu nos 63.368 pontos e já na primeira meia hora veio buscar a mínima do dia nos 62.792 pontos. Recuperou os 63 mil e estabeleceu novo suporte nos 63.600 pontos aguardando a recuperação intraday de Dow Jones. Percebendo a força de recuperação de DJI, que também passou a operar em território positivo, o IBOVESPA rompeu a resistência dos 64.700, atingindo a máxima intraday nos 64.730 pontos. A partir daí, na segunda metade do pregão, refluiu seguindo DJI, vindo a formar outro suporte nos 63.900 pontos, mas rapidamente reverteu, finalizando o pregão nos 64.175 pontos. Apesar de se manter ainda acima da LTA recentemente estabelecida, alguns indicadores começavam a sinalizar uma possibilidade de reversão dessa alta. Suportes imediatos em 63.900, 63.600, 63.000 e 62.800 pontos. Resistências imediatas em 64.730, 65.220 e 65.500 pontos.
INDJ08...apesar da volatilidade...fechou em alta nos 64.400..

O INDJ08 (Índice Futuro IBOVESPA venc abril/2008) abriu nos 63.500 pontos e já na primeira meia hora veio buscar a mínima do dia nos 63.060 pontos. Rapidamente recuperou os 63.500 pontos e veio estabelecer novo suporte nos 63.800 pontos, aguardando por uma recuperação intraday de Dow Jones. Com a reação de DJI, que também passou a operar em território positivo, o INJV08 rompeu a resistência dos 64.100, formou novo suporte intermediário nos 64.400 e atingiu a máxima intraday nos 64.990 pontos. A partir daí, na segunda metade do pregão, refluiu seguindo DJI, vindo a formar novo suporte nos 64.150 pontos, mas rapidamente revertendo, para finalizar o pregão nos 64.400 pontos. Apesar de se manter ainda acima da LTA recentemente estabelecida, alguns indicadores começavam a sinalizar uma possibilidade de reversão dessa alta. Suportes imediatos em 64.150, 63.800, 63.040 e 62.220 pontos. Resistências imediatas em 64.800, 65.000, 65.200 e 65.600 pontos.
quinta-feira, 3 de abril de 2008
Volume diário na Bovespa caiu 9,45% em março
Volume diário na Bovespa caiu 9,45% em março
03.04.2008 17h13
Por Agência Estado
A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) movimentou R$ 111,31 bilhões em março, o que representa uma queda de 4,52% em relação ao volume de fevereiro (R$ 116,58 bilhões). Segundo balanço divulgado hoje pela Bovespa, o volume médio diário registrou uma queda ainda mais expressiva, de 9,45%. Em março, foram R$ 5,56 bilhões diários, em média, contra R$ 6,14 bilhões em fevereiro, mês com menor número de dias úteis. Foram registrados 4,08 milhões de negócios no mês passado, com uma média diária de 203.961. Em fevereiro, foram realizadas 3,86 milhões de operações e a média diária foi de 203.322.
Em março, o saldo da negociação de investidores estrangeiros foi negativo em R$ 1,915 bilhão, resultado de vendas no valor de R$ 41,252 bilhões e compras de R$ 39,336 bilhões. No acumulado do ano até 31 de março, o fluxo de recursos de investidores estrangeiros está negativo em R$ 761,476 milhões, resultado de R$ 5,019 bilhões em aquisições realizadas pelos estrangeiros nas ofertas públicas de ações e do saldo negativo da negociação direta na Bovespa de R$ 5,781 bilhões.
Assim, os estrangeiros continuaram liderando a movimentação financeira na Bolsa, com participação de 36,31% do volume total movimentado em março, ante 34,66% em fevereiro. Os investidores institucionais aparecem na segunda colocação, com 27,07% de participação, ante 28,95% no mês anterior. A fatia das pessoas físicas no total subiu de 25,48%, em fevereiro, para 26,94% no mês seguinte. Já as instituições financeiras ficaram com 7,41%, ante 8,84% em fevereiro, e as empresas, com 2,18%, ante 1,94% no mês anterior.
Home broker
O home broker, sistema de negociação pela internet, registrou novo recorde de participação no número de negócios na Bovespa em março, com 31,24%, ante 31,15% em fevereiro. Já o total de negócios permaneceu inalterado em 2,37 milhões. A média diária foi de 118.748 negócios, ante 124.619 de fevereiro.
Em volume financeiro, a participação do home broker foi de 11,22%, levemente abaixo dos 11,53% do mês anterior. O total negociado em março nesse tipo de plataforma somou R$ 24,11 bilhões, com média diária de R$ 1,21 bilhão. Em fevereiro, esses valores foram de R$ 24,77 bilhões e R$ 1,30 bilhão, respectivamente. O valor médio por negócio atingiu R$ 10.153,06, ante R$ 10.462,11 em fevereiro.
Panorama
O valor de mercado (capitalização bursátil) das 400 empresas com ações negociadas na Bovespa ao final de março foi de R$ 2,27 trilhões, ante R$ 2,42 trilhões em fevereiro.
O Ibovespa, principal índice da Bolsa paulista, encerrou o mês de março com queda de 3,9%, aos 60.968 pontos. As ações que atingiram as maiores altas foram Telemar PN (+10,40%), Sadia PN (+8,79%), Braskem PNA (+8,40%), Eletrobras ON (+7,76%) e Bradespar PN (+7,61%). No mesmo período, as maiores baixas foram registradas pelas ações Cesp PNB (-40,00%), TIM Participações ON (-22,35%), TIM Participações PN (-18,16%), Brasil ON (-17,77%) e B2W Varejo ON (-16,73%).
As ações que registraram maior giro financeiro foram: Petrobras PN, com R$ 16,79 bilhões; Vale PNA, com R$ 12,90 bilhões; Cesp PNB, com R$ 3,70 bilhões; Bradesco PN, com R$ 3,35 bilhões; e Petrobras ON, com R$ 3,25 bilhões.
O mercado à vista respondeu por 93% do volume financeiro total em março, seguido pelo mercado a termo, com 4%, e opções, com 3%. O after market, período noturno de negócios, movimentou R$ 622,97 milhões, com a realização de 65.860 negócios, ante R$ 647,92 milhões e 58.726 transações no período anterior, respectivamente.
03.04.2008 17h13
Por Agência Estado
A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) movimentou R$ 111,31 bilhões em março, o que representa uma queda de 4,52% em relação ao volume de fevereiro (R$ 116,58 bilhões). Segundo balanço divulgado hoje pela Bovespa, o volume médio diário registrou uma queda ainda mais expressiva, de 9,45%. Em março, foram R$ 5,56 bilhões diários, em média, contra R$ 6,14 bilhões em fevereiro, mês com menor número de dias úteis. Foram registrados 4,08 milhões de negócios no mês passado, com uma média diária de 203.961. Em fevereiro, foram realizadas 3,86 milhões de operações e a média diária foi de 203.322.
Em março, o saldo da negociação de investidores estrangeiros foi negativo em R$ 1,915 bilhão, resultado de vendas no valor de R$ 41,252 bilhões e compras de R$ 39,336 bilhões. No acumulado do ano até 31 de março, o fluxo de recursos de investidores estrangeiros está negativo em R$ 761,476 milhões, resultado de R$ 5,019 bilhões em aquisições realizadas pelos estrangeiros nas ofertas públicas de ações e do saldo negativo da negociação direta na Bovespa de R$ 5,781 bilhões.
Assim, os estrangeiros continuaram liderando a movimentação financeira na Bolsa, com participação de 36,31% do volume total movimentado em março, ante 34,66% em fevereiro. Os investidores institucionais aparecem na segunda colocação, com 27,07% de participação, ante 28,95% no mês anterior. A fatia das pessoas físicas no total subiu de 25,48%, em fevereiro, para 26,94% no mês seguinte. Já as instituições financeiras ficaram com 7,41%, ante 8,84% em fevereiro, e as empresas, com 2,18%, ante 1,94% no mês anterior.
Home broker
O home broker, sistema de negociação pela internet, registrou novo recorde de participação no número de negócios na Bovespa em março, com 31,24%, ante 31,15% em fevereiro. Já o total de negócios permaneceu inalterado em 2,37 milhões. A média diária foi de 118.748 negócios, ante 124.619 de fevereiro.
Em volume financeiro, a participação do home broker foi de 11,22%, levemente abaixo dos 11,53% do mês anterior. O total negociado em março nesse tipo de plataforma somou R$ 24,11 bilhões, com média diária de R$ 1,21 bilhão. Em fevereiro, esses valores foram de R$ 24,77 bilhões e R$ 1,30 bilhão, respectivamente. O valor médio por negócio atingiu R$ 10.153,06, ante R$ 10.462,11 em fevereiro.
Panorama
O valor de mercado (capitalização bursátil) das 400 empresas com ações negociadas na Bovespa ao final de março foi de R$ 2,27 trilhões, ante R$ 2,42 trilhões em fevereiro.
O Ibovespa, principal índice da Bolsa paulista, encerrou o mês de março com queda de 3,9%, aos 60.968 pontos. As ações que atingiram as maiores altas foram Telemar PN (+10,40%), Sadia PN (+8,79%), Braskem PNA (+8,40%), Eletrobras ON (+7,76%) e Bradespar PN (+7,61%). No mesmo período, as maiores baixas foram registradas pelas ações Cesp PNB (-40,00%), TIM Participações ON (-22,35%), TIM Participações PN (-18,16%), Brasil ON (-17,77%) e B2W Varejo ON (-16,73%).
As ações que registraram maior giro financeiro foram: Petrobras PN, com R$ 16,79 bilhões; Vale PNA, com R$ 12,90 bilhões; Cesp PNB, com R$ 3,70 bilhões; Bradesco PN, com R$ 3,35 bilhões; e Petrobras ON, com R$ 3,25 bilhões.
O mercado à vista respondeu por 93% do volume financeiro total em março, seguido pelo mercado a termo, com 4%, e opções, com 3%. O after market, período noturno de negócios, movimentou R$ 622,97 milhões, com a realização de 65.860 negócios, ante R$ 647,92 milhões e 58.726 transações no período anterior, respectivamente.
DJI...após 03/04...fechou estável, apesar da volatilidade...

DOW JONES abriu em queda nos 12.604 e rapidamente veio atingir sua mínima intraday nos 12.527 pontos.A partir daí iniciou um processo de recuperação tentando zerar as perdas. Mal retomou os 12.600 e teve aumento na pressão vendedora vindo a formar novo suporte nos 12.540 pontos. A seguir passou a retomar os suportes perdidos em forte recuperação vindo a atingir a máxima intraday nos 12.670 pontos. Depois, refluiu de sua trajetória altista, promovendo uma curta realização, vindo atingir novo suporte nos 12.590 pontos e em rápida recuperação fechar praticamente estável nos 12.626 pontos. Indicadores ainda sinalizavam tendência de alta, porém com alguma divergência entre o IFR e o estocástico no gráfico de 30 minutos. Suportes imediatos em 12.590,12.540, 12.500 (fibo de 61,8%), 12.450 e 12.376 (fibo de 38,2%). Resistências imediatas em 12.660, 12.670, 12.700 e 12.750.
PETR4...após 02/04...acompanhando a volatilidade de DJI...nos 78,00..

PETR4 abriu nos 76,00 foi até a máxima intraday nos 78,30, mas pela forte volatilidade advinda de DJI veio buscar a mínima nos 75,50. A partir daí recuperou primeiramente os 76,00 e rompeu os 77, finalizando na casa dos 77,80. Suportes imediatos em 76,00, 75,50 e 74,60. Resistências em 78,30, 79,20 e 80,50. Promete ainda muita volatilidade, se seguir DJI.
VALE5...com muita volatilidade...nos 52,00

VALE 5 abriu com força em 51,90 e rapidamente rompeu a resistência nos 52,00 atingindo a máxima intraday nos 50,10. A partir daí, uma pressão vendedora muito forte levou-a à mínima nos 50,70. Isso já na primeira hora de pregão. Com muita volatilidade tentou recuperar o topo nos 52,00 indo até 51,93, mas novamente influenciada pelo humor de DJI, recuou até o 50,90. Retomou com esforço a casa dos 51,00 fechando em cima da resistência de 51,30. Resistências imediatas em 51,30, 52,00 e 52,50 (forte resistência). Suportes imediatos em 50,90; 50,70; 50,45 e 50,00 (forte suporte)
IBOV...após 02/04...acompanhou a volatilidade de DJI...mas fechou em alta...

O IBOVESPA abriu nos 62.775 pontos e com boa dose de volatilidade veio buscar a máxima do dia nos 63.816 pontos, ainda na segunda hora de pregão, em sintonia com Dow Jones. A partir daí com a realização de DJI, também refluiu em menor escala, vindo buscar os 63.090, faltando uma hora para encerrar o pregão. Na finalização do pregão, fechou nos 63.364 pontos.Apesar da sinalização da continuidade de alta, alguns indicadores como o IFR e o estocástico lento apresentavam alguma divergência, sugerindo reversão de tendência. Suportes imediatos em 63.090, 62.780, 62.330 (fibo de 61,8%), 62.040 e 61.700 pontos. Resistências imediatas em 63.700, 63.820 e 64.700 pontos.
quarta-feira, 2 de abril de 2008
DOW JONES...após 02/04...pequena realização após atingir 12.695 pontos...

DOW JONES abriu nos 12.650 e com alguma volatilidade atingiu sua máxima intraday nos 12.695. Antes que quisesse esboçar a continuidade desse movimento rumo à resistência dos 12.750 pontos, a força vendedora tornou-se maior, no momento da fala do presidente do FED, no congresso americano, confirmando a expectativa de uma recessão branda no 1o. semestre, nos EUA. A partir dessa notícia indigesta, DJI refluiu de sua trajetória altista, promovendo uma curta realização, vindo atingir a mínima nos 12.555 pontos e em seguida fechando nos 12.608 pontos.Indicadores ainda sinalizavam tendência de alta, porém apresentando alguma divergência entre o IFR e o estocástico no gráfico diário. Suportes imediatos em 12.550, 12.500 (fibo de 61,8%), 12.450 e 12.376 (fibo de 38,2%). Resistências imediatas em 12.640, 12.675 e 12.750.
Economia dos EUA precisa de tempo para se estabilizar, diz Tesouro do país
Economia dos EUA precisa de tempo para se estabilizar, diz Tesouro do país
02/04 - 08:27
Fonte AFP
PEQUIM - O secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Henry Paulson, disse na quarta-feira que informou às autoridades chinesas que será necessário algum tempo para que a turbulência na economia dos EUA se estabilize. "Eu disse aos chineses que não superamos isso ainda", disse Paulson em uma entrevista à Bloomberg Television. "Nosso mercado de capitais ainda não está funcionando como ele precisa funcionar. Vai levar algum tempo", afirmou.
Paulson acrescentou que acredita que a administração do presidente George W. Bush está tomando o rumo certo para diminuir o impacto da crise do setor imobiliário.Ele disse ainda que a projeção do Fundo Monetário Internacional (FMI), que prevê acentuada desaceleração na economia dos EUA, é exagerada.
Na terça-feira, o jornal alemão "Die Zeit" publicou que o FMI cortou a projeção do crescimento econômico dos EUA em 2008 de 1,5% para 0,5%.
02/04 - 08:27
Fonte AFP
PEQUIM - O secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Henry Paulson, disse na quarta-feira que informou às autoridades chinesas que será necessário algum tempo para que a turbulência na economia dos EUA se estabilize. "Eu disse aos chineses que não superamos isso ainda", disse Paulson em uma entrevista à Bloomberg Television. "Nosso mercado de capitais ainda não está funcionando como ele precisa funcionar. Vai levar algum tempo", afirmou.
Paulson acrescentou que acredita que a administração do presidente George W. Bush está tomando o rumo certo para diminuir o impacto da crise do setor imobiliário.Ele disse ainda que a projeção do Fundo Monetário Internacional (FMI), que prevê acentuada desaceleração na economia dos EUA, é exagerada.
Na terça-feira, o jornal alemão "Die Zeit" publicou que o FMI cortou a projeção do crescimento econômico dos EUA em 2008 de 1,5% para 0,5%.
Mercado padece à espera de Selic maior
Mercado padece à espera de Selic maior
02/04/2008
por Daniele Gamba de Valor Online
O mercado ontem subiu de forma acentuada com um sentimento generalizado de que o pior da crise americana já passou e que os anúncios de grandes prejuízos de bancos internacionais podem estar próximos do fim. O Índice Bovespa fechou em alta de 2,96%, aos 62.774 pontos. Se o cenário externo vem dando uma certa trégua, agora é a vez do local causar preocupação. É inegável como as ações nos últimos dias estão sofrendo por conta da expectativa de que o Comitê de Política Monetária (Copom) irá subir a taxa básica de juros em sua próxima reunião, nos dias 15 e 16 deste mês. Com uma atividade econômica forte e alguns sinais de pressão inflacionária, ainda que localizados, não é absurdo supor que pode haver um aperto monetário para que tal situação não tome proporções indesejáveis. Como não se sabe qual será o tamanho da dose do remédio, no caso a alta dos juros, para evitar que o resfriado se torne uma pneumonia, os investidores preferem se antecipar, reduzindo suas posições em bolsa.
Esse movimento, no entanto, não acontece de forma homogênea no pregão inteiro. As ações dos setores que são mais sensíveis a uma puxada dos juros, como varejo, consumo e imobiliário, estão sentindo muito mais essa deterioração das expectativas sobre a política monetária brasileira.
Alguns papéis desses setores caíram muito em março, mas especialmente na última semana, quando o temor de alta da Selic ficou mais latente. Os números falam por si. Os papéis do setor imobiliário caíram, em média, 20% em março. As ações ordinárias (ON, com voto) da Tenda, por exemplo, caíram 30,43% em março e 9,56% desde segunda-feira da semana passada. Já as ONs da Rossi se desvalorizaram 21,87% no mês passado e 11,12% desde a última segunda.
Para o sócio da Bresser Asset Management, Rodrigo Bresser-Pereira, parece mais provável que o governo faça apenas um ajuste pontual nos juros. "Essa mexida cirúrgica não deve reverter o cenário de expansão do crédito que tanto impulsionou o setor imobiliário, mas é razoável as ações caírem para se ajustar a essa mudança no rumo da política monetária", diz. Ele lembra que as construtoras vêm sinalizando que já há uma certa fadiga na demanda por imóveis, o que precisa ser monitorado para saber se o crescimento imobiliário não é menor do que se esperava.
Nesse momento mais espinhoso para os setores correlacionados com a taxa de juros, as ações de commodities podem ser a opção mais sábia. "O ciclo de alta das commodities pode ter acabado, mas isso não significa que deve começar um ciclo de baixa, o mais provável é que os preços se estabilizem num nível alto, o que não é nada mau", afirma Bresser-Pereira. Sobre o bom desempenho da bolsa ontem, mesmo com o anúncio de grandes prejuízos de alguns bancos internacionais, ele tem uma boa definição: "A explicação para a alta de hoje pode ser a justificativa para a queda de amanhã."
02/04/2008
por Daniele Gamba de Valor Online
O mercado ontem subiu de forma acentuada com um sentimento generalizado de que o pior da crise americana já passou e que os anúncios de grandes prejuízos de bancos internacionais podem estar próximos do fim. O Índice Bovespa fechou em alta de 2,96%, aos 62.774 pontos. Se o cenário externo vem dando uma certa trégua, agora é a vez do local causar preocupação. É inegável como as ações nos últimos dias estão sofrendo por conta da expectativa de que o Comitê de Política Monetária (Copom) irá subir a taxa básica de juros em sua próxima reunião, nos dias 15 e 16 deste mês. Com uma atividade econômica forte e alguns sinais de pressão inflacionária, ainda que localizados, não é absurdo supor que pode haver um aperto monetário para que tal situação não tome proporções indesejáveis. Como não se sabe qual será o tamanho da dose do remédio, no caso a alta dos juros, para evitar que o resfriado se torne uma pneumonia, os investidores preferem se antecipar, reduzindo suas posições em bolsa.
Esse movimento, no entanto, não acontece de forma homogênea no pregão inteiro. As ações dos setores que são mais sensíveis a uma puxada dos juros, como varejo, consumo e imobiliário, estão sentindo muito mais essa deterioração das expectativas sobre a política monetária brasileira.
Alguns papéis desses setores caíram muito em março, mas especialmente na última semana, quando o temor de alta da Selic ficou mais latente. Os números falam por si. Os papéis do setor imobiliário caíram, em média, 20% em março. As ações ordinárias (ON, com voto) da Tenda, por exemplo, caíram 30,43% em março e 9,56% desde segunda-feira da semana passada. Já as ONs da Rossi se desvalorizaram 21,87% no mês passado e 11,12% desde a última segunda.
Para o sócio da Bresser Asset Management, Rodrigo Bresser-Pereira, parece mais provável que o governo faça apenas um ajuste pontual nos juros. "Essa mexida cirúrgica não deve reverter o cenário de expansão do crédito que tanto impulsionou o setor imobiliário, mas é razoável as ações caírem para se ajustar a essa mudança no rumo da política monetária", diz. Ele lembra que as construtoras vêm sinalizando que já há uma certa fadiga na demanda por imóveis, o que precisa ser monitorado para saber se o crescimento imobiliário não é menor do que se esperava.
Nesse momento mais espinhoso para os setores correlacionados com a taxa de juros, as ações de commodities podem ser a opção mais sábia. "O ciclo de alta das commodities pode ter acabado, mas isso não significa que deve começar um ciclo de baixa, o mais provável é que os preços se estabilizem num nível alto, o que não é nada mau", afirma Bresser-Pereira. Sobre o bom desempenho da bolsa ontem, mesmo com o anúncio de grandes prejuízos de alguns bancos internacionais, ele tem uma boa definição: "A explicação para a alta de hoje pode ser a justificativa para a queda de amanhã."
Vale investirá US$ 7 bi para duplicar porto e ferrovia no Norte
Vale investirá US$ 7 bi para duplicar porto e ferrovia no Norte
por Francisco Góes de VALOR ECONOMICO
02/04/2008
A Vale do Rio Doce vai investir US$ 7 bilhões em ferrovia e porto até 2012 para suportar o crescimento da produção de minério de ferro da empresa na mina de Carajás, no Pará. O plano prevê aplicar US$ 4 bilhões para elevar a capacidade da Estrada de Ferro Carajás (EFC), incluindo a compra de vagões e locomotivas, e outros US$ 3 bilhões para criar um novo porto em Ponta da Madeira, na ilha de São Luís, no Maranhão, por onde a companhia escoa o minério produzido na região Norte destinado à exportação.
Os investimentos bilionários em logística farão com que o terminal marítimo de Ponta da Madeira dobre, a partir de 2012, a capacidade de movimentação de minério de ferro, que situa-se hoje em cerca de 100 milhões de toneladas por ano. "O novo porto vai adicionar 100 milhões de toneladas ao ano à capacidade de escoamento do terminal", diz Eduardo Bartolomeo, diretor executivo de logística da Vale.
A execução do projeto do novo terminal portuário fará com que Ponta da Madeira atinja, em cinco anos, capacidade de movimentar 230 milhões de toneladas de minério de ferro por ano. O número se explica porque, antes de dobrar o volume de minério a ser escoado pelo terminal, a Vale implanta uma etapa intermediária que ampliará a capacidade do porto em mais 30 milhões de toneladas por ano a partir do fim de 2009. Este projeto está aprovado e em execução.
Na semana passada, Bartolomeo esteve em Ponta da Madeira para o lançamento da pedra fundamental do virador de vagão número quatro do terminal, um investimento de mais US$ 500 milhões. O projeto, que inclui um novo pátio de estoque e novos equipamentos para movimentar o minério, acrescentará 30 milhões/ano à capacidade do terminal da Vale no Maranhão.
Já o novo terminal portuário de US$ 3 bilhões ainda depende de aprovação final do conselho de administração da companhia e das licenças ambientais. Atualmente, encontra-se em fase de engenharia, com gastos de US$ 30 milhões. O projeto incluirá um sistema de recebimento do minério formado por quatro viradores de vagões e três linhas de desacarga. Está prevista também a construção de seis pátios para estoque do minério e a compra de nove equipamentos para movimentar o produto.
O sistema de embarque nos navios será formado por dois berços, de 380 metros de comprimento cada um, para atracar embarcações de até 400 mil toneladas de capacidade. O minério chegará aos navios por meio de uma ponte de acesso, mar adentro, com 1,7 mil metros de extensão. Serão duas linhas de embarque e, nos píeres, haverá quatro carregadores de navios.
A ampliação do terminal de Ponta da Madeira e os investimentos em ferrovia no sistema Norte estão relacionados ao desenvolvimento de Carajás Serra Sul, o maior projeto "greenfield" da empresa e o maior do mundo para produzir minério de ferro. Com investimentos previstos de US$ 10 bilhões, Serra Sul terá capacidade de produção de 90 milhões de toneladas de minério de ferro por ano, a partir de 2012, quando a Vale espera produzir 450 milhões de toneladas do produto por ano.
Para atingir esta produção, a Vale conta com a implantação de três grandes projetos: o aumento da produção de Carajás para 130 milhões de toneladas por ano, o próprio Carajás Serra Sul e Maquiné-Baú, em Minas Gerais. Para assegurar o crescimento, a Vale investirá em logística US$ 12 bilhões até 2012, os quais fazem parte dos US$ 59 bilhões do plano de investimentos da empresa para os próximos cinco anos.
Dos US$ 12 bilhões, US$ 7 bilhões se destinam ao sistema Norte da empresa. Há também investimentos no Sudeste, entre os quais o aumento da capacidade de transporte da Estrada de Ferro Vitória a Minas (EFVM) e do terminal da empresa em Tubarão, no Espírito Santo, que irá perder, para Ponta da Madeira, em 2010, a liderança entre os terminais da Vale em termos de movimentação de minério de ferro.
O crescimento da operação no Norte dependerá também de investimentos no sistema ferroviário, disse Bartolomeo. A partir de junho deste ano, a Vale passa a operar na EFC com comboios de trens de 330 vagões, o que irá aumentar a capacidade da ferrovia e diminuir de 12 para 9 o número de trens que circulam por dia pela via. Os comboios maiores exigirão a compra de 2.630 vagões, dos quais mil unidades já foram contratadas com a Amsted-Maxion. A prioridade da Vale é fazer estas encomendas aos fabricantes nacionais.
Outros 6,6 mil vagões serão necessários quando o terminal de Ponta da Madeira estiver operando a ritmo de 230 milhões de toneladas anuais. Bartolomeo disse também que entre os investimentos previstos para a EFC está a interligação dos pátios para colocar mais trens estacionados na operação da ferrovia. A EFC é uma via em linha simples projetada para operar com 56 pátios. No projeto de Serra Sul, está prevista a construção de um ramal ferroviário da EFC com extensão de 104 quilômetros.
por Francisco Góes de VALOR ECONOMICO
02/04/2008
A Vale do Rio Doce vai investir US$ 7 bilhões em ferrovia e porto até 2012 para suportar o crescimento da produção de minério de ferro da empresa na mina de Carajás, no Pará. O plano prevê aplicar US$ 4 bilhões para elevar a capacidade da Estrada de Ferro Carajás (EFC), incluindo a compra de vagões e locomotivas, e outros US$ 3 bilhões para criar um novo porto em Ponta da Madeira, na ilha de São Luís, no Maranhão, por onde a companhia escoa o minério produzido na região Norte destinado à exportação.
Os investimentos bilionários em logística farão com que o terminal marítimo de Ponta da Madeira dobre, a partir de 2012, a capacidade de movimentação de minério de ferro, que situa-se hoje em cerca de 100 milhões de toneladas por ano. "O novo porto vai adicionar 100 milhões de toneladas ao ano à capacidade de escoamento do terminal", diz Eduardo Bartolomeo, diretor executivo de logística da Vale.
A execução do projeto do novo terminal portuário fará com que Ponta da Madeira atinja, em cinco anos, capacidade de movimentar 230 milhões de toneladas de minério de ferro por ano. O número se explica porque, antes de dobrar o volume de minério a ser escoado pelo terminal, a Vale implanta uma etapa intermediária que ampliará a capacidade do porto em mais 30 milhões de toneladas por ano a partir do fim de 2009. Este projeto está aprovado e em execução.
Na semana passada, Bartolomeo esteve em Ponta da Madeira para o lançamento da pedra fundamental do virador de vagão número quatro do terminal, um investimento de mais US$ 500 milhões. O projeto, que inclui um novo pátio de estoque e novos equipamentos para movimentar o minério, acrescentará 30 milhões/ano à capacidade do terminal da Vale no Maranhão.
Já o novo terminal portuário de US$ 3 bilhões ainda depende de aprovação final do conselho de administração da companhia e das licenças ambientais. Atualmente, encontra-se em fase de engenharia, com gastos de US$ 30 milhões. O projeto incluirá um sistema de recebimento do minério formado por quatro viradores de vagões e três linhas de desacarga. Está prevista também a construção de seis pátios para estoque do minério e a compra de nove equipamentos para movimentar o produto.
O sistema de embarque nos navios será formado por dois berços, de 380 metros de comprimento cada um, para atracar embarcações de até 400 mil toneladas de capacidade. O minério chegará aos navios por meio de uma ponte de acesso, mar adentro, com 1,7 mil metros de extensão. Serão duas linhas de embarque e, nos píeres, haverá quatro carregadores de navios.
A ampliação do terminal de Ponta da Madeira e os investimentos em ferrovia no sistema Norte estão relacionados ao desenvolvimento de Carajás Serra Sul, o maior projeto "greenfield" da empresa e o maior do mundo para produzir minério de ferro. Com investimentos previstos de US$ 10 bilhões, Serra Sul terá capacidade de produção de 90 milhões de toneladas de minério de ferro por ano, a partir de 2012, quando a Vale espera produzir 450 milhões de toneladas do produto por ano.
Para atingir esta produção, a Vale conta com a implantação de três grandes projetos: o aumento da produção de Carajás para 130 milhões de toneladas por ano, o próprio Carajás Serra Sul e Maquiné-Baú, em Minas Gerais. Para assegurar o crescimento, a Vale investirá em logística US$ 12 bilhões até 2012, os quais fazem parte dos US$ 59 bilhões do plano de investimentos da empresa para os próximos cinco anos.
Dos US$ 12 bilhões, US$ 7 bilhões se destinam ao sistema Norte da empresa. Há também investimentos no Sudeste, entre os quais o aumento da capacidade de transporte da Estrada de Ferro Vitória a Minas (EFVM) e do terminal da empresa em Tubarão, no Espírito Santo, que irá perder, para Ponta da Madeira, em 2010, a liderança entre os terminais da Vale em termos de movimentação de minério de ferro.
O crescimento da operação no Norte dependerá também de investimentos no sistema ferroviário, disse Bartolomeo. A partir de junho deste ano, a Vale passa a operar na EFC com comboios de trens de 330 vagões, o que irá aumentar a capacidade da ferrovia e diminuir de 12 para 9 o número de trens que circulam por dia pela via. Os comboios maiores exigirão a compra de 2.630 vagões, dos quais mil unidades já foram contratadas com a Amsted-Maxion. A prioridade da Vale é fazer estas encomendas aos fabricantes nacionais.
Outros 6,6 mil vagões serão necessários quando o terminal de Ponta da Madeira estiver operando a ritmo de 230 milhões de toneladas anuais. Bartolomeo disse também que entre os investimentos previstos para a EFC está a interligação dos pátios para colocar mais trens estacionados na operação da ferrovia. A EFC é uma via em linha simples projetada para operar com 56 pátios. No projeto de Serra Sul, está prevista a construção de um ramal ferroviário da EFC com extensão de 104 quilômetros.
INDJ08...após 01/04...índice futuro seguiu DJI com alta relevante...mas, pode realizar ainda..


O Indice Futuro do Ibovespa (venc em abril)abriu nesta segunda em alta, seguindo os mercados futuros externos, nos 63.100 e mantendo essa tendência foi buscar novo suporte nos 61.850 pontos. Na segunda metade do pregão rompeu 62.200 e manteve por um bom tempo o forte suporte nos 62.220. Quase ao final do pregão acompanhando a "arrancada" de DJI rompeu 63.000 e foi buscar a máxima no fechamento nos 63.100. Próximas resistências em 63.500 e 65.000.Próximos suportes em 62.500, 62.220 e 61.850 pontos. Indicadores sinalizavamm a continuidade da alta, porém uma pequena realização antes dessa continuidade, não deve ser descartada.
Governo estuda elevar superávit para evitar alta da Selic
Governo estuda elevar superávit para evitar alta da Selic
01.04.2008 23h05
por Sérgio Gobetti da Agência Estado
O governo federal analisa a possibilidade de aproveitar o aumento de receita verificado neste início de ano e elevar o superávit primário (economia para pagamento de juros) como forma de evitar - ou convencer a cúpula do Banco Central - a não aumentar a taxa de juros na próxima reunião do Conselho de Política Monetária (Copom). A idéia começou a ser discutida entre os técnicos do Tesouro Nacional na semana passada e hoje já teria chegado à reunião da Junta Orçamentária, no Palácio do Planalto, segundo apurou o Grupo Estado.
Uma elevação do superávit primário, segundo argumentam alguns técnicos, poderia contribuir para enxugar a liquidez da economia e conter a demanda agregada, dispensando o BC de fazer o mesmo por meio da elevação da Selic. Embora a proposta tenha feições ortodoxas, seria neste momento uma cartada da ala heterodoxa do governo para dobrar o diretor de Política Econômica do BC, Mario Mesquita, que tem expressado as principais ameaças de elevação da taxa de juros.
"O cenário ainda justifica que a gente espere mais tempo para ver a evolução da situação", diz um assessor do ministro da Fazenda, Guido Mantega, referindo-se aos riscos de inflação acima da meta.
01.04.2008 23h05
por Sérgio Gobetti da Agência Estado
O governo federal analisa a possibilidade de aproveitar o aumento de receita verificado neste início de ano e elevar o superávit primário (economia para pagamento de juros) como forma de evitar - ou convencer a cúpula do Banco Central - a não aumentar a taxa de juros na próxima reunião do Conselho de Política Monetária (Copom). A idéia começou a ser discutida entre os técnicos do Tesouro Nacional na semana passada e hoje já teria chegado à reunião da Junta Orçamentária, no Palácio do Planalto, segundo apurou o Grupo Estado.
Uma elevação do superávit primário, segundo argumentam alguns técnicos, poderia contribuir para enxugar a liquidez da economia e conter a demanda agregada, dispensando o BC de fazer o mesmo por meio da elevação da Selic. Embora a proposta tenha feições ortodoxas, seria neste momento uma cartada da ala heterodoxa do governo para dobrar o diretor de Política Econômica do BC, Mario Mesquita, que tem expressado as principais ameaças de elevação da taxa de juros.
"O cenário ainda justifica que a gente espere mais tempo para ver a evolução da situação", diz um assessor do ministro da Fazenda, Guido Mantega, referindo-se aos riscos de inflação acima da meta.
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