terça-feira, 22 de abril de 2008

DOW JONES...após 22/04...tendência de baixa persiste...


Acompanhando a tendência em queda dos mercados futuros, DJI abriu nos 12.825 pontos (máxima intraday), perdeu inicialmente o suporte nos 12.790 pontos e ainda na primeira metade do pregão, veio buscar o forte suporte nos 12.750 pontos. Reagiu a partir daí, de forma gradual, primeiramente se firmando acima dos 12.770 e, com a melhora dos mercados futuros, retomou os 12.790, indo buscar novo topo intraday nos 12.840 pontos. Na segunda metade do pregão, com o acentuamento da queda dos mercados futuros, refluiu até a mínima intraday nos 12.656 pontos. Na última hora de pregão esboçou uma pequena reação, vindo a finalizar nos 12.720 pontos (- 0,82%). Indicadores: no gráfico diário, o IFR e o Estocástico sinalizam tendência de queda, enquanto o CCI/Ma cruzamento mantém certa indefinição. Por outro lado, a forte realização ocorrida no pregão, acentuou a "tendência negativa" no oscilador de momentos, sugerindo a continuidade dessa tendência baixista. Resistências imediatas continuam em 12.750, 12.770, 12.830 e 12.890 pontos. Suportes imediatos continuam em 12.690, 12.660, 12.630 e 12.570 pontos.

Estrangeiro patrocina reação do Ibovespa

por Valor Econômico
22/4/2008

A volta do capital externo à Bovespa tem patrocinado a recente recuperação do Ibovespa, que chegou a superar os 65 mil pontos na sexta-feira. Até o dia 15, o saldo líquido dos investidores estrangeiros no pregão totalizava R$ 3,159 bilhões, o terceiro melhor volume mensal em oito anos - e olha que abril ainda nem acabou. Antes disso, só setembro de 2007 (com R$ 3,811 bilhões) e fevereiro de 2005 (R$ 3,702 bilhões) tinham atraído tanto dinheiro do exterior, segundo as estatísticas da bolsa. Graças a esse fluxo de capital, o principal termômetro do mercado acionário brasileiro voltou para o azul na semana passada. Passou a acumular no ano valorização de 1,62%. No mês, os ganhos chegam a 6,49%. Na contramão dos estrangeiros estão os investidores individuais e os clubes de investimentos, com saldo negativo de R$ 1,903 bilhão em abril, e os institucionais locais, com saídas líquidas de R$ 3,380 bilhões. Os fundos de ações também tiveram mais resgates do que aplicações, de R$ 1,320 bilhão, segundo levantamento de Alexandre Espírito Santo, economista-chefe da Plenus Gestão e diretor do departamento de Relações Internacionais da ESPM-RJ.

IBOV...após 18/04...alta "sintonizada" com DJI, sinaliza também possibilidade de reversão...


O IBOVESPA abriu em alta, nos 64.553 pontos (mínima do dia) e influenciado pela forte alta nos mercados futuros americanos, ainda na primeira metade do pregão, foi buscar a máxima do dia nos 65.384 pontos, perfeitamente sintonizada com DJI (que nesse momento também atingia novo topo intraday). Ainda em "sintonia fina" com DJI, na segunda metade do pregão, iniciou uma pequena realização, vindo buscar novo suporte intraday em 64.820 pontos. Com a recuperação de DJI, finalizou nos 64.922 pontos (alta de 1,2%).Importantes indicadores como o IFR, o Estocástico e o CCI/Ma cruzamento calculados em gráfico diário, continuam sinalizando continuidade da alta. Porém, no gráfico de maior frequência (60 minutos), como o ilustrado abaixo, face à realização ocorrida na segunda metade do pregão, o IFR, o Estocástico e o CCI/MA passaram a se mostrar indefinidos, enquanto que o oscilador de momentos apresenta pequena divergência baixista decorrente dessas últimas horas de pregão. Suportes imediatos em 64.820, 64.700, 64.550 e 64.150 pontos. Resistências imediatas em 65.384, 65.410 e 66.000 pontos.

segunda-feira, 21 de abril de 2008

DJI...após 21/04...em dia de equilíbrio, formou novo "doji" de indefinição...



Em um dia, em que nenhum importante indicador da atividade econômica seria divulgado, e acompanhando a leve tendência em queda dos mercados futuros, DJI abriu nos 12.850 pontos (máxima intraday), perdeu inicialmente o suporte nos 12.790 pontos e ainda na primeira metade do pregão, perdeu também o forte suporte nos 12.756 pontos, atingindo a mínima intraday nos 12.751 pontos. Reagiu a partir daí, de forma gradual, primeiramente se firmando acima dos 12.751 pontos e, com a melhora do comportamento dos mercados futuros, retomou os 12.790 pontos, já na segunda metade do pregão, vindo a finalizar nos 12.825 pontos ( - 0,19%) próximo ao valor da abertura, produzindo no gráfico diário um "candle" tipo "martelo", demonstrando o equilíbrio de tendências nesse pregão. A próxima resistência continua sendo o topo anterior nos 12.890 pontos, que se rompida poderá levar à busca dos 13.047 pontos. Indicadores: no gráfico diário, o estocástico ainda sinaliza tendência de alta, porém relativamente "sobrecomprado"; o IFR e o CCI/Ma cruzamento estão indefinidos. Por outro lado, a realização ocorrida na primeira metade do pregão, seguida de recuperação parcial na outra metade, produziram uma "divergência levemente negativa" no oscilador de momentos, no gráfico de 60 minutos, sugerindo alguma possibilidade na reversão da principal tendência. Resistências imediatas continuam em 12.890 e 13.047 pontos. Suportes imediatos continuam em 12.790, 12.756, 12.630 e 12.570 pontos.

sábado, 19 de abril de 2008

DOW JONES...após 18/04...rompeu topo da LTB anterior...


Conforme antecipavam os mercados futuros, em forte alta depois da divulgação dos bons resultados trimestrais de Google e Caterpillar, DJI abriu em alta nos 12.626 pontos (mínima intraday) e de forma paulatina e crescente, ainda na primeira metade do pregão, rompeu o topo da LTB secundária nos 12.756 pontos e atingiu máxima intraday nos 12.893 pontos, alinhada exatamente com a LTB primária, delineada a partir do Topo Histórico nos 14.198 pontos de outubro/2007. Na segunda metade do pregão, cedeu parte dos ganhos, finalizando em 12.849 pontos (+1,81%). Seu próximo objetivo de ruptura deverá ser o rompimento dos 13.047 pontos, para galgar definitivamente o degrau dos 13 mil pontos. Apesar dessa firme tendência de alta, demonstrada pelos indicadores IFR, Estocástico e CCI/MA cruzamento, no gráfico diário, os dois primeiros indicadores já sinalizam "mercado sobre-comprado". Por outro lado, a realização de parte dos ganhos na segunda metade do pregão, sinalizaram declíneo na tendência de alta do estocástico, medido em gráfico de 60 minutos. Resistências imediatas em 12.890 e 13.050 pontos. Suportes imediatos em 12.790, 12.756, 12.630 e 12.570 pontos.

Brasil vira alvo de investidores, diz Scheinkman

em 18/04/2008 às 20h22m
por Ronaldo D'Ercole de O Globo

SÃO PAULO- A elevação dos juros pelo Banco Central esta semana deve reforçar a condição do Brasil de mercado alvo de operações de "carry trade", pelas quais grandes investidores internacionais emprestam dinheiro a taxas mais baratas lá fora para aplicar aqui, embolsando a diferença. A afirmação é do economista José Alexandre Scheinkman, da Universidade de Princeton. Segundo ele, essas operações já fazem parte das estratégias de investimentos de grandes fundos, principalmente dos hedge funds americanos, que combinam aplicações em diferentes ativos com operações nos mercados futuros (derivativos).
- É surpreendente, para os economistas, que essa estratégia funcione tão bem, mas funciona - disse Scheinkman, advertindo: - O carry trade vai acontecer, e as pessoas vão tentar especular com a moeda brasileira.
Segundo o economista, muitos bancos internacionais estão recomendando o Brasil como melhor opção de investimento também a seus clientes comuns. O que só aumenta as fontes de pressão sobre o câmbio.
- Muita dona-de-casa japonesa, pegava suas economias e punha na Nova Zelândia, onde os juros são muito maiores que os do Japão. Agora, alguns bancos já estão dizendo: olha, em vez de botar dinheiro na Nova Zelândia, põe no Brasil.
O economista recusou-se a prever possíveis efeitos desse maior movimento de capitais sobre o câmbio no Brasil. Mas afirmou não ver risco de desequilíbrios nas contas externas do país em razão desse aumento do fluxo de recursos ao país.
- Isso é um exagero, acho que o Brasil deveria voltar a ser um importador de poupança. A única razão por que o Brasil e países como o Brasil são hoje exportadores de poupança é a irresponsabilidade fiscal dos EUA - disse, para concluir, sem entrar em detalhes: - Ser importador de capital é situação que países relativamente pobres, como o Brasil, devem ter.
Em seminário realizado nesta sexta-feira, no Ibmec-SP, Scheinkman chegou a afirmar, irônico, que a retomada da alta nos juros não ajudava muito o país a alcançar o desajado grau de invesmento das agências de risco. Mas, questionado depois se, na sua avaliação, a decisão do BC foi acertada, ou não, foi diplomático.
- Não estou dizendo que a decisão do BC foi errada. O BC tem elementos que eu não tenho e faz projeção da inflação futura baseado em modelos que desconheço - afirmou, advertindo: - Mas é muito importante prestar a atenção à consequência fiscal da política monetária. O reflexo no câmbio também é importante.
Para o economista, ainda, o Brasil sentirá os efeitos da crise no mercado financeiro americano em diferentes áreas. Como as taxas de crescimento do país guardam estreita relação com as taxas de crescimento do resto do mundo, disse, a desaceleração da economia americana deverá afetar a expansão do PIB local. A paralisação das aberturas de capital por empresas brasileiras, acrescentou, revela outra consequência da crise para o país.
- Nós vamos ser afetados tanto do lado do investimento como pelo lado das exportações, da quantidade que vamos conseguir exportar. Tudo vai depender do tempo da continuidade da crise lá fora - disse.

sexta-feira, 18 de abril de 2008

Alta de juros não afeta atividade no curto prazo

18/04/2008
por Ana Paula Grabois de VALOR

Não há consenso entre os economistas ouvidos pelo Valor sobre os efeitos da mudança da atuação do Banco Central (BC) sobre o investimento e a atividade econômica, ao subir na quarta-feira a taxa de juros em 0,5 ponto percentual. Antônio Licha, coordenador do Grupo de Conjuntura da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) prevê desaceleração dos investimentos e do crescimento do PIB a partir do segundo semestre. "A indústria e os serviços vão desacelerar, o consumidor vai comprar menos e os investimentos das empresas vão diminuir", diz Licha, que aguarda mais três altas consecutivas de 0,5 ponto percentual na taxa de juros pelo BC.
Licha diz que a alta não era necessária porque a pressão de preços é exercida por fatores externos, relacionados à valorização das commodities. Ele sugere que o BC poderia ter feito um ajuste na meta de inflação como fez em 2005, quando também houve um choque externo sobre os preços. "O que proponho não é nada heterodoxo em contexto de altas. Existe um excesso de conservadorismo no regime de metas."
Ele prevê que o Produto Interno Bruto (PIB) fechará com um crescimento em torno de 6% no primeiro semestre e passará a uma alta de 4% no segundo semestre, com uma média de 5% no ano. Os investimentos em máquinas, equipamentos e construção civil devem arrefecer. A estimativa é do ritmo de crescimento do investimento passar dos 13% apurados em 2007 para algo em torno de 10% este ano, sem problemas no equilíbrio entre oferta e demanda. "A taxa de crescimento da formação bruta de capital fixo com certeza vai cair, mas ainda vai ser expressiva e será acima do PIB. Não se trata de uma reversão, o investimento não vai deixar de crescer, mas vai ter um freio", completou. Para 2009, o investimento deve arrefecer ainda mais e registrar taxas entre 6% e 7%, nas estimativas do grupo da UFRJ. Já o PIB deve ficar em torno de 4%, sob o efeito das quatro elevações esperadas na Selic em 2008.
Já para o presidente do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), Márcio Pochmann, deve haver efeito de retração dos investimento no segundo semestre deste ano e o Brasil pode perder a oportunidade de consolidar o crescimento sustentado com investimentos. Para ele, não está clara a coordenação do desenvolvimento sustentado no país. "De um lado temos um esforço significativo do governo Lula para que a economia cresça 5%. Vejo, inclusive na Fazenda um esforço na área fiscal para atuar nesse sentido. E do ponto de vista da política monetária, não percebo o sentido do governo. O ciclo de investimentos pode ser interrompido. Não sabemos se vamos entrar no modelo de 2004, quando foram feitas várias altas de juros", disse Pochmann. O presidente do Ipea ressalta ainda o efeito negativo sobre as contas externas com a elevação da Selic, ao valorizar a taxa de câmbio e estimular as importações.
Na avaliação do diretor de pesquisas e estudos econômicos do Bradesco, Octavio de Barros, a alta de juros não vai afetar os investimentos, mesmo com a previsão de que o BC vai repetir a dose de 0,5 ponto mais duas ou três vezes. O economista do Bradesco cita a pesquisa feita mensalmente pelo próprio banco com 1.600 empresas segundo a qual os empresários consideram cada vez menos importante um eventual aumento de juros nos seus planos de negócios.
Barros manteve a projeção de crescimento do PIB para 4,8% em 2008 com alta de 12% nos investimentos. Na sua avaliação, a alta de juros foi necessária e afetará as expectativas dos formadores de preços e salários, uma vez que há pressões nos custos das empresas, especialmente dos insumos.
Já o diretor de macroeconomia da consultoria LCA, Fernando Sampaio, prevê pouco efeito sobre os investimentos em 2008, uma vez que os projetos das empresas estão em curso ou programados. "A questão vai ser o investimento em 2009", diz. Para Sampaio, caso o aumento de juro seja breve e de baixa intensidade, o impacto pode ser pequeno sobre o investimento e o crescimento da economia.
Sampaio acredita que o BC subirá a taxa de juros em mais 1 ponto percentual, no máximo. Na sua avaliação, o efeito sobre a inflação será rápido, uma vez que a alta dos juros favorece ainda mais a valorização do real, o que ajuda a conter os preços. Ele diz ainda que a alta do juro neste momento pode ser mais eficaz para conter a demanda porque o volume de crédito hoje na economia é bem superior ao de três anos atrás, quando o BC também subiu a taxa Selic.

DJI...após 17/04..."DOJI STAR" mostra equilíbrio de forças no gráfico diário...


DOW JONES abriu nos 12.617 pontos e influenciado pela queda nos mercados futuros americanos, refluiu rapidamente até o suporte, na mínima intraday em 12.563 pontos.A partir daí, iniciou processo de recuperação, retomando os 12.600 pontos vindo atingir a máxima intraday nos 12.655 pontos, praticamente estáve. O "candle" formado no gráfico diário se assemelha a uma estrela ("DOJI STAR") e significa indefinição de tendência (equilíbrio entre compradores e vendedores). Essa indefinição pode ser observada nos principais indicadores de tendência do gráfico diário, como o IFR, Estocástico e o CCI/MA cruzamento. Resistências em 12.655, 12.730 e 12.756 pontos pontos. Suportes imediatos formados nos "degraus" anteriores, em 12.264, 12.580, 12.540 e 12.370 pontos.

IBOV...após 17/04...com muita volatilidade, finalizou com pequena alta...



O IBOVESPA abriu nos 64.150 pontos e influenciado pela queda dos mercados futuros americanos, refluiu até a mínima do dia nos 63.458 pontos. Com a abertura em queda de DJI seguida de sua reação intraday para retomar o campo positivo, o Ibovespa zerou rapidamente as perdas e veio atingir a máxima intraday nos 64.944 pontos. A partir daí, sintonizado com DJI, refluiu novamente, vindo buscar suporte em 64.130 pontos. Gradualmente, de degrau em degrau, indo e vindo, recuperou os 64.500 pontos, finalizando nos 64.552 pontos (alta de 0,47%).Importantes indicadores como o IFR, o Estocástico e o CCI/Ma cruzamento calculados em gráfico diário, continuam sinalizando continuidade da alta. No gráfico de maior frequência (30 minutos), como o ilustrado acima, é possível verificar a tendência do ativo nos minutos finais do pregão, onde o Estocástico continua sinalizando alta, e o IFR e o CCI/Ma cruzamento apresentam tendência não muito bem definidas.Observando-se o oscilador de momento podemos notar pequena divergência baixista surgida nas últimas duas horas de pregão, que será confirmada pela perda dos suportes imediatos em 64250, 64.130, 63.600 e 63.380 pontos. Resistências imediatas nos 64.950, 65.410 (resistência sobre a LTB) e 66.000 pontos.

quinta-feira, 17 de abril de 2008

Alta na Selic é apenas o começo de nova série, dizem analistas

Folha de S.Paulo - 17/4/2008

Efeito imediato a elevação de juros anunciada na noite de ontem não deve ter, explicam especialistas. O que conta mesmo é a mensagem passada para os empresários e o mercado: o BC não deixará a inflação fugir da meta. Espera-se que o Copom dê continuidade ao ciclo de aumento da Selic ao longo do ano -até que ela fique entre 12,75% e 13,25%- para de fato conseguir esfriar o consumo. O crescimento do país só seria afetado em 2009. "O Brasil tem mostrado que consegue crescer mesmo com juro mais alto. Existem outros fatores que limitam o seu avanço, como a infra-estrutura precária e um ambiente regulatório que gera incertezas", afirma Rafael Guedes, diretor-executivo da Fitch Ratings no país. "Não é função de uma agência de classificação de risco avaliar as medidas tomadas, mas lembro que o BC tem um histórico de acertos."

Brasil surpreende mercados com aumento de juros, diz "FT"

Brasil surpreende mercados com aumento de juros, diz "FT"
17/04/2008 - 07h41
da BBC Brasil

O Banco Central do Brasil surpreendeu os mercados ao decidir aumentar sua taxa básica de juros, a Selic, em 0,5 ponto percentual, afirma reportagem publicada nesta quinta-feira pelo diário britânico "Financial Times".
O jornal comenta que a elevação da taxa decidida na noite de quarta-feira, de 11,25% para 11,75%, foi o dobro do que a maioria dos economistas previam.
"O aumento pôs fim a mais de dois anos de cortes das taxas em meio a crescentes preocupações de que a inflação dos preços ao consumidor excederá a meta do governo neste ano", diz a reportagem.
Para o jornal, a decisão do BC "vai provocar reações irritadas de grupos empresariais e sindicatos, que vinham pedindo seguidamente ao banco a retomada dos cortes da taxa de juros."

Dólar em baixa

O "Financial Times" observa que a expectativa com o possível corte dos juros já havia levado a cotação do dólar a fechar em seu menor nível em nove anos, a R$ 1,66.
O jornal relata que o Copom (Comitê de Política Monetária do BC) "disse ter optado por um aumento de 0,5 ponto percentual para promover imediatamente uma parte significativa do aperto monetário que seria necessário para reduzir o risco do crescimento da inflação e reduzir o tamanho do aumento total da taxa Selic."
A preocupação com a inflação, segundo o jornal, é decorrente do fato de que nos últimos dois anos o consumo interno tomou o lugar das exportações como motor do crescimento brasileiro, com um boom de consumo estimulado por desemprego em queda, salários em alta e crédito barato.
A reportagem comenta que "nesta semana, um levantamento regular do BC com economistas do mercado indicou a previsão de que os preços ao consumidor devem subir 4,66% neste ano, ultrapassando a meta do governo, de 4,5%, pela primeira vez."

DJI...após 16/04...gráfico semanal sinaliza alta, porém dentro do "triângulo de baixa"..




DOW JONES abriu na mínima do dia nos 12.371 pontos e influenciada pela alta siginificativa dos mercados futuros americanos, subiu compassadamente, formando praticamente degraus de 20 em 20 pontos até atingir quase ao final do dia a máxima intraday nos 12.625 pontos. Fechou muito próximo nos 12.619 pontos (alta de + 2,08%) Os principais indicadores de tendência do gráfico diário, como o IFR, Estocástico e o CCI/MA cruzamento registram tendência de alta. Porém, se considerarmos um gráfico de menor frequência (semanal) , com "candles" semanais dos últimos seis meses, ilustrado abaixo, poderemos observar com maior amplitude a atual tendência de DJI. Podemos observar nesse gráfico, que DJI está se movimentando, há alguns meses, entre a LTA e a LTB secundárias (formadas por topos e fundos mais recentes). Enquanto DJI estiver "aprisionado" nesse triângulo de baixa, definido por essas LT's secundáias, prevalece a TENDÊNCIA DE BAIXA. Somente com a ruptura das resistências na LTB secundária em 12.730 pontos e na LTB primária nos 13.000 pontos, teremos alguma possibilidade de reversão da atual tendência baixista. Indicadores nesse gráfico semanal, sinalizam tendência de alta no Estocástico lento e indefinição nos outros indicadores. Resistências em 12.733, 12.770, 12.930 e 13.000 pontos. Suportes imediatos formados nos "degraus" intraday, em 12.580, 12.540 e 12.370 pontos.

IBOV...após 16/06...apesar da forte alta, indefinição no médio prazo persiste...




O IBOVESPA abriu nos 62.624 pontos e influenciado pelo bom humor de DJI veio paulatinamente retomar a casa dos 64 mil pontos e a partir daí, a máxima intraday nos 64.314 pontos. Finalizou nos 64.152 pontos (alta de 2,45%).Importantes indicadores como o IFR, o Estocástico e o CCI/Ma cruzamento calculados em gráfico diário, estão sinalizando continuidade da alta.Porém, utilizando um gráfico de menor frequência (semanal), como o ilustrado acima, podemos verificar por essa melhor amplitude que a tendência predominante de alta só é evidenciada no Estocástico, enquanto que o IFR e o CCI/MA cruzamento, continuam indefinidos. A reversão da tendência de queda somente será assegurada na retomada dos topos anteriores, nos 64.730 pontos e nos 65.410 pontos (resistência sobre a LTB). Por enquanto, suportes imediatos em 62.510, 62.150, 62.000 e 61.470 pontos.

Itaú: crédito pode ter prazo maior para compensar Selic

16.04.2008 20h16



por Ana Paula Ribeiro e Flavio Leonel da Agência Estado

A elevação da taxa de juros básica por parte do Banco Central (BC) - de 0,5 ponto porcentual para 11,75% ao ano - deverá fazer com que as instituições financeiras e o varejo alonguem os prazos de pagamento dos empréstimos, segundo afirmou hoje o superintendente de Produtos de Tesouraria do Itaú, Arthur Riedel.

"A saída deve ser compensar a elevação dos juros com o aumento do prazo, o que reduz o tamanho da parcela", disse ele. O executivo destacou que as pessoas físicas olham muito mais o valor das parcelas do que os juros embutidos nelas.

quarta-feira, 16 de abril de 2008

BC eleva juro pela primeira vez desde 2005, para 11,75%

16.04.2008 19h43

por Agência Estado

Pela primeira vez desde maio de 2005, o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) decidiu hoje elevar os juros básicos da economia brasileira (taxa Selic). O aumento foi de 0,5 ponto porcentual, para 11,75% ao ano. A maioria das instituições financeiras, contudo, esperava uma atitude menos agressiva do BC, com elevação de 0,25 ponto no juro, para 11,50% ao ano.
No último aumento antes deste, em maio de 2005, o Copom elevou a Selic em 0,25 ponto, para 19,75% ao ano. A partir de setembro de 2005, a taxa caiu em todas as reuniões, até estacionar em 11,25% em setembro do ano passado. Foram então quatro reuniões seguidas de estabilidade na taxa, até o aumento anunciado hoje.
A decisão do BC reflete a piora recente da inflação no País. No último dia 9, por exemplo, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) informou que o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) acumula alta de 4,73% no período de 12 meses até março, acima do centro da meta de inflação.
O IPCA é o índice oficial utilizado pelo Banco Central para cumprir o regime de metas de inflação, determinado pelo Conselho Monetário Nacional (CMN). O centro da meta de inflação para 2008 foi estabelecido em 4,5%, com margem de tolerância de dois pontos porcentuais para cima ou para baixo.
O próximo encontro do comitê está agendado para os dias 3 e 4 de junho de 2008.

Ibovespa fecha em alta de 2,45% e retoma nível do dia 8

16.04.2008 17h35
por Claudia Violante da Agência Estado

A Bovespa teve um pregão de recuperação hoje, de volta ao nível de 64 mil pontos - registrado pela última vez no dia 8 deste mês (quando fechou aos 64.539,5 pontos) - e com a maior elevação porcentual desde o dia 1º de abril (quando subiu 2,96%). Balanços favoráveis nos Estados Unidos, indicadores razoáveis e um documento insosso do BC americano garantiram a primazia das ordens de compras na sessão de hoje. O vencimento dos contratos de opções sobre Ibovespa e do índice futuro também não atrapalhou: a volatilidade foi mínima na sessão.
O Ibovespa, principal índice, fechou em alta de 2,45%, aos 64.151,9 pontos. Oscilou entre a mínima de 62.625 pontos (0,01%) e a máxima de 64.314 pontos (+2,71%). Com o desempenho de hoje, a Bovespa acumula ganhos de 5,22% em abril e volta a subir em 2008, +0,42%. O volume financeiro totalizou R$ 11,127 bilhões, inflado pelo vencimento de opções sobre o Ibovespa, que contabilizou R$ 2 bilhões (dado preliminar).
As bolsas americanas, guias da Bovespa, fecharam todas no terreno positivo: o índice Dow Jones subiu 2,08%, o Nasdaq ganhou 2,80% e o S&P registrou alta de 2,27%.
Os balanços divulgados durante o pregão de hoje, além daqueles de ontem à noite, agradaram os investidores. Nem todos mostraram lucros, mas pelo menos apontaram prejuízos menores do que as previsões amargas dos analistas. Entre os destaques, JPMorgan, Wells Fargo e Coca-Cola.
Dentre os indicadores, a produção industrial surpreendeu ao mostrar expansão de 0,3% em março ante previsão de queda de 0,1%. A inflação no varejo, que poderia preocupar depois que a inflação no atacado (divulgada ontem) disparou, veio em linha com as estimativas. Já o número de obras iniciadas em março foi ruim: caiu 11,9%, ante previsão de queda de 6,1%). Foi, contudo, uma gota que se diluiu no oceano de boas notícias.
O que teria mais força para inverter a mão dos negócios era o Livro Bege, sumário das condições econômicas americanas divulgadas hoje pelo Federal Reserve (Fed, banco central dos EUA). Mas ele não fez preço porque não trouxe novidades. Resumidamente, o documento revelou que a economia se enfraqueceu no mês passado com os consumidores restringindo os gastos e as empresas enfrentando custos mais altos.

Ações

O recorde do petróleo e alta dos metais não prejudicaram as bolsas americanas e ajudaram a Bovespa, onde os papéis de siderúrgicas se destacaram. Usiminas PNA disparou 6,40%, CSN ON ganhou 5,86% e Gerdau PN subiu 4,62%.
A Bolsa paulista foi favorecida ainda por um recomendação de compra de ações feita pelo banco suíço UBS. O banco disse em relatório que prefere as nossas ações em detrimento às mexicanas e justifica que o desempenho abaixo da média dos papéis brasileiros é uma oportunidade para compra. Como conseqüência, o UBS mudou a classificação das ações brasileiras de "neutra" para "top pick" (melhores escolhas).
As ações da Petrobras hoje caíram, mesmo com o vencimento de índice futuro. Na terça-feira, acontece o vencimento de opções sobre ações e a volatilidade sobre esses papéis deve ser bem mais intensa. Petrobras ON cedeu 1,42% e Petrobras PN recuou 0,64%, com alguma realização de lucro após os ganhos dos dois últimos dias, que refletiram as declarações do diretor-geral da Agência Nacional do Petróleo, Haroldo Lima, sobre o potencial de reservas de petróleo da área de Pão de Açúcar, na Bacia de Santos. Vale ON avançou 3,03% e Vale PNA ganhou 2,56%.

Merrill vê crescimento nos Bric e em Dubai

por Cristiane Perini Lucchesi de Valor Online
16/04/2008

Candace Browning, chefe mundial de análise da Merrill Lynch: "Ironicamente, a volatilidade maior nos mercados faz crescer a necessidade de pesquisa"
As oportunidades de crescimento para o departamento de análise e pesquisa da Merrill Lynch neste ano e no próximo estão principalmente nos Bric (Brasil, Rússia, Índia e China) e no Oriente Médio, disse ao Valor Candace Browning, chefe da área a nível global. "Essas regiões tiveram e deverão continuar a ter a maior expansão nos seus mercados", afirmou, em visita a São Paulo após dois anos.
A executiva, que responde diretamente para o novo CEO (presidente executivo) da Merrill Lynch, John Thain, visita regularmente os países nos quais a Merrill Lynch tem mais de dez analistas. No Brasil, o banco tem 16 analistas que publicam relatórios, além de três estagiários e três assistentes.
Candace Browning não nega que, por causa das perdas com a crise nas hipotecas americanas, a Merrill Lynch terá de fazer cortes de pessoal, o que vai incluir a área de análise. "Ironicamente, a volatilidade maior nos mercados faz crescer a necessidade de pesquisa, aumentando seu valor", comenta. "Nosso economista-chefe para os Estados Unidos, David Rosenberg, nunca esteve tão ocupado", conta. Ele foi um dos primeiros a falar, ainda no final do ano passado, em "pouso brusco" para a economia americana.
Segundo Candace Browning, em situações como as atuais, os investidores querem mais do que nunca entender o que está acontecendo e a área de análise se torna mais procurada. Por outro lado, lembra, o apetite dos investidores por produtos "exóticos", como os pacotes de derivativos de crédito das hipotecas, se reduziu.
Diante da necessidade de corte dos gastos, ela vê espaço para "reengenharia e reestruturação" em todas as regiões nas quais o banco atua. "Mas, nós da Merrill Lynch estamos determinados a não cometer os mesmos erros das crises de 1998 e 2001, nas quais cortamos muito pessoal e não conseguimos aproveitar a retomada do mercado depois."
Até agora na área de pesquisa e análise foram feitos "modestos ajustes", principalmente em Londres. Hoje, a Merrill Lynch tem 800 analistas que cobrem 3.600 empresas em 24 países. A executiva destaca que, até este momento, o mercado não sabe todos os impactos da crise.
Segundo ela, 60% dos negócios da Merrill Lynch são fora dos Estados Unidos, que estão com crescimento econômico lento e representam 22% do Produto Interno Bruto mundial. "As oportunidades de expansão são bem maiores no exterior do país, com destaque para os Bric", diz. Em Dubai, no Oriente Médio, o banco tem presença "ainda fraca" na área de análise, mas pretende crescer. Outros destaques, mas de menor peso, são o que Candace Browning chamou de mercados de fronteira, como Vietnã, Turquia e Paquistão. "São países com crescimento forte, mas cujos mercados têm baixa correlação com os países desenvolvidos e emergentes maiores", diz.
Com a crise, as emissões públicas iniciais de ações (da sigla em inglês IPOs) perderam força em todo o mundo, concorda. Assim que o mercado de renda variável se recuperar, segundo ela, as transações deverão se concentrar mais em emissões adicionais de ações de empresas já listadas. Isso poderá acontecer já no segundo semestre do ano, aposta. "As empresas vão ganhar ao ampliar a liquidez de suas ações", diz. Além disso, os investidores preferem em momentos de crise comprar títulos de renda variável mais líquidos e de empresas que já tenham uma história anterior de mercado, acredita. Nessa recuperação, segundo ela, os Bric terão performance relativamente melhor em relação aos demais mercados no mundo.
O mercado de renda fixa também reduziu volumes de emissão e teve aumento dos prêmios de risco, concorda Candace Browning. Ela lembra, no entanto, das grandes diferenças setoriais. "O maior desafio, sem dúvida, são os produtos estruturados", diz. Os mercados de commodities, moedas e crédito de baixo risco continuam ativos, informa a executiva.
Ela diz estar otimista com o Brasil, por causa da indústria produtora de commodities, que vai ser uma das locomotivas do crescimento do país, da melhoria nas contas públicas do governo e da redução na vulnerabilidade externa. Segundo ela, o Brasil se transformou em um centro regional para a América Latina. "O Brasil é, sem dúvida, o mais importante país da região para a área de pesquisa da Merrill Lynch", comenta. Ela lembra que dos doze analistas de renda variável da Merrill Lynch na América Latina, a metade está no Brasil. Lembra ainda que das 152 empresas cobertas pelo banco na região, a metade é brasileira.
O banco acaba de promover João Carlos Santos para lugar do analista Alexandre Falcão, que foi para o Morgan Stanley. Darrin Kerr acaba de ser transferido de Nova York para o Brasil também para cobrir as empresas de pequena e média capitalização. Outros dois analistas deverão ser transferidos para o país em breve, informa Candace Browning, sem citar nomes.

Petrobras já incomoda grupos japoneses

por Shinchiro Nakaba de Valor Online
16/04/2008


A entrada da Petrobras no mercado de combustíveis do Japão, através da compra da refinaria Nansei Sekiyu, neste mês, coincide com o início de um processo de reestruturação temido pelas petrolíferas japonesas. O segmento passa por fusão de empresas, fechamento de refinaria e introdução do biocombustível, que reduz a venda de gasolina. As mudanças indicam o desconforto das empresas de petróleo do país asiático com a presença da multinacional brasileira.
Durante viagem a Tóquio, na semana passada, o presidente da Petrobras, José Sérgio Gabrielli, afirmou que pretende usar a refinaria Nansei Sekiyu só para atender a demanda nas pequenas ilhas localizadas no sul do Japão e também Taiwan, Cingapura, China e Vietnã. O objetivo seria aumentar o refino de petróleo leve da unidade japonesa, hoje entre 30 e 40 mil barris por dia, para a capacidade máxima de 100 mil barris. Mas ninguém acreditou. O mercado dá como certo projeto de modernização da unidade da Nansei Sekiyu, estimado em US$ 1 bilhão, para processar petróleo pesado exportado do Brasil.
Gabrielli não negou que pode negociar parcerias para expandir a atuação no mercado japonês. A empresa também tem interesse no fornecimento de combustível industrial. O início das atividades de refino no Japão faz parte do projeto da Petrobras de se tornar uma das cinco maiores do segmento no mundo.
As petrolíferas japonesas dão sinais de que não vão aceitar facilmente a entrada da empresa brasileira no mercado asiático. Ao mesmo tempo em que a Petrobras confirmava a aquisição de 87,5% das ações da refinaria, por cerca de US$ 55 milhões, a maior empresa de petróleo do Japão, Nippon Sekiyu, anunciava projeto de fusão com a sétima do segmento, a Kyushu Sekiyu.
O novo conglomerado japonês, além de assegurar 30% das vendas de gasolina no Japão, que correspondem a US$ 73,5 bilhões, passa a controlar, a partir de outubro, a distribuição de combustíveis em região vizinha a Petrobras, formando uma espécie de barreira que dificulta a penetração dos produtos da empresa brasileira nos mercados mais rentáveis localizados ao norte do arquipélago. Assim, geograficamente, a refinaria da Petrobras fica isolada na região menos desenvolvida do Japão e mais próxima a Taiwan e China.
A Nippon Sekiyu também anunciou, no dia 9, o fechamento de uma refinaria, no leste do país, com capacidade para produzir 60 mil barris por dia, volume que representa 1,4% do consumo japonês. A empresa explicou que a decisão se deve à retração das vendas de gasolina nos últimos anos.
Lideradas pela Nippon Sekiyu, as refinarias japonesas aumentaram, no mês passado, a projeção de produção de biocombustível para 500 milhões de litros por ano, até 2013. A meta representa mais do que o dobro da previsão inicial de 210 milhões de litros, até 2010.
A revisão acontece num momento em que a Petrobras estuda a possibilidade de estocar álcool brasileiro no recém-adquirido terminal da Nansei Sekiyu, com capacidade de armazenamento de 9,6 milhões de barris, para distribuir ao mercado asiático. A empresa confirmou recentemente trabalho conjunto com a trading japonesa Mitsui para a construção, no Brasil, de dutos de escoamento de etanol, com o objetivo de atender a futura demanda do produto no mercado internacional.
A comercialização do biocombustível é o que as petrolíferas japonesa mais tentam evitar. As refinarias não ganham nada com o etanol importado. Assim, a mistura de álcool no combustível acarreta somente a queda de vendas de gasolina, o que afeta o lucro das distribuidoras. A Petrobras, que lucra com o comércio do álcool brasileiro e da gasolina, pode ficar numa posição privilegiada se começar a produzir e distribuir biocombustível no Japão.
O presidente da poderosa Associação de Petróleo do Japão, Fumiaki Watari, que também preside a Nippon Sekiyu, faz de tudo para ganhar tempo e conseguir encontrar soluções para a delicada situação das refinarias e distribuidoras de combustível japonesas. O executivo é contra o uso do etanol. Alega, até mesmo em público, que o álcool afeta algumas peças do motor dos veículos, representando risco para os usuários.
Mas o biocombustível é uma necessidade para o Japão que precisa diminuir a emissão de dióxido de carbono para atender as exigências do Protocolo de Kyoto. Pelo acordo, o país deve reduzir o volume de gás carbônico em 6% cento do total emitido em 1999. O prazo limite é 2012. Para atingir essa meta, o governo de Tóquio precisa do etanol brasileiro.

DI prevê reação do Copom a pressões

DI prevê reação do Copom a pressões
16/4/2008
por Luiz Sérgio Guimarães de Valor Econômico

Na véspera do início de um novo ciclo de aperto monetário pelo BC, a aposta de que a Selic subirá hoje 0,50 ponto ganhou ontem preferência no mercado futuro de juros da BM&F sobre a precificação predominante até segunda-feira, de uma alta menor, de 0,25 ponto. A dominância da ala mais conservadora fez o mercado monetário operar divorciado da tendência otimista que prevaleceu nas bolsas de valores e no câmbio. A maioria dos contratos futuros de juros subiu enquanto a Bovespa valorizava-se e o dólar se enfraquecia perante o real. O CDI previsto para a virada do ano avançou de 12,44% para 12,48%. A taxa do swap de 360 dias, piso para as operações de crédito, subiu de 12,80% para 12,86%. Os juros futuros passaram a embutir nas projeções uma alta hoje da Selic, ao cabo da reunião de dois dias do Copom, de 11,25% para 11,75%, sem que houvesse alteração relevante de indicadores que justificasse o pessimismo inflacionário. A mudança na visão da dose do aperto inicial não pode ser atribuída à pesquisa de vendas do comércio em fevereiro feita pelo IBGE. Embora comparativamente ao mesmo mês de 2007 as vendas tenham crescido 12,2%, em cotejo com janeiro deste ano houve uma queda de 1,5%.

PETR4...após 15/04...ainda em tendência de alta...começa a sinalizar "sobre-compra"...



PETR4 abriu em pequena queda nos 82,60 e retomou a casa dos 83,00. Porém com o recuo de Dow Jones, logo após o início em alta dos mercados externos, Petr4 veio buscar a mínima intraday no suporte formado em 81,74. Com a melhora dos mercados futuros e do próprio Ibovespa, rompeu a resistência na LTB nos 84,50 e foi atingir a máxima intraday nos 84,69. Refluiu novamente abaixo da casa dos 84,00 e finalizou praticamente em cima da resistência em 83,90. Continua ainda a forte pressão compradora que está determinando manter Petr4 na casa dos 84,00. Em caso de reversão de tendência, deverá buscar os suportes imediatos em 82,70, 81,70, 81,00 e 80,10. Acima dos 84,00, resistências em 84,70, 85,50 e 86,40. O principais indicadores continuam a sinalizar a tendência de alta. O estocástico lento, começa a sinalizar região "sobre-comprada" com possibilidades de alguma realização do ativo.