sábado, 20 de setembro de 2008

Futuros de Commodities em 19/09 e projeções para a quarta semana de setembro


Commodity Futures

Fonte: Bloomberg

Situação em 19/09

INDEX NAME VALUE CHANGE OPEN HIGH LOW TIME
UBS BLOOMBERG CMCI 1337.34 31.71 1314.48 1340.62 1313.99
S&P GSCI 640.45 22.86 622.43 643.25 618.80
RJ/CRB Commodity 359.58 8.56 351.05 360.02 350.50
Rogers Intl 4354.96 128.88 4263.75 4362.35 4258.60
Brookshire Intl 476.74 13.04 466.21 477.63 465.88


Situação em 12/09

INDEX NAME VALUE CHANGE OPEN HIGH LOW TIME
UBS BLOOMBERG CMCI 1352.69 21.99 1346.19 1361.76 1345.20
S&P GSCI 640.32 5.68 641.02 648.50 634.93
RJ/CRB Commodity 360.01 5.03 354.98 360.99 354.34
Rogers Intl 4384.10 55.08 4350.84 4428.99 4350.84
Brookshire Intl 481.62 7.49 478.90 483.37 477.50

Variação semanal 12/09 a 19/09

INDICE Fechamento (19/09) Fechamento(12/09) VARIAÇÃO SEMANAL (%)
UBS BLOOMBERG CMCI 1337.34 1352.69 -1,13%
S&P GSCI 640.45 640.32 estável
RJ/CRB Commodity 359.58 360.01 -0,12%
Rogers Intl 4354.96 4384.10 -0,66%
Brookshire Intl 476.74 481.62 -1,00%

Análise:

Comparando em base semanal (fechamento 19/09 x fechamento 12/09), podemos observar leve queda nos preços de commodities, abaixo de 1%, nos principais índices. Porém, em relação às últimas duas semanas, houve sensível redução na queda semanal de 7%, para 2% e agora queda inferior a 1%, em média. Podemos perceber uma sensível redução na velocidade de queda dos índices, o que pode estar querendo sinalizar que o mercado já realizou muito e que a reversão está muito perto de ocorrer.

Com a mínima sendo registrada na última quarta-feira, graficamente ocorreu a formação de um "candle" tipo "doji" nessa variação semanal média, ainda que "levemente cheio", mostrando ainda a tendência maior da força vendedora, mas a reação do final de semana pode estar indicando uma possibilidade de reversão. Os principais indicadores se encontram bem "sobrevendidos" o que também pode estar indicando a possibilidade de alguma reversão positiva, para essa quarta semana de setembro.

Tesouro dos EUA propõe pacote de US$700 bi para Wall Street

Portal EXAME - Reuters
20 de Setembro de 2008 11:49

WASHINGTON (Reuters) - O governo dos Estados Unidos propôs neste sábado um pacote de socorro ao setor financeiro de 700 bilhões de dólares financiado por contribuintes e direcionado à compra de títulos podres vinculados a hipotecas. A proposta é um esforço urgente para acalmar os mercados financeiros e atacar a crise imobiliária do país.
Sob o programa, o Departamento do Tesouro dos EUA comprará, ou se comprometerá a comprar, "ativos vinculados a hipotecas de qualquer instituição financeira que tenha sua sede nos Estados Unidos", afirma a proposta legislativa encaminhada pelo governo, segundo cópia obtida pela Reuters.
O departamento poderá contratar gestores de ativos para lidar com os títulos, que poderão incluir hipotecas residenciais ou comerciais e instrumentos relacionados que foram originados ou emitidos em ou antes de 17 de setembro de 2008, afirma a proposta.
Membros do Congresso devem ser informados neste sábado sobre a proposta legislativa, que poder ser considerada pela Câmara dos Representantes e pelo Senado do país já na próxima semana.
O plano também pede por um aumento da capacidade de dívida do governo norte-americano para 11,315 trilhões de dólares. O limite atual de dívida é de 10,615 trilhões de dólares.
O governo está agindo agressivamente para absorver bilhões de dólares de títulos difíceis de vender vinculados a hipotecas e ativos relacionados que têm sufocado os mercados de capitais desde o estouro da histórica bolha do setor imobiliário norte-americano.

sexta-feira, 19 de setembro de 2008

Bovespa sobe 9,57%, maior alta desde janeiro de 1999

por Claudia Violante da Agência Estado
19.09.2008 17h56

Uma série de medidas anunciadas nos Estados Unidos trouxe euforia aos mercados acionários mundiais, com os índices disputando ganhos nas mais diferentes praças. Não foi diferente no Brasil, onde a Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) registrou a maior elevação porcentual desde 15 de janeiro de 1999, quando houve uma forte desvalorização do real e o regime de câmbio passou a ser flutuante no País.
O índice Bovespa (Ibovespa) subiu 9,57% hoje e fechou a 53.055 pontos. Em 15 de janeiro de 1999, tinha avançado 33,40%, segundo informações da Bolsa. Durante o pregão desta sexta-feira, o Ibovespa oscilou entre a mínima de 48.424 pontos (estabilidade) e a máxima de 53.168 pontos (+9,80%). Com os ganhos de hoje, a Bolsa brasileira acumulou elevação de 1,26% na semana e reduziu as perdas de setembro para -4,71%. No acumulado de 2008, o Ibovespa registra queda de 16,95%. O giro financeiro somou R$ 7,67 bilhões (dado preliminar).
Em linhas gerais, as medidas anunciadas hoje foram: o governo dos EUA planeja criar um fundo para comprar dívidas podres dos bancos de investimentos e outras instituições financeiras; a decisão da SEC (a comissão de valores mobiliários norte-americana) de proibir temporariamente as vendas a descoberto de posições de 799 companhias financeiras por um período de 10 dias - o Reino Unido e Austrália também proibiram a venda de ações a descoberto; o plano do Federal Reserve (Fed, banco central americano) para recomprar obrigações de dívida relacionadas às agências hipotecárias Fannie Mae e a Freddie Mac de certas instituições financeiras. Há ainda outras medidas adicionais com objetivo de estancar a crise; e o programa do Departamento do Tesouro dos EUA para garantir ativos dos fundos mútuos do mercado monetário.
As medidas levaram os investidores a se aventurarem pelo mercado acionário, muitos dos quais para zerar perdas recentes enquanto outros se animaram a tomar um pouco de risco. Assim, as bolsas subiram bastante não só nos países desenvolvidos como também nos emergentes, e ativos como as commodities (matérias-primas) fecharam em alta. Na Bolsa Mercantil de Nova York (Nymex, na sigla em inglês), o contrato de petróleo com vencimento em outubro avançou 6,81%, a US$ 104,55 o barril.
Em Wall Street, o Dow Jones terminou em alta de 3,35%, aos 11.388,44 pontos, o S&P em alta de 4,02%, a 1.255,07 pontos, e o Nasdaq, em alta de 3,40%, aos 2.273,90 pontos. Mas os ganhos em Wall Street foram tímidos em comparação à irracionalidade que se viu na maioria das bolsas mundiais.
A Bolsa de Hong Kong, por exemplo, atingiu seu maior ganho em oito meses, com o índice Hang Seng disparando 9,6%, para 19.327,72 pontos. Na Rússia, as ordens de compras levaram as operações a serem interrompidas por uma hora na Russian Trading System (RTS), principal mercado acionário do país, depois que o índice havia subido 20%.
Na Europa, a Bolsa de Londres fechou com valorização de 8,84% - com alta de 431,3 pontos, a maior em 20 anos -, a Bolsa de Paris subiu 9,27% e a Bolsa de Frankfurt ganhou 5,56%. Como era de se esperar, as ações do setor financeiro assumiram a dianteira nas bolsas, porque foram as que mais apanharam nos últimos dias após as notícias de falência de instituições financeiras nos EUA.
Apesar da euforia de hoje, passado o final de semana e os ânimos mais calmos, há quem preveja uma realização de lucros nos ativos, principalmente porque ninguém ainda acredita que o fim da crise financeira global está à porta - talvez mais perto apenas.
Hoje, nenhuma ação do Ibovespa fechou em baixa. As ações preferenciais (PN) da Petrobras, as mais negociadas, fecharam em alta de 8,07% a R$ 34,80. As ações ordinárias da estatal ganharam 9,16% e fecharam a R$ 42,90. Vale PNA (ação preferencial da classe A), o segundo papel mais negociado na Bolsa, subiu 6,21% a R$ 36,75. A terceira ação mais negociada foi BM&FBovespa ON, que disparou 15,41% a R$ 9,06.

Pacote traz alívio e Bolsa de NY fecha em alta forte

por Renato Martins da Agência Estado
19.09.2008 18h45

O mercado norte-americano de ações fechou em alta forte pelo segundo dia consecutivo, eliminando boa parte das perdas dos dias anteriores. Em dia de vencimento simultâneo de contratos futuros de ações e futuros e opções de índices, o volume negociado na Bolsa de Nova York foi o maior desde março. A semana começou com os colapsos do banco de investimentos Lehman Brothers e da seguradora AIG e com a aquisição do banco de investimentos Merrill Lynch pelo Bank of America e terminou com uma série de medidas coordenadas do Departamento do Tesouro dos EUA e do Federal Reserve (Fed, banco central americano) para reduzir o estresse nos mercados.
"Deveríamos ter tirado a semana de folga e economizado muito ranger de dentes e muita aspirina, se pudéssemos encontrar um lugar sem telefone celular, sem computador, sem telefone, sem televisão e sem rádio", escreveu o analista Howard Silverblatt, da Standard & Poor's. Já o estrategista-chefe da The Hartford, Quincy Krosby, disse que "havia uma crise de confiança e o pânico estava se alastrando. Vamos ver como o plano será implementado. O diabo está nos detalhes, e se eles conseguirem criar alguma coisa, isso custará dinheiro".
A alta de hoje foi liderada pelas ações do setor financeiro, com destaque para AIG (+43,12%), Wachovia (+29,31%), Citigroup (+24,02%), Bank of America (+22,56%), Morgan Stanley (+20,67%) e Goldman Sachs (+20,19%). As ações da General Motors, que haviam sofrido quedas fortes nos últimos dias, subiram 14,74%. As do setor de petróleo tiveram altas expressivas, em reação à elevação dos preços do produto (ExxonMobil +2,39%, Chevron +5,94%). No setor de tecnologia, as ações da Oracle, que havia divulgado resultados ontem depois do fechamento, subiram 7,04%. Na próxima semana, o mercado estará atento aos informes de resultados das construtoras de casas Lennar e HB Fuller.
O índice Dow Jones fechou em alta de 368,75 pontos (3,35%), em 11.388,44 pontos. O Nasdaq fechou em alta de 74,80 pontos (3,40%), em 2.273,90 pontos. O S&P-500 subiu 48,45 pontos (4,02%), para fechar em 1.254,96 pontos. Na semana, o Dow Jones acumulou uma queda de 0,29%, o Nasdaq, uma alta de 0,56% e o S&P-500, um ganho de 0,27%.

Títulos do Tesouro

Os preços dos títulos do Tesouro dos EUA caíram, com correspondente alta nos juros. O mercado reagiu ao plano de socorro ao setor financeiro anunciado pelo governo americano. As medidas anunciadas melhoraram a confiança do investidor, reduziram o estresse no mercado de crédito para curto prazo e encorajaram os investidores a voltarem a ativos de maior risco, de ações a títulos de mercados emergentes, de bônus corporativos a títulos lastreados em hipotecas.
No fechamento em Nova York, o juro projetado pelos T-Bonds de 30 anos estava em 4,386% ao ano, de 4,160% ontem; o juro das T-Notes de 10 anos estava em 3,796% ao ano, de 3,537% ontem; o juro das T-Notes de 2 anos estava em 2,167%, de 1,780% ontem. As informações são da Dow Jones.

EUA banem temporariamente venda à descoberto de ações

EUA banem temporariamente venda à descoberto de ações
19 de Setembro de 2008 08:05

NOVA YORK (Reuters) - A venda à descoberto de 799 ações do setor financeiro deve ser suspensa nos Estados Unidos a partir desta sexta-feira, em cumprimento a uma determinação de urgência emitida pela Securities and Exchange Comission, a comissão de valores mobiliários norte-americana. A ação visa proteger investidores e o próprio mercado.

A medida, anunciada no início desta sexta-feira, será interrompida em 2 de outubro, mas pode ser estendida em 10 dias caso necessário.

O anúncio de medida semelhante na Grã-Bretanha no final da quinta-feira garantiu um avanço de 40 por cento nas ações de bancos no mercado londrino.

A Irlanda também anunciou a proibição da venda a descoberto, enquanto a Austrália informou que proibirá essas operações a partir de segunda-feira.

DJI...após 18/09...tendência de alta continua...


DJI abriu nos 10.609 pontos e com os índices futuros em alta, iniciou processo de recuperação até encontrar resistência nos 10.810 pontos. Daí refluiu fortemente até encontrar novo suporte na mínima, em 10.460 pontos (-1,4). Desse ponto reagiu com força até os 10750 pontos, retrocedeu até os 10600 pontos, de onde retomou forte alta até a máxima em 11074 pontos (+4,38%) e finalizar em seguida em 11020 pontos (+3,87%).

Análise: DJI operou com forte volatilidade, em função das notícias do mercado financeiro, mas nas últimas horas de pregão reagiu com força para finalizar novamente acima dos 11 mil pontos. O "candle" do gráfico diário é um "marubozu" vazio, mostrando a predominância dos vendedores. Os principais indicadores do gráfico diário e os de "30 minutos" sinalizam tendência de alta. Os mercados futuros antes da abertura poderão confirmar (ou não) a continuidade dessa tendência.

Resistências imediatas acima de 11.074 pontos: 11.260 pontos, 11.450 pontos e 11.670 pontos.

Suportes imediatos abaixo de 10.600 pontos: 10.550, 10.460 e 10.120 pontos.

quinta-feira, 18 de setembro de 2008

Bovespa fecha em alta de 5,48%

por Claudia Violante da Agência Estado
18.09.2008 18h22

São Paulo - A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) teve dois comportamentos distintos durante o pregão desta quinta-feira: um registrado na primeira e na última hora do pregão e outro entre estes dois períodos. A ação coordenada pelos seis principais bancos centrais do mundo proporcionou uma arrancada às ações domésticas logo na abertura, mas o vigor não se sustentou, dando espaço para uma volatilidade elevada, acompanhando Wall Street. Mas as Bolsas norte-americanas dispararam no final da sessão, levando o índice Bovespa a fechar com a terceira maior alta porcentual de 2008.
O Ibovespa subiu 5,48%, variação que só perdeu para 24 de janeiro deste ano (alta de 5,95%) e 30 de abril (ganho de 6,33%). Fechou o dia hoje em 48.422 pontos, depois de oscilar entre a mínima de 45.295 pontos (-1,34%) e a máxima de 49.002 pontos (+6,74%). As perdas em setembro foram reduzidas a -13,02% e as de 2008 a -24,20%. O volume financeiro foi expressivo e totalizou R$ 7,5 bilhões (preliminar).
Em Wall Street, os índices terminaram com ganhos de 3,86% (Dow Jones) e 4,78% (Nasdaq), puxados pelo segmento financeiro. Duas notícias causaram euforia nos negócios. Uma delas foi o suposto plano para a criação de um fundo do governo dos EUA para assumir as dívidas podres dos bancos e as iniciativas para limitar as vendas a descoberto dos papéis financeiros. Segundo a cadeia de notícias CNBC, o secretário do Tesouro norte-americano, Henry Paulson, está trabalhando na criação de uma facilidade do governo para assumir dívidas podres das instituições financeiras. A facilidade será semelhante à Resolution Trust Corporation, criada no fim dos anos 1980 para assumir os ativos das instituições de poupança que atravessavam forte crise, acrescentaram as fontes.
A outra notícia é de que o Calpers, fundo de pensão dos servidores públicos da Califórnia e o maior dos EUA, anunciou que a partir desta quinta-feira não irá mais emprestar ações do Goldman Sachs e do Morgan Stanley. O objetivo é coibir vendas a descoberto dos papéis, cuja reação ao anúncio foi imediata: de queda passaram a ganhos e reforçaram a participação do setor da reversão das bolsas.
Ontem, o fundo de pensão dos professores da Califórnia (Calstrs) já havia decidido interromper o empréstimo de ações do Goldman e do Morgan. Em seguida, o fundo enviou carta a outros 60 fundos de pensão, pedindo que eles fizessem o mesmo. A Securities and Exchange Commission (SEC, a comissão de valores mobiliários americana) divulgou novas regras para coibir a venda a descoberto de ações de todas as empresas negociadas em bolsa. As regras entraram em vigor nesta quinta-feira.
Além da notícia do Calpers, as bolsas ainda contaram hoje com a injeção de liquidez orquestrada pelos seis principais bancos centrais do globo (Fed, Banco da Inglaterra, Banco Central Europeu, Banco do Japão, Bancos da Suíça e do Canadá), ação que não minimizou os temores nas bolsas asiáticas e européias, que recuaram.
No Brasil, a recuperação da Bovespa ainda encontrou um terreno favorável, com os preços baratos depois do tombo de 6,74% de ontem e também após o presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, ter anunciado que a instituição vai promover leilões de venda de dólares conjugados com compra futura, com o objetivo de corrigir distorções de liquidez no mercado de câmbio. O dólar disparou hoje com a falta de vendedores e atingiu R$ 1,962 na máxima do dia, recuando no fechamento a R$ 1,93.
Com tudo isso, e ainda com a alta do petróleo no mercado externo - o contrato para outubro subiu 0,74%, para US$ 97,88 - as ações da Petrobras conduziram a guinada do Ibovespa. Petrobras ON avançou 7,06% e PN, 8,05%, esta com giro de R$ 1,291 bilhão. Vale ON teve alta de 7,28% e PNA, de 7,45%. Os ganhos também foram desta magnitude nos setores siderúrgico e bancário.

NY sobe com esperança de mais ações do governo

por Renato Martins da Agência Estado
18.09.2008 18h48

As Bolsas de Nova York fecharam em alta forte hoje, em mais um dia de grande oscilação. O índice Dow Jones chegou a cair 150 pontos, mas recuperou terreno e acabou recobrando boa parte da queda de 4,7% registrada ontem. O mercado abriu relativamente estável, em meio ao noticiário sobre mais ações coordenadas de bancos centrais com o objetivo de reduzir a turbulência dos mercados. Os juros de curto prazo, porém, recusaram-se a ceder e voltaram a circular especulações sobre a saúde de instituições financeiras, como o Bank of New York Mellon (cujas ações caíram 4,62%) e State Street (-8,88%).
À tarde, o mercado reagiu positivamente à notícia de que as autoridades do Reino Unido decidiram proibir as vendas a descoberto de ações do setor financeiro; isso gerou a expectativa de que a mesma medida seja adotada nos EUA. O movimento de alta ganhou mais impulso com o informe de que o secretário do Tesouro dos EUA, Henry Paulson, está fazendo consultas sobre a possibilidade de o governo criar uma entidade para assumir as dívidas "podres" em poder das instituições financeiras, nos moldes da Resolution Trust Corp., criada no fim dos anos 1980 por ocasião da crise das associações de poupança e crédito ("savings and loans").
As ações do banco de investimentos Goldman Sachs, que haviam chegado a cair 25% pela manhã, reduziram sua perda a 5,68%; as do banco Morgan Stanley, que haviam chegado a cair 46%, fecharam em alta de 3,68%; os investidores mostraram nervosismo diante de informes de que o Morgan Stanley estaria estudando uma fusão com o Wachovia (cujas ações subiram 58,99%). Outros destaques no setor financeiro foram Bank of America (+12,43%), Citigroup (+18,67%) e JPMorgan Chase (+12,66%).
As ações da FedEx, que divulgou resultados, subiram 3,47%; as da Oracle, que divulgaria balanço após o fechamento, avançaram 3,59%.
As ações da seguradora AIG subiram 31,22%; pela manhã, a Dow Jones anunciou que elas deixarão de estar entre as componentes do índice Dow Jones a partir da próxima segunda-feira, sendo substituídas pelas da Kraft Foods (que subiram 3,34%).
O índice Dow Jones fechou em alta de 410,03 pontos (3,86%), em 11.019,69 pontos. O Nasdaq fechou em alta de 100,25 pontos (4,78%), em 2.199,10 pontos. O S&P-500 subiu 49,94 pontos (4,32%), para fechar em 1.206,33 pontos. As informações são da Dow Jones.

IBOV...após 17/09...refém de DJI, com forte baixa...


O Ibovespa abriu em queda nos 49.218 pontos (máxima) e com os mercados futuros em forte baixa, realizou continuadamente até buscar suporte em nova mínima nos 45.859pontos (-6,85%). Desse ponto, tentou esboçar reação indo encontrar resistência nos 47.570 pontos. Daí, refluiu até finalizar nos 45.909 pontos ( - 6,74%).

Análise: Contrariando a análise gráfica que mostrava tendência de alta, o Ibovespa sintonizou com DJI e com os índices dos mercados futuros, em forte queda, para realizar mais uma vez, com força. Parece estar cada vez mais próximo de seu objetivo de baixa nos 45 mil pontos. Se conseguir se manter acima dos 48.000 pontos, seu próximo objetivo de alta será 49.240 pontos. Abaixo dos 45.900 pontos, deverá buscar os próximos suportes projetados em 44.230, 43.100 e 42.500 pontos. O "candle" formado no gráfico diário é um "marubozu" cheio, indicativo da forte predominância da pressão vendedora. Os principais indicadores do gráfico diário e os de "30 minutos" sinalizam tendência de baixa. Os índices futuros, antes da abertura do pregão, poderão confirmar (ou não) essa tendência.

Resistências imediatas em 47.400, 47.570, 48.600 e 49.000 pontos.

Suportes imediatos em 45.500, 44.800, 44.250, 43.100 e 42.400 pontos.

DJI...após 17/09...tentando se manter acima dos 10.500 pontos..


DJI abriu nos 11.057 pontos (máxima) e com os índices futuros em forte baixa, provocada pela crise de confiança no sistema financeiro americano, deu sequência ao processo de realização, operando praticamente em queda durante todo pregão, vindo a buscar a mínima em 10.598 pontos (-4,17%) e posteriormente finalizando em 10.609 pontos (-4,07%).

Análise: DJI não conseguiu se manter no patamar dos 10.900 pontos e a acabou perdendo os patamares de 10.800 e 10.700 pontos, se acomodando, por enquanto nos 11.600 pontos. A perda desse suporte poderá levar DJI abaixo dos 10.500 pontos. Acima de 10.680 pontos, DJI encontrará resistências em 10.780 pontos e 10.900 pontos. Abaixo dos 10.680 pontos, os próximos suportes são 10.550 e 10.450 pontos. O "candle" do gráfico diário é um "marubozu" cheio, indicando novamente a predominância dos vendedores.Os principais indicadores do gráfico diário e os de "30 minutos" sinalizam tendência de queda. Os mercados futuros antes da abertura poderão confirmar (ou não) a continuidade dessa tendência.

Resistências imediatas acima de 10.780 pontos: 10.900 pontos, 11.020 pontos e 11.220 pontos.

Suportes imediatos abaixo de 10.680pontos: 10.550 e 10.450 pontos.

quarta-feira, 17 de setembro de 2008

Bolsa de Nova York fecha com 2ª maior queda no ano

por Renato Martins da Agência Estado
17.09.2008 18h46

O mercado norte-americano de ações voltou a viver um dia de pânico em relação à situação das instituições financeiras e teve a segunda maior queda do ano, com o índice Dow Jones fechando no nível mais baixo desde 9 de novembro de 2005; o Nasdaq teve a maior queda desde o pregão seguinte aos ataques terroristas de 11 de setembro de 2001 e fechou no nível mais baixo desde 14 de agosto de 2006; o S&P-500, por sua vez, fechou no nível mais baixo desde 13 de maio de 2005.
"Isto é pânico total. Todo mundo está tapando buracos no dique com os dedos, para evitar que ele se rompa, mas sem entender que o problema é muito maior", comentou um operador. Investidores estão reagindo a cada colapso de instituição financeira da mesma forma: retirando seus investimentos da instituição que vêem como a próxima a mostrar vulnerabilidades. Nos casos dos bancos de investimento Lehman Brothers, Merrill Lynch e da seguradora AIG, isso fez as ações derreterem, tornando impossível para essas instituições negociar uma injeção de capital.
Hoje, os alvos foram os dois grandes bancos de investimentos remanescentes, Goldman Sachs, cujas ações caíram 13,92%, e Morgan Stanley, que fechou em queda de 24,22%. As ações da seguradora AIG, que estão entre as componentes do Dow, caíram 45,33%. Outros destaques negativos no setor financeiro foram Lehman Brothers (-56,67%), JPMorgan Chase (-12,20%), Citigroup (-10,92%), Wachovia (-20,76%) e Washington Mutual (-13,36%).
As ações das construtoras caíram em reação ao indicador de vendas de imóveis residenciais usados em agosto (KB Home -7,57%, Hovnanian -6,05%); as das companhias aéreas caíram em reação à alta dos preços do petróleo (AMR -14,31%, Continental -14,42%); a alta dos preços do ouro, por sua vez, fez subirem ações como a da mineradora Newmont Mining (+9,36%).
O índice Dow Jones fechou em queda de 449,36 pontos (-4,06%), em 10.609,66 pontos. O Nasdaq fechou em queda de 109,05 pontos (-4,94%), em 2.098,85 pontos. O S&P-500 caiu 57,20 pontos (-4,71%), para fechar em 1.156,39 pontos.
Segundo o Stock Trader's Almanac, setembro é tradicionalmente o pior mês do ano para o mercado de ações dos EUA; desde 1950, o desempenho médio do Dow Jones nos meses de setembro é uma queda de 1%; no caso do S&P-500, uma queda de 0,6%. O Nasdaq tem caído 0,9% em média nos meses de setembro desde sua criação, em 1971. Já em setembro deste ano, o Dow Jones acumula uma queda de 4,2%, o S&P-500, uma baixa de 5,4% e o Nasdaq, uma perda de 6,7%. As informações são da Dow Jones.

Bovespa cai 6,74% e volta ao nível de abril de 2007

por Claudia Violante da Agência Estado
17.09.2008 17h40

A injeção de US$ 85 bilhões do Federal Reserve (Fed, banco central americano) na seguradora AIG não cessou os temores do mercado financeiro e a quarta-feira foi mais um dia de perdas acentuadas nas bolsas de valores. O índice Bovespa, principal referência da negociação no pregão da Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa), perdeu o nível de 46 mil pontos com o desmonte das posições de investidores estrangeiros dos ativos domésticos. As ações da Petrobras, que chegaram a subir em boa parte da tarde seguindo a disparada do petróleo, acabaram cedendo à pressão baixista, que ainda contou com a mão pesada das vendas em Wall Street.
O Ibovespa despencou 6,74% hoje, na segunda maior queda do ano (a maior foi na segunda-feira, de 7,59%), para 45.908 pontos, o menor nível desde 2 de abril do ano passado, quando registrou 45.597 pontos. No mês, as perdas da Bolsa somam 17,55% e, no ano, 28,14%. O volume financeiro totalizou R$ 7,457 bilhões (preliminar), o maior do mês.
Em Wall Street, o índice Dow Jones derreteu 4,06%, aos 10.609,66 pontos, o S&P 500 recuou 4,71%, aos 1.156,39 pontos, e o Nasdaq, na mínima do dia, perdeu 4,94%, aos 2.098,85 pontos.
Depois que o socorro emergencial do Fed à AIG falhou em tranqüilizar o mercado, apesar da injeção de US$ 85 bilhões na maior seguradora americana, os investidores se perguntam quem será a próxima vítima. "Se até a maior seguradora do mundo estava com problemas, imagine a situação dos outros", resumiu a analista de renda variável da Global Equity, Mariana Gonçalves.
E candidatos não faltam. Hoje, no Reino Unido, o Lloyds se comprometeu a comprar o banco hipotecário HBOS por 15 bilhões de libras esterlinas, numa transação que deve ser detalhada na madrugada desta quinta-feira. Nos EUA, o banco de investimentos Morgan Stanley estaria considerando se unir a outra instituição, dependendo do comportamento de suas ações e apesar de ter antecipado seu balanço para ontem para justamente tentar neutralizar o movimento vendedor contra os papéis. Do banco de investimentos em recuperação judicial Lehman Brothers, o banco britânico Barclays confirmou ter pago cerca de US$ 1,7 bilhão por parte dos ativos do que era o quarto maior banco de investimentos dos Estados Unidos.
Ou seja, do quadro financeiro conhecido até pouquíssimo tempo atrás, em breve poucos atores restarão e a pergunta é justamente: quais? Os principais bancos centrais continuaram sua estratégia de injetar liquidez ao sistema. Hoje, a carteira foi aberta por Japão, Austrália e Índia, enquanto nos EUA o Tesouro americano anunciou um programa de financiamento para garantir recursos ao Federal Reserve, com a emissão de títulos de curto prazo.
O movimento dos investidores foi se desfazer do risco, daí a fuga da Bovespa e a justificativa para a disparada dos contratos futuros de ouro. O petróleo também fechou com alta perto de 7%, ainda ajudado pela queda maior do que o previsto nos estoques do petróleo. Na Bolsa Mercantil de Nova York (Nymex, na sigla em inglês), o contrato com vencimento em outubro subiu 6,59%, para US$ 97,16 o barril. Na Comex, divisão de metais da Nymex, os contratos de ouro com vencimento em dezembro dispararam US$ 70,00 (8,97%) e fecharam a US$ 850,50 por onça-troy (equivalente a 31 gramas).

Restante da agenda do investidor para a terceira semana de setembro

por Rafael de Souza Ribeiro de Infomoney
12/09/08 20h03

SÃO PAULO - Dentro da agenda da terceira semana de setembro, os investidores estarão atentos, sobretudo, à decisão de política monetária do Federal Reserve, marcada para terça-feira (16). Além disso, o índice de preços ao consumidor de agosto também deve exercer forte influência sobre os mercados dos EUA.
No cenário nacional, o destaque fica para a ata da última reunião do Comitê de Política Monetária. O documento descreve motivos por trás da recente elevação da taxa básica de juro brasileira em 75 pontos-base.

Quinta-feira (18/9)

Brasil
07h00 - A Fipe (Fundação Instituto de Pesquisa Econômica) anuncia o IPC referente à segunda quadrissemana de setembro. O índice é baseado em uma pesquisa de preços feita na cidade de São Paulo, entre pessoas que ganham de 1 a 20 salários mínimos.
8h00 - A FGV divulga o IGP-M (Índice Geral de Preços - Mercado) do segundo decêndio de setembro, que é bastante utilizado pelo mercado, e mede a evolução geral de preços na economia.
8h30 - E o Banco Central apresenta ao mercado a Ata do Copom referente à última reunião.

EUA
9h30 - Confira o número de pedidos de auxílio-desemprego Initial Claims, em base semanal.
11h00 - A Conference Board revela o Leading Indicators referente ao mês de agosto. O relatório compreende vários índices já divulgados, como pedidos de auxílio-desemprego, custo de mão-de-obra e permissões para construção.
11h00 - O Fed da Filadélfia divulga o Philadelphia Fed Index de setembro, indicador responsável por mensurar a atividade industrial no estado.


Sexta-feira (19/9)


Brasil
Não serão apresentados índices relevantes no País.

EUA
O destaque fica para o Quadruple Witching, data em que quatro importantes vencimentos ocorrem de maneira simultânea: contratos futuros de índices acionários, contratos futuros de ações, opções sobre índices e opções sobre ações.

Segunda-feira (22/9)

Brasil
8h30 - O Banco Central publica o relatório semanal Focus, que compila a opinião de consultorias e instituições financeiras sobre os principais índices macroeconômicos.
11h00 - O Ministério de Comércio Exterior anuncia a Balança Comercial referente à última semana, que mede a diferença entre exportações e importações contabilizadas durante o período.

EUA
Não serão apresentados índices relevantes no país.

IBOV...após 16/09...tentando estabelecer nova LTA...


O Ibovespa abriu em queda nos 48.403 pontos e com os mercados futuros em baixa, já na primeira meia-hora de pregão veio buscar suporte na nova mínima em 46.260 pontos. A partir daí, reagiu até encontrar resistência nos 47.950 pontos. Com a divulgação do resultado da reunião que manteve inalterada a taxa de juros americana, refluiu sintonizado com DJI até novo suporte em 46.960 pontos. Com a percepção de melhora dos mercados americanos, o Ibovespa retomou a alta, vindo atingir a máxima em 49.313 pontos, para finalizar em 49.229 pontos (+1,68%).

Análise: O Ibovespa parece estar tentando construir nova LTA a partir da mínima do pregão de ontem, com suporte intraday nos 47 mil pontos. Abaixo desse patamar pode retomar sua tendência baixista, rumo aos 45 mil pontos. Mantendo-se acima dos 49.300 pontos, seus objetivos de alta serão 49.640 e 51.700 pontos. O "candle" formado no gráfico diário é um "martelo" de alta, indicando a possibilidade de manutenção dessa tendência, pelo menos na abertura. Alguns dos indicadores do gráfico diário e os principais de "30 minutos" sinalizam tendência de alta. Os índices futuros, antes da abertura do pregão, poderão confirmar (ou não) essa tendência.

Resistências imediatas em 48.950, 50.770, 52.000 e 52.600 pontos.

Suportes imediatos em 47.750, 47.600, 47.150, 46.100, 45.300 e 45 mil pontos.

DJI...após 16/09...tentando manter novo patamar acima dos 10700 pontos...


DJI abriu com "gap de queda" nos 10.890 pontos e com os mercados futuros em baixa, provocada pela crise da seguradora AIG, já na primeira meia-hora de pregão veio buscar suporte na mínima em 10.744 pontos (-1,6%), quando as ações da seguradora AIG desabavam(- 49%). Desse ponto, iniciou recuperação, retomando o patamar dos 10.900 pontos, até atingir nova resistência em 11.022 pontos. Daí refluiu novamente até encontrar suporte em 10.782 pontos. Com a melhora das ações da AIG (-18%), retomou a alta até a máxima em 11.092 pontos (+ 1,6%), vindo a fechar logo depois em 11.059 pontos. (+1,3%).

Análise: DJI parece estar tentando se manter em patamar acima dos 10.700 pontos. Está tentando estabelecer uma LTA com suporte, no gráfico "intraday", nos 10.800 pontos. A perda desse suporte poderá levar DJI abaixo dos 10.500 pontos. Acima desta máxima em 11.092 pontos, poderá levar DJI ao primeiro objetivo de alta em 11.180 pontos e acima dos 11.200 pontos, ao segundo objetivo em 11.220 pontos. É possível que atingido esse objetivo, DJI volte a oscilar entre os dois patamares (10.700 e 11.200) até nova percepção de mudança no cenário econômico. O "candle" do gráfico diário é semelhante a um "martelo" de alta, indicador da possibilidade de continuidade dessa tendência. Alguns dos principais indicadores do gráfico diário e os de "30 minutos" sinalizam a tendência de alta. Os mercados futuros antes da abertura poderão confirmar (ou não) a continuidade dessa tendência.

Resistências imediatas acima de 11.092 pontos: 11.180 pontos, 11.200 pontos e 11.220 pontos.

Suportes imediatos abaixo de 10.980 pontos: 10.870, 10.780 e 11.744 pontos.

segunda-feira, 15 de setembro de 2008

DJI...após 15/09...fortíssima queda, levou pra baixo dos 11 mil pontos...


DJI abriu na máxima em 11.429 pontos e impulsionada pelo péssimo humor dos mercados futuros em grande queda, na primeira meia-hora de pregão veio buscar suporte nos 11.085 pontos. Tentou breve reação, a partir desse suporte, conseguindo atingir resistência nos 11.260 pontos, abaixo da mínima do pregão anterior em 11.280 pontos. Daí, refluiu novamente até os 11.085 pontos, mas não conseguiu manter esse suporte, pois na última hora de pregão veio atingir a mínima em 10.917 pontos (-4,42%), no leilão de fechamento do pregão.

Análise: DJI concretizou o triângulo de queda, que vinha ensaiando há várias semanas. A queda superior a 4,4 % foi recorde nesses últimos anos, só perdendo para aquela do atentado de 11 de setembro. Ao retornar abaixo dos 11 mil pontos, provavelmente deverá estabelecer novo patamar de negociações, em torno desse valor. Se recuperar os 11.085 pontos, seu próximo objetivo de alta será a retomada do patamar dos 11.300 pontos e provavelmente dos 11.400 pontos. Em caso de continuidade da queda, o próximo objetivo projetado será os 10.910 pontos, de onde se espera alguma reação. A perda desse suporte levará DJI a testar novos objetivos de queda, primeiramente no fundo anterior, nos 10.830 pontos e posteriormente, nos 10.730 pontos. O "candle" do gráfico diário é um "marubozu" cheio, indicador da predominância da pressão vendedora. Os principais indicadores do gráfico diário e o de "30 minutos" sinalizam a continuidade da queda. Os mercados futuros antes da abertura poderão confirmar (ou não) a continuidade dessa tendência.

Resistências acima de 11.085 pontos: 11.280 pontos, 11.380 pontos e 11.420 pontos.

Suportes abaixo de 11.910 pontos: 11.830, 11.730 e 11.620 pontos.

IBOV...após 15/09...queda histórica pode ter continuidade...


O Ibovespa abriu na máxima em 52.835 pontos e empurrada pelos mercados futuros em forte queda, já na primeira meia-hora de pregão veio até a mínima em 49 mil pontos. A partir daí, tentou reação até encontrar resistência nos 50.770 pontos. A persistência do péssimo humor externo fez com que o Ibov sintonizado com DJI, refluísse na última hora de pregão, até a mínima em 48.406 pontos (-7,6%), próximo ao fechamento em 48.416 pontos (-7,59%).

Análise: Em sintonia com o mau humor da crise do setor financeiro americano, com a anunciada quebra do Lehman e o socorro de última hora ao Merryl (comprado pelo Bank of America) e estampado pela forte queda nos índices futuros, já na abertura, o Ibovespa sucumbiu à avalanche de ordens de venda, vindo a finalizar o pregão com uma das maiores quedas de sua história recente. O "candle" formado no gráfico diário é um "marubozu" cheio, indicando o forte predomínio da pressão vendedora. Os principais indicadores do gráfico diário e o de "30 minutos" sinalizam tendência de queda. A sinalização dos índices futuros, antes da abertura do pregão, poderá confirmar essa tendência.

Resistências imediatas em 48.950, 50.770, 52.000 e 52.600 pontos.

Suportes imediatos em 47.750, 47.600, 47.150, 46.100, 45.300 e 45 mil pontos.

Bovespa tem a maior queda desde 11/09/2001

por Claudia Violante da Agência Estado
15.09.2008 18h32

São Paulo - O temor de um risco sistêmico com o pedido de concordata do banco de investimentos Lehman Brothers nos Estados Unidos e a venda do Merrill Lynch para o Bank of America, além dos problemas enfrentados pela seguradora americana AIG, promoveram uma fuga do risco nos mercados globais. As bolsas desabaram pelo mundo, significando para a Bovespa o maior tombo porcentual em mais de sete anos. Apenas uma ação do índice Bovespa (Ibovespa) fechou em alta hoje, e as vendas decorreram, além da fuga dos estrangeiros, do tombo do preço das matérias-primas (commodities) com os investidores à procura de títulos do Tesouro americano (Treasuries) e ativos menos arriscados.
O Ibovespa despencou 7,59%, a maior queda desde 11 de setembro de 2001, quando havia recuado 9,17%. Em pontos, o Ibovespa retornou aos 48 mil pontos, para 48.416,33 pontos. Na máxima do dia, registrada na abertura, o índice operou praticamente estável, aos 52.386 pontos (-0,01%) e, na mínima, tocou os 48.409 pontos (-7,60%). No mês, a Bolsa acumula perdas de 13,05% e, no ano, de 24,21%. O giro financeiro somou R$ 6,57 bilhões, dos quais R$ 1,167 bilhão são do vencimento de opções sobre ações.
Antes da abertura do pregão regular, ainda no pré-mercado, o índice futuro já antecipava o que seria o dia de hoje. O Ibovespa registrou queda de 6% na primeira hora do pregão, mínima que foi renovada à tarde, com o aprofundamento das perdas em Wall Street, que terminaram na mínima pontuação do dia. O Dow Jones recuou 4,42%, aos 10.917,51 pontos, o S&P teve baixa de 4,71%, aos 1.192,69 pontos, o Nasdaq fechou em queda de 3,60%, aos 2.179,91 pontos. As perdas foram ampliadas no final da sessão com a queda livre do setor financeiro e fraqueza das ações de energia. "A crise financeira se tornou 'sistêmica'", disse Richard Bernstein, estrategista-chefe de investimentos do Merrill Lynch.
Os investidores se refugiariam nos títulos do Tesouro dos EUA. O T-Note de 2 anos foi o mais procurado e o rendimento oferecido pelo papel caiu 21,19% hoje. Esse recuo é explicado também porque os investidores passaram a precificar um corte na taxa básica de juros pelo Federal Reserve (Fed, banco central americano) amanhã, com 66% de chances, de 2% para 1,75% ao ano. Esta seria mais uma medida para o governo norte-americano tentar dissipar a crise, além do pacote para prover mais liquidez aos mercados anunciado ontem.
Embora tenha ampliado sua linha de financiamento, o mercado acordou sem humor algum por que o Federal Reserve não ajudou a salvar o Lehman Brothers, repetindo o que havia feito com o banco de investimentos Bear Stearns, em março. Assim, o quarto maior banco de investimentos norte-americano ficou à deriva e teve que pedir concordata. O terceiro maior banco, o Merrill Lynch, acabou se livrando de ser o próximo da fila ao ser vendido para o Bank of America (BofA), que não quis perder a viagem e arrematou a instituição. O BofA era um dos cotados a levar o Lehman, assim como o Barclays, mas ambos declinaram quando souberam que o Fed não injetaria dinheiro para a compra.
Além dos bancos, o setor financeiro americano também teve uma seguradora como protagonista dos problemas. A AIG está tentando conseguir dinheiro para sua operação e já obteve autorização do Fed de Nova York para o acesso a US$ 20 bilhões em capital de suas subsidiárias para cobrir suas necessidades operacionais. Uma reunião entre a empresa, o Fed de Nova York, o Tesouro dos EUA e autoridades reguladoras do setor de serviços acontecia esta tarde, ainda sem desfecho.
Para amanhã, o dia deve ser de mais turbulência, segundo analistas, com a abertura do mercado japonês (hoje foi feriado naquele país). Segundo o Wall Street Journal, diversos bancos japoneses estão entre os principais credores bancários do Lehman Brothers. "O tombo foi muito grande para passar em um dia. Vai ter muito fundinho quebrando. Os efeitos ainda serão longos", resumiu o gestor-gerente da Infinity Asset, George Sanders.
Apenas uma ação do Ibovespa fechou em alta hoje: Comgás PN (+0,51%).

ADRs brasileiros negociados em NY também despencam

por Carolina Ruhman da Agência Estado
15.09.2008 18h10

Os ADRs (recibos de ações) de empresas brasileiras negociados na Bolsa de Nova York espelharam o movimento de forte queda das bolsas aqui e em Wall Street e os papéis fecharam em forte queda.
Os ADRs de bancos sentiram o impacto das notícias de que o Lehman Brothers pediu concordata e o Merrill Lynch foi comprado pelo Bank of America. Os papéis do Bradesco fecharam em queda de 10,26%, em US$ 15,22; os do Itaú perderam 8,96% e fecharam em US$ 15,85; e os do Unibanco encerraram o pregão com baixa de 9,2%, em US$ 98,54.
O maior tombo do dia ficou por conta dos ADRs da Vale PN, que fecharam com baixa de 12,81%, em US$ 18,52. Todos os papéis fecharam no vermelho hoje. As perdas mais expressivas - superiores a dois dígitos - foram registradas pela Brasil Telecom (queda de 11,1% para US$ 48,06), Gafisa (-10,21% para US$ 23,56%), Gerdau (-10,27% para US$ 12,93), Petrobras ON (-11,71% para US$ 40,35), Petrobras PN (-11,86% para US$ 32,85), Vale ON (-11,25% para US$ 21,53) e CSN (-10,33% para US$ 25,53).
A TAM, que chegou a operar no positivo, encerrou o pregão com a queda mais modesta: de 1,99%, em US$ 21,21.
O índice composto de ADRs do Bank of New York fechou em queda de 5,74% (8,32 pontos), aos 136,67 pontos, enquanto o subíndice para a América Latina recuou 8,93% (31,09 pontos), para 317,12 pontos.

Dow Jones tem maior queda desde os ataques terroristas

por Suzi Katzumata da Agência Estado
15.09.2008 18h45

O mercado de ações norte-americano sofreu uma queda dramática para novas mínimas do "bear market" (mercado com tendência de baixa), com o índice Dow Jones fechando abaixo dos 11 mil pontos, em 10.917,51 pontos, ao registrar a maior queda em pontos (504,48 pontos) desde os ataques terroristas de 11 de setembro de 2001 e a maior queda porcentual (-4,42%) desde julho de 2002. A liquidação no mercado foi alimentada pelas notícias de pedido de concordata do banco de investimentos Lehman Brothers Holdings e urgência da gigante do setor de seguros American International Group Inc (AIG) de levantar capital para conter a deterioração de seu valor de mercado. Além disso, o banco Merrill Lynch concordou em ser vendido ao Bank of American por US$ 50 bilhões.
O fechamento desta segunda-feira do índice Dow Jones também é o menor nível desde julho de 2006. O S&P-500 fechou abaixo de 1.200 pontos pela primeira vez desde outubro de 2005, em 1.192,69 pontos, com a maior queda porcentual (-4,71%) desde 17 de setembro de 2001, na primeira sessão após os ataques de 11 de setembro. Em pontos, o S&P-500 caiu 59,01. O Nasdaq caiu 81,36 pontos (-3,60%) e fechou com 2.179,91 pontos - nível de fechamento mais baixo desde 17 de março deste ano.
As ações aceleraram a queda na última hora de sessão, sugerindo que o impulso negativo poderá continuar amanhã através dos mercados globais, primeiro na Ásia e, na seqüência na Europa. Em um ciclo vicioso, os temores sobre as posições de capital das empresas está pesando sobre as ações e o declínio do valor dos ativos está tornando mais difícil essas companhias de levantarem capital.

Risco sistêmico

"Isto não tem precedentes", disse Anthony Conroy, chefe de transações com ações do BNY ConvergEx. "A Wall Street que conhecemos se foi e o grau de mudança e o ritmo com que está mudando" é inacreditável, acrescentou. Para Richard Bernstein, estrategista-chefe de investimentos do Merrill Lynch, a crise financeira se tornou "sistêmica". "Para a economia, significa que ficou mais difícil tomar empréstimos. É o aperto no crédito. O que se achava que seria crédito bom não é, portanto, o custo dos empréstimos subiu dramaticamente", acrescentou.
Mais cedo, o economista do Commerzbank em Londres, Peter Dixon, já havia levantado a questão do risco sistêmico nos mercados financeiros. "Os problemas hoje não estão focados em companhias individuais, mas são sistêmicos, e apesar de provavelmente não ser o momento de dizer qualquer coisa concreta sobre o futuro no longo prazo, existe um senso hoje de que o cenário financeiro mudou de maneira irrevogável", disse Dixon.
As ações da seguradora AIG despencaram 60,79%, para US$ 4,76, com os investidores preocupados de que sua exposição aos contratos derivativos lastreados em hipotecas o tornem na próxima peça do dominó a cair na crise de crédito. O governo federal dos EUA pediu ao JPMorgan Chase e ao Goldman Sachs que formem um consórcio para oferecer um crédito de US$ 70 bilhões a US$ 75 bilhões para o AIG.
As ações do Lehman Brothers despencaram 94,25% para US$ 0,21, com o aparente fim das operações do banco de 158 anos que foi obrigado a pedir concordata após o fracasso das negociações para um resgate de última hora no final de semana.

Efeito dominó

"Não há dúvidas que estamos tendo um efeito dominó", disse Art Cashin, chefe de operações no pregão da Bolsa de Nova York do banco suíço UBS. "Este é provavelmente o motivo porque o Fed (banco central americano) estava tão interessado em um casamento forçado para o Merrill Lynch. Eles provavelmente eram o próximo alvo" para os que apostam na baixa do mercado, acrescentou.
Mas um dominó pulou fora da fila, as ações do Merrill Lynch subiram 0,06% e fecharam a US$ 17,06. Mais cedo, as ações do Merrill chegaram a subir 33% em reação ao anúncio do acordo com o Bank of America. Por outro lado, as ações do Bank of America caíram 21,31%, para US$ 21,31. Também fecharam em baixa acentuada: Citigroup -15,14%, JPMorgan -10,13%, American Express -8,91% e Goldman Sachs -12,13%.
Fora do setor financeiro, as ações do setor de energia também caíram, refletindo a queda dos preços do petróleo para abaixo de US$ 100,00 por barril, pela primeira vez desde março. Segundo participantes do mercado de energia, a turbulência nos mercados financeiros reforçou os temores de deterioração da demanda por petróleo. As ações da ExxonMobil caíram 4,28% e as da Chevron fecharam em baixa de 4,93%. Dos 30 componentes do índice Dow Jones, apenas Coca-Cola fechou em alta, de 0,46%. As informações são da Dow Jones.