terça-feira, 28 de julho de 2009

DJI...após 27/07...suportes e resistências


DJI abriu nos 9.093 pontos, foi buscar a máxima nos 9.123 pontos e sinalizou que poderia realizar mais fortemente, quando recuou até a mínima nos 9.035 pontos. A partir daí reiniciou recuperação para finalizar no leilão de fechamento nos 9.108 pontos ( + 0,17%). O "candle" do gráfico diário é um "doji" de indefinição que pode estar sinalizando uma possibilidade de final de tendência (doji evening star) que poderá ser confirmado (ou não) no pregão de hoje. Vários osciladores do gráfico diário começam a sinalizar "divergência baixista", como podemos observar nos gráficos de momentos e volume, onde as altas verificadas no índice não são proporcionalmente acompanhadas nesses indicadores.

Suportes imediatos em 9.060, 9.000, 8.950 e 8.900 pontos.
Resistências imediatas em 9.130, 9.145 e 9.230 pontos.

segunda-feira, 27 de julho de 2009

Bolsa sobe e atinge maior pontuação desde 1º/09/2008

por Agência ESTADO
27 de Julho de 2009 18:08

Pela terceira sessão consecutiva - ou a oitava vez em nove dias - a Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) teve novamente um fechamento em alta, após uma trajetória bastante volátil durante as negociações. A realização de lucros que tomou conta do pregão em várias ocasiões não encontrou forças para ir adiante. E isso abriu espaço para o índice Bovespa (Ibovespa), no final da sessão, enfim romper o patamar de pontos de 1º de junho, até então, o maior de 2009.

O Ibovespa, assim, fechou em alta de 0,17% na pontuação máxima do ano, aos 54.548,99 pontos, também o maior nível desde os 55.162,1 pontos de 1º de setembro do ano passado. Na mínima pontuação do dia, o Ibovespa registrou 53.943 pontos (-0,94%) e, na máxima, os 54.886 pontos (+0,79%). No mês, acumula alta de 5,99% e, no ano, de 45,27%. O giro financeiro somou R$ 4,132 bilhões. Os dados são preliminares.

O vaivém doméstico acompanhou o movimento norte-americano, mas o comportamento das ações da Vale deu sustentação ao índice, se sobrepondo às ordens de vendas. Além da alta do preço dos metais no exterior, duas outras razões justificam as compras destes papéis: o 'atraso' de Vale em relação à Petrobras e a expectativa de que o acordo para o minério de ferro com as siderúrgicas chinesas tenha um desconto em torno de 28%, mesmo porcentual acertado com as japonesas. As negociações ainda prosseguem e, segundo uma fonte ouvida pela Dow Jones, não devem terminar esta semana.

É importante lembrar ainda que a mineradora divulga seu balanço trimestral na próxima quarta-feira, dia 29. Vale ON terminou em alta de 0,68% e Vale PNA subiu 0,78% hoje.

Mas a principal orientação do mercado continuou sendo o comportamento das Bolsas norte-americanas, que hoje não se fiaram apenas no surpreendente dado de vendas de imóveis novos. Resultados mistos divulgados pelas empresas e a atividade industrial do Meio-Oeste também favoreceram uma realização de lucros, igualmente absorvida durante o pregão. Segundo o Departamento do Comércio norte-americano, as vendas de imóveis novos dispararam 11% em junho. Esse indicador foi parcialmente neutralizado pelo dado de atividade industrial do Meio-Oeste dos EUA. Este índice apurou queda de 0,3% em junho ante maio, para nível sazonalmente ajustado de 78,1, o menor em 16 anos. No final, o Dow Jones terminou com alta de 0,17%, aos 9.108,51 pontos, o S&P subiu 0,30%, aos 982,18 pontos, e o Nasdaq avançou 0,10%, aos 1.967,89 pontos.

No Brasil, se Vale foi o que contou a favor para os ganhos da Bolsa, Petrobras e siderúrgicas jogaram contra. As ações da estatal do petróleo fecharam na contramão do petróleo, que avançou 0,48%, para US$ 68,38 o barril no contrato com vencimento em setembro negociado na Bolsa Mercantil de Nova York. Em dia de volume não tão forte de negócios, os investidores, segundo operadores, podem ter escolhido realocar os recursos das carteiras, hoje escolhendo Vale em detrimento da Petrobras. Petrobras ON recuou 0,12%, e Petrobras PN cedeu 0,15%. Gerdau PN caiu 1,09%, Metalúrgica Gerdau PN, 0,88%, e Usiminas PNA, 0,10%. CSN ON, na contramão, subiu 0,32%.

Bolsa de NY fecha em leve alta com balanços e indicador

por Agência ESTADO
27 de Julho de 2009 18:46

Os principais índices do mercado de ações norte-americano fecharam em leve alta ao final de uma sessão inconstante, no qual os investidores pesaram alguns balanços melhores que o esperado com alguma prudência depois de duas semanas de alta. Esta segunda-feira foi um dia de poucos informes trimestrais, depois de uma enxurrada de balanços melhores que o esperado que induziram uma alta do índice Dow Jones nas duas últimas semanas. O Dow Jones subiu 15,27 pontos (0,17%) e fechou com 9.108,51 pontos, o décimo ganho em onze sessões. O S&P-500 subiu 2,92 pontos (0,30%) e fechou com 982,18 pontos - melhor nível de fechamento desde 4 de novembro. O Nasdaq avançou 1,93 ponto (0,10%) e fechou com 1.967,89 pontos.

As ações do Bank of America lideraram os ganhos entre as componentes do Dow Jones, com uma alta de 4,64%. As ações do JPMorgan subiram 0,55%, enquanto as da American Express recuaram 3,82%. O setor financeiro recebeu suporte do relatório do Departamento do Comércio que apontou uma forte alta nas vendas de imóveis residenciais novos em junho, em virtude dos preços mais baixos, fornecendo novas evidências de que o mercado de moradia está começando a se recuperar de sua longa crise.

Depois de uma série positiva de lucros corporativos, os investidores esperam encontrar alguma confirmação em uma série de indicadores econômicos previstos para esta semana. Por um dia pelo menos, o dado do setor de moradia proporcionou algum conforto de que os lucros corporativos positivos anunciados até agora também poderão ser vistos nesta semana.

O destaque da agenda de balanços desta segunda-feira foi o resultado da Verizon Communications - integrante do índice Dow Jones. A gigante do setor de telecomunicações registrou uma receita e um lucro ajustado acima do esperado pelos analistas de Wall Street no segundo trimestre, mesmo assim, as ações da companhia fecharam em baixa de 1,59% porque o lucro líquido caiu 21% em comparação com o segundo trimestre do ano passado, refletindo a queda nos gastos de investimentos das empresas.

Por outro lado, a Honeywell anunciou um lucro mais fraco, que ficou dentro das expectativas, e uma receita menor, que ficou abaixo do esperado. O conglomerado aeroespacial e de transportes também alertou que os lucros e vendas de 2009 ficarão no piso de suas previsões anteriores. As ações da Honeywell fecharam em alta de 0,74%. As informações são da Dow Jones.

IBOV...após 24/07...suportes e resistências


Nesta terceira semana de julho, o Ibovespa abriu nos 52.070 pontos veio buscar sua máxima, na quinta-feira nos 54.628 pontos e na sexta-feira finalizou nos 54.457 pontos, alta de 4,58% sobre o fechamento da semana anterior. O "candle" formado no gráfico semanal, é um "marubozu vazio" demonstrando a superioridade da pressão compradora. O "candle" do gráfico diário se assemelha a um "martelo de alta" sinalizando a continuiidade desse movimento no início da semana. Os principais osciladores do gráfico diário se encontram em região de "sobrecompra" sinalizando eventuais realizações intraday.

Suportes imediatos em 54.400, 54.260, 54.050, 53.700 e 53.070 pontos.
Resistências imediatas em 54.630, 54.950, 55.290, 55.410, 55.650 e 56.000 pontos.

DJI...após 24/07...suportes e resistências


Nesta terceira semana de julho, DJI abriu nos 8.744 pontos e a partir daí deu sequência à alta da semana anterior vindo encontrar sua máxima semanal na sexta-feira, nos 9.100 pontos para depois finalizar em 9.093 pontos, forte alta de +3,99% sobre o fechamento da semana anterior. O "candle" do gráfico semanal é um "marubozu vazio" sinalizando a predominância da pressão compradora. O candle do gráfico diário é um "martelo de alta" sinalizando essa tendência para o início da semana. As fortes altas das últimas duas semanas deixou os principais indicadores em região de "sobrecompra", o que pode favorecer realizações intraday.

Suportes imediatos em 9.060, 9.015, 8.950 e 8.870 pontos.
Resistências imediatas em 9.110, 9.140, 9.158 e 9.200 pontos.

domingo, 26 de julho de 2009

Commodities...perspectivas para a última semana de julho


Fonte: Bloomberg

Situação em 17/07

INDEX NAME VALUE CHANGE OPEN HIGH LOW
(Vermelho)UBS BLOOMBERG CMCI 1069.26 16.99 1051.16 1071.70 1048.04
(Laranja)S&P GSCI 430.18 8.41 420.17 432.34 417.80
(Verde)RJ/CRB Commodity 245.05 4.10 241.17 245.05 240.95
(Azul)Rogers Intl 2827.11 51.73 2773.08 2836.49 2760.92

Situação em 24/07

INDEX NAME VALUE CHANGE OPEN HIGH LOW
UBS BLOOMBERG CMCI 1103.90 1.39 1107.08 1109.05 1102.85
S&P GSCI 448.01 2.91 445.88 448.80 443.56
RJ/CRB Commodity 251.91 .64 251.12 251.91 250.21
Rogers Intl 2905.12 2.69 2898.06 2918.85 2892.43

Variação semanal 24/07 a 17/07

INDICE Fechamento (24/07) x Fechamento(17/07) VARIAÇÃO SEMANAL (%)

UBS BLOOMBERG CMCI 1103.90 1069.26 + 3,24%
S&P GSCI 448.01 430.18 +4,14%
RJ/CRB Commodity 251.91 245.05 +2,80%
Rogers Intl 2905.12 2827.11 +2,76%

Análise:
Na terceira semana de julho, as commodities deram continuidade à recuperação iniciada na semana anaterior e finalizaram a semana, em alta de +3,24% , na média dos quatro índices, em base semanal. Essa correção reduziu a defasagem para cerca de -38%, quando comparados aos preços praticados há um ano atrás, na média desses índices. O gráfico diário do índice "UBS Bloomberg", traçado em vermelho e semelhante aos demais índices, mostram que os preços recuperaram novamente a LTA recente e estão se movimentando em um "triângulo simétrico" cujo rompimento para um dos lados, provavelmente definirá uma tendência nas próximas semanas. O "candle" do gráfico semanal é um "marubozu vazio", consequência da maior pressão compradora ocorrida durante toda semana, mas que mantém ainda uma perspectiva de indefinição de tendência, face as altas recentes acumuladas que deixaram muito "esticados" os principais osciladores gráficos, sugerindo eventual realização.

sexta-feira, 24 de julho de 2009

Dow Jones sobe 0,26% e renova recorde de pontos no ano

por Agência ESTADO
24 de Julho de 2009 19:17

Os principais índices do mercado de ações dos EUA fecharam a sessão em direções divergentes, diante da divulgação de resultados trimestrais mais fracos que o previsto pela Amazon e pela Microsoft ontem, fator que abateu levemente o bom humor dos investidores em relação ao setor de tecnologia. Na semana, porém, os índices acumularam alta.

O Dow Jones subiu 23,95 pontos, ou 0,26%, para 9.093,24 pontos, e renovou o recorde de fechamento de 2009 registrado ontem. O índice acumulou alta de 3,99% na semana e apresentou o melhor desempenho em duas semanas desde março de 2000, avançando quase 950 pontos desde 10 de julho. O S&P 500 ganhou 2,97 pontos, ou 0,30%, para 979,26 pontos, com alta de 4,13% desde a última sexta-feira.

O Nasdaq caiu 7,64 pontos, ou 0,39%, para 1.965,96 pontos, quebrando uma sequência de 12 fechamentos consecutivos em território positivo. Na semana, o índice subiu 4,21%.

As ações da Microsoft caíram 8,3% após a companhia divulgar ontem uma receita US$ 1 bilhão mais baixa que a expectativa de analistas, além de um declínio no lucro e nas vendas do segundo trimestre. Na semana, as ações da companhia recuaram 3,5%. Os papéis da Amazon.com, que subiram na quinta-feira após a companhia anunciar que pretende comprar a loja virtual de calçados Zappos, recuaram 7,9% hoje. A companhia divulgou ontem depois do fechamento do mercado que a queda nas vendas de videogames contribuiu para um crescimento menor da receita durante o segundo trimestre.

As ações da Black & Decker avançaram 10%. A empresa publicou um resultado melhor que o esperado por Wall Street para o segundo trimestre. A fabricante de chips Broadcom caiu 6,8% depois de divulgar que o lucro de segundo trimestre encolheu 90%. As informações são da Dow Jones.

Bolsa sobe 0,38% e fecha semana com ganho de 4,58%

por Agência ESTADO
24 de Julho de 2009 17:49

A onda recente de otimismo que atingiu a Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) neutralizou a realização de lucros ensaiada no início do pregão nesta sexta-feira. O fluxo comprador se sobrepôs à indefinição vista nos índices acionários norte-americanos ao longo da sessão, onde os investidores resolveram pisar no freio e embolsar parte dos ganhos recentes. Mas em Wall Street a realização de lucros também foi curta, tendo como justificativa os balanços da Microsoft e da Amazon.com, além do indicador que mede o sentimento do consumidor da Universidade de Michigan.

O índice Bovespa (Ibovespa) fechou hoje em alta de 0,38%, aos 54.457,29 pontos, acumulando na semana uma elevação de 4,58%. No mês, o Ibovespa já subiu 5,81% e, no ano, acumula ganho de 45,03%. O giro financeiro somou R$ 4,074 bilhões. Os dados são preliminares.

Depois de uma sequência de ganhos, os investidores em Wall Street aproveitaram os balanços da Microsoft e Amazon.com para colocar no bolso parte dos ganhos recentes. Vale lembrar que ontem o Dow Jones e o Nasdaq fecharam em seus maiores níveis desde novembro passado. No final, no entanto, apenas o Nasdaq sustentou a baixa, justamente por causa das ações de tecnologia.

A Microsoft anunciou queda de 29% do lucro (US$ 0,34 por ação ante US$ 0,36 previsto) e de 17% das vendas, abaixo das previsões de analistas. Amazon.com, por sua vez, comunicou recuo de 10% do lucro (US$ 0,32 por ação ante projeção de US$ 0,31) e uma receita levemente abaixo do esperado. Também pode ser citado o balanço da sueca Ericsson, que apresentou queda de 56% de seu lucro, abaixo do previsto.

Os investidores também levaram em consideração o recuo registrado pelo índice de sentimento do consumidor dos EUA. O dado, medido pela Universidade de Michigan, caiu para 66 ao final de julho, de 70,8 em junho. Embora tenha ficado acima das previsões de 64,6, o indicador teve a primeira queda mensal desde fevereiro. O Dow Jones avançou 0,26%, aos 9.093,24 pontos, e o S&P500 subiu 0,30%, aos 979,26 pontos. Nasdaq caiu 0,39%, aos 1.965,96 pontos.

A Bovespa resistiu à realização de lucros graças à continuidade de fluxo comprador, com Vale e bancos entre os destaques positivos. No caso da mineradora, a perspectiva de que a companhia conseguirá fechar com as siderúrgicas chinesas o mesmo reajuste para o minério de ferro acertado com as empresas da Europa e Japão, deu alento aos papéis.

Vale ON terminou em alta de 0,82% e Vale PNA valorizou 0,88%. As siderúrgicas caíram em bloco: Gerdau PN, -0,63%, Metalúrgica Gerdau PN, -0,36%, CSN ON, -0,59%, e Usiminas ON, -2,60%. Bancos, por outro lado, subiram: Bradesco PN, +0,80%, Itaú Unibanco PN, +0,29%, e BB ON, +2,20%.

Petrobras, que em boa parte do dia operou em queda, fechou sem uniformidade. A ação ordinária (ON) caiu 0,12% e a preferencial (PN) subiu 0,31%. Na Bolsa Mercantil de Nova York (Nymex), o contrato futuro do petróleo com vencimento em setembro registrou elevação de 1,33%, a US$ 68,05 o barril.

Na avaliação do economista da Um Investimentos, Hersz Ferman, embora os balanços norte-americanos tenham desapontado, no geral as empresas nos EUA têm apresentado números melhores do que as expectativas, contribuindo para a onda recente de otimismo no mercado. "O Brasil ainda se beneficia desse otimismo por causa dos números que mostram melhora da atividade, isso sem contar que muitas empresas são voltadas para o mercado interno, que está em melhor situação", comentou.

Segundo ele, a alta recente da Bovespa pode ter sido um pouco rápida - no dia 14 último o Ibovespa estava em 48,8 mil pontos e, ontem, recuperou os 54 mil pontos -, mas, segundo ele, não deve ocorrer nova realização de lucros como a que derrubou o índice justamente dos 54,4 mil pontos registrados em 1º de junho para os 49,4 mil em 22 de junho e, depois, para os 48,8 mil de 14 de julho. "O Ibovespa agora deve dar uma estabilizada e oscilar ao redor dos 54 mil pontos até encontrar justificativas para ir além", avaliou.

quinta-feira, 23 de julho de 2009

Dow Jones atinge maior nível desde novembro de 2008

por Agência ESTADO
23 de Julho de 2009 18:40

Os principais índices das Bolsas de Nova York fecharam em forte alta hoje, com o Dow Jones superando a barreira dos 9 mil pontos, ganhando força em meio ao otimismo dos investidores com os resultados corporativos em geral melhores que o previsto e diante do crescimento das vendas norte-americanas de imóveis residenciais usados no mês de junho.

O Dow Jones fechou o pregão a 9.069,29 pontos - maior nível de pontos desde 5 de novembro de 2008 -, com alta de 188,03 pontos, ou 2,12%. O S&P 500 subiu 22,22 pontos, ou 2,33%, para 976,29 pontos - maior fechamento em pontos desde 4 de novembro. O Nasdaq avançou 47,22 pontos, ou 2,45%, para 1.973,60 pontos, somando 12 sessões consecutivas de alta, algo que não era registrado desde o início de 1992. O índice fechou com a pontuação mais elevada desde 2 de outubro do ano passado.

"Os balanços estão mostrando que, em muitos casos, as empresas estão aumentando os lucros apesar das receitas menores, indicando que os gerentes estão adotando medidas responsáveis de corte de custos para navegar pelo desaquecimento econômico", disse Michael Farr, presidente da gestora de investimentos Farr Miller & Washington.

Entre as empresas que divulgaram balanços hoje, a 3M avançou 7,3% e registrou o melhor desempenho entre os componentes do índice Dow Jones. O lucro do segundo trimestre caiu 17%, mas o resultado foi melhor do que os investidores esperavam e a companhia elevou sua previsão de lucro para 2009. As ações da AT&T subiram 2,6%. A empresa divulgou que o lucro do segundo trimestre caiu 15% e a receita diminuiu 0,4%, mas os resultados superaram a estimativa do mercado.

A Ford Motor avançou 9,4% depois de anunciar que voltou a obter lucro no segundo trimestre. O eBay divulgou uma queda de 29% no lucro líquido do segundo trimestre, mas apresentou prognósticos mais otimista que o esperado por Wall Street. As ações da empresa fecharam em alta de 11%. A Amazon.com anunciou que pretende adquirir a rede varejista Zappos.com por aproximadamente US$ 847 milhões. As ações da companhia subiram 5,7% no pregão regular, mas após o fechamento a Amazon anunciou uma queda de 10% no lucro do segundo trimestre e os papéis chegaram a cair 9,24% no pós mercado.

A Microsoft subiu 3,06% durante a sessão, mas após o fechamento do pregão divulgou que o lucro do segundo trimestre encolheu 29% e passou a operar em baixa no pós mercado. As informações são da Dow Jones.

Bolsa sobe 2,22% e atinge maior nível desde 1º de junho

por Agência ESTADO
23 de Julho de 2009 17:54

O resultado de junho das vendas de imóveis usados nos Estados Unidos melhor do que o esperado conseguiu a proeza de ampliar os ganhos do índice Bovespa (Ibovespa), principal referência das negociações de ações na Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa), em mais de mil pontos em uma única sessão, levando o índice para os 54 mil pontos, desempenho registrado pela última vez no início de junho. Os ganhos na Bolsa brasileira foram praticamente generalizados dentre as ações que compõem o índice Bovespa, mas os setores de construção civil, financeiro, de siderurgia e, claro, as blue chips (Vale e Petrobras) foram alguns dos destaques da sessão.

O Ibovespa subiu 2,22%, aos 54.249,36 pontos, maior nível desde os 54.486,29 pontos de 1º de junho passado. Na mínima do dia, ficou praticamente estável, aos 53.065 pontos (-0,01%) e, na máxima, atingiu os 54.629 pontos (+2,93%). No mês, o Ibovespa acumula ganho de 5,41% e, no ano, de 44,47%. O giro financeiro totalizou R$ 7,257 bilhões. Os dados são preliminares.

As Bolsas norte-americanas foram importante referência nesta quinta-feira, principalmente porque os dados conhecidos nos EUA hoje, entre balanços e indicadores, conseguiram furar um importante ponto gráfico de resistência do índice Dow Jones, ao redor de 8.800 pontos. "Isso fez com que entrassem muitas 'zeragens' entre os investidores vendidos, o que movimentou o pregão na primeira parte do dia. À tarde, passadas essas operações de ajuste, os índices não oscilaram muito, principalmente porque esbarraram em outra resistência do Dow Jones, de 9.100 pontos", comentou um profissional do mercado de renda variável de uma corretora paulista.

O Dow Jones terminou o pregão com variação positiva de 2,12%, no maior patamar do ano, de 9.069,29 pontos, o S&P500 subiu 2,33%, aos 976,29 pontos e o Nasdaq, de 2,45%, aos 1.973,60 pontos. As ordens de vendas se pautaram sobretudo no dado da Associação Nacional dos Corretores de Imóveis dos EUA que revelaram aumento de 3,6% nas vendas de imóveis usados em junho. O dado foi mais do que o dobro do estimado pelos economistas, de 1,7%. Também agradou o indicador sobre os pedidos de auxílio-desemprego, já que mostrou crescimento abaixo do esperado: 30 mil, ante 43 mil esperados. Dentre os balanços que agradaram hoje, pode-se citar Ford, 3M e AT&T.

Os preços das matérias-primas (commodities) também se beneficiaram dos dados e balanços melhores de hoje e fecharam em elevação, diante da perspectiva de que a economia norte-americana parece estar esboçando alguma reação. Isso beneficiou diretamente as blue chips domésticas e as ações de siderúrgicas, que ainda contaram com impulso adicional dos dados domésticos igualmente positivos.

O IBGE anunciou taxa de desemprego menor do que esperava o mercado para o mês de junho, de 8,1%. Ontem, o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central cortou a taxa básica Selic em 0,5 ponto porcentual, para 8,75% ao ano. E a Fundação Getúlio Vargas divulgou o Índice de Confiança do Consumidor (ICC) que mostrou que, para o consumidor, a crise já foi superada. Com isso, apenas nove ações do índice Bovespa (composto por 66 papéis) fecharam em queda na sessão da Bovespa.

O contrato com vencimento em setembro do petróleo fechou com variação positiva de 2,69% na Bolsa Mercantil de Nova York (Nymex), a US$ 67,16 o barril, influenciando o comportamento das ações da Petrobras, que avançaram 2,60% na ON (ordinária) e 2,24% na PN (preferencial). Vale também subiu, seguindo os metais, 2,10% a ON e 2,41% a PNA.

No setor siderúrgico, o balanço da Usiminas não agradou, mas os investidores não sofreram muito com ele. Usiminas PNA valorizou 3,59%, Gerdau PN subiu 2,22%, Metalúrgica Gerdau PN ganhou 2,23% e CSN ON subiu 2,23%.

IBOV...após 22/07...suportes e resistências


O Ibovespa sintonizado com os mercados americanos, oscilou com certa volatilidade entre a máxima nos 53.664 e a mínima nos 52.543 pontos, finalizando em ligeira queda de - 0,33% nos 53.055 pontos. O "candle" formado no gráfico diário é um "doji" de aparente indefinição, mas que associado aos "candles" anteriores apresenta um provável "padrão de reversão" da tendência altista.

Suportes imediatos em 52.970, 52.530 e 52.000 pontos.
Resistências imediatas em 53.260, 53.715 e 54.000 pontos.

DJI...após 22/07...suportes e resistências


DJI oscilou durante o pregão entre a máxima nos 8.950 pontos e a mínima em 8.860 pontos, finalizando em ligeira queda de - 0,39% nos 8.881 pontos. Nessa movimentação em que realizou novo topo nos 8.950 pontos, produziu um "candle" de aparente indefinição, mas que associado ao "candle" anterior produziu um "harami de baixa", sinalizador de uma provável reversão de tendência.

Suportes imediatos em 8.860, 8.830, 8.000 e 8.760 pontos.
Resistências imediatas em 8.895, 8.920 e 8.952 pontos.

quarta-feira, 22 de julho de 2009

Banco Central reduz juros para 8,75% ao ano

Queda foi de meio ponto percentual, conforme previa o mercado

Portal EXAME
22.07.2009 19h08

O Comitê de Política Monetária do Banco Central (Copom) reduziu em 0,5 ponto percentual a taxa básica de juros da economia, a Selic, de 9,25% para 8,75% ao ano, conforme previsto pelo mercado. Neste ano, os juros básicos já foram reduzidos em 5 pontos percentuais.

Segundo o Copom, "levando em conta que a flexibilização da política monetária implementada desde janeiro tem efeitos defasados e cumulativos sobre a economia, o Comitê avalia, neste momento, que esse patamar de taxa básica de juros é consistente com um cenário inflacionário benigno, contribuindo para assegurar a convergência da inflação para a trajetória de metas ao longo do horizonte relevante, bem como para a recuperação não-inflacionária da atividade econômica".

Wall Street fecha sem direção comum; Nasdaq sobe

por Agência ESTADO
22 de Julho de 2009 19:18

Os principais índices das Bolsas de Nova York encerraram o dia em direções divergentes, com investidores avaliando o saldo da temporada de balanços até o momento e adotando uma postura mais cautelosa após o avanço acentuado dos papéis nas últimas sessões. "Os investidores estão esperando por mais balanços e previsões antes de decidirem qual será o próximo passo", disse Quincy Krosby, estrategista de mercado da Prudential Financial. "Eles também estão digerindo o testemunho de Bernanke (presidente do Federal Reserve), que foi uma avaliação fria sobre o contexto da economia."

O Nasdaq subiu 10,18 pontos, ou 0,53%, para 1.926,38 pontos, somando 11 sessões consecutivas de alta, algo que não era registrado desde setembro de 1996. O Dow Jones recuou 34,68 pontos, ou 0,39%, para 8.881,26 pontos, interrompendo uma sequência de sete sessões consecutivas de alta. O S&P 500 perdeu 0,51 ponto, ou 0,05%, to 954,07 pontos.

As ações da Apple subiram 3,5% e encerraram a sessão a US$ 156,74 - maior nível de fechamento desde setembro do ano passado. A companhia divulgou um aumento de 15% no lucro trimestral devido ao aumento nas vendas de iPhones e afirmou que não conseguiu suprir a demanda pelo produto.

O Yahoo! avançou 3,7%, mas chegou a recuar até 3,8% durante a sessão. As vendas caíram novamente no segundo trimestre, diante da deterioração dos negócios com anúncios online, mas o portal manteve um controle forte sobre os custos e divulgou um lucro superior às expectativas de Wall Street. Ainda no setor de tecnologia, a Advanced Micro Devices (AMD) recuou 13% após divulgar resultados que não foram equivalentes aos da rival Intel no segundo trimestre.

Os papéis da Starbucks saltaram 18% e lideraram os ganhos, em termos porcentuais, do índice S&P 500. A rede registrou lucro no terceiro trimestre fiscal devido a custos de reestruturação mais baixos e elevou a meta de corte de custos para o ano fiscal. O Wells Fargo perdeu 3,6% apesar de ter divulgado um lucro recorde para o segundo trimestre, com investidores preocupados com a qualidade e o nível da dívida da instituição. As informações são da Dow Jones.

Ibovespa interrompe 5 dias de ganhos e cede 0,30%

por Agência ESTADO
22 de Julho de 2009 17:44

A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) teve nesta quarta-feira um pregão bem parecido com o da véspera, com muita volatilidade, ora em alta ora em baixa. As ações da Vale e da Petrobras recuaram, mas a baixa foi contrabalançada pelos papéis de siderúrgicas e de bancos. E, após muita indefinição, o índice Bovespa (Ibovespa) interrompeu cinco sessões seguidas de ganhos e fechou em queda.

O Ibovespa recuou 0,30%, aos 53.072,57 pontos. No mês, acumula elevação de 3,12% e, no ano, de 41,34%. O índice registrou 52.543 pontos (-1,30%) na pontuação mínima do dia e, na máxima, 53.664 pontos (+0,81%). O giro financeiro totalizou R$ 5,093 bilhões. Os dados são preliminares.

A alta que se manifestou em várias oportunidades do pregão foi patrocinada pelos investidores estrangeiros. "Eles estão otimistas, principalmente com os balanços que têm sido divulgados, e estão sustentando o Ibovespa em alta", comentou um consultor de investimentos de um grande banco doméstico. Mas como as Bolsas norte-americanas engataram uma realização de lucros, não houve boas justificativas para a Bovespa não acompanhar.

Dois balanços nos EUA trouxeram instabilidade aos negócios, puxando as ordens de vendas. Os investidores não gostaram dos números do Morgan Stanley (prejuízo de US$ 1,10 por ação, acima da previsão dos analistas, de US$ 0,47), nem do Wells Fargo (o lucro disparou 81% para um nível recorde, mas as ações cederam diante de preocupações com o nível e a qualidade da dívida da instituição). Além disso, o estrategista de bolsa do Morgan Stanley, Jason Todd, previu hoje que o mercado vai subir ainda mais este ano, mas considerou que os clientes devem aproveitar este rali para vender ações.

Por outro lado, a lista de balanços de hoje também trouxe números agradáveis, que contribuíram para neutralizar parcialmente os efeitos das duas instituições financeiras. Um dos destaques de alta foi o setor farmacêutico, depois que a Eli Lilly informou que seu lucro líquido subiu 21% no segundo trimestre (US$ 1,06 por ação ante US$ 1,02 previsto por analistas) e a Pfizer elevou sua projeção de ganho para o ano - embora tenha registrado queda no lucro no segundo trimestre para US$ 0,34 por ação (ante US$ 0,47 previsto por analistas).

O Dow Jones interrompeu sete altas consecutivas e fechou em baixa de 0,39%, aos 8.881,26 pontos. O S&P caiu 0,05%, aos 954,07 pontos, e o Nasdaq subiu 0,53%, aos 1.926,38 pontos.

No Brasil, Vale e Petrobras pesaram sobre o Ibovespa. As ações da mineradora sofreram uma realização de lucros mais forte do que a petrolífera, mas também esse desempenho teve um freio, no caso, os números de importação de cobre e níquel divulgados hoje pela China. O país asiático anunciou compras recordes de níquel e cobre no mercado externo em junho, mais um sinal de recuperação da demanda. Vale ON terminou em queda de 2,03% e PNA, de 1,30%.

Petrobras sofreu influência direta do preço do petróleo, por sua vez impactado pelos dados de estoques nos EUA que corresponderam às expectativas do mercado e reforçaram a perspectiva de que a demanda por combustíveis continua fraca. Na Bolsa Mercantil de Nova York (Nymex), o contrato do petróleo para setembro terminou com variação negativa de 0,32%, para US$ 65,40 o barril. Aqui, Petrobras ON caiu 0,91% e Petrobras PN cedeu 0,41%.

Ações dos setores siderúrgico e financeiro subiram, diluindo as perdas do Ibovespa. Usiminas, que divulga balanço após o fechamento do mercado, avançou 1,32% na PNA e 1,58% na ON. Gerdau PN, +0,93%, Metalúrgica Gerdau PN, +0,75%, e CSN ON, +0,22%. Bradesco PN, +0,41% e Itaú Unibanco PN, +0,28%. No final, BB ON virou e recuou 0,36%.

segunda-feira, 20 de julho de 2009

Wall Street fecha em alta; S&P 500, na máxima do ano

por Agência ESTADO
20 de Julho de 2009 19:26

Os principais índices do mercado de ações dos EUA fecharam em alta, reagindo positivamente ao índice de indicadores antecedentes do Conference Board, aos balanços corporativos divulgados ao longo do dia e às notícias de que o CIT Group teria fechado um acordo para evitar um potencial pedido de concordata.

Segundo James Paulsen, estrategista-chefe de investimentos do Wells Capital, "é motivador o fato de o CIT Group ter conseguido encontrar uma solução própria. Faz você sentir que estamos voltando ao normal." Ele acrescentou que também contribuiu para o avanço dos mercados de ações o fato de o índice de indicadores antecedentes do Conference Board ter continuado em alta durante o mês de junho. O índice subiu 0,7% em junho, depois de ter aumentado 1,3% em maio.

O Dow Jones subiu 104,21 pontos, ou 1,19%, para 8.848,15 pontos. Este foi o sexto fechamento consecutivo do índice em território positivo, algo que não era registrado há dois anos. O Nasdaq avançou 22,68 pontos, ou 1,2%, para 1.909,29 pontos, e alcançou a marca de nove sessões consecutivas de alta - série mais longa desde julho de 1998. O S&P 500 subiu 10,75 pontos, ou 1,14%, para 951,13 pontos, atingindo um novo recorde de fechamento para este ano.

A Caterpillar registrou o maior avanço entre os componentes do índice Dow Jones, avançando 7,8% após analistas do Bank of America-Merrill Lynch elevarem a recomendação das ações da companhia para "comprar", de "neutro", argumentando que a demanda por máquinas de construção provavelmente atingiu um piso durante o segundo trimestre.

As ações da Hasbro ganharam 4,2% após a empresa anunciar que obteve um lucro no segundo trimestre superior às estimativas de analistas. O Bank of America, que teve o desempenho de suas ações rebaixado pela Fox-Pitt Kelton, caiu 5%. A fabricante de peças de automóveis, sistemas hidráulicos e produtos elétricos Eaton subiu 8,9% depois de divulgar um lucro no segundo trimestre que surpreendeu positivamente o mercado.

A Western Union fechou em alta de 1,4%. A companhia chegou a um acordo para oferecer serviços mundiais de transferência de dinheiro por meio do Fifth Third Bancorp. A Halliburton, que divulgou uma queda no lucro do segundo trimestre mas superou as estimativas de analistas em relação ao lucro por ação, ganhou 4,4%. A Walt Disney subiu 3,5% após analistas do Morgan Stanley elevarem o grau de classificação de investimento do setor de mídia para "atraente". O CIT Group encerrou o dia em alta de 78,57%. As informações são da Dow Jones.

Ibovespa sobe 2,08% e fecha acima de 53 mil pontos

por Agência ESTADO
20 de Julho de 2009 17:38

A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) conseguiu manter nesta segunda-feira o clima positivo visto na semana passada, graças aos indicadores e balanços favoráveis, além da possibilidade de uma solução para o problemático CIT Group, nos Estados Unidos. O índice Bovespa (Ibovespa) voltou aos 53 mil pontos, nível que tinha pisado pela última vez na primeira quinzena do mês passado, ajudado pela recuperação de preço de matérias-primas (commodities) e em meio a um giro engordado pelo vencimento de opções sobre ações.

O Ibovespa subiu 2,08% na sessão de hoje, para 53.154,93 pontos, maior patamar desde os 53.558,23 pontos de 12 de junho passado. Na mínima do dia, ficou estável, aos 52.073 pontos, e, na máxima, atingiu +2,28%, aos 53.262 pontos. Com mais esse resultado favorável, os ganhos em julho subiram a 3,28% e, em 2009, a 41,56%. Os dados são preliminares. O volume financeiro somou R$ 7,773 bilhões, dos quais R$ 2,46 bilhões referem-se ao vencimento de opções sobre ações, sendo R$ 2,23 bilhões em opções de compra e R$ 230 milhões, de venda.

O clima doméstico beneficiou-se da brisa favorável vinda do exterior, com o noticiário dando conta de que o norte-americano CIT Group iria anunciar hoje um acordo de refinanciamento de US$ 3 bilhões com os detentores de bônus para evitar um pedido de concordata nos EUA. Até o final da sessão, entretanto, a confirmação oficial não veio. Mas isso não dissipou o bom humor, garantido ainda pelos indicadores antecedentes do Conference Board, que mostraram alta em linha com as projeções em junho, de 0,7%.

A revisão para cima do S&P 500 pelo Goldman Sachs, que agora prevê que o índice de ações em Wall Street fechará o ano perto de 1.060 pontos, também favoreceu a alta das bolsas. O Dow Jones terminou em elevação de 1,19%, aos 8.848,15 pontos, S&P 500 avançou 1,14%, aos 951,13 pontos - nível mais alto de 2009 -, e Nasdaq subiu 1,20%, aos 1.909,29 pontos.

Com a recuperação das ações e diante da perspectiva de retomada econômica - segundo pesquisa da Associação Nacional para Economia de Negócios, a economia dos Estados Unidos deverá se estabilizar no segundo semestre deste ano -, as commodities também subiram. Na Bolsa Mercantil de Nova York (Nymex), o contrato do petróleo com vencimento em agosto subiu 0,66%, para US$ 63,98 o barril.

Isso e o vencimento das opções sobre ações acabaram por influenciar o comportamento das blue chips Vale e Petrobras. Hoje, a mineradora brasileira anunciou mais um acordo de preços, para seu minério de ferro e pelota, com a siderúrgica italiana Lucchini. O preço dos finos de minério vai cair 28,2% em relação aos níveis de 2008, mesmo porcentual já acertado com siderúrgicas do Japão, Coreia do Sul e Europa. Vale ON terminou em alta de 3,83%, e PNA, de 3,05%.

O setor siderúrgico acompanhou os ganhos, também influenciado pelos dados da Associação Mundial do Aço que revelaram aumento de 4% na produção mundial de aço em junho em relação a maio. A China apresentou crescimento de 6,3% no período. Gerdau PN teve alta de 4,69%, Metalúrgica Gerdau PN, 4,27%, Usiminas PNA, 2,68%, e CSN ON, 4,17%. Petrobras subiu menos: +2,06% a ON e +1,27% a PN.

O setor bancário também foi destaque no mercado interno nesta sessão, depois que a corretora Goldman Sachs elevou sua recomendação para as ações dos bancos Itaú Unibanco e Bradesco de neutro para compra. A recomendação da Lojas Renner também foi melhorada, de venda para neutro. Itaú Unibanco PN subiu 4,22%, Bradesco PN, 2,77%, e BB ON, 1,62%. Lojas Renner ON avançou 5,73%.

Na opinião de Fausto Gouveia, economista da Legan Asset, apesar de a semana ser mais fraca em termos de agenda, as perspectivas seguem positivas, sobretudo diante das boas expectativas para os balanços interno e externo. "E esse clima melhor também abre janelas de oportunidades para as empresas colocarem debêntures e fazerem emissões", comentou ao lembrar que o quadro positivo ainda se completa, no quadro doméstico, com a reunião do Copom, que deve cortar a Selic em mais 0,5 ponto porcentual, segundo a avaliação dominante entre os especialistas do mercado financeiro.

IBOV...suportes e resistências após 17/07


Nesta segunda semana de julho, o Ibovespa após um início de semana "lateralizando" até encontrar suporte na mínima nos 48.260 pontos, retomou forte alta a partir de quarta-feira, vindo buscar máxima semanal na sexta-feira nos 52.352 pontos para depois finalizar a semana em 52.072 pontos, alta de 5,8% sobre o fechamento da semana anterior nos 49.220 pontos. O "candle" formado no gráfico semanal, se assemelha a um "martelo vazio", sinalizando a possibilidade de continuidade da alta na próxima semana. O "candle" do gráfico diário se assemelha a um "doji" sinalizando indefinição para o início da semana. Apesar de alguns dos principais indicadores do gráfico diário já se encontrarem em região sobrecomprada pelas altas recentes, os resultados trimestrais que começarão a ser divulgados nesta semana e a divulgação da reunião do COPOM na próxima quarta-feira definindo as novas taxas de juro, poderão balizar melhor a tendência na próxima semana.

Suportes imediatos em 51.765, 51.200, 50.270 e 50.000 pontos.
Resistências imediatas em 52.170, 52.290, 52.350, 52.430, 52.600 e 52.800 pontos.

domingo, 19 de julho de 2009

DJI...suportes e resistências após 17/07


Nesta última semana de julho, DJI abriu nos 8.146 pontos e a partir daí iniciou uma sequência de cinco pregões ininterruptos de alta, atingindo máxima semanal na sexta-feira nos 8.754 pontos para depois finalizar em 8.744 pontos, forte alta de +7,34% sobre o fechamento da semana anterior. O "candle" do gráfico semanal é um "marubozu vazio" sinalizando a predominância da pressão compradora, mas sem uma definição de tendência para a próxima semana. O candle do gráfico diário se assemelha a um martelo que pode sinalizar ainda abertura em alta neste início de semana. A forte recuperação na semana deixou os principais indicadores em região de "sobrecompra", o que pode favorecer eventual realização. A divulgação de resultados corporativos trimestrais de várias empresas e a agenda econômica semanal com destaque para o "initial claims" poderá delinear melhor a tendência da semana.

Suportes imediatos em 8.670, 8.633, 8.625, 8.580 e 8.540 pontos.
Resistências imediatas em 8.750, 8.780, 8.800 e 8.830 pontos.

Commodities...perspectivas na 3a. semana de julho


Fonte: Bloomberg

Situação em 17/07

INDEX NAME VALUE CHANGE OPEN HIGH LOW
(Vermelho)UBS BLOOMBERG CMCI 1069.26 16.99 1051.16 1071.70 1048.04
(Laranja)S&P GSCI 430.18 8.41 420.17 432.34 417.80
(Verde)RJ/CRB Commodity 245.05 4.10 241.17 245.05 240.95
(Azul)Rogers Intl 2827.11 51.73 2773.08 2836.49 2760.92

Situação em 10/07

INDEX NAME VALUE CHANGE OPEN HIGH LOW
UBS BLOOMBERG CMCI 1016.03 -6.44 1014.70 1018.37 1007.28
S&P GSCI 404.51 -2.12 404.51 407.39 399.64
RJ/CRB Commodity 233.51 -1.02 234.42 234.53 232.19
Rogers Intl 2682.77 -17.34 2695.20 2695.40 2653.66

Variação semanal 10/07 a 17/07

INDICE Fechamento (10/07) x Fechamento(17/07) VARIAÇÃO SEMANAL (%)

UBS BLOOMBERG CMCI 1016.03 1069.26 + 5,19%
S&P GSCI 404.51 430.18 +6,35%
RJ/CRB Commodity 233.51 245.05 +4,94%
Rogers Intl 2682.77 2827.11 +5,38%

Análise:
Nesta segunda semana de julho, as commodities recuperaram praticamente toda realização ocorrida na semana anterior e finalizaram a semana, em forte alta de +5,47% , na média dos quatro índices, em base semanal. Essa correção reduziu a defasagem para cerca de -44%, quando comparados aos preços praticados há um ano atrás, na média desses índices. O gráfico diário do índice "UBS Bloomberg", traçado em vermelho e semelhante aos demais índices, mostram que os preços alcançaram novamente a LTA recente e estão tentando romper essa resistência para retomar o movimento anterior de alta. O "candle" do gráfico semanal é um "marubozu vazio", consequência da pressão compradora ocorrida durante a semana, mas que deixa uma perspectiva de indefinição de tendência. Nesta próxima semana de julho, a confirmação do rompimento definitivo da antiga LTA poderá sinalizar a continuidade da recuperação dos preços das commodities, caso contrário retomará o movimento no sub-canal de baixa.