domingo, 5 de outubro de 2008

IBOV...promete muita volatilidade, com possibilidade de recuperação no início da 2a. semana de outubro..


Análise:

O Ibovespa fechou mais uma semana em queda, formando no gráfico semanal um "candle" semelhante a um "marubozu cheio" sinalizando a forte predominância da força vendedora. Como previsto, foi mais uma semana de intensa volatilidade, oscilando entre a máxima no início da semana, nos 50.800 pontos e a mínima, no final da semana, em 44.158 pontos, próximo a valor do fechamento, também nesta sexta, nos 44.517 pontos.

O indicadores do gráfico semanal se mantém em tendência de queda, ainda que fortemente sobrevendidos, sugerindo recuperação, possivelmente já no início dessa próxima semana. O principal suporte semanal se encontra na casa dos 43 mil pontos, formando um grande hiato com as principais resistências desse mesmo gráfico que se localizam nos 49.700, 51.700 e 53.300 pontos. Esse hiato de quase 7 mil pontos deverá continuar a produzir forte volatilidade nos pregões desta semana.

DJI...2a semana de outubro com muita volatilidade e perspectivas de recuperação..


Análise:

DJI fechou mais uma semana em queda, agora em 10.325 pontos, pouco acima da mínima semanal nos 10.311 pontos, oscilando entre a máxima nos 11.100 pontos e a mínima nos 10.300 pontos. Novamente uma grande amplitude de quase 800 pontos na variação entre a mínima e a máxima, característica de um mercado em extrema volatilidade. Essa volatilidade pode ser explicada graficamente pelo grande hiato existente entre os suportes, na casa dos 10.200 e as resistências próximos à casa dos 11.000 pontos.

O "candle" do gráfico semanal se assemelha a um "marubozu cheio" provocado pelas forças vendedoras que predominaram fortemente nessa última semana. O fechamento praticamente na mínima semanal, sugere a possibilidade de reversão dessa tendência de queda já no início da próxima semana. Por outro lado, os principais indicadores desse gráfico semanal mantém a sinalização da tendência de queda, porém bastante sobrevendidos, sugerindo também uma reversão de tendência.

As resistências semanais se encontram em 10.870, 11.170 e 11.390 pontos.
Os suportes semanais estão em 10.300, 10.220, 10.000 e 9.800 pontos.

sábado, 4 de outubro de 2008

Futuros de Commodities em 03/10 e projeções para a 2a semana de outubro


Fonte: Bloomberg

Situação em 03/10


INDEX NAME VALUE CHANGE OPEN HIGH LOW TIME
UBS BLOOMBERG CMCI 1219.46 -2.33 1223.17 1233.05 1204.82
S&P GSCI 583.44 -2.27 583.69 594.75 572.50
RJ/CRB Commodity 326.51 -1.91 328.17 330.74 326.48
Rogers Intl 3934.59 -10.62 3932.13 4007.60 3879.76
Brookshire Intl 430.16 -1.03 432.09 436.28 425.83

Situação em 26/09

INDEX NAME VALUE CHANGE OPEN HIGH LOW TIME
UBS BLOOMBERG CMCI 1352.87 -16.26 1362.34 1363.34 1344.77
S&P GSCI 657.02 -8.40 653.72 657.96 647.97
RJ/CRB Commodity 364.57 -4.45 369.04 369.21 362.37
Rogers Intl 4427.33 -62.43 4462.96 4465.26 4390.55
Brookshire Intl 484.62 -6.92 486.75 486.86 481.05

Variação semanal 03/10 a 26/09

INDICE Fechamento (03/10) Fechamento(26/09) VARIAÇÃO SEMANAL (%)
UBS BLOOMBERG CMCI 1219.46 1352.87 - 9,86%
S&P GSCI 583.44 657.02 -11,20%
RJ/CRB Commodity 326.51 364.57 -10,44%
Rogers Intl 3934.59 4427.33 -11,13%
Brookshire Intl 430.16 484.62 -11,23%

Análise:

Comparando em base semanal (fechamento 03/10 x fechamento 26/09), podemos observar uma forte queda nos preços de commodities, ao redor de 11% em média, nos principais índices, depois da última semana em que ocorrera recuperação de +2%.

Os mercados de commodities viveram uma semama de forte volatilidade, primeiro pela rejeição da Câmara ao pacote de U$ 700 bi ao setor financeiro, depois o alívio com a modificação e aprovação do Senado, finalmente o pânico dessa última sexta, face à percepção da magnitude da crise. O resultado semanal acumulado porém, registrou queda de dois dígitos, na semana , correção de certa forma anormal, considerando um mercado cujos índices já se mostram muito desvalorizados e próximo aos valores de um ano atrás. Analisando o gráfico semanal, ocorreu a formação de um "candle" tipo "marubozu" cheio, mostrando o forte predomínio da força vendedora, porém deixando os mercados fortemente sobrevendidos, o que sugere a possibilidade de uma reversão, possivelmente já no início dessa semana. Não se descarta a ocorrência de forte volatilidade pelos possíveis desdobramentos da amplitude do pacote recentemente aprovado e pela amplitude da perda semanal, sugerindo possibilidade de reação positiva vigorosa, caso a interpretação dessa ajuda ao setor financeiro, seja também positiva.

sexta-feira, 3 de outubro de 2008

Bolsa de NY fecha em queda após aprovação de pacote

por Renato Martins da Agência Estado
03.10.2008 18h40

O mercado norte-americano de ações fechou em queda, com o índice Dow Jones chegando ao fim do dia no nível mais baixo desde 27 de outubro de 2005 e registrando sua pior semana desde julho de 2002. O S&P-500 fechou abaixo dos 1.100 pontos pela primeira vez desde outubro de 2004; sua queda na semana foi a maior desde o período de 17 a 21 de setembro de 2001, quando o mercado reabriu depois dos ataques terroristas da Al Qaeda. O Nasdaq também teve sua pior semana desde o período imediatamente posterior aos ataques de 11 de setembro de 2001.
As Bolsas abriram em alta, devido ao otimismo dos investidores quanto à aprovação do pacote de socorro ao sistema financeiro pela Câmara; o Dow Jones chegou a subir mais de 300 pontos. Aprovado o pacote, porém, as ações passaram a cair, refletindo os temores de que o plano seja insuficiente para evitar que os EUA entrem em recessão - e os dados do nível de emprego em setembro, divulgados pela manhã, reforçaram essa preocupação. "O pacote é um remendo. O problema é a solvência dos bancos e ele não trata diretamente disso. Claramente, estamos tendo uma crise global de confiança no sistema financeiro", disse Simon Johnson, professor da Escola de Administração Sloan, do Massachusetts Institute of Technology (MIT).
As ações do banco Wachovia subiram 88,47%, em reação ao anúncio do acordo para que a instituição seja comprada inteira pelo Wells Fargo por US$ 15,1 bilhões; as ações do Wells Fargo recuaram 1,71%. As do Citigroup, que no começo da semana havia anunciado um acordo para a compra de algumas unidades do Wachovia, caíram 18,44%; Outros destaques negativos no setor financeiro foram JPMorgan Chase (-7,92%) e Bank of America (-5,20%).
O índice Dow Jones fechou a sexta-feira em queda de 157,47 pontos (-1,50%), em 10.325,38 pontos. O Nasdaq fechou em queda de 29,33 pontos (-1,48%), em 1.947,39 pontos. O S&P-500 caiu 15,05 pontos (-1,35%), para fechar em 1.099,23 pontos. Na semana, o Dow Jones acumulou uma queda de 7,34%, o Nasdaq, uma perda de 10,81% e o S&P-500, recuo de 9,38%. As informações são da Dow Jones.

Bovespa perde 12% em semana de muitos altos e baixos

por Paula Laier da Agência Estado
03.10.2008 17h53
O comportamento dos investidores na Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) refletiu hoje claramente uma máxima no mercado financeiro: "compra no boato e vende no fato". No fechamento do pregão, o principal índice de referência da negociação de ações, o Ibovespa registrou queda de 3,53% para 44.517,32 pontos - a menor pontuação desde 28 de março de 2007 (44.484 pontos). O volume financeiro totalizou R$ 5,035 bilhões (dado preliminar).
Na semana, o Ibovespa acumulou uma perda de 12,34%. Essa semana, aliás, foi de muitos altos e baixos. Na segunda-feira (dia 29), o Ibovespa havia despencado 9,36%; na terça-feira, em recuperação técnica, subiu 7,63%; na quarta, ganhou mais 0,52% e ontem voltou a cair 7,34%.
A sexta-feira, porém, começou diferente. Na espera da votação do pacote de ajuda aos bancos nos Estados Unidos, pela Câmara dos Representantes, os investidores compraram ações, alinhados ao viés positivo das Bolsas em Nova York. Isso levou o Ibovespa à máxima de 48.075 pontos na primeira etapa do dia, o que representou uma elevação de 4,18%. Mas, como disse uma fonte, não existe milagre. "Ainda tem muita coisa para rolar nesta crise. E o mercado não tem dinheiro novo para se defender", afirmou.
Tal percepção comprovou-se logo após a votação que aprovou o plano nos EUA. A Bolsa brasileira já havia reduzido a alta, e oscilava ao redor dos 47.600 pontos, com alta superior a 3%, quando saíram as primeiras informações sobre o aval da Câmara ao plano aprovado no Senado, por volta das 14h20. Em "queda livre", o índice paulista abandonou o território positivo e chegou à mínima até aquele momento, de 45.381 pontos (-1,66%). A partir dali, a volatilidade predominou nas operações locais, com o Ibovespa voltando a trabalhar no azul momentaneamente.
Ao longo da tarde, contudo, o índice acionário paulista acentuou as perdas, chegando à mínima de 44.840 pontos, uma queda de 4,31%.
Na visão do economista-chefe da CM Capital Markets, Tony Volpon, a reação "compra no rumor e vende no fato" do mercado hoje é mais do que uma tática de negociação no mercado de ações. Para ele, ela sinaliza o entendimento do mercado de que, mesmo que um passo importante na solução da crise do setor bancário norte-americano tenha sido dado hoje, uma crise econômica, na forma de recessão, já existe nos EUA. E certamente os dados de emprego daquele país corroboram essa percepção.
O Departamento do Trabalho dos EUA informou hoje que foram cortadas 159 mil vagas de trabalho em setembro, maior corte desde março de 2003.
De volta ao mercado doméstico, notícias corporativas também pesaram sobre as operações. A informação de uma perda potencial da Aracruz com aplicações em mercados derivativos, cujo valor justo estava negativo em R$ 1,95 bilhão em 30 de setembro, segundo fato relevante divulgado hoje pela companhia, levou as ações preferenciais classe B (PNB) da empresa a liderarem as maiores baixas do Ibovespa hoje. No fechamento, os papéis registraram uma perda de 24,81%.
As ações preferenciais (PN) da Votorantim Celulose e Papel (VCP) também sofreram hoje e fecharam com a quarta maior queda do dia, de 10,72%. Vale lembrar que a VCP detém 28% das ações ordinárias da Aracruz. Ainda merece destaque que as duas companhias adiaram a divulgação de seus resultados trimestrais: Aracruz do dia 7 para 17 de outubro; e VCP do dia 15 para 17 de outubro.
As ações ordinárias (ON) da BM&FBovespa registraram a segunda maior queda, de 13,69%; e JBS ON, na terceira posição, recuou 11,61%.
As ações do setor bancário, por sua vez, foram afetadas ainda pela medida anunciada ontem à noite pelo Banco Central de que os bancos que adquirirem carteiras de crédito de outras instituições terão redução do depósito compulsório dos depósitos a prazo. Os grandes bancos entenderam o recado do BC e devem comprar carteiras, conforme sinalizou o executivo de um grande banco brasileiro à Agência Estado.
As dúvidas sobre o impacto na rentabilidade dos grandes bancos de eventuais aquisições nesse sentido pressionaram as ações do setor, uma vez que a qualidade de algumas carteiras a serem adquiridas pode ser inferior à dos compradores. As units do Unibanco caíram 10,08%, Itaú PN -7,10%, Banco do Brasil ON -6,40% e Bradesco PN, -5,03%. Fora do índice, Cruzeiro do Sul PN -6,01%, Daycoval PN -4,35% e Pine PN -5,52%.No caso das blue chips, Petrobras PN caiu 3,28% e ON recuou 1,80%. Vale PNA cedeu 1,50% e Vale ON subiu 0,58%.
Entre as maiores altas do Ibovespa, Brasil Telecom PN subiu 5,14%, Lojas Renner ON avançaram 4,67% e Cesp PNB valorizou-se 4,29%.

IBOV...após 02/10...forte volatilidade e expectativa de reversão...


O Ibovespa abriu na máxima em 49.805 pontos e impulsionado pelos índices futuros em forte queda, perdeu os suportes nos 49 mil e 48 mil pontos, indo até aos 47 mil pontos, onde tentou se acomodar por algum tempo. Com a piora de DJI, refluiu fortemente até encontrar suporte na mínima em 45.113 pontos (-9,4%). Reagiu com a leve melhora de DJI, retomando o patamar dos 46 mil pontos, para finalizar em 46.145 pontos ( - 7,2 %).

Análise: A forte volatilidade tem sido constante no IBovespa, que na mínima do dia, quase teve o "circuit breaker" de queda de 10% acionado. A forte queda já está sendo reflexo do consenso de que essa recessão pode também atingir com força, os mercados emergentes e que o pacote anunciado, alivia mas não resolve, os principais problemas da economia americana. Os principais indicadores do gráfico diário ainda sinalizam a continuidade da queda, embora muito sobrevendidos. Porém, os principais indicadores do gráfico de "30 minutos" passaram a sinalizar, reversão de tendência . Como o cenário externo ainda está fortemente influenciando o comportamento do Ibovespa, os índices futuros, antes da abertura do pregão, poderão indicar melhor a tendência do pregão. Assim, muita volatilidade ainda pode ser esperada.

Suportes imediatos em 45.500, 45.100, 44.500 e 43.200 pontos.

Resistências imediatas em 47.300, 48.800, 49.500 e 50 mil pontos.

DJI...após 02/10...possível reversão por indicadores sobrevendidos


DJI abriu na máxima em 10.825 pontos e com os índices futuros em queda, rapidamente refluiu até os 10.520 pontos, para em seguida retornar ao patamar dos 10.600 pontos, conseguindo se manter por algum tempo. Na segunda metade do pregão, perdeu definitivamente esse patamar indo buscar suporte na mínima em 10.440 pontos, finalizando logo após em 10.483 pontos (- 3,22%).

Análise: DJI devolveu praticamente o que havia conquistado na alta acumulada pelos dois últimos pregões. A aprovação de um novo plano modificado pelos senadores ampliando a cobertura da garantia de até 250 mil dólares aos correntistas em caso de falência bancária poderia ser até um novo indicativo para a continuidade da recuperação dos mercados. Mas a divulgação de índices confirmando a condinuidade da redução da atividade econômica, sinalizando que a recessão já se mostrava na economia real, azedou os humores forçando a queda generalizada, com ênfase para as as ações de montadoras e de fabricantes de aeronaves.

Os principais indicadores do gráfico diário ainda sinalizam a tendência de queda, porém alguns indicadores de "30 minutos" já se encontram bastante sobrevendidos sinalizando possibilidade de reversão. Porém, face à forte volatilidade dos últimos pregões, somente os índices futuros, antes da abertura, poderão confirmar qual a provável tendência deste pregão.

Suportes imediatos em 10.440, 10.365 e 10.250 pontos.

Resistências imediatas em 10.550, 10.630 e 11.820 pontos.

quinta-feira, 2 de outubro de 2008

Recessão à vista nos EUA faz Bovespa tombar mais de 7%

por Aluísio Alves
02 de Outubro de 2008 18:21

SÃO PAULO (Reuters) - Ainda descrentes da eficácia do plano para socorrer o sistema financeiro norte-americano, os investidores se defrontaram nesta quinta-feira com sinais de recessão nos EUA e venderam ações com vontade na Bolsa de Valores de São Paulo.
O Ibovespa fechou em baixa de 7,34 por cento, a 46.145 pontos, depois de os negócios chegarem à beira da interrupção (circuit breaker) quando o índice beliscou os 10 por cento de queda.
O giro financeiro do pregão somou 5,6 bilhões de reais.
Ao contrário do que se imaginava, a aprovação pelo Senado norte-americano do pacote de 700 bilhões de dólares para evitar o xeque-mate de grandes instituições financeiras não foi suficiente para acalmar os ânimos do mercado.
Para analistas, mesmo antes de receber o aval da Câmara dos Deputados, o plano já virou alvo de desconfiança. "A eficácia do programa de recompra de títulos podres pelo Tesouro começou a ser questionada, porque pode não acontecer com a agilidade necessária", disse Dalton Gardiman, economista-chefe da Bradesco Corretora.
Isso ocorre num momento em que o mercado de crédito completamente ilíquido começa a deixar claro os estragos na economia. Um dado divulgado pela manhã mostrou que as encomendas à indústria dos EUA despencaram mais que o esperado em agosto.
"Parece que 'a ficha caiu' para aqueles que ainda enxergavam um descasamento entre a crise financeira e a economia (real)", acrescentou Gardiman.
A possibilidade de recessão norte-americana foi considerada em relatório do Fundo Monetário Internacional (FMI) liberado nesta quinta-feira.
De olho num horizonte cada vez mais cinza, os mercados de ações foram novamente alvo de ordens maciças de venda. Em Wall Street, o índice Dow Jones caiu 3,2 por cento, enquanto o S&P 500 despencou 4,5 por cento.

PESO DAS COMMODITIES

Fortemente abalado por quedas profundas dos preços de commodities, o Ibovespa viu algumas das ações mais importantes da carteira figurarem entre as maiores baixas.
Petrobras, a reboque da queda do barril de petróleo para a faixa de 93 dólares, mergulhou 8,2 por cento, para 32,05 reais.
Vale desabou 10,0 por cento, para 29,40 reais. Desde que atingiu o pico do ano, em meados de maio, a mineradora já perdeu metade do valor de mercado.

Bolsa de NY fecha em queda forte com commodities

por Renato Martins da Agência Estado
02.10.2008 18h40

As Bolsas de Nova York fecharam em queda forte, em dia marcado por indicadores econômicos fracos, que fizeram crescer o temor de uma recessão global, intensificação do aperto no mercado de crédito de curto prazo, preocupação quanto à situação das seguradoras e expectativa em relação à votação do pacote de socorro ao setor financeiro na Câmara dos EUA. As ações das empresas de energia e das ligadas a matérias-primas (commodities) sofreram quedas fortes, em dia de nova baixa dos preços do petróleo, dos metais e dos grãos.
O indicador fraco de encomendas à indústria e o crescimento inesperado do número de pedidos de auxílio-desemprego feitos na semana passada levaram a um aumento dos temores quanto a uma recessão e fizeram cair ações como Boeing (-5,37%), DuPont (-4,15%) e Intel (-7,13%). Entre as ações de empresas ligadas a commodities, as da indústria de fertilizantes Mosaic caíram 41,27%, depois de a companhia divulgar resultados do trimestre junho/agosto e alertar que os preços do fosfato parecem ter alcançado seu pico e prever uma queda nas vendas no próximo ano; isso afetou ações como as da Monsanto (-16,18%), as da Potash (-26,97%) e as das fabricantes de tratores Caterpillar (-8,31%) e Deere (-14,21%). As ações da Alcoa caíram 8,89%, em reação à nova baixa dos preços dos metais; no setor de petróleo, as ações da ExxonMobil caíram 1,37% e as da Chevron recuaram 3,21%.
Até recentemente, os participantes do mercado viam as ações ligadas a commodities como que isoladas da turbulência financeira; mas, com a mudança rápida nas expectativas quanto ao desempenho da economia global e com a aceleração dos resgates por parte dos clientes dos fundos de hedge, os investidores estão vendendo essas ações. "A brutalidade e a ferocidade do movimento de venda são notáveis. Os resgates nos fundos de hedge provavelmente estão exacerbando isso", comentou o estrategista Tobias Levkovich, do Citigroup.
As ações das companhias de seguros também sofreram quedas fortes, depois de o líder da maioria (democrata) no Senado dos EUA, Harry Reid, dizer, na noite de quarta-feira, que "uma importante seguradora, uma com um nome que todo mundo conhece, está à beira da falência" (hoje, Reid divulgou comunicado lamentando ter feito essa declaração e ressalvando que "não está pessoalmente ciente de nenhuma companhia em particular que esteja à beira da falência"). Ainda assim, as ações da MetLife caíram 14,93%, as da Hartford Financial Services recuaram 32,01% e as da Prudential perderam 11,03%.
As ações da General Electric caíram 9,59%, depois de a empresa emitir US$ 12,2 bilhões em ações ordinárias com um desconto de 9% em relação ao nível de fechamento de ontem.
O índice Dow Jones fechou em queda de 348,22 pontos (-3,22%), em 10.482,85 pontos. O Nasdaq fechou em queda de 92,68 pontos (-4,48%), em 1.976,72 pontos. O S&P-500 caiu 46,78 pontos (-4,03%), para fechar em 1.114,28 pontos. As informações são da Dow Jones.

quarta-feira, 1 de outubro de 2008

Bovespa inicia outubro em alta, mas dia foi de cautela

por Claudia Violante da Agência Estado
01.10.2008 17h33

O quarto trimestre começou azul no mercado acionário doméstico. A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) fechou o primeiro pregão de outubro em alta, descolando-se das Bolsas norte-americanas. Mas ambos os mercados foram guiados pelo mesmo sentimento: cautela. A expectativa em torno da votação do pacote de ajuda ao sistema financeiro no Senado norte-americano, esta noite, trouxe alento aos investidores, mas depois da derrota inesperada na Câmara, na segunda-feira, a decisão foi esperar.
O índice Bovespa terminou o pregão em alta de 0,52%, aos 49.798,65 pontos. Oscilou entre a mínima de 47.641 pontos (-3,84%) e a máxima de 49.834 pontos (+0,59%). No acumulado do ano até hoje, o Ibovespa acumula perda de 22,05%. O giro financeiro totalizou R$ 5,037 bilhões nesta quarta-feira.
Em Wall Street, o índice Dow Jones terminou em baixa de 0,18%, aos 10.831,07 pontos, o S&P 500 recuou 0,45%, aos 1.161,09 pontos, e o Nasdaq teve desvalorização de 1,07%, aos 2.069,40 pontos.
O cerne das atenções nesta quarta-feira foi a expectativa de que será votado novamente hoje um pacote no Congresso norte-americano. Depois da derrota inesperada na segunda-feira, o governo Bush continuou negociando com os congressistas e resolveu investir numa aprovação no Senado. Para isso, fez algumas modificações no texto rejeitado, entre elas a elevação do teto de garantia para depósitos em bancos e instituições de crédito (FDIC) pelo governo, de US$ 100 mil para US$ 250 mil para a maioria dos depositantes.
Na avaliação do presidente George W. Bush, o pacote de socorro ao setor financeiro que será votado hoje pelo Senado é melhor do que aquele que foi rejeitado na segunda-feira pela Câmara. "A lei é diferente, foi melhorada e eu tenho confiança de que será aprovada. O plano de socorro foi melhorado com a elevação temporária do teto para os seguros da FDIC", disse Bush, referindo-se à Corporação Federal de Seguro de Depósitos.
Com a recusa pela aprovação do pacote na Câmara na segunda-feira, as perdas do Dow Jones, superiores a US$ 1 trilhão, alarmaram os norte-americanos, que pressionaram os congressistas a aprovar o pacote. Mas a prudência é uma virtude e foi posta em prática nesta sessão. Ainda mais com um indicador ruim divulgado pela manhã nos Estados Unidos: o índice de gerentes de compra sobre a atividade industrial caiu em setembro para 43,5, a menor leitura desde outubro de 2001, quando economistas esperavam queda para 49,5 em setembro. Amanhã, assim, será um dia cheio, com o resultado da votação no Senado em mãos.
Hoje, as commodities fecharam em baixa - o petróleo para novembro caiu 2,10%, para US$ 98,53 o barril - e puxou as blue chips na Bovespa para baixo. Petrobras ON caiu 1,47%, PN, -0,57%, Vale ON, -0,44%, e PNA, -0,03%.

NY fecha em queda com indicações de provável recessão

por Renato Martins da Agência Estado
01.10.2008 18h25

As Bolsas americanas fecharam em queda, depois de o índice de atividade industrial dos gerentes de compras e de o informe de vendas da montadora Ford em setembro indicarem que o aperto no crédito já está afetando as indústrias e os gastos do consumidor, tornando mais provável uma recessão. Em dia de feriado judaico e de expectativa quanto à aprovação do pacote de socorro ao setor financeiro pelo Senado, os volumes de negócios foram reduzidos. "Tivemos uma alta motivada por alívio ontem, por causa da expectativa de que o Congresso percebesse que precisa fazer alguma coisa. Agora, estamos fazendo água", disse um operador.
As ações da General Electric caíram 3,92%, mas fecharam acima da mínima do dia, depois de a empresa anunciar que planeja fazer uma oferta secundária de ações de US$ 12 bilhões e de o investidor Warren Buffett dizer que vai comprar US$ 3 bilhões em ações preferenciais da companhia.
Entre as montadoras, as ações da Ford caíram 12,50%, em reação a seu informe de vendas de setembro; as da GM fecharam no mesmo nível de ontem. O fraco índice de atividade industrial dos gerentes de compras fez as ações de indústrias e de empresas ligadas a matérias-primas caírem (Alcoa -5,80%, Caterpillar -4,45%, Ingersoll-Rand -5,49%, Parker Hannifin -3,60%), assim como as do setor de tecnologia (IBM -5,84%). As ações do setor financeiro subiram, devido ao otimismo quanto á aprovação do pacote de socorro (Citigroup +12,14%, Bank of America +8,94%, JPMorgan Chase +6,27%). As do National City Corp., entre as que mais haviam caído recentemente, subiram 65,14%.
O índice Dow Jones fechou em queda de 19,59 pontos (-0,18%), em 10.831,07 pontos. O Nasdaq fechou em queda de 22,48 pontos (-1,07%), em 2.069,40 pontos. O S&P-500 caiu 5,30 pontos (-0,45%), para fechar em 1.161,06 pontos. As informações são da Dow Jones.

IBOV...após 30/09... persiste a forte volatilidade...


O Ibovespa abriu na mínima em 46.026 pontos e impulsionado pelos índices futuros em forte alta, rompeu as resistências nos 47 mil e 48 mil pontos, onde se acomodou após romper esse último patamar. Na última hora do pregão, sintonizado com a recuperação de DJI retomou os 49 mil pontos, para finalizar no leilão de fechamento na máxima em 49.541 pontos ( +7,7 %).

Análise: Após a histórica queda do pregão anterior de 10%, o Ibovespa mostrou força ao recuperar quase 80% dessa perda, retomando os 49 mil pontos, em cima de uma LTB secundária. Os principais indicadores do gráfico de "30 minutos" ainda sinalizam a continuidade da alta, ainda que sobrecomprados, pelo forte rallie de alta. Porém, os principais indicadores do gráfico diário ainda sinalizam a tendência de queda . Como o cenário externo vem ditando o comportamento do Ibovespa, apenas os índices futuros, antes da abertura do pregão, poderão indicar qual a tendência predominante do pregão. De qualquer modo espera-se ainda muita volatilidade.

Suportes imediatos em 49.400, 48.100, 47.150, 46.700 e 45.800 pontos.

Resistências imediatas em 50.600, 50.750, 51 mil e 52.000 pontos.

DJI...após 30/09... volatilidade persiste...


DJI abriu na mínima em 10.371 pontos e com os índices futuros em alta, rapidamente recuperou o patamar dos 10.500 pontos e se acomodando após retomar o patamar dos 10.600 pontos. Na segunda metade do pregão retomou a continuidade da alta, rompendo os 10.800 pontos, indo buscar a máxima em 10.868 pontos (+4,85%) e finalizar logo após em 10.850 pontos (+ 4,68%).

Análise: DJI executou um forte rallie de alta que há muitos anos não se via, após a queda histórica do dia anterior em quase 7%. Recuperou 2/3 da queda anterior, sinalizando que pode retomar novamente o patamar dos 11 mil pontos. A iminência de aprovação de um novo plano para socorro dos bancos trouxe alento novamente aos mercados. Espera-se ainda forte volatilidade para hoje, com a possibilidade do senado americano apreciar e aprovar o pacote (?)(antes da câmara dos deputados).

Os principais indicadores do gráfico diário e os de "30 minutos" sinalizam tendência de alta. Porém, face à forte volatilidade dos últimos pregões, somente os índices futuros, antes da abertura do pregão, poderão confirmar qual a possível tendência deste pregão.

Suportes imediatos em 10.590, 10.400 e 10.310 pontos.

Resistências imediatas em 10.870, 10.950, 11.150 e 11.300 pontos.

terça-feira, 30 de setembro de 2008

Bolsa de Nova York tem a maior alta desde julho de 2002

por Renato Martins da Agência Estado
30.09.2008 18h46

O mercado norte-americano de ações fechou em alta forte, com os principais índices recuperando cerca de dois terços das perdas de ontem. No caso dos índices Dow Jones e S&P-500, a alta de hoje foi a maior desde 26 de julho de 2002, tanto em pontos como em termos porcentuais. Em pontos, a alta do Dow foi a terceira maior de todos os tempos em um único dia. O avanço foi liderado pelas ações do setor financeiro, que subiram devido à esperança de que o Congresso dos EUA aprove um plano de socorro para o setor.
O movimento de alta acelerou-se à tarde, quando circularam informes de que a Securities and Exchange Comission (SEC, a comissão de valores mobiliários americana) estaria estudando a possibilidade de revogar a regra da marcação a mercado, que levou os bancos a registrarem em seus balanços bilhões de dólares em perdas, de modo a admitir o valor estimado dos títulos hipotecários em suas carteiras. Depois do fechamento do mercado, a SEC e o Conselho de Padrões de Contabilidade Financeira (FASB, na sigla em inglês) disseram que vão emitir novas normas sobre isso.
Também à tarde, a presidente da Corporação Federal de Seguro de Depósitos (FDIC, na sigla em inglês), Sheila Bair, falou na possibilidade de elevar temporariamente o teto de US$ 100 mil para depósitos beneficiados por seguro federal. Ela não especificou nenhum valor, mas o senador Barack Obama, candidato à presidência dos EUA pelo Partido Democrata, propôs que o limite seja elevado para US$ 250 mil, proposta endossada por seu rival, o senador republicano John McCain. Outros congressistas observaram que a proposta de elevação do teto para depósitos com seguro contribuiria para a aprovação do pacote de US$ 700 bilhões em socorro às instituições financeiras, já que parte dos deputados do "baixo clero" dos dois partidos que votaram contra o pacote na segunda-feira argumentava que o plano só trazia medidas de ajuda para os bancos, e não para pessoas e empresas da "economia real" afetadas pela crise.
Das 30 componentes do Dow, 29 ações fecharam em alta (a exceção foi Caterpillar, com baixa de 0,48%). Os destaques foram Bank of America (+15,70%), Citigroup (+15,55%), JPMorgan Chase (+13,90%), General Motors (+11,05%) e General Electric (+10,39%). As ações do banco Wachovia, que haviam caído 81,60% ontem, subiram 90,22% hoje. As ações do setor de petróleo também subiram, em reação à recuperação dos preços do produto (ExxonMobil +4,86%, Chevron +6,43%).
O índice Dow Jones fechou em alta de 485,21 pontos (4,68%), em 10.850,66 pontos. O Nasdaq fechou em alta de 98,60 pontos (4,97%), em 2.082,33 pontos. O S&P-500 subiu 58,35 pontos (5,27%), para fechar em 1.164,74 pontos.
No mês de setembro, o Dow Jones acumulou uma queda de 6%, o Nasdaq, uma perda de 12,05% e o S&P-500, uma baixa de 9,21%. No terceiro trimestre, o Dow Jones caiu 4,40%, o Nasdaq recuou 9,19% e o S&P-500 perdeu 9%. Desde o começo de 2008, o Dow acumula uma queda de 18,20%, o Nasdaq, uma baixa de 21,49% e o S&P-500, uma baixa de 20,68%. As informações são da Dow Jones.

Bovespa cai 11% e tem o pior mês desde abril de 2004

por Claudia Violante da Agência Estado
30.09.2008 17h52

O pânico que tomou contas dos negócios ontem foi substituído hoje por uma trégua, favorecida pela percepção de que, apesar de ter sido vetado ontem, o pacote de socorro ao sistema financeiro norte-americano vai acabar sendo aprovado pelo Congresso dos Estados Unidos. Não o que foi à votação na segunda-feira, mas uma proposta que está sendo negociada entre governo e parlamentares. Com isso, os investidores patrocinaram uma correção técnica que levou a Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) a superar 7% de ganhos. A alta, no entanto, foi insuficiente para impedir que as perdas em setembro fossem as maiores desde abril de 2004.
O índice Bovespa terminou a sessão em alta de 7,63%, aos 49.541,27 pontos, na máxima pontuação do dia. Na mínima de hoje ficou estável, a 46.026 pontos. No mês, o Ibovespa acumulou baixa de 11,03%, a maior perda desde os 11,44% de abril de 2004. Foi o quarto mês consecutivo de baixa, o que significa dizer que a Bovespa acumula no ano até setembro uma retração de 22,45%. O giro financeiro totalizou hoje R$ 4,874 bilhões (dado preliminar).
Em Wall Street, o Dow Jones fechou em alta de 4,68%, aos 10.850,66 pontos, o S&P 500 teve elevação de 5,27%, aos 1.164,74 pontos, e o Nasdaq subiu 4,97%, aos 2.082,33 pontos.
Logo cedo, depois de remoer a inesperada derrota no Congresso ontem, o presidente dos EUA, George W. Bush, fez um pronunciamento apelando para a aprovação de um novo socorro ao sistema financeiro. Segundo ele, o governo norte-americano não vai sossegar enquanto não aprovar alguma medida. "A rejeição da proposta na Câmara não encerrará a intenção do governo de lançar um plano de resgate", disse ele, defendendo a urgência da aprovação em razão de seus efeitos na economia.
Isso ajudou a reforçar a percepção de que alguma coisa, qualquer que seja ela, vai ser aprovada para ajudar a dissipar o nó que se formou no sistema financeiro. Por causa disso, os analistas também consideraram que a intervenção no banco franco-belga Dexia por três governos europeus foi acertada por ter sido rápida. Nuances da crise onde um dia uma notícia é negativa e em outro, a mesma informação pode ter conotação favorável. Ontem, por exemplo, o banco Bradford & Bingley foi estatizado pelo Reino Unido, o belgo-holandês Fortis precisou receber socorro dos governos da Bélgica, de Luxemburgo e da Holanda e o alemão Hypo Real foi resgatado por um consórcio de bancos. E nada disso foi visto com bons olhos. Mas, hoje, a ação dos governos da Bélgica, França e Luxemburgo ao injetar US$ 9,19 bilhões no Dexia foi considerada ágil e agradou.
Os analistas também passaram a considerar que os bancos centrais globais vão cortar suas taxas de juros para tentar injetar ânimo no sistema. E, se isso realmente acontecer, a demanda volta a crescer. Com isso, o petróleo subiu. Na Bolsa Mercantil de Nova York (Nymex, na sigla em inglês), o contrato com vencimento em novembro avançou 4,43%, para US$ 100,64 por barril.
No Brasil, Petrobras ON subiu 6,89% hoje, mas fechou o mês com perda de 1,03%. Petrobras PN avançou 7,18% hoje e subiu 0,57% em setembro, Vale ON valorizou 8,14% hoje, mas caiu 15,92% no mês, Vale PNA ganhou 7,95% hoje, mas cedeu 13,92% no mês. BM&FBovespa liderou os ganhos do Ibovespa ao subir 17,08% hoje, mas perdeu 31,67% em setembro. Os dados são preliminares.
Vale registrar que a Petrobras informou a Agência Nacional do Petróleo ter descoberto petróleo em pelo menos mais duas áreas, uma na Bahia e outra no Espírito Santo.

segunda-feira, 29 de setembro de 2008

Dow Jones tem a maior queda em pontos de sua história

por Renato Martins da Agência Estado
29.09.2008 18h38

O mercado norte-americano de ações fechou em queda forte, com o índice Dow Jones registrando sua maior queda em pontos de todos os tempos e fechando no nível mais baixo desde 27 de outubro de 2005. O S&P-500 teve sua maior queda porcentual desde o "crash" de 26 de outubro de 1987. O Nasdaq fechou no nível mais baixo desde 13 de maio de 2005, pouco depois de estourar a "bolha" das ações de tecnologia. O mercado reagiu à rejeição, pela Câmara dos EUA, do pacote de US$ 700 bilhões em socorro às instituições financeiras.
A rejeição, com 205 votos a favor e 228 contra, surpreendeu os participantes do mercado, que haviam acompanhado as negociações entre as lideranças partidárias durante o fim de semana e estavam otimistas quanto à aprovação. A presidência da Câmara chegou a manter a votação aberta por 40 minutos (depois de esgotados os 15 minutos regulamentares para votação) e alguns deputados, pressionados, chegaram a mudar seus votos, mas isso não afetou o resultado final. "É de estraçalhar os nervos. Acho que a maioria das pessoas previa que o projeto do Congresso seria aprovado", comentou Thomas Benfer, da BMO Capital Markets.
Scott Peterson, porta-voz da Bolsa de Nova York, observou que uma onda de ordens de venda no momento do fechamento causou uma demora de mais de 20 minutos, depois de soar o sino que marca o encerramento do pregão, para que todos os ajustes no Dow se processassem. "Havia desequilíbrios enormes no fechamento, maiores do que o mercado podia absorver", disse Peterson.
As ações do banco Wachovia, cuja aquisição pelo Citigroup havia sido anunciada no fim de semana, foram suspensas e só passaram a ser negociadas depois das 15h30 (de Brasília); elas fecharam em queda de 81,60%; as do Citigroup, por sua vez, recuaram 11,91%. As do banco regional National City Corp., objeto de rumores sobre sua saúde financeira, perderam 63,34%. Outros destaques negativos no setor financeiro foram Fifth Third Bancorp (-43,63%) e Bank of New York Mellon (-18,77%). Além de Citigroup, as outras componentes do Dow que tiveram quedas maiores do que 10% foram JPMorgan Chase (-15,01%), Intel (-10,05%), General Motors (-12,81%), Chevron (-10,87%), Bank of America (-17,58%) e American Express (-17,60%).
O índice Dow Jones fechou em queda de 777,68 pontos (-6,98%), em 10.365,45 pontos (mínima do dia); a máxima foi em 11.139,94 pontos. O Nasdaq fechou em queda de 199,61 pontos (-9,14%), em 1.983,73 pontos (mínima do dia); a máxima foi em 2.152,69 pontos. O S&P-500 caiu 106,59 pontos (-8,79%), para fechar em 1.106,42 pontos (mínima do dia).

Títulos

Os preços dos títulos do Tesouro dos EUA (Treasuries) dispararam, com queda forte nos juros. Os investidores buscaram a suposta segurança dos Treasuries em reação à rejeição do pacote de socorro às instituições financeiras pela Câmara. "Se essa lei não for aprovada, as conseqüências serão graves para o mercado financeiro e para a economia. O crédito vai ficar ainda mais apertado, o que vai levar a demissões e falências em massa. O Congresso deveria saber quão sérios são os problemas que estamos enfrentando neste momento", comentou o estrategista Josh Stiles, da IdeaGlobal. Outro participante do mercado disse acreditar que o mercado de títulos de curto prazo deverá "congelar" nesta terça-feira.
No fechamento em Nova York, o juro projetado pelos T-Bonds de 30 anos estava em 4,160% ao ano, de 4,357% na sexta-feira; o juro das T-Notes de 10 anos estava em 3,628%, de 3,851% na sexta-feira; o juro das T-Notes de 2 anos estava em 1,720%, de 2,132% na sexta-feira. As informações são da Dow Jones.

Bovespa cai 9,36%, maior queda desde janeiro de 1999

por Claudia Violante da Agência Estado
29.09.2008 17h40

Os líderes partidários norte-americanos trabalharam o final de semana todo em torno de um consenso sobre o pacote bilionário de socorro do governo dos EUA ao sistema financeiro. Conseguiram o consenso, mas a votação hoje à tarde na Câmara dos Deputados do país jogou o esforço no lixo ao não aprovar as medidas, promovendo uma faxina nos ativos financeiros. As bolsas despencaram pelo mundo. A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) chegou a suspender o pregão (acionou o mecanismo de "circuit breaker") ao cair mais de 10%, interrompendo suas negociações por 30 minutos. E não há quem preveja que o fundo do poço já chegou.
O índice Bovespa fechou em queda de 9,36%, na maior queda porcentual desde 14 de janeiro de 1999, quando havia despencado 9,97%. Perdeu 4.754,93 pontos durante o pregão, para fechar em 46.028,06 pontos. Oscilou entre a mínima de 43.766 pontos (-13,82%) e a máxima de 50.473 pontos (-0,08%). No mês, acumula perdas de 17,33% e, no ano, de 27,95%. O giro financeiro somou R$ 5,766 bilhões, considerado fraco perto do que se viu na sessão, uma vez que muitos investidores ainda estão na defensiva. As informações são preliminares.
Em Wall Street, os índices fecharam na pontuação mínima do dia. O Dow Jones perdeu 6,98%, aos 10.365,45 pontos, o S&P recuou 8,79%, para 1.106,42 pontos, e o Nasdaq tombou 9,14%, para 1.983,73 pontos. As informações são preliminares.
O pacote de ajuda bilionária ao sistema financeiro encontrou resistências no Congresso dos EUA ao longo da última semana, o que levou os parlamentares a passarem o final de semana para buscar o consenso. Ontem, ele veio, embora as críticas continuassem pipocando. Mas, apesar disso, ninguém previa que a Câmara rechaçaria o acordo visto que, ruim com ele, pior sem ele.
Os parlamentares ignoraram o apelo do presidente George W. Bush, do secretário do Tesouro, Henry Paulson, e do presidente do Federal Reserve (Fed, banco central americano), Ben Bernanke, e imputaram ao governo uma derrota por 228 votos contra e 205 a favor. Isso aconteceu apesar de os líderes da Câmara terem mantido a votação aberta além do limite de tempo de 15 minutos, com os defensores do plano incapazes de convencer um número suficiente de deputados de ambos os partidos a mudarem seus votos contrários. Depois da rejeição, Paulson avisou que vai consultar o presidente Bush, Bernanke e líderes do Congresso para saber como agir.
Antes da votação, os índices acionários já operavam com queda acentuada, puxada principalmente pelas ações de bancos, setor que teve uma avalanche de notícias ruins, todas de instituições em situação bastante frágil. Na Europa, o banco Bradford & Bingley será estatizado pelo Reino Unido, o belgo-holandês Fortis precisou receber socorro dos governos da Bélgica, de Luxemburgo e da Holanda e o alemão Hypo Real foi resgatado por um consórcio de bancos privados. Nos EUA, o Citigroup vai adquirir operações bancárias do Wachovia e o Morgan Stanley venderá uma fatia de 21% ao Mitsubishi UFJ Financial Group (MUFG), maior banco japonês em capitalização de mercado.
Na Bovespa, houve fuga de capital de toda a natureza, de investidores estrangeiros e domésticos. Além da fuga dos investidores, também teve movimento de "stop loss" (ordens de prevenção de prejuízo), que, segundo ele, pode continuar amanhã, quando as pessoas físicas assistirem o noticiário do dia caótico de hoje. "Tenho certeza de que vão vender suas posições", previu.
No pior momento da sessão, as ações da Petrobras e da Vale, as blue chips do pregão, derreteram mais de 15%. Mas não foram as maiores perdas do Ibovespa, que ficaram com Rossi Residencial (-21,06%) e BM&FBovespa (-20,22%). Nenhuma ação do Ibovespa fechou em alta hoje. Para amanhã, o cenário pode se repetir, mas com menos vigor. Nas palavras de um profissional, o lado bom do cenário de hoje é que o governo dos EUA terá que fazer um novo plano, que pode ser melhor do que o que foi rejeitado hoje.

domingo, 28 de setembro de 2008

IBOV...após 26/09...indefinição de tendêndia, para o final de mês e início de outubro...


O Ibovespa fechou essa 4a. semana de setembro, em queda, formando no gráfico semanal um "candle" semelhante a um "martelo cheio" sinalizando a predominância da força vendedora, depois de se manter em alta, até o início do pregão da última sexta-feira. Como previsto, foi mais uma semana de intensa volatilidade, oscilando entre a máxima no início da semana, nos 53.400 pontos e a mínima, na terça, em 49.300 pontos, com o fechamento, nesta sexta, nos 50.800 pontos.

O indicadores do gráfico semanal se mantém indefinidos e as próximas resistências desse gráfico se encontram nas LTB's recentes, nos 52.200, 52.700, 53.500 e 55.400 pontos. Os principais suportes do gráfico semanal estão posicionados em 49.000, 48.000, 45.400, 43.200 pontos e 41.500 pontos.

Análise: Esse final de mês e o início da 1a. semana de outubro deverá ser ainda de muita volatilidade, face aos desdobramentos esperados da votação do "pacote de salvamento" do setor financeiro, pelo congresso americano. O Ibovespa deverá estar bastante atrelado a esses desdobramentos e ao desempenho de DJI. É possível que ocorra ainda a continuidade da realização nesse início da semana, enquanto não estiver definido completamente o texto que deverá ser aprovado no congresso e as possíveis emendas.

A manutenção do suporte nos 49 mil pontos, poderá manter expectativas de uma possível recuperação para se tentar romper as resistências nos 52 mil, 53.500 e 55.400 pontos. A perda desse suporte, porém, poderá levar o Ibovespa aos 48 mil pontos novamente, e na perda desse suporte, aos 45 mil pontos e testar o suporte projetado nos 43 mil pontos.

Futuros de Commodities em 26/09 e projeções para o final de setembro e início de outubro



Fonte: Bloomberg

Situação em 26/09

INDEX NAME VALUE CHANGE OPEN HIGH LOW TIME
UBS BLOOMBERG CMCI 1352.87 -16.26 1362.34 1363.34 1344.77
S&P GSCI 657.02 -8.40 653.72 657.96 647.97
RJ/CRB Commodity 364.57 -4.45 369.04 369.21 362.37
Rogers Intl 4427.33 -62.43 4462.96 4465.26 4390.55
Brookshire Intl 484.62 -6.92 486.75 486.86 481.05

Situação em 19/09

INDEX NAME VALUE CHANGE OPEN HIGH LOW TIME
UBS BLOOMBERG CMCI 1337.34 31.71 1314.48 1340.62 1313.99
S&P GSCI 640.45 22.86 622.43 643.25 618.80
RJ/CRB Commodity 359.58 8.56 351.05 360.02 350.50
Rogers Intl 4354.96 128.88 4263.75 4362.35 4258.60
Brookshire Intl 476.74 13.04 466.21 477.63 465.88

Variação semanal 19/09 a 26/09

INDICE Fechamento (19/09) Fechamento(26/09) VARIAÇÃO SEMANAL (%)
UBS BLOOMBERG CMCI 1337.34 1352.87 + 1,16%
S&P GSCI 640.45 657.02 + 2,58%
RJ/CRB Commodity 359.58 364.57 +1,38%
Rogers Intl 4354.96 4427.33 +1,66%
Brookshire Intl 476.74 484.62 +1,65%

Análise:

Comparando em base semanal (fechamento 19/09 x fechamento 26/09), podemos observar uma boa recuperação nos preços de commodities, próximo a 2% em média, nos principais índices, depois de 3 semanas seguidas em queda.

Como previam os indicadores gráficos, ocorreu a reversão de tendência, nessa última semana. Porém o topo dessa alta ocorreu na última quarta feira, refluindo depois no final da semana, devolvendo quase a metade do acumulado na primeira metade da semana. Analisando o gráfico semanal, ocorreu a formação de um "candle" tipo "martelo invertido vazado", mostrando a recuperação da força compradora, porém com uma reação negativa no final de semana indicando a possibilidade de nova reversão para queda. Em função dos possíveis desdobramentos do pacote econômico americano de ajuda ao setor financeiro, podemos esperar alguma volatilidade nesse mercado, que se apresenta agora com indefinição de tendência.

DJI...indefinição e volatilidade para o final do mês e início de outubro...


Análise:
DJI fechou a 4a.semana de setembro em queda, nos 11.143 pontos, oscilando entre a máxima nos 11.400 pontos e a mínima nos 10.870 pontos. O fechamento semanal em queda, precedido de forte volatilidade decorrente principalmente das informações contraditórias entre governo e partido republicano (governista), quando depois de anunciado o acordo sobre o pacote de salvamento do sistema financeiro americano no último final de semana e depois desmentido, no início dessa semana por senadores conservadores do partido do governo, contrários à concessão de dinheiro público para comprar créditos podres de instituições semi-falidas.
Essa "limpeza contábil" poderá tornar extremamente interessante a aquisição dessas instituições e trará bons lucros aos bancos e financeiras que arretamaram e/ou virão a arrematar a parte rentável dessas instituições (algumas delas adquiridas por valor inferior a 90 % do valor de mercado de um ano atrás).
Nesse final de semana, foi veiculada novamente a informação de que o acordo já estaria aprovado, faltando apenas costurar detalhes que atendessem às exigências de controle dos 700 bilhões de dólares que serão dispendidos e uma eventual possibilidade de dispositivos que possam assegurar aos contribuintes americanos eventual retorno positivo dessa operação.
Porém, o que ainda não ficou claro ao mercado é a forma como serão viabilizados (com a urgência proclamada por Bush sob pena da derrocada (?) dos mercados nesta próxima segunda) os recursos públicos para essa operação: viriam de cortes de investimentos em outros setores e/ou aumentos de impostos e/ou redução da despesa pública e/ou novos empréstimos? - Como ficará o aumento da dívida pública? - Como poderá ficar o rating do tesouro americano (existiria a possibilidade de rebaixamento em função do aumento desse endividamento)?
São dúvidas que vem gerando desconfiança em vários segmentos do mercado acerca da eficácia de tal plano na economia real, cada vez mais debilitada, evidenciada pelo constante aumento do desemprego, pela redução da atividade industrial, por resultados divulgados abaixo das expectativas, e principalmente pela crise de confiança que se abateu sobre o investidor americano.
É possível que o mercado possa responder positivamente às iniciativas de salvamento dessa parte mais afetada do setor financeiro. Porém, resta saber por quanto tempo esse otimismo poderá ainda perdurar: horas, dias, semanas?
A sensação que se tem é que o "tamanho do buraco" pode ser muito maior do que os 700 bilhões e que o fundo do poço possa estar ainda muito longe de ser alcançado.

Análise gráfica:

O "candle" do gráfico semanal se assemelha a um "martelo cheio" que pode ser traduzido como um possível final de tendência de queda e a eventual reversão para alta. Por outro lado, os principais indicadores desse mesmo gráfico semanal continuam a sinalizar tendência de queda, embora esses mesmos indicadores no gráfico diário já sinalizem a reversão para alta.
Assim, ainda temos uma provável indefinição de tendência, com relativa volatilidade, pelo menos até a metade da semana, em que algumas das principais dúvidas do plano estejam esclarecidas.
Prevalecendo a tendência de alta, as resistências semanais deverão se manifestar principalmente nas LTB's recentemente formadas, em 11.330, 11.450, 11.500, 11.700 e 11.800 pontos.
Prevalecendo a tendência de queda, os suportes semanais deverão se encontrar em 11.060, 10.650, 10.560 e 10.400 pontos.