domingo, 28 de setembro de 2008

IBOV...após 26/09...indefinição de tendêndia, para o final de mês e início de outubro...


O Ibovespa fechou essa 4a. semana de setembro, em queda, formando no gráfico semanal um "candle" semelhante a um "martelo cheio" sinalizando a predominância da força vendedora, depois de se manter em alta, até o início do pregão da última sexta-feira. Como previsto, foi mais uma semana de intensa volatilidade, oscilando entre a máxima no início da semana, nos 53.400 pontos e a mínima, na terça, em 49.300 pontos, com o fechamento, nesta sexta, nos 50.800 pontos.

O indicadores do gráfico semanal se mantém indefinidos e as próximas resistências desse gráfico se encontram nas LTB's recentes, nos 52.200, 52.700, 53.500 e 55.400 pontos. Os principais suportes do gráfico semanal estão posicionados em 49.000, 48.000, 45.400, 43.200 pontos e 41.500 pontos.

Análise: Esse final de mês e o início da 1a. semana de outubro deverá ser ainda de muita volatilidade, face aos desdobramentos esperados da votação do "pacote de salvamento" do setor financeiro, pelo congresso americano. O Ibovespa deverá estar bastante atrelado a esses desdobramentos e ao desempenho de DJI. É possível que ocorra ainda a continuidade da realização nesse início da semana, enquanto não estiver definido completamente o texto que deverá ser aprovado no congresso e as possíveis emendas.

A manutenção do suporte nos 49 mil pontos, poderá manter expectativas de uma possível recuperação para se tentar romper as resistências nos 52 mil, 53.500 e 55.400 pontos. A perda desse suporte, porém, poderá levar o Ibovespa aos 48 mil pontos novamente, e na perda desse suporte, aos 45 mil pontos e testar o suporte projetado nos 43 mil pontos.

Futuros de Commodities em 26/09 e projeções para o final de setembro e início de outubro



Fonte: Bloomberg

Situação em 26/09

INDEX NAME VALUE CHANGE OPEN HIGH LOW TIME
UBS BLOOMBERG CMCI 1352.87 -16.26 1362.34 1363.34 1344.77
S&P GSCI 657.02 -8.40 653.72 657.96 647.97
RJ/CRB Commodity 364.57 -4.45 369.04 369.21 362.37
Rogers Intl 4427.33 -62.43 4462.96 4465.26 4390.55
Brookshire Intl 484.62 -6.92 486.75 486.86 481.05

Situação em 19/09

INDEX NAME VALUE CHANGE OPEN HIGH LOW TIME
UBS BLOOMBERG CMCI 1337.34 31.71 1314.48 1340.62 1313.99
S&P GSCI 640.45 22.86 622.43 643.25 618.80
RJ/CRB Commodity 359.58 8.56 351.05 360.02 350.50
Rogers Intl 4354.96 128.88 4263.75 4362.35 4258.60
Brookshire Intl 476.74 13.04 466.21 477.63 465.88

Variação semanal 19/09 a 26/09

INDICE Fechamento (19/09) Fechamento(26/09) VARIAÇÃO SEMANAL (%)
UBS BLOOMBERG CMCI 1337.34 1352.87 + 1,16%
S&P GSCI 640.45 657.02 + 2,58%
RJ/CRB Commodity 359.58 364.57 +1,38%
Rogers Intl 4354.96 4427.33 +1,66%
Brookshire Intl 476.74 484.62 +1,65%

Análise:

Comparando em base semanal (fechamento 19/09 x fechamento 26/09), podemos observar uma boa recuperação nos preços de commodities, próximo a 2% em média, nos principais índices, depois de 3 semanas seguidas em queda.

Como previam os indicadores gráficos, ocorreu a reversão de tendência, nessa última semana. Porém o topo dessa alta ocorreu na última quarta feira, refluindo depois no final da semana, devolvendo quase a metade do acumulado na primeira metade da semana. Analisando o gráfico semanal, ocorreu a formação de um "candle" tipo "martelo invertido vazado", mostrando a recuperação da força compradora, porém com uma reação negativa no final de semana indicando a possibilidade de nova reversão para queda. Em função dos possíveis desdobramentos do pacote econômico americano de ajuda ao setor financeiro, podemos esperar alguma volatilidade nesse mercado, que se apresenta agora com indefinição de tendência.

DJI...indefinição e volatilidade para o final do mês e início de outubro...


Análise:
DJI fechou a 4a.semana de setembro em queda, nos 11.143 pontos, oscilando entre a máxima nos 11.400 pontos e a mínima nos 10.870 pontos. O fechamento semanal em queda, precedido de forte volatilidade decorrente principalmente das informações contraditórias entre governo e partido republicano (governista), quando depois de anunciado o acordo sobre o pacote de salvamento do sistema financeiro americano no último final de semana e depois desmentido, no início dessa semana por senadores conservadores do partido do governo, contrários à concessão de dinheiro público para comprar créditos podres de instituições semi-falidas.
Essa "limpeza contábil" poderá tornar extremamente interessante a aquisição dessas instituições e trará bons lucros aos bancos e financeiras que arretamaram e/ou virão a arrematar a parte rentável dessas instituições (algumas delas adquiridas por valor inferior a 90 % do valor de mercado de um ano atrás).
Nesse final de semana, foi veiculada novamente a informação de que o acordo já estaria aprovado, faltando apenas costurar detalhes que atendessem às exigências de controle dos 700 bilhões de dólares que serão dispendidos e uma eventual possibilidade de dispositivos que possam assegurar aos contribuintes americanos eventual retorno positivo dessa operação.
Porém, o que ainda não ficou claro ao mercado é a forma como serão viabilizados (com a urgência proclamada por Bush sob pena da derrocada (?) dos mercados nesta próxima segunda) os recursos públicos para essa operação: viriam de cortes de investimentos em outros setores e/ou aumentos de impostos e/ou redução da despesa pública e/ou novos empréstimos? - Como ficará o aumento da dívida pública? - Como poderá ficar o rating do tesouro americano (existiria a possibilidade de rebaixamento em função do aumento desse endividamento)?
São dúvidas que vem gerando desconfiança em vários segmentos do mercado acerca da eficácia de tal plano na economia real, cada vez mais debilitada, evidenciada pelo constante aumento do desemprego, pela redução da atividade industrial, por resultados divulgados abaixo das expectativas, e principalmente pela crise de confiança que se abateu sobre o investidor americano.
É possível que o mercado possa responder positivamente às iniciativas de salvamento dessa parte mais afetada do setor financeiro. Porém, resta saber por quanto tempo esse otimismo poderá ainda perdurar: horas, dias, semanas?
A sensação que se tem é que o "tamanho do buraco" pode ser muito maior do que os 700 bilhões e que o fundo do poço possa estar ainda muito longe de ser alcançado.

Análise gráfica:

O "candle" do gráfico semanal se assemelha a um "martelo cheio" que pode ser traduzido como um possível final de tendência de queda e a eventual reversão para alta. Por outro lado, os principais indicadores desse mesmo gráfico semanal continuam a sinalizar tendência de queda, embora esses mesmos indicadores no gráfico diário já sinalizem a reversão para alta.
Assim, ainda temos uma provável indefinição de tendência, com relativa volatilidade, pelo menos até a metade da semana, em que algumas das principais dúvidas do plano estejam esclarecidas.
Prevalecendo a tendência de alta, as resistências semanais deverão se manifestar principalmente nas LTB's recentemente formadas, em 11.330, 11.450, 11.500, 11.700 e 11.800 pontos.
Prevalecendo a tendência de queda, os suportes semanais deverão se encontrar em 11.060, 10.650, 10.560 e 10.400 pontos.

sexta-feira, 26 de setembro de 2008

NY melhora à espera de pacote, mas Bovespa cai 2,02%

por Claudia Violante da Agência Estado
26.09.2008 17h53

As negociações em torno de um consenso sobre o pacote de ajuda ao sistema financeiro norte-americano serviram de justificativa para a alta e a baixa das bolsas. E no mesmo dia. A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) chegou a cair mais de 3,5% no pior momento do pregão hoje, diante do recuo dos republicanos ontem à noite, do que já seria um pré-acordo para votar o socorro bilionário. As Bolsas norte-americanas também trabalharam a maior parte da sessão em baixa. Mas a avaliação de que não passa desse final de semana a solução fez com que os índices nos EUA devolvessem a queda e, aqui, por tabela, a Bolsa melhorasse.
O índice Bovespa terminou o dia em baixa de 2,02%, aos 50.782,99 pontos. Oscilou entre a mínima de 49.902 pontos (-3,72%) e a máxima de 51.824 pontos (-0,01%). Na semana, teve perdas de 4,28%. No mês, a baixa acumulada atinge 8,79% e, no ano, 20,51%. O giro financeiro totalizou R$ 5,093 bilhões. Os dados são preliminares.
Em Wall Street, o Dow Jones terminou em alta de 1,10%, depois de uma sessão onde o sinal negativo predominou. Registrou 11.143,13 pontos no final. O S&P 500 subiu 0,34%, aos 1.213,27 pontos, e o Nasdaq caiu 0,15%, aos 2.183,34 pontos. Os dados são preliminares. O pessimismo com o não acordo ontem, visto no início dos negócios e até metade da tarde, foi trocado pelo otimismo de que o Congresso americano vai alcançar um consenso para socorrer o setor financeiro. Essa percepção ajudou a limitar as perdas do mercado ao longo do dia, apesar da maior falência bancária dos EUA, a do Washington Mutual.
A maior instituição de poupança dos EUA faliu ontem, mas, numa operação expressa, acabou nas mãos do banco JPMorgan Chase, que em março já tinha arrematado o banco de investimentos Bear Stearns. Ainda esta tarde, o jornal The New York Times informou que o Wachovia, que também enfrenta sérios problemas, estaria em conversações para se fundir ao Citigroup. Ou seja, aos poucos, as soluções vão se efetivando, o que reforçou a melhora da percepção dos investidores.
A expectativa é de que um acordo nos EUA seja aprovado até as 19 horas de domingo, antes da abertura dos mercados asiáticos. Se isso não ocorrer, não há quem preveja uma segunda-feira saudável aos negócios: pode-se esperar o pior, segundo especialistas. "Quase não importa que versão do plano será, na verdade, desde que estabeleça alguma estabilidade ", disse o estrategista da Cantor Fitzgerald Marc Pado.
Na Bovespa, além dos efeitos da crise externa, também pesou a notícia de que Sadia e Aracruz tiveram perdas com operações cambiais no mercado futuro. Sadia PN despencou 35,48% liderando as baixas do Ibovespa, e foi seguida por Aracruz PNB, 16,77%.
Ontem, após o fechamento do mercado, a Sadia informou perdas de R$ 760 milhões ao tentar liquidar antecipadamente operações financeiras no mercado de câmbio. Segundo o diretor de Relações com Investidores da companhia, Welson Teixeira Júnior, a exposição da Sadia ao mercado de câmbio extrapolou as metas da companhia. Desde junho, a exposição líquida da empresa passou de US$ 700 milhões para US$ 3,5 bilhões, e a meta era não ultrapassar US$ 1,7 bilhão. Depois do fechamento do pregão, a agência de classificação de risco de crédito Moody's rebaixou o rating da Sadia de Ba2 para Ba3.
No caso da Aracruz, a empresa também anunciou que seu volume de perda com câmbio futuro pode ter excedido limites, mas não informou o valor, que será apurado por uma empresa contratada especialmente para isso.
Em tempo: após o fechamento do mercado, a Petrobras anunciou a existência de cerca de 150 milhões de barris de óleo leve no bloco BM-S-40, localizado em águas rasas ao sul da Bacia de Santos. As ações preferenciais (PN) da estatal recuaram 2,36% e as ordinárias 1,72% durante o pregão regular.

Sem acordo sobre pacote nos EUA, exterior volta a cair

por Cynthia Decloedt da Agência Estado
26.09.2008 08h09

Os mercados no exterior voltam a ficar paralisados diante da expectativa sobre o arranjo que o governo dos Estados Unidos busca alcançar junto com o Congresso para evitar o "colapso" do sistema financeiro. Ao mesmo tempo, os bancos sucumbem e se debatem para conseguir algum dinheiro no mercado interbancário.

Ontem, as autoridades reguladoras do sistema bancário dos EUA, fecharam e venderam, rapidamente, a maior instituição de poupança do país, o Washington Mutual, para o JPMorgan por US$ 1,9 bilhão, configurando-se na maior falência bancária da história dos EUA. Na Europa, o banco belgo-holandês Fortis está tendo de explicar-se aos investidores sobre especulações sobre sua solvência, depois de suas ações amargarem perdas de mais 9% hoje. Ontem, tinham caído 20%.

Diante da incerteza sobre a aprovação rápida do plano de socorro dos bancos, as bolsas européias e os índices futuros de Nova York operam em baixa esta manhã. Às 8h05 (de Brasília), a Bolsa de Londres cedia 1,87%, Paris recuava 1,97% e Frankfurt tinha baixa de 2,01%. Em Wall Street, o índice futuro do Nasdaq 100 caía 1,49% enquanto o S&P 500 perdia 1,61%.

Um acordo sobre o plano de resgate do secretário do Tesouro dos EUA, Henry Paulson, foi congelado ontem à noite, por conta da defesa de um plano concorrente dos republicanos. Hoje, as negociações devem continuar sem a presença desses parlamentares.

O descrédito das bolsas reflete-se na queda do dólar e do euro em relação ao iene, com investidores avessos ao risco comprando ienes para desmontar posições de carregamento (carry trade) nas moedas de maior rendimento. No mesmo horário, o dólar caía 0,43% para 105,34 ienes e o euro cedia 1,26% para 153,58 ienes. No mercado de petróleo, o contrato futuro do tipo WTI com vencimento em novembro caía 2,38% a US$ 105,45 o barril, na sessão eletrônica da Bolsa Mercantil de Nova York (Nymex, na sigla em inglês).

Para abastecer o interbancário, os maiores bancos centrais do mundo injetaram mais recursos nos mercados abertos. O Federal Reserve (Fed, o banco central dos EUA) anunciou que ampliou a linha de swap com os BCs mundiais em US$ 13 bilhões para US$ 290 bilhões, visando oferecer liquidez adicional em dólares para uma semana.

IBOV...após 25/09...indefinição, com tendência de queda


O Ibovespa abriu na mínima nos 49.848 pontos e impulsionado pelos índices futuros em forte alta, rompeu as resistências dos 50 mil e dos 51 mil pontos indo atingir a máxima em 51.866 pontos (+4,06%). Daí refluiu, em sintonia com DJI, até encontrar suporte em 51.230 pontos. Com a recuperação de DJI reagiu novamente até finalizar em em 51.828 pontos (+3,98%).

Análise: Na expectativa de um acordo favorável entre governo e congresso americano, na aprovação do pacote de socorro ao sistema financeiro, o Ibovespa se antecipou, em sintonia com DJI, para recuperar novamente o patamar dos 51 mil pontos. Porém, o fracasso das negociações, com nova proposta de securitização da dívida, (sem incluir os U$ 700 bi) por alguns representantes do partido do governo, endossada pelo próprio candidato Mc Cain, azedaram as negociações. Enquanto essa incerteza perdurar e a negociação não se concretizar de modo favorável ao plano de salvação do sistema financeiro, os mercados deverão "andar de lado", em tendência de queda. Os principais indicadores dos gráficos diário e de "30 minutos" ainda sinalizam pela continuidade da alta, porém, o estocástico do gráfico diário sinaliza queda. Os índices futuros, antes da abertura do pregão, deverão indicar a tendência predominante do pregão.

Suportes imediatos em 51.230, 50.823, 50.600, 49.800 e 49.600 pontos.

Resistências imediatas em 51.900, 52.000 e 52.500 pontos.

DJI...após 25/09...ainda em tendência de queda


DJI abriu na mínima em 10.827 pontos e com os índices futuros em alta, gradualmente recuperou o patamar dos 11.000 pontos, até encontrar resistência nos 11.079 pontos(+2,34%). Daí, retornou novamente aos 11 mil pontos, de onde recuperou forças para atingir a máxima em 11.129 pontos. A partir daí, refluiu abaixo dos 11 mil pontos, nos 10.980 pontos, para no final do pregão reagir e fechar em 11.022 pontos ( +1,82%).

Análise: A iminência de ocorrer um acordo entre Democratas e Republicanos para aprovar o pacote governamental americano, de US$700 bi, fez com que DJI rompesse novamente o patamar dos 11 mil pontos. Porém, o desmentido do acordo, quase ao final do pregão trouxe DJI novamente abaixo dos 11 mil pontos, só recuperando esse patamar no leilão de fechamento dos negócios.

Os principais indicadores do gráfico diário e os de "30 minutos" sinalizam tendência de alta. O impasse sobre o acordo surgiu com uma outra proposta do candidato republicano Mc Cain que subsitui o empréstimo por seguro, aliviando o bolso do contribuinte. Os índices futuros, antes da abertura do pregão, poderão confirmar qual a tendência predominante, para este pregão.

Suportes imediatos em 10.890, 10.750 e 10.600 pontos.

Resistências imediatas em 11.035, 11.050, 11.125, 11.144 e 11.370 pontos.

Conversas sobre crise nos EUA continuam na sexta-feira

por Richard Cowan e Thomas Ferraro de Reuters
25 de Setembro de 2008 23:45

WASHINGTON - As negociações no Congresso sobre um pacote de 700 bilhões de dólares para o setor financeiro continuarão na sexta-feira, mas não há sinais de que republicanos opositores ao plano participarão das conversas, disse o deputado democrata Barney Frank a jornalistas na quinta-feira.
Falando a jornalistas depois de um longo encontro com o secretário de Tesouro, Henry Paulson, e outros legisladores, Frank, presidente do Comitê de Serviços Financeiros da Casa dos Representantes (a Câmara dos Deputados dos EUA), disse ainda que a presidente da Câmara, Nancy Pelosi, não levaria a plenário uma proposta partidária, o que significa que pelo menos alguns republicanos teriam que assinar qualquer proposta.
"Para os deputados republicanos, dar um passo é simplesmente assustador", disse Frank aos jornalistas, acrescentando esperar que o presidente George W. Bush e o candidato republicano à Casa Branca, John McCain, os convença a comparecer.

Restante da agenda do investidor para o final da quarta semana de setembro

por Rafael de Souza Ribeiro de InfoMoney
19/09/08 20h35

SÃO PAULO - Dentro da agenda da quarta semana de setembro, os investidores estarão atentos, sobretudo, à estimativa definitiva do PIB (Produto Interno Bruto) norte-americano referente ao segundo trimestre.

No cenário nacional, a ênfase fica para o IPCA-15 (Índice de Preço ao Consumidor Amplo - 15) e para a Pesquisa Mensal do Emprego, ambos elaborados pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

Sexta-feira (26/9)

Brasil
Não serão apresentados índices relevantes no País.

EUA
9h30 - O Departamento de Comércio anuncia os dados finais do PIB e de seu deflator, ambos baseados no segundo trimestre.
11h00 - Para encerrar, a Universidade de Michigan divulga a versão revisada do Michigan Sentiment de setembro, que mede a confiança dos consumidores na economia norte-americana.

Segunda-feira (29/9)

Brasil
8h00 - A FGV divulga o IGP-M (Índice Geral de Preços - Mercado) de setembro, que é bastante utilizado pelo mercado, e mede a evolução geral de preços na economia.
8h30 - O Banco Central publica o relatório semanal Focus, que compila a opinião de consultorias e instituições financeiras sobre os principais índices macroeconômicos.
10h00 - Além disso, a entidade apresenta a Nota de Política Monetária de agosto, que traz estimativas sobre a base monetária, os empréstimos de bancos privados e o total de empréstimos no mercado financeiro.
11h00 - O Ministério de Comércio Exterior anuncia a Balança Comercial referente à última semana, que mede a diferença entre exportações e importações contabilizadas durante o período.

EUA
9h30 - Ênfase para os índices Personal Income e Personal Spending do mês de agosto, que avaliam a renda individual dos cidadãos norte-americanos e os gastos dos consumidores, respectivamente.

quinta-feira, 25 de setembro de 2008

Bolsa de NY fecha em alta com esperança sobre pacote

por Renato Martins da Agência Estado
25.09.2008 18h21

As Bolsas americanas fecharam em alta, com a expectativa de um acordo no Congresso dos EUA em torno do pacote de socorro aos bancos puxando para cima as ações do setor financeiro. Os primeiros informes sobre o acordo levaram o índice Dow Jones a subir até 304 pontos, mas ele recuou da máxima à tarde, em reação a notícias de que o acordo é apenas preliminar.
As ações do setor financeiro estavam entre as que mais subiram (JPMorgan Chase +7,31%, Bank of America +3,93%, Citigroup +2,37%), refletindo a expectativa de aprovação rápida do pacote de socorro. Entre as exceções estavam Washington Mutual, com queda de 25,22%, devido à falta de novidades sobre possíveis compradores da instituição, e Capital One Financial, com baixa de 5,13%, depois de a empresa ter levantado US$ 686 milhões em capital com uma oferta de ações, colocadas a preço 6,6% abaixo do nível de fechamento de ontem.
Entre os destaques do pregão também estava General Electric; suas ações chegaram a cair 4,4%, depois de a empresa suspender seu programa de recompra de ações e anunciar que não aumentará seus dividendos em 2009 (pela primeira vez desde 1976); à tarde, porém, elas se recuperaram e fecharam em alta de 4,43%. "A GE é uma companhia diversificada e de base ampla. Ela tem a mão em muitas coisas diferentes. Se a GE está suspendendo a recompra de ações e coisas assim, ela deve estar vendo algo de fundamental sobre a economia", comentou Jeffrey Pavlik, presidente da gestora de fundos de hedge Pavlik Capital Management.
As ações do setor de petróleo subiram, em reação à alta dos preços do produto (ExxonMobil +3,38%, Chevron +2,63%). Os indicadores fracos divulgados pela manhã fez caírem ações como General Motors (-3,09%), Alcoa (-2,73%) e DuPont (-2,58%). As ações da Nike subiram 9,68%, em reação a seu informe de resultados.
O índice Dow Jones fechou em alta de 196,89 pontos (1,82%), em 11.022,06 pontos. O Nasdaq fechou em alta de 30,89 pontos (1,43%), em 2.186,57 pontos. O S&P-500 subiu 23,31 pontos (1,97%), para 1.209,18 pontos. As informações são da Dow Jones

Bovespa sobe 3,98% com iminência de acordo nos EUA

por Claudia Violante da Agência Estado
25.09.2008 17h42

A iminência de um acordo no Congresso dos Estados Unidos para a aprovação do pacote de ajuda do governo ao sistema financeiro animou os investidores, que, por tabela, levaram as ações para cima. A Bolsa de Valores de São Paulo acompanhou o movimento, também influenciada por notícias locais que favoreceram as três empresas com maior participação no seu principal índice, o Ibovespa: Petrobras, Vale e BM&FBovespa.
Na maior alta da semana, o Ibovespa fechou em alta de 3,98% hoje e voltou aos 51 mil pontos, para 51.828,46 pontos. Durante toda a sessão, o índice ficou no terreno positivo, entre a mínima de 49.848 pontos (+0,01%) e a máxima de 51.867 pontos (+4,06%). Apesar da alta, no mês ainda acumula perdas de 6,92% e, no ano, de -18,87%. O giro financeiro totalizou R$ 5,235 bilhões. Os dados são preliminares.
Em Wall Street, os principais índices acionários também operaram em alta o dia todo, reagindo às indicações de que os líderes parlamentares no Congresso alcançaram um acordo preliminar sobre o socorro de US$ 700 bilhões. O Dow Jones subiu 1,82%, aos 11.022,06 pontos, o S&P teve ganho de 1,97%, para 1.209,18 pontos, e o Nasdaq avançou 1,43%, para 2.186,57 pontos.
Durante à tarde, foi divulgado que os democratas e republicanos no Congresso americano chegaram a um acordo, embora não o que queria o governo dos EUA. Pela proposta, divulgada pelo Wall Street Journal, US$ 250 bilhões seriam liberados imediatamente e US$ 100 milhões poderiam ser agregados à esta quantia. Mas a última parcela poderia ser bloqueada caso o pacote não esteja a contento.
Os líderes, depois, desmentiram que um acordo já tenha sido efetivamente costurado, mas deixaram em aberto que isso pode ocorrer nas próximas horas. E isso agradou os investidores. Segundo um analista do mercado de renda variável em São Paulo, o discurso alarmista do presidente George W. Bush, ontem à noite, quando instou o cidadão a defender o pacote sob a ameaça de sentir na pele os efeitos de uma não-aprovação, deve ter sido o catalisador a apressar as conversas que duraram toda a quinta-feira em torno do socorro. Bush foi bastante pessimista e avisou: sem o pacote, a economia dos Estados Unidos deve entrar numa grande recessão, o que significa perda de empregos e redução no valor das aposentadorias por meio do impacto no mercado acionário.
A predisposição em prever que finalmente o acordo sairá, mesmo que ele possa não ser a solução dos problemas, fez com que as commodities subissem, garantindo o desempenho da Bovespa.
Três outras notícias ainda favoreceram os negócios: a Petrobras confirmou a descoberta de óleo leve e gás na área do pré-sal de Júpiter; a Vale confirmou a negociação para um novo reajuste de 11% com as siderúrgicas chinesas ainda este ano, e a BM&FBovespa com a recompra de até 3,5% das ações em circulação. Todas subiram forte. Petrobras PN avançou 4,52%, Petrobras ON subiu 4,58%, Vale PNA ganhou 4,89% e BM&FBovespa valorizou 5,76%.

quarta-feira, 24 de setembro de 2008

Dow Jones volta a cair com temor sobre setor financeiro

por Renato Martins da Agência Estado
24.09.2008 18h08

O mercado norte-americano de ações fechou com os principais índices em direções divergentes, o Dow Jones e o S&P-500 em queda modesta e o Nasdaq em leve alta. "O medo está mais forte do que há muito, muito tempo", comentou Craig Johnson, do JMP Group, referindo-se à crise do setor financeiro. O presidente do Federal Reserve (Fed, banco central americano), Ben Bernanke, pode ter alimentado o temor dos investidores ao dizer que a demora do Congresso dos EUA em aprovar o pacote de socorro anunciado pelo governo no fim de semana poderá trazer "ameaças graves" ao sistema financeiro.
As ações do Goldman Sachs subiram 6,36%, depois de o grupo Berkshire Hathaway, do investidor Warren Buffett, anunciar que vai comprar US$ 5 bilhões em ações preferenciais do banco, com opção para comprar mais US$ 5 bilhões em ações ordinárias. Outras ações do setor financeiro caíram (Morgan Stanley -11,46%, Wachovia -6,44%, Washington Mutual -29,38%, Citigroup -5,15%). As da seguradora AIG caíram 33,8%, depois de a empresa dizer que deverá pagar juros de 8,5% ao ano pelo empréstimo emergencial de US$ 85 bilhões oferecido pelo governo. As ações ligadas a petróleo e commodities recuperaram parte do terreno perdido recentemente (Alcoa +0,12%, ExxonMobil +0,44%); o mesmo movimento entre as ações de tecnologia levou o Nasdaq a fechar em alta (Microsoft +1,10%, Intel +0,38%).
O índice Dow Jones fechou em queda de 29 pontos (-0,27%), em 10.825,17 pontos. O Nasdaq fechou em alta de 2,35 pontos (0,11%), em 2.155,68 pontos. O S&P-500 caiu 2,35 pontos (-0,20%), para 1.185,87 pontos.

Títulos
Os preços dos títulos do Tesouro dos EUA (Treasuries) subiram, com correspondente queda nos juros. Em meio à incerteza quanto ao pacote de socorro ao setor financeiro, os investidores buscaram "refúgio seguro" nos Treasuries. A demanda maior foi por títulos de prazos mais curtos.
Para Thomas Roth, chefe de operações com Treasuries da Dresdner Kleinwort Securities, "ainda há muitas incertezas sobre a aprovação rápida do pacote de socorro pelo Congresso. O medo está voltando ao sistema e as pessoas não querem nada senão Treasuries". O fato de os preços dos títulos de prazos mais longos terem subido menos foi atribuído às injeções de liquidez feitas ao longo do dia por vários bancos centrais. Ainda assim, as taxas de juro interbancárias subiram, tanto em Londres (Libor) como em Nova York (NYFR).
Depondo pelo segundo dia consecutivo em audiências no Congresso dos EUA, Bernanke exortou o Legislativo a agir rapidamente para combater as "ameaças graves" ao sistema financeiro norte-americano e advertiu que qualquer demora poderá levar a economia a ter um desempenho ainda mais fraco. As informações são da Dow Jones.

Petrobras garante alta de 0,50% da Bovespa

por Claudia Violante da Agência Estado
24.09.2008 17h42
Pouca coisa mudou de ontem para hoje, mas os investidores amanheceram com a disposição de não deixar a Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) ter mais um dia de baixa. Isso não significa que eles voltaram com vigor às compras - o volume financeiro reduzido mostra que a manutenção das posições é a regra que está predominando neste momento de incertezas. Mas as apostas, principalmente em Petrobras, levaram o índice Bovespa a interromper dois pregões de quedas.
O Ibovespa terminou o dia em alta de 0,50%, aos 49.842,99 pontos, depois de oscilar entre a mínima de 49.598 pontos (+0,01%) e a máxima de 50.747 pontos (+2,33%). No mês, a Bolsa acumula perdas de 10,48% e, no ano, de -21,98%. O giro totalizou R$ 4,026 bilhões. Os dados são preliminares.
Em Wall Street, depois de muito sobe e desce, o índice Dow Jones recuou 0,27%, aos 10.825,17 pontos, o S&P recuou 0,20%, aos 1.185,87 pontos, e o Nasdaq subiu 0,11%, aos 2.155,68 pontos. Na Bolsa de Nova York, em meio ao debate para aprovação do pacote de socorro do governo norte-americano ao sistema financeiro, no Congresso dos EUA, os investidores se animaram pela manhã com a notícia de que o investidor Warren Buffett decidiu injetar US$ 5 bilhões no banco Goldman Sachs, com opção de um outro aporte de igual valor. Além disso, o banco anunciou que, separadamente, levantou mais US$ 5 bilhões em uma oferta pública de ações. As ações do Goldman subiram, mas o efeito não se espalhou pelo sistema financeiro, onde outras informações, negativas, pesaram sobre os negócios.
Uma delas foi a de que a seguradora AIG vai mesmo ter que acessar os US$ 85 bilhões que o governo dos EUA colocou à disposição da empresa, uma vez que não encontrou interessados em investir nela. Também a Washington Mutual, a maior instituição de poupança no país, fechou em baixa, depois que seu rating de contraparte foi rebaixado pela agência de classificação de risco Standard & Poor's, o que pode aproximar a instituição financeira de dificuldade semelhante à da AIG. Na semana passada, foi justamente à revisão em baixa do rating que degringolou as condições da empresa, forçando a seguradora a disponibilizar US$ 14,5 bilhões em garantias. Com o mercado de crédito fechado e seu caixa comprometido, o governo americano foi obrigado a socorrer a seguradora. Também não agradou o indicador de vendas de vendas de imóveis usados nos EUA em agosto, que caiu 2,2%, para 4,91 milhões de unidades.
Em meio às notícias ruins, não ajudou muito o depoimento do presidente do Federal Reserve (Fed, banco central americano), Ben Bernanke, no Congresso, que repetiu a fala de ontem no Senado. Os congressistas continuam reticentes em aprovar o pacote do jeito que está.
Segundo o Wall Street Journal, os líderes democratas do Congresso dos EUA estão considerando aprovar o pacote com restrições. Uma delas pode ser a exigência que os US$ 700 bilhões pedidos pela Casa Branca sejam liberados em partes e não de uma vez. Outra, seria aprovar rapidamente a liberação de um terço dos fundos e, o restante, a conta-gotas, futuramente. Além disso, os parlamentares podem colocar medidas de desempenho que teriam que ser atingidas para que o dinheiro fosse liberado.
Diante de tanto diz que me diz, hoje à noite (às 22 horas, de Brasília) o presidente dos EUA, George W. Bush, fará um pronunciamento em rede de televisão para reforçar a defesa da aprovação do pacote. Amanhã, assim, pode ser um dia melhor - ou não - para as ações.
Petrobras comandou as compras na Bolsa brasileira ao subir com força, a despeito da queda do petróleo na Bolsa Mercantil de Nova York (Nymex). Petrobras ON (ordinárias) subiu 2,76% e PN (preferenciais), 3,73%. Vale também fechou em alta, mas mais tímida: 1,73% as ON e 1,88% as PNA (preferenciais da classe A). No setor bancário doméstico, as ações até reagiram positivamente mais cedo às medidas do Banco Central, mas esse comportamento não se manteve uniforme até o final do pregão. Bradesco PN subiu 0,65%, Itaú PN, -0,67%, Unibanco units, -2,18%, e BB ON, +0,32%.
O BC anunciou pela manhã o adiamento do cronograma de implementação de compulsórios sobre depósitos de leasing, e também triplicou de R$ 100 milhões para R$ 300 milhões o valor a ser deduzido pelas instituições financeiras do cálculo da exigibilidade adicional sobre os depósitos a prazo, à vista e da poupança.

IBOV...após 23/09...tendência de queda ainda persiste...


O Ibovespa abriu nos 51.536 pontos e rapidamente atingiu a máxima em 51.586 pontos. A partir daí, deu sequência movimento de realização iniciado no pregão anterior, até encontrar suporte na mínima em 49.288 pontos ( -4,37%). Com a recuperação de DJI reagiu até a resistência em 50.840 e depois refluiu para finalizar em 49.593 pontos ( -3,77%).

Análise: Como já vinham sinalizando os principais indicadores, o Ibovespa deu continuidade à realização iniciada no pregão anterior, perdendo o suporte dos 50 mil pontos, ao finalizar no patamar dos 49.500 pontos. Os principais indicadores dos gráficos diário e de "30 minutos" sinalizam a continuidade da queda. Enquanto persistir a desconfiança do mercado sobre o êxito do pacote de salvamento das intituições financeiras, é bastante provável que o Ibovespa se movimente lateralmente, porém em tendência de queda. O "candle" formado no gráfico diário é um "marubozu" cheio, indicando a predominância da pressão vendedora que ocorreu durante o pregão. Os índices futuros, antes da abertura do pregão, poderão confirmar essa tendência predominante (ou não).

Suportes imediatos em 49.280, 47.740, 47.150, 47.100 e 46.720 pontos.

Resistências imediatas em 50.840, 51.500 e 52.160 pontos.

DJI...após 23/09...em cima do fibo de 38%, mas tendência de queda continua...


DJI abriu em 11.016 pontos e com os índices futuros ainda em alta, foi até a máxima em 11.173 pontos. A partir daí, deu continuidade ao movimento de realização iniciado anteriormente, vindo buscar suporte na mínima em 10.834 pontos, junto ao fibo de 38% da alta do final de semana (10.850 pontos). Reagiu até ficar em leve alta, em 11.062 pontos, para meia-hora depois, refluir e finalizar em 11.854 pontos ( -1,47%).

Análise: Como sinalizavam os indicadores, DJI continuou realizando, devolvendo parte das fortes altas acumuladas no final de semana anterior. Enquanto o mercado continuar desconfiando do pacote governamental americano, e os Democratas do Senado, contrários a conceder carta-branca para o FED comprar o que quizer e ao preço que convier, os mercados americanos irão se movimentar com muita volatilidade.

Os principais indicadores do gráfico diário e os de "30 minutos" sinalizam continuidade da queda. O "candle" formado no gráfico diário é um "marubozu" cheio, indicando o predomínio da pressão vendedora. Apesar dos dois pregões seguidos em queda, DJI conseguiu, por enquanto, fechamento acima do fibo de 38%, nos 10.850 pontos, da recente alta. Os índices futuros, antes da abertura do pregão, poderão confirmar (ou não) a tendência predominante, para este pregão.

Suportes imediatos em 10.650, 10.550, 10.480 e 10.280 pontos.

Resistências imediatas em 11.062, 11.200, 11.280 e 11.400 pontos.

terça-feira, 23 de setembro de 2008

Dúvidas persistem e Wall Street volta a fechar em queda

por Renato Martins da Agência Estado
23.09.2008 18h31

As Bolsas americanas voltaram a fechar em queda, com o índice Dow Jones acumulando uma perda de mais de 460 pontos nos dois últimos dias, na maior queda em dois pregões consecutivos desde 2002; o Dow Jones fechou apenas 245 pontos acima da mínima de fechamento do ano, alcançada na quarta-feira passada; o S&P-500 ficou a apenas 32 pontos de sua mínima de fechamento do ano.
Assim como ontem, a queda hoje foi atribuída às incertezas que cercam o pacote de US$ 700 bilhões em socorro às instituições financeiras anunciado no fim de semana nos Estados Unidos. Embora o presidente do Federal Reserve (Fed, banco central americano), Ben Bernanke, e o secretário do Tesouro dos EUA, Henry Paulson, tenham defendido a proposta em depoimento a um comitê do Senado, os integrantes do Congresso mostraram resistências, ao mesmo tempo que prosseguem as dúvidas sobre se o pacote contribuirá para a recuperação da economia. "As pessoas querem ouvir novidades concretas sobre o plano, parece que eles ainda têm algum trabalho pela frente. Isso nos traz mais incerteza, e uma coisa que Wall Street odeia é incerteza", comentou Joe Saluzzi, da Themis Trading.
Das 30 componentes do Dow Jones, 27 ações fecharam em queda (as exceções foram American Express +2,65%, Intel +0,70% e Microsoft +0,16%). Em meio às incertezas sobre a economia, as ações da General Motors caíram 7,43% e as da General Electric perderam 4,59%. As ações dos setores de metais, petróleo e outras commodities estavam entre as que mais caíram, em reação à retomada do movimento de queda dos preços das commodities (Alcoa -4,51%, ExxonMobil -1,51%, Chevron -2,14%).
O índice Dow Jones fechou em queda de 161,52 pontos (-1,47%), em 10.854,17 pontos. O Nasdaq fechou em queda de 25,64 pontos (-1,18%), em 2.153,34 pontos. O S&P-500 caiu 18,87 pontos (-1,56%), para 1.188,22 pontos.

Títulos

Os preços dos títulos de curto prazo do Tesouro dos EUA subiram, com correspondente baixa nos juros. Os preços dos Treasuries de 10 e de 30 anos caminharam na direção oposta. A alta dos preços das T-Notes de 2 e de 5 anos foi atribuída ao crescimento da preocupação dos investidores quanto ao pacote de socorro ao setor financeiro de US$ 700 bilhões anunciado no fim de semana. Embora Bernanke e Paulson tenham passado horas defendendo o pacote durante uma audiência no Senado, deputados e senadores do Partido Democrata, de oposição ao governo do presidente George W. Bush, disseram que o plano só será aprovado pelo Congresso com mudanças substanciais em relação ao que foi anunciado.
"Claramente, até agora o plano Paulson não fez muito para aliviar os temores quanto ao setor financeiro e aos mercados em geral. A aversão a risco que vimos na semana passada está voltando a nos assombrar novamente, e isso provavelmente vai continuar até o fim do trimestre", disse o estrategista Ira Jersey, do Credit Suisse. Para Glenn Holland, vice-presidente sênior da divisão de estratégia para renda fixa da Newedge USA, os participantes do mercado estão preocupados com "a total falta de clareza sobre como o pacote de socorro vai ficar".
Em Chicago, no fim da tarde, os contratos futuros de Fed Funds para novembro projetavam uma probabilidade de 58% de que o Fed reduza a taxa dos Fed Funds de 2% para 1,75% ao ano na reunião de 28 e 29 de outubro; ontem, essa projeção estava em 34%.
No fechamento em Nova York, o juro projetado pelos T-Bonds de 30 anos estava em 4,406% ao ano, de 4,395% ontem; o juro das T-Notes de 10 anos estava em 3,822%, de 3,808% ontem; o juro das T-Notes de 2 anos estava em 2,072%, de 2,097% ontem. As informações são da Dow Jones.

Bovespa recua 3,78% com commodities em queda

por Claudia Violante da Agência Estado
23.09.2008 17h50

Pelo segundo pregão consecutivo, a Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) terminou com perdas substanciais, ainda em decorrência das incertezas que cercam a aprovação do socorro bilionário anunciado pelo governo norte-americano ao sistema financeiro. A defesa do pacote feita hoje no Congresso dos EUA pelo presidente do Federal Reserve (Fed, banco central americano), Ben Bernanke, e pelo secretário do Tesouro americano, Henry Paulson, não dizimou as dúvidas, embora tenha contribuído para uma recuperação do dólar no mercado global de moedas. Com isso, os preços das matérias-primas (commodities) acabaram caindo e serviram de peso extra de baixa à Bolsa brasileira, na qual têm grande influência.
O Ibovespa fechou em queda de 3,78% a 49.593 pontos, depois de oscilar entre a mínima de 49.289 pontos (-4,37%) e a máxima de 51.856 pontos (+0,61%). No mês, o Ibovespa acumula perda de 10,93% e, no ano, de -22,37%. O volume de negócios totalizou R$ 5,35 bilhões.
Em Wall Street, o índice Dow Jones terminou em baixa de 1,47% a 10.854 pontos; o S&P recuou 1,56% a 1.188 pontos e o Nasdaq caiu 1,18% a 2.153 pontos. Os dados são preliminares. Na Europa, o índice CAC-40, da Bolsa de Paris, recuou 1,98% e em Frankfurt o índice DAX terminou em queda de 0,64%. A Bolsa de Londres cedeu 1,91%.
As atenções de hoje estavam totalmente voltadas para os depoimentos de Bernanke e Paulson, no Congresso americano, onde eles se revezaram em pedir que os parlamentares aprovem rapidamente a ajuda de US$ 700 bilhões proposta no final de semana. Segundo Paulson, é preciso passar rapidamente o texto, sem atrasos com cláusulas que "não estão relacionadas ou que não tenham amplo apoio". Ele ainda pediu uma 'forte supervisão' para o plano do governo dos EUA, que é justamente um dos pontos defendidos pelos congressistas.
Apesar dos apelos, o efeito não foi exatamente o previsto, já que os analistas consideraram as declarações um pouco pessimistas, principalmente quando Bernanke instou os congressistas a aprovarem logo o pacote alegando que a economia dos EUA e seus mercados financeiros enfrentarão sérios riscos caso isso não ocorra. Para Bernanke, a ação é necessária para estabilizar os mercados, de modo a minimizar os efeitos sobre a economia.
Uma das críticas foi a analista Meredith Whitney, da gestora Oppenheimer & Co, para quem a turbulência está tão severa que seus efeitos negativos sobre a economia podem não ser enfraquecidos pelo plano de resgate. Ou seja, mesmo se passar no Congresso, o plano pode ter seus efeitos minimizados sobre a economia real.
Os indicadores econômicos já mostram que a situação é complicada fora de Wall Street. Hoje, foi divulgado que os preços das moradias nos EUA caíram 0,6% de junho a julho, 5,3% nos 12 meses encerrados em julho e também 5,3% desde que atingiram o pico, em abril de 2007. Em julho, o índice mensal atingiu o menor nível desde outubro de 2005.
Diante de tanta incerteza, o investidor fica de um lado para outro, à procura do ativo que lhe permitirá perder menos. Ontem, a tábua de salvação ficou com as commodities; hoje, com o dólar - principalmente com a leitura de alguns de que, no final das contas, bom ou ruim, o pacote deve mesmo ser aprovado nesta semana. A alta da moeda norte-americana levou os produtos básicos, que ontem subiram, a engatar o caminho de volta: metais, produtos agrícolas e petróleo fecharam em baixa.
Na Bolsa Mercantil de Nova York (Nymex, na sigla em inglês), o contrato futuro de petróleo com vencimento em novembro terminou cotado a US$ 106,61 por barril, com recuo de 2,52%. Isso atingiu os papéis da Petrobras na Bovespa, que hoje perderam mais de 4%. As ações da mineradora Vale sofreram mais, ao seguir o comportamento das mineradoras na Europa e também o desconto que os investidores vêm fazendo na ação, diante da pressão da brasileira por um novo reajuste do minério que vende à China. Isso apesar dos sinais de retração mundial. As ações ordinárias (ON) da Vale caíram mais de 8% no pior momento da sessão, e fecharam não muito longe disso, a -7,33%. As ações preferenciais da classe A (PNA) da Vale cederam 5,81% na mínima e -5,44% no fechamento. Petrobras PN fechou em baixa de 4,73% a R$ 33,25 e Petrobras ON caiu 4,63% a R$ 40,99.

segunda-feira, 22 de setembro de 2008

DJI...após 22/09...volatilidade e possibilidade de continuidade da queda...


DJI abriu na máxima em 11.395 pontos e com os índices futuros em forte queda, deu sequência ao movimento de realização iniciado no final do pregão anterior. Conseguiu por um bom tempo se manter no patamar dos 11.200 pontos, aguardando por esclarecimentos ou manifestações de apoio ao pacote econômico, que não vieram. Nas últimas horas de pregão, deu continuidade ao movimento de queda, movimentando-se em um "sub-canal" de baixa, até encontrar suporte na mínima em 10.993 pontos ( - 3,6%),para finalizar em 11.015 pontos ( - 3,27%).

Análise: Como já previam os indicadores fortemente "esticados", DJI realizou, após 2 pregões de forte alta, vindo encontrar suporte nos 11 mil pontos. Enquanto o mercado não "desembrulhar adequadamente" o pacote governamental americano, DJI deverá caminhar lateralmente, com volatilidade e provavelmente, em tendência de queda.
O Estocástico e o CCI/Ma cruzamento do gráfico diário ainda sinalizam tendência de alta, o que não ocorre no gráfico de 30 minutos. Por outro lado, o IFR e o oscilador de momentos sinalizam tendência baixista, nos dois gráficos.O "candle" formado no gráfico diário é um "marubozu" cheio, indicando a predominância da pressão vendedora. Os índices futuros, antes da abertura do pregão, poderão confirmar a tendência predominante, para este pregão.

Suportes imediatos em 10.950, 10.840 e 10.700 pontos.

Resistências imediatas em 11.040, 11.200, 11.410 e 11.483 pontos.

IBOV...após 22/09...volatilidade e possibilidade de continuidade da queda...



O Ibovespa abriu nos 53.055 pontos e com os índices futuros em alta, deu sequência ao movimento altista do pregão anterior, até encontrar resistência na máxima em 53.455 pontos ( +0,77%), ainda na primeira hora de pregão. Com a confirmação da abertura em queda de DJI, o Ibovespa ficou boa parte do pregão, oscilando ao redor dos 53 mil pontos, aguardando por uma possível recuperação de DJI, que não veio. Com a confirmação da deterioração dos mercados americanos, na última hora de pregão, o Ibovespa também realizou fortemente, refluindo até atingir a mínima em 51.530 pontos (- 2,87%) e finalizando em seguida, nos 51.540 pontos ( -2,85%).

Análise: Como já previam os indicadores fortemente "esticados", com a alta acumulada nos pregões anteriores, o Ibovespa realizou, sintonizado como DJI, vindo encontrar suporte nos 51.500 pontos. O Estocástico e o CCI/Ma cruzamento do gráfico diário ainda sinalizam tendência de alta, o que não ocorre no gráfico de 30 minutos. Por outro lado, o IFR e o oscilador de momentos sinalizam tendência baixista, nos dois gráficos. Enquanto o mercado não tiver maior segurança e melhor entendimento do pacote governamental americano, deverá caminhar lateralmente, com muita volatilidade e possivelmente, em tendência de queda. O "candle" formado no gráfico diário é um "marubozu" cheio, indicando a predominância da pressão vendedora que ocorreu no final do pregão. Os índices futuros, antes da abertura do pregão, poderão confirmar a tendência predominante, para este pregão.

Suportes imediatos em 50.800, 50.340 (fibo de 62%), 49.800, 48.400 (fibo de 38%) e 47.400 pontos.

Resistências imediatas em 52.000, 52.600, 53.300 e 53.700 pontos.

Dúvida sobre pacote de socorro a bancos derruba NY

por Renato Martins da Agência Estado
22.09.2008 18h35

O mercado norte-americano de ações fechou em queda forte, com o índice Dow Jones devolvendo os ganhos da sexta-feira. Entre as ações que mais caíram estavam as que mais haviam subido na quinta-feira e na sexta da semana passada, em especial as do setor financeiro, devido às incertezas que cercam o pacote de socorro aos bancos anunciado durante o fim de semana.
Alguns operadores disseram que o movimento de queda pode ter sido exacerbado pela decisão da Securities and Exchange Comission (SEC, a comissão de valores mobiliários americana) de proibir as vendas a descoberto de centenas de ações. "Isso está acabando com muitos dos modelos dos fundos de hedge. Ao proibir as vendas a descoberto, você também os impede de comprar; por isso, o resultado não é necessariamente positivo. Para cada 100 ações que seriam vendidas a descoberto, há 100 que teriam sido compradas, e elas simplesmente não estão lá. Não é surpresa que o mercado esteja devolvendo", comentou um participante do mercado.
Das 30 componentes do Dow Jones, 28 ações fecharam em queda (as exceções foram Alcoa, com alta de 0,04%, e Microsoft, com ganho de 0,95%, depois de a empresa anunciar um programa de recompra de ações). Em seu dia de estréia como componentes do Dow (no lugar da seguradora AIG, agora sob intervenção federal), as ações da Kraft Foods caíram 5,38%. As do setor financeiro estavam entre as que mais caíram (JPMorgan Chase -13,28%, Bank of America -8,88%, American Express -7,70%, Citigroup -3,10%).
Uma das medidas anunciadas ontem foi a decisão do Federal Reserve (Fed, banco central americano) de permitir que os bancos de investimento Goldman Sachs e Morgan Stanley se tornem companhias controladoras do setor bancário, passando a ter suas atividades supervisionadas mais de perto e a usufruir de algumas garantias; as ações do Goldman Sachs caíram 6,95% e as do Morgan Stanley, que deverá vender uma participação de até 20% para o Mitsubishi UFJ Financial Group, recuaram 0,44%. Embora Morgan Stanley e Goldman Sachs agora possam adquirir outros bancos, as ações de instituições que vêm sendo objeto de especulações sobre sua possível aquisição sofreram quedas fortes (Sovereign Bancorp -22,78%, Marshall & Isley -22,64%, Washington Mutual -21,65%).
No setor de tecnologia, as ações da Apple caíram 7% e as da Cisco Systems recuaram 4,86%, devido à percepção de que o pacote de socorro ao setor financeiro não terá impacto positivo no crescimento da economia; a mesma preocupação afetou ações industriais como DuPont (-5,52%), de produtos de consumo como Home Depot (-6,39%) e as das montadoras de veículos (GM -11,47%).
O índice Dow Jones fechou em queda de 372,75 pontos (-3,27%), em 11.015,69 pontos. O Nasdaq fechou em queda de 94,92 pontos (-4,17%), em 2.178,98 pontos. O S&P-500 caiu 47,99 pontos (-3,82%), para 1.207,09 pontos. As informações são da Dow Jones.