domingo, 14 de junho de 2009

COMMODITIES...perspectivas para a 3a semana de junho


Fonte: Bloomberg
Situação em 05/06

INDEX NAME VALUE CHANGE OPEN HIGH LOW
(Vermelho)UBS BLOOMBERG CMCI 1109.15 -5.15 1115.39 1126.29 1100.19
(Laranja)S&P GSCI 455.40 -1.64 459.31 464.68 451.01
(Verde)RJ/CRB Commodity 257.92 -1.87 260.00 260.08 257.61
(Azul)Rogers Intl 3018.05 -23.32 3054.79 3074.17 2996.52

Situação em 12/06

INDEX NAME VALUE CHANGE OPEN HIGH LOW
UBS BLOOMBERG CMCI 1132.00 -17.43 1135.26 1138.66 1126.81
S&P GSCI 472.20 -5.96 474.24 475.23 467.69
RJ/CRB Commodity 262.25 -3.92 266.08 1771.28 262.25
Rogers Intl 3074.02 -44.11 3096.92 3098.10 3054.52

Variação semanal 12/06 a 05/06

INDICE Fechamento (12/06) Fechamento(05/06) VARIAÇÃO SEMANAL (%)

UBS BLOOMBERG CMCI 1132.00 1109.15 +2,06%
S&P GSCI 472.20 455.40 +3,69%
RJ/CRB Commodity 262.25 257.92 +1,68%
Rogers Intl 3074.02 3018.05 +1,85%

Análise:
Nesta segunda semana de junho, as commodities finalizaram ainda em alta em relação à primeira semana de junho, fechando em +2,32% , na média dos quatro índices. Essa correção manteve a defasagem em cerca de (na média desses 4 índices) -40%, quando comparados aos preços praticados há um ano atrás. O gráfico diário do índice "UBS Bloomberg", traçado em vermelho e semelhante aos demais índices, mostram que os preços romperam o topo da última semana, na casa dos (-30%) e poderão tentar buscar nova resistência na altura dos (-28%). Mais uma vez, contrariando a possibilidade de ocorrência de uma realização mais forte, nesta 2a. semana, fica ainda a perspectiva de que isso possa ocorrer agora nesta 3a. semana de junho, que antecede a próxima reunião do FOMC que poderá sinalizar (possivelmente) alguma mudança na política de juros da economia americana. Alguns dos principais indicadores do gráfico diário apontam para essa perspectiva de realização.

sexta-feira, 12 de junho de 2009

Pressão de Treasuries deixa economistas atentos a possível alta no juro dos EUA

por InfoMoney
12/06/09 19h19
InfoMoney


SÃO PAULO - "O recente aumento nas taxas dos Treasuries serve para lembrar que juros muito baixos são simplesmente insustentáveis". A frase, retirada do relatório da Clearbrook na última segunda-feira (8), foi escrita diante dos temores sobre uma possível mudança na política monetária do Fed.

O CFO (Chief Executive Officer) da agência de investimentos, autor da frase, completou observando que a maioria das taxas de curto prazo subiu mundialmente, seguindo a direção observada nos EUA. "À exceção dos papéis da América Latina, Índia, Taiwan e Indonésia, os rendimentos subiram de forma bastante rápida nas últimas semanas, e isso poderá ter alguns efeitos consideráveis", alertou Tom Sowanick.

Segundo o especialista econômico, as taxas de juro que são negociadas no mercado tendem a antecipar a ação que os Bancos Centrais irão imprimir na política monetária nos próximos meses. A semelhança na trajetória já foi vista em outros momentos, a exemplo do salto de 1,46% para 2,93% visto no rendimento anual dos títulos norte-americanos de dois anos entre março e junho de 2004. "Pouco tempo depois, o Fed subiu o juro básico".

Faz sentido?
As evidências de que pode haver espaço para um aperto na política monetária também são fundamentadas nos sinais de que a economia está melhorando mundialmente e nas expectativas futuras de inflação, levantando a possibilidade das taxas de juro subirem até perto dos patamares anteriores.

"Os números sobre o setor de manufatura, por exemplo, já indicam que a atividade começa a se estabilizar nos EUA, assim como alguns indicadores sobre o mercado imobiliário e sobre a confiança do consumidor", observou o CFO da Clearbrook. "Todos esses dados estão pesando na cabeça do investidor, como se o Fed estivesse prestes subir o juro".

Economistas sem consenso
A posição de Tom Sowanick também é motivo de atenção entre outros analistas econômicos, que não chegam a um consenso sobre o que irá acontecer nos próximos meses. Andrew Balls, que dirige o escritório da Pimco (Pacific Investment Management Co) em Londres, chamou atenção para o quadro de fragilidade que ainda caracteriza as principais economias do globo.

"A melhora no ânimo dos mercados e em alguns indicadores macroeconômicos não é uma surpresa, devido à queda bastante acentuada vista anteriormente", levantou o economista. "Os números caíram muito rapidamente nos últimos meses; não é estranho eles começarem a subir. Mas isso não parece uma tendência, os pontos indicam mais estabilidade do que recuperação".

Quem espera que tudo volte a ser como antes também pode estar enganado, na opinião de Andrew Balls, pelo impacto que as intervenções dos Bancos Centrais tiveram na economia mundial. "Os efeitos dessas ações emergenciais serão sentidos por muito tempo e podem levar a mudanças permanentes. O sistema global está mudando e nós não devemos voltar ao 'velho normal'", concluiu.

Bolsas de NY fecham em direções divergentes

por Agência ESTADO
12 de Junho de 2009 18:05

O mercado norte-americano de ações fechou com os principais índices em direções divergentes: o Dow Jones e o S&P-500 em alta e o Nasdaq em baixa. O índice Dow Jones passou a acumular alta no ano (+0,26%), tendo fechado acima dos 8.776,39 pontos do último pregão de 2008. O S&P-500 fechou no nível mais alto desde 5 de novembro do ano passado. Apesar do recuo, o Nasdaq fechou 47% acima de sua mínima de 9 de março.
Negociadores disseram que as ações das empresas dos setores de petróleo e metais caíram, em reação às baixas dos preços das commodities. No meio da tarde, informes de que o oposicionista Mir Hossein Moussavi teria vencido a eleição presidencial no Irã fizeram as ações recuperarem terreno, mas esse movimento perdeu impulso depois de a imprensa governamental iraniana dizer que o vencedor é o atual presidente Mahmoud Ahmadinejad; o resultado oficial só deve sair nos próximos dias.
Entre as componentes do Dow, o destaque foi Bank of America, com alta de 5,78%, depois de elevação de recomendação pelos analistas da Stifel Nicolaus.
O índice Dow Jones fechou em alta de 28,34 pontos (0,32%), em 8.799,26 pontos. O Nasdaq fechou em baixa de 3,57 pontos (0,19%), em 1.858,80 pontos. O S&P-500 subiu 1,32 ponto (0,14%), para fechar em 946,21 pontos. O NYSE Composite caiu 14,52 pontos (0,24%), para 6.148,61 pontos. O volume de negócios na Bolsa de Nova York ficou em 858 milhões de ações, de 1,223 bilhão ontem. No Nasdaq, o volume 2,005 bilhões de ações negociadas, de 2,464 bilhões ontem, com 1.271 ações fechando em alta e 1.462 em queda. Na semana, o Dow acumulou uma alta de 0,41%, o Nasdaq, um avanço de 0,51% e o S&P-500, um ganho de 0,65%. As informações são da Dow Jones.

Em sessão volátil, Bovespa fecha em alta de 0,28%

por Agência ESTADO
12 de Junho de 2009 17:44

Apesar da vasta agenda de indicadores com poder de influenciar os negócios no mercado acionário nesta sexta-feira - considerando que ontem não houve pregão no Brasil por causa do feriado de Corpus Christi - a Bovespa acabou oscilando ao sabor dos vencimentos da próxima semana. E isso trouxe muita volatilidade aos negócios, só diminuída na hora final da sessão, quando o índice Dow Jones passou a subir depois de uma sessão quase toda em baixa. O índice Bovespa (Ibovespa) terminou a sexta-feira em alta de 0,28%, aos 53.558,23 pontos. Na semana, acumulou ganho de 0,40% e, em junho, sobe 0,68%. Em 2009 até hoje, a alta da Bolsa atinge 42,63%. O giro financeiro negociado hoje totalizou R$ 4,928 bilhões. Os dados são preliminares.

O corte acima do esperado da taxa básica de juros da economia (Selic), na última quarta-feira à noite, pelo Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central, acabou não influindo tão fortemente na Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa), embora a avaliação seja a de que juro menor eleva a atratividade da renda variável. Além disso, as commodities metálicas e o petróleo fecharam em baixa, mas Vale e Petrobras não se deixaram levar apenas por isso.

No caso da Vale, a mineradora disse hoje que espera fechar um acordo sobre o preço do minério de ferro com a China, depois que se acertou com siderúrgicas do Japão e Coreia do Sul e em bases atraentes à mineradora. Os reajustes fechados com estas companhias acabaram dando força à Vale, que deve conseguir uma redução menor do que querem as chinesas para comprar o minério de ferro. Ainda da China, hoje foi confirmada a produção industrial do país, que subiu os 8,9% antecipados por um jornal anteontem - e que favoreceram as bolsas na ocasião. A previsão dos economistas era de alta de 7,8%. Outro dado favorável da China foi o de vendas no varejo, que avançaram 15,2% em maio ante maio do ano passado.

Apesar desses indícios de recuperação da atividade, Vale ON terminou em baixa de 0,59% e Vale PNA, de 0,90%, com a pressão dos investidores por causa dos vencimentos. Petrobras também sentiu esse peso, mas não teve fechamento uniforme: a ON caiu 0,26% e a PN subiu 0,21%. Na quarta-feira à noite, a Standard & Poor's reduziu o rating de crédito corporativo da Petrobras de BBB para BBB- (nível mais baixo da escala de grau de investimento), com perspectiva estável. O contrato do petróleo para julho recuou 0,88%, para US$ 72,04, apesar de a Opep ter elevado sua previsão de demanda pela commodity no terceiro trimestre em 40 mil barris por dia.

O mercado de Nova York, hoje, também não entusiasmou. Os índices acionários trabalharam predominantemente em queda, com alguma melhora na hora final da sessão. O principal indicador do dia era o Índice de Confiança de Michigan, que subiu de 68,7 em maio para 69 em meados de junho. Apesar de ter subido, a previsão era de que o avanço seria maior, para 69,8. Os índices do mercado de ações norte-americano fecharam em direções divergentes, divididos entre o declínio dos papéis de tecnologia e commodities e o avanço das ações de empresas do setor farmacêutico e de outros setores. O índice Dow Jones subiu 0,32%, aos 8.799,26 pontos, o índice S&P teve alta de 0,14%, aos 946,21 pontos, e o índice Nasdaq perdeu 0,19%, aos 1.858,80 pontos.

quarta-feira, 10 de junho de 2009

Wall Street cede com alta do petróleo e de juro de bônus

por Agência ESTADO
10 de Junho de 2009 19:23

Os principais índices de ações do mercado norte-americano reduziram as perdas no final, mas ainda assim fecharam em baixa, com a alta dos juros dos títulos do Tesouro dos EUA (Treasuries) e dos preços das matérias-primas (commodities) alimentando preocupações de que a inflação poderá limitar qualquer esforço de recuperação da economia. Algumas ações de energia, como a ExxonMobil subiram com a alta do petróleo para a máxima do ano, mas esse mesmo fator derrubou as ações de companhias aéreas e de varejo.
As taxas de juro voltaram a preocupar os investidores nesta quarta-feira. O mercado de ações estava mais ou menos estável até a divulgação do anúncio do resultado do leilão de T-Notes de 10 anos depois das 14 horas (de Brasília), que levou as taxas dos bônus governamentais a dispararem para as máximas em sete meses. Os rendimentos (yields) dos Treasuries de prazos mais longos são frequentemente usados para estabelecer as taxas de juro hipotecárias e de outros empréstimos. "Taxas de juro mais altas não são boas para ninguém; isso vai matar a expansão do refinanciamento e desacelerar o mercado de moradia", disse Joseph Saluzzi, cofundador da corretora Themis Trading.
No setor de energia, as ações da ExxonMobil fecharam em alta de 0,98%, trazendo os ganhos da companhia de maior valor de capitalização de mercado dos EUA no mês para 6,5%. Os preços do petróleo atingiram a máxima do ano na Bolsa Mercantil de Nova York (Nymex) depois que o relatório dos estoques comerciais apontaram uma redução na oferta.
Contudo, a alta do petróleo pesou sobre as ações de companhias de consumo. As ações da rede de lojas Macy's caíram 1,48%, com os investidores se antecipando ao dado de vendas no varejo de maio nos EUA a ser divulgado amanhã. No setor de transporte aéreo, as ações da UAL Corp, controladora da American Airlines, caíram 6,22%, enquanto as da Delta Airlines fecharam em baixa de 5,07%.
O índice Dow Jones caiu 24,04 pontos (-0,27%) e fechou com 8.739,02 pontos. Seguindo um padrão que apareceu neste mês, o Dow chegou a zerar as perdas do ano, mas no final da sessão voltou a ficar negativo em 0,43%. O índice S&P-500 recuou 3,28 pontos (-0,35%) e fechou em 939,15 pontos. O Nasdaq caiu 7,05 pontos (-0,38%) e fechou com 1.853,08 pontos, enquanto o NYSE Composite recuou 3,51 pontos (-0,06%) e fechou com 6.098,06 pontos. As informações são da Dow Jones.

Vale e Petrobras garantem alta de 0,48% à Bovespa

por Agência ESTADO
10 de Junho de 2009 17:37

A queda das Bolsas norte-americanas influenciou diretamente o comportamento do índice Bovespa (Ibovespa) hoje. Mas o principal índice acionário doméstico escapou da queda graças aos ganhos das blue chips. O giro financeiro também foi mais forte do que nas duas sessões anteriores, uma vez que não haverá pregão amanhã em decorrência do feriado e muitos investidores anteciparam operações. O Ibovespa terminou a sessão em alta de 0,48%, aos 53.410,93 pontos. Na mínima do dia, registrou 52.819 pontos (-0,64%) e, na máxima, os 54.048 pontos (+1,68%). No mês, acumula alta de 0,4% e, no ano, de 42,24%. O giro financeiro totalizou R$ 4,879 bilhões. Os dados são preliminares.
A Bolsa brasileira abriu em alta, embalada pelas notícias da China e da Vale. O jornal em língua chinesa Ming Pao Daily informou hoje que a produção industrial chinesa teria crescido 8,9% em maio ante maio do ano passado. O dado oficial só sai na sexta-feira e a previsão dos economistas é de uma elevação de 7,8%. Por isso a notícia, se confirmada, indica que o pior da crise também teria ficado para trás na China, que é um dos principais responsáveis por compras de matérias-primas do mundo.
O dado não-oficial da produção industrial chinesa impulsionou a alta dos preços das commodities metálicas que, no entanto, não sustentaram, na sua maioria, os ganhos até o final. Vale, no entanto, seguiu em elevação, com a notícia de que fechou os primeiros acordos para fornecimento de minério de ferro e pelotas para 2009, com a Nippon Steel Corporation e a Posco. Conforme a mineradora, o preço de referência para o minério de ferro fino foi reduzido em 28,2% e, para o granulado, o desconto ficou em 44,47% em relação aos preços de 2008. Vale ON terminou em alta de 0,89% e Vale PNA, 1,12%.
A Petrobras teve um estímulo a mais que Vale para subir, já que o petróleo conseguiu fechar em alta no exterior. Na Nymex, o contrato para julho avançou 1,89%, a US$ 71,33, puxado pela queda dos estoques nos Estados Unidos e também pelo noticiário sinalizando reaquecimento da atividade chinesa. O Departamento de Energia informou que os estoques caíram 4,382 milhões na semana passada, acima das previsões, que limitavam-se a 700 mil barris. Petrobras ON avançou 0,83% e PN, 1,10%.
Favorável às ações brasileiras, a alta das commodities, no entanto, levantou uma preocupação com a inflação nos Estados Unidos, o que acabou pesando sobre os índices acionários. O Livro Bege, sumário das condições econômicas, divulgado no meio da tarde, também influenciou. Segundo o documento, a economia norte-americana ainda está debilitada. O Dow Jones terminou o pregão em baixa de 0,27%, aos 8.739,02 pontos, o S&P perdeu 0,35%, aos 939,15 pontos, e o Nasdaq, 0,38%, aos 1.853,08 pontos.

segunda-feira, 8 de junho de 2009

Dow Jones fecha quase estável com vigor dos bancos

por Agência ESTADO
08 de Junho de 2009 19:16

Os principais índices de ações das Bolsas de Nova York se recuperaram e fecharam quase estáveis, impulsionados por um surto de compras de ações financeiras que ajudou a compensar as perdas dos setores de commodities e tecnologia, segundo corretores e analistas.
Segundo participantes do mercado, os bancos subiram em reação a rumores de que nove bancos receberão permissão para devolverem fundos do Programa de Alívio de Ativos Problemáticos (Tarp, na sigla em inglês) do Departamento do Tesouro. As ações do JPMorgan - que provavelmente estará na lista dos que poderão devolver o dinheiro do Tarp, segundo o Morgan Stanley - fecharam em alta de 2,43%.
Entre as empresas de seguro saúde, as ações da MetLife fecharam em alta de 4,23% depois que a corretora Raymond James Financial elevou sua recomendação para a companhia.
Analistas observaram que os investidores estão novamente observando os mercados de crédito em busca de sinais. No ano passado, os mercados de bônus anteciparam uma deflação e uma desaceleração econômica e eles agora estão apontando para crescimento e inflação. Os juros dos Treasuries até mesmo sugerem um aumento nas taxas de juro pelo Federal Reserve (Fed, banco central americano) este ano.
General Motors e do Citigroup deixaram o índice Dow Jones nesta segunda-feira, substituídas pela Cisco Systems e Travelers, respectivamente. As ações da GM, que pediu concordata no início do mês, fecharam em alta de 39,88%, enquanto as do Citi, que deverá em breve realizar sua aguardada troca de ações preferenciais por ordinárias, recuaram 1,16%. As ações da Travelers subiram 1,08% na sua estreia no índice, enquanto as da Cisco ficaram estáveis.
No setor de tecnologia, as ações da Apple caíram 0,57%, em um dia marcado pelo lançamento dos novos computadores Mac e do novo iPhone e de cortes nos preços dos iPhones existentes durante a Conferência Mundial de Programadores em São Francisco (Califórnia).
Depois do fechamento do mercado, a Texas Instruments anunciou uma significativa melhora em sua previsão de lucro para o atual trimestre. No pregão regular, as ações da Texas fecharam em alta de 0,46%.
Também depois do fechamento, a Suprema Corte dos EUA concedeu um pedido de adiamento da venda dos ativos da Chrysler para a italiana Fiat, feito em nome de um grupo de acionistas. Com isso, fica adiada a saída da Chrysler da concordata.
O índice Dow Jones subiu 1,36 ponto (0,02%) e fechou com 8.764,49 pontos. O Nasdaq caiu 7,02 pontos (0,38%) e fechou com 1.842,40 pontos. O S&P-500 recuou 0,95 ponto (0,10%) e fechou com 939,14 pontos. As informações são da Dow Jones.

NY melhora e abre espaço para Ibovespa subir 0,54%

por Agência ESTADO
08 de Junho de 2009 17:39

São Paulo - As mesmas blue chips que mantiveram o índice Bovespa (Ibovespa) em queda na maior parte da sessão de hoje foram as responsáveis pela inversão para cima na hora final e pelo fechamento no azul. Mas essa melhora só foi possível porque assim permitiu Wall Street, onde os índices também foram devolvendo paulatinamente as perdas. Mas, no fechamento, os índices de ações em Nova York situaram-se ao redor da estabilidade, apenas o Dow Jones com ligeira valorização.
O Ibovespa terminou a segunda-feira em alta de 0,54%, aos 53.630,39 pontos. Na mínima, registrou os 52.483 pontos (-1,61%) e, na máxima, os 53.905 pontos (+1,06%). No mês, acumula ganhos de 0,81% e, no ano, de 42,82%. O giro financeiro foi o menor do mês e totalizou R$ 3,836 bilhões. Os dados são preliminares.
O pregão morno desta segunda-feira foi favorecido pela agenda fraca, que abriu espaço para as mesmas questões que permearam os negócios na sexta-feira continuarem repercutindo nas ações. Ou seja, os especialistas continuam avaliando que há espaço para uma antecipação do processo de alta de juros nos Estados Unidos, leitura reforçada após os dados melhores do que as previsões do mercado de trabalho norte-americano.
Embora seja um indício de que o fundo do poço já pode ter ficado para trás, a leitura que analistas fazem dos recentes dados dos EUA pesa sobre a Bolsa brasileira, uma vez que faz os investidores estrangeiros retomarem o caminho de casa. "Os investidores entraram aqui com o dólar caro e a bolsa barata e, agora, fazem o caminho de volta, embolsando mais de 40% de ganhos no ano e o diferencial do dólar, que está em baixa", comentou um profissional de renda variável de uma corretora em São Paulo, para explicar a continuidade da baixa durante a maior parte da sessão de hoje.
Essa discussão deve continuar a permear os negócios, principalmente em dias de agenda fraca, como hoje. Ainda mais com índices e declarações que reforcem a visão de que a economia norte-americana já deixou seu pior momento para trás. E esta semana está carregada, principalmente do lado doméstico, com os números do PIB do primeiro trimestre, previstos para amanhã, e a taxa Selic (juro básico da economia), que será decidida na quarta-feira pelo Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central, após o fechamento do mercado. Nos EUA, destaque para os estoques no atacado, amanhã, o Livro Bege, na quarta, e as vendas no varejo, quinta-feira, quando será feriado no Brasil (Corpus Christi).
Em Nova York, a recuperação hoje ocorreu principalmente nas ações do setor financeiro. O Dow Jones terminou a sessão em alta de 0,02%, aos 8.764,49 pontos. O S&P recuou 0,10%, aos 939,14 pontos, e o Nasdaq fechou em baixa de 0,38%, aos 1.842,40 pontos.
No Brasil, as ações de bancos também terminaram com elevação, devolvendo as perdas vistas mais cedo. BB ON, 1,79%, Bradesco ON, 0,94%, e Itaú PN, 0,22%.
A inversão do índice foi comandada inicialmente por Vale, que foi a blue chip que primeiro passou a subir na recuperação. As ações terminaram com ganhos de 0,58% na ON e 1,54% na PNA, apesar de os preços de metais básicos terem fechado majoritariamente em baixa. Usiminas PNA terminou em elevação de 2,73%, CSN ON, 0,62%. Gerdau PN e Metalúrgica Gerdau PN, ao contrário, fecharam com queda de 1,61% e 1,93%, respectivamente.
As ações da Petrobras terminaram em sentidos contrários. As ordinárias (ON) avançaram 0,14% e as preferenciais (PN) recuaram 0,29%. Na Bolsa Mercantil de Nova York (Nymex,) o contrato do petróleo com vencimento em julho recuou 0,51%, a US$ 68,09 o barril.
Pão de Açúcar PN terminou em baixa de 1,97% e Globex ON, em queda de 17,43%. Hoje, o Pão de Açúcar divulgou comunicado informando a compra da rede Ponto Frio (Globex Utilidades S/A e suas controladas). O valor da aquisição da participação dos controladores é de R$ 824,5 milhões, o que equivale a 70,24% do capital total.

domingo, 7 de junho de 2009

IBOV...perspectivas para ao início da 2a semana de junho


Nesta primeira semana de junho, o Ibovespa subiu fortemente na segunda, veio buscar sua máxima semanal em 54.955 pontos na terça, mas a partir daí, refluiu em forte realização de lucros, até encontrar suporte na região dos 51.800 pontos, na quarta-feira. Na quinta, apoiado pela recuperação de DJI, retomou o patamar dos 53 mil pontos e nesta última sexta, rompeu novamente os 54 mil pontos ao atingir máxima "intraday" em 54.627 pontos. A partir daí, sintonizado com DJI, refluiu fortemente, até finalizar em 53.341 pontos, alta de apenas +0,27 % sobre o fechamento da semana anterior, nos 53.198 pontos. Apesar do aparente "equilíbrio" no "doji semanal", o "candle" do gráfico diário se assemelha a um "doji evening star", com forte possibilidade de reversão da tendência de alta, no início desta segunda semana de junho. Para reforçar essa possibilidade, alguns dos principais osciladores do gráfico diário também sinalizam a tendência baixista, enquanto a redução no volume negociado observada pelo "on balance volume" - saldo de volume- aponta a "divergência baixista".

Suportes imediatos em 53.050, 52.350, 51.960, 51.500 e 51.150 pontos.
Resistências imediatas em 53.800, 54.570, 54.627 e 54.955 pontos.

DJI...perspectivas para o início da 2a. semana de junho


Nesta primeira semana de junho, DJI deu sequência ao movimento de alta iniciado no meio da semana anterior, com fortes altas na segunda e terça, realização na quarta e retomada da alta na quinta e sexta, quando veio atingir sua máxima em 8.839 pontos. Finalizou nesta semana em 8.763 pontos (alta de +3,09%) em relação ao fechamento da semana anterior em 8.500 pontos. A forte realização "intraday" após atingir a máxima acima dos 8.800 pontos, produziu um "candle" no gráfico diário semelhante a um "doji evening star" com possibilidade de reversão da tendência altista, neste início da segunda semana de junho. Para reforçar esta possibilidade, os principais indicadores gráficos se encontram em região sobrecomprada enquanto podemos observar nesta última semana de alta, um volume negociado declinante, apresentando "divergência baixista", como pode ser evidenciado pelo gráfico do volume quando comparado à sua média exponencial.

Suportes imediatos em 8.700, 8.650, 8.590, 8.500, 8.400 e 8.370 pontos.
Resistências imediatas em 8.786, 8.840 e 8.900 pontos.

sábado, 6 de junho de 2009

Commodities...perspectivas para a 2a. semana de junho


Fonte: Bloomberg
Situação em 05/06

INDEX NAME VALUE CHANGE OPEN HIGH LOW
(Vermelho)UBS BLOOMBERG CMCI 1109.15 -5.15 1115.39 1126.29 1100.19
(Laranja)S&P GSCI 455.40 -1.64 459.31 464.68 451.01
(Verde)RJ/CRB Commodity 257.92 -1.87 260.00 260.08 257.61
(Azul)Rogers Intl 3018.05 -23.32 3054.79 3074.17 2996.52

Situação em 29/05

INDEX NAME VALUE CHANGE OPEN HIGH LOW
UBS BLOOMBERG CMCI 1077.53 14.50 1073.00 1080.12 1071.56
S&P GSCI 443.05 6.59 439.63 444.50 438.54
RJ/CRB Commodity 249.83 0,0 0,0 253.17 249.83
Rogers Intl 2949.00 51.71 2909.35 2953.84 2907.46

Variação semanal 29/05 a 05/06

INDICE Fechamento (29/05) Fechamento(05/06) VARIAÇÃO SEMANAL (%)

UBS BLOOMBERG CMCI 1077.53 1109.15 +2,93%
S&P GSCI 443.05 455.40 +2,79%
RJ/CRB Commodity 249.83 257.92 +3,24%
Rogers Intl 2949.00 3018.05 +2,34%

Análise:
Nesta primeira semana de junho, as commodities finalizaram ainda em alta em relação à última semana de maio, fechando em +2,83% , na média dos quatro índices. Essa correção reduziu a defasagem para cerca de (na média desses 4 índices) -36%, quando comparados aos preços praticados há um ano atrás. O gráfico diário do índice "UBS Bloomberg", traçado em vermelho e semelhante aos demais índices, mostram que os preços fizeram 2 topos coincidentes nesta última semana, na segunda e na sexta, sem contudo romper essa resistência na altura dos (-28%). Esse "topo duplo" não rompido pode estar sugerindo uma forte possibilidade de reversão de tendências, nesta 2a. semana de junho.

sexta-feira, 5 de junho de 2009

Bolsa de NY fecha quase estável em sessão volátil

por Agência ESTADO
05 de Junho de 2009 19:10

Os principais índices do mercado de ações norte-americano fecharam em direções divergentes, mas perto dos níveis de fechamento anterior, refletindo o antagonismo entre os sinais animadores do relatório do mercado de trabalho de maio, que deram impulso às ações do setor industrial - tais como Boeing e United Technologies -, e a desaceleração do setor de commodities - incluindo DuPont.
Em uma sessão volátil, muita da atividade e discussão giraram em torno do relatório de emprego do Departamento do Trabalho. Em maio, a economia dos EUA eliminou 345 mil empregos, um número bem inferior à expectativa de declínio de 525 mil empregos e a menor perda de empregos desde setembro. Este dado deu impulso de 4,12% às ações da Boeing, enquanto as da United Technologies avançaram 2,29%.
Neste mais recente período de alta de quase três meses do índice Dow Jones, as ações de energia e matérias-primas em grande medida deram o ritmo do movimento, com as ações da Alcoa mais do que dobrando de valor nesse período. Nesta sexta-feira, as ações da Alcoa subiram 2,34%, para US$ 10,94. Porém tirando a Alcoa, as ações de empresas de energia e matérias-primas enfrentaram uma firme pressão de venda hoje, com os preços do petróleo e dos metais fazendo uma pausa após os recentes ganhos.
O estímulo para os preços das commodities tem sido em grande medida orientado pela melhora no sentimento econômico global, assim como pelas expectativas de que a inflação provavelmente vai subir no futuro graças à enxurrada de estímulo do governo. Contudo, esses acentuados ganhos em um período curto de tempo criaram uma grande quantidade de céticos.
"Você tem de dizer que muito do aumento nos preços das commodities foi uma antecipação da demanda futura, porque se você olhar para os fundamentos do petróleo, de quanto há em estoque e quanta demanda existe, há pouca justificativa", disse Bill Stone, estrategista-chefe de investimentos do PNC Wealth Management.
Entre as companhias de matérias primas mais atingidas pela liquidação de hoje, destaque para gigante DuPont que caiu 5,96%, depois que o Merrill Lynch rebaixou sua recomendação, citando preocupações tanto com relação aos fundamentos quanto à valorização da companhia de produtos químicos.
O setor financeiro também registrou um desempenho particularmente fraco, com os corretores observando que os temores de inflação que ajudaram a induzir os preços das commodities em alta nas últimas semanas pode mais tarde criar uma questão para os bancos. Se as instituições financeiras precisarem de ajuda adicional do governo, a inflação em alta pode limitar as opções do Federal Reserve. As ações da State Street caíram 3,43% e as do US Bancorp recuaram 4%. Entre as blue chips, JPMorgan fechou em baixa de 2,26% e Bank of America caiu 0,08%.
O índice Dow Jones subiu 12,89 pontos (0,15%) e fechou com 8.763,13 pontos. Na semana, o Dow registrou um ganho de 3,09% e reduziu a perda acumulada desde o início do ano para apenas 0,15%.
O índice S&P-500 caiu 2,37 pontos (-0,25%) e fechou com 940,09 pontos, mas na semana o saldo é positivo em 2,28%. O Nasdaq recuou 0,60 ponto (-0,03%) e fechou em 1.849,42 pontos, com um ganho de 4,23% na semana. As informações são da Dow Jones.

Ibovespa recua 0,23% no dia, mas ganha 0,27% no mês

por Agência ESTADO
05 de Junho de 2009 17:49

O mercado acionário viveu dois momentos hoje, relacionados aos dados do relatório do mercado de trabalho norte-americano do mês de maio. Primeiro, a Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) reagiu positivamente aos números, que surpreenderam ao mostrar um corte de vagas menor do que as previsões. Mas esses dados, por sinalizarem que a economia norte-americana está dando indícios de melhora, garantiram força ao dólar, que se tornou um dos ativos mais procurados nesta sessão. Na contramão, as commodities passaram a ser alvo de ordens de vendas, e isso pesou sobre a Bovespa.
O principal índice do mercado acionário doméstico (Ibovespa) terminou a sexta-feira em baixa de 0,23%, aos 53.341,01 pontos. Na mínima do dia, registrou 53.050 pontos (-0,77%) e, na máxima, os 54.627 pontos (+2,17%). Na semana e no mês, a Bolsa acumula alta de 0,27%. No ano, o Ibovespa sobe 42,05%. O volume de negócios hoje foi de R$ 4,86 bilhões. Os dados são preliminares.
O Departamento do Trabalho dos EUA anunciou o corte de 345 mil vagas no mês passado, número bem inferior às estimativas dos analistas, de perda de 525 mil postos de trabalho. O corte é o menor desde setembro de 2008. O governo americano também revisou em baixa os dados dos dois meses anteriores: em abril, o corte foi revisado de 539 mil para perda de 504 mil e, em março, de -699 mil para 652 mil.
A reação imediata ao anúncio foi de alta nas ações. Mas, na segunda leitura, as ações passaram a cair, por uma boa razão. Os dados sinalizaram que o pior parece mesmo ter ficado para trás nos Estados Unidos e isso chamou investidores de volta ao dólar, com consequente venda de commodities, onde o ganho ontem havia sido significativo.
Na Bovespa, o sinal passou de alta para queda, principalmente por causa do comportamento da Petrobras, que fechou em baixa de 0,33% na ação ordinária (ON) e de -0,32% na preferencial (PN). Na Bolsa Mercantil de Nova York (Nymex), a cotação do contrato do petróleo com vencimento em julho recuou 0,54%, para US$ 68,44 o barril, depois de ter superado os US$ 69 no início do dia.
Vale, por outro lado, subiu - assim como siderúrgicas - estimulada pelo noticiário internacional que trouxe a joint venture entre a Rio Tinto e BHP para a produção de minério de ferro. A mineradora australiana disse que a aliança vai resultar em sinergias de mais de US$ 10 bilhões. Vale ON subiu 1,06% e Vale PNA ganhou 0,25%. Gerdau PN, +0,67%, Metalúrgica Gerdau PN, +0,64%, CSN ON, +1,57%. Usiminas PNA terminou em +1,64%. A Nippon Steel Corporation firmou contrato com o Morgan Stanley que prevê que a instituição financeira comprará até 2,52 milhões de ações ordinárias da Usiminas, representando aproximadamente 1% de seu capital ordinário e 0,50% do capital social da companhia, "com a finalidade exclusiva de transferir tais ações" à Nippon.
Nos EUA, o Dow Jones avançou 0,15%, aos 8.763,13 pontos, o S&P caiu 0,25%, aos 940,09 pontos, e o Nasdaq teve baixa de 0,03%, a 1.849,42 pontos.
Bradesco PN recuou 0,77%. A instituição confirmou hoje a compra do Banco ibi, ligado à rede varejista C&A. O valor da operação é de cerca de R$ 1,4 bilhão, pagos em ações do Bradesco.

Restante da agenda do investidor para a primeira semana de junho

por Rafael de Souza Ribeiro de InfoMoney
29/05/09 19h43


SÃO PAULO - Dentro da agenda para a primeira semana de junho, os investidores estarão atentos, sobretudo, aos dados do mercado de trabalho norte-americano.

No cenário nacional, o destaque fica para os indicadores de preços a serem divulgados durante a semana, como o IPC-Fipe de maio.

Sexta-feira (5/6)

Brasil

Não serão apresentados indicadores relevantes neste dia.

EUA

9h30 - Principal destaque para o Relatório de Emprego do mês de maio, composto por: taxa de desemprego, número de postos de trabalho, ganho por hora trabalhada e média de horas trabalhadas.

15h00 - O Federal Reserve divulga o Consumer Credit referente ao mês de abril, com objetivo de medir o total de crédito ao consumidor.

Segunda-feira (8/6)

Brasil

8h00 - A FGV anuncia o IPC-S (Índice de Preços ao Consumidor - Semanal) referente à primeira quadrissemana de junho. O índice calcula a taxa mensal da variação dos preços até meados da semana anterior àquela em que é divulgado.

8h00 - A FGV publica o IGP-DI (Índice Geral de Preços - Disponibilidade Interna) de maio, importante medida de inflação nacional.

8h30 - O Banco Central revela o relatório semanal Focus, que compila a opinião de consultorias e instituições financeiras sobre os principais índices macroeconômicos.

9h00 - O IBGE reporta a Pesquisa Mensal do Emprego de abril, relatório que trata de mão-de-obra e rendimento do trabalho no Brasil.

10h00 - O órgão ainda apresenta o Levantamento da Produção Agrícola referente ao mês de maio.

11h00 - O Ministério de Comércio Exterior anuncia a Balança Comercial referente à semana anterior, que mede a diferença entre exportações e importações contabilizadas durante o período.

11h00 - O Dieese revela o Índice de Custo de Vida referente ao mês de maio. O relatório contém informações a respeito do custo de vida dos moradores do município de São Paulo.

Ainda a cargo do IBGE, a Pesquisa de Estoques do segundo semestre de 2008 engloba informações conjunturais sobre o volume e a distribuição dos estoques de produtos agropecuários.

EUA

Não serão apresentados indicadores relevantes neste dia.

quinta-feira, 4 de junho de 2009

Bolsa de NY fecha em alta com vigor de ações de bancos

por Agência ESTADO
04 de Junho de 2009 19:13

Os principais índices do mercado de ações norte-americano fecharam em alta, retomando a tendência de ganhos diante do continuado avanço nos preços das commodities (matérias-primas), que alimentaram os ganhos de companhias como Alcoa e Chevron. Além disso, um relatório de análise desencadeou compras no setor financeiro e no mercado mais amplo.
Pela manhã, o RBC Capital disse que os bancos estão no início de um novo "bull market" (mercado com tendência de alta) de vários anos, marcando o mais positivo comentário sobre o setor bancário por um departamento de pesquisa de um grande banco de investimentos em muitos meses. O RBC elevou sua recomendação sobre o setor bancário, dizendo que os investidores devem possuir ações de bancos porque a receita e o lucros das instituições serão conduzidos em alta por amplas margens de juros líquidas e custos de crédito menores.
Entre os destaques do setor bancário, as ações da KeyCorp (que o RBC elevou) dispararam 19,57% e as ações da PNC Financial Services avançaram 8,36%. Entre as blue chips Bank of America subiu 5,89%, JPMorgan avançou 4,03%, Morgan Stanley (4,98%) e Goldman Sachs (5,15%).
As ações também foram beneficiadas por outra rodada de compras de ações de empresas do setor de energia e matérias-primas, depois de ambos os setores terem registrado perdas acentuadas na quarta-feira. Destaque para os preços do petróleo que quase que dobraram de valor desde as mínimas registradas na metade de fevereiro. No mercado de petróleo em Nova York, o contrato para entrega em julho subiu US$ 2,69 (4,07%) e fechou em US$ 68,81 por barril, marcando a máxima de fechamento em sete meses. O petróleo recebeu impulso do relatório do Goldman Sachs em que o banco eleva seu preço alvo para a commodity para US$ 75 por barril em três meses, de uma projeção anterior de US$ 52 por barril.
No setor de energia e matérias-primas destaque para Chevron (+2,24%), ExxonMobil (+1,25%) e Alcoa (+6,16%).
O índice Dow Jones subiu 74,96 pontos (0,86%) e fechou com 8.750,24 pontos, marcando a quinta alta em seis sessões, reduzindo as perdas no ano para apenas 0,30%. O Nasdaq avançou 24,10 pontos (1,32%) e fechou com 1.850,02 pontos. O S&P-500 subiu 10,70 pontos (1,15%) e fechou com 942,46 pontos. As informações são da Dow Jones.

Petrobras, Vale e NY garantem alta de 2,64% da Bolsa

por Agência ESTADO
04 de Junho de 2009 17:52

A forte correção da véspera abriu espaço para a Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) retomar a trajetória de alta hoje, garantida pelos indicadores econômicos que deram fôlego às Bolsas norte-americanas. O relatório do mercado de trabalho dos Estados Unidos de maio, que sai amanhã, serviu como um limitador - nos EUA, para os ganhos e, na Bolsa brasileira, para o volume de negócios. Na Bovespa, a alta firme do petróleo no mercado internacional deu gás às ações da Petrobras, que conduziram o índice Bovespa ao lado das ações da Vale.
O Ibovespa terminou na máxima pontuação do dia, em elevação de 2,64%, aos 53.463,90 pontos. Na mínima, registrou 51.745 pontos (-0,66%). Em junho, o Ibovespa acumula ganho de 0,50% e, em 2009, de 42,38% (dados preliminares). O giro financeiro hoje ficou contido - somou R$ 4,587 bilhões (preliminar) -, em razão, principalmente, da cautela dos investidores com o que vai ser conhecido amanhã nos EUA. As estimativas para o "payroll" (saldo de empregos) são de corte de 525 mil vagas em maio, número bem próximo dos 532 mil postos de trabalho eliminados pelo setor privado em maio, segundo dados da ADP divulgados ontem e considerados uma prévia do relatório oficial.
Hoje, além dos números de pedidos de auxílio-desemprego melhores nos Estados Unidos, também agradaram aos investidores a produtividade da mão de obra no primeiro trimestre, que foi revisada de alta de 0,8% para crescimento de 1,6%, acima das previsões de uma elevação de 1,2%.
Mas os índices em Wall Street não avançaram muito. O Dow Jones terminou o pregão em alta de 0,86%, aos 8.750,24 pontos, o S&P 500 avançou 1,15%, aos 942,46 pontos, e o Nasdaq, +1,32%, aos 1.850,02 pontos. Conduziram os índices os papéis de empresas ligadas aos setores financeiro e de commodities.
As commodities, no caso o petróleo, foi preponderante para a alta do Ibovespa hoje, ao contribuir para a valorização das ações da Petrobras. Os papéis ON (ações ordinária) tiveram valorização de 3,13%, e os PN (preferenciais), de 2,84%. Na Bolsa Mercantil de Nova York (Nymex), a cotação do petróleo no contrato futuro com vencimento em julho subiu 4,07%, para US$ 68,81 o barril. Pressionou a commodity a elevação da estimativa de preço do petróleo (tipo WTI) pelo Goldman Sachs, para US$ 75 o barril em três meses. O banco previu ainda que a commodity chegará a US$ 95 ao fim de 2010, com base nas previsões de uma volta da escassez de energia.
Depois de um início hesitante, Vale também terminou em alta, influenciada pelo desempenho dos metais. Tanto a ação ON quanto a PNA avançaram 2,27%. Os ganhos aumentaram na hora final do pregão.

quarta-feira, 3 de junho de 2009

Indicadores e commodities levam NY a fechar em queda

por Agência ESTADO
03 de Junho de 2009 18:32

O mercado norte-americano de ações fechou em queda, embora o índice Dow Jones tenha ficado bastante acima de sua mínima de 8.598,38 pontos registrada durante a sessão. A queda aconteceu depois de quatro dias consecutivos de altas. O mercado reagiu ao indicador de atividade no setor de serviços dos gerentes de compras (que melhorou em maio, em relação a abril, mas ficou abaixo das previsões), aos dados do nível de emprego da ADP/MA (redução de 532 mil postos de trabalho no setor privado em maio) e à queda dos preços do petróleo que se seguiu à divulgação dos dados do nível dos estoques norte-americanos na semana passada.
O sentimento de que a economia americana pode não estar começando a emergir da crise derrubou os preços de outras commodities, fazendo caírem as ações de empresas relacionadas. As ações da Alcoa caíram 4,28%; no setor de petróleo, as ações da ExxonMobil caíram 1,15% e as da Chevron recuaram 1,57%; as das empresas especializadas em refino de petróleo caíram ainda mais (Valero -17,78%, Sunoco -7,49%). Também caíram as ações de indústrias que recentemente vinham se beneficiando da melhora do sentimento da economia, como Boeing (-1,69%), DuPont (-3,73%) e Caterpillar (-2,11%). As ações da empresa da planos de saúde Aetna caíram 4,66%, depois de a empresa rebaixar sua previsão de lucros.
O índice Dow Jones fechou em queda de 65,63 pontos (-0,75%), em 8.675,24 pontos. O Nasdaq fechou em queda de 10,88 pontos (-0,59%), em 1.825,92 pontos. O S&P-500 caiu 12,98 pontos (-1,37%), para fechar em 931,76 pontos. As informações são da Dow Jones.

Commodities e dados dos EUA puxam queda do Ibovespa

por Agência ESTADO
03 de Junho de 2009 17:33

O tombo do índice Bovespa hoje revelou que a queda da véspera havia sido apenas um tira-gosto. O recuo nos preços das matérias-primas (commodities), os indicadores mais fracos nos Estados Unidos e as declarações do presidente do Federal Reserve (Fed, banco central americano), Ben Bernanke, fizeram os investidores acelerar ladeira abaixo, levando o principal índice acionário doméstico a encerrar com baixa de mais de 3%, mas ainda no patamar de 52 mil pontos.
O Ibovespa caiu 3,54% hoje, aos 52.086,63 pontos. Apesar de elevada, a queda ficou aquém da vista no pior momento do dia, de 4,36%, aos 51.643 pontos. Na máxima, o Ibovespa operou estável, aos 54.001 pontos. Com o desempenho de hoje, o índice passou a acumular perdas em junho, de 2,09%. No ano, a alta atinge 38,71%.
Embora ainda seja considerada uma realização de lucros, o comportamento de hoje chamou a atenção pelo volume financeiro que exibiu. Nas recentes quedas justificadas como uma correção pelos investidores, os analistas destacavam que a vontade de se desfazer dos papéis era pequena e, por isso, o giro financeiro ficava contido. Hoje, ele totalizou R$ 6,488 bilhões (dado preliminar) e chamou a atenção. "Ninguém queria ficar vendido antes. É a primeira vez que isso está acontecendo nestas realizações recentes", comentou o economista da Um Investimentos, Hersz Ferman. Uma das explicações, segundo ele, é de a que a Bolsa já não está barata.
Embora os dados divulgados tenham sido ruins, ficaram relativamente em linha com as previsões. Mas os investidores ainda tinham declarações de Bernanke para embasar suas ordens de vendas. O presidente do Fed alertou que o governo dos EUA não pode tomar empréstimos "indefinidamente" e pediu que os parlamentares se comprometam com a redução do déficit orçamentário, atualmente em quase US$ 2 trilhões.
O Dow Jones terminou o dia em baixa de 0,75%, aos 8.675,24 pontos, o S&P, de -1,37%, aos 931,76 pontos, e o Nasdaq, de -0,59%, aos 1.825,92 pontos. Um dos indicadores que influenciaram o desempenho foi o ISM serviços que, embora tenha subido, de 43,7 em abril para 44 em maio, ficou abaixo da expectativa de que atingiria 45. Outro foi o dado de encomendas à indústria, que avançou 0,7%, menos que o 1% estimado para o mês de abril.
O dado do mercado de trabalho do setor privado nos EUA, da ADP, foi ligeiramente melhor que as estimativas: corte de 532 mil vagas em maio, ante previsão de -550 mil.
No Brasil, além de Bernanke e dos indicadores nos EUA, a queda das commodities também justificou as vendas, sobretudo de investidores estrangeiros. Na Bolsa Mercantil de Nova York (Nymex), o contrato do petróleo com vencimento em julho recuou 3,54%, para US$ 66,12 o barril, depois que os dados de estoques nos EUA mostraram avanço, ante expectativa de recuo.
Petrobras ON terminou em baixa de 4,43% e Petrobras PN, de -4,05%. O diretor-geral da Agência Nacional do Petróleo (ANP), Haroldo Lima, defendeu hoje o aumento da participação do governo no capital total da Petrobras. Vale ON terminou em baixa de 4,15% e Vale PNA, de -3,79%.

segunda-feira, 1 de junho de 2009

Bolsa sobe 2,42% e atinge maior nível desde 1º/9/2008

por Agência ESTADO
01 de Junho de 2009 17:41

Junho teve um início positivo para a Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) e as demais bolsas globais. Uma leva de indicadores sinalizando recuperação da atividade espalhou bom humor entre os investidores, desde a Ásia, Europa e Américas, garantindo ao índice Bovespa (Ibovespa) chegar mais perto dos 55 mil pontos durante a sessão. Ações da Vale e de empresas siderúrgicas foram privilegiadas nas compras, levando o índice ao maior nível desde o início de setembro do ano passado.
O Ibovespa fechou o pregão desta segunda-feira em alta de 2,42%, aos 54.486,29 pontos, maior patamar desde os 55.162,10 pontos de 1º de setembro de 2008. Na mínima do dia, registrou os 53.202 pontos (+0,01%) e, na máxima, os 54.857 pontos (+3,12%). No ano até hoje, o índice acumula ganho de 45,10%. O giro financeiro de hoje totalizou R$ 5,988 bilhões (dado preliminar).
A produção industrial brasileira cresceu 1,1% em abril ante março, na série com ajuste sazonal, segundo o IBGE.
Diante de um horizonte claro, os principais índices do mercado de ações norte-americano subiram, também reagindo ao pedido de concordata da montadora General Motors. "Há uma reação de alívio com esta concordata", resumiu Elizabeth Miller, presidente da Summit Place Financial Advisors. O Dow Jones subiu 2,60%, para 8.721,44 pontos. O Nasdaq avançou 3,06%, para 1.828,68 pontos, e o S&P 500 tinha alta de 2,58%, para 942,87 pontos. As ações da GM fecharam estáveis.
A alta de preço de matérias-primas (commodities) diante da percepção de recuperação do consumo empurrou os papéis da Bovespa, em especial Vale e siderúrgicas. No caso da mineradora, também favoreceu a percepção de que a mineradora conseguirá fechar um acordo mais favorável para a venda de minério de ferro para a China, uma vez que o país vem exibindo uma recuperação em sua atividade.
Vale ON terminou em +4,94%, Vale PNA, em +3,97%, Gerdau PN, +4,32%, Metalúrgica Gerdau PN, +6,28%, Usiminas PNA, +3,19%, e CSN ON, +4,02%. Os metais fecharam em alta.
Petrobras também avançou, mas bem menos. A ação ordinária (ON) teve ganho de +2,87% e a preferencial (PN), de +2,29%. Na Bolsa Mercantil de Nova York (Nymex), o contrato do petróleo com vencimento em julho terminou em alta de 3,42%, a US$ 68,58 por barril, o maior preço do ano até agora.

Bolsa de NY fecha em alta com sinais de recuperação

por Agência ESTADO
01 de Junho de 2009 18:13

Os principais índices do mercado norte-americano de ações fecharam em alta, depois de indicadores de atividade industrial nos EUA, na China e no Reino Unido alimentarem as expectativas de recuperação da economia global. O índice Dow Jones teve seu maior ganho desde 18 de maio e fechou no nível mais alto desde 8 de janeiro e apenas 3,5% abaixo de sua máxima de fechamento do ano. O Nasdaq fechou no nível mais alto desde 13 de outubro de 2008 e o S&P-500 no nível mais alto desde 5 de novembro.
Ações de empresas cujo desempenho tende a acompanhar os ciclos econômicos estavam entre as que mais subiram, entre elas Boeing (+6,35%), United Technologies (+5,06%) e Caterpillar (+5,89%). A alta dos preços das commodities impulsionou ações como Alcoa (+6,62%), Freeport McMoran Copper & Gold (6,78%), ExxonMobil (+3,48%) e Chevron (+3,81%). No setor financeiro, as ações do Citigroup recuaram 0,81%; os editores do Wall Street Journal anunciaram que elas e as ações da concordatária General Motors deixarão de ser componentes do índice Dow Jones a partir de 8 de junho; as ações do Citigroup serão substituídas pelas da seguradora Travelers que subiram 3,07% hoje) e as da GM pelas da empresa de tecnologia Cisco Systems (+5,41% hoje).
O índice Dow Jones fechou em alta de 221,11 pontos (2,60%), em 8.721,44 pontos. O Nasdaq fechou em alta de 54,35 pontos (3,06%), em 1.828,68 pontos. O S&P-500 subiu 23,73 pontos (2,58%), para fechar em 942,87 pontos. As informações são da Dow Jones.