por Agência ESTADO
27 de Maio de 2009 19:14
A forte queda nos preços dos títulos do Tesouro dos EUA alimentou as preocupações em torno da economia do país e pressionou os índices de ações dos Estados Unidos, que devolveram quase todo o ganho de ontem. O índice Dow Jones fechou a 8.300,02 pontos, com queda de 173,47 pontos (-2,05%). O Nasdaq cedeu 19,35 pontos (-1,11%), para 1.731,08 pontos. O S&P 500 perdeu 17,27 pontos (-1,90%), para 893,06 pontos, rompendo o importante suporte psicológico de 900 pontos. O índice caiu em cinco das últimas seis sessões.
Papéis do setor industrial, como 3M (-3,23%) e DuPont (-2,65%) tiveram queda particularmente forte. No setor financeiro, as ações também cederam. JPMorgan recuou 5,15% e American Express cedeu 4,35%. As ações do Bank of America recuaram 0,64%. O banco já levantou mais de três quartos dos US$ 33,9 bilhões apontados como necessários no teste de estresse da instituição.
As vendas de Treasuries e ações se intensificaram depois de uma venda bem-sucedida de T-Note de cinco anos. "Há essa pilha enorme de dinheiro nos Treasuries por causa da fuga por segurança. Quando isso acabar, muito desse dinheiro irá para outros lugares", afirmou Thompson Phillips Jr., presidente da T.S. Phillips Investments. "Contanto que o dólar não entre em queda livre, as ações podem ficar bem."
Pelo menos nesta quarta-feira, o fluxo de investidores que saiu de Treasuries não voltou para as ações. O enfraquecimento do dólar na última semana e algum nervosismo antes dos dados que serão divulgados na quinta e sexta-feira foram responsabilizados por isso.
As ações da GM, que cederam 20,14%, também contribuíram para pressionar o mercado. A montadora informou que não conseguiu atrair os 90% de interessados desejados para prosseguir com uma proposta de troca de mais de US$ 27 bilhões em dívida por ações na empresa reestruturada, o que eleva as chances de pedir concordata.
No segmento tecnologia, SanDisk subiu 14% no Nasdaq. O produtor de cartões de memória conseguiu a extensão de seu acordo de patente com a Samsung. As informações são da Dow Jones.
A intenção deste Blog é o de trazer informações sobre os mercados acionários e seus principais ativos. Esse espaço será utilizado para divulgar análises que fundamentem tendências de curto e médio prazos do Ibovespa, índices de mercados e comodities. Espero que o blog possa contribuir para a interpretação das tendências dos mercados,principalmente em momentos de maior volatilidade e incertezas.
quarta-feira, 27 de maio de 2009
Bolsa arrisca 53 mil pontos, mas NY pesa e cai 0,09%
por Agência ESTADO
27 de Maio de 2009 17:53
A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) se comportou hoje como maratonista que perde o pódio a poucos metros da chegada: depois de operar em alta quase 90% do pregão, virou na hora final acompanhando a piora em Nova York e fechou com ligeira baixa. Com isso, foram frustradas as apostas de que finalmente hoje a barreira dos 52 mil pontos do índice Bovespa (Ibovespa) seria rompida no fechamento. Durante a sessão, o Ibovespa até foi além, ao superar os 53 mil pontos, empurrado pelos investidores estrangeiros. Mas não teve fôlego de um atleta fundista.
O Ibovespa terminou a sessão em baixa de 0,09%, aos 51.791,61 pontos. Na mínima do dia, registrou os 51.637 pontos (-0,39%) e, na máxima, os 53.092 pontos (+2,41%). No mês, o Ibovespa acumula ganho de 9,52% e, no ano, de 37,93%. O giro financeiro totalizou R$ 5,304 bilhões hoje (dado preliminar).
Apesar da inversão na hora final, especialistas continuam a apostar que a trajetória é de alta para a Bolsa, ainda mais depois que os indicadores dos EUA vieram melhores, ontem e hoje. "A Bovespa está com uma tendência bem clara de alta. Se fundamentada ou não, não importa, porque o fluxo é que tem conduzido os negócios", comentou o gerente de contas da Hera Investment, Fernando Campello. Segundo ele, a Bovespa tem se pautado pelo curto prazo, conquistando dia a dia um novo patamar, à medida que são divulgados índices que sinalizam uma melhora das condições econômicas.
O dado conhecido hoje nos EUA corroborou o sentimento do consumidor da véspera, de que o pior realmente parece já ter ficado para trás. Foi divulgado hoje o dado de vendas de imóveis residenciais usados, que mostrou avanço de 2,9% em abril ante março, para a média de 4,68 milhões de unidades, ligeiramente melhor que as 4,67 milhões de unidades estimadas pelos economistas.
Apesar do número melhor, o que pesou em Wall Street hoje foi o noticiário envolvendo a General Motors e também os temores com os potenciais efeitos do aumento da oferta de bônus da dívida norte-americana. O Dow Jones caiu 2,05%, para 8.300,02 pontos. O S&P 500 recuou 1,90%, para 893,06 pontos, e o Nasdaq perdeu 1,11%, para 1.731,08 pontos.
As ações da GM tiveram baixa de 20,14%, após a montadora anunciar que não seguirá adiante com a troca de dívida de US$ 27,2 bilhões porque o interesse dos detentores de bônus ficou bem abaixo dos 90% desejados pela montadora. O fracasso da proposta aumenta a chance de a empresa pedir concordata.
No Brasil, os destaques de elevação foram ações dos setores siderúrgico e de papel e celulose. E dentre as siderúrgicas, Gerdau foi a estrela, depois do relatório do banco JPMorgan que elevou de "neutro" para "acima da média" a recomendação para as ações da empresa e ampliou em 60% o preço-alvo para os papéis em dezembro, de R$ 15,00 para R$ 24,00. Gerdau PN avançou 3,64%, na maior alta do Ibovespa. Metalúrgica Gerdau PN teve ganho de 2,56%. CSN ON teve variação positiva de 0,60% e Usiminas PNA, de 0,20%.
Vale acabou fechando em queda, seguindo o preço dos metais básicos no exterior. Além disso, os analistas explicaram que o fluxo de estrangeiros na Bovespa acabou por escolher outros ativos mais defasados, como o segmento de papel e celulose, e muitos acabaram se desfazendo dos papéis da mineradora para promover uma alteração nas carteiras. Vale ON terminou em baixa de 2,65% e Vale PNA, de -2,24%.
Outra explicação para essa troca de papéis foi o rebaixamento, pelo Goldman Sachs, da recomendação para a mineradora para "neutro". A instituição ainda a retirou da lista "Latin America Focus Ideas", uma vez que o cenário positivo já está precificado nos papéis da companhia brasileira. Ontem, a Fitch havia elevado elevou os ratings de crédito da mineradora.
No setor de construção civil, Rossi Residencial ON fechou em alta de 1,75%, Cyrela, em 1,35%, mas Gafisa ON caiu 1,86%. Hoje, o Banco Central informou que as operações de crédito do segmento imobiliário apresentaram expansão de 2,6% em abril na comparação com março. Com o aumento, a carteira dessas operações atingiu R$ 65,804 bilhões. Em 12 meses, o volume de financiamentos para a compra de imóveis saltou 40,4%.
No setor de papel e celulose, a notícia divulgada ontem à noite de que os estoques mundiais de celulose caíram para 35 dias de abastecimento em abril, em comparação com 43 dias em março, também justificou as compras. Aracruz PNB, +0,30%, VCP PN, +1,71%, e Klabin PN - na segunda maior alta do Ibovespa - avançou 3,13%.
Petrobras conseguiu sustentar os ganhos na ação ON (+0,33%), mas fechou estável na preferencial (PN). No exterior, o barril para julho negociado na Bolsa Mercantil de Nova York terminou em US$ 63,45, alta de 1,60%. Puxou a elevação a declaração do ministro de Petróleo da Arábia Saudita, Ali Naimi, de que o país notou sinais de aumento na demanda pela commodity. Essa visão foi reforçada pelo secretário-geral da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep), Abdalla Salem El-Badri, que disse que a demanda por petróleo deve retomar o fôlego até o final deste ano e que os sinais de recuperação econômica são evidentes.
27 de Maio de 2009 17:53
A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) se comportou hoje como maratonista que perde o pódio a poucos metros da chegada: depois de operar em alta quase 90% do pregão, virou na hora final acompanhando a piora em Nova York e fechou com ligeira baixa. Com isso, foram frustradas as apostas de que finalmente hoje a barreira dos 52 mil pontos do índice Bovespa (Ibovespa) seria rompida no fechamento. Durante a sessão, o Ibovespa até foi além, ao superar os 53 mil pontos, empurrado pelos investidores estrangeiros. Mas não teve fôlego de um atleta fundista.
O Ibovespa terminou a sessão em baixa de 0,09%, aos 51.791,61 pontos. Na mínima do dia, registrou os 51.637 pontos (-0,39%) e, na máxima, os 53.092 pontos (+2,41%). No mês, o Ibovespa acumula ganho de 9,52% e, no ano, de 37,93%. O giro financeiro totalizou R$ 5,304 bilhões hoje (dado preliminar).
Apesar da inversão na hora final, especialistas continuam a apostar que a trajetória é de alta para a Bolsa, ainda mais depois que os indicadores dos EUA vieram melhores, ontem e hoje. "A Bovespa está com uma tendência bem clara de alta. Se fundamentada ou não, não importa, porque o fluxo é que tem conduzido os negócios", comentou o gerente de contas da Hera Investment, Fernando Campello. Segundo ele, a Bovespa tem se pautado pelo curto prazo, conquistando dia a dia um novo patamar, à medida que são divulgados índices que sinalizam uma melhora das condições econômicas.
O dado conhecido hoje nos EUA corroborou o sentimento do consumidor da véspera, de que o pior realmente parece já ter ficado para trás. Foi divulgado hoje o dado de vendas de imóveis residenciais usados, que mostrou avanço de 2,9% em abril ante março, para a média de 4,68 milhões de unidades, ligeiramente melhor que as 4,67 milhões de unidades estimadas pelos economistas.
Apesar do número melhor, o que pesou em Wall Street hoje foi o noticiário envolvendo a General Motors e também os temores com os potenciais efeitos do aumento da oferta de bônus da dívida norte-americana. O Dow Jones caiu 2,05%, para 8.300,02 pontos. O S&P 500 recuou 1,90%, para 893,06 pontos, e o Nasdaq perdeu 1,11%, para 1.731,08 pontos.
As ações da GM tiveram baixa de 20,14%, após a montadora anunciar que não seguirá adiante com a troca de dívida de US$ 27,2 bilhões porque o interesse dos detentores de bônus ficou bem abaixo dos 90% desejados pela montadora. O fracasso da proposta aumenta a chance de a empresa pedir concordata.
No Brasil, os destaques de elevação foram ações dos setores siderúrgico e de papel e celulose. E dentre as siderúrgicas, Gerdau foi a estrela, depois do relatório do banco JPMorgan que elevou de "neutro" para "acima da média" a recomendação para as ações da empresa e ampliou em 60% o preço-alvo para os papéis em dezembro, de R$ 15,00 para R$ 24,00. Gerdau PN avançou 3,64%, na maior alta do Ibovespa. Metalúrgica Gerdau PN teve ganho de 2,56%. CSN ON teve variação positiva de 0,60% e Usiminas PNA, de 0,20%.
Vale acabou fechando em queda, seguindo o preço dos metais básicos no exterior. Além disso, os analistas explicaram que o fluxo de estrangeiros na Bovespa acabou por escolher outros ativos mais defasados, como o segmento de papel e celulose, e muitos acabaram se desfazendo dos papéis da mineradora para promover uma alteração nas carteiras. Vale ON terminou em baixa de 2,65% e Vale PNA, de -2,24%.
Outra explicação para essa troca de papéis foi o rebaixamento, pelo Goldman Sachs, da recomendação para a mineradora para "neutro". A instituição ainda a retirou da lista "Latin America Focus Ideas", uma vez que o cenário positivo já está precificado nos papéis da companhia brasileira. Ontem, a Fitch havia elevado elevou os ratings de crédito da mineradora.
No setor de construção civil, Rossi Residencial ON fechou em alta de 1,75%, Cyrela, em 1,35%, mas Gafisa ON caiu 1,86%. Hoje, o Banco Central informou que as operações de crédito do segmento imobiliário apresentaram expansão de 2,6% em abril na comparação com março. Com o aumento, a carteira dessas operações atingiu R$ 65,804 bilhões. Em 12 meses, o volume de financiamentos para a compra de imóveis saltou 40,4%.
No setor de papel e celulose, a notícia divulgada ontem à noite de que os estoques mundiais de celulose caíram para 35 dias de abastecimento em abril, em comparação com 43 dias em março, também justificou as compras. Aracruz PNB, +0,30%, VCP PN, +1,71%, e Klabin PN - na segunda maior alta do Ibovespa - avançou 3,13%.
Petrobras conseguiu sustentar os ganhos na ação ON (+0,33%), mas fechou estável na preferencial (PN). No exterior, o barril para julho negociado na Bolsa Mercantil de Nova York terminou em US$ 63,45, alta de 1,60%. Puxou a elevação a declaração do ministro de Petróleo da Arábia Saudita, Ali Naimi, de que o país notou sinais de aumento na demanda pela commodity. Essa visão foi reforçada pelo secretário-geral da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep), Abdalla Salem El-Badri, que disse que a demanda por petróleo deve retomar o fôlego até o final deste ano e que os sinais de recuperação econômica são evidentes.
Petróleo sobe 1,6% e fecha a US$ 63,45 o barril em NY
por Agência ESTADO
27 de Maio de 2009 17:04
Nova York - Os preços dos contratos futuros de petróleo fecharam hoje no maior nível desde novembro de 2008 após comentários de membros da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) sobre recuperação da demanda. Na Bolsa Mercantil de Nova York (Nymex, na sigla em inglês), o contrato com vencimento em julho fechou com alta de US$ 1,00 (1,60%), a US$ 63,45 por barril. No sistema eletrônico ICE, o contrato de julho subiu US$ 1,26 (2,10%), para fechar em US$ 62,50 por barril.
O mercado de petróleo teve um raro descolamento dos índices de ações nesta quarta-feira após o ministro de petróleo da Arábia Saudita, Ali Naimi, dizer que clientes estão encomendando volumes maiores da commodity e que vê uma "recuperação no horizonte". Enquanto isso, as ações foram pressionadas pela preocupação com os potenciais efeitos do aumento da oferta de bônus da dívida norte-americana e pelo anúncio da General Motors de que não seguirá adiante com a troca de dívida de US$ 27,2 bilhões porque o interesse dos detentores de bônus ficou bem abaixo da meta de 90%.
Outros membros da Opep foram mais cautelosos que a Arábia Saudita em suas declarações. O secretário-geral do cartel, general Abdalla Salem El-Badri, disse que a oferta ainda é robusta e a demanda, fraca. Apesar disso, ele previu que o barril pode chegar a U$ 70 até o final do ano com a esperada recuperação da economia.
A Opep tem reunião marcada para amanhã em Viena e não deve alterar suas cotas de produção após os cortes recentes que somaram 4,2 milhões de barris por dia. O comprometimento com essa redução chega a apenas 80%, mas a alta dos preços pode fazer com que os exportadores aumentem suas cotas de produção.
Nos Estados Unidos, os estoques de petróleo apenas começaram a cair, após atingirem os maiores níveis em 18 meses em abril. Os norte-americanos costumam consumir mais gasolina durante o verão, o que pode reduzir o volume armazenado mesmo que a Opep aumente a produção. Amanhã saem novos dados sobre os estoques dos EUA e analistas esperam queda de 500 mil barris de petróleo, 1,7 milhão de barris de gasolina e aumento de 1,1 milhão de barris de destilados, que incluem diesel e gás para calefação. As informações são da Dow Jones.
27 de Maio de 2009 17:04
Nova York - Os preços dos contratos futuros de petróleo fecharam hoje no maior nível desde novembro de 2008 após comentários de membros da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) sobre recuperação da demanda. Na Bolsa Mercantil de Nova York (Nymex, na sigla em inglês), o contrato com vencimento em julho fechou com alta de US$ 1,00 (1,60%), a US$ 63,45 por barril. No sistema eletrônico ICE, o contrato de julho subiu US$ 1,26 (2,10%), para fechar em US$ 62,50 por barril.
O mercado de petróleo teve um raro descolamento dos índices de ações nesta quarta-feira após o ministro de petróleo da Arábia Saudita, Ali Naimi, dizer que clientes estão encomendando volumes maiores da commodity e que vê uma "recuperação no horizonte". Enquanto isso, as ações foram pressionadas pela preocupação com os potenciais efeitos do aumento da oferta de bônus da dívida norte-americana e pelo anúncio da General Motors de que não seguirá adiante com a troca de dívida de US$ 27,2 bilhões porque o interesse dos detentores de bônus ficou bem abaixo da meta de 90%.
Outros membros da Opep foram mais cautelosos que a Arábia Saudita em suas declarações. O secretário-geral do cartel, general Abdalla Salem El-Badri, disse que a oferta ainda é robusta e a demanda, fraca. Apesar disso, ele previu que o barril pode chegar a U$ 70 até o final do ano com a esperada recuperação da economia.
A Opep tem reunião marcada para amanhã em Viena e não deve alterar suas cotas de produção após os cortes recentes que somaram 4,2 milhões de barris por dia. O comprometimento com essa redução chega a apenas 80%, mas a alta dos preços pode fazer com que os exportadores aumentem suas cotas de produção.
Nos Estados Unidos, os estoques de petróleo apenas começaram a cair, após atingirem os maiores níveis em 18 meses em abril. Os norte-americanos costumam consumir mais gasolina durante o verão, o que pode reduzir o volume armazenado mesmo que a Opep aumente a produção. Amanhã saem novos dados sobre os estoques dos EUA e analistas esperam queda de 500 mil barris de petróleo, 1,7 milhão de barris de gasolina e aumento de 1,1 milhão de barris de destilados, que incluem diesel e gás para calefação. As informações são da Dow Jones.
domingo, 24 de maio de 2009
VALE 5...projeções para a última semana de maio

Após atingir sua máxima, em 34,70, no início da semana quando abriu com "gap" de forte alta, na segunda-feira, VALE 5 não suportou a pressão vendedora e refluiu novamente até o patamar dos 32,00, finalizando em 32,42. Analisando o gráfico semanal, podemos observar que apesar de se manter ainda no canal de alta construido nestes últimos 3 meses, os fechamentos semanais estão se mantendo em um "sub-canal de baixa" projetando uma variação de fechamento entre 31,20 e 32,34 para esta última semana de maio. Alguns osciladores apresentam divergência de baixa, sinalizando essa perspectiva. Para reforçar mais a possibilidade da tendência baixista, o "candle" do gráfico semanal é um martelo invertido que pode confirmar essa reversão de tendência.
Suportes imediatos em 32,34; 31,80 e 31,20.
Resistências imediatas em 32,65; 33,00 e 33,25.
IBOV...pespectivas para a última semana de maio

No início da semana passada, o Ibovespa influenciado pelos mercados futuros externos em forte alta, foi buscar nova máxima nos 52.640 pontos, sem contudo conseguir finalizar a semana nesse patamar, fechando a semana, nesta última sexta, nos 50.568 pontos, alta de 1,1% sobre o fechamento da semana anterior, nos 50.007 pontos. Apesar do fechamento positivo no patamar dos 50 mil pontos, o "candle" do gráfico semanal se assemelha a um "martelo invertido" que pode estar sinalizando uma possível reversão de tendência. Os principais osciladores também sinalizam essa possibilidade.
Suportes imediatos em 49.800, 49.010, 48.280 e 47.290 pontos.
Resistências imediatas em 50.600, 51.550, 52.350 e 52.640 pontos.
DJI...perspectivas para a última semana de maio

No início desta 3a. semana de maio, influenciado pela bolsa da Índia que abriu a semana com 17% de alta, DJI foi buscar nova máxima nos 8.592 pontos. De terça em diante, refluiu até encontrar suporte na mínima, nesta sexta, nos 8.257 pontos, devolvendo praticamente todo ganho conquistado na segunda, ao finalizar nos 8.277 pontos, alta de apenas 0,11% em relação ao fechamento da semana anterior, nos 8.268 pontos. Perdeu novamente o fibo de 61,8% da alta recente, nos 8.300 pontos e fechou muito próximo do suporte nos 8.220 pontos. O "candle" do gráfico semanal poderá ser um "gravestone doji", martelo invertido que pode estar sinalizando uma forte reversão de tendência, depois que DJI refluiu da máxima até o ponto de origem do movimento anterior. Os principais osciladores do gráfico diário também sinalizam a continuidade da queda.
Suportes em 8.275, 8.220, 8.170, 8.145 e 7.850 pontos.
Resistências em 8.310, 8.510, 8.535 e 8.592 pontos.
Commodities...perspectivas para a última semana de maio

Fonte: Bloomberg
Situação em 22/05
INDEX NAME VALUE CHANGE OPEN HIGH LOW
(Vermelho)UBS BLOOMBERG CMCI 1039.05 12.22 1037.54 1040.79 1030.24
(Laranja)S&P GSCI 420.08 4.40 418.28 421.29 414.74
(Verde)RJ/CRB Commodity 244.10 1.74 242.46 244.40 242.36
(Azul)Rogers Intl 2815.60 33.97 2798.92 2819.07 2786.07
Situação em 15/05
INDEX NAME VALUE CHANGE OPEN HIGH LOW
UBS BLOOMBERG CMCI 1009.61 -19.58 1022.58 1027.39 1007.28
S&P GSCI 399.85 -12.68 412.42 413.20 399.01
RJ/CRB Commodity 236.24 -5.55 241.81 241.83 236.24
Rogers Intl 2700.55 -69.33 2769.82 2775.64 2691.28
Variação semanal 15/05 a 22/05
INDICE Fechamento (15/05) Fechamento(22/05) VARIAÇÃO SEMANAL (%)
UBS BLOOMBERG CMCI 1009.61 1039.05 +2,91%
S&P GSCI 399.85 420.08 +5,06%
RJ/CRB Commodity 236.24 244.10 +3,33%
Rogers Intl 2700.55 2815.60 +4,26%
Análise:
Nesta terceira semana de maio, as commodities finalizaram em alta em relação à semana anterior, recuperando totalmente as perdas daquela semana, fechando em +3,89% , na média dos quatro índices. Essa correção reduziu a defasagem para cerca de (na média desses 4 índices) -41%, quando comparados aos preços praticados há um ano atrás. O gráfico diário do índice "UBS Bloomberg", traçado em vermelho e semelhante aos demais índices, mostram os preços se movimentando em um "canal ascendente". O movimento nesse canal, permanece indefinido, podendo realizar lucros nesta última semana de maio, após a vigorosa alta verificada recentemente.
sexta-feira, 22 de maio de 2009
Ibovespa acumula ganho de 3,18% na semana
22 de Maio de 2009 17:52
Depois de uma semana marcada pela elevada volatilidade, a Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) teve uma sexta-feira morna, de lado, com os investidores sem muito entusiasmo para dar qualquer passo, para lá ou para cá. O feriado nos Estados Unidos e em Londres (bancário) na próxima segunda-feira tirou o fôlego dos negócios, o que, no entanto, não impediu a alta do índice Bovespa (Ibovespa), puxada pelo avanço do preço de matérias-primas (commodities) e também pelo humor mais tranquilo depois de três sessões em baixa.
O Ibovespa terminou o dia em alta de 0,96%, aos 50.568,49 pontos. Apesar de ter tido maior número de quedas que de ganhos na semana, o resultado acumulado no período foi positivo em 3,18%, graças aos mais de 5% de ganhos registrados no pregão de segunda-feira. No mês, o Ibovespa acumula variação positiva de 6,93% e, no ano, de 34,67%. Na mínima de hoje, o índice atingiu 49.989 pontos (-0,20%) e, na máxima, os 50.893 pontos (+1,61%). O giro financeiro totalizou R$ 3,62 bilhões, o menor de maio até hoje (dado preliminar).
O dia foi de agenda bastante tranquila, aqui e no exterior, e os dados conhecidos tiveram viés positivo. Num deles, o Banco do Japão (BoJ) elevou sua avaliação sobre a economia pela primeira vez desde julho de 2006. Segundo o presidente da autoridade monetária, Masaaki Shirakawa, o Produto Interno Bruto (PIB) do país provavelmente será "melhor" no segundo trimestre do que o declínio recorde do primeiro trimestre deste ano. Mas ele advertiu que os riscos de recessão e as incertezas permanecem altos.
Ainda na Ásia, a China previu crescimento de 8% da produção industrial no segundo trimestre e mais de 10% no segundo semestre, o que deu gás ao avanço dos preços de matérias-primas, beneficiando as ações ligadas ao setor no Brasil. Nos primeiros quatro meses do ano, a produção industrial chinesa cresceu 5,5%.
Petrobras teve desempenho melhor que o da Vale, que ontem divulgou a revisão do plano de investimentos para este ano, com corte de pouco mais de US$ 5 bilhões. Como ontem os papéis da Vale já caíram, os efeitos hoje foram suavizados, ainda mais que os preços de metais subiram no mercado externo. Segundo um profissional de renda variável de um banco doméstico, algumas grandes instituições aproveitaram para fazer ajustes nas carteiras e, no caso de Vale, houve um pouco de troca de ação ordinária (ON) por preferencial nominativa da classe A (PNA), ou de papéis da mineradora por outros mais baratos ou defensivos.
Vale ON terminou o dia em baixa de 0,19%, e Vale PNA subiu 0,43%. Petrobras ON avançou 1,23% e Petrobras PN, 1,14%. Na Bolsa Mercantil de Nova York (Nymex), o contrato de petróleo com vencimento em julho fechou em elevação de 1,01%, a US$ 61,67 o barril.
Nos EUA, no final da sessão as ações do setor financeiro pesaram e levaram os índices para baixo. O Dow Jones terminou em queda de 0,18% (8.277,32 pontos), o S&P teve perda de 0,15%, aos 887,00 pontos, e o Nasdaq de 0,19%, aos 1.692,01 pontos. As ações da seguradora AIG recuaram 5,56%, com a notícia de que o chairman e executivo-chefe, Edward Liddy, vai deixar a empresa assim que puder ser substituído.
As ações da GM despencaram 25,52%, com a perspectiva de que a montadora venha a declarar concordata na semana que vem, segundo o Washington Post. Mas o noticiário de hoje também informou que uma montadora chinesa expressou interesse em comprar a Opel e a Vauxhall, que fazem parte das operações da empresa norte-americana na Europa.
Depois de uma semana marcada pela elevada volatilidade, a Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) teve uma sexta-feira morna, de lado, com os investidores sem muito entusiasmo para dar qualquer passo, para lá ou para cá. O feriado nos Estados Unidos e em Londres (bancário) na próxima segunda-feira tirou o fôlego dos negócios, o que, no entanto, não impediu a alta do índice Bovespa (Ibovespa), puxada pelo avanço do preço de matérias-primas (commodities) e também pelo humor mais tranquilo depois de três sessões em baixa.
O Ibovespa terminou o dia em alta de 0,96%, aos 50.568,49 pontos. Apesar de ter tido maior número de quedas que de ganhos na semana, o resultado acumulado no período foi positivo em 3,18%, graças aos mais de 5% de ganhos registrados no pregão de segunda-feira. No mês, o Ibovespa acumula variação positiva de 6,93% e, no ano, de 34,67%. Na mínima de hoje, o índice atingiu 49.989 pontos (-0,20%) e, na máxima, os 50.893 pontos (+1,61%). O giro financeiro totalizou R$ 3,62 bilhões, o menor de maio até hoje (dado preliminar).
O dia foi de agenda bastante tranquila, aqui e no exterior, e os dados conhecidos tiveram viés positivo. Num deles, o Banco do Japão (BoJ) elevou sua avaliação sobre a economia pela primeira vez desde julho de 2006. Segundo o presidente da autoridade monetária, Masaaki Shirakawa, o Produto Interno Bruto (PIB) do país provavelmente será "melhor" no segundo trimestre do que o declínio recorde do primeiro trimestre deste ano. Mas ele advertiu que os riscos de recessão e as incertezas permanecem altos.
Ainda na Ásia, a China previu crescimento de 8% da produção industrial no segundo trimestre e mais de 10% no segundo semestre, o que deu gás ao avanço dos preços de matérias-primas, beneficiando as ações ligadas ao setor no Brasil. Nos primeiros quatro meses do ano, a produção industrial chinesa cresceu 5,5%.
Petrobras teve desempenho melhor que o da Vale, que ontem divulgou a revisão do plano de investimentos para este ano, com corte de pouco mais de US$ 5 bilhões. Como ontem os papéis da Vale já caíram, os efeitos hoje foram suavizados, ainda mais que os preços de metais subiram no mercado externo. Segundo um profissional de renda variável de um banco doméstico, algumas grandes instituições aproveitaram para fazer ajustes nas carteiras e, no caso de Vale, houve um pouco de troca de ação ordinária (ON) por preferencial nominativa da classe A (PNA), ou de papéis da mineradora por outros mais baratos ou defensivos.
Vale ON terminou o dia em baixa de 0,19%, e Vale PNA subiu 0,43%. Petrobras ON avançou 1,23% e Petrobras PN, 1,14%. Na Bolsa Mercantil de Nova York (Nymex), o contrato de petróleo com vencimento em julho fechou em elevação de 1,01%, a US$ 61,67 o barril.
Nos EUA, no final da sessão as ações do setor financeiro pesaram e levaram os índices para baixo. O Dow Jones terminou em queda de 0,18% (8.277,32 pontos), o S&P teve perda de 0,15%, aos 887,00 pontos, e o Nasdaq de 0,19%, aos 1.692,01 pontos. As ações da seguradora AIG recuaram 5,56%, com a notícia de que o chairman e executivo-chefe, Edward Liddy, vai deixar a empresa assim que puder ser substituído.
As ações da GM despencaram 25,52%, com a perspectiva de que a montadora venha a declarar concordata na semana que vem, segundo o Washington Post. Mas o noticiário de hoje também informou que uma montadora chinesa expressou interesse em comprar a Opel e a Vauxhall, que fazem parte das operações da empresa norte-americana na Europa.
Bolsa de NY vira no final e fecha em queda; GM cai 25%
por Agência ESTADO
22 de Maio de 2009 18:11
O mercado norte-americano de ações inverteu o sinal na última hora do pregão e fechou com os principais índices em baixa. Os volumes foram reduzidos, por causa do feriado da próxima segunda-feira, e pesou no sentimento do mercado a possibilidade de a Moody's Investors Service rebaixar o rating da dívida dos EUA.
As ações dos bancos recuaram, depois do anúncio, no fim da tarde de quinta-feira, da falência do BankUnited, da Flórida. As da General Motors sofreram queda forte, diante da probabilidade cada vez maior de que a empresa tenha que pedir concordata. "A falência da GM é uma certeza? Parece que o mercado de opções está dizendo que sim", disse Jon Najarian, da Option Monster. As ações da GM caíram 25,52% hoje.
No setor financeiro, as ações da American Express caíram 3,11%, as do Bank of America recuaram 2,98%, as do Citigroup perderam 1,34% e as do JPMorgan Chase fecharam em queda de 1,40%. As ações da indústria de biotecnologia para o setor agropecuário Monsanto caíram 3%, depois de rebaixamento de recomendação pelos analistas do Citigroup. No setor de comércio varejista, as ações da Sears subiram 10,38%, em reação a seu informe de resultados; as da GAP, que também divulgou resultados, avançaram 2,57%.
O índice Dow Jones fechou em queda de 14,81 pontos (-0,18%), em 8.277,32 pontos. O Nasdaq fechou em baixa de 3,24 pontos (-0,19%), em 1.692,01 pontos. O S&P-500 recuou 1,33 ponto (-0,15%), para fechar em 887,00 pontos. Na semana, o Dow Jones acumulou uma alta de 0,10%, o Nasdaq, um avanço de 0,71% e o S&P-500, um ganho de 0,47%. As informações são da Dow Jones.
22 de Maio de 2009 18:11
O mercado norte-americano de ações inverteu o sinal na última hora do pregão e fechou com os principais índices em baixa. Os volumes foram reduzidos, por causa do feriado da próxima segunda-feira, e pesou no sentimento do mercado a possibilidade de a Moody's Investors Service rebaixar o rating da dívida dos EUA.
As ações dos bancos recuaram, depois do anúncio, no fim da tarde de quinta-feira, da falência do BankUnited, da Flórida. As da General Motors sofreram queda forte, diante da probabilidade cada vez maior de que a empresa tenha que pedir concordata. "A falência da GM é uma certeza? Parece que o mercado de opções está dizendo que sim", disse Jon Najarian, da Option Monster. As ações da GM caíram 25,52% hoje.
No setor financeiro, as ações da American Express caíram 3,11%, as do Bank of America recuaram 2,98%, as do Citigroup perderam 1,34% e as do JPMorgan Chase fecharam em queda de 1,40%. As ações da indústria de biotecnologia para o setor agropecuário Monsanto caíram 3%, depois de rebaixamento de recomendação pelos analistas do Citigroup. No setor de comércio varejista, as ações da Sears subiram 10,38%, em reação a seu informe de resultados; as da GAP, que também divulgou resultados, avançaram 2,57%.
O índice Dow Jones fechou em queda de 14,81 pontos (-0,18%), em 8.277,32 pontos. O Nasdaq fechou em baixa de 3,24 pontos (-0,19%), em 1.692,01 pontos. O S&P-500 recuou 1,33 ponto (-0,15%), para fechar em 887,00 pontos. Na semana, o Dow Jones acumulou uma alta de 0,10%, o Nasdaq, um avanço de 0,71% e o S&P-500, um ganho de 0,47%. As informações são da Dow Jones.
IBOV...após 21/05...suportes e resistências

O Ibovespa abriu na máxima nos 51.244 pontos, veio buscar suporte na mínima nos 49.565 pontos e finalizou em 50.087 pontos (-2,26%). O "candle" do gráfico diário é um "martelo cheio" sinalizando tendência de alta, após a recuperação da forte pressão vendedora.
Suportes imediatos em 49.570, 49.080 e 47.700 pontos.
Resistências imediatas em 50.090, 51.300, 51.600 e 52.100 pontos.
DJI...após 21/05...suportes e resistências

DJI abriu na máxima, nos 8.416 pontos, fez a mínima nos 8.221 pontos e finalizou nos 8.292 pontos (-1,54%). O "candle" do gráfico diário de DJI é um "martelo cheio" sinalizando alta, mostrando boa recuperação após a forte pressão vendedora.
Suportes imediatos em 8.250, 8.220 e 8.145 pontos.
Resistências imediatas em 8.380, 8.420 e 8.500 pontos.
quinta-feira, 21 de maio de 2009
NY recua com perspectiva negativa para o Reino Unido
por Agência ESTADO
21 de Maio de 2009 18:43
Os principais índices do mercado de ações dos EUA fecharam com queda, pressionados pela decisão da agência de classificação de risco Standard & Poor's de colocar o rating do Reino Unido em perspectiva negativa. Isso reforçou o temor a respeito do estado da economia global e empurrou para baixo os preços dos papéis do setor industrial e de matérias-primas (commodities).
A S&P disse que poderá cortar o rating de crédito soberano do Reino Unido, atualmente em AAA, se o próximo governo não tomar nenhuma atitude para reduzir o nível de empréstimos tomados. Diante disso, reduziu a perspectiva para o rating soberano do Reino Unido para negativo, de estável. A S&P deixou claro, entretanto, que uma eventual redução no rating não deve ocorrer em breve.
Para alguns investidores, o alerta aumentou a possibilidade de cortes na perspectiva dos EUA e de outros países desenvolvidos de peso que enfrentam dificuldades para reativar suas economias desde que a crise global surgiu no ano passado. "Entramos nessa bagunça com alavancagem e endividamento das famílias e isso mostra que não podemos sair disso apenas substituindo esses débitos por dívida do governo", afirmou Randy Bateman, chefe de investimentos do Huntington Funds.
A queda de mais de cem pontos hoje no índice Dow Jones foi a maior desde 13 de maio e a primeira em três dias consecutivos desde 3 de março. Mas mesmo com a queda de 4% no índice desde segunda-feira, veteranos observaram que o mercado registrou pouco volume de negócios nos últimos dias. No saldo da semana, o índice SP-500 ainda permanece positivo por conta da forte alta de segunda-feira.
No setor industrial, as ações da Caterpillar recuaram 4,7% e as da Alcoa perderam 4,1%. General Eletric cedeu 3,85%. General Motors disparou 32,41%. A GM e o sindicato United Auto Workers (UAW) chegaram a um acordo prévio para reduzir a dívida de US$ 20 bilhões da montadora com o fundo para plano de saúde dos aposentados, segundo anunciou o sindicato. O acordo é um elemento-chave nos planos de reestruturação da GM, que está sob observação do governo dos EUA.
No setor financeiro, alguns papéis de grandes bancos fecharam com alta, enquanto outros foram pressionados por ofertas de ações. Entre os que cederam, Regions Financial recuou 16% após a instituição precificar 400 milhões de ações a US$ 4 cada, desconto de 18% sobre o fechamento de quarta-feira. Fifth Third Bancorp perdeu 9,9% após anunciar que venderá US$ 750 milhões em novas ações. Bank Of America caiu 0,70%, enquanto JPMorgan subiu 1,01%, Morgan Stanley avançou 0,32% e Citigroup cresceu 0,81%.
O índice Dow Jones fechou em queda de 129,91 pontos (-1,54%), em 8.292,13 pontos. O Nasdaq fechou em baixa de 32,59 pontos (-1,89%), em 1.695,25 pontos. O S&P-500 caiu 15,14 pontos (-1,68%), para fechar em 888,33 pontos. As informações são da Dow Jones.
21 de Maio de 2009 18:43
Os principais índices do mercado de ações dos EUA fecharam com queda, pressionados pela decisão da agência de classificação de risco Standard & Poor's de colocar o rating do Reino Unido em perspectiva negativa. Isso reforçou o temor a respeito do estado da economia global e empurrou para baixo os preços dos papéis do setor industrial e de matérias-primas (commodities).
A S&P disse que poderá cortar o rating de crédito soberano do Reino Unido, atualmente em AAA, se o próximo governo não tomar nenhuma atitude para reduzir o nível de empréstimos tomados. Diante disso, reduziu a perspectiva para o rating soberano do Reino Unido para negativo, de estável. A S&P deixou claro, entretanto, que uma eventual redução no rating não deve ocorrer em breve.
Para alguns investidores, o alerta aumentou a possibilidade de cortes na perspectiva dos EUA e de outros países desenvolvidos de peso que enfrentam dificuldades para reativar suas economias desde que a crise global surgiu no ano passado. "Entramos nessa bagunça com alavancagem e endividamento das famílias e isso mostra que não podemos sair disso apenas substituindo esses débitos por dívida do governo", afirmou Randy Bateman, chefe de investimentos do Huntington Funds.
A queda de mais de cem pontos hoje no índice Dow Jones foi a maior desde 13 de maio e a primeira em três dias consecutivos desde 3 de março. Mas mesmo com a queda de 4% no índice desde segunda-feira, veteranos observaram que o mercado registrou pouco volume de negócios nos últimos dias. No saldo da semana, o índice SP-500 ainda permanece positivo por conta da forte alta de segunda-feira.
No setor industrial, as ações da Caterpillar recuaram 4,7% e as da Alcoa perderam 4,1%. General Eletric cedeu 3,85%. General Motors disparou 32,41%. A GM e o sindicato United Auto Workers (UAW) chegaram a um acordo prévio para reduzir a dívida de US$ 20 bilhões da montadora com o fundo para plano de saúde dos aposentados, segundo anunciou o sindicato. O acordo é um elemento-chave nos planos de reestruturação da GM, que está sob observação do governo dos EUA.
No setor financeiro, alguns papéis de grandes bancos fecharam com alta, enquanto outros foram pressionados por ofertas de ações. Entre os que cederam, Regions Financial recuou 16% após a instituição precificar 400 milhões de ações a US$ 4 cada, desconto de 18% sobre o fechamento de quarta-feira. Fifth Third Bancorp perdeu 9,9% após anunciar que venderá US$ 750 milhões em novas ações. Bank Of America caiu 0,70%, enquanto JPMorgan subiu 1,01%, Morgan Stanley avançou 0,32% e Citigroup cresceu 0,81%.
O índice Dow Jones fechou em queda de 129,91 pontos (-1,54%), em 8.292,13 pontos. O Nasdaq fechou em baixa de 32,59 pontos (-1,89%), em 1.695,25 pontos. O S&P-500 caiu 15,14 pontos (-1,68%), para fechar em 888,33 pontos. As informações são da Dow Jones.
Bolsa cai 2,26% com realização de lucros e Reino Unido
por Agência ESTADO
21 de Maio de 2009 17:52
Depois de dois dias de moderação, investidores realizaram lucros hoje e a Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) fechou em baixa de mais de 2%. Embora as justificativas para a venda de papéis sejam bem razoáveis - uma delas o rebaixamento da perspectiva do rating do Reino Unido -, a avaliação sobre o mercado doméstico não mudou: o movimento de vendas é saudável e a trajetória de alta não se dissipou. Vale e siderúrgicas estiveram à frente das vendas, empurradas, entre outras coisas, pela queda dos preços dos metais que, ao lado do petróleo, também sentiram o peso do noticiário.
O índice Bovespa (Ibovespa) terminou o dia em baixa de 2,26%, aos 50.087,33 pontos. Nestas três sessões seguidas de queda, perdeu 2,67%, o que não mudou a trajetória do mês, que ainda exibe alta de 5,92%. No ano, a Bolsa acumula ganhos de 33,39%. Na mínima do dia, o índice tocou os 49.565 pontos (-3,28%) e, na máxima, os 51.244 pontos (estabilidade). O giro financeiro totalizou R$ 4,577 bilhões (dado preliminar).
O movimento de queda do Ibovespa, segundo a sócia-gestora da Global Equity, Patrícia Branco, teve início ontem, com a ata da última reunião do comitê de política monetária do Federal Reserve (Fed, banco central americano), que previu uma recessão mais profunda do que a originalmente prevista para os EUA em 2009. "Não houve tempo suficiente ontem para cair o que deveria", comentou a especialista, ao acrescentar que, hoje, o movimento de vendas se manteve com as notícias vindas do Reino Unido.
A agência de classificação de risco Standard & Poor's reduziu a perspectiva do rating do Reino Unido de estável para negativa, levando em conta a deterioração das finanças públicas do país. A notícia por si só já é ruim, mas também levantou o temor sobre o rebaixamento da dívida do governo dos EUA - e não só, de outras grandes economias também, ainda mais que houve um afrouxamento monetário justamente para fazer frente à crise financeira. Assim, as Bolsas norte-americanas recuaram, ainda com os efeitos dos dados sobre os pedidos de auxílio-desemprego da última semana.
A queda das bolsas também levou a um recuo nos preços das commodities, mas o petróleo conseguiu ainda manter-se acima dos US$ 60 por barril. O contrato com vencimento em julho terminou cotado a US$ 61,05 na Bolsa Mercantil de Nova York (Nymex, na sigla em inglês), em baixa de 1,60%. A desvalorização, hoje, acompanhou o desempenho do mercado acionário, mesmo movimento visto nos metais.
No Brasil, as ações da Petrobras perderam menos terreno que as da Vale. As ações ordinárias (ON) da Petrobras recuaram 1,93% e as preferenciais (PN), -1,96%. Vale pesou mais sobre o Ibovespa hoje, em meio ao corte feito pelo Morgan Stanley na recomendação da empresa. Além disso, a novela da negociação do preço do minério de ferro continua no ar e, hoje, a agência de notícias estatal chinesa Xinhua disse que as siderúrgicas daquele país estão reivindicando um desconto de 40%.
Vale ON terminou o dia em queda de 4,06% e Vale PNA, -2,97%. As siderúrgicas acompanharam o recuo: Gerdau PN perdeu 2,78%, Metalúrgica Gerdau PN, -3%, Usiminas PNA, -2,91%, e CSN ON -3,40%.
21 de Maio de 2009 17:52
Depois de dois dias de moderação, investidores realizaram lucros hoje e a Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) fechou em baixa de mais de 2%. Embora as justificativas para a venda de papéis sejam bem razoáveis - uma delas o rebaixamento da perspectiva do rating do Reino Unido -, a avaliação sobre o mercado doméstico não mudou: o movimento de vendas é saudável e a trajetória de alta não se dissipou. Vale e siderúrgicas estiveram à frente das vendas, empurradas, entre outras coisas, pela queda dos preços dos metais que, ao lado do petróleo, também sentiram o peso do noticiário.
O índice Bovespa (Ibovespa) terminou o dia em baixa de 2,26%, aos 50.087,33 pontos. Nestas três sessões seguidas de queda, perdeu 2,67%, o que não mudou a trajetória do mês, que ainda exibe alta de 5,92%. No ano, a Bolsa acumula ganhos de 33,39%. Na mínima do dia, o índice tocou os 49.565 pontos (-3,28%) e, na máxima, os 51.244 pontos (estabilidade). O giro financeiro totalizou R$ 4,577 bilhões (dado preliminar).
O movimento de queda do Ibovespa, segundo a sócia-gestora da Global Equity, Patrícia Branco, teve início ontem, com a ata da última reunião do comitê de política monetária do Federal Reserve (Fed, banco central americano), que previu uma recessão mais profunda do que a originalmente prevista para os EUA em 2009. "Não houve tempo suficiente ontem para cair o que deveria", comentou a especialista, ao acrescentar que, hoje, o movimento de vendas se manteve com as notícias vindas do Reino Unido.
A agência de classificação de risco Standard & Poor's reduziu a perspectiva do rating do Reino Unido de estável para negativa, levando em conta a deterioração das finanças públicas do país. A notícia por si só já é ruim, mas também levantou o temor sobre o rebaixamento da dívida do governo dos EUA - e não só, de outras grandes economias também, ainda mais que houve um afrouxamento monetário justamente para fazer frente à crise financeira. Assim, as Bolsas norte-americanas recuaram, ainda com os efeitos dos dados sobre os pedidos de auxílio-desemprego da última semana.
A queda das bolsas também levou a um recuo nos preços das commodities, mas o petróleo conseguiu ainda manter-se acima dos US$ 60 por barril. O contrato com vencimento em julho terminou cotado a US$ 61,05 na Bolsa Mercantil de Nova York (Nymex, na sigla em inglês), em baixa de 1,60%. A desvalorização, hoje, acompanhou o desempenho do mercado acionário, mesmo movimento visto nos metais.
No Brasil, as ações da Petrobras perderam menos terreno que as da Vale. As ações ordinárias (ON) da Petrobras recuaram 1,93% e as preferenciais (PN), -1,96%. Vale pesou mais sobre o Ibovespa hoje, em meio ao corte feito pelo Morgan Stanley na recomendação da empresa. Além disso, a novela da negociação do preço do minério de ferro continua no ar e, hoje, a agência de notícias estatal chinesa Xinhua disse que as siderúrgicas daquele país estão reivindicando um desconto de 40%.
Vale ON terminou o dia em queda de 4,06% e Vale PNA, -2,97%. As siderúrgicas acompanharam o recuo: Gerdau PN perdeu 2,78%, Metalúrgica Gerdau PN, -3%, Usiminas PNA, -2,91%, e CSN ON -3,40%.
quarta-feira, 20 de maio de 2009
Bolsa de NY fecha em queda com pessimismo do Fed
por Agência ESTADO
20 de Maio de 2009 18:29
O mercado norte-americano de ações fechou com os principais índices em queda, depois de ter operado boa parte do pregão em alta. Corretores disseram que as ações do setor financeiro lideraram a alta da manhã, depois de o Bank of America ter levantado US$ 13,5 bilhões com uma oferta de ações. As ações de empresas relacionadas a matérias-primas (commodities) também subiram pela manhã, em reação às altas dos preços do petróleo, do ouro e do cobre.
À tarde, porém, o Federal Reserve (Fed, banco central americano) divulgou a ata da reunião de política monetária realizada em abril, na qual ficou evidente que os dirigentes do Fed preveem uma recessão mais profunda e uma recuperação mais lenta, à medida que o mercado de mão de obra deve continuar pressionado. "Embora o choque de crédito tenha diminuído de intensidade, o choque no setor de moradias claramente persiste, assim como o choque no mercado de mão de obra, já que continuamos a perder mais de 500 postos de trabalho por mês", comentou David Rosenberg, estrategista e economista-chefe da Gluskin Sheff & Associates.
Outros fatores para o mercado de ações ter recuado foram a perspectiva de lucros oferecida pela Hewlett-Packard junto com o anúncio de seu informe de resultados e o fato de a Câmara dos EUA ter aprovado a lei com a nova regulamentação para as emissoras de cartões de crédito, que deverá elevar os custos dessas empresas.
As ações do Bank of America subiram 2,13%, em reação ao sucesso de sua oferta de ações; outras ações do setor financeiro caíram (American Express -3,27%, Citigroup -2,12%, JPMorgan Chase -3,52%). As ações da Hewlett-Packard caíram 5,22%, em reação a seu informe de resultados. As da rede de lojas Target, que também divulgou resultados, subiram 2,38%. Entre as componentes do Dow, as ações da General Motors foram as que mais subiram, com alta de 14,17%, em meio à expectativa positiva em relação à oferta da italiana Fiat pelos ativos da montadora norte-americana na Europa.
O índice Dow Jones fechou em queda de 52,81 pontos (-0,62%), em 8.422,04 pontos. O Nasdaq fechou em baixa de 6,70 pontos (-0,39%), em 1.727,84 pontos. O S&P-500 caiu 4,66 pontos (-0,51%), para fechar em 903,47 pontos. As informações são da Dow Jones.
20 de Maio de 2009 18:29
O mercado norte-americano de ações fechou com os principais índices em queda, depois de ter operado boa parte do pregão em alta. Corretores disseram que as ações do setor financeiro lideraram a alta da manhã, depois de o Bank of America ter levantado US$ 13,5 bilhões com uma oferta de ações. As ações de empresas relacionadas a matérias-primas (commodities) também subiram pela manhã, em reação às altas dos preços do petróleo, do ouro e do cobre.
À tarde, porém, o Federal Reserve (Fed, banco central americano) divulgou a ata da reunião de política monetária realizada em abril, na qual ficou evidente que os dirigentes do Fed preveem uma recessão mais profunda e uma recuperação mais lenta, à medida que o mercado de mão de obra deve continuar pressionado. "Embora o choque de crédito tenha diminuído de intensidade, o choque no setor de moradias claramente persiste, assim como o choque no mercado de mão de obra, já que continuamos a perder mais de 500 postos de trabalho por mês", comentou David Rosenberg, estrategista e economista-chefe da Gluskin Sheff & Associates.
Outros fatores para o mercado de ações ter recuado foram a perspectiva de lucros oferecida pela Hewlett-Packard junto com o anúncio de seu informe de resultados e o fato de a Câmara dos EUA ter aprovado a lei com a nova regulamentação para as emissoras de cartões de crédito, que deverá elevar os custos dessas empresas.
As ações do Bank of America subiram 2,13%, em reação ao sucesso de sua oferta de ações; outras ações do setor financeiro caíram (American Express -3,27%, Citigroup -2,12%, JPMorgan Chase -3,52%). As ações da Hewlett-Packard caíram 5,22%, em reação a seu informe de resultados. As da rede de lojas Target, que também divulgou resultados, subiram 2,38%. Entre as componentes do Dow, as ações da General Motors foram as que mais subiram, com alta de 14,17%, em meio à expectativa positiva em relação à oferta da italiana Fiat pelos ativos da montadora norte-americana na Europa.
O índice Dow Jones fechou em queda de 52,81 pontos (-0,62%), em 8.422,04 pontos. O Nasdaq fechou em baixa de 6,70 pontos (-0,39%), em 1.727,84 pontos. O S&P-500 caiu 4,66 pontos (-0,51%), para fechar em 903,47 pontos. As informações são da Dow Jones.
Bolsa vira no final e cai 0,20%, mas Petrobras resiste
por Agência ESTADO
20 de Maio de 2009 17:47
A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) teve um dia de "vale a pena ver de novo", repetindo a trajetória já vista na véspera. O índice Bovespa (Ibovespa) operou em alta durante quase toda a sessão para, nos minutos finais, perder fôlego e fechar em baixa, acompanhando o movimento das Bolsas norte-americanas. A ata da última reunião do Comitê Federal de Mercado Aberto (FOMC) do Federal Reserve (Fed, banco central americano) foi a responsável pela queda em Nova York, ao sinalizar uma recessão mais profunda e uma recuperação mais lenta para a economia americana. A Bolsa brasileira, no entanto, até que conseguiu mostrar alguma resistência graças ao desempenho das blue chips, sobretudo Petrobras, impulsionada pela alta do petróleo para acima de US$ 62 o barril na Bolsa Mercantil de Nova York (Nymex).
O Ibovespa terminou o dia em baixa de 0,20%, aos 51.245,09 pontos. Na mínima do pregão, atingiu os 51.143 pontos (-0,40%) e, na máxima, os 52.640 pontos (+2,52%). No mês, acumula ganhos de 8,37% e, no ano, de +36,47%. O giro financeiro totalizou R$ 6,388 bilhões hoje (dado preliminar).
A recuperação do petróleo foi destaque na sessão de hoje, decorrente da queda dos estoques nos Estados Unidos acima das previsões. Na Nymex, o contrato do petróleo para julho avançou 3,23%, a US$ 62,04, o maior preço desde novembro do ano passado. No Brasil, as ações da Petrobras resistiram à queda do Ibovespa no finalzinho da sessão e subiram mais de 1%. A ação ordinária (ON) avançou 1,22% e a preferencial (PN), +1,31%. Ainda sobre a Petrobras, a empresa divulgou hoje que a produção total de petróleo em abril caiu 0,42% sobre março, para uma média de 2,109 milhões de barris por dia. A queda decorreu de paradas programadas em algumas plataformas.
Se Petrobras foi o ponto de resistência hoje na Bovespa, as ações da Vale, outro porto seguro, também não desapontaram. Subiu praticamente toda a sessão, mas arriscou o vermelho na reta final, o que levou algumas siderúrgicas a também inverterem. Como esses papéis subiram mais do que Petrobras nas sessões anteriores, nada mais natural que a correção final tenha ocorrido nelas. Vale ON terminou em alta de 0,31%, Vale PNA, em queda de 0,03%, Gerdau PN cedeu 2,17%, Metalúrgica Gerdau PN, -2,43%, CSN ON, em +0,75%, e Usiminas PNA, em +1,48%.
A perda de fôlego do Ibovespa a minutos do término do pregão, repetição de ontem, decorreu da ata do Fed. Os investidores não gostaram do trecho em que há projeções sobre uma recessão econômica mais profunda do que a originalmente prevista para os EUA em 2009. As autoridades do Federal Reserve estimam que a economia deve sofrer um declínio de entre 1,3% e 2% neste ano. Em janeiro, eles previam contração de entre 0,5% e 1,3%. O prognóstico para 2010 também foi revisado em baixa, para um crescimento em torno de 2% a 3%. O Dow Jones terminou o pregão em queda de 0,62%, aos 8.422,04 pontos, o S&P caiu 0,51%, aos 903,47 pontos, e o Nasdaq recuou 0,39%, aos 1.727,84 pontos.
Na Bolsa brasileira, os 52 mil pontos do Ibovespa estão 'encantados', já que há um suporte gráfico neste patamar que está difícil de ser rompido. A maioria dos analistas diz que, na verdade, após essa esticada não haveria justificativa para os ganhos aumentarem ainda mais, o que significa dizer que ir além dos 52 mil pontos requisita dados concretos e mais fortes sobre uma recuperação global. Apesar dessa percepção, o que tem movido a Bovespa é o fluxo estrangeiro. E ele não para de chegar.
Apesar da resistência do Brasil à crise, o País também está sentindo seus efeitos, tanto que o governo divulgou hoje sua nova previsão para o PIB. Agora, a economia deve encerrar 2009 com um crescimento de 1%, metade dos 2% estimados antes pelo Ministério do Planejamento.
20 de Maio de 2009 17:47
A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) teve um dia de "vale a pena ver de novo", repetindo a trajetória já vista na véspera. O índice Bovespa (Ibovespa) operou em alta durante quase toda a sessão para, nos minutos finais, perder fôlego e fechar em baixa, acompanhando o movimento das Bolsas norte-americanas. A ata da última reunião do Comitê Federal de Mercado Aberto (FOMC) do Federal Reserve (Fed, banco central americano) foi a responsável pela queda em Nova York, ao sinalizar uma recessão mais profunda e uma recuperação mais lenta para a economia americana. A Bolsa brasileira, no entanto, até que conseguiu mostrar alguma resistência graças ao desempenho das blue chips, sobretudo Petrobras, impulsionada pela alta do petróleo para acima de US$ 62 o barril na Bolsa Mercantil de Nova York (Nymex).
O Ibovespa terminou o dia em baixa de 0,20%, aos 51.245,09 pontos. Na mínima do pregão, atingiu os 51.143 pontos (-0,40%) e, na máxima, os 52.640 pontos (+2,52%). No mês, acumula ganhos de 8,37% e, no ano, de +36,47%. O giro financeiro totalizou R$ 6,388 bilhões hoje (dado preliminar).
A recuperação do petróleo foi destaque na sessão de hoje, decorrente da queda dos estoques nos Estados Unidos acima das previsões. Na Nymex, o contrato do petróleo para julho avançou 3,23%, a US$ 62,04, o maior preço desde novembro do ano passado. No Brasil, as ações da Petrobras resistiram à queda do Ibovespa no finalzinho da sessão e subiram mais de 1%. A ação ordinária (ON) avançou 1,22% e a preferencial (PN), +1,31%. Ainda sobre a Petrobras, a empresa divulgou hoje que a produção total de petróleo em abril caiu 0,42% sobre março, para uma média de 2,109 milhões de barris por dia. A queda decorreu de paradas programadas em algumas plataformas.
Se Petrobras foi o ponto de resistência hoje na Bovespa, as ações da Vale, outro porto seguro, também não desapontaram. Subiu praticamente toda a sessão, mas arriscou o vermelho na reta final, o que levou algumas siderúrgicas a também inverterem. Como esses papéis subiram mais do que Petrobras nas sessões anteriores, nada mais natural que a correção final tenha ocorrido nelas. Vale ON terminou em alta de 0,31%, Vale PNA, em queda de 0,03%, Gerdau PN cedeu 2,17%, Metalúrgica Gerdau PN, -2,43%, CSN ON, em +0,75%, e Usiminas PNA, em +1,48%.
A perda de fôlego do Ibovespa a minutos do término do pregão, repetição de ontem, decorreu da ata do Fed. Os investidores não gostaram do trecho em que há projeções sobre uma recessão econômica mais profunda do que a originalmente prevista para os EUA em 2009. As autoridades do Federal Reserve estimam que a economia deve sofrer um declínio de entre 1,3% e 2% neste ano. Em janeiro, eles previam contração de entre 0,5% e 1,3%. O prognóstico para 2010 também foi revisado em baixa, para um crescimento em torno de 2% a 3%. O Dow Jones terminou o pregão em queda de 0,62%, aos 8.422,04 pontos, o S&P caiu 0,51%, aos 903,47 pontos, e o Nasdaq recuou 0,39%, aos 1.727,84 pontos.
Na Bolsa brasileira, os 52 mil pontos do Ibovespa estão 'encantados', já que há um suporte gráfico neste patamar que está difícil de ser rompido. A maioria dos analistas diz que, na verdade, após essa esticada não haveria justificativa para os ganhos aumentarem ainda mais, o que significa dizer que ir além dos 52 mil pontos requisita dados concretos e mais fortes sobre uma recuperação global. Apesar dessa percepção, o que tem movido a Bovespa é o fluxo estrangeiro. E ele não para de chegar.
Apesar da resistência do Brasil à crise, o País também está sentindo seus efeitos, tanto que o governo divulgou hoje sua nova previsão para o PIB. Agora, a economia deve encerrar 2009 com um crescimento de 1%, metade dos 2% estimados antes pelo Ministério do Planejamento.
Restante da agenda do investidor para a terceira semana de maio
por Rafael de Souza Ribeiro de InfoMoney
15/05/09 20h10
SÃO PAULO - Dentro da agenda para a terceira semana de maio, os investidores estarão atentos, sobretudo, aos números do mercado imobiliário norte-americano e à ata da última reunião do Federal Reserve.
No cenário nacional, o destaque fica para os indicadores de preços a serem divulgados durante a semana, como o IPCA-15 de maio.
Quarta-feira (20/5)
Brasil
8h00 - A FGV apresenta o IGP-M (Índice Geral de Preços - Mercado) do segundo decêndio de maio, que é bastante utilizado pelo mercado, e retrata a evolução geral de preços na economia.
EUA
11h30 - Será publicado o relatório de Estoques de Petróleo norte-americano, semanalmente organizado pela EIA (Energy Information Administration). O documento é considerado uma importante medida, já que os EUA são o maior consumidor do combustível.
15h00 - O Federal Reserve reporta a ata de sua última reunião.
Inglaterra
O Banco da Inglaterra revela a minuta da última reunião realizada em maio.
Quinta-feira (21/5)
Brasil
9h30 - O IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) divulga a Pesquisa Mensal de Emprego referente ao mês de abril, documento que descreve o mercado de trabalho no País.
10h00 - O Banco Central publica a Nota de Mercado Aberto de abril, um relatório sobre as operações financeiras realizadas no mercado aberto pela instituição monetária.
EUA
9h30 - Confira o número de pedidos de auxílio-desemprego (Initial Claims), em base semanal.
11h00 - A Conference Board apresenta o Leading Indicators referente ao mês de abril. O relatório compreende vários índices já divulgados, como pedidos de auxílio-desemprego, custo de mão-de-obra e permissões para construção.
11h00 - O Fed da Filadélfia revela o Philadelphia Fed Index de maio, indicador responsável por mensurar a atividade industrial no estado.
Japão
Este será o primeiro dia da Reunião do BoJ (Banco do Japão), que define a taxa básica de juro japonesa. Neste encontro inicial, os diretores se reúnem para analisar os dados econômicos correntes.
Sexta-feira (22/5)
Brasil
9h00 - O IBGE apresenta o IPCA-15 de maio. Esse índice é calculado segundo a mesma metodologia do IPCA, mas a coleta dos dados é feita entre os dias 15 de cada mês.
EUA
Não serão apresentados índices relevantes neste dia no país.
Japão
7h00 - Em seu segundo dia de reunião, o BoJ divulga a decisão sobre a taxa básica de juro do Japão.
Segunda-feira (25/5)
Brasil
8h00 - A FGV anuncia o IPC-S (Índice de Preços ao Consumidor - Semanal) referente à terceira quadrissemana de maio. O índice calcula a taxa mensal da variação dos preços até meados da semana anterior àquela em que é divulgado.
8h00 - A FGV publica a Sondagem do Consumidor de maio. O indicador é compilado com base em uma amostra de mais de 200 domicílios em sete das principais capitais brasileiras.
8h30 - O Banco Central revela o relatório semanal Focus, que compila a opinião de consultorias e instituições financeiras sobre os principais índices macroeconômicos.
11h00 - O Ministério de Comércio Exterior reporta a Balança Comercial referente à semana anterior, que mede a diferença entre exportações e importações contabilizadas durante o período.
EUA
Será comemorado o Memorial Day, e consequentemente não haverá pregão em Wall Street.
15/05/09 20h10
SÃO PAULO - Dentro da agenda para a terceira semana de maio, os investidores estarão atentos, sobretudo, aos números do mercado imobiliário norte-americano e à ata da última reunião do Federal Reserve.
No cenário nacional, o destaque fica para os indicadores de preços a serem divulgados durante a semana, como o IPCA-15 de maio.
Quarta-feira (20/5)
Brasil
8h00 - A FGV apresenta o IGP-M (Índice Geral de Preços - Mercado) do segundo decêndio de maio, que é bastante utilizado pelo mercado, e retrata a evolução geral de preços na economia.
EUA
11h30 - Será publicado o relatório de Estoques de Petróleo norte-americano, semanalmente organizado pela EIA (Energy Information Administration). O documento é considerado uma importante medida, já que os EUA são o maior consumidor do combustível.
15h00 - O Federal Reserve reporta a ata de sua última reunião.
Inglaterra
O Banco da Inglaterra revela a minuta da última reunião realizada em maio.
Quinta-feira (21/5)
Brasil
9h30 - O IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) divulga a Pesquisa Mensal de Emprego referente ao mês de abril, documento que descreve o mercado de trabalho no País.
10h00 - O Banco Central publica a Nota de Mercado Aberto de abril, um relatório sobre as operações financeiras realizadas no mercado aberto pela instituição monetária.
EUA
9h30 - Confira o número de pedidos de auxílio-desemprego (Initial Claims), em base semanal.
11h00 - A Conference Board apresenta o Leading Indicators referente ao mês de abril. O relatório compreende vários índices já divulgados, como pedidos de auxílio-desemprego, custo de mão-de-obra e permissões para construção.
11h00 - O Fed da Filadélfia revela o Philadelphia Fed Index de maio, indicador responsável por mensurar a atividade industrial no estado.
Japão
Este será o primeiro dia da Reunião do BoJ (Banco do Japão), que define a taxa básica de juro japonesa. Neste encontro inicial, os diretores se reúnem para analisar os dados econômicos correntes.
Sexta-feira (22/5)
Brasil
9h00 - O IBGE apresenta o IPCA-15 de maio. Esse índice é calculado segundo a mesma metodologia do IPCA, mas a coleta dos dados é feita entre os dias 15 de cada mês.
EUA
Não serão apresentados índices relevantes neste dia no país.
Japão
7h00 - Em seu segundo dia de reunião, o BoJ divulga a decisão sobre a taxa básica de juro do Japão.
Segunda-feira (25/5)
Brasil
8h00 - A FGV anuncia o IPC-S (Índice de Preços ao Consumidor - Semanal) referente à terceira quadrissemana de maio. O índice calcula a taxa mensal da variação dos preços até meados da semana anterior àquela em que é divulgado.
8h00 - A FGV publica a Sondagem do Consumidor de maio. O indicador é compilado com base em uma amostra de mais de 200 domicílios em sete das principais capitais brasileiras.
8h30 - O Banco Central revela o relatório semanal Focus, que compila a opinião de consultorias e instituições financeiras sobre os principais índices macroeconômicos.
11h00 - O Ministério de Comércio Exterior reporta a Balança Comercial referente à semana anterior, que mede a diferença entre exportações e importações contabilizadas durante o período.
EUA
Será comemorado o Memorial Day, e consequentemente não haverá pregão em Wall Street.
terça-feira, 19 de maio de 2009
Dow Jones recua com dado de construção; Nasdaq sobe
por Agência ESTADO
19 de Maio de 2009 18:05
O mercado norte-americano de ações fechou com os principais índices em direções divergentes, o Dow Jones e o S&P-500 em baixa e o Nasdaq em alta modesta. O sentimento de que a economia dos EUA estava em via de recuperação foi abalado nesta terça com o informe de que o número de construções de residências caiu 12,8% em abril; outro fator foi o informe de resultados da rede de lojas de materiais de construção e decoração Home Depot, cujas ações caíram 5,34%.
As ações do setor financeiro não mostraram direção definida (American Express -5,13%, Bank of America -4,09%, Citigroup +3,57%, JPMorgan Chase -3,89%, Morgan Stanley +2,23%). As ações do banco Marshall & Isley caíram 16,38%, em reação a relatório da Moody's segundo o qual os preços dos imóveis comerciais continuarão a cair. Em reação a seu informe de resultados, as ações da rede de lojas de roupas Saks subiram 17,89%. No setor de tecnologia, as ações da Hewlett-Packard, que divulgaria resultados depois do fechamento, avançaram 2,38%.
O índice Dow Jones fechou em queda de 29,23 pontos (-0,34%), em 8.474,85 pontos. O Nasdaq fechou em alta de 2,18 pontos (0,13%), em 1.734,54 pontos. O S&P-500 recuou 1,58 ponto (-0,17%), para fechar em 908,13 pontos. As informações são da Dow Jones.
19 de Maio de 2009 18:05
O mercado norte-americano de ações fechou com os principais índices em direções divergentes, o Dow Jones e o S&P-500 em baixa e o Nasdaq em alta modesta. O sentimento de que a economia dos EUA estava em via de recuperação foi abalado nesta terça com o informe de que o número de construções de residências caiu 12,8% em abril; outro fator foi o informe de resultados da rede de lojas de materiais de construção e decoração Home Depot, cujas ações caíram 5,34%.
As ações do setor financeiro não mostraram direção definida (American Express -5,13%, Bank of America -4,09%, Citigroup +3,57%, JPMorgan Chase -3,89%, Morgan Stanley +2,23%). As ações do banco Marshall & Isley caíram 16,38%, em reação a relatório da Moody's segundo o qual os preços dos imóveis comerciais continuarão a cair. Em reação a seu informe de resultados, as ações da rede de lojas de roupas Saks subiram 17,89%. No setor de tecnologia, as ações da Hewlett-Packard, que divulgaria resultados depois do fechamento, avançaram 2,38%.
O índice Dow Jones fechou em queda de 29,23 pontos (-0,34%), em 8.474,85 pontos. O Nasdaq fechou em alta de 2,18 pontos (0,13%), em 1.734,54 pontos. O S&P-500 recuou 1,58 ponto (-0,17%), para fechar em 908,13 pontos. As informações são da Dow Jones.
Wall Street pesa e Ibovespa cai 0,23% no final do pregão
por Claudia Violante de Agência ESTADO
19 de Maio de 2009 17:51
São Paulo - A notícia desta terça-feira foi a oficialização da união de Sadia e Perdigão, mas na prática a informação não fez preço na Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa), que passou a sessão praticamente toda em alta, para, no final, sentir o peso de Wall Street e cair. Antes de inverter, nos minutos finais, a Bolsa brasileira mantinha a trajetória da véspera graças à recuperação dos preços das matérias-primas (commodities) e da presença dos estrangeiros.
O índice Bovespa terminou a sessão em baixa de 0,23%, aos 51.346,61 pontos. Na mínima do dia, registrou 50.987 pontos (-0,92%) e, na máxima, os 52.145 pontos (+1,33%). No mês, acumula ganhos de 8,58% e, no ano, de 36,74%. O giro financeiro totalizou R$ 5,63 bilhões hoje (dado preliminar).
Apesar de a fusão de Sadia e Perdigão ter sido o assunto corporativo do ano até agora, os investidores já o tinham precificado nas ações das duas companhias e, por isso, não surpreende a queda dos papéis nesta sessão. Perdigão ON recuou 6,36%, a maior baixa da carteira do Ibovespa, e Sadia PN, -5,05%.
Pelo que foi anunciado hoje, a nova companhia ficará conhecida como Brasil Foods (BRF) e será a maior processadora de carne de frango do mundo em faturamento e terceira maior exportadora brasileira. Os acionistas da Perdigão ficarão com 68% do capital da nova empresa, enquanto os da Sadia terão participação de 32%. A Brasil Foods fará uma oferta pública de ações para captação de recursos no valor estimado de R$ 4 bilhões, o que deve acontecer até o final de julho. E até que o negócio seja aprovado pelos órgãos de defesa da concorrência as operações continuarão separadas.
A agência de classificação de risco de crédito Standard & Poor's colocou o rating de crédito corporativo BB+ da Perdigão em observação negativa e o rating de crédito corporativo de longo prazo B da Sadia em observação positiva.
A favor do Ibovespa hoje, de novo as ações da Vale e de siderúrgicas no comando, ainda remoendo o noticiário dos últimos dias sinalizando uma recuperação na demanda por commodities, sobretudo na Ásia. "O noticiário da China e Índia deu gás às commodities e favoreceu a bolsa brasileira", comentou o analista da corretora Spinelli Jayme Alves.
Vale ON terminou a sessão em alta de 0,77%, e Vale PNA, de 0,54%. Usiminas PNA disparou 4,14%, Gerdau PN, 0,60%, e Metalúrgica Gerdau PN, 1,13%. CSN ON avançou 2,81%.
Petrobras, com fôlego mais curto por causa, sobretudo, do ruído político decorrente da CPI criada no Senado para investigar a empresa, avançou 0,37% na ação ordinária (ON) e 0,03% na ação preferencial (PN). Hoje, na China, onde integra a comitiva do presidente Lula, o presidente da Petrobras, José Sergio Gabrielli, disse que a instalação da CPI preocupa pelo impacto que ela pode ter sobre a reputação da empresa. Mas ressaltou que a estatal prestará todas as informações que sejam requeridas pelos parlamentares.
A Petrobras fechou um financiamento de US$ 10 bilhões com o Banco de Desenvolvimento da China (BDC) e também assinou um acordo com a chinesa Sinopec, de comércio e cooperação. A estatal brasileira irá fornecer para a China 150 mil barris de petróleo por dia, em média, durante 2009. Em 2010, o fornecimento subirá para 200 mil barris ao dia.
O petróleo terminou a sessão em alta depois que incêndios em duas refinarias nos EUA colocaram em risco a oferta de gasolina no verão do Hemisfério Norte. Na Bolsa Mercantil de Nova York (Nymex), o contrato com vencimento em junho (o último dia de negociações foi hoje) terminou em alta de 1,05%, em US$ 59,65 o barril, o maior valor em seis meses, enquanto o contrato de julho subiu US$ 0,51, ou 0,86%, para US$ 60,10.
À tarde, as Bolsas norte-americanas perderam o terreno positivo, como já tinha ocorrido mais cedo, influenciadas pela divulgação do índice de construções iniciadas de residências em abril. O número de obras de imóveis residenciais iniciadas nos Estados Unidos despencou 12,8% no mês passado, contrariando previsões de recuperação de 2%, para a média anual sazonalmente ajustada de 458 mil, em comparação ao mês anterior, informou o Departamento do Comércio. Trata-se do menor nível desde que a série histórica foi iniciada, em 1959.
O Dow Jones terminou a sessão em queda de 0,34%, aos 8.474,85 pontos, o S&P recuou 0,17%, aos 908,13 pontos, mas o Nasdaq subiu 0,13%, aos 1.734,54 pontos.
19 de Maio de 2009 17:51
São Paulo - A notícia desta terça-feira foi a oficialização da união de Sadia e Perdigão, mas na prática a informação não fez preço na Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa), que passou a sessão praticamente toda em alta, para, no final, sentir o peso de Wall Street e cair. Antes de inverter, nos minutos finais, a Bolsa brasileira mantinha a trajetória da véspera graças à recuperação dos preços das matérias-primas (commodities) e da presença dos estrangeiros.
O índice Bovespa terminou a sessão em baixa de 0,23%, aos 51.346,61 pontos. Na mínima do dia, registrou 50.987 pontos (-0,92%) e, na máxima, os 52.145 pontos (+1,33%). No mês, acumula ganhos de 8,58% e, no ano, de 36,74%. O giro financeiro totalizou R$ 5,63 bilhões hoje (dado preliminar).
Apesar de a fusão de Sadia e Perdigão ter sido o assunto corporativo do ano até agora, os investidores já o tinham precificado nas ações das duas companhias e, por isso, não surpreende a queda dos papéis nesta sessão. Perdigão ON recuou 6,36%, a maior baixa da carteira do Ibovespa, e Sadia PN, -5,05%.
Pelo que foi anunciado hoje, a nova companhia ficará conhecida como Brasil Foods (BRF) e será a maior processadora de carne de frango do mundo em faturamento e terceira maior exportadora brasileira. Os acionistas da Perdigão ficarão com 68% do capital da nova empresa, enquanto os da Sadia terão participação de 32%. A Brasil Foods fará uma oferta pública de ações para captação de recursos no valor estimado de R$ 4 bilhões, o que deve acontecer até o final de julho. E até que o negócio seja aprovado pelos órgãos de defesa da concorrência as operações continuarão separadas.
A agência de classificação de risco de crédito Standard & Poor's colocou o rating de crédito corporativo BB+ da Perdigão em observação negativa e o rating de crédito corporativo de longo prazo B da Sadia em observação positiva.
A favor do Ibovespa hoje, de novo as ações da Vale e de siderúrgicas no comando, ainda remoendo o noticiário dos últimos dias sinalizando uma recuperação na demanda por commodities, sobretudo na Ásia. "O noticiário da China e Índia deu gás às commodities e favoreceu a bolsa brasileira", comentou o analista da corretora Spinelli Jayme Alves.
Vale ON terminou a sessão em alta de 0,77%, e Vale PNA, de 0,54%. Usiminas PNA disparou 4,14%, Gerdau PN, 0,60%, e Metalúrgica Gerdau PN, 1,13%. CSN ON avançou 2,81%.
Petrobras, com fôlego mais curto por causa, sobretudo, do ruído político decorrente da CPI criada no Senado para investigar a empresa, avançou 0,37% na ação ordinária (ON) e 0,03% na ação preferencial (PN). Hoje, na China, onde integra a comitiva do presidente Lula, o presidente da Petrobras, José Sergio Gabrielli, disse que a instalação da CPI preocupa pelo impacto que ela pode ter sobre a reputação da empresa. Mas ressaltou que a estatal prestará todas as informações que sejam requeridas pelos parlamentares.
A Petrobras fechou um financiamento de US$ 10 bilhões com o Banco de Desenvolvimento da China (BDC) e também assinou um acordo com a chinesa Sinopec, de comércio e cooperação. A estatal brasileira irá fornecer para a China 150 mil barris de petróleo por dia, em média, durante 2009. Em 2010, o fornecimento subirá para 200 mil barris ao dia.
O petróleo terminou a sessão em alta depois que incêndios em duas refinarias nos EUA colocaram em risco a oferta de gasolina no verão do Hemisfério Norte. Na Bolsa Mercantil de Nova York (Nymex), o contrato com vencimento em junho (o último dia de negociações foi hoje) terminou em alta de 1,05%, em US$ 59,65 o barril, o maior valor em seis meses, enquanto o contrato de julho subiu US$ 0,51, ou 0,86%, para US$ 60,10.
À tarde, as Bolsas norte-americanas perderam o terreno positivo, como já tinha ocorrido mais cedo, influenciadas pela divulgação do índice de construções iniciadas de residências em abril. O número de obras de imóveis residenciais iniciadas nos Estados Unidos despencou 12,8% no mês passado, contrariando previsões de recuperação de 2%, para a média anual sazonalmente ajustada de 458 mil, em comparação ao mês anterior, informou o Departamento do Comércio. Trata-se do menor nível desde que a série histórica foi iniciada, em 1959.
O Dow Jones terminou a sessão em queda de 0,34%, aos 8.474,85 pontos, o S&P recuou 0,17%, aos 908,13 pontos, mas o Nasdaq subiu 0,13%, aos 1.734,54 pontos.
domingo, 17 de maio de 2009
IBOV...perspectivas para a 3a semana de maio

Nesta última semana, o Ibovespa refluiu do patamar dos 51 mil pontos, até encontrar suporte na mínima, nos 48.284 pontos, finalizando nesta sexta, nos 49.007 pontos. O fechamento abaixo do fibo de 61,8% , do recente rali de alta, em 49.107 pontos, pode estar sinalizando a continuidade da correção verificada nesta semana. Para reforçar esta possibilidade, os "candles" do gráfico semanal formaram um provável "harami" de baixa e os principais osciladores sinalizam a continuidade da realização.
Suportes imediatos em 48.960, 48.280, 47.600, 47.250, 46.900 e 46.100 pontos.
Resistências imediatas em 49.107, 49.850, 50.050, 50.300 e 51.020 pontos.
DJI...perspectivas para a 3a semana de maio

Nesta semana, DJI refluiu do patamar reconquistado nos 8.500 pontos até encontrar suporte na mínima, nesta sexta, nos 8.230 pontos, devolvendo todo ganho da primeira semana de maio, ao finalizar nos 8.268 pontos. Perdeu o fibo de 61,8% nos 8.290 pontos e fechou muito próximo da MM de 21 dias e fundo recente nos 8.220 pontos. A perda desse importante suporte poderá levar à formação de um "triângulo de queda" com objetivos em 7.850 pontos. Os principais osciladores do gráfico diário sinalizam a continuidade da queda.
Suportes em 8.220, 8.145, 8.020 e 7.850 pontos.
Resistências em 8.290, 8.340, 8.365 e 8.420 pontos.
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