quarta-feira, 24 de junho de 2009

Anúncio do Fed leva Ibovespa a ceder 0,28% no dia

por Agência ESTADO
24 de Junho de 2009 17:47

O banco central norte-americano (Federal Reserve) foi o estraga-prazeres do mercado acionário desta quarta-feira. A recuperação consistente que a Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) exibia desde a abertura do pregão, embalada por dados dos EUA e previsões otimistas da Organização de Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), esvaíram-se com o resultado do encontro de política monetária do Fed. Tudo porque o índice Dow Jones da Bolsa de Nova York reagiu em baixa ao resultado do encontro, apesar de ele não ter trazido surpresas.

Depois de ter atingido 1,90% de elevação no melhor momento da sessão, aos 50.758 pontos, o índice Bovespa (Ibovespa) foi diminuindo os ganhos até, no meio da tarde, virar e cair até a mínima de 0,59%, aos 49.520 pontos. Fechou com um desempenho melhor, mas ainda negativo, de 0,28%, aos 49.672,12 pontos. No mês, o Ibovespa tem perda acumulada de 6,63%. No ano, a alta foi diminuída para 32,28%. O giro financeiro totalizou R$ 5,354 bilhões. Os dados são preliminares.


Em decisão unânime, o Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc, na sigla em inglês) do Fed decidiu manter as taxas básica de juros - de zero a 0,25% ao ano - e de redesconto - em 0,50% -, além de reiterar que elas devem seguir baixas por um período prolongado. O Fed decidiu não expandir os programas de compra de títulos do Tesouro dos EUA (Treasuries) e de títulos lastreados em hipotecas e dívidas de agências. Na avaliação do Federal Reserve, o ritmo de contração econômica está diminuindo e "as condições nos mercados financeiros melhoraram de maneira geral nos últimos meses".

Apesar de não trazer surpresa, o anúncio do BC americano acabou pesando sobre os preços dos Treasuries, além de impulsionar o dólar para as máximas do dia em relação ao euro e ao iene e pesou sobre os índices do mercado de ações. Alguns especialistas ouvidos pela agência Dow Jones avaliaram que o movimento se deu, sobretudo, pelo fato de o Fed não ter expandido seu programa de compra de Treasuries e de ter minimizado o risco de deflação. Nos EUA, o Dow Jones virou e caiu, para fechar em -0,28%, aos 8.299,86 pontos. Mas o S&P 500 avançou, 0,65%, aos 900,94 pontos, e o Nasdaq terminou com ganho de 1,55%, aos 1.792,34 pontos.

Antes do anúncio do Fed, as altas eram uniformes, patrocinadas pelos dados de encomendas de bens duráveis melhores do que o esperado e as previsões da OCDE, mais otimistas que as feitas no início da semana pelo Banco Mundial. O Departamento do Comércio informou que as encomendas de bens duráveis nos EUA subiram 1,8% em maio, ante previsão de queda de 0,8%. Já a OCDE elevou a previsão do Produto Interno Bruto dos 30 países membros para contração de 4,1% em 2009, ante projeção anterior de contração de 4,3%.

A OCDE também revisou a estimativa para as economias desenvolvidas em 2010 e espera agora crescimento de 0,7%, ante projeção anterior de recuo de 0,1%. As estimativas para alguns países também foram elevadas, como para os EUA (de -4% para -2,8% em 2009) e para a China (de +6,3% para +7,7% em 2009). O Brasil não faz parte da OCDE.

No Brasil, o Ibovespa trabalhou atrelado ao Dow Jones. A inversão foi garantida pelas blue chips, que já não eram destaque de elevação quando a Bolsa operava no azul. As siderúrgicas, entretanto, despontavam entre as altas antes do Fomc, mas viraram e também ajudaram o Ibovespa a cair. Apenas Usiminas PNA conseguiu segurar-se até o fim e fechar com elevação, de 1,70%. Gerdau PN cedeu 0,86%, Metalúrgica Gerdau PN caiu 0,80% e CSN ON recuou 0,35%.

Petrobras ON recuou 1,32% e Petrobras PN desvalorizou 1,27%. Na Bolsa Mercantil de Nova York (Nymex), o contrato do petróleo com vencimento em agosto fechou cotado a US$ 68,67 o barril, em baixa de 0,82%. Os dados de estoques de petróleo nos EUA divulgados hoje mostraram queda de 3,868 milhões de barris na semana encerrada em 19 de junho, ante previsão de queda de 1,3 milhão de barris. Já os estoques de gasolina aumentaram 3,871 milhões de barris, ante expectativa de elevação de 1 milhão de barris.

Amanhã pela manhã, Petrobras e Vale devem anunciar a formação de uma parceria entre as duas empresas para a exploração e posterior desenvolvimento do bloco BM-ES-22, localizado no norte da Bacia do Espírito Santo, segundo fontes. Hoje, Vale terminou em queda de 2,27% na ação ordinárias (ON) e de 2,35% na ações preferencial da classe A (PNA). O diretor executivo de Finanças da Vale, Fabio Barbosa, informou nesta quarta-feira que a as importações chinesas de minério de ferro aumentaram 26% nos cinco primeiros meses do ano. Segundo ele, tanto a China quanto a Índia devem impulsionar uma retomada do crescimento econômico mundial.

Dow Jones cai 0,28% com decisão sobre juros nos EUA

por Agência ESTADO
24 de Junho de 2009 19:09

O mercado de ações norte-americano perdeu força à tarde, depois que o Federal Reserve (Fed, banco central americano) anunciou a manutenção da taxa dos Fed Funds perto de zero e não disse nada sobre expandir seus programas de compra de Treasuries (títulos do Tesouro dos EUA) e ativos hipotecários. As perdas da Boeing voltaram a pesar sobre o índice Dow Jones - que fechou abaixo dos 8.300 pontos -, enquanto o lucro da Oracle ajudou a sustentar o Nasdaq em território positivo.

A decisão do Fed confirmou as expectativas, mas o texto do comunicado trouxe algumas mudanças. "O comunicado do Fed rebaixou o risco de deflação e proporcionou uma modesta elevação em sua avaliação da economia", disse Michael Sheldon, estrategista-chefe de mercado do RDM Financial Group. "Contudo, o Fed também disse que a economia geral permanece fraca, embora o ritmo da contração esteja desacelerando."

O mercado de ações começou o dia animado pelo dado melhor que o esperado de encomendas de bens duráveis e o balanço positivo da Oracle. Contudo, o mercado perdeu força depois do anúncio do Fed. Entre as blue chips, as ações da Boeing caíram 5,81%, depois de uma queda de 6,5% registrada na terça-feira, ainda em virtude do adiamento do voo inaugural do seu 787 Dreamliner. O JPMorgan disse que o atraso provavelmente vai levar à revisão em baixa das previsões do lucro por ação da companhia em 2009 e 2010.

As ações da Oracle subiram 7%. Ontem à noite, a companhia anunciou uma queda de 7,2% no lucro líquido do seu quarto trimestre fiscal, em virtude do dólar mais forte e continuada fraqueza econômica, contudo, as vendas acima do esperado de novas licenças e continuada administração de custos ajudou a gigante de software a bater as expectativas de Wall Street.

O índice Dow Jones caiu 23,05 pontos (-0,28%) e fechou com 8.299,86 pontos. O Nasdaq subiu 27,42 pontos (1,55%) e fechou com 1.792,34 pontos. O S&P-500 avançou 5,84 pontos (0,65%) e fechou com 900,94 pontos. As informações são da Dow Jones.

terça-feira, 23 de junho de 2009

IBOV...após 23/06...suportes e resistências


O Ibovespa abriu em 49.496 pontos, refluiu até a mínima nos 49.130 pontos, foi buscar a máxima em 49.902 pontos e finalizou em 49.813 pontos, alta de +0,64%. O "candle" do gráfico diário é um pequeno "martelo de alta" que associado ao "candle" do dia anterior, construiu um provável "harami de alta", um dos padrões de reversão de tendência. Os principais osciladores do gráfico diário se encontram em região sobrevendida, sinalizando a continuidade da alta.

Suportes imediatos em 49.130, 49.010 e 48.800 pontos.
Resistências imediatas em 50.000, 50.510, 50.900, 51.270, 51.660 e 52.100 pontos.

DJI...após 23/06...suportes e resistências


DJI abriu em 8.340 pontos, foi buscar a máxima em 8.370 pontos, refluiu até a mínima nos 8.287 pontos e finalizou nos 8.323 pontos, registrando leve queda de - 0,19% no dia. O "candle" do gráfico diário é um "doji" de indefinição que poderá se transformar em um "doji morning star", sinalizando a reversão de tendência, caso a mínima em 8.287 pontos seja respeitada nos próximos pregões. O comunicado da reunião do FOMC para manter ou estabelecer uma nova política monetária, deverá ocorrer nesta quarta após as 15:15 horas e poderá definir uma tendência para DJI. Os principais indicadores se encontram em região de sobrevenda, sugerindo a possibilidade dessa reversão.

Suportes imediatos em 8.287, 8.250 e 8.227 pontos.
Resistências imediatas em 8.370, 8.430, 8.470 e 8.497 pontos.

Bolsa de NY fecha em baixa antes da reunião do Fed

por Agência ESTADO
23 de Junho de 2009 19:41

Os principais índices de ações do mercado norte-americano oscilaram dentro de margens apertadas, ao redor dos níveis de fechamento de ontem, com a o sentimento de cautela prevalecendo entre os investidores diante de indicadores decepcionantes e na véspera do anúncio da decisão sobre política monetária do Federal Reserve (Fed, banco central americano). Depois de alternar pequenas altas e baixas ao longo do dia, o Dow Jones fechou em território negativo pela terceira sessão seguida, pressionado pela queda das ações da gigante Boeing. O Nasdaq também registrou uma ligeira queda, enquanto S&P-500 fechou em leve alta.

As ações começaram o dia em leve baixa, frustrados pelo crescimento um pouco abaixo do esperado de venda de imóveis residenciais usados nos EUA. Na segunda-feira, o mercado foi fortemente pressionado pelas renovadas preocupações com relação à duração da recessão e parte dessa cautela aparentemente persistiu hoje. "O número do mercado de moradia não foi tão inspirador", disse Bruce Bittles, estrategista-chefe de investimentos da Robert W. Baird. "O sentimento ficou cauteloso depois da dura queda da semana passada e de segunda-feira. Tipicamente, depois de um declínio muito bom as altas subsequentes são difíceis de começar."

Entre as blue chips, destaque para a queda de 6,46% da Boeing depois que a companhia adiou novamente o voo inaugural do seu 787 Dreamliner, dizendo que uma área do avião precisava ser reforçada. As ações dos bancos ajudaram a limitar as perdas do Dow Jones: JPMorgan subiu 2,13% e Bank o America avançou 2,43%, com ambos se recuperando após a liquidação de segunda-feira.

Por outro lado, as ações do Fifth Third Bancorp fecharam em baixa de 0,30%, enquanto KeyCorp recuou 4,18%, depois que a Fitch cortou os ratings emissor default de ambos os bancos em uma escala como parte de sua revisão dos bancos americanos. A agência de rating disse que espera que o Fifth Third vai enfrentar custos elevados de crédito nos próximos trimestres e pressão sobre sua rentabilidade principal.

Fora do setor financeiro, as ações da FedEx subiram 1,40% depois que o JPMorgan elevou sua recomendação para a companhia de "neutra" para "overweight", dizendo que a ação já precificou a atual pressão que enfrenta e que as expectativas de Wall Street para a companhia agora são realistas. As ações da Motorola avançaram 3,98%, com o Bank of America/Merrill Lynch elevando a recomendação para a companhia de "neutra" para "comprar".

O índice Dow Jones caiu 16,10 pontos (-0,19%) e fechou com 8.322,91 pontos. O índice Nasdaq recuou 1,27 ponto (-0,07%) e fechou com 1.764,92 pontos. O S&P-500 subiu 2,06 pontos (0,23%) e fechou com 895,10 pontos. As informações são da Dow Jones.

Em sessão volátil, Ibovespa fecha em alta de 0,64%

por Claudia Violante de Agência ESTADO
23 de Junho de 2009 17:41

São Paulo - As perdas exageradas da segunda-feira foram substituídas por um pregão de muita volatilidade na Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa), sobretudo no período da manhã. À tarde, a alta das commodities metálicas e do petróleo, ignorada na primeira parte do dia, acabou se refletindo nas blue chips. Petrobras e Vale, mais as siderúrgicas, que subiram com bem mais força, garantiram alta ao índice Bovespa, mas insuficiente para recolocá-la de volta na casa dos 50 mil pontos.

O principal índice à vista da Bolsa brasileira terminou com ganho de 0,64%, aos 49.813,58 pontos. Na mínima do dia, registrou 49.130 pontos (-0,74%) e, na máxima, os 49.902 pontos (+0,82%). No mês, a perda acumulada é de 6,36%, mas no ano o ganho chega a 32,66%. O giro financeiro totalizou R$ 6,988 bilhões, dos quais R$ 2,564 bilhões da Oferta Pública de Aquisição (OPA) das ações ordinárias da Brasil Telecom Participações e da Brasil Telecom operadora. Os dados são preliminares.

Hoje, apesar dos indicadores ligeiramente mais fracos do que as projeções no exterior, o mercado também não mostrou muito entusiasmo em Wall Street. As Bolsas de Nova York fecharam sem direção definida, não muito longe da estabilidade. Os investidores aguardam a reunião do Comitê de Mercado Aberto (Fomc) do banco central americano amanhã, quando sairá a decisão de política monetária. É fato que ninguém espera que o Fed vá mudar a taxa de juros, que hoje orbita ao redor de zero, nem que altere o programa de compras de títulos do Tesouro dos EUA. Mas a expectativa perene é de que a autoridade monetária dê sinais do que pretende fazer no seu comunicado. À espera do encontro do Fomc, o Dow Jones terminou em queda de 0,19%, aos 8.322,91 pontos. S&P avançou 0,23%, aos 895,10 pontos, e Nasdaq teve baixa de 0,07%, aos 1.764,92 pontos. Bancos e petrolíferas subiram, mas a Boeing teve forte queda depois que anunciou o novo adiamento do voo de estreia do avião 787 Dreamliner.

Dentre os indicadores que pautaram os negócios nesta sessão, as vendas de imóveis usados nos EUA subiram 2,4% em maio, no segundo mês consecutivo de alta. O resultado, no entanto, foi inferior ao estimado pelos analistas (+2,6%). Já o índice de atividade industrial do Federal Reserve Bank de Richmond subiu de 4 em maio para 6 em junho, ao passo que o índice de embarques caiu de 9 para 2. Um número acima de zero indica expansão da atividade.

No Brasil, as siderúrgicas foram destaques de elevação: Gerdau PN subiu 3,88%, Metalúrgica Gerdau PN, 3,98%, Usiminas PNA, 2,11%, CSN ON, 2,64%. Por outro lado, o setor financeiro foi destaque de queda, por causa, segundo operadores, da decisão judicial que poderia elevar o pagamento, entre 80% e 90%, do PIS e da Cofins atualmente recolhidos pelos bancos, na esteira da possível reclassificação da receita operacional bruta dessas instituições. Bradesco PN perdeu 2,46% e Itaú Unibanco PN, 2,07%. Banco do Brasil, no entanto, fechou em elevação, após a notícia de que a instituição suspendeu as negociações para compra do controle do Banco do Estado do Espírito Santo (Banestes). BB ON fechou em alta de 0,10% e Banestes ON perdeu 24,78%.

Depois de alguma incerteza, as blue chips acompanharam a alta dos metais e do petróleo e fecharam em elevação. Petrobras ON teve ganho de 1,36% e PN, de 1,75%, Vale ON de 0,81% e PNA, de 0,87%.

Na Bolsa Mercantil de Nova York (Nymex), o contrato do petróleo com vencimento em agosto terminou com avanço de 2,58%, para US$ 69,24 o barril. A reação nos preços ocorreu após o presidente da Opep, Jose Maria Botelho de Vasconcelos, declarar que gostaria de ver os preços a US$ 80 por barril.

segunda-feira, 22 de junho de 2009

IBOV...suportes e resistências para 23/06...


O Ibovespa abriu na máxima do dia em 51.367 pontos, refluiu em forte baixa até os 49.410 pontos, finalizando logo após nos 49.495 pontos, queda de 3,66%. O "candle" do gráfico diário é um "marubozu cheio" mostrando a predominância da pressão vendedora, desde o início do pregão. Apesar da sinalização da continuidade dessa correção é provável a ocorrência de alguma reação compradora, visto que os principais osciladores já se encontram em região sobrevendida.

Suportes imediatos em 49.200, 49.010, 48.850 e 48.400 pontos.
Resistências imediatas em 49.700, 50.265, 50.650, 51.100, 51.430 e 51.650 pontos.

DJI...após a forte realização, a tendência ainda é de queda....


DJI abriu na máxima em 8.539 pontos, refluiu até a mínima nos 8.335 pontos e finalizou logo após nos 8.339 pontos, registrando queda de 2,35% no dia. O "candle" do gráfico diário é um "marubozu cheio" mostrando a forte predominância da pressão vendedora, durante todo pregão. Às vésperas da reunião do FOMC que irá decidir pela manutenção ou não da atual política de juros, a tendência de DJI ainda é de queda, apesar de vários indicadores já se encontrarem em região de sobrevenda, sugerindo uma possibilidade de retomada da alta.

Suportes imediatos em 8.317, 8.300, 8.290 e 8.250 pontos.
Resistências imediatas em 8.370, 8.410, 8.500 e 8.560 pontos.

Bolsas de Nova York têm maior queda desde 20 de abril

por Agência ESTADO
22 de Junho de 2009 19:34


Os principais índices do mercado de ações norte-americano encerraram em queda, registrando as perdas mais acentuadas dos últimos dois meses em meio ao declínio dos papéis de bancos e empresas ligadas ao setor de matérias-primas devido às perspectivas pessimistas do Banco Mundial para a economia.
O índice Dow Jones caiu 200,72 pontos, ou 2,4%, para 8339,01 pontos, acumulando o quinto avanço negativo das últimas seis sessões. O S&P 500 recuou 28,19 pontos, ou 3,1%, para 893,04 pontos. O Nasdaq perdeu 61,28 pontos, ou 3,4%, para 1.766,19 pontos. Todos os índices sofreram as quedas mais acentuadas desde 20 de abril, tanto em termos porcentuais quanto em pontos.
"As pessoas observaram, cheias de esperança, o mercado subir 40% em relação à mínima registrada em março, mas agora estão percebendo que as coisas não serão tão fáceis quanto pensavam", disse John Roque, diretor-gerente do WJB Capital Group. "Há muitas tendências contrárias, mas o mais importante é que ainda estamos em um mercado baixista."
Entre as empresas ligadas ao fornecimento de matérias-primas (commodities), as ações da Alcoa caíram 8,9%, as da United States Steel recuaram 9,2% e as da Freeport-McMoran Copper & Gold perderam 11%. Os preços das commodities caíram por receios sobre a demanda após o Banco Mundial estimar que a economia global encolherá 2,9% neste ano.
Os ADRs da Anglo American contrariaram a tendência de queda do setor de commodities e subiram quase 1%. A mineradora classificou como "inaceitável" uma proposta de fusão feita pela Xstrata. O Bank of America caiu 9,7% e registrou a queda mais acentuada entre os componentes do índice Dow Jones. JPMorgan caiu 6,09% e Goldman Sachs recuou 4,28%.
As instituições financeiras foram pressionadas pela previsão do Banco Mundial e por um comunicado da Standard & Poor's afirmando que a reforma regulatória nos EUA pode gerar problemas de competitividade para os grandes bancos norte-americanos. As informações são da Dow Jones.

Ibovespa cai 3,66% no dia e volta ao nível de 15 de maio

por Agência ESTADO
22 de Junho de 2009 17:53

Um relatório do Banco Mundial com previsões negativas para a economia global serviu de mote para os investidores da Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) ampliarem a realização de lucros predominante na última semana. Num processo global de aversão a risco, os investidores se desfizeram de commodities e emergentes e procuraram ativos como o dólar. Assim, o principal índice à vista do mercado acionário doméstico (Ibovespa) fechou abaixo de 50 mil pontos pela primeira vez em junho, para a menor pontuação em mais de um mês.
O Ibovespa recuou 3,66%, maior queda porcentual desde 2 de março (-5,10%). Terminou em 49.494,80 pontos, menor nível desde os 49.007,21 pontos de 15 de maio deste ano. As perdas foram ainda maiores durante a sessão, quando chegou a marcar 49.411 pontos (-3,82%). Mesmo na máxima do dia, não chegou a subir: 51.367 pontos (-0,01%). No mês, a Bovespa acumula perdas de 6,96% e, no ano, sobe 31,81%. O giro financeiro totalizou R$ 4,625 bilhões. Os dados são preliminares.
O sinal predominante em todos os pregões hoje foi o de baixa. Os investidores encontraram no documento do Banco Mundial uma justificativa concreta para jogarem seus temores sobre a recuperação da economia global. A instituição reviu sua previsão, já negativa, feita em março sobre o PIB mundial para um ainda pior: agora, ao invés da queda de 1,7% este ano, a entidade estima recuo de 2,9%. Se confirmado, o número será o primeiro negativo desde a Segunda Guerra Mundial. Para o Brasil, a previsão foi de -1,1% em 2009, enquanto o governo brasileiro estima crescimento de pelo menos 1%.
Diante dessa nova perspectiva, os investidores aproveitaram para embolsar uma boa parte dos ganhos que obtiveram com a compra de ações no mercado doméstico este ano. Além da saída de estrangeiros da Bovespa, a queda de preço de commodities (matérias-primas) e a oferta de ações da VisaNet ajudaram a explicar o tombo do índice. Segundo os especialistas, pelo porte da operação da VisaNet, estaria havendo realocação de portfólio. "A oferta da VisaNet é muito grande e não está havendo espaço para entrada de muito dinheiro novo. Certamente os investidores estão realocando seus investimentos, vendendo ações como blue chips", exemplificou o economista da WinTrade José Góes.
Para Góes, a queda de hoje foi apenas um movimento de realização, já que a Bovespa havia sido puxada por um otimismo exagerado. "Mas não acho que a Bolsa entrará numa tendência baixista, abaixo de 47 mil pontos. Neste intervalo, começa a haver chamada de compras, porque muita gente acabou ficando de fora da tendência altista e deve querer aproveitar", comentou.
Além do relatório do Banco Mundial, as ordens de vendas foram endossadas hoje pela cautela às vésperas da reunião do banco central americano, que anuncia na quarta-feira sua decisão de juros. O Dow Jones caiu 2,35%, para 8.339,01 pontos. O S&P 500 perdeu 3,06%, para 893,04 pontos. O Nasdaq recuou 3,35%, para 1766,19 pontos.
Por causa das incertezas sobre a recuperação da economia, o petróleo fechou em baixa, diante de uma perspectiva de demanda menor. Na Bolsa Mercantil de Nova York (Nymex), o contrato para julho terminou a US$ 66,93 o barril, com variação negativa de 3,77%. No Brasil, Petrobras também teve perda forte, de 4,12% na ação ordinária (ON) e 3,41% na ação preferencial (PN).
Vale, a outra blue chip, exibiu perdas maiores, de 5,42% na ON e de 4,83% na PNA (preferencial da classe A). Hoje, a notícia no setor minerador foi a decisão da Anglo American de negar a proposta de fusão feita pela Xstrata. Para a mineradora, tratava-se de algo "inaceitável".
Duratex PN liderou a alta do Ibovespa hoje, ao subir 7,27%. Os papéis subiram na esteira da notícia de que ela e a Satipel vão se associar, dando origem à maior indústria de painéis de madeira industrializada do Hemisfério Sul. Satipel ON disparou 35,36%.

domingo, 21 de junho de 2009

IBOV...indefinição neste início da 4a semana de junho


Nesta terceira semana de junho, finalmente ocorreu uma realização mais forte com o Ibovespa, possibilidade que vinha sendo sinalizada há algumas semanas, principalmente pelas divergências verificadas em vários osciladores gráficos. O Ibovespa refluiu do patamar dos 53.558 pontos verificados no fechamento da semana anterior, até os 51.374 pontos, desta última sexta-feira, registrando queda de 4,08% na semana. Semelhante ao comportamente de DJI, o "candle" do gráfico semanal é um "martelo cheio" indicando alguma possibilidade de recuperação da queda ocorrida, nesta quarta semana de junho. Porém, no gráfico diário o "candle" do último pregão se assemelha a um "martelo invertido" sinalizando a possibilidade da continuidade dessa correção. Uma tendência mais clara, poderá ser delineada quando ocorrer a divulgação da nova política de juros americana, após a reunião do FOMC, na próxima quarta-feira.

Suportes imediatos em 51.350, 51.200, 51.000, 50.510, 50.265, 50.010, 49.860 e 49 mil pontos.
Resistências imediatas em 51.700, 51.900, 52.400 e 53 mil pontos.

DJI...indefinição até a reunião do FOMC


Nesta terceira semana de junho, finalmente ocorreu uma realização mais forte com DJI, possibilidade que vinha sendo sinalizada há algumas semanas, principalmente pela divergência verificada na redução de volume enquanto DJI avançava acima dos 8.800 pontos. DJI refluiu do fechamento da semana anterior nos 8.800 pontos até aos 8.540 pontos, desta última sexta-feira, registrando queda de 2,95% na semana. O "candle" do gráfico semanal é um "martelo cheio" indicando alguma possibilidade de recuperação da queda ocorrida, nesta quarta semana de junho. Porém, o gráfico diário mostra forte indefinição de tendência, pelos seguidos "dojis" ocorridos nos últimos três pregões. Essa indefinição de tendência, provavelmente está associada à reunião do FOMC no meio desta quarta semana de junho que irá decidir pela manutenção da atual política de juros ou para o início de uma nova política de aumento de juros, algumas vezes sinalizada pelo mercado futuro dos "treasuries" americanos.

Suportes imediatos em 8.504, 8.480, 8.440 e 8.400 pontos.
Resistências imediatas em 8.570, 8.600, 8.650 e 8.720 pontos.

sábado, 20 de junho de 2009

Commodities...perspectivas para a 4a. semana de junho


Fonte: Bloomberg
Situação em 19/06

INDEX NAME VALUE CHANGE OPEN HIGH LOW
(Vermelho)UBS BLOOMBERG CMCI 1100.12 -7.75 1110.86 1118.01 1094.70
(Laranja)S&P GSCI 457.20 -8.66 467.88 470.28 455.25
(Verde)RJ/CRB Commodity 252.79 -4.06 256.80 256.85 252.79
(Azul)Rogers Intl 2962.20 -43.08 3011.19 3029.50 2945.88

Situação em 12/06

INDEX NAME VALUE CHANGE OPEN HIGH LOW
UBS BLOOMBERG CMCI 1132.00 -17.43 1135.26 1138.66 1126.81
S&P GSCI 472.20 -5.96 474.24 475.23 467.69
RJ/CRB Commodity 262.25 -3.92 266.08 1771.28 262.25
Rogers Intl 3074.02 -44.11 3096.92 3098.10 3054.52

Variação semanal 12/06 a 19/06

INDICE Fechamento (12/06) Fechamento(19/06) VARIAÇÃO SEMANAL (%)

UBS BLOOMBERG CMCI 1132.00 1100.12 - 2,82%
S&P GSCI 472.20 457.20 -3,18%
RJ/CRB Commodity 262.25 252.79 -3,61%
Rogers Intl 3074.02 2962.20 -3,64%

Análise:
Nesta terceira semana de junho, as commodities finalmente realizaram, após 3 semanas seguidas de alta e finalizaram em queda em relação à semana anterior, fechando em -3,31% , na média dos quatro índices. Essa correção aumentou a defasagem para cerca de (na média desses 4 índices) -43%, quando comparados aos preços praticados há um ano atrás. O gráfico diário do índice "UBS Bloomberg", traçado em vermelho e semelhante aos demais índices, mostram que os preços se movimentam em um canal de alta e estão praticamente no fundo desse canal. Desta vez, a ocorrência de uma realização mais forte, nesta última semana, permite alguma recuperação nessa 4a. semana de junho, em que ocorrerá a próxima reunião do FOMC que poderá propor alguma mudança na política de juros da economia americana.

sexta-feira, 19 de junho de 2009

Dow Jones tem 1ª semana negativa em mais de um mês

por Agência ESTADO
19 de Junho de 2009 19:19

O índice Dow Jones fechou em baixa hoje pela quarta vez nas últimas cinco sessões, encerrando a semana com uma perda de 2,95%, o primeiro declínio semanal em mais de um mês. O desempenho positivo de algumas blue chips do setor de tecnologia sustentou um fechamento positivo do Nasdaq, mas não impediu que o índice terminasse a semana em baixa, embora mais modesta, de 1,69%. O S&P-500 fechou em leve alta, mas caiu 2,64% na semana.
O mercado teve uma sessão relativamente calma apesar de ser dia de "quadruple witching" - vencimento simultâneo dos futuros de índices de ações, opções de índices de ações, opções de ações e futuros de ações -, com os operadores ajustando posições antes dos grandes eventos da próxima semana. "Teremos o encontro do Fed, leilões do Tesouro e alguns importantes dados econômicos, incluindo vendas de residências e renda e gastos pessoais, que ajudarão a validar ou anular a ideia de que a economia (dos EUA) está se recuperando", disse Kent Engelke, estrategista-chefe econômico do Capitol Securities Management.
No setor de tecnologia, Microsoft subiu 2,43%, depois do Goldman Sachs ter acrescentando a companhia em sua "lista de compras com convicção". A Apple avançou 2,65% diante das imagens de filas de consumidores nas lojas da companhia para adquirir o novo iPhone 3G (de terceira geração). Por outro lado, a Research In Motion - fabricante do smartphone BackBerry - caiu 4,92%, com os investidores expressando sua decepção com as projeções da companhia para o segundo trimestre fiscal.
O índice Dow Jones caiu 15,87 pontos (-0,19%) e fechou com 8.539,73 pontos. O Nasdaq subiu 19,75 pontos (1,09%) e fechou com 1.827,47 pontos. O S&P-500 subiu 2,86 pontos (0,31%) e fechou com 921,23 pontos. As informações são da Dow Jones.

Bovespa caiu 4% em 5 dias, após 4 semanas positivas

por Claudia Violante de Agência ESTADO
19 de Junho de 2009 17:57


São Paulo - Depois de quatro sessões em queda, a Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) finalmente viu o sinal positivo no fechamento do pregão hoje. Mas na semana o desempenho ficou no vermelho, após quatro semanas de ganhos. Ações de bancos e da Petrobras deram sustentação à alta do índice Bovespa (Ibovespa) desta sexta-feira.
O Ibovespa fechou o dia com alta de 0,92%, a 51.373,77 pontos, mas na semana registrou perda de 4,08%. No mês, o Ibovespa acumula baixa de 3,43% e, no ano, ganho de 36,81%. Na mínima do dia, o Ibovespa atingiu os 50.908 pontos (+0,01%) e, na máxima, os 51.665 pontos (+1,50%). O giro no pregão regular somou R$ 3,776 bilhões. Os dados são preliminares.
A sexta-feira foi uma sessão de respiro, possível após uma quinta-feira de boas notícias e indicadores favoráveis. Na avaliação do analista de investimentos da Spinelli Jayme Alves, o giro fraco, no entanto, reforça o comportamento lateral da Bolsa visto nos últimos dias, com a falta de estímulo para conduzir os índices para onde quer que seja. "O investidor não quer tomar posição. Vai ficar em stand by, à espera de novidades mais concretas", comentou ao lembrar que logo começa mais uma temporada de balanços corporativos.
As Bolsas norte-americanas não atrapalharam o desempenho da Bovespa hoje. Depois de alguma oscilação no dia do vencimento quádruplo - futuros de índices de ações, opções de índices de ações, opções de ações e futuros de ações -, o Dow Jones acabou caindo. Os papéis ligados ao segmento de tecnologia foram destaques de elevação, contrabalançada pela fraqueza das ações do setor industrial e de petrolíferas. O Dow Jones recuou 0,19%, aos 8.539,73 pontos. O S&P avançou 0,31%, aos 921,23 pontos, e o Nasdaq teve alta de 1,09%, aos 1.827,47 pontos.
Na Bovespa, o setor financeiro foi destaque de alta, assim como as ações da BM&FBovespa, que avançaram embaladas pela redução da taxa básica de juros (Selic), com consequente queda na remuneração dos investimentos de renda fixa. Bradesco PN teve alta de 0,96%, Itaú Unibanco PN, 1,53%, BB ON, 2,44%, BM&FBovespa ON, 3,18%.
Petrobras também foi destaque de alta. A ação ordinária (ON) subiu 1,25% e a preferencial (PN), 0,60%. Ontem à noite, a estatal anunciou que a produção total de petróleo e gás natural, considerando os campos do Brasil e do exterior, cresceu 7,6% em maio na comparação com maio do ano passado e 1,1% ante abril. Na Bolsa Mercantil de Nova York (Nymex), o contrato futuro de petróleo com vencimento em julho recuou 2,55%, a US$ 69,55 o barril.
Apesar da alta dos metais, Vale caiu: a ON perdeu 0,11% e a PNA recuou 0,35%. Hoje, a mídia da província chinesa de Shanxi informou que as siderúrgicas locais assinaram acordos de fornecimento de minério de ferro com Vale, Rio Tinto e BHP Billiton.
As ações de siderúrgicas fecharam sem tendência definida na Bovespa: Gerdau PN, -0,05%. Metalúrgica Gerdau PN, -0,76%, Usiminas PNA, +0,75%, e CSN ON, +1,28%. A Associação Mundial do Aço informou hoje que a produção global de aço bruto caiu 21% em maio na comparação com igual mês do ano passado, para 95,6 milhões de toneladas. Frente a abril, no entanto, a produção cresceu 7,4%. No Brasil, a produção cresceu 9,5% em maio ante abril.
Destaque da sessão hoje foi Redecard ON, que subiu 5,87%, na terceira maior elevação do Ibovespa. A proximidade da oferta pública inicial de ações (IPO, na sigla em inglês) da concorrente VisaNet ajudou a explicar esse movimento. Na operação da VisaNet, o período de reserva de ações da oferta secundária termina na quarta-feira da próxima semana. O início da negociação dos papéis em bolsa está previsto para o dia 29 de junho.

quinta-feira, 18 de junho de 2009

Dow Jones fecha em alta com ajuda de ações de bancos

por Agência ESTADO
18 de Junho de 2009 19:24

O índice Dow Jones finalmente interrompeu uma série de três fechamentos negativos seguidos, com ajuda da alta das ações do Bank of America e do JPMorgan Chase, enquanto as vendas no setor de tecnologia impediram o Nasdaq de fechar em território positivo.

"Mais do que qualquer coisa, o impacto de um contínuo fluxo de indicadores econômicos melhores não deixará este mercado cair demais", disse James Paulsen, estrategista-chefe de investimento do Wells Capital Management. "Toda vez que os vendedores saem, somos atingidos por notícias melhores novamente. Eu penso que existe a chance de vermos mais melhoras porque parece que viramos a esquina e tem uma política de estímulo adicional à nossa frente".

Alguns participantes disseram que as transações também têm sido influenciadas pelo "quadruple witching", vencimento simultâneo dos futuros de índices de ações, opções de índices de ações, opções de ações e futuros de ações, amanhã.

As ações do Bank of America fecharam em alta de 4,88% e as do JPMorgan Chase avançaram 4,40% e lideraram os ganhos no índice Dow Jones. As ações dos bancos mostraram sinal de vida depois da recente pesada venda que culminou na quarta-feira com o rebaixamento dos ratings de 22 instituições americanas pela Standard & Poor's, que citou preocupações com relação a um enfraquecimento adicional do setor.

Na outra ponta, as ações da Caterpillar lideraram as perdas no Dow Jones, com uma queda de 2,07%. A fabricante de equipamentos pesados informou que as vendas no varejo de máquinas na América do Norte caíram 57% no trimestre encerrado em 31 de maio, em comparação com igual período de 2008.

O índice Dow Jones subiu 58,42 pontos (0,69%) e fechou com 8.555,60 pontos. O Nasdaq caiu 0,34 ponto (-0,02%) e fechou com 1.807,72 pontos. O S&P-500 subiu 7,66 pontos (0,84%) e fechou com 918,37 pontos. As informações são da Dow Jones.

Movimento técnico leva Ibovespa abaixo de 51 mil pontos

por Agência ESTADO
18 de Junho de 2009 17:55

A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) tinha todos os argumentos para se manter em alta durante toda a sessão de hoje: preços de matérias-primas (commodities) subiram, os indicadores nos EUA favoreciam, as Bolsas norte-americanas avançaram e a ata do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central reforçou a análise de que haverá pelo menos mais um corte dos juros básicos - embora em menor intensidade do que o de um ponto decidido na reunião deste mês. Mas a despeito disso tudo, o principal índice à vista (Ibovespa) oscilou muito e o sinal negativo predominou, em razão de movimentos técnicos.

Assim, a sessão terminou com o Ibovespa em baixa de 0,28%, pela primeira vez abaixo de 51 mil pontos no mês, aos 50.903,02 pontos. Esta é a menor pontuação desde os 50.816,24 pontos de 25 de maio. Na mínima do dia, o Ibovespa recuou para os 50.510 pontos (-1,05%) e, na máxima, os 51.275 pontos (+0,45%). Com o desempenho desta quinta-feira, no mês a Bolsa tem perda acumulada de 4,31%. No ano, o ganho acumulado é de 35,56%. O giro financeiro no pregão regular totalizou R$ 3,448 bilhões. Os dados são preliminares.

O evento desta quinta-feira foi a divulgação da ata do Copom. O documento, que explicitou o que foi considerado pelos diretores do BC na reunião da semana passada (quando decidiram reduzir a taxa Selic para 9,25% ao ano), sinalizou que o processo de desaperto monetário não terminou no encontro deste mês. Na ocasião, o BC surpreendeu o mercado ao cortar mais do que o previsto (um ponto porcentual). E tudo indica que esta redução não foi a última. O problema é que os analistas ainda não obtiveram um consenso sobre o que virá pela frente: alguns falam em 0,25 ponto porcentual na reunião de julho, outros, em 0,50 ponto porcentual. Mas o que vai ser, só o tempo, ou melhor, o Copom, dirá. A próxima reunião do Copom será em 21 e 22 de julho.

Fato é que qualquer que seja o tamanho do corte dos juros, a Bovespa é beneficiada, já que a atratividade da renda fixa diminui com taxas de juros menores. Apesar disso, hoje um movimento técnico conduziu a Bovespa. Segundo Fausto Gouveia, da Legan Asset, hoje pode ter sido um dia de "ressaca" dos vencimentos. "Muitos investidores que não foram exercidos ficaram com o papel e, como avaliam que o momento não é ficar comprado, saem da posição à espera de algum indício sobre a trajetória". Esse movimento, segundo ele, pode ser verificado nas blue chips: Vale e Petrobras caíram, apesar de as commodities metálicas e o petróleo terem fechado em alta no exterior. Estes dois papéis, vale lembrar, são os principais dos vencimentos - e têm grande peso no Índice Bovespa.

O movimento técnico na Bovespa, no entanto, encontrou resistência nas Bolsas norte-americanas, que trabalharam majoritariamente em alta em reação aos bons indicadores conhecidos hoje. O Dow Jones terminou com elevação de 0,69%, aos 8.555,60 pontos, o S&P avançou 0,84%, aos 918,37 pontos, e o Nasdaq terminou com variação negativa de 0,02%, aos 1.807,72 pontos. O setor financeiro foi destaque de elevação, sobretudo depois das declarações do secretário do Tesouro, Timothy Geithner, no Congresso dos EUA, onde falou sobre as propostas do governo para modernizar o sistema de regulamentação do setor financeiro. Segundo ele, embora o plano de reforma regulatória financeira do governo Obama não responda a todos os problemas, vai ajudar a evitar crises futuras ao tornar o sistema financeiro menos vulnerável.

Estas palavras adoçaram os investidores, que também já se regozijaram dos indicadores, sobretudo os pedidos de auxílio-desemprego. O número de trabalhadores norte-americanos que entraram pela primeira vez com pedido de auxílio-desemprego até veio acima das estimativas dos analistas - subiu 3 mil ante previsão de 2 mil na semana até 13 de junho. Mas, por outro lado, o número total de norte-americanos que recebiam auxílio-desemprego caiu na semana até 6 de junho - 148 mil, maior declínio desde 24 de novembro de 2001 -, após subir por 21 semanas consecutivas.

Os outros dados divulgados hoje foram o índice de atividade industrial regional do Federal Reserve da Filadélfia (subiu para -2,2 em junho, de -22,6 em maio, superando as expectativas de economistas de um dado de -18,0) e o índice de indicadores antecedentes do Conference Board (+1,2% em maio, superando as expectativas que previam um aumento de 1%. O dado de abril também foi revisado, para avanço de 1,1%, ante previsão original de alta de 1,0%).

Na Bovespa, Vale ON terminou em baixa de 0,60% e Vale PNA recuou 1%. Petrobras ON cedeu 0,81% e Petrobras PN caiu 0,90%. Hoje, a Moody's Investors Service rebaixou o rating global em moeda local da estatal de A2 para A3. Na Bolsa Mercantil de Nova York (Nymex), o contrato do petróleo para julho subiu 0,48%, para US$ 71,37 o barril.

quarta-feira, 17 de junho de 2009

Bolsa perde 4,69% em três pregões seguidos de queda

por Agência ESTADO
17 de Junho de 2009 17:39

A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) deu continuidade hoje ao movimento de queda iniciado na segunda-feira, perfazendo agora três sessões seguidas no vermelho, intervalo no qual acumulou perda de 4,69%. Nesses três dias, pouco mudou no horizonte: os investidores aproveitaram os vencimentos domésticos e a fraqueza em Wall Street para realizarem lucros. Hoje, a melhora das Bolsas norte-americanas à tarde contribuiu para o índice Bovespa (Ibovespa) devolver parte das perdas, mas sem pisar no terreno positivo. Além de Petrobras e Vale, as ações do setor financeiro também foram destaque negativo hoje.
O Ibovespa terminou o pregão em baixa de 0,31%, aos 51.045,84 pontos. Na mínima do dia, registrou 50.265 pontos (-1,84%) e, na máxima, os 51.197 pontos (-0,02%). No mês, as perdas atingem 4,04%. Em 2009, a Bolsa tem ganhos de 35,94%. O giro financeiro totalizou R$ 9,199 bilhões, inflado pelo vencimento de opções sobre Ibovespa e de Ibovespa futuro. Os dados são preliminares.
Apesar do exercício, a Bovespa teve um pregão apático, principalmente no período da tarde, quando poucas oscilações foram registradas no índice. A realização mais forte nas duas sessões anteriores justificou o pé no freio dos investidores, segundo profissionais consultados. "Aquele ingresso forte de estrangeiros parou e, como os investidores locais estavam e continuam mais reticentes, havia espaço para uma realização (de lucros)", comentou o economista da Um Investimentos Hersz Ferman.
Com essa realização doméstica, a Bovespa acompanhou o comportamento das Bolsas norte-americanas à distância - mas exibiu melhora quando isso também ocorreu por lá. E o setor financeiro foi destaque de baixa, lá e cá, depois que a agência de classificação de risco de crédito Standard & Poor's rebaixou os ratings e revisou a perspectiva de 22 bancos dos EUA. O plano do presidente dos EUA, Barack Obama, para mudança da regulação das instituições financeiras, também não aliviou o comportamento das ações do segmento.
O Dow Jones terminou a sessão com desvalorização de 0,09%, aos 8.497,18 pontos e o S&P recuou 0,14%, aos 910,71 pontos. O Nasdaq subiu 0,66%, aos 1.808,06 pontos. Da leva de indicadores da economia americana, destaques para o índice de preços ao consumidor (CPI, na sigla em inglês), que subiu 0,1% em maio ante abril, menos do que a previsão dos analistas, que era de alta de 0,3%. O núcleo do CPI, que exclui a variação de preços de alimentos e energia, aumentou 0,1% nessa base de comparação e ficou em linha com as estimativas.
O petróleo negociado na Bolsa Mercantil de Nova York (Nymex, na sigla em inglês), negociado em queda em boa parte do dia, virou e fechou em alta de 0,79% no contrato com vencimento em julho, cotado a US$ 71,03 o barril. O Departamento de Energia dos EUA (DOE) informou que os estoques de petróleo caíram 3,874 milhões de barris na semana encerrada em 12 de junho, ante previsão de queda de 1,7 milhão de barris. Mas os estoques de gasolina aumentaram 3,385 milhões de barris, ante expectativa de aumento de 300 mil barris.
No Brasil, Petrobras ON terminou em queda de 2,05% e PN, de 1,54%. Vale ON caiu 0,78% e PNA, -0,93%. A Vale anunciou hoje que, em conjunto com a sul-coreana Dongkuk e a Companhia Siderúrgica do Pecém (CSP), assinou com o governo do Ceará um memorando de entendimento para a instalação de uma usina siderúrgica integrada, com capacidade para a produção anual de 3 milhões a 6 milhões de toneladas de placas. O projeto prevê investimentos totais de US$ 4 bilhões na primeira fase.
No setor financeiro, Bradesco PN perdeu 0,95%, Itaú PN cedeu 0,55% e BB ON recuou 0,24%.

IBOV...suportes e resistências para 17/09


Neste início da 3a. semana de junho, o Ibovespa realizou fortemente até encontrar suporte na região dos 51.200 pontos, quando finalizou nos 51.205 pontos. Nesta quarta-feira, poderá dar sequência ao processo de realização vindo inicialmente, testar suporte nos 50 mil pontos. Abaixo desse suporte poderá buscar os 48 mil pontos, novamente. O "candle" do gráfico diário se assemelha a um "martelo cheio invertido", sinalizando a continuidade da queda, nesta quarta-feira.

Suportes imediatos em 50.420, 50.070, 49.920 e 48.990 pontos.
Resistências imediatas em 51.250, 52.120, 52.500, 52.820 e 53.560 pontos.

terça-feira, 16 de junho de 2009

DJI...suportes e resistências para dia 17/06


Neste início da 3a. semana de junho, DJI realizou fortemente vindo buscar suporte no patamar dos 8.500 pontos, finalizando, nesta terça em 8.505 pontos. O "candle" no gráfico diário é semelhante a um "martelo invertido cheio" sinalizando a continuidade da queda nesta quarta. Para reforçar essa possibilidade, os principais indicadores gráficos apontam para esta mesma tendência baixista.

Suportes imediatos em 8.500, 8.470, 8.430, 8.370 e 8.320 pontos.
Resistências imediatas em 8.580, 8.600, 8.640 e 8.720 pontos.