quarta-feira, 8 de julho de 2009

Bolsas de NY divergem no fechamento; Dow sobe 0,18%

por Agência ESTADO
08 de Julho de 2009 19:02

Os índices do mercado de ações norte-americano encerraram o dia em direções divergentes, após passarem grande parte da sessão em baixa, com investidores ensaiando uma retomada nas compras após o declínio acentuado registrado ao longo das últimas sessões.

"Nossos operadores estão dizendo que o mercado está suficientemente vendido para atrair algumas ofertas", disse David Klaskin, chefe de investimentos da Oak Ridge Investments. "Para onde vamos daqui para a frente dependerá de como serão os resultados do segundo trimestre e os prognósticos."

O Dow Jones subiu 14,81 pontos, ou 0,18%, para 8.178,41 pontos, após passar grande parte do dia em território negativo. A Alcoa, componente do índice e que também operou em baixa durante a maior parte da sessão, fechou em alta de 0,53%. A companhia divulgou seu balanço após o fechamento do mercado.

Entre os demais índices, o S&P 500 recuou 1,47 ponto, ou -0,17%, para 879,56 pontos. O Nasdaq ganhou 1 ponto, ou -0,06%, para 1.747,17 pontos.

A seguradora American International Group (AIG) caiu 4,7% após a Standard & Poor's Equity Research diminuir o grau de recomendação das ações da companhia para "vender", de "manter", afirmando que ainda vê fundamentos fracos e um grau elevado de risco de execução. Ontem os papéis da seguradora caíram 15% diante da notícia que a empresa perdeu um processo para seu ex-executivo-chefe, Hank Greenberg,

O Google subiu 1,5% após a companhia anunciar que pretende lançar um sistema operacional para computadores, ameaçando a hegemonia da Microsoft no segmento. As ações da Microsoft avançaram 0,13%. A NYSE Euronext perdeu 2,8% após a companhia afirmar que seu website foi alvo de um ataque cibernético. As autoridades investigam se há ligação entre os ataques às redes de computadores da Coreia do Sul e dos EUA. As informações são da Dow Jones.

Petrobras puxa baixa de 0,5% da Bolsa, mas NY suaviza

por Agência ESTADO
08 de Julho de 2009 18:01

A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) até tentou hoje interromper a sequência de perdas dos últimos dias. Num início volátil, o índice Bovespa (Ibovespa) subiu até se aproximar dos 50 mil pontos, mas a fraqueza das bolsas externas, a queda de preço de matérias-primas (commodities) e a posição defensiva dos investidores por causa do feriado paulista, amanhã, levaram o índice a virar e fechar, pelo quinto pregão consecutivo, em baixa. O comportamento negativo das ações da Petrobras foi hoje o principal responsável pela dianteira da Bovespa em relação às perdas do Dow Jones na Bolsa de Nova York. No final da sessão, entretanto, o Dow Jones virou e fez o mercado doméstico melhorar. As ações da Vale, hoje, ajustaram-se ao tombo da véspera, mas o segmento siderúrgico também foi destaque negativo.

O Ibovespa terminou a sessão em baixa de 0,56%, aos 49.177,55 pontos, menor pontuação desde os 49.007,21 pontos do dia 15 de maio passado. Na mínima do dia, registrou 48.456 pontos (-2,02%) e, na máxima, os 49.846 pontos (+0,79%). Nestes cinco pregões em baixa, caiu 4,59% e, no mês de julho acumula perda de 4,44%. No ano, a Bovespa registra ganho de 30,97%.

Com o feriado da Revolução Constitucionalista de 1932, amanhã no Estado de São Paulo, não haverá pregão na Bovespa. Com isso, muitos investidores preferiram não passar a sessão posicionados, o que ajudou a engordar o giro financeiro hoje. O volume totalizou R$ 5,032 bilhões. Os dados são preliminares.

Petrobras substituiu hoje Vale no comando das ordens de vendas. O noticiário relacionado à estatal e ao setor de petróleo, no geral, foi pesado e as commodities também não deram trégua, em meio às dúvidas sobre a recuperação da economia global. A ação ordinária (ON) da estatal terminou em baixa de 1,41% e a preferencial (PN) caiu 0,82%.

Os papéis repercutiram hoje a notícia, veiculada ontem à noite, de que a Hess perfurou um poço seco no pré-sal de Santos. Também consideraram a decisão da 69ª Vara do Trabalho do Rio de Janeiro, que condenou a Petrobras a pagar multa de R$ 30 milhões ao Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT) pela contratação de trabalhadores terceirizados em atividades técnicas da empresa. Mas o que teve maior peso foi o desempenho do petróleo, que desabou no exterior.

Na Bolsa Mercantil de Nova York (Nymex, na sigla em inglês), o contrato do petróleo com vencimento em agosto caiu 4,43%, para US$ 60,14 o barril, após os dados mostrarem aumento dos estoques de derivados nos EUA. Segundo o Departamento de Energia do país, apenas os estoques de petróleo caíram, 2,9 milhões de barris na semana encerrada em 3 de julho, mais do que os 2,3 milhões esperados. Os estoques de gasolina aumentaram 1,9 milhão de barris, ante expectativa de aumento de 900 mil barris; e os de destilados cresceram 3,7 milhões de barris, ante estimativa de aumento de 1,9 milhão de barris.

A mineradora Vale, que ontem despencou 5%, serviu de contraponto ao Ibovespa ao subir, na contramão do desempenho dos preços de metais. Segundo o consultor de investimentos de um grande banco doméstico, a principal explicação para a alta destes papéis hoje foi um ajuste ao tombo da véspera. "Os investidores não gostaram da captação anunciada pela empresa, que já tinha um bom volume de recursos em caixa", comentou. Os papéis da Vale também foram a primeira opção dos investidores quando o Dow Jones começou a melhorar, na hora final do pregão. Os papéis, que já subiam, ampliaram a alta para 2,10% (ações ON) e para 1,51% (ações PNA).

Nos EUA, as bolsas terminaram bem melhor do que trabalharam o dia todo. O Dow Jones virou no final e subiu 0,18%, aos 8.178,41 pontos, S&P recuou 0,17%, aos 879,56 pontos, e Nasdaq avançou 0,06%, aos 1.747,17 pontos.

Parte da fraqueza ao longo da sessão nos EUA pode ser atribuída ao relatório do FMI revendo para baixo a projeção para o PIB global de 2009. O Fundo rebaixou de -1,3% para -1,4% sua estimativa para o desempenho da economia neste ano. Em 2010, por outro lado, o órgão elevou de +1,9% para +2,5% a sua previsão. Para o PIB do Brasil, o FMI manteve sua projeção em queda de 1,3%, mesma magnitude da divulgação anterior, mas elevou a projeção para 2010, de 2,2% para 2,5%, em relação à divulgação do documento publicado em abril.

IBOV...após 07/07...suportes e resistências


A forte queda de 2,30% no Ibovespa, com volume acima da média, capitaneada principalmente por VALE e siderúrgicas, provavelmente com estrangeiros na ponta da venda, mostra que o Ibovespa continua ainda fortemente atrelado ao desempenho de DJI e que a tese de descolamento deva ser no mínimo, revista. O Ibovespa continua se movimentando em direção ao fundo do canal de baixa, atualmente nos 48 mil pontos. Reversão desta tendência, somente com fechamento acima dos 50.200 pontos.

Suportes imediatos na Banda de Bollinger de 20 períodos, nos 49 mil pontos e nos fundos anteriores em 48.800 e 48.280 pontos. Resistências imediatas em 49.250 pontos, nos 49.550 pontos da LTA anterior; em 49.760 pontos, na MME de 55 períodos e em 50.200 pontos, topo recente.

DJI...após 07/07...suportes e resistências


A forte queda de 1,94% no dia de ontem, após uma sinalização de recuperação no dia anterior, mostrou que o mercado resolveu testar novamente o suporte dos 8.230 pontos. A perda desse antigo "fundo triplo" e o fechamento em 8.163 pontos está sinalizando que muito provavelmente DJI deva buscar no curto prazo, o fundo do canal de baixa, atualmente em 7.940 pontos. Reversão desta tendência, apenas com fechamento superior ao topo recente dos 8.320 pontos.

Suportes imediatos em 8.145, 8.115, 8.020 e 7.940 pontos.
Resistências imediatas em 8.200, 8.260 e 8.320 pontos.

terça-feira, 7 de julho de 2009

Dow Jones e S&P-500 fecham nas mínimas em 2 meses

por Suzi Katzumata de Agência ESTADO
07 de Julho de 2009 19:10

Nova York - O Dow Jones e o S&P-500 fecharam nos níveis mais baixos em dois meses, pressionados pelo sentimento negativo dos investidores quanto à recuperação da economia e pela fraqueza das ações de companhias do setor de energia e do segmento industrial.

"Tivemos um recuo nos preços das commodities e algumas pessoas estão preocupadas com relação aos produtores de commodities e companhias de petróleo em particular", disse James Paulsen, estrategista-chefe de investimentos da Wells Capital Management. Os investidores também optaram pela cautela antes da divulgação do balanço do primeiro trimestre da Alcoa, esperado para depois do fechamento do mercado nesta quarta-feira e que tradicionalmente abre a temporada de balanços, disse.

Entre as blue chips, as ações da Alcoa subiram 1,62%, recuperando parte das acentuadas perdas de segunda-feira depois que seu executivo-chefe disse que a economia da China se estabilizou e que alguns setores estavam voltando. Espera-se que a gigante do setor de alumínio anuncie um prejuízo de US$ 0,37 por ação no segundo trimestre, segundo estimativa da Thomson Reuters, de um lucro de US$ 0,65 por ação registrado em igual período do ano passado.

No setor de energia, as ações da ExxonMobil caíram 2,26% e as da Chevron recuaram 2,25%, pressionados pela queda dos preços do petróleo para abaixo de US$ 63 por barril no mercado futuro de Nova York.

O setor industrial também registrou perdas pesadas, com destaque para: Boeing (-3,75%), IBM (-1,44%), Hewlett-Packard (-2,36%), 3M (-3,15%) e United Technologies (-2,89%).

O índice Dow Jones caiu 161,27 pontos (1,94%) e fechou com 8.163,60 pontos - fechamento mais baixo desde 28 de abril. O Nasdaq recuou 41,23 pontos (2,31%) e fechou com 1.746,17 pontos - menor nível desde 27 de maio. O S&P-500 caiu 17,69 pontos (1,97%) e fechou com 881,03 pontos - nível mais baixo desde 1º de maio. As informações são da Dow Jones e de agências internacionais

Ibovespa segue NY e cai 2,30%; Vale PNA perde 5,55%

por Agência ESTADO
07 de Julho de 2009 17:56

A Bolsa de Valores de São Paulo se manteve hoje atrelada ao comportamento das Bolsas norte-americanas e fechou novamente em baixa, pela quarta sessão seguida. Puxado principalmente por Vale, o índice Bovespa perdeu o suporte de 50 mil pontos, para fechar no menor nível desde 24 de junho. Siderúrgicas também foram destaque de baixa, numa sessão em que o sinal vermelho foi dominante nos papéis que compõem o principal índice à vista.

O Ibovespa terminou a sessão em queda de 2,30%, aos 49.456,70 pontos, menor pontuação desde os 49.672,12 pontos de 24 de junho. Na mínima do dia, registrou os 49.400 pontos (-2,41%) e, na máxima, os 50.621 pontos (estabilidade). Nestas quatro sessões seguidas de baixa, acumulou perdas de 4,05% que, em julho, são um pouco menores (-3,90%), já que no primeiro pregão do mês o índice subiu 0,15%. Em 2009 até hoje, o Ibovespa acumula alta de 31,71%. O volume financeiro totalizou R$ 5,441 bilhões, engrossado na reta final da sessão. Os dados são preliminares.

A justificativa para o desempenho dos mercados hoje - e nas últimas sessões - é a incerteza sobre o rumo da economia global, sobretudo norte-americana, depois dos dados fracos sobre o mercado de trabalho. Como a agenda está vazia de indicadores, os investidores ficam sem norte e também preferem não arriscar, já que tem início amanhã a temporada de balanços do segundo semestre, para a qual não se esperam números muito animadores.

Na avaliação do economista da Um Investimentos Hersz Ferman, o segundo trimestre foi bom no mercado financeiro, mas a economia ainda está fraca e ainda não mostra recuperação. "Mas está no caminho certo. Os estímulos demoram a surtir efeito, a mostrar resultados", comentou ao lembrar, no entanto, que diante das baixas expectativas sobre os balanços, números melhores podem adicionar o vigor que está faltando aos negócios. A Alcoa inaugura amanhã a safra de balanços nos EUA.

Hoje, assim como ao longo desta semana, Wall Street comandou os negócios também por aqui e, na ausência de novos compradores, a Bovespa seguiu fraca. Em Nova York, as bolsas hoje trabalharam a sessão toda em queda, e ampliaram a queda no final, pressionadas pelo sentimento negativo dos investidores quanto à recuperação da economia e pela fraqueza nos papéis de petrolíferas e de empresas do segmento industrial.

O Dow Jones terminou o dia em baixa de 1,94%, aos 8.163,60 pontos. O S&P 500 recuou 1,97%, aos 881,03 pontos, e o Nasdaq perdeu 2,31%, aos 1.746,17 pontos. Na Europa, o índice FTSE-100 da Bolsa de Londres recuou 0,19%, para 4.187,00 pontos. Em Frankfurt, o índice Xetra-DAX caiu 1,15%, para 4.598,19 pontos. Na Bolsa de Paris, o CAC-40 teve queda de 1,09%, para 3.048,57 pontos. Em Madri, o índice IBEX-35 recuou 0,51%, para 9.520,00 pontos.

No Brasil, o tombo das ações da Vale foi fundamental para o desempenho do índice. Os papéis PNA despencaram 5,55% e os ON, 5%, respectivamente a segunda e terceira maiores quedas do Ibovespa. Bradespar, que integra o bloco de controle da Vale, liderou as perdas do Ibovespa, com -5,58% na ação PN. Os investidores não gostaram muito da notícia de que a mineradora está lançando notes conversíveis em ações pela companhia. Ferman, da Um, justificou que o que desagradou foi o fato de a empresa ter dinheiro em caixa, o que levanta dúvidas sobre o que será feito com os recursos. "A empresa tem um dos melhores endividamentos do setor, baixo. E justamente por isso a emissão desagradou, já que levanta a hipótese de que a empresa voltará a fazer oferta de compra de outra empresa, aí sim aumentando o endividamento", comentou.

Como pano de fundo, os metais fecharam em baixa e esse sinal negativo também se espalhou pelas siderúrgicas. Metalúrgica Gerdau e Gerdau tiveram as maiores quedas do setor, de 3,82% e 3,56%, respectivamente, nas ações PN. Usiminas PNA perdeu 3% e CSN ON, -2,26%.

Petrobras também fechou em baixa, na esteira do recuo do preço do petróleo. Petrobras ON terminou em -0,99% e PN, em -2,30%. Na Bolsa Mercantil de Nova York (Nymex), o contrato com vencimento em agosto fechou em baixa de 1,75%, aos US$ 62,93 o barril.

segunda-feira, 6 de julho de 2009

Dow Jones fecha em alta com ajuda da Amex e Merck

por Agência ESTADO
06 de Julho de 2009 18:44


O índice Dow Jones reverteu as perdas iniciais e fechou em modesta alta nesta segunda-feira, com a demanda por algumas blue chips - como American Express e Merck - temperando as preocupações com relação a duração da atual recessão. De acordo com Art Hogan, estrategista de mercado da Jefferies, existe muita incerteza no mercado, com os investidores inseguros se o próximo movimento será de alta de 10% ou baixa de 10%. "Agora estamos caminhando para o ciclo de balanços do segundo trimestre e isso pode ajudar a determinar para onde vamos", disse.

As ações da American Express subiram 6,09% e lideraram os ganhos entre as componentes do Dow Jones depois que a Stifel Nicolaus revisou sua recomendação "vender" para "manter", dizendo que a companhia é a emissora de cartão de crédito com menor exposição as novas regras federais para o setor.

A fabricante de medicamentos Merck subiu 3,26%, com os investidores optando por posições defensivas considerando a recente volatilidade do mercado e antes da temporada de balanços do segundo trimestre, que a Alcoa inaugura na quarta-feira. Outros nomes defensivos também tiveram um bom desempenho: Procter & Gamble +2,07% e Kraft Foods +1,85%.

Por outro lado, a Alcoa caiu 6,09% e liderou as perdas no Dow Jones. As ações da gigante fabricante de alumínio caíram em antecipação ao anúncio do balanço do segundo trimestre na quarta-feira, depois do fechamento do mercado. Além disso, o dia foi negativo para as commodities, que foram pressionadas pelo dólar mais forte.

Entre as notícias do dia, a PepsiCo anunciou um plano de investimento de US$ 1 bilhão na Rússia nos próximos três anos para expandir sua produção e rede de distribuição no país. As ações da companhia fecharam em alta de 1,38%.

O índice Dow Jones subiu 44,13 pontos (0,53%) e fechou com 8.324,87 pontos. O Nasdaq caiu 9,12 pontos (0,51%) e fechou com 1.787,40 pontos. O S&P-500 avançou 2,30 pontos (0,26%) e fechou com 898,72 pontos. As informações são da Dow Jones.

Ibovespa melhora no final com NY, mas cai 0,61% no dia

por Claudia Violante de Agência ESTADO
06 de Julho de 2009 17:34

São Paulo - Numa semana fraca de indicadores, com um feriado doméstico para intercalar as operações e em meio à aversão a risco no mercado externo, a Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) iniciou a semana em baixa. Realização de lucros, com a ajuda de investidores estrangeiros principalmente na venda das blue chips, ditou o rimo do pregão. Na hora final, entretanto, as perdas diminuíram um pouco, com a melhora das Bolsas norte-americanas.

O índice Bovespa (Ibovespa) terminou a segunda-feira em baixa de 0,61%, aos 50.622,47 pontos. Na mínima do dia, registrou 49.691 pontos (-2,44%) e, na máxima, os 50.932 pontos (-0,01%). No mês, acumula perda de 1,64% e, no ano, ganho de 34,81%. O giro financeiro não foi muito forte e totalizou R$ 3,942 bilhões. Os dados são preliminares.

Segundo um profissional de renda variável, muitos investidores podem ter aproveitado o sinal de baixa nas bolsas internacionais para antecipar o feriado estadual de 9 de julho em São Paulo (Revolução Constitucionalista de 1932), que fechará o mercado doméstico na próxima quinta-feira. "Além disso, a agenda esvaziada amplificou os números do 'payroll' (relatório de vagas de trabalho nos EUA) divulgados na semana passada", emendou, lembrando que o fechamento do número de vagas no mercado de trabalho norte-americano acima do esperado não foi apagado pelo índice ISM de atividade no setor de serviços divulgado hoje nos EUA.

O ISM informou que o índice de gerentes de compras sobre a atividade no setor de serviços dos EUA subiu para 47,0 em junho, de 44,0 em maio e previsão de economistas de 46,0. Embora ligeiramente melhor do que as projeções, o índice continua abaixo de 50, o que indica contração da atividade. Diante dessa constatação, tendo em mãos os números do payroll, e à espera da safra de balanços, que começa a dar frutos na quarta-feira, com a Alcoa, os investidores adoraram a cautela nesta segunda-feira.

Na hora final da sessão, a agência de classificação de risco de crédito Moody's informou que colocou em revisão para possível elevação os ratings Ba1 de dívida em moeda local e estrangeira do governo do Brasil. A notícia coincidiu com a ligeira melhora da Bovespa no final, mas que foi atribuída principalmente ao aumento dos ganhos em Nova York, já que a nota da agência de risco "já estaria no preço dos ativos".

Em Wall Street, o Dow Jones terminou com ligeira alta, mas a sessão foi bem 'morna', com giro menor em razão das férias de verão no Hemisfério Norte. No final, registrou alta de 0,53%, aos 8.324,87 pontos. O S&P também virou no final da sessão e registrou ganho de 0,26%, aos 898,72 pontos. Nasdaq terminou em baixa de 0,51%, aos 1.787,40 pontos.

No Brasil, Petrobras ON terminou em queda de 2,90% e Petrobras PN caiu 2,18%, influenciadas pelo tombo de 4,02% no preço do petróleo futuro com vencimento em agosto negociado na Bolsa Mercantil de Nova York (Nymex). O barril terminou cotado a US$ 64,05. A estatal confirmou à tarde que suspendeu a produção na área de Tupi, em razão de um problema de fabricação nos parafusos de fixação de um equipamento, cuja substituição pode levar de três a quatro meses.

As ações da mineradora Vale também seguiram o recuo dos preços dos metais e terminaram em baixa de 1,78% na ON e de 1,80% na PNA. O UBS Pactual divulgou hoje relatório no qual reduziu em 10% suas projeções para a produção de minério de ferro da Vale neste ano e rebaixou o preço-alvo das ações e ADRs da empresa.

A queda de Vale também se replicou no setor siderúrgico: Gerdau PN, -1,67%, Metalúrgica Gerdau PN, -2,33%, e CSN ON, -1,25%. Exceção, Usiminas PNA virou no final e subiu 0,64%.

Para os próximos dias, a tendência é de pregões 'laterais', sem muito fluxo estrangeiro e diante de agenda com poucos dados relevantes. Nesta semana, saem sobretudo índices de preços, como IGP-DI, amanhã, e o IPCA, na quarta. A Confederação Nacional da Indústria (CNI) também apresenta amanhã os indicadores industriais de maio.

domingo, 5 de julho de 2009

IBOV...tendência de baixa nesta 1a semana de julho.


Nos últimos dias de junho, o Ibovespa esboçou reação positiva até encontrar resistência na máxima em 52.435 pontos. No início de julho, em sintonia com DJI, refluiu fortemente até buscar suporte nos 50.600 pontos, e depois finalizou nesta última sexta, nos 50.935 pontos. Queda de - 1,07% em relação ao fechamento da semana anterior, nos 51.486 pontos. O "candle" formado no gráfico semanal, assim como no gráfico diário é um "martelo invertido" sinalizando tendência de baixa. Alguns dos principais osciladores do gráfico semanal também apontam para a continuidade da queda, nesta próxima semana. O Ibovespa está se movimentando em um sub-canal de baixa, com suportes mais fortes nesta semana nos 47.300/48.200 pontos e resistências nos 51.750/52.000 pontos.

Suportes semanais imediatos em 50.000, 49.330, 49.000, 48.200, 47.290 e 46.900 pontos.
Resistências imediatas em 51.080, 51.750, 52.000 e 52.340 pontos.

DJI...tendência de queda nesta primeira semana de julho


Na última semana de junho DJI abriu nos 8.438 pontos mostrou força até encontrar resistência nos 8.590 pontos, mas no início do mes de julho refluiu com força até finalizar na mínima, na última quinta, nos 8.280 pontos. Queda na semana de - 1,87%. O "candle" do gráfico diário é um "marubozu cheio", mostrando a forte pressão vendedora que ocorreu no último dia útil da semana para DJI. O "candle" formado no gráfico semanal é um "martelo invertido" sinalizando a tendência de queda para esta próxima semana. Podemos observar no gráfico semanal a construção de um "triângulo de baixa" com topo nos 8.875 pontos e base no "fundo triplo" em 8.230 pontos. Uma perda definitiva desse suporte poderá levar DJI a buscar, no médio prazo, objetivo de queda nos 7.590 pontos.

Suportes semanais imediatos em 8.230, 8.180, 8.100, 8.000 e 7.920 pontos.
Resistências semanais imediatas em 8.400, 8.500, 8.590 e 8.630 pontos.

sábado, 4 de julho de 2009

Commodities...perspectivas para a 1a semana de julho


Fonte: Bloomberg

Situação em 03/07

INDEX NAME VALUE CHANGE OPEN HIGH LOW
(Vermelho)UBS BLOOMBERG CMCI 1073.11 -19.66 1086.81 1086.81 1067.75
(Laranja)S&P GSCI 435.77 -13.16 448.71 448.71 434.89
(Verde)RJ/CRB Commodity 245.86 .00 251.12 251.19 245.83
(Azul)Rogers Intl 2858.74 -63.47 2925.53 2925.53 2850.27

Situação em 26/06

INDEX NAME VALUE CHANGE OPEN HIGH LOW
UBS BLOOMBERG CMCI 1092.46 -10.77 1085.81 1086.91 1066.06
S&P GSCI 450.97 -5.11 459.54 460.96 448.62
RJ/CRB Commodity 251.31 -2.07 253.31 253.74 250.46
Rogers Intl 2932.18 -26.58 2967.47 2983.67 2918.93

Variação semanal 26/06 a 03/07

INDICE Fechamento (26/06) x Fechamento(03/07) VARIAÇÃO SEMANAL (%)

UBS BLOOMBERG CMCI 1092.46 1073.11 - 1,77%
S&P GSCI 450.97 435.77 -3,37%
RJ/CRB Commodity 251.31 245.86 -2,17%
Rogers Intl 2932.18 2858.74 -2,50%

Análise:
Nesta última semana de junho e início de julho, as commodities continuaram seu processo de realização iniciado na semana anterior, após uma breve recuperação no início da semana, mas finalizaram em relação ao fechamento da semana anterior, em queda de -2,45% , na média dos quatro índices. Essa correção aumentou a defasagem para cerca de -47%, quando comparados aos preços praticados há um ano atrás, na média desses índices. O gráfico diário do índice "UBS Bloomberg", traçado em vermelho e semelhante aos demais índices, mostram que os preços perderam a LTA recente e agora parecem estar se movimentado em um sub-canal de baixa. O "candle" do gráfico semanal se assemelha a um "martelo invertido", sugerindo a continuidade da queda nesta primeira semana de julho.

sexta-feira, 3 de julho de 2009

Bolsa cede 0,18%, com segundo menor volume do ano

por Claudia Violante da Agência ESTADO
03 de Julho de 2009 17:34

São Paulo - O feriado norte-americano paralisou o mercado doméstico de ações. O índice Bovespa, principal referência da Bolsa de Valores de São Paulo, até teve alguma oscilação, mas muito próximo da estabilidade. Os investidores não tiveram muita motivação para ir às compras, o que resultou no segundo menor volume financeiro do ano.
O Ibovespa encerrou o pregão desta sexta-feira em baixa de 0,18%, aos 50.934,69 pontos. Na semana, perdeu 1,07% e, no mês acumula baixa de 1,03%. No ano, o Ibovespa exibe ganho de 35,64% até hoje. A variação durante a sessão de hoje foi pequena, já que, na mínima, o índice tocou os 50.915 pontos (-0,22%) e, na máxima, os 51.167 pontos (+0,28%).
Segundo dados preliminares, o giro financeiro totalizou R$ 1,674 bilhão, bem perto do registrado no dia 25 de maio passado, menor marca do ano até agora, de R$ 1,55 bilhão, também por causa de feriado (nos Estados Unidos e na Europa). Segundo um profissional do mercado de renda variável, o feriado de hoje zerou as operações de arbitragem com os ADRs (recibos de ações de empresas brasileiras negociados na Bolsa de Nova York), o que ajudou a minguar o volume financeiro.
A maior parte das ações do Ibovespa fechou no azul, mas as blue chips, os bancos e a maior parte das siderúrgicas terminaram em baixa, influenciando o resultado final do índice. No exterior, os preços de commodities metálicas fecharam sem rumo definido, enquanto o petróleo no mercado futuro recuava, mas em sessão de giro fraco. Petrobras ON cedeu 0,86%, Petrobrás PN recuou 0,74%, Vale ON caiu 0,49% e Vale PNA desvalorizou 0,43%.
Anteontem, o mercado refestelou-se nos bons indicadores divulgados ao redor do globo, mas todo o otimismo da quarta-feira se dissipou ontem, com o dado fraco sobre o mercado de trabalho nos Estados Unidos. Esse sobe-e-desce ainda não tem prazo para acabar, ainda mais que a próxima temporada de balanços financeiros trimestrais, importante construtores de tendências, não prometem notícias muito boas.
Pelo menos esta é a expectativa dos analistas, que esperam para essa temporada números fracos. Essa expectativa baixa, entretanto, pode acabar sendo benéfica às ações, se os números forem um pouco melhores do que as previsões. Oficialmente, a safra de resultados do segundo trimestre nos EUA começa na terça-feira que vem, com os números da gigante de alumínio Alcoa.
Na Europa, hoje, os indicadores mostraram um pouco dessa indefinição. O índice dos gerentes de compra do setor de serviços caiu no Reino Unido e as vendas do varejo na zona do euro voltaram ao negativo, com queda de 0,4% em maio, ante abril. Mas o índice de gerentes de compra (PMI) composto sobre a atividade na zona do euro subiu para a máxima em nove meses.
As bolsas europeias tiveram o mesmo comportamento contraditório. O índice FTSE-100 da Bolsa de Londres subiu 0,05%, para 4.236,28 pontos, acumulando queda de 0,11% na semana. Em Frankfurt, o índice Xetra-DAX caiu 0,22%, para 4.708,21 pontos, com queda de 1,43% na semana. Na Bolsa de Paris, o CAC-40 teve alta de 0,10%, para 3.119,51 pontos, acumulando perda de 0,33% na semana. Em Madri, o índice IBEX-35 ganhou 0,67%, para 9.707,80 pontos, registrando alta de 0,22% na semana.
Para a próxima semana, encurtada pelo feriado paulista da Revolução Constitucionalista de 1932, na quinta-feira (9 de julho), a agenda um pouco mais fraca pode ser benéfica à Bolsa brasileira. "Depois da queda dessa semana, há espaço para alguma recuperação, sem entusiasmo", comentou o profissional.

quinta-feira, 2 de julho de 2009

Bolsa de NY fecha em forte baixa, com pouco volume

por Suzi Katzumata de Agência ESTADO
02 de Julho de 2009 19:13

Nova York - Um fraco relatório do mercado de mão de obra dos EUA perturbou os mercados financeiros e a debilitada esperança dos corretores de ações de uma recuperação econômica no segundo semestre. As ações de companhias de consumo e de energia foram as mais atingidas na liquidação de hoje.

Por causa de problemas técnicos, a Bolsa de Nova York (New York Stock Exchange, NYSE) decidiu atrasar o encerramento dos negócios em 15 minutos, para até 17h15 (de Brasília), para permitir a "execução das ordens dos clientes afetadas pelas irregularidades do sistema", de acordo com o porta-voz da bolsa. Uma série de pequenas falhas atingiram os sistemas da NYSE Euronext nas últimas 24 horas, depois que a operadora da bolsa implementou um novo sistema com objetivo de reduzir o tempo de execução em 100 milésimos de segundo, substituindo uma tecnologia de 33 anos. Pela manhã, a bolsa chegou a suspender as transações com vários ativos por quase cinco minutos por conta dessas falhas.

No último dia antes do final de semana prolongado (amanhã é o feriado antecipado do Dia da Independência), o aguardado relatório do mercado de mão de obra foi uma grande frustração. O Departamento do Trabalho informou que a economia americana perdem 467 mil vagas em junho, de uma expectativa de queda de 350 mil vagas dos analistas.

O declínio no número de vagas diminuiu desde que atingiu o total de 700 mil vagas no início do ano. Contudo, o dado de maio foi de uma queda de 322 mil vagas, o que indica que o relatório de junho se moveu em direção oposta e lançou sérias dúvidas sobre as expectativas de aceleração da economia a partir do segundo semestre. A taxa de desemprego continuou subindo em direção aos dois dígitos, alcançando 9,5% em junho - nível mais alto em mais de 25 anos -, de 9,4% em maio. Os salários permaneceram estagnados em comparação com o mês anterior.

Apesar dos números negativos, Peter Cardillo, economista-chefe de mercado da Avalon Partners observou que a acentuada queda de hoje provavelmente foi exacerbada por causa da fraca liquidez. "A resposta real ao número do mercado de mão de obra provavelmente vamos ver no mercado na segunda-feira", disse Cardillo.

Todas as 30 ações componentes do índice Dow Jones fecharam em baixa, com destaque para Alcoa (-4,74%) e Travelers (-4,69%). As gigantes de energia Chevron e ExxonMobil foram pressionadas pela queda dos preços do petróleo e caíram 3,16% e 2,93%, respectivamente. No setor de consumo, destaque para a queda de 3,80% da Home Depot.

O índice Dow Jones caiu 223,32 pontos (-2,63%) e fechou com 8.280,74 pontos; na semana, o índice registrou uma queda de 1,87%. O S&P-500 caiu 26,91 pontos (-2,91%) e fechou com 896,42 pontos; na semana, o índice acumulou uma perda de 2,44%. O Dow Jones e o S&P-500 agora acumulam perdas por três semanas seguidas. O Nasdaq caiu 49,20 pontos (-2,67%) e fechou com 1.796,52 pontos; na semana, o desempenho é negativo em 2,27%. As informações são da Dow Jones.

Bovespa segue reação de NY ao desemprego e cai 1%

por Claudia Violante de Agência ESTADO
02 de Julho de 2009 17:40

São Paulo - Da mesma forma que em maio, o relatório do mercado de trabalho norte-americano também surpreendeu. Só que desta vez negativamente: foi fechado um número maior do que o previsto de vagas de trabalho no mês passado e isso teve um único sentido para as bolsas de valores, o de baixa dos índices de ações. Esse efeito foi ainda mais forte na Europa, já que os dados de emprego na região também não agradaram. A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa), embora também tenha sentido o impacto, perdeu bem menos, já que os investidores estão um pouco "paralisados", à procura de rumo depois do bom primeiro semestre.

O índice Bovespa (Ibovespa) terminou a sessão desta quinta-feira em queda de 1,01%, aos 51.024,94 pontos. Na pontuação mínima do dia, atingiu os 50.608 pontos (-1,82%) e, na máxima, os 51.538 pontos (-0,01%). Nas duas sessões de julho, acumula perda de 0,86% e, no ano, ganho de 35,89%. O giro financeiro totalizou R$ 4,090 bilhões. Os dados são preliminares.

Os números dos mercados de trabalho norte-americano e da zona do euro impediram as bolsas de operarem em alta nesta sessão - ainda mais pelo fato de amanhã ser feriado antecipado (Dia da Independência) nos EUA, o que deixa o investidor, já calejado, ainda mais na retranca. Essa também foi uma das razões para a Bovespa ter trabalhado, principalmente à tarde, de lado, com pouca oscilação.

Os números mais aguardados hoje eram os do "payroll" (relatório de vagas) nos EUA, que mostraram corte de 467 mil empregos em junho, bem mais que as 350 mil vagas estimadas pelos analistas. Nem mesmo a revisão do número anterior, para melhor, ajudou - o número passou de -345 mil para -322 mil em maio. Também foi ruim a taxa de desemprego (9,5%) nos EUA que, embora tenha se situado abaixo do previsto (9,6%), foi a maior desde agosto de 1983. Na Europa, também foi a taxa de desemprego a amargar o paladar, já que subiu de 9,3% em abril para 9,5% em maio, o maior nível em dez anos.

Em Wall Street, o Dow Jones terminou com baixa de 2,63%, aos 8.280,74 pontos, o S&P recuou 2,90%, aos 896,55 pontos, e o Nasdaq perdeu 2,67%, aos 1.796,52 pontos. Os dados são preliminares. Na Europa, as perdas foram ainda maiores. O índice FTSE-100 da Bolsa de Londres recuou 2,45%; em Frankfurt, o índice Xetra-DAX caiu 3,81%; na Bolsa de Paris, o CAC-40 teve queda de 3,13%.

No mercado doméstico, embora as quedas tenham sido praticamente generalizadas, elas foram comandadas pelas ações da Petrobras, da Vale e de siderúrgicas, em meio ao recuo de preços de matérias-primas (commodities). Petrobras ON cedeu 2,12%, Petrobras PN caiu 1,76%, Vale ON recuou 0,81% e Vale PNA desvalorizou 0,23%. Gerdau PN caiu 1,21%, Metalúrgica Gerdau PN recuou 0,62%, Usiminas PNA perdeu 3,28% e CSN ON, -1,61%. Na Bolsa Mercantil de Nova York (Nymex, na sigla em inglês), o contrato do petróleo com vencimento em agosto terminou cotado a US$ 66,73 por barril, em baixa de 3,72%.

Para amanhã, a expectativa é de um pregão fraco, já que não haverá mercado nos Estados Unidos. E, como os investidores estrangeiros já estão naturalmente mais ausentes neste mês por causa das férias no Hemisfério Norte, o giro financeiro doméstico deve ser bem restrito.

quarta-feira, 1 de julho de 2009

Bolsa de NY fecha em alta com ajuda de indicadores

por Agência ESTADO
01 de Julho de 2009 20:01

As notícias econômicas ajudaram a empurrar o mercado de ações norte-americano em alta no primeiro dia do terceiro trimestre, uma vez que reforçaram as apostas de que o ritmo da recessão está desacelerando. Pela manhã, o indicador de atividade industrial mostrou uma moderação no declínio, enquanto uma medida de atividade futura para o mercado de moradia - gastos com construção - subiu pelo quarto mês seguido em maio. "Os dados do mercado de moradia parecem ter se tornado um pouco melhor ao longo dos últimos meses", disse Thomas Nyheim, um gerente de carteira do Christiana Bank & Trust. Os investidores estão vendo tais dados como um indicador de uma perspectiva melhorada para a economia, disse.

Entre as notícias corporativas, as ações da General Mills subiram 3,86% depois da fabricante de cereais ter anunciado um lucro acima do esperado no seu quarto trimestre fiscal. A General Mills também melhorou sua previsão para o próximo ano fiscal, citando moderação nos preços de matérias primas e esforços internos para reduzir custos.

As notícias da General Mills ajudou a dar suporte a outras empresas do setor de alimentos e de consumo: Kraft Foods +5,01%, HJ Heinz +3,03%.

As ações da Ford Motor caíram 2,64% depois da montadora ter anunciado uma queda de 11% nas vendas em junho em comparação com igual mês do ano passado, uma queda mais modesta em comparação com a dos meses anteriores. Contudo, a Ford foi a exceção, com a maioria das montadores anunciando declínios mais acentuados nas vendas. A GM anunciou uma queda de 33% nas vendas, enquanto a Chrysler registrou um declínio de 42%. As ações da GM caíram 16,74% para US$ 0,91.

O índice Dow Jones subiu 57,06 pontos (0,68%) e fechou com 8.504,06 pontos. O Nasdaq avançou 10,68 pontos (0,58%) e fechou com 1.845,72 pontos. O S&P-500 subiu 4,01 pontos (0,44%) e fechou com 923,33 pontos. As informações são da Dow Jones.

Ações da Petrobras pesam, mas Ibovespa sobe 0,15%

por Agência ESTADO
01 de Julho de 2009 17:41

A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) iniciou julho colada às Bolsas norte-americanas e, embora tenha acompanhado o sinal positivo em Wall Street, acabou devolvendo grande parte dos ganhos no final do pregão. Além das Bolsas de Nova York também terem perdido um pouco o vigor, as ações da Petrobras, que foram destaque negativo durante quase toda a sessão na Bovespa, ampliaram as perdas no fim. As ações da Vale e de siderúrgicas, por outro lado, influenciaram as compras, reagindo a um bom indicador divulgado na China.

O índice Bovespa (Ibovespa) abriu o segundo semestre do ano com variação positiva de 0,15%, aos 51.543,78 pontos. Na pontuação mínima do dia, o índice atingiu 51.464 pontos (estabilidade) e, na máxima, os 52.383 pontos (+1,78%). No acumulado do ano até hoje, o ganho é de 37,27%. O giro financeiro no dia totalizou R$ 5,576 bilhões. Os dados são preliminares.

Foram divulgados hoje nos EUA dados sobre o mercado de trabalho no setor privado, um dos principais indicadores do dia, mas que foi ofuscado por outros mais animadores. E essa tendência acabou sendo benéfica às ações, já que o número norte-americano foi pior do que as previsões. Segundo a ADP, foram fechadas em junho 473 mil vagas de trabalho nos Estados Unidos, 73 mil a mais do que as previsões dos analistas. O dado é considerado uma prévia do "payroll", o dado oficial e que inclui todos os segmentos, que será divulgado amanhã. A previsão para este dado é de corte de 350 mil vagas em junho.

O dado da ADP não teve força para suplantar os efeitos dos demais indicadores internacionais. Um dos mais animadores, principalmente para a Bovespa, saiu na China. O índice de atividade industrial dos gerentes de compra (PMI), divulgado pela Federação Chinesa de Logística & Compra (oficial), passou de 53,1 em maio para 53,2 em junho, pelo quarto mês seguido acima dos 50 pontos, que indicam expansão. Já o índice dos gerentes de compra PMI CLSA China, compilado pela empresa britânica de pesquisa Markit Group, aumentou para 51,8 em junho, de 51,2 em maio, no terceiro mês consecutivo acima de 50.

Esses números, na avaliação do analista da SLW Pedro Galdi, são a principal razão para a alta das ações da Vale e de siderúrgicas, ainda sustentadas pelo fechamento em elevação dos preços dos metais. "A China tem sido uma grande estímulo para as ações da Vale e siderurgia", comentou ao lembrar que a discussão em torno do preço do minério de ferro vendido pela brasileira às siderúrgicas do país logo devem ter uma solução.

Vale ON terminou o pregão de hoje com valorização de 0,38% e Vale PNA subiu 0,90%. Gerdau PN teve alta de 0,44%, Metalúrgica Gerdau PN fechou estável, Usiminas PNA subiu 2,62% e CSN ON virou a minutos do fim, para um recuo de 0,14%.

Além do indicador chinês, também estimulou ordens de compras o PMI da zona do euro, que subiu para a máxima em nove meses de 42,6 em junho, ante 40,7 em maio e leitura preliminar de 42,4. Já o PMI do Reino Unido avançou para 47,0 em junho, o maior nível em 13 meses, de 45,4 em maio. Também teve um bom dado no Japão, que anunciou que o índice consolidado de confiança das grandes indústrias evoluiu do recorde negativo de -58, registrado em março, para -48 em junho.

Em Wall Street, o índice Dow Jones terminou em elevação de 0,68%, aos 8.504,06 pontos, o S&P avançou 0,44%, aos 923,33 pontos, e o Nasdaq subiu 0,58%, aos 1.845,72 pontos.

No Brasil, Petrobras foi destaque de baixa, pressionada pela queda dos preços do petróleo depois que os dados de estoques nos EUA mostraram aumento superior às expectativas. As ações foram ampliando as perdas ao longo da tarde e levaram a uma diminuição da alta do índice à vista. Petrobras ON fechou com perda de 2,57% e Petrobras PN caiu 2%.

Na Bolsa Mercantil de Nova York (Nymex), o contrato do petróleo com vencimento em agosto recuou 0,83%, para US$ 69,31 por barril. Segundo o Departamento de Energia, os estoques comerciais de petróleo dos EUA caíram 3,7 milhões de barris na semana encerrada em 26 de junho, ante expectativa de queda de 2,1 milhões de barris. Os estoques de gasolina cresceram 2,3 milhões de barris, ante expectativa de aumento de 1,9 milhão de barris.

terça-feira, 30 de junho de 2009

Bolsa de NY recua, mas saldo do trimestre é positivo

por Suzi Katzumata de Agência ESTADO
30 de Junho de 2009 19:28

Nova York - Os principais índices de ações do mercado norte-americano fecharam em baixa na última sessão do segundo trimestre, com uma inesperada deterioração na confiança do consumidor norte-americano e uma queda nos preços do petróleo desencadeando uma liquidação. Contudo, o saldo do trimestre foi positivo, com o índice S&P-500 registrando o melhor desempenho em mais de uma década, com um ganho de 121,45 pontos, ou 15%, que interrompeu uma série de seis trimestres consecutivos de perdas.

O índice Dow Jones acumulou um ganho de 11% no segundo trimestre, marcando o primeiro trimestre positivo em mais de um ano e meio. O Nasdaq registrou uma valorização de 306,45 pontos, ou 20%, a maior alta porcentual em um trimestre em seis anos.

As ações foram pressionadas pelo fraco número de confiança do consumidor de hoje, segundo Kevin Beadles, diretor de transações do Wedbush Morgan Securities. "O dado mostra que as pessoas ainda estão preocupadas com relação ao emprego e os dados do setor de moradia, embora tenham vindo um pouco melhor que o esperado, mostrara que ainda existem questões com os preços das casas", acrescentou.

As ações da Caterpillar caíram 4,98% e lideraram as perdas no índice Dow Jones. A fabricante de equipamentos pesados, junto com outras ações mais sensíveis à economia, caiu em reação ao recuo no indicador de confiança do consumidor norte-americano em junho, especialmente com relação às expectativas para a economia nos próximos seis meses.

No setor de energia, as ações da Chevron caíram 0,94% e as da ExxonMobil fecharam em queda de 0,95%, pressionadas pela queda dos preços do petróleo para abaixo de US$ 70 por barril na New York Mercantile Exchange (Nymex).

O índice Dow Jones caiu 82,38 pontos (-0,97%) no dia e fechou com 8.447 pontos; no acumulado do ano, o índice continua em território negativo, com uma queda de 3,75%. O Nasdaq caiu 9,02 pontos (-0,49%) e fechou com 1.835,04 pontos; no ano, o índice sustenta um ganho de 16,36%. O S&P-500 recuou 7,91 pontos (-0,85%) e fechou com 919,32 pontos, mas no ano o saldo é positivo com uma alta de 1,78%. As informações são da Dow Jones.

Bolsa cai 3,25% em junho, mas ganha 37% no semestre

por Agência ESTADO
30 de Junho de 2009 18:22

Depois de três meses consecutivos de ganhos, período no qual subiu 39,32%, a Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) voltou a amargar queda. Com a saída dos investidores estrangeiros - os principais responsáveis por conduzir os ganhos nos meses anteriores -, o índice Bovespa (Ibovespa), principal referência do mercado de ações brasileiro, encerrou junho com baixa de 3,25%. No semestre, este foi o segundo mês de queda - em fevereiro, o Ibovespa caiu 2,8% - o que não atrapalhou o resultado acumulado dos primeiros seis meses do ano, considerado para lá de exuberante: +37,06%.

Nesta terça-feira, os ventos até amanheceram favoráveis a mais um pregão de ganhos, em meio ao movimento de fim de mês e de semestre, onde os gestores tratam de melhorar o desempenho das carteiras. Mas a confiança do consumidor norte-americano entornou o caldo - e os indicadores europeus também não ajudaram. Assim, as bolsas, que vinham subindo, viraram e caíram. O Ibovespa, assim, terminou a terça-feira em queda de 1,29%, aos 51.465,46 pontos. Na mínima, atingiu os 51.102 pontos (-1,99%) e, na máxima, os 52.435 pontos (+0,57%). O giro financeiro negociado hoje totalizou R$ 5,160 bilhões. Os dados são preliminares.

O que fez os ganhos da abertura se esvaírem foi o indicador da Conference Board. A confiança do consumidor norte-americano caiu de 54,8 em maio para 49,3 em junho. Além de contrariar a expectativa de melhora para 56 pontos, o indicador também voltou a ficar abaixo de 50, o que indica retração econômica. Isso acabou alimentando preocupações sobre a economia americana e sobre a sustentabilidade da melhora exibida até agora. Com a influência do dado da Conference Board, as Bolsas norte-americanas recuaram. O Dow Jones fechou em baixa de 0,97%, aos 8.447,00 pontos, o S&P recuou 0,85%, aos 919,32 pontos, e o Nasdaq sofreu redução de 0,49%, aos 1.835,04 pontos.

O dado norte-americano fraco também influenciou as bolsas europeias - sobretudo as ações de bancos e de petrolíferas -, que ainda tiveram indicadores frágeis locais para repercutir nos negócios. Uma das más notícias na Europa lá foi a queda do PIB britânico, de 4,9% no primeiro trimestre deste ano em relação ao primeiro trimestre do ano passado, a maior desaceleração desde o início dos registros em 1948.

No Brasil, o único indicador previsto era o do nível de atividade (INA) da indústria paulista, que subiu 0,9% em maio na comparação com abril deste ano, no cálculo com ajuste sazonal. No cálculo sem ajuste houve alta de 6,9% na comparação com abril, segundo a Fiesp. Os dados, no entanto, não fizeram preço nas ações, que acompanharam o comportamento do mercado externo.

Apesar de a Bovespa acompanhar as bolsas externas e com perdas um pouco maiores, uma fonte bem resumiu o desempenho do semestre. "Não dá para reclamar. Achávamos que o Ibovespa estaria nos 46 mil pontos e ele está nos 51 mil", comparou. Este especialista do mercado de renda variável chamou a atenção, entretanto, que o segundo semestre não deve ser tão favorável às ações. "Acho que os primeiros seis meses foram uma correção a um tombo exagerado, já que o Ibovespa caiu muito (até 29 mil pontos no pior momento da crise). O segundo semestre pode apresentar surpresas sobre a economia mundial", avaliou.

Poucas ações tiveram alta hoje. Uma delas foi Eletropaulo PNB, que subiu 2,15%, na segunda maior elevação do Ibovespa (+2,15%), depois que a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) autorizou reajuste médio de 13,03% para suas tarifas, a partir de sábado.

Petrobras e Vale seguiram os preços de matérias-primas nas bolsas de mercadorias internacionais (commodities) e terminaram em baixa. Petrobras ON caiu 1,62% hoje, acumulou perda de 7,11% em junho e alta de 47,17% no primeiro semestre. Petrobras PN recuou 1,82% hoje, caiu 5,81% no mês e subiu 43,71% no acumulado de janeiro a junho. Vale ON terminou o dia em baixa de 1,17%, acumulou queda de 9,26% em junho e valorização de 26,44% na primeira metade do ano, enquanto Vale PNA registrou baixa de 1,49% hoje, queda de 8,15% em junho e alta de 27,14% no primeiro semestre

IBOV...suportes e resistências após 29/06.



O Ibovespa abriu na mínima em 51.488, foi buscar a máxima em 52.275 pontos e finalizou em 52.137 pontos (+1,27%).O "candle" do gráfico diário é praticamente um "marubozu vazio", mostrando a predominância da pressão vendedora. Tentou sem êxito romper o topo recente nos 52.500 pontos. É possível ocorrer alguma realização após a sequência de 5 pregões já que está praticamente no topo do sub-canal de baixa, que se encontra nos 52.500 pontos.

Suportes imediatos em 51.780, 51.600, 51.150 e 51.040 pontos.
Resistências imediatas em 52.150, 52.270 e 52.570 pontos.

DJI...suportes e resistências após 29/06


DJI abriu em 8.440, veio até a mínima em 8.429, reverteu até atingir a máxima em 8.533 e finalizou em 8.529 pontos ( +1,08%). O "candle" do gráfico formado é um piercing que sugere indefinição de tendência. Por diversas vezes DJI tentou sem sucesso romper os 8.530 pontos. A retomada desse patamar projeta DJI nos 8.800 pontos, novamente. A perda em definitivo dessa resistência poderá levar DJI a cumprir objetivo de queda nos 7.990 pontos, caso perca o fundo duplo recente nos 8.260 pontos.

Suportes imediatos em 8.520, 8.510, 8.450, 8.430, 8.400 e 8.350 pontos.

Resistências imediatas em 8.530, 8.550, 8.585 e 8.620 pontos.